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tcc finalizado 31 10 2024

Monografia (TCC) sobre a exclusão do cônjuge necessário na reforma do Código Civil de 2002; analisa modalidades sucessórias, conceitos de herdeiro necessário e facultativo, os motivos da reforma e a mudança do cônjuge de necessário para facultativo; metodologia: pesquisa bibliográfica.

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UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A EXCLUSÃO DO CÔNJUGE NECESSÁRIO NA REFORMA DO CÓDIGO CIVIL 
DE 2002 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ROGER SALEM AFIF RIACHI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO PAULO 
2024 
 ROGER SALEM AFIF RIACHI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A EXCLUSÃO DO CÔNJUGE NECESSÁRIO NA REFORMA DO CÓDIGO CIVIL DE 
2002 
 
 
 
Monografia apresentada à Unip- 
Universidade Paulista, como requisito 
parcial para obtenção do grau de 
Bacharel em Direito, sob orientação 
do Professor: Dra: Priscila 
Zinczynszyn. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 SÃO PAULO 
 2024 
 
 
 ROGER SALEM AFIF RIACHI 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A EXCLUSÃO DO CÔNJUGE NECESSÁRIO NA REFORMA DO CÓDIGO CIVIL DE 
2002 
 
 
Monografia apresentada à Unip- 
Universidade Paulista, como requisito 
parcial para obtenção do grau de 
Bacharel em Direito, sob orientação 
do Professor: Dra: Priscila 
Zinczynszyn 
 
 
 
 
 
 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
_________________________________/___/_____ 
 Prof. Dra: Priscila Zinczynszyn 
 
 (Orientadora-Unip) Universidade Paulista -UNIP 
 
 
___________________________________/___/____ 
 
Prof. Universidade Paulista – UNIP 
 
 
___________________________________/___/____ 
Prof. Universidade Paulista – UNIP 
 
 
 
 DEDICATÓRIA 
 
 Dedico este trabalho à minha família e, principalmente, à minha mãe, que lutou 
bravamente para conseguir me fazer chegar até aqui e realizar um dos meus 
maiores sonhos, me formar em direito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 AGRADECIMENTOS 
 
 Agradeço, em primeiro lugar, a Deus, que me deu força, energia e discernimento 
para chegar até aqui. 
 
 Agradeço também à minha noiva, que me apoiou em todos os momentos e me 
deu suporte, compreensão, companheirismo e até mesmo me ajudou a estudar 
para incontáveis provas. 
 
 Gostaria também de prestar agradecimentos ao meu falecido pai, que veio a 
falecer no decorrer do penúltimo ano que curso, mas que sempre acreditou em 
mim, no meu potencial e me dava forças quando eu mais precisava, espero que, lá 
de cima, ele esteja me vendo nesse exato momento e, conhecendo ele, sei que 
está torcendo por mim. Obrigado por tudo, meu herói. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 RESUMO 
 
 Este Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, aborda o tema: 'A EXCLUSÃO DO 
CÔNJUGE NECESSÁRIO NA REFORMA DO CÓDIGO CIVIL DE 2002', é 
abordado as modalidades de sucessão conforme é estabelecido no nosso atual 
Código Civil de 2002, o conceito de herdeiro Necessário e herdeiro facultativo, os 
motivos pelo qual ocorreu a reforma do Código Civil de 2002, e por que os cônjuges 
deixam de ser herdeiros necessários para serem herdeiros facultativos, o objetivo 
da mudança não é prejudicar os cônjuges, e sim proteger o patrimônio dos 
ascendentes e descendentes. A metodologia utilizada neste Trabalho de Conclusão 
de Curso - TCC é a pesquisa bibliográfica, com base em todo tipo de 
documentação indireta, entre elas: livros, sites e artigos. 
 
Palavras-Chave: Exclusão. Cônjuge. Herança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ABSTRACT 
 
 This Final Course Work - TCC, addresses the theme: 'THE EXCLUSION OF THE 
NECESSARY SPOUSE IN THE REFORM OF THE CIVIL CODE OF 2002', it 
addresses the modalities of succession as established in our current Civil Code of 
2002, the concept of Necessary heir and optional heir, the reasons why the reform 
of the Civil Code of 2002 occurred, and why spouses cease to be necessary heirs 
and become optional heirs, the objective of the change is not to harm the spouses, 
but rather to protect the assets of ascendants and descendants. The methodology 
used in this Final Course Work - TCC is bibliographic research, based on all types 
of indirect documentation, including: books, websites and articles. 
 
Keywords: Exclusion. Spouse. Inheritance. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
INTRODUÇÃO..................................................................................................10 
1.0 MODALIDADES SUCESSÓRIAS...............................................................11 
2.0 CÔNJUGE HERDEIRO NECESSÁRIO.....................................................16 
1.1 Conceito..................................................................................................16 
3.0CÔNJUGE HERDEIRO FACULTATIVO......................................................19 
3.1 Conceito..................................................................................................19 
4.0 REFORMA DO CÓDIGO CIVIL DE 2002....................................................20 
4.1 Herdeiros excluidos...............................................................................22 
5.0 PORQUE OS CÔNJUGES DEVEM DEIXAR DE SER HERDEIROS 
NECESSÁRIOS?...............................................................................................23 
6.0 CONCLUSÃO.............................................................................................28 
7.0 BIBLIOGRAFIA...........................................................................................29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 10 
 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 Neste Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, é abordado o tema: ‘A 
EXCLUSÃO DO CÔNJUGE NECESSÁRIO NA REFORMA DO CÓDIGO CIVIL DE 
2002’, sendo um tema de altissíma relevância social pois, altera uma das figuras no 
direito das sucessões: O Cônjuge herdeiro necessário que é os descenedentes, ou 
seja filhos, netos e bisnetos e o cônjuge, este último na nossa atual reforma do 
Código Civil de 2002 deixará de ser herdeiro necessário 
 
 No Capítulo 1, refere-se as modalidades sucessórias presentes no nosso atual 
Código Civil de 2002. 
 
 No Capítulo 2, trata-se do conceito de Herdeiro Necessário no nosso Código Civil 
de 2002, com jurisprudência e opinião de doutrinadores. 
 
 No Capítulo 3, aborda-se o conceito de Cônjuge herdeiro facultativo, quais são os 
herdeiros facultativos. 
 
 No Capítulo 4, refere-se a reforma do Código Civil, por qual motivo está ocorrendo 
e porque é necessária. 
 
 No Capítulo 5, aborda-se porque os cônjuges devem deixar de ser herdeiros 
necessários, conforme doutrinadores e profissionais em direitos reais. 
 
 Por fim, a conclusão na qual é explanado todos os pontos importantes aprendidos 
com a presente pesquisa, e a bibliografia, de todos os livros, sites e artigos 
consultados. 
 
 A Metodologia aplicada nesta monografia é Pesquisa bibliográfica, com base em 
livros, e todo tipo de documentação indireta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 111.0 MODALIDADES SUCESSÓRIAS 
 
Neste Capítulo é abordado quais os tipos de modalidades sucessórias. 
 
 A abertura da sucessão ocorre quando uma pessoa morre e deixa um legado. 
Dado que não se pode tolerar a perda do patrimônio, é imprescindível que os 
sucessores assumam a responsabilidade pelos bens, direitos e obrigações que 
pertenciam ao falecido. A herança é transmitida como uma universalidade e 
persiste até a divisão (DIAS, 2020, p. 153) Se houver um único herdeiro, e o de 
cujus deixar testamento com até metade dos seus bens, o sucessor receberá toda 
a herança, através da adjudicação. No entanto, se existirem mais herdeiros, estes 
receberão a parte ideal do patrimônio patrimonial, através da partilha. 
 
 
 O titular do patrimônio não pode dispor livremente de todos os seus bens, nem 
durante sua vida, nem para depois de sua morte. Só pode doar o que pode 
dispor por testamento (CC 549). Assim, ainda que seja plenamente capaz, não é 
absoluta a liberdade de quem tem herdeiros necessários. A lei escolhe 
determinadas pessoas que necessariamente irão receber parte do patrimônio: 
descentes, ascendentes e cônjuge. São os chamados herdeiros necessários. A 
eles é destinada a metade da herança. A sucessão legítima impõe a 
transferência de metade do patrimônio a quem a lei elege como herdeiro. 
Somente a outra metade é disponível, tendo o seu titular a liberdade de destiná-
la a seu bel-prazer. Pode doar enquanto for vivo ou, por meio de testamento, 
pode deixar a quem lhe aprouver toda a metade disponível, uma fração dela, ou 
bens determinados (CC 1.786). Os herdeiros testamentários recebem uma 
cota-parte da herança e os legatários, bens identificados1. 
 
 
 Percebe-se que a liberdade do detentor da herança não é absoluta, mesmo que 
todo o seu patrimônio seja resultado de seu esforço, uma vez que, embora possua 
a posse dos bens, não pode desfrutar livremente de tudo. O legislador buscou 
assegurar uma proteção mais ampla aos herdeiros necessários, que ele 
considerava os mais próximos, destinando uma fração do patrimônio a eles. 
 
 Além disso, há a garantia do mínimo de sobrevivência, uma limitação imposta por 
lei para evitar que o detentor de tudo em sua existência fique desamparado, 
conforme estabelecido no artigo 548 do Código Civil. “Não é válida a doação de 
todos os bens sem reserva de parte ou de renda suficiente para a subsistência do 
doador”. A violação do artigo em questão é caso de nulidade e não de anulação, ou 
seja, não se convalida com o tempo. 
 
 
1 DIAS, Maria Berenice. Manual das Sucessões. 7. ed. rev., atual. e ampl. Salvador: Editora 
JusPodivm, 2021. 
 
 
 
 12 
 
 
 O artigo 549 do Código Civil diz que: “Nula é a doação em relação à parte que 
exceder a que o doador, no momento da liberalidade, poderia dispor em 
testamento”. Se o destinatário doar mais da metade de seu patrimônio em 
testamento, essa doação será cancelada. 
 
 Quanto às modalidades de sucessão, ensinam Oliveira e Amorim que há duas 
modalidades: a título universal e a título singular. 
 
 
 Diz-se sucessor a título universal o herdeiro com direito à totalidade da herança 
ou a uma parte ideal que permanece indivisa até a partilha. É o que se dá na 
sucessão legítima e também na testamentária, quando haja simples instituição 
de herdeiro. Sucessor a título singular é o que tem direito, por testamento, a 
parte certa dos bens, individualizada como legado; daí sua denominação de 
legatário2. 
 
Maria Berenice Dias apresenta a seguinte classificação: 
 
 
 a) A Sucessão Universal consiste na transferência do patrimônio do falecido para 
os herdeiros legítimos ou testamentários a título universal. Em outras palavras, os 
bens são transmitidos como um todo unido a todos os herdeiros. Só com a divisão 
é que cada um terá a sua cota hereditária individualizada. 
 b) Sucessão Singular é quando o testador deixa objetos determinados e 
individuais para alguém. O herdeiro recebe seu legado de acordo com o 
testamento, subtraindo apenas os bens que lhe foram destinados. Ou seja, só 
recebe o bem individual que o testador escolheu; não recebe bens, passivos, 
encargos ou dívidas relacionadas à herança. O autor da herança também pode 
contemplar o herdeiro legítimo como legatário, unindo as duas condições. O legado 
e a herança possuem natureza jurídica distintas, uma vez que são títulos 
sucessórios distintos, o que permite ao beneficiário aceitar um e renunciar ao outro. 
Não se trata de uma aceitação parcial, uma vez que são dois títulos sucessórios 
individuais, nos quais o sucessor pode aceitar um e recusar o outro3. 
Eis a disposição do artigo 1.808 do Código Civil (BRASIL, 2002) 
 Art. 1.808. Não se pode aceitar ou renunciar a herança em parte, sob condição 
ou a termo. 
2 OLIVEIRA, Euclides; Amorim, Sebastião. Inventário e Partilha: teoria e prática. 25. ed. São 
Paulo: Saraiva Educação, 2018. 
3 DIAS, Maria Berenice. Manual das Sucessões. 7. ed. rev., atual. e ampl. Salvador: Editora 
JusPodivm, 2021. 
 
 13 
 
 
 § 1º O herdeiro, a quem se testarem legados, pode aceitá-los, renunciando a 
herança; ou, aceitando-a, repudiá-los. 
 § 2º O herdeiro, chamado, na mesma sucessão, a mais de um quinhão 
hereditário, sob títulos sucessórios diversos, pode livremente deliberar quanto 
aos quinhões que aceita e aos que renuncia. 
 
 c) Sucessão Legítima é aquela que surge da lei, prevista no artigo 1.829 do 
Código Civil. A herança é destinada aos herdeiros necessários e intangível; não 
pode ser reduzida pelo herdeiro e não está sujeita a encargos, encargos, gravames 
ou condições. A legislação protege metade do patrimônio do falecido e reserva o 
restante para os herdeiros necessários. De acordo com o Supremo Tribunal 
Federal, não há diferenciação entre o cônjuge e os companheiros. Assim sendo, 
este pertence aos herdeiros necessários, sendo inconstitucional a distinção de 
regimes sucessórios entre eles. 
 
 Maria Berenice Dias ensina que, dentre os herdeiros legítimos, alguns são 
considerados essenciais, já que não podem ser excluídos da posição de herdeiro, a 
não ser que haja deserdação ou exclusão. Apesar de a herança legítima ser 
determinada pela lei, não significa que o herdeiro necessário seja obrigado a 
aceitá-la; ele pode renunciar à sua parte, que retornará ao patrimônio hereditário, 
ou ainda, cedê-la a quem quiser4. 
 
 
 Os parentes mais distantes estão incluídos no grupo dos herdeiros facultativos, 
pois podem ser excluídos da herança. Esse é o critério utilizado para classificar a 
sucessão legítima em necessária e facultativa. Quando o herdeiro é casado, tem 
descendentes ou ascendentes, a metade de seu patrimônio é destinada a eles - 
logo, a sucessão necessária: decorre da existência de herdeiros necessários. 
Quando o falecido tinha apenas parentes colaterais de segundo, terceiro ou quarto 
graus: irmãos, sobrinhos, tios, sobrinhos-netos, tios-avós ou primos. Todos têm 
legitimidade para herdar, logo, a sucessão é legítima. Mas só recebem a herança 
se o falecido não tinha os herdeiros necessários, ou se não deu todo o patrimônio 
aos herdeiros testamentários. O testador pode afastar os herdeiros facultativos da 
sucessão de duas maneiras: excluindo-os imotivadamente, através de um 
testamento,ou dispondo de seus bens sem os contemplar. 
4 DIAS, Maria Berenice. Manual das Sucessões. 7. ed. rev., atual. e ampl. Salvador: Editora 
JusPodivm, 2021. 
 
 14 
 
 Conforme Izaura Fabíola Lins de Barros Lôbo Cavalcanti: Primeiramente 
cumpre registrar que a transmissão da herança acontece por meio de duas 
vertentes: a sucessão legítima (arts. 1.829 a 1.856 do CC) e a testamentária 
(arts. 1.857 a 1.990 do CC). Tanto uma como outra referem-se à capacidade 
passiva, pessoas que estão aptas para receber a herança (art. 1.801 do CC). 
Ademais, é com a morte que ocorre a sucessão automática, dando ensejo à 
abertura da sucessão. Assim, a herança é transmitida aos herdeiros legítimos e 
testamenteiros (art. 1.784 do CC). Observa-se que a sucessão legítima é 
estabelecida por determinação legal, não depende da vontade do testador. Logo, 
é a lei que dita a quem devem ser destinados os bens do de cujus. Nessa feita, 
se não houver testamento ou, na falta de um testamento válido, todo o patrimônio 
do morto pertencerá à legítima, sendo destinado aos herdeiros necessários 
(descendentes, ascendentes e cônjuge) e, só na falta destes, é que alcançará os 
facultativos (colaterais até o quarto grau) que serão convocados conforme a 
ordem de vocação hereditária, ou seja, os mais próximos excluem os mais 
remotos. Por fim, não havendo os mencionados acima, caberá o patrimônio à 
Fazenda Pública5. 
 
 
 Sucessão Testamentária é aquela em que a transmissão é feita por meio de um 
testamento. Pode ser benéfico para terceiros ou para os próprios herdeiros, que 
além de herdeiro necessário, podem ser herdeiros testamentários, acumulando as 
duas categorias sucessórias. Nesta modalidade de sucessão, o beneficiário 
receberá sua parte após quitar todas as dívidas do espólio e separar a parte que é 
legítima. A sucessão testamentária é baseada no que sobrar. Se o que sobrou for 
menor do que o autor desejou disponibilizar em testamento, o que sobrou será 
transferido ao herdeiro testamentário, podendo este receber menos do que o 
testamento estipula. A parcela adicional é considerada legítima. 
 
 
 Noutro prumo, temos a sucessão testamentária em que o testador irá dispor de 
até metade dos bens da herança a quem ele bem quiser (observado o art.1.801 
do CC) ou até mesmo de sua totalidade, caso não tenha herdeiros necessários. 
Veja que, quanto a essa parte da herança, o testador tem livre disposição, ele 
declara em seu testamento o seu desejo de como deverá ser feita a sucessão de 
seus bens após a sua morte. A escolha é dele, logo, a divisão da parte disponível 
será feita conforme sua vontade; é o testador quem vai dizer quanto cada 
herdeiro irá receber, se as cotas serão distribuídas em partes iguais ou se algum 
herdeiro vai ficar com a maior parte. Pode o testador também deixar estabelecido 
qual patrimônio será destinado para cada um dos herdeiros. Nesse campo quem 
dita as regras é o próprio testador, podendo inclusive revogar o testamento a 
qualquer momento caso se arrependa ou mude de ideia6. 
 
 
 
 
 
 
5 CAVALCANTI, Izaura Fabíola Lins de Barros Lôbo. Testamento, uma Forma de 
Proteção. Revista Âmbito Jurídico, nº 201 – Ano XXIII – Outubro/2020. ISSN – 1518-0360. 
Disponível em: .Acesso em: 31 out. 2024. 
6 CAVALCANTI, Izaura Fabíola Lins de Barros Lôbo. Testamento, uma Forma de 
Proteção. Revista Âmbito Jurídico, nº 201 – Ano XXIII – Outubro/2020. ISSN – 1518-0360. 
Disponível em: .Acesso em: 31 out. 2024. 
 
https://ambitojuridico.com.br/category/revista-ambito-juridico/
https://ambitojuridico.com.br/revista-ambito-juridico/revista-ambito-juridico-no-201-ano-xxiii-outubro-2020/
https://ambitojuridico.com.br/revista-ambito-juridico/revista-ambito-juridico-no-201-ano-xxiii-outubro-2020/
https://ambitojuridico.com.br/category/revista-ambito-juridico/
https://ambitojuridico.com.br/revista-ambito-juridico/revista-ambito-juridico-no-201-ano-xxiii-outubro-2020/
https://ambitojuridico.com.br/revista-ambito-juridico/revista-ambito-juridico-no-201-ano-xxiii-outubro-2020/
 15 
 
 O legislador infraconstitucional previu no Código Civil e no Código de Processo 
Civil procedimento específico – inventário ? a ser seguido com o intuito de 
transmitir esses bens aos sucessores do de cujus. Cabe destacar a hipótese de o 
ente público ser o eventual sucessor em inventário, mas apenas quando não 
houver sucessores legais ou testamentários, também conhecida como herança 
jacente e vacante7. 
 
 
 Em outras palavras, se não houver sucessores legítimos ou testamentários, a 
herança é declarada inválida e os bens são transferidos para o governo. 
 
 e) Legado se refere a bens que são atribuídos a certas pessoas. Os legatários são 
sucessores singulares; portanto, não são alcançados pelo princípio de saisine. A 
parte que está disponível para ser transmitida pelo legado não pode exceder a 
legítima. Se isso ocorrer, o legado será reduzido. Além disso, pode haver um 
herdeiro que seja legítimo, necessário ou testamento e também seja legatário. 
 
 f) A Sucessão Mista resulta de duas formas simultâneas: a sucessão legítima (que 
se origina da lei) e a testamento (ato de disposição de vontade do testador) 
Conforme Dias (2020, p. 165), quando essas formas ocorrem simultaneamente, 
ocorre a sucessão mista. Neste contexto, disputam a herança herdeiros legítimos e 
testamentários. Sendo assim, o herdeiro não pode ter todos os seus bens, mas 
apenas a metade, uma vez que deve preservar a legítima diante da existência de 
herdeiros necessários. 
 
 g) Pacto Sucessório é proibido por lei e tem divergência doutrinária. Parte da 
doutrina não menciona sua existência quando se trata das formas sucessórias. 
Segundo Dias (2020, p. 163), é expressamente proibido o pacto sucessório, 
conhecido como pacta corvina, conforme previsto no artigo 426 do Código Civil. A 
herança de pessoa falecida não pode ser objeto de contrato. Nosso ordenamento 
jurídico não permite a aplicação dessa modalidade sucessória. 
 
 
 
 
 
 
7 STOLLENWERK, Marina Ludovico. Planejamento Sucessório Patrimonial: Análise de Casos 
Hipotéticos à Luz das Questões Controversas do Direito Sucessório. Monografia apresentada 
como exigência de conclusão de Curso de Pós-Graduação Lato Sensu da Escola de Magistratura do 
Estado do Rio de Janeiro. ESCOLA DA MAGISTRATURA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 
2017. Disponível em: 
 Acesso em: 31 out. 2024. 
https://www.emerj.tjrj.jus.br/paginas/biblioteca_videoteca/monografia/Monografia_pdf/2017/MarinaLudovicoStollenwerk_Monografia.pdf
https://www.emerj.tjrj.jus.br/paginas/biblioteca_videoteca/monografia/Monografia_pdf/2017/MarinaLudovicoStollenwerk_Monografia.pdf
 16 
2.0 CÔNJUGE HERDEIRO NECESSÁRIO 
Neste Capítulo é abordado o conceito de Cônjuge herdeiro necessário 
 
2.1 Conceito 
 Conforme Cristiano Chaves de Farias e Nelson Rosenvald: O sistema jurídico 
nacional reconhecia como herdeiros necessários os filhos e os pais, assegurando-
lhes a proteção aodireito de herança com a manutenção de 50% do valor líquido 
da herança. A inclusão do cônjuge como herdeiro necessário foi baseada na 
alteração do regime legal de bens da comunhão universal, estipulado no Código 
Civil de 1916, para o regime de comunhão parcial, que foi estabelecido pelo Código 
Civil de 2002, após a sua introdução no Brasil pela Lei nº 6.515/1977 (Lei do 
Divórcio)8. 
 Coforme Dimas Messias de Carvalho: o Código Civil de 2002 foi incluir o 
cônjuge entre os descendentes e ascendentes como herdeiro necessário nos 
bens, e não apenas no direito a usufruto, como ocorria no Código Civil de 1916, 
não podendo o autor da herança dispor de mais da metade dos bens se for 
casado, ainda que não possua descendentes e ascendentes. É necessário, para 
exclusão do cônjuge, que exista justa causa que autorize deserdação ou atos de 
indignidade, não bastando apenas dispor dos bens sem contemplá-lo, como 
ocorre com os colaterais. O art. 1.845 do Código Civil dispõe que “são herdeiros 
necessários os descendentes, ascendentes e o cônjuge”, completando no art. 
1.846 que “pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos 
bens da herança, constituindo a legítima9” 
 
 Na mesma ordem de vocação hereditária do Código de 1916, o atual Código Civil 
mantém o cônjuge como herdeiro único, no art. 1838, conforme descrito abaixo ‘ in 
verbis’ 
 art. 1.838: “Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão 
por inteiro ao cônjuge sobrevivente”. 
 
 Então na ausência de descendentes e ascendentes, o cônjuge receberá por 
inteiro a herança, não importando o regime de bens, desde que não esteja 
separado judicialmente, posto que dissolvida a sociedade conjugal, ou de fato por 
mais de dois anos. Conforme Leciona Maria Helena Dinizx: “Em falta de 
descendentes e ascendentes, será deferida a sucessão por inteiro ao cônjuge 
sobrevivente”, qualquer que seja o regime matrimonial de bens, (CC, art. 1.838; 
STJ, 269:226), caso em que será o herdeiro necessário, único e universal, desde 
que preenchidos os requisitos legais10. 
8 FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Direito Civil.V6. 16 Ed. Juspovm. São 
Paulo.2024. . 
9 CARVALHO, Dimas Messias de. Direito das sucessões: inventário e partilha. 7 ed. Saraiva Jur. 
São Paulo. 2023. 
10 DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: direito das sucessões. v.6.Saraiva 
Jur. São paulo. 2024 
 17 
 Conforme o art. 1.830. Visa-se, com isso, a proteção do consorte supérstite, que, 
ao tempo da morte do outro, não estava separado extrajudicialmente (art. 733, §§ 
1º e 2º, do CPC) ou judicialmente nem separado de fato há mais de dois anos, 
contados da abertura da sucessão, exceto prova, neste caso, de que essa 
convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente (CC, art. 1.830 — que 
pode perder, parcialmente, sua eficácia social ante o disposto na CF, art. 226, § 6º, 
com a redação da EC n. 66/2010). Tal prova será difícil de se obter, ante o fato de 
que um dos cônjuges já faleceu. Esse artigo é um retrocesso, afirma Rolf 
Madaleno, pois como seria possível comprovar culpa funerária ou culpa mortuária? 
Como perquirir a causa daquela separação, provando inocência do viúvo, se o 
autor da herança não mais está presente para defender­-se das acusações que lhe 
serão feitas? Será preciso demonstrar que a ruptura fática da convivência conjugal 
não foi provocada, culposamente, pelo viúvo, pois se, p. ex., veio a abandonar o lar 
imotivadamente, inibido estará de sucederx. O conjugê que é considerado herdeiro 
necessário até mesmo no regime de separação convencional de bens será feita a 
adjudicação de bens na vocação hereditáira, ou seja, na ordem correta, conforme o 
caso abaixo: 
 
 AgInt no RECURSO ESPECIAL Nº 1.354.742 - MG (2012/0245381-9) 
RELATOR : MINISTRO RAUL ARAÚJO AGRAVANTE : LEILA FREIRE 
ARANTES MARTINS CARNEIRO E OUTRO ADVOGADOS : JOSÉ HELVÉCIO 
FERREIRA DA SILVA E OUTRO(S) - MG014651 JULIANA ANDRADE DOS 
SANTOS E OUTRO(S) - MG096302 AGRAVADO : JOSÉ EDÉSIO CLÍMACO 
FERREIRA - ESPÓLIO REPR. POR : MARIA DO CARMO MANSUR FERREIRA 
- INVENTARIANTE E OUTROS ADVOGADO : JONAS MODESTO DA CRUZ E 
OUTRO(S) - DF013743 EMENTA AGRAVO INTERNO NO RECURSO 
ESPECIAL. AÇÃO ORDINÁRIA OBJETIVANDO ANULAR ADJUDICAÇÃO EM 
PROCESSO DE INVENTÁRIO. FALTA DE OBSERVÂNCIA DA ORDEM 
HEREDITÁRIA. PREJUÍZO DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE. NULIDADE 
VERIFICADA. DECISÃO MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO11. 
 
 Hipótese em que o cônjuge sobrevivente, casado sob o regime de separação 
convencional de bens, foi preterido no inventário dos bens deixados por sua 
esposa, o qual foi aberto pela irmã da falecida, tendo sido adjudicada a ela a 
totalidade dos bens deixados pela autora da herança, em prejuízo do viúvo e em 
desrespeito à ordem de vocação hereditária11. 
 
Segundo Paulo Luiz Netto Lôbo: O princípio da função social da herança ressalta 
a redistribuição do patrimônio do falecido aos herdeiros e legatários, para garantir 
a subsistência, exercendo o papel de garantia da solidariedade familiar, como 
ocorre com a legítima dos herdeiros necessários, o art.1789 do nosso atual 
Código Civil de 2002, destaca o quanto o testador deverá dispor quando há 
herdeiros necessários12: 
 
 
 
 
 
11 CORPUS 927. EREsp 1354742 ver inteiro teor06/03/2017, AgInt no RECURSO ESPECIAL Nº 
1.354.742. Disponível em: https://corpus927.enfam.jus.br/legislacao/cc-02#art-1838. Acesso em: 25 
de set de 2024. 
12 Netto Lôbo, Paulo Luiz, "Entidades Familiares Constitucionalizadas: para além do numerus 
clausus", in Revista Brasileira de Direito de Família, nº 12, jan-fev-mar 2002, Editora Síntese. 
https://corpus927.enfam.jus.br/legislacao/cc-02#art-1838
 18 
 
 
Art. 1789. Havendo herdeiros necessários, o testador só poderá dispor da 
metade da herança. 
 
 
 Conforme Carlos Roberto Gonçalves: O Herdeiro necessário, também 
conhecido como legitimário ou reservatário, é o descendente que é o filho, neto, 
bisneto etc. ou ascendente (pai, avô, bisavô etc.) sucessível, é todo parente em 
linha reta não excluído da sucessão por indignidade ou deserdação, bem como o 
cônjuge (CC, art. 1.845). A ele a lei assegura o direito à legítima, que 
corresponde à metade dos bens do testador (art. 1.846). A outra, denominada 
porção ou quota disponível, pode ser deixada livremente. Se não existe 
descendente, ascendente ou cônjuge, o testador desfruta de plena liberdade, 
poden-do transmitir todo o seu patrimônio (que, neste caso, não se divide em 
legítima e porção disponível) a quem desejar, exceto às pessoas não legitimadas 
a adquirir por testamento (arts. 1.798 e 1.801)13. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 GONÇALVES, Carlos Roberto. Sinopses Jurídicas V04, Direito Civil – Direito das 
Sucessões. Ed 21. Saraiva Jur. São Paulo. 2020. 
 19 
 
3.0 CôNJUGE HERDEIRO FACULTATIVO 
Neste Capítulo é abordado o conceito de Herdeiro Facultativo. 
 
3.1 Conceito 
 
 Há uma grande relevância para distinguir os herdeiros necessários os herdeiros 
facultativos. Os dois são espécies do gênero descendentes legítimos e não devem 
ser considerados sinônimos, porque não são. A principal diferença reside no fato de 
que o herdeiro facultativo pode ser excluído da herança sem precisar justificar o 
motivo; basta que o falecido detenha todos os seus bens em testamento e não os 
tenha mencionado. Ao contráriodo que acontece com os herdeiros necessários, 
que têm a metade do patrimônio garantida por lei, sem a necessidade de 
manifestação do autor da herança. Os herdeiros Facultativos estão descritos nos 
arts.1838 e 1839, conforme abaixo: 
Art. 1.838. Em falta de descendentes e ascendentes, será deferida a 
sucessão por inteiro ao cônjuge sobrevivente. 
Art. 1.839. Se não houver cônjuge sobrevivente, nas condições 
estabelecidas no art. 1.830, serão chamados a suceder os colaterais até o quarto 
grau. 
 
 Os herdeiros facultativos são os herdeiros que recebem a herança em apenas 
dois períodos distintos: 
 
 - Quando tem o seu nome incluído no testamento, como forma de última vontade 
(também considerados como herdeiros testamentários); ou 
 
 - Devido à falta de herdeiros necessários, os herdeiros são chamados para 
receber a herança (artigos 1.838 e 1.839) 
 
 Os inativos não possuem proteção legal para sua inclusão na herança, mas são 
requisitados a recebê-la em circunstâncias distintas. Podem ser considerados 
herdeiros facultativos os parentes colaterais até o quarto grau por exemplo: Irmãos, 
primos, tios, sobrinhos14. 
 
 
 
14 Herdeiros necessários e facultativos: entenda cada termo. Disponível em: 
https://educamundo.com.br/blog/herdeiros-necessarios/. Acesso em: 31 out 2024. 
https://educamundo.com.br/blog/herdeiros-necessarios/
 20 
 
4.0 REFORMA DO CÓDIGO CIVIL DE 2002 
 Neste Capítulo é abordado quais as razões jurídicas para ocorrer a nova reforma 
do Código Civil de 2002. 
 
 
 O jurista Flávio Tartuce, relator-geral do anteprojeto de reforma do Código Civil, 
defende a atuação da Comissão. Ao lado da também jurista Rosa Maria Nery, 
Tartuce revisou o trabalho realizado por diversas subcomissões, cada uma 
dedicada a consolidar as mudanças propostas. A comissão esteve por pouco mais 
de seis meses, a partir de setembro do ano passado, por iniciativa do presidente do 
Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG)15. 
 
 
 Senadores e deputados receberão uma base sólida para discutir e melhorar o 
Código Civil (Lei 10.406, de 2002). Uma comissão de especialistas em direito, 
instaurada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, finalizou a atualização do 
texto vigente, buscando adequá-lo à atualidade. Este trabalho, liderado pelo ministro 
Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), levou oito meses para 
ser concluído. As alterações refletem determinações frequentes feitas por cortes em 
todo o Brasil. Dentre as novidades, destaca-se a adição de um capítulo voltado ao 
direito digital e a expansão da definição de família. O Código Civil abrange todos 
os aspectos da vida das pessoas, desde antes do nascimento até após a morte, 
incluindo temas como matrimônio, sucessão e herança, além de questões 
relacionadas ao convívio social, como a regulamentação de empresas e contratos. 
Pode ser visto como uma "cartilha para o cidadão comum". 
 
Conforme Flávio Tartuce: "é difícil ter segurança jurídica em um país que, a cada 
20 anos, se reúne para alterar o Código Civil"16. 
 
 
 Conforme Tartuce: Foram muitos artigos alterados para ajuste redacional. 
Tivemos o trabalho de um professor de português e o texto inteiro passou por uma 
revisão17. 
 
15 AGENCIA SENADO. Código Civil: conheça as propostas de juristas para modernizar a 
legislação. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/04/codigo-civil-
conheca-as-propostas-de-juristas-para-modernizar-a-legislacao. Acesso em: 11 de out de 2024. 
16 DIAS, Maria Berenice. Migalhas Jurídicas. Reforma do Código Civil: Flávio Tartuce destaca 
principais mudanças. https://www.migalhas.com.br/quentes/405624/reforma-do-codigo-civil-flavio-
tartuce-destaca-principais-mudancas. Acesso em: 31 out 2024. 
17 RAMALHO, Renan. Gazeta do Povo. Senado. Relator defende reforma do Código Civil em 
temas de família e propriedade Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-
cidadania/flavio-tartuce-relator-defende-reforma-codigo-civil/. Acesso em: 31 out 2024. 
https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/04/codigo-civil-conheca-as-propostas-de-juristas-para-modernizar-a-legislacao
https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/04/codigo-civil-conheca-as-propostas-de-juristas-para-modernizar-a-legislacao
https://www.migalhas.com.br/quentes/405624/reforma-do-codigo-civil-flavio-tartuce-destaca-principais-mudancas
https://www.migalhas.com.br/quentes/405624/reforma-do-codigo-civil-flavio-tartuce-destaca-principais-mudancas
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/flavio-tartuce-relator-defende-reforma-codigo-civil/
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/flavio-tartuce-relator-defende-reforma-codigo-civil/
 21 
 
 
 Qual é o motivo para realizar uma nova reforma? O Código Civil de 2002 não tem 
vinte anos, uma vez que o projeto original foi elaborado antes dos anos 70. Ele já é 
velho em diversos aspectos. Foi alterado em 2003 e, praticamente todo ano, uma 
norma foi criada. Além disso, ele já não está atualizado devido a novas tecnologias. 
 
 Um exemplo é o e-notoriado, que permite escritura pública por meio digital. Ele 
surgiu por meio de um provimento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), durante 
o estado de emergência da pandemia. Precisamos dar legalidade a isso dentro do 
Código Civil, e não em uma lei ordinária. Assim sendo, essa reforma é crucial para 
inserir o país na era digital. 
 
 Um dos temas relevantes para nós foi a extrajudicialização, que é desafogar o 
Judiciário e levar as medidas que podem ser levadas para outros meios, sobretudo 
para os cartórios, dando diversas atribuições aos de registro civil, por exemplo. 
 
 Há uma crítica de que outros países não mudaram. Mas o Brasil não tem que 
acompanhar esses outros países. A comissão pensa que o país tem que ser 
protagonista nesses temas. ‘Ah, o Brasil vai ter o primeiro código a tratar de 
direito digital’. Que seja! A gente precisa seguir sempre os países da Europa? 
A gente tem que ser exemplo para os outros também. 
 
 Houve a idéia para a reforma do Código Civil nas jornadas de direito civil, que 
acontecem desde 2002 [organizadas pelo Conselho da Justiça Federal e Superior 
Tribunal de Justiça, e que reúnem juízes, advogados e estudiosos do tema], e que 
mostram os problemas do código, antes mesmo da sua aprovação, em mais de 600 
enunciados doutrinários. E hoje em dia a gente tem uma confusão na aplicação das 
regras do Código Civil, com mudanças na jurisprudência, precedentes qualificados 
dos tribunais, enunciados da jornada. Com o objetivo de garantir segurança jurídica 
e estabilidade, o ministro Luís Felipe Salomão, do STJ, propôs uma reforma em 
conjunto com outros ministros do tribunal, com a colaboração de uma grande parte 
da doutrina e a vontade política do senador e presidente do Senado, Rodrigo 
Pacheco, que criou leis importantes no Brasil, como a lei da SAF [Sociedade 
Anônima do Futebol], e também atuou na lei da liberdade econômica, as quais 
foram muito importantes para nós. 
 
 
 
 
 
4.1 Herdeiros Excluidos 22 
 
 
 Dentre as causas de exclusão do cônjuge, iremos explanar a exclusão por 
indignidade: 
 Conforme Dimas Messias Carvalho: A indignidade é uma pena civil que impede 
que o herdeiro ou legatário extraia vantagem do patrimônio da pessoa a quem 
ofendeu, com atos criminosos contra a sua vida, honra ou liberdade de testar. O 
Código Civil inclui entre os ofendidos por tentativa ou por homicídiotragicamente em um acidente de carro no Carnaval de 
1999, casando-se posteriormente com a madrasta, 31 anos mais jovem, no regime 
de separação convencional de bens, inclusive dos aquestos (bem adquirido na 
vigência do matrimônio), tal como declarado na escritura do pacto antenupcial. 
 
21 SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, EDcl no RECURSO ESPECIAL Nº 992.749 - MS 
(2007/0229597-9). Disponível em: 
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=200702295979&dt_publicacao
=06/04/2010. Acesso em: 11 de out de 2024. 
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=200702295979&dt_publicacao=06/04/2010
https://scon.stj.jus.br/SCON/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=200702295979&dt_publicacao=06/04/2010
 25 
 
 
 Ao votar, a ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, destacou que o casal 
escolheu voluntariamente se casar pelo regime da separação convencional, 
optando, por meio de pacto antenupcial, pela incomunicabilidade de todos os bens 
adquiridos antes e depois do casamento, inclusive frutos e rendimentos, e tampouco 
foi deixado testamento ou legado para o cônjuge, quando poderia fazê-lo. Portanto, 
a viúva nada deveria herdar. 
 
 Conforme Maria Julia Cardoso: Para a advogada essa retirada dos cônjuges na 
figura de herdeiro necessário é injusta, pois para ser justa seria necessário a 
retirada de todos os herdeiros necessários sendo os ascendestes e descendentes. 
Sabemos que nesta alteração os herdeiros necessários serão apenas os 
ascendetes e descendentes, essa mudança traz diversas consequências no âmbito 
do direito das sucessões, uma delas é o planejamento sucessório, além de outras 
implicações. Conforme no relatório do anteprojeto 
 
“Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: 
 I - aos descendentes; 
II - aos ascendentes; 
III - ao cônjuge ou ao convivente sobrevivente; 
IV - aos colaterais até o quarto grau.x” 
 
 
 
 Para a Dr.ª Angela Carla Zandoná Ubialli a retirada do conjuge na reforma do 
Código Civil de 2002: 
 
 A legislação em vigor determina que, obrigatoriamente, os herdeiros necessários 
devem receber 50% dos bens deixados pelo falecido. Essa restrição ao direito de 
possuir todo o seu patrimônio é conhecida como legítima para fins de sucessão. 
Essa restrição não protege, contudo, os colaterais. Assim sendo, sempre que há 
descendentes, a lei determina que os pais deixem 50% de seu patrimônio para eles; 
caso não haja filhos, os pais são herdeiros necessários em concorrência com o 
cônjuge; e, se não houver ascendentes, o cônjuge é o herdeiro necessário da parte 
dita indisponível. 
22 CONJUGE NAO SERÁ MAIS HERDEIRO NECESSARIO? REFOMA DO CODIGO CIVIL E 
EXCLUSAO DO CONJUGE. 2024. 1h12 min. 
Maria Julia Cardoso l Prática em Inventário. Maria Julia Cardoso.Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=_npRdarLj0Q. Acesso em 11 de ou de 2024. 
23 Relatório Final dos trabalhos da Comissão de Juristas responsável pela revisão e 
atualização do Código Civil. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/assessoria-de-
imprensa/arquivos/anteprojeto-codigo-civil-comissao-de-juristas-2023_2024.pdf. Acesso em: 11 de 
out de 2024. 
https://www.youtube.com/watch?v=_npRdarLj0Q
https://www12.senado.leg.br/assessoria-de-imprensa/arquivos/anteprojeto-codigo-civil-comissao-de-juristas-2023_2024.pdf
https://www12.senado.leg.br/assessoria-de-imprensa/arquivos/anteprojeto-codigo-civil-comissao-de-juristas-2023_2024.pdf
 26 
 
 
 O restante do patrimônio pode ser atribuído a qualquer pessoa que o falecido 
tenha interesse em receber, já que é parte de sua herança, e é possível fazer um 
testamento para estabelecer essa benesse. 
 
 A proposta em discussão no Congresso Nacional, ao contrário do que vem sendo 
amplamente divulgado, não tem como objetivo retirar o direito do cônjuge de 
receber herança de seu companheiro ou companheiro. O objetivo é modificar a 
classificação atual atribuída aos cônjuges/companheiros, os quais deixarão de ser 
considerados herdeiros necessários para se tornarem herdeiros colaterais. 
 
 De fato, o que se propõe é que os 50% reservados pela lei sejam exclusivamente 
para os filhos e pais do falecido; entretanto, não há impedimento para que o 
cônjuge/companheiro(a) receba uma parte do patrimônio do(a) falecido(a) através 
da parte disponível. 
 
 É importante salientar que a proposta não tem como objetivo prejudicar o cônjuge 
ou companheiro sobrevivente, mas sim proteger os descendentes e ascendentes 
em tempos em que as famílias não são mais concebidas para durar para sempre. O 
número de famílias reconstituídas após o parto, somado às conquistas alcançadas 
pelas mulheres, como a sua inserção no mercado de trabalho e o direito ao 
divórcio, já não nos permite mais olhar as mulheres como dependentes econômicas 
de forma generalizada. 
 
 Além disso, dos regimes patrimoniais existentes na legislação atual, apenas a 
comunhão obrigatória de bens impede a comunicação do patrimônio entre os 
cônjuges em caso de falecimento. Em outras palavras, a separação convencional, 
que é escolhida pelos próprios cônjuges/companheiros durante o casamento/união 
estável, não impede a comunicação do patrimônio por morte, exceto em casos de 
divórcio. 
 
 Se comparada com a legislação atual do Brasil, a proposta pode causar um sério 
prejuízo ao cônjuge/companheiro caso seja aprovada. Isso ocorre porque o 
cônjuge/companheiro somente terá direito à parte do patrimônio do falecido pela 
herança se este se manifestar expressamente; ou se não houver descendentes ou 
ascendentes vivos. 
 
 27 
 
 Ademais, é importante levar em conta que não temos o costume de considerar a 
morte e suas consequências. Veja-se como exemplo os inúmeros inventários 
judiciais onde os herdeiros litigam por anos buscando uma compensação pela 
suposta "preterição" que sentem, seja entre filhos, cônjuges, etc. Dessa forma, 
pode-se dizer, sem qualquer receio, que condicionar o recebimento de herança do 
cônjuge/companheiro(a) à realização de testamento, na prática, o torna não 
herdeiro24. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 UBIALLI, Dr.ª Angela Carla Zandoná. Romano Advogados Associados. ANÁLISE DA 
PROPOSTA DE RETIRADA DO CÔNJUGE DO ROL DE HERDEIROS NECESSÁRIOS. Disponível 
em: https://romano.adv.br/analise-da-proposta-de-retirada-do-conjuge-do-rol-de-herdeiros-
necessarios/. Acesso em: 31 out 2024. 
 
https://romano.adv.br/analise-da-proposta-de-retirada-do-conjuge-do-rol-de-herdeiros-necessarios/
https://romano.adv.br/analise-da-proposta-de-retirada-do-conjuge-do-rol-de-herdeiros-necessarios/
 28 
6.0 CONCLUSÃO 
 
 
 Concluo que o presente Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, aborda um 
tema de extrema relevância social pois é muito encessária uma nova reforma do 
código, pois como disse Fçávio Tartuce nesse país não há segurança jurídica, 
porque a cada 20 anos a nossa legislação Civil é alterada, então melhor efetuar 
uma reforma do Código Civil de 2002 por inteiro. 
 
 A retirada do Cônjugedo polo de herdeiro necessário e passa a ser herdeiro 
facultativo ocorreu por uma série de julgados de casos em que o cônjuge sem 
nenhuma prole do ‘de cujus’ , concorre os filhos por os bens, então para a proteção 
jurídica e patrimonial ocorreu a remoção docônjuge como herdeiro necessário no 
atual Código Civil de 2002, mas conforme outros profissionais pode ocorrer um 
prejuízo ao cônjuge ou companheiro, pois só terá direito ao patrimônio do falecido 
caso houver manifestação expressa, ou seja, testamento, e haverá a transmissão 
automática caso não tenha herdeiros descendentes ou ascendentes vivos. 
 
 Lembrando que a lei determina que apenas 50% do patrimônio é destinado aos 
cônjuges necessários, agora os cônjuges necessários são apenas os ascendentes 
e descendentes, na falta destes poderá o cônjuge ser herdeiro. Os outros 50% do 
patrimônio vai para qualquer pessoa que o falecido queira beneficiar, esta outra 
parte é conhecida como parte disponível, por meio de testamento. 
 
 Concluo que por conta de excesso de processos, a morosidade processual, a 
cultura do Brasil de não realizar testamentos, foram um dos motivos que 
impulsionou a exclusão do cônjuge do polo de herdeiro necessário para cônjuge 
facultativo. Infelizmente não há um entendimento pacífico na doutrina e na 
jurisprudência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7.0 BIBLIOGRAFIA 29 
 
 
 
 AGENCIA SENADO. Código Civil: conheça as propostas de juristas para 
modernizar a legislação. Disponível em: 
https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2024/04/codigo-civil-conheca-as-
propostas-de-juristas-para-modernizar-a-legislacao. Acesso em: 11 de out de 2024. 
 
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 CAVALCANTI, Izaura Fabíola Lins de Barros Lôbo. Testamento, uma Forma de 
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2024. 
 
 CONJUGE NAO SERÁ MAIS HERDEIRO NECESSARIO? REFOMA DO 
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Tartuce destaca principais mudanças. 
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DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: direito das sucessões. 
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https://ambitojuridico.com.br/category/revista-ambito-juridico/
https://ambitojuridico.com.br/revista-ambito-juridico/revista-ambito-juridico-no-201-ano-xxiii-outubro-2020/
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https://educamundo.com.br/blog/herdeiros-necessarios/
https://www.youtube.com/watch?v=_npRdarLj0Q
 30 
 Netto Lôbo, Paulo Luiz, "Entidades Familiares Constitucionalizadas: para além 
do numerus clausus", in Revista Brasileira de Direito de Família, nº 12, jan-fev-
mar 2002, Editora Síntese. 
 
 FARIAS, Cristiano Chaves de; ROSENVALD, Nelson. Op. cit., p. 131-132. 
 
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das Sucessões. Ed 21. Saraiva Jur. São Paulo. 2020. 
 
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2024. 
 
 RAMALHO, Renan. Gazeta do Povo. Senado. Relator defende reforma do 
Código Civil em temas de família e propriedade. Disponível em: 
https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/flavio-tartuce-relator-defende-
reforma-codigo-civil/. Acesso em: 31 out 2024. 
 
 Relatório Final dos trabalhos da Comissão de Juristas responsável pela 
revisão e atualização do Código Civil. Disponível em: 
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