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1www.grancursosonline.com.br
Classes de Palavras
GRAMÁTICA PARA FGV
CLASSES DE PALAVRAS
É muito importante ter uma matriz específica para a FGV, pois essa banca tem uma 
maneira única de cobrar as questões.
Existe um mito de que a FGV não cobra gramática nas provas de concurso, mas per-
cebe-se que, desde 2023, a banca voltou a abordar pontos de gramática nas provas.
Nos aspectosgramaticais, a FGV cobra a gramática normativa, questionando, por 
exemplo, qual é o tipo de preposição (se é nocional, relacional, se tem valor semântico, 
entre outros). Ou seja, cobra questões muito particulares.
MÓDULO BÁSICO:
1.	MORFOLOGIA	 (EMPREGO	 DAS	 CLASSES	 GRAMATICAIS	 DENTRO	 DO	
CONTEXTO	ORACIONAL):	
Substantivo
Adjetivo
Artigo
Numeral
Pronome
Locução adjetiva
Verbo
Advérbio
Locução adverbial
Interjeição
*Palavras e expressões denotativas
2.	SINTAXE	I	(ANÁLISE	SINTÁTICA):
a. Termos relacionados a verbos: objeto direito objeto indireto adjunto adverbial 
agente da passiva;
b. Termos relacionados a nomes: adjunto adnominal complemento nominal predica-
tivo aposto. 
Obs.: � As classes gramaticais e as funções sintáticas constituem pré-requisitos para se 
entender as demais matérias, por exemplo, concordância, vozes verbais, regência, 
pontuação, crase, entre outras.
5m
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Classes de Palavras
GRAMÁTICA PARA FGV
MÓDULO	AVANÇADO:
3.	SINTAXE	II:
3.1. Período composto por subordinação: orações subordinadas substantivas (estudo das 
conjunções e da pontuação) orações subordinadas adjetivas (estudo dos pronomes relativos 
e da pontuação) orações subordinadas adverbiais (estudo das conjunções e da pontuação);
3.2. Período composto por coordenação: orações coordenadas assindéticas orações 
coordenadas sindéticas (estudo das conjunções e da pontuação);
3.3. Regência verbal e nominal;
3.4. Crase;
3.5. Pontuação (dentro do contexto oracional);
3.6. Vozes verbais:
 Voz ativa
 Voz passiva
 Voz reflexiva
3.7. Funções da palavra “Se”;
3.8. Concordância verbal e nominal
3.9. Colocação pronominal;
4. Verbos: tempos e modos;
5. Acentuação gráfica e ortografia (em exercícios);
6. Estilística
BIBLIOGRAFIA	RECOMENDADA:
• Novíssima Gramática da Língua Portuguesa
 Autor: Domingos Paschoal Cegalla (nível intermediário)
• Gramática em 44 lições
 Autor: Platão e Saviolli (nível intermediário)
• Gramática Escolar da Língua Portuguesa
 Autor:Evanildo Bechara (nível avançado)
• Nova Gramática do Português Contemporâneo
 Autor: Celso Cunha e Lindley Cintra (nível avançado)
Obs.: � O uso de gramática para estudo para concurso não é imprescindível, no entanto, 
ter uma gramática para objeto de consulta pode auxiliar. 
10m
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Classes de Palavras
GRAMÁTICA PARA FGV
Morfologia (Aula n. 1): Vamos trabalhar, nesta aula, as classes gramaticais dentro 
do contexto oracional. É importante que você entenda as palavras em um nível fraseo-
lógico, ou seja, compreenda, em uma relação sintagmática, a comunicação entre termos 
regentes e termos regidos.
Obs.: � a classificação das palavras depende da relação textual; portanto é muito difícil 
dizer que uma determinada palavra será sempre um substantivo ou um adjetivo. O 
que há de fato são particularidades textuais (de natureza mórfica e/ou sintática). 
Essas particularidades determinarão a classificação de um vocábulo dentro do 
contexto oracional.
Obs.: � �É importante compreender as palavras dentro do texto.
*Há dez classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, 
advérbio, preposição, conjunção, interjeição. 
Obs.: � Conhecer os conceitos das classes de palavras pode ser útil, desde que devidamente 
aplicados em um texto.
1.	ÁREA	DOS	NOMES:
Substantivo (regente): é considerado o “chefe”;
Adjetivo (regido);
Locução adjetiva (regido);
Artigo (regido);
Pronome adjetivo (regido);
Numeral adjetivo (regido).
Obs.: � • O substantivo pode ser reconhecido pelas relações com outras classes de palavras 
(um adjetivo que o qualifica, um pronome que se refere a ele, entre outros).
 � • Exemplo: O bom sempre vence.
 � Se retirado do texto, “bom” é classificado como adjetivo (eixo paradigmático).
 � • No contexto da frase, “bom” é substantivo (eixo sintagmático).
 � • Exemplo 2: O amar é essencial.
 � Se retirado do texto, “amar” é classificado como verbo. 
15m
20m
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Classes de Palavras
GRAMÁTICA PARA FGV
Pensem nas crianças (“nas” = em + as | crianças: substantivo)
Mudas telepáticas (qualifica as crianças - adjetivo)
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres (“nas” = em + as)
Rotas alteradas (qualifica as mulheres - adjetivo)
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfo-
lando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio.
Obs.: � Retirando a palavra “desesperar” do texto, ela é classificada como verbo. No 
contexto da frase, a palavra “desesperar” está acompanhada de artigo indefinido, 
sendo nesse contexto classificada como verbo. 
2.	ÁREA	DOS	VERBOS:
Verbo (regente);
Advérbio (regido);
Locução adverbial (regido).
Quero colo
Vou fugir de casa
Posso dormir aqui com vocês?
Estou com medo
Tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três
25m
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Classes de Palavras
GRAMÁTICA PARA FGV
3.	ÁREA	DOS	CONECTIVOS:
Preposição (conectivo nominal);
Conjunção (conectivo oracional).
�� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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Classes de Palavras II
GRAMÁTICA PARA FGV
CLASSES DE PALAVRAS II
1. ÁREA DOS NOMES:
Substantivo (regente);
Adjetivo (regido);
Locução adjetiva (regido);
Artigo (regido);
Pronome adjetivo (regido);
Numeral adjetivo (regido).
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Com a dor, o silêncio. Denso, ácido. Estagnado. Um silêncio de caco de vidro moído esfo-
lando o corpo por dentro. Um desesperar, nada por vir. Dalva parou de falar com Venâncio.
2. ÁREA DOS VERBOS:
Verbo (regente) - é considerado o “chefe”;
Advérbio (regido);
Locução adverbial (regido) - quando há mais de uma palavra.
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Classes de Palavras II
GRAMÁTICA PARA FGV
Obs.: � • Os advérbios e as locuções adverbiais sempre denotam circunstância (tempo, 
lugar, causa, modo, entre outros).
 � • O advérbio se refere a um verbo, um adjetivo ou outro advérbio.
 � • Exemplo: Estou aqui. (aqui = advérbio de lugar)
 � Estou em Brasília. (em Brasília = locução adverbial de lugar) 
 � • A aluna aqui está apreensiva. (neste caso, o “aqui” está se referindo a “aluna”, 
não podendo ser advérbio, uma vez que a relação é com o substantivo).
Quero colo
Vou fugir de casa (“de casa” = locução adverbial)
Posso dormir aqui com vocês? (“aqui” = advérbio)
Estou com medo
Tive um pesadelo
Só vou voltar depois das três (“depois das três” = locução adverbial de tempo)
3. ÁREA DOS CONECTIVOS:
Preposição (conectivo nominal)
Conjunção (conectivo oracional) 
Substantivo é a classe de palavra variável que designa ou nomeia os seres em geral.
Os jovens criativos passam muitos recados ao lançar alguns jogos na internet.
Os fatos também enfraquecem o discurso tucano.
Cuidado! Uma importante ferramenta para identificar um substantivo é conhecer 
os determinantes que servemmedo admite.
d. Com a chuva o rio ficou cheio.
e. Durante o show, os celulares ficaram desligados. 
“Febril” é um estado. Quando se diz “comida quente”, quer dizer que ela está quente, mas 
ela não será sempre quente, é um estado. Está implícito o estado. O único que não é estado 
é “mãe corajosa”, que é uma característica dela. Ela é corajosa. As outras expressões todas 
remetem a estados.
28. (FGV/MPE/SP/OFICIAL DE PROMOTORIA/2023) Assinale a frase em que o adjetivo 
bom/boa tem valor objetivo.
a. Os clientes aperfeiçoaram o sistema de tornar impossível a boa propaganda.
b. O melhor do marketing é uma boa tabela de preços.
c. Perdoar é, além do mais, um bom negócio.
d. Existem dias de bom tempo em que é melhor divertir-se do que fazer negócio.
e. O dinheiro é um bom cosmético.
“Propaganda boa” é objetivamente boa. “Uma boa propaganda”, de certa forma, relativiza. 
“Este é um bom trabalho” sugere que é apenas mais um bom trabalho. Por outro lado, 
“trabalho bom” é objetivamente bom. Quando se diz “uma boa propaganda”, transmite a 
ideia de ser apenas mais uma boa, indicando um valor subjetivo.
“Uma boa tabela” é objetivamente boa, mas ao dizer “uma boa tabela”, relativiza-se o 
que é bom. “Um bom negócio” é totalmente subjetivo; não se está falando de um negócio 
objetivamente bom. “Boa saída” também é subjetivo. A expressão “tempo bom” ou “bom 
tempo” refere-se a valores objetivos. No entanto, a apreciação do tempo pode ser subjetiva.
O dinheiro não é um cosmético. Ter dinheiro pode tornar uma pessoa mais atraente, mas 
isso não se refere a um cosmético objetivamente eficaz ou a uma marca de cosmético boa.
25m
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Classes de Palavras X
GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
 22. C 
 23. A 
 24. d
 25. C
 26. D
 27. C
 28. d
���������������������������������������������������� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela 
leitura exclusiva deste material.não para acrescentar um conteúdo semântico ao subs-
tantivo ou para modificar-lhe o sentido, mas para identificar sua referência por meio da 
situação espaço-temporal ou delimitar seu número. Por isso, são determinantes a classe 
dos artigos (definidos/indefinidos), dos pronomes possessivos, demonstrativos e inde-
finidos e dos numerais. Por conseguinte, esses determinantes se relacionam apenas com 
substantivos ou com termos que, no contexto oracional, estejam funcionando como 
substantivo. Observe o trecho abaixo.
Obs.: � • Por exemplo, a palavra “sofrer” é um verbo. No entanto, na frase “meu sofrer 
é proporcional aos seus nãos”, a palavra “sofrer” é um substantivo, em razão de 
estar acompanhada do pronome possessivo “meu”, que é um pronome adjetivo.
 � • Pronome adjetivo: acompanha o substantivo.
5m
10m
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Classes de Palavras II
GRAMÁTICA PARA FGV
O cujo é um pronome que dá ideia de posse.
Obs.: � Neste caso, “cujo” é classificado como um substantivo, pois está acompanhado 
pelo artigo definido “o”.
“... e as duas ambições trocaram o ósculo fraternal” (Machado de Assis)
Obs.: � • Neste caso, a palavra “ambições” é classificada como um substantivo, pois está 
acompanhada do artigo definido “as” e do numeral “duas”. 
 � • A palavra “ósculo” é classificada como um substantivo, visto que está acompanhada 
do artigo definido “o” e do adjetivo “fraternal”, que o qualifica.
A mulher forte é uma inovação do capitalismo.
Obs.: � • Analisada em seu eixo paradigmático, ou seja, separadamente, a palavra “forte” 
é classificada como adjetivo.
 � • Analisada em seu eixo sintagmático, ou seja, no contexto da frase, a palavra 
“forte” é classificada como adjetivo, pois qualifica o substantivo “mulher”.
O forte vencerá se souber ser fraco.
Obs.: � Neste caso, a palavra “forte” é classificada como substantivo, em razão da presença 
do artigo definido “o”, que o acompanha.
Os ventos de uma nova realidade sopram forte.
Obs.: � • Neste caso, a palavra “forte” é classificada como advérbio, uma vez que há uma 
relação com o verbo, determinando o modo como os ventos sopram. 
 � • O advérbio é uma palavra invariável, não sofrendo nenhum tipo de flexão.
1. O poeta, que esplendidamente censura tua cogitação infinita, não fala de 
melhor idade.
Obs.: � Neste caso, a palavra “melhor” é classificada como adjetivo, uma vez que está 
qualificando o substantivo “idade”.
15m
20m
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Classes de Palavras II
GRAMÁTICA PARA FGV
2. O melhor está por vir.
Obs.: � Neste caso, a palavra “melhor” é classificada como substantivo, visto que está 
acompanhada pelo artigo definido “o”.
3. Pode haver alguma coisa mais tola, me diga, que a maneira de viver desses homens 
que deixam a prudência de lado? Vivem ocupados para poder viver melhor: acumulam a 
vida, dissipando-a.
Obs.: � Neste caso, a palavra “melhor” é classificada como um advérbio, uma vez que há 
uma relação com o verbo “viver”. 
1. (FGV/CÂMARA SP/2024) Assinale a frase em que a palavra “melhor” pertence a uma 
classe gramatical distinta das demais.
a. Os deuses fizeram mais esplendidamente e melhor que tudo.
b. Vamos deixar a natureza seguir seu caminho; ela entende do negócio melhor que nós.
c. Exceto pelos nove meses antes de vir ao mundo, nenhum ser humano administra melhor 
suas coisas do que uma árvore.
d. O morador do campo é melhor que o da cidade; tenham inveja da sua sorte.
e. Se eu soubesse que ia viver tanto tempo, teria me cuidado melhor.
Na frase “o morador do campo é melhor que o da cidade; tenham inveja da sua sorte”, a 
palavra “melhor” é classificada como adjetivo, uma vez que qualifica o substantivo “morador”. 
Nas demais alternativas, a palavra “melhor” é classificada como advérbio.
GABARITO
1. d
25m
�� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
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Classes de Palavras III
GRAMÁTICA PARA FGV 
CLASSES DE PALAVRAS III
A classificação das palavras depende da relação textual; portanto é muito difícil dizer 
que uma determinada palavra será sempre um substantivo ou um adjetivo. O que há de 
fato são particularidades textuais (de natureza mórfica e/ou sintática). Essas particula-
ridades determinarão a classificação de um vocábulo dentro do contexto oracional.
Há dez classes gramaticais: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome, verbo, 
advérbio, preposição, conjunção, interjeição.
É possível separar as classes em três áreas:
1. ÁREA DOS NOMES
• Substantivo (regente).
O Substantivo é a classe de palavra variável que designa ou nomeia os seres em 
geral. As palavras referentes ao substantivo devem estar em concordância com ele:
 – Adjetivo (regido).
 – Locução adjetiva (regido).
 – Artigo (regido).
 – Pronome adjetivo (regido).
 – Numeral adjetivo (regido).
2. ÁREA DOS VERBOS
• VERBO (regente)
 – Advérbio (regido)
O advérbio é uma classe de palavras invariável. Como em “A cerveja desce redondo”, 
por exemplo, onde o advérbio redondo, que não flexiona, não é uma qualidade 
da cerveja.
 – Locução adverbial (regido)
3. ÁREA DOS CONECTIVOS
• Preposição (conectivo nominal).
• Conjunção (conectivo oracional)
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Classes de Palavras III
GRAMÁTICA PARA FGV 
2. (FGV/CÂMARA/2024) Assinale a frase em que a forma sublinhada deve ser incluída 
na classe dos adjetivos.
a. A felicidade consiste em ser feliz. Não consiste em fazer crer aos demais que o somos.
b. Conhecia todos os conferencistas, mas só o de terno azul chegou a cumprimentar-me.
c. A que está sentada à direita da mesa deve ser a chefe do cerimonial.
d. A felicidade não é mais bem alcançada por aqueles que a buscam diretamente.
e. Procurei o autor em toda a noite de autógrafos, mas estranhamente não o encontrei.
a. O termo sublinhado corresponde ao adjetivo “feliz”.
b. O vocábulo “os” é um artigo, portanto o termo sublinhado é um substantivo. 
c. O vocábulo “a” é um artigo, portanto o termo sublinhado é um substantivo.
d. O termo sublinhado é um advérbio.
e. O termo sublinhado é um substantivo.
A resolução da questão independe de nomenclaturas de análise sintática, e sim das classes 
gramaticais. As alternativas incorretas são descartadas a partir da assimilação dos termos 
sublinhados com outras classes que não a dos adjetivos.
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA OU CONVERSÃO
A derivação imprópria consiste na mudança de classe ou subclasse de uma palavra 
sem sofrer qualquer modificação na forma, conforme alguns exemplos:
• a. Verbo tornou-se substantivo
 – Meu sofrer é proporcional aos seus não (neste caso, o pronome possessivo adje-
tivo “Meu” refere-se ao verbo “sofrer”).
 – É preciso lembrar que o pronome adjetivo tem como termo regente o substantivo.
• b. Advérbio tornou-se substantivo
 – O hoje deve ser vivido com intensidade.
• c. Adjetivo tornou-se advérbio
 – Os homens Vivem ocupados para poder viver melhor. 
• d. Substantivo tornou-se adjetivo.
 – Os homens que me persuadiram não são burros.
5m
10m
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Classes de Palavras III
GRAMÁTICA PARA FGV 
• e. Adjetivo tornou-se um substantivo.
 – Os ortodoxos são naturalmente refratários às mudanças.
• f. Substantivo tornou-se interjeição.
 – Silêncio!
• g. Verbo tornou-se interjeição.
 – Viva!
• h. Substantivo próprio tornou-se comum.
 – Prefiro damasco a figo.
• i. Substantivo comum tornou-se próprio.
 – O João namora a Rosa; e o Mário, a Margarida.
3. (FGV/CÂMARA LEGISLATIVA DE TAUBATÉ/2022) Algumas palavras são empregadas 
fora de sua classe original; assinale a opção em que a palavra destacada teve sua classe 
original modificada, de adjetivo para substantivo.
a. As ideiasgeniais são aquelas que nos espantamos de não ter tido antes
b. O que é necessário, jamais é ridículo.
c. Os fatos são sonoros. O que importa são os silêncios por trás deles.
d. O dinheiro que compra o pão dos pobres comprou antes o divertimento dos abastados.
e. O problema do intelecto é um ponto de interrogação.
O processo de modificação de classe refere-se à derivação imprópria ou conversão. É o 
caso, por exemplo, da palavra alto, que de adjetivo (como em “o edifício é alto”), torna-se 
advérbio (“o professor fala alto”). 
a. O termo sublinhado é um adjetivo que, neste contexto, não muda de classe.
b. O termo sublinhado é um adjetivo que, neste contexto, não muda de classe.
c. O termo sublinhado é um substantivo que, neste contexto, não muda de classe.
d. O termo sublinhado é um adjetivo que, neste contexto, torna-se um substantivo, tendo 
em vista o artigo “dos” que o antecede.
e. O termo sublinhado é um substantivo que, neste contexto, não muda de classe.
Em relação à banca FGV, é preciso atenção ao sentido proposto no enunciado. 
15m
20m
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Classes de Palavras III
GRAMÁTICA PARA FGV 
4. (FGV/SEDUC/TO/2023) Nas opções a seguir há uma frase inicial com um adjetivo 
sublinhado, seguida de uma frase em que esse adjetivo foi substantivado.
Assinale a opção em que essa modificação foi feita de forma adequada.
a. O bondoso homem socorreu o menino. / O homem bondoso socorreu o menino.
b. As nuvens cinzentas indicam chuva. / O cinzento das nuvens indica chuva.
c. As folhas do livro estavam amareladas. / Estavam amareladas as folhas do livro.
d. Os cabelos brancos mostravam a idade do juiz. / Os cabelos do juiz, brancos, mostravam 
sua idade.
e. Os velhos livros enfeitavam a estante. / Os livros velhos enfeitavam a estante.
a. O termo sublinhado é um adjetivo qualificador do substantivo “homem” em ambos os 
casos.
b. O termo sublinhado é um adjetivo qualificador do substantivo “nuvens”. No segundo 
caso, localizado entre o artigo “o” e a locução adjetiva “das nuvens”, este mesmo termo é 
um substantivo.
c. O termo sublinhado é um adjetivo qualificador do substantivo “folhas” em ambos os casos.
d. O termo sublinhado é um adjetivo qualificador do substantivo “cabelos” em ambos os 
casos.
e. O termo sublinhado é um adjetivo qualificador do substantivo “livros” em ambos os casos. 
Em “O belo campo está pronto”, por exemplo, o vocábulo “belo” é um adjetivo qualificador 
de “campo”, o substantivo, mesmo que seja antecedente.
O conceito de derivação imprópria é muito importante para as provas.
É preciso ter em mente a mudança de classe das palavras sem mudança na forma. Neste 
eixo, é imprescindível o conhecimento das classes de palavras em suas diferentes aplicações.
Além disso, é importante a noção das áreas - dos nomes, verbos econectivos - que abrigam 
as classes de palavras. 
25m
30m
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Classes de Palavras III
GRAMÁTICA PARA FGV 
GABARITO
 2. a
 3. d
 4. b
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
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Classes de Palavras IV
GRAMÁTICA PARA FGV
CLASSES DE PALAVRAS IV
MORFOLOGIA
O estudo das classes gramaticais dentro do contexto oracional auxilia na compreen-
são das palavras em um nível fraseológico, ou seja, em uma relação sintagmática, com 
uma comunicação entre termos regentes e termos regidos, ao contrário do estudo para-
digmático, da palavra isolada.
As classes gramaticais podem ser divididas em três áreas: nomes, verbos e conectivos.
1. ÁREA DOS NOMES
• Substantivo (regente)
 – Adjetivo (regido).
 – Locução adjetiva (regido).
 – Artigo (regido).
 – Pronome adjetivo (regido).
 – Numeral adjetivo (regido).
2. ÁREA DOS VERBOS
• Verbo (regente)
 – Advérbio (regido).
O advérbio é uma palavra relacionada a um adjetivo ou a outro advérbio.
 – Locução adverbial (regido).
3. ÁREA DOS CONECTIVOS
• Preposição (conectivo nominal).
• Conjunção (conectivo oracional).
DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA
É possível que as palavras mudem de classe a partir da sua aplicação, ainda que sua 
forma permaneça a mesma.
A mulher forte é uma inovação do capitalismo. → A palavra destacada é um adjetivo 
qualificador de “mulher”.
O forte vencerá se souber ser fraco. → A palavra destacada é um substantivo.
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Classes de Palavras IV
GRAMÁTICA PARA FGV
Os ventos de uma nova realidade sopram forte. → A palavra destacada é um advérbio 
ligado ao verbo “sopram”. 
É possível ainda que a subclasse de uma palavra seja alterada a partir da aplica-
ção na frase:
a. Substantivo próprio tornou-se comum.
Prefiro damasco a figo. → Damasco, quando referindo-se ao lugar, é um substantivo 
próprio; quando referindo-se ao fruto, é um substantivo comum.
b. Substantivo comum tornou-se próprio.
O João namora a Rosa; e o Mário, a Margarida. → Rosa e Margarida são substanti-
vos comuns quando referem-se às plantas e substantivos próprios quando referem-
-se a nomes.
6. (FGV/MRE/OFICIAL DE CHANCELARIA/2016) Um dos processos conhecidos de formação 
de palavras em Português é a chamada “derivação imprópria”, marcada pela criação de 
uma nova palavra pela modificação de sua classe original.
Tal processo aparece em
a. “Sim, no começo era o pé”.
b. “Se está provado, por descobertas arqueológicas, que há sete mil anos estes brasis já 
eram habitados...”. 
c. “... pensai nestas legiões e legiões de pés que palmilharam nosso território”.
d. “E pensai nestes passos, primeiro sem destinos, machados de pedra abrindo as iniciais 
picadas na floresta”.
e. “E nos pés dos que subiam às rochas distantes”.
“Brasis”, substantivo comum, é uma derivação de “Brasil”, substantivo próprio. Trata-se do 
processo de derivação imprópria.
7. (FGV/2023) Assinale a opção que exemplifica a seguinte mudança de classe nas 
palavras: substantivos comuns que passaram a substantivos próprios e substantivos 
próprios que passaram a comuns.
a. Campina Grande / celular.
b. Fortaleza / felicidade.
c. Pouso Alegre / santo.
d. Três Corações / champanha.
e. Recife / canário.
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Classes de Palavras IV
GRAMÁTICA PARA FGV
É importante atentar-se ao que o enunciado indica. O que se pede é a alternativa com um 
primeiro grupo onde o substantivo comum torna-se próprio e um segundo grupo com tal 
transformação reversa.
a. A palavra “campina” é um substantivo comum, no entanto, torna-se um substantivo 
próprio quando refere-se ao município. A palavra “celular”, neste caso, é somente um 
substantivo comum.
b. A palavra “fortaleza” é um substantivo comum, no entanto, torna-se um substantivo 
próprio quando refere-se ao município. A palavra “felicidade” é um substantivo comum.
c. A palavra “pouso” é um substantivo comum, no entanto, torna-se um substantivo próprio 
quando refere-se ao município. A palavra “santo” é um substantivo comum. 
d. As palavras “três” e “corações” são substantivos comuns, no entanto, tornam-se substantivo 
próprio quando referem-se ao município. A palavra “campanha” é um substantivo comum 
derivado de “Champagne”, substantivo próprio atribuído a um lugar.
e. A palavra “recife” é um substantivo comum, no entanto, torna-se um substantivo próprio 
quando refere-se ao município. A palavra “canário” é um substantivo comum.
CARAMBOLAS
A hipótese esponjosa de Haeckel permaneceu incólume, por 140 anos, como nossa 
melhor explicação para a origem dos animais. Até que apareceram as carambolas do mar 
– nome popular dos ctenóforos, bichos aquáticos translúcidos e gelatinosos, que lembram 
águas-vivas com forma de bola de rugby. Em 2017, um estudo comparativo de genomas 
identificou as carambolas,e não as esponjas, na raiz da irradiação dos animais. 
8. (FGV/TJSE/ANALISTA/2023) “Carambolas” (Texto 1, Título do 3º bloco) Na passagem 
acima, que corresponde ao título do terceiro bloco do texto 1, é possível atribuir à palavra 
“carambolas” dois significados. Por essa razão, esse título é ambíguo, o que acentua sua 
expressividade. Os dois significados possíveis para a palavra “carambolas” na passagem 
acima estão associados a duas classes gramaticais distintas. São elas
a. advérbio e conjunção.
b. substantivo e interjeição.
c. adjetivo e preposição.
d. pronome indefinido e modalizador.
e. palavra denotativa e pronome pessoal.
15m
20m
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Classes de Palavras IV
GRAMÁTICA PARA FGV
A palavra “carambolas”, referindo-se ao fruto, é um substantivo comum. Torna-se uma 
interjeição, contudo, quando utilizada para manifestar um sentimento de espanto: 
“carambolas!”. 
GABARITO
 6. b
 7. d
 8. b
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Classes de Palavras V
GRAMÁTICA PARA FGV 
CLASSES DE PALAVRAS V
9. (FGV/ALRO/2018) Um dos recursos expressivos na escrita consiste em deslocar 
palavras da classe gramatical a que elas pertencem. Das frases abaixo, a única em que 
isso não ocorre é:
a. “A morte produz o agradável: as viúvas.”
b. “O cantar afasta as tristezas do coração.”
c. “Morreu, mas num lentamente admirável.”
d. “Arrancou o celeste raio e o tirânico cetro.”
e. “No passar das coisas existe algo maravilhoso.”
O deslocamento, neste caso, não é de posição, mas de classe. O enunciado pede que seja 
assinalada a alternativa que não apresenta derivação imprópria, ou seja, que não há mudança 
de classe.
a. O adjetivo “agradável”, torna-se um substantivo neste contexto.
b. O verbo “cantar” torna-se um substantivo neste contexto.
c. O advérbio “lentamente” torna-se um substantivo neste contexto.
d. O verbo “arrancar” exerce a função de verbo neste contexto.
e. O verbo “passar” exerce a função de substantivo neste contexto.
ADVÉRBIO
Advérbio é a classe de palavra invariável que, em regra, articula-se com verbo, com 
adjetivo ou com outro advérbio. 
A Nomenclatura Gramatical Brasileira elenca algumas espécies:
1. Advérbios de afirmação: sim, certamente, efetivamente, realmente, etc.
2. Advérbios de dúvida: acaso, porventura, possivelmente, provavelmente, quiçá, 
talvez, etc.
3. Advérbios de intensidade: bastante, bem, demais, assaz, mais, menos, muito, 
pouco, quanto, quão, quase, tanto, tão, etc.
4. Advérbios de lugar: abaixo, acima, adiante, aí, além, ali, aquém, aqui, atrás, cá, 
defronte, dentro, detrás, fora, junto, lá, longe, onde, perto, etc.
5. Advérbios de modo: assim, bem, debalde, depressa, devagar, mal, melhor, pior e 
quase todos terminados em –mente: fielmente, levemente etc.
6. Advérbio de negação: não.
5m
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GRAMÁTICA PARA FGV 
7. Advérbio de tempo: agora, ainda, amanhã, anteontem, antes, breve, cedo, depois, 
então, hoje, já, jamais, logo, nunca, ontem, outrora, sempre, tarde, etc.
Não é possível enquadrar os advérbios apenas nos tipos elencados acima. Usa-se o 
valor semântico desta palavra no contexto oracional para classificá-la. Vale ressaltar 
que o mais importante é entender que advérbio é a palavra que exprime circunstância.
O advérbio pode se referir a um verbo, a um adjetivo e a outro advérbio.
O delegado escreve claro. → a palavra destacada não qualifica o substantivo enquanto 
adjetivo, mas está relacionada ao verbo enquanto advérbio de modo.
O delegado fez um relatório muito claro. → a palavra destacada está relacionada ao 
adjetivo, exercendo função advérbio de intensidade.
O delegado escreve muito claro. → a palavra destacada está relacionada ao advérbio 
de modo “claro”, exercendo função advérbio de intensidade. Esses dois dois advérbios 
não poderiam ser reunidos em uma locução adverbial, uma vez que não há uma unidade 
de sentido. Cada advérbio exerce um papel. 
O delegado tem muito tempo livre. → a palavra destacada está relacionada ao subs-
tantivo, portanto não se trata de um advérbio, mas um pronome adjetivo. Vale ressaltar 
que só se relacionam com substantivo os adjetivos, locuções adjetivas, artigos, prono-
mes adjetivos e numerais adjetivos.
A palavra “mais”, por exemplo, pode exercer função de advérbio (“Ele é mais inteli-
gente”), ou pronome adjetivo, acompanhando o substantivo (“Ele tem mais dinheiro”). 
GRADAÇÃO DOS ADVÉRBIOS
Os advérbios, em regra os de modo, podem ser suscetíveis de gradação. Como ocorre 
com os adjetivos, podem apresentar grau comparativo ou superlativo.
GRAU COMPARATIVO
São casos em que os advérbios estão exercendo função de comparação entre si. 
Por exemplo:
A Maria fala mais alto do que a Laura. (superioridade)
A Maria fala tão alto quanto a Laura. (igualdade)
A Maria anda menos depressa do que a Laura. (inferioridade)
GRAU SUPERLATIVO
São casos em que os advérbios são intensificados. Por exemplo:
muitíssimo (sintético)
lentissimamente (sintético)
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Classes de Palavras V
GRAMÁTICA PARA FGV 
O professor explica muito bem. (analítico).
Ela fala bem alto. (analítico)
A intensificação também se dá pela repetição de advérbios:
Vê-se logo logo a intenção.
Vou buscar minha filha já já
10. (FGV/PCRJ/PERITO/2021) Como é sabido, os adjetivos e advérbios podem receber graus 
comparativo ou superlativo; a frase abaixo em que ocorre a gradação de um advérbio é: 
a. Ela canta bem alto quando toma banho.
b. Ele agora está muito forte.
c. Que extraordinariamente amável é sua secretária.
d. Caminhou bastante tempo até a fábrica.
e. Não saiu daqui muito convencido.
a. A expressão “bem alto” é uma gradação de advérbio analítica, com um advérbio intensificando 
outro.
b. A expressão “muito forte” é uma gradação do adjetivo.
c. A expressão “extraordinariamente amável” é uma gradação do adjetivo.
d. Na expressão “bastante tempo”, há um pronome adjetivo seguido de um substantivo.
e. A expressão “muito convencido” é uma gradação do adjetivo. 
11. (FGV/MPESP/OFICIAL DE PROMOTORIA/2023) As frases abaixo mostram um advérbio 
formado com o sufixo – mente.
Assinale a frase em que esse advérbio indica modo.
a. A personalidade do homem determina antecipadamente o grau de sua fortuna.
b. A boa sorte nunca chega tardiamente.
c. O homem esquece mais facilmente a morte do pai do que a perda do patrimônio.
d. Nunca faça antes o que pode ser feito posteriormente.
e. Constantemente nos enganamos com o nosso próximo.
a. “Antecipadamente” é um advérbio que denota tempo.
b. “Tardiamente” é um advérbio que denota tempo.
c. “Facilmente” é um advérbio que denota modo.
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Classes de Palavras V
GRAMÁTICA PARA FGV 
d. “Posteriormente” é um advérbio que denota tempo.
e. “Constantemente” é um advérbio que denota frequência.
Constitui importante recurso estilístico evitar a repetição do sufixo – mente na coordenação 
de advérbios. Como, por exemplo:
As sessões do Tribunal Pleno, da Seção Administrativa, das Seções Especializadas e das Turmas 
realizar-se-ão ordinária e extraordinariamente. 
O sufixo -mente, atribuído aos dois advérbios destacados, foi preservado somente no 
último, de modo a evitar o eco na oração.
GABARITO
 9. d
 10. a
 11. c
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Classes de Palavras VI
GRAMÁTICA PARA FGV
CLASSES DE PALAVRAS VI
LOCUÇÃO ADVERBIAL
A locução adverbial é uma expressão - formada geralmente por preposição mais um 
núcleo substantivo - que tem função de advérbio. Por exemplo
As conclusões acabam de ser divulgadas nos Estados Unidos da América. → O trecho 
destacado exerce função de advérbio de lugar.
Os carros da Polícia Federal chegaram às seis horas. → O trecho destacado exerce 
função de advérbio de tempo.
PERÍODO COMPOSTO
O emprego das classes de palavras ajuda a entender, de maneira lógica (sem mace-
tes), o período composto.
O professor encontrou o aluno ontem. → A palavra destacada é um advérbio de tempo.
O professor encontrou o aluno na semana passada. → O trecho destacado é uma 
locução adverbial de tempo.
O professor encontrou o aluno quando esteve no shopping. → O trecho destacado 
é uma locução adverbial de tempo com um verbo (“esteve”), categorizando uma oração 
subordinada adverbial.
O regente nos três exemplos é o verbo. Sabe-se que o modificador do verbo é o 
advérbio, que, quando possui mais de uma palavra, é uma locução adverbial. A locução 
adverbial com um verbo configura uma oração subordinada adverbial. 
PRONOME
Pronome é uma palavra variável que acompanha ou substitui uma expressão nomi-
nal. Há, no contexto oracional, dois tipos de pronomes: pronome substantivo (substitui 
o substantivo) e pronome adjetivo (refere-se ao substantivo).
Todos os pronomes que acompanham o substantivo são chamados de pronomes 
adjetivos:
Aquelas duas criaturas antipatizavam um com outro. → A palavra destacada, que é 
um pronome demonstrativo, acompanha um substantivo expresso, portanto, é também 
um pronome adjetivo.
Minha filha caçula nasceu. → A palavra destacada, por acompanhar o substantivo 
“filha”, é um pronome adjetivo possessivo.
5m
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Classes de Palavras VI
GRAMÁTICA PARA FGV
O pronome substantivo substitui ou acompanha o substantivo:
A amizade lhe fará esquecer o amor; é mais serena que ele e talvez menos exposta a pere-
cer. → A palavra destacada substitui a palavra “amor”, portanto é um pronome substantivo.
Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião. → A palavra destacada é 
um pronome pronome que acompanha o substantivo “opinião”.
A alma exterior daquele judeu eram os seus ducados; perdê-los equivalia a morrer. → A 
partícula destacada substitui o substantivo “ducados”, portanto é um pronome substantivo.
Os operários mais incapazes nunca são promovidos. → A palavra destacada intensifica o 
adjetivo qualificador, que é “incapazes”, do substantivo “operários”, portanto é um advérbio.
Os clientes de mais dinheiro podem fazer muitas exigências. → A palavra destacada 
está relacionada ao substantivo “dinheiro”, portanto é um pronome adjetivo. 
12. (FGV/MPE/SP/OFICIAL DE PROMOTORIA/2023) Assinale a frase em que o vocábulo 
“mais” mostra valor semântico e de classe diferente das demais
a. Cinco reais no bolso valem mais do que um amigo no palácio do governo.
b. Os clientes de mais dinheiro podem fazer muitas exigências.
c. Essa foi a ocasião em que cheguei mais perto da perfeição.
d. Os operários mais incapazes nunca são promovidos.
e. Eu quero que os adversários falem mais ainda.
a. A palavra “mais”, qualificando o verbo “valer”, é um advérbio.
b. A palavra “mais”, relacionada ao substantivo “dinheiro”, é um pronome adjetivo.
c. A palavra “mais”, relacionada ao advérbio de lugar “perto”, é outro advérbio.
d. A palavra “mais”, qualificando o adjetivo “incapazes”, é um advérbio.
e. A palavra “mais”, qualificando o verbo “falar”, é um advérbio.
13. (FGV/2023) Assinale a frase abaixo em que o vocábulo “menos” mostra uma classe 
gramatical diferente das demais.
a. O candidato estava com menos disposição para o estudo.
b. Os operários trabalham menos a cada ano.
c. Os atletas treinaram menos para essa prova.
d. Meus filhos sempre leram menos que os primos.
e. Os estrangeiros sempre se mostraram menos animados.
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Classes de Palavras VI
GRAMÁTICA PARA FGV
a. O vocábulo menos, referindo-se ao substantivo “disposição”, é um pronome adjetivo.
b. O vocábulo menos, qualificando o verbo “trabalham”, é um advérbio.
c. O vocábulo menos, qualificando o verbo “treinaram”, é um advérbio.
d. O vocábulo menos, qualificando o verbo “leram”, é um advérbio.
e. O vocábulo menos, relacionado ao adjetivo “animados”, é um advérbio. 
14. (FGV/CÂMARA/SP/2024) Em todas as frases a seguir foi evitada a repetição de termos 
idênticos por meio da substituição da segunda ocorrência. Assinale a frase em que o termo 
substituto está de acordo com a classe gramatical indicada entre parênteses.
a. Clovis apreciou muito a viagem que fez para a Grécia. Ele voltará a Grécia no ano que 
vem. / lá (pronome adverbial).
b. Em sua viagem ele conheceu muitos templos antigos. Já tinham comentado com ele 
sobre templos antigos. / eles (pronome relativo).
c. Guilherme e Márcio visitaram o amigo doente, mas Márcio saiu do hospital preocupado. 
/ aquele (pronome demonstrativo).
d. Marcos não pôde partir de férias. Ele está contrariado por não ter podido partir de férias. 
/ por causa daquilo (pronome adverbial).
e. Célia trouxe uma lembrança para Carlos; ela deu essa lembrança a Carlos logo que chegou. 
/ o (pronome pessoal).
a. O pronome adverbial “lá”, denotando lugar, pode substituir um substantivo como “Grécia”. 
b. “Eles” não é um pronome relativo, mas um pronome pessoal do caso reto.
c. O pronome demonstrativo aplicável neste caso é “Este”, já que o termo a ser substituído 
surge por último na primeira oração.
d. Não se trata de pronome adverbial neste caso.
e. Deve haver concordância entre o pronome e o substantivo.
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Classes de Palavras VI
GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
 12. b
 13. a
 14. a
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Classes de Palavras VII
GRAMÁTICA PARA FGV
CLASSES DE PALAVRAS VII
MORFOLOGIA
Nesta aula, serão abordadas as classes gramaticais dentro do contexto oracional. É 
importante entender as palavras em um nível fraseológico, ou seja, compreender, em 
uma relação sintagmática, a comunicação entre termos regentes e termos regidos.
A classificação das palavras depende da relação textual; portanto, é muito difícil afir-
mar que uma determinada palavra será sempre um substantivo ou um adjetivo. Existem, 
na verdade, particularidades textuais (de natureza mórfica e/ou sintática) que determi-
narão a classificação de um vocábulo dentro do contexto oracional.
Também existe o pronome substantivo, que substitui o substantivo. O mesmo ocorre 
com o numeral: há o numeral adjetivo, que acompanha o substantivo, e o numeral subs-
tantivo, que substitui o substantivo.
Na frase “minha aluna chegou”, todo pronome que acompanha um termo está rela-
cionado a um substantivo, configurando-se como pronome adjetivo.
Na frase “a professora Tereza e o professor Clayton ministraram a aula”, ao invés de men-
cionar diretamente os nomes, pode-se dizer “os dois deram uma excelente aula”. Aqui, “dois” 
substitui “a professora Tereza e o professor Clayton”, funcionando como um numeral com 
valor de substantivo. Se a substituição fosse feita com “eles”, seria um pronome substantivo.
NUMERAL é a classe de palavra variável que, em regra, possui função quantificadora 
ou ordenadora. Como ocorre com os pronomes, há no texto dois tipos de numeral: nume-
ral substantivo (substitui o substantivo) e numeral adjetivo (refere-seao substantivo).
Há no contexto oracional dois tipos de numeral. Existe o numeral substantivo, que 
substitui o substantivo, existe o numeral adjetivo, que refere-se ao substantivo.
• Os numerais são classificados em:
• Cardinais: um, dois, três, quatro...
• Ordinais: primeiro, segundo, terceiro, quarto...
• Multiplicativos: duplo, triplo, quádruplo...
• Fracionários: meio, terço, quarto...
João e André brigaram. Os dois perderam a razão.
Existe um artigo referindo-se a ele, e “dois” substitui “João e André”, desempenhando a 
função de substantivo. Esse é o numeral substantivo, cujo papel é substituir o substantivo.
Há semelhanças entre os dois alunos.
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Classes de Palavras VII
GRAMÁTICA PARA FGV
Substantivo, artigo e numeral são apresentados em diferentes funções. Aqui, o 
numeral adjetivo não substitui o substantivo, mas acompanha o substantivo “aluno”. Em 
contrapartida, o numeral pode substituir “João e André”, desempenhando o papel de 
substantivo, como no caso do numeral substantivo.
Analogamente, nos pronomes, ao invés de repetir “João e André brigaram”, pode-se 
dizer “eles perderam a razão”. Nesse contexto, “eles” substitui “João e André”, um recurso 
amplamente utilizado para promover a coesão textual.
Ao utilizar a expressão “os meus alunos”, trata-se de um pronome adjetivo, enquanto 
“dois alunos” exemplifica um numeral adjetivo. O numeral substantivo substitui o substan-
tivo, assim como o pronome substantivo. Todo pronome que acompanha um substantivo é 
um pronome adjetivo, e todo numeral que acompanha um substantivo é um numeral adje-
tivo. Existem também os que substituem: o pronome substantivo e o numeral substantivo.
ADJETIVO é a classe de palavra variável que, no eixo sintagmático, modifica o subs-
tantivo – ou seja, altera o seu sentido, dando-lhe qualidades, estados, características.
“As rebeliões em presídios são o resultado lógico de décadas de descaso para com a 
política penitenciária.”
“As rebeliões em presídios são resultado” caracteriza “resultado” como um adje-
tivo, uma vez que “resultado” é um substantivo. “Penitenciária” qualifica “política”, é 
outro adjetivo.
“A cobrança é explícita.”
“Explícita” caracteriza “a cobrança”, funcionando como um adjetivo. O adjetivo é um 
termo que caracteriza, qualifica e descreve o estado de um substantivo.
14. (FGV/ALEMA/2023) Assinale a frase em que o vocábulo sublinhado pertence à classe 
dos adjetivos. 
a. Os velhos amigos estão sempre conosco.
b. Aconselhe seu amigo quando for necessário.
c. Devemos sempre homenagear um amigo.
d. Em nossa família, um é amigo do outro.
e. Nenhuma pessoa possui muitos amigos.
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Classes de Palavras VII
GRAMÁTICA PARA FGV
Em “os velhos amigos”, há um artigo, um adjetivo e um substantivo. Em “seu amigo”, “seu” 
é um pronome, que sempre acompanha um substantivo. Em “um amigo qualquer”, “um” é 
um artigo indefinido, e “amigo” é um substantivo. Na frase “um é amigo do outro”, “um” tem 
valor substantivo, substituindo “amigo”, e “amigo” está caracterizando o termo com valor 
de substantivo, funcionando como adjetivo. O predicativo do sujeito funciona como um 
adjetivo. “Muitos” seria um pronome indefinido, referindo-se a um substantivo e indicando 
uma quantidade indefinida, sendo classificado textualmente como um pronome adjetivo. 
Quando um pronome acompanha um termo, esse termo é um substantivo.
15. (FGV/ISS/RJ/2023) O adjetivo pode ser substituído por algumas outras palavras ou 
estruturas de valor equivalente. A frase abaixo em que a adjetivação é realizada por meio 
de um substantivo, é:
a. Toda sociedade é um organismo podre;
b. O menino recebeu muitos presentes aniversários;
c. O que não serve para o enxame não serve para a abelha;
d. O que é difícil é ser puro como o arroio e grande como o rio;
e. Ambiente limpo é o que menos se suja.
“Podre” é um adjetivo. “Aniversário” está caracterizando os “presentes” como presentes de 
aniversário, funcionando assim como um adjetivo. No entanto, se a palavra “aniversário” for 
removida do contexto, não há aniversariantes, e sim “aniversários”, que é um substantivo. 
“Aniversário” é um substantivo. Quando digo “presentes de aniversários”, onde “aniversário” 
caracteriza os “presentes” como presentes de aniversário, ele funciona como um adjetivo, 
embora fora desse contexto seja um substantivo. Neste caso, a adjetivação é realizada por 
um substantivo, transformando “aniversário” de substantivo em adjetivo.
“Puro” é um adjetivo que permanece como adjetivo, não sofrendo alteração. “Ambiente limpo” 
é um adjetivo, mas aqui funciona como um substantivo, não tendo surgido a partir de um 
substantivo. “Pureza” é um substantivo, enquanto “puro” é um adjetivo que, ao ser removido 
do contexto, mantém sua natureza adjetiva, sem ter sido transformado a partir de um 
substantivo.A oração “aquilo que não serve” se refere ao pronome substantivo “aquilo” e é uma 
oração adjetiva, não originando-se de um substantivo, mas sim sendo uma oração completa.
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Classes de Palavras VII
GRAMÁTICA PARA FGV
16. (FGV/2023) Assinale a opção em que a expressão destacada tem valor de adjetivo.
a. Às seis horas da tarde já estava muito frio.
b. Demorou de propósito na elaboração do trabalho.
c. Os assaltantes fugiram em uma corrida desabalada.
d. Os jogadores do América acordaram sem preocupações. 
“Esse frio” é um adjetivo, sendo que a palavra que modifica o adjetivo é um advérbio. 
“Demorou de propósito” está relacionado com o verbo; se essa relação é com o verbo, pode 
ter valor de adjetivo, onde “demorou” é mais uma palavra que se refere ao verbo.
A relação sendo com o verbo, uma palavra que se refere ao verbo é um advérbio; quando 
mais de uma palavra está envolvida, geralmente com preposição, é uma locução adverbial, 
e o advérbio pode também se referir a um adjetivo. “De propósito” é um advérbio da ideia 
de tempo, enquanto “por que” expressa causa, sendo de vários tipos. “Demorou por que”, 
com “de propósito”, expressa uma ideia de causa. “Os assaltantes fugiram em uma corrida 
desabalada” mostra uma circunstância. A expressão inteira se refere ao verbo, não tendo 
função adjetiva; é uma locução adverbial, mas sua relação é com o verbo. Quando fala-se 
de adjetivo, a palavra ou expressão precisa ter relação com o substantivo, modificando-o.
“Despreocupados” tem uma função adjetiva, equivalente a “despreocupados”. Os jogadores 
eram quem estava despreocupado, sendo a única função adjetiva ali, mesmo estando 
preposicionado, mas é a última.
17. (FGV/TCEBA/AUDITOR/2023) A ‘creche’, como foi apelidada, provavelmente serviu de 
rota migratória há 150 milhões de anos e guarda pegadas de indivíduos jovens e adultos.” 
(Texto 1, 1º parágrafo) Na passagem acima, a palavra “adultos” pode ser associada a duas 
classes gramaticais diferentes. São elas:
a. adjetivo e advérbio;
b. substantivo e adjunto;
c. substantivo e adjetivo;
d. pronome e adjetivo;
e. pronome e advérbio.
A locução adjetiva tem função adjetiva. Existe o eixo vertical, que representa o paradigma, 
ou seja, a palavra fora do texto, e o eixo horizontal, o sintagmático. Por exemplo, em “de 
indivíduos jovens” e “de indivíduos adultos”, horizontalmente, consta um adjetivo. Portanto, 
na resposta, deve haver um adjetivo. A adjunta é uma função sintática. A palavra “adultos” 
é um substantivo e também um adjetivo.
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Classes de Palavras VII
GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
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GRAMÁTICA PARA FGV
CLASSES DE PALAVRAS VIII
LOCUÇÃO ADJETIVA é uma expressão preposicionada equivalente a um adjetivo.
• As operações da PF desbarataram quadrilhas e esquemas de corrupção.
Obs.: � “Da PF” é uma locução adjetiva, qualificando o substantivo “operações”.
• Eles foram infectados no interior de Goiás.
Obs.: � “De Goiás” se refere ao interior, ou seja, é uma locução adjetiva.
O primeiro governador a ser cassado na história do Brasil, Francisco de Assis Moraes 
Souza, diz estar “enojado com a política brasileira”.
16. (FGV/2023) Assinale a opção em que a expressão destacada tem valor de adjetivo.
a. Às seis horas da tarde já estava muito frio.
b. Demorou de propósito na elaboração do trabalho.
c. Os assaltantes fugiram em uma corrida desabalada.
d. Os jogadores do América acordaram sem preocupações.
“Sem preocupações” equivale ao adjetivo “despreocupados”, caracterizando o estado dos 
jogadores.
1. As cidades serranas estão alagadas (adjetivo).
2. As cidades das serras estão alagadas (locução adjetiva).
3. As cidades que se localizam nas serras estão alagadas (oração subordinada adje-
tiva, se referindo ao substantivo “cidades”).
A compreensão do período simples auxilia na compreensão dos períodos compostos. 
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Classes de Palavras VIII
GRAMÁTICA PARA FGV
18. (FGV/CÂMARA/ANALISTA/2023) Em todas as frases a seguir foi feita a substituição 
de uma oração adjetiva por um adjetivo de valor semântico equivalente.
Assinale a frase em que essa substituição foi feita inadequadamente.
a. As nações que estão em guerra. / beligerantes.
b. Um estudo que não aprofunda a questão. / superficial.
c. Um povo que é originário do próprio local onde vive. / autóctone.
d. Uma chuva que sofre várias interrupções. / intermitente.
e. Um ouvinte que presta muita atenção. / atencioso.
a. “Beligerante” significa estar em guerra.
b. Algo superficial não é aprofundado.
c. Autóctone é o que ou quem é originário da própria região.
d. Algo intermitente vai e volta constantemente.
e. Um ouvinte que presta muita atenção não é atencioso, mas atento. Uma pessoa atenciosa, 
por exemplo, atende outra prontamente. 
Em relação à gradação das variações do advérbio:
• Ele fala muito rápido.
Obs.: � Ele não é rápido, mas fala rapidamente. “Rápido” é um advérbio e “muito”, ao dar 
intensidade à palavra “rápido” é também um advérbio.
GRAUS DO ADJETIVO
Dois são os graus do adjetivo: o comparativo e o superlativo.
Comparativo:
• O Claiton é mais bonito do que o Aragonê (superioridade).
• O Claiton é tão trabalhador quanto o Josemar (igualdade).
• O Claiton é menos estudioso do que o Lucas (inferioridade).
Superlativo:
• O professor está tristíssimo (superlativo sintético).
• O professor é muito triste (superlativo analítico).
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Obs.: � a repetição do próprio adjetivo também é uma forma de intensificá-lo.
• É lindo, lindo ver a lua cheia. 
Celso Cunha assinala: “Analítico, se formado com a ajuda de outra palavra, geral-
mente um advérbio indicador de excesso – muito, imensamente, extraordinariamente, 
excessivamente, grandemente etc.:”
• muito estudioso;
• imensamente triste;
• grandemente prejudicial;
• excessivamente fácil;
• extraordinariamente salubre; e
• excepcionalmente cheio.
A FGV cobra muito o tema adjetivos. Há adjetivos de relação, de características, de estado, 
qualificação etc.
19. (FGV) A frase a seguir em que o adjetivo sublinhado permanece com o mesmo 
significado independentemente de estar anteposto ou posposto ao substantivo é:
a. Cuidado com todas as atividades que requeiram roupas novas.
b. O que é a felicidade além da simples harmonia entre o homem e a vida que ele leva?
c. Um bom lugar para começar é de onde você está.
d. A humanidade está adquirindo toda tecnologia certa pelas razões erradas.
e. Um cozinheiro famoso possui sempre uma velha panela de estimação.
A ordem direta é a seguinte: substantivo + adjetivo (valor objetivo).
• Garoto pobre.
Obs.: � “Garoto” é substantivo e “pobre” é adjetivo.
A ordem inversa: adjetivo + substantivo (pode mudar o sentido em alguns casos, adquirindo 
um valor subjetivo). 
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• Pobre garoto.
Obs.: � O sentido é “embora tenha muito dinheiro, é um pobre garoto”. Assim, a pobreza 
não está relacionada à questão material nesse sentido inverso. Ao afirmar “Gustavo 
é um homem grande”, o sentido é objetivo, isto é, ele possui altura elevada. No 
entanto, “Gustavo é um grande homem” possui um sentido subjetivo, transmitindo 
ideia de honestidade, por exemplo.
• Ontem encontrei um velho amigo.
Obs.: � Ordem inversa – transmite a ideia de que se trata de um amigo de longa data, 
inclusive podendo ser jovem.
• Ontem encontrei um amigo velho.
Obs.: � Esse sentido da ordem direta indica que o amigo tem idade avançada. 
a. “Novas roupas” daria uma ideia de lançamento recente.
b. Nessa ordem, a ideia transmitida é de mera harmonia. “Harmonia simples” transmitiria 
a ideia de ausência de complexidade.
c. Independente da ordem, o sentido é o mesmo.
d. “Certa tecnologia” transmitiria a ideia de pronome indefinido. 
e. “Velha panela” transmite a ideia de estima. A mudança da ordem para “panela velha” 
transmitiria a ideia de uma panela objetivamente velha, isto é, surrada.
GABARITO
 16. d
 18. e
 19. c
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preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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20. (FGV/PREFEITURA DE CARAGUATATUBA/PROCURADOR/2024) Todas as frases abaixo 
mostram um grupo nominal formado por substantivo + adjetivo; assinale a frase em que 
a troca de posição entre os dois não modifica o sentido do grupo.
a. Quem escreve o livro é um autor defunto.
b. O personagem, segundo o próprio autor, trouxe uma imensa papelada.
c. Caos é o nome de qualquer ordem que produz confusão em nossas mentes.
d. Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar
e. Você tem que pensar nas grandes coisas enquanto faz as pequenas, assim elas conduzirão 
à direção certa.
A ordem direta é substantivo seguido por adjetivo, conferindo um valor geralmente objetivo. 
Por exemplo, a expressão “homem grande” refere-se a uma grandeza objetiva, indicando 
que ele é alto ou forte. Quando o adjetivo precede o substantivo, geralmente, embora não 
sempre, confere um valor subjetivo. Assim, “grande homem” significa um homem honesto 
ou probo, não necessariamente grande em termos físicos. 
Nem sempre a mudança na ordem altera o sentido, sendo necessária uma análise cuidadosa. 
Por exemplo, as expressões “autor defunto” e “defunto autor” apresentam considerações 
distintas. “Autor defunto” utiliza “autor” como substantivo e “defunto” como adjetivo, 
indicando que o autor está morto. Por outro lado, “defunto autor” sugere que o defunto 
ainda exerce a função de autor, implicando que continua a produzir, como observado na 
obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis, onde o defunto narra sua 
própria vida e funeral.
Machado de Assis emprega um jogo de palavras ao afirmar “não sou propriamente um 
autor defunto, mas um defunto autor”. Na primeira ocorrência, “autor” é substantivo e, na 
segunda, adjetivo. Um “autor defunto” é alguém que já morreu e não produzirá mais nada, 
enquanto um “defunto autor” continua a produzir, resultando em uma mudança semântica 
e de sentido.
Outro exemplo é “papelada imensa”, em que “imensa” caracteriza o substantivo “papelada”, 
indicandogrande quantidade. Em “qualquer ordem” versus “ordem qualquer”, a primeira 
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expressão sugere indefinição, enquanto a segunda implica diversidade, demonstrando 
alteração de sentido.
Finalmente, “caminho novo” objetiva “novo” como recente, enquanto “novo caminho” sugere 
novidade. De modo similar, “coisas grandes” é objetivamente grande, enquanto “grandes 
coisas” é subjetivo.
 
21. (FGV/SENADO/CONSULTOR/2022) Em todas as opções abaixo, pretendeu-se dar 
destaque ao adjetivo “culto”; assinale a opção na qual o processo para realizar essa 
estratégia estilística está corretamente indicado.
a. Os cultos portugueses nunca deixaram de dar valor às bibliotecas / antepor o adjetivo 
ao substantivo, intensificando a subjetividade do adjetivo.
b. Os portugueses, cultos, nunca deixaram de dar valor às bibliotecas / estabelecer uma 
pausa entre substantivo e adjetivo, indicando uma consequência positiva da ação seguinte.
c. Cultos, os portugueses nunca deixaram de dar valor às bibliotecas / separar o adjetivo 
no início da frase, obrigando o leitor a valorizar a proteção às bibliotecas.
d. Os portugueses cultos, cultos, cultos nunca deixaram de dar valor às bibliotecas / repetir 
os adjetivos em progressão de intensificação descendente, destacando o valor da cultura.
e. Os portugueses, bastante cultos, nunca deixaram de dar valor às bibliotecas / acentuar o 
valor do adjetivo por meio de um advérbio, mostrando um julgamento irônico do autor da frase
Estratégia estilística refere-se às escolhas do redator em um texto. Essas opções, como 
colocar uma palavra no início da frase, usar termos entre vírgulas ou dois pontos, não 
são determinadas por regras fixas, mas são usadas para realçar, evitar ambiguidades ou 
enfatizar certos elementos.
Por exemplo, na frase “os cultos portugueses nunca deixaram de dar valor às bibliotecas”, 
o adjetivo é anteposto ao substantivo. Antepor o adjetivo ao substantivo intensifica a 
subjetividade do adjetivo. Alguns adjetivos naturalmente possuem uma conotação subjetiva. 
Quando se diz que “o livro é interessante”, isso pode ser interpretado de diferentes maneiras 
por diferentes pessoas, tornando-se uma característica subjetiva. Similarmente, “os 
portugueses cultos” pode significar “culto” de acordo com uma perspectiva específica.
Ao antepor o adjetivo “cultos” ao substantivo “portugueses”, a subjetividade é intensificada. 
Dizer “os portugueses cultos” pode ser interpretado objetivamente, mas a anteposição do 
adjetivo “cultos portugueses” aumenta ainda mais a ênfase na subjetividade. Além disso, 
usar vírgulas, como em “os portugueses, cultos, nunca deixaram”, cria uma pausa entre 
substantivo e adjetivo, destacando uma consequência positiva. Colocar o adjetivo no início 
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da frase, como em “Cultos, os portugueses nunca deixaram de valorizar as bibliotecas”, força 
o leitor a focar na importância atribuída às bibliotecas.
Em “Com a proteção das bibliotecas, os portugueses, cultos, nunca deixaram de dar valor”, 
a repetição do adjetivo em uma progressão de intensificação destaca o valor da cultura. É 
importante notar que ironia, que é dizer o contrário do que se quer expressar, não se aplica 
neste contexto. 
 
Antepor um adjetivo a um substantivo enfatiza o adjetivo. Por exemplo, em “lugar 
bom” e “bom lugar”, o sentido permanece o mesmo, mas a ênfase recai sobre o adje-
tivo quando ele precede o substantivo, evidenciando-o. Na expressão “os portugueses 
cultos”, “culto” funciona como uma qualificação.
1. Classificação dos adjetivos. 
Os adjetivos pertencem a duas subclasses fundamentais segundo a natureza da 
respectiva significação. Certos adjetivos expressam conteúdos de existência objetiva, 
que funcionam como propriedades classificatórias dos seres e coisas a que se referem: 
peixe fluvial, energia solar, festas natalinas, viagem marítima, época imperial, passagem 
bíblica. Estes adjetivos derivam de substantivos e são chamados adjetivos de relação ou 
classificadores. Outros expressam noções referencialmente variáveis ou decorrentes de 
opinião: passagem estreita, alimentação nutritiva, dentes fortes, roupas escandalosas, 
bancos confortáveis. São os adjetivos qualificadores. Os adjetivos qualificadores são 
passíveis de gradação: passagem muito estreita, dentes fortíssimos, bancos pouco con-
fortáveis. Os adjetivos do primeiro grupo, classificadores, não aceitam intensificação; 
são anômalas construções como “energia bastante solar”. (Fonte: Gramática Houaiss/
José Carlos de Azeredo)
Os adjetivos de relação são qualificadores derivados de substantivos e são geral-
mente posicionados após o substantivo. Eles não admitem grau de intensidade, seja em 
um aspecto pragmático ou objetivo.
Por exemplo, em “vinho português”, “português” é um adjetivo de relação derivado do 
substantivo “Portugal”. Esse adjetivo está posposto ao substantivo e não admite inten-
sidade; não se pode dizer que um vinho é “muito português” ou “pouco português”. Se 
um vinho é português, ele simplesmente é português.
Outro exemplo é “lei áurea”, onde “áurea” é derivado do substantivo “ouro”. Não é 
possível dizer que uma lei é “muito áurea” ou “pouco áurea”; se a lei é áurea, é uma lei 
áurea sem interpretação subjetiva.
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Da mesma forma, em “grêmio estudantil”, “estudantil” deriva do substantivo “estu-
dante”. Quando se afirma que o grêmio é estudantil, trata-se de um valor objetivo.
Em “amor materno”, “materno” é derivado de “mãe”. Não se pode dizer que o amor é 
“muito materno” ou “pouco materno”; é simplesmente amor de mãe.
Todos esses exemplos mostram que os adjetivos de relação possuem um valor obje-
tivo e não permitem interpretação subjetiva. Se um vinho é português, é português para 
todos; se uma lei é áurea, é áurea para todos; se um grêmio é estudantil, ele é objetiva-
mente estudantil. 
As qualificações
O falante pode atribuir aos substantivos qualidades, que são trações dependentes 
de suas opiniões sobre o objeto adjetivado: livro interessante, bom livro, peça fantás-
tica etc. Na dependência do tipo de texto em que estão inseridos, ou adjetivos qualifi-
cativos podem vir explicitados ou não. Em alguns casos, qualificação decorre da posição 
do adjetivo:
Pobre homem/Homem pobre (Redação em Construção / Agostinho Dias Carneiro)
Os valores objetivos são atribuídos aos adjetivos de relação, enquanto os adjetivos 
qualificadores possuem um valor de opinião, sendo subjetivos. Por exemplo, a passagem 
pode ser considerada estreita por uma pessoa, mas não por outra, destacando a natu-
reza subjetiva desse tipo de adjetivo. Assim, os adjetivos são classificados em dois tipos: 
adjetivos de qualificação.
Quando o adjetivo é posposto ao substantivo, como em “homem pobre”, ele possui 
um valor objetivo. Porém, quando o adjetivo antecede o substantivo, como em “pobre 
homem”, ele adquire um valor de qualificação, sendo subjetivo. Por exemplo, “ele é um 
homem pobre” denota pobreza objetiva, enquanto “ele é um pobre homem” implica uma 
avaliação subjetiva, não necessariamente relacionada à pobreza material. Neste último 
caso, a expressão pode se referir a uma condição emocional ou moral, independente da 
riqueza material. Portanto, quando um adjetivo denota qualificação, ele expressa uma 
opinião ou valor subjetivo. 
Adjetivos de qualificação expressam uma opinião, podendo ser positivos ou negati-
vos, e são subjetivos, passíveis de interpretação. Em contraste, os adjetivos de relação 
possuem um valor objetivo e não se enquadram na categoria de qualificação. Eles são 
derivados de substantivos e não admitem intensidade.
Por exemplo, “casa verde” utiliza “verde” como uma característica objetiva da casa, 
referindo-se à sua cor. Este adjetivo não cabe comoqualificação, pois simplesmente 
descreve uma característica factual da casa.
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22. (FGV/CÂMARA/SP/CONSULTOR/2024) Os adjetivos podem representar estados, 
qualidades, características e relações; assinale a frase que mostra um tipo de adjetivo 
diferente dos demais.
a. Todas as pessoas grandes foram primeiro crianças.
b. A madeira arranhada não faz belas mesas.
c. Uma sala confortável permite boa leitura.
d. Tecidos cinzentos não fazem vestidos alegres.
e. Os dicionários são, geralmente, livros grossos.
Ao se referir à frase “o rapaz está doente”, tem-se um estado, uma qualidade, com valor 
subjetivo, uma característica. Relação e adjetivos de relação possuem valor objetivo. Por 
exemplo, quando se diz “pessoas grandes”, a grandeza é uma característica objetiva da 
pessoa. “Madeira arranhada” também representa um valor objetivo, uma característica da 
madeira, e não é derivado de um substantivo que denote relação. 
“Tecido cinzento” refere-se a uma cor, que é uma característica. “Livros grossos” também 
é uma característica do livro, todos esses são valores objetivos. Por outro lado, “uma sala 
confortável” expressa um valor subjetivo. O conforto é uma qualidade subjetiva, pois a sala 
pode ser confortável para uma pessoa e não para outra, refletindo uma opinião pessoal.
23. (FGV/DNIT/2024) Os adjetivos, em língua portuguesa, podem indicar estados, 
características, qualidades e relações. Assinale a frase em que o adjetivo sublinhado 
indica estado.
a. Um pão velho em paz é uma refeição melhor do que um banquete tenso.
b. Aquele que não deseja que a realidade perturbe seus belos sonhos é um sábio.
c. A pior loucura é ser sábio num mundo de loucos.
d. O que o homem superior busca em si é o que o mau caráter busca nos outros.
e. A verdadeira sabedoria é não parecer sábio.
Quando se menciona “um pão velho quando se está em paz”, o termo “velho” está vinculado 
a um momento, a um estado. A expressão “o estado dos sonhos” não representa uma 
característica, nem é um estado a expressão “ser sábio”, que indica uma característica 
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permanente, não momentânea. Não se está afirmando que alguém está sábio, mas que será 
sábio. O termo “homem superior” indica uma característica permanente, não um estado.
A frase “A verdadeira sabedoria não é uma questão momentânea” refere-se à sabedoria 
genuína como uma característica duradoura. Ao analisar o contexto da frase “Um pão velho em 
paz é uma refeição melhor do que um banquete”, não se trata da característica permanente 
de um pão velho, mas de um estado momentâneo. Quando se está em paz, esse pão velho 
é valorizado como um banquete. Trata-se de uma questão interpretativa e contextual, não 
apenas do uso de um adjetivo, mas do contexto em que o adjetivo é empregado. 
A frase “um pão velho em paz é uma refeição melhor do que um banquete tenso” ilustra que, 
mesmo sem a paz, o pão velho pode existir, mas, naquele instante de paz, o termo “velho” 
está vinculado a uma situação específica. O verbo de ligação “ser” confere a característica 
de “sábio”, indicando a procura por essa característica. O “homem superior” e a “verdadeira 
sabedoria” são mencionados como características intrínsecas e permanentes.
24. (FGV/Câmara de Aracaju/2021) Tratando-se de um texto descritivo (texto 1), é 
natural que o autor empregue muitos adjetivos, que podem representar características, 
estados, qualidades e relações. O adjetivo abaixo que pertence ao grupo dos adjetivos de 
relação é: Alternativas
a. “pequeno manguezal”;
b. “braço mais largo”;
c. “serras altas”;
d. “aldeia indígena”;
e. “grande construção”.
“Pequeno” é um adjetivo. No exemplo “pequeno manguezal”, “pequeno” não é derivado de 
um substantivo; é um adjetivo e não indica uma relação. Em “braço mais largo”, “largo” é um 
adjetivo, não derivado de um substantivo, e pode ser intensificado. Adjetivos que indicam 
relação, como “indígena”, que deriva de “índio”, não aceitam intensificação.
Não se diz “aldeia muito indígena” ou “pouco indígena”, pois “indígena” é um adjetivo de 
relação, indicando uma qualidade derivada de um substantivo, geralmente posicionado após 
o substantivo e não admitindo graus de intensidade. Adjetivos de relação, como “indígena”, 
são derivados de substantivos e não aceitam intensificação. 
25. (FGV/2023) Ao descrever um livro foram empregados os cinco adjetivos listados nas 
opções a seguir; assinale a opção em que o adjetivo mostra caráter opinativo.
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a. livro grosso.
b. livro importado.
c. livro interessante.
d. livro antigo.
e. livro científico.
O caráter opinativo é associado à qualificação, que possui um valor subjetivo e opinativo. 
Por exemplo, “livro grosso” é uma característica. Em contraste, “importado” é um adjetivo 
de relação com valor objetivo, derivado de “importação”. Não é correto afirmar que um livro 
é muito ou pouco importado, pois adjetivos de relação possuem valor objetivo.
O termo “interessante” pode ser subjetivo, dependendo da perspectiva individual, refletindo 
um valor de opinião. Um aluno pode considerar um livro antigo, enquanto para outra pessoa, 
ele pode não ser. “Antigo” é objetivamente antigo, independentemente da opinião individual. 
“Livro científico” é objetivamente científico, caracterizando uma qualidade inerente.
26. (FGV/MPE/SP/OFICIAL DE PROMOTORIA/2023) Todas as frases abaixo contêm adjetivos; 
assinale a frase em que esse adjetivo tem o valor de qualificação.
a. Na guerra contra a pobreza, a lista de mortos é impublicável.
b. Na inflação capitalista os preços sobem.
c. A indústria farmacêutica não tem remédio.
d. A crença de nosso cliente é o nosso maior patrimônio.
e. Não mexa no que está quieto 
Adjetivos de relação nunca expressam opinião, pois possuem valor objetivo. Augustinho 
Carneiro observou que, em alguns casos, a qualificação depende da posição do adjetivo. Por 
exemplo, “pobre homem” é uma opinião; embora ele tenha uma Ferrari, o adjetivo “pobre” 
anteposto confere um valor subjetivo, indicando tristeza ou depressão, e não uma falta 
objetiva de dinheiro.
A interpretação é necessária para entender a diferença entre “bom lugar” e “lugar bom”, 
ambos com valores objetivos. No entanto, a frase “A crença de nosso cliente é nosso maior 
patrimônio” antepõe o adjetivo, conferindo um valor subjetivo. Aqui, “maior patrimônio” 
não se refere a uma dimensão física, mas a algo de grande importância, um conceito ético 
e subjetivo, além do valor financeiro.
O termo “impublicável” é uma característica, enquanto “capitalista”, derivado de “capital”, 
é um adjetivo de relação com valor objetivo. Da mesma forma, “farmacêutica” deriva de 
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“farmácia” e também é um adjetivo de relação. Adjetivos de relação possuem valor objetivo 
e não admitem intensificação. A expressão “está quieto” descreve um estado, sem relação 
com opinião.
27. (FGV/2024) Os adjetivos podem representar estados, qualidades, características e 
relações; assinale a frase abaixo que mostra um tipo de adjetivo diferente dos demais.
a. Massa deve ser comida quente.
b. O presidente esteve febril durante a tarde.
c. A mãe corajosa nenhum