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Prof. José Maria 
 Aula 08 
 
1 de 182| www.direcaoconcursos.com.br 
Curso Regular de Língua Portuguesa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 08 – Sintaxe de 
Regência e Emprego da 
Crase 
Curso Regular de Língua Portuguesa 
Prof. José Maria 
Prof. José Maria 
 Aula 08 
 
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Curso Regular de Língua Portuguesa 
Olá, moçada! 
Firmes e fortes? 
Queridos, nosso curso está na reta final! É com muita satisfação que cumprimento vocês por terem 
chegado até aqui! Não fraquejem! Continuem firmes! Falta muito pouco! 
Nesta aula, trouxe assuntos espinhosos: Regência e Crase. Por saber que são assuntos entediantes por 
natureza, esforcei-me ao máximo para tornar a abordagem leve e descontraída. Espero que vocês gostem do 
formato adotado e que, sobretudo, fiquem afiadíssimos nesses dois importantes assuntos! 
Um grande abraço a todos! 
Professor José Maria 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. José Maria 
 Aula 08 
 
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Curso Regular de Língua Portuguesa 
Sumário 
SINTAXE DE REGÊNCIA – CONCEITOS GERAIS .......................................................................................... 4 
EMPREGO DAS PREPOSIÇÕES ANTES DE PRONOMES RELATIVOS ................................................................................. 6 
PRINCIPAIS REGÊNCIAS ........................................................................................................................................ 11 
Casos de Regência Verbal ............................................................................................................................... 11 
Casos de Regência Nominal ........................................................................................................................... 30 
CRASE..................................................................................................................................................... 31 
NÃO OCORRE A CRASE ......................................................................................................................................... 35 
... antes de verbo ........................................................................................................................................... 35 
... antes de palavras masculinas ..................................................................................................................... 35 
... antes de pronomes de tratamento, exceção feita a SENHORA, SENHORITA, DONA, MADAME, ...: .............. 35 
... antes de pronomes em geral: ...................................................................................................................... 35 
... em locuções formadas por palavras repetidas: ............................................................................................ 37 
... quando o "a" vem antes de uma palavra no plural: ...................................................................................... 38 
CASOS FACULTATIVOS DE CRASE ......................................................................................................................... 40 
... antes de antropônimo (nome de pessoa) feminino: ...................................................................................... 40 
... antes de pronome possessivo feminino: ...................................................................................................... 40 
CASOS ESPECIAIS DE CRASE ................................................................................................................................ 42 
Crase nas locuções de base feminina (introduzidas por palavras femininas) ...................................................... 42 
Crase antes de TOPÔNIMOS (nomes de lugar) ................................................................................................ 45 
Crase em ÀQUELE (S), ÀQUELA (S), ÀQUILO ................................................................................................. 46 
Crase diante de PRONOMES RELATIVOS ....................................................................................................... 47 
Crase em CONSTRUÇÕES PARALELAS .......................................................................................................... 47 
QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR .........................................................................................49 
LISTA DE QUESTÕES............................................................................................................................. 121 
GABARITO ............................................................................................................................................ 163 
RESUMO DIRECIONADO ....................................................................................................................... 164 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. José Maria 
 Aula 08 
 
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Curso Regular de Língua Portuguesa 
Sintaxe de Regência – Conceitos Gerais 
Quando estudamos Sintaxe de Concordância, ficou clara a existência de um acordo bilateral: no caso da 
concordância verbal, sujeito e verbo tinham de sentar à mesa para conversar; no caso da nominal, essa conversa 
deveria ocorrer entre substantivo e palavra de função adjetiva. Ao final dessa conversa, estabelecia-se um 
acordo: sujeito e verbo concordariam em número e pessoa; substantivo e palavra de função adjetiva 
concordariam em gênero e número. 
No caso da Sintaxe de Regência, não há acordo, moçada! Manda quem pode e obedece quem tem... 
preposição! Como assim, professor? Moçada, verbo e nome vão requisitar algo para vocês. E vocês terão de 
fornecer ao verbo ou ao nome exatamente o que eles querem, do jeito que eles querem. Vejam a tabela a seguir: 
 
TERMO REGENTE PREPOSIÇÃO TERMO REGIDO 
NECESSITAR DE AJUDA 
CONFIAR EM VOCÊ 
PREOCUPAR-SE COM O SENHOR 
ELOGIAR Ø SEU TRABALHO 
PREOCUPADO COM O SENHOR 
CONFIANTE EM VOCÊ 
NECESSIDADE DE AJUDA 
ELOGIO A SEU TRABALHO 
 
Vamos dar nome aos bois, moçada! 
TERMO REGENTE é o que rege, ou seja, é aquele que comanda, que tem uma necessidade e precisa que 
esta seja suprida. Os termos regentes, como podemos ver na tabela, são VERBOS – no caso, NECESSITAR, 
CONFIAR, PREOCUPAR-SE e ELOGIAR - ou NOMES (substantivos, adjetivos ou advérbios) – no caso, 
NECESSIDADE, CONFIANTE, PREOCUPADO e ELOGIO. O TERMO REGIDO é aquele que se subordina ao 
regente, exercendo função de complemento – verbal ou nominal -, adjunto – adverbial ou adnominal -, ou 
agente da passiva. A Sintaxe de Regência estuda, dessa forma, a relação existente entre os termos regentes e 
regidos. Os primeiros mandam; os segundos obedecem. 
 
 
 
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Notem que cada um desses termos regentes possui uma necessidade. Vocês devem se recordar da 
famosa “conversa com o verbo”, que tivemos quando estudamos emprego dos pronomes pessoais e que nos 
perseguiu por toda a análise sintática da oração e do período. É por meio dessa conversa que conseguimos 
identificar a demanda específica do verbo ou nome. Vejam: 
 
QUEM NECESSITA NECESSITA DE ALGO/ALGUÉM. 
QUEM CONFIA CONFIA EM ALGO/ALGUÉM. 
QUEM SE PREOCUPA SE PREOCUPA COM ALGO/ALGUÉM. 
QUEM ELOGIA ELOGIA ALGO/ALGUÉM. 
QUEM ESTÁ PREOCUPADO ESTÁ PREOCUPADO COM ALGO/ALGUÉM. 
QUEM ESTÁ CONFIANTE ESTÁ CONFIANTE EM ALGO/ALGUÉM. 
QUEM TEM NECESSIDADE TEM NECESSIDADE DE ALGO/ALGUÉM. 
QUEM FAZ ELOGIO FAZ ELOGIO A ALGO/ALGUÉM. 
Como eu havia dito, manda quem pode e obedece quem tem... preposição! Cada termo regente irá 
solicitar ou um complemento ou um adjunto introduzido ou não por preposição. E não há como negociar! 
Uma vez que o verbo “necessitar” pede complemento regido pela preposiçãoDE, não se pode a ele ofertar 
outra preposição que não seja esta, sob pena de se contrariar a vontade do verbo; uma vez que o verbo “elogiar” 
pode objeto direto como complemento, estamos desautorizados a empregar preposição sob pena de se 
contrariar a vontade do verbo; e assim sucessivamente. 
Da forma como descrevo, a Regência parece ser algo inflexível – é assim e acabou! No entanto, existem 
alguns termos regentes que admitem mais de uma regência, mantendo seu sentido original. É, por exemplo, o 
caso do verbo ATENDER, que tanto pode ser TRANSITIVO DIRETO ou TRANSITIVO INDIRETO com objeto 
indireto introduzido pela preposição A. É correto escrever “Atendemos o paciente”. Também é correto escrever 
“Atendemos ao paciente”. Além disso, há termos regentes que admitem regências distintas para sinalizar 
significados distintos. É o caso do verbo ASPIRAR – no sentido de INALAR, ABSORVER, é um verbo 
TRANSITIVO DIRETO (Nós aspiramos o perfume das flores); já no sentido de ALMEJAR, DESEJAR, é um verbo 
TRANSITIVO INDIRETO com objeto indireto introduzido pela preposição A (Nós aspiramos ao cargo público). 
Isso posto, notem que não é necessário decorar todas as regências. Primeiramente, porque não temos 
vida suficiente para mapear todas as regências! Rsrsrs. Elas são infinitas! Segundo, porque a simples “conversa” 
com o verbo ou nome, muitas vezes, será mais que suficiente para identificar a regência do verbo ou do nome. 
Obviamente, nem só de “conversa” vive o homem. Vamos precisar sim não só decorar algumas regências, mas 
sobretudo entender sua função e sentido no contexto em que se inserem. As principais regências, aquelas 
sempre presentes em provas, são previsíveis e serão detalhadas nas seções seguintes, não se preocupem! 
 
 
 
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Antes de avançar, quero relembrar uma aplicação da Morfologia que dialoga com Sintaxe de Regência. 
Lembram-se do emprego de preposições antes de pronomes relativos? Você, quando esse assunto estudou, 
estava dialogando com Regência sem saber. Relembremos! 
Emprego das Preposições antes de Pronomes Relativos 
Moçada, sempre que verbo ou nome presentes numa oração adjetiva solicitarem preposição para se ligar 
ao termo antecedente substituído pelo relativo, a preposição deve ser posicionada ANTES do pronome relativo! 
Como assim, professor? Que negócio complicado!!! 
Não é complicado não, jovens! Vejamos! 
 
Notem, no primeiro quadrinho da tirinha, o fragmento “... todos os quatro livros que preciso...”. Moçada, 
o “que” exerce a função de pronome relativo, retomando o termo anterior “livros”, concordam? Na oração 
adjetiva “que preciso...”, o verbo PRECISAR requisita a preposição DE para ligá-lo a LIVROS, termo retomado 
pelo relativo QUE. No entanto, na tirinha, assim como na nossa fala cotidiana, a preposição foi omitida. 
Queridos, omitir a preposição é como arrancar um pedaço do verbo ou do nome que a solicitam. Não há 
negociação! Em situações como essa, é necessário posicionar a preposição ANTES DO PRONOME RELATIVO 
sob pena de contrariar a regência do verbo ou nome. 
Logo, o correto seria “... todos os quatro livros DE QUE preciso...” 
Vamos simular diversas situações a seguir, trazendo para o palco o pronome relativo QUE: 
 
 O professor ____ que gostamos pediu dispensa médica. 
 ____ que costumamos tirar dúvidas está de férias. 
 ____ que temos grande carinho está adoentado. 
 ____ que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado. 
 ____ que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos. 
 ____ que admiramos pediu para se aposentar. 
 
Queridos, o primeiro passo é visualizar a presença do pronome relativo e identificar o termo antecedente 
por ele retomado. Nas várias frases em questão, o QUE exerce a função de pronome relativo, o que fica evidente 
com a substituição do QUE pela forma O QUAL. Também em todas as frases, o QUE relativo retoma o termo 
antecedente PROFESSOR. 
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 O professor ____ que gostamos pediu dispensa médica. 
 ____ que costumamos tirar dúvidas está de férias. 
 ____ que temos grande carinho está adoentado. 
 ____ que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado. 
 ____ que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos. 
 ____ que admiramos pediu para se aposentar. 
 
Uma vez identificada a presença do pronome relativo, devemos analisar a oração adjetiva. 
 
 O professor ____ que gostamos pediu dispensa médica. 
 ____ que costumamos tirar dúvidas está de férias. 
 ____ que temos grande carinho está adoentado. 
 ____ que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado. 
 ____ que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos. 
 ____ que admiramos pediu para se aposentar. 
 
Na sequência, devemos checar se há verbo ou nome na oração adjetiva solicitando preposição para se 
ligar ao termo antecedente retomado pelo QUE. Reconstruindo as orações adjetivas, é possível identificar qual 
a preposição solicitada pelo verbo ou nome. Vejamos: 
Gostamos DO professor. 
Costumamos tirar dúvidas COM o professor. 
Temos grande carinho PELO professor. 
Confiamos NO professor. 
Nós referimos AO professor. 
Admiramos o professor. 
 
 
 
 
 
 
 
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Identificadas as preposições, elas devem ser posicionadas antes dos pronomes relativos. Observem: 
 
 O professor DE que gostamos pediu dispensa médica. 
 COM que costumamos tirar dúvidas está de férias. 
 POR que temos grande carinho está adoentado. 
 EM que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado. 
 A que nos referimos ministra aulas no Direção Concursos. 
 	Ø que admiramos pediu para se aposentar. 
 
É uma arte, moçada! 
Além disso, percebamos que o termo antecedente PROFESSOR pode ser retomado pelos relativos O 
QUAL ou QUEM, resultando nas também corretas construções: 
 
 O professor do qual (de quem) gostamos pediu dispensa médica. 
 com o qual (com quem) costumamos tirar dúvidas está de férias. 
 pelo qual (por quem) temos grande carinho está adoentado. 
 no qual (em quem) que confiamos divergiu do gabarito oficial divulgado. 
 ao qual (a quem) nos referimos ministra aulas no Direção Concursos. 
 o qual admiramos pediu para se aposentar. 
 
Vejam mais exemplos: 
Esse é o livro a que eu me referi. (referi-me ao livro) 
Minha namorada é a menina com quem eu saí ontem. (saí com a menina) 
O professor ao qual eu entreguei o livro não veio hoje. (entreguei ao professor) 
Não cuspa no prato em que você comeu. (comeu no prato) 
O filme a que você fez referência é muito bonito. (referência ao filme) 
Os remédios dos quais temos necessidade foram entregues. (necessidade dos remédios) 
A regra também é válida para o pronome relativo cujo(a)(s): 
O professor a cuja aula faltei esclareceu muitas dúvidas. (faltei à aula do professor) 
O técnico de cuja ajuda necessito está aqui. (necessito da ajuda do técnico) 
O estagiário com cujo irmão falei acaba de chegar. (falei com o irmão do estagiário) 
O presidente sobre cuja vida escrevi faleceu. (escrevi sobre a vida do presidente) 
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Observação: 
Alguns verbos podem ou não ser pronominais, o que impacta a regência. 
Exemplos: 
COMUNICAR – comunicar alguém/comunicar-se COM alguém; 
ABORRECER – aborrecer alguém/aborrecer-se COM alguém; 
ENTREGAR – entregar algo/entregar-se A algo; 
DEFENDER – defender alguém/defender-se DE alguém. 
... 
Alguns verbos, usados sempre como pronominais, exigem em suas regências preposição. 
Exemplos: 
ARREPENDER-SE: arrepender-se DE algo; 
INDIGNAR-SE: indignar-se COM algo; 
QUEIXAR-SE: queixar-se DE algo/alguém; 
ATREVER-SE: atrever-se A algo; 
... 
 
CUIDADO! 
Alguns verbos são equivocadamente empregados no dia a dia como pronominais. É o caso dos verbos 
SIMPATIZAR, ANTIPATIZAR, SILENCIAR, SOBRESSAIR, PROLIFERAR, ... 
O funcionário se sobressaiu no projeto. (ERRADO) 
O funcionário sobressaiu no projeto. (CERTO) 
O candidato se silenciou diante da pergunta invasiva do repórter. (ERRADO) 
O candidato silenciou diante da pergunta invasiva do repórter (CERTO) 
Muitos se simpatizam com minhas ideias. (ERRADO) 
Muitos simpatizam com minhas ideias. (CERTO) 
É bastante comum a exploração desse tipo de erro com os verbos acima listados, em especial SIMPATIZAR e 
SOBRESSAIR. Tomem cuidado! Eles não são pronominais! 
 
 
 
 
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Caiu em prova! 
Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de 
Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. 
A correção gramatical do texto seria prejudicada caso se substituísse “de que” por os quais. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Analisemos o trecho: 
Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho... 
A forma “de que” consiste na união da preposição “de” – requerida pela regência da forma verbal “dispomos” 
(dispomos de algo) – com o pronome relativo “que” – que retoma o termo anterior “elementos”. 
Até podemos substituir o relativo “que” pelo também relativo “os quais”, mas precisamos manter a 
preposição “de” posicionada antes do pronome, pois é uma exigência da regência do verbo “dispor”. 
Dessa forma, seria correta a seguinte redação: Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos dos quais 
disponho... 
A ausência da proposição acarretaria prejuízo gramatical. 
Resposta: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Principais Regências 
Nosso próximo passo é identificar as principais regências verbo-nominais. Por que principais? Porque não 
são tão intuitivas e, muitas vezes, divergem do uso adotado no dia a dia. Como havia dito, Regência é um 
assunto nem fácil, nem difícil, mas previsível! Sabemos exatamente quais são as regências com que precisamos 
nos familiarizar. Já antecipo aqui algumas: ASPIRAR, ASSISTIR, OBEDECER, VISAR, PREFERIR, 
LEMBRAR/ESQUECER, PERDOAR/PAGAR, AGRADAR, QUERER, etc. 
Detalhemos a seguir casa uma delas de forma bem esquemática, para facilitar a compreensão de vocês. 
Casos de Regência Verbal 
 
AGRADAR 
 
= no sentido de ACARICIAR, FAZER CARINHO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO. 
Exemplo: O dono agradou seu cachorrinho no colo. 
 
= no sentido de SATISFAZER, GERAR CONTENTAMENTO, emprega-se como TRANSITIVO INDIRETO, 
com objeto introduzido pela preposição A 
Exemplo: O discurso do ministro não agradou ao mercado, que reagiu ferozmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AGRADECER 
 
= TRANSITIVO DIRETO, com OBJETO DIRETO nome de “COISA” 
Exemplos: 
Agradeci sua ajuda. (= Agradeci-a) 
Agradecemos as doações. (= Agradecemo-las) 
 
 
= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO nome de “PESSOA” 
Exemplos: 
Os internautas agradeceram ao apresentador. (= Os internautas lhe agradeceram). 
O cliente agradeceu ao gerente pelo atendimento. (= O cliente lhe agradeceu... ou O cliente agradeceu 
a ele...). 
 
= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, sendo o OBJETO DIRETO nome de “COISA” e o INDIRETO nome 
de “PESSOA”, introduzido pela preposição A. 
Exemplos: 
Agradeci ao apresentador o apoio. 
Agradeci aos internautas as doações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ASPIRAR 
 
= no sentido de SORVER, INALAR, TRAGAR, constrói-se com OBJETO DIRETO. 
Exemplo: 
Marta aspirava o perfume das rosas. 
 
= no sentido de DESEJAR, PRETENDER, constrói-se com OBJETO INDIRETO, com a preposição A. 
Exemplo: 
Ela aspirava a altos cargos. 
 
 Simulemos algumas situações: 
 Todos nós aspiramos ____ ar poluído. 
 ____ cargo público. 
 ____ carreira pública. 
 
 Na primeira construção, devemos apenas utilizar o artigo O, haja vista que o verbo ASPIRAR foi 
empregado no sentido de INALAR. 
 Na segunda construção, devemos apenas utilizar a combinação AO, que consiste na fusão da preposição 
A – requerida pela regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com o artigo O – solicitado pelo 
substantivo CARGO. 
 E atenção para a terceira construção! 
 Nela devemos apenas utilizar a contração À, que consiste na fusão da preposição A – requerida pela 
regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com o artigo A – solicitado pelo substantivo CARREIRA. 
 É a primeira (de muitas) beliscadas no assunto CRASE, subproduto da REGÊNCIA. 
 
 Vejamos mais simulações: 
 O ar ____ respiramos é impuro. 
 O cargo _____ aspiramos é muito disputado. 
 A carreira _____ aspiramos é muito disputada. 
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 Na primeira construção, devemos apenas utilizar os pronomes relativos QUE ou O QUAL, haja vista que 
o verbo ASPIRAR foi empregado no sentido de INALAR. Tais pronomes relativos retomam o termo anterior 
AR. 
 Na segunda construção, devemos apenas utilizar as combinações A QUE ou AO QUAL, compostas pela 
preposição A – requerida pela regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com os pronomes 
relativos QUE ou O QUAL – que retomam o termo anterior CARGO. 
 E atenção para a terceira construção! 
 Nela devemos apenas utilizar as construções A QUE ou À QUAL – com crase -, compostas pela preposição 
A – requerida pela regência do verbo ASPIRAR no sentido de DESEJAR – com os pronomes relativos QUE ou 
A QUAL – que retomam o termo anterior CARREIRA. 
 Outra beliscada em crase, moçada! Já fica a dica: A + A = À. 
ATENÇÃO!!! 
O verbo ASPIRAR não admite o emprego do pronome LHE para substituir seu OBJETO INDIRETO. Seremos 
obrigados a empregar as formas oblíquas tônicas A ELE, A ELA. 
Todos nós aspiramos ao cargo. 
= Todos nós lhe aspiramos. (ERRADO) 
= Todos nós aspiramos A ELE. (CERTO) 
 
Caiu em prova! 
É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher venha para o tálamo conjugal com a máxima 
liberdade, com a melhor boa-vontade, sem coação de espécie alguma, com ardor até, com ânsia e grandes 
desejos;... 
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, a forma verbal “deseje” poderia ser 
substituída por “aspire a”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O verbo “aspirar” pode ser usado no sentido de “desejar”. Nesse caso, ele rege a preposição “a”. Assim, na 
questão, a forma verbal “deseje” pode ser corretamente substituída por “aspire a”, mantendo-se a correção 
gramatical e o sentido original do texto. 
Observação: 
O verbo “aspirar” também pode significar “inalar”, “cheirar”. Nesse sentido, ele será transitivo direto. 
Exemplo: 
Nós aspiramos o doce perfume. 
Resposta: CERTOProf. José Maria 
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ASSISTIR 
 
= no sentido de PRESTAR ASSISTÊNCIA, PROTEGER, SERVIR, constrói-se com OBJETO DIRETO. 
Exemplo: 
O enfermeiro assiste o paciente. 
 
= no sentido de PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE constrói-se com OBJETO INDIRETO, COM A 
PREPOSIÇÃO A. 
Exemplo: 
Assisti ao jogo (e não “Assisti o jogo”, como se fala no cotidiano) 
 
= no sentido de CABER, PERTENCER DIREITO OU RAZÃO A ALGUÉM, constrói-se com OBJETO 
INDIRETO, COM A PREPOSIÇÃO A. 
Exemplo: 
Não assiste ao Judiciário legislar em prol dos indefesos. 
 
= no sentido de MORAR, RESIDIR, constrói-se com ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR, COM A 
PREPOSIÇÃO EM. 
Exemplo: 
Ele assistia num sítio muito distante da cidade. 
 
 Sem a menor dúvida, a regência mais importante do verbo ASSISTIR é a referente ao seu sentido 
mais popular, de VER, PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE. É a mais importante, porque é a mais usada no 
cotidiano, e de forma errada! 
Prof. José Maria 
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 Ora, em nosso dia a dia, é comum ouvirmos e falarmos. 
 Nós assistimos o jogo. 
 Nós assistimos o filme. 
 O filme que assistimos ganhou vários prêmios. 
 Devido ao fato de pouco conhecermos os outros sentidos do verbo ASSISTIR, empregamos essa forma 
verbal equivocadamente como transitiva direta. O certo seria: 
 Nós assistimos Ao jogo. 
 Nós assistimos Ao filme. 
 O filme A que assistimos ganhou vários prêmios. 
 Fica o questionamento: Professor, por que a Gramática implica conosco assim? Por que ela propõe uma 
norma que contraria o uso do cotidiano? 
 Galera, na verdade, não é uma implicação! Acontece que existem outros sentidos para o verbo ASSISTIR 
não usados por nós no cotidiano. Por exemplo, dificilmente uma pessoa emprega no cotidiano ASSISTIR com 
a significação de AJUDAR, PRESTAR ASSISTÊNCIA. Mas a Gramática previu esse uso e, para distingui-lo de 
outros sentidos, estabeleceu uma regência específica. 
 Observem as duas frases a seguir: 
 Eu assisti o velhinho que estava atravessando a rua. 
 Eu assisti ao velhinho que estava atravessando a rua. 
 Queridos, notem que, na primeira frase, o verbo ASSISTIR está no sentido de AJUDAR. Já na segunda, 
no sentido de VER. A presença ou a ausência da preposição faz uma tremenda diferença. 
Prof. José Maria 
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 Além desses dois clássicos sentidos, o verbo ASSISTIR também pode significar “MORAR”, situação em 
que será INTRANSITIVO e terá a ele ligado um adjunto adverbial de lugar introduzido pela preposição EM – 
Estamos assistindo atualmente em Brasília. 
 Por fim, podemos empregar o verbo assistir no sentido de CABER, SER OBRIGAÇÃO, situação em que 
será transitivo indireto e solicitará preposição A – Assiste ao Executivo administrar; ao Legislativo assiste criar 
as leis; ... 
ATENÇÃO!!! 
O verbo ASSISTIR, no sentido de VER, PRESENCIAR, não admite o emprego do pronome LHE para 
substituir seu OBJETO INDIRETO. Seremos obrigados a empregar as formas oblíquas tônicas A ELE, A ELA. 
Exemplo: 
Nós assistimos AO FILME. 
= Nós LHE assistimos. (ERRADO) 
= Nós assistimos A ELE. (CERTO) 
Professor, por que alguns verbos recusam o LHE como objeto indireto? 
Meus amigos, aqui a Gramática nos impõe uma tradição, não havendo propriamente uma razão lógica. 
No entanto, pode-se afirmar que o LHE é empregado GERALMENTE para substituir pessoas, não sendo 
pertinente seu uso para substituir COISAS. Já as formas A ELE(S), A ELA(S), PARA ELE(S), PARA ELA(S) são 
empregadas tanto para substituir PESSOAS como COISAS. 
Tenham em mãos uma lista de verbos que recusam o emprego do LHE como objeto indireto: ASPIRAR (= 
ALMEJAR), ASSISTIR (=VER), ALUDIR, PROCEDER, RECORRER, REFERIR-SE, VISAR (=ALMEJAR), etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CHAMAR 
 
= no sentido de CONVOCAR, CONVIDAR, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO. 
Exemplo: Chamei o professor em minha sala para uma reunião urgente. 
 
= no sentido de INVOCAR, PEDIR AUXÍLIO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO ou como INDIRETO, 
COM OBJETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO POR. 
Exemplo: Chamei (por) meu pai no momento de maior aflição. 
 
= no sentido de NOMEAR, QUALIFICAR, ROTULAR, apresenta diversas possibilidades de construção. 
Exemplos: 
Chamei o Ministro idiota. (Chamei-o idiota.) 
Chamei o Ministro de idiota. (Chamei-o de idiota.) 
Chamei ao Ministro idiota. (Chamei-lhe idiota.) 
Chamei ao Ministro de idiota. (Chamei-lhe de idiota) 
O verbo CHAMAR é TRANSOBJETIVO nesse caso. Além disso, o PREDICATIVO DO OBJETO pode ou não 
ser introduzido pela preposição DE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CUSTAR 
 
= no sentido de “VALER UM PREÇO”, “TER UM VALOR”, é INTRANSITIVO, acompanhado de ADJUNTO 
ADVERBIAL DE PREÇO. 
Exemplos: 
O terno custou 10 mil reais. 
 
Aquele carro custou seu salário anual. 
Alguns gramáticos, no entanto, consideram “10 mil reais” e “seu salário anual” como objetos diretos. Há 
divergências, portanto! 
 
= no sentido de “SER DIFÍCIL, PENOSO, CUSTOSO”, é TRANSITIVO INDIRETO, com OBJETO 
INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A. 
Exemplos: 
Custamos a acreditar no que estava ocorrendo. 
Custamos a aprender com nossos erros. 
 
= no sentido de “CAUSAR”, “ACARRETAR”, é TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com INDIRETO 
INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A. 
Exemplos: 
A derrota no clássico custou o emprego ao técnico. 
 
A prepotência custou-lhe (a ele) muitas amizades perdidas. 
 
HAVER 
 
= no sentido clássico de “EXISTIR”, “OCORRER”, “ACONTECER”, é IMPESSOAL E TRANSITIVO DIRETO. 
Exemplos: 
Havia problemas sérios na empresa. 
 
Reclamações houve durante a operação. 
 
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= no sentido de “COMPORTAR-SE”, “DEPARAR-SE”, “CONFRONTAR-SE”, é PRONOMINAL. 
Exemplos: 
Eles se houve bem na cerimônia, não criando polêmicas. (= se comportou) 
 
Eles se houveram com uma multidão furiosa. (se depararam) 
 
= no sentido de “OBTER”, “CONSEGUIR”, é TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com INDIRETO 
INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO DE. 
Exemplos: 
O Estado houve uma infinidade de recursos dos contribuintes. 
 
Muitas instituições houveram doações de internautas promovidas nas redes sociais. 
 
IMPLICAR 
 
= TRANSITIVO DIRETO, no sentido de RESULTAR, ACARRETAR, TER COMO CONSEQUÊNCIA 
Exemplos: 
A despesa com elementos supérfluos implicará gastos desnecessários. 
 
Maior consumo implica mais despesas por parte da empresa. 
 
Algumas gramáticas mais modernas até admitem a presença da preposição “em”, fazendo menção ao 
uso coloquial. Porém, o que notamos nas bancas é o emprego tradicional do verbo implicar. Repetindo: 
transitivo direto, no sentido de resultar, acarretar. 
 
= TRANSITIVO INDIRETO, no sentido de EMBIRRAR, TER IMPLICÂNCIA COM ALGUÉM 
Exemplo: 
Os alunos implicaram com o professor. 
 
 
 
 
 
 
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 LEMBRAR/ESQUECER 
 
= como VERBOS NÃO PRONOMINAIS, são construídos com OBJETO DIRETO. 
Exemplo: 
 
Esqueci o nome dela. 
 
Lembrei o nome dela. 
 
= como VERBOS PRONOMINAIS (ACOMPANHADOS DE PRONOME OBLÍQUO ÁTONO), são construídos 
com OBJETO INDIRETO, INTRODUZIDOS PELA PREPOSIÇÃO A. 
Exemplo: 
 
Esqueci-me do nome dela. 
 
Lembrei-me do nome dela. 
É ERRADO DIZER: 
 
Esqueci DO nome dela. 
Lembrei DO nome dela. 
=verbo TRANSITIVO INDIRETO, com OBJETO INDIRETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A 
Exemplo: 
 
Esqueceu-me a pauta da reunião. 
Esqueceu a você o nome dele. 
Trata-se de uma construção um tanto estranha, não é mesmo? 
Nela, temos como sujeito a coisa lembrada ou esquecida. Já o verbo é acompanhado de objeto indireto 
introduzido pela preposição A. 
No caso da primeira frase, o sujeito é “a pauta da reunião” e o objeto indireto é representado pelo pronome 
oblíquo ME (= A MIM). 
No caso da segunda frase, o sujeito é “o nome dele” e o objeto indireto é representado pelo pronome oblíquo 
VOCÊ (= A VOCÊ). 
 
 
 
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= no caso do verbo LEMBRAR, também é possível empregá-lo como TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, 
com OBJETO INDIRETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A OU DE. 
 
Exemplo: 
 
Lembrei meu chefe da reunião de logo mais. 
O assessor lembrou vários números relevantes ao seu chefe durante a reunião. 
 
 
São tantas já vividas 
São momentos que eu não esqueci 
Detalhes de uma vida 
Histórias que eu contei aqui 
 
 
 Quando vocês estiverem cantarolando Roberto Carlos no banho, tomem cuidado com o verso destacado, 
ok? Você pode usar o verbo “ESQUECER” como pronominal ou como não pronominal. Há duas construções 
corretas, portanto! 
 São momentos que eu não esqueci... 
 São momentos DE que eu não ME esqueci... 
ATENÇÃO!!! 
Diante de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta, é possível omitir a preposição DE exigida pela 
forma pronominal “ESQUECER-SE” ou “LEMBRAR-SE”. 
Exemplo: 
Nós nos esquecemos (de) que não haveria aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Caiu na prova! 
No trecho “...devemos nos lembrar que a educação no trânsito é mais do que importante”, a ausência do pronome 
oblíquo “nos” prejudicaria a correção gramatical. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O verbo lembrar admite duas regências: como não pronominal, deve ser empregado como transitivo direto; 
já como pronominal, deve ser empregado como transitivo indireto e deve ser acompanhado da preposição 
DE. 
Na redação original, tem-se: ...devemos nos lembrar (de) que a educação no trânsito... 
Nela, o verbo lembrar foi empregado como pronominal, acompanhado do oblíquo átono “nos”. A preposição 
DE, requerida nesse formato, está subentendida, pois, diante de orações subordinadas substantivas objetivas 
indiretas ou completivas nominais, é possível omitir a preposição, sem gerar prejuízos gramaticais. 
Na proposta de reescrita sugerida, tem-se: ...devemos lembrar que a educação no trânsito... . 
Nela, o verbo lembrar foi empregado como não pronominal. Nesse formato, tem-se um verbo transitivo 
direto. 
A alteração proposta, portanto, não prejudica a correção gramatical. 
Resposta: ERRADO 
 
 OBEDECER/DESOBEDECER 
 
Trata-se de verbos TRANSITIVOS INDIRETOS, regidos pela preposição A. 
Exemplos: 
Obedecia ao mestre. 
 
Obedecia à sinalização de trânsito. 
 Cuidado! 
 Em nosso dia a dia, é comum ouvirmos e falarmos. 
 Nós obedecemos o regulamento. 
 Nós obedecemos o patrão. 
 Eles desobedeceram a sinalização de trânsito. 
 O certo seria: 
 Nós obedecemos Ao regulamento. 
 Nós obedecemos Ao patrão. 
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 Eles desobedeceram À sinalização de trânsito. 
 Note que, no último caso, a crase é resultado da fusão da preposição A – requerida pela regência de 
DESOBEDER – com a artigo A – requerido pelo substantivo SINALIZAÇÃO. 
ATENÇÃO!!! 
O verbo OBEDECER, embora seja TRANSITIVO INDIRETO, admite construção em voz passiva. 
O agente público não obedeceu à decisão da Justiça. (VOZ ATIVA) 
= A decisão da Justiça não foi obedecida pelo agente público. (VOZ PASSIVA) 
 
Caiu em prova! 
Obedecer às leis de trânsito somente por medo de multas é o símbolo do despreparo e a causa de tantas mortes. 
A substituição de “Obedecer às leis de trânsito” por “Obediência a leis de trânsito” preservaria a correção 
gramatical e não acarretaria mudança de sentido original. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
No trecho original, o substantivo “leis” está determinado por artigo definido feminino. Afirma-se isso, pois 
a forma “às” consiste na fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “obedecer” – com o 
artigo “as” – solicitado pelo substantivo “leis”. Com a determinação por artigo, dá-se a entender que se está 
falando de todas as leis de trânsito. A obediência se faz necessária para todas as leis, portanto. 
No trecho reescrito, o substantivo “leis” não está determinado por artigo. O “a” que antecede “leis” é apenas 
preposição “a”, requerida pela regência do nome “Obediência”. Sem o artigo, dá-se a entender que se está 
falando de apenas algumas leis, não de todas. A obediência se faz necessária para algumas leis, portanto. 
Resposta: ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PAGAR/PERDOAR 
 
= TRANSITIVO DIRETO com OBJETO DIRETO DE “COISA” 
Exemplos: 
Perdoei suas dívidas (= Perdoei-as) 
 
Paguei minhas constas (= Paguei-as) 
 
= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO DE “PESSOA” 
Exemplos: 
O pai não perdoou ao filho (= O pai não lhe perdoou). 
 
O cliente não pagou ao lojista (O cliente não lhe pagou). 
 
= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, com o OBJETO DIRETO “COISA” e o OBJETO INDIRETO “PESSOA”, 
introduzido pela preposição A. 
Exemplos: 
Perdoei ao jogador a ofensa. 
 
Paguei ao funcionário a dívida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PREFERIR 
 
Trata-se de verbo TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO. 
Diferentemente da linguagem coloquial, este verbo não se constrói com a locução DO QUE, e sim com 
a preposição A. 
Além disso, é errado dizer “preferir mais”, pois é um pleonasmo (redundância). 
Exemplo: 
Prefiro MAIS café DO QUE chá (ERRADO) 
Prefiro café A chá (CERTO) 
 
 
Olha o desafio aí, galera! 
Galera, em hipótese alguma, use DO QUE. 
Embora seja a construção mais comum no dia a dia, 
ela contraria a regência do verbo PREFERIR, cujo 
OBJETO INDIRETO requer preposição A. 
E por que não usamos a crase? 
A preposição A está com presença já 
garantida, beleza? Para que houvesse a crase, 
necessitaríamos do artigo A! 
No entanto, vejam que não foi empregado 
artigo O para PORTUGUÊS. 
Por questões de simetria (paralelismo), não devemos empregar o artigo A antes de MATEMÁTICA. 
Não faria sentido um ter artigo e o outro, não. 
Dessa forma, a lacuna deve ser preenchida apenas com a preposição A. 
Cuidado, portanto, com as questões que envolvem uso da crase e simetria (paralelismo). 
Veja outros exemplos: 
Vou estudar DE 2a A 6a. (sem artigo para 2a; sem artigo para 6a; somente há preposição A; não há crase) 
Vou estudar DA 2a À 6a. (com artigo para 2a; com artigo para 6a; ocorre encontro da preposição A com 
o artigo A; há crase) 
Vou estudar DE 8h A 12h. (sem artigo para 8h; sem artigo para 12h; somente há preposição A; não há 
crase) 
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Vou estudar DAS 8h ÀS 12h. (com artigo para 8h; com artigo para 12h; ocorre encontro da preposição A 
com o artigo AS; há crase) 
 
PROCEDER 
 
= no sentido clássico de “TER CABIMENTO”, “PORTAR-SE”, é INTRANSITIVO. 
Exemplos: 
Seus argumentos não procedem. 
 
Ele procede com elegância diante de tantos insultos agressivos. 
 
= no sentido de “ORIGINAR-SE”, é INTRANSITIVO e é acompanhado de ADJUNTO ADVERBIAL 
INTRODUZIDO PLEA PREPOSIÇÃO DE. 
Exemplos: 
Tais informaçõesprocedem das mais diversas fontes. 
 
O material apreendido procede da China. 
 
 
= no sentido de “INICIAR”, “REALIZAR”, “EXECUTAR”, é TRANSITIVO INDIRETO, com INDIRETO 
INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A. 
Exemplos: 
O relator do caso procedeu à leitura dos autos. 
 
A comissão procedeu ao exame dos recursos impetrados. 
 
ATENÇÃO!!! 
O verbo “PROCEDER” é outro verbo que não admite o pronome LHE como objeto indireto. Deve-se empregar 
no lugar a forma oblíqua tônica A ELE(S), A ELA(S). 
O relator procedeu à leitura dos autos. 
= O relator lhe procedeu. (ERRADO) 
= O relator procedeu a ela. (CERTO) 
 
 
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QUERER 
 
= é TRANSITIVO DIRETO no sentido de DESEJAR 
 
Exemplo: 
 
Eu quero meu quarto limpo imediatamente. (= Eu o quero limpo imediatamente) 
 
= é TRANSITIVO INDIRETO no sentido de AMAR, QUERER BEM, pedindo OBJETO INDIRETO 
INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO A 
 
Exemplo: 
 
Juro que quero muito a você. (= Juro que lhe quero muito) 
 
 VISAR 
 
= é TRANSITIVO DIRETO no sentido de MIRAR, APONTAR, PÔR VISTO EM. 
 
Exemplo: 
 
O caçador visou o alvo. 
 
O inspetor visou todas as páginas do laudo técnico. 
 
= é TRANSITIVO INDIRETO no sentido de TER EM VISTA, OBJETIVAR, EXIGINDO A PREPOSIÇÃO A. 
 
Exemplo: 
 
O pai trabalhava visando ao conforto dos filhos. 
 
ATENÇÃO! 
O pronome oblíquo LHE não é usado como objeto indireto do verbo VISAR. No lugar, deve-se empregar a 
forma oblíqua tônica A ELE, A ELA. 
Esta ação visa ao bem-estar social. 
= Esta ação lhe visa. (ERRADO) 
= Esta ação visa a ele. (CERTO) 
Admite-se a omissão da preposição A antes de verbo no infinitivo. 
Este relatório visa (a) esclarecer as causas do acidente aéreo. 
 
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ALGUNS VERBOS ADMITEM MAIS DE UMA REGÊNCIA MANTENDO O SENTIDO ORIGINAL. 
Vejam a seguir exemplos dos principais casos: 
 
ABDICAR 
O rei abdicou o trono 
O rei abdicou do trono 
 
ATENDER 
O funcionário atendeu o cliente com gentileza. 
O funcionário atendeu ao cliente com gentileza. 
 
ATENTAR 
Atente o que estiver escrito. 
Atente ao que estiver escrito. 
Atente para o que estiver escrito. 
 
ANSIAR 
Anseio um mundo justo. 
Anseio por um mundo justo. 
 
DESFRUTAR 
Desfrutemos a vida. 
Desfrutemos da vida. 
 
USUFRUIR 
Usufruí o benefício. 
Usufruí do benefício 
 
GOZAR 
Gozou a vida com intensidade. 
Gozou da vida com intensidade. 
 
DEPARAR 
Deparei com um gigantesco problema. 
Deparei um gigantesco problema. 
Deparei-me com um gigantesco problema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Casos de Regência Nominal 
A seguir, estão listadas as principais regências de nome. Obviamente vocês não precisam decorar todas 
elas, mas é importante que tenham uma familiaridade. 
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo de 
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a 
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por 
Bacharel em Horror a Proeminência sobre 
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por 
 
Acessível a Entendido em Necessário a 
Acostumado a, com Equivalente a Nocivo a 
Agradável a Escasso de Paralelo a 
Alheio a, de Essencial a, para Passível de 
Análogo a Fácil de Preferível a 
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a 
Apto a, para Favorável a Prestes a 
Ávido de Generoso com Propício a 
Benéfico a Grato a, por Próximo a 
Capaz de, para Hábil em Relacionado com 
Compatível com Habituado a Relativo a 
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por 
Contíguo a Impróprio para Semelhante a 
Contrário a Indeciso em Sensível a 
Descontente com Insensível a Sito em 
Desejoso de Liberal com Suspeito de 
Diferente de Natural de Vazio de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CRASE 
Chegou a tão esperada hora de falar sobre um dos assuntos mais difíceis da humanidade! Estamos 
falando da ... C R A S E. 
Gente, muita calma nessa hora! Não há nada de sobrenatural nesse assunto! No entanto, a crase é um 
fenômeno linguístico que pode ser facilmente identificado. Confiem em mim! 
Primeiramente, vamos entender o CASO GERAL que rege o emprego do acento indicador de crase. 
Queridos, o CASO GERAL abrange a maioria das questões relativas ao assunto. Se você o entender bem, 
grande parte do trabalho estará feito! 
 Apresento, a seguir, um quadro resumo que consegue sintetizar muito bem esse raciocínio. Vejamos: 
 
CASO GERAL 
À = A (preposição) + A (artigo) 
ÀS = A (preposição) + AS (artigo) 
Vamos explicar um pouco esse quadro resumo? 
Vejam bem, para se haver crase, é necessário se fazer uma soma: soma-se a preposição A - solicitada pela 
regência de um verbo ou de um nome - com o artigo definido A ou AS - solicitado por uma palavra feminina. 
Se um desses elementos estiver ausente, não faz sentido se falar em crase. 
Observem a frase: 
Fomos à piscina 
A forma verbal “fomos” solicita a regência da preposição “a” – fomos a algum lugar. Além disso, o 
substantivo feminino “piscina” solicita o artigo definido “a”. A soma da preposição A com o artigo A resulta na 
forma À 
As críticas às instituições brasileiras têm ganhado mais espaço na mídia. 
A forma nominal “críticas” solicita a regência da preposição “a” – críticas a algo, a alguém. Além disso, o 
substantivo feminino “instituições” solicita o artigo definido “as”. A soma da preposição A com o artigo AS 
resulta na forma AS. 
Para termos certeza de que ocorre a crase, podemos nos utilizar de algumas dicas, que nos possibilitam 
um rápido diagnóstico. Elas estão sumarizadas no quadro abaixo: 
 
 
 
 
 
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TESTE RÁPIDO
- Há crase? -
Substituir a palavra 
feminina por uma 
masculina.
Se aparecer a forma AO ou AOS antes da 
palavra masculina, é sinal de que haverá
crase antes da feminina.
Exemplos:
Temos amor À arte
(= Temos amor AO estudo).
Respondi ÀS perguntas. 
(= Respondi AOS questionametos.)
Se NÃO aparecer a forma AO ou AOS antes 
da palavra masculina, é sinal de que NÃO 
haverá crase antes da feminina.
Exemplos:
Prefiro carro A moto. 
(= Prefiro carro A ônibus).
Respondi A ela ontem. 
(= Respondi A ele ontem.)
Substituir a 
preposição A por 
PARA.
Se aparecer a forma PARA A, é sinal de que 
haverá crase.
Exemplos:
Entreguei o presente À diretora.
(= Entreguei o presente PARA A diretora).
Fiz uma homenagem À professora. 
(= Fiz uma homenagem PARA A professora)
Se NÃO aparecer a forma PARA A, é sinal de 
que NÃO haverá crase.
Exemplos:
Pedi A esta funcionária uma ajuda.
(= Pedi PARA esta funcionária uma ajuda.).
Contarei A você um segredo.
(= Contarei PARA você um segredo.)
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É muito importante que estejamos muito afiados na constatação do CASO GERAL. Devemos sempre ter 
em mente que a preposição é uma requerida por um TERMO REGENTE ou SUBORDINANTE - verbo ou nome 
- e que o artigo é solicitado por um TERMO REGIDO ou SUBORDINADO – substantivo feminino. 
Dessa forma, nosso discurso, moçada, já deve estar pronto! 
Toda vez que uma questão solicitar de você a justificativa para emprego do acento indicador de crase, 
nosso discurso deve ser: 
“A crase é resultado da FUSÃO (CONTRAÇÃO) da preposição A – requerida pelo TERMO REGENTE 
(SUBORDINANTE) (verbo ou nome) – com o artigo A(S) – solicitado pelo TERMO REGIDO 
(SUBORDINADO)(substantivo feminino) .” 
 
Muitas são as armadilhas aqui. Geralmente, as bancas tentam confundir o aluno, identificando 
equivocadamente os termos regidos e os termos regidos. Fiquem espertos. Diagnostiquem quem solicita a 
preposição – trata-se de um problema de regência – e quem está de fato solicitando o artigo – no caso, quem é 
o substantivo feminino que está pedindo artigo. 
 Vejamos a seguir alguns exemplos de aplicação do CASO GERAL: 
Caiu em prova! 
Em “A OMS atribui mais de 7 milhões de mortes por ano à poluição do ar [...]”, a crase é resultante da contração 
da preposição “a”, exigida pelo termo subordinante “ano”, com o artigo feminino “a”, reclamado pelo termo 
dependente “poluição”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O item está ERRADO. 
Você percebeu a pegadinha? A preposição A foi requerida não pelo nome ANO, mas sim pelo verbo ATRIBUI. 
Este é o termo subordinante, meus caros! Ele é que pede a preposição A (Quem atribui atribui algo A ALGO.). 
Já o termo dependente (também chamado de regido ou subordinado) de fato é “poluição”, que solicita o artigo 
A. 
Dessa forma, o erro se deve à errada identificação do termo subordinante. 
A redação do item estaria correta, se substituíssemos ANO por ATRIBUI. 
Resposta: ERRADO 
 
 
 
 
 
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Caiu em prova! 
Leia o texto a seguir: 
Quando o leitor se depara com o assomo de grandeza do romance de Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, 
é assaltado por enorme espanto e fascínio — intacto, há décadas — desde logo pelo idioma próprio em que foi 
escrito, língua quase autárquica, alterada por construções sintáticas singulares e palavras novas. “Muita coisa 
importante falta nome”, ensina o narrador do romance. Narrado em primeira pessoa, o personagem conta sua 
história a um ouvinte silencioso, informando do seu saber e do não saber, na difícil tarefa de dar forma narrada 
às coisas vividas. 
O sinal indicativo de crase em “às coisas” justifica-se pela regência de “forma” e pela presença de artigo 
feminino plural. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O item está ERRADO! Novamente, a questão tenta confundir vocês! O termo regente, subordinante, ou seja, 
aquele que pede a preposição, não é FORMA. É sim o verbo DAR (Quem dá dá algo A ALGO). 
Tanto é verdade que o verbo DAR solicita preposição que conseguimos inverter a ordem dos complementos. 
Como assim? É possível reescrever “... na difícil tarefa de dar forma narrada às coisas vividas.” da seguinte 
maneira: “... na difícil tarefa de dar às coisas vividas forma narrada.” 
Resposta: ERRADO 
 
Caiu em prova! 
Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para 
suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário 
foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. 
No texto, o sinal indicativo de crase no trecho “equiparando-se às de ensino médio e secundário” foi 
empregado porque a regência do verbo equiparar exige preposição “a”, e “escolas”, palavra que está 
subentendida antes de “de ensino médio”, exige o artigo definido feminino plural as. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
De fato, é possível subentender o substantivo “escolas” antes de “de ensino médio”. 
Observe: ... equiparando-se às (escolas) de ensino médio e secundário. 
Expliquemos agora a crase: ela é resultado da fusão da preposição A - requerida pela regência do verbo 
“equiparar-se” (quem se equipara se equipara A algo/alguém) - com o artigo definido “as” - requerido pelo 
substantivo subentendido “escolas”. 
O item, portanto, está CERTO! 
Resposta: CERTO 
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 Da análise do caso geral, podemos tirar algumas conclusões acerca da necessidade do acento indicador 
de crase. Primeiramente mapeemos as situações em que não ocorrerá crase. 
Não ocorre a Crase 
Como mencionado anteriormente, se não houver a preposição “a” ou o artigo “a”, não ocorrerá crase. 
Vejam que tudo não passa de consequência do quadro resumo apresentado. 
Diante disso, podemos concluir que não há crase... 
... antes de verbo 
 Exemplos: 
 Voltamos a contemplar a lua. 
 Estou disposto a estudar. 
... antes de palavras masculinas 
Exemplos 
Gosto muito de andar a pé. 
Passeamos a cavalo. 
... antes de pronomes de tratamento, exceção feita a SENHORA, SENHORITA, DONA, MADAME, ...: 
Exemplos: 
Dirigiu-se a V.Sa. com aspereza 
Dirigiu-se à Sra. com aspereza. 
Atenção! 
Por que senhora, senhorita e dona aceitam crase? 
Observemos a frase “Entregaram o convite à senhora.”. 
Se substituirmos “senhora” por “senhor”, teremos “Entregaram o convite ao senhor”. Dessa forma, se 
“senhor” solicita artigo definido, “senhora” também o deverá solicitar. O artigo solicitado por “senhora” se 
contrai com a preposição solicitada pela forma verbal “Entregaram”, resultando, portanto, na forma “à”. 
... antes de pronomes em geral: 
Exemplos: 
Não vou a qualquer parte. 
Fiz alusão a esta aluna. 
 
 Por que não teremos crase nessas situações, professor? 
 Ora, meu querido aluno, porque não haverá ARTIGO feminino antes de verbo, palavras masculinas e 
grande parte dos pronomes. Vamos tecer algumas considerações acerca da crase diante de pronomes, ok? 
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 Como dito, antes de grande parte dos pronomes, não se emprega acento indicador de crase. Por quê, 
professor? 
 Isso ocorre porque grande parte dos pronomes não solicita artigo. Professor, mas quando o senhor fala 
que grande parte dos pronomes não solicita artigo, dá a entender que alguns solicitam, certo? Como vamos saber 
se o pronome pede ou não artigo? 
 Lembram-se do quadro que apresentamos para testar a aplicação do CASO GERAL? 
 É ele que vamos utilizar! Observem! 
 Fiz elogios ____ ela. 
 ____ esta funcionária. 
 ____ alguma pessoa. 
 ____ mesma funcionária 
 ____ própria diretora. 
Nessas frases, substituiremos, meus amigos, a forma feminina do pronome pela masculina. Ora, se 
aparecer AO diante do masculino, é sinal de que haverá À – com crase – antes do feminino. Vejamos: 
 Fiz elogios A ele. 
 A este funcionário. 
 A algum indivíduo. 
 AO mesmo funcionário 
 AO próprio diretor. 
Note que não apareceu artigo masculino antes de ELE, ESTE, ALGUM, provando que, de fato, grande 
parte dos pronomes não pedirá artigo e, por essa razão, não haverá crase. Já os demonstrativos MESMA (S) e 
PRÓPRIA(S) são antecedidos por artigo definido feminino, pois suas formas masculinas são também 
antecedidas por artigo definido masculino. 
Dessa forma, na frase “Fiz elogios à mesma funcionária”, tem-se a incidência de crase, haja vista que 
ocorre a contração da preposição “a” – solicitada por “elogios” – com o artigo definido “a” – solicitado pelo 
pronome “mesma”. Substituindo-se “mesma funcionária” por “mesmo funcionário”, resulta a frase “Fiz elogios 
AO mesmo funcionário”. Dessa forma, se “mesmo” solicita o artigo “o”, a forma feminina “mesma” solicita o 
artigo “a”. O mesmo raciocínio é válido para PRÓPRIA (S). 
 
 
 
 
 
 
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Resumindo: 
Grande parte dos pronomes NÃO solicita artigo, exceção feita a MESMA (S), PRÓPRIA (S), SENHORA (S), 
SENHORITA (S), DONA (S), MADAME (S). 
Isso não significa que haverá crase obrigatoriamente antes dessas formas! 
CUIDADO! Além do artigo, moçada, é necessárioque haja uma preposição, certo? Não havendo preposição, 
sem chance de haver crase, gente! 
Não vão me pôr crase em “Observei a mesma cena!”, pelo amor dos meus filhinhos! Rs. 
Ora, o verbo OBSERVAR não está regendo preposição A, meus amigos! Trata-se de um verbo TRANSITIVO 
DIRETO! O A que antecede MESMA é apenas artigo. 
E como diz o ditado, um artigo só não faz crase (Nossa! Essa foi péssima! Desculpem-me!). 
Ainda falaremos da crase nos relativos A QUAL, AQUELE(S), AQUELA(S) e AQUILO. Também falaremos do 
emprego facultativo do artigo antes de pronomes possessivos. Aguardem! 
 
... em locuções formadas por palavras repetidas: 
 Estamos frente a frente. 
 Estamos cara a cara. 
 CUIDADO! 
 Estamos aqui falando de locuções, que são expressões que designam uma unidade de sentido. As palavras 
componentes de uma locução são indissociáveis, pois elas compõem uma coisa só, ok? 
 Por que o meu alerta? Veja a seguinte frase: 
 Declarei guerra À guerra. 
 Nela, é necessário sim o emprego do acento indicador de crase! 
 Ué? Por quê, professor? O senhor havia dito que não ocorre crase quando temos palavras repetidas? 
 Calma, jovens! Falamos de locuções, correto? Não é o que ocorre no caso apresentado. Nele, temos o 
OBJETO DIRETO “GUERRA” e o INDIRETO “À GUERRA”, ambos complementos do verbo DECLARAR. Não é, 
portanto, uma locução, pois seus componentes são dissociáveis. 
 Fazend0-se o teste de verificação do CASO GERAL, se trocarmos o segundo GUERRA por CONFLITO, 
obtemos a seguinte construção: “Declaramos GUERRA AO CONFLITO.”. 
 Ora, se antes do masculino aparece AO, antes do feminino aparecerá À – com crase. 
 
 
 
 
 
 
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Observação: 
Há divergências entre gramáticos acerca das locuções que expressam ideia de meio ou instrumento. Uns 
apontam a necessidade do acento indicador de crase; outros já afirmam que não se deve empregar o acento. 
Há, portanto, um impasse. O que se nota é que as bancas evitam dar destaque a essa polêmica em suas 
questões. 
Num caso raro de nos depararmos com essa polêmica, sugiro que façamos sempre uma análise comparativa 
com as demais opções trazidas na questão. Antes de afirmar categoricamente que a crase em “Fiz a prova à 
caneta.” – com a locução “à caneta” expressando a ideia de instrumento – está certa ou errada, compare-a com 
as demais opções. 
 
... quando o "a" vem antes de uma palavra no plural: 
 Não falo a pessoas estranhas. 
 Restrição ao crédito causa o temor a empresários. 
 
Atenção!!! 
Observe a seguinte construção: 
Referi-me à cenas de terror (ERRADO) 
O que está errado nessa frase? Prestem atenção! Tem-se a preposição “a”, solicitada pela regência da forma 
verbal “Referi-me” (Quem se refere se refere A ALGO). 
Porém, não temos a presença do artigo “a”, uma vez que o substantivo feminino “cenas” é plural. 
Se este solicitar artigo, solicitará o definido plural “as”. 
Corrigindo, teremos duas possibilidades de redação: 
Referi-me a cenas de terror (CERTO) 
Referi-me às cenas de terror (CERTO) 
Imaginemos um enunciado assim redigido: “As duas frases acima estão corretas do ponto de vista gramatical 
e possuem o mesmo sentido”. O que vocês marcariam? CERTO ou ERRADO? 
Corretas do ponto de vista gramatical elas estão, mas não possuem o mesmo sentido. 
Na construção “Referi-me a cenas de terror”, a ausência do artigo “as” (a forma “a” é apenas preposição) dá 
entender que se trata de cenas de terror quaisquer. Já na construção “Referi-me às cenas de terror”, a presença 
do artigo definido “as” especifica as cenas de terror, dando a entender que não se trata de quaisquer cenas. 
 
 
 
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Caiu em prova! 
Como educador, Teixeira viajou para a Europa e os Estados Unidos da América para observar os sistemas escolares. 
No Brasil, defendeu o conceito de escola única, pública e gratuita como forma de garantir a democracia e foi o 
primeiro a tratar a educação com base filosófica. 
Instituiu na Bahia, em 1950, a primeira escola-parque, que procurava oferecer à criança uma escola integral, que 
cuidasse da alimentação, da higiene, da socialização, além do preparo para o trabalho. Nas escolas-parques, os 
alunos ainda tinham contato com as artes plásticas. Naquela época, essas aulas eram orientadas por profissionais 
de renome, como Caribé e Mário Cravo. 
Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto I, julgue o item subsecutivo. 
Em “à criança”, caso o vocábulo “criança” fosse empregado no plural, o acento indicativo de crase deveria ser 
mantido. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Fazendo-se a alteração sugerida, obteríamos: “... que procurava oferecer à crianças...”. Teríamos uma crase 
singular antes de plural. Nem a pau! 
Resposta: ERRADO 
Galera, resumidamente... 
 
Lembram-se da propaganda do presunto Sadia? 
CRASE SINGULAR ANTES DE PLURAL? 
NEM A PAU, JUVENAL! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Casos facultativos de CRASE 
A crase é facultativa, pois é facultativa a presença de artigo definido. E quais as situações em que é 
facultativo o emprego do artigo, professor? Vamos enumerá-las! 
A crase é facultativa... 
... antes de antropônimo (nome de pessoa) feminino: 
 Refiro-me à (a) Juliana. 
... antes de pronome possessivo feminino: 
 Dirija-se à (a) sua fazenda. 
Veja que, nesses exemplos, ocorre a presença da preposição A. Sem esta, não é possível nem cogitar o 
emprego do acento indicador de crase. Havendo a presença da preposição A e sendo o artigo definido feminino 
facultativo, a crase se torna facultativa. 
Além dos dois casos anteriores, existe o caso da preposição “até”, que pode ou não ser acompanhada 
de preposição A, o que também torna facultativo o emprego do acento indicador de crase. 
Exemplo: 
Dirija-se até à (a) porta. 
ATENÇÃO!!! 
Há de se tomar cuidado também com a pegadinha da crase facultativa no “às”. Cuidado! Uma vez presente o 
acento na forma plural “às”, não há como omitir esse acento sem que se façam outras alterações. 
Muitas são as questões que vão afirmar ser facultativo o acento grave no “às” que antecede pronomes 
possessivos plurais. Sem fazer quaisquer ajustes, não é possível omitir esse acento de forma alguma. 
O exemplo de questão abaixo ilustra bem esse problema. Vejam! 
*** 
Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de 
Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas peregrinações. 
É obrigatório o sinal indicativo de crase empregado em “às suas peregrinações”, de maneira que sua 
supressão acarretaria incorreção gramatical no texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Analisemos o trecho: 
... e dando viço às suas peregrinações. 
A crase é resultado da fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “dar” – dar algo a alguém – 
com o artigo definido “as” – requerido pelo substantivo “peregrinações”. 
Não empregar o acento indicador de crase significaria assim escrever: 
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... e dando viço as suas peregrinações. 
Nessa construção, haveria apenas o artigo “as” e a preposição “a” - de que não se pode abrir mão, por se 
tratar de uma necessidade de regência – estaria ausente, o que resultaria em erro gramatical. 
Dessa forma, é correto concluir que existe a necessidade da crase, para que se mantenha a correção 
gramatical. 
Atenção! 
A grande dúvida que poderia surgir está relacionada aos casos facultativos de crase antes de pronomes 
possessivos femininos e antropônimos (nomes de pessoa) femininos. 
No entanto, é necessário atestar que, mesmo emcasos de crase facultativa, há a necessidade da preposição 
“a”. Sem ela, não faz sentido se falar em crase. A preposição é inegociável. 
O que ocorre é que a crase é facultativa porque é facultativa a presença de artigo antecedendo pronome 
possessivo feminino e antropônimo feminino. Tanto faz anteceder artigo ou não. 
Seriam, portanto, corretas as seguintes construções: 
... e dando viço a suas peregrinações. 
(sem crase; tem-se apenas a preposição “a” e abriu-se mão do artigo, pois este é facultativo). 
... e dando viço às suas peregrinações. 
 (com crase; tem-se a preposição “a” e o artigo facultativo “as”). 
Estariam erradas as construções: 
... e dando viço à suas peregrinações. 
(há a presença de um artigo singular para um substantivo plural). 
... e dando viço as suas peregrinações. 
 (a preposição está ausente). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Casos Especiais de CRASE 
Crase nas locuções de base feminina (introduzidas por palavras femininas) 
Exemplos: 
Chegou à tarde. 
Falou à vontade. 
O prédio estava às moscas. 
Ele saiu à francesa. 
À medida que o tempo avança, ele se torna mais habilidoso. 
Posicionai-me à frente do palco. 
Trata-se de um dos casos mais importantes de aplicação do acento indicador de crase. Veja que não 
se trata mais do CASO GERAL estudado, que consistia na fusão de uma preposição com um artigo. O que 
temos, na verdade, é a indicação de uma LOCUÇÃO, seja de que tipo for – adjetiva, adverbial, prepositiva, 
conjuntiva, ... -, com o acento indicador de CRASE. 
Por que isso se faz necessário? 
Observem as seguintes construções: 
I - Vamos estudar a noite. 
II - Vamos estudar à noite. 
Observe que, na primeira frase, “A NOITE” atua como OBJETO DIRETO do verbo ESTUDAR. Quer-se 
dizer que a noite é o objeto de estudo. Já na segunda frase, “À NOITE” – com CRASE –, é uma locução 
adverbial, sintaticamente um adjunto adverbial de tempo. Quer-se dizer que se vai estudar no turno da noite. 
O que precisamos ter em mente é que, para que haja acento indicador de crase na locução, esta deve 
ser introduzida por palavra feminina. 
 
 
 
 
Cuidado para não inserir o acento grave em locuções 
introduzidas por palavras masculinas, ok? 
Nada de crase em “navio a vapor”, “fogão a gás”, “todos a bordo”, 
etc. 
 
 
 
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Como se pode ver, trata-se de um caso bastante rico em detalhes. Estejamos atentos às seguintes 
locuções específicas. 
Locuções formadas pelas palavras CASA, TERRA e DISTÂNCIA 
 Quando a palavra “casa” é empregada no sentido de “lar” e não vem especificada, não pede artigo. Se, 
por sua vez, houver especificação da casa, haverá artigo. 
 O mesmo ocorre com a palavra “terra”, no sentido de “terra firme”. Só haverá artigo, se vier especificada. 
 Já a palavra “distância” somente será antecedida de artigo se vier quantificada ou especificada (a 
distância de 100m, a distância de um palmo, etc.) 
 Esse artigo, ao se unir à preposição A, resultará na crase. Observe: 
 Regressaram a casa para almoçar. (SEM crase, haja vista que CASA não foi especificada) 
 Regressaram à casa de seus pais. (COM crase, haja vista que CASA foi especificada) 
 Regressaram a terra depois de muitos dias. (SEM crase, haja vista que TERRA não foi especificada) 
 Regressaram à terra natal. (COM crase, haja vista que CASA não foi especificada) 
 Observamos o acidente a distância. (SEM crase, haja vista que DISTÂNCIA não foi especificada) 
 Observamos o acidente à distância de um quarteirão. (COM crase, haja vista que DISTÂNCIA foi 
especificada) 
 
Locuções indicadoras de HORAS 
Chegamos às nove horas. 
Chegamos à 1h. 
Chegamos à meia noite. 
Atenção!!! 
Observe o comparativo! 
Chegamos às nove horas. 
Chegamos após as nove horas. 
Na segunda frase, não há crase, pois já ocorre a presença da preposição “após”, o que impede a presença de 
uma outra preposição (no caso, a preposição “a”). 
O mesmo ocorre em: 
Marquei às 13h a reunião. (COM crase). 
Marquei para as 13h a reunião. (SEM crase, pois já ocorre preposição PARA). 
Com a preposição ATÉ, a crase é facultativa: 
Fiquei até às 2h. (CERTO) 
Fiquei até as 2h. (CERTO) 
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Locução À MODA (DE) 
Cuidado com a locução À MODA (DE). 
Ela significa “EM IMITAÇÃO A PESSOA OU A LUGAR”. 
Como assim, professor? 
Trata-se de imitar o jeito de fazer de uma pessoa ou de um lugar. 
Quando você a uma pizzaria (hum...) e pede no cardápio uma pizza à moda do chefe ou uma pizza à 
moda da casa, trata-se da pizza que o chefe costuma fazer ou daquela que a casa costuma servir. É a pizza com 
marca do chefe – em imitação ao jeito de fazer da pessoa - ou da casa – em imitação ao jeito de fazer de um lugar. 
Entendem? 
Mas, professor, qual diferença dessas locuções para as demais? 
Exato! O ponto peculiar dessa locução é que ela muitas vezes está implícita nas frases. Vejam: 
Fiz um gol no racha à CR7. 
= Fiz um gol à (moda) CR7. 
Notem a expressão “moda” subentendida antes de CR7. Quer-se dizer que o gol feito por mim foi em 
imitação ao que o CR7 costuma fazer. 
Preparei um delicioso virado à paulista. 
= Preparei um delicioso virado à (moda) paulista. 
Notem a expressão “moda” subentendida antes de “paulista”. Quer-se dizer que o virado foi feito em 
imitação ao que costuma ser servido em São Paulo. 
Dessa forma, a locução À MODA DE somente pode ser subentendida quando estiver associada a uma 
ideia de lugar ou pessoa. 
Bife à (moda) Oswaldo Antunes. 
Feijoada à (moda) José Maria. 
Tutu à (moda) mineira. 
Atenção!!! 
A pegadinha fica a cargo de FRANGO A PASSARINHO e BIFE A CAVALO. 
Cuidado! 
Não é possível subentender MODA, pois PASSARINHO e CAVALO nem são gente, nem lugar! 
Portanto, não há crase em FRANGO A PASSARINHO e BIFE A CAVALO. 
 
 
 
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Crase antes de TOPÔNIMOS (nomes de lugar) 
 Galera, trata-se de um interessante caso! 
 Com topônimos, ou seja, nomes de lugares – Bahia, Sergipe, Ceará, Holanda, Manaus, Paris, etc. -, não é 
tão óbvia a presença do artigo definido. Não é direta aqui a aplicação do CASO GERAL. É preciso empregar 
um artifício que dê cabo (fim) a essa dúvida. 
 E que artifício seria esse, professor? 
 Galera, raciocinem comigo! 
 No fragmento “Vou a Brasília...”, há acento grave ou não? 
 Notem que não é possível a troca por um equivalente masculino, como o fizemos no caso geral. Temos 
aqui que usar outro artifício. Meus amigos, sem ter nem ido, vamos voltar: “Voltei DE Brasília”. O fato de 
Brasília ser antecedida apenas pela preposição DE, evidencia que se trata de um topônimo que não requer 
artigo. 
 Dessa forma, “Vou a Brasília” SEM CRASE, porque “Voltei de Brasília SEM ARTIGO”. 
 Vamos fazer outro teste? 
 No fragmento “Vou a Bahia...”, há acento grave ou não? 
 Notem que não é possível a troca por um equivalente masculino, como o fizemos no caso geral. Meus 
amigos, sem ter nem ido, vamos voltar: “Voltei DA Bahia”. O fato de Bahia ser antecedida pela contração DA 
(=DE + A), evidencia que se trata de um topônimo que requer artigo A. 
 Dessa forma, “Vou à Bahia” COM CRASE, porque “Voltei da Bahia COM ARTIGO”. 
 
 
“Retornei a Zurique” sem crase, porque “Vim de Zurique” sem artigo. 
“Retornei à Suíça” com crase, porque “Vim da Suíça” com artigo. 
 
“Fui a Paris” sem crase, porque “Vim de Paris” sem artigo. 
“Fui à França” com crase, porque “Vim da França” com artigo. 
 
Resumindo, ao som de Beatles, ... 
“VOU A sem crase porque VOLTEI DE sem artigo!” 
“VOU À com crase porque VOLTEI DA com artigo!” 
 
 
 
 
 
 
 
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Atenção!!! 
O topônimo será necessariamente antecedido de artigo, caso venha especificado ou qualificado. 
Vou a Paris (sem crase). 
Vou à Paris, Cidade Luz. (com crase) 
Vou a Fortaleza.(sem crase) 
Vou à Fortaleza da minha infância. (com crase) 
 
Crase em ÀQUELE (S), ÀQUELA (S), ÀQUILO 
 Diferentemente do CASO GERAL, aqui não temos a fusão de uma preposição e um artigo, mas sim... 
 
ÀQUELE (S) = A (preposição) + AQUELE (S) 
ÀQUELA (S) = A (preposição) + AQUELA (S) 
ÀQUILO = A (preposição) + AQUILO 
Galera, tenho uma dica bem legal para vocês matarem de primeira esse caso especialíssimo de crase. Na 
dúvida se nessas formas pronominais demonstrativas incide o acento grave, faça o seguinte teste: 
 
 
 
 
TROQUE A FORMA AQUELE(S), 
AQUELA(S), AQUILO POR
ESTE(S), ESTA(S), ISTO
Se aparecer a forma A ESTE(S), A ESTA(S), A 
ISTO, é sinal de que temos preposição A 
acompanhando pronome demonstrativo. 
O resultado é o emprego de crase em 
ÀQUELE(S), ÀQUELA(S), ÀQUILO.
Exemplos: 
Perguntaram, após a aula, ÀQUELE PROFESSOR 
seu parecer sobre a polêmica questão.
(= Perguntaram, após a aula, A ESTE 
PROFESSOR seu parecer sobre a polêmica 
questão.
ÀQUELA TURMA eu dediquei, como professor, 
muitas horas de trabalho.
(= A ESTA TURMA eu dediquei, como professor, 
muitas horas de trabalho.) 
Se aparecer somente o demonstrativo ESTE(S), 
ESTA(S), ISTO, é sinal de que NÃO temos 
preposição A acompanhando o demonstrativo.
O resultado é o emprego das formas AQUELE(S), 
AQUELA(S), AQUILO sem crase.
Exemplos: 
Homenagearam, ao final do cruso, AQUELE 
DEDICADO FUNCIONÁRIO.
(= Homenagearam, ao final do curso, ESTE 
DEDICADO FUNCIONÁRIO.)
AQUELA CIDADE visitamos nas férias.
(= ESTA CIDADE visitamos nas férias.) 
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Crase diante de PRONOMES RELATIVOS 
 Observemos as frases a seguir: 
Esta é a nação A QUE me refiro. 
� Não há crase antes do pronome relativo QUE, pois antes dele, há somente preposição A – requerida 
pela forma verbal “me refiro”. 
� Para se certificar disso, substituam “nação” por “país”. Teremos a construção “Este é o país A QUE 
me refiro”. 
� Vejam que não houve alteração na forma A QUE. 
� É sinal de que não há crase. 
Esta é a nação À QUAL me refiro. 
� Há crase antes do pronome relativo, pois ocorre a fusão da preposição A – requerida pela forma verbal 
“me refiro” – com o relativo A QUAL. 
� Para se certificar disso, substituam “nação” por “país”. Teremos a construção “Este é o país AO QUAL 
me refiro”. 
� O fato de aparecer a forma AO QUAL é sinal de que ocorre crase, resultado da fusão da preposição A 
com relativo A QUAL. 
 Houve uma sugestão anterior À QUE você me deu. 
� Substituindo “sugestão” por “palpite”, teremos: “Houve um palpite anterior AO QUAL você me deu”. 
� O fato de aparecer a forma AO QUE é sinal de que ocorre crase, resultado da fusão da preposição A 
com o demonstrativo A (= aquela). 
 
Crase em CONSTRUÇÕES PARALELAS 
Numa enumeração ou comparação, devemos atentar para o PARALELISMO SINTÁTICO. 
O que isso significa, professor? Significa que termos coordenados entre si (ligados por conjunção 
coordenativa) devem ser construídos de forma similar. 
Observe a seguinte frase: 
 Fizemos inúmeros elogios a localização, infraestrutura e atendimento do estabelecimento. 
Note que nem “localização”, nem “infraestrutura”, nem “atendimento” foram antecedidos de artigo. 
O que ocorre é a presença da preposição “a”, requerida pela regência de “elogios” (elogios a algo/alguém). 
Essa preposição está explícita antes de “localização” e implícita antes de “infraestrutura” e “atendimento”. 
Fizemos inúmeros elogios a localização, (a) infraestrutura e (a) atendimento do estabelecimento. 
Uma alternativa de redação seria dar artigo para todos os elementos coordenados. Fazendo-se isso, 
haveria contração ou combinação da preposição “a” – requerida por “elogios” – com cada um dos artigos 
requeridos. 
 
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 Fizemos inúmeros elogios à localização, à infraestrutura e ao atendimento do estabelecimento. 
Note, portanto, que, numa coordenação de termos, ou todos recebem artigo, ou ninguém recebe. 
 
Caiu em prova! 
Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por meio da 
leitura. Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por 
meio da leitura. 
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, o sinal indicativo de crase poderia ser eliminado em 
ambas as ocorrências no trecho “voltados à recuperação e à reinserção social” (l. 3). 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Note que os termos “recuperação” e “reinserção social” estão coordenados entre si pela conjunção “e”. Dessa 
forma, é preciso atentar para o paralelismo sintático. 
Temos no trecho a presença assegurada da preposição “a”, requerida pela regência de “voltados” – voltados A 
ALGO. 
Isso posto, temos duas opções. 
A primeira é determinar cada termo por artigo, resultando na construção original “voltados à recuperação e à 
reinserção social”. 
Já a segunda opção é omitir o artigo antes de cada termo coordenado, permanecendo apenas a preposição. 
Isso resulta na construção “voltados a recuperação e (a) reinserção social”. 
Portanto, é possível omitir o sinal indicativo de crase, desde que isso se faça em ambos os termos coordenados. 
Resposta: CERTO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questões comentadas pelo professor 
 
1. FCC – BANRISUL - 2019 
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: 
a) A área aonde se instalaram os primeiros imigrantes correspondia à das antigas Missões. 
b) O apoio que confiavam os imigrantes era a eles prometido pelo governo do estado. 
c) A vinda de imigrantes, em que o estímulo foi responsável o governo, passou a ocorrer em 1740. 
d) Nunca se praticara o artesanato na escala em que se deu com os imigrantes alemães. 
e) Os imigrantes influenciaram no mercado interno, cujo o crescimento foram decisivos. 
RESOLUÇÃO: 
Analisemos letra a letra: 
ALTERNATIVA A - ERRADA - Deveria ser empregada a forma ONDE, já que “Quem se instala se instala 
EM algum lugar”. 
Lembremo-nos de que a forma ONDE se emprega quando verbo ou nome solicitam a preposição EM para 
introduzir lugar. No caso de AONDE, quando a preposição solicitada for A. 
Exemplos: 
O hotel ONDE nos hospedamos... (quem se hospeda se hospeda EM algum lugar) 
ALTERNATIVA B – ERRADA - É necessário o emprego da preposição EM antes do pronome relativo, 
uma vez que ela é solicitada pela regência do verbo CONFIAR (quem confia confia EM ALGUÉM). 
ALTERNATIVA C - ERRADA - Entre “estímulo” e “vinda de imigrantes” há uma relação de posse, o que 
força o emprego do relativo CUJO. Além disso, a forma “foi responsável” exige a preposição POR, que deve ser 
posicionada antes do relativo. 
Isso posto, a nova redação do trecho seria: “A vinda de imigrantes, POR CUJO estímulo o governo foi 
responsável...”. 
ALTERNATIVA D - CERTA - A preposição EM posicionada antes do relativo QUE é solicitada pela forma 
“se deu” para se ligar ao termo antecedente “escala” (se deu em uma escala...). 
ALTERNATIVA E - ERRADA - Não se emprega artigo após as formas pronominais relativas CUJO(S), 
CUJA(S). 
O gabarito é, portanto, letra D. 
Resposta: D 
 
 
 
 
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2. FCC – Prefeitura de Recife – 2019 
O emprego da pontuação e a observância do sinal de crase estão adequados na frase: 
a) Quando seestá à envelhecer, as nossas sensações boas ou más, parecem confundir-se em nosso espírito. 
b) Não se tribute as nossas experiências desafortunadas, a responsabilidade maior de um penoso 
envelhecimento. 
c) Em meio aquelas boas horas da infância, sempre havia alguma suspeita, de que tudo logo acabaria. 
d) Quem diria, que a proporção que o tempo passa, mais retornos imaginários experimentamos à outras 
idades? 
e) Corresse o tempo de modo uniforme, como alguns acreditam, não voltaríamos às mais antigas sensações. 
RESOLUÇÃO: 
Analisemos as opções; 
ALTERNATIVA A - ERRADA - O primeiro erro está no emprego de crase antes da forma verbal 
“envelhecer”. O segundo erro decorre da vírgula após “más”, que separa sujeito (as nossas sensações boas ou 
más) e verbo (parecem confundir-se). 
ALTERNATIVA B - ERRADA - É preciso empregar crase antes de “nossas”, haja vista que ocorre fusão da 
preposição A - requerida pela regência de “se tribute” - com o artigo AS - facultativo diante do pronome 
possessivo “nossas”. Além disso, deve-se retirar a vírgula após “desafortunadas”, pois ela isola o predicado (Não 
se tribute...) do sujeito (a responsabilidade...) 
ALTERNATIVA C - ERRADA - Deve-se empregar o acento indicador de crase em “àquelas”, resultado da 
fusão da preposição A - requerida pela locução “em meio a” - com o pronome demonstrativo AQUELAS. Uma 
dica rápida de visualizar essa crase é verificar a equivalência entre ÀQUELAS e a forma A ESTAS, sinalizando 
que há a presença de preposição e demonstrativo. Além disso, deve-se retirar a vírgula após “suspeita”, pois ela 
isola nome e complemento por vírgula. 
ALTERNATIVA D - ERRADA - Deve-se retirar a vírgula após “diria”, pois ela isola oração principal “Quem 
diria” da oração subordinada substantiva objetiva direta “que... mais retornos imaginários...”. Além disso, deve 
empregar a crase na locução de base feminina “à proporção que...”, assim como isolar por vírgulas a oração 
adverbial proporcional deslocada “à proporção que o tempo passa”. Por fim, está equivocada a crase singular 
antes do plural “outras”. 
ALTERNATIVA E - CERTA - A vírgula após “uniforme” isola oração adverbial condicional deslocada. A 
vírgula após “acreditam” isola oração adverbial conformativa deslocada. Por fim, a crase em “às mais antigas 
sensações” se deve à fusão da preposição A - requerida pela forma verbal “voltaríamos a” - com o artigo AS - 
solicitado pelo substantivo “sensações”. Uma dica ligeira para verificar a necessidade da crase é proceder à 
troca de “sensações” - feminino - por “sentimentos” - masculino. Ao se fazer isso, obtemos: “... voltaríamos 
AOS mais antigos sentimentos”. É sinal de que, antes do feminino, haverá “ÀS”. 
Resposta: E 
 
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3. FCC – CLDF - 2018 
Considerando-se o uso linguístico nos segmentos, no contexto em que ocorrem no texto, está correto o que se 
afirma em: 
a) A forma verbal destacada em Zeus teria designado (1º parágrafo) pode ser substituída pelo pretérito 
imperfeito do subjuntivo sem prejuízo da correção gramatical. 
b) A substituição da forma verbal em o governo do mundo coincide assim com uma harmonia precisa e mensurável 
(1º parágrafo) por ajusta-se exige a substituição do elemento sublinhado por à. 
c) O sentido mantém-se inalterado caso se substitua o segmento sublinhado em de cuja goela saiu [...] o mundo 
(1º parágrafo) por em cuja goela imergiu. 
d) A reescrita de embora se reconheça à música o privilégio de exprimir a alma (3o parágrafo) com o verbo na 
voz passiva analítica deve conter a forma seja reconhecida. 
e) Ao substituir-se a conjunção em Esta diferença é compreensível se pensarmos (4º parágrafo) por caso, o verbo 
pensar deve assumir a forma do presente do modo subjuntivo. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A – ERRADA – A forma verbal “teria” faz referência a uma ação futura em relação a um 
passado mitológico remoto. Caso se substitua por “tivesse”, estar-se-ia fazendo referência a uma ação 
hipotética no passado. 
A construção resultante seria: “Segundo a mitologia, Zeus tivesse designado uma medida apropriada e 
um justo limite para cada ser: ...”. Nela há carência de elementos coesivos que introduzam a forma verbal de 
Subjuntivo. Seria necessária uma adaptação de construção do tipo: “Segundo a mitologia, se Zeus tivesse 
designado uma medida apropriada e um justo limite para cada ser: ...“. 
ALTERNATIVA B – ERRADA – Fazendo a alteração sugerida, a construção resultante seria: ... o governo 
do mundo ajusta-se assim à uma harmonia precisa e mensurável... 
O emprego do acento indicador de crase é inadequado, haja vista que o substantivo “harmonia” já está 
determinado por artigo indefinido “uma”. Não faria sentido um artigo definido antecedendo um artigo 
indefinido. 
ALTERNATIVA C – ERRADA – Preserva-se a correção gramatical. No entanto, o sentido sofre alteração. 
No trecho original – “de cuja goela saiu”-, o movimento é para fora (de dentro da goela para fora dela). Já no 
trecho reescrito – “em cuja goela imergiu” -, o movimento é para dentro (de fora da goela para dentro dela). 
Lembre-se de que “imergir” significa “mergulhar”; “emergir”, “surgir”, “vir à tona”. 
ALTERNATIVA D – ERRADA – A forma verbal “se reconheça” está na voz passiva sintética. O pronome 
“se” é apassivador, pois está associado a um verbo que solicita objeto direto (quem reconhece reconhece 
algo/alguém). 
A “missão” da partícula apassivadora é transformar esse objeto direto em sujeito paciente. 
No caso específico, o objeto direto do verbo “reconhecer” seria “o privilégio de exprimir a alma”. Com a 
entrada do “se” apassivador, esse termo se converte em sujeito. Portanto, o sujeito da forma verbal “se 
reconheça” é “o privilégio de exprimir a alma”, com núcleo “privilégio”. 
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Logo, a forma sintética “embora se reconheça... o privilégio...” se converte na forma analítica “embora o 
privilégio... seja reconhecido...”. 
Assim, o item erra por um detalhe: é “reconhecido”, e não “reconhecida”. 
ALTERNATIVA E – CERTA – De fato! Fazendo-se a alteração proposta, ter-se-ia: “Esta diferença é 
compreensível caso pensemos”. 
Resposta: E 
 
4. FCC - Ass TD (DPE AM)/DPE AM/Assistente Técnico Administrativo/2018 
Crônica de gente pouco importante: Manaus, século XIX 
Sei que vocês nunca ouviram falar de Apolinária. Nem poderiam. Ela faz parte de um conjunto de pessoas que 
jamais usufruíram de notoriedade. 
Era junho de 1855 quando Apolinária, 24 anos, cabinda, africana livre, afinal desembarcou no porto de Manaus. 
No início do século XIX, quando o tráfico de escravos se tornou ilegal como parte de um conjunto de acordos 
internacionais, os africanos livres eram os indivíduos que compunham a carga dos navios apreendidos no tráfico 
ilícito. Pela lei de 1831, se a apreensão ocorresse em águas brasileiras, eles ficavam sob tutela estatal e deviam 
prestar serviços ao Estado ou a particulares por 14 anos até sua emancipação. Com isso, os africanos livres 
chegaram aos quatro cantos do Império, inclusive ao Amazonas. 
Apolinária foi designada para trabalhar na recém-instalada Olaria Provincial. Suas crianças foram junto. Ali já 
estavam outros africanos livres que, além da fabricação de telhas, potes e tijolos, também eram responsáveis 
pela supervisão do trabalho dos índios que vinham das aldeias para servir nas obras públicas. Eram cerca de 20 
pessoas que viviam no mesmo lugar em que trabalhavam e assim foi até 1858, quando a olaria foi fechada para 
se transformar em uma nova escola: os Educandos Artífices. 
A rotina na Olaria era dura e foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos. Diferente 
dos outros, não ia precisar se mudar para o outro lado do igarapé. Podia continuar ali com os filhos, o maridoGualberto, o cozinheiro Bertoldo e Severa, filha de Domingos Mina. O salário não era grande coisa, mas a 
amizade antiga com Bertoldo garantia alimento extra à mesa para todos. A tranquilidade durou pouco. O 
diretor dos Educandos, certamente mal informado pela boataria maledicente, a demitiu do cargo alegando que 
era ladra e dada a bebedeiras. Menos de 3 meses depois, Apolinária já estava de volta ao trabalho nas obras 
públicas, com destino incerto. 
Sou incapaz de dizer mais alguma coisa sobre o que aconteceu com Apolinária porque ela desapareceu da 
documentação, mas os fragmentos de sua vida que pude recuperar são poderosos para iluminar cenas da vida 
desta cidade que estavam nas sombras. A presença negra no Amazonas é tratada de modo marginal na 
historiografia local e só muito recentemente vemos mudanças neste cenário. Há ainda muitas zonas de silêncio. 
A história de Apolinária nos ajuda a colocar problemas novos, entre eles, o fato de que a trajetória dessas 
pessoas que cruzaram o Atlântico e, depois, o Império permite acessar um mundo bem pouco visível na história 
do Brasil: a diversidade de experiências que uniram índios, escravos, libertos e africanos livres no mundo do 
trabalho no século XIX. 
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Falar dessa gente pouco importante é buscar dialogar com personagens reais e concretos. Suas vidas comuns 
foram, de fato, extraordinárias, cada uma a seu modo. 
Seres humanos verdadeiros, que fazem a História acontecer todos os dias. 
(Adaptado de: Patrícia Sampaio. Disponível em: http://amazoniareal.com.br. 06.08.2014) 
[...] eles ficavam sob tutela estatal e deviam prestar serviços ao Estado ou a particulares por 14 anos até sua 
emancipação. (2° parágrafo) 
A expressão destacada pode ser antecedida – sem prejuízo do sentido, da coesão e da correção gramatical – 
por 
a) alcançarem à. 
b) fizerem juz a. 
c) que ocorresse. 
d) lhe sucederem. 
e) que os fosse concedido. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois “alcançar” é verbo transitivo direto, não aceitando a crase 
em “alcançarem à”. 
ALTERNATIVA B: Temos nesta alternativa duas incorreções. A primeira é a conjugação do verbo “fazer”. 
Como não há conectivo algum, deveria ser colocado aí o infinitivo flexionado no plural, e não o futuro do 
subjuntivo. Assim, “fizerem” deveria ser substituído por “fazerem”. Além disso, existe incorreção na ortografia 
de “juz”, que deveria ser grafado como “jus”. 
ALTERNATIVA C: Alternativa correta, pois o trecho descrito pode receber adequadamente a expressão 
“que ocorresse”, sem prejuízo de sentido nem incorreção gramatical, mantendo-se a coesão do período. 
ALTERNATIVA D: O possessivo “sua” retoma o sujeito “eles”. Sendo assim, não poderia ser incluído o 
trecho da alternativa D com o pronome “lhe” – singular. Deve-se empregar a forma plural “lhes”. 
ALTERNATIVA E: Alternativa incorreta, já que “conceder” é verbo que, nesta situação, se comporta 
como transitivo direto e indireto. O objeto direto seria “emancipação” e o indireto deveria ser representado por 
“lhes”, e não por “os”. Lembremo-nos de que o pronome “lhe(s)” atua tipicamente como objeto indireto, ao 
passo que “o(s), a(s)”, como objetos diretos. 
Resposta: C 
 
 
 
 
 
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5. FCC - Ass TD (DPE AM)/DPE AM/Assistente Técnico Administrativo/2018 
Limites da ciência 
Os deuses parecem ter um prazer especial em desmoralizar quem faz profecias sobre os limites da ciência. 
Auguste Comte afirmou, em 1835, que nunca surgiria um meio para estudarmos a composição química das 
estrelas. Bem, o método existe e hoje sabemos do que elas são feitas. Sabemos até que nós somos feitos de 
poeira estelar. 
É verdade que Comte não era cientista, mas filósofo. Só que cientistas não se saem muito melhor. Um dos 
maiores físicos de seu tempo, lorde Kelvin, escreveu em 1900: "Não há mais nada novo a ser descoberto na 
física; só o que resta fazer são medidas cada vez mais precisas". Vieram depois disso relatividade, mecânica 
quântica, modelo padrão etc. 
Marcus du Sautoy conta essas histórias em The Great Unknown (O Grande Desconhecido). Ele sabe, portanto, 
que caminha em terreno perigoso quando se propõe a discutir os limites do conhecimento humano. Mas Du 
Sautoy, que é professor de matemática em Oxford e autor de vários livros de divulgação, tenta jogar em 
território razoavelmente seguro. Ele vai às fronteiras da ciência em que já temos informações suficientes para 
saber que há barreiras formidáveis a um conhecimento total. 
A teoria do caos, por exemplo, assegura que nunca conseguiremos fazer previsões de longo prazo acerca de 
fenômenos como a meteorologia e engarrafamentos de trânsito. O problema é que alterações mínimas nas 
condições iniciais podem produzir alterações dramáticas depois de um tempo – e nós nunca temos 
conhecimento completo do presente. 
Analogamente, ele mostra como o princípio da incerteza, a extensão do cosmo e a provável inexistência do 
tempo também limitam a possibilidade de conhecimento. Ao final, Du Sautoy retorna à sua especialidade e 
mergulha nas implicações dos teoremas da incompletude de Gödel, que criam embaraços para a própria 
matemática. É diversão certa para quem gosta de grandes questões. 
(Hélio Schwartsman. Disponível em: www.folha.uol.com.br. 19.11.2017) 
Vieram depois disso relatividade, mecânica quântica, modelo padrão etc. (2° parágrafo) 
A forma verbal empregada nessa frase é intransitiva, assim como a destacada em: 
a) Marcus du Sautoy conta essas histórias em The Great Unknown (O Grande Desconhecido). 
b) Analogamente, ele mostra como o princípio da incerteza, a extensão do cosmo e a provável inexistência do 
tempo também limitam a possibilidade de conhecimento. 
c) Ao final, Du Sautoy retorna à sua especialidade e mergulha nas implicações dos teoremas da incompletude 
de Gödel [...] 
d) Auguste Comte afirmou, em 1835, que nunca surgiria um meio para estudarmos a composição química das 
estrelas. 
e) Sabemos até que nós somos feitos de poeira estelar. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois “conta” é, nesse caso, transitivo direto, com objeto direto 
“essas histórias” e adjunto adverbial “em The Great Unknown”. 
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 ALTERNATIVA B: O verbo “mostrar” é transitivo direto. O objeto direto é a expressão oracional “como 
o princípio da incerteza [...] limitam a possibilidade de conhecimento”. Alternativa incorreta. 
ALTERNATIVA C: Alternativa incorreta. Nesse contexto, “retorna” está colocado como verbo transitivo 
indireto, tendo como objeto indireto a expressão “à sua especialidade”, introduzida pela preposição “a”, que 
está aglutinada com o artigo definido “a”, resultando no fenômeno da crase. 
ALTERNATIVA D: Alternativa correta, pois “surgiria” precisa apenas do sujeito “um meio para 
estudarmos”, já que seu sentido é completo por si só, sendo, então, intransitivo. 
ALTERNATIVA E: A forma verbal “sabemos” é transitiva direta. Seu objeto direto é a oração “que nós 
somos feitos...”. 
Resposta: D 
 
6. FCC - AnaT (DETRAN MA)/DETRAN MA/2018 
Amor-próprio 
O grande cronista Rubem Braga cunha uma frase definitiva a respeito do “amor-próprio”: “Se eu conhecesse 
outro sujeito igual a mim, nossas relações nunca chegariam a ser grande coisa.” Isto não quer dizer, porém, que 
não goste de si mesmo. Significa apenas que ele é um homem que põe, sem medos tolos, a diversidade e a 
surpresa em primeiro lugar. O que mais o atrai na vida é, justamente, a imprevisibilidade. O amor-próprio lhe 
parece, então, monótono e desnecessário. Quase um vício. Ele evita essas pessoas saudáveis e resolvidas que 
estão sempre cuidando de si. O cuidado de si, paraBraga, é uma forma de mascaramento. 
O amor-próprio de Braga se revela no uso que faz da crônica. Em suas mãos, ela é, antes de tudo, uma máquina 
de confessar. Praticando-a, o cronista expõe as impressões, experiências e sentimentos que o atormentam; ao 
escrever, enxágua a alma até a mais absoluta transparência. 
(CASTELLO, José. Na cobertura de Rubem Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996, p. 56-57) 
Está plenamente correto o emprego de ambos os elementos sublinhados em: 
a) É patente a admiração à qual o autor do texto se vê tomado pelo cronista Rubem Braga, de cujo estilo 
também analisa à perfeição. 
b) Não se deve assumir como boas qualidades os vícios que, tão diligentemente, pretendem-se assim 
mascarar-se. 
c) É comum que se registre no estilo de um escritor sincero como Rubem Braga as marcas que em sua 
linguagem se impõe como testemunho de coragem. 
d) As grandes experiências e sentimentos, de cujo peso nos curvamos, costumam refletir-se na linguagem em 
cuja nos confessamos. 
e) Não será por medos tolos ou inseguranças pueris que Rubem Braga deixará de expor, nas crônicas pelas 
quais se notabilizou, suas confissões mais pessoais. 
 
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RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois “ver” é transitivo direto, por isso, a expressão “à qual” 
deveria ser substituída por “a qual”, removendo a preposição descrita na crase. Além disso, a preposição em 
“de cujo” deve ser removida para manter a correção, pois não há termo que indique a necessidade dela. 
 ALTERNATIVA B: Deve-se empregar a forma “Não se devem assumir”, para que haja concordância com 
o sujeito paciente “os vícios”. Alternativa incorreta. 
ALTERNATIVA C: Outra alternativa incorreta, já que o verbo “registre” deveria estar flexionado na 3ª 
pessoa do plural, afinal seu sujeito é “as marcas”. Além disso, “se impõe” também está inadequado, pois tem 
como sujeito o pronome “que”, que por sua vez retoma “as marcas”. Sendo assim, esse verbo deveria estar 
flexionado na 3ª pessoa do plural. 
ALTERNATIVA D: Alternativa incorreta. O verbo “curvar-se” requer preposição “a” (quem se curva se 
curva a algo). Sendo assim, “de cujo” deveria ser corrigida como “a cujo”. Além disso, “cuja” indica a relação 
entre um possuidor e um possuído. Em “em cuja” o possuidor é “linguagem”, contudo falta o termo possuído. 
ALTERNATIVA E: Alternativa gramaticalmente perfeita. 
Resposta: E 
 
7. FCC - Tec Leg (ALESE)/ALESE/Taquigrafia/2018 
Como eu era protestante, não pulei Carnaval durante a minha infância, nas décadas de 1950 e 1960. No entanto, 
eu e meu pai cantávamos muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio, numa época em que a TV ainda não 
existia. Uma de que eu gosto muito diz assim: “Iaiá, cadê o jarro? O jarro que eu plantei a flor. Eu vou te contar 
um caso: eu quebrei o jarro e matei a flor”. Hoje já não há marchinhas tão interessantes, quase não sinto beleza 
nelas. Mas gosto muito dos sambas-enredo, verdadeiras epopeias.” 
(Adaptado de: ROSA, Yêda Stela. 70 anos, de São Luiz. A-lá-lá- ô, ô, ô, ô, ôT. odos. São Paulo: Mol, 
Fevereiro/Março, p. 22) 
Considerando a regência e a estruturação das sentenças, a alternativa em que as duas construções estão 
corretas é: 
a) Uma de que eu gosto / Fez promessas das quais não me esqueci. 
b) numa época em que a TV ainda não existia / Numa época aonde a corrupção não era divulgada. 
c) muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio / Muitos dos desfiles cuja a transmissão assistíamos pela TV. 
d) O jarro que eu plantei a flor / O poço o qual caíram as chaves. 
e) numa época em que a TV ainda não existia / Numa época que precisamos voltar. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa correta, pois “gostar” é transitivo indireto que requer a preposição de; em 
outro ponto, “esquecer” está conjugado na sua forma pronominal, que requer a preposição “de”. 
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 ALTERNATIVA B: Os pronomes “onde/aonde” só podem ser empregados para fazer menção a lugar, o 
que não é o caso no segundo trecho. Nele, deve ser empregada a forma “em que”. 
ALTERNATIVA C: O verbo “assistir” no sentido de “observar, ver” tem transitividade indireta, requerendo 
preposição “a”. Portanto, a forma pronominal “cuja” deve ser precedida da preposição “a”, pedida pelo verbo 
“assistir”. Além disso, não se deve empregar artigo definido após as formas cujo e variações. Alternativa 
incorreta. 
ALTERNATIVA D: Quem planta planta “algo” “em algum lugar”. Portanto, deveria haver preposição 
“em” antes do pronome “que”. Além disso, o que cai cai “em algum lugar”. Sendo assim, antes de “o qual” 
deveria haver a preposição “em”, resultando na forma “no qual”. 
ALTERNATIVA E: Quem precisa voltar precisa voltar “a algum lugar”. Por esse motivo, deveria haver a 
preposição “a” antes de “que”. Mais uma alternativa incorreta. 
Resposta: A 
 
8. FCC - Ag SA (SABESP)/SABESP/Ambiental/2018 
Considerando-se as regras de regência verbal, está empregado em conformidade com a norma-padrão o 
segmento destacado em: 
a) O amado escrevia cartas à sua amada semanalmente, mas ela já não as lia com afeto. 
b) O autor dirigiu-se ao leitor e o perguntou se aquele amor resistiria ao tempo e ao distanciamento. 
c) Os amantes correspondiam-se regularmente, mas as cartas não os diziam o que estavam sentindo. 
d) Todas as segundas-feiras, o rapaz esperava que o carteiro o entregasse uma carta da amada. 
e) Hoje, com a internet, as pessoas recebem instantaneamente as mensagens que as enviam. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Quem lê lê algo. O verbo “ler”, portanto, é transitivo direto, requerendo complemento 
direto, no caso o pronome oblíquo “as”, que retoma “cartas”. Alternativa correta, pois “as” exerce, pela 
gramática, essa função sintática. 
 ALTERNATIVA B: Quem pergunta pergunta algo a alguém. Nesse caso, o objeto direto é a oração “se 
aquele amor...”. O objeto indireto está incorretamente colocado como “o”, o qual poderia exercer apenas 
função de objeto direto, devendo ser substituído por “lhe”. Alternativa incorreta. 
ALTERNATIVA C: Mesmo caso da alternativa anterior, já que quem diz diz algo a alguém. No caso, as 
cartas diziam “o que estavam sentindo” a “eles”. Como existe uma preposição antes de “eles”, deveria ser usado 
um pronome oblíquo com função de objeto indireto, que, no caso, seria o “lhes”. Alternativa incorreta. 
ALTERNATIVA D: Mesma situação das alternativas anteriores, devendo o “o” ser substituído por “lhe”. 
Alternativa incorreta. 
 
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ALTERNATIVA E: O “as” antes de “enviam” está inadequado gramaticalmente, pois promove 
incoerência quanto ao recebedor da mensagem. Dá-se a impressão que “as” retoma o próprio sujeito, gerando 
incoerência. Deveria simplesmente ser retirado da frase. Alternativa incorreta. 
Resposta: A 
 
9. FCC - Contr SS (SABESP)/SABESP/2018 
O filósofo sempre foi considerado um personagem bizarro, estranho, capaz de cair num poço quando se 
embrenha em suas reflexões − é o que contam a respeito de Tales (cerca de 625-547 a.C.). O primeiro filósofo, 
segundo a tradição grega, combina enorme senso prático para os negócios com uma capacidade de abstração 
que o retira do mundo. Por isso é visto como indivíduo dotado de um saber especial, admirado porque manipula 
ideias abstratas, importantes e divinas. No fundo não está prefigurando as oposições que desenharão o perfil 
do homem do Ocidente? O divino Platão e o portentoso Aristóteles fizeram desse estranhamento o autêntico 
espanto diante das coisas, o empuxo para a reflexão filosófica. 
Nos dias de hoje essa imagem está em plena decadência; o filósofo se apresenta como um profissional 
competindo com tantos outros. Ninguém se importa com aspromessas já inscritas no nome de sua profissão: 
a prometida amizade pelo saber somente se cumpre se a investigação for levada até seu limite, cair no abismo 
onde se perdem suas raízes. A palavra grega filosofia significa “amigo da sabedoria”, por conseguinte recusa 
da adesão a um saber já feito e compromisso com a busca do correto. 
Em contrapartida, o filósofo contemporâneo participa do mercado de trabalho. Torna-se mais seguro conforme 
aumenta a venda de seus livros, embora aparente desprezar os campeões de venda. Às vezes participa do jogo 
da mídia. Graças a esse comércio transforma seu saber em capital, e as novidades que encontra na leitura de 
textos, em moeda de troca. Ao tratar as ideias filosóficas como se fossem meras opiniões, isoladas de seus 
pressupostos ligados ao mundo, pode ser seduzido pela rigidez de ideias sem molejo, convertendo-se assim 
num militante doutrinário. Outras vezes, cai nas frivolidades da vida mundana. Não vejo na prática da filosofia 
contemporânea nenhum estímulo para que o estudioso se comprometa com uma prática moral e política mais 
consciente de si mesma, venha a ser mais tolerante às opiniões alheias. 
Num mundo em que as coisas e as pessoas são descartáveis, a filosofia e o filósofo também se tornam 
dispensáveis, sempre havendo uma doutrina ou um profissional capaz de enaltecer uma trama de interesses 
privados. A constante exposição à mídia acaba levando o filósofo a dizer o que o grande público espera dele e, 
assim, também pode usufruir de seus quinze minutos de celebridade. Diante do perigo de ser engolfado pela 
teia de condutas que inverte o sentido original de suas práticas, o filósofo, principalmente o iniciante, se 
pretende ser amante de um saber autêntico, precisa não perder de vista que assumiu o compromisso de afastar-
se das ideias feitas − ressecadas pela falta da seiva da reflexão − e de desconfiar das novidades espalhafatosas. 
Se aceita consagrar-se ao estudo das ideias, que reflita sobre o sentido de seu comportamento. 
(Adaptado de: GIANNOTTI, José Arthur. Lições de filosofia primeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, 
edição digital) 
... e de desconfiar das novidades espalhafatosas. (último parágrafo) 
No trecho acima, o emprego da preposição em destaque justifica-se pela regência do termo 
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a) compromisso. 
b) desconfiar. 
c) afastar-se. 
d) reflexão. 
e) assumiu. 
RESOLUÇÃO: 
O nome “compromisso”, por ter sentido incompleto, requer complemento nominal, o qual é sempre 
introduzido por preposição. Nesse caso, a expressão “de desconfiar” é justamente o complemento nominal de 
“compromisso”, justificando o uso da preposição em relação a esse termo. 
Resposta: A 
10. FCC - Ana G (DPE AM)/DPE AM/Especializado de Defensoria/Ciências Contábeis/2018 
As crianças gostam de brincadeiras que sejam imitativas e repetitivas, mas, ao mesmo tempo, inovadoras. 
Firmam-se no que lhes é conhecido e seguro, e exploram o que é novo e nunca foi experimentado. 
O termo “arremedo” pode implicar algum grau de intenção, mas imitar, ecoar ou reproduzir são propensões 
psicológicas (e até fisiológicas) universais que vemos em todo ser humano e em muitos animais. 
Merlin Donald, em Origens do pensamento moderno, faz uma distinção entre arremedo, imitação e mimese: o 
arremedo é literal, uma tentativa de produzir uma duplicata o mais exata possível. 
A imitação não é tão literal quanto o arremedo. A mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação. 
Em geral, incorpora o arremedo e a imitação a um fim superior, o de reencenar e representar um evento ou 
relação. O arremedo, segundo Donald, é visto em muitos animais; a imitação, em macacos e grandes primatas 
não humanos; a mimese, apenas no ser humano. A imitação, que tem um papel fundamental nas artes cênicas, 
onde a prática, a repetição e o ensaio incessantes são imprescindíveis, também é importante na pintura e na 
composição musical e escrita. Todos os artistas jovens buscam modelos durante os anos de aprendizado. Nesse 
sentido, toda arte começa como “derivada”: é fortemente influenciada pelos modelos admirados e emulados, 
ou até diretamente imitados ou parafraseados. 
Mas por que, de cada cem jovens músicos talentosos ou de cada cem jovens cientistas brilhantes, apenas um 
punhado irá produzir composições musicais memoráveis ou fazer descobertas científicas fundamentais? Será 
que a maioria desses jovens, apesar de seus dons, carece de alguma centelha criativa adicional? Será que lhes 
faltam características que talvez sejam essenciais para a realização criativa, por exemplo, audácia, confiança, 
pensamento independente? 
A criatividade envolve não só anos de preparação e treinamento conscientes, mas também de preparação 
inconsciente. Esse período de incubação é essencial para permitir que o subconsciente assimile e incorpore 
influências, que as reorganize em algo pessoal. Na abertura de Rienzi, de Wagner, quase podemos identificar 
todo esse processo. Há ecos, imitações, paráfrases de Rossini, Schumann e outros − as influências musicais de 
seu aprendizado. E então, de súbito, ouvimos a voz de Wagner: potente, extraordinária (ainda que horrível, na 
minha opinião), uma voz genial, sem precedentes. 
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Todos nós, em algum grau, fazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta. As ideias estão no ar, 
e nos apropriamos, muitas vezes sem perceber, de frases e da linguagem da época. A própria língua é 
emprestada: não a inventamos. Nós a descobrimos, ainda que possamos usá-la e interpretá-la de modos muito 
individuais. O que está em questão não é “emprestar” ou “imitar”, ser “derivado”, ser “influenciado”, e sim o 
que se faz com aquilo que é tomado de empréstimo. 
(Adaptado de: SACKS, Oliver. O rio da consciência. Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Cia. das Letras, 2017, 
ed. digital) 
Afirma-se corretamente: 
a) No segmento que talvez sejam essenciais para a realização criativa, o elemento sublinhado pode ser 
suprimido, uma vez que se encontra diante da preposição “a”. 
b) Caso o elemento sublinhado em A mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação seja 
substituído por “arte de imitar”, o sinal indicativo de crase deve ser suprimido. 
c) Sem prejuízo da correção e do sentido, o elemento sublinhado em Firmam-se no que lhes é conhecido e 
seguro pode ser substituído por “à elas”. 
d) Na frase “vemos em todo ser humano e em muitos animais propensões psicológicas, e até fisiológicas, à 
imitar”, o uso do sinal indicativo de crase é adequado. 
e) O sinal indicativo de crase no segmento fazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta é 
facultativo e pode ser suprimido. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois “para” é uma preposição anterior a um artigo definido “a”, 
que serve para definir o substantivo “realização”. Seria possível não omitir, mas substituir “para” pela 
preposição “a”, resultando na fusão da preposição com artigo “à”. 
 ALTERNATIVA B: Alternativa também incorreta, pois o verbo “adiciona” pede uma preposição “a” 
introduzindo seu objeto indireto. Além disso, “arte de imitar” pode aceitar sem incorreção o artigo “a”. 
Portanto, a substituição feita não impõe a remoção do sinal indicativo de crase. 
ALTERNATIVA C: Alternativa incorreta, pois não existe crase antes de pronome pessoal, caso de “elas”. 
ALTERNATIVA D: Não pode haver crase antes de verbos, caso pelo qual “à imitar” impõe um uso 
inadequado do acento grave. 
ALTERNATIVA E: A gramática normativa prevê que a existência de artigo antes de pronomes possessivos 
é facultativa, o que é o caso de “nossa”. Como ocorre a presença da preposição “a” e o artigo definido é 
facultativo, a crase se torna facultativa nessa construção. Portanto, alternativacorreta. 
Resposta: E 
 
 
 
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11.FCC - Of Log Al (METRO SP)/METRO SP/2018 
Quanto à voz de Maria Gadú, pouco adianta dizer que é rouca ou grave. Semelhante ......... experiência olfativa, 
......... qual usamos com frequência analogias, aduzir ......... voz uma definição não resolve a imprecisa 
descrição. Maria Rita Kehl, assim, termina por introduzir uma imagem: “uma lixa muito fina a filtrar o som que 
passa por ela, vindo do fundo de um poço”. 
Preenche respectivamente as lacunas acima o que se encontra em: 
a) à − para a − a 
b) à − a − a 
c) à − para a − à 
d) a − a − à 
e) a − à – a 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois na terceira lacuna, a existência de crase é obrigatória, já que 
o verbo “aduzir” – que significa “conduzir” - impõe o uso da preposição “a”, que se ligará a um outro “a”, artigo 
definido de “voz”. 
 ALTERNATIVA B: Alternativa também incorreta pela terceira lacuna, já explicada no item anterior, bem 
como pela segunda, que necessita de “para”, pois “a qual” retoma “experiência olfativa”. Sendo assim, quem 
usa “analogias” usa analogias “para” algo. 
ALTERNATIVA C: Alternativa correta. A primeira lacuna requer o uso da crase porque “semelhante” é 
nome transitivo, ou seja, que não tem sentido completo sozinho, requerendo um complemento nominal 
iniciado pela preposição “a”. Dessa forma, a preposição “a” - requerida por “semelhante” - e o artigo que define 
“experiência” se juntam e formam o fenômeno da crase. A justificativa para as duas outras lacunas já foi feita 
nas alternativas anteriores. 
ALTERNATIVA D: Alternativa incorreta por causa das duas primeiras lacunas. 
ALTERNATIVA E: Alternativa incorreta por causa de todas as lacunas. 
Resposta: C 
 
12. FCC - Tec Leg (ALESE)/ALESE/Taquigrafia/2018 
Dialeto do Planalto 
Brasília é recente - foi fundada há menos de 60 anos -, mas, com contribuições de várias partes do país, formou 
a própria identidade. Descubra expressões típicas de lá que ajudam a revelar o jeito de ser do povo da capital 
federal. 
Ele é muito aguado. 
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Refere-se a alguém que chora por qualquer coisa e de forma fingida - ou seja, um manteiga-derretida 
especializado em lágrimas de crocodilo. 
Nunca vi garçom tão apagado! 
É assim que os brasilienses se referem a alguém lento, lerdo. “Apagar” também pode ser sinônimo de 
assassinar. 
Só pode ser agá. 
“Agá”, em Brasília, é piada. E por lá corre o seguinte “agá”: não é à toa que o prédio do Congresso Nacional tem 
o formato dessa letra... 
Eu vou de camelo. 
Famoso por fazer parte da letra da música Eduardo e Mônica, da Legião Urbana, o termo “camelo” denota 
bicicleta. 
Quando ela chegou, dei de cabrito. 
Sabe-se lá por que o filhote da cabra ganhou essa fama no Distrito Federal: “dar de cabrito” é sair de fininho, à 
francesa. 
(Adaptado de: IACONIS, Heloísa. Todos. São Paulo: Mol, Fevereiro/março, p. 37) 
A alternativa que apresenta alterações em fragmento do texto, mantendo a correção e o sentido originais, é 
a) As palavras referem-se a pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, uns 
manteigas-derretidas especializados em lágrimas de crocodilo. 
b) As palavras referem-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, manteigas-
derretida especializados em lágrimas de crocodilo. 
c) As palavras refere-se à pessoas que chora por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, uns manteigas-
derretidas especializadas em lágrimas de crocodilo. 
d) As palavras refere-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, uns manteiga-
derretidas especializados em lágrimas de crocodilo. 
e) As palavras referem-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de formas fingidas - ou seja, umas 
manteigas-derretidas especializados em lágrimas de crocodilo. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa correta, pois a redação do trecho está feita de forma a respeitar a correção 
gramatical bem como o sentido original do texto. 
 ALTERNATIVA B: O substantivo “pessoas”, por estar no plural, requer que seja usado o artigo definido 
feminino plural. Sendo assim, o uso de “à” é inadequado, devendo ser substituído por “às” – contração da 
preposição com artigo - ou por apenas pela preposição “a”. Em outro ponto, o uso de “manteigas-derretida”, é 
incorreto, pois, como se trata de um substantivo composto formado por um substantivo (manteiga) e por um 
adjetivo (derretido), ambos os termos deveriam estar no plural. 
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ALTERNATIVA C: Alternativa incorreta, por causa da crase anterior a “pessoas”, como já explicitado 
anteriormente. Além disso, ocorre erro na flexão do verbo “chorar”, que está no singular, não concordando com 
“pessoas”, mesmo caso do verbo “refere-se”, que não está concordando com seu sujeito “as palavras”. 
ALTERNATIVA D: Os erros nesta alternativa são três já explicados anteriormente: A flexão do verbo 
“refere-se”, a crase antes de “pessoas” e a pluralização do substantivo composto “manteiga-derretida”. 
ALTERNATIVA E: Alternativa também incorreta por causa da crase antes de pessoas e por causa da 
quebra de concordância de gênero entre “umas” e “especializados” no trecho “umas manteigas-derretidas 
especializados”. 
Resposta: A 
 
13. FCC - Contr SS (SABESP)/SABESP/2018 
O filósofo sempre foi considerado um personagem bizarro, estranho, capaz de cair num poço quando se 
embrenha em suas reflexões − é o que contam a respeito de Tales (cerca de 625-547 a.C.). O primeiro filósofo, 
segundo a tradição grega, combina enorme senso prático para os negócios com uma capacidade de abstração 
que o retira do mundo. Por isso é visto como indivíduo dotado de um saber especial, admirado porque manipula 
ideias abstratas, importantes e divinas. No fundo não está prefigurando as oposições que desenharão o perfil 
do homem do Ocidente? O divino Platão e o portentoso Aristóteles fizeram desse estranhamento o autêntico 
espanto diante das coisas, o empuxo para a reflexão filosófica. 
Nos dias de hoje essa imagem está em plena decadência; o filósofo se apresenta como um profissional 
competindo com tantos outros. Ninguém se importa com as promessas já inscritas no nome de sua profissão: 
a prometida amizade pelo saber somente se cumpre se a investigação for levada até seu limite, cair no abismo 
onde se perdem suas raízes. A palavra grega filosofia significa “amigo da sabedoria”, por conseguinte recusa 
da adesão a um saber já feito e compromisso com a busca do correto. 
Em contrapartida, o filósofo contemporâneo participa do mercado de trabalho. Torna-se mais seguro conforme 
aumenta a venda de seus livros, embora aparente desprezar os campeões de venda. Às vezes participa do jogo 
da mídia. Graças a esse comércio transforma seu saber em capital, e as novidades que encontra na leitura de 
textos, em moeda de troca. Ao tratar as ideias filosóficas como se fossem meras opiniões, isoladas de seus 
pressupostos ligados ao mundo, pode ser seduzido pela rigidez de ideias sem molejo, convertendo-se assim 
num militante doutrinário. Outras vezes, cai nas frivolidades da vida mundana. Não vejo na prática da filosofia 
contemporânea nenhum estímulo para que o estudioso se comprometa com uma prática moral e política mais 
consciente de si mesma, venha a ser mais tolerante às opiniões alheias. 
Num mundo em que as coisas e as pessoas são descartáveis, a filosofia e o filósofo também se tornam 
dispensáveis, sempre havendo uma doutrina ou um profissional capaz de enaltecer uma trama de interesses 
privados. A constante exposição à mídia acaba levando o filósofo a dizer o que o grande público espera delee, 
assim, também pode usufruir de seus quinze minutos de celebridade. Diante do perigo de ser engolfado pela 
teia de condutas que inverte o sentido original de suas práticas, o filósofo, principalmente o iniciante, se 
pretende ser amante de um saber autêntico, precisa não perder de vista que assumiu o compromisso de afastar-
se das ideias feitas − ressecadas pela falta da seiva da reflexão − e de desconfiar das novidades espalhafatosas. 
Se aceita consagrar-se ao estudo das ideias, que reflita sobre o sentido de seu comportamento. 
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(Adaptado de: GIANNOTTI, José Arthur. Lições de filosofia primeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, 
edição digital) 
A constante exposição à mídia acaba levando o filósofo.. .(último parágrafo) 
No segmento acima, o sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso se substitua “mídia” por 
a) imprensa. 
b) programas. 
c) meio de comunicação. 
d) debates. 
e) propagandas. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa correta. O substantivo “imprensa” admite o uso de artigo definido “a”, que 
se liga à preposição “a” requerida pelo nome “exposição”, resultando no uso de crase. 
ALTERNATIVA B: Alternativa incorreta, porque “programas” é substantivo masculino, não admitindo o 
artigo definido feminino. 
ALTERNATIVA C: Alternativa incorreta, pois “meio de comunicação” é outro substantivo masculino, que 
não admite o uso de artigo feminino. 
ALTERNATIVA D: Alternativa incorreta. Mais uma alternativa que não admite artigo definido feminino 
por ser substantivo masculino. 
ALTERNATIVA E: Alternativa incorreta. O substantivo “propagandas” admite o artigo definido feminino 
plural “as”, que poderia formar com a preposição “a” a crase “às”. Note, no entanto, que, na redação original, 
está presente a contração “à”, no singular. Dessa forma, fazendo-se a alteração proposta, teríamos uma crase 
singular antes de substantivo plural, o que não é possível de forma alguma. 
Resposta: A 
 
14. FCC - At Cli (SABESP)/SABESP/2018 
A partir de que momento uma obra é, de fato, arte? Mona Suhrbier, etnóloga e especialista em questões ligadas 
à Amazônia do Museu de Culturas do Mundo de Frankfurt, explica em entrevista por que trabalhos de mulheres 
indígenas que vivem em zonas não urbanas têm dificuldade de achar um lugar nos museus. 
Qual tipo de arte pode ser classificado como “arte indígena”? Devo mencionar, de início, que aqui no Museu 
das Culturas do Mundo não usamos o termo “arte indígena”. O Museu coleciona desde 1975 arte não europeia. 
Em cada exposição, indicamos o nome da região de que a arte em questão vem. Mas para responder a sua 
pergunta com uma pequena provocação: arte indígena é sempre aquela que não é nacional. É o tipo de arte 
que os países não querem usar para representá-los no exterior. É o “folclore”, o “artesanato”. Para este tipo de 
arte foi criado no século 21 um espaço especial: o Museu do Folclore. Já me perguntei: por que é que se precisa 
desse museu? Por que aquilo que é exibido nele não é considerado simplesmente arte? 
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E você encontrou uma resposta a essa pergunta? Quando uma produção deriva de formas de expressão rurais, 
coloca-se a obra no Museu do Folclore, sobretudo se for feita por mulheres. Mas se a obra for de autoria de um 
artista urbano, cujo currículo seja adequado, ou seja, se tiver estudado com “as pessoas certas”, aí sim ele pode 
iniciar o caminho para que se torne um artista reconhecido. Na minha opinião, o problema está nesses critérios 
“ocidentais”. Muitas vezes o próprio material já define: o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (“sim, 
poderia ser arte”), enquanto um cesto trançado já é mais difícil. 
Até que ponto especialistas em arte, socializados em culturas ocidentais, refletem a respeito do fato de que 
talvez não possam julgar tradições artísticas que não conhecem? Acredito que as pessoas, inclusive os 
especialistas em arte, tendem a julgar como bom aquilo que já conhecem. As pessoas, em sua maioria, não 
pensam que cresceram em um mundo visual específico. Esse mundo serve como uma espécie de norma. É mais 
uma questão sensorial que intelectual. Acho que, entre nós, há muito pouco autoquestionamento no que 
concerne ao que nos marcou esteticamente. 
(Adaptado de: REKER, Judith. “Arte não europeia: ‘não queremos ser como vocês’”. Disponível emh:t 
tps://www.goethe.de) 
Quanto à ocorrência de crase, é correto afirmar: 
a) Em o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (3º parágrafo), pode ser acrescentado o sinal indicativo 
de crase ao termo sublinhado, uma vez que a regência do verbo “aceitar” o permite. 
b) Em o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (3º parágrafo), caso o verbo em destaque seja substituído 
por “prefere”, o termo sublinhado deverá ser também substituído por “à”. 
c) Em especialista em questões ligadas à Amazônia (1º parágrafo), o sinal de crase pode ser suprimido, uma 
vez que se trata de uso opcional da preposição “a”. 
d) Em o nome da região de que a arte em questão vem (2º parágrafo), caso se substitua o verbo em destaque 
por “advém”, o termo sublinhado terá de ser substituído por “à”. 
e) Em E você encontrou uma resposta a essa pergunta? (3º parágrafo), pode-se substituir o segmento 
sublinhado por “à”, do mesmo modo que em para responder a sua pergunta (2º parágrafo). 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois o verbo “aceitar” é transitivo direto no caso em tela, não 
admitindo a preposição “a”. 
 ALTERNATIVA B: Alternativa incorreta, pois o verbo “preferir” requer objeto direto para representar a 
“coisa preferida” e objeto indireto introduzido pela preposição “a” para representar a “coisa preterida”. No caso 
específico do item, está-se falando da coisa preferida, não havendo, assim, preposição e, consequentemente, 
não sendo possível o emprego da crase. 
ALTERNATIVA C: Alternativa incorreta, pois ocorre a fusão da preposição “a” - requerida pelo nome 
“ligadas” - com o artigo “a” – solicitado pelo topônimo “Amazônia”. Para chegar à conclusão de que 
“Amazônia” pede artigo, fazemos o teste “Voltamos da Amazônia com artigo”. 
ALTERNATIVA D: Alternativa incorreta, pois a forma verbal “advém” segue não só o modelo de 
conjugação do verbo “vem” como também sua transitividade. Sendo assim, não se admitirá a preposição “a” 
em sua regência. 
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ALTERNATIVA E: Alternativa correta. No primeiro segmento, o uso da crase é obrigatório por causa da 
requisição do nome incompleto “resposta”, que pede a preposição “a”. A ela se soma o artigo “a”, solicitado 
pelo substantivo “resposta”. Além disso, do mesmo modo seria permitida a crase em “a sua”, pois o uso de 
artigo definido feminino antes de pronome possessivo é facultativo. 
Resposta: E 
 
15. FCC - TJ TRT2/TRT 2/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018 
Meditação e foco no macarrão 
"Sente os pés no chão", diz a instrutor a, com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no chão, 
"sente a respiração”. 
"Inspira, expira", ela diz, mas o narrador dentro da minha cabeça fala mais alto: "Eis então que no início do 
terceiro milênio, tendo chegado à Lua e à engenharia genética, os seres humanos se voltavam ávidos a técnicas 
milenares de relaxamento na esperança de encontrar alguma paz e algum sentido para suas vidas 
simultaneamente atribuladas e vazias". 
Um lagarto, penso, jamais faria um curso de meditação. "Sente a pedra. A barriga na pedra. Relaxa a cauda. 
Agora sente o sol aquecendo as escamas. Esquece as moscas. Esquece as cobras rondando a toca. Inspira. 
Expira." Eu imagino que o lagarto sinta a pedra. A barriga na pedra. O prazer simples e ancestral de lagartear 
sob o sol.Se o lagarto consegue esquecer as moscas ou a cobra rondando a toca, já não sei. A parte mais interna e mais 
antiga do nosso cérebro é igual à dos répteis. É dali que vem o medo, ferramenta evolutiva fundamental para 
trazer nossos genes triunfantes e nossos cérebros aflitos através dos milênios até aquela roda, no décimo 
segundo andar de um prédio na cidade de São Paulo. 
Não há nada de místico na meditação. Pelo contrário. Meditar é aprender a estar aqui, agora. Eu acho que nunca 
estive aqui, agora. O ansioso está sempre em outro lugar. Sempre pré-ocupado. Às vezes acho que nasci meia 
hora atrasado e nunca recuperei esses trinta minutos. "Inspira. Expira". 
Não é um problema só meu. A revista dominical do "New York Times" fez uma matéria de capa ano passado 
sobre o tema. Dizia que vivemos a era da ansiedade. Todas as redes sociais são latifúndios produzindo 
ansiedade. Mesmo o presente mais palpável, como um prato fumegante de macarrão, nós conseguimos 
digitalizar e transformar em ansiedade. Eu preciso postar a minha selfie dando a primeira garfada neste 
macarrão, depois nem vou conseguir comer o resto do macarrão, ou sentir o gosto do macarrão, porque estarei 
ocupado conferindo quantas pessoas estão comentando a minha foto comendo o macarrão que esfria, a minha 
frente. 
"Inspira, expira.” A voz da instrutora é tão calma e segura que me dá a certeza de que ela consegue comer o 
macarrão e me dá a esperança de que também eu, um dia, aprenderei a comer o macarrão. É só o que eu peço 
a cinco mil anos de tradição acumulada por monges e budas e maharishis e demais sábios barbudos ou 
imberbes do longínquo Oriente. "Inspira. Expira.” Foco no macarrão. 
(Adaptado de: PRATA, Antonio. Folha de S. Paulo. Disponível em: www.folha.uol.com.br) 
 
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O sinal indicativo de crase pode ser acrescido, por ser facultativo, à expressão destacada em: 
a) Meditar é aprender a estar aqui, agora. 
b) se voltavam ávidos a técnicas milenares de relaxamento... 
c) Agora sente o sol aquecendo as escamas. 
d) o macarrão que esfria, a minha frente. 
e) Esquece as moscas. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A: Alternativa incorreta, pois não se permite crase antes de verbo, no caso “estar”. 
 ALTERNATIVA B: No caso em questão, a crase seria inadequada, pois “técnicas” está mantida no plural. 
Se empregássemos “à”, haveria uma crase singular antes de plural, o que não é possível. Alternativa incorreta. 
 ALTERNATIVA C: Alternativa incorreta, pois “aquecendo” tem transitividade direta, não admitindo 
qualquer preposição. 
ALTERNATIVA D: Alternativa correta, pois o pronome possessivo “minha” torna facultativa a existência 
de artigo o antecedendo. Como já ocorre a preposição introduzindo a locução “a minha frente”, a crase se tirna 
facultativa. 
ALTERNATIVA E: Mais uma alternativa incorreta, pois esquecer, empregado na forma não pronominal, 
é um verbo transitivo direto, não admitindo preposição. 
Resposta: D 
 
16. FCC - TJ TRT15/TRT 15/Apoio Especializado/Enfermagem/2018 
Estão empregadas de acordo com a norma-padrão as expressões sublinhadas em: 
a) A frase de Sartre para a qual o autor chama a atenção corresponde à síntese do existencialismo. 
b) Daniel Klein lançou-se à ler Sartre em busca de uma filosofia pela qual pudesse se identificar. 
c) As palavras de Sartre de que o autor cita no texto associam-se à uma síntese do existencialismo. 
d) A filosofia na qual Sartre é representante lança luz sobre como damos sentido à nossas escolhas. 
e) Ao fazer menção à esta filosofia de Sartre, o autor sugere com que nossas decisões sejam revistas. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A: O verbo “chamar” é, na situação demonstrada na alternativa, transitivo direto e 
indireto. Nesse caso, quem “chama” “chama” algo (atenção) para/a algo/alguém (para a qual). Além disso, o 
verbo “corresponder” tem transitividade indireta, necessitando da preposição “a”. Essa preposição se junta ao 
artigo definido feminino singular admitido por “síntese”, que formam corretamente o fenômeno da crase. 
Alternativa correta. 
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 ALTERNATIVA B: Alternativa incorreta. Não pode haver crase antes de verbo (... à ler). Além disso, 
ocorre erro em “pela qual pudesse se identificar”. A expressão verbal “pudesse se identificar” requer a 
preposição “com”, o que torna necessária a substituição de “pela qual” por “com a qual”. 
 ALTERNATIVA C: Quem cita cita algo. Sendo assim, a preposição “de” em “de que o autor cita” está 
colocada de forma incorreta. Além disso, não se deve empregar crase antes de “uma síntese”, pois não faz 
sentido somar um artigo definido antes de um indefinido. Alternativa incorreta. 
ALTERNATIVA D: Quem é representante é representante de algo. Nesse caso, “na qual” antes de 
“Sartre” deveria ser substituído por “da qual”. Além disso, a crase antes de “nossas” está incorreta, pois o artigo 
definido na crase não está no plural. Assim, haveria duas saídas, grafar o “a” sem acento grave ou adicionar a 
pluralização nesse termo, transformando-o em “às”. 
ALTERNATIVA E: Mais uma alternativa incorreta, pois não pode haver crase antes do pronome 
demonstrativo “esta”. 
Resposta: A 
 
17. FCC - TJ TRT19/Administrativa/2014 
Tudo é grandioso na Amazônia, o maior bloco remanescente de floresta tropical do planeta. Com pouco mais 
de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, espalha-se por nove países da América do Sul − a maior parte está 
no Brasil, que detém 69% da área coberta pela floresta. Estima-se ainda que ela abrigue quase 25% de todas as 
espécies de seres vivos da Terra, além de 35 milhões de pessoas (20 milhões somente no Brasil). A Amazônia 
tem também a maior bacia fluvial do mundo, fundamental para a drenagem de vários países e para a geração 
de chuvas. É o maior reservatório de água doce do planeta, com cerca de 20% de toda a água doce disponível. 
Por isso, é um dos reguladores do clima e do equilíbrio hídrico da Terra. 
Apesar de tanta grandiosidade, são as alterações em pequena escala, como a abertura de clareiras para a 
extração seletiva de madeira, que podem representar uma das principais ameaças à conservação do 
ecossistema, destaca o biólogo Helder Queiroz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável 
Mamirauá. De modo geral, explica Queiroz, as principais ameaças à Amazônia estão hoje associadas às práticas 
que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats e à redução de populações de plantas e de animais. 
"Muitas árvores com madeira de grande valor comercial são fundamentais para a alimentação de diversos 
animais", diz Queiroz. 
Hoje, a perda de ambientes naturais é maior numa região conhecida como Arco do Desmatamento, que se 
estende do sul ao leste da Amazônia Legal − uma área de 5 milhões de km2 que engloba oito estados. O Arco 
do Desmatamento, definido pela fronteira da expansão agropecuária − que converte grandes extensões de 
floresta em pastagens −, concentra cerca de 56% da população indígena do país. 
As regiões de várzea, em terrenos mais baixos, no interior da floresta amazônica, também têm atraído a 
atenção do poder público durante a elaboração de estratégias de conservação do ecossistema. Boa parte dessa 
região é inundada pelas chamadas águas brancas, de origem andina, ricas em sedimentos e nutrientes. Nesses 
trechos, a vegetação tende a ser mais abundante. Devido a essa riqueza em recursos naturais, as florestas de 
várzea sofrem mais com a constante ocupação humana. Todas as grandes cidades amazônicas, e boa parte das 
pequenas, estão localizadas nessas áreas. 
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(Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira, Pesquisa Fapesp, outubro de 2013. p. 58-60) 
A Amazônia tem tambéma maior bacia fluvial do mundo... (1o parágrafo) 
Nas frases transcritas do Texto I, o verbo que exige o mesmo tipo de complemento do grifado acima está em: 
a) ... a perda de ambientes naturais é maior numa região... 
b) ... a maior parte está no Brasil... 
c) ... as florestas de várzea sofrem mais com a ocupação humana. 
d) ... que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats... 
e) ... que detém 69% da área coberta pela floresta. 
RESOLUÇÃO 
A forma verbal “tem” em destaque é classificada como transitiva direta, tendo como objeto direto “a 
maior bacia pluvial do mundo”. 
ALTERNATIVA A – ERRADA – A forma verbal “é”, referente ao verbo “ser”, corresponde a um verbo de 
ligação. 
ALTERNATIVA B – ERRADA – A forma verbal “está” é classificada na frase como intransitiva. O termo 
“no Brasil” funciona sintaticamente como adjunto adverbial de lugar. 
Observação: O verbo “estar” somente será de ligação se estiver ligando um nome a um atributo. É o que 
vemos em “O professor está doente em casa”. Se não houver o atributo, temos o caso de um verbo intransitivo. 
É o que vemos em “O professor está em casa.”. 
ALTERNATIVA C – ERRADA - A forma verbal “sofrem” é classificada como transitiva indireta, tendo 
como objeto indireto “com a ocupação humana”. 
ALTERNATIVA D – ERRADA - A forma verbal “levam” em destaque é classificada como transitiva 
indireta, tendo como objeto indireto “à perda de hábitats”. 
ALTERNATIVA E – CERTA - A forma verbal “detém” em destaque é classificada como transitiva direta, 
tendo como objeto direto “69% da área coberta pela floresta”. 
Resposta: E 
 
18. FCC - TJ TRT19/Administrativa/2014 
Este caderno de Jorge de Lima bem que se poderia chamar "as impressões dum homem que esteve no cárcere". 
E são estes poemas mesmo um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. E há neles qualquer coisa 
das surpresas e dos espantos que sofre um homem que tudo via em névoa, ao sair de uma operação de catarata. 
As cores como que vivem com outra intensidade. 
 Tudo isso nos versos de Jorge de Lima está contado com muita força e comoção. Da boa e legítima comoção 
que é a que vem da simplicidade, que é a que sai das fontes mais preciosas do coração. [...] 
É vinda de dentro da terra, da vida sentimental do Nordeste, a maior parte dos poemas desse caderno. Quem 
os escreveu fez como um desterrado que a saudade conduziu ao retorno. E que voltasse com todos os sentidos 
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atacados de fome. E se encontra o Nordeste por toda a parte em seus poemas. [...] É ainda no caráter 
puramente regionalista de sua poesia que se distingue o Sr. Jorge de Lima. Porque o seu regionalismo não é 
um limite à sua emoção e não tem por outra parte o caráter de partido político daquele que rapazes de S.Paulo 
oferecem ao país com as insistências de anúncios de remédio. O regionalismo do jovem poeta nordestino é a 
sua emoção mais que a sua ideologia. O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição 
doutrinária, vem como a expressão lírica de um nordestino evocar a sua terra. 
(Nota preliminar a Poemas escolhidos. REGO, José Lins do. in: LIMA, Jorge de. Poesias completas. Rio de 
Janeiro: José Aguilar Editora, 1974, vol. I, p. 140-142) 
E são estes poemas mesmo um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. (Texto III, 1o parágrafo) 
A expressão grifada acima deverá preencher corretamente a lacuna existente em: 
a) Na época ...... o poeta esteve preso a regras, seus versos perderam muito em emoção lírica. 
b) O artificialismo ...... se prendem alguns poetas compromete a sincera expressão de seus sentimentos. 
c) A obra ...... se fala contém versos que demonstram o verdadeiro lirismo de seu autor. 
d) Os estímulos ...... um poeta compõe sua obra se originam na realidade vivida e transformada por ele. 
e) Despertam emoção aqueles versos ...... traduzem a sensibilidade de um reconhecido poeta. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A – ERRADA – Deve-se empregar a forma “em que”, haja vista que a forma verbal 
“esteve” solicita a regência da preposição “em” (quem esteve preso esteve preso em alguma época). 
ALTERNATIVA B – ERRADA – Deve-se empregar a forma “a que”, haja vista que a forma verbal “se 
prendem” solicita a regência da preposição “a” (quem se prende se prende a algo). 
ALTERNATIVA C – CERTA - Deve-se empregar a forma “de que”, haja vista que a forma verbal “se fala” 
solicita a regência da preposição “de” (se fala de algo). 
ALTERNATIVA D – ERRADA - Deve-se empregar a forma “com que”, haja vista que a forma verbal 
“compõe” solicita a regência da preposição “com” (quem compõe uma obra compõe uma obra com algo). 
ALTERNATIVA E – ERRADA – Deve-se empregar simplesmente o pronome relativo “que”, haja vista que 
a forma verbal “traduzem” não solicita preposição (quem traduz traduz algo). 
Resposta: C 
 
19. FCC - AJ TRT16/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 (e mais 1 concurso) 
Responsabilidade social 
• (mk,rp) Adoção, por parte da empresa ou de qualquer instituição, de políticas e práticas organizacionais 
socialmente responsáveis, por meio de valores e exemplos que influenciam os diversos segmentos das 
comunidades impactadas por essas ações. O conceito de responsabilidade social fundamenta-se no 
compromisso de uma organização dentro de um ecossistema, onde sua participação é muito maior do que 
gerar empregos, impostos e lucros. Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente de forma absolutamente 
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responsável e ética, inter-relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômico e 
com o equilíbrio social. Do ponto de vista mercadológico, a responsabilidade social procura harmonizar as 
expectativas dos diferentes segmentos ligados à empresa: consumidores, empregados, fornecedores, redes de 
venda e distribuição, acionistas e coletividade. Do ponto de vista ético, a organização que exerce sua 
responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade, melhorar a qualidade de vida, modificar 
atitudes e comportamentos através da educação e da cultura, conservar a vitalidade da terra e a biodiversidade, 
gerar uma consciência nacional para integrar desenvolvimento e conservação, ou seja, promover o 
desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a qualidade de vida. Diz-se tb. responsabilidade social corporativa 
ou RSC. V. ecossistema social, ética corporativa, empresa cidadã e marketing social. 
(BARBOSA, Gustavo e RABAÇA, Carlos Alberto. 2.ed. rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001 − 10a 
reimpressão, p. 639-40) 
O segmento do verbete que apresenta descuido quanto à regência é: 
a) Adoção [...] de políticas e práticas organizacionais socialmente responsáveis. 
b) Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente [...], inter-relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o 
desenvolvimento econômico e com o equilíbrio social. 
c) a organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade. 
d) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] conservar a vitalidade da terra e a 
biodiversidade. 
e) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] promover o desenvolvimento sustentável, 
o bem-estar e a qualidade de vida. 
RESOLUÇÃO 
 Ocorre equívoco na redação da letra C no trecho “...procura respeitar e cuidar da comunidade.”, haja vista 
que os verbos “respeitar” e “cuidar” possuem regências distintas e estão ligados a um mesmo complemento – 
no caso, “da comunidade”. O verbo “respeitar” é transitivo direto. Portanto, a ele não satisfaz o complemento 
“da comunidade”. Já “cuidar” é transitivo indireto e solicita complemento introduzido pela preposição “de”. A 
ele sim satisfaz o complemento “da comunidade”. 
Dessa forma, uma proposta de correção seria: “...procura respeitara comunidade e cuidar desta.”. 
Resposta: C 
 
20. FCC - AJ TRT13/Apoio Especializado/Arquivologia/2014 (e mais 10 concursos) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano 
Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de 
expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o 
maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças 
e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e 
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reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da 
poética popular nordestina. 
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo 
desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças 
públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma 
literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina. 
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamadaliteratura de cordel. A primeira publicação de folheto no 
Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870. 
O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras 
livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais 
genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”. 
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral 
moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, 
que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao 
gênero do cordel. 
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis 
porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo 
significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representação de 
uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte 
da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas. 
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na 
cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para 
o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve. 
(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarrare.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014) 
A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e... (1º parágrafo) 
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o grifado na frase acima está empregado 
em: 
a) O caldo cultural do Nordeste (...) foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. 
b) ...levar o teatro ao povo por meio de apresentações... 
c) ...que remonta aos autos medievais... 
d) ...existe na cultura popular a noção de que a história... 
e) ...surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. 
RESOLUÇÃO 
A forma verbal “familiarizou” em destaque é classificada como transitiva direta e indireta, tendo como 
objeto direto “o futuro escritor e dramaturgo” e como objeto indireto “com temas e...”. 
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ALTERNATIVA A – ERRADA – A forma verbal “foi”, referente ao verbo “ser”, corresponde a um verbo de 
ligação. 
ALTERNATIVA B – CERTA – A forma verbal “levar” é classificada na frase como transitiva direta e 
indireta. O termo “o teatro” funciona sintaticamente como objeto direto e “ao povo”, objeto indireto. 
ALTERNATIVA C – ERRADA – A forma verbal “remonta” é classificada como transitivo indireto e tem 
como objeto indireto “aos autos medievais”. 
ALTERNATIVA D – ERRADA – A forma verbal “existe” corresponde a um verbo intransitivo. O termo “a 
noção...” corresponde ao sujeito. Já “na cultura popular”, adjunto adverbial. 
ALTERNATIVA E – ERRADA - A forma verbal “surgiu” corresponde a um verbo intransitivo. O termo “a 
chamada literatura...” corresponde ao sujeito. Já “no Nordeste”, adjunto adverbial. 
Resposta: B 
 
21. FCC - TJ TRT19/Administrativa/2014 
Tudo é grandioso na Amazônia, o maior bloco remanescente de floresta tropical do planeta. Com pouco mais 
de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, espalha-se por nove países da América do Sul − a maior parte está 
no Brasil, que detém 69% da área coberta pela floresta. Estima-se ainda que ela abrigue quase 25% de todas as 
espécies de seres vivos da Terra, além de 35 milhões de pessoas (20 milhões somente no Brasil). A Amazônia 
tem também a maior bacia fluvial do mundo, fundamental para a drenagem de vários países e para a geração 
de chuvas. É o maior reservatório de água doce do planeta, com cerca de 20% de toda a água doce disponível. 
Por isso, é um dos reguladores do clima e do equilíbrio hídrico da Terra. 
Apesar de tanta grandiosidade, são as alterações em pequena escala, como a abertura de clareiras para a 
extração seletiva de madeira, que podem representar uma das principais ameaças à conservação do 
ecossistema, destaca o biólogo Helder Queiroz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável 
Mamirauá. De modo geral, explica Queiroz, as principais ameaças à Amazônia estão hoje associadas às práticas 
que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats e à redução de populações de plantas e de animais. 
"Muitas árvores com madeira de grande valor comercial são fundamentais para a alimentação de diversos 
animais", diz Queiroz. 
Hoje, a perda de ambientes naturais é maior numa região conhecida como Arco do Desmatamento, que se 
estende do sul ao leste da Amazônia Legal − uma área de 5 milhões de km2 que engloba oito estados. O Arco 
do Desmatamento, definido pela fronteira da expansão agropecuária − que converte grandes extensões de 
floresta em pastagens −, concentra cerca de 56% da população indígena do país. 
As regiões de várzea, em terrenos mais baixos, no interior da floresta amazônica, também têm atraído a 
atenção do poder público durante a elaboração de estratégias de conservação do ecossistema. Boa parte dessa 
região é inundada pelas chamadas águas brancas, de origem andina, ricas em sedimentos e nutrientes. Nesses 
trechos, a vegetação tende a ser mais abundante. Devido a essa riqueza em recursos naturais, as florestas de 
várzea sofrem mais com a constante ocupação humana. Todas as grandes cidades amazônicas, e boa parte das 
pequenas, estão localizadas nessas áreas. 
 (Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira, Pesquisa Fapesp, outubro de 2013. p. 58-60) 
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 ... que podem representar uma das principais ameaças à conservação do ecossistema ... (Texto I, 2o 
parágrafo) 
O sinal indicativo de crase deverá permanecer, como no exemplo acima, caso o segmento grifado seja 
substituído por: 
a) cada componente da biodiversidade. 
b) alguma das espécies ameaçadas. 
c) qualquer ser vivo da floresta. 
d) respeito das condições do ambiente. 
e) recente pesquisa de medicamentos. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A – ERRADA – Não se emprega crase antes de palavra masculina, como é o caso do 
substantivo “componente”. 
ALTERNATIVA B – ERRADA – Não se emprega crase antes de pronome indefinido,como é o caso de 
“alguma”. 
ALTERNATIVA C – ERRADA – Não se emprega crase antes de pronome indefinido, como é o caso de 
“qualquer”. 
ALTERNATIVA D – ERRADA – Não se emprega crase antes de palavra masculina, como é o caso de 
“respeito”. 
ALTERNATIVA E – CERTA – Deve-se empregar a crase, haja vista que ocorre a fusão da preposição “a” – 
requerida pela regência do substantivo “ameaças” (ameaças a algo) – com o artigo “a” – requerido pelo 
substantivo “pesquisa”. 
Resposta: E 
 
22. FCC - AJ TRT19/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 
De que forma o conhecimento da cultura renascentista pode auxiliar no entendimento do presente? 
A história da cultura renascentista ilustra com clareza o processo de construção cultural do homem moderno e 
da sociedade contemporânea. Nela se manifestam, já muito dinâmicos e predominantes, os germes do 
individualismo, do racionalismo e da ambição ilimitada, típicos de comportamentos mais imperativos e 
representativos do nosso tempo. Ela consagra a vitória da razão abstrata, que é a instância suprema de toda a 
cultura moderna, versada no rigor das matemáticas que passarão a reger os sistemas de controle do tempo e 
do espaço. Será essa mesma razão abstrata que estará presente na própria constituição da chamada identidade 
nacional. Ela é a nova versão do poder dominante e será consubstanciada no Estado Moderno, entidade 
controladora e disciplinadora por excelência, que impõe à sociedade um padrão único, monolítico e 
intransigente. Isso, contraditoriamente, fará brotar um anseio de liberdade e autonomia do espírito, 
certamente o mais belo legado do Renascimento à atualidade. 
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Como explicar a pujança do Renascimento, surgido em continuidade à miséria, à opressão e ao obscurantismo 
do período medieval? 
O Renascimento assinala o florescimento de um longo processo de produção, circulação e acumulação de 
recursos econômicos, desencadeado desde a Baixa Idade Média. São os excedentes dessa atividade crescente 
em progressão maciça que serão utilizados para financiar, manter e estimular uma ativação econômica. Surge 
assim a sociedade dos mercadores, organizada por princípios como a liberdade de iniciativas, a cobiça e a 
potencialidade do homem, compreendido como senhor da natureza, destinado a dominá-la e a submetê-la à 
sua vontade. O Renascimento, portanto, é a emanação da riqueza e seus maiores compromissos serão para 
com ela. 
(Adaptado de: SEVCENKO, Nicolau. O renascimento. São Paulo: Atual; Campinas: Universidade Estadual de 
Campinas, 1982. p. 2 e 3) 
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido 
original do texto, em: 
a) ... à opressão e ao obscurantismo... 
b) ... o mais belo legado do Renascimento à atualidade. 
c) ... em continuidade à miséria... 
d) ... e a submetê-la à sua vontade. 
e) ... que impõe à sociedade um padrão único... 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A – ERRADA – No trecho “surgido em continuidade à miséria, à opressão e ao 
obscurantismo do período medieval”, é obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase, haja vista que se trata 
da fusão da preposição “a” – requerida pela regência do substantivo “continuidade” – com o artigo “a” – 
solicitado pelos substantivos femininos “miséria” e “opressão”. A presença do artigo se faz necessária, haja 
vista que todos os elementos da enumeração requerem o artigo definido – é o caso de “miséria”, “opressão” e 
“obscurantismo”. 
ALTERNATIVA B – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da 
preposição “a” – requerida pela regência do substantivo “legado” (legado a algo) – com o artigo “a” – solicitado 
pelo substantivo “atualidade”. 
ALTERNATIVA C – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da 
preposição “a” – requerida pela regência do substantivo “continuidade” (continuidade a algo) – com o artigo 
“a” – solicitado pelo substantivo “miséria”. 
ALTERNATIVA D – CERTA – É facultativo o emprego da crase no trecho. A preposição “a” é garantida 
pela regência do verbo “submeter” (submeter a algo). Já a presença do artigo “a” é facultativa antes do 
pronome possessivo feminino “sua”. Dessa forma, é possível dispensar o acento grave, sem qualquer prejuízo 
à correção gramatical. 
 
 
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ALTERNATIVA E – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da 
preposição “a” – requerida pela regência do “impor” (impor algo a alguém) – com o artigo “a” – solicitado pelo 
substantivo “sociedade”. 
Resposta: D 
 
23. FCC - AJ TRT19/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 (e mais 6 concursos) 
Sentava-se mais ou menos ...... distância de cinco metros do professor, sem grande interesse. Estudava de 
manhã, e ...... tardes passava perambulando de uma praça ...... outra, lendo algum livro, percebendo, vez ou 
outra, o comportamento dos outros, entregue somente ...... discrição de si mesmo. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) a − às − à − a 
b) à − as − a − à 
c) a − as − à − a 
d) à − às − a − à 
e) a − às − a – a 
RESOLUÇÃO 
O primeiro espaço deve ser preenchido com “à”, haja vista que a locução “a distância” é empregada com 
acento indicador de crase, quando é especificada a distância. Caso contrário, não havendo a especificação, não 
se emprega a crase. 
O segundo espaço deve ser preenchido com “as”, haja vista que “as tardes” é objeto direto da forma 
verbal “passava”. 
O terceiro espaço deve ser preenchido com a preposição “a”. Como não há artigo definido em “de uma 
praça”, não haverá também artigo antes de “outra”. 
Por fim, o último espaço deve ser preenchido com “à”, haja vista que ocorre a fusão da preposição “a” – 
requerida pela regência da forma verbal “entregue” (entregue a algo) – com o artigo “a” – solicitado pelo 
substantivo “discrição”. 
Resposta: B 
 
24. FCC - AJ TRT5/Administrativa/2013 (e mais 17 concursos) 
Embora as maiores instituições humanas se alienem, ou enxovalhem, resta-nos sempre uma, tão nova nos 
lábios de Gladstone como nos de Péricles: a instituição divina da palavra, capaz só por só de reconquistar todas 
as outras, quando associada à misteriosa onipotência da verdade. Tiraram-lhe a majestade da tribuna, pela qual 
os parlamentos governam. Mas ficou-lhe a imprensa, que se impõe aos governos, domina os parlamentos, e 
instrui os povos. Considerada como órgão desta função, avulta incomparável, no mundo moderno, a sua 
grandeza. E é assim que a consideramos, que o seu prestígio nos fascina, que a sua beleza nos deslumbra, que 
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a sua missão nos atrai, que as temeridades, os sacrifícios, os perigos da sua comunhão nos acenam, ainda hoje, 
com uma sedução diversa, mas às vezes não menos viva que a de vinte e sete anos atrás, quando o jornalismo 
arrebatou pela primeira vez no seu torvelinho a nossa mocidade. 
Cada país, cada raça, cada estado social, cada época tem a sua imprensa, e, na mesma época, o Proteu reveste, 
para cada ambição, para cada parcialidade, para cada tendência, para cada apostolado, a sua forma, atenuada, 
ou típica, vivaz, ou decadente, confessa, ou dissimulada. As grandes nações coevas poderiam caracterizar-se 
cada qual pelo caráter do seu jornalismo. Mas através das variedades que o diversificam, das especialidades, 
que o enriquecem, das excentricidades que o desnaturam, a origem do seu valor, do seu poderio, da sua 
resistência indestrutível está na transparência luminosa da sua ação sobre a sociedade, na sua correspondência 
com os sofrimentos populares, na sua solidariedade com as reivindicações do direito, na irreconciliabilidadeda 
sua existência com a da ignorância, a da mentira, a da torpeza. 
 Obs.: Proteu − um deus do mar, capaz de se metamorfosear em todas as formas que desejasse, fossem animais 
ou quaisquer outros elementos, como água ou fogo. 
Ortografia atualizada segundo as normas vigentes. 
(Rui Barbosa. Campanhas jornalísticas. 4. ed. São Paulo: Edigraf, 1972. p. 138-139) 
... quando associada à misteriosa onipotência da verdade. (1o parágrafo) 
Mantém-se corretamente o à − com o sinal indicativo de crase − se o segmento grifado for substituído por: 
a) uma característica que a identifica. 
b) cada tendência de pensamento. 
c) valores dispersos na sociedade. 
d) defesa dos direitos sociais. 
e) qualquer ação esclarecedora dos fatos. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A – ERRADA – Não se emprega crase antes de artigo indefinido. 
ALTERNATIVA B – ERRADA - Não se emprega crase antes de pronome indefinido – no caso, “cada”. 
ALTERNATIVA C – ERRADA - Não se emprega crase antes de palavra masculina – no caso, “valores”. 
ALTERNATIVA D – CERTA – De fato, ocorre a fusão da preposição “a” – requerida pela regência de 
“associada” (associada a algo) – com o artigo “a” – requerido pelo substantivo “defesa”. 
ALTERNATIVA E – ERRADA - Não se emprega crase antes de pronome indefinido – no caso, “qualquer”. 
Resposta: D 
 
 
 
 
 
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25. FCC - Técnico Judiciário (TRE SP)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012 
Os modernistas de 1922 nunca se consideraram componentes de uma escola, nem afirmaram ter postulados 
rigorosos em comum. O que os unificava era um grande desejo de expressão livre e a tendência para transmitir, 
sem os embelezamentos tradicionais do academismo, a emoção pessoal e a realidade do país. Por isso, não se 
cansaram de afirmar (sobretudo Mário de Andrade) que a sua contribuição maior foi a liberdade de criação e 
expressão. "Cria o teu ritmo livremente", disse Ronald de Carvalho. 
Este conceito é relativo, pois em arte não há originalidade absoluta. No Brasil, ele significou principalmente 
libertação dos modelos acadêmicos, que se haviam consolidado entre 1890 e 1920. Em relação a eles, os 
modernistas afirmaram a sua libertação em vários rumos e setores: vocabulário, sintaxe, escolha de temas, a 
própria maneira de ver o mundo. 
Do ponto de vista estilístico, pregaram a rejeição dos padrões portugueses, buscando uma expressão mais 
coloquial, próxima do modo de falar brasileiro. Um renovador como Mário de Andrade começava os períodos 
pelo pronome oblíquo, abandonava inteiramente a segunda pessoa do singular, acolhia expressões e palavras 
da linguagem corrente, procurava incorporar à escrita o ritmo da fala e consagrar literariamente o vocabulário 
usual. 
Mesmo quando não procuravam subverter a gramática, os modernistas promoveram uma valorização 
diferente do léxico, paralela à renovação dos assuntos. O seu desejo principal foi o de serem atuais, exprimir a 
vida diária, dar estado de literatura aos fatos da civilização moderna. 
(Trecho adaptado de Antonio Candido e José Aderaldo Castello. Presença da literatura brasileira: 
Modernismo. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1997, p.11-12) 
... os modernistas promoveram uma valorização diferente do léxico, paralela à renovação dos assuntos. 
O sinal indicativo de crase presente na frase acima deve ser mantido em caso de substituição do segmento 
grifado por: 
a) muita inovação no repertório. 
b) uma grande reformulação dos temas. 
c) toda sorte de revigoramento do repertório. 
d) profundas mudanças temáticas. 
e) inevitável transformação temática. 
RESOLUÇÃO: 
Não se emprega o acento indicativo de crase nas letras A e C, porque pronomes em geral - no caso, os 
indefinidos "muita" e "toda" - não solicitam artigo definido "a". 
Na letra B, não faz sentido empregar a crase, uma vez que o artigo solicitado foi o indefinido "uma". 
Na letra D, não se emprega a crase, uma vez que que o substantivo "mudanças", se solicitasse artigo, 
solicitaria o definido "as". 
Para se empregar a crase, deveríamos escrever "... às profundas mudanças temáticas". 
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Por fim, na letra E, a crase está corretamente empregada, sendo resultado da fusão da preposição “a” – 
requerida pela regência do nome “paralela” - com o artigo “a” – solicitado pelo substantivo feminino 
“transformação”. 
Resposta: E 
 
26. FCC - Analista Judiciário (TRE SP)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012 
A razão do mérito e a do voto 
Um ministro, ao tempo do governo militar, irritado com a campanha pelas eleições diretas para presidente da 
República, buscou minimizar a importância do voto com o seguinte argumento: − Será que os passageiros de 
um avião gostariam de fazer uma eleição para escolher um deles como piloto de seu voo? Ou prefeririam confiar 
no mérito do profissional mais abalizado? 
A perfídia desse argumento está na falsa analogia entre uma função eminentemente técnica e uma função 
eminentemente política. No fundo, o ministro queria dizer que o governo estava indo muito bem nas mãos dos 
militares e que estes saberiam melhor que ninguém prosseguir no comando da nação. 
Entre a escolha pelo mérito e a escolha pelo voto há necessidades muito distintas. Num concurso público, por 
exemplo, a avaliação do mérito pessoal do candidato se impõe sobre qualquer outra. A seleção e a classificação 
de profissionais devem ser processos marcados pela transparência do método e pela adequação aos objetivos. 
Já a escolha da liderança de uma associação de classe, de um sindicato deve ocorrer em conformidade com o 
desejo da maioria, que escolhe livremente seu representante. Entre a especialidade técnica e a vocação política 
há diferenças profundas de natureza, que pedem distintas formas de reconhecimento. 
Essas questões vêm à tona quando, em certas instituições, o prestígio do "assembleísmo" surge como absoluto. 
Há quem pretenda decidir tudo no voto, reconhecendo numa assembleia a "soberania" que a qualifica para a 
tomada de qualquer decisão. Não por acaso, quando alguém se opõe a essa generalização, lembrando a razão 
do mérito, ouvem-se diatribes contra a "meritocracia". Eis aí uma tarefa para nós todos: reconhecer, caso a 
caso, a legitimidade que tem a decisão pelo voto ou pelo reconhecimento da qualificação indispensável. Assim, 
não elegeremos deputado alguém sem espírito público, nem votaremos no passageiro que deverá pilotar nosso 
avião. 
(Júlio Castanho de Almeida, inédito) 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: 
a) A argumentação na qual se valeu o ministro baseava-se numa analogia em cuja pretendia confundir função 
técnica com função política. 
b) As funções para cujo desempenho exige-se alta habilitação jamais caberão a quem se promova apenas pela 
aclamação do voto. 
c) Para muitos, seria preferível uma escolha baseada no consenso do voto do que a promoção pelo 
mérito onde nem todos confiam. 
d) A má reputação de que se imputa ao "assembleísmo" é análoga àquela em que se reveste a "meritocracia". 
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e) A convicção de cuja não se afasta o autor do texto é a de que a adoção de um ou outro critério se faça 
segundo à natureza do caso. 
RESOLUÇÃO 
 ALTERNATIVA A - ERRADO - Em lugar de "na qual", deve-se empregar "da qual", uma vez que a forma 
verbal "se valer" solicita a regência da preposição "de" (quem se vale, se vale de algo). Além disso, não faz 
sentido o emprego do pronome relativo "cuja", uma vez que não temos uma relação de posse. O correto, então, 
seria: "A argumentação da qual se valeu o ministro baseava-se numa analogia que pretendia confundir função 
técnica com função política.". 
ALTERNATIVA B - CERTO - O usoda preposição "para", antes do pronome relativo "cujo", é necessidade 
requerida pela forma verbal "exige-se" (exige-se algo para algo). Além disso, a preposição "a" antes de "quem" é 
necessidade da regência do verbo "caber" a alguém (caber a alguém). 
ALTERNATIVA C - ERRADO - O uso de "do que" está equivocado, uma vez que a regência 
de "preferível" é dada pela preposição "a". É equivocado também o uso do pronome relativo "onde", uma vez 
que este não indica lugar. Assim, o correto seria: "Para muitos, seria preferível uma escolha baseada no consenso 
do voto à promoção pelo mérito no qual nem todos confiam.". 
ALTERNATIVA D - ERRADO - O uso da preposição "de", entes do primeiro pronome relativo "que", é 
equivocado, uma vez que a forma verbal "se imputa" não a solicita. Já o emprego da preposição "em", antes do 
segundo pronome relativo, é justificada pela regência da forma verbal "se reveste" (se reveste em algo). Assim, 
o correto seria: "A má reputação que se imputa ao "assembleísmo" é análoga àquela em que se reveste a 
'meritocracia'." 
ALTERNATIVA E - ERRADO - O uso do pronome relativo "cujo" é inadequado, uma vez que não existe 
uma relação de posse. É equivocado também o emprego da crase em "à", uma vez é solicitado apenas o artigo 
definido "a". Assim, o correto seria: "A convicção da qual não se afasta o autor do texto é a de que a adoção de 
um ou outro critério se faça segundo a natureza do caso.". 
Resposta: B 
 
27. FCC – TRE/SP - 2012 
Você está conectado? 
Alguns anos atrás, a palavra "conectividade" dormia em paz, em desuso, nos dicionários, lembrando vagamente 
algo como ligação, conexão. Agora, na era da informática e de todas as mídias, a palavra pulou para dentro da 
cena e ninguém mais admite viver sem estar conectado. Desconfio que seja este o paradigma dominante dos 
últimos e dos próximos anos, em nossa aldeia global: o primado das conexões. 
No ônibus de viagem, de que me valho regularmente, sou quase uma ilha em meio às mais variadas conexões: do 
vizinho da direita vaza a chiadeira de um fone de ouvido bastante ineficaz; do rapazinho à esquerda chega a viva 
conversa que mantém há quinze minutos com a mãe, pelo celular; logo à frente um senhor desliza os dedos no 
laptop no colo, e se eu erguer um pouquinho os olhos dou com o vídeo − um filme de ação − que passa nos quatro 
monitores estrategicamente posicionados no ônibus. Celulares tocam e são atendidos regularmente, as falas se 
cruzam, e eu nunca mais consegui me distrair com o lento e mudo crepúsculo, na janela do ônibus. 
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Não senhor, não são inocentes e efêmeros hábitos modernos: a conectividade irrestrita veio para ficar e conduzir a 
humanidade a não sabemos qual destino. As crianças e os jovens nem conseguem imaginar um mundo que não 
seja movido pela fusão das mídias e surgimento de novos suportes digitais. Tanta movimentação faz crer que, 
enfim, os homens estreitaram de vez os laços da comunicação. 
Que nada. Olhe bem para o conectado ao seu lado. Fixe-se nele sem receio, ele nem reparará que está sendo 
observado. Está absorto em sua conexão, no paraíso artificial onde o som e a imagem valem por si mesmos, 
linguagens prontas em que mergulha para uma travessia solitária. A conectividade é, de longe, o maior disfarce 
que a solidão humana encontrou. É disfarce tão eficaz que os próprios disfarçados não se reconhecem como tais. 
Emitimos e cruzamos frenéticos sinais de vida por todo o planeta: seria esse, Dr. Freud, o sintoma maior de nossas 
carências permanentes? 
(Coriolano Vidal, inédito) 
Está INADEQUADO o emprego do elemento sublinhado na frase: 
a) No ônibus de viagem, ao qual recorro regularmente, sou quase uma ilha em meio às mais variadas conexões. 
b) Ao contrário de outros tempos, já não é mais ao crepúsculo que me atenho em minhas viagens. 
c) A conectividade está nos conduzindo a um destino com o qual ninguém se arrisca a prever. 
d) As pessoas absortas em suas conexões parecem imergir numa espécie de solidão com cujo sentido é difícil 
de atinar. 
e) O cronista considera que nossas necessidades permanentes, às quais alude no último parágrafo, disfarçam-
se em meio a tantas conexões. 
RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A - CERTA - A preposição "a", que se funde com o pronome relativo "o qual", é solicitada 
pela regência do verbo "recorrer" (quem recorre, recorre a algo). 
ALTERNATIVA B - CERTA - A preposição "a" é solicitada pela regência do verbo "ater-se" (quem se atém, 
se atém a algo). 
ALTERNATIVA C - ERRADA - Está equivocado o emprego da preposição "com", uma vez que o 
verbo "prever" é transitivo direto. Assim, deve-se corrigir para:"... um destino o qual ninguém se arrisca a prever". 
ALTERNATIVA D - CERTA - A preposição "com", que antecede o pronome relativo "cujo", é solicitada 
pela regência do verbo "atinar" (quem atina, atina com algo). 
ALTERNATIVA E - CERTA - A preposição "a", que se funde com o pronome relativo "a qual", é solicitada 
pela regência do verbo "aludir" (quem alude, alude a algo). 
Resposta: C 
 
 
 
 
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28. FCC – TRE/SP – 2012 
Desde o século XIV, quando a peste negra varreu populações inteiras do continente europeu, o número de 
pessoas no planeta só cresceu. Se a humanidade levou milhares de anos para chegar ao seu primeiro bilhão, 
em 1800, dos anos 60 em diante vem adicionando essa multidão de gente a cada década. A velocidade só agora 
começa a diminuir, em razão da acentuada queda nos índices de fecundidade. A população mundial, no 
entanto, somente começará a encolher por volta de 2100, ano em que, segundo as projeções da ONU, a Terra 
terá completado seu décimo bilhão de habitantes. 
Esse tipo de previsão sempre suscitou visões catastrofistas acerca do futuro da humanidade. O mais notório 
dos pessimistas, o economista inglês Thomas Malthus, apregoava no século XIX que, quanto mais gente 
houvesse no mundo, mais fome, miséria, epidemias e guerras se propagariam. Graças aos avanços na medicina 
e na agricultura, as previsões funestas de Malthus não se confirmaram, assim como falharam as de seus 
seguidores. 
O tom alarmista acerca do crescimento populacional arrefeceu. A humanidade terá de colocar toda sua 
inventividade à prova para dar conta de demandas crescentes sem depredar o ambiente ou viver sob escassez. 
Existe um consenso de que também o padrão de consumo dos recursos naturais terá de ser revisto, desafio que 
o florescer de uma nova classe média só torna mais complicado. Mantendo-se o ritmo atual, se de fato 
atingirmos a marca de 10 bilhões de habitantes, teremos um planeta à beira do colapso. 
A expansão desse estrato intermediário de renda não significa apenas a vitória gradual do homem sobre a 
pobreza. Vencido o estágio mais básico da sobrevivência, esse grupo passa a se preocupar com o futuro e a 
abraçar políticas que lhe permitam seguir avançando, como aquelas que enfatizam o direito de propriedade, a 
segurança jurídica e as liberdades individuais. É ainda um contingente com mais estudo e capacidade para 
buscar soluções que deem conta dos gigantescos desafios do mundo de 7 bilhões de habitantes. 
(Monica Weinberg e Renata Betti. Veja, 2 de novembro de 2011, p. 125 a 129, com adaptações) 
... por volta de 2100, ano em que, segundo as projeções da ONU, a Terra terá completado seu décimo bilhão de 
habitantes. 
O segmento grifado acima preenche corretamente a lacuna da frase: 
a) Os dados ...... se baseavam os cientistas para prever a escassez de alimentos ainda não estavam inteiramente 
catalogados. 
b) Será necessário investir cada vez mais na agricultura,...... a oferta de alimentos atinja toda a população do 
planeta. 
c) O aumento de habitantes exige uma produção de alimentos mais ampla e variada, ...... sejam oferecidosa 
toda essa população. 
d) O desafio de aumentar a oferta de alimentos, ...... se necessita atualmente, justifica os múltiplos 
investimentos na produção agrícola. 
e) A explosão do número de habitantes no planeta, ...... contam alguns cientistas, parece estar atualmente sob 
certo controle. 
 
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RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A - CERTA - A forma "basear-se" solicita a regência da preposição "em", que deve ser 
posicionada antes do pronome relativo "que". 
ALTERNATIVA B - ERRADA - A lacuna deve ser preenchida com "para que". 
ALTERNATIVA C - ERRADA - A lacuna deve ser preenchida unicamente com o pronome relativo "que". 
ALTERNATIVA D - ERRADA - A lacuna deve ser preenchida com "de que (da qual)". O 
verbo "necessitar" solicita a regência da preposição "de", que deve ser posicionada antes do pronome 
relativo "que (a qual)". 
ALTERNATIVA E - ERRADA - A lacuna deve ser preenchida com "com que (com a qual)". O 
verbo "contar" solicita a regência da preposição "com", que deve ser posicionada antes do pronome 
relativo "que (a qual)". 
Resposta: C 
29. FCC – TRE/SP – 2012 
O teatro de mamulengos, como a maioria das artes de bonecos, chegou ao Brasil, com os portugueses, sob a forma 
de presépio. Esse tipo de apresentação já era realizado na Europa desde a Idade Média, com o objetivo de difusão 
religiosa, característica que faz com que religião e teatro de bonecos se misturem desde a origem. 
Muita coisa mudou na arte do mamulengo, a começar pela duração dos espetáculos. Histórias e linguagem também 
variam bastante de um grupo para outro. Histórias são passadas de geração para geração, enquanto outras são 
criadas. Esse teatro tem como principal característica o improviso, e os espectadores participam dele o tempo todo, 
por isso o roteiro e o enredo não são fixos. 
Com o tempo se desenvolveram dentro da modalidade dois tipos de mamulengos. O rural é o mais tradicional, que 
conserva figuras alegóricas bíblicas, como a alma e o diabo, e cujo universo social reproduz os hábitos cotidianos, 
os valores culturais, os conflitos entre os humildes e as autoridades nas fazendas e povoados. Já o mamulengo 
urbano adota novas personagens e circunstâncias relacionadas à dinâmica das cidades e do tempo e mantém um 
enredo, embora não abra mão do improviso. 
(Conhecimento Prático Língua Portuguesa. São Paulo: escala educacional, no 21, p. 46-49, com adaptações) 
Na arte dos mamulengos, tornaram-se célebres alguns artistas, ......... . 
Preenche corretamente a lacuna da frase acima: 
a) do nome deles que todos lembram 
b) de cujo nome todos se lembram 
c) cujo o nome todos lembram 
d) deles todos lembram os nomes 
e) do qual os nomes se lembram de todos 
 
 
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RESOLUÇÃO: 
O pronome relativo "cujo" e suas variações são empregados na indicação de relações de posse. 
Assim, "nome dos artistas" equivale a "artistas cujo nome". Vale ressaltar que este pronome repele o artigo 
definido posicionado após. 
Além disso, o verbo "lembrar" (o mesmo para o verbo "esquecer"), quando não pronominal, é transitivo 
direto (todos lembram o nome dos artistas). Quando pronominal, é transitivo indireto, regido pela 
preposição "de" (todos se lembram do nome dos artistas) 
De acordo com as possibilidades apresentadas, verificamos a adequação da Letra B: "de cujo nome todos 
se lembram." 
Resposta: B 
30. FCC - Técnico Judiciário (TRE SP)/Apoio Especializado/Programação de Sistemas/2012 
Para a questão, assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem, as lacunas da frase apresentada. 
A pesquisa, feita em terras destinadas ...... agricultura, teve por objetivo estudar ...... áreas que permitissem 
condições favoráveis de sobrevivência ...... aves. 
a) à - às – as 
b) à - as – as 
c) à - as – às 
d) a - as – as 
e) a - às – às 
RESOLUÇÃO 
A primeira lacuna deve ser preenchida com "à" - com acento indicador de crase -, haja vista que se tem a 
fusão da preposição "a" - solicitada pelo nome "destinadas" - com o artigo definido "a" - solicitado pelo 
substantivo feminino "agricultura". 
A segunda lacuna dever ser preenchida com o artigo definido "as", haja vista que o verbo "estudar" é 
transitivo direto. Dessa forma, não há a presença da preposição "a". 
A terceira lacuna deve ser preenchida com "às" - com acento indicador de crase -, haja vista que se tem a 
fusão da preposição "a" - solicitada pelo nome "sobrevivência" - com o artigo definido "as" - solicitado pelo 
substantivo feminino "aves". 
Resposta: C 
 
 
 
 
 
 
 
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31. CESPE – PRF - 2019 
Dispor de tanta luz assim, porém, tem um custo ambiental muito alto, avisam os cientistas. Nos humanos, o 
excesso de luz urbana que se infiltra no ambiente no qual dormimos pode reduzir drasticamente os níveis de 
melatonina, que regula o nosso ciclo de sono-vigília. 
No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir 
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia 
ser assim reescrito: Contudo, os cientistas avisam que ter tanta luz à nosso dispor custa muito caro ao meio 
ambiente. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
 É incorreto o emprego do acento grave antes da expressão masculina “nosso dispor”. O emprego da 
crase no trecho reescrito implica explícito equívoco gramatical. 
Resposta: ERRADO 
 
32. CESPE – SEFAZ/RS - Auditor - 2019 
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do trecho “O direito tributário brasileiro depara-se com 
grandes desafios” (R. 1 e 2), do texto 1A1-I, o segmento “depara-se com” poderia ser substituído por 
a) depara-se a. 
b) confronta com. 
c) depara-se diante de. 
d) confronta-se a. 
e) depara com. 
RESOLUÇÃO: 
De fato, as regências “depara com” e “depara-se com” estão corretas, pois são previstas na gramática 
normativa (Cegalla, por exemplo). Trata-se de puro decoreba! 
Deparei com um gigantesco problema. (CERTO) 
Deparei um gigantesco problema. (CERTO) 
Deparei-me com um gigantesco problema. (CERTO) 
Resposta: E 
 
 
 
 
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33. CESPE – SEFAZ/RS - Auditor - 2019 
Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está 
inserida no núcleo do contrato social estabelecido pelos cidadãos 4 entre si para que se alcance o bem comum. 
Desse modo, o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político, a partir da qual foi possível que 
as pessoas deixassem 7 de viver no que Hobbes definiu como o estado natural (ou a vida pré-política da 
humanidade) e passassem a constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um 10 governo, e a financiá-
la, estabelecendo, assim, uma relação clara entre governante e governados. A tributação, portanto, somente 
pode ser 13 compreendida a partir da necessidade dos indivíduos de estabelecer convívio social organizado e 
de gerir a coisa pública mediante a concessão de poder a um soberano. 16 Em decorrência disso, a condição 
necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, pois 
qualquer imposição tributária 19 privada seria comparável a usurpação ou roubo. 
Com relação às propriedades linguísticas do texto 1A3-II, julgue os itens a seguir. 
I. O referente da forma verbal “passassem” (R.8) é o termo “as pessoas” (R.6). 
II. As formas pronominais presentes em “geri-la” (R.9) e “financiá-la” (R.10) possuem referentes distintos no 
texto. 
III. O referente da forma pronominal “ele” (R.18) é a expressão “opoder de tributar” (R.17). 
IV. A inserção do sinal indicativo de crase em “a usurpação” (R.19) não prejudicaria a correção gramatical do 
texto. 
Estão certos apenas os itens 
a) I e III. 
b) I e IV. 
c) II e IV. 
d) I, II e III. 
e) II, III e IV. 
RESOLUÇÃO: 
I – O referente da forma verbal “passassem”… 
A afirmação I está correta. Isso fica bem claro no trecho “… foi possível que as pessoas deixassem de 
viver no que Hobbes definiu como estado natural … (as pessoas) passassem a viver…” 
II – As formas pronominais em “geri-la” e “financiá-la”… 
A afirmação II está incorreta. Trata-se do mesmo referente que, no caso, é “sociedade”. 
III – O referente da forma pronominal “ele”… 
A afirmação III está correta. Isso fica bem claro no trecho “… a condição necessária (mas não suficiente) 
para que o poder de tributar seja legítimo é que ele (=o poder de tributar) emane do Estado…”. 
IV – A inserção do sinal indicativo de crase… 
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A afirmação IV está incorreta, pois o trecho resultante “seria comparável à usurpação ou roubo” quebraria 
o paralelismo sintático, haja vista que ocorre artigo antes de “usurpação” e não o ocorre antes de “roubo”. Para 
que fosse possível a crase, o trecho deveria ser grafado assim: “seria comparável à usurpação ou ao roubo”. 
A resposta é, portanto, a letra A: “I e III”. 
Resposta: A 
34. CESPE – MPE/PI – Técnico/2018 
Eis que se inicia então uma das fases mais intensas na vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência 
com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. E eis que passo pela rama nesta fase de 
meu relato, já que me é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: 
infelizmente se perderam e de nenhuma encontrei paradeiro, por maiores que tenham sido os meus esforços 
em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de 
que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas 
peregrinações. 
Fernando Sabino. O grande mentecapto. 62.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. 
É obrigatório o sinal indicativo de crase empregado em “às suas peregrinações”, de maneira que sua 
supressão acarretaria incorreção gramatical no texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Analisemos o trecho: 
... e dando viço às suas peregrinações. 
A crase é resultado da fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “dar” – dar algo a alguém 
– com o artigo definido “as” – requerido pelo substantivo “peregrinações”. 
Não empregar o acento indicador de crase significaria assim escrever: 
... e dando viço as suas peregrinações. 
Nessa construção, haveria apenas o artigo “as” e a preposição “a” - de que não se pode abrir mão, por se 
tratar de uma necessidade de regência – estaria ausente, o que resultaria em erro gramatical. 
Dessa forma, é correto concluir que existe a necessidade da crase, para que se mantenha a correção 
gramatical. 
Atenção! 
A grande dúvida que poderia surgir está relacionada aos casos facultativos de crase antes de pronomes 
possessivos femininos e antropônimos (nomes de pessoa) femininos. 
No entanto, é necessário atestar que, mesmo em casos de crase facultativa, há a necessidade da 
preposição “a”. Sem ela, não faz sentido se falar em crase. A preposição é inegociável. 
O que ocorre é que a crase é facultativa porque é facultativa a presença de artigo antecedendo pronome 
possessivo feminino e antropônimo feminino. Tanto faz anteceder artigo ou não. 
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Seriam, portanto, corretas as seguintes construções: 
... e dando viço a suas peregrinações. 
(sem crase; tem-se apenas a preposição “a” e abriu-se mão do artigo, pois este é facultativo). 
 
... e dando viço às suas peregrinações. 
 (com crase; tem-se a preposição “a” e o artigo facultativo “as”). 
 
Estariam erradas as construções: 
... e dando viço à suas peregrinações. 
(há a presença de um artigo singular para um substantivo plural). 
 
... e dando viço as suas peregrinações. 
 (a preposição está ausente). 
Resposta: CERTO 
35. CESPE – MPE/PI – Analista/2018 
Texto CB1A4-I 
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o 
acontecimento que isto foi em nossa casa. Minha mãe ficou tão orgulhosa! Vai então uma das minhas tias, D. 
Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, num sítio escuso e solitário, desejou ver-me, e pediu que fosse 
ter com ela e levasse a farda. Chamava-me também o seu alferes. E sempre alferes; era alferes para cá, alferes 
para lá, alferes a toda a hora. Na mesa tinha eu o melhor lugar, e era o primeiro servido. Não imaginam. Se lhes 
disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, 
naturalmente muito velho; mas via-se-lhe ainda o ouro. 
— Espelho grande? 
— Grande. E foi, como digo, uma enorme fineza, porque o espelho estava na sala; era a melhor peça da casa. 
Mas não houve forças que a demovessem do propósito; respondia que não fazia falta, que era só por algumas 
semanas, e finalmente que o “senhor alferes” merecia muito mais. O certo é que todas essas coisas, carinhos, 
atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e 
completou. Imaginam, creio eu? 
— Não. 
— O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a 
primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu então que a alma exterior, 
que era dantes o sol, o ar, o campo, os olhos das moças, mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os 
rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão 
que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado. 
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Vamos aos fatos. Vamos ver como, ao tempo em que a consciência do homem se obliterava, a do alferes 
tornava-se viva e intensa. No fim de três semanas, era outro, totalmente outro. 
(...) 
— Convém dizer-lhes que, desde que ficara só, não olhara uma só vez para o espelho. Não era abstenção 
deliberada, não tinha motivo; era um impulso inconsciente, um receio de achar-me um e dois, ao mesmo 
tempo, naquela casa solitária; e se tal explicação é verdadeira, nada prova melhor a contradição humana, 
porque no fim de oito dias, deu-me na veneta olhar para o espelho com o fim justamente de achar-me dois. 
Olhei e recuei. 
(...) 
— De quando em quando, olhava furtivamente para o espelho; a imagem era a mesma difusão de linhas, a 
mesma decomposição de contornos ... Subitamente, por uma inspiração inexplicável, por um impulso sem 
cálculo, lembrou-me... vestir a farda de alferes. Vesti-a, aprontei-me de todo; e, como estava defronte do 
espelho, levantei os olhos, e... não lhes digo nada; o vidro reproduziu então a figura integral; nenhuma linha de 
menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior. Daí em diante, 
fui outro. Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e sentava-me diante do espelho, lendo, olhando, 
meditando; no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este regime pude atravessar mais seis dias 
de solidão, sem os sentir... 
Machado de Assis. O espelho. In: John Gladson (Org.). 50 contos de Machado de Assis. Cia. das Letras. Edição 
eletrônica. Internet: (com adaptações). 
É facultativo o emprego do acento indicativo de crase em “à outra” (R.26), de modo que sua supressão não 
comprometeria a correção gramatical e os sentidosoriginais do texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Analisemos o seguinte trecho: 
O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a 
primitiva cedesse à outra; ... 
É inquestionável a presença da preposição “a”, requerida pela regência do verbo “ceder” (ceder a algo ou 
a alguém). 
A dúvida é relativa ao emprego do artigo definido antes de “outra”. 
Note que temos a elipse de “natureza” em “...tardou que a (natureza) primitiva cedesse à outra 
(natureza); ...”. 
A natureza primitiva está especificada no texto como a natureza (essência) do homem. 
Já a outra natureza está especificada no texto como a natureza (aparência) do alferes. 
Dessa forma, “outra natureza” não é uma natureza qualquer, mas sim uma natureza bem definida no 
texto, que é a do alferes. Como se trata de algo especificado, e não genérico, é necessário o emprego do artigo 
definido “a” antes de “outra”. 
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Portanto, o emprego do acento indicador de crase se faz necessário, pois ocorre a fusão da preposição 
“a” com o artigo “a”. 
Resposta: ERRADO 
36. CESPE - PF/2018 
A polícia parisiense — disse ele — é extremamente hábil à sua maneira. Seus agentes são perseverantes, 
engenhosos, astutos e perfeitamente versados nos conhecimentos que seus deveres parecem exigir de modo 
especial. Assim, quando o delegado G... nos contou, pormenorizadamente, a maneira pela qual realizou suas 
pesquisas no Hotel D..., não tive dúvida de que efetuara uma investigação satisfatória (...) até o ponto a que 
chegou o seu trabalho. 
A supressão do sinal indicativo de crase em “à sua maneira” (R.2) manteria a correção gramatical do texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
É facultativa a presença de artigo definido feminino antes de pronome possessivo feminino e de nome 
próprio feminino. 
Dessa forma, a crase na locução de base feminina “à sua maneira” é facultativa. 
A ausência do sinal indicativo de crase preserva sim a correção gramatical. 
Resposta: CERTO 
 
37. CESPE - 1º Ten (PM MA)/PM MA/Cirurgião-Dentista/2018 
Texto CG1A1BBB 
Quando dizemos que uma pessoa é doce, fica bem claro que se trata de um elogio, e de um elogio emocionado, 
porque parte de remotas e ternas lembranças: o primeiro sabor que nos recebe no mundo é o gosto adocicado 
do leite materno, e dele nos lembraremos pelo resto de nossas vidas. A paixão pelo açúcar é uma constante em 
nossa cultura. O açúcar é fonte de energia, uma substância capaz de proporcionar um instantâneo “barato” que 
reconforta nervos abalados. É paradoxal, portanto, a existência de uma doença em que o açúcar está ali, em 
nossa corrente sanguínea, mas não pode ser utilizado pelo organismo por falta de insulina. As células imploram 
pelo açúcar que não conseguem receber, e que sai, literalmente, na urina. O diabetes é conhecido desde a 
Antiguidade, sobretudo porque é uma doença de fácil diagnóstico: as formigas se encarregam disso. Há 
séculos, sabe-se que a urina do diabético é uma festa para o formigueiro. Também não escapou aos médicos 
de outrora o fato de que a pessoa diabética urina muito e emagrece. “As carnes se dissolvem na urina”, diziam 
os gregos. 
Moacyr Scliar. Doce problema. In: A face oculta — inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: 
Artes e Ofícios, 2001 (com adaptações). 
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1BBB, julgue o item. 
 
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Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos do texto caso o trecho “aos médicos” fosse reescrito 
como “dos médicos”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Seria mantida a correção gramatical, mas o sentido da frase seria alterado, caso o trecho “aos médicos” 
fosse reescrito como “dos médicos”. A questão envolve a regência do verbo “escapar”. Como se observa no 
texto, a ideia presente em “escapou aos médicos” sugere que determinado fato não passou despercebido a 
eles. Com o uso da forma “escapou dos médicos”, a substituição da preposição “a” pela preposição “de” implica 
que algo fugiu, retirou-se ou esquivou-se deles. Assim, percebe-se que a correção gramatical permanece com 
essa substituição, no entanto o sentido do trecho não se mantém. 
Resposta: ERRADO 
 
38. CESPE - SM (PM MA)/PM MA/Combatente/2018 
Texto CG2A1BBB 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1BBB, julgue o item. 
 
A correção gramatical do texto seria mantida com a substituição da preposição para pela preposição a, em para 
participar da solenidade de lançamento do Projeto Parceiros da Paz e da Campanha Maranhão na 
Prevenção às Drogas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O verbo “convidar” pode reger tanto a preposição “a” quanto a preposição “para”. Assim, alguém pode 
ser convidado “a participar de uma campanha” ou “para participar de uma campanha”. Portanto, a correção 
gramatical do texto seria mantida com a substituição da preposição para pela preposição a, em para participar 
da solenidade de lançamento do Projeto Parceiros da Paz e da Campanha Maranhão na Prevenção às Drogas. Vale 
destacar que, geralmente, o verbo “convidar”, quando rege a preposição “para”, costuma ser empregado no 
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sentido de solicitar a presença ou chamar. Com a preposição “a”, costuma dar ideia de pedir, requerer. De 
qualquer forma, a correção gramatical do texto se mantém. 
Resposta: CERTO 
 
39. CESPE - AJ (STM)/STM/Administrativa/2018 
Texto CB1A1BBB 
Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de 
um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio sobre a mulher. Há outros casos. 
(...) Todos esses senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de 
impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer. Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão 
armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos assassinos 
querem tudo que há de mais sagrado em outro ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se 
lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, nem estabelecem a alternativa: a bolsa ou a vida. Eles, não; 
matam logo. 
Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas adúlteras; agora temos os noivos que matam as ex-noivas. 
De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher 
venha para o tálamo conjugal com a máxima liberdade, com a melhor boa- vontade, sem coação de espécie 
alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as moças que confessam 
não sentir mais pelos namorados amor ou coisa equivalente? 
Todas as considerações que se possam fazer tendentes a convencer os homens de que eles não têm sobre as 
mulheres domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto 
domínio à valentona, do homem sobre a mulher, é coisa tão horrorosa que enche de indignação. 
Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a 
eternidade do amor. Pode existir, existe, mas excepcionalmente; e exigi-la nas leis ou a cano de revólver é um 
absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu nascimento. Deixem as mulheres amar 
à vontade. 
Não as matem, pelo amor de Deus. 
Lima Barreto. Não as matem. In: Vida urbana. São Paulo: Brasiliense, 1963, p. 83-5 (com adaptações). 
Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue o item que se segue. 
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, aforma verbal “deseje” (l.8) poderia ser 
substituída por aspire a. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
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RESOLUÇÃO: 
O verbo “aspirar” pode ser usado no sentido de “desejar”. Nesse caso, ele rege a preposição “a”. Assim, 
na questão, a forma verbal “deseje” (l.8) pode ser corretamente substituída por “aspire a”, mantendo-se a 
correção gramatical e o sentido original do texto. 
Resposta: CERTO 
 
40. CESPE - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisão de Texto/2018 
Texto 6A1BBB 
A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos 
seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, aceitando ou recusando uma 
bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. Preferirá falar, 
gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua 
artificialmente construída. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal 
irracional, como todos o são. 
Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 
Com relação à variação linguística, aos fatores de textualidade e aos aspectos linguísticos do texto 6A1BBB, 
julgue o item a seguir. 
A regência do verbo preferir observada no quarto período do texto é típica da variedade culta do português 
europeu, sendo pouco frequente na variedade brasileira do português, principalmente em textos informais. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O trecho “Preferirá falar, gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar” fez uso de uma 
regência muito típica no cotidiano dos usuários da língua portuguesa no Brasil. É fato que não existe uma única 
forma de falar, visto que as variações linguísticas são uma realidade incontestável. No entanto, na sua regência 
de acordo com o que se observa na gramática normativa, o verbo “preferir” não aceita as formas “que” ou “do 
que”. Quando é transitivo direto e indireto, no objeto indireto, a preposição “a” introduz esse complemento 
verbal. Portanto, é incorreto afirmar que o uso de “preferir”, conforme ocorreu no texto, é pouco frequente na 
variedade brasileira do português. Sobretudo na informalidade, assim tem sido a norma por aqui. 
Resposta: ERRADO 
 
41. CESPE - AI (ABIN)/ABIN/2018 
A atividade de inteligência é o exercício de ações especializadas para a obtenção e análise de dados, produção 
de conhecimentos e proteção de conhecimentos para o país. Inteligência e contrainteligência são os dois ramos 
dessa atividade. A inteligência compreende ações de obtenção de dados associadas à análise para a 
compreensão desses dados. A análise transforma os dados em cenário compreensível para o entendimento do 
passado, do presente e para a perspectiva de como tende a se configurar o futuro. Cabe à inteligência tratar 
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fundamentalmente da produção de conhecimentos com o objetivo específico de auxiliar o usuário a tomar 
decisões de maneira mais fundamentada. A contrainteligência tem como atribuições a produção de 
conhecimentos e a realização de ações voltadas à proteção de dados, conhecimentos, infraestruturas críticas 
— comunicações, transportes, tecnologias de informação — e outros ativos sensíveis e sigilosos de interesse do 
Estado e da sociedade. O trabalho desenvolvido pela contrainteligência tem foco na defesa contra ameaças 
como a espionagem, a sabotagem, o vazamento de informações e o terrorismo, patrocinadas por instituições, 
grupos ou governos estrangeiros. 
Internet: <www.abin.gov.br> (com adaptações). 
Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto. 
O sentido do texto seria prejudicado, embora sua correção gramatical fosse preservada, caso a preposição 
presente na expressão “contra ameaças” fosse substituída pela preposição de. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Sem dúvida alguma, o sentido do texto seria prejudicado, embora sua correção gramatical fosse 
preservada, caso a preposição presente na expressão “contra ameaças” fosse substituída pela preposição “de”. 
Com a preposição “contra”, há a ideia de oposição, de contrariedade. Nesse caso, as ameaças precisam ser 
combatidas, por isso a necessidade de defesa contra elas. Coma preposição “de”, a ideia é o posto do que 
afirmamos anteriormente, pois, agora, as ameaças estariam sob defesa, protegidas. Com essa alteração, a 
defesa das ameaças é o que passa a ocorrer. 
Resposta: CERTO 
 
42. CESPE - Ana Port I (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018 
Serviço de tráfego de embarcações 
(vessel traffic service – VTS) 
O VTS é um sistema eletrônico de auxílio à navegação, com capacidade de monitorar ativamente o tráfego 
aquaviário, melhorando a segurança e eficiência desse tráfego, nas áreas em que haja intensa movimentação 
de embarcações ou risco de acidente de grandes proporções. 
Internacionalmente, os sistemas de VTS são regulamentados pela International Maritime Organization, sendo 
seus aspectos técnicos detalhados em recomendações da International Association of Maritime Aids to 
Navigation and Lighthouse Authorities. No Brasil, cabe à Marinha do Brasil, autoridade marítima do país, 
definir as normas de execução de VTS e autorizar a sua implantação e operação. 
Uma estrutura de VTS é composta minimamente de um radar com capacidade de acompanhar o tráfego nas 
imediações do porto, um sistema de identificação de embarcações denominado automatic identification 
system, um sistema de comunicação em VHF, um circuito fechado de TV, sensores ambientais (meteorológicos 
e hidrológicos) e um sistema de gerenciamento e apresentação de dados. Todos esses sensores operam 
integrados em um centro de controle, ao qual cabe, na sua área de responsabilidade, identificar e monitorar o 
tráfego marítimo, adotar ações de combate à poluição, planejar a movimentação de embarcações e divulgar 
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informações ao navegante. Adicionalmente, o Centro VTS pode fornecer informações que contribuam para o 
aumento da eficiência das operações portuárias, como a atualização de horários de chegada e partida de 
embarcações. 
Internet: <www defensea com br> (com adaptações) 
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue. 
Seria preservada a correção gramatical do texto se, no trecho “composta minimamente de um radar”, fosse 
empregada a preposição por, em vez da preposição “de”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
No trecho em análise, a substituição da preposição “de” pela preposição “por” preserva a correção 
gramatical do texto. Observe que a frase está na voz passiva analítica (verbo SER + PARTICÍPIO). Nesse trecho, 
o termo “de um radar”, que é agente da passiva, pode ser escrito “por um radar”, sem incorreção gramatical. É 
importante lembrar que, na voz passiva, o agente da passiva pode ser iniciado por ambas as preposições (de ou 
por). 
Resposta: CERTO 
 
43. CESPE - Ass Port (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018 
A crescente internacionalização da economia, decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio 
mundial, da maior velocidade das inovações tecnológicas e dos grandes avanços nas comunicações, tem 
exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional. 
A abordagem desse tipo de comércio, inevitavelmente, passa pela concorrência, visto que é por meio da 
garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, de estabelecer permanência ou de engendrar 
saída, que se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa 
interatuação: o preço eficiente dos bens e serviços.Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos 
cenários que afetem a economia. Destaca-se como a principal diferença o efeito que cada instrumento busca 
neutralizar. 
A política de defesa da concorrência busca preservar o ambiente competitivo e coibir condutas desleais 
advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional 
de práticas desleais de comércio internacional. 
Elaine Maria Octaviano Martins Curso de direito marítimo Barueri: Manoele, v 1, 2013, p 65 (com adaptações) 
Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue o item a seguir. 
O emprego da preposição de introduzindo “das inovações” é exigido pela presença de “decorrente”, sendo as 
inovações uma das quatro causas da crescente internacionalização mencionadas no texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
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RESOLUÇÃO: 
A questão precisa ser considerada sob dois aspectos: 
1º) O emprego da preposição “de” introduzindo “das inovações” é exigido pela presença da palavra 
“velocidade” (velocidade das inovações), e não pela presença de “decorrente”. 
2º) O enunciado apresenta três causas, e não quatro, da crescente internacionalização mencionada no 
texto, a saber: 
I) redução de barreiras ao comércio mundial; 
II) maior velocidade das inovações tecnológicas; 
III) grandes avanços nas comunicações. 
Resposta: ERRADO 
 
44. CESPE - TMCI (CGM J Pessoa)/Pref João Pessoa/2018 
 
 
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item subsequente. 
No trecho “Diga não às ‘corrupções’ do dia a dia”, seria correto o emprego do sinal indicativo de crase no 
vocábulo “a” em “dia a dia”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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RESOLUÇÃO: 
Não há crase entre palavras repetidas. Grave bem essa informação. É importante lembrar que crase é a 
fusão da preposição a com o artigo a(s) e com o a dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo. 
Para indicar essa fusão, usa-se o acento grave ( ̀ ) - indicador de crase. Assim, como não há artigo entre palavras 
repetidas, a fusão de A + A, portanto, não pode acontecer. Portanto, o acento grave ( ` ), indicador de crase, 
não ocorre em “dia a dia”. 
Resposta: ERRADO 
 
45. CESPE - 1º Ten (PM MA)/PM MA/Cirurgião-Dentista/2018 
Texto CG1A1AAA 
Encontradas principalmente nos embriões, mas também em alguns tecidos adultos como o adiposo, as células-
tronco têm a capacidade de se transformar em células de diversos tipos. Embora a chamada plasticidade das 
embrionárias seja maior, os desafios éticos de pesquisas com esse tipo de células levaram a atenção de muitos 
cientistas às células-tronco adultas. Na virada do milênio, publicações científicas em periódicos importantes 
sugeriam que ambas teriam propriedades equivalentes. 
Esperava-se que, ao serem injetadas em órgãos danificados, como um coração infartado, as células-tronco 
adultas pudessem originar vasos sanguíneos e células cardíacas. Teve início, então, uma série de ensaios 
clínicos — testes em pessoas —, que foram amplamente noticiados. 
Hoje, sabe-se que as células-tronco adultas não são tão versáteis quanto prometiam. Os resultados dos ensaios 
não foram animadores. Mas isso não significa que tenham sido descartadas como possível tratamento ou que 
os esforços tenham sido desperdiçados. Na ciência, o negativo também é um resultado; mesmo que não renda 
prêmios ou resulte em publicações, contribui para o avanço do conhecimento. 
Alexandra Ozorio de Almeida.D ois passos para trás, um para frente. In: Revista Pesquisa Fapesp 2,60.ª ed., 
out./2017, p. 7 (com adaptações). 
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CG1A1AAA, julgue o item que se segue. 
O emprego do acento indicativo de crase em “às células-tronco adultas” é facultativo, dada a presença de termo 
masculino na palavra composta “células-tronco”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
No trecho “os desafios éticos de pesquisas com esse tipo de células levaram a atenção de muitos cientistas 
às células-tronco adultas”, o acento indicador de crase é obrigatório. Observe que existe a regência da 
preposição A, que se soma ao artigo definido feminino AS. Assim, tem-se: 
“...levaram a atenção de muitos cientistas às (A + AS) células tronco.” O primeiro A da fusão é uma 
preposição regida pela forma verbal levaram; o segundo, um artigo feminino no plural que acompanha a palavra 
células-tronco. 
 
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Como crase significa fusão, soma de A+A(s), o que resultaria na forma À(s), nesse caso, a crase é 
obrigatória, e não facultativa. 
Resolução: ERRADO 
46. CESPE - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018 
Texto CB4A1BBB 
O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de Sol, Alemão 
conseguiu abrir o cadeado de sua jaula e escapou. O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As árvores 
do bosque estavam ao alcance de seus dedos. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado. Quando 
conseguiu, em vez de mergulhar na liberdade, desconhecida e sem garantias, Alemão caminhou até o 
restaurante lotado de visitantes. Pegou uma cerveja e ficou bebericando no balcão. 
Um zoológico serve para muitas coisas, algumas delas edificantes. Mas um zoológico serve, principalmente, 
para que o homem tenha a chance de, diante da jaula do outro, certificar-se de sua liberdade e da superioridade 
de sua espécie. Ele pode então voltar para o apartamento financiado em quinze anos satisfeito com sua vida. 
Pode abrir as grades da porta contente com seu molho de chaves e se aboletar no sofá em frente à TV; acordar 
na segunda-feira feliz para o batente. 
Há duas maneiras de se visitar um zoológico: com ou sem inocência. A primeira é a mais fácil e a única com 
satisfação garantida. A outra pode ser uma jornada sombria para dentro do espelho, sem glamour e também 
sem volta. 
Os tigres-de-bengala são reis de fantasia. Têm voz, possuem músculos, são magníficos. Mas, nascidos em 
cativeiro, já chegaram ao mundo sem essência. São um desejo que nunca se tornará realidade. Adivinham as 
selvas úmidas da Ásia, mas nem sequer reconhecem as estrelas. Quando o Sol escorrega sobre a região 
metropolitana, são trancafiados em furnas de pedra, claustrofóbicas. De nada servem as presas a caçadores 
que comem carne de cavalo abatido em frigorífico. De nada serve a sanha a quem dorme enrodilhado, exilado 
não do que foi, mas do que poderia ter sido. 
Eliane Brum. O cativeiro. In: A vida que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago, 2006, p. 53-4 (com adaptações). 
Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB4A1BBB, julgue o item que se segue. 
Sem prejudicar a correção gramatical tampouco alterar o sentido do trecho, a expressão “serve para” poderia 
ser substituída por convém à. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
A expressão “serve para” não poderia ser substituída por “convém à”. Na frase em análise “Um zoológico 
serve para muitas coisas”, após a preposição “para”, há um pronome indefinido (muitas). Nesse caso, a reescrita 
do trecho (Um zoológico convém a muitas coisas) deveria ser sem o acento grave, indicador de crase, visto que 
não há crase se existe um A no singular seguido de nome no plural. Nesse caso, faltou o artigo definido, 
necessário para a ocorrência da crase. Assim, o sentido do texto seria mantido com a alteração, mas não a 
correção gramatical. 
Resposta: ERRADO 
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47. CESPE - Tec Enf (IHB DF)/IHBDF/2018 
Texto CG2A1AAA 
A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava 
destinada a receber uma boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da 
casa e da família. Mas logo ficou claro que a menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava 
de matemática, e era o que queria estudar (os pais não deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus 
falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo. 
Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela 
época, os hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do risco de infecção) que os 
ricos preferiam tratar-se em casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, 
praticando com os indigentes que viviam próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. 
Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram consideradas pessoas de categoria inferior, de 
vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para colocar em prática o que 
aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um grupo de 
enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava 
comida, remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos 
estatísticos (sua vocação matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava 
das péssimas condições de saneamento. 
Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não 
havia, em sua vida, lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão 
Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca 
mais deixou o quarto. 
É possível, e até provável, que isso tenha resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a 
guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma forma de fuga da realidade. Contudo — Florence 
era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente. Colaborou com a comissão 
governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras, escreveu um 
livro sobre esse treinamento. 
Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. 
Grande e estranho é o mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao 
mundo pouco deve importar que sejam estranhas. 
Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com 
adaptações). 
Acerca dos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA, julgue o item. 
A correção gramatical do texto seria mantida se fosse inserido o acento indicativo de crase no vocábulo “a” no 
trecho “destinada a”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
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Curso Regular de Língua Portuguesa 
RESOLUÇÃO: 
A correção gramatical do texto não seria mantida se fosse inserido o acento indicativo de crase no 
vocábulo “a” no trecho “destinada a”. É importante destacar que crase é a fusão da preposição a com o artigo 
a(s) e com o a dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo. Para indicar essa fusão, usa-se o 
acento grave ( ` ) - indicador de crase. Nesse caso, como verbos não são precedidos de artigo, não há como 
correr crase. 
Resposta: ERRADO 
 
48. CESPE - Auxiliar em Administração (IFF)/2018 
Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para 
suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário 
foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. 
No texto, o sinal indicativo de crase no trecho “equiparando-se às de ensino médio e secundário” foi 
empregado porque a regência do verbo equiparar exige preposição “a”, e “escolas”, palavra que está 
subentendida antes de “de ensino médio”, exige o artigo definido feminino plural as. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
De fato, é possível subentender o substantivo “escolas” antes de “de ensino médio”. Observe: 
... equiparando-se às (escolas) de ensino médio e secundário. 
Expliquemos agora a crase: ela é resultado da fusão da preposição A - requerida pela regência do verbo 
“equiparar-se” (quem se equipara se equipara A algo/alguém) - com o artigo definido “as” - requerido pelo 
substantivo subentendido “escolas”. 
O item, portanto, está CERTO! 
Resposta: CERTO 
49. CESPE - TJ STJ/STJ/Administrativa/2018 
Texto CB4A1AAA 
As discussões em torno de questões como “o que é justiça?” ou “quais são os mecanismos disponíveis para 
produzir situações cada vez mais justas ao conjunto da sociedade?” não são novidade. Autores do século XIX já 
procuravam construir análises para identificar qual o sentido exato do termo justiça e quais formas de promovê-
la eram possíveis e desejáveis ao conjunto da sociedade à época. O debate se enquadra em torno de três 
principais ideias: bem-estar; liberdade e desenvolvimento; e promoção de formas democráticas de 
participação. Autores importantes do campo da ciência política e da filosofia política e moral se debruçaram 
intensamente em torno dessa questão ao longo do século XX, e chegaram a conclusões diversas uns dos outros. 
Embora a perspectiva analítica de cada um desses autores divirja entre si, eles estão preocupados em 
desenvolver formas de promoção de situações de justiça social e têm hipóteses concretas para se chegar a esse 
estado de coisas. 
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Para Amartya Sen, por exemplo, a injustiça é percebida e mensurada por meio da distribuição e do alcance 
social das liberdades. Para Rawls, ela se manifesta principalmente nas estruturas básicas da sociedade e sua 
solução depende de uma nova forma de contrato social e de uma definição de princípios básicos que criem 
condições de promoção de justiça. Já para Habermas, a questão gira em torno da manifestação no campo da 
ação comunicativa, na qual a fragilidade de uma ação coletiva que tenha pouco debate ou pouca representação 
pode enfraquecer a qualidade da democracia e, portanto, interferir no seu pleno funcionamento, tendo, por 
consequência, desdobramentos sociais injustos. Em síntese, os autores argumentam a favor de instrumentos 
variados para a solução da injustiça, os quais dependem da interpretação de cada um deles acerca do conceito 
de justiça. 
Augusto Leal Rinaldi. Justiça, liberdade e democracia. In: Pensamento Plural. Pelotas [12]: 57-74, jan.-jun./2013 
(com adaptações). 
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item. 
A correção gramatical do texto seria mantida caso se empregasse o acento indicativo de crase no vocábulo 
“a” em “a esse estado de coisas” 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
A correção gramatical do texto não seria mantida caso se empregasse o acento indicativo de crase no 
vocábulo “a” em “a esse estado de coisas”. Considerando que crase é a fusão da preposição a com o artigo a(s) 
e com o a dos pronomes demonstrativos aquela(s), aquele(s), aquilo, no caso em análise, não ocorre crase pela 
ausência do artigo antes de “esse”. Observe que a maioria dos pronomes não vem precedida de artigo, e o 
pronome demonstrativo “esse” é um deles. Por essa razão, não ocorre crase em “a esse estado de coisas”. 
Resposta: ERRADO 
 
50. CESPE – IPHAN - 2018 
Para fazer frente a essas transformações, é necessário um novo tipo de planejamento urbano. Conceitos rígidos 
dão lugar à flexibilidade, à análise de cenários alternativose à inclusão da sociedade na formulação das políticas. 
No trecho “à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas”, o 
emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório em ambas as ocorrências. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Observemos o seguinte trecho: ... dão lugar à flexibilidade, ... dão lugar à flexibilidade, À ANÁLISE DE 
CENÁRIOS... E À INCLUSÃO DA SOCIEDADE... 
Note que o trecho em destaque faz parte de uma enumeração. Isso posto, é necessário manter o 
paralelismo sintático entre termos que compõem essa enumeração. O que isso significa? Significa que os 
termos em enumeração devem ser construídos de forma similar. No caso, temos duas redações possíveis: 
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... dão lugar à flexibilidade, À ANÁLISE DE CENÁRIOS... E À INCLUSÃO DA SOCIEDADE... 
 
ou 
 
... dão lugar a flexibilidade, A ANÁLISE DE CENÁRIOS... E A INCLUSÃO DA SOCIEDADE... 
 
Note que, na primeira construção, todos os termos são introduzidos por artigo, daí a necessidade da 
crase. 
Já na segunda construção, nenhum dos termos que compõem a enumeração estão introduzidos por 
artigo. 
Ambas estão corretas e atendem ao paralelismo sintático. Observe que ou todos os termos são 
introduzidos por artigo ou nenhum deles é. 
Voltemos ao item: ele diz que a crase em À ANÁLISE DE CENÁRIOS... E À INCLUSÃO DA SOCIEDADE... 
é obrigatória. 
Ora, sem mexer no primeiro termo “À FLEXIBILIDADE”, que é introduzido por artigo, o artigo deve 
introduzir ANÁLISE e INCLUSÃO, resultando, obrigatoriamente no emprego da crase antes dessas duas 
ultimas palavras. 
Para que a crase fosse facultativa, deveria o item ter proposto alteração no primeiro termo da 
enumeração, construindo-o sem artigo. 
O item, portanto, está CERTO! 
Resposta: CERTO 
 
51. CESPE – DEPEN - 2015 
Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por meio da 
leitura. Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por 
meio da leitura. 
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, o sinal indicativo de crase poderia ser eliminado em 
ambas as ocorrências no trecho “voltados à recuperação e à reinserção social”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Termos coordenados entre si devem manter um paralelismo de construção, denominado de 
PARALELISMO SINTÁTICO. 
O que isso significa? 
Significa que a maneira como os termos coordenados estão construídos precisa ser similar. 
Analisemos o trecho original: “... voltados À recuperação e À reinserção social.” 
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Note que “recuperação” e “reinserção” estão coordenados entre si, ligados pela conjunção E. Note que, 
antes de cada um, há preposição A - requerida pela regência de “voltados” - com o artigo A. 
A preposição é sagrada, não há como abrir mão dela, pois se trata de uma necessidade de regência. Mas 
do artigo é possível sim abrir mão. 
Como assim? 
Uma outra redação possível seria omitir o artigo antes de cada termo, resultando na construção “... 
voltados A recuperação e A reinserção social.” A palavrinha A destacada seria apenas uma preposição. 
Dessa forma, visando à manutenção do paralelismo sintático, ou se dá artigo para todos os termos 
coordenados, ou não se dá artigo para nenhum. 
Outro exemplo: 
Fiz elogios À LOCALIZAÇÃO, À INFRAESTRUTURA e AO ATENDIMENTO. >>> Note que todos os termos 
coordenados estão introduzidos por preposição e artigo. 
ou 
 Fiz elogios A LOCALIZAÇÃO, (A) INFRAESTRUTURA e (A) ATENDIMENTO. >>> Note que todos os 
termos coordenados estão introduzidos apenas por preposição, não havendo artigo para ninguém. 
 Resumindo: ou todo mundo tem, ou ninguém pode ter artigo! 
O item está, portanto, CERTO! 
Resposta: CERTO 
52. CESPE - TJ TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 
O Decreto n.o 1 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, primeiro Código Eleitoral pátrio, instituiu a justiça eleitoral 
no Brasil, com funções contenciosas e administrativas. Eram seus órgãos: um Tribunal Superior (de justiça 
eleitoral — o decreto não menciona justiça eleitoral), na capital da República; um tribunal regional, na capital 
de cada estado, no DF e na sede do governo do território do Acre, além de juízes eleitorais nas comarcas e nos 
distritos. O Tribunal Superior — de justiça eleitoral — com jurisdição em todo o território nacional, compunha-
se de oito membros efetivos e oito substitutos, e era presidido pelo vice-presidente do Supremo Tribunal 
Federal (STF). A ele se somavam dois membros efetivos e dois substitutos, sorteados dentre os ministros do 
STF, além de dois efetivos e dois substitutos, sorteados dentre os desembargadores da Corte de Apelação do 
DF. Por fim, integravam a Corte três membros efetivos e quatro substitutos, escolhidos pelo chefe do governo 
provisório dentre quinze cidadãos, indicados pelo STF, desde que atendessem aos requisitos de notável saber 
jurídico e idoneidade moral. Dentre seus membros, elegia o Tribunal Superior, em escrutínio secreto, por meio 
de cédulas com o nome do juiz e a designação do cargo, um vice-presidente e um procurador para exercer as 
funções do Ministério Público, tendo este último a denominação de procurador-geral da justiça eleitoral. Em 
relação a esse cargo, nota-se uma peculiaridade, à época da criação do Tribunal Superior: o procurador-geral 
da justiça eleitoral não era o procurador-geral da República, mas sim um membro do próprio tribunal. 
As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de 
Gestão da Informação, 2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). 
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Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. 
Se a preposição a presente na contração “aos” fosse suprimida, a função sintática da expressão “requisitos de 
notável saber jurídico e idoneidade moral” seria alterada, mas a correção gramatical do texto seria mantida. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
No trecho original “que atendessem aos requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral.”, o termo 
“aos requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral” funciona sintaticamente como objeto indireto. 
Já na proposta de reescrita “que atendessem os requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral.”, 
o termo “os requisitos de notável saber jurídico e idoneidade moral” funciona sintaticamente como objeto 
direto. 
Ambas as construções estão corretas, haja vista que o verbo “atender” admite duas regências. 
Resposta: CERTO 
53. CESPE - TJ TRT10/Administrativa/2013 (e mais 2 concursos) 
A primeira ideia de criação de uma jurisdição trabalhista surgiu com a Lei n.º 1.637/1907, que previa em seu 
artigo 8.º os conselhos permanentes de conciliação e arbitragem. Posteriormente, a Lei n.º 1.869/1922 criou 
em São Paulo os tribunais rurais — os primeiros tribunais trabalhistas do país. Já existia o Patronato Agrícola, 
ligado à Secretaria de Agricultura, o qual se ocupava de tais questões. À época, entendeu o governo estadual 
de São Paulo que o modelo de solução entre trabalhadores e proprietários rurais era inadequado. 
Também em 1922 foram instituídas no Brasil as convenções coletivas de trabalho como forma de composição 
de interesses entre trabalhadores e empregadores, reflexo da forte influência italiana entre nós, estimulada 
pela grande imigração de europeus — daí derivando a necessidade de um órgão com competência para 
conhecer e dirimir eventuais conflitos decorrentes dessa prática coletiva. Com isso, surgiram então as 
comissões mistas de conciliação, cuja função era conciliaros dissídios coletivos, e, no mesmo momento, 
criaram-se as juntas de conciliação e julgamento, que conciliavam e julgavam os dissídios individuais do 
trabalho. 
Seguiram-se outras instituições extrajudiciais com funções semelhantes em setores localizados, como as juntas 
de trabalho marítimo e o Conselho Nacional do Trabalho, ambos de 1933. Somente com o advento do Decreto-
lei n.º 9.797 é que foi organizada a justiça do trabalho como hoje ela funciona, integrada ao Poder Judiciário. 
Internet: <www.trt10.jus.br> (com adaptações). 
Julgue o item, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto acima. 
O emprego do sinal indicativo de crase em “ligado à Secretaria de Agricultura” justifica-se porque o verbo ligar 
exige complemento regido pela preposição a, e a palavra “Secretaria” é antecedida pelo artigo definido 
feminino singular a. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
De fato, a regência do verbo “ligar” solicita a preposição “a” (ligado A algo). Ademais, o nome “Secretaria 
da Agricultura” solicita o artigo “a”. Para atestar este último, podemos constatar na frase “Voltei da Secretaria 
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de Agricultura” a presença da contração “da”, o que comprova a necessidade do artigo por parte do nome. Isso 
posto, resulta daí o emprego do acento indicador de crase. 
Resposta: CERTO 
54. CESPE - Técnico Judiciário (TRE MS)/Administrativa/Contabilidade/2013/ 
Texto para a questão 
Diversas são as naturezas dos instrumentos de que dispõe o povo para participar efetivamente da sociedade 
em que vive. Políticos, sociais ou jurisdicionais, todos eles destinam-se à mesma finalidade: submeter o 
administrador ao controle e à aprovação do administrado(b). O sufrágio universal, por exemplo, é um 
mecanismo de controle de índole(c) eminentemente política — no Brasil, está previsto no art. 14 da Constituição 
Federal de 1988, que assegura ainda o voto direto e secreto e de igual valor para todos —, que garante o direito 
do cidadão(d) de escolher seus representantes e de ser escolhido pelos seus pares. 
Costuma-se dizer que a forma de sufrágio denuncia, em princípio, o regime político de uma sociedade. Assim, 
quanto mais democrática a sociedade, maior a amplitude do sufrágio. Essa não é, entretanto, uma verdade 
absoluta. Um sistema eleitoral pode prever condições legítimas a serem preenchidas pelo cidadão para se 
tornar eleitor, desde que não sejam discriminatórias ou levem em consideração valores pessoais. Segundo José 
Afonso da Silva, considera-se, pois, universal o sufrágio quando se outorga o direito de votar a todos os 
nacionais de um país(e), sem restrições derivadas de condições de nascimento, de fortuna ou de capacidade 
especial. No Brasil, só é considerado eleitor quem preencher os requisitos da nacionalidade, idade e capacidade, 
além do requisito formal do alistamento eleitoral(a). Todos requisitos legítimos e que não tornam inapropriado 
o uso do adjetivo universal. 
Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações). 
 
Assinale a opção correta em relação à regência e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto apresentado. 
a) A correção gramatical do texto seria mantida, apesar de haver alteração de seu sentido, caso o trecho “do 
alistamento eleitoral” fosse substituído por para o alistamento eleitoral. 
b) Sem prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido original do texto, o trecho “submeter o 
administrador ao controle e à aprovação do administrado” poderia ser reescrito da seguinte forma: submeter 
ao administrador o controle e a aprovação do administrado. 
c) A expressão “de índole” exerce a função de complemento de “controle” e, por isso, o emprego da preposição 
“de” é exigido pela presença desse substantivo na oração. 
d) Prejudicaria a correção gramatical do texto, assim como sua coerência, a substituição do trecho “que garante 
o direito do cidadão” por que garante ao cidadão o direito. 
e) Caso o trecho “todos os nacionais de um país” fosse substituído por todas as pessoas de um país, a partícula 
“a” empregada imediatamente após “votar” deveria receber acento indicativo de crase. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A - CERTO - De fato, é prevista a regência da preposição "para" diante do nome 
"requisito" ("requisito para algo"). 
ALTERNATIVA B - ERRADO - Ocorreria nítida alteração de sentido: na redação original "submeter o 
administrador ao controle e à aprovação do administrado”, o administrador se submete ao administrado; já na 
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redação proposta "submeter ao administrador o controle e a aprovação do administrado.", o administrado se 
submete ao administrador. 
ALTERNATIVA C - ERRADO - O termo “de índole” compõe o termo "de índole eminentemente política", 
que desempenha função sintática de adjunto adnominal, caracterizando o tipo de controle. 
ALTERNATIVA D - ERRADO - Não prejudicaria nem a coerência nem a correção do texto a alteração 
proposta, haja vista que o verbo "garantir" admite as duas regências: "garantir algo" ou "garantir algo a 
alguém". 
ALTERNATIVA E - ERRADO - Com a alteração proposta, teríamos a construção "quando se outorga o 
direito de votar a todas as pessoas de um país". A crase após "votar" continuaria a ser repelida, uma vez que 
pronomes indefinidos, como "todos" e "todas", rejeitam ser antecedidos por artigo definido. 
Resposta: A 
55. CESPE - Analista Judiciário (TRE RJ)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012 
Texto para o item 
A instrumentalização da cidadania e da soberania popular, em uma democracia contemporânea, faz-se pelo 
instituto da representação política. E a transformação da soberania popular em representação se dá, em grande 
parte, por meio da eleição. 
O povo a que remete a ideia de soberania popular constitui uma unidade, e não, a soma de indivíduos. Jurídica 
e constitucionalmente, a representação "representa" o povo (e não, todos os indivíduos). Além disso, não há 
propriamente mandato, pois a função do representante se dá nos limites constitucionais e não se determina 
por instruções ou cláusulas estabelecidas entre ele (ou o conjunto de representantes) e o eleitorado. As 
condições para o exercício do mandato e, no limite, seu conteúdo estão predeterminados na Constituição e 
apenas nela. Estritamente, nem sequer é possível falar em representação, pois não há uma vontade pré-
formada. Há a construção de uma vontade, limitada apenas aos contornos constitucionais. 
Eneida Desiree Salgado. Princípios constitucionais estruturantes do direito eleitoral. Tese de doutoramento. 
Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2010. Internet: <http://dspace.c3sl.ufpr.br> (com adaptações). 
Julgue o próximo item, referente à estrutura e à tipologia do texto em apreço. 
A correção gramatical do texto seria mantida caso a expressão "aos contornos constitucionais" fosse 
substituída por à legislação constitucional. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
 A correção gramatical é plenamente atendida com a alteração proposta. Vale ressaltar o emprego da 
crase: ela é justificada pela contração da preposição "a" - requerida pelo nome "limitada" (limitada a algo) - com 
o artigo definido "a" - solicitado pelo substantivo feminino "legislação". 
Resposta: CERTO 
 
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56. CESPE – PCDF/2012 
Narrado em primeira pessoa, o personagem conta sua história a um ouvinte silencioso, informando do seu 
saber e do não saber, na difícil tarefa de dar forma narrada às coisas vividas. 
O sinal indicativo de crase em “às coisas” justifica-se pela regência de “forma” e pela presença de artigo 
feminino plural. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Observe o trecho: “... dar forma narrada às coisas vividas.” 
A craseé resultado da fusão da preposição A - requerida pela regência não de FORMA, mas sim do verbo 
DAR - com o artigo AS - solicitado pelo substantivo feminino COISAS. 
Cuidado! 
Muitas são as questões que confundem o aluno, indicando-lhe erradamente os termos regentes e os 
termos regidos! 
Tanto é verdade que DAR solicita a preposição A, que conseguimos reescrever o trecho destacado da 
seguinte maneira: 
“... dar ÀS COISAS VIVIDAS forma narrada.” 
Isso ocorre, pois o verbo DAR é TRANSITIVO DIRETO e INDIRETO. 
O item, portanto, está ERRADO! 
Resposta: ERRADO 
 
57. CESPE - Técnico Judiciário (TRE RJ)/Administrativa/2012 
Terminou o prazo para eleitores que sabem de fatos que apontem para a inelegibilidade de algum candidato às 
eleições de prefeito, vice-prefeito e vereadores informarem a irregularidade ao juiz eleitoral de sua cidade. Para 
isso, quem usou desse direito precisou apresentar a informação com provas e estar em gozo dos direitos 
políticos. São considerados inelegíveis os enquadrados nas restrições impostas pelas Leis Complementares 
n.o64/1990 (Lei das Inelegibilidades) e n.o 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), que consideram inaptos a exercer 
cargo público os candidatos condenados em decisão transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) pelos 
crimes contra a economia popular, a fé e a administração pública; de lavagem de dinheiro e ocultação de bens; 
de tráfico de entorpecentes, racismo, tortura e terrorismo; além de compra de votos e abuso do poder 
econômico, entre outros. Esta é a primeira eleição em que prevalecerá a Lei da Ficha Limpa. 
Editorial, Estado de Minas, 19/7/2012. 
Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. 
O emprego do sinal indicativo de crase em "candidato às eleições" justifica-se porque a palavra "candidato" 
exige complemento regido pela preposição "a", e a palavra "eleições" é antecedida por artigo definido feminino. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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RESOLUÇÃO: 
A contração "às", em candidato às eleiçöes, resulta da fusão da preposição "a" com o artigo "as". A 
preposição é requerida pela regência do nome "candidato" (candidato a algo), enquanto que o artigo definido 
plural "as" antecede o substantivo "eleições", determinando-o. 
Resposta: CERTO 
58. CESPE - Técnico Judiciário (TRE ES)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011 
Considerando que o item seguinte, na ordem em que esta apresentado, é parte sucessiva de um texto adaptado 
do jornal Estado de Minas de 29/11/2010, julgue-o com referência à correção gramatical. 
O empenho da Igreja Católica e de organizações não governamentais reunidas no Movimento de Combate a 
Corrupção Eleitoral e o permanente acompanhamento da imprensa forçou a tramitação relativamente rápida 
do projeto nas duas casas do Congresso. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
Há dois equívocos: o primeiro está relacionado ao emprego do acento grave antes de "Corrupção", 
resultado da contração da preposição "a" - exigida pela regência de "Combate" (Combate a algo) - com o artigo 
definido "a" - solicitado pelo substantivo "Corrupção". Além disso, a forma verbal "forçou" deveria estar 
conjugada no plural - "forçaram" -, para que houvesse a concordância com o sujeito composto de 
núcleos "empenho" e "acompanhamento". 
Resposta: ERRADO 
 
59. CESPE - Técnico Judiciário (TRE ES)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011 
Considerando que o item seguinte, na ordem em que esta apresentado, é parte sucessiva de um texto adaptado 
do jornal Estado de Minas de 29/11/2010, julgue-o com referência à correção gramatical. 
A lei impede a justiça eleitoral de conceder registro a candidatura à cargos eletivos dos condenados em decisão 
colegiada por crimes contra a vida, o patrimônio e a administração pública, a economia popular, o meio 
ambiente, a saúde pública e o sistema financeiro, assim como por abuso de autoridade, lavagem de dinheiro e 
atentado à dignidade sexual, entre outros. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
 Há dois equívocos observados: é necessário haver crase antes de "candidatura", uma vez que ocorre a 
fusão da preposição "a" - exigida pela regência de "conceder"(conceder algo a alguém) - com o artigo 
definido "a" - solicitado pelo nome "candidatura"; é incorreto o emprego da crase antes de "cargos", haja vista 
que este é substantivo masculino, não exigindo, portanto, o artigo "a". 
Resposta: ERRADO 
 
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60. CESPE - Técnico Judiciário (TRE ES)/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011 
Convocada por D. Pedro em junho de 1822, a constituinte só seria instalada um ano mais tarde, no dia 3 de maio 
de 1823, mas acabaria dissolvida seis meses depois, em 12 de novembro. 
Os membros da constituinte eram escolhidos por meio dos mesmos critérios estabelecidos para a eleição dos 
deputados às cortes de Lisboa. Os eleitores eram apenas os homens livres, com mais de vinte anos e que 
residissem por, pelo menos, um ano na localidade em que viviam, e proprietários de terra. Cabia a eles escolher 
um colégio eleitoral, que, por sua vez, indicava os deputados de cada região. Estes tinham de saber ler e 
escrever, possuir bens e virtudes. Em uma época em que a taxa de analfabetismo alcançava 99% da população, 
só um entre cem brasileiros era elegível. Os nascidos em Portugal tinham de estar residindo por, pelo menos, 
doze anos no Brasil. Do total de cem deputados eleitos, só 89 tomaram posse. Era a elite intelectual e política 
do Brasil, composta de magistrados, membros do clero, fazendeiros, senhores de engenho, altos funcionários, 
militares e professores. Desse grupo, sairiam mais tarde 33 senadores, 28 ministros de Estado, dezoito 
presidentes de província, sete membros do primeiro conselho de Estado e quatro regentes do Império. 
O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em 1808, havia sido remodelada pelo vice-rei conde dos 
Arcos para abrigar parte da corte portuguesa de D. João. No dia da abertura dos trabalhos, D. Pedro chegou ao 
prédio em uma carruagem puxada por oito mulas. Discursou de cabeça descoberta, o que, por si só, sinalizava 
alguma concessão ao novo poder constituído nas urnas. A coroa e o cetro, símbolos do seu poder, também 
foram deixados sobre uma mesa. 
Laurentino Gomes. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 213-16 (com adaptações). 
Com base nas estruturas linguísticas e semânticas do texto acima, julgue o item. 
A mesma norma gramatical que estabelece a ocorrência do sinal indicativo de crase em "eleição dos deputados 
às cortes de Lisboa" prescreve o emprego desse sinal em eleição dos deputados à todas as cortes de Lisboa. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
 É equivocado o emprego do sinal indicativo de crase antes do pronome indefinido "todas", uma vez que 
esse tipo de pronome repele o artigo definido "a". Sendo assim, o "a" antes de "todas as cortes" é somente 
preposição e nele não incide acento grave. 
Resposta: ERRADO 
 
61. INÉDITA 
Assinale a opção inteiramente de acordo com a norma culta no que se refere à regência e ao emprego do acento 
indicador de crase. 
a) Fizemos inúmeros elogios a localização, infraestrutura e atendimento do estabelecimento. 
b) Pagamos os funcionários na data correta, cumprindo, assim, nossa promessa. 
c) As mais monstruosas feras se iguala a mulher, ao saber que está sendo enganada pelas melhores amigas. 
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d) Todas as decisões de investimento tomadas pela diretoria do fundo de pensão implicaram em enormes 
perdas para os seus segurados. 
e) Os direitos que todos nós, durante tanto tempo, lutamos e conquistamos para as gerações atuais não 
podem ser abolidos.RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A – CERTA - Observe que foi atendido na frase o critério do paralelismo sintático. O que 
isso significa? Significa que termos coordenados entre si (ligados por conjunção coordenativa) devem ser 
construídos de forma similar. 
Note que nem “localização”, nem “infraestrutura”, nem “atendimento” foram antecedidos de artigo. 
O que ocorre é a presença da preposição “a”, requerida pela regência de “elogios” (elogios a algo/alguém). 
Essa preposição está explícita antes de “localização” e implícita antes de “infraestrutura” e “atendimento”. 
Fizemos inúmeros elogios a localização, (a) infraestrutura e (a) atendimento do estabelecimento. 
Uma alternativa de redação seria dar artigo para todos os elementos coordenados. Fazendo-se isso, 
haveria contração ou combinação da preposição “a” – requerida por “elogios” – com cada um dos artigos 
requeridos. 
Fizemos inúmeros elogios à localização, à infraestrutura e ao atendimento do estabelecimento. 
Note, portanto, que, numa coordenação de termos, ou todos recebem artigo, ou ninguém recebe. 
ALTERNATIVA B – ERRADA – O verbo “pagar” pode pedir, em sua regência, tanto objeto direto como 
indireto. 
No entanto, impõe o verbo que seu objeto direto seja a “coisa” e o indireto, a pessoa. Além disso, o objeto 
indireto deve ser introduzido pela preposição “a”. 
Dessa forma, está errada a construção “Pagamos os funcionários...”. Deve-se corrigir para “Pagamos aos 
funcionários...”. 
ALTERNATIVA C – ERRADA – A primeira oração está fora de ordem. Colocando-a em ordem, temos que 
o sujeito é “a mulher”; a forma verbal é “se iguala”; o objeto indireto é “às mais monstruosas feras”. 
Sendo assim, é necessário o emprego do acento indicador de crase, resultado da fusão da preposição “a” 
– requerido pela regência do verbo “igualar-se”(igualar-se a algo/alguém) – com o artigo definido “as” – 
requerido pelo substantivo “feras”. 
A frase corrigida seria: “Às mais monstruosas feras se iguala a mulher, ao saber que está sendo enganada 
pelas melhores amigas.” 
ALTERNATIVA D – ERRADA – Muito cuidado! O verbo “implicar”, no sentido de “acarreta”, “resultar”, é 
transitivo direto. 
Dessa forma, a redação correta seria: 
Todas as decisões de investimento tomadas pela diretoria do fundo de pensão implicaram enormes perdas 
para os seus segurados. 
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ALTERNATIVA E – ERRADA – O verbo “lutar” pede preposição “por”; já o verbo “conquistar” não pede 
preposição. Fica errado assim coordenar dois verbos de diferentes regências. 
A sugestão de redação que tornaria a frase correta seria: 
“Os direitos que todos nós conquistamos para as gerações atuais e por que, durante tanto tempo, lutamos 
não podem ser abolidos.” 
Resposta: A 
62. INÉDITA 
Assinale a opção em que é obrigatória a presença do acento indicador de crase. 
a) Posso dizer que aquela equipe confiei esta missão e, por isso, sinto-me responsável pela decisão tomada. 
b) Preferimos carro a moto, devido aos perigos a que estão expostos os motociclistas. 
c) Pedimos ajuda a sua família, por acreditar que a amizade de nossos pais superaria nossas desavenças. 
d) Não acreditamos que, daqui a décadas, estejamos aptos a clonar todo e qualquer ser humano, tendo como 
objetivo a perpetuidade da existência humana. 
e) Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. Não a droga. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A – CERTO – É obrigatório o emprego do acento indicador de crase em “àquela”, haja 
vista que ocorre a fusão da preposição “a” – requerida pela regência da forma verbal “confiar” (quem confia 
confia algo a alguém) – com o pronome demonstrativo “aquela”. 
Uma dificuldade de empregar esse acento se dá devido ao fato de a ordem dos termos estar invertida. 
Observemos: 
Posso dizer que aquela equipe confiei esta missão... 
= Posso dizer que (eu) confiei esta missão àquela equipe ... 
ALTERNATIVA B – ERRADO – No trecho “Preferimos carro a moto...”, é proibido o emprego do acento 
indicador de crase, haja vista que não se tem artigo masculino para o substantivo “carro” nem artigo feminino 
para o substantivo “moto”. 
Trata-se do paralelismo sintático, que consiste na semelhança de construção entre termos em 
enumeração ou em comparação. Dessa forma, ou se dá artigo para todos ou não se dá artigo para ninguém. 
Observemos: 
Preferimos carro a moto... 
>> sem artigo para “carro”; sem artigo para “moto”. 
>> o “a” é apenas preposição, exigida pela regência de “preferir”. 
Preferimos o carro à moto... 
>> com artigo para “carro”; com artigo para “moto”. 
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>> o “à” é a fusão de preposição, exigida pela regência de “preferir”, com o artigo “a”, solicitado por “moto”. 
Também é proibido o emprego do acento indicador de crase em “perigos a que estão expostos”. Na 
verdade, tem-se apenas a preposição “a”, requerida pela regência da forma verbal “estar exposto” (quem está 
exposto está exposto a algo). Não ocorre artigo. 
ALTERNATIVA C – ERRADO – No trecho “Pedimos ajuda a sua família...”, o emprego do acento 
indicador de crase é facultativo. Isso ocorre porque é facultativa a presença de artigo antes de pronome 
possessivo feminino e antes de nomes próprios femininos (nomes de mulher). 
Já no trecho “... por acreditar que a amizade...”, a crase não é permitida, haja vista que, antes do 
substantivo “amizade”, temos penas artigo definido feminino “a”. Não há preposição. 
ALTERNATIVA D – ERRADO – No trecho “... daqui a décadas...”, não ocorre crase, pois “décadas” está 
no plural, sendo incabível o emprego de crase singular antes de palavra plural. Também não é possível o 
emprego da crase em “...aptos a clonar...”, pois não ocorre crase antes de verbo. Por fim, no trecho “... tendo 
como objetivo a perpetuidade da existência humana.”, também não ocorre crase, haja vista que o “a” antes de 
“perpetuidade” é apenas artigo. Não há preposição. 
ALTERNATIVA E – ERRADO – Interessante essa redação. Dá-se margem a uma redação com emprego 
da crase e outra sem emprego. 
Como assim? 
Observemos: 
Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. (Diga) Não à droga. 
>> Aqui a crase se faz presente, pois é possível, segundo essa interpretação, subentender a forma verbal 
“Diga” antes de “Não à droga”. 
Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. Não (é) a droga. 
>> Aqui não é possível o emprego da crase, pois é possível, segundo essa interpretação, subentender a 
forma verbal “é” antes de “a droga”. 
Não podemos, assim, dizer que se trata de um emprego obrigatório da crase, haja vista que tanto existe 
uma interpretação com acento grave, como existe uma interpretação sem. 
Resposta: A 
63. INÉDITA 
Assinale a opção cuja redação obedece às regras previstas na gramática normativa quanto à concordância, 
regência, colocação pronominal e ao emprego do acento indicador de crase. 
a) As cenas de corrupção as quais assistimos nos motivaram a tomar uma drástica atitude, hajam vistas as 
consequências adversas a que se submetem parcela expressiva da população. 
b) Repercutiu muito negativamente no mercado, o que foi agravado pela cobertura sensacionalista da mídia, 
todas as declarações dos ministros que contrapunham-se a assinatura do acordo de negociação da dívida 
pública. 
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c) Sabe-se que é necessário, dentro obviamente de certos limites morais, a negociação com partidos da base 
aliada no Congresso, visando o estabelecimento de uma governabilidade razoável. 
d) Não se cogita, nem mesmo diante da mais urgente situação fiscal, alterações que impliquem aumentos 
substanciais de impostos. 
e) Quando se analisa, de forma imparcial, a crise pela qual o país passa, constata-se que grande partedos 
problemas serão solucionados com a participação conjunta do empresariado e da massa operária 
brasileiros. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A – ERRADA – É preciso empregar a forma “às quais”, com acento indicador de crase, 
tendo em vista que ocorre a fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “assistir”, no sentido 
de “ver”, “presenciar” – com o pronome relativo “as quais”. 
Além disso, está equivocado o emprego de “hajam vistas”. A expressão “haja vista” é invariável. 
Dessa forma, a frase correta ficaria: 
As cenas de corrupção às quais assistimos nos motivaram a tomar uma drástica atitude, haja vista as 
consequências adversas a que se submetem parcela expressiva da população. 
ALTERNATIVA B – ERRADA – Deve-se empregar a forma plural “Repercutiram”, para que haja 
concordância com o sujeito “todas as declarações dos ministros”. Além disso, deve-se empregar o pronome 
“se” antes da forma verbal “contrapunham”, pois o pronome relativo “que” atua como fator de próclise 
(pronome antes do verbo). Por fim, deve-se empregar o acento indicador de crase antes de “assinatura”, haja 
vista que ocorre a fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “contrapor-se” (quem se 
contrapõe se contrapõe a algo) – com o artigo feminino singular “a” – solicitado pelo substantivo “assinatura”. 
Dessa forma, a frase correta ficaria: 
Repercutiram muito negativamente no mercado, o que foi agravado pela cobertura sensacionalista da mídia, 
todas as declarações dos ministros que se contrapunham à assinatura do acordo de negociação da dívida pública. 
ALTERNATIVA C – ERRADA – Deve-se empregar a forma “É necessária”, pois o substantivo 
“negociação” está determinado pelo artigo “a”. 
Sabe-se que as expressões é bom, é necessário, é proibido, é permitido são invariáveis, exceto se o sujeito 
dessas expressões for determinado por artigos, pronomes, numerais, etc. 
Além disso, está errado o emprego do verbo “visar”, pois este, no sentido de “ter como objetivo”, solicita 
preposição “a”. 
Dessa forma, a frase correta ficaria: 
Sabe-se que é necessária, dentro obviamente de certos limites morais, a negociação com partidos da base 
aliada no Congresso, visando ao estabelecimento de uma governabilidade razoável. 
ou 
Sabe-se que é necessário, dentro obviamente de certos limites morais, negociação com partidos da base 
aliada no Congresso, visando ao estabelecimento de uma governabilidade razoável. 
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ALTERNATIVA D – ERRADA – Deve-se empregar a forma plural “Não se cogitam”, para que haja 
concordância com o sujeito paciente “alterações”. 
Não se cogitam ... alterações ... = Não são cogitadas ... alterações. 
Observe que o “se” é uma partícula apassivadora, ladeada de um verbo que solicita objeto direto (quem 
cogita cogita algo). 
Dessa forma, a frase correta ficaria: 
Não se cogitam, nem mesmo diante da mais urgente situação fiscal, alterações que impliquem aumentos 
substanciais de impostos. 
ALTERNATIVA E – CERTA – Está correto o emprego da forma verbal “se analisa”, concordando com o 
sujeito paciente “a crise” (Quando se analisa... a crise = Quando é analisada ... a crise). Também é correto o 
emprego da forma “pela qual”, resultado da fusão da preposição “por” – requerida pela regência do verbo 
“passar” (quem passa passa por algo) – com o pronome relativo “a qual” – que substitui o termo antecedente 
“crise”. 
Por fim, nota-se a concordância com sujeito formado por expressões partitivas, admitindo-se duas 
construções igualmente corretas: “grande parte dos problemas serão solucionados...” ou “grande parte dos 
problemas será solucionada...”. 
Resposta: E 
64. INÉDITA 
Assinale a alternativa em que a regência do verbo NÃO esteja de acordo com o padrão culto. 
a) A função à qual os candidatos aspiram é muito disputada. 
b) Ele assistiu, durante dez anos, em Belém. 
c) O combate à corrupção implica em medidas drásticas a serem tomadas pelo Poder Judiciário. 
d) As empresas pagaram aos funcionários na data acordada com o sindicato da categoria. 
e) Não raro a população esquece o nome dos políticos por ela eleitos. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A - CERTO - O verbo "aspirar", no sentido de "almejar", é transitivo indireto e é regido 
pela preposição "a". 
Essa preposição “a” deverá ser posicionada antes do pronome relativo “a qual”, que, por sua vez, substitui 
o termo antecedente “função”. 
A fusão da preposição “a” com o pronome relativo “a qual” 
resulta em “à qual”. 
ALTERNATIVA B - CERTO - O verbo "assistir", no sentido de "morar", "residir", é intransitivo e é regido 
pela preposição "em". 
ALTERNATIVA C - ERRADO - O verbo "implicar", no sentido de "acarretar", é transitivo direto. Assim, o 
correto seria "implica medidas drásticas". 
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ALTERNATIVA D - CERTO - O verbo "pagar" é bitransitivo e solicita como objeto direto um nome de 
coisa e como objeto indireto um nome de pessoa (pagar algo a alguém). 
ALTERNATIVA E - CERTO - O verbo esquecer, quando não pronominal, é transitivo direto (Esquecer 
algo). Quando pronominal, é transitivo indireto e é regido pela preposição "de" (Esquecer-se de algo). 
Resposta: C 
65. INÉDITA 
....... inovadoras teorias, durante todo seu ano sabático, Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão 
equivalentes .... que Einstein despendeu na época em que formulou a famosa Teoria da Relatividade sob .... 
desconfiança da comunidade científica mundial. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) Àquelas - à – a 
b) Aquelas - as – à 
c) Aquelas - às – à 
d) Àquelas - às – a 
e) Aquelas - às – a 
RESPOSTA: 
A primeira lacuna deve ser preenchida com a forma "Àquelas" - com crase -, haja vista que ocorre a 
contração da preposição "a" - solicitada pela regência do verbo "dedicou” (dedicou algo a alguém/algo)" - com o 
pronome demonstrativo "aquelas", modificador do substantivo “teorias”. 
Observação: 
Uma maneira prática de descobrir se ocorre a crase nas formas pronominais “àquele(s)”, “àquela(a)” e 
“àquilo” é substituir os demonstrativos “aquele(s)”, “aquela(s)” e “aquilo” pelos também demonstrativos 
“este(s)”, “esta(s)” e “isto”. 
Se, nessa alteração proposta, aparecerem as formas “a este(s)”, “a esta(s)” e “a isto”, está provado que 
ocorre a fusão da preposição “a” com o demonstrativo. 
Veja um exemplo: 
O professor perguntou àquele aluno se restava alguma dúvida. 
Trocando o demonstrativo “aquele” por “este”, tem-se: 
O professor perguntou a este aluno se restava alguma dúvida. 
Viu? Como apareceu na troca a forma “a este”, é sinal de que ocorre a fusão da preposição “a” com o 
demonstrativo “aquele”, resultando em “àquele”. 
Reconstruindo o início do texto da questão, tem-se: 
Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão ... àquelas inovadoras teorias... 
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= Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão ... a estas inovadoras teorias... 
A segunda lacuna deve ser preenchida com a forma "à" - com crase -, haja vista que ocorre a contração da 
preposição "a" - solicitada pela regência do nome "equivalentes" (equivalentes a algo) - com o pronome 
demonstrativo "as" – que pode ser substituído por “aquelas". 
Observação: 
Fique atento à parceria do “o(s)”, “a(s)” com o “que”. Trata-se corriqueiramente do encontro de um 
pronome demonstrativo – o(s) = aquele(s), aquilo; a(s) = aquela(s) – com o pronome relativo “que”. 
Fiz o que pude 
= Fiz aquilo que pude. 
Comentei o que era necessário. 
= Comentei aquilo que era necessário. 
Esta camisa é igual à que vesti ontem. 
= Esta camisa é igual àquela que vesti ontem. 
Este tênis é igual ao que você calçou ontem. 
= Estetênis é igual àquele que você calçou ontem. 
Por fim, a terceira lacuna deve ser preenchida com o artigo definido "a", solicitado pelo substantivo 
feminino "desconfiança". Fica bem evidente a necessidade do artigo, se fizermos uma substituição por um 
substantivo masculino: se empregarmos "descrédito" em vez de "desconfiança", teremos a 
construção "sob o descrédito", o que prova a necessidade de um artigo após a preposição "sob". 
Resposta: A 
 
66. INÉDITA 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: 
a) Os motivos nos quais se valeu o deputado baseavam-se numa equivocada comparação em cuja pretendia 
iludir seus fiéis eleitores. 
b) As profissões para cujo desempenho são exigidas muita concentração e paciência não são indicadas a 
quem não dispõe de equilíbrio emocional. 
c) Muitos eleitores preferem uma candidatura baseada em mentiras agradáveis do que uma apoiada em 
verdades desagradáveis onde nem todos querem acreditar. 
d) O mau juízo de que se imputa aos sindicatos é semelhante àquele em que se atribui aos partidos políticos. 
e) A confiança de cuja não se afastam milhares de brasileiros é a de que a política possa ser exercida 
segundo à natureza do interesse público. 
 
 
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RESOLUÇÃO 
ALTERNATIVA A - ERRADO - Em lugar de "nos quais", deve-se empregar "dos quais", uma vez que a 
forma verbal "se valer" solicita a regência da preposição "de" (quem se vale, se vale de algo). Além disso, não faz 
sentido o emprego do pronome relativo "cuja", uma vez que não temos uma relação de posse. 
O correto, então, seria: "Os motivos dos quais se valeu o deputado baseavam-se numa equivocada 
comparação que pretendia iludir seus fiéis eleitores.". 
ALTERNATIVA B - CERTO - O uso da preposição "para", antes do pronome relativo "cujo", é necessidade 
requerida pela forma verbal "são exigidas" (são exigidas para algo). Além disso, a preposição "a" antes 
de "quem" é necessidade da regência da forma verbal "são indicadas"(são indicadas a alguém). 
ALTERNATIVA C - ERRADO - O uso de "do que" está equivocado, uma vez que a regência do verbo 
"preferir" é dada pela preposição "a". É equivocado também o uso do pronome relativo "onde", uma vez que 
este não indica lugar. 
Assim, o correto seria: "Muitos eleitores preferem uma candidatura baseada em mentiras agradáveis a uma 
apoiada em verdades desagradáveis em que nem todos querem acreditar.". 
ALTERNATIVA D - ERRADO - O uso da preposição "de", entes do primeiro pronome relativo "que", é 
equivocado, uma vez que a forma verbal "se imputa" não a solicita (se imputa algo a alguém = se imputa mau 
juízo aos sindicatos). 
Da mesma forma, o uso da preposição "em", antes do segundo pronome relativo "que", é equivocado, 
uma vez que a forma verbal "se atribui" não a solicita (se atribui algo a alguém = se atribui juízo aos partidos 
políticos). 
Assim, o correto seria: "O mau juízo que se imputa aos sindicatos é semelhante àquele que se atribui aos 
partidos políticos.”. 
ALTERNATIVA E - ERRADO - O uso do pronome relativo "cujo" é inadequado, uma vez que não existe 
uma relação de posse. É equivocado também o emprego da crase em "à", uma vez que é solicitado apenas o 
artigo definido "a". 
Assim, o correto seria: “A confiança de que não se afastam milhares de brasileiros é a de que a política possa 
ser exercida segundo a natureza do interesse público.” 
Resposta: B 
 
67. INÉDITA 
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido 
original do texto, em: 
a) Vários fanáticos religiosos se entregaram à opressão e ao obscurantismo em suas pregações. 
b) Seus escritos e ensinamentos foram, sem sombra de dúvida, o mais belo legado do velho filósofo à 
atualidade. 
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c) Suas ações governamentais não só não geraram uma justa distribuição de riqueza, como deram continuidade 
à miséria galopante. 
d) Não aceitamos que ninguém se submetesse à sua vontade. 
e) As crises econômicas impõem à sociedade um rebaixamento de padrão de consumo. 
RESOLUÇÃO: 
ALTERNATIVA A – ERRADA – No trecho “se entregaram à opressão e ao obscurantismo em suas 
pregações”, é obrigatório o emprego do sinal indicativo de crase, haja vista que se trata da fusão da preposição 
“a” – requerida pela regência da forma verbal “se entregaram” (se entregaram a algo) – com o artigo “a” – 
solicitado pelo substantivo feminino “opressão”. A presença do artigo se faz necessária, haja vista que todos os 
elementos da enumeração requerem o artigo definido – é o caso de “opressão” e “obscurantismo”. 
ALTERNATIVA B – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da 
preposição “a” – requerida pela regência do substantivo “legado” (legado a algo) – com o artigo “a” – solicitado 
pelo substantivo “atualidade”. 
ALTERNATIVA C – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da 
preposição “a” – requerida pela regência do substantivo “continuidade” (continuidade a algo) – com o artigo 
“a” – solicitado pelo substantivo “miséria”. 
ALTERNATIVA D – CERTA – É facultativo o emprego da crase no trecho. A preposição “a” é garantida 
pela regência da forma verbal “submeter-se” (submeter-se a algo). Já a presença do artigo “a” é facultativa 
antes do pronome possessivo feminino “sua”. Dessa forma, é possível dispensar o acento grave, sem qualquer 
prejuízo à correção gramatical. 
ALTERNATIVA E – ERRADA - É obrigatório o emprego da crase, haja vista que ocorre a fusão da 
preposição “a” – requerida pela regência do “impor” (impor algo a alguém) – com o artigo “a” – solicitado pelo 
substantivo “sociedade”. 
Resposta: D 
68. INÉDITA 
O resultado prático das ações voltadas ...... um desenvolvimento sustentável depende, em larga escala, da 
atuação firme e forte da comunidade internacional. São várias as ações que devem ser tratadas com prioridade, 
entre as quais estão o estímulo ...... novas fontes de energia menos poluentes e o respeito ...... causas 
ambientais. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) a − à – as 
b) a − a – às 
c) à − a – as 
d) a − à – às 
e) à − à – as 
 
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RESOLUÇÃO 
A primeira lacuna deve ser preenchida com a preposição "a", solicitada pela regência do nome "voltadas" 
(voltadas a algo). Não é possível a crase, haja vista que estamos diante de palavra masculina - no caso, 
"desenvolvimento". E já há um artigo posto, que é o indefinido "um". 
A segunda lacuna deve ser preenchida com a forma "a" ou "às". No primeiro caso, trata-se da preposição 
"a", exigida pela regência do nome "estímulo" (estímulo a algo). Já no segundo caso, trata-se da contração da 
preposição "a" com o artigo "as", que pode ser solicitado pelo substantivo feminino "fontes". 
Portanto, as duas redações atenderiam as prescrições da norma culta: "... estímulo a novas fontes de 
energia ..." ou "... estímulo às novas fontes de energia...". 
Por fim, a terceira lacuna deve ser preenchida com a forma "a" ou "às". No primeiro caso, trata-se da 
preposição "a", exigida pela regência do nome "respeito" (respeito a algo). Já no segundo caso, trata-se da 
contração da preposição "a" com o artigo "as", que pode ser solicitado pelo substantivo feminino "causas". 
Portanto, as duas redações atenderiam as prescrições da norma culta: "... respeito a causas ambientais 
..." ou "... respeito às causas ambientais...". 
Dessa forma, é a letra B que traz a combinação adequada a essas necessidades. 
Resposta: B 
 
Trânsito mata mais do que assassinatos no Brasil 
Quando a maioria da população, com razão, está escandalizada com a violência que imperanas cidades 
do País, um outro número não recebe tanta atenção quanto os cerca de 60 mil assassinatos registrados 
anualmente no Brasil. No trânsito, morrerão, neste ano de 2018, segundo estimativas oficiais, 80 mil pessoas. 
A projeção está baseada no fato de que, nos primeiros meses do ano, os acidentes de trânsito já provocaram 
19.398 mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no País. Os dados são do Centro de Pesquisa e 
Economia do Seguro, órgão da Escola Nacional de Seguros. As principais vítimas são homens de 18 a 65 anos e 
motociclistas. 
Além das mortes e sequelas as mais diversas, muitas deixando inválidos pelo resto da vida homens, 
mulheres e crianças, pessoas jovens, ainda há um brutal prejuízo, calculado em torno dos R$ 96 bilhões pelas 
faltas ao trabalho dos acidentados. 
Ora, tantas vítimas mostram um quadro de insegurança que está presente e que vem ceifando, dia após 
dia, vidas nas ruas, avenidas e, muito mais, nas rodovias da nação. Pois, da mesma forma que todos condenam 
o grande número de mortes violentas por conta do tráfico de drogas, da disputa entre gangues, de desavenças 
familiares, pouca atenção é dada para o massacre que ocorre no trânsito. Da mesma forma que se pede mais 
educação, devemos nos lembrar que a educação no trânsito é mais do que importante. 
Jornal do Comércio 
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2018/09/648589-transito-mata-mais-
do-que-assassinatos-no-brasil.html) 
 
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69. INÉDITA 
No trecho “...devemos nos lembrar que a educação no trânsito é mais do que importante”, a ausência do 
pronome oblíquo “nos” prejudicaria a correção gramatical. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
O verbo lembrar admite duas regências: como não pronominal, deve ser empregado como transitivo 
direto; já como pronominal, deve ser empregado como transitivo indireto e deve ser acompanhado da 
preposição DE. 
Na redação original, tem-se: 
...devemos nos lembrar (de) que a educação no trânsito... 
Nela, o verbo lembrar foi empregado como pronominal, acompanhado do oblíquo átono “nos”. A 
preposição DE, requerida nesse formato, está subentendida, pois, diante de orações subordinadas substantivas 
objetivas indiretas ou completivas nominais, é possível omitir a preposição, sem gerar prejuízos gramaticais. 
Na proposta de reescrita sugerida, tem-se: 
...devemos lembrar que a educação no trânsito... 
Nela, o verbo lembrar foi empregado como não pronominal. Nesse formato, tem-se um verbo transitivo 
direto. 
A alteração proposta, portanto, não prejudica a correção gramatical. 
Resposta: CERTO 
70. INÉDITA 
A substituição de “Obedecer às leis de trânsito” por “Obediência a leis de trânsito” preservaria 
a correção gramatical e não acarretaria mudança de sentido original. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
RESOLUÇÃO: 
 No trecho original, o substantivo “leis” está determinado por artigo definido feminino. Afirma-se isso, 
pois a forma “às” consiste na fusão da preposição “a” – requerida pela regência do verbo “obedecer” – com o 
artigo “as” – solicitado pelo substantivo “leis”. 
Com a determinação por artigo, dá-se a entender que se está falando de todas as leis de trânsito. A 
obediência se faz necessária para todas as leis, portanto. 
No trecho reescrito, o substantivo “leis” não está determinado por artigo. O “a” que antecede “leis” é 
apenas preposição “a”, requerida pela regência do nome “Obediência”. 
Sem o artigo, dá-se a entender que se está falando de apenas algumas leis, não de todas. A obediência se 
faz necessária para algumas leis, portanto. 
Resposta: ERRADO 
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Lista de Questões 
1. FCC – BANRISUL - 2019 
Está correto o emprego do elemento sublinhado na frase: 
a) A área aonde se instalaram os primeiros imigrantes correspondia à das antigas Missões. 
b) O apoio que confiavam os imigrantes era a eles prometido pelo governo do estado. 
c) A vinda de imigrantes, em que o estímulo foi responsável o governo, passou a ocorrer em 1740. 
d) Nunca se praticara o artesanato na escala em que se deu com os imigrantes alemães. 
e) Os imigrantes influenciaram no mercado interno, cujo o crescimento foram decisivos. 
2. FCC – Prefeitura de Recife – 2019 
O emprego da pontuação e a observância do sinal de crase estão adequados na frase: 
a) Quando se está à envelhecer, as nossas sensações boas ou más, parecem confundir-se em nosso espírito. 
b) Não se tribute as nossas experiências desafortunadas, a responsabilidade maior de um penoso 
envelhecimento. 
c) Em meio aquelas boas horas da infância, sempre havia alguma suspeita, de que tudo logo acabaria. 
d) Quem diria, que a proporção que o tempo passa, mais retornos imaginários experimentamos à outras 
idades? 
e) Corresse o tempo de modo uniforme, como alguns acreditam, não voltaríamos às mais antigas sensações. 
3. FCC – CLDF - 2018 
Considerando-se o uso linguístico nos segmentos, no contexto em que ocorrem no texto, está correto o que se 
afirma em: 
a) A forma verbal destacada em Zeus teria designado (1º parágrafo) pode ser substituída pelo pretérito 
imperfeito do subjuntivo sem prejuízo da correção gramatical. 
b) A substituição da forma verbal em o governo do mundo coincide assim com uma harmonia precisa e mensurável 
(1º parágrafo) por ajusta-se exige a substituição do elemento sublinhado por à. 
c) O sentido mantém-se inalterado caso se substitua o segmento sublinhado em de cuja goela saiu [...] o mundo 
(1º parágrafo) por em cuja goela imergiu. 
d) A reescrita de embora se reconheça à música o privilégio de exprimir a alma (3o parágrafo) com o verbo na 
voz passiva analítica deve conter a forma seja reconhecida. 
e) Ao substituir-se a conjunção em Esta diferença é compreensível se pensarmos (4º parágrafo) por caso, o verbo 
pensar deve assumir a forma do presente do modo subjuntivo. 
 
 
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4. FCC - Ass TD (DPE AM)/DPE AM/Assistente Técnico Administrativo/2018 
Crônica de gente pouco importante: Manaus, século XIX 
Sei que vocês nunca ouviram falar de Apolinária. Nem poderiam. Ela faz parte de um conjunto de pessoas que 
jamais usufruíram de notoriedade. 
Era junho de 1855 quando Apolinária, 24 anos, cabinda, africana livre, afinal desembarcou no porto de Manaus. 
No início do século XIX, quando o tráfico de escravos se tornou ilegal como parte de um conjunto de acordos 
internacionais, os africanos livres eram os indivíduos que compunham a carga dos navios apreendidos no tráfico 
ilícito. Pela lei de 1831, se a apreensão ocorresse em águas brasileiras, eles ficavam sob tutela estatal e deviam 
prestar serviços ao Estado ou a particulares por 14 anos até sua emancipação. Com isso, os africanos livres 
chegaram aos quatro cantos do Império, inclusive ao Amazonas. 
Apolinária foi designada para trabalhar na recém-instalada Olaria Provincial. Suas crianças foram junto. Ali já 
estavam outros africanos livres que, além da fabricação de telhas, potes e tijolos, também eram responsáveis 
pela supervisão do trabalho dos índios que vinham das aldeias para servir nas obras públicas. Eram cerca de 20 
pessoas que viviam no mesmo lugar em que trabalhavam e assim foi até 1858, quando a olaria foi fechada para 
se transformar em uma nova escola: os Educandos Artífices. 
A rotina na Olaria era dura e foi com alegria que Apolinária soube que seria a lavadeira dos Educandos. Diferente 
dos outros, não ia precisar se mudar para o outro lado do igarapé. Podia continuar ali com os filhos, o marido 
Gualberto, o cozinheiro Bertoldo e Severa, filha de Domingos Mina. O salário não era grande coisa, mas a 
amizade antiga com Bertoldo garantia alimento extra à mesa para todos.A tranquilidade durou pouco. O 
diretor dos Educandos, certamente mal informado pela boataria maledicente, a demitiu do cargo alegando que 
era ladra e dada a bebedeiras. Menos de 3 meses depois, Apolinária já estava de volta ao trabalho nas obras 
públicas, com destino incerto. 
Sou incapaz de dizer mais alguma coisa sobre o que aconteceu com Apolinária porque ela desapareceu da 
documentação, mas os fragmentos de sua vida que pude recuperar são poderosos para iluminar cenas da vida 
desta cidade que estavam nas sombras. A presença negra no Amazonas é tratada de modo marginal na 
historiografia local e só muito recentemente vemos mudanças neste cenário. Há ainda muitas zonas de silêncio. 
A história de Apolinária nos ajuda a colocar problemas novos, entre eles, o fato de que a trajetória dessas 
pessoas que cruzaram o Atlântico e, depois, o Império permite acessar um mundo bem pouco visível na história 
do Brasil: a diversidade de experiências que uniram índios, escravos, libertos e africanos livres no mundo do 
trabalho no século XIX. 
Falar dessa gente pouco importante é buscar dialogar com personagens reais e concretos. Suas vidas comuns 
foram, de fato, extraordinárias, cada uma a seu modo. 
Seres humanos verdadeiros, que fazem a História acontecer todos os dias. 
(Adaptado de: Patrícia Sampaio. Disponível em: http://amazoniareal.com.br. 06.08.2014) 
[...] eles ficavam sob tutela estatal e deviam prestar serviços ao Estado ou a particulares por 14 anos até sua 
emancipação. (2° parágrafo) 
A expressão destacada pode ser antecedida – sem prejuízo do sentido, da coesão e da correção gramatical – 
por 
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a) alcançarem à. 
b) fizerem juz a. 
c) que ocorresse. 
d) lhe sucederem. 
e) que os fosse concedido. 
5. FCC - Ass TD (DPE AM)/DPE AM/Assistente Técnico Administrativo/2018 
Limites da ciência 
Os deuses parecem ter um prazer especial em desmoralizar quem faz profecias sobre os limites da ciência. 
Auguste Comte afirmou, em 1835, que nunca surgiria um meio para estudarmos a composição química das 
estrelas. Bem, o método existe e hoje sabemos do que elas são feitas. Sabemos até que nós somos feitos de 
poeira estelar. 
É verdade que Comte não era cientista, mas filósofo. Só que cientistas não se saem muito melhor. Um dos 
maiores físicos de seu tempo, lorde Kelvin, escreveu em 1900: "Não há mais nada novo a ser descoberto na 
física; só o que resta fazer são medidas cada vez mais precisas". Vieram depois disso relatividade, mecânica 
quântica, modelo padrão etc. 
Marcus du Sautoy conta essas histórias em The Great Unknown (O Grande Desconhecido). Ele sabe, portanto, 
que caminha em terreno perigoso quando se propõe a discutir os limites do conhecimento humano. Mas Du 
Sautoy, que é professor de matemática em Oxford e autor de vários livros de divulgação, tenta jogar em 
território razoavelmente seguro. Ele vai às fronteiras da ciência em que já temos informações suficientes para 
saber que há barreiras formidáveis a um conhecimento total. 
A teoria do caos, por exemplo, assegura que nunca conseguiremos fazer previsões de longo prazo acerca de 
fenômenos como a meteorologia e engarrafamentos de trânsito. O problema é que alterações mínimas nas 
condições iniciais podem produzir alterações dramáticas depois de um tempo – e nós nunca temos 
conhecimento completo do presente. 
Analogamente, ele mostra como o princípio da incerteza, a extensão do cosmo e a provável inexistência do 
tempo também limitam a possibilidade de conhecimento. Ao final, Du Sautoy retorna à sua especialidade e 
mergulha nas implicações dos teoremas da incompletude de Gödel, que criam embaraços para a própria 
matemática. É diversão certa para quem gosta de grandes questões. 
(Hélio Schwartsman. Disponível em: www.folha.uol.com.br. 19.11.2017) 
Vieram depois disso relatividade, mecânica quântica, modelo padrão etc. (2° parágrafo) 
A forma verbal empregada nessa frase é intransitiva, assim como a destacada em: 
a) Marcus du Sautoy conta essas histórias em The Great Unknown (O Grande Desconhecido). 
b) Analogamente, ele mostra como o princípio da incerteza, a extensão do cosmo e a provável inexistência do 
tempo também limitam a possibilidade de conhecimento. 
c) Ao final, Du Sautoy retorna à sua especialidade e mergulha nas implicações dos teoremas da incompletude 
de Gödel [...] 
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d) Auguste Comte afirmou, em 1835, que nunca surgiria um meio para estudarmos a composição química das 
estrelas. 
e) Sabemos até que nós somos feitos de poeira estelar. 
6. FCC - AnaT (DETRAN MA)/DETRAN MA/2018 
Amor-próprio 
O grande cronista Rubem Braga cunha uma frase definitiva a respeito do “amor-próprio”: “Se eu conhecesse 
outro sujeito igual a mim, nossas relações nunca chegariam a ser grande coisa.” Isto não quer dizer, porém, que 
não goste de si mesmo. Significa apenas que ele é um homem que põe, sem medos tolos, a diversidade e a 
surpresa em primeiro lugar. O que mais o atrai na vida é, justamente, a imprevisibilidade. O amor-próprio lhe 
parece, então, monótono e desnecessário. Quase um vício. Ele evita essas pessoas saudáveis e resolvidas que 
estão sempre cuidando de si. O cuidado de si, para Braga, é uma forma de mascaramento. 
O amor-próprio de Braga se revela no uso que faz da crônica. Em suas mãos, ela é, antes de tudo, uma máquina 
de confessar. Praticando-a, o cronista expõe as impressões, experiências e sentimentos que o atormentam; ao 
escrever, enxágua a alma até a mais absoluta transparência. 
(CASTELLO, José. Na cobertura de Rubem Braga. Rio de Janeiro: José Olympio, 1996, p. 56-57) 
Está plenamente correto o emprego de ambos os elementos sublinhados em: 
a) É patente a admiração à qual o autor do texto se vê tomado pelo cronista Rubem Braga, de cujo estilo 
também analisa à perfeição. 
b) Não se deve assumir como boas qualidades os vícios que, tão diligentemente, pretendem-se assim 
mascarar-se. 
c) É comum que se registre no estilo de um escritor sincero como Rubem Braga as marcas que em sua 
linguagem se impõe como testemunho de coragem. 
d) As grandes experiências e sentimentos, de cujo peso nos curvamos, costumam refletir-se na linguagem em 
cuja nos confessamos. 
e) Não será por medos tolos ou inseguranças pueris que Rubem Braga deixará de expor, nas crônicas pelas 
quais se notabilizou, suas confissões mais pessoais. 
7. FCC - Tec Leg (ALESE)/ALESE/Taquigrafia/2018 
Como eu era protestante, não pulei Carnaval durante a minha infância, nas décadas de 1950 e 1960. No entanto, 
eu e meu pai cantávamos muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio, numa época em que a TV ainda não 
existia. Uma de que eu gosto muito diz assim: “Iaiá, cadê o jarro? O jarro que eu plantei a flor. Eu vou te contar 
um caso: eu quebrei o jarro e matei a flor”. Hoje já não há marchinhas tão interessantes, quase não sinto beleza 
nelas. Mas gosto muito dos sambas-enredo, verdadeiras epopeias.” 
(Adaptado de: ROSA, Yêda Stela. 70 anos, de São Luiz. A-lá-lá- ô, ô, ô, ô, ôT. odos. São Paulo: Mol, 
Fevereiro/Março, p. 22) 
Considerando a regência e a estruturação das sentenças, a alternativa em que as duas construções estão 
corretas é: 
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a) Uma de que eu gosto / Fez promessas das quais não me esqueci. 
b) numa época em que a TV ainda não existia / Numa época aonde a corrupção não era divulgada. 
c) muitas das marchinhas que ouvíamos no rádio / Muitos dos desfiles cuja a transmissão assistíamos pela TV. 
d) O jarro que eu plantei a flor / O poço o qual caíram as chaves. 
e) numa época em que a TV ainda não existia / Numa época que precisamos voltar. 
8. FCC - Ag SA (SABESP)/SABESP/Ambiental/2018 
Considerando-seas regras de regência verbal, está empregado em conformidade com a norma-padrão o 
segmento destacado em: 
a) O amado escrevia cartas à sua amada semanalmente, mas ela já não as lia com afeto. 
b) O autor dirigiu-se ao leitor e o perguntou se aquele amor resistiria ao tempo e ao distanciamento. 
c) Os amantes correspondiam-se regularmente, mas as cartas não os diziam o que estavam sentindo. 
d) Todas as segundas-feiras, o rapaz esperava que o carteiro o entregasse uma carta da amada. 
e) Hoje, com a internet, as pessoas recebem instantaneamente as mensagens que as enviam. 
9. FCC - Contr SS (SABESP)/SABESP/2018 
O filósofo sempre foi considerado um personagem bizarro, estranho, capaz de cair num poço quando se 
embrenha em suas reflexões − é o que contam a respeito de Tales (cerca de 625-547 a.C.). O primeiro filósofo, 
segundo a tradição grega, combina enorme senso prático para os negócios com uma capacidade de abstração 
que o retira do mundo. Por isso é visto como indivíduo dotado de um saber especial, admirado porque manipula 
ideias abstratas, importantes e divinas. No fundo não está prefigurando as oposições que desenharão o perfil 
do homem do Ocidente? O divino Platão e o portentoso Aristóteles fizeram desse estranhamento o autêntico 
espanto diante das coisas, o empuxo para a reflexão filosófica. 
Nos dias de hoje essa imagem está em plena decadência; o filósofo se apresenta como um profissional 
competindo com tantos outros. Ninguém se importa com as promessas já inscritas no nome de sua profissão: 
a prometida amizade pelo saber somente se cumpre se a investigação for levada até seu limite, cair no abismo 
onde se perdem suas raízes. A palavra grega filosofia significa “amigo da sabedoria”, por conseguinte recusa 
da adesão a um saber já feito e compromisso com a busca do correto. 
Em contrapartida, o filósofo contemporâneo participa do mercado de trabalho. Torna-se mais seguro conforme 
aumenta a venda de seus livros, embora aparente desprezar os campeões de venda. Às vezes participa do jogo 
da mídia. Graças a esse comércio transforma seu saber em capital, e as novidades que encontra na leitura de 
textos, em moeda de troca. Ao tratar as ideias filosóficas como se fossem meras opiniões, isoladas de seus 
pressupostos ligados ao mundo, pode ser seduzido pela rigidez de ideias sem molejo, convertendo-se assim 
num militante doutrinário. Outras vezes, cai nas frivolidades da vida mundana. Não vejo na prática da filosofia 
contemporânea nenhum estímulo para que o estudioso se comprometa com uma prática moral e política mais 
consciente de si mesma, venha a ser mais tolerante às opiniões alheias. 
Num mundo em que as coisas e as pessoas são descartáveis, a filosofia e o filósofo também se tornam 
dispensáveis, sempre havendo uma doutrina ou um profissional capaz de enaltecer uma trama de interesses 
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privados. A constante exposição à mídia acaba levando o filósofo a dizer o que o grande público espera dele e, 
assim, também pode usufruir de seus quinze minutos de celebridade. Diante do perigo de ser engolfado pela 
teia de condutas que inverte o sentido original de suas práticas, o filósofo, principalmente o iniciante, se 
pretende ser amante de um saber autêntico, precisa não perder de vista que assumiu o compromisso de afastar-
se das ideias feitas − ressecadas pela falta da seiva da reflexão − e de desconfiar das novidades espalhafatosas. 
Se aceita consagrar-se ao estudo das ideias, que reflita sobre o sentido de seu comportamento. 
(Adaptado de: GIANNOTTI, José Arthur. Lições de filosofia primeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, 
edição digital) 
... e de desconfiar das novidades espalhafatosas. (último parágrafo) 
No trecho acima, o emprego da preposição em destaque justifica-se pela regência do termo 
a) compromisso. 
b) desconfiar. 
c) afastar-se. 
d) reflexão. 
e) assumiu. 
10. FCC - Ana G (DPE AM)/DPE AM/Especializado de Defensoria/Ciências Contábeis/2018 
As crianças gostam de brincadeiras que sejam imitativas e repetitivas, mas, ao mesmo tempo, inovadoras. 
Firmam-se no que lhes é conhecido e seguro, e exploram o que é novo e nunca foi experimentado. 
O termo “arremedo” pode implicar algum grau de intenção, mas imitar, ecoar ou reproduzir são propensões 
psicológicas (e até fisiológicas) universais que vemos em todo ser humano e em muitos animais. 
Merlin Donald, em Origens do pensamento moderno, faz uma distinção entre arremedo, imitação e mimese: o 
arremedo é literal, uma tentativa de produzir uma duplicata o mais exata possível. 
A imitação não é tão literal quanto o arremedo. A mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação. 
Em geral, incorpora o arremedo e a imitação a um fim superior, o de reencenar e representar um evento ou 
relação. O arremedo, segundo Donald, é visto em muitos animais; a imitação, em macacos e grandes primatas 
não humanos; a mimese, apenas no ser humano. A imitação, que tem um papel fundamental nas artes cênicas, 
onde a prática, a repetição e o ensaio incessantes são imprescindíveis, também é importante na pintura e na 
composição musical e escrita. Todos os artistas jovens buscam modelos durante os anos de aprendizado. Nesse 
sentido, toda arte começa como “derivada”: é fortemente influenciada pelos modelos admirados e emulados, 
ou até diretamente imitados ou parafraseados. 
Mas por que, de cada cem jovens músicos talentosos ou de cada cem jovens cientistas brilhantes, apenas um 
punhado irá produzir composições musicais memoráveis ou fazer descobertas científicas fundamentais? Será 
que a maioria desses jovens, apesar de seus dons, carece de alguma centelha criativa adicional? Será que lhes 
faltam características que talvez sejam essenciais para a realização criativa, por exemplo, audácia, confiança, 
pensamento independente? 
A criatividade envolve não só anos de preparação e treinamento conscientes, mas também de preparação 
inconsciente. Esse período de incubação é essencial para permitir que o subconsciente assimile e incorpore 
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influências, que as reorganize em algo pessoal. Na abertura de Rienzi, de Wagner, quase podemos identificar 
todo esse processo. Há ecos, imitações, paráfrases de Rossini, Schumann e outros − as influências musicais de 
seu aprendizado. E então, de súbito, ouvimos a voz de Wagner: potente, extraordinária (ainda que horrível, na 
minha opinião), uma voz genial, sem precedentes. 
Todos nós, em algum grau, fazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta. As ideias estão no ar, 
e nos apropriamos, muitas vezes sem perceber, de frases e da linguagem da época. A própria língua é 
emprestada: não a inventamos. Nós a descobrimos, ainda que possamos usá-la e interpretá-la de modos muito 
individuais. O que está em questão não é “emprestar” ou “imitar”, ser “derivado”, ser “influenciado”, e sim o 
que se faz com aquilo que é tomado de empréstimo. 
(Adaptado de: SACKS, Oliver. O rio da consciência. Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Cia. das Letras, 2017, 
ed. digital) 
Afirma-se corretamente: 
a) No segmento que talvez sejam essenciais para a realização criativa, o elemento sublinhado pode ser 
suprimido, uma vez que se encontra diante da preposição “a”. 
b) Caso o elemento sublinhado em A mimese adiciona uma dimensão representativa à imitação seja 
substituído por “arte de imitar”, o sinal indicativo de crase deve ser suprimido. 
c) Sem prejuízo da correção e do sentido, o elemento sublinhado em Firmam-se no que lhes é conhecido e 
seguro pode ser substituído por “à elas”. 
d) Na frase “vemos em todo ser humano e em muitos animais propensões psicológicas, e até fisiológicas, à 
imitar”, o uso do sinal indicativo de crase é adequado. 
e) O sinal indicativo de crase no segmentofazemos empréstimos de terceiros, da cultura à nossa volta é 
facultativo e pode ser suprimido. 
11.FCC - Of Log Al (METRO SP)/METRO SP/2018 
Quanto à voz de Maria Gadú, pouco adianta dizer que é rouca ou grave. Semelhante ......... experiência olfativa, 
......... qual usamos com frequência analogias, aduzir ......... voz uma definição não resolve a imprecisa 
descrição. Maria Rita Kehl, assim, termina por introduzir uma imagem: “uma lixa muito fina a filtrar o som que 
passa por ela, vindo do fundo de um poço”. 
Preenche respectivamente as lacunas acima o que se encontra em: 
a) à − para a − a 
b) à − a − a 
c) à − para a − à 
d) a − a − à 
e) a − à – a 
 
 
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12. FCC - Tec Leg (ALESE)/ALESE/Taquigrafia/2018 
Dialeto do Planalto 
Brasília é recente - foi fundada há menos de 60 anos -, mas, com contribuições de várias partes do país, formou 
a própria identidade. Descubra expressões típicas de lá que ajudam a revelar o jeito de ser do povo da capital 
federal. 
Ele é muito aguado. 
Refere-se a alguém que chora por qualquer coisa e de forma fingida - ou seja, um manteiga-derretida 
especializado em lágrimas de crocodilo. 
Nunca vi garçom tão apagado! 
É assim que os brasilienses se referem a alguém lento, lerdo. “Apagar” também pode ser sinônimo de 
assassinar. 
Só pode ser agá. 
“Agá”, em Brasília, é piada. E por lá corre o seguinte “agá”: não é à toa que o prédio do Congresso Nacional tem 
o formato dessa letra... 
Eu vou de camelo. 
Famoso por fazer parte da letra da música Eduardo e Mônica, da Legião Urbana, o termo “camelo” denota 
bicicleta. 
Quando ela chegou, dei de cabrito. 
Sabe-se lá por que o filhote da cabra ganhou essa fama no Distrito Federal: “dar de cabrito” é sair de fininho, à 
francesa. 
(Adaptado de: IACONIS, Heloísa. Todos. São Paulo: Mol, Fevereiro/março, p. 37) 
A alternativa que apresenta alterações em fragmento do texto, mantendo a correção e o sentido originais, é 
a) As palavras referem-se a pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, uns 
manteigas-derretidas especializados em lágrimas de crocodilo. 
b) As palavras referem-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, manteigas-
derretida especializados em lágrimas de crocodilo. 
c) As palavras refere-se à pessoas que chora por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, uns manteigas-
derretidas especializadas em lágrimas de crocodilo. 
d) As palavras refere-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de forma fingida - ou seja, uns manteiga-
derretidas especializados em lágrimas de crocodilo. 
e) As palavras referem-se à pessoas que choram por quaisquer coisas e de formas fingidas - ou seja, umas 
manteigas-derretidas especializados em lágrimas de crocodilo. 
 
 
 
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13. FCC - Contr SS (SABESP)/SABESP/2018 
O filósofo sempre foi considerado um personagem bizarro, estranho, capaz de cair num poço quando se 
embrenha em suas reflexões − é o que contam a respeito de Tales (cerca de 625-547 a.C.). O primeiro filósofo, 
segundo a tradição grega, combina enorme senso prático para os negócios com uma capacidade de abstração 
que o retira do mundo. Por isso é visto como indivíduo dotado de um saber especial, admirado porque manipula 
ideias abstratas, importantes e divinas. No fundo não está prefigurando as oposições que desenharão o perfil 
do homem do Ocidente? O divino Platão e o portentoso Aristóteles fizeram desse estranhamento o autêntico 
espanto diante das coisas, o empuxo para a reflexão filosófica. 
Nos dias de hoje essa imagem está em plena decadência; o filósofo se apresenta como um profissional 
competindo com tantos outros. Ninguém se importa com as promessas já inscritas no nome de sua profissão: 
a prometida amizade pelo saber somente se cumpre se a investigação for levada até seu limite, cair no abismo 
onde se perdem suas raízes. A palavra grega filosofia significa “amigo da sabedoria”, por conseguinte recusa 
da adesão a um saber já feito e compromisso com a busca do correto. 
Em contrapartida, o filósofo contemporâneo participa do mercado de trabalho. Torna-se mais seguro conforme 
aumenta a venda de seus livros, embora aparente desprezar os campeões de venda. Às vezes participa do jogo 
da mídia. Graças a esse comércio transforma seu saber em capital, e as novidades que encontra na leitura de 
textos, em moeda de troca. Ao tratar as ideias filosóficas como se fossem meras opiniões, isoladas de seus 
pressupostos ligados ao mundo, pode ser seduzido pela rigidez de ideias sem molejo, convertendo-se assim 
num militante doutrinário. Outras vezes, cai nas frivolidades da vida mundana. Não vejo na prática da filosofia 
contemporânea nenhum estímulo para que o estudioso se comprometa com uma prática moral e política mais 
consciente de si mesma, venha a ser mais tolerante às opiniões alheias. 
Num mundo em que as coisas e as pessoas são descartáveis, a filosofia e o filósofo também se tornam 
dispensáveis, sempre havendo uma doutrina ou um profissional capaz de enaltecer uma trama de interesses 
privados. A constante exposição à mídia acaba levando o filósofo a dizer o que o grande público espera dele e, 
assim, também pode usufruir de seus quinze minutos de celebridade. Diante do perigo de ser engolfado pela 
teia de condutas que inverte o sentido original de suas práticas, o filósofo, principalmente o iniciante, se 
pretende ser amante de um saber autêntico, precisa não perder de vista que assumiu o compromisso de afastar-
se das ideias feitas − ressecadas pela falta da seiva da reflexão − e de desconfiar das novidades espalhafatosas. 
Se aceita consagrar-se ao estudo das ideias, que reflita sobre o sentido de seu comportamento. 
(Adaptado de: GIANNOTTI, José Arthur. Lições de filosofia primeira. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, 
edição digital) 
A constante exposição à mídia acaba levando o filósofo.. .(último parágrafo) 
No segmento acima, o sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso se substitua “mídia” por 
a) imprensa. 
b) programas. 
c) meio de comunicação. 
d) debates. 
e) propagandas. 
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14. FCC - At Cli (SABESP)/SABESP/2018 
A partir de que momento uma obra é, de fato, arte? Mona Suhrbier, etnóloga e especialista em questões ligadas 
à Amazônia do Museu de Culturas do Mundo de Frankfurt, explica em entrevista por que trabalhos de mulheres 
indígenas que vivem em zonas não urbanas têm dificuldade de achar um lugar nos museus. 
Qual tipo de arte pode ser classificado como “arte indígena”? Devo mencionar, de início, que aqui no Museu 
das Culturas do Mundo não usamos o termo “arte indígena”. O Museu coleciona desde 1975 arte não europeia. 
Em cada exposição, indicamos o nome da região de que a arte em questão vem. Mas para responder a sua 
pergunta com uma pequena provocação: arte indígena é sempre aquela que não é nacional. É o tipo de arte 
que os países não querem usar para representá-los no exterior. É o “folclore”, o “artesanato”. Para este tipo de 
arte foi criado no século 21 um espaço especial: o Museu do Folclore. Já me perguntei: por que é que se precisa 
desse museu? Por que aquilo que é exibido nele não é considerado simplesmente arte? 
E você encontrou uma resposta a essa pergunta? Quando uma produção deriva de formas de expressão rurais, 
coloca-se a obra no Museu do Folclore, sobretudo se for feita por mulheres. Mas se a obra for de autoria de um 
artista urbano, cujo currículo seja adequado, ou seja, se tiver estudado com “as pessoas certas”, aí sim ele pode 
iniciar o caminho para que se torne um artista reconhecido. Na minha opinião, o problema está nesses critérios“ocidentais”. Muitas vezes o próprio material já define: o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (“sim, 
poderia ser arte”), enquanto um cesto trançado já é mais difícil. 
Até que ponto especialistas em arte, socializados em culturas ocidentais, refletem a respeito do fato de que 
talvez não possam julgar tradições artísticas que não conhecem? Acredito que as pessoas, inclusive os 
especialistas em arte, tendem a julgar como bom aquilo que já conhecem. As pessoas, em sua maioria, não 
pensam que cresceram em um mundo visual específico. Esse mundo serve como uma espécie de norma. É mais 
uma questão sensorial que intelectual. Acho que, entre nós, há muito pouco autoquestionamento no que 
concerne ao que nos marcou esteticamente. 
(Adaptado de: REKER, Judith. “Arte não europeia: ‘não queremos ser como vocês’”. Disponível emh:t 
tps://www.goethe.de) 
Quanto à ocorrência de crase, é correto afirmar: 
a) Em o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (3º parágrafo), pode ser acrescentado o sinal indicativo 
de crase ao termo sublinhado, uma vez que a regência do verbo “aceitar” o permite. 
b) Em o mundo da arte aceita com prazer a cerâmica (3º parágrafo), caso o verbo em destaque seja substituído 
por “prefere”, o termo sublinhado deverá ser também substituído por “à”. 
c) Em especialista em questões ligadas à Amazônia (1º parágrafo), o sinal de crase pode ser suprimido, uma 
vez que se trata de uso opcional da preposição “a”. 
d) Em o nome da região de que a arte em questão vem (2º parágrafo), caso se substitua o verbo em destaque 
por “advém”, o termo sublinhado terá de ser substituído por “à”. 
e) Em E você encontrou uma resposta a essa pergunta? (3º parágrafo), pode-se substituir o segmento 
sublinhado por “à”, do mesmo modo que em para responder a sua pergunta (2º parágrafo). 
 
 
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15. FCC - TJ TRT2/TRT 2/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018 
Meditação e foco no macarrão 
"Sente os pés no chão", diz a instrutor a, com a voz serena de quem há décadas deve sentir os pés no chão, 
"sente a respiração”. 
"Inspira, expira", ela diz, mas o narrador dentro da minha cabeça fala mais alto: "Eis então que no início do 
terceiro milênio, tendo chegado à Lua e à engenharia genética, os seres humanos se voltavam ávidos a técnicas 
milenares de relaxamento na esperança de encontrar alguma paz e algum sentido para suas vidas 
simultaneamente atribuladas e vazias". 
Um lagarto, penso, jamais faria um curso de meditação. "Sente a pedra. A barriga na pedra. Relaxa a cauda. 
Agora sente o sol aquecendo as escamas. Esquece as moscas. Esquece as cobras rondando a toca. Inspira. 
Expira." Eu imagino que o lagarto sinta a pedra. A barriga na pedra. O prazer simples e ancestral de lagartear 
sob o sol. 
Se o lagarto consegue esquecer as moscas ou a cobra rondando a toca, já não sei. A parte mais interna e mais 
antiga do nosso cérebro é igual à dos répteis. É dali que vem o medo, ferramenta evolutiva fundamental para 
trazer nossos genes triunfantes e nossos cérebros aflitos através dos milênios até aquela roda, no décimo 
segundo andar de um prédio na cidade de São Paulo. 
Não há nada de místico na meditação. Pelo contrário. Meditar é aprender a estar aqui, agora. Eu acho que nunca 
estive aqui, agora. O ansioso está sempre em outro lugar. Sempre pré-ocupado. Às vezes acho que nasci meia 
hora atrasado e nunca recuperei esses trinta minutos. "Inspira. Expira". 
Não é um problema só meu. A revista dominical do "New York Times" fez uma matéria de capa ano passado 
sobre o tema. Dizia que vivemos a era da ansiedade. Todas as redes sociais são latifúndios produzindo 
ansiedade. Mesmo o presente mais palpável, como um prato fumegante de macarrão, nós conseguimos 
digitalizar e transformar em ansiedade. Eu preciso postar a minha selfie dando a primeira garfada neste 
macarrão, depois nem vou conseguir comer o resto do macarrão, ou sentir o gosto do macarrão, porque estarei 
ocupado conferindo quantas pessoas estão comentando a minha foto comendo o macarrão que esfria, a minha 
frente. 
"Inspira, expira.” A voz da instrutora é tão calma e segura que me dá a certeza de que ela consegue comer o 
macarrão e me dá a esperança de que também eu, um dia, aprenderei a comer o macarrão. É só o que eu peço 
a cinco mil anos de tradição acumulada por monges e budas e maharishis e demais sábios barbudos ou 
imberbes do longínquo Oriente. "Inspira. Expira.” Foco no macarrão. 
(Adaptado de: PRATA, Antonio. Folha de S. Paulo. Disponível em: www.folha.uol.com.br) 
O sinal indicativo de crase pode ser acrescido, por ser facultativo, à expressão destacada em: 
a) Meditar é aprender a estar aqui, agora. 
b) se voltavam ávidos a técnicas milenares de relaxamento... 
c) Agora sente o sol aquecendo as escamas. 
d) o macarrão que esfria, a minha frente. 
e) Esquece as moscas. 
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16. FCC - TJ TRT15/TRT 15/Apoio Especializado/Enfermagem/2018 
Estão empregadas de acordo com a norma-padrão as expressões sublinhadas em: 
a) A frase de Sartre para a qual o autor chama a atenção corresponde à síntese do existencialismo. 
b) Daniel Klein lançou-se à ler Sartre em busca de uma filosofia pela qual pudesse se identificar. 
c) As palavras de Sartre de que o autor cita no texto associam-se à uma síntese do existencialismo. 
d) A filosofia na qual Sartre é representante lança luz sobre como damos sentido à nossas escolhas. 
e) Ao fazer menção à esta filosofia de Sartre, o autor sugere com que nossas decisões sejam revistas. 
17. FCC - TJ TRT19/Administrativa/2014 
Tudo é grandioso na Amazônia, o maior bloco remanescente de floresta tropical do planeta. Com pouco mais 
de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, espalha-se por nove países da América do Sul − a maior parte está 
no Brasil, que detém 69% da área coberta pela floresta. Estima-se ainda que ela abrigue quase 25% de todas as 
espécies de seres vivos da Terra, além de 35 milhões de pessoas (20 milhões somente no Brasil). A Amazônia 
tem também a maior bacia fluvial do mundo, fundamental para a drenagem de vários países e para a geração 
de chuvas. É o maior reservatório de água doce do planeta, com cerca de 20% de toda a água doce disponível. 
Por isso, é um dos reguladores do clima e do equilíbrio hídrico da Terra. 
Apesar de tanta grandiosidade, são as alterações em pequena escala, como a abertura de clareiras para a 
extração seletiva de madeira, que podem representar uma das principais ameaças à conservação do 
ecossistema, destaca o biólogo Helder Queiroz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável 
Mamirauá. De modo geral, explica Queiroz, as principais ameaças à Amazônia estão hoje associadas às práticas 
que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats e à redução de populações de plantas e de animais. 
"Muitas árvores com madeira de grande valor comercial são fundamentais para a alimentação de diversos 
animais", diz Queiroz. 
Hoje, a perda de ambientes naturais é maior numa região conhecida como Arco do Desmatamento, que se 
estende do sul ao leste da Amazônia Legal − uma área de 5 milhões de km2 que engloba oito estados. O Arco 
do Desmatamento, definido pela fronteira da expansão agropecuária − que converte grandes extensões de 
floresta em pastagens −, concentra cerca de 56% da população indígena do país. 
As regiões de várzea, em terrenos mais baixos, no interior da floresta amazônica, também têm atraído a 
atenção do poder público durante a elaboração de estratégias de conservação do ecossistema. Boa parte dessa 
região é inundada pelas chamadas águas brancas, de origem andina, ricas em sedimentos e nutrientes. Nesses 
trechos, a vegetação tende a ser mais abundante. Devido a essa riqueza em recursos naturais, as florestas de 
várzea sofrem mais coma constante ocupação humana. Todas as grandes cidades amazônicas, e boa parte das 
pequenas, estão localizadas nessas áreas. 
(Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira, Pesquisa Fapesp, outubro de 2013. p. 58-60) 
A Amazônia tem também a maior bacia fluvial do mundo... (1o parágrafo) 
Nas frases transcritas do Texto I, o verbo que exige o mesmo tipo de complemento do grifado acima está em: 
a) ... a perda de ambientes naturais é maior numa região... 
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b) ... a maior parte está no Brasil... 
c) ... as florestas de várzea sofrem mais com a ocupação humana. 
d) ... que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats... 
e) ... que detém 69% da área coberta pela floresta. 
18. FCC - TJ TRT19/Administrativa/2014 
Este caderno de Jorge de Lima bem que se poderia chamar "as impressões dum homem que esteve no cárcere". 
E são estes poemas mesmo um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. E há neles qualquer coisa 
das surpresas e dos espantos que sofre um homem que tudo via em névoa, ao sair de uma operação de catarata. 
As cores como que vivem com outra intensidade. 
 Tudo isso nos versos de Jorge de Lima está contado com muita força e comoção. Da boa e legítima comoção 
que é a que vem da simplicidade, que é a que sai das fontes mais preciosas do coração. [...] 
É vinda de dentro da terra, da vida sentimental do Nordeste, a maior parte dos poemas desse caderno. Quem 
os escreveu fez como um desterrado que a saudade conduziu ao retorno. E que voltasse com todos os sentidos 
atacados de fome. E se encontra o Nordeste por toda a parte em seus poemas. [...] É ainda no caráter 
puramente regionalista de sua poesia que se distingue o Sr. Jorge de Lima. Porque o seu regionalismo não é 
um limite à sua emoção e não tem por outra parte o caráter de partido político daquele que rapazes de S.Paulo 
oferecem ao país com as insistências de anúncios de remédio. O regionalismo do jovem poeta nordestino é a 
sua emoção mais que a sua ideologia. O Nordeste não vem em sua poesia como um tema ou uma imposição 
doutrinária, vem como a expressão lírica de um nordestino evocar a sua terra. 
(Nota preliminar a Poemas escolhidos. REGO, José Lins do. in: LIMA, Jorge de. Poesias completas. Rio de 
Janeiro: José Aguilar Editora, 1974, vol. I, p. 140-142) 
E são estes poemas mesmo um canto comovido à terra de que ele esteve segregado. (Texto III, 1o parágrafo) 
A expressão grifada acima deverá preencher corretamente a lacuna existente em: 
a) Na época ...... o poeta esteve preso a regras, seus versos perderam muito em emoção lírica. 
b) O artificialismo ...... se prendem alguns poetas compromete a sincera expressão de seus sentimentos. 
c) A obra ...... se fala contém versos que demonstram o verdadeiro lirismo de seu autor. 
d) Os estímulos ...... um poeta compõe sua obra se originam na realidade vivida e transformada por ele. 
e) Despertam emoção aqueles versos ...... traduzem a sensibilidade de um reconhecido poeta. 
19. FCC - AJ TRT16/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 (e mais 1 concurso) 
Responsabilidade social 
• (mk,rp) Adoção, por parte da empresa ou de qualquer instituição, de políticas e práticas organizacionais 
socialmente responsáveis, por meio de valores e exemplos que influenciam os diversos segmentos das 
comunidades impactadas por essas ações. O conceito de responsabilidade social fundamenta-se no 
compromisso de uma organização dentro de um ecossistema, onde sua participação é muito maior do que 
gerar empregos, impostos e lucros. Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente de forma absolutamente 
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responsável e ética, inter-relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o desenvolvimento econômico e 
com o equilíbrio social. Do ponto de vista mercadológico, a responsabilidade social procura harmonizar as 
expectativas dos diferentes segmentos ligados à empresa: consumidores, empregados, fornecedores, redes de 
venda e distribuição, acionistas e coletividade. Do ponto de vista ético, a organização que exerce sua 
responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade, melhorar a qualidade de vida, modificar 
atitudes e comportamentos através da educação e da cultura, conservar a vitalidade da terra e a biodiversidade, 
gerar uma consciência nacional para integrar desenvolvimento e conservação, ou seja, promover o 
desenvolvimento sustentável, o bem-estar e a qualidade de vida. Diz-se tb. responsabilidade social corporativa 
ou RSC. V. ecossistema social, ética corporativa, empresa cidadã e marketing social. 
(BARBOSA, Gustavo e RABAÇA, Carlos Alberto. 2.ed. rev. e atualizada. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001 − 10a 
reimpressão, p. 639-40) 
O segmento do verbete que apresenta descuido quanto à regência é: 
a) Adoção [...] de políticas e práticas organizacionais socialmente responsáveis. 
b) Seu objetivo básico é atuar no meio ambiente [...], inter-relacionando-se com o equilíbrio ecológico, com o 
desenvolvimento econômico e com o equilíbrio social. 
c) a organização que exerce sua responsabilidade social procura respeitar e cuidar da comunidade. 
d) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] conservar a vitalidade da terra e a 
biodiversidade. 
e) a organização que exerce sua responsabilidade social procura [...] promover o desenvolvimento sustentável, 
o bem-estar e a qualidade de vida. 
20. FCC - AJ TRT13/Apoio Especializado/Arquivologia/2014 (e mais 10 concursos) 
Atenção: Considere o texto abaixo para responder à questão. 
O caldo cultural do Nordeste, particularmente do sertão, foi primordial na formação do paraibano Ariano 
Suassuna. A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e formas de 
expressão artística que mais tarde viriam a influenciar o seu universo ficcional, como a literatura de cordel e o 
maracatu rural. Não só histórias e casos narrados foram aproveitados para o processo de criação de suas peças 
e romances, mas também todas as formas da narrativa oral e da poesia sertaneja foram assimiladas e 
reelaboradas por Suassuna. Suas obras se caracterizam justamente por isso, pelo domínio dos ritmos da 
poética popular nordestina. 
Com apenas 19 anos, Suassuna ligou-se a um grupo de jovens escritores e artistas. As atividades que o grupo 
desenvolveu apontavam para três direções: levar o teatro ao povo por meio de apresentações em praças 
públicas, instaurar entre os componentes do conjunto uma problemática teatral e estimular a criação de uma 
literatura dramática de raízes fincadas na realidade brasileira, particularmente na nordestina. 
No final do século XIX, surgiu no Nordeste a chamadaliteratura de cordel. A primeira publicação de folheto no 
Nordeste, historicamente comprovada, aconteceu em 1870. 
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O nome cordel originou-se do fato de os folhetos serem expostos em cordões, quando vendidos nas feiras 
livres. O principal nome do cordel foi Leandro Gomes de Barros, considerado por Ariano Suassuna “o mais 
genial de todos os poetas do romanceiro popular do Nordeste”. 
A peça Auto da Compadecida, de Suassuna, é uma releitura do folclore nordestino em linguagem teatral 
moderna. O enredo da peça é um trabalho de montagem e moldagem baseado em uma tradição muito antiga, 
que remonta aos autos medievais e mais diretamente a inúmeros autores populares que se dedicaram ao 
gênero do cordel. 
As apropriações de Suassuna tanto do folheto nordestino quanto de outras fontes literárias são possíveis 
porque a palavra imitação, usada por Suassuna, remete-nos ao conceito aristotélico de mimesis, cujo 
significado não representa apenas uma repetição à semelhança de algo, uma cópia, mas a representaçãode 
uma realidade. Suassuna já fez diversos elogios da imitação como ato de criação e costuma dizer que boa parte 
da obra de Shakespeare vem da recriação de histórias mais antigas. 
Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na 
cultura popular a noção de que a história, uma vez contada, torna-se patrimônio universal e transfere-se para 
o domínio público. Autoral é apenas a forma textual dada à história por cada um que a reescreve. 
(Adaptado de FOLCH, Luiza. Disponível em: www.omarrare.uerj.br/numero15. Acesso em 17/05/2014) 
A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e... (1º parágrafo) 
O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o grifado na frase acima está empregado 
em: 
a) O caldo cultural do Nordeste (...) foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. 
b) ...levar o teatro ao povo por meio de apresentações... 
c) ...que remonta aos autos medievais... 
d) ...existe na cultura popular a noção de que a história... 
e) ...surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. 
21. FCC - TJ TRT19/Administrativa/2014 
Tudo é grandioso na Amazônia, o maior bloco remanescente de floresta tropical do planeta. Com pouco mais 
de 6,8 milhões de quilômetros quadrados, espalha-se por nove países da América do Sul − a maior parte está 
no Brasil, que detém 69% da área coberta pela floresta. Estima-se ainda que ela abrigue quase 25% de todas as 
espécies de seres vivos da Terra, além de 35 milhões de pessoas (20 milhões somente no Brasil). A Amazônia 
tem também a maior bacia fluvial do mundo, fundamental para a drenagem de vários países e para a geração 
de chuvas. É o maior reservatório de água doce do planeta, com cerca de 20% de toda a água doce disponível. 
Por isso, é um dos reguladores do clima e do equilíbrio hídrico da Terra. 
Apesar de tanta grandiosidade, são as alterações em pequena escala, como a abertura de clareiras para a 
extração seletiva de madeira, que podem representar uma das principais ameaças à conservação do 
ecossistema, destaca o biólogo Helder Queiroz, diretor do Instituto de Desenvolvimento Sustentável 
Mamirauá. De modo geral, explica Queiroz, as principais ameaças à Amazônia estão hoje associadas às práticas 
que levam direta ou indiretamente à perda de hábitats e à redução de populações de plantas e de animais. 
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"Muitas árvores com madeira de grande valor comercial são fundamentais para a alimentação de diversos 
animais", diz Queiroz. 
Hoje, a perda de ambientes naturais é maior numa região conhecida como Arco do Desmatamento, que se 
estende do sul ao leste da Amazônia Legal − uma área de 5 milhões de km2 que engloba oito estados. O Arco 
do Desmatamento, definido pela fronteira da expansão agropecuária − que converte grandes extensões de 
floresta em pastagens −, concentra cerca de 56% da população indígena do país. 
As regiões de várzea, em terrenos mais baixos, no interior da floresta amazônica, também têm atraído a 
atenção do poder público durante a elaboração de estratégias de conservação do ecossistema. Boa parte dessa 
região é inundada pelas chamadas águas brancas, de origem andina, ricas em sedimentos e nutrientes. Nesses 
trechos, a vegetação tende a ser mais abundante. Devido a essa riqueza em recursos naturais, as florestas de 
várzea sofrem mais com a constante ocupação humana. Todas as grandes cidades amazônicas, e boa parte das 
pequenas, estão localizadas nessas áreas. 
 (Adaptado de: ANDRADE, Rodrigo de Oliveira, Pesquisa Fapesp, outubro de 2013. p. 58-60) 
 ... que podem representar uma das principais ameaças à conservação do ecossistema ... (Texto I, 2o 
parágrafo) 
O sinal indicativo de crase deverá permanecer, como no exemplo acima, caso o segmento grifado seja 
substituído por: 
a) cada componente da biodiversidade. 
b) alguma das espécies ameaçadas. 
c) qualquer ser vivo da floresta. 
d) respeito das condições do ambiente. 
e) recente pesquisa de medicamentos. 
22. FCC - AJ TRT19/Judiciária/"Sem Especialidade"/2014 
De que forma o conhecimento da cultura renascentista pode auxiliar no entendimento do presente? 
A história da cultura renascentista ilustra com clareza o processo de construção cultural do homem moderno e 
da sociedade contemporânea. Nela se manifestam, já muito dinâmicos e predominantes, os germes do 
individualismo, do racionalismo e da ambição ilimitada, típicos de comportamentos mais imperativos e 
representativos do nosso tempo. Ela consagra a vitória da razão abstrata, que é a instância suprema de toda a 
cultura moderna, versada no rigor das matemáticas que passarão a reger os sistemas de controle do tempo e 
do espaço. Será essa mesma razão abstrata que estará presente na própria constituição da chamada identidade 
nacional. Ela é a nova versão do poder dominante e será consubstanciada no Estado Moderno, entidade 
controladora e disciplinadora por excelência, que impõe à sociedade um padrão único, monolítico e 
intransigente. Isso, contraditoriamente, fará brotar um anseio de liberdade e autonomia do espírito, 
certamente o mais belo legado do Renascimento à atualidade. 
Como explicar a pujança do Renascimento, surgido em continuidade à miséria, à opressão e ao obscurantismo 
do período medieval? 
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O Renascimento assinala o florescimento de um longo processo de produção, circulação e acumulação de 
recursos econômicos, desencadeado desde a Baixa Idade Média. São os excedentes dessa atividade crescente 
em progressão maciça que serão utilizados para financiar, manter e estimular uma ativação econômica. Surge 
assim a sociedade dos mercadores, organizada por princípios como a liberdade de iniciativas, a cobiça e a 
potencialidade do homem, compreendido como senhor da natureza, destinado a dominá-la e a submetê-la à 
sua vontade. O Renascimento, portanto, é a emanação da riqueza e seus maiores compromissos serão para 
com ela. 
(Adaptado de: SEVCENKO, Nicolau. O renascimento. São Paulo: Atual; Campinas: Universidade Estadual de 
Campinas, 1982. p. 2 e 3) 
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido 
original do texto, em: 
a) ... à opressão e ao obscurantismo... 
b) ... o mais belo legado do Renascimento à atualidade. 
c) ... em continuidade à miséria... 
d) ... e a submetê-la à sua vontade. 
e) ... que impõe à sociedade um padrão único... 
23. FCC - AJ TRT19/Judiciária/Oficial de Justiça Avaliador Federal/2014 (e mais 6 concursos) 
Sentava-se mais ou menos ...... distância de cinco metros do professor, sem grande interesse. Estudava de 
manhã, e ...... tardes passava perambulando de uma praça ...... outra, lendo algum livro, percebendo, vez ou 
outra, o comportamento dos outros, entregue somente ...... discrição de si mesmo. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) a − às − à − a 
b) à − as − a − à 
c) a − as − à − a 
d) à − às − a − à 
e) a − às − a – a 
24. FCC - AJ TRT5/Administrativa/2013 (e mais 17 concursos) 
Embora as maiores instituições humanas se alienem, ou enxovalhem, resta-nos sempre uma, tão nova nos 
lábios de Gladstone como nos de Péricles: a instituição divina da palavra, capaz só por só de reconquistar todas 
as outras, quando associada à misteriosa onipotência da verdade. Tiraram-lhe a majestade da tribuna, pela qual 
os parlamentos governam. Mas ficou-lhe a imprensa, que se impõe aos governos, domina os parlamentos, e 
instrui os povos. Considerada como órgão desta função, avulta incomparável, no mundo moderno, a sua 
grandeza. E é assim que a consideramos, que o seu prestígio nos fascina, que a sua beleza nos deslumbra, que 
a sua missão nos atrai, que as temeridades,os sacrifícios, os perigos da sua comunhão nos acenam, ainda hoje, 
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com uma sedução diversa, mas às vezes não menos viva que a de vinte e sete anos atrás, quando o jornalismo 
arrebatou pela primeira vez no seu torvelinho a nossa mocidade. 
Cada país, cada raça, cada estado social, cada época tem a sua imprensa, e, na mesma época, o Proteu reveste, 
para cada ambição, para cada parcialidade, para cada tendência, para cada apostolado, a sua forma, atenuada, 
ou típica, vivaz, ou decadente, confessa, ou dissimulada. As grandes nações coevas poderiam caracterizar-se 
cada qual pelo caráter do seu jornalismo. Mas através das variedades que o diversificam, das especialidades, 
que o enriquecem, das excentricidades que o desnaturam, a origem do seu valor, do seu poderio, da sua 
resistência indestrutível está na transparência luminosa da sua ação sobre a sociedade, na sua correspondência 
com os sofrimentos populares, na sua solidariedade com as reivindicações do direito, na irreconciliabilidade da 
sua existência com a da ignorância, a da mentira, a da torpeza. 
 Obs.: Proteu − um deus do mar, capaz de se metamorfosear em todas as formas que desejasse, fossem animais 
ou quaisquer outros elementos, como água ou fogo. 
Ortografia atualizada segundo as normas vigentes. 
(Rui Barbosa. Campanhas jornalísticas. 4. ed. São Paulo: Edigraf, 1972. p. 138-139) 
... quando associada à misteriosa onipotência da verdade. (1o parágrafo) 
Mantém-se corretamente o à − com o sinal indicativo de crase − se o segmento grifado for substituído por: 
a) uma característica que a identifica. 
b) cada tendência de pensamento. 
c) valores dispersos na sociedade. 
d) defesa dos direitos sociais. 
e) qualquer ação esclarecedora dos fatos. 
25. FCC - Técnico Judiciário (TRE SP)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012 
Os modernistas de 1922 nunca se consideraram componentes de uma escola, nem afirmaram ter postulados 
rigorosos em comum. O que os unificava era um grande desejo de expressão livre e a tendência para transmitir, 
sem os embelezamentos tradicionais do academismo, a emoção pessoal e a realidade do país. Por isso, não se 
cansaram de afirmar (sobretudo Mário de Andrade) que a sua contribuição maior foi a liberdade de criação e 
expressão. "Cria o teu ritmo livremente", disse Ronald de Carvalho. 
Este conceito é relativo, pois em arte não há originalidade absoluta. No Brasil, ele significou principalmente 
libertação dos modelos acadêmicos, que se haviam consolidado entre 1890 e 1920. Em relação a eles, os 
modernistas afirmaram a sua libertação em vários rumos e setores: vocabulário, sintaxe, escolha de temas, a 
própria maneira de ver o mundo. 
Do ponto de vista estilístico, pregaram a rejeição dos padrões portugueses, buscando uma expressão mais 
coloquial, próxima do modo de falar brasileiro. Um renovador como Mário de Andrade começava os períodos 
pelo pronome oblíquo, abandonava inteiramente a segunda pessoa do singular, acolhia expressões e palavras 
da linguagem corrente, procurava incorporar à escrita o ritmo da fala e consagrar literariamente o vocabulário 
usual. 
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Mesmo quando não procuravam subverter a gramática, os modernistas promoveram uma valorização 
diferente do léxico, paralela à renovação dos assuntos. O seu desejo principal foi o de serem atuais, exprimir a 
vida diária, dar estado de literatura aos fatos da civilização moderna. 
(Trecho adaptado de Antonio Candido e José Aderaldo Castello. Presença da literatura brasileira: 
Modernismo. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 1997, p.11-12) 
... os modernistas promoveram uma valorização diferente do léxico, paralela à renovação dos assuntos. 
O sinal indicativo de crase presente na frase acima deve ser mantido em caso de substituição do segmento 
grifado por: 
a) muita inovação no repertório. 
b) uma grande reformulação dos temas. 
c) toda sorte de revigoramento do repertório. 
d) profundas mudanças temáticas. 
e) inevitável transformação temática. 
26. FCC - Analista Judiciário (TRE SP)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012 
A razão do mérito e a do voto 
Um ministro, ao tempo do governo militar, irritado com a campanha pelas eleições diretas para presidente da 
República, buscou minimizar a importância do voto com o seguinte argumento: − Será que os passageiros de 
um avião gostariam de fazer uma eleição para escolher um deles como piloto de seu voo? Ou prefeririam confiar 
no mérito do profissional mais abalizado? 
A perfídia desse argumento está na falsa analogia entre uma função eminentemente técnica e uma função 
eminentemente política. No fundo, o ministro queria dizer que o governo estava indo muito bem nas mãos dos 
militares e que estes saberiam melhor que ninguém prosseguir no comando da nação. 
Entre a escolha pelo mérito e a escolha pelo voto há necessidades muito distintas. Num concurso público, por 
exemplo, a avaliação do mérito pessoal do candidato se impõe sobre qualquer outra. A seleção e a classificação 
de profissionais devem ser processos marcados pela transparência do método e pela adequação aos objetivos. 
Já a escolha da liderança de uma associação de classe, de um sindicato deve ocorrer em conformidade com o 
desejo da maioria, que escolhe livremente seu representante. Entre a especialidade técnica e a vocação política 
há diferenças profundas de natureza, que pedem distintas formas de reconhecimento. 
Essas questões vêm à tona quando, em certas instituições, o prestígio do "assembleísmo" surge como absoluto. 
Há quem pretenda decidir tudo no voto, reconhecendo numa assembleia a "soberania" que a qualifica para a 
tomada de qualquer decisão. Não por acaso, quando alguém se opõe a essa generalização, lembrando a razão 
do mérito, ouvem-se diatribes contra a "meritocracia". Eis aí uma tarefa para nós todos: reconhecer, caso a 
caso, a legitimidade que tem a decisão pelo voto ou pelo reconhecimento da qualificação indispensável. Assim, 
não elegeremos deputado alguém sem espírito público, nem votaremos no passageiro que deverá pilotar nosso 
avião. 
(Júlio Castanho de Almeida, inédito) 
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Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: 
a) A argumentação na qual se valeu o ministro baseava-se numa analogia em cuja pretendia confundir função 
técnica com função política. 
b) As funções para cujo desempenho exige-se alta habilitação jamais caberão a quem se promova apenas pela 
aclamação do voto. 
c) Para muitos, seria preferível uma escolha baseada no consenso do voto do que a promoção pelo 
mérito onde nem todos confiam. 
d) A má reputação de que se imputa ao "assembleísmo" é análoga àquela em que se reveste a "meritocracia". 
e) A convicção de cuja não se afasta o autor do texto é a de que a adoção de um ou outro critério se faça 
segundo à natureza do caso. 
27. FCC – TRE/SP - 2012 
Você está conectado? 
Alguns anos atrás, a palavra "conectividade" dormia em paz, em desuso, nos dicionários, lembrando vagamente 
algo como ligação, conexão. Agora, na era da informática e de todas as mídias, a palavra pulou para dentro da 
cena e ninguém mais admite viver sem estar conectado. Desconfio que seja este o paradigma dominante dos 
últimos e dos próximos anos, em nossa aldeia global: o primado das conexões. 
No ônibus de viagem, de que me valho regularmente, sou quase uma ilha em meio às mais variadas conexões: do 
vizinho da direita vaza a chiadeira de um fone de ouvido bastante ineficaz; do rapazinho à esquerda chega a viva 
conversa que mantém há quinze minutos com a mãe, pelo celular; logo à frente um senhor desliza os dedos no 
laptop no colo, e se eu erguer um pouquinhoos olhos dou com o vídeo − um filme de ação − que passa nos quatro 
monitores estrategicamente posicionados no ônibus. Celulares tocam e são atendidos regularmente, as falas se 
cruzam, e eu nunca mais consegui me distrair com o lento e mudo crepúsculo, na janela do ônibus. 
Não senhor, não são inocentes e efêmeros hábitos modernos: a conectividade irrestrita veio para ficar e conduzir a 
humanidade a não sabemos qual destino. As crianças e os jovens nem conseguem imaginar um mundo que não 
seja movido pela fusão das mídias e surgimento de novos suportes digitais. Tanta movimentação faz crer que, 
enfim, os homens estreitaram de vez os laços da comunicação. 
Que nada. Olhe bem para o conectado ao seu lado. Fixe-se nele sem receio, ele nem reparará que está sendo 
observado. Está absorto em sua conexão, no paraíso artificial onde o som e a imagem valem por si mesmos, 
linguagens prontas em que mergulha para uma travessia solitária. A conectividade é, de longe, o maior disfarce 
que a solidão humana encontrou. É disfarce tão eficaz que os próprios disfarçados não se reconhecem como tais. 
Emitimos e cruzamos frenéticos sinais de vida por todo o planeta: seria esse, Dr. Freud, o sintoma maior de nossas 
carências permanentes? 
(Coriolano Vidal, inédito) 
Está INADEQUADO o emprego do elemento sublinhado na frase: 
a) No ônibus de viagem, ao qual recorro regularmente, sou quase uma ilha em meio às mais variadas conexões. 
b) Ao contrário de outros tempos, já não é mais ao crepúsculo que me atenho em minhas viagens. 
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c) A conectividade está nos conduzindo a um destino com o qual ninguém se arrisca a prever. 
d) As pessoas absortas em suas conexões parecem imergir numa espécie de solidão com cujo sentido é difícil 
de atinar. 
e) O cronista considera que nossas necessidades permanentes, às quais alude no último parágrafo, disfarçam-
se em meio a tantas conexões. 
28. FCC – TRE/SP – 2012 
Desde o século XIV, quando a peste negra varreu populações inteiras do continente europeu, o número de 
pessoas no planeta só cresceu. Se a humanidade levou milhares de anos para chegar ao seu primeiro bilhão, 
em 1800, dos anos 60 em diante vem adicionando essa multidão de gente a cada década. A velocidade só agora 
começa a diminuir, em razão da acentuada queda nos índices de fecundidade. A população mundial, no 
entanto, somente começará a encolher por volta de 2100, ano em que, segundo as projeções da ONU, a Terra 
terá completado seu décimo bilhão de habitantes. 
Esse tipo de previsão sempre suscitou visões catastrofistas acerca do futuro da humanidade. O mais notório 
dos pessimistas, o economista inglês Thomas Malthus, apregoava no século XIX que, quanto mais gente 
houvesse no mundo, mais fome, miséria, epidemias e guerras se propagariam. Graças aos avanços na medicina 
e na agricultura, as previsões funestas de Malthus não se confirmaram, assim como falharam as de seus 
seguidores. 
O tom alarmista acerca do crescimento populacional arrefeceu. A humanidade terá de colocar toda sua 
inventividade à prova para dar conta de demandas crescentes sem depredar o ambiente ou viver sob escassez. 
Existe um consenso de que também o padrão de consumo dos recursos naturais terá de ser revisto, desafio que 
o florescer de uma nova classe média só torna mais complicado. Mantendo-se o ritmo atual, se de fato 
atingirmos a marca de 10 bilhões de habitantes, teremos um planeta à beira do colapso. 
A expansão desse estrato intermediário de renda não significa apenas a vitória gradual do homem sobre a 
pobreza. Vencido o estágio mais básico da sobrevivência, esse grupo passa a se preocupar com o futuro e a 
abraçar políticas que lhe permitam seguir avançando, como aquelas que enfatizam o direito de propriedade, a 
segurança jurídica e as liberdades individuais. É ainda um contingente com mais estudo e capacidade para 
buscar soluções que deem conta dos gigantescos desafios do mundo de 7 bilhões de habitantes. 
(Monica Weinberg e Renata Betti. Veja, 2 de novembro de 2011, p. 125 a 129, com adaptações) 
... por volta de 2100, ano em que, segundo as projeções da ONU, a Terra terá completado seu décimo bilhão de 
habitantes. 
O segmento grifado acima preenche corretamente a lacuna da frase: 
a) Os dados ...... se baseavam os cientistas para prever a escassez de alimentos ainda não estavam inteiramente 
catalogados. 
b) Será necessário investir cada vez mais na agricultura,...... a oferta de alimentos atinja toda a população do 
planeta. 
c) O aumento de habitantes exige uma produção de alimentos mais ampla e variada, ...... sejam oferecidos a 
toda essa população. 
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d) O desafio de aumentar a oferta de alimentos, ...... se necessita atualmente, justifica os múltiplos 
investimentos na produção agrícola. 
e) A explosão do número de habitantes no planeta, ...... contam alguns cientistas, parece estar atualmente sob 
certo controle. 
29. FCC – TRE/SP – 2012 
O teatro de mamulengos, como a maioria das artes de bonecos, chegou ao Brasil, com os portugueses, sob a forma 
de presépio. Esse tipo de apresentação já era realizado na Europa desde a Idade Média, com o objetivo de difusão 
religiosa, característica que faz com que religião e teatro de bonecos se misturem desde a origem. 
Muita coisa mudou na arte do mamulengo, a começar pela duração dos espetáculos. Histórias e linguagem também 
variam bastante de um grupo para outro. Histórias são passadas de geração para geração, enquanto outras são 
criadas. Esse teatro tem como principal característica o improviso, e os espectadores participam dele o tempo todo, 
por isso o roteiro e o enredo não são fixos. 
Com o tempo se desenvolveram dentro da modalidade dois tipos de mamulengos. O rural é o mais tradicional, que 
conserva figuras alegóricas bíblicas, como a alma e o diabo, e cujo universo social reproduz os hábitos cotidianos, 
os valores culturais, os conflitos entre os humildes e as autoridades nas fazendas e povoados. Já o mamulengo 
urbano adota novas personagens e circunstâncias relacionadas à dinâmica das cidades e do tempo e mantém um 
enredo, embora não abra mão do improviso. 
(Conhecimento Prático Língua Portuguesa. São Paulo: escala educacional, no 21, p. 46-49, com adaptações) 
Na arte dos mamulengos, tornaram-se célebres alguns artistas, ......... . 
Preenche corretamente a lacuna da frase acima: 
a) do nome deles que todos lembram 
b) de cujo nome todos se lembram 
c) cujo o nome todos lembram 
d) deles todos lembram os nomes 
e) do qual os nomes se lembram de todos 
30. FCC - Técnico Judiciário (TRE SP)/Apoio Especializado/Programação de Sistemas/2012 
Para a questão, assinale a alternativa que preenche corretamente, na ordem, as lacunas da frase apresentada. 
A pesquisa, feita em terras destinadas ...... agricultura, teve por objetivo estudar ...... áreas que permitissem 
condições favoráveis de sobrevivência ...... aves. 
a) à - às – as 
b) à - as – as 
c) à - as – às 
d) a - as – as 
e) a - às – às 
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31. CESPE – PRF - 2019 
Dispor de tanta luz assim, porém, tem um custo ambiental muito alto, avisam os cientistas. Nos humanos, o 
excesso de luz urbana que se infiltra no ambiente no qual dormimos pode reduzir drasticamente os níveis de 
melatonina, que regula o nosso ciclo de sono-vigília. 
No que se refere aos sentidos e às construções linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir 
Sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia 
ser assim reescrito: Contudo, os cientistas avisam que ter tanta luz à nosso dispor custa muito caro ao meio 
ambiente. 
( ) CERTO( ) ERRADO 
32. CESPE – SEFAZ/RS - Auditor - 2019 
Mantendo-se a correção gramatical e o sentido original do trecho “O direito tributário brasileiro depara-se com 
grandes desafios” (R. 1 e 2), do texto 1A1-I, o segmento “depara-se com” poderia ser substituído por 
a) depara-se a. 
b) confronta com. 
c) depara-se diante de. 
d) confronta-se a. 
e) depara com. 
33. CESPE – SEFAZ/RS - Auditor - 2019 
Entre os maiores poderes concedidos pela sociedade ao Estado, está o poder de tributar. A tributação está 
inserida no núcleo do contrato social estabelecido pelos cidadãos 4 entre si para que se alcance o bem comum. 
Desse modo, o poder de tributar está na origem do Estado ou do ente político, a partir da qual foi possível que 
as pessoas deixassem 7 de viver no que Hobbes definiu como o estado natural (ou a vida pré-política da 
humanidade) e passassem a constituir uma sociedade de fato, a geri-la mediante um 10 governo, e a financiá-
la, estabelecendo, assim, uma relação clara entre governante e governados. A tributação, portanto, somente 
pode ser 13 compreendida a partir da necessidade dos indivíduos de estabelecer convívio social organizado e 
de gerir a coisa pública mediante a concessão de poder a um soberano. 16 Em decorrência disso, a condição 
necessária (mas não suficiente) para que o poder de tributar seja legítimo é que ele emane do Estado, pois 
qualquer imposição tributária 19 privada seria comparável a usurpação ou roubo. 
Com relação às propriedades linguísticas do texto 1A3-II, julgue os itens a seguir. 
I. O referente da forma verbal “passassem” (R.8) é o termo “as pessoas” (R.6). 
II. As formas pronominais presentes em “geri-la” (R.9) e “financiá-la” (R.10) possuem referentes distintos no 
texto. 
III. O referente da forma pronominal “ele” (R.18) é a expressão “o poder de tributar” (R.17). 
IV. A inserção do sinal indicativo de crase em “a usurpação” (R.19) não prejudicaria a correção gramatical do 
texto. 
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Estão certos apenas os itens 
a) I e III. 
b) I e IV. 
c) II e IV. 
d) I, II e III. 
e) II, III e IV. 
34. CESPE – MPE/PI – Técnico/2018 
Eis que se inicia então uma das fases mais intensas na vida de Geraldo Viramundo: sua troca de correspondência 
com os estudantes, julgando estar a se corresponder com sua amada. E eis que passo pela rama nesta fase de 
meu relato, já que me é impossível dar a exata medida do grau de maluquice que inspiraram tais cartas: 
infelizmente se perderam e de nenhuma encontrei paradeiro, por maiores que tenham sido os meus esforços 
em rebuscar coleções, arquivos e alfarrábios em minha terra. Sou forçado, pois, a limitar-me aos elementos de 
que disponho, encerrando em desventuras as aventuras de Viramundo em Ouro Preto, e dando viço às suas 
peregrinações. 
Fernando Sabino. O grande mentecapto. 62.ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2002. 
É obrigatório o sinal indicativo de crase empregado em “às suas peregrinações”, de maneira que sua 
supressão acarretaria incorreção gramatical no texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
35. CESPE – MPE/PI – Analista/2018 
Texto CB1A4-I 
— Tinha vinte e cinco anos, era pobre, e acabava de ser nomeado alferes da Guarda Nacional. Não imaginam o 
acontecimento que isto foi em nossa casa. Minha mãe ficou tão orgulhosa! Vai então uma das minhas tias, D. 
Marcolina, que morava a muitas léguas da vila, num sítio escuso e solitário, desejou ver-me, e pediu que fosse 
ter com ela e levasse a farda. Chamava-me também o seu alferes. E sempre alferes; era alferes para cá, alferes 
para lá, alferes a toda a hora. Na mesa tinha eu o melhor lugar, e era o primeiro servido. Não imaginam. Se lhes 
disser que o entusiasmo da tia Marcolina chegou ao ponto de mandar pôr no meu quarto um grande espelho, 
naturalmente muito velho; mas via-se-lhe ainda o ouro. 
— Espelho grande? 
— Grande. E foi, como digo, uma enorme fineza, porque o espelho estava na sala; era a melhor peça da casa. 
Mas não houve forças que a demovessem do propósito; respondia que não fazia falta, que era só por algumas 
semanas, e finalmente que o “senhor alferes” merecia muito mais. O certo é que todas essas coisas, carinhos, 
atenções, obséquios, fizeram em mim uma transformação, que o natural sentimento da mocidade ajudou e 
completou. Imaginam, creio eu? 
— Não. 
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— O alferes eliminou o homem. Durante alguns dias as duas naturezas equilibraram-se; mas não tardou que a 
primitiva cedesse à outra; ficou-me uma parte mínima de humanidade. Aconteceu então que a alma exterior, 
que era dantes o sol, o ar, o campo, os olhos das moças, mudou de natureza, e passou a ser a cortesia e os 
rapapés da casa, tudo o que me falava do posto, nada do que me falava do homem. A única parte do cidadão 
que ficou comigo foi aquela que entendia com o exercício da patente; a outra dispersou-se no ar e no passado. 
Vamos aos fatos. Vamos ver como, ao tempo em que a consciência do homem se obliterava, a do alferes 
tornava-se viva e intensa. No fim de três semanas, era outro, totalmente outro. 
(...) 
— Convém dizer-lhes que, desde que ficara só, não olhara uma só vez para o espelho. Não era abstenção 
deliberada, não tinha motivo; era um impulso inconsciente, um receio de achar-me um e dois, ao mesmo 
tempo, naquela casa solitária; e se tal explicação é verdadeira, nada prova melhor a contradição humana, 
porque no fim de oito dias, deu-me na veneta olhar para o espelho com o fim justamente de achar-me dois. 
Olhei e recuei. 
(...) 
— De quando em quando, olhava furtivamente para o espelho; a imagem era a mesma difusão de linhas, a 
mesma decomposição de contornos ... Subitamente, por uma inspiração inexplicável, por um impulso sem 
cálculo, lembrou-me... vestir a farda de alferes. Vesti-a, aprontei-me de todo; e, como estava defronte do 
espelho, levantei os olhos, e... não lhes digo nada; o vidro reproduziu então a figura integral; nenhuma linha de 
menos, nenhum contorno diverso; era eu mesmo, o alferes, que achava, enfim, a alma exterior. Daí em diante, 
fui outro. Cada dia, a uma certa hora, vestia-me de alferes, e sentava-me diante do espelho, lendo, olhando, 
meditando; no fim de duas, três horas, despia-me outra vez. Com este regime pude atravessar mais seis dias 
de solidão, sem os sentir... 
Machado de Assis. O espelho. In: John Gladson (Org.). 50 contos de Machado de Assis. Cia. das Letras. Edição 
eletrônica. Internet: (com adaptações). 
É facultativo o emprego do acento indicativo de crase em “à outra” (R.26), de modo que sua supressão não 
comprometeria a correção gramatical e os sentidos originais do texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
36. CESPE - PF/2018 
A polícia parisiense — disse ele — é extremamente hábil à sua maneira. Seus agentes são perseverantes, 
engenhosos, astutos e perfeitamente versados nos conhecimentos que seus deveres parecem exigir de modo 
especial. Assim, quando o delegado G... nos contou, pormenorizadamente, a maneira pela qual realizou suas 
pesquisas no Hotel D..., não tive dúvida de que efetuara uma investigação satisfatória (...) até o ponto a que 
chegou o seu trabalho. 
A supressão do sinal indicativo de crase em “à sua maneira” (R.2) manteria a correção gramatical do texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
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37. CESPE - 1º Ten (PM MA)/PM MA/Cirurgião-Dentista/2018 
Texto CG1A1BBB 
Quando dizemos que uma pessoa é doce, fica bem claro que se trata de um elogio, e de um elogio emocionado, 
porque parte de remotas e ternas lembranças: o primeiro sabor que nos recebe no mundo é o gosto adocicado 
do leite materno, e dele nos lembraremos pelo resto de nossas vidas. A paixão peloaçúcar é uma constante em 
nossa cultura. O açúcar é fonte de energia, uma substância capaz de proporcionar um instantâneo “barato” que 
reconforta nervos abalados. É paradoxal, portanto, a existência de uma doença em que o açúcar está ali, em 
nossa corrente sanguínea, mas não pode ser utilizado pelo organismo por falta de insulina. As células imploram 
pelo açúcar que não conseguem receber, e que sai, literalmente, na urina. O diabetes é conhecido desde a 
Antiguidade, sobretudo porque é uma doença de fácil diagnóstico: as formigas se encarregam disso. Há 
séculos, sabe-se que a urina do diabético é uma festa para o formigueiro. Também não escapou aos médicos 
de outrora o fato de que a pessoa diabética urina muito e emagrece. “As carnes se dissolvem na urina”, diziam 
os gregos. 
Moacyr Scliar. Doce problema. In: A face oculta — inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: 
Artes e Ofícios, 2001 (com adaptações). 
No que concerne às ideias e aos aspectos linguísticos do texto CG1A1BBB, julgue o item. 
Seriam mantidos a correção gramatical e os sentidos do texto caso o trecho “aos médicos” fosse reescrito 
como “dos médicos”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
38. CESPE - SM (PM MA)/PM MA/Combatente/2018 
Texto CG2A1BBB 
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG2A1BBB, julgue o item. 
 
A correção gramatical do texto seria mantida com a substituição da preposição para pela preposição a, em para 
participar da solenidade de lançamento do Projeto Parceiros da Paz e da Campanha Maranhão na 
Prevenção às Drogas. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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39. CESPE - AJ (STM)/STM/Administrativa/2018 
Texto CB1A1BBB 
Esse rapaz que, em Deodoro, quis matar a ex-noiva e suicidou-se em seguida é um sintoma da revivescência de 
um sentimento que parecia ter morrido no coração dos homens: o domínio sobre a mulher. Há outros casos. 
(...) Todos esses senhores parece que não sabem o que é a vontade dos outros. Eles se julgam com o direito de 
impor o seu amor ou o seu desejo a quem não os quer. Não sei se se julgam muito diferentes dos ladrões à mão 
armada; mas o certo é que estes não nos arrebatam senão o dinheiro, enquanto esses tais noivos assassinos 
querem tudo que há de mais sagrado em outro ente, de pistola na mão. O ladrão ainda nos deixa com vida, se 
lhe passamos o dinheiro; os tais passionais, porém, nem estabelecem a alternativa: a bolsa ou a vida. Eles, não; 
matam logo. 
Nós já tínhamos os maridos que matavam as esposas adúlteras; agora temos os noivos que matam as ex-noivas. 
De resto, semelhantes cidadãos são idiotas. É de se supor que quem quer casar deseje que a sua futura mulher 
venha para o tálamo conjugal com a máxima liberdade, com a melhor boa- vontade, sem coação de espécie 
alguma, com ardor até, com ânsia e grandes desejos; como é então que se castigam as moças que confessam 
não sentir mais pelos namorados amor ou coisa equivalente? 
Todas as considerações que se possam fazer tendentes a convencer os homens de que eles não têm sobre as 
mulheres domínio outro que não aquele que venha da afeição não devem ser desprezadas. Esse obsoleto 
domínio à valentona, do homem sobre a mulher, é coisa tão horrorosa que enche de indignação. 
Todos os experimentadores e observadores dos fatos morais têm mostrado a insanidade de generalizar a 
eternidade do amor. Pode existir, existe, mas excepcionalmente; e exigi-la nas leis ou a cano de revólver é um 
absurdo tão grande como querer impedir que o Sol varie a hora do seu nascimento. Deixem as mulheres amar 
à vontade. 
Não as matem, pelo amor de Deus. 
Lima Barreto. Não as matem. In: Vida urbana. São Paulo: Brasiliense, 1963, p. 83-5 (com adaptações). 
Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB1A1BBB, julgue o item que se segue. 
Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos originais do texto, a forma verbal “deseje” (l.8) poderia ser 
substituída por aspire a. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
40. CESPE - AJ (STM)/STM/Apoio Especializado/Revisão de Texto/2018 
Texto 6A1BBB 
A humanidade não aceitará uma língua não natural para a comunicação natural. Isso é contra a tendência dos 
seus instintos. Nenhum homem, “que seja homem”, achará natural conversar, aceitando ou recusando uma 
bebida, em Volapuque, ou Esperanto, ou Ido ou em qualquer outra fantochada do gênero. Preferirá falar, 
gaguejando, uma língua estranha, mas natural, do que falar, com relutante perfeição, uma língua 
artificialmente construída. O homem é um animal apesar de muitos o esquecerem, ele ainda é um animal 
irracional, como todos o são. 
Fernando Pessoa. A Língua Portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 
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Com relação à variação linguística, aos fatores de textualidade e aos aspectos linguísticos do texto 6A1BBB, 
julgue o item a seguir. 
A regência do verbo preferir observada no quarto período do texto é típica da variedade culta do português 
europeu, sendo pouco frequente na variedade brasileira do português, principalmente em textos informais. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
41. CESPE - AI (ABIN)/ABIN/2018 
A atividade de inteligência é o exercício de ações especializadas para a obtenção e análise de dados, produção 
de conhecimentos e proteção de conhecimentos para o país. Inteligência e contrainteligência são os dois ramos 
dessa atividade. A inteligência compreende ações de obtenção de dados associadas à análise para a 
compreensão desses dados. A análise transforma os dados em cenário compreensível para o entendimento do 
passado, do presente e para a perspectiva de como tende a se configurar o futuro. Cabe à inteligência tratar 
fundamentalmente da produção de conhecimentos com o objetivo específico de auxiliar o usuário a tomar 
decisões de maneira mais fundamentada. A contrainteligência tem como atribuições a produção de 
conhecimentos e a realização de ações voltadas à proteção de dados, conhecimentos, infraestruturas críticas 
— comunicações, transportes, tecnologias de informação — e outros ativos sensíveis e sigilosos de interesse do 
Estado e da sociedade. O trabalho desenvolvido pela contrainteligência tem foco na defesa contra ameaças 
como a espionagem, a sabotagem, o vazamento de informações e o terrorismo, patrocinadas por instituições, 
grupos ou governos estrangeiros. 
Internet: <www.abin.gov.br> (com adaptações). 
Julgue o item seguinte, relativo às ideias e aos aspectos linguísticos do texto. 
O sentido do texto seria prejudicado, embora sua correção gramatical fosse preservada, caso a preposição 
presente na expressão “contra ameaças” fosse substituída pela preposição de. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
42. CESPE - Ana Port I (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018 
Serviço de tráfego de embarcações 
(vessel traffic service – VTS) 
O VTS é um sistema eletrônico de auxílio à navegação, com capacidade de monitorar ativamente o tráfego 
aquaviário, melhorando a segurança e eficiência desse tráfego, nas áreas em que haja intensa movimentação 
de embarcações ou risco de acidente de grandes proporções. 
Internacionalmente, os sistemas de VTS são regulamentados pela International Maritime Organization, sendo 
seus aspectos técnicos detalhados em recomendações da International Association of Maritime Aids to 
Navigation and Lighthouse Authorities. No Brasil, cabe à Marinha do Brasil, autoridade marítima do país, 
definir as normas de execução de VTS e autorizar a sua implantação e operação. 
Uma estrutura de VTS é composta minimamente de um radar com capacidade de acompanhar o tráfego nas 
imediações do porto, um sistema de identificação de embarcações denominado automatic identification 
system, um sistema de comunicação em VHF, um circuito fechado de TV, sensores ambientais (meteorológicos 
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e hidrológicos) e um sistema de gerenciamento e apresentação de dados. Todos esses sensores operam 
integrados em um centro de controle, ao qual cabe, na sua área de responsabilidade, identificar e monitorar o 
tráfego marítimo, adotar ações de combate à poluição, planejar a movimentação de embarcações e divulgar 
informações ao navegante. Adicionalmente, o Centro VTS pode fornecer informações que contribuam para o 
aumento da eficiência das operações portuárias, como a atualização de horários de chegada e partida de 
embarcações. 
Internet: <www defensea com br> (com adaptações) 
Com relação às ideias e às estruturas linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue. 
Seria preservada a correção gramatical do texto se, no trecho “composta minimamente de um radar”, fosse 
empregada a preposição por, em vez da preposição “de”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
43. CESPE - Ass Port (EMAP)/EMAP/Administrativa/2018 
A crescente internacionalização da economia, decorrente, principalmente, da redução de barreiras ao comércio 
mundial, da maior velocidade das inovações tecnológicas e dos grandes avanços nas comunicações, tem 
exigido mudanças efetivas na atuação do comércio internacional. 
A abordagem desse tipo de comércio, inevitavelmente, passa pela concorrência, visto que é por meio da 
garantia e da possibilidade de entrar no mercado internacional, de estabelecer permanência ou de engendrar 
saída, que se consubstancia a plena expansão das atividades comerciais e se alcança o resultado último dessa 
interatuação: o preço eficiente dos bens e serviços. 
Defesa da concorrência e defesa comercial são instrumentos à disposição dos Estados para lidar com distintos 
cenários que afetem a economia. Destaca-se como a principal diferença o efeito que cada instrumento busca 
neutralizar. 
A política de defesa da concorrência busca preservar o ambiente competitivo e coibir condutas desleais 
advindas do exercício de poder de mercado. A política de defesa comercial busca proteger a indústria nacional 
de práticas desleais de comércio internacional. 
Elaine Maria Octaviano Martins Curso de direito marítimo Barueri: Manoele, v 1, 2013, p 65 (com adaptações) 
Acerca de aspectos linguísticos do texto precedente e das ideias nele contidas, julgue o item a seguir. 
O emprego da preposição de introduzindo “das inovações” é exigido pela presença de “decorrente”, sendo as 
inovações uma das quatro causas da crescente internacionalização mencionadas no texto. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
 
 
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44. CESPE - TMCI (CGM J Pessoa)/Pref João Pessoa/2018 
 
 
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item subsequente. 
No trecho “Diga não às ‘corrupções’ do dia a dia”, seria correto o emprego do sinal indicativo de crase no 
vocábulo “a” em “dia a dia”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
45. CESPE - 1º Ten (PM MA)/PM MA/Cirurgião-Dentista/2018 
Texto CG1A1AAA 
Encontradas principalmente nos embriões, mas também em alguns tecidos adultos como o adiposo, as células-
tronco têm a capacidade de se transformar em células de diversos tipos. Embora a chamada plasticidade das 
embrionárias seja maior, os desafios éticos de pesquisas com esse tipo de células levaram a atenção de muitos 
cientistas às células-tronco adultas. Na virada do milênio, publicações científicas em periódicos importantes 
sugeriam que ambas teriam propriedades equivalentes. 
Esperava-se que, ao serem injetadas em órgãos danificados, como um coração infartado, as células-tronco 
adultas pudessem originar vasos sanguíneos e células cardíacas. Teve início, então, uma série de ensaios 
clínicos — testes em pessoas —, que foram amplamente noticiados. 
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Hoje, sabe-se que as células-tronco adultas não são tão versáteis quanto prometiam. Os resultados dos ensaios 
não foram animadores. Mas isso não significa que tenham sido descartadas como possível tratamento ou que 
os esforços tenham sido desperdiçados. Na ciência, o negativo também é um resultado; mesmo que não renda 
prêmios ou resulte em publicações, contribui para o avanço do conhecimento. 
Alexandra Ozorio de Almeida.D ois passos para trás, um para frente. In: Revista Pesquisa Fapesp 2,60.ª ed., 
out./2017, p. 7 (com adaptações). 
Considerando as ideias e os aspectos linguísticos do texto CG1A1AAA, julgue o item que se segue. 
O emprego do acento indicativo de crase em “às células-tronco adultas” é facultativo, dada a presença de termo 
masculino na palavra composta “células-tronco”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
46. CESPE - TJ (STM)/STM/Administrativa/"Sem Especialidade"/2018 
Texto CB4A1BBB 
O Zoológico de Sapucaia do Sul abrigou um dia um macaco chamado Alemão. Em um domingo de Sol, Alemão 
conseguiu abrir o cadeado de sua jaula e escapou. O largo horizonte do mundo estava à sua espera. As árvores 
do bosque estavam ao alcance de seus dedos. Ele passara a vida tentando abrir aquele cadeado. Quando 
conseguiu, em vez de mergulhar na liberdade, desconhecida e sem garantias, Alemão caminhou até o 
restaurante lotado de visitantes. Pegou uma cerveja e ficou bebericando no balcão. 
Um zoológico serve para muitas coisas, algumas delas edificantes. Mas um zoológico serve, principalmente, 
para que o homem tenha a chance de, diante da jaula do outro, certificar-se de sua liberdade e da superioridade 
de sua espécie. Ele pode então voltar para o apartamento financiado em quinze anos satisfeito com sua vida. 
Pode abrir as grades da porta contente com seu molho de chaves e se aboletar no sofá em frente à TV; acordar 
na segunda-feira feliz para o batente. 
Há duas maneiras de se visitar um zoológico: com ou sem inocência. A primeira é a mais fácil e a única com 
satisfação garantida. A outra pode ser uma jornada sombria para dentro do espelho, sem glamour e também 
sem volta. 
Os tigres-de-bengala são reis de fantasia. Têm voz, possuem músculos, são magníficos. Mas, nascidos em 
cativeiro, já chegaram ao mundo sem essência. São um desejo que nunca se tornará realidade. Adivinham as 
selvas úmidas da Ásia, mas nem sequer reconhecem as estrelas. Quando o Sol escorrega sobre a região 
metropolitana, são trancafiados em furnas de pedra, claustrofóbicas. De nada servem as presas a caçadores 
que comem carne de cavalo abatido em frigorífico. De nada serve a sanha a quem dorme enrodilhado, exilado 
não do que foi, mas do que poderia ter sido. 
Eliane Brum. O cativeiro. In: A vida que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago, 2006, p. 53-4 (com adaptações). 
Com relação aos sentidos e aos aspectos gramaticais do texto CB4A1BBB, julgue o item que se segue. 
Sem prejudicar a correção gramatical tampouco alterar o sentido do trecho, a expressão “serve para” poderia 
ser substituída por convém à. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
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47. CESPE - Tec Enf (IHB DF)/IHB DF/2018 
Texto CG2A1AAA 
A vida de Florence Nightingale, a criadora da moderna enfermagem, daria um romance. Florence estava 
destinada a receber uma boa educação, a casar-se com um cavalheiro de fina estirpe, a ter filhos, a cuidar da 
casa e da família. Mas logo ficou claro que a menina não se conformaria a esse modelo. Era diferente; gostava 
de matemática, e era o que queria estudar (os pais não deixaram). Aos dezesseis anos, algo aconteceu: Deus 
falou-me — escreveu depois — e convocou-me para servi-lo. 
Servir a Deus significava, para ela, cuidar dos enfermos, e especialmente dos enfermos hospitalizados. Naquela 
época, os hospitais curavam tão pouco e eram tão perigosos (por causa da sujeira, do riscode infecção) que os 
ricos preferiam tratar-se em casa. Hospitalizados eram só os pobres, e Florence preparou-se para cuidar deles, 
praticando com os indigentes que viviam próximos à sua casa. Viajou por toda a Europa, visitando hospitais. 
Coisa que os pais não viam com bons olhos: enfermeiras eram consideradas pessoas de categoria inferior, de 
vida desregrada. Mas Florence foi em frente e logo surgiu a oportunidade para colocar em prática o que 
aprendera. Sidney Herbert, membro do governo inglês e amigo pessoal, pediu-lhe que chefiasse um grupo de 
enfermeiras enviadas para o front turco, uma tarefa a que Florence entregou-se de corpo e alma; providenciava 
comida, remédios, agasalhos, além de supervisionar o trabalho das enfermeiras. Mais que isso, fez estudos 
estatísticos (sua vocação matemática enfim triunfou) mostrando que a alta mortalidade dos soldados resultava 
das péssimas condições de saneamento. 
Isso tudo não quer dizer que Florence fosse, pelos padrões habituais, uma mulher feliz. Para começar, não 
havia, em sua vida, lugar para ligações amorosas. Cortejou-a o político e poeta Richard Milnes, Barão 
Houghton, mas ela rejeitou-o. Ao voltar da guerra, algo estranho lhe aconteceu: recolheu-se ao leito e nunca 
mais deixou o quarto. 
É possível, e até provável, que isso tenha resultado de brucelose, uma infecção crônica contraída durante a 
guerra; mas havia aí um óbvio componente emocional, uma forma de fuga da realidade. Contudo — Florence 
era Florence —, mesmo acamada, continuou trabalhando intensamente. Colaborou com a comissão 
governamental sobre saúde dos militares, fundou uma escola para treinamento de enfermeiras, escreveu um 
livro sobre esse treinamento. 
Estranha, a Florence Nightingale? Talvez. Mas estranheza pode estar associada a qualidades admiráveis. 
Grande e estranho é o mundo; grandes, ainda que estranhas, são muitas pessoas. E se elas têm grandeza, ao 
mundo pouco deve importar que sejam estranhas. 
Moacyr Scliar. Uma estranha, e admirável, mulher. Internet: <http://moacyrscliar.blogspot.com.br> (com 
adaptações). 
Acerca dos aspectos linguísticos do texto CG2A1AAA, julgue o item. 
A correção gramatical do texto seria mantida se fosse inserido o acento indicativo de crase no vocábulo “a” no 
trecho “destinada a”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
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48. CESPE - Auxiliar em Administração (IFF)/2018 
Com a crescente industrialização do país, tornava-se cada vez mais importante a formação de profissionais para 
suprir as demandas do mercado e, doze anos depois, as escolas de aprendizes e artífices de nível primário 
foram transformadas em escolas industriais e técnicas, equiparando-se às de ensino médio e secundário. 
No texto, o sinal indicativo de crase no trecho “equiparando-se às de ensino médio e secundário” foi 
empregado porque a regência do verbo equiparar exige preposição “a”, e “escolas”, palavra que está 
subentendida antes de “de ensino médio”, exige o artigo definido feminino plural as. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
49. CESPE - TJ STJ/STJ/Administrativa/2018 
Texto CB4A1AAA 
As discussões em torno de questões como “o que é justiça?” ou “quais são os mecanismos disponíveis para 
produzir situações cada vez mais justas ao conjunto da sociedade?” não são novidade. Autores do século XIX já 
procuravam construir análises para identificar qual o sentido exato do termo justiça e quais formas de promovê-
la eram possíveis e desejáveis ao conjunto da sociedade à época. O debate se enquadra em torno de três 
principais ideias: bem-estar; liberdade e desenvolvimento; e promoção de formas democráticas de 
participação. Autores importantes do campo da ciência política e da filosofia política e moral se debruçaram 
intensamente em torno dessa questão ao longo do século XX, e chegaram a conclusões diversas uns dos outros. 
Embora a perspectiva analítica de cada um desses autores divirja entre si, eles estão preocupados em 
desenvolver formas de promoção de situações de justiça social e têm hipóteses concretas para se chegar a esse 
estado de coisas. 
Para Amartya Sen, por exemplo, a injustiça é percebida e mensurada por meio da distribuição e do alcance 
social das liberdades. Para Rawls, ela se manifesta principalmente nas estruturas básicas da sociedade e sua 
solução depende de uma nova forma de contrato social e de uma definição de princípios básicos que criem 
condições de promoção de justiça. Já para Habermas, a questão gira em torno da manifestação no campo da 
ação comunicativa, na qual a fragilidade de uma ação coletiva que tenha pouco debate ou pouca representação 
pode enfraquecer a qualidade da democracia e, portanto, interferir no seu pleno funcionamento, tendo, por 
consequência, desdobramentos sociais injustos. Em síntese, os autores argumentam a favor de instrumentos 
variados para a solução da injustiça, os quais dependem da interpretação de cada um deles acerca do conceito 
de justiça. 
Augusto Leal Rinaldi. Justiça, liberdade e democracia. In: Pensamento Plural. Pelotas [12]: 57-74, jan.-jun./2013 
(com adaptações). 
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB4A1AAA, julgue o item. 
A correção gramatical do texto seria mantida caso se empregasse o acento indicativo de crase no vocábulo 
“a” em “a esse estado de coisas” 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
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50. CESPE – IPHAN - 2018 
Para fazer frente a essas transformações, é necessário um novo tipo de planejamento urbano. Conceitos rígidos 
dão lugar à flexibilidade, à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas. 
No trecho “à análise de cenários alternativos e à inclusão da sociedade na formulação das políticas”, o 
emprego do sinal indicativo de crase é obrigatório em ambas as ocorrências. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
51. CESPE – DEPEN - 2015 
Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por meio da 
leitura. Desde 2012, entre os projetos voltados à recuperação e à reinserção social, está a remição de pena por 
meio da leitura. 
Sem prejuízo para a correção gramatical do texto, o sinal indicativo de crase poderia ser eliminado em 
ambas as ocorrências no trecho “voltados à recuperação e à reinserção social”. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
52. CESPE - TJ TRE GO/Administrativa/"Sem Especialidade"/2015 
O Decreto n.o 1 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, primeiro Código Eleitoral pátrio, instituiu a justiça eleitoral 
no Brasil, com funções contenciosas e administrativas. Eram seus órgãos: um Tribunal Superior (de justiça 
eleitoral — o decreto não menciona justiça eleitoral), na capital da República; um tribunal regional, na capital 
de cada estado, no DF e na sede do governo do território do Acre, além de juízes eleitorais nas comarcas e nos 
distritos. O Tribunal Superior — de justiça eleitoral — com jurisdição em todo o território nacional, compunha-
se de oito membros efetivos e oito substitutos, e era presidido pelo vice-presidente do Supremo Tribunal 
Federal (STF). A ele se somavam dois membros efetivos e dois substitutos, sorteados dentre os ministros do 
STF, além de dois efetivos e dois substitutos, sorteados dentre os desembargadores da Corte de Apelação do 
DF. Por fim, integravam a Corte três membros efetivos e quatro substitutos, escolhidos pelo chefe do governo 
provisório dentre quinze cidadãos, indicados pelo STF, desde que atendessem aos requisitos de notável saber 
jurídico e idoneidade moral. Dentre seus membros, elegia o Tribunal Superior, em escrutínio secreto, por meio 
de cédulas com o nome do juiz e a designação do cargo, um vice-presidente e um procurador para exercer as 
funções do Ministério Público, tendo este último a denominação de procurador-geral dajustiça eleitoral. Em 
relação a esse cargo, nota-se uma peculiaridade, à época da criação do Tribunal Superior: o procurador-geral 
da justiça eleitoral não era o procurador-geral da República, mas sim um membro do próprio tribunal. 
 
As formas de composição do TSE: de 1932 aos dias atuais. Brasília: Tribunal Superior Eleitoral, Secretaria de 
Gestão da Informação, 2008, p. 11. Internet: <www.tse.jus.br> (com adaptações). 
Com referência às estruturas linguísticas do texto, julgue o item a seguir. 
Se a preposição a presente na contração “aos” fosse suprimida, a função sintática da expressão “requisitos de 
notável saber jurídico e idoneidade moral” seria alterada, mas a correção gramatical do texto seria mantida. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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53. CESPE - TJ TRT10/Administrativa/2013 (e mais 2 concursos) 
A primeira ideia de criação de uma jurisdição trabalhista surgiu com a Lei n.º 1.637/1907, que previa em seu 
artigo 8.º os conselhos permanentes de conciliação e arbitragem. Posteriormente, a Lei n.º 1.869/1922 criou 
em São Paulo os tribunais rurais — os primeiros tribunais trabalhistas do país. Já existia o Patronato Agrícola, 
ligado à Secretaria de Agricultura, o qual se ocupava de tais questões. À época, entendeu o governo estadual 
de São Paulo que o modelo de solução entre trabalhadores e proprietários rurais era inadequado. 
Também em 1922 foram instituídas no Brasil as convenções coletivas de trabalho como forma de composição 
de interesses entre trabalhadores e empregadores, reflexo da forte influência italiana entre nós, estimulada 
pela grande imigração de europeus — daí derivando a necessidade de um órgão com competência para 
conhecer e dirimir eventuais conflitos decorrentes dessa prática coletiva. Com isso, surgiram então as 
comissões mistas de conciliação, cuja função era conciliar os dissídios coletivos, e, no mesmo momento, 
criaram-se as juntas de conciliação e julgamento, que conciliavam e julgavam os dissídios individuais do 
trabalho. 
Seguiram-se outras instituições extrajudiciais com funções semelhantes em setores localizados, como as juntas 
de trabalho marítimo e o Conselho Nacional do Trabalho, ambos de 1933. Somente com o advento do Decreto-
lei n.º 9.797 é que foi organizada a justiça do trabalho como hoje ela funciona, integrada ao Poder Judiciário. 
Internet: <www.trt10.jus.br> (com adaptações). 
Julgue o item, relativo às ideias e estruturas linguísticas do texto acima. 
O emprego do sinal indicativo de crase em “ligado à Secretaria de Agricultura” justifica-se porque o verbo ligar 
exige complemento regido pela preposição a, e a palavra “Secretaria” é antecedida pelo artigo definido 
feminino singular a. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
54. CESPE - Técnico Judiciário (TRE MS)/Administrativa/Contabilidade/2013/ 
Texto para a questão 
Diversas são as naturezas dos instrumentos de que dispõe o povo para participar efetivamente da sociedade 
em que vive. Políticos, sociais ou jurisdicionais, todos eles destinam-se à mesma finalidade: submeter o 
administrador ao controle e à aprovação do administrado(b). O sufrágio universal, por exemplo, é um 
mecanismo de controle de índole(c) eminentemente política — no Brasil, está previsto no art. 14 da Constituição 
Federal de 1988, que assegura ainda o voto direto e secreto e de igual valor para todos —, que garante o direito 
do cidadão(d) de escolher seus representantes e de ser escolhido pelos seus pares. 
Costuma-se dizer que a forma de sufrágio denuncia, em princípio, o regime político de uma sociedade. Assim, 
quanto mais democrática a sociedade, maior a amplitude do sufrágio. Essa não é, entretanto, uma verdade 
absoluta. Um sistema eleitoral pode prever condições legítimas a serem preenchidas pelo cidadão para se 
tornar eleitor, desde que não sejam discriminatórias ou levem em consideração valores pessoais. Segundo José 
Afonso da Silva, considera-se, pois, universal o sufrágio quando se outorga o direito de votar a todos os 
nacionais de um país(e), sem restrições derivadas de condições de nascimento, de fortuna ou de capacidade 
especial. No Brasil, só é considerado eleitor quem preencher os requisitos da nacionalidade, idade e capacidade, 
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além do requisito formal do alistamento eleitoral(a). Todos requisitos legítimos e que não tornam inapropriado 
o uso do adjetivo universal. 
Internet: <http://jus.com.br> (com adaptações). 
 
Assinale a opção correta em relação à regência e ao emprego do sinal indicativo de crase no texto apresentado. 
a) A correção gramatical do texto seria mantida, apesar de haver alteração de seu sentido, caso o trecho “do 
alistamento eleitoral” fosse substituído por para o alistamento eleitoral. 
b) Sem prejuízo para a correção gramatical ou para o sentido original do texto, o trecho “submeter o 
administrador ao controle e à aprovação do administrado” poderia ser reescrito da seguinte forma: submeter 
ao administrador o controle e a aprovação do administrado. 
c) A expressão “de índole” exerce a função de complemento de “controle” e, por isso, o emprego da preposição 
“de” é exigido pela presença desse substantivo na oração. 
d) Prejudicaria a correção gramatical do texto, assim como sua coerência, a substituição do trecho “que garante 
o direito do cidadão” por que garante ao cidadão o direito. 
e) Caso o trecho “todos os nacionais de um país” fosse substituído por todas as pessoas de um país, a partícula 
“a” empregada imediatamente após “votar” deveria receber acento indicativo de crase. 
55. CESPE - Analista Judiciário (TRE RJ)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2012 
Texto para o item 
A instrumentalização da cidadania e da soberania popular, em uma democracia contemporânea, faz-se pelo 
instituto da representação política. E a transformação da soberania popular em representação se dá, em grande 
parte, por meio da eleição. 
O povo a que remete a ideia de soberania popular constitui uma unidade, e não, a soma de indivíduos. Jurídica 
e constitucionalmente, a representação "representa" o povo (e não, todos os indivíduos). Além disso, não há 
propriamente mandato, pois a função do representante se dá nos limites constitucionais e não se determina 
por instruções ou cláusulas estabelecidas entre ele (ou o conjunto de representantes) e o eleitorado. As 
condições para o exercício do mandato e, no limite, seu conteúdo estão predeterminados na Constituição e 
apenas nela. Estritamente, nem sequer é possível falar em representação, pois não há uma vontade pré-
formada. Há a construção de uma vontade, limitada apenas aos contornos constitucionais. 
Eneida Desiree Salgado. Princípios constitucionais estruturantes do direito eleitoral. Tese de doutoramento. 
Curitiba: Universidade Federal do Paraná, 2010. Internet: <http://dspace.c3sl.ufpr.br> (com adaptações). 
Julgue o próximo item, referente à estrutura e à tipologia do texto em apreço. 
A correção gramatical do texto seria mantida caso a expressão "aos contornos constitucionais" fosse 
substituída por à legislação constitucional. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
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56. CESPE – PCDF/2012 
Narrado em primeira pessoa, o personagem conta sua história a um ouvinte silencioso, informando do seu 
saber e do não saber, na difícil tarefa de dar forma narrada às coisas vividas. 
O sinal indicativo de crase em “às coisas” justifica-se pela regência de “forma” e pela presença de artigo 
feminino plural. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
57. CESPE - Técnico Judiciário (TRE RJ)/Administrativa/2012 
Terminou o prazo para eleitores que sabem de fatos que apontem para a inelegibilidade de algum candidato às 
eleições deprefeito, vice-prefeito e vereadores informarem a irregularidade ao juiz eleitoral de sua cidade. Para 
isso, quem usou desse direito precisou apresentar a informação com provas e estar em gozo dos direitos 
políticos. São considerados inelegíveis os enquadrados nas restrições impostas pelas Leis Complementares 
n.o64/1990 (Lei das Inelegibilidades) e n.o 135/2010 (Lei da Ficha Limpa), que consideram inaptos a exercer 
cargo público os candidatos condenados em decisão transitada em julgado (sem possibilidade de recurso) pelos 
crimes contra a economia popular, a fé e a administração pública; de lavagem de dinheiro e ocultação de bens; 
de tráfico de entorpecentes, racismo, tortura e terrorismo; além de compra de votos e abuso do poder 
econômico, entre outros. Esta é a primeira eleição em que prevalecerá a Lei da Ficha Limpa. 
Editorial, Estado de Minas, 19/7/2012. 
Com base nas ideias e estruturas linguísticas do texto acima, julgue o item a seguir. 
O emprego do sinal indicativo de crase em "candidato às eleições" justifica-se porque a palavra "candidato" 
exige complemento regido pela preposição "a", e a palavra "eleições" é antecedida por artigo definido feminino. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
58. CESPE - Técnico Judiciário (TRE ES)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011 
Considerando que o item seguinte, na ordem em que esta apresentado, é parte sucessiva de um texto adaptado 
do jornal Estado de Minas de 29/11/2010, julgue-o com referência à correção gramatical. 
O empenho da Igreja Católica e de organizações não governamentais reunidas no Movimento de Combate a 
Corrupção Eleitoral e o permanente acompanhamento da imprensa forçou a tramitação relativamente rápida 
do projeto nas duas casas do Congresso. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
59. CESPE - Técnico Judiciário (TRE ES)/Administrativa/"Sem Especialidade"/2011 
Considerando que o item seguinte, na ordem em que esta apresentado, é parte sucessiva de um texto adaptado 
do jornal Estado de Minas de 29/11/2010, julgue-o com referência à correção gramatical. 
A lei impede a justiça eleitoral de conceder registro a candidatura à cargos eletivos dos condenados em decisão 
colegiada por crimes contra a vida, o patrimônio e a administração pública, a economia popular, o meio 
ambiente, a saúde pública e o sistema financeiro, assim como por abuso de autoridade, lavagem de dinheiro e 
atentado à dignidade sexual, entre outros. 
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( ) CERTO ( ) ERRADO 
60. CESPE - Técnico Judiciário (TRE ES)/Apoio Especializado/Taquigrafia/2011 
Convocada por D. Pedro em junho de 1822, a constituinte só seria instalada um ano mais tarde, no dia 3 de maio 
de 1823, mas acabaria dissolvida seis meses depois, em 12 de novembro. 
Os membros da constituinte eram escolhidos por meio dos mesmos critérios estabelecidos para a eleição dos 
deputados às cortes de Lisboa. Os eleitores eram apenas os homens livres, com mais de vinte anos e que 
residissem por, pelo menos, um ano na localidade em que viviam, e proprietários de terra. Cabia a eles escolher 
um colégio eleitoral, que, por sua vez, indicava os deputados de cada região. Estes tinham de saber ler e 
escrever, possuir bens e virtudes. Em uma época em que a taxa de analfabetismo alcançava 99% da população, 
só um entre cem brasileiros era elegível. Os nascidos em Portugal tinham de estar residindo por, pelo menos, 
doze anos no Brasil. Do total de cem deputados eleitos, só 89 tomaram posse. Era a elite intelectual e política 
do Brasil, composta de magistrados, membros do clero, fazendeiros, senhores de engenho, altos funcionários, 
militares e professores. Desse grupo, sairiam mais tarde 33 senadores, 28 ministros de Estado, dezoito 
presidentes de província, sete membros do primeiro conselho de Estado e quatro regentes do Império. 
O local das reuniões era a antiga cadeia pública, que, em 1808, havia sido remodelada pelo vice-rei conde dos 
Arcos para abrigar parte da corte portuguesa de D. João. No dia da abertura dos trabalhos, D. Pedro chegou ao 
prédio em uma carruagem puxada por oito mulas. Discursou de cabeça descoberta, o que, por si só, sinalizava 
alguma concessão ao novo poder constituído nas urnas. A coroa e o cetro, símbolos do seu poder, também 
foram deixados sobre uma mesa. 
Laurentino Gomes. 1822. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010, p. 213-16 (com adaptações). 
Com base nas estruturas linguísticas e semânticas do texto acima, julgue o item. 
A mesma norma gramatical que estabelece a ocorrência do sinal indicativo de crase em "eleição dos deputados 
às cortes de Lisboa" prescreve o emprego desse sinal em eleição dos deputados à todas as cortes de Lisboa. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
61. INÉDITA 
Assinale a opção inteiramente de acordo com a norma culta no que se refere à regência e ao emprego do acento 
indicador de crase. 
a) Fizemos inúmeros elogios a localização, infraestrutura e atendimento do estabelecimento. 
b) Pagamos os funcionários na data correta, cumprindo, assim, nossa promessa. 
c) As mais monstruosas feras se iguala a mulher, ao saber que está sendo enganada pelas melhores amigas. 
d) Todas as decisões de investimento tomadas pela diretoria do fundo de pensão implicaram em enormes 
perdas para os seus segurados. 
e) Os direitos que todos nós, durante tanto tempo, lutamos e conquistamos para as gerações atuais não podem 
ser abolidos. 
 
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62. INÉDITA 
Assinale a opção em que é obrigatória a presença do acento indicador de crase. 
a) Posso dizer que aquela equipe confiei esta missão e, por isso, sinto-me responsável pela decisão tomada. 
b) Preferimos carro a moto, devido aos perigos a que estão expostos os motociclistas. 
c) Pedimos ajuda a sua família, por acreditar que a amizade de nossos pais superaria nossas desavenças. 
d) Não acreditamos que, daqui a décadas, estejamos aptos a clonar todo e qualquer ser humano, tendo como 
objetivo a perpetuidade da existência humana. 
e) Costumo dizer que é você quem faz o seu caminho. Não a droga. 
63. INÉDITA 
Assinale a opção cuja redação obedece às regras previstas na gramática normativa quanto à concordância, 
regência, colocação pronominal e ao emprego do acento indicador de crase. 
a) As cenas de corrupção as quais assistimos nos motivaram a tomar uma drástica atitude, hajam vistas as 
consequências adversas a que se submetem parcela expressiva da população. 
b) Repercutiu muito negativamente no mercado, o que foi agravado pela cobertura sensacionalista da mídia, 
todas as declarações dos ministros que contrapunham-se a assinatura do acordo de negociação da dívida 
pública. 
c) Sabe-se que é necessário, dentro obviamente de certos limites morais, a negociação com partidos da base 
aliada no Congresso, visando o estabelecimento de uma governabilidade razoável. 
d) Não se cogita, nem mesmo diante da mais urgente situação fiscal, alterações que impliquem aumentos 
substanciais de impostos. 
e) Quando se analisa, de forma imparcial, a crise pela qual o país passa, constata-se que grande parte dos 
problemas serão solucionados com a participação conjunta do empresariado e da massa operária brasileiros. 
64. INÉDITA 
Assinale a alternativa em que a regência do verbo NÃO esteja de acordo com o padrão culto. 
a) A função à qual os candidatos aspiram é muito disputada. 
b) Ele assistiu, durante dez anos, em Belém. 
c) O combate à corrupção implica em medidas drásticas a serem tomadas pelo Poder Judiciário. 
d) As empresas pagaram aos funcionários na data acordada com o sindicato da categoria. 
e) Não raro a população esquece o nome dos políticos por ela eleitos. 
 
 
 
 
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65. INÉDITA 
....... inovadorasteorias, durante todo seu ano sabático, Stephen Hawking dedicou horas de estudo e reflexão 
equivalentes .... que Einstein despendeu na época em que formulou a famosa Teoria da Relatividade sob .... 
desconfiança da comunidade científica mundial. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) Àquelas - à – a 
b) Aquelas - as – à 
c) Aquelas - às – à 
d) Àquelas - às – a 
e) Aquelas - às – a 
66. INÉDITA 
Está correto o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase: 
a) Os motivos nos quais se valeu o deputado baseavam-se numa equivocada comparação em cuja pretendia 
iludir seus fiéis eleitores. 
b) As profissões para cujo desempenho são exigidas muita concentração e paciência não são indicadas a 
quem não dispõe de equilíbrio emocional. 
c) Muitos eleitores preferem uma candidatura baseada em mentiras agradáveis do que uma apoiada em 
verdades desagradáveis onde nem todos querem acreditar. 
d) O mau juízo de que se imputa aos sindicatos é semelhante àquele em que se atribui aos partidos políticos. 
e) A confiança de cuja não se afastam milhares de brasileiros é a de que a política possa ser exercida 
segundo à natureza do interesse público. 
67. INÉDITA 
O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido, sem prejuízo para a correção e o sentido 
original do texto, em: 
a) Vários fanáticos religiosos se entregaram à opressão e ao obscurantismo em suas pregações. 
b) Seus escritos e ensinamentos foram, sem sombra de dúvida, o mais belo legado do velho filósofo à 
atualidade. 
c) Suas ações governamentais não só não geraram uma justa distribuição de riqueza, como deram continuidade 
à miséria galopante. 
d) Não aceitamos que ninguém se submetesse à sua vontade. 
e) As crises econômicas impõem à sociedade um rebaixamento de padrão de consumo. 
 
 
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68. INÉDITA 
O resultado prático das ações voltadas ...... um desenvolvimento sustentável depende, em larga escala, da 
atuação firme e forte da comunidade internacional. São várias as ações que devem ser tratadas com prioridade, 
entre as quais estão o estímulo ...... novas fontes de energia menos poluentes e o respeito ...... causas 
ambientais. 
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: 
a) a − à – as 
b) a − a – às 
c) à − a – as 
d) a − à – às 
e) à − à – as 
 
Trânsito mata mais do que assassinatos no Brasil 
Quando a maioria da população, com razão, está escandalizada com a violência que impera nas cidades 
do País, um outro número não recebe tanta atenção quanto os cerca de 60 mil assassinatos registrados 
anualmente no Brasil. No trânsito, morrerão, neste ano de 2018, segundo estimativas oficiais, 80 mil pessoas. 
A projeção está baseada no fato de que, nos primeiros meses do ano, os acidentes de trânsito já provocaram 
19.398 mil mortes e 20 mil casos de invalidez permanente no País. Os dados são do Centro de Pesquisa e 
Economia do Seguro, órgão da Escola Nacional de Seguros. As principais vítimas são homens de 18 a 65 anos e 
motociclistas. 
Além das mortes e sequelas as mais diversas, muitas deixando inválidos pelo resto da vida homens, 
mulheres e crianças, pessoas jovens, ainda há um brutal prejuízo, calculado em torno dos R$ 96 bilhões pelas 
faltas ao trabalho dos acidentados. 
Ora, tantas vítimas mostram um quadro de insegurança que está presente e que vem ceifando, dia após 
dia, vidas nas ruas, avenidas e, muito mais, nas rodovias da nação. Pois, da mesma forma que todos condenam 
o grande número de mortes violentas por conta do tráfico de drogas, da disputa entre gangues, de desavenças 
familiares, pouca atenção é dada para o massacre que ocorre no trânsito. Da mesma forma que se pede mais 
educação, devemos nos lembrar que a educação no trânsito é mais do que importante. 
Jornal do Comércio 
(https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/opiniao/2018/09/648589-transito-mata-mais-do-
que-assassinatos-no-brasil.html) 
69. INÉDITA 
No trecho “...devemos nos lembrar que a educação no trânsito é mais do que importante”, a ausência do 
pronome oblíquo “nos” prejudicaria a correção gramatical. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
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70. INÉDITA 
A substituição de “Obedecer às leis de trânsito” por “Obediência a leis de trânsito” preservaria a 
correção gramatical e não acarretaria mudança de sentido original. 
( ) CERTO ( ) ERRADO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito 
01 D 02 E 03 E 04 C 05 D 
06 E 07 A 08 A 09 A 10 E 
11 C 12 A 13 A 14 E 15 D 
16 A 17 C 18 C 19 C 20 B 
21 E 22 D 23 B 24 D 25 E 
26 B 27 C 28 C 29 B 30 C 
31 E 32 E 33 A 34 C 35 E 
36 C 37 E 38 C 39 C 40 E 
41 C 42 C 43 E 44 E 45 E 
46 E 47 E 48 C 49 E 50 C 
51 C 52 C 53 C 54 A 55 C 
56 E 57 C 58 E 59 E 60 E 
61 A 62 A 63 E 64 C 65 A 
66 B 67 D 68 B 69 C 70 E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resumo Direcionado 
 
PRINCIPAIS CASOS DE REGÊNCIA VERBAL 
 
AGRADAR 
 
= no sentido de ACARICIAR, FAZER CARINHO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO. 
Exemplo: O dono agradou seu cachorrinho no colo. 
 
= no sentido de SATISFAZER, GERAR CONTENTAMENTO, emprega-se como TRANSITIVO INDIRETO, 
com objeto introduzido pela preposição A 
Exemplo: O discurso do ministro não agradou ao mercado, que reagiu ferozmente. 
 
AGRADECER 
 
= TRANSITIVO DIRETO, com OBJETO DIRETO nome de “COISA” 
Exemplos: 
Agradeci sua ajuda. (= Agradeci-a) 
Agradecemos as doações. (= Agradecemo-las) 
 
 
= TRANSITIVO INDIRETO com OBJETO INDIRETO nome de “PESSOA” 
Exemplos: 
Os internautas agradeceram ao apresentador. (= Os internautas lhe agradeceram). 
O cliente agradeceu ao gerente pelo atendimento. (= O cliente lhe agradeceu... ou O cliente agradeceu 
a ele...). 
 
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= TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO, sendo o OBJETO DIRETO nome de “COISA” e o INDIRETO nome 
de “PESSOA”, introduzido pela preposição A. 
Exemplos: 
Agradeci ao apresentador o apoio. 
Agradeci aos internautas as doações. 
 
ASPIRAR 
 
= no sentido de SORVER, INALAR, TRAGAR, constrói-se com OBJETO DIRETO. 
Exemplo: 
Marta aspirava o perfume das rosas. 
 
= no sentido de DESEJAR, PRETENDER, constrói-se com OBJETO INDIRETO, com a preposição A. 
Exemplo: 
Ela aspirava a altos cargos. 
 
ASSISTIR 
 
= no sentido de PRESTAR ASSISTÊNCIA, PROTEGER, SERVIR, constrói-se com OBJETO DIRETO. 
Exemplo: 
O enfermeiro assiste o paciente. 
 
= no sentido de PRESENCIAR, ESTAR PRESENTE constrói-se com OBJETO INDIRETO, COM A 
PREPOSIÇÃO A. 
Exemplo: 
Assisti ao jogo (e não “Assisti o jogo”, como se fala no cotidiano) 
 
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= no sentido de CABER, PERTENCER DIREITO OU RAZÃO A ALGUÉM, constrói-se com OBJETO 
INDIRETO, COM A PREPOSIÇÃO A. 
Exemplo: 
Não assiste ao Judiciário legislar em prol dos indefesos. 
 
= no sentido de MORAR, RESIDIR, constrói-se com ADJUNTO ADVERBIAL DE LUGAR, COM A 
PREPOSIÇÃO EM. 
Exemplo: 
Ele assistia num sítio muito distante da cidade. 
 
 CHAMAR 
 
= no sentido de CONVOCAR, CONVIDAR, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO. 
Exemplo: Chamei o professor em minha sala para uma reunião urgente. 
 
= no sentido de INVOCAR, PEDIR AUXÍLIO, emprega-se como TRANSITIVO DIRETO ou como INDIRETO, 
COM OBJETO INTRODUZIDO PELA PREPOSIÇÃO POR. 
Exemplo: Chamei (por) meu pai no momento de maior aflição. 
 
= no

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