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Leia trecho - Anatomia e fisiologia veterinaria_2-3483c6a65550daa5b907df0d62e987cc09136b53f0c673db71bdc7cf45b938f7 (2)

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Organizadora: Erika Pedreira da Fonseca 
Coordenador: Leonardo Farias Figueiredo
Revisora Técnica: Carina Ribeiro
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
Veterinária Vol.2
Anatomia e fisiologia veterinaria - 2 - Rosto.indd 1Anatomia e fisiologia veterinaria - 2 - Rosto.indd 1 07/05/2024 10:57:3807/05/2024 10:57:38
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Título |
Editora |
Diagramação |
Capa |
Revisão Ortográfica |
Conselho Editorial | 
Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2 
Shalomy S. Geraldine 
Thiago Almeida e Tiago Portes
Thiago Almeida e Tiago Portes
Juliana Marinho e Pedro Muxfeldt 
Caio Nunes 
Erika Pedreira 
Doralice Ramos 
Kallila Barbosa 
Thassila Pitanga 
Renata Nunes 
Tatiane Florentino 
Editora Sanar Ltda.
Rua Alceu Amoroso Lima, 172 
Caminho das Árvores, 
Edf. Salvador Office & Pool, 3º andar 
CEP: 41820-770, Salvador – BA 
Telefone: 71 99947-8437 
www.sanarsaude.com 
atendimento@sanar.com
2024
© Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos à Editora Sanar Ltda. pela Lei nº 9.610, de 19 de feverei-
ro de 1998. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume ou qualquer parte deste livro, no todo ou em parte, sob 
quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrônico, gravação, fotocópia ou outros), essas proibições aplicam-se também à 
editoração da obra, bem como às suas características gráficas, sem permissão expressa da Editora. 
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
Tuxped Serviços Editoriais (São Paulo-SP)
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário Pedro Anizio Gomes - CRB-8 8846
Figueiredo, Leonardo Farias; Pedreira, Erika (coord.).
Anatomia e Fisiologia Veterinária / Coordenadores: Leonardo Farias Figueiredo e Erika 
Pedreira; Autores: Ana Paula Gonçalves Ferreira Miranda, Carina Teixeira Ribeiro, Érica Au-
gusta dos Anjos Cerqueira da Silva, Marcia Maria Magalhães Dantas de Faria e Ricardo 
Diniz Guerra e Silva. – 1. ed. – Salvador, BA : Editora Sanar, 2024. 
132 p.; il.; gráfs.; tabs.; fotografias; 17 x 24 cm. (Coleção Anatomia e Fisiologia, v. 2).
Inclui bibliografia.
ISBN 978-85-5462-603-7.
1. Anatomia. 2. Fisiologia. 3. Medicina Veterinária. I. Título. II. Assunto. III. Coordenadores. 
IV. Autores. CDD 636.089
CDU 619
F475a 
ÍNDICE PARA CATÁLOGO SISTEMÁTICO
1. Medicina veterinária.
2. Veterinária.
ANATOMIA E FISIOLOGIA VETERINÁRIA
FIGUEIREDO, Leonardo Farias; PEDREIRA, Erika (coord.). Anatomia e Fisiologia Veterinária. 1. ed. 
Salvador, BA: Editora Sanar, 2024. (Coleção Anatomia e Fisiologia, v. 2).
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 4Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 4 07/05/2024 16:21:1807/05/2024 16:21:18
AUTORES
Graduação em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos; mestrado em 
Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; doutorado em Ciências pela Universidade 
do Estado do Rio de Janeiro, com parte do doutorado (Doutorado Sanduíche) realizado na Unidade 
Multidisciplinar de Investigação em Biomedicina - Instituto de Ciência pela Universidade do Porto 
- Portugal. Atualmente é professora adjunta das disciplinas de Anatomia animal e Fisiologia animal 
no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO); professora auxiliar das disciplinas de Histologia, 
Citologia, Embriologia e anatomia animal da Universidade Estácio de Sá (Petrópolis); e professora 
assistente da disciplina de Anatomia animal no Centro Universitário de Valença (UNIFAA).
CARINA RIBEIRO
Graduada em Medicina Veterinária pela UFBA; residência em Clínica de Ruminantes e Equinos 
no Centro de Desenvolvimento da Pecuária-UFBA, autora do Livro Sanar Note Grande Animais. 
Atualmente é mestranda do Programa de Pós-graduação em Zootecnia da UFBA na área de Nutrição 
de Ruminantes.
Fisioterapeuta; Doutora em Medicina e Saúde Humana; Mestre em 
Tecnologias em Saúde e Especialista em Fisioterapia Neurofuncional.
Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
ERIKA PEDREIRA
LEONARDO FARIAS FIGUEIREDO
ORGANIZADORA
COORDENADOR
ANA PAULA GONÇALVES FERREIRA MIRANDA
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 5Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 5 07/05/2024 16:21:1807/05/2024 16:21:18
Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, mestrado em Anatomia 
dos Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo e doutorado em Anatomia dos 
Animais Domésticos e Silvestres pela Universidade de São Paulo. Atualmente é Professora Titular 
da Universidade Federal da Bahia e Tesoureira da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia. Tem 
experiência na área de Morfologia com ênfase em Anatomia Animal, atuando principalmente nos 
seguintes temas: anatomia, sistema nervoso e animais silvestres.
MARCIA MARIA MAGALHÃES DANTAS DE FARIA
Graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).
LEONARDO FARIAS FIGUEIREDO
Graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, Especialização em 
Metodologia do Ensino Superior pela Faculdades Integradas Olga Mettig, mestrado em Medicina 
Veterinária Tropical pela Escola de Medicina Veterinária da UFBA e doutorado em Zootecnia 
pela Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia da UFBA. Atualmente é Professor Associado I do 
Departamento de Anatomia, Patologias e Clínicas Veterinárias da Escola de Medicina Veterinária 
e Zootecnia da UFBA. Exerce a função de Coordenador das Fazendas Experimentais desta Escola. 
Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Anatomia Veterinária, atuando 
principalmente nos seguintes temas: cirurgia, clínica de pequenos animais, clínica e cirurgia de 
grandes animais, biotecnologia da reprodução, búfalas, santa inês e carneiros. Atualmente é o 
Presidente da Sociedade de Medicina Veterinária da Bahia.
RICARDO DINIZ GUERRA E SILVA
Graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia. Mestre e Doutora pelo 
programa de pós-graduação do Programa de Zootecnia Tropical - UFBA. Colaboradora da Liga 
Acadêmica de Anatomia Veterinária (LAAVET UFBA), tutora da Liga Acadêmica de Neurologia 
Veterinária (LANEURO VET), da Liga Acadêmica de Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais (LACCPA) e 
coordenadora do Grupo de Estudos de Morfologia Animal da EMEVZ-UFBA. Atualmente é Professora 
Adjunta AI de Anatomia Veterinária, no Setor de Anatomia Veterinária da EMEVZ-UFBA. Experiência 
em Morfologia de Animais Domésticos e Silvestres, na área de Clínica de Pequenos Animais, Cirurgia 
de Pequenos Animais. Atua principalmente nos seguintes temas: anatomia veterinária, clínica e 
cirurgia de pequenos animais.
ÉRICA AUGUSTA DOS ANJOS CERQUEIRA DA SILVA
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 6Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 6 07/05/2024 16:21:1807/05/2024 16:21:18
Possui graduação em Medicina Veterinária pelo Centro Universitário Serra dos Órgãos; mestrado em 
Ciências pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro; doutorado em Ciências pela Universidade 
do Estado do Rio de Janeiro, com parte do doutorado (Doutorado Sanduíche) realizado na Unidade 
Multidisciplinar de Investigação em Biomedicina - Instituto de Ciência pela Universidade do Porto 
- Portugal. Atualmente é professora adjunta das disciplinas de Anatomia animal e Fisiologia animal 
no Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO); professora auxiliar das disciplinas de Histologia, 
Citologia, Embriologia e anatomia animal da Universidade Estácio de Sá (Petrópolis); e professora 
assistente da disciplina de Anatomia animal no Centro Universitário de Valença (UNIFAA).
CARINA RIBEIRO 
REVISORA
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APRESENTAÇÃO
Os conteúdos da anatomia e da fisiologia animal são a base para o estudo dos 
profissionais da medicina veterinária, porém, muitas vezes são conteúdos densos. 
Diante disso, o livroAnatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2 surgiu a partir 
do desejo de simplificar o assunto em algo mais prático e didático para estudantes 
e profissionais da área, de forma a apresentar os conteúdos da anatomia e da fisio-
logia de pequenos e grandes animais de maneira integrada, para facilitar o apren-
dizado. Elaborado com imagens de alta qualidade e conteúdo esquematizado para 
aproximar o entendimento das estruturas anatômicas com seu funcionamento fi-
siológico, principalmente, dos estudantes nos seus primeiros passos dentro da uni-
versidade. 
No Volume 2, você encontra os capítulos que abordam a anatomia e fisiologia 
dos sistemas Respiratório, Endócrino, Reprodutores (feminino e masculino) e Uri-
nário. Os capítulos foram escritos por autores com grande expertise nas áreas, na 
sua grande maioria, professores das disciplinas de anatomia e fisiologia veterinária. 
Desse modo, com uma abordagem moderna e prática, esperamos que o li-
vro Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2 seja, PARA VOCÊ, um guia 
de construção dos conteúdos básicos da área da medicina veterinária, bem 
como um livro de cabeceira, com o conteúdo necessário para que você possa 
rememorar os assuntos que são de grande importância para a sua formação pro-
fissional.
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SUMÁRIO
CAPÍTULO 1
1. SISTEMA RESPIRATÓRIO 13
1. Introdução ......................................................................................................................................................... 13
2. Nariz ................................................................................................................................................................... 13
2.1. Narinas e vestíbulo nasal ......................................................................................................................... 15
3. Cavidade nasal .................................................................................................................................................. 18
3.1. Morfologia interna e estrutura ............................................................................................................... 19
4. Seios paranasais ................................................................................................................................................ 21
5. Trato respiratório inferior ................................................................................................................................. 22
5.1. Laringe ....................................................................................................................................................... 22
5.2. Traqueia ..................................................................................................................................................... 26
5.3. Pleura ......................................................................................................................................................... 30
5.4. Pulmão ....................................................................................................................................................... 32
6. Drenagem linfática ........................................................................................................................................... 40
7. Fisiologia da respiração .................................................................................................................................... 40
7.1. Ciclo respiratório ...................................................................................................................................... 42
7.2. Tipos de respiração ................................................................................................................................... 42
7.3. Estados da respiração .............................................................................................................................. 43
7.4. Frequência respiratória ............................................................................................................................ 43
Referências ............................................................................................................................................................ 45
CAPÍTULO 2
2. SISTEMA ENDÓCRINO 47
1. Introdução ......................................................................................................................................................... 47
2. Anatomia ........................................................................................................................................................... 48
2.1. Hipotálamo ............................................................................................................................................... 49
2.2. Hipófise (pituitária) .................................................................................................................................. 50
2.3. Epífise (pineal)........................................................................................................................................... 50
2.4. Tireoide ...................................................................................................................................................... 51
2.5. Paratireoide ............................................................................................................................................... 52
2.6. Adrenais ..................................................................................................................................................... 53
2.7. Pâncreas ..................................................................................................................................................... 55
2.8. Ovário ........................................................................................................................................................ 57
2.9. Testículo ..................................................................................................................................................... 58
3. Fisiologia ............................................................................................................................................................ 59
3.1. Hormônios: liberação e classificação ...................................................................................................... 59
3.2. Funções das glândulas endócrinas ......................................................................................................... 69
Referências ............................................................................................................................................................ 72
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CAPÍTULO 3
3. SISTEMAS REPRODUTORES 75
1. Introdução .......................................................................................................................................................... 75
2. Anatomia topográfica do sistema reprodutor feminino ............................................................................... 76
2.1. Ovários ....................................................................................................................................................... 76
2.2. Tuba uterina .............................................................................................................................................. 78
2.3. Útero .......................................................................................................................................................... 78
2.4. Vagina ........................................................................................................................................................82
2.5. Vestíbulo da vagina .................................................................................................................................. 83
2.6. Vulva .......................................................................................................................................................... 84
2.7. Vascularização – Irrigação e drenagem .................................................................................................. 86
2.8. Inervação ................................................................................................................................................... 86
3. Anatomia topográfica do sistema reprodutor masculino ............................................................................. 87
3.1. Testículos ................................................................................................................................................... 87
3.2. Epidídimo e ducto deferente ................................................................................................................... 88
3.3. Escroto ....................................................................................................................................................... 90
3.4. Funículo espermático ............................................................................................................................... 90
3.5. Glândulas sexuais acessórias .................................................................................................................. 91
3.6. Pênis ........................................................................................................................................................... 93
3.7. Prepúcio ..................................................................................................................................................... 96
3.8. Vascularização .......................................................................................................................................... 97
3.9. Inervação ................................................................................................................................................... 97
4. Fisiologia do sistema reprodutor feminino.................................................................................................... 98
4.1. Hormônios ................................................................................................................................................. 98
4.2. Puberdade ............................................................................................................................................... 101
4.3. Ciclo estral ............................................................................................................................................... 102
4.4. Gestação e parto ..................................................................................................................................... 104
5. Fisiologia do sistema reprodutor masculino ............................................................................................... 105
5.1. Hormônios ............................................................................................................................................... 105
5.2. Espermatogênese e espermiogênese .................................................................................................. 105
5.3. Ação hormonal na espermatogênese .................................................................................................. 106
5.4. Formação do sêmen ............................................................................................................................... 107
5.5. Ereção ...................................................................................................................................................... 108
5.6. Emissão e ejaculação .............................................................................................................................. 108
Referências ......................................................................................................................................................... 109
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 10Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 10 07/05/2024 16:21:1807/05/2024 16:21:18
CAPÍTULO 4
4. SISTEMA URINÁRIO 111
1. Introdução ....................................................................................................................................................... 111
2. Os rins ............................................................................................................................................................... 111
2.1. Características ......................................................................................................................................... 112
2.2. Topografia ............................................................................................................................................... 114
2.3. Relações .................................................................................................................................................. 115
2.4. Arquitetura macroscópica .................................................................................................................... 115
2.5. Segmentação renal ................................................................................................................................. 119
2.6. Pelve renal ............................................................................................................................................... 121
2.7. Vascularização ........................................................................................................................................ 121
2.8. Drenagem linfática ................................................................................................................................. 122
2.9. Inervação ................................................................................................................................................. 123
3. Fisiologia renal ................................................................................................................................................ 124
3.1. Filtração glomerular ............................................................................................................................... 124
3.2. Fisiologia da formação da urina ............................................................................................................ 125
4. Ureter ............................................................................................................................................................... 127
5. Vesícula urinária .............................................................................................................................................. 128
5.1. Relações ................................................................................................................................................... 129
5.2. Vascularização ........................................................................................................................................ 130
6. Uretra ............................................................................................................................................................... 131
Referências .......................................................................................................................................................... 132
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 11Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 11 07/05/2024 16:21:1807/05/2024 16:21:18
Sistema Respiratório 13 
01
C A P Í T U L O
 SISTEMA RESPIRATÓRIO
Érica Augusta dos AnjosCerqueira da Silva 
Marcia Maria Magalhães Dantas de Faria
Ricardo Diniz Guerra e Silva
1. INTRODUÇÃO 
O sistema respiratório desempenha papel fundamental na troca de gases 
entre o ar e o sangue, compreendendo tanto o transporte de gases até as células 
quanto os processos oxidativos internos. Os órgãos essenciais para esse processo 
são os pulmões, onde ocorrem as trocas gasosas entre o ar inspirado e a circula-
ção sanguínea. Além disso, existem órgãos auxiliares responsáveis pelas passagens 
que conduzem o ar para dentro e para fora dos pulmões. Portanto, o sistema respi-
ratório é dividido em uma parte condutora, que inclui o nariz externo, a cavidade 
nasal, a nasofaringe, a laringe, a traqueia, os brônquios, os pulmões e uma parte 
respiratória, composta pelos bronquíolos respiratórios, ductos alveolares, sacos al-
veolares e alvéolos.
A respiração, essencial para os animais, é o processo pelo qual eles obtêm e 
utilizam o oxigênio, eliminando o dióxido de carbono. Diversos aspectos estão en-
volvidos nesse processo, abrangendo fatores químicos relacionados à captação de 
oxigênio e à produção de dióxido de carbono, aos aspectos mecânicos e físicos 
ligados à ventilação dos pulmões, e ao transporte de gases entre os pulmões e o 
sangue, bem como entre o sangue e os tecidos. A regulação da ventilação também 
desempenha um papel crucial nesse complexo sistema fisiológico.
2. NARIZ
Num contexto mais abrangente, inclui o nariz externo, as cavidades nasais em 
pares e os seios paranasais. Ao contrário do ser humano, que apresenta um nariz 
externo proeminente que se destaca da face, os animais domésticos têm o nariz 
incorporado ao esqueleto facial, estendendo-se do nível transverso dos olhos até 
a extremidade rostral da cabeça e se integrando harmoniosamente aos contornos 
gerais do focinho. Sua extensão pode ser mais facilmente determinada por meio 
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 13Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 13 07/05/2024 16:21:1807/05/2024 16:21:18
38 Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2
Figura 19. Vista dorsal do pulmão de mamíferos domésticos
Legenda: (1) lobo pulmonar cranial direito, (2) parte cranial do lobo pulmonar cranial direito; (b) parte caudal do lobo 
pulmonar cranial direito, (1') lobo pulmonar cranial esquerdo, (a') parte cranial do lobo pulmonar cranial esquerdo, (b') 
parte caudal do lobo pulmonar cranial esquerdo; (2) lobo pulmonar médio, (3) lobo pulmonar caudal direito, (3') lobo 
pulmonar caudal esquerdo, (4) lobo pulmonar acessório.
Fonte: Acervo dos autores.
Quadro 5. Lobação pulmonar de mamíferos domésticos
Espécies Pulmão direito Pulmão esquerdo
Equinos
Lobo cranial
Lobo cranial
Lobo caudal
Lobo caudal
Lobo acessório
Carnívoros
Lobo cranial
Lobo cranial
Porção cranial
Lobo médio Porção caudal
Lobo caudal
Lobo caudal
Lobo acessório 
Ruminantes
Lobo cranial
Porção cranial Lobo cranial Porção cranial
Porção caudal Porção caudal
Lobo médio
Lobo caudalLobo caudal
Lobo acessório
Suíno
Lobo cranial Lobo cranial
Porção cranial
Porção caudal
Lobo médio
Lobo caudalLobo caudal
Lobo acessório 
Fonte: Elaborado pelos autores.
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 38Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 38 07/05/2024 16:21:3007/05/2024 16:21:30
Sistema Respiratório 39 
5.4.6. LÓBULO PULMONAR
Lóbulo pulmonar é a unidade estrutural fundamental do pulmão, cujos limites 
interlobulares são mais evidentes macroscopicamente, especialmente no adulto. 
Na superfície pulmonar, os lóbulos apresentam uma forma irregularmente poligo-
nal. Essa estrutura é notavelmente visível nos bovinos, com um desenho distintivo, 
sendo menos marcados nos suínos, ainda menos nos equinos, ovinos e caprinos, 
e sem marcação aparente nos carnívoros. A individualização do lóbulo pulmonar 
ocorre com a presença do bronquíolo terminal, bronquíolos respiratórios, ductos 
alveolares e alvéolos1,2 (Figura 20).
Figura 20. Pulmão de bovino seccionado evidenciando o parênquima pulmonar 
e os lóbulos individualizados
Cápsula pulmonar
Alvéolos 
pulmonares
Lóbulo pulmonar
Fonte: Adaptada de Zurbagan/Shutterstock.com17 (pulmão) e Alex Mit/Shutterstock.com18 (alvéolo).
5.4.7. VASCULARIZAÇÃO PULMONAR
Divide-se a circulação pulmonar em funcional, que é desempenhada pelas 
artérias e veias pulmonares, que têm o papel de conduzir sangue não oxigenado 
do ventrículo direito do coração para os pulmões, facilitando a troca gasosa. Em 
contrapartida, as veias pulmonares retornam o sangue oxigenado do átrio esquer-
do para o coração. Essas artérias pulmonares são únicas, pois transportam sangue 
venoso e seus ramos seguem a árvore brônquica em direção aos pulmões, alcan-
çando os alvéolos pulmonares. Ao redor destes últimos, formam uma densa rede 
capilar, envolvendo cada alvéolo com aproximadamente dez alças capilares. O ou-
tro tipo de circulação é a nutridora, feita pelas artérias e veias bronquiais. Neste 
tipo, o suprimento sanguíneo nutricional tem origem na artéria broncoesofágica e 
continua como artérias brônquicas, ramificando-se na árvore brônquica para abas-
tecer os brônquios proximais aos bronquíolos. As veias brônquicas, ao deixarem os 
pulmões, conectam-se à veia ázigo1,2,3,4 (Figura 21).
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 39Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 39 07/05/2024 16:21:3007/05/2024 16:21:30
Sistema Endócrino 47 
1. INTRODUÇÃO
O sistema endócrino, como o próprio nome diz, é formado por glândulas 
endócrinas, aquelas que secretam substâncias químicas por meio do sistema vas-
cular; essa característica as diferencia das glândulas exócrinas (Figura 1), que se-
cretam substâncias por meio de ductos. É importante ressaltar que as glândulas 
exócrinas não fazem parte deste sistema1.
 Figura 1. Diferenças entre glândulas endócrinas e exócrinas
Glândula 
endócrina
Glândula 
exócrina
Externo
Vaso 
sanguíneo
Fonte: Adaptada de Aldona Griskeviciene/Shutterstock.com5.
As glândulas endócrinas podem apresentar funções endócrinas primárias, 
como vemos na hipófise, ou funções mistas, como o pâncreas, que é constituído 
também por uma porção exócrina. As glândulas endócrinas são responsáveis pela 
produção e pela secreção de hormônios, exceto a hipófise posterior, que apenas 
armazena, e secreta, dos hormônios produzidos pelo hipotálamo. Os hormônios 
são denominados substâncias químicas e têm funções reguladoras em todo o 
organismo2.
02
C A P Í T U L O
SISTEMA ENDÓCRINO
Ana Paula Gonçalves Ferreira Miranda 
Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 47Anatomia e fisiologia veterinaria_2.indd 47 07/05/2024 16:21:3207/05/2024 16:21:32
Sistema Endócrino 57 
CASO CLÍNICO 3
Gato sem raça definida, macho, 5 anos, com histórico de polifagia, poliú-
ria, polidipsia, perda de peso e sonolência.
Ao exame físico, o animal apresentava obesidade, apesar de estar per-
dendo peso, olhos opacos, pelos sem brilho e glicosúria. Suspeitou-se de 
diabetes tipo 2 (adquirida).
A diabetes tipo 2 acontece devido a uma hiperglicemia secundária à 
combinação de defeitos tanto na sensibilida de à insulina quanto na disfun-
ção das células beta-pancreáticas. Resistência à insulina nas células, que gera 
um aumento da demanda de síntese da insulina como compensação que 
leva a um quadro de exaustão das células β pancreáticas, acarre tando no dé-
ficit na secreção da insulina.
Nos exames sanguíneos, foram encontrados altos níveis de glicose, o 
que confirmou as suspeitas. 
Figura 12. Esquema de diferenciação entre animal normal e animal com diabetes do tipo 2
Baixa produção 
de insulina pelo 
pâncreas
Menos glicose é 
carregada para 
células através 
da insulina
Menos glicose é 
carregada para 
células através 
da insulina
Mais glicose 
livre no vaso 
sanguíneo
Produção de 
insulina pelo 
pâncreas
Normal Diabetes tipo 2
Glicose no 
vaso san-
guíneo
Fonte: Adaptada de joshya/Shutterstock.com17.
2.8. OVÁRIOOs ovários são órgãos sólidos e localizados na região pélvica, em pares, sus-
tentados por ligamentos e comunicam-se com o útero através das tubas uterinas. 
Possuem formato elipsoide, exceto na égua, que apresenta um ovário com formato 
de feijão devido à presença da fossa ovariana. A superfície dos ovários é irregular 
graças à formação dos folículos e do corpo lúteo, onde as espécies que apresen-
tam mais de um fólico maduro, como as porcas e cadelas, possuem mais irregu-
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58 Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2
laridades quando comparadas com as vacas e as éguas, que apresentam apenas 
um folículo maduro e menos irregulares na sua superfície. Internamente o ovário 
apresenta o córtex onde estão os folículos em desenvolvimento, regressão e o cor-
po lúteo (Figura 13). 
Sua porção endócrina vem do folículo; este apresenta um único óvulo e, por 
estímulo hormonal vindo da hipófise, se desenvolve e passa a produzir hormônios 
que também influenciam a hipófise até que ocorra a ovulação. Após a ovulação, é 
formado o corpo lúteo, estrutura transitória também com função endócrina, com a 
finalidade de manter a gestação.
A irrigação sanguínea dos ovários é realizada pelas artérias ováricas, oriundas 
da parte abdominal da artéria aorta. Sua drenagem acontece pelo plexo pampi-
niforme, que se funde e forma a veia ovárica esquerda e direita, que drenam para 
veia renal esquerda e veia cava inferior, respectivamente2.
Figura 13. Anatomia do ovário
Folículo em desenvolvimento
Folículo primário
Ligamento ova-
riano
Corpo lúteo
OvárioCorpo lúteo
Óvulo
Folículo maturo
Fonte: Adaptada de Pikovit/Shutterstock.com18.
2.9. TESTÍCULO
Os testículos apresentam alterações de tamanho, formato e localização nas 
espécies. São encontrados dentro da bolsa escrotal, em pares, e localizados na re-
gião da virilha em ruminantes, região perineal nos suínos e gatos, e numa posição 
intermediária acima da virilha nos equinos e cães. São órgãos sólidos e de formato 
elipsoide, variando pouco entre as espécies. 
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Sistemas Reprodutores 75 
03
C A P Í T U L O
SISTEMAS REPRODUTORES
Carina Teixeira Ribeiro
1. INTRODUÇÃO
O sistema reprodutor, tanto o feminino quanto o masculino, é formado por 
vários órgãos e glândulas de formatos variados entre as espécies de mamíferos do-
mésticos e tem por finalidade a produção e a liberação dos gametas e hormônios 
sexuais. 
Na fêmea, o aparelho reprodutor é formado pelos ovários, útero, com suas 
partes e particularidades entres as espécies, vagina, vestíbulo e vulva. Já no macho, 
os testículos, o escroto, as glândulas sexuais acessórias e o pênis formam o apare-
lho reprodutor.
Neste capítulo serão abordadas a topografia dos órgãos, a morfofisiologia 
destes e as diferenças entre as espécies. As Figuras 1 e 2 representam os sistemas 
reprodutores feminino e masculino, respectivamente.
Figura 1. Sistema urogenital felino (fêmea)
Sistema Urogenital 
felino (fêmea)
Fêmea
Rim
Corpo do utero 
Ovário
Vagina
Vulva
Uretra
Corno uterino
Ureter
Bexiga
Fonte: Adaptada de Anviczo/Shutterstock.com11.
Cervix
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100 Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2
Fonte: Acervo Sanar.
4.1.3. ESTROGÊNIO
Conforme já mencionado no item anterior, a produção de estrogênio ou es-
tradiol ocorre nas células da granulosa por ação do FSH, mas, para que isso ocor-
ra, é necessário o seu precursor, a testosterona, sintetizada pelas células da teca 
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Sistemas Reprodutores 101 
sob ação do LH. O 17-β estradiol (E2) é o estrogênio que predomina nos animais 
domésticos não gestantes, enquanto nos animais gestantes o predomínio se faz 
pela estrona (E1) e estriol (E2), produzidos pela placenta. O 17-β estradiol (E2) é o 
estrogênio mais potente, que induz o comportamento estral. Em vacas, está rela-
cionado também com a ovulação. Os hormônios estrogênicos estão relacionados 
com a indução da proliferação celular e o crescimento tecidual relacionados com 
a reprodução. Sendo assim, estão relacionados com a estimulação da proliferação 
das glândulas endometriais; da proliferação dos ductos da glândula mamária; do 
aumento da atividade secretória dos ductos uterinos; da iniciação da receptivida-
de sexual; da regulação da secreção de LH pela adeno-hipófise; anabolismo protei-
co; crescimento dos ossos longos, entre outras funções4,6. 
4.1.4. PROGESTERONA
A progesterona é sintetizada, principalmente, pelo corpo lúteo, e, em menor 
proporção, pela placenta. Quando há fecundação, a produção de progesterona 
permanece ativa durante toda a gestação, pelo corpo lúteo e pela placenta. Quan-
do não ocorre gestação, o corpo lúteo permanece produzindo progesterona, em 
média, por 14 dias, de acordo com um estudo feito em ovelhas. Isso porque, de-
corrido esse período, o endométrio produz o hormônio prostaglandina f2α, que, 
ao entrar na corrente circulatória, chega ao ovário e induz a lise do corpo lúteo, 
cessando a produção de progesterona. A atuação da progesterona está relacio-
nada, em conjunto, com a ação dos estrogênios, como induzir a proliferação das 
glândulas endometriais; estimular a atividade secretória das glândulas endome-
triais para fornecer nutrientes ao embrião em desenvolvimento, antes mesmo da 
implantação; induzir a proliferação celular da glândula mamária; impedir a contra-
ção do útero durante a gestação, o que poderia levar ao aborto, regular a secreção 
das gonadotrofinas, entre outras funções4,6. 
4.2. PUBERDADE
A puberdade é a fase de maturação sexual, em que há modificações hormo-
nais, corporais e comportamentais das fêmeas. Nas fêmeas, o início da puberda-
de é marcado pelo início da atividade ovariana. O aumento da atividade do eixo 
hipotalâmico-hipofisário-gonadal faz com que aumente de forma acentuada a 
produção e a liberação dos hormônios FSH e LH, estimulando a maturação dos ór-
gãos reprodutores femininos. No entanto, em decorrência das diferentes espécies 
domésticas e suas variações interraciais e de massa, a puberdade ocorre em tem-
pos distintos4,6. A Tabela 1 mostra o período mais comum e as diferenças entre as 
espécies.
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Sistema Urinário 111 
04
C A P Í T U L O
SISTEMA URINÁRIO
Érica Augusta dos Anjos Cerqueira da Silva
Marcia Maria Magalhães Dantas de Faria
1. INTRODUÇÃO
A nomenclatura atual traz os órgãos urinários e genitais em um único título, 
o sistema urogenital. Isto é devido à origem embrionária comum dos órgãos que 
compõem esse sistema. Os órgãos do sistema urogenital têm origem no mesoder-
ma intermediário, ao longo da parede caudal da cavidade abdominal. Outra justifi-
cativa é que os órgãos que compõem esse sistema compartilham a porção final do 
trato para excreção dos seus produtos, particularmente, nos mamíferos, a uretra e 
pênis no macho e o vestíbulo na fêmea. Nas aves compartilham a cloaca, na região 
de urodeu.
O sistema urinário é composto por um par de rins, que são a unidade metabó-
lica do sistema urinário, os ureteres, responsáveis pelo transporte de urina a partir 
do rim, a vesícula urinária, onde a urina é armazenada, e a uretra, por onde há a 
eliminação da urina. Já as aves não possuem vesícula urinária, então não há arma-
zenamento da urina. Nesses animais o produto da filtração do sangue pelos rins 
chega pelos ureteres na superfície dorsal do urodeue é excretado juntamente com 
as fezes pelo proctodeu.
2. OS RINS
O termo rim deriva do latim ren, que significa órgão duplo; e do grego nephros. 
O rim é o órgão metabólico do sistema urinário que tem por principal função a ma-
nutenção da homeostase, a partir do equilíbrio hidroeletrolítico e salino do corpo 
e pela remoção de substâncias tóxicas ou estranhas do sangue (subprodutos do 
metabolismo), por meio da filtração, além da hidrólise de pequenos peptídios. Am-
bos os rins recebem, normalmente, 25% do debito cardíaco. Também são caracteri-
zados como glândulas e possuem dupla função: a exócrina, com a secreção da uri-
na e, secundariamente, a função endócrina, a produção de hormônios que atuam 
na regulação da pressão arterial, na produção de eritrócitos e no metabolismo do 
cálcio e fósforo.
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Sistema Urinário 119 
2.5. SEGMENTAÇÃO RENAL
Considera-se lobo renal a porção do parênquima renal correspondente a uma 
pirâmide renal envolvida pela substância cortical adjacente. Para o estudo da lo-
bação renal, deve ser considerada como limite dos lobos a distribuição das arté-
rias interlobares, as quais correm entre as pirâmides renais. Do ponto de vista da 
lobação, os rins dos mamíferos domésticos são considerados multilobados1, 2, 3, 4 
(Quadro 3 e Figura 7).
Quadro 3. Segmentação renal dos mamíferos domésticos
Multilobado 
simples
Tipo Espécies e características 
Fonte: Acervo das autoras
TIPO I – Rim 
multilobado granuloso 
ou sulcado 
• Encontrado em bovinos
• Não há fusões da cortical e da parte 
basal correspondente às papilas
• Apresentam sulcos e as papilas são 
independentes e envolvidas por 
cálices renais menores também in-
dependentes
• Ausência de pelve renal
Fonte: Acervo das autoras
TIPO II – Rim 
multilobado liso 
polipapilado
• Encontrado em suínos
• Há fusão da cortical, da zona inter-
média da medular e parcial fusão 
da zona basal da medular
• Papilas renais individualizadas e 
preservadas
• Cálices renais menores abrem-se 
diretamente na pelve renal
Fonte: Acervo das autoras
TIPO III – Rim 
multilobado liso 
unipapilado
• Encontrado em carnívoros, equinos 
e pequenos ruminantes
• Fusão do córtex e medula
• Formação de uma única pirâmide 
com uma única papila grande que 
é envolvida pela crista renal
• Ausência de cálices renais
• Presença de pelve renal
Fonte: Elaborado pelas autoras com informações de Konig e Liebich4.
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120 Anatomia e Fisiologia Veterinária - Volume 2
Figura 7. Diferenças da conformação renal entre as espécies. Rins do tipo multilobado liso 
unipapilado (A); observa-se o rim do tipo multilobado simples sulcado (B) e verifica-se o rim do 
tipo multilobado simples liso polipapilado do suíno (C), evidenciando as papilas renais. Córtex 
(a); medula (b); crista renal (c); pelve renal (d); recessos da pelve (e); pseudopapilas (f); cálice 
renal menor (g); cálice renal maior (h) e ureter (i)
a
c
e
f
b
e
c
a
b
d
a
c
db
i
Pequeno ruminante
Equino
Cão
Fonte imagens: Acervo das autoras
A B g
h
i
i
Bovino
Fonte imagens: Acervo das autoras
C
d
Fonte imagens: Acervo das autoras
Suíno
Fonte: Acervo das autoras.
No equino, a pelve renal apresenta mucosa com pregas altas com glândulas 
tubulares que secretam um muco espesso, o qual se apresenta colorido de ama-
relo pela urina e que enche a pelve renal do equino. Os pequenos ruminantes e 
carnívoros diferem dos equinos pela presença das pseudopapilas e dos recessos 
da pelve (ou interpapilares). Pseudopapilas são projeções de tecido renal na pelve 
renal e recessos da pelve; são evaginações da pelve entre o tecido renal (pseudo-
papilas)1, 2.
2.5.1. AVES
Os rins das aves estão divididos em três regiões: cranial, média e caudal, pelas 
artérias ilíacas externa e isquiática. O córtex e a medula não são claramente demar-
cados, e não existe pelve renal. O lóbulo é a área do tecido que está compreendida 
entre os ramos terminais das veias portas renais. O lobo não é tão bem definido 
nos rins das aves como é nos rins de muitos mamíferos1, 3.
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