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Morfossintaxe: Análise e Funções

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Morfossintaxe
GRAMÁTICA PARA FGV
MORFOSSINTAXE
1 –ÁREA DOS NOMES
Substantivo (regente); Adjetivo (regido); Locução adjetiva (regido); Artigo (regido); 
Pronome adjetivo (regido); Numeral adjetivo (regido).
2 – ÁREA DOS VERBOS
VERBO (regente), Advérbio (regido), Locução adverbial (regido).
3 – ÁREA DOS CONECTIVOS
Preposição (conectivo nominal); Conjunção (conectivo oracional).
FINALIDADE DA ANÁLISE SINTÁTICA
A análise sintática serve para tornar “claras e racionalmente perceptíveis as relações 
entre os membros da frase” (sua concordância, sua regência, sua colocação); serve como 
elemento de verificação da boa construção de uma frase: “a análise lhe revelará o ponto 
fraco, a estrutura mal urdida”; permite, ainda, racionalizar a pontuação. (Cf. Gladstone 
Chaves de Melo, NMAS, 25, e Augusto Gotardelo, O Emprego da Vírgula, 3.)
A morfologia estuda as classes de palavras como substantivo, artigo, adjetivo e advér-
bio. A sintaxe, por sua vez, analisa a função dessas palavras no texto. Morfologia, con-
forme o significado da palavra, refere-se à forma das palavras, permitindo identificar 
uma palavra isolada como substantivo, adjetivo ou artigo. No entanto, a sintaxe depende 
sempre do contexto oracional, sendo possível determinar uma função sintática apenas 
dentro de um contexto. Por exemplo, identificar um objeto direto requer a presença de 
um verbo transitivo direto e um eixo oracional. As classes gramaticais são sempre apli-
cadas ao texto e às questões de concurso, considerando a relação entre regente e regido. 
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Morfossintaxe
GRAMÁTICA PARA FGV
Sintaxe refere-se à organização das palavras dentro do contexto. Portanto, só é pos-
sível discutir sintaxe em um contexto oracional. O termo “prejuízo sintático” denota um 
erro de pontuação ou concordância, sendo “prejuízo” uma palavra com conotação nega-
tiva. Aspectos como regência, crase e vozes verbais são pré-requisitos para entender a 
sintaxe, e o paralelismo sintático é crucial para uma redação eficiente. Para aprender 
pontuação, é necessário compreender a análise sintática. A compreensão da análise sin-
tática, por sua vez, exige o conhecimento das classes de palavras. Conceitos, como vozes 
verbais, partículas passivas e índices dependem da análise sintática.
Na sintaxe, o substantivo é sempre o núcleo dos termos, podendo ser núcleo do 
sujeito ou do objeto. O artigo sempre acompanha o substantivo, funcionando como 
adjunto adnominal. Em uma prova, a identificação de classes de palavras é facilitada. 
Por exemplo, um adjetivo pode ser adjunto adnominal ou predicativo. 
Ao identificar um advérbio, sintaticamente ele funciona como adjunto adverbial, 
assim como uma locução adverbial. Na morfologia, um advérbio é simplesmente um 
advérbio, mas, na sintaxe, sempre é um adjunto adverbial. Preposições e conjunções não 
possuem função sintática.
Um pronome substantivo é aquele que substitui o substantivo e, portanto, será o 
núcleo dos termos, assim como o substantivo. Já o pronome adjetivo acompanha o subs-
tantivo e funciona como adjunto adnominal. O numeral substantivo atua como núcleo 
dos termos, enquanto o numeral adjetivo funciona como adjunto adnominal.
O estudo do verbo inclui sua transitividade, podendo ser verbo transitivo direto (VTD), 
verbo transitivo indireto (VTI), verbo transitivo direto e indireto (VTDI), verbo intransi-
tivo (VI) ou verbo de ligação (VL). Estudar gramática com lógica é essencial. Portanto, ao 
resumir, é importante destacar que estamos aplicando o tempo de forma produtiva. As 
nomenclaturas sintáticas podem ser divididas em dois grupos: termos que se referem a 
verbos e termos que se referem a nomes.
1) Termos relacionados a verbos:
Existem termos que se referem a verbos e termos que se referem a nomes. Os 
termos que se referem a verbos incluem objeto direto, objeto indireto, adjunto adver-
bial e agente da passiva. Os termos que se referem a nomes incluem adjunto adnominal, 
complemento nominal, predicativo e aposto.
Um termo que se refere a um verbo nunca terá a mesma função de um termo que se refere 
a um substantivo. As funções sintáticas são distintas e específicas, com termos referindo-
-se a verbos desempenhando funções diferentes daqueles que se referem a substantivos.
2) Termos relacionados a nomes:
Adjunto adnominal, complemento nominal, predicativo e aposto. Portanto, um termo 
que se refere a um verbo nunca terá a mesma função que um termo que se refere a um 
substantivo.
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Morfossintaxe
GRAMÁTICA PARA FGV
1. (FGV/ALRO/ANALISTA LEGISLATIVO/2018) Assinale a opção que apresenta a frase em 
que o termo sintático sublinhado tem a função sintática diferente das demais.
a. “Toda a sabedoria consiste em desconfiar dos nossos sentidos.” 
b. “O modo mais correto de esconder dos outros os limites do próprio saber é não ultrapassá-
los jamais.”
c. “Quem não tem necessidades próprias dificilmente se lembra das alheias.”
d. “Pode-se prescindir de tudo. Desde que não se deva.”
e. “Deus nunca perturba a alegria dos seus filhos.”
Desconfiar, esconder e lembrar são termos relacionados a verbos. É possível prescindir de 
termos relacionados a verbos. Por exemplo, na frase “Deus nunca perturba a alegria dos 
seus filhos”, a palavra “alegria” é um substantivo, evidenciado pelo artigo que a acompanha.
Termos que se referem a verbos jamais terão a mesma função de termos que se referem 
a substantivos. Nesse caso, “alegria” atua como adjunto adnominal, mas não é necessário 
determinar sua função específica para entender que termos relacionados a verbos nunca 
terão a mesma função que termos relacionados a substantivos.
O discurso rápido me agrada
Dentro deste sujeito, há um artigo. “Rápido” qualifica o substantivo. Quando há um 
artigo, indica-se que a palavra é um substantivo, nesse caso, “discurso”. “Rápido” é um 
adjetivo. Utiliza-se a morfologia para chegar à sintaxe. O adjetivo pode ser adjunto adno-
minal ou predicativo; nesse caso, é adjunto adnominal. O substantivo é sempre o núcleo, 
e estando no sujeito, ele é o núcleo do sujeito. 
O professor fala rápido
Aqui não se afirma que o professor é rápido, mas que ele fala de modo rápido, no 
sentido de rapidamente. Nesse caso, “rápido” é um advérbio. Todo advérbio, de modo 
geral, atua como adjunto adverbial. Nesse contexto específico, é um adjunto adver-
bial de modo.
O professor chegou de São Paulo
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Morfossintaxe
GRAMÁTICA PARA FGV
Uma palavra que se refere a um verbo é um advérbio, dando ideia de modo, ou, nesse 
caso, de lugar. Quando mais de uma palavra indica lugar, trata-se de uma locução adver-
bial. Toda locução adverbial funciona como adjunto adverbial e nunca como objeto.
Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião
A palavra ‘alguma’ é considerada uma palavra indefinida. Pronomes indefinidos refe-
rem-se a opiniões e são classificados como substantivos. Embora seja um pronome inde-
finido, quando está acompanhando textualmente um substantivo expresso, atua como 
um pronome adjetivo. Todo pronome adjetivo acompanha um substantivo expresso, 
portanto, funciona como um adjunto adnominal.
Ao identificar um adjetivo, como nesse caso, com “rápido” em “discurso rápido”, ele 
pode ser um adjunto adnominal ou um predicativo. Quando está próximo de um nome, 
atua como adjunto adnominal. Portanto, é sempre considerado um adjunto adnominal 
nesse contexto.
GABARITO
1. d
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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Morfossintaxe II
GRAMÁTICA PARA FGV 
MORFOSSINTAXEpara ela também.
e. Desconfiai de uma mulher distraída: é um lince que vos observa.
Valor nocional – adjunto adnominal ou adjunto adverbial.
De nada – expressão de negação, não é um objeto.
GABARITO
 14. d
 15. a
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A NOMES - EXERCÍCIOS
16. (FGV/2023) Nas opções a seguir, são dadas duas frases com a preposição de. Assinale 
a opção em que essa preposição mostra, respectivamente, valor semântico ou nocional 
e valor gramatical ou relacional.
a. Viajar de avião. / Precisar de dinheiro.
b. Chegar de repente. / Sair de manhã.
c. Necessitar de mais tempo. / Ter medo de escuro.
d. Vestir-se de branco. / Trabalhar de terno.
Valor semântico → preposição nocional: adjunto adnominal ou adjunto adverbial.
Valor gramatical → preposição gramatical: complemento nominal ou objeto indireto.
17. (FGV/2023) As preposições têm dois valores básicos: podem ter valor gramatical, 
quando são exigidas por um termo anterior, com presença obrigatória, e valor nocional 
quando são empregadas para acrescentar alguma informação ao texto. Assinale a opção 
em que a preposição de mostra valor nocional. 
a. O primeiro passo para conhecer-se é desconfiar de si mesmo.
b. O jovem não precisa de razões para viver.
c. As crianças necessitam mais de modelos que de críticos.
d. Um cão velho já não deve latir, pois já não é capaz de morder.
e. O maior homem do mundo é aquele que não perde seu coração de criança.
a. Desconfiar de – objeto indireto;
b. Precisar de – objeto indireto;
c. Necessitar de – objeto indireto;
d. Capaz de – complemento nominal;
e. Coração, nesse caso, é substantivo concreto – adjunto adnominal.
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
18. (FGV/2024) Observe o texto abaixo, retirado de um dicionário de curiosidades sobre 
o Rio de Janeiro:
“ABERTURA DOS PORTOS – Monumento erigido na Praia do Russel, em comemoração ao 
Decreto de D. João VI, em 28/01/1808, determinando a abertura dos portos, medida 
que acarretou a integração do Brasil no comércio exterior. Este monumento, de bronze, 
é constituído por duas imagens de mulher, simbolizando o “Comércio” e a “Navegação”. O 
referido monumento, foi obra de Eugène Benet, escultor francês”.
Os termos destacados abaixo, precedidos da preposição DE, em que essa preposição mostra 
o mesmo valor semântico, é:
a. de D. João VI / abertura dos portos.
b. do Brasil / de bronze.
c. de mulher / de Eugène Benet.
d. de Eugène Benet / de D. João VI.
e. de bronze / de mulher.
Decreto – substantivo concreto; posse; adjunto adnominal;
Abertura – ação de abrir; substantivo abstrato; complemento nominal;
Integração – substantivo abstrato; complemento nominal;
De bronze, entre vírgulas – valor explicativo; aposto; 
De Eugène Benet – posse; adjunto adnominal;
De mulher – não é posse, é a imagem dela.
19. (FGV/CÂMARA DO DEPUTADOS/2023) A preposição “a” indica valores semânticos 
variados. Assinale a frase que possui valor semântico, não sendo gramaticalmente exigida 
por nenhum termo anterior. 
a. É preferível guerrear contra homens a lutar contra uma mulher.
b. Eu não gostaria de pertencer a nenhuma mulher que me aceitasse como marido.
c. Não conheço o seu ex-marido, mas começo a me solidarizar com ele.
d. A mulher jamais se esquece do seu sexo. Prefere falar com um homem a falar com um anjo.
e. Um casamento bem-sucedido é um edifício que deve ser reconstruído a cada dia.
a. Preferível – adjetivo – complemento nominal;
b. Pertencer a – objeto indireto;
c. Começo – objeto indireto;
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
d. Prefere – verbo – objeto indireto;
e. A cada dia – tempo – adjunto adverbial de tempo.
20. (FGV/2023) Assinale a frase em que a preposição sublinhada tem valor gramatical, 
ou seja, é exigida por um termo anterior.
a. Você não é nada até ser odiado por todos.
b. Esse ignóbil baile de máscaras que se chama sociedade. 
c. Não há nenhum grande homem para o seu criado de quarto.
d. Quem vive bem com a pobreza é rico.
e. Um homem é rico na medida do número de coisas de que ele é capaz de abrir mão.
Quando o termo preposicionado completa o adjetivo, sendo uma oração ou não, é complemento 
nominal.
Obs.: � Por todos = agente da passiva.
21. (FGV/PCRJ/2023) “Investigação é o ato ou efeito de investigar, busca, pesquisa. Ou 
seja, investigação criminal pode ser definida como a atividade preliminar de produzir e 
colher elementos de convicção...”.
Nesse segmento do texto 1, há três ocorrências da preposição DE, sem que nenhuma delas 
seja solicitada por um termo anterior.
A frase abaixo em que a preposição DE tem valor gramatical, ou seja, é uma exigência de 
um termo anterior, é:
a. Não pedi a empresário nenhum que chegasse com malas DE dólares em minha casa;
b. Ninguém quer ser mulher DE malandro. O Brasil não precisa sofrer gol para depois marcar;
c. Tenho certeza DE que, no Brasil, mais jovens fumaram maconha do que gente comeu carne;
d. Os gerentes do banco, como diz o ditado, estão mais perdidos que cachorro em dia DE 
mudança;
e. Beijar a boca DE uma mulher bonita é fácil. 
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
22. (FGV/TCE/AM/2021) “Em oposição aos meus apaixonados sentimentos de justiça e 
deveres sociais, sempre experimentei a total ausência de me aproximar dos homens e das 
sociedades humanas. Apraz-me sentir-me só. Nunca me entreguei de corpo e alma a um 
círculo de amigos, ao Estado, nem à minha própria família. Pelo contrário, sempre senti 
nesses laços o indefinível sentimento de ser um estranho em seu desejo de solidão.” 
(Albert Einstein)
O segmento (texto 4) abaixo em que a preposição “de” NÃO é exigida por nenhum termo 
anterior é:
a. “sentimentos de justiça”;
b. “aproximar dos homens”;
c. me entreguei de corpo”;
d. “sentimento de ser um estranho”;
e. “desejo de solidão”.
A solidão é desejada, complemento nominal, e desejo é substantivo abstrato – não 
confundir com adjunto.
23. (FGV/2024) As preposições podem ser gramaticais – se exigidas pela regência de algum 
termo anterior – ou nocionais, quando não são obrigatórias e mostram um significado. 
Assinale a frase abaixo em que a preposição A tem valor nocional.
a. A política não é ocupação minha; sempre limitei meus reduzidos esforços a tornar os 
homens menos tolos e mais honestos.
b. Minha regra de ouro em política externa é: faça aos outros o que eles fariam a você. 
c. Não devais nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a lei.
d. Ser presidente tem um lado bom: você pode se sentar à hora que quiser.
e. Uma das coisas a que devemos ser agradecidos é que não temos tanto governo quanto 
ele nos custa.
À hora – adjunto adverbial de tempo.
A FGV cobra classes de palavras e algumas funções sintáticas de um jeito muito particular.
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
16. a
17. e
18. d
19. e
20. e
21. c
22. c
23. d
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Período Composto - IntroduçãoGRAMÁTICA PARA FGV
PERÍODO COMPOSTO – INTRODUÇÃO
Nas aulas anteriores, foi abordado o módulo básico (matéria base), com o assunto 
sobre classes de palavras até chegar às funções sintáticas, na área de nomes, verbos, 
conectivos, eixo vertical e eixo horizontal. Depois a morfossintaxe, no qual o adjetivo só 
pode ser adjunto adnominal ou predicativo e o advérbio, adjunto adverbial, transitiva 
verbal, aposto, a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, preposi-
ção gramatical e nacional.
Para entender o período Composto, antes é necessário compreender o período sim-
ples, assim como para falar de oração substantiva, antes deve-se saber o que é um subs-
tantivo da oração.
Ainda que não seja um assunto tão cobrado pela FGV, desde 2012, é importante 
saber, pois é dentro das orações adjetivas que se estuda os pronomes relativos, nas ora-
ções subordinadas as conjunções integrantes e pontuação são estudadas e na oração 
adverbial estuda-se as conjunções, que são assuntos muito cobrados em prova.
Conceito
Período composto é quando há duas ou mais orações, marcadas pelo verbo. Pode ser 
por subordinação e por coordenação.
Na subordinação, as orações são dependentes sintaticamente. Isso é importante 
para saber quando usar o ponto final. Enquanto na coordenação, as orações são inde-
pendentes sintaticamente.
1) Por subordinação:
• Orações subordinadas substantivas – o examinador pode cobrar pontuação e o uso 
das conjunções integrantes (que e se).
• Orações subordinadas adjetivas – pode ser cobrado pontuação e pronomes relativos 
(que, qual, onde, quando).
• Orações subordinadas adverbiais – pontuações e conjunções importantes podem 
ser cobrados. 
2) Por coordenação:
Nas orações coordenadas pode ser cobrado o uso da vírgula, ponto e vírgula e uso de 
letras maiúsculas após a pontuação, e conectivos, relacionados com a coesão textual. 
Elas podem ser:
• Orações coordenadas assindéticas
• Orações coordenadas sindéticas
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Período Composto - Introdução
GRAMÁTICA PARA FGV
SUBORDINAÇÃO
Na subordinação, as orações são dependentes sintaticamente. Então, deve-se iden-
tificar os verbos, primeiramente.
No exemplo a seguir,
ESPERO QUE A SITUAÇÃO MELHORE.
Há dois verbos, “espero” e “melhore”, logo possui duas orações.
O sujeito é elíptico e quem espera, espera algo, ou seja, toda a oração é o objeto 
direto da primeira, isso é chamado de dependência sintática. 
A outra oração que não está exercendo função sintática é a oração principal.
Para ser subordinada, a oração deve exercer uma função em relação a outra.
Essa oração poderia ser substituída pelo substantivo “melhora”, como no exem-
plo abaixo:
ESPERO A MELHORA.
Nessa oração só há um verbo, “espero”, a melhora é o objeto direto. Logo, essa oração 
é substantiva, porque ela equivale a um substantivo.
Portanto, a frase “espero que a situação melhore.” É subordinada substantiva obje-
tiva direta.
No próximo exemplo,
O ALUNO QUE É DISCIPLINADO VENCE.
Os verbos são “é” e “vence”. Ao substituir fica,
O ALUNO DISCIPLINADO VENCE.
Nesse caso, o verbo “é” e ficou apenas o adjetivo “disciplinado”
Logo, a oração “o aluno que é disciplinado vence.” é subordinada adjetiva restritiva.
Ao tirar uma das orações, a frase continua tendo sentido, “o aluno disciplinado vence”, 
porém essa é a função semântica. No período composto, as orações são dependentes 
sintaticamente. Dessa forma, disciplinado é um adjetivo, se for retirado do período simples, 
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Período Composto - Introdução
GRAMÁTICA PARA FGV
vai ficar “O aluno vence”, continuará fazendo sentido. Mas se deixar o “disciplinado” ao lado 
de aluno, ele se torna adjunto adnominal, isso é dependência sintática. 
Ou seja, se em um período composto uma das orações tiver função sintática (substantivo, 
adjetivo oi advérbio) então tem dependência sintática e é subordinada.
No exemplo a seguir, observa-se a oração subordinada adverbial,
O professor explicou a questão quando chegou à sala.
Ao usar a palavra “quando” mostra que o advérbio é de tempo.
O quando pode ser pronome relativo, nesse caso a oração seria oração adjetiva. Portanto, é 
perigoso decorar a classificação das palavras, sendo mais seguro observar antes o contexto 
da oração.
O “o professor” é o sujeito, o verbo “explicou” exige complemento, porque quem 
explica, explica algo (objetivo direto), logo, esse verbo é transitivo direto (V.T.D). A 
segunda oração, completa o verbo explicou, ela poderia ser substituída por um advérbio 
de tempo, como no exemplo abaixo:
O professor explicou a questão hoje.
Por isso essa oração é chamada de oração subordinada adverbial temporal, porque 
traz a ideia de tempo.
Ela é subordinada porque exerce a função sintática de advérbio do verbo “explicar”, 
diferentemente da oração coordenada. 
Na coordenação as orações são independentes sintaticamente.
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Orações Subordinadas Adjetivas - Pronome Relativo “Que”
GRAMÁTICA PARA FGV
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
PRONOME RELATIVO “QUE”
Na aula passada foi feita uma introdução acerca do período composto. E explicado o 
que é uma oração subordinada, que é aquela que exerce uma função em relação a oração 
principal, que não necessariamente será a anterior. No caso das adverbiais, pode haver 
uma oração anteposta.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Existem dois tipos de orações subordinadas adjetivas:
1. Restritivas (em regra, não há vírgula)
2. Explicativas (há vírgula)
As orações subordinadas adjetivas, possuem alta prioridade para se compreender o 
uso dos pronomes relativos e média prioridade para pontuação.
Dessa forma, ao dizer:
O morador de rua que foi vítima de agressão está no hospital.
A presença dos verbos “foi” e “está” determina que é um período composto, o pri-
meiro período “foi vítima de agressão” e o segundo “está no hospital”.
Poderia substituir a parte “que foi vítima de agressão” por,
O morador de rua machucado está no hospital.
Isso mostra que a oração “foi vítima de agressão”, ao poder ser substituído por 
“machucado”, possui a função sintática de adjetivo, porque “machucado” no período 
simples é um adjunto adnominal, por isso ela é uma oração subordinada adjetiva. 
Para saber se ela é restritiva ou explicativa, deve-se analisar da seguinte maneira, “o 
morador de rua que foi vítima de agressão”, diz que entre o grupo de moradores de rua 
apenas um foi vítima de agressão, então é restritiva.
Nas orações restritivas não se colocam vírgulas porque elas equivalem a adjuntos 
adnominais, e esses ficam junto do nome. Semelhante ao estudado em aposto explica-
tivo e aposto restritivo em períodos simples.
Agora, ao dizer:
A Índia que é o país mais populoso do mundo possui economia essencial-
mente primária.
Esse período é composto por duas orações, “é o país mais populoso do mundo” e 
“possui economia essencialmente primária”. A oração “é o país mais populoso do mundo” 
refere-se ao substantivo “A Índia” e poderia ser escrito assim,
A Índia país mais populoso do mundo possui economia essencialmente primária.
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Orações Subordinadas Adjetivas - Pronome Relativo “Que”
GRAMÁTICA PARA FGV
Portanto, é uma oração subordinada adjetiva. Porém, diferentemente do primeiro 
exemplo, só existe uma Índia, logo, dizer que é o país mais populoso não está limitando, 
está se referindo ao todo, por isso é explicativa e é obrigatório o uso de vírgulas (A Índia, 
que é o país mais populoso do mundo, possui economia essencialmenteprimária.). A 
oração entre vírgulas é uma identidade semântica, uma expressão substantiva, deter-
minante de uma característica única. 
No exemplo a seguir,
Tenho três filhas, que moram em Brasília.
A primeira oração “tenho três filhas” e a segunda, “moram em Brasília”, a parte “que 
moram em Brasília” refere-se ao substantivo “três filhas”, logo é uma oração subordi-
nada adjetiva. Como está com vírgula, ela é explicativa. Mas abaixo,
Tenho três filhas que moram em Brasília.
Percebe-se que a oração está sem vírgula, logo, essa é restritiva.
Na primeira frase “Tenho três filhas, que moram em Brasília”, significa que a pessoa 
tem no total três filhas, e todas elas moram em Brasília. Enquanto no segundo período 
“Tenho três filhas que moram em Brasília”, significa que de todos os filhos que a pessoa 
possui, apenas três moram em Brasília. 
Quem determina o sentido da oração é a presença ou a ausência da vírgula. Sendo assim, é 
preciso ter mais atenção no uso da vírgula, pois, apesar de manter a oração correta, altera 
o sentido da oração.
Por exemplo, em uma sala de aula com 40 alunos, apenas uma aluna se chama Patrí-
cia, e o professor irá se referir a ela,
Sabe a Patrícia, que usa óculos.
Como só há uma aluna chamada Patrícia, ele está explicando que ela usa óculos. Mas 
se existirem homônimos e usar óculos for um diferencial, então ficará,
Sabe a Patrícia que usa óculos.
QUE = PRONOME RELATIVO
1. Oração subordinada adjetiva – todo pronome relativo estará vinculado a uma 
oração subordinada adjetiva.
2. O qual – o pronome “que” pode ser substituído por “o qual” e suas variações (“pelo 
qual”, “no qual”, “do qual”).
3. Anafórico – possui um referente anterior, retoma o antecedente.
4. Possui função sintática – é o objeto direto.
Ao falar de pronome e classe de palavras, este assunto refere-se à morfologia.
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Orações Subordinadas Adjetivas - Pronome Relativo “Que”
GRAMÁTICA PARA FGV
“Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como 
um crepe funéreo.” (Machado de Assis). 
Antes de analisar a função do “que” nesse trecho de Machado de Assis, retornando ao 
exemplo acima “três filhas que moram em Brasília”, nota-se que o “que” retoma a “três 
filhas”, está em uma oração subordinada adjetiva, pode ser substituída por “as quais” 
(variação de “o qual” – feminino plural) e possui a função sintática de sujeito (três filhas), 
quando analisada a frase sem o “que”, “três filhas moram em Brasília”, a oração continua 
fazendo o sentido. Então, o “que” é prono e relativo.
Na frase,
“Comprei o livro que o gato indicou.”
O “que” pode ser substituído por “o qual” (Comprei o livro o qual o gato indicou), é 
anafórico porque retoma “o livro”, e ao retirá-lo da frase a coerência é mantida (o livro, o 
gato indicou. Ou, o gato indicou o livro). O verbo é indicou, quem indica, indica algo, então 
“o livro” é objeto direto.
Portanto, morfologicamente é pronome relativo e sintaticamente, por retomar “o livro” 
é objeto direto. E sempre que o “que” for pronome relativo, a oração é substantiva adjetiva. 
Voltando ao trecho de Machado de Assis, o “que” retoma “aquelas nuvens”, ao ser 
retirado da frase permanece coerente: “aquelas nuvens cobrem o céu azul como crepe 
funéreo”, então o “que” é pronome relativo e a oração é subordinada adjetiva, se tiver 
vírgula é explicativa, se não tiver, é restritiva.
Em mais um exemplo,
“Crimes cibernéticos podem assumir várias formas, mas há dois tipos mais pratica-
dos: crimes que visam o ataque a computadores.”
Substituindo o “que” pelo antecedente “crimes”, ainda permanece coerente 
(crimes visam o ataque...), então é pronome relativo e sua função sintática é sujeito 
(retoma crimes).
Um último exemplo:
“Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei. (Machado 
de Assis)”
O “que” nesse exemplo, retoma ao substantivo “apólices”, e deve-se substituir apó-
lices. Então, quem deixa, deixa algo, logo, “que” (retoma apólices) é objeto direto sinta-
ticamente e pronome relativo morfologicamente, sendo pronome relativo a oração é 
adjetiva e por estar sem vírgula é restritiva. 
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� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Online, de acordo com a aula pre-
parada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
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Orações Subordinadas Adjetivas - Pronome Relativo “Que” II
GRAMÁTICA PARA FGV
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
PRONOME RELATIVO “QUE” II
Na aula passada foram abordados os assuntos sobre orações subordinadas adjetivas 
restritiva e explicativa e pronome relativo que, os critérios para classificá-lo como pro-
nome relativo.
Na frase a seguir,
“As paisagens a que me reporto não são quaisquer umas: apenas as das minhas janelas.”
O “que” retoma “as paisagens”, dividindo o período tem as orações, “as paisagens 
não são quaisquer umas” e “me reporto”. Quem se reporta, se reporta a, exigindo um 
objeto indireto. Logo, o “que”, morfologicamente é pronome relativo e, sintaticamente, 
é objeto indireto.
Nesse outro exemplo,
“A poética designação a que faz alusão o autor diz respeito a estação de águas.”
O “que” retoma a “poética designação”, mas a preposição vem do verbo “faz alusão”, 
pois quem faz alusão, faz alusão a. 
Então, ficaria “o autor (sujeito) faz alusão a...”, no qual, alusão é o objeto direto e o “a 
que” é complemento nominal, sintaticamente, e pronome relativo, morfologicamente.
As preposições utilizadas nos exemplos citados são preposições gramaticais, exigên-
cias de um termo anterior, que nesse caso, está posterior, no primeiro exemplo é exigên-
cia de um verbo transitivo indireto (reportar) e no segundo, de um nome (alusão).
Lembrando que toda vez que o “que” for pronome relativo, a oração é subordinada 
adjetiva, sem vírgula é restritiva e com vírgula é explicativa.
Na frase,
“Tomemos como exemplo os pesticidas, que são feitos para matar certa espécie 
de insetos”
Tomemos é uma oração e “são feitos para matar...” é outra oração. “que são feitos” 
retoma ao termo anterior “os pesticidas”, se substituir os termos fica “os pesticidas são 
feitos para matar”, como não deixa de ter sentido, morfologicamente é um pronome 
relativo e por retomar a “os pesticidas” é sinteticamente o sujeito da oração. Portanto é 
uma oração subordinada adjetiva, e por ter vírgula, é explicativa.
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Orações Subordinadas Adjetivas - Pronome Relativo “Que” II
GRAMÁTICA PARA FGV
1. (FGV) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, 
que se ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os 
usos mas os abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação”.
Sobre as ocorrências do vocábulo que, nesse segmento do texto, é correto afirmar que: 
a. são pronomes relativos com o mesmo antecedente;
b. exemplificam classes gramaticais diferentes;
c. mostram diferentes funções sintáticas;
d. são da mesma classe gramatical e da mesma função sintática;
e. iniciam o mesmo tipo de oração subordinada.
O primeiro “que”: “os usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma legislação 
específica”. Quem se ressente da falta de legislação é a internet, então, substituindo-o 
fica “A internet se ressente ainda da falta de uma legislação específica”, como mantém o 
sentido, morfologicamente o “que” é pronome relativo em uma oração subordinada adjetiva, 
por ter vírgula, explicativa. Como retoma o sujeito “a internet” então sua função sintática 
é de sujeito.
O segundo “que”: “uma legislação específica que coíba...”. O “que” retoma a “legislação 
específica” sem o antecedente imediato. A frase ficaria “uma legislação específica vai coibir...”,então o “que” é morfologicamente um pronome relativo em uma oração subordinada adjetiva 
restritiva, porque não tem vírgula. Sintaticamente tem a função de sujeito.
Na letra a, os antecedentes são diferentes, o antecedente do primeiro é internet, enquanto 
do segundo é legislação.
Na letra b, ambos são pronome relativo.
Na letra c, ambos possui a função sintática de sujeito.
Na letra d, ambos são pronomes relativos e possuem a função sintática de sujeito.
Na letra e, as orações subordinadas são adjetivas mas de natureza diferente, uma é explicativa 
e a outra é restritiva.
Obs.: � a preposição “a” antes do “que” é um erro de regência. 
Na frase,
“Aquele que conhece a justiça não pode deixar de agir de modo justo.”
O “que” tem função de sujeito (retoma aquele), por isso não tem preposição e é um 
pronome relativo.
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Orações Subordinadas Adjetivas - Pronome Relativo “Que” II
GRAMÁTICA PARA FGV
CONCORDÂNCIA
Sendo sintaticamente sujeito o pronome relativo “que”, o verbo concordará com o 
antecedente imediato.
Por exemplo,
“Transferidas para escolas maiores, crianças que até então só conheciam giz e qua-
dro-negro.”
Retirando o “que” fica “crianças só conheciam giz e quadro negro”, devido ao “que” 
retomar crianças, ele é sujeito, e por não perder o sentido ao ser substituído, é pro-
nome relativo.
De acordo com as regras de concordância, o verbo concorda com o antecedente, 
nesse caso “crianças”, e não com o “que”, porque ele é invariável.
Neste outro exemplo,
“Era preciso colocar no papel e compartilhar a dor daquelas pessoas que, mesmo ao 
fim do processo e com a sentença prolatada, não me deixavam esquecê-las.”
No trecho “que não me deixavam esquece-las”, o verbo está no plural porque retoma 
a “aquelas pessoas”, antecedente imediato, cujo o núcleo é “pessoas”.
Obs.: � não retoma a “dor” porque não é o antecedente imediato. 
No entanto em alguns casos pode retomar o sintagma menor e o sintagma maior, 
aceitando as duas concordâncias, mas com sentidos diferentes.
1) O qual
Este pronome concorda com o antecedente e pode substituir o “que” nas orações subordinadas 
adjetivas.
Por exemplo,
“A compaixão sincera, a qual gera o perdão, amadurece quando descobrimos onde o 
inimigo chora.”
GABARITO
1. d
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Pronome Relativo “ O Qual “
GRAMÁTICA PARA FGV
PRONOME RELATIVO “ O QUAL “
PERÍODO COMPOSTO
1) Por subordinação:
Orações subordinadas substantivas
Orações subordinadas adjetivas
Orações subordinadas adverbiais
2) Por coordenação:
Orações coordenadas assindéticas
Orações coordenadas sindéticas
Que = pronome relativo
1. oração subordinada adjetiva
2. o qual
3. anafórico
4. possui função sintática
Estamos estudando as orações adjetivas, que se dividem em dois tipos: restritivas e 
explicativas.
Na oração adjetiva, “que” funciona como pronome relativo, retomando o antece-
dente e produzindo uma informação lógica. Se “que” for relativo, a oração é adjetiva.
2. (FGV/TJBA/Juiz Leigo/ 2023) “Esse conhecimento é promissor principalmente para 
a pequena parcela de casos de Parkinson e Alzheimer que tem causas genéticas, um total 
de 5% a 7% dos diagnósticos.” (Texto 1, 10º parágrafo)
Na passagem acima, o pronome relativo é empregado para retomar o substantivo:
a. conhecimento;
b. promissor;
c. parcela;
d. casos;
e. Parkinson.
Na frase fornecida, o pronome relativo “que” retoma o substantivo “parcela”. Isto é evidenciado 
pelo contexto em que “parcela” é o núcleo do sintagma nominal “a pequena parcela de casos 
de Parkinson e Alzheimer que tem causas genéticas”. 
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Pronome Relativo “ O Qual “
GRAMÁTICA PARA FGV
O relativo retoma o antecedente imediato e possui uma função sintática específica. A 
concordância é fundamental para determinar o antecedente correto. No exemplo, “tem” 
concorda com “parcela” (singular), não com “casos” (plural).
O verbo “tem” está no singular, concordando com “parcela”. Se “casos” fosse o antecedente, 
o verbo deveria estar no plural (“têm”). Além disso, “parcela” é o núcleo da expressão “a 
pequena parcela de casos de Parkinson e Alzheimer”. O pronome relativo ‘que’ pode ser 
substituído por ‘qual’ ou suas variações (‘o qual’, ‘a qual’, etc.), dependendo do antecedente.
Na escrita formal, a substituição de “que” por “qual” deve concordar em gênero e número 
com o antecedente, como “o qual”, “a qual”, “os quais”, “as quais”.
1) O qual
Este pronome concorda com o antecedente e pode substituir o “que” nas orações subordinadas 
adjetivas.
Exemplo:
A compaixão sincera, a qual gera o perdão, amadurece quando descobrimos onde o inimigo 
chora.
É importante notar que o pronome “qual” concorda com o antecedente e pode substituir “que” 
nas orações subordinadas adjetivas, especialmente na escrita. Por exemplo: “A compaixão 
sincera, a qual gera o perdão, amadurece quando descobrimos onde o inimigo mora.” Aqui, 
“qual” retoma “a compaixão”.
Na escrita formal, o uso do pronome “qual” é preferível quando se quer um estilo mais 
elaborado. No entanto, no dia a dia e em redações menos formais, “que” é geralmente 
preferido. Estilisticamente, “que” é mais comum, mas não é errado usar “qual”. Se tivesse 
que opinar para uma redação, é recomendado o uso de “que”.
3. (FGV/PMS/BA/2019) Ao longo dos últimos anos, a participação de pessoas com idade 
superior aos 60 anos vem aumentando na força de trabalho do país. Além do envelhecimento 
da população, os idosos estão adiando a saída do mercado. E para protegê-los, o Estatuto 
do Idoso, que completou 15 anos no dia 1º de outubro, também trata de direitos relativos 
a trabalho e renda. Entretanto, alguns ainda não saíram do papel.”
Assinale a opção que apresenta a substituição adequada de um segmento desse texto. 
a. “Ao longo dos últimos anos” / após os últimos anos.
b. “força de trabalho do país” / força de trabalho dos países.
c. “para protegê-los” / a fim de proteger-lhes.
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Pronome Relativo “ O Qual “
GRAMÁTICA PARA FGV
d. “que completou” / o qual completou.
e. “alguns ainda não saíram” / alguns até agora não saíram.
Na frase, “e para protegê-los, o Estatuto do Idoso, que completou...” substituído por “o qual 
completou”. O “que” é um pronome relativo que retoma “Estatuto do Idoso”. O “Estatuto” 
é masculino, então a substituição “o qual” é gramaticalmente correta. A substituição não é 
apenas gramatical, mas também estilística. Grandes autores recomendam preferir “que” 
em vez de “o qual” em construções estilísticas.
Obs.: � A FGV considera a adequação não apenas gramatical, mas também estilística. 
Preferir “que” a “o qual” é uma questão de estilo, embora “o qual” não esteja 
errado gramaticalmente. Quando a questão é sobre “adequação”, pense em estilo 
e gramática.
Não estude superficialmente. Questões da FGV requerem conhecimento profundo e estilístico. 
Adequação abrange gramática e estilo. Entender a diferença é crucial para responder 
corretamente. Um curso preparatório para a FGV não deve ser superficial. Estudar apenas 
regras gramaticais pode resultar em muitos erros.
O pronome “qual” deve ser empregado obrigatoriamente em dois casos específicos 
nas redações, em vez do pronome “que”. Esses casos são:
1 - Em regra – quando o pronome estiver precedido de preposição com duas ou mais 
sílabas –, deve-se empregar “o qual”, em vez de “que”. 
Exemplo:
Esta é uma questão contra que a população pobre não reage. (incorreta)
Esta é uma questão contra a qual a população pobre não reage. (correta)
Portanto, o uso do “qual” é obrigatórioquando precedido por preposições de duas ou 
mais sílabas, garantindo assim a correção e clareza da redação.
2 – Empregam-se obrigatoriamente “o qual” e variações em vez de “que” quando este 
promover ambiguidade.
Exemplo:
Morre Anthony Ciccone, irmão mais velho de Madona que morou na rua.
A frase incorreta pode causar ambiguidade, dando a entender que Madonna morou 
na rua, enquanto “o qual” esclarece que foi o irmão mais velho que morou na rua.
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Pronome Relativo “ O Qual “
GRAMÁTICA PARA FGV
Obs.: � Esses cuidados são essenciais para garantir clareza e precisão, especialmente em 
contextos de redação formal, como provas da FGV.
4. (FGV/SENADO/CONSULTOR/2022) Os textos podem apresentar problemas de 
entendimento quando mostram mais de uma possibilidade de sentido. Esse tipo de 
problema pode ser causado por um vocábulo que, no contexto, apresenta mais de um 
significado (polissemia) e também pode ser provocado por uma estruturação sintática 
inadequada (ambiguidade). Assinale a opção que mostra simultaneamente polissemia e 
ambiguidade.
a. Os problemas políticos no Ministério da Educação foram resolvidos pela troca do ministro.
b. O presidente e o ministro viajam para a Europa na próxima semana.
c. O passageiro enjoado dirigiu-se ao banheiro da aeronave.
d. Você chegou a ver a coleira do cachorro que Heitor comprou ontem?
e. A exibição dos novos modelos agradou a todos os frequentadores do desfile.
Exemplo de Polissemia: A palavra “venda” pode significar tanto o ato de vender quanto o 
estabelecimento comercial.
Exemplo de Ambiguidade Sintática: “A venda do André foi excelente” pode significar que 
André vendeu algo (ação de vender) ou que André foi vendido (ele é a mercadoria). 
A. Há uma ambiguidade sintática, pois pode-se entender que o ministro foi trocado ou que 
o ministro trocou alguém. Contudo, não há polissemia.
B. Não há nem polissemia nem ambiguidade nesta frase.
C. A palavra “enjoado” apresenta polissemia, podendo significar tanto alguém que sente 
náuseas quanto alguém que é chato. No entanto, não há ambiguidade sintática.
D. Há ambiguidade sintática, pois pode-se entender que Heitor comprou o cachorro ou que 
comprou a coleira do cachorro. No entanto, não há polissemia.
E. Esta frase apresenta tanto polissemia quanto ambiguidade. “Exibição” pode significar 
tanto o ato de exibir quanto exibicionismo, e “modelos” pode se referir tanto às pessoas 
que desfilam quanto às roupas exibidas. Além disso, há ambiguidade sintática, pois pode-
se entender que os modelos (pessoas) foram exibidos ou que os modelos (roupas) foram 
exibidos. 
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GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
 2. c
 3. e
 4. e
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Orações Subordinadas Substantivas
GRAMÁTICA PARA FGV
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Que = conjunção integrante
1. orações subordinadas substantivas
2. não possui função sintática
Exemplo: Tentamos mostrar que a economia pode melhorar.
Vamos abordar a comparação entre pronomes relativos e conjunções integrantes. 
Primeiramente, é essencial identificar os verbos, pois cada verbo corresponde a uma 
única oração.
Por exemplo, na frase “tentamos mostrar que a economia pode melhorar”, a oração 
subordinada substantiva está em “tentamos mostrar”. Para facilitar a compreensão, é 
necessário dividir a oração.
Um pronome relativo retoma um substantivo ou uma palavra com valor substantivo 
anterior. Se não houver um substantivo ao qual se referir, não se trata de um pronome 
relativo. No caso da frase “tentamos mostrar a situação”, “mostrar” é um verbo transi-
tivo direto, sendo “a situação” o objeto direto. Se substituirmos “a situação” por “isto”, 
entendemos que “isto” é um pronome substantivo, equivalente a um substantivo.
As orações subordinadas substantivas podem desempenhar várias funções sintá-
ticas, como:
• objeto direto
• objeto indireto
• complemento nominal
• sujeito
• predicativo ou aposto.
Embora a Fundação Getulio Vargas (FGV) tenha mudado seu foco desde 2012, é crucial 
compreender que a palavra “que” em uma oração subordinada substantiva é uma conjunção 
integrante. Diferentemente dos pronomes relativos, a conjunção integrante não possui 
função sintática nem estabelece coesão referencial, sendo apenas um elemento de ligação.
Exemplo: Os alunos indagaram se o professor seria culpado.
Na gramática normativa, há duas conjunções integrantes principais: “que” e “se”. Por 
exemplo, na frase “os alunos indagaram se o professor seria culpado”, “indagaram” é um 
verbo transitivo direto, e a oração subordinada “se o professor seria culpado” funciona 
como objeto direto. Substituindo “se o professor seria culpado” por “isto”, fica claro que 
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Orações Subordinadas Substantivas
GRAMÁTICA PARA FGV
“isto” é um pronome substantivo, e a oração completa é uma oração subordinada subs-
tantiva objetiva direta.
No contexto da gramática tradicional, há duas conjunções integrantes principais: 
“que” e “se”. A mais frequentemente utilizada é “que”. Embora outras palavras possam 
introduzir orações substantivas, o foco aqui é entender as funções básicas dessas duas 
conjunções. A conjunção integrante não possui função sintática, pois não estabelece 
uma relação anafórica. 
Exemplo: Jamais duvidei de que vocês seriam aprovados no exame.
Na frase “Jamais duvidei que vocês seriam aprovados no exame”, a oração “que vocês 
seriam aprovados no exame” é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta. 
Isso ocorre porque a oração tem o valor de um substantivo, funcionando como objeto 
indireto do verbo “duvidei”.
Para determinar se “que” é uma conjunção integrante ou um pronome relativo, 
observe se ele retoma um antecedente. Aqui, “que” é uma conjunção integrante, pois 
não retoma um substantivo anterior e introduz uma oração substantiva. Se substituir-
mos a oração por um substantivo, como “aprovação”, a frase “Jamais duvidei da aprova-
ção” permanece correta. Assim, a oração subordinada “que vocês seriam aprovados no 
exame” age como objeto indireto, uma característica de orações subordinadas substan-
tivas objetivas indiretas.
Na análise sintática, “duvidei” é um verbo que exige um complemento introduzido 
pela preposição “de”, tornando a oração “que vocês seriam aprovados no exame” essen-
cialmente uma oração substantiva.
Exemplo: Obtive a certeza de que o edital será publicado ainda este ano.
Na frase “Obtive a certeza de que o edital será publicado ainda este ano”, a oração 
“de que o edital será publicado ainda este ano” é uma oração subordinada substantiva 
completiva nominal.
A análise da frase revela que “certeza” é um substantivo, e a oração subordinada 
complementa esse substantivo, não o verbo. A conjunção “que” introduz a oração 
subordinada, mas não é um pronome relativo porque não retoma um antecedente. Em 
vez disso, estabelece uma ligação gramatical sem função sintática própria. Portanto, em 
orações subordinadas substantivas, a conjunção “que” funciona como conjunção inte-
grante, desprovida de função sintática, pois não estabelece uma relação anafórica. 
Assim, uma oração substantiva pode ter diferentes funções sintáticas, como objeto 
direto, objeto indireto ou complemento nominal, conforme o contexto. O mais impor-
tante é reconhecer que a conjunção integrante “que” não possui função sintática e serve 
para introduzir essas orações substantivas.
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Orações Subordinadas Substantivas
GRAMÁTICA PARA FGV
Exemplo: Depois, osaltos cumes da Mantiqueira, escondendo-lhe o oceano, e a cer-
teza de que jamais comandaria navios negreiros.
Na frase “Depois, os altos cumes da Mantiqueira, escondendo-lhe o oceano, e a cer-
teza de que jamais comandaria navios negreiros”, a expressão “de que jamais comandaria 
navios negreiros” é uma oração subordinada substantiva completiva nominal.
A palavra “certeza” é um substantivo que requer complemento, e a oração subor-
dinada introduzida pela conjunção integrante “que” preenche esse papel. A conjunção 
“que” não é um pronome relativo, pois não retoma um antecedente; ela simplesmente 
introduz a oração que complementa o substantivo “certeza”. Portanto, “de que jamais 
comandaria navios negreiros” funciona como complemento nominal, caracterizando-se 
como uma oração subordinada substantiva completiva nominal.
(FGV)
Exemplo: O ministério da Justiça realizou o levantamento de que resultou a publi-
cação do livro. 
Na frase “O Ministério da Justiça realizou o levantamento de que resultou a publica-
ção do livro”, a expressão “de que resultou a publicação do livro” deve ser analisada para 
determinar se “que” é uma conjunção integrante ou um pronome relativo.
Primeiramente, observe os verbos: “realizou” e “resultou”. Temos duas orações. A 
preposição “de” está ao lado de “que”, o que requer análise para decidir se “que” é um 
pronome relativo ou uma conjunção.
Para determinar isso, substitua “que” por “do qual”. Se fizer sentido, trata-se de um 
pronome relativo. A frase ficaria “O Ministério da Justiça realizou o levantamento do 
qual resultou a publicação do livro”. Essa substituição faz sentido, indicando que “que” é 
um pronome relativo, pois retoma “levantamento” e estabelece a relação com a publi-
cação do livro.
Portanto, “de que resultou a publicação do livro” é uma oração subordinada adjetiva 
restritiva, e “que” é um pronome relativo que retoma o substantivo “levantamento”, fun-
cionando como objeto indireto na oração.
Exemplo: Tenho medo de morrer.
“Tenho medo de quê? De morrer. Eu tenho. Quem tem, tem algo. Eu tenho medo.”
Esta análise demonstra que “medo de quê” pode ser substituído por “medo da morte” 
ou “medo disto”, destacando que “medo de morrer” é uma oração subordinada subs-
tantiva completiva nominal reduzida de infinitivo. 
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Orações Subordinadas Substantivas
GRAMÁTICA PARA FGV
A oração reduzida é essencial nas provas da FGV, e é crucial entender que uma oração 
reduzida de infinitivo não possui conjunção. O verbo está na forma nominal de infinitivo, 
como em “jogar” ou “brincar”. Uma oração desenvolvida contém uma conjunção, enquanto 
uma reduzida não. A oração “Tenho medo de morrer” é um exemplo de oração reduzida 
de infinitivo, pois não contém conjunção. Qual é a diferença dela para as outras? Não há 
conjunção. Segunda diferença: o verbo no infinitivo. A explicação é que uma oração reduzida, 
no caso das substantivas, só existe com verbo no infinitivo e sem conjunção. A habilidade 
de identificar e transformar orações reduzidas é frequentemente cobrada em concursos, 
particularmente os realizados pela FGV.
Exemplo: É tanta qualidade que exigem para dar emprego, que não conheço um 
patrão com condições de ser empregado.” (Ariano Suassuna)
A oração “com condições de ser empregado” é uma oração subordinada adjetiva res-
tritiva que caracteriza “patrão”. A expressão “com condições de ser empregado” com-
pleta o substantivo “patrão” e é uma oração subordinada adjetiva restritiva.
• Qualidade das exigências: “É tanta qualidade que exigem para dar emprego” indica 
a alta exigência de qualidades para um emprego, sendo uma oração consecutiva.
• Condições de um patrão: “Não conheço um patrão com condições de ser empre-
gado” indica que nenhum patrão atende às exigências necessárias para ser empre-
gado, sendo uma oração adjetiva restritiva. 
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ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS II
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
As orações subordinadas substantivas são introduzidas pela conjunção integrante “que”.
Exemplo: “Convém que você estude a matéria.”
Análise:
Oração 1: “Convém...”
Oração 2: “... que você estude a matéria.”
A oração 2 não pode ser classificada como adjetiva, visto que não há substantivo e o 
termo “que” não retoma um verbo.
A oração 2 equivale a um substantivo (isto). Logo, trata-se de uma oração subordi-
nada substantiva subjetiva.
A oração 1 não exerce nenhuma função, e é considerada a oração principal.
ORAÇÃO SUBJETIVA
Uma oração subjetiva é aquela que tem função de sujeito. Neste caso, é chamada 
também de sujeito oracional.
TERMO “QUE”
Na oração analisada, o termo “que” é uma conjunção integrante, e, por isso, não 
possui função sintática.
A mesma frase analisada poderia ser reescrita da seguinte forma:
“Convém estudar a matéria”
Análise:
• “Convém...” – oração principal.
• “estudar a matéria” – oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de 
infinitivo.
Lembretes:
• Uma oração pode ter uma função de sujeito. É o chamado sujeito oracional.
• Uma oração pode ter função de objeto direto. É o chamado objeto direto oracional.
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Orações Subordinadas Substantivas II
GRAMÁTICA PARA FGV
OUTROS EXEMPLOS PARA ANÁLISE:
• É necessário que sejamos empáticos.
Análise:
 – “É” – verbo de ligação (VL).
 – “necessário” – adjetivo que exerce a função de predicativo do sujeito.
 – “que sejamos empáticos” – oração substantiva, que pode ser substituída pelo 
substantivo “empatia”.
Como falta um sujeito na oração 1, a oração 2 pode ser classificada como oração 
subordinada substantiva subjetiva.
Na oração analisada, o termo “que” é uma conjunção integrante e, portanto, não 
possui função sintática, uma vez que não estabelece relação anafórica (não retoma o 
antecedente).
• É necessário ser empático.
Análise:
 – “É” – verbo de ligação (VL).
 – “necessário” – adjetivo que exerce a função de predicativo do sujeito.
 – “ser empático” – oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
 – “É necessário” – oração principal.
• “É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração.” (Fernando Pessoa)
Análise:
1ª parte:
 – “É” – verbo de ligação (VL).
 – “fácil” – adjetivo que exerce a função de predicativo do sujeito.
 – “beijar o rosto” – sujeito / oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de 
infinitivo.
 – “É fácil” – oração principal.
2ª parte:
 – “difícil” – adjetivo que exerce a função de predicativo do sujeito.
 – “é” – verbo de ligação (VL).
 – “chegar ao coração” – sujeito oracional / oração subordinada substantiva subje-
tiva reduzida de infinitivo.
10m
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Orações Subordinadas Substantivas II
GRAMÁTICA PARA FGV
• “É preciso saber escolher as próprias ignorâncias.” (Manuel Bandeira)
Análise:
 – “É” – verbo de ligação (VL).
 – “preciso” – predicativo do sujeito.
 – “saber escolher as próprias ignorâncias” – sujeito oracional / oração subordinada 
substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.
5. (FGV/CÂMARA DE SALVADOR/2018) Nesse segmento do texto 3 há cinco ocorrências 
do vocábulo QUE, que se encontram sublinhadas.
Estudar é semelhante ao trabalho de um detetive que investiga um determinado assunto. 
O bom detetive é aquele que considera o maior número de hipóteses e escolhe aquelas que 
julgar mais convincentes. Para fazer isso, ao contrário do que se pode pensar, é importante 
ter dúvidas. Todos têm dúvidas. Do mais importante cientista ao mais humilde trabalhador.
O que fazum trabalho de investigação ser bom é a capacidade de organizar essas dúvidas 
e tentar solucionar o maior número delas”.
Sobre essas ocorrências, é correto afirmar que:
a. pertencem a duas classes gramaticais diferentes;
b. relacionam-se a vocábulos anteriores de valor substantivo;
c. exemplificam casos de anáfora e de catáfora;
d. substituem palavras ou orações anteriores;
e. introduzem segmentos de valor adjetivo ou adverbial.
- “... um detetive que investiga...”
O primeiro termo “que” é um pronome relativo, pois é anafórico (retoma o termo anterior 
“detetive”).
- “... é aquele que considera...”
O segundo termo “que” é um pronome relativo, pois é anafórico (retoma o termo anterior 
“aquele”, um pronome com valor de substantivo).
- “... e escolhe aquelas que julgar mais convincentes.”
O terceiro termo “que” é um pronome relativo, pois é anafórico (retoma o termo anterior 
“aquelas”, um pronome com valor de objeto direto). 
15m
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Orações Subordinadas Substantivas II
GRAMÁTICA PARA FGV
Observe o exemplo abaixo:
“Os alunos entenderam o que eu falei.”
Análise:
O termo “o”, quando antecede o termo “que”, possivelmente deve ser classificado como 
um pronome demonstrativo. Neste caso, deve-se fazer a seguinte substituição lexical: “o” 
por “aquilo”:
“Os alunos entenderam aquilo que eu falei.”
Como a substituição lexical não acarretou em mudança de sentido, diz-se que o termo “o” 
exerce a função de objeto direto do verbo “entender”.
Portanto:
• “Os alunos” – sujeito.
• “entenderam” – verbo transitivo direto.
• “o” – objeto direto.
• “que” – pronome relativo, pois é anafórico (retoma o termo anterior “o”, que equivale 
a “aquilo”, um pronome demonstrativo com valor de substantivo).
• “eu” – sujeito.
• “falei” – verbo transitivo direto.
• “que eu falei” – oração subordinada adjetiva restritiva.
APROFUNDANDO
1) O QUE (O = PRONOME DEMONSTRATIVO E QUE = PRONOME RELATIVO)
Existem construções em que o pronome relativo “que” é antecedido pelos pronomes 
demonstrativos “a, as, o, os”. Nestas construções, muitos candidatos classificam a pala-
vra “que” como conjunção – e não como pronome relativo.
Exemplo: Todos sabem o que o deputado acusado fez.
Análise:
O termo “o”, quando antecede o termo “que”, possivelmente deve ser classificado 
como um pronome demonstrativo. Neste caso, deve-se fazer a seguinte substituição 
lexical: “o” por “aquilo”:
Todos sabem aquilo que o deputado acusado fez
Como a substituição lexical não acarretou em mudança de sentido, diz-se que o 
termo “o” exerce a função de objeto direto do verbo “sabem”.
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Orações Subordinadas Substantivas II
GRAMÁTICA PARA FGV
Portanto:
• “Todos” – sujeito.
• “sabem” – verbo transitivo direto.
• “o” – objeto direto.
• “que” – pronome relativo, pois é anafórico (retoma o termo anterior “o”, que equivale 
a “aquilo”, um pronome demonstrativo com valor de substantivo).
• “o deputado acusado” – sujeito.
• “fez” – verbo transitivo direto.
Análise: no exemplo acima, o vocábulo “o” é um pronome demonstrativo – e o “que”, 
um pronome relativo. Para chegar a esta classificação, devem-se seguir alguns passos:
1) Faça a substituição lexical: “Todos sabem aquilo que o deputado fez”.
2) Divida as orações entre o demonstrativo “o” e o relativo “que”: Todos sabem o | que 
o deputado fez”.
3) Estabeleça a relação anafórica, ou seja, o “que” pronome relativo, como já estuda-
mos, retoma o termo imediatamente anterior – que, neste caso, é o pronome demons-
trativo “o” (aquilo).
4) Agora, depois da retomada do antecedente, classifique sintaticamente o pronome 
relativo “que”: “o deputado fez aquilo” (aquilo = objeto direto). Ressalte-se que a função 
do vocábulo “aquilo”, na oração 2, é a função sintática do pronome relativo “que” (objeto 
direto), porquanto este pronome retoma o demonstrativo “o” (aquilo). 
• “... ao contrário do que se pode pensar...”
Análise:
• “do” = de + o
Logo, a substituição lexical será “do que” por “daquilo”.
Neste caso, a divisão entre “do” e “que” demonstra que o termo “que” é um pronome 
relativo e, portanto, anafórico.
• “O que faz um trabalho de investigação ser bom é a capacidade de organizar...”
Análise:
A substituição lexical será “O que” por “Aquilo”. Neste caso, o termo “que” é um pro-
nome relativo e, portanto, anafórico.
20m
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Orações Subordinadas Substantivas II
GRAMÁTICA PARA FGV
ANÁFORA X CATÁFORA
• Anáfora – retoma um termo antecedente.
• Catáfora – retoma um termo seguinte. 
GABARITO
5. b
25m
�� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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Expletivo “É Que” e Pronome Relativo “Cujo”
GRAMÁTICA PARA FGV
EXPLETIVO “É QUE” E PRONOME RELATIVO “CUJO”
PERÍODO COMPOSTO
1. Por subordinação:
Orações subordinadas substantivas – “que” e “se” são conjunções integrantes;
Orações subordinadas adjetivas – “que” e “o qual” como pronome relativo;
Orações subordinadas adverbiais
2. Por coordenação:
Orações coordenadas assindéticas
Orações coordenadas sindéticas
Que = pronome relativo
1. oração subordinada adjetiva
2. o qual
3. anafórico
4. possui função sintática
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Que = conjunção integrante
1. orações subordinadas substantivas
2. não possui função sintática
Exemplo:
Tentamos mostrar que a economia pode melhorar.
6. (FGV SENADO) “É com uma ação eficiente do governo e do setor privado que certamente 
poderemos promover o desenvolvimento dos países.” Ao fazermos a seguinte alteração no 
período acima: É com uma ação eficiente do governo e do setor privado que certamente 
promoveremos o desenvolvimento dos países, é correto afirmar que:
a. tem duas orações.
b. é composto por subordinação somente.
c. é composto por coordenação e subordinação.
d. é simples.
e. é composto por coordenação somente.
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Expletivo “É Que” e Pronome Relativo “Cujo”
GRAMÁTICA PARA FGV
Nesse caso a resposta vai ser letra D, período simples, oração absoluta. Pois o “é que” é 
expletivo, pode-se retirar sem prejudicar a estrutura sintática.
É QUE (LOCUÇÃO EXPLETIVA)
A expressão “é que”, como locução expletiva ou de realce, é empregada para eviden-
ciar um termo da oração, e não lhe cabe função sintática nenhuma.
Os deputados é que saíram ganhando. (período simples)
• os deputados é o sujeito; saíram ganhando é a locução verbal; se tirar o “é que” o 
sujeito continua sujeito, a frase fica coerente, o verbo continua na mesma, não 
muda a estrutura sintática. Por isso a locução verbal é considerada período simples.
Nós é que somos brasileiros. (período simples)
• nós é sujeito, verbo de ligação caracteriza o nós, que é o sujeito predicativo do 
sujeito, se tirar o “é que” não muda nada; o nós continua sujeito, se tirar nós somos 
brasileiros, então é considerado período simples, só há um verbo.
Foi por meio da teoria que o professor explicou a matéria.
O expletivo é quando o é e o que, ou até no passado foi que, será que, flexionando o 
tempo verbal, aparece bem separado, o verbo ser e o que, vem separados.
ANÁLISE
Nos exemplos acima, a expressão “é que” pode ser retirada sem modificar as relações 
sintáticas: “Os deputados saíram ganhando” – “Nós somos brasileiros” – “Por meio da 
teoria o professor explicou a matéria”. 
Exemplo de expletivo em uma questão:
(CESPE/2023) Foi na Constituição de 1891 que, pela primeira vez, o MP mereceu uma 
referência no texto fundamental. Já a Constituição Federal de 16 de julho de 1934 dis-
pensou um tratamento mais alentador ao MP, definindo-lhe algumas atribuições bási-
cas. As Constituições de 1946 a 1967 poucodisseram acerca do MP.
5m
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Expletivo “É Que” e Pronome Relativo “Cujo”
GRAMÁTICA PARA FGV
CUJO
Características do pronome relativo “cujo”. 
Ele é sempre em funcionamento, pronome relativo. O cujo em funcionamento dentro 
do texto, é pronome relativo. E todo pronome relativo, o “que” relativo, “qual” relativo, só 
corre em orações adjetivas.
Se estiver sem vírgula antes do cujo, é uma restritiva. Se tivermos a vírgula, é uma 
explicativa, além disso:
1. Introduz oração subordinada adjetiva;
2. Exerce função sintática de adjunto adnominal;
3. Dá ideia de posse;
4. Não admite posposição de artigo – Filtro;
5. Estabelece concordância com o consequente – Filtro;
6. Tem de existir nome antes e depois do cujo – Filtro.
EXEMPLOS COM BASE NO FILTRO
EXEMPLO 1:
Foram comprados relógios de ouro, cujas correias eram de couro de elefante.
Primeira coisa, item 4, não admite posposição de artigo. Segunda coisa, ele tem que 
concordar com consequente, com o termo seguinte. Nesse caso concorda, cujas é femi-
nino, correias é feminino e plural. Outra ele tem de ter nome antes e nome depois. Reló-
gio de ouro núcleo, relógio substantivo antecedente.
Item 4, não há artigo, concorda com correias que é feminino e plural, tem nome antes 
e depois. São os itens que são mais fáceis, o nível de erro mais tranquilo detectar é este 
erro que não passa pelo filtro. Faltou uma dessas três características, na hora da prova 
pode-se marcar como errado.
Lembre-se, o cujo sempre vai retomar o antecedente porque ele é um pronome rela-
tivo. O cujo estabelece relação de posse com consequente.
A preposição “de” da posse, ela está intrínseca, não é escrita na frase. Na hora que se 
pega o antecedente e joga para possuir o consequente, vem com a preposição “de”. 
EXEMPLO 2:
Na América Latina, entretanto, o fornecimento de cuidados é tradicionalmente feito 
pelas famílias, cujas mulheres desempenham gratuitamente papel central como cuida-
doras de crianças.
10m
15m
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Expletivo “É Que” e Pronome Relativo “Cujo”
GRAMÁTICA PARA FGV
Seguindo o filtro para fazer a análise, não existe artigo, estabelece concordância com 
o consequente e existe nome antes e depois (famílias). Por que é que tem de ter ante-
cedente? Porque ele vai retomar o antecedente. É necessário alguém antes, de um subs-
tantivo ou palavra com valor de substantivo para eu usar o cujo. E este antecedente 
estabelecerá a relação de posse com o consequente.
Então, a frase vai ficar assim, as mulheres das famílias. Se refere a um substantivo 
concreto, adjunto adnominal.
Antes do cujo, pode haver preposição.
EXEMPLO QUE NÃO PASSA PELO FILTRO:
Aquele espelho grande e anônimo, em cujo se reproduz nossa imagem, dá bem a 
medida da pessoa.
• ele tem de saber a relação com a expressão nominal antes, pode ser um substantivo 
ou palavra que falou de substantivo, e uma expressão depois.
A lei cujos artigos discordo pode ser revogada. 
• Primeira coisa, o cujo não aceita artigo. Segunda, ele estabelece concordância com 
consequente. Artigos é uma palavra masculina e plural, cujos masculino e plural. 
Existe nome antes que é lei, existe nome depois. Então, esse cujo retoma é concor-
dância com consequente, que vai estabelecer a relação de posse com consequente.
É invejável a paz de cujos benefícios desfrutam os que moram nas pequenas estâncias.
• Não existe artigo, tem nome antes e depois, concorda com o consequente, bene-
fício é masculino aos benefícios e plural, cujos também. Passou pelo filtro, mas só 
por isso está certo? Não. Aqueles desfrutam dos benefícios da paz. Quem desfruta, 
desfruta de alguma coisa, aqueles desfrutam. Essa preposição não tem relação com 
a posse. A da posse da paz não precisa ter escrito em lugar nenhum. 
Os braços da Justiça, a cujo alcance deveriam estar todos, tornam-se inócuos.
20m
25m
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Expletivo “É Que” e Pronome Relativo “Cujo”
GRAMÁTICA PARA FGV
• Esta questão passa pelo filtro, mas esse “a”, quando estiver antes do cujo, esse não é 
artigo, é uma preposição. Ela pode estar errada, mas passa pelo filtro. O outro artigo 
seria cujo o. O cujo retoma os braços da justiça e que vai possuir o alcance. A frase vai 
ficar o alcance, de quem? A ideia de posse dos braços da justiça.
Dessa forma, nem todas essas preposições antes do que, antes do cujo, são exigidas 
por um verbo transitivo e indireto. Existindo assim, preposições circunstanciais.
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
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Exercícios (Pronome Cujo)
GRAMÁTICA PARA FGV 
 EXERCÍCIOS (PRONOME CUJO)
7. (FGV/2023) Em todas as frases abaixo foi feita a modificação da estrutura sublinhada 
por outra com o pronome relativo “cujo”; assinale a opção em que essa substituição foi 
feita de forma incorreta.
a. O governador é amigo de meu irmão. Simpatizo com ele. / Simpatizo com o governador, 
cujo amigo é meu irmão.
b. Morreu ontem o célebre ator. Fiz alusão a seus filmes. / Morreu ontem o célebre ator a 
cujos filmes fiz alusão.
c. Sólido é este Estado. Vivemos em suas fronteiras. / Sólido é este Estado em cujas 
fronteiras vivemos.
d. Devo muito a meus avós. Morei em sua casa. / Devo muito a meus avós em cuja casa morei.
a. As orações passam pelo filtro, pois não existe artigo, concorda com amigo, que é o 
consequente masculino e singular, e existe nome antes e depois (governador).
O cujo da segunda oração retoma o governador, que estabelece relação de posse com amigo.
Não há nenhum erro gramatical na frase O amigo do governador é meu irmão.
b. A cujos passa pelo filtro. Cujo retoma o ator, e o ator possui filme.
Fiz alusão aos filmes do autor.
c. As orações passam pelo filtro. Cujas retoma Estado, o qual possui as fronteiras. 
Nas fronteiras deste Estado vivemos.
d. As orações passam pelo filtro.
Na casa de meus avós morei.
Nessa questão, é preciso tomar cuidado com quem ele está estabelecendo a relação de 
posse nos termos sublinhados no enunciado.
A alternativa A diz que “o amigo é do meu irmão”, mas a alternativa formou a frase “o amigo 
do governador”.Comparando as alternativas, em todas elas, com exceção da letra A, a ideia 
de posse é respeitada. Por isso a alternativa A é incorreta.
SÓLIDO É ESTE ESTADO EM CUJAS FRONTEIRAS VIVEMOS.
5m
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Exercícios (Pronome Cujo)
GRAMÁTICA PARA FGV 
8. (FGV/CGMRJ/2023) Em cada uma das alternativas abaixo, observa-se uma passagem 
retirada do texto 1 (anterior ao sinal >) e uma proposta de reescritura dessa mesma 
passagem (posterior ao sinal >). 
A alternativa em que essa reescritura NÃO produz desvio da norma padrão no que diz 
respeito ao uso do pronome relativo é:
a. “ela é levada em conta, por exemplo, no design de mísseis termoguiados, aqueles que 
perseguem o avião acrobático do herói nos filmes de ação.” (3º parágrafo) > ela é levada 
em conta, por exemplo, no design de mísseis termoguiados, aqueles pelos quais o avião 
acrobático do herói é perseguido nos filmes de ação;
b. “Some-se a esses fatos bem estabelecidos apenas mais um, também nada polêmico – o 
de que a queima de petróleo, carvão e outros hidrocarbonetos produz CO2 – e temos uma 
cadeia de premissas que leva a deduções lógicas que não requerem nenhum ‘Xeroque Rolmes’” 
(4º parágrafo) > Some-se a esses fatos bem estabelecidos apenas mais um, também nada 
polêmico – o de que a queima de petróleo, carvão e outros hidrocarbonetos produz CO2 
– e temos uma cadeia de premissas que leva a deduções lógicas às quais não pressupõem 
nenhum ‘Xeroque Rolmes’;
c. “No caso do aquecimento global causado por atividade humana,é verdade que, pelo 
menos até os anos 70 do século passado, muitos cientistas especulavam se o efeito não seria 
autolimitante” (6º parágrafo) > No caso do aquecimento global que a causa é a atividade 
humana, é verdade que, pelo menos até os anos 70 do século passado, muitos cientistas 
especulavam se o efeito não seria autolimitante;
d. Mas hoje sabemos que essas válvulas de escape e controle, com que imaginávamos poder 
contar, 40 anos atrás, simplesmente não funcionam.” (7º parágrafo) > Mas hoje sabemos 
que essas válvulas de escape e controle, que imaginávamos poder confiar, 40 anos atrás, 
simplesmente não funcionam;
e. “A saída que resta para quem insiste em negar esses fatos é apostar em alguma espécie 
de ilusão coletiva ou conspiração envolvendo praticamente todos os cientistas – mais de 
90%, na verdade – que têm o estudo do clima e de suas variações de longo prazo como 
principal foco de pesquisa.” (13º parágrafo) > A saída que resta para quem insiste em negar 
esses fatos é apostar em alguma espécie de ilusão coletiva ou conspiração envolvendo 
praticamente todos os cientistas – mais de 90%, na verdade – cujo o principal foco de 
pesquisa é o estudo do clima e de suas variações de longo prazo.
A reescritura começa a partir do sinal de >.
a. Pelos quais é relativo. A frase ficará assim:
Por aqueles mísseis, o avião acrobático do herói é perseguido nos filmes de ação.
10m
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Exercícios (Pronome Cujo)
GRAMÁTICA PARA FGV 
Apesar da frase parecer perfeita, tratando-se da FGV pode ser necessário marcar a alternativa 
mais certa, a mais errada ou comparar as alternativas.
b. Quais retoma deduções lógicas.
O sujeito da frase não pode ser nenhum ‘Xeroque Rolmes’, pois em pressupõem o acento 
circunflexo é plural. Por isso, o sujeito é deduções.
Às quais não deve ter o sinal indicativo de crase.
c. Que retoma o termo aquecimento global.
A construção “O aquecimento global a causa é a atividade humana” ficaria totalmente sem sentido.
Vamos retirar que a e colocar cuja, formando a frase:
A causa do aquecimento global é a atividade humana.
d. Quem pode confiar, pode confiar EM. O uso do que sozinho está errado.
e. O cujo não admite posposição de artigo.
9. (FGV/2023) Em todas as opções abaixo aparecem duas frases, que foram reescritas 
em uma só frase com o auxílio do pronome relativo “cujo”; a frase em que isso foi feito 
de forma inadequada, é:
a. O turista dirigiu-se à delegacia / Sua carteira fora roubada = O turista, cuja carteira fora 
roubada, dirigiu-se à delegacia;
b. O técnico criticou os jogadores / A atuação dos jogadores deixou muito a desejar = O 
técnico criticou os jogadores cuja atuação deixou muito a desejar;
c. O motorista se queixou ao policial / Seu carro havia sido fechado pelo ônibus = O motorista, 
cujo carro havia sido fechado pelo ônibus, se queixou ao policial;
d. Este é o livro indicado para leitura / Li suas páginas com atenção = Este é o livro cuja 
leitura foi indicada e li suas páginas com atenção;
e. Gostaria que todos conhecessem o escritor / Considero sua obra uma maravilha = Gostaria 
que todos conhecessem o escritor cuja obra considero uma maravilha.
a. Primeiro é preciso verificar o filtro.
Sua carteira é a carteira do turista.
O cujo não admite posposição de artigo, e não há artigo na frase.
Concorda com o consequente.
Carteira é um nome feminino, e tem nomes antes e depois.
A carteira do turista foi roubada / Sua carteira.
b. A atuação é dos jogadores.
A atuação dos jogadores deixou muito a desejar.
c. Seu carro = o carro do motorista.
15m
20m
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Exercícios (Pronome Cujo)
GRAMÁTICA PARA FGV 
O carro do motorista havia sido fechado.
d. Li suas páginas = as páginas do livro
Na frases originais, fala-se sobre as páginas do livro, já na reescrita fala-se sobre a leitura do 
livro. Houve, portanto, uma mudança na relação de posse, o que deixou a posse inadequada.
e. A obra é do escritor.
Eu considero a obra uma maravilha (a obra do escritor)
GABARITO
7. a
8. a
9. d
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula prepa-
rada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclu-
siva deste material.
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Onde / Aonde
GRAMÁTICA PARA FGV
ONDE / AONDE
Onde = lugar (em)
Quando onde for um pronome relativo, poderá ser substituído por em que / no qual.
Onde você esteve ontem?
Onde você mora? (Quem mora, mora em algum lugar)
A frase Aonde você mora está gramaticalmente errada.
A frase Aonde você foi morar está gramaticamente errada, o correto é Onde você 
foi morar. 
Para saber como usar onde a aonde, aprenda sobre regência para entender se a 
estrutura pede em ou a.
Aonde = locomoção (a)
Aonde é usado quando é pedida a preposição a e o verbo dá a ideia de locomoção.
Aonde elas vão? (Quem vai, vai a algum lugar. O verbo ir indica locomoção)
Amo a terra onde nasci (VI).
Onde retoma a terra, que é um lugar. Quem nasce, nasce em. Na terra é um adjunto 
adverbial de lugar.
Também é correto dizer “A terra em que nasci” / “A terra na qual nasci”. Mas prefira 
escolher que em vez de qual.
Onde querem chegar com esses argumentos?
querem = verbo auxiliar
chegar = verbo principal
chegar (locativas) = destino
A frase Cheguei em casa à noite, apesar de ser uma construção muito usada no 
dia a dia do português brasileiro, não está consoante o rigor. O correto é Cheguei a 
casa à noite.
O verbo chegar indica locomoção. Quem chega, chega a algum lugar.
Correto: Cheguei ao shopping.
Errado: Cheguei no shopping.
Aonde devo dirigir-me para efetuar o pagamento?
Quem se dirige, se dirige a.
“nasci em casa de dois planos, o de cima, da família, sobre tábuas lavadas, claro e 
sem segredos, e o de baixo, das crianças, o porão escuro, onde a vida se tece de nada, de 
pressentimentos, de imaginação, do estofo dos sonhos.
Onde retoma o porão escuro, que é um lugar. Nesse caso, onde é um pronome rela-
tivo, pois retoma o antecedente. Quando é relativo, poderia ser dito em que ou no qual.
5m
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Onde / Aonde
GRAMÁTICA PARA FGV
“Virá o tempo em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos terá de abarcar 
um direito mais amplo que o direito humano à informação, estabelecido pela primeira 
vez 21 anos atrás no artigo 19
Nesse caso, esse “em que” retoma o tempo. A construção virá o tempo no qual não 
é a melhor opção, mas é cabível gramaticalmente. O que não cabe é onde, pois tempo 
não é lugar.
10. (FGV/CÂMARA/SP/2024) Assinale a frase em que houve troca indevida entre 
ONDE e AONDE.
a. Oh! Onde estão os campos?
b. É preciso se ter um jardim onde quer que você esteja.
c. Aonde pensas ir sem os guarda-costas?
d. Não sei aonde ele vai chegar com essas ideias absurdas.
e. Não pode haver crise esta semana. Não tenho aonde esconder-me.
A. Se está, está em.
B. Quem está, está em algum lugar.
C. Quem vai, vai a. Aonde indica locomoção.
D. Quem chega, chega a.
E. Quem se esconde, esconde-se em.
11. (FGV/ASSEMBLEIA LEGISLATIVA/PARANÁ/2024) Assinale a frase cujo termo sublinhado 
está mal-empregado.
a. Não havia nada na sala senão lixo.
b. Ele não tinha mais para aonde ir.
c. Ele viajou cerca de dez dias à procura do cachorro perdido.
d. Eles não vieram ao encontro, por quê?
e. Ficaram ricos graças ao prêmio da loteria.
A. Senão dá a ideia de “a não ser / ao contrário / mas sim”.
B. Ir “a” “para”
Vou a Goiânia (retorno)
Vou para Goiânia (permanência)
Vou em Goiânia
15m
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Onde / Aonde
GRAMÁTICA PARA FGV
Quando usamos o verbo ir, usamos para + onde ou somente aonde, não é preciso usar as 
duas preposições.
C. Cerca de = aproximadamente
A FGV já considerou incorreto o uso de “cerca de 41,5%”,pois “cerca de” significa 
aproximadamente. Assim, não é adequado usar essa expressão com valores exatos. Deve-
se utilizá-la com valores aproximados e redondos, como “cerca de 40%”.
D. O quê no final da frase é sempre tônico e acentuado.
E. A expressão “graças a” é utilizada para indicar uma causa, mas apenas causas de valor 
positivo. Graça já remete a algo positivo. Por exemplo, diz-se: “graças ao Gran Cursos e ao 
meu esforço, fui aprovado.”
Segundo a FGV, não é correto utilizar “graças a” em contextos negativos, pois isso constitui 
uma impropriedade vocabular. Assim, em casos de eventos negativos, como “graças à 
pandemia, as escolas fecharam”, deve-se usar “em razão de” ou “devido à”.
12. (FGV/2023) Assinale a opção que apresenta a frase em que houve troca indevida 
entre onde/aonde.
a. Onde é que o senhor trabalha?
b. O fiscal não sabia onde encontrar o comerciante.
c. Nossos corpos são onde nós ficamos, nossos espíritos são o que nós somos.
d. O advogado de defesa declarou que não percebeu aonde o promotor queria chegar com 
as acusações.
e. O delegado ensinou ao policial onde dirigir-se para obter o documento que registrara o 
acidente.
A. Está correta, pois trabalha-se em algum lugar.
B. Também está correta, pois encontra-se alguém em algum lugar.
C. Se eu fico, fico em algum lugar;
D. Se chego, chego a algum lugar, indicando locomoção.
E. Quem se dirige, dirige-se a algum lugar. O correto é usar aonde.
13. (FGV/CÂMARA /CONSULTOR/2023) Em todas as opções abaixo há a presença de dois 
períodos. O modo de reescrevê-los de forma adequada em um só período por meio de 
um pronome relativo, é: 
20m
25m
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Onde / Aonde
GRAMÁTICA PARA FGV
a. A linguagem é um fenômeno complexo. Seu estudo foi objeto de numerosos trabalhos / 
A linguagem, da qual foi objeto de numerosos estudos, é um fenômeno complexo.
b. Podem-se fazer pesquisas na Biblioteca Nacional. Aí é encontrada uma documentação 
inestimável / Podem-se fazer pesquisas na Biblioteca Nacional aonde é encontrada uma 
documentação inestimável.
c. Os divertimentos contemporâneos mostram características bem precisas. Eles se distinguem 
das festas de outrora / Os divertimentos contemporâneos mostram características bem 
precisas que se distinguem das festas de outrora.
d. Os homens pré-históricos pintavam e esculpiam há 20.000 anos atrás. Os museus expõem 
hoje as obras dos homens pré-históricos / Os homens pré-históricos pintavam e esculpiam 
há 20.000 anos atrás cujas obras são hoje expostas nos museus.
e. Entre as obras expostas há algumas muito célebres. A exposição dessas obras não é 
encontrada nos sites / Entre as obras expostas há algumas muito célebres cuja exposição 
não é encontrada nos sites.
A. A frase se refere ao estudo da linguagem. A frase correta seria: “A linguagem, cujo estudo…”
B. Se eu encontro, encontro em algum lugar. O pronome a ser usado é onde.
C. Na reescritura, o que retoma características bem precisas. No entanto, na frase original 
o referente de eles são os divertimentos. Na reescritura, o referente foi modificado.
D. O uso de cujas mudou totalmente o sentido, pois retomou 20.000 anos atrás e deu à 
frase o seguinte sentido: as obras de 20.000 anos atrás são hoje expostas no museu. No 
entanto, o texto original fala sobre as obras dos homens. Mesmo que a banca não tenha 
pedido o sentido, o candidato já deve saber que a banca cobra isso.
Perceba que o comando da questão pede a reescritura de “forma adequada”, o que se refere 
ao sentido amplo de estilística, consonância de sentido e também conformidade com as 
referências.
E. Cuja retoma célebres.
A exposição de algumas muito célebres (dessas obras que são célebres).
O referente foi mantido.
30m
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Onde / Aonde
GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
 10. e
 11. b
 12. e
 13. d
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Período Composto
• Por subordinação:
– Orações subordinadas substantivas;
– Orações subordinadas adjetivas;
– Orações subordinadas adverbiais.
As orações subordinadas adjetivas são as mais cobradas pelas bancas examinadoras. Em 
menor grau, são cobradas as orações adverbiais.
• Por coordenação:
– Orações coordenadas assindéticas;
– Orações coordenadas sindéticas.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Essas orações possuem o valor morfológico de advérbio. Sintaticamente exercem 
função de adjunto adverbial. São introduzidas por conjunções subordinativas (exceto as 
conjunções integrantes “que” e “se”).
Obs.: � sintaticamente, todo advérbio é um adjunto adverbial.
Toda conjunção de oração adverbial é chamada de conjunção subordinativa. A deno-
minação “conjunção integrante” é utilizada para as orações substantivas.
Devem-se considerar dois fatores para classificar o tipo de oração subordinada 
adverbial: a conjunção e o valor semântico da oração.
Exemplos
• Comprei o carro quando estive em Goiânia.
Primeira oração: comprei o carro;
– Sujeito da primeira oração: eu;
– O verbo “comprei” é um verbo transitivo direto;
– “o carro” é um objeto direto;
– Oração principal;
– Tipo mais cobrado em provas.
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
Segunda oração: quando estive em Goiânia
– Tem valor de advérbio e não complementa o verbo, apenas faz referência a ele;
– Oração subordinada adverbial temporal; 
– Toda conjunção que introduz oração adverbial é uma conjunção subordinativa;
– Quando houver oração principal seguida de oração subordinada adverbial, a vír-
gula é facultativa.
• Quando estive em Goiânia, comprei o carro.
– Nesse caso, a oração subordinada adverbial de tempo está anteposta à oração 
principal. Quando isso ocorre, a vírgula é obrigatória.
CONECTIVO “QUANDO”
O conectivo “quando” nem sempre introduzirá oração subordinada adverbial tempo-
ral. Deve-se prestar atenção às relações sintáticas entre as orações:
• Todos sabem quando o professor chega à sala.
Primeira oração: todos sabem
– Sujeito: todos;
– O verbo “sabem” é um verbo transitivo direto;
– Oração principal. 
Segunda oração: quando o professor chega à sala.
– Não tem valor de advérbio;
– Trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva direta;
Obs.: � para a gramática tradicional, apenas “que” e “se” são consideradas conjunções 
integrantes. No entanto, pode-se dizer que a palavra “quando”, no exemplo acima, 
está no papel de conjunção integrante.
– Esse tipo de oração é chamado de oração justaposta.
• Esta é a frase de uma época quando os valores tendiam ao equilíbrio.
Primeira oração: esta é a frase de uma época.
Segunda oração: quando os valores tendiam ao equilíbrio.
5m
10m
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
– A palavra “quando” tem o valor de “em que”, por isso, é considerada um pro-
nome relativo;
– “Quando” pode ser substituída por “em uma época”, um adjunto adverbial.
14. (FGV/TJRO/TÉCNICO/2021) “Após sucessivos anos de poucas chuvas, os reservatórios 
das hidrelétricas brasileiras nas regiões Sudeste e Sul chegaram ao mês de setembro em 
seu pior nível histórico, abaixo mesmo do patamar de 2001, quando o país enfrentou 
um severo racionamento de energia. Para especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, 
esse cenário torna elevado o risco de apagões (interrupções temporárias localizadas de 
fornecimento), ainda mais em momentos de picos de consumo, que ficam mais frequentes 
com a volta do calor.” (BBC News Brasil, 19/09/2021)
A frase abaixo em que o vocábulo “quando” mostraII
Finalidade da análise sintática
A análise sintática serve para tornar “claras e racionalmente perceptíveis as rela-
ções entre os membros da frase” (sua concordância, sua regência, sua colocação); serve, 
mais, como elemento de verificação da boa construção de uma frase: “a análise lhe reve-
lará o ponto fraco, a estrutura mal urdida”; permite, ainda, racionalizar a pontuação. (Cf. 
Gladstone Chaves de Melo, NMAS, 25, e Augusto Gotardelo, O Emprego da Vírgula, 3).
Podem-se dividir as nomenclaturas sintáticas em dois grupos: há os termos que se 
referem a verbos; e aqueles que se referem a nomes. Veja:
1. Termos relacionados a verbos:
Objeto direto;
Objeto indireto;
Adjunto adverbial;
Agente da passiva.
2. Termos relacionados a nomes:
Adjunto adnominal;
Complemento nominal;
Predicativo;
Aposto.
Morfossintaxe
Morfologia Sintaxe
Substantivo Núcleo dos termos (sujeito, OD, complemento nominal etc.)
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
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Morfossintaxe II
GRAMÁTICA PARA FGV 
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
As classes gramaticais levam a uma função sintática.
Exemplos
1. O discurso rápido me grada.
Sujeito: O discurso rápido.
O = artigo.
Rápido = qualifica “discurso”, logo, se trata de um adjetivo.
Discurso = substantivo.
Um adjetivo pode exercer a função sintática de adjunto adnominal ou de predicativo. 
Na oração em questão, ele está acompanhando um nome, logo, trata-se de um adjunto 
adnominal.
2. O professor fala rápido.
Rápido = advérbio.
Sintaticamente, todo advérbio é um adjunto adverbial.
3. O professor chegou de São Paulo. 
“De onde” remete a um lugar.
Chegou de São Paulo = Locução adverbial.
5m
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Morfossintaxe II
GRAMÁTICA PARA FGV 
Toda locução adverbial é, sintaticamente, um adjunto adverbial. No exemplo em 
questão, trata-se de um adjunto adverbial de lugar.
4. Um dos argumentadores pediu ao Jacobina alguma opinião.
Alguma = pronome indefinido que acompanha o substantivo “opinião”.
Todo pronome que acompanha um substantivo é um pronome adjetivo, e todo pro-
nome adjetivo é, sintaticamente, um adjunto adnominal.
1. (FGV/2023) O Conselheiro Vale morreu às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859. 
Morreu de apoplexia fulminante, pouco depois de cochilar a sesta, — segundo costumava 
dizer, — e quando se preparava a ir jogar a usual partida de voltarete em casa de um 
desembargador, seu amigo. O Dr. Camargo, chamado à pressa, nem chegou a tempo de 
empregar os recursos da ciência; o Padre Melchior não pôde dar-lhe as consolações da 
religião: a morte fora instantânea.
Assinale o termo a seguir que exerce função sintática diferente da dos demais.
a. às 7 horas da noite.
b. de 25 de abril de 1859.
c. de apoplexia fulminante.
d. em casa de um desembargador.
“às 7 horas da noite de 25 de abril de 1859”: locução adverbial → adjunto adverbial de tempo. 
às 7 horas da noite: refere-se ao verbo “morreu”.
de 25 de abril de 1859: refere-se ao nome “noite”.
“de apoplexia fulminante”: adjunto adverbial de causa; refere-se ao verbo “morreu”.
“em casa de um desembargador”: adjunto adverbial de lugar; refere-se ao verbo “jogar”.
Obs.: � um termo que se refere a um verbo não tem a mesma função de um termo que 
se refere a um substantivo. 
“de 25 de abril de 1859” é o único termo que se refere a um nome.
10m
15m
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Morfossintaxe II
GRAMÁTICA PARA FGV 
Pode haver (1)alguma coisa (2)mais tola, me diga, que a maneira de viver desses 
homens que deixam a prudência de lado? Vivem (3)ocupados para poder viver (4)
melhor: acumulam a vida, dissipando-a(5). Fazem seus projetos para (6)longo tempo, 
porém esse adiamento é prejudicial para vida, já que nos tira o dia a dia, rouba o presente 
comprometendo o futuro. A expectativa é o (7)maior impedimento para viver: leva-nos 
para o amanhã e faz com que se perca o presente. Daquilo que depende do destino, 
abres mão; do que depende de ti, deixas fugir.
(1) alguma: pronome indefinido; refere-se ao substantivo “coisa”. Todo pronome que 
acompanha um substantivo é um pronome adjetivo, que, por sua vez, trata-se, sintati-
camente, de um adjunto adnominal.
Tola: adjetivo ligado ao substantivo “coisa”.
(2) mais: acompanha o adjetivo “tola”. Trata-se de um advérbio, e todo advérbio é um 
adjunto adverbial, no caso, um adjunto adverbial de intensidade.
(3) ocupados: gramaticalmente, trata-se de adjetivo. Todo adjetivo é um adjunto 
adnominal ou um predicativo. De maneira simplificada, para se tratar de um adjunto 
adnominal, é preciso estar junto de um nome, o que não é o caso. Assim, trata-se de um 
predicativo.
(4) melhor: advérbio relacionado ao verbo “viver”. Trata-se de um adjunto adverbial 
de modo. 
(6) longo: adjetivo ligado ao substantivo “tempo”. Trata-se de um adjunto adnominal.
(7) maior: o núcleo de “o maior impedimento” é o substantivo “impedimento”. “Maior” 
é um adjetivo e, por estar junto de um substantivo, trata-se de adjunto adnominal.
Observe, agora, o uso da palavra “pouco” nos dois contextos abaixo:
“Convém discernir o que o debate tem de meritório e de casuístico — além de pouco 
realista.”
20m
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Morfossintaxe II
GRAMÁTICA PARA FGV 
“Pouco” se refere a “realista”, que, por sua vez, é um adjetivo ligado ao substan-
tivo “debate”. A classe gramatical de palavras que dá intensidade a um adjetivo é a de 
advérbios. Todo advérbio é um adjunto adverbial – no caso, um adjunto adverbial de 
intensidade.
“Mas, se inexiste dúvida de que o país necessite proceder com urgência a uma reforma 
política, tampouco se vê sinal de que uma proposta tão complexa como a adoção do par-
lamentarismo possa amadurecer em pouco tempo.”
Obs.: � “Pouco” se refere a “tempo”. Trata-se de um pronome adjetivo, logo, um adjunto 
adnominal. 
GABARITO
1. b
25m
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Morfossintaxe III
GRAMÁTICA PARA FGV
MORFOSSINTAXE III
Morfossintaxe
Morfologia Sintaxe
Substantivo
Núcleo dos termos (sujeito, OD, complemento 
nominal etc.)
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
Meu querido neto Mizael,
Recebi a sua cartinha. Ver que você se tem adiantado muito me deu muito prazer.
Fiquei muito contente quando sua mãe me disse que em princípio de maio estarão cá, 
pois estou com muitas saudades de vocês todos. Vovó te manda muitas lembranças.
A menina de Zulmira está muito engraçadinha. Já tem dentinhos.
Com muitas saudades te abraça sua Dindinha e Amiga, Bárbara.
• O primeiro “muito”, em “me deu muito prazer”, está modificando o substantivo 
“prazer”. Assim, o “muito” é um pronome adjetivo, e não um advérbio de intensi-
dade. Todo pronome adjetivo é um adjunto adnominal.
• Em “A menina de Zulmira está muito engraçadinha”, “muito” está modificando 
“engraçadinha”, adjetivo ligado ao substantivo “menina”. A classe de palavras que 
modifica adjetivos é a de advérbios,o mesmo valor daquele apresentado 
no texto acima é:
a. Não se pode prever quando isso vai ocorrer de novo;
b. Desconhecemos quando esses fatos vão acontecer;
c. Os vulcões entraram em erupção quando o tempo mudou;
d. Esse é o momento quando todos devem tomar precauções;
e. As notícias chegaram quando menos se esperava.
Observa-se que a palavra “quando” se refere ao ano de 2001. Ela pode dar lugar a “em 2001”, 
um adjunto adverbial. 
Sendo assim, trata-se de um pronome relativo.
a. O verbo “prever”, transitivo direto, necessita de um objeto direto. Trata-se de uma oração 
subordinada substantiva subjetiva. “Quando” tem o papel de conjunção integrante.
b. O verbo “desonhecer”, transitivo direto, necessita de um objeto direto. “Quando” tem o 
papel de conjunção integrante.
c. Trata-se de uma oração subordinada adverbial temporal. “Quando” tem o papel de uma 
conjunção subordinativa.
d. A palavra “quando” tem o valor de “em que”, podendo ser substituída por “no momento”, 
um adjunto adverbial. Dessa forma, “quando” tem o papel de pronome relativo.
e. Trata-se de uma oração subordinada adverbial temporal. “Quando” tem o papel de uma 
conjunção subordinativa.
15m
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
Exemplos 
• Se houvesse mais honestidade sobre as vulnerabilidades, nos sentiríamos mais livres 
para experimentar todos os tipos de emoções.
Primeira oração: se houvesse mais honestidade sobre as vulnerabilidades.
– Oração subordinada adverbial condicional;
– Em regra, nas orações subordinadas adverbiais condicionais, o verbo é usado no 
subjuntivo;
– “houvesse” está no pretérito perfeito do subjuntivo.
Segunda oração: nos sentiríamos mais livres para experimentar todos os tipos 
de emoções.
– Oração principal.
• À medida que os anos passam, minha capacidade de adaptação à realidade se 
torna menor.
Primeira oração: à medida que os anos passam.
– Oração subordinada adverbial proporcional;
– Está anteposta à oração principal, por isso a vírgula é obrigatória;
– Nesse caso, “à medida que” poderia ser substituído por “conforme” sem alterar o 
sentido da oração.
Segunda oração: minha capacidade de adaptação à realidade se torna menor.
– Oração principal. 
Obs.: � as conjunções de um grupo podem fazer parte de outro grupo, a depender do 
sentido da oração.
• À medida que rego a planta, ela cresce
– Oração subordinada adverbial proporcional
– Nesse caso, “à medida que” poderia ser substituído por “enquanto” sem alterar o 
sentido da oração.
20m
25m
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
• Causais (orações subordinadas adverbiais): porque, como (porque), pois, pois que, 
por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, porquanto;
• Concessivas (orações subordinadas adverbiais): embora, conquanto, bem que, se 
bem que, posto, posto que, sem que, apesar de que, nem que, por menos que, por 
mais que, nem que, ainda que, em que pese, quando mesmo;
• Condicionais (orações subordinadas adverbiais): se, caso, contanto que, salvo se, 
sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que;
• Temporais (orações subordinadas adverbiais): quando, antes que, depois que, até 
que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, 
que (desde que), primeiro que, enquanto;
• Consecutivas (orações subordinadas adverbiais): que, de forma que, de modo que, 
de sorte que, tanto que;
• Comparativas (orações subordinadas adverbiais): que, do que (depois de mais, 
menos, maior, menor, melhor e pior), qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), 
como, assim como, bem como, como se, que nem;
• Conformativas (orações subordinadas adverbiais): conforme, como (conforme), 
segundo, consoante;
• Proporcionais (orações subordinadas adverbiais): à medida que, ao passo que, à pro-
porção que, enquanto, quanto mais...mais, quanto mais...tanto mais, quanto mais...
menos, quanto mais...tanto menos;
• Finais (orações subordinadas adverbiais): para que (a fim de que, que, porque).
Exemplos
• Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de 
Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos manda-
tos até seis meses antes do pleito.
Primeira oração: para concorrerem a outros cargos. 
– Oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo;
– “Para” é uma preposição;
– Por estar anteposta à oração principal, a vírgula é obrigatória.
30m
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
Segunda oração: o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito 
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes 
do pleito.
– Oração principal.
• O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal e os 
Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito 
para concorrerem a outros cargos.
Primeira oração: o Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito 
Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes 
do pleito.
– Oração principal.
Segunda oração: para concorrerem a outros cargos.
– Oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo;
– Por suceder a oração principal, a vírgula é facultativa.
• Sem sombras de dúvidas, as novas plataformas poderão contribuir muito para o 
nosso cotidiano, desde que tenham suas usabilidades bem aplicadas e previamente 
pensadas de forma estratégica.
Primeira oração: sem sombras de dúvidas, as novas plataformas poderão contribuir 
muito para o nosso cotidiano.
– Oração principal.
Segunda oração: desde que tenham suas usabilidades bem aplicadas e previamente 
pensadas de forma estratégica.
– Oração subordinada adverbial condicional;
– Orações desse tipo têm o verbo no subjuntivo.
• Desde que ele chegou, eu não estudei mais.
Primeira oração: desde que ele chegou. 
– Oração subordinada adverbial temporal.
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
Segunda oração: eu não estudei mais.
– Oração principal.
• A música era tão alta, que ninguém conseguiu dormir
Primeira oração: a música era tão alta.
– Oração principal;
– A oração principal inclui o termo de intensidade.
Obs.: � o termo pode estar implícito, como no caso de “bebeu, que caiu”, uma oração 
subordinada adverbial consecutiva.
Segunda oração: que ninguém conseguiu dormir.
– Oração subordinada adverbial consecutiva;
Obs.: � geralmente associada aos termos “tão… que”.
15. (FGV/2023) Em todos os períodos abaixo há duas orações: a opção em que a segunda 
oração mostra uma consequência da primeira, é:
a. Só ficou contente, quando todos os amigos chegaram;
b. O turista visitaria a igreja, se houvesse tempo para isso;
c. Ninguém saiu do prédio porque faltava segurança;
d. Todos os sinais estavam apagados, por faltar energia;
e. Choveu tanto durante a noite, que as ruas se alagaram.
e. A oração principal é: choveu tanto durante a noite. Já a oração subordinada adverbial 
consecutiva é: que as ruas se alagaram. 
16. (FGV/2024) Entre as frases abaixo, assinale aquela que identifica corretamente a 
relação lógica entre os segmentos destacados.
a. Não tenhamos pressa, / mas não percamos tempo. — Explicação.
b. A muleta do tempo é mais trabalhadora / que a rápida clava de Hércules. — Comparação.
c. Há pessoas tão chatas / que nos fazem perder um dia em cinco minutos. — Conclusão.
40m
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Orações Subordinadas Adverbiais
GRAMÁTICA PARA FGV
d. Não somos nós quem perdemos tempo. / É o tempo que nos perde. — Concessão.
e. À medida que tenho menos tempo para praticar as coisas, / menos curiosidade tenho 
por aprendê-las. — Consequência.
a. Ideia de oposição.
b. Geralmente, as comparações têm verbos implícitos.
c. Ideia de consequência.
d. Ideia de contraste.
e. Ideiade proporção. 
GABARITO
 14. d
 15. e
 16. b
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Orações Coordenadas
GRAMÁTICA PARA FGV
ORAÇÕES COORDENADAS
PERÍODO COMPOSTO
• Por subordinação:
– Orações subordinadas substantivas;
– Orações subordinadas adjetivas;
– Orações subordinadas adverbiais.
• Por coordenação:
– Orações coordenadas assindéticas;
– Orações coordenadas sindéticas.
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
17. (FGV/2024) Aqueles pontinhos pretos dentro da banana, caso você esteja se 
perguntando, não são sementes [...]” (9º parágrafo)
Tipicamente, uma oração condicional expressa uma condição que precisa ser satisfeita 
para que uma determinada situação seja verdadeira. Na passagem acima, porém, isso não 
ocorre, o que caracteriza um uso não convencional da oração condicional.
A alternativa em que se verifica um uso não convencional, análogo ao da passagem acima, 
da oração condicional é:
a. Eu, caso ganhe na loteria, darei a volta ao mundo;
b. Se você estiver com fome, tem comida na geladeira;
c. Se acaso você viesse, eu não me conteria de felicidade;
d. Vou ajudá-lo com essa tarefa, ainda que você não mereça;
e. Posso até ir com você, mas desde que você se comporte.
As orações subordinadas adverbiais condicionais geralmente têm o verbo no subjuntivo. 
Além disso, tipicamente, estão vinculadas a uma ação. Ex.: se ela estudar, passará.
No exemplo trazido pela questão, a oração subordinada não está vinculada a uma ação.
a. O verbo “darei” é condicionado a “ganhar na loteria”.
b. A fome não está condicionada à presença de comida na geladeira. 
c. A felicidade está condicionada à presença da pessoa.
d. A oração tem valor concessivo.
e. A ação está condicionada ao comportamento.
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Orações Coordenadas
GRAMÁTICA PARA FGV
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
• Causais (orações subordinadas adverbiais): porque, como (porque), pois, pois que, 
por isso que, já que, uma vez que, visto que, visto como, que, porquanto;
• Concessivas (orações subordinadas adverbiais): embora, conquanto, bem que, se 
bem que, posto, posto que, sem que, apesar de que, nem que, por menos que, por 
mais que, nem que, ainda que, em que pese, quando mesmo;
• Condicionais (orações subordinadas adverbiais): se, caso, contanto que, salvo se, 
sem que, dado que, desde que, a menos que, a não ser que;
• Temporais (orações subordinadas adverbiais): quando, antes que, depois que, até 
que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, 
que (desde que), primeiro que, enquanto;
• Consecutivas (orações subordinadas adverbiais): que, de forma que, de modo que, 
de sorte que, tanto que;
• Comparativas (orações subordinadas adverbiais): que, do que (depois de mais, 
menos, maior, menor, melhor e pior), qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), 
como, assim como, bem como, como se, que nem;
• Conformativas (orações subordinadas adverbiais): conforme, como (conforme), 
segundo, consoante;
• Proporcionais (orações subordinadas adverbiais): à medida que, ao passo que, à pro-
porção que, enquanto, quanto mais...mais, quanto mais...tanto mais, quanto mais...
menos, quanto mais...tanto menos;
• Finais (orações subordinadas adverbiais): para que (a fim de que, que, porque).
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
As orações são independentes sintaticamente.
Um síndeto é uma conjunção.
• Orações coordenadas assindéticas;
• Orações coordenadas sindéticas:
– Aditivas;
– Adversativas;
– Conclusivas;
– Explicativas;
– Alternativas.
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Orações Coordenadas
GRAMÁTICA PARA FGV
Exemplos
• Analisei o aditamento da defesa, formei minha convicção, liberei o processo para 
julgamento.
As três orações são independentes sintaticamente. Elas são caracterizadas como 
orações coordenadas assindéticas.
• Primeira oração: analisei o aditamento da defesa.
– Sujeito: eu;
– O verbo “analisar” é um transitivo direto;
– O objeto direto é: o aditamento da defesa.
• Segunda oração: formei minha convicção. 
– O verbo “formei” é transitivo direto;
– O objeto direto é: minha convicção.
• Terceira oração: liberei o processo para julgamento.
– O verbo “liberei” é transitivo direto;
– O objeto direto é: o processo para julgamento.
• Analisei o aditamento da defesa; formei minha convicção; liberei o processo para 
julgamento.
• Analisei o aditamento da defesa. Formei minha convicção. Liberei o processo para 
julgamento.
– Por conta da utilização do ponto final, trata-se de períodos coordenados.
Entre as orações independentes, pode-se utilizar vírgula, ponto e vírgula e ponto final. 
• A discussão sobre a participação dos analfabetos na vida política nacional remonta 
aos tempos do Brasil colônia e se mantém durante a formação da sociedade bra-
sileira e os processos de reconhecimento de direitos e de visibilidade social das 
diferentes parcelas sociais anteriormente excluídas do processo democrático.
As orações são separadas pela conjunção “e”.
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Orações Coordenadas
GRAMÁTICA PARA FGV
Primeira oração: a discussão sobre a participação dos analfabetos na vida política 
nacional remonta aos tempos do Brasil colônia.
– Oração coordenada assindética.
Segunda oração: e se mantém durante a formação da sociedade brasileira e os pro-
cessos de reconhecimento de direitos e de visibilidade social das diferentes parcelas 
sociais anteriormente excluídas do processo democrático.
– Oração coordenada sindética aditiva;
– As duas orações têm o mesmo sujeito;
– A adição de vírgula antes da conjunção funciona como um recurso estilístico de 
ênfase. Segundo gramáticos tradicionais, nas orações coordenadas aditivas com 
sujeitos idênticos, não se emprega vírgula. 
Obs.: � há uma tendência de admitir a vírgula por aspecto estilístico.
• As estradas da Grã-Bretanha tinham sido construídas pelos romanos e os sulcos 
foram escavados por carruagens romanas.
As orações são separadas pela conjunção “e”.
Primeira oração: as estradas da Grã-Bretanha tinham sido construídas pelos romanos.
– Oração coordenada assindética.
Segunda oração: e os sulcos foram escavados por carruagens romanas.
– Oração coordenada sindética aditiva;
– As duas orações têm sujeitos diferentes. Nesse caso, o uso de vírgula para separar 
as orações é recomendado, pois traz clareza ao texto. O uso será obrigatório se a 
ausência gerar ambiguidade.
• Deus fez o campo, e o homem, a cidade.
– A elipse do verbo “fazer” após “homem” é marcada pela vírgula; 
– As orações têm sujeitos diferentes;
– A ausência da vírgula gera ambiguidade. Por isso, o emprego da vírgula é obrigatório.
20m
25m
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Orações Coordenadas
GRAMÁTICA PARA FGV
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
• Adversativas: mas, porém, entretanto, no entanto, contudo, não obstante, 
senão, todavia;
• Alternativas: ora (a única conjunção que pode aparecer apenas na última oração), 
ora...ora, já...já, quer...quer, seja...seja;
• Conclusivas: logo, portanto, então, assim, por isso, por conseguinte, pois (posposta 
ao verbo), de modo que, em vista disso;
• Explicativas: porque, pois (anteposta ao verbo), porquanto, que;
• Aditivas: e, nem, não só...mas, mas (também).
GABARITO
 17. b
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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	_GoBacke todo advérbio é, sintaticamente, um adjunto 
adverbial.
• Quando palavras como “muito” e “mais” se referem a substantivos, não podem se 
tratar de adjuntos adverbiais.
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Morfossintaxe III
GRAMÁTICA PARA FGV
O adjetivo pode exercer a função sintática de adjunto adnominal ou predicativo. A 
diferenciação das duas funções pode ser feita da seguinte maneira:
• O adjunto adnominal é um termo interno.
• O predicativo é um termo autônomo.
Exemplo: As alunas disciplinadas saíram apreensivas da sala.
• Sujeito: As alunas disciplinadas
• Verbo: Saíram
As alunas disciplinadas.
• As: artigo – adjunto adnominal
• Alunas: substantivo – núcleo do sujeito
• Disciplinadas: adjetivo – adjunto adnominal 
Observe que o adjunto não tem autonomia. Ele se encontra dentro do sujeito.
[...] saíram apreensivas da sala.
• “Apreensivas”: adjetivo, ligado ao substantivo “alunas”, porém se refere ao sujeito 
sem estar dentro dele. Trata-se de um predicativo do sujeito.
O perigo é que o usuário não consegue saber quando a resposta do ChatGPT está 
incorreta, a menos que já conheça a resposta correta.
• “Incorreta”: adjetivo que se refere ao sujeito “a resposta do ChatGPT”. É um termo 
autônomo, logo, um predicativo do sujeito.
• “Correta”: adjetivo que caracteriza o substantivo “resposta”. Está dentro do sujeito, 
junto do substantivo, logo, é um adjunto adnominal. 
A Tereza mora em um apartamento lindo.
• Sujeito: A Tereza.
• “em um apartamento lindo”: locução adverbial – adjunto adverbial.
• “lindo”: adjetivo relacionado ao substantivo “apartamento”. Está junto do nome 
e dentro do adjunto adverbial, logo, é um termo interno e, por conseguinte, um 
adjunto adnominal.
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Morfossintaxe III
GRAMÁTICA PARA FGV
O meu amigo ouvia-me calado.
• “calado”: adjetivo relacionado ao sujeito “o meu amigo”. Está se referindo ao sujeito, 
mas não está dentro do sujeito. Trata-se de um termo autônomo, logo, um predica-
tivo do sujeito. 
• “O meu amigo”:
O = artigo – adjunto adnominal.
Meu = pronome adjetivo – adjunto adnominal.
Amigo = substantivo – núcleo do sujeito.
2. (FGV/CÂMARA/SP/2024) Assinale a frase em que o adjetivo sublinhado mostra uma 
função sintática diferente das demais.
a. O estilo, como as unhas, é mais fácil de manter brilhante do que limpo.
b. Brega é perguntar o que é chique; chique é não responder.
c. Você é tão bom quanto seu último corte de cabelo.
d. Quem é calvo por natureza em tempo nenhum recupera o cabelo.
e. Quando todo mundo é corcunda, o belo porte torna-se uma monstruosidade.
Brilhante: adjetivo. Não está junto do nome. Refere-se ao sujeito, logo, é o predicativo do 
sujeito.
Chique: adjetivo. Refere-se ao sujeito e não está dentro do nome: predicativo do sujeito.
Bom: adjetivo. Refere-se ao sujeito “você”. Termo autônomo, logo, predicativo do sujeito.
Calvo: adjetivo. Refere-se ao sujeito, mas não está dentro dele, logo, trata-se de um 
predicativo do sujeito.
Belo: adjetivo. Acompanha o substantivo “porte”, formando o sujeito “o belo porte”. Termo 
interno, logo, adjunto adnominal.
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Morfossintaxe III
GRAMÁTICA PARA FGV
Ora, o simples fato de o país ter percebido, estupefato, que houve 409.000 interceptações 
telefônicas autorizadas pela Justiça, em 2007, seguido de declarações do ministro da Justiça 
de que todos devem admitir que podem estar sendo grampeados, ou do ministro chefe do 
serviço de inteligência de que a melhor forma de não ser grampeado é fechar a boca. 
3. (FGV/SENADO/CONSULTOR) O termo estupefato (L.18) exerce a função de:
a. predicativo do sujeito.
b. adjunto adnominal.
c. adjunto adverbial.
d. predicativo do objeto.
e. aposto.
Estupefato = atônito, assustado.
Para saber se “estupefato” é um adjetivo ou um advérbio no contexto, passe a frase para 
o plural: “o simples fato de os países terem percebido, estupefatos [...]”. Coube a flexão, 
logo, trata-se de um adjetivo. Assim, sintaticamente, pode ser um predicativo do sujeito 
ou um adjunto adnominal.
Para ser um adjunto adnominal, deveria estar junto de um nome; entretanto, encontra-se 
isolado por vírgulas. Nesse caso, refere-se ao sujeito sem estar dentro dele. Trata-se de 
um predicativo do sujeito.
Toda locução adverbial, sintaticamente, é um adjunto adverbial. 
GABARITO
 2. e
 3. a
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preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
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Termos Relacionados a Verbos
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A VERBOS
Morfossintaxe
Morfologia Sintaxe
Substantivo
Núcleo dos termos (sujeito, OD, complemento 
nominal etc.)
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
1) Termos Relacionados a Verbos
Objeto direto;
Objeto indireto;
Adjunto adverbial;
Agente da passiva.
Obs.: � O agente da passiva será estudado ao tratar de vozes verbais.
Transitividade verbal
VTD = objeto direto (não há preposição obrigatória).
O deputado apresentou o projeto.
• “O deputado” = sujeito.
• “o projeto”: completa o verbo “apresentou” sem preposição, logo, é um Objeto Direto.
VTI = objeto indireto (há preposição obrigatória).
O projeto depende de aprovação.
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Termos Relacionados a Verbos
GRAMÁTICA PARA FGV
• “O projeto” = sujeito.
• “de aprovação”: complementa o sentido do verbo “depende”, que necessita da pre-
posição “de”, logo é um Objeto Indireto.
Obs.: � Objetos direto (OD) e indireto (OI) são sempre alvos da ação verbal.
O OI é ligado ao verbo pela preposição, que é um conectivo. Já o OD liga-se dire-
tamente ao verbo, sem necessidade de conectivo. A presença ou não de preposição 
depende da transitividade do verbo. 
VTDI = objeto direto + objeto indireto.
O professor recomendou o livro ao aluno.
• “O professor” = sujeito;
• “o livro”: OD do verbo “recomendou”;
• “ao aluno”: OI do verbo “recomendou”;
• Recomendar: quem recomenda, recomenda algo (OD) a alguém (OI).
VL – = predicativo do sujeito + estado ou característica.
Lula está em Brasília.
• “Lula” = sujeito.
• “em Brasília”: locução adverbial = adjunto adverbial (de lugar).
• “está”: verbo intransitivo (VI). 
Não pode ser VTD, pois não há OD.
Não pode ser VTI, pois adjunto adverbial não é objeto.
Não pode ser VL, pois precisaria ter um predicativo do sujeito.
Obs.: � De acordo com alguns linguístas, “em Brasília” seria um complemento circunstancial, 
mas isso foi negado pela FGV em 2023.
O aluno está apreensivo.
• “O aluno” = sujeito.
• “apreensivo”: predicativo do sujeito.
• para haver um Verbo de Ligação, além de ter predicativo do sujeito, o verbo precisa 
denotar estado ou característica.
• “está”: trata-se de VL (há um predicativo do sujeito, e o verbo denota estado)
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Termos Relacionados a Verbos
GRAMÁTICA PARA FGV
VI – + nada
O professor chegou. 
• “O professor” = sujeito.
• “chegou”: VI.
VI – + adjunto adverbial
O professor chegou de São Paulo.
• “O professor” = sujeito.
• “de São Paulo”: locução adverbial = adjunto adverbial (de lugar).
 locução adverbial não pode ser OI.
• “chegou”: VI.
VI – + predicativo do sujeito
O professor chegou assustado de São Paulo.
• “O professor” = sujeito.
• “assustado”: adjetivo ligado ao sujeito, mas fora dele.Termo autônomo, logo, predi-
cativo do sujeito.
• “de São Paulo”: locução adverbial = adjunto adverbial.
• “chegou”: VI. 
Existem certos verbos cuja regência implica uma ideia de circunstância. Nesses casos, 
embora o complemento se assemelhe a um objeto indireto, por integrar o sentido do verbo, 
a análise mais adequada é considerar esse complemento como adjunto adverbial e o verbo 
como intransitivo.
Observe os exemplos abaixo:
1) Indignados, alguns deputados saíram do Congresso.
• “alguns deputados” = sujeito.
• “do Congresso”: locução adverbial = adjunto adverbial (de lugar).
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Termos Relacionados a Verbos
GRAMÁTICA PARA FGV
Análise 1: como o termo “do Congresso” estabelece relação com a forma verbal 
“saíram” (verbo intransitivo) e exprime circunstância de lugar, ele é classificado morfo-
logicamente como uma locução adverbial e sintaticamente adjunto adverbial – e não 
como objeto indireto. Ressalte-se que os objetos diretos e indiretos são funções subs-
tantivas, portanto uma locução adverbial não pode exercer função sintática de objeto.
2) Cheguei às 10h à sala de aula.
• Sujeito = [eu].
• Quando? “às 10h” (locução adverbial) = adjunto adverbial de tempo. 
• Aonde? “à sala de aula” (locução adverbial) = adjunto adverbial de lugar.
• Verbo: chegar = VI.
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Termos Relacionados a Verbos II
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A VERBOS II
A tabela da morfossintaxe a seguir destaca as classes gramaticais e suas funções 
sintáticas.
MORFOSSINTAXE
MORFOLOGIA SINTAXE
Substantivo Núcleo dos termos
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
1. Termos relacionados a verbos:
• Objeto direto: complemento sem preposição obrigatória.
• Objeto indireto: complemento com preposição obrigatória.
• Adjunto adverbial: pode ser formado por um advérbio ou uma locução adverbial.
• Agente da passiva.
VTD = objeto direto (não há preposição obrigatória).
Exemplo: O Deputado apresentou o projeto.
VTD: apresentou.
OD: o projeto.
Quem apresenta, apresenta algo.
VTI = objeto indireto (há preposição obrigatória).
Exemplo: O projeto depende de aprovação.
VTI: depende.
OI: de aprovação.
O verbo “depender” exige preposição “de”.
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Termos Relacionados a Verbos II
GRAMÁTICA PARA FGV
Objeto direto preposicionado
Em algumas construções, o objeto direto vem precedido de preposição; todavia ela 
não é obrigatória, ou seja, não é exigida pelo verbo. O emprego deste conectivo (pre-
posição) obedece, muitas vezes, a fatores estilísticos, tais como: a ênfase e a clareza. 
Observe agora os principais casos de objeto direto preposicionado:
• Bebi o vinho.
– VTD: Bebi.
– OD: o vinho
– O verbo “beber” é VTD e não requer preposição.
• Bebi do vinho.
– VTD: Bebi.
– OD preposicionado: do vinho.
– O verbo continua sendo VTD. A preposição é usada para indicar que apenas parte 
do vinho foi consumida. 
a) Com pronomes indefinidos, sobretudo referentes a pessoas.
Exemplo:
Na semana passada, encontrei a todos no shopping.
O verbo “encontrar” é tipicamente VTD, mas em “encontrei a todos”, a preposição “a” 
é usada por estar diante de um pronome indefinido, sendo um recurso estilístico para 
dar ênfase. Assim, “a todos” é um objeto direto preposicionado.
Também seria possível dizer: encontrei todos.
Exemplo 2:
Convidei todos.
 VTD OD
Convidei a todos.
 VTD OD Preposicionado.
Exemplo 3:
Eu não vi ninguém.
Eu não vi a ninguém.
b) Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, sobretudo para mani-
festar respeito, apreço, valorização.
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Termos Relacionados a Verbos II
GRAMÁTICA PARA FGV
Exemplo:
Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não 
ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê
O verbo “amar” não exige preposição, mas aqui se utiliza o objeto direto preposicio-
nado (a Deus), especialmente para referir-se a divindades como uma forma de mani-
festar apreço. Similarmente, em “odiar a seu irmão”, o verbo “odiar” é transitivo direto 
e não requer preposição, mas novamente é utilizado o objeto direto preposicionado (a 
seu irmão).
c) Para evitar ambiguidade.
Exemplo:
Caim mata a Abel.
“Caim” é o sujeito.
O verbo “matar” é VTD, não exige preposição.
“a Abel” é o objeto direto preposicionado, utilizado para evitar ambiguidade. 
Sem preposição (ex.: Caim mata Abel”), pode haver ambiguidade quanto a quem 
é o sujeito e quem é o objeto, pois o núcleo do sujeito nunca vem acompanhado de 
preposição.
4. (FGV/RECEITA FEDERAL/AUDITOR/2023) Foi prevenido aos candidatos deste concurso 
que as informações gramaticais do conteúdo programático seriam consideradas sob o 
ponto de vista textual. Nesse caso, assinale a opção em que a preposição “a” tem seu 
papel textual corretamente identificado.
a. Introduzir um objeto direto preposicionado: Amar a DEUS sobre todas as coisas.
b. Introduzir um objeto indireto: Chegar à eternidade na flor da idade.
c. Preceder um complemento nominal: Decidiu entregar à sorte a sua decisão.
d. Introduzir um adjunto adverbial: Deu bom-dia a todos os presentes.
e. Evitar a ambiguidade na frase: O turista cumprimentou a todos os presentes.
f. 
a. O verbo “amar” não exige preposição, mas quando utilizado para um nome próprio ou 
divindade, a preposição é empregada para manifestar apreço ou respeito, configurando 
um objeto direto preposicionado.
b. Na frase “Cheguei à minha casa às 10 horas”, temos uma locução adverbial de lugar (à 
minha casa) e uma de tempo (às 10h). Na gramática tradicional, locuções adverbiais são 
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Termos Relacionados a Verbos II
GRAMÁTICA PARA FGV
classificadas sintaticamente como adjuntos adverbiais e não como objetos, reforçando que 
verbos intransitivos podem ser seguidos de adjuntos adverbiais. 
Alguns autores chamam o verbo “cheguei” de circunstancial e a expressão “à minha casa às 
10h” de complemento verbal circunstancial.
VI – + nada
Exemplo: O professor chegou.
VI – + adjunto adverbial
Exemplo: O professor chegou de São Paulo.
“de São Paulo” é uma locução adverbial, classificada sintaticamente como adjunto adverbial.
VI – + predicativo do sujeito
Exemplo: O professor chegou assustado de São Paulo.
c. Um complemento nominal tem a função de completar o nome. Na frase em ques-
tão, a relação foi estabelecida com o verbo.
d. Quem dá, dá algo a alguém.
OD: bom-dia.
OI: a todos os presentes.
e. Quem cumprimenta, cumprimenta a alguém.
Sujeito: O turista.
VTD: cumprimentou.
OD preposicionado devido ao pronome indefinido: a todos os presentes. 
É essencial lembrar que a preposição é obrigatória quando o verbo pede sua pre-
sença. Exemplos incluem “preciso de” e “obedeço a”.
Em contraste, o verbo “amar” não exige preposição. Quando utilizamos a preposição 
“a” em “amo a Deus”, estamos empregando um recurso estilístico.
Exemplos para fixação:
1. O Ministro pediu vistas na semana passada.
Sujeito: O Ministro.
VTD: pediu.
OD: vistas.
Locução adverbial: na semana passada (adjunto adverbial de tempo).
Na ordem direta da sintaxe da língua portuguesa, a sequência padrãoé sujeito, verbo 
e objeto (SVO), com o adjunto adverbial posicionado ao final.
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Termos Relacionados a Verbos II
GRAMÁTICA PARA FGV
A distinção entre objeto e adjunto adverbial é fundamental: enquanto o objeto está 
diretamente ligado ao verbo, o adjunto adverbial fornece informações adicionais, sendo 
um termo acessório.
Ao afirmar “o Ministro pediu”, a informação prioritária é “o que ele pediu?” (vistas). 
A questão “quando ele pediu?” é uma informação secundária, indicando um adjunto 
adverbial de tempo.
Além disso, é importante destacar que o adjunto adverbial pode ser deslocado na 
frase sem alterar seu sentido. Por exemplo:
2. Na semana passada, o Ministro pediu vistas.
Sujeito: O Ministro.
VTD: pediu.
OD: vistas.
Locução adverbial: na semana passada (adjunto adverbial de tempo).
3. O Ministro, na semana passada, pediu vistas.
Sujeito: O Ministro.
VTD: pediu.
OD: vistas. 
Locução adverbial: na semana passada (adjunto adverbial de tempo).
Existem pessoas que acreditam que qualquer termo entre vírgulas é uma explica-
ção. No entanto, uma explicação está relacionada a um substantivo, enquanto o adjunto 
adverbial está relacionado a um verbo.
4. Quatro ou cinco cavalheiros debatiam, uma noite, várias questões de alta trans-
cendência. (Machado de Assis).
Sujeito: Quatro ou cinco cavalheiros.
VTD: debatiam.
OD: várias questões de alta transcendência.
Adjunto adverbial de tempo: uma noite.
5. Vai entender. Os fatos explicarão melhor os sentimentos: os fatos são tudo. A 
melhor definição do amor não vale um beijo de moça namorada; e, se bem me lembro, 
um filósofo antigo demonstrou o movimento andando. (Machado de Assis)
Sujeito: Os fatos.
VTD: explicarão.
OD: os sentimentos.
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Termos Relacionados a Verbos II
GRAMÁTICA PARA FGV
Advérbio de modo: melhor (adjunto adverbial de modo).
Sujeito: Os fatos.
VL: são.
Predicativo do sujeito: tudo.
Sujeito: A melhor definição do amor.
VTD: vale.
OD: um beijo de moça namorada. 
GABARITO
 4. a
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Termos Relacionados a Verbos III
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A VERBOS III
Morfossintaxe
Morfologia Sintaxe
Substantivo Núcleo dos termos (sujeito, OD, complemento nominal etc.)
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
6. O contribuinte paga impostos ao Governo.
• “O contribuinte” = sujeito.
• Verbo: pagar – quem paga, paga algo (OD) a alguém (OI), logo, é um VTDI.
Obs.: � pagar também poderia ser VTD, dependendo do contexto (ex.: no dia 20, eu pago 
o imposto).
7. Hoje eu saio na noite vazia.
• “hoje”: adjunto adverbial (de tempo).
• “eu” = sujeito.
• Verbo: sair.
• “na noite vazia”: locução adverbial = adjunto adverbial.
8. A vida é arte do encontro embora haja tanto desencontro. 
• “a vida” = sujeito.
• “arte do encontro”: adjetivo = predicativo do sujeito.
• “é”: VL.
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Termos Relacionados a Verbos III
GRAMÁTICA PARA FGV
9. O ministro da CGU, Jorge Hage, pediu acesso, mais de uma vez, aos depoimentos 
da delação premiada.
• “O ministro da CGU” = sujeito.
• Verbo: pedir – VTD.
• “acesso aos depoimentos da delação premiada” = OD.
• “mais de uma vez”: locução adverbial = adjunto adverbial. 
“Mas, se ergues da justiça a clava forte
Verás que um filho teu não foge à luta
Nem teme, quem te adora, a própria morte
Terra adorada
Entre outras mil
És tu, Brasil
Ó, Pátria amada!
Dos filhos deste solo, és mãe gentil
Pátria amada
Brasil!”
5. (FGV/CÂMARA/CONSULTOR/2023) Sobre esse segmento do hino nacional brasileiro, 
assinale a afirmativa incorreta.
a. As formas “ergues”, “verás”, “teu” são vocábulos que representam a mesma pessoa 
gramatical.
b. “a própria morte” funciona como complemento direto do verbo “adorar”.
c. “Terra adorada” funciona sintaticamente como vocativo.
d. O verso “Dos filhos deste solo, és mão gentil” está em ordem inversa.
e. O substantivo “clava” se refere a um tipo de arma.
Pessoas gramaticais:
Eu – ergo – verei – meu.
Tu – ergues – verás – teu.
Ele – ergue – verá – dele.
Nós...
Vós...
Eles...
10m
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Termos Relacionados a Verbos III
GRAMÁTICA PARA FGV
“A própria morte” completa o verbo “temer”.
Terra adorada.
[...]
És tu, Brasil.
“terra adorada” = predicativo do sujeito. 
“és” = VL.
“tu” = sujeito.
10. A gente espera do mundo e o mundo espera de nós.
Um pouco mais de paciência. (Lenine)
1ª oração:
• “a gente” = sujeito.
• Verbo: esperar = VTI.
• “do mundo”: OI.
2ª oração:
• “o mundo” = sujeito.
• Verbo: esperar = VTDI.
• “de nós”: OI.
• “um pouco mais de paciência”: OD.
8. A vida é tão rara, tão rara. 
• “a vida” = sujeito.
• “tão rara”: predicativo do sujeito.
• “é”: VL.
11. Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei (Chico César)
1º verso:
• “carta” = sujeito.
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Termos Relacionados a Verbos III
GRAMÁTICA PARA FGV
• Verbo: chegar = VI.
2º verso:
• Sujeito = [eu].
• Verbo: ouvir = VTD.
3º verso:
• “o olho” = sujeito.
• Verbo: brilhar = VI.
4º verso:
• Sujeito = [eu].
• Verbo: criar = OD.
Obs.: � A ordem direta da Língua Portuguesa é SVO. 
Sujeito posposto: restam 30 bilhões nos cofres.
• “30 bilhões” = sujeito.
• Verbo: restar = VI.
• “nos cofres”: adjunto adverbial.
12. [...] existia movimentação no país, no final do século XIX e início do século XX, de 
estabelecimento de leis.
• Verbo: existir = VTD.
• “movimentação” = sujeito.
• “no país”: adjunto adverbial.
13. Sobram vagas no mercado de trabalho.
• Verbo: sobrar = VI.
• “vagas” = sujeito.
• “no mercado de trabalho” = adjunto adverbial.
14. Ao Estado, a realidade mais ativa da estrutura social, coube o papel de interme-
diar o impacto estrangeiro, reduzindo-o à temperatura e à velocidade nativa.
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Termos Relacionados a Verbos III
GRAMÁTICA PARA FGV
• Verbo: caber = VTI.
• “o papel de intermediar o impacto estrangeiro” = sujeito.
• “Ao Estado” = OI.
Obs.: � �O núcleo do sujeito JAMAIS tem preposição.
GABARITO
 5. b
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Termos Relacionados a Verbos - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV 
TERMOS RELACIONADOS A VERBOS - EXERCÍCIOS
Morfossintaxe
Morfologia Sintaxe
Substantivo Núcleo dos termos (sujeito, OD, complemento nominal etc.)
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
O aluno se tornou disciplinado.
• “O aluno” = sujeito.
• “disciplinado”:adjetivo que se refere ao sujeito – predicativo do sujeito.
• Verbo: tornar-se = VL.
�Obs.: para ser verbo de ligação, é preciso ter um predicativo do sujeito e denotar estado 
ou característica.
6. (FGV/TJAL/ANALISTA/2018) O termo sublinhado abaixo que exerce uma função 
sintática diferente das demais é:
a. “Hoje, fala-se muito sobre intolerância religiosa, mas, muito mais do que sermos 
tolerantes...”.
b. “somos levados ao questionamento se nossa sociedade corre o risco de estar tornando-
se irracionalmente intolerante”.
c. “O tamanho desse problema rompeu fronteiras e torna-se uma praga mundial”.
d. “Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando 
cada vez mais irracionalmente intolerantes”.
e. “No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana”.
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Termos Relacionados a Verbos - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV 
a. “tolerantes” = adjetivo que se refere ao sujeito “nós” = predicativo do sujeito.
b. intolerante = adjetivo que se refere ao sujeito “nossa sociedade” = predicativo do sujeito.
c. “uma praga mundial” = predicativo do sujeito.
d. “cada vez mais irracionalmente intolerantes” = predicativo do sujeito.
e. “contra religiões de matriz africana” = complemento nominal de “ataque”. 
7. (FGV/2023) Leia o fragmento de uma redação, citado em um manual escolar.
O Brasil precisa urgentemente políticos patriotas que sacrifiquem pelo país e que prefiram 
o bem do povo do que o próprio bem, pois assim iremos longe à beça.
As afirmativas a seguir apresentam observações corretoras desse fragmento, à exceção de 
uma que está mal elaborada. Assinale-a.
a. O verbo precisar é transitivo indireto, daí que deva ser acompanhado de preposição, 
nesse caso, da preposição de.
b. O verbo sacrificar, nesse caso, deve ser precedido do pronome se.
c. O verbo preferir deve ser seguido da preposição a e não de do que.
d. A expressão à beça, por ser popular, deve ser retirada do texto, por ser expletiva.
Precisar é um VTDI e deve ser acompanhado da preposição “de”.
Verbos pronominais essenciais: existem verbos que só podem ser conjugados com pronomes. 
Ex.: arrepender-se, orgulhar-se, queixar-se, sacrificar-se. 
O verbo preferir é um VTDI e deve ser seguido da preposição “a”.
“à beça” – locução adverbial = adjunto adverbial (de intensidade).
Expressão expletiva é aquela que pode ser retirada sem alterar o sentido da sentença.
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Termos Relacionados a Verbos - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV 
“É natural no ser humano o desejo de conhecer.” Quando li pela primeira vez essa sentença 
inicial da Metafísica de Aristóteles, mais de quarenta anos atrás, ela me pareceu um grosso 
exagero. Afinal, por toda parte onde olhasse – na escola, em família, nas ruas, em clubes 
ou igrejas – eu me via cercado de pessoas que não queriam conhecer coisíssima alguma, 
que estavam perfeitamente satisfeitas com suas ideias toscas sobre todos os assuntos, e 
que julgavam um acinte a mera sugestão de que, se soubessem um pouco mais a respeito, 
suas opiniões seriam melhores.
8. (FGV/ALRJ/2018) A frase de Aristóteles está em ordem sintática inversa. Assinale a 
opção que apresenta essa mesma frase na ordem direta.
a. No ser humano, o desejo de conhecer é natural.
b. O desejo de conhecer, no ser humano, é natural.
c. É natural o desejo de conhecer no ser humano.
d. O desejo de conhecer é natural no ser humano.
e. O desejo de conhecer é, no ser humano, natural.
Ordem direta com verbo de ligação: S – VL – PS – [adjunto adverbial].
 
9. (FGV/MPE/2018) Assinale a opção em que o termo sublinhado funciona como sujeito.
a. “Em um regime de liberdades, há sempre o risco de excessos”.
b. “Sempre há, também, o oportunismo político-ideológico para se aproveitar da crise”.
c. “Não faltam, também, os arautos do quanto pior, melhor,...”.
d. “A greve atravessou vários sinais ao estrangular as vias de suprimento que mantêm o 
sistema produtivo funcionando”.
e. “Numa democracia, é livre a expressão”.
Verbo haver no sentido de existir: oração sem sujeito; o verbo haver, nesse caso, é sempre VTD.
a. “o risco de excessos” = OD.
b. “o oportunismo político-ideológico” = OD.
c. “faltam” = VI; “os arautos do quanto pior, melhor” = sujeito.
d. “mantêm” = VTD; “o sistema produtivo” = OD.
e. “é” = VL; “livre” = predicativo do sujeito; “a expressão” = sujeito.
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Termos Relacionados a Verbos - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV 
GABARITO
 6. e
 7. d
 8. d
 9. c
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Termos Relacionados a Nomes (Aposto)
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A NOMES (APOSTO)
São termos relacionados a verbos: objeto direto, objeto indireto, adjunto adverbial e agente 
da passiva.
Agora, iniciaremos o estudo dos termos relacionados a nomes. A tabela a seguir apre-
senta alguns temas fundamentais. Já abordamos a transitividade nas aulas anteriores, 
e você pode revisá-las.
MORFOSSINTAXE
MORFOLOGIA SINTAXE
Substantivo Núcleo dos termos
Artigo Adjunto adnominal
Adjetivo Adjunto adnominal ou Predicativo
Advérbio Adjunto adverbial
Locução adverbial Adjunto adverbial
Preposição Não possui função sintática
Conjunção Não possui função sintática
Pronome substantivo Núcleo dos termos
Pronome adjetivo Adjunto adnominal
Numeral substantivo Núcleo dos termos
Numeral adjetivo Adjunto adnominal
Verbo VTD/VTI/VTDI/VI/VL
Como recurso didático, dividiremos a análise sintática em dois grupos:
1. Termos relacionados a verbos:
• Objeto direto.
• Objeto indireto.
• Adjunto adverbial.
• Agente da passiva.
2. Termos relacionados a nomes:
• Adjunto adnominal.
• Complemento nominal.
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Termos Relacionados a Nomes (Aposto)
GRAMÁTICA PARA FGV
• Predicativo (do sujeito e do objeto).
• Aposto (relacionado à pontuação).
APOSTO EXPLICATIVO
1. Refere-se ao nome.
2. Expressão de natureza substantiva.
3. Identidade semântica (correspondência de sentido).
4. Característica única.
Exemplos:
• Machado de Assis, um dos maiores representantes da literatura brasileira, inau-
gurou o Realismo.
– Sujeito: Machado de Assis.
– VTD: inaugurou.
– Objeto direto: o Realismo.
– “um dos maiores representantes do realismo brasileiro” é um aposto explica-
tivo que se refere a “Machado de Assis”. Ele possui identidade semântica, pois 
“Machado de Assis” e “um dos maiores representantes do realismo brasileiro” têm 
correspondência de sentido. 
– “Machado de Assis” é o termo fundamental, ou seja, é aquele que é explicado.
– Há apenas um Machado de Assis, logo, é uma característica única.
• O Presidente do STF, Luís Roberto Barroso, não se pronunciou.
– “Luiz Roberto Barroso” é uma expressão substantiva que se refere a “Presi-
dente do STF”.
Obs.: � Ao estudar o aposto, é crucial entender que ele sempre se refere a nome e que a 
relação é sempre substantiva. Mesmo que um adjetivo esteja entre vírgulas, não 
será um aposto, pois a função do adjetivo é ser adjunto adnominal ou predicativo, 
não aposto.
– Essa expressão substantiva confirma e explica quem é o “Presidente do STF”, que, 
no caso, é Luiz Roberto Barroso.
– A identidade semântica está presente, pois “Luiz Roberto Barroso” confirma a 
informação de “Presidente do STF”.
– O termo fundamental é “O Presidente do STF”.
– A expressão em destaque é um aposto explicativo.
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Termos Relacionados a Nomes (Aposto)
GRAMÁTICA PARA FGV
• O Ministro do STF Luís Roberto Barroso não se pronunciou.
 – “Luiz Roberto Barroso” é uma expressão substantiva, que serefere a um nome e 
possui identidade semântica, uma vez que confirma que Luiz Roberto Barroso é 
“O Ministro do STF”. 
– Contudo, há 11 Ministros do STF. Logo, não é uma característica única.
– O aposto é restritivo ou especificativo. Restringir é o mesmo que limitar. De 11 
Ministros, um está sendo retirado.
Explicação: há vírgula.
Restrição: não há vírgula.
Não se deve pensar que o aposto é sempre aquele termo que aparece entre vírgulas. 
A sua aplicação depende do contexto e da posição no texto. Por exemplo:
• Toda e qualquer vida que está preocupada em ser como outros é uma vida desper-
diçada, uma vida perdida.
– A expressão “uma vida perdida” refere-se a “uma vida desperdiçada”, sendo uma 
expressão substantiva e que apresenta identidade semântica.
– Nesse contexto, “uma vida perdida” é uma ratificação de “uma vida desperdiçada”, 
caracterizando-se como um aposto explicativo, ainda que não esteja entre vírgulas.
– No final do período, a vírgula pode ser substituída por dois pontos, travessão ou 
até por parênteses. 
Outro exemplo:
• Destaca-se desse rol o tema da tributação internacional, fonte primordial de recur-
sos do mais tradicional sujeito de direito internacional: o Estado.
– Aqui, “o Estado” refere-se a “o mais tradicional sujeito de direito internacional”, 
confirmando a identidade semântica e atuando como um aposto explicativo.
Portanto, o aposto não está sempre entre vírgulas e pode ser isolado por travessões 
ou por dois pontos. Ele é sempre relacionado a um nome, e não a um verbo.
Observe a frase a seguir:
• Com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e conteúdos pouco conec-
tados à realidade dos alunos, o ensino médio já era, antes da pandemia de covid-19, 
a etapa mais desafiadora da educação básica.
– Sujeito: o ensino médio.
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Termos Relacionados a Nomes (Aposto)
GRAMÁTICA PARA FGV
– Verbo de ligação: era.
– Predicativo do sujeito: a etapa mais desafiadora.
– Adjunto adverbial intercalado: antes da pandemia de covid-19.
– Adjunto adverbial: com altos índices de evasão escolar, baixo engajamento e con-
teúdos pouco conectados à realidade dos alunos.
– Não há aposto.
Assim, é importante entender o contexto e a função sintática dos termos.
Agora, observe os exemplos a seguir:
• Ministro aposentado do STF, Sepúlveda Pertence morre aos 85 anos. 
– Como não há vírgula entre “Sepúlveda Pertence” e “morre”, podemos chamar o 
primeiro termo de sujeito.
– “Ministro aposentado do STF” é um aposto topicalizado. Refere-se a nome, é uma 
expressão de natureza substantiva e há identidade semântica.
– “Sepúlveda Pertence” é o termo fundamental.
– Existe uma característica única.
– O aposto é explicativo.
• Sepúlveda Pertence, Ministro aposentado do STF, morre aos 85 anos.
– Sujeito: Sepúlveda Pertence.
– Verbo: morre.
– Adjunto adverbial: aos 85 anos.
– Aposto explicativo intercalado: Ministro aposentado do STF.
• O Ministro aposentado do STF Sepúlveda Pertence morre aos 85 anos.
– O termo fundamental passa a ser “O Ministro aposentado do STF”.
– Refere-se a nome. É uma expressão de natureza substantiva, pois existe identi-
dade semântica. 
– Aposto restritivo ou especificativo: Sepúlveda Pertence.
Por fim, vamos analisar a frase a seguir:
• Existia, segundo o diretor mais importante da empresa, uma organização dentro 
da Petrobras.
– Verbo intransitivo: existia.
– Sujeito posposto: uma organização dentro da Petrobras.
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Termos Relacionados a Nomes (Aposto)
GRAMÁTICA PARA FGV
– A expressão em negrito é um adjunto adverbial de conformidade. Não é uma 
explicação.
– Não há identidade semântica e não está se referindo a nome.
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Predicativo do Objeto)
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A NOMES (ADJUNTO 
ADNOMINAL X PREDICATIVO DO OBJETO)
Aposto explicativo
1. Refere-se a nome.
2. Expressão de natureza substantiva.
3. Identidade semântica.
4. Característica única.
Explicar significa repetir uma informação, visando esclarecer algo que o interlocutor ou o 
leitor de um texto ainda não conhece.
10. (FGV/TJSE/2023) Dada a necessidade de explicar assuntos técnicos para um público 
leigo, textos de divulgação científica tipicamente contêm apostos explicativos. Dentre 
as alternativas abaixo, aquela em que a sequência isolada por travessão funciona como 
aposto explicativo é:
a. “Mas suas células têm estruturas complexas que esses seres vivos grandões também 
apresentam – como um núcleo para guardar o DNA [...]” (Texto 1, 7º parágrafo);
b. “Do centro desse cone, emerge um filamento maior, chamado flagelo, parecido com o 
que equipa os espermatozoides – e com a mesma função: nadar.” (Texto 1, 8º parágrafo);
c. “[...] muito parecido tanto com os coanoflagelados quanto com as células das esponjas 
– e cuja linhagem se bifurcou para dar origem a ambos.” (Texto 1, 12º parágrafo);
d. “[...] há um fóssil de carambola de 631 milhões de anos na formação geológica de 
Doushantuo – uma data que corresponde à época mais aceita para a origem dos seres 
multicelulares.” (Texto 1, 13º parágrafo);
e. Afinal, sempre dá para encontrar um fóssil mais antigo – neste exato momento, uma 
potencial esponja de 890 milhões de anos está gerando debate entre paleontólogos.” (Texto 
1, 14º parágrafo).
a. O trecho exemplifica, não explica.
b. Há uma adição de ideia, não uma explicação.
c. Uma ideia está sendo adicionada. O aposto não possui verbo.
d. “Uma data” é uma explicação para a expressão anterior. 
e. O trecho introduz uma expressão adverbial, não relacionada a um aposto explicativo.5m
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Predicativo do Objeto)
GRAMÁTICA PARA FGV
11. (FGV/2022) “Uma das consequências das Cruzadas (séculos XI a XIII) foi a descoberta 
das riquezas do Oriente: tecidos, pedras e metais preciosos, especiarias.” Sobre os 
componentes desse parágrafo, assinale a afirmação inadequada.
a. “riquezas” contém uma valorização do que é enumerado a seguir.
b. O termo entre parênteses indica a época da ocorrência das Cruzadas.
c. A palavra “descoberta” mostra a revelação de algo desconhecido antes.
d. Ao dizer “Uma das consequências”, o autor do texto sugere que há outras.
e. Os termos após os dois pontos (:) mostram o conjunto completo das riquezas descobertas.
e. Não se pode afirmar que é o conjunto completo porque o texto apresenta uma enumeração 
das riquezas do Oriente de forma exemplificativa, não taxativa. 
Por exemplo, ao afirmar “tenho três filhas: Maria, Laura e Cecília”, a lista enumera e explica 
quem são as filhas. Este é um exemplo de aposto enumerativo, que, apesar de explicar, é 
primeiro uma enumeração quando esclarece dois ou mais elementos.
A diferença entre um rol taxativo e exemplificativo é importante. Quando um aposto 
enumerativo apresenta dois ou mais elementos com uma vírgula do penúltimo para o último, 
é exemplificativo e indica que pode haver mais elementos. Por outro lado, sem essa vírgula, 
o rol se torna taxativo, encerrando a ideia ali.
Para evitar confusão, é essencial entender que enumeração se refere a dois ou mais elementos 
que esclarecem algo, constituindo um aposto enumerativo. Mesmo que tenha um papel 
explicativo, a principal nomenclatura é enumeração.
ADJUNTO ADNOMINAL X PREDICATIVO DO OBJETO
Na frase “A aluna esforçada saiu apreensiva da sala”, “A aluna esforçada” é o sujeito, “a” é 
um artigo (sintaticamente classificado como adjunto adnominal) e “esforçada” é um adjetivo.Um adjetivo pode ser adjunto adnominal ou predicativo. O adjunto adnominal é um 
termo interno, sem autonomia. O predicativo é um termo autônomo que se refere ao 
sujeito ou ao objeto, mas não está contido dentro do sujeito.
• Adjunto adnominal:
 – Termo interno.
 – Não admite substituição lexical.
• Predicativo do objeto:
 – Termo autônomo.
 – Admite substituição lexical.
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Predicativo do Objeto)
GRAMÁTICA PARA FGV
Exemplos:
• O examinador tornou a questão complexa.
 – Sujeito: O examinador.
 – VTD: tornou.
 – A palavra “complexa” é um adjetivo que se refere ao objeto direto “a questão”. Ele 
está ao lado do nome, podendo ser adjunto adnominal ou predicativo do objeto 
direto. Se for adjunto adnominal, faz parte do objeto, se for predicativo, está fora 
do objeto.
 – Para distinguir entre adjunto adnominal e predicativo do objeto, utiliza-se a subs-
tituição lexical. Ao substituir o núcleo do objeto por um pronome, como em “O 
examinador tornou-a complexa”, observa-se que “complexa” permanece fora do 
objeto direto, indicando que é um predicativo do objeto.
• O repórter entrevistou o jogador internacional.
 – Sujeito: O repórter.
 – VTD: entrevistou.
 – OD: o jogador.
 – “Internacional” é um adjetivo que caracteriza “o jogador”. Se substituirmos “o 
jogador” por um pronome, como em “O repórter entrevistou-o internacional”, a 
frase não fará sentido. Logo, “internacional” é adjunto adnominal, pois faz parte 
do objeto. Se fizesse sentido, seria um predicativo do objeto. 
Em regra, o adjunto adnominal é um termo permanente, enquanto o predicativo é 
temporário. Por exemplo, na frase “O examinador tornou a questão complexa”, “com-
plexa” é uma condição temporária. Em “O repórter entrevistou o jogador internacional”, 
“internacional” é uma característica permanente.
• O professor deixou a turma apreensiva, quando resolveu a questão difícil.
 – Sujeito: O professor.
 – VTD: deixou.
 – OD: a turma.
 – Nesse contexto, “apreensiva” refere-se à “turma” e é um adjetivo. Portanto, pode 
ser um adjunto adnominal, pois está ao lado de “turma”, ou pode ser um predica-
tivo do objeto direto.
 – Consideremos a substituição lexical: “O professor deixou-a apreensiva”. Neste 
caso, “apreensiva” não faz parte do objeto direto, indicando que é um termo autô-
nomo, ou seja, um predicativo do objeto direto.
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Predicativo do Objeto)
GRAMÁTICA PARA FGV
 – Na frase “quando resolveu a questão difícil”, “difícil” é um adjetivo que qualifica “a 
questão”. Ao substituir “a questão” por um pronome, a frase “resolveu-a difícil” 
não faz sentido, indicando que “difícil” é um termo interno, um adjunto adnominal.
• A seleção saiu vitoriosa do Japão
 – Sujeito: A seleção.
 – O termo “vitoriosa” é um predicativo do sujeito “a seleção”, e “do Japão” é um 
adjunto adverbial de lugar.
 – Verbos de ligação exigem um predicativo do sujeito, que caracteriza o sujeito, 
denotando estado ou característica. 
 – O verbo “sair” indica uma ação, não sendo, portanto, um verbo de ligação.
 – Logo, “saiu” é um verbo intransitivo.
• As duas mulheres entraram no recinto sérias.
 – Sujeito: as duas mulheres.
 – “Sérias” é um adjetivo que caracteriza “as mulheres”, sendo um predicativo do sujeito.
 – O verbo “entrar” indica uma ação, não podendo ser um verbo de ligação.
 – Logo, “entraram” é um verbo intransitivo.
• Chamei o professor de intransigente.
 – VTDI: Chamei.
 – OD: o professor.
 – O termo “intransigente” caracteriza “o professor” e apesar de estar preposicio-
nado, exerce uma função adjetiva, configurando um predicativo do objeto direto.
 – Substituição lexical: “chamei-o de intransigente”. O termo “intransigente” também 
caracteriza o professor. 
GABARITO
 10. d
 11. e
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A NOMES - EXERCÍCIOS
16. (FGV/2023) Nas opções a seguir, são dadas duas frases com a preposição de. Assinale 
a opção em que essa preposição mostra, respectivamente, valor semântico ou nocional 
e valor gramatical ou relacional.
a. Viajar de avião. / Precisar de dinheiro.
b. Chegar de repente. / Sair de manhã.
c. Necessitar de mais tempo. / Ter medo de escuro.
d. Vestir-se de branco. / Trabalhar de terno.
Valor semântico → preposição nocional: adjunto adnominal ou adjunto adverbial.
Valor gramatical → preposição gramatical: complemento nominal ou objeto indireto.
17. (FGV/2023) As preposições têm dois valores básicos: podem ter valor gramatical, 
quando são exigidas por um termo anterior, com presença obrigatória, e valor nocional 
quando são empregadas para acrescentar alguma informação ao texto. Assinale a opção 
em que a preposição de mostra valor nocional. 
a. O primeiro passo para conhecer-se é desconfiar de si mesmo.
b. O jovem não precisa de razões para viver.
c. As crianças necessitam mais de modelos que de críticos.
d. Um cão velho já não deve latir, pois já não é capaz de morder.
e. O maior homem do mundo é aquele que não perde seu coração de criança.
a. Desconfiar de – objeto indireto;
b. Precisar de – objeto indireto;
c. Necessitar de – objeto indireto;
d. Capaz de – complemento nominal;
e. Coração, nesse caso, é substantivo concreto – adjunto adnominal.
5m
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
18. (FGV/2024) Observe o texto abaixo, retirado de um dicionário de curiosidades sobre 
o Rio de Janeiro:
“ABERTURA DOS PORTOS – Monumento erigido na Praia do Russel, em comemoração ao 
Decreto de D. João VI, em 28/01/1808, determinando a abertura dos portos, medida 
que acarretou a integração do Brasil no comércio exterior. Este monumento, de bronze, 
é constituído por duas imagens de mulher, simbolizando o “Comércio” e a “Navegação”. O 
referido monumento, foi obra de Eugène Benet, escultor francês”.
Os termos destacados abaixo, precedidos da preposição DE, em que essa preposição mostra 
o mesmo valor semântico, é:
a. de D. João VI / abertura dos portos.
b. do Brasil / de bronze.
c. de mulher / de Eugène Benet.
d. de Eugène Benet / de D. João VI.
e. de bronze / de mulher.
Decreto – substantivo concreto; posse; adjunto adnominal;
Abertura – ação de abrir; substantivo abstrato; complemento nominal;
Integração – substantivo abstrato; complemento nominal;
De bronze, entre vírgulas – valor explicativo; aposto; 
De Eugène Benet – posse; adjunto adnominal;
De mulher – não é posse, é a imagem dela.
19. (FGV/CÂMARA DO DEPUTADOS/2023) A preposição “a” indica valores semânticos 
variados. Assinale a frase que possui valor semântico, não sendo gramaticalmente exigida 
por nenhum termo anterior. 
a. É preferível guerrear contra homens a lutar contra uma mulher.
b. Eu não gostaria de pertencer a nenhuma mulher que me aceitasse como marido.
c. Não conheço o seu ex-marido, mas começo a me solidarizar com ele.
d. A mulher jamais se esquece do seu sexo. Prefere falar com um homem a falar com um anjo.
e. Um casamento bem-sucedido é um edifício que deve ser reconstruído a cada dia.
a. Preferível – adjetivo – complemento nominal;
b. Pertencer a – objeto indireto;
c. Começo – objeto indireto;
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
d. Prefere – verbo – objeto indireto;
e. A cada dia – tempo – adjunto adverbial de tempo.
20. (FGV/2023) Assinale a frase em que a preposição sublinhada tem valorgramatical, 
ou seja, é exigida por um termo anterior.
a. Você não é nada até ser odiado por todos.
b. Esse ignóbil baile de máscaras que se chama sociedade. 
c. Não há nenhum grande homem para o seu criado de quarto.
d. Quem vive bem com a pobreza é rico.
e. Um homem é rico na medida do número de coisas de que ele é capaz de abrir mão.
Quando o termo preposicionado completa o adjetivo, sendo uma oração ou não, é complemento 
nominal.
Obs.: � Por todos = agente da passiva.
21. (FGV/PCRJ/2023) “Investigação é o ato ou efeito de investigar, busca, pesquisa. Ou 
seja, investigação criminal pode ser definida como a atividade preliminar de produzir e 
colher elementos de convicção...”.
Nesse segmento do texto 1, há três ocorrências da preposição DE, sem que nenhuma delas 
seja solicitada por um termo anterior.
A frase abaixo em que a preposição DE tem valor gramatical, ou seja, é uma exigência de 
um termo anterior, é:
a. Não pedi a empresário nenhum que chegasse com malas DE dólares em minha casa;
b. Ninguém quer ser mulher DE malandro. O Brasil não precisa sofrer gol para depois marcar;
c. Tenho certeza DE que, no Brasil, mais jovens fumaram maconha do que gente comeu carne;
d. Os gerentes do banco, como diz o ditado, estão mais perdidos que cachorro em dia DE 
mudança;
e. Beijar a boca DE uma mulher bonita é fácil. 
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
22. (FGV/TCE/AM/2021) “Em oposição aos meus apaixonados sentimentos de justiça e 
deveres sociais, sempre experimentei a total ausência de me aproximar dos homens e das 
sociedades humanas. Apraz-me sentir-me só. Nunca me entreguei de corpo e alma a um 
círculo de amigos, ao Estado, nem à minha própria família. Pelo contrário, sempre senti 
nesses laços o indefinível sentimento de ser um estranho em seu desejo de solidão.” 
(Albert Einstein)
O segmento (texto 4) abaixo em que a preposição “de” NÃO é exigida por nenhum termo 
anterior é:
a. “sentimentos de justiça”;
b. “aproximar dos homens”;
c. me entreguei de corpo”;
d. “sentimento de ser um estranho”;
e. “desejo de solidão”.
A solidão é desejada, complemento nominal, e desejo é substantivo abstrato – não 
confundir com adjunto.
23. (FGV/2024) As preposições podem ser gramaticais – se exigidas pela regência de algum 
termo anterior – ou nocionais, quando não são obrigatórias e mostram um significado. 
Assinale a frase abaixo em que a preposição A tem valor nocional.
a. A política não é ocupação minha; sempre limitei meus reduzidos esforços a tornar os 
homens menos tolos e mais honestos.
b. Minha regra de ouro em política externa é: faça aos outros o que eles fariam a você. 
c. Não devais nada a ninguém, a não ser o amor mútuo, pois quem ama o outro cumpriu a lei.
d. Ser presidente tem um lado bom: você pode se sentar à hora que quiser.
e. Uma das coisas a que devemos ser agradecidos é que não temos tanto governo quanto 
ele nos custa.
À hora – adjunto adverbial de tempo.
A FGV cobra classes de palavras e algumas funções sintáticas de um jeito muito particular.
30m
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Termos Relacionados a Nomes - Exercícios
GRAMÁTICA PARA FGV
GABARITO
16. a
17. e
18. d
19. e
20. e
21. c
22. c
23. d
� Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Claiton Natal de Souza. 
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do con-
teúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela lei-
tura exclusiva deste material.
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Complemento Nominal) II
GRAMÁTICA PARA FGV
TERMOS RELACIONADOS A NOMES (ADJUNTO 
ADNOMINAL X COMPLEMENTO NOMINAL) II
ADJUNTO ADNOMINAL
• Substantivo concreto;
• Substantivo abstrato;
• Com ou sem proposição.
COMPLEMENTO NOMINAL
• Adjetivo;
• Advérbio;
• Substantivo abstrato;
• Com preposição.
– Substantivo concreto – coisas, pessoas, lugares;
– Substantivo abstrato – sentimento, sensação, derivados de valor.
A plantação DE TRIGO foi destruída pelo incêndio.
Na frase acima, de trigo se refere a uma determinada plantação que pegou fogo, ou seja, 
é um substantivo concreto – adjunto adnominal.
A plantação DE TRIGO cria divisas para o país.
Já nessa frase, de trigo se refere à ação de plantar trigo, ou seja, substantivo abstrato – 
paciente; complemento nominal. 
A FGV cobra muito ambiguidade sintática, como, por exemplo, na questão abaixo:
“(FGV/SME/2023) As opções a seguir apresentam frases que mostram ambiguidade, à 
exceção de uma. Assinale-a.
(B) A nomeação do novo ministro trouxe muita apreensão para o mercado financeiro.”
A nomeação é a ação de nomear, logo, substantivo abstrato: o ministro foi nomeado – 
paciente; complemento nominal.
Ou, também, pode ser que o ministro tenha nomeado alguém, e isso trouxe apreensão 
para o mercado. Nesse caso, seria adjunto adnominal.
A lembrança do meu pai alegrou-me.
Lembrança – substantivo abstrato, ação de lembrar.
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Complemento Nominal) II
GRAMÁTICA PARA FGV
Do meu pai – agente; adjunto adnominal.
Se o pai foi lembrando, é complemento nominal. 
Lembrança como substantivo concreto – um objeto, um presente – adjunto adnominal.
Obs.: � A multiplicidade de sentido é chamada de polissemia. Enriquece o texto, podendo 
gerar uma ambiguidade proposital, de cunho artístico, como presente em 
algumas canções.
14. (FGV/2024) A preposição DE, como outras preposições, pode ter valor gramatical, 
quando exigidas por uma palavra anterior, ou valor semântico, quando expressam algo 
importante para o texto. Assinale a opção em que a preposição DE é empregada com valor 
gramatical, exigida por um termo anterior. 
a. As boas ações que praticamos não passam da nossa rua, as más ações que nos atribuem 
vão de um extremo a outro da nossa cidade.
b. A crença do cliente na integridade de nossos conselhos é o nosso maior patrimônio.
c. Percorra os parques da cidade. Você não encontrará nenhuma estátua de uma mulher.
d. Qualquer idiota é capaz de pintar um quadro. Mas só um gênio o venderá.
e. Fora educar o gosto, o teatro serve apenas para desfantasiar o espírito, nos dias de maior 
aborrecimento.
PREPOSIÇÃO GRAMATICAL PREPOSIÇÃO NOCIONAL
é exigida não é exigida
funcional possui valor semântico
introduz complemento verbal introduz adjuntos adnominais e adverbiais
Obedeço à lei.
Obedeço – verbo transitivo indireto.
À lei – objeto indireto.
Sendo objeto indireto, é uma preposição gramatical exigida pelo termo anterior.
A obediência à lei.
Obediência – substantivo abstrato.
À lei – complemento nominal.
Ambas são preposições gramaticais.
Objeto indireto está para o verbo assim como o complemento nominal está para o nome.
O anel de ouro sumiu.
10m
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Termos Relacionados a Nomes (Adjunto Adnominal X Complemento Nominal) II
GRAMÁTICA PARA FGV
Anel – substantivo concreto.
De ouro – adjunto adnominal.
Saí às pressas.
Às pressas – adjunto adverbial de modo. 
Como o exercício pediu valor gramatical, basta procurar um objeto indireto ou um 
complemento nominal.
a. Vão de – locução adverbial circunstancial;
b. De nossos conselhos – adjunto adnominal;
c. Estátua – substantivo concreto, logo, adjunto adnominal;
d. Capaz – adjetivo, e se completa o adjetivo é complemento nominal;
e. Dia – substantivo concreto. 
15. (FGV/CÂMARA/SP/2024) Assinale a frase em que a preposição sublinhada tem valor 
nocional, ou seja, não é exigida por um termo anterior.
a. Se chegar a perder a Terra, de nada servirá ao homem ganhar a Lua.
b. Gosto de mulheres jovens; suas histórias são menores.
c. A primeira ideia literária de toda mulher é sempre vingar-se de alguém.
d. Quando você tem uma grande esposa conte para todos – mas tenha certeza de contar

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