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Peça Prática Processual nº 5 
 
Mario, brasileiro, solteiro, residente no município do 
Rio de Janeiro, geneticamente nascido sob o sexo 
masculino, desde os seus 16 anos de idade (hoje, 
encontra-se com 40 anos), não se sentia confortável com a 
sua natureza biológica. Assim, nos últimos anos, realizou 
diversas cirurgias plásticas e estéticas de caráter 
tipicamente feminino. A sua aparência física contrasta com 
o nome e o registro que possui. 
Mario se sente extremamente discriminado pela 
sociedade, pois acredita ter nascido num corpo que não 
corresponde ao gênero por ele exteriorizado; social, 
espiritual, emocional, e sexual. Há alguns meses realizou a 
cirurgia de transgenitalização e, após, requereu junto ao 
Registro Civil de Pessoas Naturais, a respectiva alteração. 
No entanto, o requerimento foi negado pelo cartório. 
Diante do ocorrido, Mario, procura você, advogado 
para elaborar a peça processual cabível aos seus 
interesses. 
 
 
 
AO JUÍZO DE DIREITO DE UMA DAS VARAS DE FAMILIA DA 
CIDADE DE RIO DE JANEIRO 
 
 
MARIO, brasileiro, solteiro, profissão, portador do RG nº xxxxxx, inscrito 
no CPF sob Nº xxxxxxxxx, residente e domiciliado na Rua xxxxxxxxxxxxxxxx, 
bairro xxxxxxxxx, na cidade do Rio de Janeiro, CEP: xxxxxx, vem, por seu 
advogado abaixo assinado, com endereço profissional xxxxx, a este juízo 
propor: 
 
 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE GÊNERO 
 
 
Pelos fatos e fundamentos a seguir expostos 
 
 
I. DOS FATOS 
 
 
Mario não se sentia confortável com a sua natureza biológica. Assim, nos 
últimos anos, realizou diversas cirurgias plásticas e estéticas de caráter 
tipicamente feminino. A sua aparência física contrasta com o nome e o registro 
que possui. 
Há alguns meses realizou a cirurgia de transgenitalização e, após, requereu 
junto ao Registro Civil de Pessoas Naturais, a respectiva alteração. No entanto, 
o requerimento foi negado pelo cartório 
II. DO DIREITO 
 
 
Em observância com o Art. 5º X CF/88, diante da negação do Registro Civil de 
Pessoas Naturais para alteração do nome e registro fere o princípio da 
dignidade, intimidade já que o mesmo passou por diversas cirurgias e não está 
satisfeito com a identidade original e mesmo buscando satisfazer seu pedido 
administrativo foi negado, necessitando buscar auxilio ao poder judiciário para 
ratificar o pedido negado e oficiar ao Cartório para que altere seus documentos 
pessoais conforme Art. 58 da lei 6015 / 73. 
Neste mesmo sentido o Art. 155 I CPC estabelece que o servidor público seja 
com dolo ou culpa deixar de praticar ato público sem justa motivo, ou se 
recusarem a cumprir no prazo os atos estabelecidos deverão ser 
responsabilizados. 
 
 
III. DOS PEDIDOS 
 
 
 Diante do acima exposto, requer: 
a) A intimação do MP para acompanhar o fato, 
b) A Providencia do pedido para alterar o sexo, como também o seu nome no 
registro civil, 
c) oficiar o cartório competente de registro de pessoas naturais, 
d) O segredo de justiça com fundamentos no art. 155, I do código de Processo 
Civil 
 
IV. DAS PROVAS 
 
 
Requer a produção de todas as provas na amplitude do Art. 332 do Código de 
Processo Civil, especialmente as documentais, testemunhal e o depoimento 
pessoal do autor. 
 
 
V. VALOR DA CAUSA 
 
 
Dá-se a causa o valor de R$1.000, conforme artigo 259 inciso V do CPC 
 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento 
 
Local/Data 
Advogado 
OAB/UF

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