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• Gêneros textuais
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• Funções da linguagem
• Relações intertextuais
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• Movimentos literários 
 e artísticos 
• Obras literárias clássicas
 no Brasil
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https://app.planejativo.com/ver-aula/485/material-de-apoio/resumo/artes-e-ed-fisica/arte-moderna-vanguardas-europeias
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para estar bem preparado
para o Enem! Ao responder
listas de exercícios, você está
praticando o estudo ativo, e,
com isso: 
Estudar por
questões é
Pensando
nisso...
Neste e-book do Planejativo, você vai encontrar 
uma lista de exercícios com os assuntos que citamos!
necessário
Desenvolvendo seu raciocínio, 
Absorvendo melhor o conteúdo, 
Analisando em quais assuntos
precisa melhorar; 
saiba que os itens de cada
questão são clicáveis! 
Se você clicar na segunda (Literatura),
irá abrir uma página com os assuntos
da disciplina, onde você poderá
consultar os resumos e videoaulas
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Antes de
começar...
Caso você clique na primeira opção
(P0032634), será aberta a página da
questão, onde você poderá encontrar os
comentários, a resolução e as estatísticas
de erros e acertos da questão.
E, por fim, caso você clique na terceira
opção (Romantismo: Prosa), será aberta uma
página em que você poderá registrar suas
atividades sobre aquele assunto e facilitar a
análise do seu desempenho. 
1
2 3
QUESTÕES
planejativo@gmail.com 1/34
 1 P0003709 | Artes | Arte Moderna: Vanguardas
europeias
Relacione corretamente os artistas apresentados na
primeira coluna com os movimentos artísticos
correspondentes, os quais são apresentados na
segunda coluna.
(I) Pablo Picasso
(II) Michelangelo M. da Caravaggio
(III) Marcel Duchamp
(IV) Henri Matisse
(V) René Magritte
( ) Dadaísmo
( ) Fauvismo
( ) Cubismo
( ) Barroco
( ) Surrealismo
Marque a alternativa que indica a sequência CORRETA
com relação à segunda coluna.
a) III, V, I, II, IV
b) II, I, III, IV, V
c) I, IV, III, V, II
d) III, IV, I, II, V
e) IV, III, V, II, I
 2 P0004220 | Artes | Arte Moderna: Vanguardas
europeias
E venham, então, os alegres incendiários de dedos
carbonizados! Vamos! Ateiem fogo às estantes das
bibliotecas! Desviem o curso dos canais, para inundar
os museus! Empunhem as picaretas, os machados os
martelos e deitem abaixo sem piedade as cidades
veneradas!
MARINETI. F. T. Manifesto futurista. Disponível em:
www.sibila.com.br. Acesso em: 2 ago. 2012
(adaptado).
Que princípio marcante do Futurismo e comum a
várias correntes artísticas e culturais das primeiras
três décadas do século XX está destacado no texto?
a) A tradição é uma força incontornável.
b) A arte é expressão da memória coletiva.
c) A modernidade é a superação decisiva da história
d) A realidade cultural é determinada
economicamente.
e) A memória é um elemento crucial da identidade
cultural.
 3 P0004252 | Artes | Arte Moderna: Vanguardas
europeias
Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da
obra do poeta português Fernando Pessoa. 
a) Pessoa foi um dos líderes da revista de literatura
Orpheu, juntamente com Mário de Sá-Carneiro e Eça
de Queiroz.
b) A criação da revista de literatura Orpheu identifica
Pessoa como um dos fundadores do Modernismo
português.
c) Pessoa foi responsáveltodas
as virtualidades e virtuosidades, porque um desenho
você larga aqui e recomeça ali, hoje, amanhã, ontem.
O desenho é para ser lido, como um poema.
(Adaptado de: MORAIS, F. Arte é o que eu e você chamamos arte.
Rio de Janeiro: Record, 2000. p.120.)
Com base na imagem (Fig. 2), no texto e nos
conhecimentos sobre artes, considere as afirmativas a
seguir.
I. A imagem é de caráter orgânico, e o olhar sobre ela
é reiterado pelos feixes de linhas organizados em
ciclos e pelos demais aspectos formais e simbólicos.
II. O desenho pode derivar de procedimentos com
temporalidades diversas, do mais rápido e sutil até o
mais demorado, com camadas subsequentes de
elaboração.
III. O desenho rompe com as hierarquias porque se
institui, sobretudo nas vanguardas, como meio
completo de expressão.
IV. Tanto o texto quanto a imagem evidenciam o
caráter singular do desenho que, através dos tempos,
passou a ser compreendido como determinante do que
viria a ser a pintura.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
 42 P0052365 | Artes | Arte Renascentista
A imagem é considerada uma das referências do
movimento artístico e cultural denominado
Renascimento. Analise-a atentamente.
Essa imagem pode ser considerada renascentista
porque
a) representa as personagens de forma simbólica e
recorre a temas da doutrina crista.
b) reforça a perspectiva teocêntrica, ao representar a
Virgem Maria no centro da composição pictórica.
c) retoma o tema da pureza da alma feminina
estabelecendo uma releitura da narrativa sobre o
pecado original.
d) adota o contraste dramático entre tons claros e
escuros em sintonia com as tensões religiosas do
período.
e) utiliza a técnica da perspectiva tridimensional, que
provoca a ilusão de profundidade e de espaço.
 43 P0052812 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Leia o trecho do romance Lavoura arcaica, de Raduan
Nassar, para responder à questão.
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https://app.planejativo.com/materias/d/3
https://app.planejativo.com/ver-aula/480
https://app.planejativo.com/q/52812
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://planejativo.com
https://planejativo.com
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 – Meu coração está apertado de ver tantas marcas no
teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem
abandona a casa por uma vida pródiga.
 – A prodigalidade também existia em nossa casa.
 – Como, meu filho?
 – A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa.
 – Nossa mesa é comedida, é austera, não existe
desperdício nela, salvo nos dias de festa.
 – Mas comemos sempre com apetite.
 – O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade,
desde que seja moderado.
 – Mas comemos até que ele desapareça; é assim que
cada um em casa sempre se levantou da mesa.
 – É para satisfazer nosso apetite que a natureza é
generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde
que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite,
não teríamos forças para buscar o alimento que torna
possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu
filho.
 – Eu não disse o contrário, acontece que muitos
trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas
forças, fazem tudo que é possível, mas não
conseguem apaziguar a fome.
 – Você diz coisas estranhas, meu filho.
(Lavoura arcaica, 2001.)
No trecho do romance, o filho
a) acusa o pai por tê-lo impedido de abandonar a casa.
b) é censurado pelo pai por ter partido em busca de
uma vida pródiga.
c) discorda da opinião do pai de que o apetite é
sagrado.
d) repreende o pai por ter sacralizado o apetite.
e) é repreendido pelo pai por não ter se empenhado o
suficiente no trabalho.
 44 P0054191 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
USE OS TEXTOS I e II PARA RESPONDER ÀS
QUESTÕES 7 E 8.
TEXTO I
TEXTO II
Para que as memórias e tradições permaneçam vivas,
o Museu da Pessoa, a Rádio Yandê e Ailton Krenak vão
realizar uma formação virtual em memória e mídias
para que jovens das comunidades originárias
registrem as histórias de vida de seus anciãos e
anciãs. 
O ditado “Cada ancião que morre é uma biblioteca que
se queima” é válido para os povos indígenas, portanto
nosso lema é “Cada ancião que se preserva é uma
biblioteca que se salva”. Na tradição dos povos
indígenas, todo conhecimento de plantas, de cura, de
mitos e narrativas é produzido de maneira oral. “A
gente não sabe até quando que vão ter esse
conhecimento completo. A gente vai morrendo e vai se
apagando tudo. A gente não é igual vocês, que fica
tudo guardado em algum lugar (...)”(Awapataku
Waura, ancião e pajé do povo Waura).
(Adaptado de “Projeto Vidas Indígenas”, vídeo institucional do Museu da Pessoa, sobre registro de
narrativas orais indígenas. Disponível em: https://benfeitoria.com/vidasindigenas. Acessado em
04/04/2021.)
No texto II (Projeto Vidas Indígenas), é utilizada uma
metáfora que relaciona “ancião” e “biblioteca”. As
citações a seguir tratam da importância de anciãos e
anciãs indígenas para a transmissão do conhecimento.
Assinale aquela que também faz uso de uma
metáfora. 
a) “Perder um ancião é o mesmo que fechar um livro.
Ou mesmo queimar um livro” (Comissão Pró-Índio,
Twitter, via @g1).
b) “Morte de anciãos indígenas na pandemia pode
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https://app.planejativo.com/materias/d/1
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fazer línguas inteiras desaparecerem” (manchete da
BBC Brasil News).
c) “A morte de uma anciã ou um ancião é tratada
como se uma biblioteca fosse perdida” (site “Racismo
Ambiental”).
d) “Nikaiti Mekranotire é mais uma vítima do covid-19.
Perdemos uma enciclopédia” (Mayalú Txucarramãe,
Twitter).
 45 P0055435 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Atente para as seguintes informações sobre o texto 3:
I. Trata do posicionamento de dois autores (Djamila
Ribeiro e Antônio Prata) acerca do racismo e de suas
implicações.
II. Apresenta o negro e o branco como opostos em um
sectarismo prejudicial aos brancos, porque estes
perdem privilégios.
III. Afirma que a falta de diversidade na literatura e no
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cinema é prejudicial para o crescimento do Brasil.
É correto o que se afirma somente em 
a) II.
b) I e II.
c) III.
d) I e III.
 46 P0055674 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
 Os séculos de escravidão são um aspecto triste da
história brasileira. Tabu e vergonha, quando se pensa
nas dores e humilhações desumanas por que
passaram homens e mulheres negros trazidos da
África; mas também — por que não? — orgulho,
quando se evocam as lutas e estratégias de
resistência e sobrevivência dos escravos, ex-escravos
e descendentes. Histórias transmitidas de geração em
geração, como narrativas que dão sentido e
identidade.
 Povos remanescentes de quilombolas são grupos
unidos por esse passado comum, que têm território
como base da reprodução física, social, econômica e
cultural de sua coletividade. São reconhecidos na
Constituição de 1988 como detentores de direitos
territoriais coletivos e fazem parte do conjunto dos
povos e comunidades tradicionais.
LOSCHT, M. Território e tradição. Retratos: a revista do IBGE, n 2, ago. 2017 (adaptado). 
Na comparação entre os textos 1 e II, percebe-se que
ambos apresentam, em relação à história dos
africanos escravizados, um(a) 
a) saudosismo do local de origem.
b) culpabilizaçãodo homem europeu.
c) valorização da memória dos antepassados.
d) apelo à religiosidade das pessoas mais velhas.
e) reconhecimento dos direitos desses sujeitos.
 47 P0055684 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
 Uma coisa ninguém discute: se Zacarias morreu, o
seu corpo não foi enterrado.
 A única pessoa que poderia dar informações certas
sobre o assunto sou eu. Porém estou impedido de
fazê-lo porque os meus companheiros fogem de mim,
tão logo me avistam pela frente. Quando apanhados
de surpresa, ficam estarrecidos e não conseguem
articular uma palavra. 
 Em verdade morri, o que vem ao encontro da versão
dos que creem na minha morte. Por outro lado,
também não estou morto, pois faço tudo o que antes
fazia e, devo dizer, com mais agrado do que
anteriormente.
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https://planejativo.com
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RUBIÃO, M. O pirotécnico Zacarias. São Paulo: Ática, 1974. 
Murilo Rubião é um expoente da narrativa fantástica
na literatura brasileira. No fragmento, a singularidade
do modo como o autor explora o absurdo manifesta-se
no(a) 
a) expressão direta e natural de uma situação insólita.
b) relato denso e introspectivo sobre a experiência da
morte.
c) efeito paradoxal da irregularidade na organização
temporal.
d) discrepância entre a falta de emotividade e o
evento angustiante.
e) alternância entre os pontos de vista do narrador e
do personagem.
 48 P0056357 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
INTERROGAÇÃO
 
Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,
Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;
E apesar disso, crês? nunca pensei num lar
Onde fosses feliz, e eu feliz contigo.
Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.
E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.
Nem depois de acordar te procurei no leito,
Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.
Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo
A tua cor sadia, o teu sorriso terno...
Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso
Que me penetra bem, como este sol de Inverno.
Passo contigo a tarde e sempre sem receio
Da luz crepuscular, que enerva, que provoca.
Eu não demoro o olhar na curva do teu seio
Nem me lembrei jamais de te beijar na boca.
Eu não sei se é amor. Será talvez começo.
Eu não sei que mudança a minha alma pressente...
Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,
Que adoecia talvez de te saber doente.
(PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.)
No poema, o eu-lírico demonstra que
a) apresenta uma atração explicitamente física e
carnal pela pessoa citada.
b) possui plena antipatia por versos românticos, pois a
razão realista é o que o move.
c) resiste à mudança que sua alma imagina, pois ele
não dá espaço para sentimentos.
d) procura abrigo quando já está curado, pensando em
não ser um devedor à pessoa amada.
e) possui várias dúvidas a respeito de seu sentimento,
o qual apresenta uma série de contradições.
 49 P0058708 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Assinale a alternativa CORRETA sobre o Sermão do
bom sucesso das armas e o Sermão de Santo Antônio,
do padre Antônio Vieira.
a) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador
constrói argumentos para desqualificar o interlocutor
e, então, provar seu erro em proteger os holandeses.
b) No Sermão de Santo Antônio, o orador dirige-se aos
peixes, a fim de destacar suas virtudes, inexistentes
nos homens.
c) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador
simula uma interpelação a Deus para conclamar os
maranhenses a lutarem contra os holandeses.
d) No Sermão de Santo Antônio, o orador, simulando
dirigir-se aos peixes, repreende, entre outras coisas, a
tendência dos homens a se entredevorarem.
e) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador
https://app.planejativo.com/q/56357
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/q/58708
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
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https://planejativo.com
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simula a vitória dos holandeses, a fim de destacar a
necessidade de os brasileiros abandonarem seus
pecados.
 50 P0058714 | Literatura | Modernismo: segunda
geração
Leia o poema José, de Carlos Drummond de Andrade. 
 
E agora, José? e tudo fugiu
A festa acabou, e tudo mofou,
a luz apagou, e agora, José?
o povo sumiu,
a noite esfriou, (...)
e agora, José?
e agora, você? Se você gritasse,
Você que é sem nome, se você gemesse,
que zomba dos outros, se você tocasse,
Você que faz versos, a valsa vienense,
que ama, protesta? se você dormisse,
e agora, José? se você cansasse,
 se você morresse....
Está sem mulher, Mas você não morre,
está sem discurso, você é duro, José! 
está sem carinho,
já não pode beber, Sozinho no escuro
já não pode fumar, qual bicho-do-mato,
cuspir já não pode, sem teogonia,
a noite esfriou, sem parede nua 
o dia não veio, para se encostar,
o bonde não veio, sem cavalo preto 
o riso não veio, que fuja a galope, 
não veio a utopia você marcha, José!
e tudo acabou José, para onde?
 
Assinale a alternativa CORRETA sobre o poema. 
a) O diálogo com José, interlocutor, pode ser lido como
uma forma de o sujeito-lírico refletir sobre o
desamparo existencial.
b) O poema em versos curtos apresenta o caminho
para superação dos impasses de José.
c) As repetições indicam a monotonia da existência do
trabalhador comum, José, em crise com sua condição
operária.
d) O sujeito-lírico, na ausência de respostas, não
consegue decifrar para onde José marcha, embora este
saiba seu caminho.
e) A expressão "e agora, José?" põe em relevo a
indignação do sujeito-lírico com seu interlocutor,
incapaz de se definir.
 51 P0058941 | Literatura | Modernismo: segunda
geração
Leia o poema de Cecília Meireles, na coluna da
esquerda, e o de Mario Quintana, na coluna da direita,
abaixo.
 
Canção excêntrica 
 Seiscentos e sessenta e seis
 
Ando à procura de espaço A vida é uns
deveres que nós trouxemos para
Para o desenho da vida 
 [fazer em casa.
Em números me embaraço Quando se
vê, já são 6 horas: há tempo...
E perco sempre a medida. Quando se
vê, já é 6ª feira...
Se penso encontrar saída, Quando se
vê, passaram 60 anos...
Em vez de abrir um compasso, Agora, é
https://app.planejativo.com/q/58714
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tarde demais para ser reprovado...
projeto-me num abraço E se me
dessem – um dia – uma outra
e gero uma despedida. 
 [oportunidade,
 Eu nem
olhava o relógio
Se volto sobre o meu passo, Seguia
sempre, sempreem frente...
É já distância perdida.
 E iria
jogando pelo caminho a casca dourada
Meu coração, coisa de aço, 
 [e inútil das
começa a achar um cansaço horas
esta procura de espaço
para o desenho da vida.
Já por exausta e descrida
não me animo a um breve traço:
- saudosa do que não faço,
- do que faço, arrependida.
 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes
afirmações sobre os poemas.
 
( ) O poema de Cecília Meireles apresenta vocabulário
ligado à geometria e regularidade estrutural e métrica,
apontando para a necessidade de o sujeito lírico definir
sua vida com exatidão.
( ) O poema de Mario Quintana busca a definição da
vida, a partir da metáfora com o universo escolar e a
passagem do tempo.
( ) A sucessão “6 horas, 6ª feira, 60 anos”, no poema
de Quintana, indica a finitude: fim do dia útil, fim da
semana útil, consequentemente, fim da vida útil.
( ) Os dois poemas, embora os sujeitos líricos sejam
uma mulher e um homem, encerram com um tom
melancólico, porque a realidade não corresponde às
suas expectativas.
a) V – V – V – V.
b) V – F – F – V.
c) V – V – F – F.
d) F – F – V – F.
e) F – V – V – F.
 52 P0060757 | Artes | Arte moderna no Brasil
Observe a charge de Belmonte, publicada na primeira
página da Folha da Noite, em 20 de fevereiro de 1922
 
SEMANA DE ARTE MODERNA”
Ao representar a Semana de Arte Moderna, a charge
ironiza
a) o atraso da arte brasileira em relação ao que era
produzido no resto do Ocidente.
b) a inexistência de preocupações, entre os artistas da
vanguarda, com a cultura popular.
c) a irracionalidade que caracterizava a produção dos
participantes da vanguarda.
d) o descompasso entre as propostas renovadoras da
vanguarda e o gosto tradicional do público.
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e) a formação técnica limitada dos artistas, que não
conseguiam obter efeitos realistas.
 53 P0060971 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Texto 1
Só reconhecerei um sistema como empírico ou
científico se ele for passível de comprovação pela
experiência. Essas considerações sugerem que deve
ser tomada como critério de demarcação […]
a falseabilidade de um sistema. Em outras palavras,
não exigirei que um sistema científico seja suscetível
de ser dado como válido, de uma vez por todas, em
sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica
seja tal que se torne possível validá-lo por meio de
recurso a provas empíricas, em sentido negativo: deve
ser possível refutar, pela experiência, um sistema
científico empírico.
(Karl Popper. A lógica da pesquisa científica, 2001.)
Texto 2
Imagine um dia em que a humanidade soubesse de
tudo. Todos os detalhes do surgimento e da evolução
do Universo, da vida e da inteligência fossem
conhecidos. E aí, o que fariam os cientistas nesse dia?
[…] “Essa noção de que existe uma resposta final
empobrece o conhecimento em vez de enriquecê-lo”,
afirma o físico Marcelo Gleiser. “Porque é justamente o
não saber, a ideia de estar sempre buscando, que
nutre nossa curiosidade”.
(Salvador Nogueira. “Não há respostas finais na ciência, diz
Marcelo Gleiser”. www.folha.uol.com.br, 11.08.2014.)
De acordo com os textos, para assegurar a validade do
conhecimento produzido, é necessário que a ciência
a) valorize os aspectos culturais presentes nos
experimentos.
b) divulgue e defenda o conhecimento e a sabedoria
absolutos obtidos com a investigação.
c) relacione os dados sensíveis e intuitivos
identificados nos experimentos.
d) duvide e verifique continuamente os resultados
obtidos.
e) recorra ao senso comum no processo metódico de
investigação.
 54 P0061867 | Literatura | Modernismo: primeira
geração
[01] No desequilíbrio dos mares,
[02] as proas giram sozinhas…
[03] Numa das naves que afundaram
[04] é que certamente tu vinhas.
 
[05] Eu te esperei todos os séculos
[06] sem desespero e sem desgosto,
[07] e morri de infinitas mortes
[08] guardando sempre o mesmo rosto
 
[09] Quando as ondas te carregaram
[10] meu olhos, entre águas e areias,
[11] cegaram como os das estátuas,
[12] a tudo quanto existe alheias.
 
[13] Minhas mãos pararam sobre o ar
[14] e endureceram junto ao vento,
[15] e perderam a cor que tinham
[16] e a lembrança do movimento.
 
[17] E o sorriso que eu te levava
[18] desprendeu-se e caiu de mim:
[19] e só talvez ele ainda viva
[20] dentro destas águas sem fim.
Cecília Meireles, “Canção”
Assinale a alternativa correta sobre Cecília Meireles e
o Modernismo brasileiro.
a) No início da sua carreira, Cecília Meireles se filiou ao
grupo Festa, vertente mais espiritualista do
modernismo.
b) Sua obra faz parte da fase mais iconoclasta do
nosso modernismo, a do romance nordestino de 1930.
c) “Canção” é um ótimo exemplo da preocupação
modernista em aproximar a linguagem poética da
oralidade popular.
d) A representação do mar em “Canção” revela o
traço nacionalista do modernismo: exaltar a geografia
brasileira.
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e) Assim como o cubismo foi uma influência para o
nosso modernismo, podemos encontrar esta mesma
influência em “Canção”.
 55 P0061911 | Artes | Arte na Idade Média
A partir do século XII ao XV, na Europa, algumas
catedrais passaram a ser construídas adotando um
novo estilo arquitetônico: o gótico. Ao contrário do
estilo românico, tais igrejas primavam pela
verticalidade, leveza, harmonia dos traços e
luminosidade, através dos vitrais coloridos. O
surgimento do estilo gótico está ligado ao
a) movimento cruzadístico que, ao tentar retomar
Jerusalém do domínio mulçumano, permitiu o contato
com esse estilo mais decorativo, de características
orientais.
b) fortalecimento do sistema feudal e a necessidade
de valorização dos feudos por meio de tais
construções monumentais, reafirmando o poder do
senhor das terras.
c) advento do trabalho servil, em detrimento do
trabalho escravo, o que deve ter estimulado a
criatividade dos construtores da época, possibilitando
utilizar novas técnicas de construção
d) aumento da riqueza e autonomia das cidades, que
competiam entre si para edificar catedrais mais altas e
decoradas, sinal de prosperidade do novo núcleo
urbano.
e) reavivamento da fé e a necessidade dos senhores
feudais demostrarem sua devoção à Igreja Católica e
ao movimento das Cruzadas, financiando novas igrejas
a cada vitória alcançada no Oriente.
 56 P0061980 | Literatura | Parnasianismo
São características do poema que o identificam com o
Parnasianismo: 
a) o misticismo e o elogio idealizado às sociedades
orientais.
b) o predomínio do tom descritivo e o desinteresse por
questões políticas.
c) a narrativa de grandes feitos do passado e a
expressão intensa dos sentimentos.
d) o culto à forma poética perfeita e a defesa de uma
arte comprometida com as questões sociais.
e) a transgressão formal e a tematização do
sofrimento do artista.
 57 P0061985 | Português | Estratégias
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argumentativas e Interpretação de textoA partir da imagem das botas apertadas, o narrador
constrói a ideia de que 
a) o fim de uma situação incômoda pode gerar uma
sensação de prazer que justifica o sofrimento.
b) o mundo seria melhor se houvesse pequenos
prazeres cotidianos disponíveis a todas as pessoas.
c) algumas pessoas têm dificuldade de enxergar
soluções simples para problemas cotidianos.
d) a vida possui uma espécie de senso de justiça que
distribui os prazeres igualmente a todas as pessoas.
e) alguns homens se colocam em situações
desagradáveis com a finalidade de se fortalecerem
moralmente.
 58 P0062111 | Artes | Música
Dança, Música, Teatro e Artes Visuais são linguagens
artísticas presentes em diferentes civilizações e
culturas. No Brasil, inúmeras mulheres têm se
destacado nessas manifestações.
 
Com base nos conhecimentos sobre os elementos
estruturais de cada uma das linguagens e na
participação feminina, considere as afirmativas a
seguir.
 
I. O teatro brasileiro comemorou, em 2021, o
centenário da sua grande dama, Cacilda Becker. Em
suas atuações, envolveu e integrou elementos
fundamentais da linguagem teatral: atriz/ator, público
e texto.
II. Tomie Ohtake transitou pela pintura figurativa e
desembocou no abstracionismo, utilizando elementos
como timbre, altura e duração. Na década de 1960,
trabalhou com um número reduzido de cores
explorando a transparência.
III. Quarteto em Cy é um grupo vocal feminino surgido
na década de 1960, originalmente formado pelas
irmãs que vieram da Bahia para o Rio de Janeiro: Cyva,
Cynara, Cylene e Cybele, que ficou famoso
pelos happenings, caracterizados pela perspectiva e
textura, simultaneamente.
IV. Estreou em Londrina, em 2019, o espetáculo “Estou
sem Silêncio” no qual as mulheres da Quasar Cia.
de Dança (Goiânia) enfrentam o medo e as ameaças.
O universo íntimo feminino foi basilar para a
composição dos movimentos, considerando noções
como tempo e espaço.
 
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
 59 P0062118 | Artes | Arte contemporânea
Analise as imagens, leia o texto a seguir e responda
à questão.
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“Diva” (2020), da artista visual Juliana Notari, é uma
instalação escultórica em concreto pintada em uma
resina de vermelho ardente, medindo 33 metros de
comprimento, 16 metros de largura e 6 metros de
profundidade colocada na encosta de uma colina
suave que torna a obra visível a grandes distâncias.
“Diva” [...] está em consonância com obras que
marcaram as grandes polêmicas dos últimos séculos.
[...] Estamos pensando em “A Origem do Mundo”, a
famosa pintura de Gustave Courbet de 1866 [...]
exibida no Musée d’Orsay desde 1995, que mostra
explicita e frontalmente o ventre e a virilha de uma
mulher nua deitada em sua cama.
Adaptado de: //dasartes.com.br
A arte contemporânea, muitas vezes, estabelece
relação com obras de outros períodos.
 
Com base no texto, na imagem da instalação
escultórica e nos conhecimentos sobre história da arte
e suas relações, assinale a alternativa correta.
a) A arte constitui um campo de múltiplas relações
com seu tempo, que perpassam o humano e cujos
temas são retomados ao longo da história.
b) As obras de arte contemporânea, com suas amplas
possibilidades técnicas e matéricas, rompem com as
questões abordadas pelas obras da tradição artística.
c) Ao longo da história da arte, nota-se a manutenção
de padrões estéticos que derivam das mesmas
técnicas, sendo este o ponto de relação entre a
produção do passado e a contemporânea.
d) A relação técnica entre a arte contemporânea e a
pintura do século XIX define as correspondências entre
movimentos artísticos ao longo do tempo.
e) Na contemporaneidade, é possível reconhecer
grupos específicos de materiais com os quais se
descartam os temas da tradição artística.
 60 P0063149 | Literatura | Modernismo: terceira
geração
Em relação aos aspectos temáticos presentes no
poema “Noturno à janela do apartamento” e em outros
poemas de Sentimento do mundo, assinale a
alternativa correta. 
a) O sujeito poético, assim como o farol contemplado,
é imóvel e triste, sendo essa imobilidade o que impede
o “salto” para a morte, afirmando a vida, ainda que de
modo trágico e problemático. Essa oscilação do eu
entre vida e morte também pode ser constatada em
“Congresso internacional do medo”.
b) Tanto “Noturno à janela do apartamento” como
“Mãos dadas” são marcados pela melancolia que, no
primeiro poema, conflui para a conclusão amarga de
que “a soma da vida é nula” e, no segundo, coaduna-
se com a ideia de distribuir “entorpecentes ou cartas
de suicida”.
c) No último quarteto, o eu poético, em sua escolha
derradeira, se interroga, mas “logo se cala”, freando o
impulso autodestrutivo. Esse recurso metalinguístico
também é explorado em “Menino chorando na noite”.
d) Em tal poema, imagens noturnas, como “treva”,
“noite” e “escuridão”, se opõem ao último verso, em
que se destaca a imagem luminosa do farol. Esse
recurso, em que se contrasta luz e sombra, também
pode ser observado no poema “Mundo grande”.
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e) Nesse poema, a imagem do “mundo enorme e
parado” se contrapõe à dinâmica da vida, que “tem tal
poder:/ na escuridão absoluta,/ como líquido, circula”.
Essa construção de imagens antitéticas também está
presente em “Os ombros suportam o mundo”.
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CARTÃO-RESPOSTA
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GABARITO
1: D
2: C
3: B
4: B
5: D
6: E
7: B
8: C
9: A
10: C
11: A
12: D
13: B
14: C
15: B
16: B
17: D
18: D
19: B
20: E
21: E
22: C
23: C
24: B
25: C
26: A
27: A
28: D
29: E
30: D
31: E
32: D
33: B
34: C
35: A
36: B
37: D
38: A
39: D
40: E
41: A
42: E
43: B
44: D
45: D
46: C
47: A
48: E
49: D
50: A
51: A
52: D
53: D
54: A
55: D
56: B
57: A
58: B
59: A
60: E
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https://br.pinterest.com/planejativo/pelo espírito derrotista, em
que Portugal estava mergulhado no final do século XIX
d) Os heterônimos de Pessoa, tais como Álvaro de
Campos e Ricardo Reis, podem ser vistos como
pseudônimos, utilizados pelo poeta para burlar a
censura.
e) A criação de heterônimos é uma prática comum aos
poetas colaboradores da revista Orpheu.
 4 P0005228 | Artes | Arte moderna no Brasil
Avessas ao racionalismo da moderna civilização
técnica, as narrativas de João Guimarães Rosa
apostam em uma representação mitopoética, próxima
à visão do homem rústico e da criança. Nesse sentido,
é sintomático que os contos “As margens da alegria” e
“Os cimos”, que servem como uma espécie de
moldura às Primeiras estórias, sejam narrados do
ponto de vista de: 
a) uma menina.
b) um menino.
c) um pescador.
d) um jagunço.
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e) um fazendeiro.
 5 P0005602 | Artes | Arte Neoclássica e
Romântica
Embora tenha vivido numa época em que o
Romantismo era quem ditava as regras na literatura
mundial, Honoré de Balzac (1799-1850) foi o escritor
que lançou as bases para o Realismo, movimento que
encontrou o seu apogeu com a publicação da obra de
Flaubert.
MARTINS, Rafael Chaves. Eugênia Grandet: a triste
história de uma mulher inaugural. Revista
Historiador nº 04. Ano 04. Dezembro de 2011.
(Adaptado)
No contexto apresentado, a obra de Balzac teve como
principal característica histórica
a) a produção de uma única classe social, o
operariado.
b) o desenho do retrato da nobreza como soberana e
única.
c) o retrato do amor romântico sem influência do
contexto social.
d) a representação da vida burguesa com uma crítica
à industrialização.
e) o estilo impressionista com uma forte relação com
os movimentos sociais.
 6 P0005606 | Artes | Arte Neoclássica e
Romântica
A imagem acima foi produzida por Debret. Sobre o
artista e a imagem, considere as seguintes
afirmativas:
1) Debret fazia parte da Missão Artística Francesa, que
chegou no Brasil em 1816.
2) A imagem foi feita com base nas observações do
artista da vida cotidiana do Rio de Janeiro. No
entanto, graças à característica muito inventiva de
Debret, não se pode considerá-la para entender a
ralidade brasileira da época.
3) Podemos observar elementos de uma sociedade
hierarquizada, patriarcal e escravista na imagem.
Estão corretas:
a) Somente 2..
b) 1 e 2
c) Somente 1
d) Somente 3.
e) 1 e 3.
 7 P0005647 | Artes | Arte contemporânea
TEXTO I
ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132
cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade
de Lisboa.
TEXTO II
A body art põe o corpo tão em evidência e o submete
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a experimentações tão variadas, que sua influência
estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as
possibilidades de investigação do corpo parecem
ilimitadas – pode-se escolher entre representar,
apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso
ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros.
SILVA, P R. Corpo na arte, body art, body modification:
fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH-
Unicamp, 2006 (adaptado).
 
Nos textos, a concepção debody art está relacionada
à intenção de
a) estabelecer limites entre o corpo e a composição.
b) fazer do corpo um suporte privilegiado de
expressão.
c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como
arte.
d) compreender a autonomia do corpo no contexto da
obra.
e) destacar o corpo do artista em contato com o
expectador.
 8 P0032422 | Literatura | Romantismo: Prosa
O último longa de Carlão acompanha a operária
Silmara, que vive com o pai, um ex-presidiário, numa
casa da periferia paulistana. Ciente de sua beleza, o
que lhe dá certa soberba, a jovem acredita que terá
um destino diferente do de suas colegas. Cruza o
caminho de dois cantores por quem é apaixonada. E
constata, na prática, que o romantismo dos contos de
fada tem perna curta.
VOMERO, M. F. Romantismo de araque. Vida Simples, n. 121, ago.
2012.
Reconhece-se, nesse trecho, uma posição crítica aos
ideais de amor e felicidade encontrados nos contos de
fada. Essa crítica é traduzida 
a) pela descrição da dura realidade da vida das
operárias
b) pelas decepções semelhantes às encontradas nos
contos de fada.
c) pela ilusão de que a beleza garantiria melhor sorte
na vida e no amor.
d) pelas fantasias existentes apenas na imaginação de
pessoas apaixonadas.
e) pelos sentimentos intensos dos apaixonados
enquanto vivem o romantismo.
 9 P0032434 | Literatura | Romantismo: Prosa
Sobre a literatura brasileira, relacione a coluna da
esquerda com a obra citada na coluna da direita.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
a) 3 - 4 - 1 - 5 - 2
b) 2 - 3 - 5 - 1 - 4
c) 3 - 5 - 4 - 1 - 2
d) 5 - 3 - 2 - 4 - 1
 10 P0032445 | Literatura | Romantismo: Prosa
Texto 4
20
[1] Às cinco horas da manhã estava de pé, vestindo-
me para ir buscar Lúcia. Na 
véspera ao despedir-se de mim ela me dissera: 
 – Amanhã mudo-me. Venha-me buscar ao romper do
dia. Desejo... careço de 
entrar apoiada ao seu braço na casa onde vou viver a
minha nova existência. 
[5] Achei-a pronta e esperando-me; os vestígios da
comoção violenta que haviam 
produzido as amargas recordações desapareciam sob
a plácida serenidade que 
reslumbrava de sua alma e dava à sua beleza uma
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suave limpidez. 
 Partimos a pé, com a fresca da manhã; fizemos um
dos mais belos passeios de 
que se pode gozar no Rio de Janeiro.[...] 
[10] Apesar da revelação da véspera, continuava a
dar a Lúcia esse doce nome, que 
estava tão habituado a pronunciar. Uma vez porém ela
olhou-me com uma
expressão 
de mágoa: 
 – Paulo – disse-me com brandura –, chama-me Maria! 
 Desde então, quando eu pronunciava esse nome, sua
alma tinha enlevos, e ela 
[15] acompanhava o movimento de meus lábios
estremecendo de gozo, como se todo
o seu 
corpo sentisse uma doce carícia. 
 – Quando me chamas assim, Paulo – murmurava ela
–, parece-me que tu me 
embebes e me afagas num só e imenso beijo que me
envolve toda. [...] 
 Almoçamos, como os pastores de Teócrito, frutas,
pão e leite cru: ainda não 
[20] havia preparos de cozinha, nem fogo. Por volta de
onze horas do dia chegou a
criada, 
com uma menina de doze anos, linda e mimosa como
um anjinho de Rafael. Era o 
retrato de Lúcia, com a única diferença de ter uns
longes de louro cinzento nos
cabelos anelados.
ALENCAR, José de. Lucíola. Porto Alegre: L&PM, 2017. pp. 147 e
148. 
 
Analise as proposições em relação à obra Lucíola, José
de Alencar, e aoTexto 4.
 
I. Da estrutura “onde vou viver a minha nova
existência” (linha 4), infere-se a decisão de Lúcia
deixar no passado a vida de cortesã e iniciar uma nova
vida com simplicidade e recato.
II. As palavras desejar e carecer em “ Desejo...careço
de entrar apoiada” (linhas 3 e 4) apresentam a mesma
regência, pois ambas exigem como complemento as
funções sintáticas objeto indireto e complemento
nominal, sequencialmente.
III. Em “Venha-me buscar” (linha 3) e “chama-me
Maria” (linha 13) não há uniformidade de tratamento,
quanto ao emprego do modo imperativo, uma vez que
na primeira oração empregou-se a 3ª pessoa singular,
e na segunda oração ocorreu o emprego da 2ª pessoa
singular.
IV. O uso do sinal gráfico da crase é facultativo em
“dava à sua beleza” (linha 7), assim como em
“Partimos a pé” (linha 8)
V. No romance Lucíola, o personagem-narrador, Paulo,
deixa fluir o seu “eu”, quando expõe seus sentimentos
em relação ao que sentiu, viu e idealizou junto à
mulher amada, evidenciando-se o subjetivismo –
característica da Estética Romântica.
 
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras.
e) Todas as afirmativas são verdadeiras.
 11 P0032633 | Literatura | Romantismo: Prosa
Leia o trecho do romance Senhora, de José de Alencar,
para responder à questão.
 O aspecto da casa revelava, bem como seu interior,
a pobreza da habitação.
 A mobília da sala consistia em sofá, seis cadeiras e
dois consolos de jacarandá, que já não conservavam o
menor vestígio de verniz. O papel da parede de branco
passara a amarelo e percebia-se que em alguns
pontos já havia sofrido hábeis remendos.
 O gabinete oferecia a mesma aparência. O papel
que fora primitivamente azul tomara a cor de folha
seca.
 Outra singularidade apresentava essa parte da
habitação: era o frisante contraste que faziam com a
pobreza carrança dos dois aposentos certos objetos, aí
colocados, e de uso do morador.
 Assim, no recosto de uma das velhas cadeiras de
jacarandá, via-se neste momento uma casaca preta,
que pela fazenda superior, mas sobretudo pelo corte
elegante e esmero do trabalho, conhecia-se ter o
chique da casa do Raunier, que já era naquele tempo o
alfaiate da moda.
 Ao lado da casaca estava o resto de um traje de
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https://app.planejativo.com/materias/d/2
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baile, que todo ele saíra daquela mesma tesoura em
voga; finíssimo chapéu claque do melhor fabricante de
Paris; luvas de Jouvin cor de palha; e um par de
botinas como o Campas só fazia para os seus
fregueses prediletos.
 Passando à alcova, na mesquinha banca de
escrever, coberta com um pano desbotado e
atravancada de rumas de livros, a maior parte
romances, apareciam sem ordem tinteiros de bronze
dourado sem serventia; porta-charutos de vários
gostos, cinzeiros de feitios esquisitos e outros objetos
de fantasia.
(Senhora, 2000. Adaptado.)
O trecho refere-se a Fernando Seixas, personagem do
romance Senhora. É possível verificar corretamente no
fragmento
a) a oposição entre a sofisticação de alguns objetos
pessoais do personagem e o estado de degradação da
casa e da mobília.
b) a valorização, por parte do personagem, de sua
vida íntima, evidenciada em seu desleixo com o
vestuário social.
c) o estado impecável dos objetos da casa, o que
denota a riqueza do personagem e de sua família.
d) a desorganização generalizada que atravessava a
vida do personagem, do mobiliário da casa ao
vestuário, de sua intimidade a sua imagem social.
e) a tendência do personagem à reclusão e ao
isolamento, o que fica expresso em seu vestuário e na
simplicidade da mobília da casa.
 12 P0032634 | Literatura | Romantismo: Prosa
Sobre Castro Alves e sua obra, analise as afirmações
RASCUNHO seguintes como Falsas (F) ou Verdadeiras
(V).
I. Castro Alves supera o extremado individualismo dos
poetas anteriores, dando ao Romantismo um sentido
social e revolucionário que o aproxima do Realismo.
II. Sua obra, a exemplo de Vitor Hugo, toma duas
direções: a poesia social e a poesia lírica.
III.O poeta é o caso típico do intelectual convertido em
homem de ação. Não apenas realizou uma poesia
humanitária, como participou ativamente de toda a
propaganda abolicionista e republicana.
A sequência correta é
a) F – F – F
b) F – V – F
c) F – V – V
d) V – V – V
e) V – F – F
 13 P0032676 | Literatura | Romantismo: Prosa
Assinale V para afirmações verdadeiras e F para as
falsas.
( ) Os poemas finais da obra equilibram em parte a
visão maniqueísta presente nas duas primeiras partes.
( ) O pessimismo, a atmosfera depressiva e o
satanismo presentes em Lira dos Vinte Anos são
influências das obras e das ideias de Lord Byron.
( ) Por serem poemas narrativos típicos
do ultrarromantismo, não se encontram na obra rimas,
versos metrificados ou musicalidade.
( ) O tema da traição, da interdição amorosa e dos
sofrimentos de que padecem os que amam filiam a
obra ao Realismo.
( ) Em Lira dos Vinte Anos estão presentes algumas
características da prosa romântica, como o exagero
descritivista, o nacionalismo ufanista e o pastoralismo.
A sequência correta é:
a) VFVVV
b) VVFFF
c) FVFFF
d) VFFFF
e) FFVVV
 14 P0041280 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
CIVILIZAÇÃO
A matéria saiu no New York Times, foi publicada
na Folha de São Paulo; deveria ser bibliografia
obrigatória do ensino fundamental à pós-graduação,
deveria ser colada aos postes, lançada de aviões,
viralizada nas redes sociais, impressa em santinhos,
guardada na carteira, no bolso ou no sutiã e lida
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https://app.planejativo.com/materias/d/2
https://app.planejativo.com/ver-aula/629
https://app.planejativo.com/q/32676
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https://app.planejativo.com/q/41280
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https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
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toda vez que a desilusão, o desespero, a melancolia ou
mesmo o tédio batesse na porta, batesse na aorta:
[5] “Para salvar Stradivarius, uma cidade inteira fica
em silêncio”.
Antonio Stradivari viveu entre 1644 e 1737 em
Cremona, norte da Itália, cidadezinha que hoje
conta com 72267 habitantes. Durante algumas
décadas dos séculos XVII e XVIII, Stradivari
produziu instrumentos de corda, como violinos, cujos
sons quase quatro séculos de conhecimento
acumulado não foram capazes de igualar.
[10] Por muito tempo permaneceu um mistério o que
fazia aqueles instrumentos tão diferentes dos
demais, fabricados antes ou depois. Estudos recentes,
porém, mostraram que, para além da artesania
magistral do luthier*, um tratamento químico dado à
madeira, à época da fabricação, interfere na
qualidade do som dos instrumentos.
O tempo de uso também entra na equação: a secura
da madeira e a distância entre as fibras, causada
[15] pela oxidação, são razões pelas quais, segundo o
dr. Hwan-Ching Tai, autor de um estudo de 2016,
“esses velhos violinos vibram mais livremente, o que
permite a eles expressar uma gama mais ampla
de emoções”.
Se é verdade que os violinos Stradivarius, como muitos
vinhos, melhoraram com o tempo, é
inexorável que, em algum momento, avinagrem. Pois
esse momento se aproxima: depois de quase
[20] quatrocentos anos espalhando a melhor música
que já foi ouvida, os violinos, violoncelos e violas
de Cremona estão atingindo seu limite. Logo estarão
frágeis demais para serem tocados e serão,
segundo Fausto Cacciatori, curador do Museu do
Violino de Cremona, “colocados para dormir”.
Antecipando-se ao sono derradeiro, os moradores de
Cremona criaram o Projeto Stradivarius. “Por
cinco semanas,quatro músicos, tocando dois violinos,
uma viola e um violoncelo, farão centenas de
[25] escalas e arpejos, usando técnicas diferentes com
arcos, ou dedilhando as cordas”, sob “trinta e dois
microfones de alta sensibilidade”. Três engenheiros de
som, trancados num quartinho à prova de
qualquer ruído, no auditório do museu, gravarão cada
uma das centenas de milhares de variações
sonoras, de modo que, no futuro, será possível compor
músicas com o som dos Stradivarius.
O projeto já estava quase saindo do papel em 2017
quando os idealizadores perceberam que o barulho
[30] em torno do museu impossibilitaria as gravações.
O prefeito de Cremona, então, permitiu que as ruas
da região fossem fechadas até que a última nota fosse
imortalizada. A cidade calou-se e os Stradivarius
começaram a cantar.
Até meados de fevereiro, os 72267 moradores da
cidadezinha italiana deixarão de buzinar suas
lambretas, “nonas” evitarão gritar às janelas e amigos
cochicharão pelas mesas dos cafés para que
[35] daqui a quatrocentos anos um garoto em
Cremona, Mumbai ou Reykjavik possa compor uma
música com as notas únicas e inimitáveis saídas de
instrumentos feitos à mão por um homem
que morreu quase um milênio antes de esse garoto
nascer. Acho que é disso que estamos falando
quando falamos em civilização.
ANTONIO PRATA
Adaptado de www1.folha.uol.com.br, 27/01/2019.
* Luthier: profissional especializado em instrumentos de cordas.
Acho que é disso que estamos falando quando
falamos em civilização. (l. 37-38)
O termo “disso” se refere a praticamente toda a
crônica de Antonio Prata e pode ser resumido como o
esforço da comunidade para:
a) renovar sua história social
b) divulgar seu folclore regional
c) preservar sua herança cultural
d) pesquisar seu cancioneiro popular
 15 P0041281 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
O CONTO A SEGUIR FOI RETIRADO DO
LIVRO HORA DE ALIMENTAR SERPENTES, DE
MARINA COLASANTI.
CENA ANTIGA
Amanhece o dia entre neblinas, quando o Bem e o Mal
se encontram para mais um duelo.
Escolhem as armas nos estojos, aproximam-se para o
encontro ritual, encaram-se. Os padrinhos
que aguardam ao lado do campo, escuros como as
gralhas que saltitam entre restolhos, são instados
a partir. Que não haja testemunhas.
[5] Afastados estes, Bem e Mal guardam as armas, se
envolvem em suas capas e caminham até a taverna
mais próxima. Ali, frente a canecos cheios, discutirão
estratégias e trocarão conselhos durante dias
ou séculos, até o próximo duelo.
O título “Cena antiga” alude à repetição de um ritual,
evidenciada pelo seguinte trecho:
https://app.planejativo.com/q/41281
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
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a) Amanhece o dia entre neblinas, (l. 1)
b) se encontram para mais um duelo. (l. 1)
c) Que não haja testemunhas. (l. 4)
d) caminham até a taverna mais próxima. (l. 5-6)
 16 P0041325 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Texto
 O que vou dizer é um paradoxo: uma boa razão
para o Brasil encarar com otimismo o futuro difícil que
se desenha a sua frente para os próximos anos é o
fantástico grau de desperdício que caracterizou o
desenvolvimento do país. Se o Brasil aprender a evitar
esse desperdício, nenhum grande milagre surgirá daí,
mas estará sendo acionado um potencial de
crescimento com baixo investimento.
 Não falo só de coisas como jogar fora o liquidificador
que poderia ser consertado ou de aposentar um
automóvel que ainda teria vida útil pela frente. Falo de
coisas mais graves, de um tipo de desperdício menos
visível, embutido em vários aspectos do cotidiano
brasileiro. Vamos a alguns casos ilustrativos. Uma
cidade como São Paulo, por exemplo, tem 42% de
seus terrenos vazios e metade deles com área superior
a 5.000 metros quadrados. Se uma porção reduzida
desses terrenos — digamos, 10% deles — fosse
utilizada para a plantação de hortas, teríamos algo em
torno de 100.000 hortas familiares produzindo para a
cidade e dando ocupação e comida a muita gente.
 Quando se fala do aproveitamento do lixo — outro
assunto que merece atenção —, apela-se com
frequência para uma visão sofisticada do que deva ser
essa operação. Ora, o lixo é valioso, mas deve ser
encarado com modéstia. Além de servir para nivelar
terrenos erodidos, criando solo para a construção de
moradias populares pelas próprias pessoas que vão
habitá-las, ele pode ser transformado em adubo ou
ainda gerar gás para movimentar ônibus.
 O brasileiro que vive no Sul come papaias da
Amazônia e os moradores de Belém consomem alface
do Sul. Gasta-se uma enormidade de energia no
transporte desses produtos. Pergunto: por que não dar
um jeito de plantar perto dos centros consumidores e
com isso reforçar as economias locais, aproveitando o
potencial latente de terras e mão-de-obra?
 E o que dizer do desperdício de combustível pelos
veículos que circulam nas estradas do país? Todo
motorista sabe que um carro bem regulado permite
uma economia de 5% a 10% de combustível. Pois bem,
um cálculo simples mostra que seria possível
economizar 10.000 barris de óleo diesel por dia, no
Brasil, com a simples manutenção correta dos motores
dos caminhões e ônibus. Isso equivaleria a mais de
300.000 salários mínimos economizados mensalmente
e a um aumento correspondente de vagas para
trabalhadores em oficinas mecânicas, sem falar na
economia de divisas.
 Coordeno um programa de estudos para a
Universidade das Nações Unidas, com sede em Tóquio,
que procura criar alternativas de desenvolvimento a
partir de dois fatores fundamentais, o alimento e a
energia. As crises alimentar e energética não apenas
se conjugam como, infelizmente, se reforçam, já que
energia cara significa sempre comida mais cara.
 O problema do desperdício, é bom notar, apresenta-
se em todo o mundo, mas com configurações
diferentes e possíveis soluções também diferentes.
Entre os vários tipos de desperdício, o mais gritante é
certamente o gasto de 970 bilhões de dólares por ano
no mundo com armamentos.
 Isso significa que se queima quase dez vezes o valor
de toda a dívida externa brasileira, a cada ano, com
instrumentos de destruição.
Argumentando-se com o texto, é CORRETO afirmar:
a) O aproveitamento do lixo é solução sofisticada, e,
portanto, inviável para o desperdício no Brasil.
b) O aproveitamento do lixo urbano é de natureza
versátil e economicamente
c) A sofisticação na transformação do lixo urbano
torna essa operação um exemplo de desperdício.
d) A utilização do lixo para fins de urbanização é muito
perigosa.
e) Nenhuma alternativa anterior esta correta.
 17 P0041349 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
TEXTO I
https://app.planejativo.com/q/41325
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/q/41349
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https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
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280 novos veículos por dia no estado
Frota, que chega a quase 1,4 milhão, deve
dobrar em 13 anos 
 A cada dia, uma média de 280 novos veículos chega
as ruas do Espírito Santo, segundo dados do
Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES). No
final do mês passado, a frota já era de 1 395 342
unidades, 105 mil a mais do que no mesmo mês de
2011. Os números incluem automóveis, motocicletas,
caminhões e ônibus, entre outros tipos. De dezembro
para cá, o crescimento foi de mais de 33 mil veículos.
E, se esse ritmo continuar, a frota do Espírito Santo vai
dobrar até 2025. O diretor-geral do Detran-ES
relaciona o crescimento desses números a facilidade
encontrada para se comprar um veículo. “Há toda uma
questão econômica, da facilidade de crédito. Como
oferecemos um transporte coletivo que ainda precisa
ser melhorado,inevitavelmente o cidadão que pode
adquire seu próprio veículo”. 
Os textos I e II tratam do mesmo tema, embora sejam
de gêneros diferentes. Estabelecendo-se as relações
entre os dois textos, entende-se que o Texto II tem a
função de 
a) reprovar as medidas do governo de incentivo a
aquisição do carro próprio.
b) apontar uma possível alternativa para resolver a
questão do excesso de veículos.
c) mostrar a dificuldade de solução imediata para
resolver o problema do crescimento da frota.
d) criticar, por meio da sátira, as consequências do
aumento da frota de veículos.
e) responsabilizar a má qualidade do serviço de
transporte pelo crescimento do número de veículos.
 18 P0043090 | Artes | Maneirismo, Barroco e
Rococó
A exploração dos contrastes entre o claro e o escuro é
própria da arte barroca, como é o caso da obra Judite e
Holoferne.
O tratamento de luminosidade empregado por
Caravaggio nessa obra
a) cria uma atmosfera de sonho e imaginação, por
deixar algumas regiões do quadro na obscuridade.
b) oculta os corpos na penumbra, eliminando do
quadro qualquer traço de sensualidade.
c) produz um envolvimento místico e distanciado da
experiência cotidiana.
d) enfatiza o drama e o conflito, conjugando realismo
e artificialidade.
e) recorta as figuras contra o fundo escuro, negando a
profundidade.
 19 P0043156 | Artes | Arte Renascentista
Observe, com atenção, as telas “Nascimento de
Vênus”, dos pintores Sandro Botticelli e Di Cavalcanti,
respectivamente.
 
https://app.planejativo.com/q/43090
https://app.planejativo.com/materias/d/3
https://app.planejativo.com/ver-aula/479
https://app.planejativo.com/ver-aula/479
https://app.planejativo.com/q/43156
https://app.planejativo.com/materias/d/3
https://app.planejativo.com/ver-aula/480
https://planejativo.com
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Assinale a alternativa INCORRETA, a respeito da
comparação entre as telas.
a) Na obra de Sandro Botticelli, vê-se que Vênus é
representada como uma deusa, que ocupa o centro da
tela; no quadro de Di Cavalcanti, Vênus parece mais
humanizada.
b) A nudez de Vênus, nas duas telas, expressa a
liberdade dos pintores em contradizerem as
tendências estéticas de sua época.
c) As três figuras humanas que circundam Vênus, nas
duas telas, convergem para ela suas atenções e
olhares, como a referendar o tema da pintura.
d) Pode-se concluir que a tela de Di Cavalcanti é uma
releitura abrasileirada e modernista da tela de Sandro
Botticelli.
 20 P0043197 | Artes | Arte Moderna:
Impressionismo e outros movimentos
Observe a imagem abaixo.
O quadro Bal du moulin de la Gallette, de Auguste
Renoir, é um dos símbolos do Impressionismo.
 
Ao retratar uma cena do cotidiano parisiense no final
do século XIX, Renoir também retratou um período
histórico da Europa que ficou conhecido como
a) Os Trinta Gloriosos.
b) O Longo Século XIX.
c) O Breve Século XX.
d) A Era das Revoluções.
e) Belle Époque.
 21 P0043228 | Artes | Música
Os descobrimentos arqueológicos nas terras banhadas
pelo rio Nilo, no final do século XIX, desencadearam
uma espécie de egiptomia na Europa. Esse fascínio
pelo país dos faraós encontrou sua apoteose musical
na ópera Aída. Nessa época, crescia também a
influência europeia no Egito, marcada pela construção
do canal de Suez. Em 1869, Ismael Pascha, vicerei
egípcio, encarregou o egiptólogo Auguste Mariette de
encomendar a Giuseppe Verdi a composição de uma
ópera para a inauguração do Teatro Real do Cairo
durante as festividades de abertura do canal.
1871: “Aída” estreia na Ópera do Cairo. In:
https://www.dw.com/pt/1871-a%C3%ADda-estreia-na-ópera-do-cai
ro/a-1067300
O texto demonstra uma grande relação entre arte,
https://app.planejativo.com/q/43197
https://app.planejativo.com/materias/d/3
https://app.planejativo.com/ver-aula/484
https://app.planejativo.com/ver-aula/484
https://app.planejativo.com/q/43228
https://app.planejativo.com/materias/d/3
https://app.planejativo.com/ver-aula/491
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sociedade e política no século XIX. Sobre música e
política no referido século, assinale a
alternativa CORRETA.
a) Louis-Hector Berlioz, juntamente com Victor Hugo,
foi um dos grandes expoentes do movimento
impressionista na França.
b) Fryderyky Chopin, uma voz dissonante do
romantismo na Europa, elaborou obras realistas contra
a exploração dos operários.
c) Franz Liszt, além de músico, foi um destacado
economista do século XIX e um dos responsáveis pela
política aduaneira alemã.
d) Ludwig van Beethoven, um dos grandes críticos do
governo de Napoleão, chegou a compor duas sinfonias
contra o imperador.
e) Giuseppe Verdi retratou o ideal da pátria em suas
composições e fez parte do projeto de construção do
movimento nacionalista italiano.
 22 P0044875 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Leia a charge (figura) e o texto a seguir
Texto 
 
Assim como [...] [Mário de Andrade] reconhece e
afirma que há uma gota de sangue em cada poema,
assim também, parafraseando o poeta, queremos
reconhecer e sustentar que há uma gota de sangue
em cada museu. [...] Admitir a presença de sangue no
museu significa também aceitá-lo como arena, como
espaço de conflito, como campo de tradição e
contradição. Toda a instituição museal apresenta um
determinado discurso sobre a realidade. Este discurso,
como é natural, não é natural e compõe-se de som e
de silêncio, de cheio e de vazio, de presença e de
ausência, de lembrança e de esquecimento.
CHAGAS, Mario Souza. Há uma gota de sangue em cada museu: a
ótica museológica de Mario de Andrade. 2. ed. Chapecó: Argos,
2015. v. 1. p.19.
Com base na charge (figura), no texto e na teoria de
Pierre Bourdieu, é correto afirmar que museus
expressam, também,
a) o poder da ideologia dos que se impõem
economicamente pela posse dos meios de produção.
b) a consciência coletiva do conjunto da sociedade e
suas formas de solidariedade.
c) o arbitrário cultural ou leitura de mundo proposta
pelos dominantes em uma estrutura específica.
d) a ação racional com relação a valores visando
combater a anomia social e preservar as instituições.
e) o esforço da burguesia em demonstrar a existência
de vencidos e, sobretudo, vencedores na história.
 23 P0044996 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Transforme as locuções adjetivas destacadas em
adjetivos, optando por uma das sugestões entre
parênteses.
 
I Não se impressione, são apenas chuvas de verão.
(verânicas, estivais, pluviais)
II Faça a catalogação dos livros por faixa de idade,
pois isso facilita a consulta. (etária, vital, hereditária)
III Desculpe, mas seu comportamento foi de criança.
(senil, pueril, inadequado)
IV Diferentemente de ontem, as águas do rio estão
turvas. (hidroviais, rivais, fluviais)
V Foram lindos encontros de irmãos motivados pela
mesma fé. (irmanados, fraternos, magistrais)
 
A resposta correta, de cima para baixo, é:
https://app.planejativo.com/q/44875
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/q/44996
https://app.planejativo.com/materias/d/1
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://app.planejativo.com/ver-aula/27
https://planejativo.com
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a) estivais, - hereditária - senil - hidroviais - magistrais
b) verânicas - hereditária - pueril - fluviais - irmanados
c) estivais - etária - pueril - fluviais - fraternos
d) pluviais - vital - pueril - rivais - irmanados
 24 P0045067 | Literatura | Romantismo: Prosa
Quanto à matéria, o romance brasileiro nasceu
regionalista e de costumes; ou melhor, pendeu desde
cedo para a descrição dos tipos humanos e formas de
vida social nas cidades e nos campos.
O romance histórico se enquadrou aqui nesta mesma
orientação; o romance _____________ constituiu
desenvolvimento à parte, do ponto de vista da
evolução do gênero, e corresponde a certas
necessidades,poéticas e históricas, de estabelecer um
passado heroico e lendário para a nossa civilização, a
que os _____________ desejavam, numa utopia
retrospectiva, dar tanto quanto possível traços
autóctones.
A figura dominante do período, _____________, passou
por todas essas vertentes e em todas deixou boas
obras.
(Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, 1975. Adaptado.) 
As três lacunas do texto são preenchidas por: 
a) urbano – românticos – Manuel Antônio de Almeida.
b) indianista – românticos – José de Alencar.
c) urbano – naturalistas – Aluísio Azevedo.
d) urbano – românticos – José de Alencar.
e) indianista – naturalistas – Aluísio Azevedo.
 25 P0045247 | Literatura | Realismo
Para esse movimento, o Homem só pode pretender
compreender e explicar a realidade, partindo da
observação direta e, se possível, também da
experimentação, isto é, só pode pretender conhecê-la
por via do conhecimento científico; e todo e qualquer
objeto ou fato que se pretenda conhecer exatamente
tem de ser submetido a rigoroso exame crítico, pois o
espírito crítico é essencial ao conhecimento exato.
(Antônio Soares Amora. História da literatura brasileira, 1965. Adaptado.)
O texto refere-se ao movimento 
a) árcade.
b) modernista.
c) realista.
d) romântico.
e) simbolista.
 26 P0046128 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Leia o texto do crítico de arte Jorge Coli para
responder à questão.
 
 Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem-
número de tratados de estética debruçou-se sobre o
problema, procurando situá-lo, procurando definir o
conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e
definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes,
contraditórias, além de frequentemente se
pretenderem exclusivas, propondo-se como solução
única.
 Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que
possua um mínimo contato com a cultura para nos
citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas,
ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que
a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que
a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou
o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras
de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição
clara e lógica do conceito, somos capazes de
identificar algumas produções da cultura em que
vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa
atitude diante da ideia “arte” é de admiração:
sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de
antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o
chapéu.
 Podemos, então, ficar tranquilos: se não
conseguimos saber o que a arte é, pelo menos
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sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e
como devemos nos comportar diante delas.
Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos
escapar ao superficial e escavar um pouco mais o
problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se
discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um
artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo
entre suas obras, conservado em museu, um aparelho
sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que
existem em todos os mictórios masculinos do mundo
inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente
à ideia que eu faço da arte.
 Assim, a questão que há pouco propusemos – como
saber o que é ou não é obra de arte – de novo se
impõe. Já vimos que responder com uma definição que
parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não
podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo
da noção de obra de arte, talvez possamos descobri-
los fora dela.
 Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura
possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é
o discurso sobre o objeto artístico, ao qual
reconhecemos competência e autoridade. Esse
discurso é o que proferem o crítico, o historiador da
arte, o perito, o conservador de museu. São eles que
conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa
cultura também prevê locais específicos onde a arte
pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão
estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa
galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte;
num cinema “de arte”, filmes que escapam à
“banalidade” dos circuitos normais; numa sala de
concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem-
me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam,
enobrecendo-as.
 Desse modo, para gáudio1 meu, posso
despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê
instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou
não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a
situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o
importante é termos em mente que o estatuto da arte
não parte de uma definição abstrata do conceito, mas
de atribuições feitas por instrumentos de nossa
cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela
recai.
(O que é arte, 2013. Adaptado.)
 
1gáudio: alegria; júbilo.
Em “Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação
não é assim tão rósea.” (6° parágrafo), o termo
sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de
sentido para o texto, por:
a) simples.
b) curiosa.
c) enfadonha.
d) instigante.
e) louca.
 27 P0046184 | Literatura | Modernismo: terceira
geração
Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português
Fernando Pessoa, para responder à questão.
 
Sou um evadido.
Logo que nasci
Fecharam-me em mim,
Ah, mas eu fugi.
 
Se a gente se cansa
Do mesmo lugar,
Do mesmo ser
Por que não se cansar?
 
Minha alma procura-me
Mas eu ando a monte1,
Oxalá que ela
Nunca me encontre.
 
Ser um é cadeia,
Ser eu é não ser.
Viverei fugindo
Mas vivo a valer.
(Obra poética, 1997.)
 
1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades.
Decorre da evasão empreendida pelo eu lírico
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a) sua cisão interna.
b) seu desprezo pelo mundo.
c) seu desejo de morrer.
d) sua ausência de esperança.
e) seu isolamento social.
 28 P0046227 | Literatura | Romantismo: primeira
geração
Tal movimento não era apenas um movimento
europeu de caráter universal, conquistando uma nação
após outra e criando uma linguagem literária universal
que, em última análise, era tão inteligível na Rússia e
na Polônia quanto na Inglaterra e na França; ele
também provou ser uma daquelas correntes que,
como o Classicismo da Renascença, subsistiu como
fator duradouro no desenvolvimento da arte. Na
verdade, não existe produto da arte moderna, nenhum
impulso emocional, nenhuma impressão ou estado de
espírito do homem moderno, que não deva sua
sutileza e variedade à sensibilidade que se
desenvolveu a partir desse movimento. Toda
exuberância, anarquia e violência da arte moderna,
seu lirismo balbuciante, seu exibicionismo irrestrito e
profuso, derivaram dele. E essa atitude subjetiva e
egocêntrica tornou-se de tal modo natural para nós,
tão absolutamente inevitável, que nos parece
impossível reproduzir sequer uma sequência abstrata
de pensamento sem fazer referência aos nossos
sentimentos.
(Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1995.
Adaptado.)
 
O texto refere-se ao movimento denominado
a) Barroco.
b) Arcadismo.
c) Realismo.
d) Romantismo.
e) Simbolismo.
 29 P0046707 | Literatura | Realismo
Instrução: A questão refere-se à obra As meninas, de
Lygia Fagundes Telles.
No bloco superior abaixo, estão listadas personagens
do romance; no inferior, características dessas
personagens.
 
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
 
1. Lorena Vaz Leme
2. Liade Melo Shultz
3. Ana Clara Conceição
 
( ) É modelo, viciada em drogas, e divide-se entre o
noivo rico e o amante traficante.
( ) Envolve-se na militância política contra a ditadura e
presencia a prisão de seu namorado.
( ) É culta, vive trancada em seu quarto-concha, possui
um passado trágico, relacionado à morte do irmão e à
loucura do pai.
( ) É filha de mãe baiana, vai para São Paulo estudar
Ciências Sociais, fugindo do passado sombrio do pai,
um ex-militar nazista.
 
A sequência correta, de preenchimento dos
parênteses, de cima para baixo, é
a) 3 – 2 – 1 – 3.
b) 2 – 3 – 3 – 2.
c) 2 – 3 – 3 – 1.
d) 1 – 2 – 1 – 2.
e) 3 – 2 – 1 – 2.
 30 P0046708 | Literatura | Modernismo: terceira
geração
Leia os segmentos abaixo do ensaio A nova narrativa,
de Antonio Candido, sobre a ficção brasileira a partir
da década de 1960.
 
O esforço do escritor atual é inverso. Ele deseja apagar
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as distâncias sociais, identificando-se com a matéria
popular. Por isso usa a primeira pessoa como recurso
para confundir autor e personagem, adotando uma
espécie de discurso direto permanente e
desconvencionalizado, que permite fusão maior que a
do indireto livre. Esta abdicação estilística é um traço
da maior importância na atual ficção brasileira.
[...]
Este ânimo de experimentar e renovar talvez
enfraqueça a ambição criadora, porque se concentra
no pequeno fazer de cada texto. Daí o abandono dos
grandes projetos de antanho. [...] O ímpeto narrativo
se atomiza e a unidade ideal acaba sendo o conto, a
crônica, o sketch, que permitem manter a tensão difícil
da violência, do insólito ou da visão fulgurante.
 
Considere as seguintes afirmações.
 
I - O autor procura justificar a tendência crescente de
romances brasileiros narrados em primeira pessoa,
que se verifica até hoje.
II - Os “grandes projetos” podem ser exemplificados
em obras como o Ciclo da cana-de-açúcar, de José Lins
do Rego, como os Romances da Bahia, de Jorge
Amado, como O tempo e o vento, de Erico Verissimo.
III- O autor procura justificar a emergência de
narrativas curtas no Brasil, como o conto e a crônica.
 
Quais estão corretas?
a) Apenas I.
b) Apenas III.
c) Apenas I e II.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
 31 P0047853 | Artes | Arte contemporânea
Em 2019, foram celebrados os 500 anos da morte de
Leonardo da Vinci e os 100 anos de fundação, na
Alemanha, da escola de arte e design Bauhaus,
voltada para as relações entre arte e indústria. Essa
dupla comemoração mostra a convergência entre arte
e ciência.
A esse respeito, observe as imagens a seguir.
 
I Na exposição dedicada a Leonardo da Vinci, no
Museu Galileu de Florença, um visitante observa o
desenho de um poliedro vazado usado pelo artista
para estudar a representação da tridimensionalidade.
II No Centro Georges Pompidou, em Paris, estão
expostas as poltronas idealizadas, na década de 1920,
por Marcel Breuer, arquiteto e designer da Bauhaus.
Em relação à atualidade do diálogo entre arte, ciência
e tecnologia presente na obra de Leonardo da Vinci e
da escola Bauhaus, assinale V para a afirmação
verdadeira e F para a falsa.
 
( ) Leonardo da Vinci buscou compreender a relação
entre representação artística e perspectiva, de modo
análogo às pesquisas atuais acerca de percepção
visual e imagens em 3D.
( ) Marcel Breuer aplicou os princípios da criação
artística à produção de mobiliário e enfrentou o
problema ainda contemporâneo de relacionar lógica de
fabricação industrial, funcionalismo e design.
( ) A atualidade das pesquisas de Leonardo da Vinci e
dos princípios da Bauhaus reside no modo como
repensaram a relação entre arte e tecnologia, traço
marcante da nossa era industrial.
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As afirmações são, respectivamente,
a) V – F – V.
b) V – F – F.
c) F – V – V.
d) V – V – F.
e) V – V – V.
 32 P0048039 | Literatura | Parnasianismo
Ao coração que sofre, separado 
Do teu, no exílio em que a chorar me vejo, 
Não basta o afeto simples e sagrado 
Com que das desventuras me protejo. 
 
Não me basta saber que sou amado, 
Nem só desejo o teu amor: desejo 
Ter nos braços teu corpo delicado, 
Ter na boca a doçura de teu beijo. 
 
E as justas ambições que me consomem 
Não me envergonham: pois maior baixeza 
Não há que a terra pelo céu trocar; 
 
E mais eleva o coração de um homem 
Ser de homem sempre e, na maior pureza, 
Ficar na terra e humanamente amar. 
(Melhores poemas, 2000.)
 
No poema, o eu lírico defende um amor
a) recatado, que não revele as ambições
secretamente cultivadas pelos amantes.
b) idealizado, que valorize sua pureza sem se macular
na comunhão física.
c) sagrado, em que as aspirações espirituais superem
as aspirações corpóreas.
d) terreno, que se realize não só em sentimento, mas
também fisicamente.
e) contemplativo, que se alimente da imaginação e da
distância entre os amantes.
 33 P0048093 | Artes | Arte moderna no Brasil
Observe esta famosa pintura:
Na tela o pintor retrata, além do personagem do
lavrador, uma paisagem de fundo integralmente
tomada pela lavoura do café. Sobre a prática agrícola,
tal como está expressa, é correto dizer que
a) com o café plantado em linha, inclusive no morro,
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preservaram-se os solos, o que facilitou a recuperação
do ambiente depois que a onda cafeeira passou.
b) no primeiro plano, o lavrador lavra o morro, cujo
destino será o do morro de fundo com plantações no
seu topo, algo condenável nos dias de hoje.
c) a ausência de curvas de nível na lavoura, tal como
se percebe no morro, impedia o processo erosivo, pois,
exposta a isso, a plantação seria prejudicada.
d) lavouras a perder de vista como a retratada, sem
nenhuma mancha de mata anterior, de fato não
ocorreram; trata-se de uma liberdade do artista.
 34 P0048106 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Leia o trecho inicial de “Conto alexandrino”, de
Machado de Assis, para responder à questão.
 – O quê, meu caro Stroibus! Não, impossível. Nunca
jamais ninguém acreditará que o sangue de rato, dado
a beber a um homem, possa fazer do homem um
ratoneiro1.
 – Em primeiro lugar, Pítias, tu omites uma condição:
– é que o rato deve expirar debaixo do escalpelo2, para
que o sangue traga o seu princípio. Essa condição é
essencial. Em segundo lugar, uma vez que me apontas
o exemplo do rato, fica sabendo que já fiz com ele
uma experiência, e cheguei a produzir um ladrão...
 – Ladrão autêntico?
 – Levou-me o manto, ao cabo de trinta dias, mas
deixou-me a maior alegria do mundo: – a realidade da
minha doutrina. Que perdi eu? um pouco de tecido
grosso; e que lucrou o universo? a verdade imortal.
Sim, meu caro Pítias; esta é a eterna verdade. Os
elementos constitutivos do ratoneiro estão no sangue
do rato, os do paciente no boi, os do arrojado na
águia...
 – Os do sábio na coruja, interrompeu Pítias sorrindo.
 – Não; a coruja é apenas um emblema; mas a
aranha, se pudéssemos transferi-la a um homem,
daria a esse homem os rudimentos da geometria e o
sentimento musical. Com um bando de cegonhas,andorinhas ou grous, faço-te de um caseiro um
viajeiro. [...] Em suma, os deuses puseram nos bichos
da terra, da água e do ar a essência de todos os
sentimentos e capacidades humanas. Os animais são
as letras soltas do alfabeto; o homem é a sintaxe. Esta
é a minha filosofia recente; esta é a que vou divulgar
na corte do grande Ptolomeu.
 Pítias sacudiu a cabeça, e fixou os olhos no mar. O
navio singrava, em direitura a Alexandria, com essa
carga preciosa de dois filósofos, que iam levar àquele
regaço do saber os frutos da razão esclarecida. Eram
amigos, viúvos e quinquagenários. Cultivavam
especialmente a metafísica, mas conheciam a física, a
química, a medicina e a música; um deles, Stroibus,
chegara a ser excelente anatomista, tendo lido muitas
vezes os tratados do mestre Herófilo3. Chipre era a
pátria de ambos; mas, tão certo é que ninguém é
profeta em sua terra, Chipre não dava o merecido
respeito aos dois filósofos. Ao contrário, desdenhava-
os; os garotos tocavam ao extremo de rir deles. Não
foi esse, entretanto, o motivo que os levou a deixar a
pátria. Um dia, Pítias, voltando de uma viagem, propôs
ao amigo irem para Alexandria, onde as artes e as
ciências eram grandemente honradas. Stroibus aderiu,
e embarcaram. Só agora, depois de embarcados, é
que o inventor da nova doutrina expô-la ao amigo,
com todas as suas recentes cogitações e experiências.
 – Está feito, disse Pítias, levantando a cabeça, não
afirmo nem nego nada. Vou estudar a doutrina, e se a
achar verdadeira, proponho-me a desenvolvê-la e
divulgá-la.
 – Viva Hélios4! exclamou Stroibus. Posso contar que
és meu discípulo.
(Contos: uma antologia, 1998.)
1 ratoneiro: indivíduo que furta coisas de pouco valor; gatuno,
larápio.
2 escalpelo: tipo de bisturi usado em dissecações anatômicas.
3 Herófilo: primeiro anatomista grego a fazer autópsias.
4 Hélios (ou Hélio): deus do sol e da luz.
“os deuses puseram nos bichos da terra, da água e do
ar a essência de todos os sentimentos e capacidades
humanas.” (6° parágrafo)
Ao ser transposta para a voz passiva, a oração
transcrita assume, sem prejuízo para o seu sentido
original, a seguinte forma:
a) Os deuses poriam a essência de todos os
sentimentos e capacidades humanas nos bichos da
terra, da água e do ar.
b) Todos os sentimentos e capacidades humanas
foram postos na essência dos bichos da terra, da água
e do ar pelos deuses.
c) A essência de todos os sentimentos e capacidades
humanas foi posta nos bichos da terra, da água e do ar
pelos deuses.
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d) A essência de todos os sentimentos e capacidades
humanas é posta nos bichos da terra, da água e do ar
pelos deuses.
e) Todos os sentimentos e capacidades humanas são
postos na essência dos bichos da terra, da água e do
ar pelos deuses.
 35 P0048856 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
Leia o texto de Marcelo Lopes de Souza para
responder às questões de 07 a 10.
A resposta padrão à pergunta O que é
desenvolvimento? gira em torno da aceitação de
que desenvolvimento e de-senvolvimento
econômico são sinônimos. Para muitos, esta é, ainda
hoje, uma associação óbvia e imediata: tão óbvia e tão
imediata que qualquer desconfiança a propósito de
sua validade soa como uma impertinência. Seja lá
como for, o presente autor tem sido, a esse respeito,
radicalmente impertinente, tendo sua recusa da
associação reducionista entre desenvolvimento e
desenvolvimento econômico sido insistentemente
martelada em vários trabalhos publicados
anteriormente. Por que, entretanto, valeria a pena
correr os riscos de semelhante afronta à opinião
corrente?
Principie-se pelo esclarecimento do que seja
desenvolvimento econômico. Ora, esse não se refere a
outra coisa que não ao aumento da capacidade de
uma sociedade produzir mais bens e de uma maneira
melhor (isto é, produtos melhores produzidos mais
eficientemente), de modo a satisfazer necessidades
humanas. Logo, ele diz respeito, na melhor das
hipóteses, a meios para se atingirem maiores
qualidade de vida, justiça social etc. e não a fins.
No entanto, sob a guarida de uma certa ideologia do
desenvolvimento, ainda hoje hegemônica, privilegia-
se, na conceituação de desenvolvimento, exatamente
sua dimensão econômica, levando a que se entronize
um conceito que se define antes pelos meios,
mediante os quais se pode aprimorar o modelo social
capitalista, do que pelos fins que, de um ponto de vista
social geral, deveriam nortear e dar concretude à
expressão mudança para melhor. A referida ideologia,
saliente-se, encobre interesses vinculados ao
verdadeiro fim, que é a perpetuação desse modelo e,
nesse contexto, dos benefícios de determinados
grupos ou classes.
(O desafio metropolitano, 2000.)
 "levando a que se entronize um conceito que se
define antes pelos meios" (3º parágrafo)
Em seu contexto, “entronizar um conceito” deve ser
entendido como: 
a) atribuir a uma ideia um status elevado, ideal.
b) considerar óbvia uma ideia que ainda não foi
contestada.
c) valorizar uma ideia a qual todos criticam.
d) relativizar uma ideia que parece óbvia.
e) tomar uma ideia, abstrata, como se fosse algo
concreto.
 36 P0049083 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
“ O vento da vida, por mais que cresça, nunca pode
chegar a ser bonança; o vento da fortuna pode chegar
a ser tempestade, e tão grande tempestade, que se
afogue nela o mesmo vento da vida.”
(Antônio Vieira, “Sermão de quarta-feira de cinza do ano de
1672”, em A Arte de Morrer. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, p.
56.)
No sermão proferido na Igreja de Santo Antônio dos
Portugueses, em Roma, Vieira recorre a uma metáfora
para chamar a atenção dos fiéis sobre a morte.
Assinale a alternativa que expressa a mensagem
veiculada pela imagem do vento.
a) A vida dos fiéis é comparável à tranquilidade da
brisa em alto-mar.
b) A fortuna dos fiéis é comparável à força das
intempéries marítimas.
c) A fortuna dos fiéis é comparável à felicidade eterna.
d) A vida dos fiéis é comparável à ventura dos
navegadores.
 37 P0049998 | Literatura | Modernismo: terceira
geração
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Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem
porque escritora mulher pode lacrimejar piegas.
Considerando que o romance é de Clarice Lispector,
pode-se inferir que a frase do narrador é irônica. Essa
ironia está baseada na:
a) relativização da opressão
b) inclinação ao universal
c) sofisticação da escrita
d) crítica ao machismo
 38 P0050559 | Português | Estratégias
argumentativas e Interpretação de texto
[1] Há alguns meses fui convidado a visitar o Museu da
Ciência de La Coruña, na Galícia. Ao final da
visita, o curador1 anunciou que tinha uma surpresa
para mim e me conduziu ao
planetário2 . Um planetário sempre é um lugar
sugestivo, porque, quando se apagam as luzes, temos
a impressão
de estar num deserto sob um céu estrelado. Mas
naquela noite algo especial me aguardava. 
[5] De repente a sala ficou inteiramente às escuras, e
ouvi um lindo acalanto de Manuel de Falla.
Lentamente (embora um pouco mais depressa do que
na realidade, já que a apresentação durou
ao todo quinze minutos) o céu sobre minha cabeça se
pôs a rodar. Era o céu que aparecera
sobre minha cidade natal – Alessandria, na Itália – na
noite de 5 para 6 de janeiro de 1932,quando nasci. Quase hiper-realisticamente vivenciei a
primeira noite de minha vida. 
[10] Vivenciei-a pela primeira vez, pois não tinha visto
essa primeira noite. Provavelmente nem minha
mãe a viu, exausta como estava depois de me dar à
luz; mas talvez meu pai a tenha visto,
ao sair para o terraço, um pouco agitado com o fato
maravilhoso (pelo menos para ele) que
testemunhara e ajudara a produzir. 
O planetário usava um artifício mecânico que se pode
encontrar em muitos lugares. Outras
[15] pessoas talvez tenham passado por uma
experiência semelhante. Mas vocês hão de me perdoar
se durante aqueles quinze minutos tive a impressão de
ser o único homem desde o início dos
tempos que havia tido o privilégio de se encontrar com
seu próprio começo. Eu estava tão feliz
que tive a sensação – quase o desejo – de que podia,
deveria morrer naquele exato momento
e que qualquer outro momento teria sido inadequado.
Teria morrido alegremente, pois vivera a
[20] mais bela história que li em toda a minha vida. 
Talvez eu tivesse encontrado a história que todos nós
procuramos nas páginas dos livros e nas
telas dos cinemas: uma história na qual as estrelas e
eu éramos os protagonistas. Era ficção
porque a história fora reinventada pelo curador; era
História porque recontava o que acontecera
no cosmos num momento do passado; era vida real
porque eu era real e não uma personagem
de romance.
 
Adaptado de Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução:
Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Umberto Eco narra, no segundo parágrafo do texto,
uma experiência surpreendente que vivenciou. a)
tempo cronológico e reconstrução ficcional
 b)
avanço tecnológico e ilusão cinematográfica
 c)
registro documental e sonho cotidiano
 d)
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https://app.planejativo.com/materias/d/1
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narrativa biográfica e história universal
Pode-se compreender essa experiência pela relação
que se estabelece entre os seguintes elementos:
a) tempo cronológico e reconstrução ficcional
b) avanço tecnológico e ilusão cinematográfica
c) registro documental e sonho cotidiano
d) narrativa biográfica e história universal
 39 P0050713 | Artes | Arte contemporânea
Observe a figura a seguir.
Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle,
verifica-se um conjunto de elementos do cotidiano
escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador.
Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre
arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir.
 
I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a
instalação aponta para os sentidos das transformações
do cotidiano escolar.
II. O conjunto de elementos propostos e o modo como
eles estão dispostos indicam o caráter temporal
abordado pela instalação.
III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe
é próprio, o que é, ao mesmo tempo íntimo e social,
pessoal e cultural.
IV. A produção de arte contemporânea, apartada de
toda a temporalidade que a precede, abandona os
materiais tradicionais e elege a instalação como forma
ideal da arte.
 
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e II são corretas.
b) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
c) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
 40 P0050763 | Literatura | Realismo
[1] Tínhamos lutado em silêncio, sem que nada mais
se ouvisse do que os encontrões pelo soalho. No
corredor,
entretanto, vimos Aristarco que chegava como em
socorro. Bento Alves passou; imobilizou-o com o olhar
sem
vista, esgazeado, medonho, de quem acaba de
perpetrar um homicídio e desapareceu, trôpego,
manchado
de pó, lábios inflamados, desordem nos cabelos.
[5] Aristarco veio sobre mim. Que explicasse a briga!
Eu estava como o adversário, empoeirado e sujo como
de
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rolar sobre escarros.
Respondi-lhe com violência.
“Insolente”! rugiu o diretor. Com uma das mãos
prendendo-me a blusa, a estalar os botões, com a
outra pela
nuca, ergueu-me ao ar e sacudiu. “Desgraçado!
desgraçado, torço-te o pescoço! Bandalhozinho
impudente!
[10] Confessa-me tudo ou mato-te.”
Em vez de confessar, segurei-lhe o vigoroso bigode.
Fervia-me ainda a excitação do primeiro combate; não
podia olhar conveniências de respeito. Esperneei,
contorci-me no espaço como um escorpião pisado. O
diretor arremessou-me ao chão. E, modificando o tom,
falou: “Sérgio! ousaste tocar-me!”
– Fui primeiro tocado! repliquei fortemente.
[15] – Criança! feriste um velho!
Reparei que havia no chão fios brancos de bigode.
– Fui vilmente injuriado, disse.
– Ah! meu filho, ferir a um mestre é como ferir ao
próprio pai, e os parricidas serão malditos.
O tom comovido deste final inesperado impressionou-
me até o íntimo d’alma. Estava vencido. Fiquei por um
[20] minuto horrorizado de mim mesmo. De volta do
atordoamento, achei-me só no corredor. A saída
dramática
do diretor aumentou-me ainda remorsos. Houve uma
reação de esforço moral e desatei nervosamente em
pranto, chorei a valer, amparando-me ao peitoril de
uma janela.
Contava certo com um castigo excepcional, uma
cominação qualquer do célebre código do arbítrio, em
artigo
cujo grau mínimo fosse a expulsão solene.
[25] Esperei um dia, dois dias, três: o castigo não veio.
Soube que Bento Alves despedira-se do Ateneu na
mesma
tarde do extraordinário desvario. Acreditei algum
tempo que a minha impunidade era um caso especial
do
afamado sistema das punições morais e que Aristarco
delegara ao abutre da minha consciência o encargo
da sua justiça e desafronta. Hoje penso diversamente:
não valia a pena perder de uma vez dois pagadores
prontos, só pela futilidade de uma ocorrência,
desagradável, não se duvida, mas sem testemunhas.
[30] O caso morreu em segredo de discrição,
encontrando-nos eu e o diretor num conchavo bilateral
de reserva,
como se nada houvesse.
(POMPEIA, Raul. O Ateneu. São Paulo: Companhia das Letras,
2013. p. 200-202).
 
É evidente, no penúltimo parágrafo do trecho
transcrito, a presença de dois tempos: o tempo
da história e o tempo do discurso. Assinale a
alternativa correta quanto a estes tempos. 
a) Em ambos os tempos, o narrador-personagem
manifesta sua admiração pelos procedimentos de
Aristarco.
b) A diferença entre os dois tempos é que Sérgio
demorou, mas se arrependeu da atitude que teve
quando era aluno da escola.
c) A diferença entre os dois tempos é que Sérgio
conviveu com remorsos durante longo tempo, mas
depois se eximiu de culpa pelo episódio.
d) A diferença entre os dois tempos é que Sérgio
demora a perdoar Aristarco, mas decide, mais tarde,
absolvê-lo da acusação de injusto.
e) A diferença é que Sérgio demora a entender a
decisão de Aristarco, mas, quando adulto, interpreta o
episódio sob a perspectiva do dinheiro.
 41 P0050873 | Artes | Arte contemporânea
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Leia o texto a seguir.
 
O desenho rompe com todas as hierarquias, situa-se
além de qualquer cronologia, revela seu próprio tempo
e o tempo do artista. Além de “armar o braço” é, ao
mesmo tempo, o mais confessional dos meios
plásticos, diário íntimo, eletrocardiograma, rebeldia
travada no meio da noite, solitariamente. Uma
qualidade a mais, dizia, porque o desenho parece
escapar à polêmica estéril entre vanguarda e
retaguarda, entre o velho e o novo, navega
imperturbável entre ismos e épocas. E permite

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