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Prévia do material em texto

Professora Esp. Analice Greff Gonçalves Dias 
METODOLOGIAMETODOLOGIA
PROJETUALPROJETUAL
 REITOR Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
 DIRETOR DE ENSINO PRESENCIAL Prof. Ms. Daniel de Lima
 DIRETORA DE ENSINO EAD Prof. Dra. Geani Andrea Linde Colauto 
 DIRETOR FINANCEIRO EAD Prof. Eduardo Luiz Campano Santini
 DIRETOR ADMINISTRATIVO Guilherme Esquivel 
 SECRETÁRIO ACADÊMICO Tiago Pereira da Silva
 COORDENAÇÃO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE ENSINO Prof. Dra. Nelma Sgarbosa Roman de Araújo
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE PESQUISA Prof. Ms. Luciana Moraes
 COORDENAÇÃO ADJUNTA DE EXTENSÃO Prof. Ms. Jeferson de Souza Sá
 COORDENAÇÃO DO NÚCLEO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE GESTÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS Prof. Dra. Ariane Maria Machado de Oliveira
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE T.I E ENGENHARIAS Prof. Me. Arthur Rosinski do Nascimento
 COORDENAÇÃO DOS CURSOS - ÁREAS DE SAÚDE E LICENCIATURAS Prof. Dra. Katiúscia Kelli Montanari Coelho 
 COORDENAÇÃO DO DEPTO. DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS Luiz Fernando Freitas
 REVISÃO ORTOGRÁFICA E NORMATIVA Beatriz Longen Rohling 
 Caroline da Silva Marques
 Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante 
 Marcelino Fernando Rodrigues Santos
 Eduardo Alves de Oliveira 
 Jéssica Eugênio Azevedo
 PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO Hugo Batalhoti Morangueira
 Carlos Firmino de Oliveira
 Vitor Amaral Poltronieri
 ESTÚDIO, PRODUÇÃO E EDIÇÃO Carlos Eduardo da Silva
 DE VÍDEO Carlos Henrique Moraes dos Anjos 
 André Oliveira
 Pedro Vinícius de Lima Machado
 Kauê Berto
 Thassiane da Silva Jacinto
 
 FICHA CATALOGRÁFICA
 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP
D541m Dias, Analice Greff Gonçalves
 Metodologia projetual / Analice Greff Gonçalves Dias.
 Paranavaí: EduFatecie, 2023.
 69 p. : il. Color.
 1.Arquitetura – Projetos e plantas. 2. Arquitetura -
 Metodologia. 3. Arquitetura – Aspectos ambientais. 
 I. Centro Universitário UniFatecie. II. Núcleo de Educação a
 Distância. III. Título.
 
 CDD: 23 ed. 720.222
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577
As imagens utilizadas neste material didático 
são oriundas dos bancos de imagens
ShutterStock.
2023W by Editora Edufatecie. Copyright do Texto C 2023. Os autores. Copyright C Edição 2023 Editora Edufatecie.
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correção e confiabilidade são de responsabilidade exclusiva
dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Permitido o download da 
obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas sem a possibilidade de alterá-la 
de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
https://www.shutterstock.com/
Professora Esp. Analice Greff Gonçalves Dias
● Experiência no ramo acadêmico desde 2019.
● Tutora Acadêmica no Ensino Semipresencial UNIPAR. (2019 -2022)
● Projetista de interiores em uma empresa privada.
● Professora Conteudista (2022).
● Arquiteta e Urbanista (UNIPAR – UNIVERSIDADE PARANAENSE). 
● Especialista em Projeto Arquitetônico: Tecnologia e Composição do Ambiente 
Construído (UEL – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA). 
● Mestranda em Engenharia Urbana (UEM – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE 
MARINGÁ) 
CURRÍCULO LATTES: http://lattes.cnpq.br/2844879974293912 
AUTOR
http://lattes.cnpq.br/2844879974293912 
4
Seja muito bem-vindo (a)! 
 
Prezado (a) aluno (a), se você se interessou pelo assunto desta disciplina, isso já é o 
início de um grande passo no caminho que vamos trilhar juntos a partir de agora. Proponho, 
junto a você, construir nosso conhecimento sobre os conceitos, fundamentos e princípios 
de Metodologia Projetual. Além de conhecer seus principais conceitos e definições vamos 
explorar as etapas projetuais e dimensionamentos.
Na Unidade I começaremos a nossa caminhada pela fundamentação teórica, em 
que abordaremos os estudos de caso e sua importância na metodologia projetual, o estudo 
do local da implantação, terreno escolhido e seu entorno.
Já na Unidade ll, daremos um passo a mais, falaremos sobre o usuário ou cliente, 
o programa de necessidades e pré dimensionamento mínimo.
Na unidade lll, vamos nos aprofundar mais e falar sobre conceito e partido, suas 
semelhanças e diferenças. E também, fluxogramas, setorização e plano massa.
E por fim, na unidade IV, vamos falar sobre o projeto final, após todas essas etapas 
realizadas. Aprenderemos sobre implantação, planta baixa, corte e elevação, que são os de-
senhos técnicos ou representações gráficas que utilizamos para a representação projetual.
Aproveito para reforçar o convite a você, para junto conosco percorrer este cami-
nho e multiplicar seus conhecimentos sobre tantos assuntos abordados em nosso material. 
Esperamos contribuir para seu crescimento pessoal e profissional. 
 
Muito obrigado e bom estudo!
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
SUMÁRIO
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Plano de Estudos
 ● Estudos de Caso;
 ● Estudo do local da implantação;
 ● Estudo do Entorno;
 ● Estudo do terreno;
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conceituar e contextualizar os estudos de caso na metodologia projetual;
 ● Compreender sobre o local de implantação, entorno e terreno escolhido para 
o projeto, seguindo a ordem, do maior para o menor (Cidade, bairro e terreno);
 ● Estabelecer a importância dessa sequência projetual para se obter um 
melhor resultado final.
1UNIDADEUNIDADE
Professor Especialista Analice Greff
FUNDAMENTAÇÃO FUNDAMENTAÇÃO 
TEÓRICATEÓRICA
7UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a), finalmente vamos dar início a nossa caminhada juntos! 
Vocês provavelmente já estudaram o que iremos visualizar em nossa disciplina, po-
rém, vamos nos aprofundar na conceituação e na teoria em metodologia projetual. Quando 
vocês precisam entender que existe uma sequência lógica a ser seguida, para se desenvol-
ver um projeto arquitetônico completo, com clareza e coerência. Não há como chegar em 
uma planta baixa final, por exemplo, sem todo o desenvolvimento e processo necessário.
Dentro da Arquitetura e do Design, muitos assuntos são sequenciais, seguem eta-
pas. E quando essas etapas são puladas, ou não são realizadas corretamente, o produto 
final a ser entregue não apresenta um resultado satisfatório.
Por isso, começaremos a unidade I discorrendo sobre os estudos de caso, que 
nada mais é que projetos referenciais que vocês escolhem extrair fatores importantes e que 
agreguem aos seus próprios projetos.criar projetos de arquitetura comercial com forte 
capacidade de induzir as vendas. O texto se apóia em conceitos do branding emocional 
para ajudar a compreender que, quando uma marca ou arquitetura emprega em seu pro-
duto uma emoção que tem significado para as pessoas, ela cria um vínculo com essas 
pessoas e vende mais. Identifica alguns caminhos que nos levam a desvendar significados 
e aponta quando o seu uso pode limitar a inovação. Estuda a existência de determinantes 
emocionais universais, e como eles são usados pelas marcas para estabelecer significados 
ou se conectar aos significados que fazem sentido para as pessoas. Compreende que, não 
apenas estímulos visuais, mas também outros estímulos sensoriais podem ser usados para 
criar emoções que promovam a compra. Isso vem de encontro ao conceito de arquitetura 
sensorial, uma arquitetura que considera todos os sentidos e não apenas o visual. O que 
interessa é a sensação da pessoa no ambiente, isso integra a percepção auditiva, visual, 
tátil, olfativa e gustativa. Analisa se existem mecanismos de convencimento emocional do 
branding emocional aplicados na marca e no projeto do ponto de venda da Loja Hering 
do Pátio Shopping Chapecó, e quais as estratégias presentes no projeto e usadas na loja 
utilizam a percepção para induzir o cliente à compra. Por fim conclui que, a Hering é uma 
marca que se expressa através de determinantes emocionais, usa significados e sensações 
táteis, visuais e auditivas para atrair e se conectar com ao cliente. A adoção coordenada 
deste tipo de estratégias aliada a qualidade dos produtos, pode ter sido determinante para 
que essa empresa ganhasse mercado se tornando tão popular.
Fonte: TUMELERO, Mônica; BALDISSERA, Adriana Diniz. A EMOÇÃO NA ARQUITETURA COMERCIAL. 
Revista Tecnológica / ISSN 2358-9221, [S.l.], v. 3, n. 2, p. 1-14, sep. 2015. ISSN 2358-9221. Disponível em: 
https://uceff.edu.br/revista/index.php/revista/article/view/76. Acesso em: 22 aug. 2022.
https://uceff.edu.br/revista/index.php/revista/article/view/76
65UNIDADE 4 PROJETO FINAL
• Título: Projetando Espaços. Guia de Arquitetura de interiores para 
áreas comerciais.
• Autor: Miriam Gurgel.
• Editora: Senac SP.
• Sinopse: O projeto de interiores comerciais envolve, de acordo com 
a autora, um profundo estudo sobre o perfil da empresa e a imagem 
que ela transmite ou pretende transmitir, além de ter como uma de 
suas prioridades a viabilização da praticidade, da funcionalidade e do 
conforto na execução das tarefas em cada um de seus departamentos.
MATERIAL COMPLEMENTAR
• Título: Big Time
• Ano: 2012.
• Sinopse: O documentário acompanha a rotina e mente criativa de 
Bjark Ingels, conceituado arquiteto dinamarquês, durante sete anos 
(2009 a 2016). Além de apresentar os desafios pessoais de Bjark, a 
obra também permite aos espectadores que acompanhem seus 
processos criativos e desdobramentos de seus trabalhos.
66
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ABNT (2013). NBR 12.751-1: Edificações habitacionais – Desempenho. Parte 1: Requisitos 
gerais. Associação brasileira de normas técnicas.São Paulo, 2013.
ALVES, Rogério; GALVANI, Emerson. Caracterização e direção da velocidade dos ventos 
em São Paulo, no período de 2013 a 2018. Juiz de Fora: 2018. Disponível em: file:///D:/
Usuario/Downloads/CARACTERIZAODADIREOEVELOCIDADEDOSVENTOSEMSOPAU-
LOSP.pdf. Acesso em: 20 jun. 2022.
ANUAL DESIGN. Loja Havaianas. Anual Design, 2014. Disponível em: https://www.anual-
design.com.br/saopaulo/projetos/1171/loja-havaianas/. Acesso em: 20 ago. 2022
CASA E CONSTRUÇÃO. Planta Baixa, para que serve?. Casa e Construção, 2022. Dis-
ponível em: https://casaeconstrucao.org/projetos/planta-baixa/. Acesso em: 21 ago. 2022.
FERNANDES, Gica. “Espaço Havaianas / Isay Weinfeld” 15 Mai, 2013. ArchDaily. Disponí-
vel em: http://www.archdaily.com.br/br/01-674/espaco-havaianas-isay weinfeld. Acesso em: 
10 ago. 2022
FERNANDES, Gica. “Espaço Havaianas / Isay Weinfeld” 15 May 2013. ArchDaily. Disponí-
vel em: http://www.archdaily.com.br/br/01-674/espaco-havaianas-isay-weinfeld Acesso em: 
20 jun. 2022.
FERNANDES, Gica. “Espaço Havaianas / Isay Weinfeld” 15 May 2013. ArchDaily. Dispo-
nível em: http://www.archdaily.com.br/br/01-674/espaco-havaianas-isay-weinfeld. Acesso 
em: 10 ago. 2022
67
FERNANDES, Gica. “Espaço Havaianas / Isay Weinfeld” 15 May 2013. ArchDaily. Disponível 
em: Acesso em: 10 ago. 2022
Google Maps. Localização do Espaço Havaianas. 2022. Disponível em: https://www.google.
com/maps/place/Havaianas+Oscar+Freire+(Concept)/@-23.5615531,-46.6723746,17z/
data=!3m1!4b1!4m5!3m4!1s0x94ce577fe24b2603:0x3a2042d8165efbd!8m2!3d-
-23.5615572!4d-46.6705341. Acesso em: 20 jun. 2022.
Google Maps. Localização do Espaço Havaianas. Disponível em: https://www.google.
com/maps/place/Havaianas+Oscar+Freire+(Concept)/@-23.5615531,-46.6723746,17z/
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-23.5615572!4d-46.6705341. Acesso em: 20 jun. 2022.
GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais. In: Curso de Especialização em 
Projeto Arquitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 
2019.
GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais. In: Curso de Especialização em 
Projeto Arquitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 
2019.
GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais. In: Curso de Especialização em 
Projeto Arquitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 
2019.
GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais: Curso de Especialização em Pro-
jeto Arquitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 2019.
68
Havaianas. Histórias reais, 2021. Disponível em: https://www.havaianas-store.com/pt/
historia. Acesso em: 04 ago. 2022.
KELVER, Ann De. Experience Shopping – where, why and how people shop all over the 
world. Tielt: Lannoo Publishers, 2008. ISBN: 978-90-209-7857-5.
KELVER, Ann De. Experience Shopping – where, why and how people shop all over the 
world. Tielt: Lannoo Publishers, 2008. ISBN: 978-90-209-7857-5. Casa APR / Studio AG 
Arquitetura, 05 Dez 2018. ArchDaily Brasil. Disponível em : . Acesso em: 16 ago. 2022.
LOBO, Diego. Você sabe a diferença entre planta de situação e planta de localização? 
Habitamos, 2019. Disponível em: http://www.habitamos.com.br/voce-sabe-a-diferenca-en-
tre-planta-de-situacao-e-planta-de-localizacao/. Acesso em: 18 ago. 2022.
Street View. Espaço Havaianas. 2016. Disponível em: https://www.google.com/maps/@-
-23.5617598,-46.6705315,3a,75y,314.92h,87t/data=!3m7!1e1!3m5!1sjVZ8aWbbr8JD8CB-
8tx4jbg!2e0!5s20160401T000000!7i13312!8i6656. Acesso em: 19 jun. 2022.
69
CONCLUSÃO GERAL
Prezado (a) aluno (a),
Neste material, busquei trazer para você os principais conceitos e metodologias pro-
jetuais. Para tanto, abordamos as definições teóricas do processo projetual, neste aspecto, 
acreditamos que tenha ficado claro para você o quanto é necessário para arquitetos e designers 
compreenderem os processos realizados para que no final atendam às expectativas do cliente/
usuário e entreguem um produto ideal e funcional.
Destacamos também a importância da fundamentação teórica, onde tudo se inicia em 
uma busca projetual na qual tomamos como base de referência para obtermos ideias e aplicá-las 
em nosso projeto. Levantamos análises importantes, como o estudo da implantação, entorno 
e terreno. Pudemos entender que todos esses fatores influenciam em nossa construção final.
Observamos a importância do usuário, e que a partir dele e suas necessidades 
começamos nosso pré-projeto, e as ideias iniciais se formam. Aprendemos a diferença 
de partido e conceito, itens de extrema importância para se iniciar um projeto e ao final, 
ainda na fasede pré-projeto, finalizando com o plano massa, que nada mais é do que a 
ideia da volumetria do seu projeto.
Por fim, terminamos nosso conteúdo com a fase de projeto final, no qual você pode 
compreender como chegamos nas representações gráficas e estabelecer a importância do 
desenho arquitetônico dentro da metodologia projetual. 
Acreditamos que você já pode entender o processo metodológico de um projeto arqui-
tetônico, e está preparado para seguir em frente desenvolvendo ainda mais suas habilidades 
para criar e desenvolver projetos funcionais e que atenda às necessidades do seu cliente.
 
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!
ENDEREÇO MEGAPOLO SEDE
 Praça Brasil , 250 - Centro
 CEP 87702 - 320
 Paranavaí - PR - Brasil 
TELEFONE (44) 3045 - 9898
	Site UniFatecie 3: 
	Botão 11: 
	Botão 8: 
	Botão 9: 
	Botão 10:Após essa análise, é necessário entender o local de implantação do seu projeto.
Como esse terreno funciona? Como é o dia a dia das pessoas que residem no entor-
no? Como funciona a questão climática e o que ela influencia na minha concepção projetual?
São questões que necessitam de respostas, para assim, seguir a sequência do passo 
a passo que trarei a vocês.
Fixar o conteúdo inicial, os conceitos, princípios e diretrizes, irá deixar o conteúdo 
mais prazeroso de acordo com o tempo! E também, irá facilitar no momento em que vocês 
forem projetar. O teórico é o início do prático. 
Espero que gostem da disciplina e consigam ter clareza na sequência de todo o conteúdo.
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8
ESTUDO
DE CASO 1
TÓPICO
UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Para iniciar nossa disciplina de metodologia projetual, iremos nos aprofundar mais 
em um assunto que vocês já devem ter estudado: Estudos de Caso.
Afinal, qual a importância de um estudo de caso antes de iniciar um projeto? 
Quando falamos de Estudo de Caso, é necessário ter em mente os seguintes passos:
1. Escolher um projeto executivo, que esteja relacionado com a temática do projeto 
que você irá produzir. Logo, se seu cliente te buscar para projetar um espaço comercial, seu 
estudo de caso deverá ser um ambiente comercial. 
2. É necessário realizar o estudo do entorno e do terreno, do estudo de caso 
escolhido. Assim, será possível comparar as condicionantes da referência, com o projeto 
que você irá executar.
3. Realizar um estudo aprofundado em seus desenhos técnicos, plantas e cortes, a fim 
de verificar as circulações, setorizações e o funcionamento do espaço, para que assim, vocês 
possam entender e aproveitar do estudo de caso e aplicar seus conceitos em seus projetos.
4. É interessante também, verificar os materiais utilizados no estudo de caso. Des-
cobrir novos materiais e métodos, são sempre bem-vindos!
A partir desse passo a passo, realizaremos um estudo de caso. No início, é impres-
cindível fazer uma ficha técnica no estudo de caso escolhido, contendo:
9UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
● Nome;
● Ano;
● Localização;
● Arquitetos e Designers;
● Materiais;
● Metragem quadrada.
A partir disso, trago o seguinte projeto, para realizarmos seu estudo de uma maneira 
aprofundada: Loja Conceito das Havaianas. Sim! Vamos trabalhar em nosso conteúdo com 
arquitetura comercial.
FIGURA 1 - FACHADA PRINCIPAL LOJA CONCEITO HAVAIANAS
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013)
E para começar nossa análise, iniciaremos com a ficha técnica no projeto.
● Nome: Espaço Havaianas.
● Ano: 2009.
● Localização: Rua Oscar Freire, 1116, Jardins, São Paulo.
● Arquitetos: Isay Weinfeld.
● Materiais: Concreto.
● Metragem quadrada: 300m².
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 2 ESTUDO DO LOCAL
DE IMPLANTAÇÃO
TÓPICO
UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Na sequência, após se obter os dados principais do projeto, vamos iniciar a análise 
do macro para o micro. Como a localização do Espaço Havaianas é em São Paulo, devemos 
entender e conhecer um pouco mais sobre a cidade e seu desenvolvimento. Na imagem 
abaixo, podemos visualizar a localização de São Paulo dentro do País:
FIGURA 2 - LOCAL DE IMPLANTAÇÃO DO ESPAÇO HAVAIANAS (MACRO)
 
Fonte: DEPOSIPHOTOS. Mapa de São Paulo. Disponível em: https://br.depositphotos.com/62221845/sto-
ck-photo-map-of-sao-paulo-brazil.html. Acesso em: 03 ago. 2022. (modificado pela autora)
São Paulo é um município brasileiro e capital do mesmo nome. É considerada uma 
metrópole global, sendo a mais populosa do Brasil e uma das maiores do mundo, com 
pouco mais de 12 milhões de habitantes. Seu clima é subtropical, com relevo formado por 
planícies, morros e serras. Além de tudo, é o principal centro econômico e financeiro do 
país, concentrando grandes empresas e entidades bancárias nacionais e internacionais. 
Também é considerada um grande centro cultural, pela grande concentração de pessoas 
de diversas origens e pela variedade de estabelecimentos e eventos culturais.
https://br.depositphotos.com/62221845/stock-photo-map-of-sao-paulo-brazil.html
https://br.depositphotos.com/62221845/stock-photo-map-of-sao-paulo-brazil.html
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 3 ESTUDO DO
ENTORNO
TÓPICO
11UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Após conhecer um pouco mais sobre a cidade de implantação do Espaço das Ha-
vaianas, São Paulo, vamos avançar e estudar o entorno do Projeto.
Vale ressaltar certas questões, como: vias coletoras e arteriais, vias de acesso, 
tipos de edificações ao redor, gabarito e infraestrutura urbana.
Quais seriam os fatores de infraestrutura urbana? Iluminação pública, bocas de 
lobo e pontos de ônibus, por exemplo.
FIGURA 3 - ENTORNO DO ESPAÇO HAVAIANAS
 
Fonte: Google Maps (2022).
Em um primeiro momento, ao abrir o Google Maps com o endereço do Espaço, é pos-
sível observar que seu entorno é praticamente comercial, composto por lojas e restaurantes. 
12UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Ao acessar o recurso 3D (fornecido pelo próprio google maps), é possível notar que 
os gabaritos do entorno do Espaço, é composto de edifícios verticais e térreos.
FIGURA 4 - ENTORNO DO ESPAÇO HAVAIANAS E SUAS VIAS
 .
Fonte: Google Maps (2022).
Quando se trata de vias, no entorno do Espaço possui uma via arterial, a Avenida 
Rebouças, e uma via coletora, a Oscar Freire.
FIGURA 5 - ENTORNO DO ESPAÇO HAVAIANAS E SUAS VIAS
 
Fonte: Google Maps (2022) modificado pela autora.
13UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O Maps também nos mostra, que além do acesso pelas duas vias citadas acima, 
tem-se ciclovias, ciclofaixas, pontos de ônibus e de metrô no entorno da implantação.
FIGURA 6 - ENTORNO DO ESPAÇO HAVAIANAS E SEUS MEIOS DE ACESSO
 
Fonte: Google Maps (2022) modificado pela autora.
Ao acessar o street view, é possível observar também a presença de postes de 
iluminação na Avenida Oscar Freire, e também a presença de vegetação de médio porte, 
como mostra a imagem a seguir:
IMAGEM 7 - ILUMINAÇÃO E ARBORIZAÇÃO DO ESPAÇO HAVAIANAS 
 
Fonte: Street View (2016).
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 4 ESTUDO DO
TERRENO
TÓPICO
14UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Por fim, em uma micro escala, vamos analisar o terreno em que está implantado o 
Espaço Havaianas. Deve-se levar em consideração os seguintes aspectos: Acesso princi-
pal, insolação, ventilação e topografia.
Como vocês já devem saber, o sol nasce no leste e se põe no oeste. Então, iremos 
verificar essa questão no terreno, para assim sabermos se há influência do sol no Espaço 
Havaianas. O mesmo vale para a direção dos ventos em relação a implantação.
Com auxílio de uma rosa dos ventos e com dados climáticos, podemos saber a 
influência da insolação no terreno e qual as direções dos ventos.
FIGURA 7 - ROSA DOS VENTOS
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/compass-vector-icon-navigation-black-symbol-1890845437
https://www.shutterstock.com/pt/image-vector/compass-vector-icon-navigation-black-symbol-1890845437
15UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Segundo Alves e Galvani (2018), em sua pesquisa realizada nos períodos de 2013 
a 2018, foi observado que a direção dos ventos predominantes em São Paulo é de Sul/
Sul - Sudeste (S/SSE), com frequência de 25,36%.
A imagem a seguir nos demonstra como funciona a insolação e a direção dos ventos 
no terreno do Espaço das Havaianas:
FIGURA 8 - INSOLAÇÃO E VENTILAÇÃO NO TERRENO 
 
Fonte: Google Maps(2022) modificado pela autora.
Uma outra análise interessante de se fazer em um estudo de caso, é em relação a 
topografia do terreno. No nosso exemplo do Espaço Havaianas, não temos esse dado, mas 
um pouco mais a frente, quando estudarmos sua planta e seus cortes, poderemos notar o 
desnível do terreno e como a loja se adaptou no mesmo
16UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O espaço comercial contemporâneo, segundo Grassiotto (2019), deve conter os 
seguintes itens: autenticidade; acessibilidade; espaços de permanência; atração – marke-
ting visual; mobiliário especial; customização; iluminação especial; novas tecnologias e 
equipamentos e omnichannel.
Fonte: GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais: Curso de Especialização em Projeto Ar-
quitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 2019.
“Vive-se a era da experiência, da experimentação. O consumidor não mais baseia suas 
compras na necessidade e nos benefícios do produto, mas no seu relacionamento com eles, no 
ato de sentir o aroma, relacionar-se, tocar, experimentar. A compra depende da conversação entre 
a marca e o consumidor, e deve ser única, com comprometimento, significativa. A loja é o principal 
meio de comunicação com o usuário/consumidor.”
Fonte: Kelver (2008, p. 16).
17UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a), 
 
Nesta unidade, busquei aprofundar o conhecimento de vocês em fatores importantes 
dentro do processo metodológico projetual, se iniciando com a fundamentação teórica, e o 
início de um maior conhecimento em estudos de caso, usando então, o Espaço Havaianas, 
o qual continuaremos a estudá-lo na próxima unidade.
Abordamos sobre a análise da cidade de São Paulo, em que está implantado o Espa-
ço Havaianas, sobre o entorno, na Oscar Freire, um local de alto requinte no comércio paulista 
e para finalizar, o estudo do terreno em si e como as condicionantes do entorno funcionam.
É de extrema importância que vocês consigam visualizar todo esse passo a passo 
que iniciamos e que vamos continuar no restante da disciplina. Uma informação comple-
menta a outra, e assim, ao final, a possibilidade de se entregar um produto/ projeto final 
dentro dos padrões, é maior. 
Acreditamos que a partir de agora, antes de iniciar um projeto arquitetônico, irão 
observar e analisar o todo, do macro para o micro.
18UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo 1: Como a experiência sensorial pode salvar a arquitetura comercial?
Você pode se surpreender, mas os dias de compras nas lojas físicas estão longe de 
acabar - na verdade, eles estão em fase de revitalização, para criar um modelo totalmente 
novo de experiência e design, de forma a atrair novamente os consumidores para as lojas. A 
ascensão do e-commerce e a pausa causada pela pandemia COVID-19 serviram como um 
catalisador perfeito para a criação de um novo modelo de experiência, através de recursos 
projetuais exclusivos, avanços tecnológicos e customização, que revitalizará as lojas físicas 
no futuro.
Fonte: OVERSTREET, K. Como a experiência sensorial pode salvar a arquitetura comercial? Artigo - Ar-
chdaily, 2021. Disponível em: Acesso em: 20 de jul. 2022.
https://www.archdaily.com.br/br/957168/como-a-experiencia-sensorial-pode-salvar-a-arquitetura-comercial#:~:text=As%20grandes%20telas%20digitais%20permitem,outra%20forma%2C%20n%C3%A3o%20a%20visitariam
https://www.archdaily.com.br/br/957168/como-a-experiencia-sensorial-pode-salvar-a-arquitetura-comercial#:~:text=As%20grandes%20telas%20digitais%20permitem,outra%20forma%2C%20n%C3%A3o%20a%20visitariam
https://www.archdaily.com.br/br/957168/como-a-experiencia-sensorial-pode-salvar-a-arquitetura-comercial#:~:text=As%20grandes%20telas%20digitais%20permitem,outra%20forma%2C%20n%C3%A3o%20a%20visitariam
19UNIDADE 1 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
• Título: Manual do Arquiteto: Planejamento, Dimensionamento 
e Projeto
• Autor: David Littlefield.
• Editora: ARTMED Editora S.A.
• Sinopse: Ponto de partida ideal para qualquer projeto de 
arquitetura, este livro trata de aspectos específicos do projeto, 
como materiais, acústica e iluminação, de dados gerais de pro-
jeto sobre as dimensões humanas (ergonomia e ergometria) e 
de necessidades especiais. A obra fornece as exigências básicas 
para projetos considerando as mudanças de comportamento, 
climáticas e necessidades da sociedade, como projetar para 
áreas sujeitas a enchentes, inclusão de práticas de projeto 
sustentável, etc. 
• Título: Fogo e Paixão
• Ano: 1988.
• Sinopse: A comédia retrata um grupo de pessoas que passeia 
por uma grande cidade. Em seu retorno para casa, o japonês 
Kankeo, um dos turistas, mostra o vídeo do passeio para um 
grupo de amigos.
MATERIAL COMPLEMENTAR
• A HISTÓRIA DAS HAVAIANAS 
• Link do site: https://www.youtube.com/watch?v=mNfqfsD-
GE8M
• O vídeo sugerido apresenta a história da marca das havaia-
nas, já que estamos estudando a loja conceito como estudo 
de caso para nos aprofundarmos na metodologia projetual, é 
interessante que vocês conheçam a marca e saibam que, ela 
evolui juntamente com a seu consumidor e com a arquitetura 
comercial contemporânea. 
https://www.youtube.com/watch?v=mNfqfsDGE8M 
https://www.youtube.com/watch?v=mNfqfsDGE8M 
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Plano de Estudos
 ● O usuário;
 ● Programa de necessidades;
 ● Estudo de manchas;
 ● Pré-dimensionamento mínimo.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Conceituar e contextualizar sobre o usuário/cliente;
 ● Compreender as necessidades de cada usuário/cliente;
 ● Aplicar o estudo de manchas a partir do programa de necessidades;
 ● Estabelecer a importância do pré-dimensionamento mínimo no projeto 
arquitetônico.
2UNIDADEUNIDADE
PRÉ-PROJETOPRÉ-PROJETO
Professora Especialista Analice Greff
21
INTRODUÇÃO
Prezado aluno (a), finalmente vamos dar início a nossa caminhada juntos! 
Vamos dar continuidade na nossa disciplina de metodologia projetual. E como 
havia dito para vocês, a disciplina consiste em uma sequência lógica a ser seguida, para se 
desenvolver um projeto arquitetônico completo, com clareza e coerência.
Não há como chegar em uma planta baixa final, por exemplo, sem todo o desenvol-
vimento e processo necessário.
Dentro da Arquitetura e do Design, muitos assuntos são sequenciais, seguem eta-
pas. E quando essas etapas são puladas, ou não são realizadas corretamente, o produto 
final a ser entregue não apresenta um resultado satisfatório.
Na unidade I, estudamos sobre o que compõe um estudo de caso, sendo ele o Es-
paço Havaianas. Aprendemos sobre sua implantação, seu entorno, as questões climáticas 
e por fim o seu terreno.
Com todas essas informações coletadas, iremos abordar na unidade II sobre o 
usuário. Quem é o cliente do Espaço Havaianas? 
Também iremos entender sobre o programa de necessidades. O que é, qual sua 
influência dentro do projeto. Para isso, citaremoso Programa de necessidades do Espaço 
Havaianas, e a partir dele, iremos abordar o estudo de manchas. E por fim, sobre o pré 
dimensionamento mínimo. O que ele é, e como nós realizamos essa etapa.
Fixar o conteúdo inicial, os conceitos, princípios e diretrizes, irá deixar o conteúdo 
mais prazeroso de acordo com o tempo! E também, irá facilitar no momento em que vocês 
forem projetar. O teórico é o início do prático. 
Espero que gostem da disciplina e consigam ter clareza na sequência de todo o conteúdo.
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 1O USUÁRIO
TÓPICO
UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Para dar continuidade na nossa disciplina de metodologia projetual, iremos iniciar 
abordando sobre o usuário.
Mas afinal, quem é o usuário? O que precisamos saber dele, antes de iniciar o projeto?
Conhecer o nosso usuário ou cliente, é um passo de extrema importância dentro da 
metodologia projetual, visto que, é para ele que vamos entregar o produto final!
Antes de iniciar o projeto, é necessário que nós, arquitetos ou designers, tenhamos 
uma conversa inicial com nosso usuário. É necessário saber suas preferências de uma 
forma geral, o que agrada e o que o desagrada.
Por exemplo, se um cliente solicitar uma reforma na cozinha, ele vai lhe falar suas 
preferências, tipos de piso que o agrada, e também pode falar que não quer nenhuma 
mudança no fogão a lenha que existe nessa cozinha, pois existe uma memória afetiva. E 
você, como profissional, deverá saber que arquitetura e design, acima de tudo, transmite 
sentimentos e memórias.
Vale ressaltar, que a cultura de cada usuário influencia nas suas escolhas, assim 
como seu aspecto social.
Voltando ao Espaço Havaianas, nosso estudo de caso escolhido para abordarmos 
a metodologia projetual, vamos discutir um pouco sobre a marca e sua clientela. Afinal, 
quem a marca Havaianas quer atender?
Os chinelos começaram a ser vendidos por vendedores viajantes, de Kombi. Eles 
estacionavam o carro em frente ao comércio local e distribuíam as havaianas em sacos 
23UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
plásticos. E também, eram vendidas em pequenos mercados, dentro de grandes cestos. 
Não existia uma loja da marca. Por esses motivos, a sandália havaianas, por muitos anos 
foi considerada um “chinelo de pobre”, em que somente a classe baixa consumia o produto.
Então, podemos dizer, que por muito tempo, o principal usuário da marca Havaia-
nas, era considerado uma pessoa de baixa renda, da classe C.
FIGURA 1 - VENDEDORES AMBULANTES DA MARCA 
 
Fonte: Havaianas (2017).
Hoje, a marca Havaianas é considerada universal. Pois, junto com sua evolução, 
sua forma de venda com o decorrer dos anos foi sendo alterada, até chegar na loja conceito, 
que é o nosso estudo de caso. Tornando assim, o usuário do Espaço Havaianas, amplo! 
O consumidor, assim como a marca, mudou com o decorrer dos anos, o qual antes 
comprava por necessidade, hoje compra por prazer.
Segundo Kelver (2008, p. 16):
O usuário/consumidor não paga mais somente por produtos ou ser-
viços. Ele deseja ser inspirado, desafiado, estimulado e assombrado. 
Seu desejo é pagar por sonhos, esperança, experiências, emoções e 
entretenimento. A “necessidade se transformou em desejo”.
Propor ao usuário/cliente um bate papo informal com algumas questões, é neces-
sário para criar o vínculo entre o mesmo e você como profissional e para conhecê-lo melhor.
24
 2 PROGRAMA DE
NECESSIDADES
TÓPICO
UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Após você conhecer melhor seu usuário ou cliente, há outro questionamento a 
ser levantado. Quais as necessidades dele no ambiente/projeto? Quais suas exigências, 
funcionais e estéticas?
Entender seu cliente e saber suas necessidades, faz parte do processo de meto-
dologia projetual.
Vamos começar exemplificando. Temos um usuário/ cliente, casado e que têm 
dois filhos, um cachorro labrador e um carro esportivo. A partir de uma conversa, iremos 
descobrir quais suas necessidades. O usuário então solicita uma habitação unifamiliar que 
possua:
● 01 Suíte ____________________________ Setor Privado
● 02 Quartos __________________________ Setor Privado
● 01 Banheiro social ____________________ Setor Social 
● 01 Cozinha __________________________ Setor Social
● 01 Sala _____________________________ Setor Social
● Garagem ____________________________ Setor Social
● Área de Lazer ________________________ Setor Social
Essas se tornam as necessidades do cliente, e é importante levar em conta em que 
setor cada ambiente se enquadra, pois quando formos executar o estudo de manchas, se 
torna mais fácil elaborar uma pré planta, para melhor dispor os setores no terreno.
25UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Agora, iremos entender sobre o programa de necessidades do Espaço Havaianas, 
a partir de sua planta baixa.
Na planta baixa do nível da rua, observa-se um mezanino, espaço dedicado ao 
estar ou espera do usuário, contendo pequenos bancos em madeira, o qual se enquadra 
no setor social.
FIGURA 2 - PLANTA BAIXA ESPAÇO HAVAIANAS NÍVEL DA RUA 
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013).
Na planta baixa do subsolo 01, tem-se a circulação geral do espaço e os diversos 
espaços interativos de venda, visto que, a maior necessidade do Espaço Havaianas é aten-
der ao usuário. Embaixo do mezanino, em uma posição mais discreta, encontra-se o caixa, 
considerado um setor administrativo.
FIGURA 3 - PLANTA BAIXA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 01
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013).
26UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Como o Espaço Havaianas é um ambiente comercial, o programa de necessidades é to-
talmente diferente de uma habitação unifamiliar, ou de um consultório odontológico, por exemplo.
Quando se trata de um espaço comercial, um ponto forte a ser analisado é o mo-
biliário e o circuito (caminho) que o usuário irá percorrer, esse detalhe, entraremos a fundo 
mais a frente no conteúdo. 
Por fim, a planta baixa do subsolo 02, tem-se o depósito (setor privado), escritório 
(setor administrativo), banheiro (setor privado) e cozinha para os funcionários (setor social).
FIGURA 4 - PLANTA BAIXA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 02 
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013).
Então, podemos concluir, que o espaço havaianas possui o seguinte programa 
de necessidades:
TABELA 1 - PROGRAMA DE NECESSIDADES ESPAÇO HAVAIANAS 
Fonte: A autora (2022).
27
 3 ESTUDO
DE MANCHAS
TÓPICO
UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Quando se inicia um projeto, como vocês irão fazer no decorrer da profissão, após 
realizar o programa de necessidades com o usuário, é interessante a execução do estudo 
de manchas, em que você, como profissional, observa a distribuição dos espaços solicita-
dos dentro do terreno.
Quando o projeto é iniciado do zero, basta utilizar o terreno, junto com o estudo das suas 
condicionantes, e acima do mesmo, fazer “manchas” da distribuição dos setores. Por exemplo, 
locar a suíte (setor privado), no lado oeste do terreno, pois não haverá sol durante o dia.
Segue o exemplo a seguir:
FIGURA 5 - EXEMPLO DE ESTUDO DE MANCHAS 
 
Fonte: A autora (2022).
28UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Esse é um passo importante para vocês começarem a visualizar a distribuição do 
seu projeto e observar a funcionalidade da edificação em questão.
Retomando o nosso exemplo do Espaço Havaianas, irei demonstrar para vocês o 
estudo de manchas a partir das plantas baixas do mesmo.
FIGURA 6 - ESTUDO DE MANCHA ESPAÇO HAVAIANAS NÍVEL RUA
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013), modificado pela autora (2022).
FIGURA 7 - ESTUDO DE MANCHA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 01 
Fonte: Archdaily Brasil (2013), modificado pela autora (2022).
FIGURA 8 - ESTUDO DE MANCHA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 02
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013), modificado pela autora (2022).
É importante ressaltar que o estudo de manchas, ainda não trás uma metragem quadra-
da do ambiente, diferente da setorização, uma etapa que veremos mais à frente noconteúdo.
Em sequência, no próximo tópico, iremos abordar as questões de medidas e metra-
gens quadradas nos ambientes. 
29
 4 PRÉ-DIMENSIONAMENTO
MÍNIMO
TÓPICO
UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Assim como o próprio nome já diz, pré-dimensionamento mínimo, nada mais é que o 
dimensionamento mínimo dos espaços. Após realizar o estudo de manchas, que é somente 
uma ideia dos setores do seu projeto, e sua distribuição no terreno, o pré dimensionamento 
mínimo vem com o intuito de colocarmos medidas e metragens quadradas necessárias 
para aquele projeto.
Voltando ao exemplo da habitação unifamiliar:
● 01 Suíte ____________________________ Setor Privado
● 02 Quartos __________________________ Setor Privado
● 01 Banheiro social ____________________ Setor Social 
● 01 Cozinha _________________________ Setor Social
● 01 Sala ____________________________ Setor Social
● Garagem ___________________________ Setor Social
● Área de Lazer _______________________ Setor Social
Qual a metragem mínima para a suíte solicitada pelo cliente? Para isso, temos 
que analisar qual o mobiliário que vai ocupar esse espaço. Logo, uma cama de casal, um 
roupeiro, um painel de tv, são mobiliários solicitados pelo cliente. A partir desse pedido, é in-
teressante realizar croquis dos ambientes separados, com as medidas mínimas, e também 
elaborar uma tabela contendo:
30UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
TABELA 2 - MODELO DE ITENS EM TABELA DE PRÉ DIMENSIONAMENTO
Fonte: A autora (2022).
Assim como elaboramos uma pequena tabela no programa de necessidades, no 
pré-dimensionamento mínimo, iremos acrescentar o mobiliário e a metragem quadrada 
mínima daquele ambiente, mas não quer dizer que podemos projetar a mais, mas o mínimo 
nos dá uma direção correta do caminho a seguir. 
É importante ressaltar, que além do mobiliário existente no ambiente, a ergonomia 
deve ser levada em consideração, já que toda movimentação humana dentro do espaço 
também ocupa medidas.
A Norma NBR 15.575 (2013) - Edificações habitacionais - Desempenho, trata do 
desempenho de edificações habitacionais, e apresenta características indispensáveis na 
obra. Ela também aborda, nas páginas 80, 81 e 82 o dimensionamento mínimo de ambien-
tes já com o mobiliário de cada um, veja a seguir:
FIGURA 9 - PRÉ-DIMENSIONAMENTO MÍNIMO COM MOBILIÁRIO E CIRCULAÇÃO 
 
Fonte: NBR 15.575-1 (2013).
31UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
FIGURA 10 - PRÉ DIMENSIONAMENTO MÍNIMO COM MOBILIÁRIO E CIRCULAÇÃO.
 
Fonte: NBR 15.575-1 (2013).
FIGURA 11 - PRÉ DIMENSIONAMENTO MÍNIMO COM MOBILIÁRIO E CIRCULAÇÃO 
 
Fonte: NBR 15.575-1 (2013).
32UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Logo, para se elaborar um programa de necessidades, deve-se ter em mente todos 
os ambientes solicitados pelo usuário (programa de necessidades), sua disposição (estudo 
de manchas), para assim realizar uma estimativa da metragem quadrada, considerar as 
atividades que serão realizadas em cada ambiente, para assim propor os mobiliários ne-
cessários e também contabilizar a circulação do ambiente (ergonomia). Com todos esses 
dados, elabora-se uma tabela, onde se chega em um resultado estimativo de m², mas 
lembre-se, esse resultado não é necessariamente o projeto e o layout final do seu projeto. 
Vamos imaginar a tabela de pré dimensionamento mínimo do Espaço Havaianas, 
antes do seu resultado final:
TABELA 3 - PRÉ DIMENSIONAMENTO MÍNIMO ESPAÇO HAVAIANAS
Fonte: A autora (2022)
(A estimativa da m² foi realizada a partir da escala gráfica das plantas do Espaço 
Havaianas, portanto, não são exatas, e sim, aproximadas).
33UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
Toda marca quando é criada deve possuir a sua própria essência. A autenticidade da marca 
significa o agregar valor ao produto, tornando-o único, sendo sua identidade. Com isso, o design 
de seu espaço comercial, deve revelar essa identidade, ser autêntico, ambos precisam ter uma 
conexão, que certamente deve ser identificada pelo consumidor.
Fonte: GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais: Curso de Especialização em Projeto Arqui-
tetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 2019.
"Arquitetura é muito mais do que a construção de um objeto em um terreno: é uma 
reinvenção do próprio local."
Fonte: LALLY, Sean. 121 Definições de Arquitetura. 2016. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/
br/800699/121-definicoes-de-arquitetura. Acesso em: 17 ago. 2022.
https://www.archdaily.com.br/br/800699/121-definicoes-de-arquitetura
https://www.archdaily.com.br/br/800699/121-definicoes-de-arquitetura
34UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a), 
 
Nesta unidade, busquei dar continuidade em fatores importantes dentro do proces-
so metodológico projetual, se iniciando com o usuário/ cliente.
Abordamos sobre o programa de necessidades e o que ele interfere no projeto, 
tendo como objetivo, atender todas as necessidades solicitadas pelo usuário.
Levantamos a questão sobre o estudo de manchas, para se ter uma ideia inicial do 
projeto proposto, e por fim, estudamos sobre o pré-dimensionamento mínimo. Todos esses 
pontos foram abordados juntamente com o Espaço Havaianas, nosso estudo de caso da 
disciplina, para que assim, vocês visualizem a aplicação da metodologia projetual, dentro 
de um projeto executado. 
É de extrema importância que vocês consigam visualizar todo esse passo a passo 
que iniciamos e que vamos continuar no restante da disciplina. Uma informação comple-
menta a outra, e assim, ao final, a possibilidade de se entregar um produto/ projeto final 
dentro dos padrões, é maior. 
Acreditamos que a partir de agora, antes de iniciar um projeto arquitetônico, irão 
observar e analisar o todo, do macro para o micro.
35
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo 1: A participação do usuário na Arquitetura e em intervenção urbana
Este artigo se concentra em discutir a especificidade e as consequências decor-
rentes da adoção de processos participativos na arquitetura e em intervenção urbana, os 
quais são entendidos aqui como as propostas que têm como ponto inicial a partilha das 
atividades da produção em arquitetura com o usuário. Busca-se saber se tais processos 
promovem, de fato, a produção de um espaço menos determinista em relação ao seu 
uso, a emancipação dos sujeitos e o estímulo ao sentimento de pertencimento. Com essa 
intenção, analisam-se, especificamente, as experiências das intervenções urbanas “O lixo 
não existe”, propostas pelo coletivo Basurama e realizadas em São Paulo no período de 
2012-2014. Essa análise é fundamentada nas entrevistas feitas com um dos membros do 
coletivo e de uma participante. Para tanto, procede-se a um cruzamento entre a concepção 
de emancipação/dissenso de Jacques Rancière e da ética do bem-dizer da psicanálise de 
Jacques Lacan. 
Fonte: ARRUDA, Flávia. A participação do usuário na Arquitetura e em intervenção urbana.urbe. Revista 
Brasileira de Gestão Urbana (Brazilian Journal of Urban Management), 2017 set./dez., 9(3), 500-512. Disponível 
em: https://www.scielo.br/j/urbe/a/hsgLnzSytcrSY4wJNhh6Z4z/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022.
UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO
https://www.scielo.br/j/urbe/a/hsgLnzSytcrSY4wJNhh6Z4z/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 12 ago. 2022.
36UNIDADE 2 PRÉ-PROJETO 36
MATERIAL COMPLEMENTAR
• Título: Neufert - A arte de Projetar em Arquitetura.
• Autor: Ernst Neufert. 
• Editora: Gustavo Gili S.A.
• Sinopse: Na obra de Neufert é possível aprender desde a fundação 
até o telhado, ou seja, o projeto por completo. Assim, ele oferece uma 
espécie de manual para a construção e as medidas, além de englobar 
técnicas construtivas e de dimensionamento, o que é essencial para 
todo arquiteto que se preze.
• Título: Incríveis por Dentro.
• Ano: 2018.
• Sinopse: Conheça pessoas excêntricas cujas casas são uma caixinha 
de surpresa. Tudo está valendo, desde montanha russa no quintal a 
um aquário de proporções gigantescas.
• Link de acesso: https://www.netflix.com/title/80184067
• Título: Elaboraçãode Estudo de Massa
• Link: https://www.youtube.com/watch?v=5YsZb2DETEA
• Sinopse: Elaboração de Estudo de Massa para a disciplina de Projeto 
Arquitetônico III - EAU-UFF. Este vídeo foi criado para os alunos do curso 
de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense, como 
subsídio à disciplina de Projeto Arquitetônico III, primeiro período de 
1. 2020. O objetivo do vídeo é demonstrar aos alunos como podemos 
desenvolver o Estudo de Massa (concepção inicial do projeto), a partir 
de um terreno de 40 x 50 m, situado na Av. Visconde do Rio Branco, 
Niterói - RJ.
https://www.netflix.com/title/80184067
https://www.youtube.com/watch?v=5YsZb2DETEA 
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Plano de Estudos
 ● Conceito e Partido; 
 ● Fluxograma; 
 ● Setorização;
 ● Plano Massa.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Definir o que é conceito e partido e suas diferenças;
 ● Compreender o fluxograma e sua importância no pré projeto;
 ● Aplicar a setorização e mostrar as diferenças da mesma com o estudo de manchas;
 ● Compreender o Plano Massa do projeto.
3UNIDADEUNIDADE
PRÉ-PROJETO IPRÉ-PROJETO I
Professora Especialista Analice Greff
38UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a), vamos dar continuidade na nossa disciplina de metodologia 
projetual. E como havia dito para vocês, a disciplina consiste em uma sequência lógica a ser 
seguida, para se desenvolver um projeto arquitetônico completo, com clareza e coerência.
Não há como chegar em uma planta baixa final, por exemplo, sem todo o desenvol-
vimento e processo necessário.
Dentro da Arquitetura e do Design, muitos assuntos são sequenciais, seguem eta-
pas. E quando essas etapas são puladas, ou não são realizadas corretamente, o produto 
final a ser entregue não apresenta um resultado satisfatório.
Na unidade II, iniciamos a etapa pré-projeto em que conhecemos o nosso usuário 
e entendemos que ele é o foco principal no nosso projeto. Relatamos a importância do pro-
grama de necessidades e como o estudo de manchas pode nos auxiliar mais adiante, e por 
fim, entendemos o que é pré-dimensionamento mínimo. Todas essas questões, aplicadas 
também, ao nosso estudo de caso, Espaça Havaianas. 
Com todas essas informações coletadas, iremos continuar a unidade III, abordando 
os seguintes temas: o conceito e o partido, dentro da arquitetura, suas diferenças e com-
plementações. O fluxograma, e o que ele vai agregar na hora de executar a planta baixa. A 
setorização, agora com medidas quadradas, diferentemente do estudo de manchas. E por 
último, o plano massa, que nada mais é, que a volumetria do projeto no terreno. 
Fixar o conteúdo inicial, os conceitos, princípios e diretrizes, irá deixar o conteúdo 
mais prazeroso de acordo com o tempo! E também, irá facilitar no momento em que vocês 
forem projetar. O teórico é o início do prático. 
Espero que gostem da disciplina e consigam ter clareza na sequência de todo o conteúdo.
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39
CONCEITO
E PARTIDO 1
TÓPICO
UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
Conceito e partido arquitetônico, muitas vezes são confundidos e são temáticas 
que geram discussões. Então, vamos entender suas diferenças e complementaridades.
O conceito, se define como se fosse a ideia, o pensamento, a opinião. Quais suas 
intenções projetuais e o que você quer transmitir com essa ideia. É considerado algo abs-
trato, que está “por trás” do produto final.
Enquanto isso, o partido arquitetônico é um instrumento concreto, é um conjunto de 
diretrizes que são necessárias para se chegar ao resultado final. O partido precisa alcançar 
os objetivos do seu conceito proposto, logo, um complementa o outro. 
Existem diversos parâmetros a serem analisados para se definir um partido arqui-
tetônico, entre eles: terreno, implantação, estudo climático, programa de necessidades, 
elementos construtivos, entre outros. 
Vamos tentar exemplificar. O projeto de um restaurante tem como conceito a sus-
tentabilidade, logo, seu partido arquitetônico pode ser sistemas de aproveitamento da água 
da chuva.
Ou, o projeto da residência familiar tem como conceito um espaço em comum para 
trazer maior aconchego e união, visto que os usuários recebem muitas visitas familiares. 
Então, o partido arquitetônico, pode ser a forma da construção em que a partir de um 
espaço comum de lazer grande, se dá o formato do restante dos cômodos.
Dentro do Espaço Havaianas, o projeto tinha como conceito manter as caracterís-
ticas da marca: informalidade, frescor, tranquilidade e sua autenticidade. E como partido 
arquitetônico, tem-se os elementos construtivos escolhidos a cobertura, que possui uma 
trama ortogonal com uma modulação levemente irregular, acompanha um distanciamento 
40UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
de dois metros entre as vigas metálicas transversais. Espaços abertos e fechados com 
vidro e iluminação embutida são intercalados, a fim de proporcionar a sensação de sempre 
estar de dia dentro da loja.
A loja como um todo, apresenta iluminação artificial e zenital, permitindo a entrada 
de luz natural no espaço. Logo, na entrada do espaço havaianas é possível observar a 
predominância da iluminação zenital. O tipo de iluminação zenital usado, são as claraboias, 
que nada mais são que aberturas no teto com uma estrutura transparente, chamada de 
domos. O formato presente na loja é quadrado, e além das claraboias é possível observar 
a existência de spots duplos de embutir. A grande vantagem do uso das claraboias, além 
de permitir a entrada de luz natural, e proporcionar um maior aconchego na loja, é que 
também favorece a vegetação existente no interior. A intenção do arquiteto foi resgatar a 
ambiência de um espaço aberto, seja uma praça ou uma praia, sendo assim, a iluminação 
natural presente e as cores neutras e claras da loja, estão vinculadas diretamente com a 
identidade visual da marca.
FIGURA 1 - INTERNO ESPAÇO HAVAIANAS
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013).
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41UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
 2 FLUXOGRAMA
TÓPICO
Como o próprio nome já diz, no fluxograma, lidaremos com os fluxos do projeto. 
Portanto, todas as etapas que estudamos e realizamos até aqui, irão começar a se interligar.
Para a execução de um fluxograma, precisamos saber:
● Quem é nosso usuário;
● Quais as suas necessidades (programa de necessidades);
● Quais os setores e ambientes foram solicitados;
● A localização desses setores no terreno do projeto.
Podemos dizer então, que o fluxograma é uma representação gráfica esquemática 
de um processo, a fim de descomplicar o acesso e a circulação/trânsito dentro de uma 
edificação. Por exemplo, imaginem que nosso usuário fez a seguinte solicitação:
● 01 Suíte _____________________________ Setor Privado;
● 02 Quartos ___________________________ Setor Privado;
● 01 Banheiro social _____________________Setor Social;
● 01 Cozinha ___________________________ Setor Social;
● 01 Sala ______________________________ Setor Social;
● Garagem ____________________________ Setor Social;
● Área de Lazer ________________________ Setor Social.
Logo, iniciamos um fluxograma para melhor definir em que colocaremos os espaços 
solicitados. Montamos 03 opções de fluxogramas e o usuário gostou da seguinte:
42UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
FIGURA 2 - EXEMPLO DE FLUXOGRAMA
 
Fonte: A autora (2022).
Pode-se dizer então, que o fluxograma nada mais é que a distribuição dos ambien-
tes no espaço, através de uma representação gráfica. O mesmo facilita na hora de definir 
a planta final do projeto, já que ele nos auxilia na distribuição dos setores, locando onde 
desejamos implantar cada espaço. 
Mesmo que o projeto do Espaço Havaianas já esteja sendo executado, vamos 
montar o fluxograma do mesmo para vocês poderem visualizar como o arquiteto distribuiu 
os espaços.
FIGURA 3 - FLUXOGRAMA ESPAÇO HAVAIANAS NÍVEL RUA
Fonte: A autora (2022).
43UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
FIGURA 4 - FLUXOGRAMA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 01
 
Fonte: A autora (2022).
FIGURA 4 - FLUXOGRAMA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 02
 
Fonte: A autora (2022).
Conseguem visualizar como se realiza um fluxograma? É importante também, 
dentro dele, definir os espaços de circulação para auxiliar na distribuição dos ambientes.
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44UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
 3 SETORIZAÇÃO
TÓPICO
O próximo passo na na metodologia projetual é a setorização. Quando chegamos 
nesse passo, já definimos diversas etapas no projeto, entre elas, os ambientes, suas lo-
cações dentro do terreno e sua metragem quadrada, que foi definida no passo do pré 
dimensionamento mínimo.
Então, para se realizar a setorização é necessário:
● Ambientes solicitados pelo usuário;
● Metragem quadrada mínima de cada um (lembrando que ela pode ser alterada 
no decorrer do projeto);
● Fluxograma.
Nessa sequência de passos que realizamos até aqui, fica nítido quanto um comple-
menta o outro e auxilia no processo para no final entregarmos um produto com qualidade. 
Dando continuidade no nosso estudo de caso do Espaço Havaianas, usaremos 
o mesmo para demonstrar a setorização. Lembrando que ela é realizada com metragem 
quadrada que foi definida no pré dimensionamento mínimo.
 FIGURA 5 - PLANTA SETORIZADA ESPAÇO HAVAIANAS NÍVEL RUA 
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013) modificado pela autora (2022).
45UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
FIGURA 6 - PLANTA SETORIZADA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 01
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013) modificado pela autora (2022).
FIGURA 7 - PLANTA SETORIZADA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 02
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013) modificado pela autora (2022).
O objetivo da setorização é realizar a distribuição dos ambientes, já com as medidas 
ideais, buscando a melhor integração entre eles. 
No estudo de manchas, trabalhamos com setores e com uma distribuição sem 
dimensões, somente com uma ideia espacial. Mas a partir da distribuição dos setores, 
torna-se mais fácil locar os ambientes de uma maneira funcional.
Vale ressaltar que para realizar todos esses passos, o estudo do terreno e das 
condições climáticas, afeta diretamente na locação dos ambientes, podendo ser até mesmo 
um partido arquitetônico.
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46UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
 4 PLANO 
MASSA
TÓPICO
O plano massa também se define como um instrumento de estudo preliminar dentro 
do processo metodológico da arquitetura.
Agora, o espaço que definimos na setorização, se configura como um desenho tri-
dimensional, também já com a sua metragem quadrada pré definida. É nesse momento em 
que fazemos o estudo da volumetria da planta que realizamos até o momento. Observem 
o seguinte exemplo:
FIGURA 8 - DIAGRAMA DE ESTUDO DE MASSA
 
Fonte: Archdaily Brasil (2018).
Recomenda-se que a volumetria seja um estudo realizado no software SketchUp, 
Revit, ou até mesmo em croquis nas medidas que foram solicitadas.
A volumetria do espaço Havaianas se configura como um grande retângulo de três andares. 
47UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
O Espaço Havaianas contempla todos os 3 tipos de expositores, (mobiliário co-
mercial) sendo eles: acessórios de paredes, expositores de solo e elementos autônomos 
de venda, além de expositores flexíveis espalhados pela loja. O espaço também oferece 
experiências sensoriais aos clientes, tanto na sonorização quanto no olfato. A sonorização 
é através de música estilo bossa nova e house music, em um volume agradável. Para o 
olfato, a natura desenvolveu um perfume exclusivo para a marca, provocando uma identi-
dade olfativa aos consumidores.
 
Fonte: GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais: Curso de Especialização em Projeto Ar-
quitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 2019.
“A arquitetura é sempre sonho e função, expressão de uma utopia e instrumento de 
conveniência.”
Fonte: BARTHES, Roland. 121 Definições de Arquitetura. Disponível em:
https://www.archdaily.com.br/br/800699/121-definicoes-de-arquitetura. Acesso em: 12 ago. 2022.
https://www.archdaily.com.br/br/800699/121-definicoes-de-arquitetura
48UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a), 
 
Nesta unidade, busquei dar continuidade em fatores importantes dentro do proces-
so metodológico projetual, iniciando pelo conceito e partido arquitetônico.
Abordamos também sobre o fluxograma, que nada mais é que uma representação 
gráfica dos ambientes para obter uma melhor disposição dos ambientes solicitados.
Aprendemos a diferença do estudo de manchas e da setorização, que se resume 
ao fator pré dimensionamento mínimo. E por fim, definimos o que é plano massa. Todos 
esses pontos foram abordados juntamente com o Espaço Havaianas, nosso estudo de 
caso da disciplina, para que assim, vocês visualizem a aplicação da metodologia projetual, 
dentro de um projeto executado. 
É de extrema importância que vocês consigam visualizar todo esse passo a passo 
que iniciamos e que vamos continuar no restante da disciplina. Uma informação comple-
menta a outra, e assim, ao final, a possibilidade de se entregar um produto/ projeto final 
dentro dos padrões, é maior. 
Acreditamos que a partir de agora, antes de iniciar um projeto arquitetônico, irão 
observar e analisar o todo, do macro para o micro.
49UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
LEITURA COMPLEMENTAR
Texto 1: Teoria e prática do partido arquitetônico
Muitos autores acadêmicos têm se debruçado recentemente sobre temas e termos 
correntes da arquitetura na tentativa de compreender e explicar o processo de projetação. 
O aprofundamento recente destas pesquisas e reflexões tem produzido noções sempre 
mais didáticas e esclarecedoras, tanto para estudantes e professores como para arquitetos 
com interesses teóricos e mesmo para leigos e amantes da arquitetura. A história é rica em 
exemplos do interesse em resumir o projeto a um processo linear, possuidor de uma técnica 
de realização passo a passo, como montar uma máquina, como cultivar soja, primeiro isto, 
depois aquilo e aquilo outro, e assim por diante numa seqüência de procedimentos idêntica 
a tantas outras técnicas e disciplinas inventadas pelo homem.
Fonte: BISELLI, Mário. Teoria e prática do partido arquitetônico. 2011. Disponível em: https://vitruvius.com.
br/revistas/read/arquitextos/12.134/3974. Acesso em: 22 ago. 2022.
https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.134/3974
https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.134/3974
50UNIDADE 3 PRÉ-PROJETO I
• Título: Adoção do partido na arquitetura
• Autor: Laert Pedreira Neves.
• Editora: Universidade Federal da Bahia.• Sinopse: Nesta obra, Laert P. Neves ensina como adotar a ideia 
preliminar do edifício. Direcionado aos iniciantes na prática de pla-
nejamento arquitetônico, o livro traz um método simples e bastante 
didático contendo todos os passos a serem seguidos até a finalização 
do projeto. Exemplos práticos imagens e exercícios também estão 
presentes facilitando a compreensão dos textos e consolidando o 
processo de aprendizagem.
• Título: Movimento Tiny House
• Ano: 2019.
• Sinopse: “Tiny House Nation” acompanha os especialistas em re-
forma John Weisbarth e Zack Griffin em diferentes cidades dos EUA 
em sua jornada para ajudar os protagonistas de cada episódio a 
construírem suas casas de menos de 50 metros quadrados.
MATERIAL COMPLEMENTAR
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Plano de Estudos
 ● Implantação e Cobertura;
 ● Planta Baixa;
 ● Corte;
 ● Elevação.
Objetivos da Aprendizagem
 ● Compreender teoricamente as representações gráficas na arquitetura;
 ● Entender as análises das representações gráficas do Espaço Havaianas;
 ● Estabelecer a importância do desenho arquitetônico.
4UNIDADEUNIDADE
PROJETOPROJETO
FINALFINAL
Professora Especialista Analice Greff
52UNIDADE 4 PROJETO FINAL
INTRODUÇÃO
Prezado (a) aluno (a), infelizmente vamos finalizar a nossa caminhada juntos! 
Para isso, iremos dar continuidade em nossa última unidade da disciplina de me-
todologia projetual. E como havia dito para vocês, a disciplina consiste em uma sequência 
lógica a ser seguida, para se desenvolver um projeto arquitetônico completo, com clareza 
e coerência.
Dentro da Arquitetura e do Design, muitos assuntos são sequenciais, seguem eta-
pas. E quando essas etapas são puladas, ou não são realizadas corretamente, o produto 
final a ser entregue não apresenta um resultado satisfatório.
Na unidade II, iniciamos a etapa pré-projeto, no qual conhecemos o nosso usuário 
e entendemos que ele é o foco principal no nosso projeto. Relatamos a importância do pro-
grama de necessidades e como o estudo de manchas pode nos auxiliar mais adiante, e por 
fim, entendemos o que é pré dimensionamento mínimo. Todas essas questões, aplicadas 
também, ao nosso estudo de caso, Espaça Havaianas. 
Com todas essas informações coletadas, continuamos a sequência na unidade 
III, abordamos sobre o conceito e o partido, o fluxograma, a setorização e por fim, o plano 
massa, que nada mais é que o estudo da volumetria no terreno.
Após as etapas de pré-projeto, iniciaremos a Etapa Projeto Final, no qual entendere-
mos que através de todos os passos que seguimos até aqui, o conhecimento será aplicado 
nas seguintes representações gráficas: implantação, planta baixa, cortes e elevação. Por 
fim, iremos abordar essas representações finais no nosso estudo de caso da disciplina, o 
Espaço Havaianas.
Fixar o conteúdo inicial, os conceitos, princípios e diretrizes é necessário. E tam-
bém, irá facilitar no momento em que vocês forem projetar. O teórico é o início do prático. 
Espero que tenham gostado da disciplina e que o conteúdo tenha sido passado de 
uma forma clara e prazerosa!
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53UNIDADE 4 PROJETO FINAL
IMPLANTAÇÃO
E COBERTURA 1
TÓPICO
A planta de implantação, indica dentro do terreno, visto de cima em que está lo-
calizada a edificação. Mas ela não se limita somente à edificação e terreno, é necessário 
conter seu entorno. 
Portanto, deve conter as seguintes informações:
● Topografia do terreno;
● Limites dos Lotes;
● Entorno;
● Norte;
● Caminhos;
● Cercas;
● Equipamentos;
● Acessos;
● Entre outros.
Em algumas situações, a planta de implantação e cobertura podem ser realizadas 
em um único desenho, mas saibam, são representações diferentes. Na planta de cobertura, 
temos informações que não aparecem na implantação, sendo elas:
● Direção das quedas de água;
● Acabamento do telhado;
● Calhas;
● Caixa d'água;
● Detalhamentos diferenciados, dependendo de cada projeto;
● Entre outros.
54UNIDADE 4 PROJETO FINAL
FIGURA 1 - PLANTA DE IMPLANTAÇÃO
 
Fonte: Lobo (2019).
No nosso estudo de caso do Espaço Havaianas, não possuímos a representação 
gráfica disponível da implantação e cobertura. Mas ao acessar o Google Maps, é possível 
perceber que sua cobertura possui espaços abertos e fechados.
FIGURA 2 - VISTA DE CIMA: ESPAÇO HAVAIANAS
 
Fonte: Google Maps (2022), modificado pela autora.
Sua cobertura possui um sistema construtivo composto por uma trama ortogonal 
com uma modulação levemente irregular, acompanhando um distanciamento de dois me-
tros entre as vigas metálicas transversais.
O tipo de iluminação zenital usado, são as claraboias, que nada mais são que 
aberturas no teto com uma estrutura transparente, chamada de domos. 
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55UNIDADE 4 PROJETO FINAL
 2 PLANTA
BAIXA
TÓPICO
A planta baixa, como vocês já devem saber, se define como um plano horizontal 
que “corta” a edificação a 1,50m acima do piso.
Então, a representação, deve ao menos conter:
● Paredes (espessura e comprimento);
● Aberturas (janelas e portas);
● Ambientes;
● Níveis;
● Cotas;
● Nome dos ambientes;
● Metragem quadrada dos ambientes;
● Acessos;
● Entre outros.
FIGURA 3 - PLANTA BAIXA EXEMPLO
 
Fonte: Casa e Construção (2022). 
56UNIDADE 4 PROJETO FINAL
Em nosso estudo de caso, do Espaço Havaianas, o projeto está dividido em térreo, 
subsolo 1 e subsolo 2, desenvolvendo- se em níveis descendentes. O térreo é o nível da 
rua, o subsolo 1 é onde se encontram os produtos à venda, e o subsolo 2 é composto pelo 
depósito da loja, escritório, banheiros e cozinha.
FIGURA 4 - PLANTA BAIXA ESPAÇO HAVAIANAS NÍVEL RUA
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013). 
FIGURA 5 - PLANTA BAIXA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 
 Fonte: Archdaily Brasil (2013). 
FIGURA 6 - PLANTA BAIXA ESPAÇO HAVAIANAS SUBSOLO 1
 
Fonte: Archdaily Brasil (2013).
57UNIDADE 4 PROJETO FINAL
(Lembrando que as plantas estão fora de escala, pois foram aumentadas para 
melhor visualização).
No plano da rua, ao entrar na loja, o amplo vão se configura em um mezanino, 
com pequenos bancos em madeira, criando uma área de estar. As paredes da loja são 
totalmente brancas e o piso do mezanino é estilo fulget.
FIGURA 7- ESTAR MEZANINO
 
Fonte: Anual Design (2014).
Ao descer as escadas do mezanino para o subsolo 1, é possível notar a exposição 
dos produtos de uma forma mais livre, nas laterais da loja encontra-se uma área verde 
natural, o espaço com pé direito duplo e o piso de pedra São Tomé, remetendo as calçadas 
beira mar, mantendo a autenticidade da marca.
Ainda no subsolo 1, há diversos espaços autônomos de vendas, em que o con-
sumidor visualiza cada um ao realizar o circuito. Ao iniciar o percurso, o consumidor se 
depara com o espaço “barraca de feira” relembrando a origem popular das sandálias, com 
cobertura de lona estrutura de madeira. A barracaé composta por pequenos caixotes e 
cestarias, considerados elementos de sugestão, além da bancada em madeira, em que 
se encontram os produtos. O mobiliário, é composto por cores neutras, destacando as 
sandálias, que são pares tradicionais de diversas cores. Contém a autenticidade e é de 
fácil acesso ao consumidor, possibilitando o toque no produto. Aqui, existem dois tipos de 
iluminação: em fita led, abaixo da bancada principal e o “varal” de lâmpadas, com o intuito 
também decorativo.
58UNIDADE 4 PROJETO FINAL
FIGURA 8 - BARRACA DE FEIRA
 
Fonte: Anual Design (2014).
Dando continuidade no circuito, após a barraca de feira, o consumidor tem acesso 
ao espaço contêiner, feito em estrutura metálica e o piso em madeira. Este, abriga os 
modelos “tipo exportação”, ou seja, modelos que são exportados para o exterior.
Seguindo adiante no percurso, ao fundo da loja, na parede, estão expostas sandá-
lias de modelos básicos e cores únicas, pelos displays, organizados por cores e tamanhos 
de maneira vertical, é iluminado por fitas de led ao seu redor. Em frente, os expositores de 
chão, modelo ilha, em madeira, na cor branca, são posicionados de uma maneira escalo-
nada, em diversas alturas, destacando a linha kids.
Continuando pelo circuito, tem-se um cilindro em plástico transparente, que expõe 
os novos produtos da marca, não só sandálias, mas também bolsas, meias, toalhas e 
diversos produtos. Ao entrar no expositor, é possível visualizar os produtos em 360º. Por 
ser transparente, destaca mais o produto. 
A seguir, tem-se o espaço de customização, sendo esse um nível rebaixado ao 
restante da loja, além disso é possível observar a diferenciação de piso, o qual é composto 
por uma iluminação interna. Neste espaço se encontram serviços de customização e expo-
sitores com linha infantil. 
59UNIDADE 4 PROJETO FINAL
FIGURA 9 - EXPOSITORES, CILINDRO TRANSPARENTE E ESPAÇO DE CUSTOMIZAÇÃO
 
Fonte: Anual Design (2014).
Ao lado do espaço de customização, tem-se um cubo interativo tecnológico que 
conversa com o consumidor. O cubo é composto por 51 telas especiais de plasma, exibindo, 
em ritmo acelerado, a história da marca e animações que versam seu conceito. Logo em 
frente, finalizando o circuito, tem-se a caixa, estrategicamente instalado, longe da visão do 
consumidor, que ao chegar ao térreo tem uma geometria clara, com um percurso delinea-
do pelos diversos tipos de expositores, que pode percorrer todos os setores num circuito 
agradável e ao final chegar ao local de pagamento. A bancada principal é amadeirada, 
remetendo ao estilo da marca.
Como foi possível observar, a circulação é feita de forma livre, para que o público 
circule à vontade.
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60UNIDADE 4 PROJETO FINAL
 3 CORTE
TÓPICO
Muitas vezes, na planta baixa, não é possível visualizar grandes detalhes internos 
do projeto, como as divisões internas e suas alturas. Para isso, é realizado um corte no 
plano vertical.
Na representação do corte, é possível notar as alturas dos ambientes, o peitoril das 
aberturas, tamanho das portas e detalhamentos específicos como os de telhado.
Como tudo em metodologia projetual é uma sequência, para a execução do corte, 
é necessário que a planta baixa do projeto esteja correta. Em nosso estudo de caso, no 
Espaço Havaianas, tem-se o seguinte corte longitudinal:
FIGURA 10 - CORTE LONGITUDINAL ESPAÇO HAVAIANAS
 
Fonte: ArchDaily Brasil (2013).
No corte acima, pode-se perceber os três níveis diferentes do Espaço. As escadas, 
o acesso principal e as áreas molhadas no subsolo 01. É possível perceber a diferença de 
alturas entre o nível da rua no acesso principal, o nível do subsolo e o nível do subsolo 01. 
E também, a estrutura da cobertura do espaço. 
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61UNIDADE 4 PROJETO FINAL
 4 PLANTA
BAIXA
TÓPICO
Também uma representação gráfica na arquitetura, a elevação tem como objetivo 
demonstrar todas as faces da edificação, do ponto de vista externo. O desenho é sem 
profundidade ou perspetiva
A elevação nos dá detalhes dos materiais utilizados e uma noção de como deve ser 
executada a fachada da edificação.
FIGURA 11 - FACHADA ESPAÇO HAVAIANAS
 
Fonte: ArchDaily Brasil (2013).
Tem-se uma fachada totalmente limpa. Não se vê vitrines, ou gráficos mirabolantes, 
apenas um pórtico branco com pé direito de 3 metros e com a largura externa total do lote. 
A loja é totalmente aberta para a rua, uma praça coberta, que funciona como continuação 
da calçada. Seu largo acesso, bem maior que o 1 metro necessário, permite entrar e sair 
com comodidade. Diferente da grande maioria dos espaços comerciais, o fato da loja 
não possuir vitrine com produtos expostos, e sim apenas um mezanino com uma área de 
permanência, causa no consumidor a curiosidade de adentrar no espaço. O objetivo foi 
manter as características da marca, mostrar informalidade, frescor, a tranquilidade que ela 
representa e sua autenticidade.
62UNIDADE 4 PROJETO FINAL
“O usuário/consumidor não paga mais somente por produtos ou serviços. Ele deseja ser inspirado, 
desafiado, estimulado e assombrado. Seu desejo é pagar por sonhos, esperança, experiências, emoções e 
entretenimento. A “necessidade se transformou em desejo”.
Fonte: KELVER, Ann De. Experience Shopping – where, why and how people shop all over the 
world. Tielt: Lannoo Publishers, 2008. ISBN: 978-90-209-7857-5.
Para se projetar um espaço comercial, o processo se inicia no estudo da marca e da identidade. 
Diferente de outros tipos de projetos, o partido arquitetônico do projeto comercial é a marca e a arquitetura 
de interiores, os aspectos do edifício são secund’ários. A autenticidade da marca significa o agregar valor ao 
produto, tornando-o único, sendo sua identidade. Com isso, o design de seu espaço comercial, deve revelar 
essa identidade, ser autêntico, ambos precisam ter uma conexão, que certamente deve ser identificada pelo 
consumidor.
Fonte: GRASSIOTTO, M. L. F. Design de interiores comerciais: Curso de Especialização em Projeto Ar-
quitetônico: Composição e Tecnologia do Ambiente Construído Londrina: UEL, 2019.
63UNIDADE 4 PROJETO FINAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado (a) aluno (a), 
 
Nesta unidade, busquei dar continuidade em fatores importantes dentro do processo 
metodológico projetual, iniciando pelo conceito e partido arquitetônico. Abordamos sobre ques-
tões de representação gráfica e o que é necessário para poder se ter uma boa leitura do projeto.
Revisamos sobre o que é implantação, planta baixa, corte e elevação. Analisamos todas 
essas representações juntamente com o Espaço Havaianas
Acredito que tenha ficado claro que o processo de metodologia projetual demanda um pen-
samento sequencial. Pois a cada passo que damos adiante, o passo anterior precisa estar perfeito.
Em nosso estudo de caso do Espaço Havaianas, também ficou claro que nós, como 
arquitetos e urbanistas, precisamos pensar em todos os detalhes do projeto, e fazer com que 
esses detalhes estejam de acordo com o conceito e partido definidos. Mostrar a essência da 
marca era um dos conceitos estabelecidos pelo arquiteto, e ele consegue trazer toda a brasili-
dade para seu projeto. 
Acreditamos que a partir de agora, antes de iniciar um projeto arquitetônico, irão obser-
var e analisar o todo, do macro para o micro, pensar nos pequenos detalhes e manter todo o 
projeto interligado.
64UNIDADE 4 PROJETO FINAL
LEITURA COMPLEMENTAR
Artigo 1: A emoção na arquitetura comercial 
Este artigo agrega, ao ensino e aos projetos de arquitetura comercial, uma leitura 
sobre a emoção sob o ponto de vista das marcas emocionais e da percepção sensorial, 
e a aplicabilidade desses conceitos para

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