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0 
 
 
 
 
CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA 
 
 
 
PROCESSAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE DADOS 
GEOFÍSICOS AÉREOS APLICADOS À EXPLORAÇÃO 
MINERAL 
 
 
VOLUME 2 - MAGNETOMETRIA 
 
 
 
Vanessa Biondo Ribeiro 
2017 
 
 
 
Apoio 
Realização 
1 
 
PROCESSAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE DADOS GEOFÍSICOS – 
MAGNETOMETRIA 
 
ÍNDICE 
1. Introdução............................................................................................................................ 3 
2. Preparação da base de dados................................................................................................ 4 
2.1. Importar os dados.................................................................................................... 6 
2.2.Unificação das bases de dados................................................................................. 9 
2.3.Divisão das linhas de aquisição no database do Itinerante...................................... 10 
2.4.Divisão das linhas de dados no database da Base.................................................... 13 
3. Filtragem da variação diurna dos dados magnéticos............................................................ 14 
3.1.Alteração dos nomes das colunas de dados ............................................................ 15 
3.2.Analise dos dados no database da Base................................................................... 15 
3.3.Filtragem da variação magnética diurna dos dados adquiridos............................... 16 
4. Processamento dos dados magnéticos.................................................................................. 19 
4.1. Correção do erro de Paralaxe (ou Lag) dos dados aéreos...................................... 19 
4.2.Remoção do Campo Geomagnético Internacional de Referência (IGRF)............... 20 
4.3.Correções de erros não sistemáticos........................................................................ 22 
4.3.1. Nivelamento e micronivelamento das linhas de aquisição................................ 22 
4.3.2. Microlevelling Using FFT Decorrugation (Micronivelamento)....................... 23 
4.4.Janelamento (Recorte de Mapas)............................................................................. 26 
5. Filtragem dos dados magnéticos.......................................................................................... 29 
5.1.Filtragem Interativa (Interactive Filtering).............................................................. 29 
5.1.1. Separação Regional-Residual Interativa............................................................ 34 
5.2.Filtragem com Preparação de Grid Automática....................................................... 35 
5.2.1. Separação Regional-Residual Automatizada..................................................... 37 
5.2.1.1.Trend.................................................................................................................. 37 
5.2.2. Menu MAGMAP: Continuação para cima (“Upward Continuation”).............. 39 
5.2.3. Menu MAGMAP: Derivadas direcionais.......................................................... 39 
5.2.4. Menu MAGMAP: Redução ao Polo Magnético (“Reduce to Magnetic Pole”). 40 
2 
 
5.2.5. Menu MAGMAP: Sinal Analítico (“Analytic Signal...”).................................. 40 
5.2.6. Menu MAGMAP: Derivada Tilt (“Tilt Derivative...”)...................................... 41 
5.3.Estimativa de Profundidades: Deconvolução de Euler............................................ 42 
6. Referencias............................................................................................................................ 49 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
PROCESSAMENTO E INTERPRETAÇÃO DE DADOS GEOFÍSICOS – 
MAGNETOMETRIA 
 
 
APOSTILA PRÁTICA DE MAGNETOMETRIA 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
Devido à presença do campo magnético terrestre, uma rocha que contenha minerais 
ferromagnéticos causa uma distorção no campo magnético proporcional ao contraste de 
susceptibilidade entre essa rocha e a sua encaixante. Essa distorção (anomalia magnética) ocorre 
devido à magnetização induzida do campo (Mi) nos minerais das rochas. 
Entretanto, materiais ferromagnéticos podem reter uma componente de magnetização do 
campo na época de seu resfriamento, denominada de magnetização remanescente (Mr). 
Consequentemente, a magnetização total (Mt) de uma rocha vai ser definida pela soma vetorial 
das componentes induzida e remanescente. 
Essas distorções do campo magnético podem fornecer informações importantes sobre a 
distribuição de susceptibilidade em subsuperfície. Uma vez que o contraste de susceptibilidade 
seja significativo, a magnetometria é uma ferramenta rápida e eficaz para identificação e 
caracterização de diversos tipos de alvos exploratórios entre os quais podemos citar kimberlitos, 
BIFs (banded iron formation), complexos alcalinos, etc. 
4 
 
Abaixo é apresentada uma breve descrição dos principais procedimentos para corrigir os 
dados magnéticos amostrados em levantamentos terrestres e aéreos (Figura 1), assim como das 
principais técnicas de filtragem dos dados. 
 
Figura 1: (A) Mapa da anomalia magnética de Pratinha I (Louro, 2012), (B) Figura esquemática de um 
levantamento de campo magnetométrico e exemplo de perfis gerados pelos magnetômetros (C) itinerante 
e (D) base. 
 
2. PREPARAÇAO DA BASE DE DADOS 
 
Em um levantamento magnético, para cada dia de aquisição são gerados dois arquivos 
diferentes: um referente ao magnetômetro Base e outro referente aos dados de campo do 
magnetômetro Itinerante (ex. Figura 1). É importante que esses arquivos contenham o valor do 
campo magnético registrado pelo aparelho, a data em que foram realizados os levantamentos, a 
A B 
C D 
5 
 
hora exata de cada medida, e no caso do Itinerante, a topografia, o nome(s) da(s) linha(s) 
percorrida(s) e as coordenadas de cada ponto em que foi feita a aquisição do dado. 
As Figuras 2 e 3 são exemplos de arquivos “.txt” referentes a um dia de aquisição de 
magnetometria terreste. 
 
 
Figura 2: Exemplo de um arquivo “.txt” referente a Base. 
 
 
Figura 3: Exemplo das informações contidas em um arquivo referente aos dados adquiridos em campo 
pelo magnetômetro Itinerante. X e Y são as coordenadas UTM de cada medida, elevation refere-se ao 
canal de topografia, nT é a coluna com o valor do campo magnético observado, sq a qualidade do sinal 
(em %), cor-nT a correção do valor medido (em nT), sat a quantidade de satélites de referência, time a 
hora em que a medição foi feita. 
6 
 
2.1 – Importar os dados 
A primeira etapa a ser feita é copiar os dados para um Database do Oasis Montaj. O 
software permite a importação de dados com diversos tipos de extensão (txt, xls, XYZ, etc.) a 
partir do menu “Database” (Figuras 4). 
 
 
 
Figura 4: Comandos do menu “Database” para importar dados no Oasis. 
 
Selecionado o arquivo de entrada, clique em “Wizard” (Figuras 4). Esse comando vai 
permitir definir os parâmetros de entrada do arquivo de dados em três etapas (Figura 5). Na 
primeira, deve-se informar como estão separados os dados de cada coluna. Em “File Type” 
indique se os campos estão separados por algum caractere ou se eles estão alinhados no arquivo 
todo, formato fixo. Também é possível definir se há uma linha de cabeçalho ou uma contendo 
Importa arquivos “.txt” 
“.xls” 
Define os 
parâmetros para 
importar os dados 
7 
 
unidades de cada coluna. No seguinte passo, os campos já devem estar separados por linhas 
verticais. 
Caso a separação não esteja correta, modifique o separador utilizado ou a posição das 
linhas (no caso de separador fixo – “Fixed Field”). No passo final deve-se informar o nome de 
cada canal, caso não tenha sido feito automaticamente através das informações do cabeçalho. 
Para alterar o nome, basta clicar na coluna desejada (a qual ficará azul) e alterar as 
especificações a partir doscampos indicados na Figura 5-C. 
Ao clicar em “Finish”, abrirá uma janela para criar um novo “database” (chamado daqui 
para frente de “gdb” em referência a Geosoft DataBase) o qual armazenará os dados importados. 
A janela de comando é apresentada na Figura 6. 
Tanto os dados de base quanto itinerante geralmente são separados por dia de aquisição. 
Por essa razão é necessário importar esses arquivos individualmente para o Oasis. Para cada 
arquivo de base gerado é importante criar uma nova coluna de dados especificando o dia em que 
foi feita a aquisição. Essa coluna será fundamental para a etapa de filtragem da componente 
diurna do campo magnético. 
A criação de um novo canal (coluna no gdb) é realizada ao clicar em um espaço em branco 
de célula referente ao título do canal. Escreva o nome do canal e digite ENTER. Em seguida 
abrirá uma janela em que poderá definir as características da coluna. Para a criação de uma 
função entre dois canais, clique 3 vezes sobre o título do canal (para identificar que deseja que o 
procedimento seja aplicado em todas as células pertencentes ao canal no gbd. Em seguida digite 
“=” para ativar o procedimento “Fórmula=” na base de dados (Item 2.7.1 da apostila prática de 
GAMA), e digite a data da aquisição da linha cujos dados foram importados. Ao dar “enter”, 
todo o canal terá o valor da data associado. 
 
8 
 
 
 
 
Figura 5: Principais comandos das três etapas para importação dos dados. 
Define uma linha 
específica para iniciar 
a importação dos 
dados 
Define se a uma linha 
com as unidades e/ou 
nome das colunas 
Cabeçalho do arquivo 
de entrada 
Separador utilizado para 
separar as colunas de dados 
Parâmetros das colunas (ex: 
nome e formato de exibição) 
Exemplo de coluna selecionada 
A 
B 
C 
9 
 
 
Figura 6: Janela de comandos para criar uma nova base de dados. 
 
2.2 – Unificação das bases de dados 
Para facilitar a interpretação dos dados magnéticos, esses devem estar contidos todos na 
mesma base de dados. Então nesse estágio do trabalho criaremos um único database para os 
dados de Base e outro para o Itinerante. Os passos para essa união estão descritos abaixo. 
1º passo) Antes de unir os databases, é importante ter certeza de que todos possuem as 
mesmas colunas de dados. 
2º passo) Selecione no menu “Database Tools” a opção “Database Utilities” e então 
“Merge Databases...”, abrindo a janela de comandos abaixo. 
 
 
Figura 7: Janela de comandos para unificar diferentes databases. 
 
 
Nome da base de dados 
Tipo de compressão do 
arquivo 
Database final 
Database a ser adicionado 
Selecione “Append” para 
adicionar os dados aos pré-
existentes 
10 
 
2.3 – Divisão das linhas de aquisição no database do Itinerante 
A nova base de dados criada pode apresentar apenas uma única linha de dados. Você pode 
verificar isso clicando com o botão direito do mouse na lista de linhas (“Lines”). Se isso ocorre, 
significa que a base de dados considera que todos os dados do levantamento foram obtidos sobre 
um mesmo perfil. Caso isso não se aplique ao levantamento em questão, então é necessário 
dividir os dados em suas respectivas linhas. A Figura 8 a distribuição das linhas de aquisição 
(“line path”) par um mesmo levantamento, tanto com as linhas unificadas pela base de dados 
quanto com as linhas já individualizadas. 
Antes de efetuar qualquer alteração nas linhas de aquisição, é necessário gerar antes o mapa 
onde estas estão situadas, ou ao menos interpolar os dados da região. O procedimento para 
criação do mapa e/ou do grid pode ser observado nas seções 2.3, 2.4 e 2.5 da apostila de GAMA. 
Para poder fazer a divisão correta das linhas de aquisição, é necessário primeiro visualizar 
como elas estão distribuídas. Para tal seleciona-se no menu “Map Tools” a opção “Line path”. A 
Figura 9 apresenta a janela de opções para plotar as linhas de aquisição. 
 
 
Figura 8: Mapa do campo magnético não corrigido da área de exemplo com as linhas de aquisição (A) 
antes e (B) depois de divididas. 
A B 
11 
 
Após clicar no mapa com as linhas de aquisição plotadas (Figura 8-A), selecione o ícone 
“Shadow Cursor Tool” ( ) na barra de ferramentas do Oasis. Depois clique no canal de 
Fiducial da base de dados (logo abaixo da célula Lines – Figura 10). Ao pressionar as setas do 
teclado, você notará que o cursor se moverá sobre as linhas de dados no mapa, indicando a 
localização de cada medida (ex. na Figura 10). 
 
 
Figura 9: Janela de especificações para plotar as linhas de aquisição. 
 
 
Figura 10: Exemplo de como localizar a posição geográfica de uma medida a partir do Fiducial. 
Cor da linha 
Espessura da linha 
Tamanho da fonte 
Cor da fonte 
Fiducial 
Cursor 
 
12 
 
A sequência de comandos para quebra das linhas é apresentada na Figura 11. Após dividir 
a linha, você deve clicar na célula Lines (Figura 10) e selecionar a nova linha que você criou. 
Este procedimento deve ser repetido até que todas as linhas de aquisição estejam divididas. Para 
visualizar o progresso do trabalho, você pode plotar novamente o line path sobre o mapa entre as 
divisões de linha, atualizando assim a distribuição dessas sobre o grid. 
É extremamente importante que a quebra de linhas a partir do fiducial seja feita em 
relação à 1ª medida da linha seguinte. Caso contrário à divisão não será efetuada corretamente, 
podendo excluir ou incluir um ponto na linha “quebrada”. 
 
 
 
Figura 11: Linhas de comando para divisão das linhas de aquisição. 
 
 
Linha a ser cortada 
Nova linha com os dados 
Fiducial de referencia 
para a divisão 
13 
 
2.4 – Divisão das linhas de dados no database da Base 
Ao contrário do database Itinerante, os dados da Base são divididos por dias de aquisição. 
Sendo assim, após a importação de todos os dados adquiridos pelo magnetômetro base, estes 
devem ser divididos de acordo com a data de levantamento. Essa divisão é feita a partir dos 
seguintes passos: 
 
1º passo – consiste em ordenar todas as colunas em função do canal da data, garantindo 
assim que os dados referentes ao mesmo dia seja divididos corretamente. Para tal, no menu 
“Database Tools” seleciona-se a opção “Channel Tools” e “Sort All by 1 Channel...”. Pode-se 
então definir o canal de referência (no caso, o canal com as datas dos levantamentos). 
2º passo – Clique com o botão direito do mouse sobre o nome do canal de data e depois 
selecione a opção “Show Profile”. Na parte inferior do database aparecerá a distribuição dos 
dados em um perfil. 
3º passo – Assim como na divisão das linhas de aquisição (tópico 2.3), a “quebra” deve ser 
feita em relação ao primeiro ponto da próxima linha, ou seja, na primeira mudança da data. Para 
tal, você pode usar o gráfico gerado como referência para localizar os pontos de quebra. A Figura 
12 mostra um exemplo do database Base antes da divisão das linhas. 
4º passo – Selecione no menu “Database Tools” a opção “Line Tools” e “Split on 
Fiducial…” (ex. Figura 11). 
 
Repita o 3º e 4º passo até que todas as linhas da Base estejam dividas de acordo com suas 
respectivas datas. 
 
14 
 
 
Figura 12: Database Base antes da divisão das linhas 
 
Uma vez preparadas as bases de dados a serem utilizadas, o processamento e interpretação dos 
dados seguirá o seguinte fluxograma: 
 
 
3. FILTRAGEM DA VARIAÇAO DIURNA DOS DADOS MAGNÉTICOS 
 
A filtragem da variação magnética diurna é extremamente importante tanto para aquisições 
terrestres quanto aéreas. Neste tópico são apresentados os passos para correção dessa variação. 
 
Linha a ser cortada 
Fiducial 
15 
 
3.1 – Alteração dos nomes das colunas de dados 
Antes de prosseguir com o processamento, é importante mudar o nome das colunas com os 
dados magnéticos adquiridos tanto pelo Itinerante quanto pela Base. Note que em ambos os 
exemplos de arquivos de entrada (Figuras 2 e 3) a coluna com esses dados é denominada de 
“nT”,o que pode gerar confusão ao correlacionar os databases gerados. Portanto, recomenda-se 
que a coluna de dados magnéticos da base de dados Itinerante seja renomeada para “MAG_RAW” 
e a da Base de “BASE”. 
O nome da coluna pode ser modificado clicando com o botão direito do mouse sobre este, e 
selecionando a opção “Edit...”. 
 
3.2 – Analise dos dados no database da Base 
Antes de efetuar a correção da variação diurna é necessário verificar o formato do canal 
com a hora de cada aquisição tanto na base de dados da base quanto itinerante. Nesses campos 
você pode mudar o formato em que os dados são apresentados, por exemplo, a coluna de “time” 
no arquivo de entrada (Figura 3) é apresentada como 132354.0 (hhmmss.s) o que se referiria a 
13:23:54 (hh:mm:ss). 
A analise dos dados adquiridos pelo magnetômetro Base é feita a partir dos seguintes 
passos: 
 
1º passo – ordenar todas as colunas em função do canal hora: no menu “Database Tools” 
seleciona-se a opção “Channel Tools” e “Sort All by 1 Channel...”, sendo o canal de referência o 
“Time”. 
2º passo –. Caso o gráfico da variação magnética diurna se apresentasse muito ruidoso, é 
recomendável fazer um filtro passa baixa desses dados. Para tal, crie um canal chamado 
16 
 
“Base_Filt” (passos 1 e 2 do tópico 5.7.1 do Capitulo 1 da apostila), assim os dados originais 
continuaram inalterados pela filtragem. No menu “Database Tools”, selecione a opção “Filters” 
e então “Low Pass Filter...”. O valor do “Cutoff wavelength (fiduciais)” deve ser definido de 
acordo com cada caso. A Figura 13 apresenta um exemplo de um perfil de variação magnética 
diurna registrada pelo magnetômetro base assim como do canal filtrado (“Base_Filt”). 
 
 
Figura 12: Exemplo da variação magnética diurna antes (vermelho) e depois (azul) da filtragem passa-
baixa. No exemplo o valor do cutoff utilizado foi de 10. 
 
3.3 – Filtragem da variação magnética diurna dos dados adquiridos 
A correção da variação magnética diurna é feita a partir da correlação entre os databases 
Base e Itinerante em função do canal “Time”, ou seja, em relação à hora em que cada medida foi 
realizada. 
 
17 
 
1º passo – Criar o arquivo “table” (extensão “.tbl”): no menu “Database”, selecione a 
opção “Export” e então “Geosoft XYZ...”. Antes de salvar o arquivo “Base_Filt.xyz”, clique em 
“Template” e selecione a seguinte ordem de arquivos para exportar: “Date”, “Time” e “Base 
Filt”. Abra este arquivo através do “TextPad” e inclua o seguinte cabeçalho: 
 
 
/geosoft table 
/=date:real 
/=time:real 
/=Base_Filt:real 
/date time Base_Filt 
 
Salve o arquivo como “Base_Mag.tbl”. 
 
2º passo – Com o database dos dados Itinerantes aberto, entre no menu “Database Tools” e 
selecione as opções “Database Utilities” e “2 Channel Look Up...”. A janela de comandos esta 
disposta abaixo. 
 
18 
 
 
Figura 13: Janela de comandos do menu “2 Channel Look Up...”. 
 
3º passo – Crie o canal “MAGCOR” no database Itinerante. Este canal receberá os dados 
magnéticos corrigidos da variação diurna. Para tal faça a subtração dos canais a partir da 
equação: 
 
𝑀𝐴𝐺𝐶𝑂𝑅 = 𝑀𝐴𝐺_𝑅𝐴𝑊 − 𝐵𝑎𝑠𝑒_𝐹𝑖𝑙𝑡 (1) 
 
4º passo – Crie o canal “MAGEDIT”. Clique três vezes com o botão esquerdo do mouse 
sobre o nome do canal “Base_Filt” e depois com o botão direito. Selecione a opção 
“Statistics...”. A janela aberta exibirá as principais características do canal. O valor médio do 
canal será utilizado como “Datum” na Equação 2. 
 
𝑀𝐴𝐺𝐸𝐷𝐼𝑇 = 𝑀𝐴𝐺_𝐶𝑂𝑅 + 𝐷𝑎𝑡𝑢𝑚 (2) 
 
Arquivo tbl criado 
1º canal de referencia 
2º canal de referencia 
Canal no database 
Itinerante que vai 
receber o valor da Base 
Método de interpolação 
Método de busca 
19 
 
 
4. PROCESSAMENTO DOS DADOS MAGNÉTICOS 
 
Abaixo são apresentadas as etapas necessárias para corrigir os dados magnéticos do erro de 
paralaxe (associado aos aerolevantamentos), a remoção da componente de IGRF do campo e 
micronivelamento dos perfis (aplicado aso dados de aéreos). 
 
4.1 – Correção do erro de Paralaxe (ou Lag) dos dados aéreos 
O erro de paralaxe corresponde à defasagem observada entre os tempos de medição do 
magnetômetro e altímetros em relação ao sistema de posicionamento GPS. Para determinar o 
erro de paralaxe, a aeronave sobrevoa em sentidos opostos uma mesma linha definida sobre uma 
anomalia magnética conhecida. 
A Correção de Paralaxe está associada ao valor deslocado do tempo de amostragem, de 
modo que as feições observadas nas duas direções de vôo se tornem coincidentes. A fórmula da 
Correção de Paralaxe é dada por: 
 
IMC PFM −= (3), 
 
Onde MC representa o valor do campo magnético corrigido do efeito de paralaxe, FM é o 
tempo fiducial da medida e PI é o valor do efeito de paralaxe em segundos calculado para o 
instrumento (no caso, magnetômetro). Um valor positivo de paralaxe indica que a leitura do 
instrumento esta a frente da posição do fiducial. 
20 
 
É importante ressaltar que não é alterado o valor do campo magnético medido, este apenas 
é deslocado em relação ao tempo em que os dados foram amostrados. 
 
4.2 – Remoção do Campo Geomagnético Internacional de Referência (IGRF) 
A remoção do IGRF é feita através do menu “IGRF” disponível pelo Oasis Montaj. As 
etapas para essa correção estão descritas abaixo. 
 
1º passo – Clique no ícone “Load Menu...” ( ) na barra de ferramentas do programa e 
abra o arquivo “igrf.omn”. 
É possível fazer a correção do IGRF de duas maneiras: para um ponto de referência 
localizado sobre a área investigada (“IGRF at a point...”) ou ponto a ponto (“IGRF Channel...”). 
Nesta apostila explicaremos como é feita a correção ponto a ponto. 
2º passo – Antes de calcular o IGRF par ao canal com os dados magnéticos é preciso 
converter as coordenadas (que estão em UTM no exemplo) para o sistema de coordenadas 
geográficas. Para tal, entre no menu “Coordinates” e selecione a opção “New Projected 
Coordinates...”. Na primeira janela de comandos, indique quais são os canais no database 
Itinerante que contem as coordenadas no eixo “x” e “y”. Na segunda janela, especifique as 
características do sistema de coordenadas: no caso das coordenadas em UTM, selecione a opção 
“Projected (x,y)” e defina o datum utilizado no levantamento (ex. WGS84) e o sistema de 
projeção (ex. UTM zone 22S, para medidas efetuadas no oeste de São Paulo, Goiás, etc.). Na 
janela seguinte defina o nome dos canais que serão gerados no database contendo as 
coordenadas geográficas (ex. “Longitude” e “Latitude”). Por ultimo, defina as características do 
21 
 
novo sistema de coordenadas: no caso, selecione a opção “Geografic (long,lat)” e o datum 
desejado. 
3º passo – Selecione a opção “IGRF Channel...” no menu IGRF. A Figura 14 apresenta as 
principais componentes da janela de comandos para efetuar essa correção. 
4º passo – os canais dos dados de IGRF, inclinação e declinação estão ocultos no database. 
Para tornar esses canais visíveis, clique com o botão direito na parte superior de um canal em 
branco e selecione a opção “Display All”. 
5º passo – crie um canal no database denominado “MAGIGRF”. A correção do IGRF é 
feita pela subtração dos canais com os dados magnéticos (“MAGEDIT”) pelo valor do IGRF 
(“IGRF”) dada pela equação abaixo. 
 
IGRFMAGEDITMAGIGRF −= (4), 
 aaaaa 
Figura 14: Janela de comandos do IGRF. O canal 1 indica o ano de referência utilizado para o calculo do 
IGRF, 2 indica os canais do database com os dados de entrada e 3 indica os nomes dos canais que serão 
criados na base de dados contendo os valores do IGRF, da inclinação e da declinação calculados para 
cada ponto do database. 
 
 
1 
2 
3 
22 
 
4.3 – Correções de erros não sistemáticos 
4.3.1 - Nivelamento e micronivelamento das linhas de aquisição 
Em um levantamento geofísico, diversos fatores podem afetar a amostragemdos dados 
contribuindo assim para o surgimento de erros. Um dos efeitos mais óbvios é o aparente 
deslocamento das linhas (Figura 15) entre as linhas paralelas do aerolevantamento, comumente 
chamado de erro de nivelamento (“Levelling error”). 
O desnivelamento entre as linhas pode ser corrigido em duas etapas: nivelamento das 
linhas (feito a partir da diferença entre os valores das Linhas de Controle – “Tie Lines”, e as 
linhas de aquisição) e micronivelamento (geralmene utilizado para refinar a correçao do 
desnivelamento). 
Na literatura são encontradas diversas técnicas possíveis para realizar essas correções. No 
Oasis Montaj as correções de nivelamento da linhas são realizadas a partir do menu 
“Levelling_System.omn”. O micronivelamento, por sua vez, pode ser realizado por diversas 
combinaçoes de filtros (filtros passa-banda, filtro butterworth, cossseno direcional, etc.). Abaixo 
é apresentada a sequência de comandos para efetuar o micronivelamento utilizando FFT 
(“Microlevelling Using FFT Decorrugation”). 
 
23 
 
 
Figura 15: Mapa do campo magnético total (CMT) da anomalia de Pratinha I antes do micronivelamento 
dos dados. Louro e Mantovani (2012). 
 
4.3.2 – Microlevelling Using FFT Decorrugation (Micronivelamento) 
Antes de efetuar o micronivelamento, é interessante plotar o mapa a ser filtrado com 
sombreamento (“colour shaded”). Essa visualização pode ser efetuada a partir do menu “Grid 
and Image”, opções “Display” e “Colour-Shaded Grid...” (mais detalhes da visualização podem 
ser obtidos no tópico 5.4 do capitulo 1 da apostila). 
A Figura 15 apresenta como exemplo o mapa do campo magnético total para a região de 
Pratinha I (Minas Gerais – Louro e Mantovani, 2012) antes do micronivelamento. As linhas do 
aerolevantamento possuem direção N-S com espaçamento de 400 m. O efeito de cancelamento 
(“corrugation”) entre as linhas de voo é bem evidente neste mapa. 
A correção desse efeito é feita a partir das seguintes etapas: 
24 
 
 
1º passo – Caso o menu “MAGMAP” não esteja visível na tela, é necessário acessá-lo. Para 
tal, clique no icone “Load menu” ( ) na barra de ferramentas do programa e selecione menu 
“MAGMAP.omn” (este menu será explicado com mais detalhes mais adiante). 
 
2º passo – No menu “MAGMAP”, selecione a opção “MAGMAP 1-Step Filtering...”. 
Defina o arquivo de entrada (por exemplo: mapa do campo magnético total de Pratinha I), 
arquivo de saída (mapa filtrado, por exemplo: Erro.grd) e clique em “SetConFile” (Figura 19). 
 
3º passo – Na janela de filtros (Figura 20), o primeiro filtro a ser aplicado será 
“Butterworth Filter” e o segundo, “Directional Cosine Filter”. Os parâmetros a serem utilizados 
nas janelas de comando dos filtros são apresentados na Figura 16. O mapa de erro gerado por 
essa sequência de filtros é apresentado na Figura 17-A. 
4º passo – Para obter o mapa micronivelado é necessário subtrair o mapa de erro (Figura 
17-A) do mapa de campo magnético total (Figura 15). Para realizar a subtração, acesse o menu 
Grid and Image e, em seguida, Grid Math. O mapa micronivelado esta disposto na figura 17-B 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
 
Figura 16: Janela de comandos dos filtros (A) Butterworth e (B) cosseno direcional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 17: Mapa de (A) erro gerado pela filtragem e (B) do campo magnético total de Pratinha I 
micronivelado. 
 
 
4.4 – Janelamento (Recorte de Mapas) 
Frequentemente o alvo de interesse de um levantamento geofísico está contido em uma 
região muito menor do que a levantada em campo. Com isso é necessário recortar o grid para 
4 vezes o espaçamento das linhas de 
voo (exemplo 4 x 400m) 
Valor padrão definido pelo Oasis 
Para gerar o filtro de erro 
Ângulo do erro a ser retirado (ex. 
ruído com sentido N-S o valor é 0) 
Valores sugeridos pelo Oasis são 
de 0.5 ou 1 
Para gerar o filtro de erro 
 
A B 
26 
 
focar no alvo a ser analisado, a esse processo dá-se o nome de Janelamento. Antes do 
Janelamento precisamente, é interessante criar um arquivo de polígono (preferencialmente 
retangular) que identifique a área do alvo a ser janelada com o uso da ferramenta “Create 
Rectangular PLY file...” do menu Map Tools, CAD Tools (Figura 18). Com o mapa que desejar 
janelar aberto, selecione esta ferramenta. 
 
Figura 18: Ferramenta “Create Rectangular PLY File...”. 
 
Ao clicar no “Create Rectangular PLY file...”, será aberta a janela Define a rectangular 
plot mask (Figura 19). Nesta janela deverão ser definidos o arquivo .ply a ser criado depois do 
janelamento (Output mask file), se a área a ser mantida após o janelamento será interna ou 
externa ao retângulo definido (Inclusive or Exclusive) e as coordenadas limites do retângulo 
(Minimum X, Maximum X, Minimum Y e Maximum Y). Se o arquivo .ply já existir, será possível 
somente acrescentar a área recortada à região já discriminada no arquivo com a opção Append. 
27 
 
 
Figura 19: Janela de configuração do arquivo .ply. 
Para definir graficamente a região de janelamento, clique no botão Interactive. Ao fazê-lo, 
selecione clicando e segurando com o botão esquerdo do mouse e arrastando o cursor até 
perfazer a área desejada (Figura 20). 
 
Figura 20: Definição da área a ser janelada. 
 
Após definir a área desejada, será possível notar que os campos com os limites laterais 
serão preenchidos automaticamente. Neste ponto é possível criar um novo arquivo (New file) ou 
acrescentar esta área a um arquivo existente (Append). 
28 
 
Uma vez definido o arquivo de polígono .ply pode-se janelar o grid desejado acessando a 
opção Grid and Image, Utilities, Window a Grid using Polygon File... (Figura 21). 
 
Figura 21: Ferramenta “Window a Grid using Polygon File...”. 
 
Ao selecionar esta ferramenta, será aberta a janela Mask Part of a Grid (Figura 22), em que 
será possível definir os arquivos de entrada (grid e polígono) e de saída, a opção de máscara 
(optando por recortar o que está dentro ou fora do polígono) e a minimização ou não do grid 
resultante (se a área do que for recortado deve ser mantida em branco – como DUMMY – ou 
excluída, permanecendo somente a região de interesse). 
29 
 
 
Figura 22: Janela Mask Part of a Grid 
 
 
5. FILTRAGEM DOS DADOS MAGNÉTICOS 
 
O Oasis Montaj disponibiliza diversos tipos de filtros para tratamento dos dados 
magnéticos e interpretação. Entre estes podemos citar: Passa-Banda; Redução do Pólo 
Magnético; Redução ao Equador Magnético; Continuação para Cima e para Baixo (Upward e 
Downward Continuation, respectivamente); Amplitude do Sinal Analítico; Derivadas na Direção 
X, Y e Z; entre outros. A aplicação destas filtragens pode ser feita passo-a-passo, com o controle 
sobre cada etapa de preparação do grid e filtragem, ou automaticamente, definindo somente os 
parâmetros do filtro. 
 
5.1 – Filtragem Interativa (Interactive Filtering) 
Antes de utilizar esses filtros, é necessário acessar o menu “MAGMAP.omn” a partir do 
icone “Load menu” ( ) na barra de ferramentas do programa. 
O menu MAGMAP permite que tanto que os filtros sejam aplicados de forma automática, 
quanto interativamente, com o usuário participando de todas as etapas: Preparação do Grid, 
Grid de Entrada 
Grid de Saída 
Arquivo .ply 
Opção de Máscara 
Minimização do Grid 
30 
 
Transformada Rápida de Fourier (FFT), Cálculo do Espectro de Potência Radial, Aplicação da 
Filtragem e Transformada Rápida de Fourier Inversa (IFFT)(Figura 23). 
 
Figura 23: Menu MAGMAP – Filtragem Interativa 
Primeiramente deve-se preparar o grid para a FFT. Neste processo o grid deverá ser 
ajustado de modo que não apresente problemas durante o processo. Clicando na opção “Prepare 
Grid...” será aberta a janela FFT2 grid pre-processing (Figura 24). Nesta janela será possível 
remover tendências do grid, definir a expansão deste, o modo de preenchimento (interpolação) 
de possíveis DUMMYs, decaimento e limitação da amplitudedo sinal. 
 
Figura 24: Janela FFT2 grid pre-processing 
Grid de Entrada 
Grid de Saída 
Tendência a ser removida 
Expansão do Grid 
Método de Interpolação 
Limitadores de Amplitude 
Decaimento da Amplitude 
31 
 
Neste ponto, o controle sobre os parâmetros da FFT são inseridos diretamente pelo usuário. 
Os parâmetros a serem definidos serão: 
a) Definição dos grids de entrada (Campo Magnético Total) e saída; 
b) Tendência a ser removida do sinal (opcional); 
c) Pontos a serem avaliados para a remoção de tendência (opcional); 
d) Expansão do grid (Padrão: 10% da extensão do grid / Ideal: 50% do tamanho do alvo 
de interesse); 
e) Modo de expansão (Quadrada – “Square” – ou Retangular – “Rectangular”), 
dependente da distribuição da amostragem. O modo retangular consome mais tempo 
de processamento; 
f) Método de Interpolação: Multistep Expansion (Mínima Curvatura), Maximum 
Entropy (Entropia Máxima) e Inverse Distance (Inverso da Distância); 
g) Limitação da amplitude máxima do grid e das amplitudes nas bordas. Amplitudes 
muito altas podem saturar o sinal e falsear o resultado. 
 
Uma vez definidos os parâmetros, pode ser realizada a FFT pela opção “Forward FFT...” 
do menu MAGMAP (Figura 25). Nesta etapa deve ser inserido o arquivo de saída definido na 
etapa anterior. 
 
 
Figura 25: FFT do grid pré-processado. 
32 
 
Em seguida deve ser calculado a espectro médio radial do grid através da ferramenta 
“Radial Average Spectrum...”. Neste item deverão ser inseridos o grid do domínio da frequência 
(resultante da FFT) e o arquivo de saída pós-cálculo do espectro (Figura 26). 
 
Figura 26: Ferramenta “Radial Average Spectrum...” para cálculo do espectro médio radial do grid. 
Só depois de calculado o espectro radial, pode-se realizar a filtragem em si pela ferramenta 
“Interactive Spectrum Filters...” (Figura 27). Ao ser selecionada, abrirá a janela para seleção do 
arquivo de entrada (Name of Output Spectrum File da Figura 26) definido na etapa anterior e 
criação do arquivo de controle do filtro. Este arquivo de controle armazenará as informações 
utilizadas na filtragem. 
 
Figura 27: Janela de seleção de arquivo de entrada e determinação de arquivo de controle da ferramenta 
“Interactive Spectrum Filters...”. 
 
Em seguida será aberta a janela de filtragem interativa (Figura 28). Nesta serão aplicados 
os filtros desejados sobre o grid, sendo dividida na representação gráfica do espectro de potência 
e do filtro aplicado, na definição e parametrização do filtro e na visualização do grid de entrada e 
do resultante após a aplicação do filtro. 
33 
 
 
Figura 28: Janela de definição e parametrização do filtro, e visualização dos resultados. 
 
Depois de definido o filtro, resta aplica-lo sobre o grid com a ferramenta Apply Filter... 
(Figura 23). Ao acessar esta opção será aberta a janela FFT2FLT (Figura 29) em que deverão ser 
definidos os arquivos de Transformada de Fourier (Name of Input Transform (*_trn.grd) File) 
criado na etapa de Forward FFT, de saída/grid filtrado (Name of Output Grif File), de filtro 
criado na etapa anterior (Name of Filter Control File), e do grid original que se deseja filtrar 
(Name of Reference (Original) Grid File). Esta ferramenta permite realizar a filtragem e IFFT 
(mantendo os arquivos de controle utilizados pelo programa para esse processamento) clicando 
em OK, a filtragem e IFFT sem manter os arquivos de controle clicando em Flt-Inv Only, ou 
ainda a filtragem sem a IFFT com a opção Filter Only. 
 
Espectro de Potência do Grid Inserido 
e Perfil do Filtro sendo Aplicado 
Visualização 
Filtro(s) Aplicado(s) 
34 
 
 
Figura 29: Janela filtragem e IFFT FFT2FLT. 
 
5.1.1 – Separação Regional-Residual Interativa 
A Separação Regional-Residual é necessária para a remoção dos efeitos de estruturas 
regionais de grandes comprimentos de onda sobre o alvo em análise. O Geosoft permite a 
remoção desta componente do campo de diversas maneiras: pela ferramenta Trend, por 
Continuação para Cima (apresentadas no tópico 5.2 sobre ferramentas automatizadas) e por 
Espectro de Potência no menu MAGMAP, entre outros. 
A remoção da componente regional por espectro de potência utilizará os passos 
apresentados para a filtragem interativa. Uma vez na janela de filtragem, selecione o filtro Passa-
Banda (Bandpass Filter). Com este filtro selecionado será possível definir o tamanho da banda a 
ser removida do espectro. O campo regional (fontes magnéticas maiores e/ou mais profundas) no 
espectro de potência será representado pela região de maior inclinação no gráfico. As fontes 
magnéticas rasas se localizarão na região intermediária, enquanto fontes pequenas, rasas e ruídos 
se apresentarão na região de menor inclinação no espectro (Figura 30). 
35 
 
 
Figura 30: Separação Regional-Residual por Espectro de Potência. 
 
O resultado dessa filtragem pode ser controlado visualmente através da pré-visualização 
(Preview) e pelos valores de corte dos longos comprimentos de onda (Long wavelength cutoff) e 
dos curtos (Short wavelength cutoff), assim como a determinação de qual banda deve passar ou 
ser excluída (Pass/Reject). 
 
5.2 – Filtragem com Preparação de Grid Automática 
A forma mais comum de filtragem é deixar que o próprio Geosoft calcule os parâmetros 
ideais para preparação do grid para filtragem. No caso da separação regional-residual é possível 
Regional 
Fontes 
Rasas 
Fontes pequenas e 
muito rasas, e ruído 
36 
 
utilizar a ferramenta Trend ou ainda utilizar a técnica de continuação para cima, ambos com o 
programa fazendo as etapas de preparação. 
Outros filtros como o Tilt e o Sinal Analítico podem ser aplicados diretamente a partir do 
menu MAGMAP. Entretanto, outros filtros como a Reduçao ao Pólo são aplicados a partir do 
comando “MAGMAP 1-Step Filtering...” (Figura 31). Ao clicar nessa opção, é aberta a janela de 
comando disposta na Figura 32. 
Depois de definir o grid entrada e de saida (gerado pela filtragem), clique em “SetConFile” 
(polígono tracejado na Figura 32). O Oasis permite a utilizaçao de mais um filtro em sequência, 
por exemplo, a utilização de um filtro de continuaçao para cima seguido pelo de reduçao ao pólo 
(Figura 33). 
Cada um dos filtros disponiveis apresentam uma sequência de janelas de comandos as 
quais permitem ao usuário definir os parametros a serem utilizados. Abaixo são descritas as 
variaveis dos principais filtros utilizados na magnetometria. 
 
 
Figura 31: Menu MAGMAP. 
 
Comando para aplicar os filtros diretamente 
aos grids 
Calcula o Tilt do grid de entrada 
Calcula a Amplitude do Sinal Analítico 
37 
 
 
Figura 32: Janela de comando do “MAGMAP 1-Step Filtering...”. 
 
 
Figura 33: Janela de filtros do MAGMAP. 
 
5.2.1 – Separação Regional-Residual Automatizada 
5.2.1.1 – Trend 
A ferramenta Trend permite a remoção de efeitos regionais pela subtração de superfícies 
polinomiais de 1ª, 2ª ou 3ª ordens. Para fazê-lo deve-se acessar o menu Grid and Image, Filters, 
Trend (Figura 34). 
1º Filtro a ser aplicado 
38 
 
 
Figura 34: Ferramenta Trend. 
A janela do Trend apresentará campos de entrada (Input Grid File) e saída de arquivos 
(Output Grid File with Trend Removed), opção para utilização de pontos do grid para o cálculo 
da superfície polinomial (Todos os pontos – All – ou somente os das bordas do grid – Edge), 
ordem da superfície a ser removida (1ª, 2ª ou 3ª), coeficientes da superfície polinomial 
(Coeffiecients of Removed Polynomial) e a opção de substituir um possível trend removido 
anteriormente (Figura 35) 
 
Figura 35: Janela da ferramenta Trend. 
 
39 
 
5.2.2 – Menu MAGMAP: Continuação para cima (“Upward Continuation”) 
 
Este filtro é muito utilizado para atenuar ou remover a influência do sinal magnético de 
fontes mais superficiais e fontes de ruídos, constituindo uma ferramenta muito útil para a 
filtragem regional-residual do campomagnético. 
Ele filtro recalcula o sinal magnético, simulando que as medidas efetuadas estivessem 
situadas a uma maior distância da superfície terrestre. 
A janela de comando desse filtro esta disposta na Figura 36, sendo o parâmetro de entrada a 
altura a qual será considerada para o calculo do filtro. 
 
 
Figura 36: Janela de comando do filtro “upward continuation”. 
Uma vez aplicado o filtro de Continuação para Cima, basta subtrair o grid original do 
filtrado para realizar a separação regional-residual. Deve-se atentar, no entanto, para não retirar 
mais componentes de longo comprimento de onda do que o necessário, evitando falseamentos. 
 
5.2.3 – Menu MAGMAP: Derivadas direcionais 
As derivadas direcionais de ordem N podem ser calculadas em relação ao eixo x, y ou z a 
partir da opção “Derivative in X-direction”, “Derivative in Y-direction” ou “Derivative in Z-
direction”, respectivamente. 
As derivadas direcionais dos mapas magnéticos são úteis para delimitar os limites de 
corpos e estruturas causadoras das principais anomalias. As anomalias de curto comprimento e 
maior gradiente (geralmente associadas a fontes mais rasas) são realçadas. Também é comum a 
40 
 
utilização dessas derivadas após a redução ao pólo magnético, visando ressaltar o centro das 
fontes magnéticas. 
 
5.2.4 – Menu MAGMAP: Redução ao Polo Magnético (“Reduce to Magnetic Pole”) 
A técnica da redução ao polo é utilizada para remover o efeito de distorção gerado pela 
variação da inclinação e do azimute da polarização magnética. Essa remoção utiliza um operador 
de filtro que ajusta os dados a uma condição de polarização vertical, observada apenas nos polos 
magnéticos. 
Para atenuar o falseamento gerado pela redução ao pólo de anomalias localizadas em 
baixas latitudes, o Oasis Montaj faz uma correção a partir do valor complementar do ângulo de 
inclinação da magnetização induzida observada para a região estudada (parâmetro “Amplitude 
correction inclination” – Figura 37). 
 
 
Figura 37: Janela de comando do filtro de redução ao polo magnético. 
 
5.2.5 – Menu MAGMAP: Sinal Analítico (“Analytic Signal...”) 
O sinal analítico permite estimar as bordas laterais de uma fonte anômala. O módulo da 
amplitude do sinal analítico para um ponto (x,y) pode ser obtido a partir dos gradientes 
ortogonais do campo magnético B. Essa técnica apresenta pouca dependência da direção da 
41 
 
magnetização total, podendo ser aplicada para caracterizar anomalias com magnetização 
remanescente intensa. 
Este filtro pode ser aplicado diretamente a partir do menu “MAGMAP” e sua janela de 
comandos esta disposta na Figura 38. 
 
 
Figura 38: Janela de comando do filtro sinal analítico. 
 
5.2.6 – Menu MAGMAP: Derivada Tilt (“Tilt Derivative...”) 
A opção “Tilt Derivative” calcula a derivada da inclinação de um mapa e, opcionalmente, a 
derivada horizontal total da derivada da inclinação. Esses dois mapas são usados para mapear 
estruturas encobertas rasas e alvos para exploração mineral. 
O ângulo de inclinação do Tilt para um campo magnético residual amplia as fracas 
anomalias magnéticas, que geralmente são “ofuscadas” por estruturas com assinaturas mais 
fortes. Os ângulos de inclinação calculados estão no intervalo -90º a +90º em relação à 
horizontal, independentemente do comprimento de onda ou da amplitude do campo magnético. 
Para obter uma boa estimativa tanto da localização quanto da profundidade das fontes 
magnéticas, é recomendado aplicar o cálculo do ângulo do Tilt sobre o mapa reduzido ao polo 
magnético. 
42 
 
A abordagem assume que a fonte magnética consiste de um modelo de contato vertical em 
localizado em subsuperfície. Os contornos de zero indicam a localização dos limites laterais das 
fontes e a meia distância entre os contornos -45º e +45º fornecem uma estimativa da 
profundidade do topo do corpo enterrado. 
Geralmente o método aplicado para o calculo da derivada vertical (“Z-derivative method”) 
no Tilt é a Transformada de Fourier (FFT), entretanto, para grandes quantidades de dados, a 
utilização da técnica de convolução (“convolution”) pode diminuir consideravelmente o tempo 
de processamento. 
 
5.3 – Estimativa de Profundidades: Deconvolução de Euler 
Diversas técnicas permitem a estimativa de profundidades com através do método 
magnético. Neste curso será apresentada uma das mais populares: a Deconvolução de Euler. Esta 
técnica se trata de uma análise estatística do grid (preferencialmente reduzido ao polo) que 
aponta os pontos mais superficiais onde existe contraste de susceptibilidade magnética. 
Para utilizar a Deconvolução de Euler no Oasis Montaj, deve-se acessar o menu 
“euler3d.omn” a partir do ícone “Load menu” ( ) na barra de ferramentas do programa. Uma 
vez aberto (Figura 39), a primeira etapa tratará da gridagem do canal com os dados magnéticos a 
serem analisados. Caso já tenha sido criado o grid (de campo magnéticos residual, por exemplo), 
esta etapa pode ser suprimida. 
43 
 
 
Figura 39: Menu Euler3D. 
 
Com o grid pronto, a próxima etapa é calcular as derivadas direcionais do mesmo. Para tal, 
clique na opção Process Grids... (Figura 39). Será aberta a janela Compute Derivative Grids 
(Figura 40) na qual deverá ser inserido no campo Input Grid o grid a ser analisado, definidos os 
os nomes e localização dos grids de derivadas em X, Y e Z (X-derivative output grid, Y-
derivative output grid e Z-derivative output grid); em casos de mapas ruidosos, é possível 
executar uma continuação para cima inserindo o valor de altitude no campo Distance to upward 
continue e salvando o grid continuado no campo Upward-continued output grid. É possível ainda 
definir o modo de expansão do grid na FFT, se quadrado ou retangular (Grid expansion in FFT 
(square/rectangle)). 
 
Figura 40: Janela Compute derivative grids. 
44 
 
Ao clicar em OK, serão calculadas as derivadas direcionais utilizadas na execução da 
Deconvolução efetivamente. O próximo passo é então realizar a Deconvolução de Euler clássica 
(Standard Euler Decon...)(Figura 38). A janela Euler Deconvolution (Figura 41) será aberta, 
onde deverá ser inserido o grid de dados magnéticos (ou gravimétricos; Magnetic/Gravity grid), 
os grids das derivadas direcionais (X, Y e Z derivative grid), criado um database para as soluções 
da deconvolução (Solution database), dado um nome para a lista dentro do database onde ficarão 
alocadas as soluções (Solution list, por padrão já chamada Solutions), o índice estrutural 
(Structural Index - SI, Tabela 01), a tolerância de desvio da média da profundidade em 
porcentagem (Max. % depth tolerance), tamanho da janela em múltiplos do tamanho da célula do 
grid de entrada (Window size (>= 3)), distância máxima do centro da janela a ser considerado no 
cálculo da deconvolução (Max dist. to accept), altitude de voo em casos de levantamentos 
aerotransportados (Flying height) ou elevação do levantamento em casos de levantamentos 
terrestres ((or) Survey elevation). 
 
Figura 41: Janela Euler Deconvolution. 
45 
 
Tabela 01: Índices Estruturais da Deconvolução de Euler 
Modelo Geológico Nº de Dimensões Infinitas SI Magnético SI Gravimétrico 
Esfera 0 --- 3 2 
Pipe 1 (Z) 2 1 
Cilindro Horizontal 1 (X ou Y) 2 1 
Dique 2 (Z e X ou Y) 1 0 
Sill 2 (X e Y) 1 0 
Contato 3 (X, Y e Z) 0 --- 
 
O database criado com as soluções da Deconvolução de Euler apresentará o canal Depth 
que, por sua vez, terá tanto estimativas de profundidades factíveis, quanto improváveis. São 
exemplos situações em que a profundidade do corpo é negativa. Para evitar este tipo de resultado 
deve-se refinar a lista de soluções no item Euler3D, Window Solutions, Window Solution List... 
(Figura 42). 
 
Figura 42: Ferramenta Window Solution List. 
 
A Figura 43 apresenta a janela Refine Solution List na qual devem ser inseridos: a lista de 
soluções (Solutions list), o canal com resultados (Channel with results)seja de profundidades 
(canal Depth), de distância da solução ao centro da janela (canal X_Offset e Y_Offset) ou de 
incerteza da localização da solução (canal dXY), o canal-máscara (Mask channel) em que serão 
46 
 
definidas as células válidas (com valor 1) ou inválidas (Dummies identificados por “*”), e os 
valores de limites mínimos (Mask results less than) e máximos (and greater than) aceitáveis para 
o canal a ser refinal. O modo de mascaramento (Masking mode) pode ocorrer de duas formas: no 
Append mode todas as células com valores fora dos limites definidos terão suas respectivas 
máscaras (no canal Mask) substituídas por dummies; no Preset mode primeiramente todas as 
células do canal Mask serão atribuídas do valor 1, em seguida as células deste canal referentes à 
células do canal Depth cujos valores extrapolem os limites definidos serão substituídas por 
dummies. 
 
 
Figura 43: Janela Refine solution list. 
 
Após refinar as soluções, é possível criar um novo canal contendo somente as soluções 
dentro dos parâmetros da máscara do item anterior. Através da ferramenta Build Solution 
Channel... (Figura 42) será aberta a janela Copy a channel against mask (Figura 44) em que 
deve-se o canal a ser copiado (Copy From, selecionando um canais Depth, X_Offset, Y_Offset ou 
dXY), o canal destino (To) e a máscara (Mask Chan). 
47 
 
 
Figura 44: Janela Copy a channel against mask. 
Com a criação do canal refinado, pode-se plotar as soluções no mapa através da ferramenta 
Euler3D, Plot Solution Symbols, Color Range Symbols... (Figura 45). Na Figura 46 é apresentada 
a janela Classified symbol plot onde deverão ser inseridos os parâmetros para a plotagem das 
soluções. 
 
Figura 45: Ferramenta Colour Range Symbols. 
 
48 
 
 
 
Figura 46: Janela Classified Symbol plot. 
Uma vez plotado é possível inserir a legenda da plotagem com a ferramenta Colour Range 
Symbol Legend... (Figura 45). Abrirá então a janela Classified Symbol Legend (Figura 47), onde 
será possível configurar o título e o subtítulo da legenda, a localização no mapa (clicando na 
opção Locate e em seguida no local do mapa onde desejar, o tamanho da fonte e dos símbolos. 
Assim é possível interpretar as profundidades de acordo com as características geológicas locais 
(Figura 48). 
 
Figura 47: Janela Classified Symbol Legend. 
 
Canal a ser plotado 
Nº de divisões de profundidades 
Canal-máscara 
Símbolo a ser usado 
Tamanho do Símbolo 
Ângulo do Símbolo 
Cor do Símbolo 
Distribuição de tipos, cores e tamanhos dos símbolos 
49 
 
 
 
Figura 48: Exemplo de plotagem das soluções da Deconvolução de Euler. 
 
 
6. REFERÊNCIAS 
 
LOURO, V.H.A.; MANTOVANI, M.S.M. 3D inversion and modeling of magnetic and gravimetric data 
characterizing the geophysical anomaly source in Pratinha I in the southeast of Brazil. Journal of 
Applied Geophysics, vol. 80, p. 110-120, 2012. 
	PRocessamento e Interpretação de Dados Geofísicos aéreos Aplicados À EXPLORAÇÃO MINERAL
	Volume 2 - Magnetometria
	Processamento e Interpretação de Dados GEOFÍSICOS – MAGNETOMETRIA
	ÍNDICE
	Processamento e Interpretação de Dados GEOFÍSICOS – MAGNETOMETRIA
	Apostila prática de magnetometria
	1. Introdução
	2. Preparaçao da Base de dados
	2.1 – Importar os dados
	2.2 – Unificação das bases de dados
	2.3 – Divisão das linhas de aquisição no database do Itinerante
	2.4 – Divisão das linhas de dados no database da Base
	3. filtragem da variaçao diurna dos dados magnéticos
	3.1 – Alteração dos nomes das colunas de dados
	3.2 – Analise dos dados no database da Base
	3.3 – Filtragem da variação magnética diurna dos dados adquiridos
	4. processamento dos dados magnéticos
	4.1 – Correção do erro de Paralaxe (ou Lag) dos dados aéreos
	4.2 – Remoção do Campo Geomagnético Internacional de Referência (IGRF)
	4.3 – Correções de erros não sistemáticos
	4.3.1 - Nivelamento e micronivelamento das linhas de aquisição
	4.3.2 – Microlevelling Using FFT Decorrugation (Micronivelamento)
	4.4 – Janelamento (Recorte de Mapas)
	5. filtragem dos dados Magnéticos
	5.1 – Filtragem Interativa (Interactive Filtering)
	5.1.1 – Separação Regional-Residual Interativa
	5.2 – Filtragem com Preparação de Grid Automática
	5.2.1 – Separação Regional-Residual Automatizada
	5.2.1.1 – Trend
	5.2.2 – Menu MAGMAP: Continuação para cima (“Upward Continuation”)
	5.2.3 – Menu MAGMAP: Derivadas direcionais
	5.2.4 – Menu MAGMAP: Redução ao Polo Magnético (“Reduce to Magnetic Pole”)
	5.2.5 – Menu MAGMAP: Sinal Analítico (“Analytic Signal...”)
	5.2.6 – Menu MAGMAP: Derivada Tilt (“Tilt Derivative...”)
	5.3 – Estimativa de Profundidades: Deconvolução de Euler
	6. Referências

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