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Discentes: Beatriz Rocha de Alcantara, Pablo Da silva Espedito, Jean Nascimento Viana e Marta Fernandes Docente: Carlyle Falcão ESTADO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA TEORIA DOS TRÊS PODERES Rio de Janeiro 2023 INTRODUÇÃO TRÊS PODERES Desde os primórdios da humanidade, quando os seres humanos começaram a viver em grupos, sempre teve um indivíduo que exercia uma certa liderança sobre os demais. Como vimos no decorrer da matéria, existem diversos tipos de dominação. A que era a mais comum na antiguidade era a Dominação Tradicional. A partir deste momento, pensadores e intelectuais, na França, cansados do modelo absolutista, elaboraram um modelo de política na qual o povo participasse das escolhas. Montesquieu foi o nome principal nesse novo modelo político. Essa mudança não foi fácil, vide que a Revolução Francesa foi sangrenta e muitas pessoas morreram. Dessa forma, com a morte do então rei Luís XlV, instalou-se um modelo político novo, que dava ao povo o poder de escolha de seus representantes. Para que houvesse um equilíbrio na representação, Montesquieu sugeriu uma divisão em três instâncias, quem seriam elas: o Poder Executivo, o Poder Legislativo e o Poder Judiciário. Esses três poderes seriam equilibrados, de maneira que um fiscalizasse o outro, tudo isso dentro da Constituição, recebendo o nome de Estado Democrático por Direito. Esse modelo político demorou para chegar no aqui no Brasil. Ainda éramos um Império, comandados por Dom Pedro ll. Porém, quando a república foi proclamada em 1889, por Deodoro da Fonseca, o Brasil começou a tomar um novo rumo. Dois anos após a proclamação da república, em 1891, houve uma mudança na constituição brasileira, na qual já constava a criação dos três poderes, porém de um modo diferente. O povo brasileiro não tinha nenhum direito a escolha dos seus representantes e isso demorou para mudar. Nos tempos atuais o Poder Executivo e o Poder Legislativo são definidos a partir de votação direta, enquanto o Poder Judiciário é direcionado por ministros indicados pelo Presidente a e aprovados pelo Senado. PODER JUDICIÁRIO A função do poder judiciário é a de julgar, com base nas leis, garantindo os direitos individuais e coletivos em uma sociedade, por meio da resolução de conflitos entre cidadãos, entidades e o Estado. Este possui autonomia administrativa e financeira, e é dividido em dois grupos: a Justiça Especializada, que compreende questões ligadas aos ramos eleitoral, por meio da Justiça Eleitoral, trabalhista, por meio da Justiça do Trabalho e militar, por meio da Justiça Militar. Tal divisão tem por objetivo favorecer a aplicação da lei e julgamento das causas de maneira célere e judicialmente mais segura; e a Justiça Comum, responsável pela solução de conflitos por parte dos cidadãos, que sejam alheias aos campos de atuação da justiça especializada. Esta conta com duas competências de jurisdição, a Justiça Federal, no âmbito da União, e a Estadual, de competência de cada estado brasileiro e Distrito Federal. Além de sua função jurisdicional, o poder judiciário possui funções atípicas de natureza legislativa e executiva. A de natureza legislativa refere-se a independência que o judiciário tem em elaborar seu regimento interno. Já a de natureza executiva decorre da administração interna, de seus serviços e servidores. SISTEMA DE FREIOS E CONTRAPESOS Esse sistema, também conhecido como a Teoria de Separação dos Poderes, baseia-se na ideia de autorregulação por parte das funções estatais, ou seja, o controle do poder pelo próprio poder. Isso significa dizer que, apesar de possuírem autonomia para exercerem suas próprias funções, cada poder controlara e é controlado pelos outros. Tal fiscalização entre as funções é crucial para manter a concordância e harmonia do poder originário uno, tripartido e independente. image1.png