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Checklist + 60 questões no ENEM: Assuntos que mais caem DÊ UM NA SUA PREPARAÇÃO PARA O ENEM. UP Acesse planejativo.com e saiba como. https://planejativo.com/ • Interpretação de texto Confira os assuntos da disciplina no Planejativo Clique nos assuntos para acessar o material de apoio no Planejativo! • Estrutura textual e análise de discurso • Gramática • Gêneros textuais • Variação linguística • Funções da linguagem • Relações intertextuais https://app.planejativo.com/ver-aula/27/material-de-apoio/resumo/portugues/estrategias-argumentativas-e-interpretacao-de-texto https://app.planejativo.com/ver-aula/27/material-de-apoio/resumo/portugues/estrategias-argumentativas-e-interpretacao-de-texto https://app.planejativo.com/materias/d/1/portugues https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/1/material-de-apoio/resumo/portugues/classes-gramaticais 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clássicas no Brasil Confira os assuntos da disciplina no Planejativo Quais são e suas características https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/materias/d/2/literatura https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia Confira os assuntos de inglês no Planejativo • Interpretação de texto Confira os assuntos de espanhol no Planejativo https://app.planejativo.com/materias/d/4/ingles https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/materias/d/5/espanhol • Arte Contemporânea Confira os assuntos da disciplina no Planejativo • Arte nos séculos • Elementos básicos das artes plásticas • Elementos básicos de música • Música nos séculos • Vanguardas europeias https://app.planejativo.com/ver-aula/45/material-de-apoio/resumo/artes-e-ed-fisica/arte-contemporanea https://app.planejativo.com/ver-aula/432/material-de-apoio/resumo/biologia-3/introducao-a-ecologia https://app.planejativo.com/materias/d/3/artes 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https://app.planejativo.com/ver-aula/485/material-de-apoio/resumo/artes-e-ed-fisica/arte-moderna-vanguardas-europeias para estar bem preparado para o Enem! Ao responder listas de exercícios, você está praticando o estudo ativo, e, com isso: Estudar por questões é Pensando nisso... Neste e-book do Planejativo, você vai encontrar uma lista de exercícios com os assuntos que citamos! necessário Desenvolvendo seu raciocínio, Absorvendo melhor o conteúdo, Analisando em quais assuntos precisa melhorar; saiba que os itens de cada questão são clicáveis! Se você clicar na segunda (Literatura), irá abrir uma página com os assuntos da disciplina, onde você poderá consultar os resumos e videoaulas sobre eles. Antes de começar... Caso você clique na primeira opção (P0032634), será aberta a página da questão, onde você poderá encontrar os comentários, a resolução e as estatísticas de erros e acertos da questão. E, por fim, caso você clique na terceira opção (Romantismo: Prosa), será aberta uma página em que você poderá registrar suas atividades sobre aquele assunto e facilitar a análise do seu desempenho. 1 2 3 QUESTÕES planejativo@gmail.com 1/34 1 P0003709 | Artes | Arte Moderna: Vanguardas europeias Relacione corretamente os artistas apresentados na primeira coluna com os movimentos artísticos correspondentes, os quais são apresentados na segunda coluna. (I) Pablo Picasso (II) Michelangelo M. da Caravaggio (III) Marcel Duchamp (IV) Henri Matisse (V) René Magritte ( ) Dadaísmo ( ) Fauvismo ( ) Cubismo ( ) Barroco ( ) Surrealismo Marque a alternativa que indica a sequência CORRETA com relação à segunda coluna. a) III, V, I, II, IV b) II, I, III, IV, V c) I, IV, III, V, II d) III, IV, I, II, V e) IV, III, V, II, I 2 P0004220 | Artes | Arte Moderna: Vanguardas europeias E venham, então, os alegres incendiários de dedos carbonizados! Vamos! Ateiem fogo às estantes das bibliotecas! Desviem o curso dos canais, para inundar os museus! Empunhem as picaretas, os machados os martelos e deitem abaixo sem piedade as cidades veneradas! MARINETI. F. T. Manifesto futurista. Disponível em: www.sibila.com.br. Acesso em: 2 ago. 2012 (adaptado). Que princípio marcante do Futurismo e comum a várias correntes artísticas e culturais das primeiras três décadas do século XX está destacado no texto? a) A tradição é uma força incontornável. b) A arte é expressão da memória coletiva. c) A modernidade é a superação decisiva da história d) A realidade cultural é determinada economicamente. e) A memória é um elemento crucial da identidade cultural. 3 P0004252 | Artes | Arte Moderna: Vanguardas europeias Assinale a alternativa correta a respeito da vida e da obra do poeta português Fernando Pessoa. a) Pessoa foi um dos líderes da revista de literatura Orpheu, juntamente com Mário de Sá-Carneiro e Eça de Queiroz. b) A criação da revista de literatura Orpheu identifica Pessoa como um dos fundadores do Modernismo português. c) Pessoa foi responsáveltodas as virtualidades e virtuosidades, porque um desenho você larga aqui e recomeça ali, hoje, amanhã, ontem. O desenho é para ser lido, como um poema. (Adaptado de: MORAIS, F. Arte é o que eu e você chamamos arte. Rio de Janeiro: Record, 2000. p.120.) Com base na imagem (Fig. 2), no texto e nos conhecimentos sobre artes, considere as afirmativas a seguir. I. A imagem é de caráter orgânico, e o olhar sobre ela é reiterado pelos feixes de linhas organizados em ciclos e pelos demais aspectos formais e simbólicos. II. O desenho pode derivar de procedimentos com temporalidades diversas, do mais rápido e sutil até o mais demorado, com camadas subsequentes de elaboração. III. O desenho rompe com as hierarquias porque se institui, sobretudo nas vanguardas, como meio completo de expressão. IV. Tanto o texto quanto a imagem evidenciam o caráter singular do desenho que, através dos tempos, passou a ser compreendido como determinante do que viria a ser a pintura. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 42 P0052365 | Artes | Arte Renascentista A imagem é considerada uma das referências do movimento artístico e cultural denominado Renascimento. Analise-a atentamente. Essa imagem pode ser considerada renascentista porque a) representa as personagens de forma simbólica e recorre a temas da doutrina crista. b) reforça a perspectiva teocêntrica, ao representar a Virgem Maria no centro da composição pictórica. c) retoma o tema da pureza da alma feminina estabelecendo uma releitura da narrativa sobre o pecado original. d) adota o contraste dramático entre tons claros e escuros em sintonia com as tensões religiosas do período. e) utiliza a técnica da perspectiva tridimensional, que provoca a ilusão de profundidade e de espaço. 43 P0052812 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Leia o trecho do romance Lavoura arcaica, de Raduan Nassar, para responder à questão. https://app.planejativo.com/q/52365 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/480 https://app.planejativo.com/q/52812 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 22/34 – Meu coração está apertado de ver tantas marcas no teu rosto, meu filho; essa é a colheita de quem abandona a casa por uma vida pródiga. – A prodigalidade também existia em nossa casa. – Como, meu filho? – A prodigalidade sempre existiu em nossa mesa. – Nossa mesa é comedida, é austera, não existe desperdício nela, salvo nos dias de festa. – Mas comemos sempre com apetite. – O apetite é permitido, não agrava nossa dignidade, desde que seja moderado. – Mas comemos até que ele desapareça; é assim que cada um em casa sempre se levantou da mesa. – É para satisfazer nosso apetite que a natureza é generosa, pondo seus frutos ao nosso alcance, desde que trabalhemos por merecê-los. Não fosse o apetite, não teríamos forças para buscar o alimento que torna possível a sobrevivência. O apetite é sagrado, meu filho. – Eu não disse o contrário, acontece que muitos trabalham, gemem o tempo todo, esgotam suas forças, fazem tudo que é possível, mas não conseguem apaziguar a fome. – Você diz coisas estranhas, meu filho. (Lavoura arcaica, 2001.) No trecho do romance, o filho a) acusa o pai por tê-lo impedido de abandonar a casa. b) é censurado pelo pai por ter partido em busca de uma vida pródiga. c) discorda da opinião do pai de que o apetite é sagrado. d) repreende o pai por ter sacralizado o apetite. e) é repreendido pelo pai por não ter se empenhado o suficiente no trabalho. 44 P0054191 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto USE OS TEXTOS I e II PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 7 E 8. TEXTO I TEXTO II Para que as memórias e tradições permaneçam vivas, o Museu da Pessoa, a Rádio Yandê e Ailton Krenak vão realizar uma formação virtual em memória e mídias para que jovens das comunidades originárias registrem as histórias de vida de seus anciãos e anciãs. O ditado “Cada ancião que morre é uma biblioteca que se queima” é válido para os povos indígenas, portanto nosso lema é “Cada ancião que se preserva é uma biblioteca que se salva”. Na tradição dos povos indígenas, todo conhecimento de plantas, de cura, de mitos e narrativas é produzido de maneira oral. “A gente não sabe até quando que vão ter esse conhecimento completo. A gente vai morrendo e vai se apagando tudo. A gente não é igual vocês, que fica tudo guardado em algum lugar (...)”(Awapataku Waura, ancião e pajé do povo Waura). (Adaptado de “Projeto Vidas Indígenas”, vídeo institucional do Museu da Pessoa, sobre registro de narrativas orais indígenas. Disponível em: https://benfeitoria.com/vidasindigenas. Acessado em 04/04/2021.) No texto II (Projeto Vidas Indígenas), é utilizada uma metáfora que relaciona “ancião” e “biblioteca”. As citações a seguir tratam da importância de anciãos e anciãs indígenas para a transmissão do conhecimento. Assinale aquela que também faz uso de uma metáfora. a) “Perder um ancião é o mesmo que fechar um livro. Ou mesmo queimar um livro” (Comissão Pró-Índio, Twitter, via @g1). b) “Morte de anciãos indígenas na pandemia pode https://app.planejativo.com/q/54191 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 23/34 fazer línguas inteiras desaparecerem” (manchete da BBC Brasil News). c) “A morte de uma anciã ou um ancião é tratada como se uma biblioteca fosse perdida” (site “Racismo Ambiental”). d) “Nikaiti Mekranotire é mais uma vítima do covid-19. Perdemos uma enciclopédia” (Mayalú Txucarramãe, Twitter). 45 P0055435 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Atente para as seguintes informações sobre o texto 3: I. Trata do posicionamento de dois autores (Djamila Ribeiro e Antônio Prata) acerca do racismo e de suas implicações. II. Apresenta o negro e o branco como opostos em um sectarismo prejudicial aos brancos, porque estes perdem privilégios. III. Afirma que a falta de diversidade na literatura e no https://app.planejativo.com/q/55435 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 24/34 cinema é prejudicial para o crescimento do Brasil. É correto o que se afirma somente em a) II. b) I e II. c) III. d) I e III. 46 P0055674 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Os séculos de escravidão são um aspecto triste da história brasileira. Tabu e vergonha, quando se pensa nas dores e humilhações desumanas por que passaram homens e mulheres negros trazidos da África; mas também — por que não? — orgulho, quando se evocam as lutas e estratégias de resistência e sobrevivência dos escravos, ex-escravos e descendentes. Histórias transmitidas de geração em geração, como narrativas que dão sentido e identidade. Povos remanescentes de quilombolas são grupos unidos por esse passado comum, que têm território como base da reprodução física, social, econômica e cultural de sua coletividade. São reconhecidos na Constituição de 1988 como detentores de direitos territoriais coletivos e fazem parte do conjunto dos povos e comunidades tradicionais. LOSCHT, M. Território e tradição. Retratos: a revista do IBGE, n 2, ago. 2017 (adaptado). Na comparação entre os textos 1 e II, percebe-se que ambos apresentam, em relação à história dos africanos escravizados, um(a) a) saudosismo do local de origem. b) culpabilizaçãodo homem europeu. c) valorização da memória dos antepassados. d) apelo à religiosidade das pessoas mais velhas. e) reconhecimento dos direitos desses sujeitos. 47 P0055684 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Uma coisa ninguém discute: se Zacarias morreu, o seu corpo não foi enterrado. A única pessoa que poderia dar informações certas sobre o assunto sou eu. Porém estou impedido de fazê-lo porque os meus companheiros fogem de mim, tão logo me avistam pela frente. Quando apanhados de surpresa, ficam estarrecidos e não conseguem articular uma palavra. Em verdade morri, o que vem ao encontro da versão dos que creem na minha morte. Por outro lado, também não estou morto, pois faço tudo o que antes fazia e, devo dizer, com mais agrado do que anteriormente. https://app.planejativo.com/q/55674 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/55684 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 25/34 RUBIÃO, M. O pirotécnico Zacarias. São Paulo: Ática, 1974. Murilo Rubião é um expoente da narrativa fantástica na literatura brasileira. No fragmento, a singularidade do modo como o autor explora o absurdo manifesta-se no(a) a) expressão direta e natural de uma situação insólita. b) relato denso e introspectivo sobre a experiência da morte. c) efeito paradoxal da irregularidade na organização temporal. d) discrepância entre a falta de emotividade e o evento angustiante. e) alternância entre os pontos de vista do narrador e do personagem. 48 P0056357 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto INTERROGAÇÃO Não sei se isto é amor. Procuro o teu olhar, Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo; E apesar disso, crês? nunca pensei num lar Onde fosses feliz, e eu feliz contigo. Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito. E nunca te escrevi nenhuns versos românticos. Nem depois de acordar te procurei no leito, Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos. Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizo A tua cor sadia, o teu sorriso terno... Mas sinto-me sorrir de ver esse sorriso Que me penetra bem, como este sol de Inverno. Passo contigo a tarde e sempre sem receio Da luz crepuscular, que enerva, que provoca. Eu não demoro o olhar na curva do teu seio Nem me lembrei jamais de te beijar na boca. Eu não sei se é amor. Será talvez começo. Eu não sei que mudança a minha alma pressente... Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço, Que adoecia talvez de te saber doente. (PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.) No poema, o eu-lírico demonstra que a) apresenta uma atração explicitamente física e carnal pela pessoa citada. b) possui plena antipatia por versos românticos, pois a razão realista é o que o move. c) resiste à mudança que sua alma imagina, pois ele não dá espaço para sentimentos. d) procura abrigo quando já está curado, pensando em não ser um devedor à pessoa amada. e) possui várias dúvidas a respeito de seu sentimento, o qual apresenta uma série de contradições. 49 P0058708 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Assinale a alternativa CORRETA sobre o Sermão do bom sucesso das armas e o Sermão de Santo Antônio, do padre Antônio Vieira. a) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador constrói argumentos para desqualificar o interlocutor e, então, provar seu erro em proteger os holandeses. b) No Sermão de Santo Antônio, o orador dirige-se aos peixes, a fim de destacar suas virtudes, inexistentes nos homens. c) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador simula uma interpelação a Deus para conclamar os maranhenses a lutarem contra os holandeses. d) No Sermão de Santo Antônio, o orador, simulando dirigir-se aos peixes, repreende, entre outras coisas, a tendência dos homens a se entredevorarem. e) No Sermão do bom sucesso das armas, o orador https://app.planejativo.com/q/56357 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/58708 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 26/34 simula a vitória dos holandeses, a fim de destacar a necessidade de os brasileiros abandonarem seus pecados. 50 P0058714 | Literatura | Modernismo: segunda geração Leia o poema José, de Carlos Drummond de Andrade. E agora, José? e tudo fugiu A festa acabou, e tudo mofou, a luz apagou, e agora, José? o povo sumiu, a noite esfriou, (...) e agora, José? e agora, você? Se você gritasse, Você que é sem nome, se você gemesse, que zomba dos outros, se você tocasse, Você que faz versos, a valsa vienense, que ama, protesta? se você dormisse, e agora, José? se você cansasse, se você morresse.... Está sem mulher, Mas você não morre, está sem discurso, você é duro, José! está sem carinho, já não pode beber, Sozinho no escuro já não pode fumar, qual bicho-do-mato, cuspir já não pode, sem teogonia, a noite esfriou, sem parede nua o dia não veio, para se encostar, o bonde não veio, sem cavalo preto o riso não veio, que fuja a galope, não veio a utopia você marcha, José! e tudo acabou José, para onde? Assinale a alternativa CORRETA sobre o poema. a) O diálogo com José, interlocutor, pode ser lido como uma forma de o sujeito-lírico refletir sobre o desamparo existencial. b) O poema em versos curtos apresenta o caminho para superação dos impasses de José. c) As repetições indicam a monotonia da existência do trabalhador comum, José, em crise com sua condição operária. d) O sujeito-lírico, na ausência de respostas, não consegue decifrar para onde José marcha, embora este saiba seu caminho. e) A expressão "e agora, José?" põe em relevo a indignação do sujeito-lírico com seu interlocutor, incapaz de se definir. 51 P0058941 | Literatura | Modernismo: segunda geração Leia o poema de Cecília Meireles, na coluna da esquerda, e o de Mario Quintana, na coluna da direita, abaixo. Canção excêntrica Seiscentos e sessenta e seis Ando à procura de espaço A vida é uns deveres que nós trouxemos para Para o desenho da vida [fazer em casa. Em números me embaraço Quando se vê, já são 6 horas: há tempo... E perco sempre a medida. Quando se vê, já é 6ª feira... Se penso encontrar saída, Quando se vê, passaram 60 anos... Em vez de abrir um compasso, Agora, é https://app.planejativo.com/q/58714 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/40 https://app.planejativo.com/ver-aula/40 https://app.planejativo.com/q/58941 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/40 https://app.planejativo.com/ver-aula/40 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 27/34 tarde demais para ser reprovado... projeto-me num abraço E se me dessem – um dia – uma outra e gero uma despedida. [oportunidade, Eu nem olhava o relógio Se volto sobre o meu passo, Seguia sempre, sempreem frente... É já distância perdida. E iria jogando pelo caminho a casca dourada Meu coração, coisa de aço, [e inútil das começa a achar um cansaço horas esta procura de espaço para o desenho da vida. Já por exausta e descrida não me animo a um breve traço: - saudosa do que não faço, - do que faço, arrependida. Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os poemas. ( ) O poema de Cecília Meireles apresenta vocabulário ligado à geometria e regularidade estrutural e métrica, apontando para a necessidade de o sujeito lírico definir sua vida com exatidão. ( ) O poema de Mario Quintana busca a definição da vida, a partir da metáfora com o universo escolar e a passagem do tempo. ( ) A sucessão “6 horas, 6ª feira, 60 anos”, no poema de Quintana, indica a finitude: fim do dia útil, fim da semana útil, consequentemente, fim da vida útil. ( ) Os dois poemas, embora os sujeitos líricos sejam uma mulher e um homem, encerram com um tom melancólico, porque a realidade não corresponde às suas expectativas. a) V – V – V – V. b) V – F – F – V. c) V – V – F – F. d) F – F – V – F. e) F – V – V – F. 52 P0060757 | Artes | Arte moderna no Brasil Observe a charge de Belmonte, publicada na primeira página da Folha da Noite, em 20 de fevereiro de 1922 SEMANA DE ARTE MODERNA” Ao representar a Semana de Arte Moderna, a charge ironiza a) o atraso da arte brasileira em relação ao que era produzido no resto do Ocidente. b) a inexistência de preocupações, entre os artistas da vanguarda, com a cultura popular. c) a irracionalidade que caracterizava a produção dos participantes da vanguarda. d) o descompasso entre as propostas renovadoras da vanguarda e o gosto tradicional do público. https://app.planejativo.com/q/60757 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/488 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 28/34 e) a formação técnica limitada dos artistas, que não conseguiam obter efeitos realistas. 53 P0060971 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Texto 1 Só reconhecerei um sistema como empírico ou científico se ele for passível de comprovação pela experiência. Essas considerações sugerem que deve ser tomada como critério de demarcação […] a falseabilidade de um sistema. Em outras palavras, não exigirei que um sistema científico seja suscetível de ser dado como válido, de uma vez por todas, em sentido positivo; exigirei, porém, que sua forma lógica seja tal que se torne possível validá-lo por meio de recurso a provas empíricas, em sentido negativo: deve ser possível refutar, pela experiência, um sistema científico empírico. (Karl Popper. A lógica da pesquisa científica, 2001.) Texto 2 Imagine um dia em que a humanidade soubesse de tudo. Todos os detalhes do surgimento e da evolução do Universo, da vida e da inteligência fossem conhecidos. E aí, o que fariam os cientistas nesse dia? […] “Essa noção de que existe uma resposta final empobrece o conhecimento em vez de enriquecê-lo”, afirma o físico Marcelo Gleiser. “Porque é justamente o não saber, a ideia de estar sempre buscando, que nutre nossa curiosidade”. (Salvador Nogueira. “Não há respostas finais na ciência, diz Marcelo Gleiser”. www.folha.uol.com.br, 11.08.2014.) De acordo com os textos, para assegurar a validade do conhecimento produzido, é necessário que a ciência a) valorize os aspectos culturais presentes nos experimentos. b) divulgue e defenda o conhecimento e a sabedoria absolutos obtidos com a investigação. c) relacione os dados sensíveis e intuitivos identificados nos experimentos. d) duvide e verifique continuamente os resultados obtidos. e) recorra ao senso comum no processo metódico de investigação. 54 P0061867 | Literatura | Modernismo: primeira geração [01] No desequilíbrio dos mares, [02] as proas giram sozinhas… [03] Numa das naves que afundaram [04] é que certamente tu vinhas. [05] Eu te esperei todos os séculos [06] sem desespero e sem desgosto, [07] e morri de infinitas mortes [08] guardando sempre o mesmo rosto [09] Quando as ondas te carregaram [10] meu olhos, entre águas e areias, [11] cegaram como os das estátuas, [12] a tudo quanto existe alheias. [13] Minhas mãos pararam sobre o ar [14] e endureceram junto ao vento, [15] e perderam a cor que tinham [16] e a lembrança do movimento. [17] E o sorriso que eu te levava [18] desprendeu-se e caiu de mim: [19] e só talvez ele ainda viva [20] dentro destas águas sem fim. Cecília Meireles, “Canção” Assinale a alternativa correta sobre Cecília Meireles e o Modernismo brasileiro. a) No início da sua carreira, Cecília Meireles se filiou ao grupo Festa, vertente mais espiritualista do modernismo. b) Sua obra faz parte da fase mais iconoclasta do nosso modernismo, a do romance nordestino de 1930. c) “Canção” é um ótimo exemplo da preocupação modernista em aproximar a linguagem poética da oralidade popular. d) A representação do mar em “Canção” revela o traço nacionalista do modernismo: exaltar a geografia brasileira. https://app.planejativo.com/q/60971 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/61867 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/39 https://app.planejativo.com/ver-aula/39 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 29/34 e) Assim como o cubismo foi uma influência para o nosso modernismo, podemos encontrar esta mesma influência em “Canção”. 55 P0061911 | Artes | Arte na Idade Média A partir do século XII ao XV, na Europa, algumas catedrais passaram a ser construídas adotando um novo estilo arquitetônico: o gótico. Ao contrário do estilo românico, tais igrejas primavam pela verticalidade, leveza, harmonia dos traços e luminosidade, através dos vitrais coloridos. O surgimento do estilo gótico está ligado ao a) movimento cruzadístico que, ao tentar retomar Jerusalém do domínio mulçumano, permitiu o contato com esse estilo mais decorativo, de características orientais. b) fortalecimento do sistema feudal e a necessidade de valorização dos feudos por meio de tais construções monumentais, reafirmando o poder do senhor das terras. c) advento do trabalho servil, em detrimento do trabalho escravo, o que deve ter estimulado a criatividade dos construtores da época, possibilitando utilizar novas técnicas de construção d) aumento da riqueza e autonomia das cidades, que competiam entre si para edificar catedrais mais altas e decoradas, sinal de prosperidade do novo núcleo urbano. e) reavivamento da fé e a necessidade dos senhores feudais demostrarem sua devoção à Igreja Católica e ao movimento das Cruzadas, financiando novas igrejas a cada vitória alcançada no Oriente. 56 P0061980 | Literatura | Parnasianismo São características do poema que o identificam com o Parnasianismo: a) o misticismo e o elogio idealizado às sociedades orientais. b) o predomínio do tom descritivo e o desinteresse por questões políticas. c) a narrativa de grandes feitos do passado e a expressão intensa dos sentimentos. d) o culto à forma poética perfeita e a defesa de uma arte comprometida com as questões sociais. e) a transgressão formal e a tematização do sofrimento do artista. 57 P0061985 | Português | Estratégias https://app.planejativo.com/q/61911 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/481 https://app.planejativo.com/q/61980 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/470 https://app.planejativo.com/q/61985 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 30/34 argumentativas e Interpretação de textoA partir da imagem das botas apertadas, o narrador constrói a ideia de que a) o fim de uma situação incômoda pode gerar uma sensação de prazer que justifica o sofrimento. b) o mundo seria melhor se houvesse pequenos prazeres cotidianos disponíveis a todas as pessoas. c) algumas pessoas têm dificuldade de enxergar soluções simples para problemas cotidianos. d) a vida possui uma espécie de senso de justiça que distribui os prazeres igualmente a todas as pessoas. e) alguns homens se colocam em situações desagradáveis com a finalidade de se fortalecerem moralmente. 58 P0062111 | Artes | Música Dança, Música, Teatro e Artes Visuais são linguagens artísticas presentes em diferentes civilizações e culturas. No Brasil, inúmeras mulheres têm se destacado nessas manifestações. Com base nos conhecimentos sobre os elementos estruturais de cada uma das linguagens e na participação feminina, considere as afirmativas a seguir. I. O teatro brasileiro comemorou, em 2021, o centenário da sua grande dama, Cacilda Becker. Em suas atuações, envolveu e integrou elementos fundamentais da linguagem teatral: atriz/ator, público e texto. II. Tomie Ohtake transitou pela pintura figurativa e desembocou no abstracionismo, utilizando elementos como timbre, altura e duração. Na década de 1960, trabalhou com um número reduzido de cores explorando a transparência. III. Quarteto em Cy é um grupo vocal feminino surgido na década de 1960, originalmente formado pelas irmãs que vieram da Bahia para o Rio de Janeiro: Cyva, Cynara, Cylene e Cybele, que ficou famoso pelos happenings, caracterizados pela perspectiva e textura, simultaneamente. IV. Estreou em Londrina, em 2019, o espetáculo “Estou sem Silêncio” no qual as mulheres da Quasar Cia. de Dança (Goiânia) enfrentam o medo e as ameaças. O universo íntimo feminino foi basilar para a composição dos movimentos, considerando noções como tempo e espaço. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 59 P0062118 | Artes | Arte contemporânea Analise as imagens, leia o texto a seguir e responda à questão. https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/62111 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/491 https://app.planejativo.com/q/62118 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/45 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 31/34 “Diva” (2020), da artista visual Juliana Notari, é uma instalação escultórica em concreto pintada em uma resina de vermelho ardente, medindo 33 metros de comprimento, 16 metros de largura e 6 metros de profundidade colocada na encosta de uma colina suave que torna a obra visível a grandes distâncias. “Diva” [...] está em consonância com obras que marcaram as grandes polêmicas dos últimos séculos. [...] Estamos pensando em “A Origem do Mundo”, a famosa pintura de Gustave Courbet de 1866 [...] exibida no Musée d’Orsay desde 1995, que mostra explicita e frontalmente o ventre e a virilha de uma mulher nua deitada em sua cama. Adaptado de: //dasartes.com.br A arte contemporânea, muitas vezes, estabelece relação com obras de outros períodos. Com base no texto, na imagem da instalação escultórica e nos conhecimentos sobre história da arte e suas relações, assinale a alternativa correta. a) A arte constitui um campo de múltiplas relações com seu tempo, que perpassam o humano e cujos temas são retomados ao longo da história. b) As obras de arte contemporânea, com suas amplas possibilidades técnicas e matéricas, rompem com as questões abordadas pelas obras da tradição artística. c) Ao longo da história da arte, nota-se a manutenção de padrões estéticos que derivam das mesmas técnicas, sendo este o ponto de relação entre a produção do passado e a contemporânea. d) A relação técnica entre a arte contemporânea e a pintura do século XIX define as correspondências entre movimentos artísticos ao longo do tempo. e) Na contemporaneidade, é possível reconhecer grupos específicos de materiais com os quais se descartam os temas da tradição artística. 60 P0063149 | Literatura | Modernismo: terceira geração Em relação aos aspectos temáticos presentes no poema “Noturno à janela do apartamento” e em outros poemas de Sentimento do mundo, assinale a alternativa correta. a) O sujeito poético, assim como o farol contemplado, é imóvel e triste, sendo essa imobilidade o que impede o “salto” para a morte, afirmando a vida, ainda que de modo trágico e problemático. Essa oscilação do eu entre vida e morte também pode ser constatada em “Congresso internacional do medo”. b) Tanto “Noturno à janela do apartamento” como “Mãos dadas” são marcados pela melancolia que, no primeiro poema, conflui para a conclusão amarga de que “a soma da vida é nula” e, no segundo, coaduna- se com a ideia de distribuir “entorpecentes ou cartas de suicida”. c) No último quarteto, o eu poético, em sua escolha derradeira, se interroga, mas “logo se cala”, freando o impulso autodestrutivo. Esse recurso metalinguístico também é explorado em “Menino chorando na noite”. d) Em tal poema, imagens noturnas, como “treva”, “noite” e “escuridão”, se opõem ao último verso, em que se destaca a imagem luminosa do farol. Esse recurso, em que se contrasta luz e sombra, também pode ser observado no poema “Mundo grande”. https://app.planejativo.com/q/63149 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 32/34 e) Nesse poema, a imagem do “mundo enorme e parado” se contrapõe à dinâmica da vida, que “tem tal poder:/ na escuridão absoluta,/ como líquido, circula”. Essa construção de imagens antitéticas também está presente em “Os ombros suportam o mundo”. https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 33/34 CARTÃO-RESPOSTA https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 34/34 GABARITO 1: D 2: C 3: B 4: B 5: D 6: E 7: B 8: C 9: A 10: C 11: A 12: D 13: B 14: C 15: B 16: B 17: D 18: D 19: B 20: E 21: E 22: C 23: C 24: B 25: C 26: A 27: A 28: D 29: E 30: D 31: E 32: D 33: B 34: C 35: A 36: B 37: D 38: A 39: D 40: E 41: A 42: E 43: B 44: D 45: D 46: C 47: A 48: E 49: D 50: A 51: A 52: D 53: D 54: A 55: D 56: B 57: A 58: B 59: A 60: E https://planejativo.com https://planejativo.com Conheça o Planejativo O Planejativo é uma plataforma online que planeja e organiza seus estudos para o ENEM de forma completa por meio da inteligência artificial e de uma metodologia inovadora. Cronograma de estudos adaptativo Criamos um plano adaptativo de estudos e de revisões que se ajusta automaticamente ao seu perfil, à sua rotina e ao seu desempenho. Agenda diária Nosso sistema indica o assunto a ser estudado ou revisado, o tempo estimado e a melhor técnica de estudo de acordo com a nossa metodologia. Gráficos e relatórios de desempenho Seu rendimento é acompanhado por meio de gráficos de desempenho e relatórios com os principais indicadores de evolução. Questões e simulados Temos mais de 50.000 questões integradas na plataforma para você resolver online com correção TRI ou baixar em PDF para imprimir. Acesse app.planejativo.com e acelere a sua aprovação do ENEM. https://planejativo.com/ https://app.planejativo.com/ https://app.planejativo.com/ Gostou? Acesse agora mesmo o nosso app em app.planejativo.com para ter acesso e aproveitar mais de 60 mil questões! 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Nesse sentido, é sintomático que os contos “As margens da alegria” e “Os cimos”, que servem como uma espécie de moldura às Primeiras estórias, sejam narrados do ponto de vista de: a) uma menina. b) um menino. c) um pescador. d) um jagunço. https://app.planejativo.com/q/3709 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/485 https://app.planejativo.com/ver-aula/485 https://app.planejativo.com/q/4220 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/485 https://app.planejativo.com/ver-aula/485 https://app.planejativo.com/q/4252 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/485 https://app.planejativo.com/ver-aula/485 https://app.planejativo.com/q/5228 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/488 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 2/34 e) um fazendeiro. 5 P0005602 | Artes | Arte Neoclássica e Romântica Embora tenha vivido numa época em que o Romantismo era quem ditava as regras na literatura mundial, Honoré de Balzac (1799-1850) foi o escritor que lançou as bases para o Realismo, movimento que encontrou o seu apogeu com a publicação da obra de Flaubert. MARTINS, Rafael Chaves. Eugênia Grandet: a triste história de uma mulher inaugural. Revista Historiador nº 04. Ano 04. Dezembro de 2011. (Adaptado) No contexto apresentado, a obra de Balzac teve como principal característica histórica a) a produção de uma única classe social, o operariado. b) o desenho do retrato da nobreza como soberana e única. c) o retrato do amor romântico sem influência do contexto social. d) a representação da vida burguesa com uma crítica à industrialização. e) o estilo impressionista com uma forte relação com os movimentos sociais. 6 P0005606 | Artes | Arte Neoclássica e Romântica A imagem acima foi produzida por Debret. Sobre o artista e a imagem, considere as seguintes afirmativas: 1) Debret fazia parte da Missão Artística Francesa, que chegou no Brasil em 1816. 2) A imagem foi feita com base nas observações do artista da vida cotidiana do Rio de Janeiro. No entanto, graças à característica muito inventiva de Debret, não se pode considerá-la para entender a ralidade brasileira da época. 3) Podemos observar elementos de uma sociedade hierarquizada, patriarcal e escravista na imagem. Estão corretas: a) Somente 2.. b) 1 e 2 c) Somente 1 d) Somente 3. e) 1 e 3. 7 P0005647 | Artes | Arte contemporânea TEXTO I ALMEIDA, H. Dentro de mim, 2000. Fotografia p/b. 132 cm x 88 cm. Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. TEXTO II A body art põe o corpo tão em evidência e o submete https://app.planejativo.com/q/5602 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/483 https://app.planejativo.com/ver-aula/483 https://app.planejativo.com/q/5606 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/483 https://app.planejativo.com/ver-aula/483 https://app.planejativo.com/q/5647 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/45 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 3/34 a experimentações tão variadas, que sua influência estende-se aos dias de hoje. Se na arte atual as possibilidades de investigação do corpo parecem ilimitadas – pode-se escolher entre representar, apresentar, ou ainda apenas evocar o corpo – isso ocorre graças ao legado dos artistas pioneiros. SILVA, P R. Corpo na arte, body art, body modification: fronteiras. II Encontro de História da Arte: IFCH- Unicamp, 2006 (adaptado). Nos textos, a concepção debody art está relacionada à intenção de a) estabelecer limites entre o corpo e a composição. b) fazer do corpo um suporte privilegiado de expressão. c) discutir políticas e ideologias sobre o corpo como arte. d) compreender a autonomia do corpo no contexto da obra. e) destacar o corpo do artista em contato com o expectador. 8 P0032422 | Literatura | Romantismo: Prosa O último longa de Carlão acompanha a operária Silmara, que vive com o pai, um ex-presidiário, numa casa da periferia paulistana. Ciente de sua beleza, o que lhe dá certa soberba, a jovem acredita que terá um destino diferente do de suas colegas. Cruza o caminho de dois cantores por quem é apaixonada. E constata, na prática, que o romantismo dos contos de fada tem perna curta. VOMERO, M. F. Romantismo de araque. Vida Simples, n. 121, ago. 2012. Reconhece-se, nesse trecho, uma posição crítica aos ideais de amor e felicidade encontrados nos contos de fada. Essa crítica é traduzida a) pela descrição da dura realidade da vida das operárias b) pelas decepções semelhantes às encontradas nos contos de fada. c) pela ilusão de que a beleza garantiria melhor sorte na vida e no amor. d) pelas fantasias existentes apenas na imaginação de pessoas apaixonadas. e) pelos sentimentos intensos dos apaixonados enquanto vivem o romantismo. 9 P0032434 | Literatura | Romantismo: Prosa Sobre a literatura brasileira, relacione a coluna da esquerda com a obra citada na coluna da direita. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) 3 - 4 - 1 - 5 - 2 b) 2 - 3 - 5 - 1 - 4 c) 3 - 5 - 4 - 1 - 2 d) 5 - 3 - 2 - 4 - 1 10 P0032445 | Literatura | Romantismo: Prosa Texto 4 20 [1] Às cinco horas da manhã estava de pé, vestindo- me para ir buscar Lúcia. Na véspera ao despedir-se de mim ela me dissera: – Amanhã mudo-me. Venha-me buscar ao romper do dia. Desejo... careço de entrar apoiada ao seu braço na casa onde vou viver a minha nova existência. [5] Achei-a pronta e esperando-me; os vestígios da comoção violenta que haviam produzido as amargas recordações desapareciam sob a plácida serenidade que reslumbrava de sua alma e dava à sua beleza uma https://app.planejativo.com/q/32422 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://app.planejativo.com/q/32434 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://app.planejativo.com/q/32445 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 4/34 suave limpidez. Partimos a pé, com a fresca da manhã; fizemos um dos mais belos passeios de que se pode gozar no Rio de Janeiro.[...] [10] Apesar da revelação da véspera, continuava a dar a Lúcia esse doce nome, que estava tão habituado a pronunciar. Uma vez porém ela olhou-me com uma expressão de mágoa: – Paulo – disse-me com brandura –, chama-me Maria! Desde então, quando eu pronunciava esse nome, sua alma tinha enlevos, e ela [15] acompanhava o movimento de meus lábios estremecendo de gozo, como se todo o seu corpo sentisse uma doce carícia. – Quando me chamas assim, Paulo – murmurava ela –, parece-me que tu me embebes e me afagas num só e imenso beijo que me envolve toda. [...] Almoçamos, como os pastores de Teócrito, frutas, pão e leite cru: ainda não [20] havia preparos de cozinha, nem fogo. Por volta de onze horas do dia chegou a criada, com uma menina de doze anos, linda e mimosa como um anjinho de Rafael. Era o retrato de Lúcia, com a única diferença de ter uns longes de louro cinzento nos cabelos anelados. ALENCAR, José de. Lucíola. Porto Alegre: L&PM, 2017. pp. 147 e 148. Analise as proposições em relação à obra Lucíola, José de Alencar, e aoTexto 4. I. Da estrutura “onde vou viver a minha nova existência” (linha 4), infere-se a decisão de Lúcia deixar no passado a vida de cortesã e iniciar uma nova vida com simplicidade e recato. II. As palavras desejar e carecer em “ Desejo...careço de entrar apoiada” (linhas 3 e 4) apresentam a mesma regência, pois ambas exigem como complemento as funções sintáticas objeto indireto e complemento nominal, sequencialmente. III. Em “Venha-me buscar” (linha 3) e “chama-me Maria” (linha 13) não há uniformidade de tratamento, quanto ao emprego do modo imperativo, uma vez que na primeira oração empregou-se a 3ª pessoa singular, e na segunda oração ocorreu o emprego da 2ª pessoa singular. IV. O uso do sinal gráfico da crase é facultativo em “dava à sua beleza” (linha 7), assim como em “Partimos a pé” (linha 8) V. No romance Lucíola, o personagem-narrador, Paulo, deixa fluir o seu “eu”, quando expõe seus sentimentos em relação ao que sentiu, viu e idealizou junto à mulher amada, evidenciando-se o subjetivismo – característica da Estética Romântica. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas II, III e V são verdadeiras. b) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras. c) Somente as afirmativas I, III e V são verdadeiras. d) Somente as afirmativas III, IV e V são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 11 P0032633 | Literatura | Romantismo: Prosa Leia o trecho do romance Senhora, de José de Alencar, para responder à questão. O aspecto da casa revelava, bem como seu interior, a pobreza da habitação. A mobília da sala consistia em sofá, seis cadeiras e dois consolos de jacarandá, que já não conservavam o menor vestígio de verniz. O papel da parede de branco passara a amarelo e percebia-se que em alguns pontos já havia sofrido hábeis remendos. O gabinete oferecia a mesma aparência. O papel que fora primitivamente azul tomara a cor de folha seca. Outra singularidade apresentava essa parte da habitação: era o frisante contraste que faziam com a pobreza carrança dos dois aposentos certos objetos, aí colocados, e de uso do morador. Assim, no recosto de uma das velhas cadeiras de jacarandá, via-se neste momento uma casaca preta, que pela fazenda superior, mas sobretudo pelo corte elegante e esmero do trabalho, conhecia-se ter o chique da casa do Raunier, que já era naquele tempo o alfaiate da moda. Ao lado da casaca estava o resto de um traje de https://app.planejativo.com/q/32633 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 5/34 baile, que todo ele saíra daquela mesma tesoura em voga; finíssimo chapéu claque do melhor fabricante de Paris; luvas de Jouvin cor de palha; e um par de botinas como o Campas só fazia para os seus fregueses prediletos. Passando à alcova, na mesquinha banca de escrever, coberta com um pano desbotado e atravancada de rumas de livros, a maior parte romances, apareciam sem ordem tinteiros de bronze dourado sem serventia; porta-charutos de vários gostos, cinzeiros de feitios esquisitos e outros objetos de fantasia. (Senhora, 2000. Adaptado.) O trecho refere-se a Fernando Seixas, personagem do romance Senhora. É possível verificar corretamente no fragmento a) a oposição entre a sofisticação de alguns objetos pessoais do personagem e o estado de degradação da casa e da mobília. b) a valorização, por parte do personagem, de sua vida íntima, evidenciada em seu desleixo com o vestuário social. c) o estado impecável dos objetos da casa, o que denota a riqueza do personagem e de sua família. d) a desorganização generalizada que atravessava a vida do personagem, do mobiliário da casa ao vestuário, de sua intimidade a sua imagem social. e) a tendência do personagem à reclusão e ao isolamento, o que fica expresso em seu vestuário e na simplicidade da mobília da casa. 12 P0032634 | Literatura | Romantismo: Prosa Sobre Castro Alves e sua obra, analise as afirmações RASCUNHO seguintes como Falsas (F) ou Verdadeiras (V). I. Castro Alves supera o extremado individualismo dos poetas anteriores, dando ao Romantismo um sentido social e revolucionário que o aproxima do Realismo. II. Sua obra, a exemplo de Vitor Hugo, toma duas direções: a poesia social e a poesia lírica. III.O poeta é o caso típico do intelectual convertido em homem de ação. Não apenas realizou uma poesia humanitária, como participou ativamente de toda a propaganda abolicionista e republicana. A sequência correta é a) F – F – F b) F – V – F c) F – V – V d) V – V – V e) V – F – F 13 P0032676 | Literatura | Romantismo: Prosa Assinale V para afirmações verdadeiras e F para as falsas. ( ) Os poemas finais da obra equilibram em parte a visão maniqueísta presente nas duas primeiras partes. ( ) O pessimismo, a atmosfera depressiva e o satanismo presentes em Lira dos Vinte Anos são influências das obras e das ideias de Lord Byron. ( ) Por serem poemas narrativos típicos do ultrarromantismo, não se encontram na obra rimas, versos metrificados ou musicalidade. ( ) O tema da traição, da interdição amorosa e dos sofrimentos de que padecem os que amam filiam a obra ao Realismo. ( ) Em Lira dos Vinte Anos estão presentes algumas características da prosa romântica, como o exagero descritivista, o nacionalismo ufanista e o pastoralismo. A sequência correta é: a) VFVVV b) VVFFF c) FVFFF d) VFFFF e) FFVVV 14 P0041280 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto CIVILIZAÇÃO A matéria saiu no New York Times, foi publicada na Folha de São Paulo; deveria ser bibliografia obrigatória do ensino fundamental à pós-graduação, deveria ser colada aos postes, lançada de aviões, viralizada nas redes sociais, impressa em santinhos, guardada na carteira, no bolso ou no sutiã e lida https://app.planejativo.com/q/32634 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://app.planejativo.com/q/32676 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://app.planejativo.com/q/41280 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 6/34 toda vez que a desilusão, o desespero, a melancolia ou mesmo o tédio batesse na porta, batesse na aorta: [5] “Para salvar Stradivarius, uma cidade inteira fica em silêncio”. Antonio Stradivari viveu entre 1644 e 1737 em Cremona, norte da Itália, cidadezinha que hoje conta com 72267 habitantes. Durante algumas décadas dos séculos XVII e XVIII, Stradivari produziu instrumentos de corda, como violinos, cujos sons quase quatro séculos de conhecimento acumulado não foram capazes de igualar. [10] Por muito tempo permaneceu um mistério o que fazia aqueles instrumentos tão diferentes dos demais, fabricados antes ou depois. Estudos recentes, porém, mostraram que, para além da artesania magistral do luthier*, um tratamento químico dado à madeira, à época da fabricação, interfere na qualidade do som dos instrumentos. O tempo de uso também entra na equação: a secura da madeira e a distância entre as fibras, causada [15] pela oxidação, são razões pelas quais, segundo o dr. Hwan-Ching Tai, autor de um estudo de 2016, “esses velhos violinos vibram mais livremente, o que permite a eles expressar uma gama mais ampla de emoções”. Se é verdade que os violinos Stradivarius, como muitos vinhos, melhoraram com o tempo, é inexorável que, em algum momento, avinagrem. Pois esse momento se aproxima: depois de quase [20] quatrocentos anos espalhando a melhor música que já foi ouvida, os violinos, violoncelos e violas de Cremona estão atingindo seu limite. Logo estarão frágeis demais para serem tocados e serão, segundo Fausto Cacciatori, curador do Museu do Violino de Cremona, “colocados para dormir”. Antecipando-se ao sono derradeiro, os moradores de Cremona criaram o Projeto Stradivarius. “Por cinco semanas,quatro músicos, tocando dois violinos, uma viola e um violoncelo, farão centenas de [25] escalas e arpejos, usando técnicas diferentes com arcos, ou dedilhando as cordas”, sob “trinta e dois microfones de alta sensibilidade”. Três engenheiros de som, trancados num quartinho à prova de qualquer ruído, no auditório do museu, gravarão cada uma das centenas de milhares de variações sonoras, de modo que, no futuro, será possível compor músicas com o som dos Stradivarius. O projeto já estava quase saindo do papel em 2017 quando os idealizadores perceberam que o barulho [30] em torno do museu impossibilitaria as gravações. O prefeito de Cremona, então, permitiu que as ruas da região fossem fechadas até que a última nota fosse imortalizada. A cidade calou-se e os Stradivarius começaram a cantar. Até meados de fevereiro, os 72267 moradores da cidadezinha italiana deixarão de buzinar suas lambretas, “nonas” evitarão gritar às janelas e amigos cochicharão pelas mesas dos cafés para que [35] daqui a quatrocentos anos um garoto em Cremona, Mumbai ou Reykjavik possa compor uma música com as notas únicas e inimitáveis saídas de instrumentos feitos à mão por um homem que morreu quase um milênio antes de esse garoto nascer. Acho que é disso que estamos falando quando falamos em civilização. ANTONIO PRATA Adaptado de www1.folha.uol.com.br, 27/01/2019. * Luthier: profissional especializado em instrumentos de cordas. Acho que é disso que estamos falando quando falamos em civilização. (l. 37-38) O termo “disso” se refere a praticamente toda a crônica de Antonio Prata e pode ser resumido como o esforço da comunidade para: a) renovar sua história social b) divulgar seu folclore regional c) preservar sua herança cultural d) pesquisar seu cancioneiro popular 15 P0041281 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto O CONTO A SEGUIR FOI RETIRADO DO LIVRO HORA DE ALIMENTAR SERPENTES, DE MARINA COLASANTI. CENA ANTIGA Amanhece o dia entre neblinas, quando o Bem e o Mal se encontram para mais um duelo. Escolhem as armas nos estojos, aproximam-se para o encontro ritual, encaram-se. Os padrinhos que aguardam ao lado do campo, escuros como as gralhas que saltitam entre restolhos, são instados a partir. Que não haja testemunhas. [5] Afastados estes, Bem e Mal guardam as armas, se envolvem em suas capas e caminham até a taverna mais próxima. Ali, frente a canecos cheios, discutirão estratégias e trocarão conselhos durante dias ou séculos, até o próximo duelo. O título “Cena antiga” alude à repetição de um ritual, evidenciada pelo seguinte trecho: https://app.planejativo.com/q/41281 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 7/34 a) Amanhece o dia entre neblinas, (l. 1) b) se encontram para mais um duelo. (l. 1) c) Que não haja testemunhas. (l. 4) d) caminham até a taverna mais próxima. (l. 5-6) 16 P0041325 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Texto O que vou dizer é um paradoxo: uma boa razão para o Brasil encarar com otimismo o futuro difícil que se desenha a sua frente para os próximos anos é o fantástico grau de desperdício que caracterizou o desenvolvimento do país. Se o Brasil aprender a evitar esse desperdício, nenhum grande milagre surgirá daí, mas estará sendo acionado um potencial de crescimento com baixo investimento. Não falo só de coisas como jogar fora o liquidificador que poderia ser consertado ou de aposentar um automóvel que ainda teria vida útil pela frente. Falo de coisas mais graves, de um tipo de desperdício menos visível, embutido em vários aspectos do cotidiano brasileiro. Vamos a alguns casos ilustrativos. Uma cidade como São Paulo, por exemplo, tem 42% de seus terrenos vazios e metade deles com área superior a 5.000 metros quadrados. Se uma porção reduzida desses terrenos — digamos, 10% deles — fosse utilizada para a plantação de hortas, teríamos algo em torno de 100.000 hortas familiares produzindo para a cidade e dando ocupação e comida a muita gente. Quando se fala do aproveitamento do lixo — outro assunto que merece atenção —, apela-se com frequência para uma visão sofisticada do que deva ser essa operação. Ora, o lixo é valioso, mas deve ser encarado com modéstia. Além de servir para nivelar terrenos erodidos, criando solo para a construção de moradias populares pelas próprias pessoas que vão habitá-las, ele pode ser transformado em adubo ou ainda gerar gás para movimentar ônibus. O brasileiro que vive no Sul come papaias da Amazônia e os moradores de Belém consomem alface do Sul. Gasta-se uma enormidade de energia no transporte desses produtos. Pergunto: por que não dar um jeito de plantar perto dos centros consumidores e com isso reforçar as economias locais, aproveitando o potencial latente de terras e mão-de-obra? E o que dizer do desperdício de combustível pelos veículos que circulam nas estradas do país? Todo motorista sabe que um carro bem regulado permite uma economia de 5% a 10% de combustível. Pois bem, um cálculo simples mostra que seria possível economizar 10.000 barris de óleo diesel por dia, no Brasil, com a simples manutenção correta dos motores dos caminhões e ônibus. Isso equivaleria a mais de 300.000 salários mínimos economizados mensalmente e a um aumento correspondente de vagas para trabalhadores em oficinas mecânicas, sem falar na economia de divisas. Coordeno um programa de estudos para a Universidade das Nações Unidas, com sede em Tóquio, que procura criar alternativas de desenvolvimento a partir de dois fatores fundamentais, o alimento e a energia. As crises alimentar e energética não apenas se conjugam como, infelizmente, se reforçam, já que energia cara significa sempre comida mais cara. O problema do desperdício, é bom notar, apresenta- se em todo o mundo, mas com configurações diferentes e possíveis soluções também diferentes. Entre os vários tipos de desperdício, o mais gritante é certamente o gasto de 970 bilhões de dólares por ano no mundo com armamentos. Isso significa que se queima quase dez vezes o valor de toda a dívida externa brasileira, a cada ano, com instrumentos de destruição. Argumentando-se com o texto, é CORRETO afirmar: a) O aproveitamento do lixo é solução sofisticada, e, portanto, inviável para o desperdício no Brasil. b) O aproveitamento do lixo urbano é de natureza versátil e economicamente c) A sofisticação na transformação do lixo urbano torna essa operação um exemplo de desperdício. d) A utilização do lixo para fins de urbanização é muito perigosa. e) Nenhuma alternativa anterior esta correta. 17 P0041349 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto TEXTO I https://app.planejativo.com/q/41325 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/41349 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 8/34 280 novos veículos por dia no estado Frota, que chega a quase 1,4 milhão, deve dobrar em 13 anos A cada dia, uma média de 280 novos veículos chega as ruas do Espírito Santo, segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES). No final do mês passado, a frota já era de 1 395 342 unidades, 105 mil a mais do que no mesmo mês de 2011. Os números incluem automóveis, motocicletas, caminhões e ônibus, entre outros tipos. De dezembro para cá, o crescimento foi de mais de 33 mil veículos. E, se esse ritmo continuar, a frota do Espírito Santo vai dobrar até 2025. O diretor-geral do Detran-ES relaciona o crescimento desses números a facilidade encontrada para se comprar um veículo. “Há toda uma questão econômica, da facilidade de crédito. Como oferecemos um transporte coletivo que ainda precisa ser melhorado,inevitavelmente o cidadão que pode adquire seu próprio veículo”. Os textos I e II tratam do mesmo tema, embora sejam de gêneros diferentes. Estabelecendo-se as relações entre os dois textos, entende-se que o Texto II tem a função de a) reprovar as medidas do governo de incentivo a aquisição do carro próprio. b) apontar uma possível alternativa para resolver a questão do excesso de veículos. c) mostrar a dificuldade de solução imediata para resolver o problema do crescimento da frota. d) criticar, por meio da sátira, as consequências do aumento da frota de veículos. e) responsabilizar a má qualidade do serviço de transporte pelo crescimento do número de veículos. 18 P0043090 | Artes | Maneirismo, Barroco e Rococó A exploração dos contrastes entre o claro e o escuro é própria da arte barroca, como é o caso da obra Judite e Holoferne. O tratamento de luminosidade empregado por Caravaggio nessa obra a) cria uma atmosfera de sonho e imaginação, por deixar algumas regiões do quadro na obscuridade. b) oculta os corpos na penumbra, eliminando do quadro qualquer traço de sensualidade. c) produz um envolvimento místico e distanciado da experiência cotidiana. d) enfatiza o drama e o conflito, conjugando realismo e artificialidade. e) recorta as figuras contra o fundo escuro, negando a profundidade. 19 P0043156 | Artes | Arte Renascentista Observe, com atenção, as telas “Nascimento de Vênus”, dos pintores Sandro Botticelli e Di Cavalcanti, respectivamente. https://app.planejativo.com/q/43090 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/479 https://app.planejativo.com/ver-aula/479 https://app.planejativo.com/q/43156 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/480 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 9/34 Assinale a alternativa INCORRETA, a respeito da comparação entre as telas. a) Na obra de Sandro Botticelli, vê-se que Vênus é representada como uma deusa, que ocupa o centro da tela; no quadro de Di Cavalcanti, Vênus parece mais humanizada. b) A nudez de Vênus, nas duas telas, expressa a liberdade dos pintores em contradizerem as tendências estéticas de sua época. c) As três figuras humanas que circundam Vênus, nas duas telas, convergem para ela suas atenções e olhares, como a referendar o tema da pintura. d) Pode-se concluir que a tela de Di Cavalcanti é uma releitura abrasileirada e modernista da tela de Sandro Botticelli. 20 P0043197 | Artes | Arte Moderna: Impressionismo e outros movimentos Observe a imagem abaixo. O quadro Bal du moulin de la Gallette, de Auguste Renoir, é um dos símbolos do Impressionismo. Ao retratar uma cena do cotidiano parisiense no final do século XIX, Renoir também retratou um período histórico da Europa que ficou conhecido como a) Os Trinta Gloriosos. b) O Longo Século XIX. c) O Breve Século XX. d) A Era das Revoluções. e) Belle Époque. 21 P0043228 | Artes | Música Os descobrimentos arqueológicos nas terras banhadas pelo rio Nilo, no final do século XIX, desencadearam uma espécie de egiptomia na Europa. Esse fascínio pelo país dos faraós encontrou sua apoteose musical na ópera Aída. Nessa época, crescia também a influência europeia no Egito, marcada pela construção do canal de Suez. Em 1869, Ismael Pascha, vicerei egípcio, encarregou o egiptólogo Auguste Mariette de encomendar a Giuseppe Verdi a composição de uma ópera para a inauguração do Teatro Real do Cairo durante as festividades de abertura do canal. 1871: “Aída” estreia na Ópera do Cairo. In: https://www.dw.com/pt/1871-a%C3%ADda-estreia-na-ópera-do-cai ro/a-1067300 O texto demonstra uma grande relação entre arte, https://app.planejativo.com/q/43197 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/484 https://app.planejativo.com/ver-aula/484 https://app.planejativo.com/q/43228 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/491 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 10/34 sociedade e política no século XIX. Sobre música e política no referido século, assinale a alternativa CORRETA. a) Louis-Hector Berlioz, juntamente com Victor Hugo, foi um dos grandes expoentes do movimento impressionista na França. b) Fryderyky Chopin, uma voz dissonante do romantismo na Europa, elaborou obras realistas contra a exploração dos operários. c) Franz Liszt, além de músico, foi um destacado economista do século XIX e um dos responsáveis pela política aduaneira alemã. d) Ludwig van Beethoven, um dos grandes críticos do governo de Napoleão, chegou a compor duas sinfonias contra o imperador. e) Giuseppe Verdi retratou o ideal da pátria em suas composições e fez parte do projeto de construção do movimento nacionalista italiano. 22 P0044875 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Leia a charge (figura) e o texto a seguir Texto Assim como [...] [Mário de Andrade] reconhece e afirma que há uma gota de sangue em cada poema, assim também, parafraseando o poeta, queremos reconhecer e sustentar que há uma gota de sangue em cada museu. [...] Admitir a presença de sangue no museu significa também aceitá-lo como arena, como espaço de conflito, como campo de tradição e contradição. Toda a instituição museal apresenta um determinado discurso sobre a realidade. Este discurso, como é natural, não é natural e compõe-se de som e de silêncio, de cheio e de vazio, de presença e de ausência, de lembrança e de esquecimento. CHAGAS, Mario Souza. Há uma gota de sangue em cada museu: a ótica museológica de Mario de Andrade. 2. ed. Chapecó: Argos, 2015. v. 1. p.19. Com base na charge (figura), no texto e na teoria de Pierre Bourdieu, é correto afirmar que museus expressam, também, a) o poder da ideologia dos que se impõem economicamente pela posse dos meios de produção. b) a consciência coletiva do conjunto da sociedade e suas formas de solidariedade. c) o arbitrário cultural ou leitura de mundo proposta pelos dominantes em uma estrutura específica. d) a ação racional com relação a valores visando combater a anomia social e preservar as instituições. e) o esforço da burguesia em demonstrar a existência de vencidos e, sobretudo, vencedores na história. 23 P0044996 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Transforme as locuções adjetivas destacadas em adjetivos, optando por uma das sugestões entre parênteses. I Não se impressione, são apenas chuvas de verão. (verânicas, estivais, pluviais) II Faça a catalogação dos livros por faixa de idade, pois isso facilita a consulta. (etária, vital, hereditária) III Desculpe, mas seu comportamento foi de criança. (senil, pueril, inadequado) IV Diferentemente de ontem, as águas do rio estão turvas. (hidroviais, rivais, fluviais) V Foram lindos encontros de irmãos motivados pela mesma fé. (irmanados, fraternos, magistrais) A resposta correta, de cima para baixo, é: https://app.planejativo.com/q/44875 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/44996 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 11/34 a) estivais, - hereditária - senil - hidroviais - magistrais b) verânicas - hereditária - pueril - fluviais - irmanados c) estivais - etária - pueril - fluviais - fraternos d) pluviais - vital - pueril - rivais - irmanados 24 P0045067 | Literatura | Romantismo: Prosa Quanto à matéria, o romance brasileiro nasceu regionalista e de costumes; ou melhor, pendeu desde cedo para a descrição dos tipos humanos e formas de vida social nas cidades e nos campos. O romance histórico se enquadrou aqui nesta mesma orientação; o romance _____________ constituiu desenvolvimento à parte, do ponto de vista da evolução do gênero, e corresponde a certas necessidades,poéticas e históricas, de estabelecer um passado heroico e lendário para a nossa civilização, a que os _____________ desejavam, numa utopia retrospectiva, dar tanto quanto possível traços autóctones. A figura dominante do período, _____________, passou por todas essas vertentes e em todas deixou boas obras. (Antonio Candido. Formação da literatura brasileira, 1975. Adaptado.) As três lacunas do texto são preenchidas por: a) urbano – românticos – Manuel Antônio de Almeida. b) indianista – românticos – José de Alencar. c) urbano – naturalistas – Aluísio Azevedo. d) urbano – românticos – José de Alencar. e) indianista – naturalistas – Aluísio Azevedo. 25 P0045247 | Literatura | Realismo Para esse movimento, o Homem só pode pretender compreender e explicar a realidade, partindo da observação direta e, se possível, também da experimentação, isto é, só pode pretender conhecê-la por via do conhecimento científico; e todo e qualquer objeto ou fato que se pretenda conhecer exatamente tem de ser submetido a rigoroso exame crítico, pois o espírito crítico é essencial ao conhecimento exato. (Antônio Soares Amora. História da literatura brasileira, 1965. Adaptado.) O texto refere-se ao movimento a) árcade. b) modernista. c) realista. d) romântico. e) simbolista. 26 P0046128 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Leia o texto do crítico de arte Jorge Coli para responder à questão. Dizer o que seja a arte é coisa difícil. Um sem- número de tratados de estética debruçou-se sobre o problema, procurando situá-lo, procurando definir o conceito. Mas, se buscamos uma resposta clara e definitiva, decepcionamo-nos: elas são divergentes, contraditórias, além de frequentemente se pretenderem exclusivas, propondo-se como solução única. Entretanto, se pedirmos a qualquer pessoa que possua um mínimo contato com a cultura para nos citar alguns exemplos de obras de arte ou de artistas, ficaremos certamente satisfeitos. Todos sabemos que a Mona Lisa, que a Nona sinfonia de Beethoven, que a Divina comédia, que Guernica de Picasso ou o Davi de Michelangelo são, indiscutivelmente, obras de arte. Assim, mesmo sem possuirmos uma definição clara e lógica do conceito, somos capazes de identificar algumas produções da cultura em que vivemos como sendo “arte”. Além disso, a nossa atitude diante da ideia “arte” é de admiração: sabemos que Leonardo ou Dante são gênios e, de antemão, diante deles, predispomo-nos a tirar o chapéu. Podemos, então, ficar tranquilos: se não conseguimos saber o que a arte é, pelo menos https://app.planejativo.com/q/45067 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/629 https://app.planejativo.com/q/45247 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/468 https://app.planejativo.com/q/46128 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 12/34 sabemos quais coisas correspondem a essa ideia e como devemos nos comportar diante delas. Infelizmente, esta tranquilidade não dura se quisermos escapar ao superficial e escavar um pouco mais o problema. O Davi de Michelangelo é arte, e não se discute. Entretanto, eu abro um livro consagrado a um artista célebre do século XX, Marcel Duchamp, e vejo entre suas obras, conservado em museu, um aparelho sanitário de louça, absolutamente idêntico aos que existem em todos os mictórios masculinos do mundo inteiro. Ora, esse objeto não corresponde exatamente à ideia que eu faço da arte. Assim, a questão que há pouco propusemos – como saber o que é ou não é obra de arte – de novo se impõe. Já vimos que responder com uma definição que parte da “natureza” da arte é tarefa vã. Mas, se não podemos encontrar critérios a partir do interior mesmo da noção de obra de arte, talvez possamos descobri- los fora dela. Para decidir o que é ou não arte, nossa cultura possui instrumentos específicos. Um deles, essencial, é o discurso sobre o objeto artístico, ao qual reconhecemos competência e autoridade. Esse discurso é o que proferem o crítico, o historiador da arte, o perito, o conservador de museu. São eles que conferem o estatuto de arte a um objeto. Nossa cultura também prevê locais específicos onde a arte pode manifestar-se, quer dizer, locais que também dão estatuto de arte a um objeto. Num museu, numa galeria, sei de antemão que encontrarei obras de arte; num cinema “de arte”, filmes que escapam à “banalidade” dos circuitos normais; numa sala de concerto, música “erudita” etc. Esses locais garantem- me assim o rótulo “arte” às coisas que apresentam, enobrecendo-as. Desse modo, para gáudio1 meu, posso despreocupar- -me, pois nossa cultura prevê instrumentos que determinarão, por mim, o que é ou não arte. Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea. Mas, por ora, o importante é termos em mente que o estatuto da arte não parte de uma definição abstrata do conceito, mas de atribuições feitas por instrumentos de nossa cultura, dignificando os objetos sobre os quais ela recai. (O que é arte, 2013. Adaptado.) 1gáudio: alegria; júbilo. Em “Para evitar ilusões, devo prevenir que a situação não é assim tão rósea.” (6° parágrafo), o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para o texto, por: a) simples. b) curiosa. c) enfadonha. d) instigante. e) louca. 27 P0046184 | Literatura | Modernismo: terceira geração Leia o poema “Sou um evadido”, do escritor português Fernando Pessoa, para responder à questão. Sou um evadido. Logo que nasci Fecharam-me em mim, Ah, mas eu fugi. Se a gente se cansa Do mesmo lugar, Do mesmo ser Por que não se cansar? Minha alma procura-me Mas eu ando a monte1, Oxalá que ela Nunca me encontre. Ser um é cadeia, Ser eu é não ser. Viverei fugindo Mas vivo a valer. (Obra poética, 1997.) 1 “andar a monte”: andar fugido das autoridades. Decorre da evasão empreendida pelo eu lírico https://app.planejativo.com/q/46184 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 13/34 a) sua cisão interna. b) seu desprezo pelo mundo. c) seu desejo de morrer. d) sua ausência de esperança. e) seu isolamento social. 28 P0046227 | Literatura | Romantismo: primeira geração Tal movimento não era apenas um movimento europeu de caráter universal, conquistando uma nação após outra e criando uma linguagem literária universal que, em última análise, era tão inteligível na Rússia e na Polônia quanto na Inglaterra e na França; ele também provou ser uma daquelas correntes que, como o Classicismo da Renascença, subsistiu como fator duradouro no desenvolvimento da arte. Na verdade, não existe produto da arte moderna, nenhum impulso emocional, nenhuma impressão ou estado de espírito do homem moderno, que não deva sua sutileza e variedade à sensibilidade que se desenvolveu a partir desse movimento. Toda exuberância, anarquia e violência da arte moderna, seu lirismo balbuciante, seu exibicionismo irrestrito e profuso, derivaram dele. E essa atitude subjetiva e egocêntrica tornou-se de tal modo natural para nós, tão absolutamente inevitável, que nos parece impossível reproduzir sequer uma sequência abstrata de pensamento sem fazer referência aos nossos sentimentos. (Arnold Hauser. História social da arte e da literatura, 1995. Adaptado.) O texto refere-se ao movimento denominado a) Barroco. b) Arcadismo. c) Realismo. d) Romantismo. e) Simbolismo. 29 P0046707 | Literatura | Realismo Instrução: A questão refere-se à obra As meninas, de Lygia Fagundes Telles. No bloco superior abaixo, estão listadas personagens do romance; no inferior, características dessas personagens. Associe adequadamente o bloco inferior ao superior. 1. Lorena Vaz Leme 2. Liade Melo Shultz 3. Ana Clara Conceição ( ) É modelo, viciada em drogas, e divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. ( ) Envolve-se na militância política contra a ditadura e presencia a prisão de seu namorado. ( ) É culta, vive trancada em seu quarto-concha, possui um passado trágico, relacionado à morte do irmão e à loucura do pai. ( ) É filha de mãe baiana, vai para São Paulo estudar Ciências Sociais, fugindo do passado sombrio do pai, um ex-militar nazista. A sequência correta, de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é a) 3 – 2 – 1 – 3. b) 2 – 3 – 3 – 2. c) 2 – 3 – 3 – 1. d) 1 – 2 – 1 – 2. e) 3 – 2 – 1 – 2. 30 P0046708 | Literatura | Modernismo: terceira geração Leia os segmentos abaixo do ensaio A nova narrativa, de Antonio Candido, sobre a ficção brasileira a partir da década de 1960. O esforço do escritor atual é inverso. Ele deseja apagar https://app.planejativo.com/q/46227 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/36 https://app.planejativo.com/ver-aula/36 https://app.planejativo.com/q/46707 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/468 https://app.planejativo.com/q/46708 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 14/34 as distâncias sociais, identificando-se com a matéria popular. Por isso usa a primeira pessoa como recurso para confundir autor e personagem, adotando uma espécie de discurso direto permanente e desconvencionalizado, que permite fusão maior que a do indireto livre. Esta abdicação estilística é um traço da maior importância na atual ficção brasileira. [...] Este ânimo de experimentar e renovar talvez enfraqueça a ambição criadora, porque se concentra no pequeno fazer de cada texto. Daí o abandono dos grandes projetos de antanho. [...] O ímpeto narrativo se atomiza e a unidade ideal acaba sendo o conto, a crônica, o sketch, que permitem manter a tensão difícil da violência, do insólito ou da visão fulgurante. Considere as seguintes afirmações. I - O autor procura justificar a tendência crescente de romances brasileiros narrados em primeira pessoa, que se verifica até hoje. II - Os “grandes projetos” podem ser exemplificados em obras como o Ciclo da cana-de-açúcar, de José Lins do Rego, como os Romances da Bahia, de Jorge Amado, como O tempo e o vento, de Erico Verissimo. III- O autor procura justificar a emergência de narrativas curtas no Brasil, como o conto e a crônica. Quais estão corretas? a) Apenas I. b) Apenas III. c) Apenas I e II. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 31 P0047853 | Artes | Arte contemporânea Em 2019, foram celebrados os 500 anos da morte de Leonardo da Vinci e os 100 anos de fundação, na Alemanha, da escola de arte e design Bauhaus, voltada para as relações entre arte e indústria. Essa dupla comemoração mostra a convergência entre arte e ciência. A esse respeito, observe as imagens a seguir. I Na exposição dedicada a Leonardo da Vinci, no Museu Galileu de Florença, um visitante observa o desenho de um poliedro vazado usado pelo artista para estudar a representação da tridimensionalidade. II No Centro Georges Pompidou, em Paris, estão expostas as poltronas idealizadas, na década de 1920, por Marcel Breuer, arquiteto e designer da Bauhaus. Em relação à atualidade do diálogo entre arte, ciência e tecnologia presente na obra de Leonardo da Vinci e da escola Bauhaus, assinale V para a afirmação verdadeira e F para a falsa. ( ) Leonardo da Vinci buscou compreender a relação entre representação artística e perspectiva, de modo análogo às pesquisas atuais acerca de percepção visual e imagens em 3D. ( ) Marcel Breuer aplicou os princípios da criação artística à produção de mobiliário e enfrentou o problema ainda contemporâneo de relacionar lógica de fabricação industrial, funcionalismo e design. ( ) A atualidade das pesquisas de Leonardo da Vinci e dos princípios da Bauhaus reside no modo como repensaram a relação entre arte e tecnologia, traço marcante da nossa era industrial. https://app.planejativo.com/q/47853 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/45 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 15/34 As afirmações são, respectivamente, a) V – F – V. b) V – F – F. c) F – V – V. d) V – V – F. e) V – V – V. 32 P0048039 | Literatura | Parnasianismo Ao coração que sofre, separado Do teu, no exílio em que a chorar me vejo, Não basta o afeto simples e sagrado Com que das desventuras me protejo. Não me basta saber que sou amado, Nem só desejo o teu amor: desejo Ter nos braços teu corpo delicado, Ter na boca a doçura de teu beijo. E as justas ambições que me consomem Não me envergonham: pois maior baixeza Não há que a terra pelo céu trocar; E mais eleva o coração de um homem Ser de homem sempre e, na maior pureza, Ficar na terra e humanamente amar. (Melhores poemas, 2000.) No poema, o eu lírico defende um amor a) recatado, que não revele as ambições secretamente cultivadas pelos amantes. b) idealizado, que valorize sua pureza sem se macular na comunhão física. c) sagrado, em que as aspirações espirituais superem as aspirações corpóreas. d) terreno, que se realize não só em sentimento, mas também fisicamente. e) contemplativo, que se alimente da imaginação e da distância entre os amantes. 33 P0048093 | Artes | Arte moderna no Brasil Observe esta famosa pintura: Na tela o pintor retrata, além do personagem do lavrador, uma paisagem de fundo integralmente tomada pela lavoura do café. Sobre a prática agrícola, tal como está expressa, é correto dizer que a) com o café plantado em linha, inclusive no morro, https://app.planejativo.com/q/48039 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/470 https://app.planejativo.com/q/48093 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/488 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 16/34 preservaram-se os solos, o que facilitou a recuperação do ambiente depois que a onda cafeeira passou. b) no primeiro plano, o lavrador lavra o morro, cujo destino será o do morro de fundo com plantações no seu topo, algo condenável nos dias de hoje. c) a ausência de curvas de nível na lavoura, tal como se percebe no morro, impedia o processo erosivo, pois, exposta a isso, a plantação seria prejudicada. d) lavouras a perder de vista como a retratada, sem nenhuma mancha de mata anterior, de fato não ocorreram; trata-se de uma liberdade do artista. 34 P0048106 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Leia o trecho inicial de “Conto alexandrino”, de Machado de Assis, para responder à questão. – O quê, meu caro Stroibus! Não, impossível. Nunca jamais ninguém acreditará que o sangue de rato, dado a beber a um homem, possa fazer do homem um ratoneiro1. – Em primeiro lugar, Pítias, tu omites uma condição: – é que o rato deve expirar debaixo do escalpelo2, para que o sangue traga o seu princípio. Essa condição é essencial. Em segundo lugar, uma vez que me apontas o exemplo do rato, fica sabendo que já fiz com ele uma experiência, e cheguei a produzir um ladrão... – Ladrão autêntico? – Levou-me o manto, ao cabo de trinta dias, mas deixou-me a maior alegria do mundo: – a realidade da minha doutrina. Que perdi eu? um pouco de tecido grosso; e que lucrou o universo? a verdade imortal. Sim, meu caro Pítias; esta é a eterna verdade. Os elementos constitutivos do ratoneiro estão no sangue do rato, os do paciente no boi, os do arrojado na águia... – Os do sábio na coruja, interrompeu Pítias sorrindo. – Não; a coruja é apenas um emblema; mas a aranha, se pudéssemos transferi-la a um homem, daria a esse homem os rudimentos da geometria e o sentimento musical. Com um bando de cegonhas,andorinhas ou grous, faço-te de um caseiro um viajeiro. [...] Em suma, os deuses puseram nos bichos da terra, da água e do ar a essência de todos os sentimentos e capacidades humanas. Os animais são as letras soltas do alfabeto; o homem é a sintaxe. Esta é a minha filosofia recente; esta é a que vou divulgar na corte do grande Ptolomeu. Pítias sacudiu a cabeça, e fixou os olhos no mar. O navio singrava, em direitura a Alexandria, com essa carga preciosa de dois filósofos, que iam levar àquele regaço do saber os frutos da razão esclarecida. Eram amigos, viúvos e quinquagenários. Cultivavam especialmente a metafísica, mas conheciam a física, a química, a medicina e a música; um deles, Stroibus, chegara a ser excelente anatomista, tendo lido muitas vezes os tratados do mestre Herófilo3. Chipre era a pátria de ambos; mas, tão certo é que ninguém é profeta em sua terra, Chipre não dava o merecido respeito aos dois filósofos. Ao contrário, desdenhava- os; os garotos tocavam ao extremo de rir deles. Não foi esse, entretanto, o motivo que os levou a deixar a pátria. Um dia, Pítias, voltando de uma viagem, propôs ao amigo irem para Alexandria, onde as artes e as ciências eram grandemente honradas. Stroibus aderiu, e embarcaram. Só agora, depois de embarcados, é que o inventor da nova doutrina expô-la ao amigo, com todas as suas recentes cogitações e experiências. – Está feito, disse Pítias, levantando a cabeça, não afirmo nem nego nada. Vou estudar a doutrina, e se a achar verdadeira, proponho-me a desenvolvê-la e divulgá-la. – Viva Hélios4! exclamou Stroibus. Posso contar que és meu discípulo. (Contos: uma antologia, 1998.) 1 ratoneiro: indivíduo que furta coisas de pouco valor; gatuno, larápio. 2 escalpelo: tipo de bisturi usado em dissecações anatômicas. 3 Herófilo: primeiro anatomista grego a fazer autópsias. 4 Hélios (ou Hélio): deus do sol e da luz. “os deuses puseram nos bichos da terra, da água e do ar a essência de todos os sentimentos e capacidades humanas.” (6° parágrafo) Ao ser transposta para a voz passiva, a oração transcrita assume, sem prejuízo para o seu sentido original, a seguinte forma: a) Os deuses poriam a essência de todos os sentimentos e capacidades humanas nos bichos da terra, da água e do ar. b) Todos os sentimentos e capacidades humanas foram postos na essência dos bichos da terra, da água e do ar pelos deuses. c) A essência de todos os sentimentos e capacidades humanas foi posta nos bichos da terra, da água e do ar pelos deuses. https://app.planejativo.com/q/48106 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 17/34 d) A essência de todos os sentimentos e capacidades humanas é posta nos bichos da terra, da água e do ar pelos deuses. e) Todos os sentimentos e capacidades humanas são postos na essência dos bichos da terra, da água e do ar pelos deuses. 35 P0048856 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto Leia o texto de Marcelo Lopes de Souza para responder às questões de 07 a 10. A resposta padrão à pergunta O que é desenvolvimento? gira em torno da aceitação de que desenvolvimento e de-senvolvimento econômico são sinônimos. Para muitos, esta é, ainda hoje, uma associação óbvia e imediata: tão óbvia e tão imediata que qualquer desconfiança a propósito de sua validade soa como uma impertinência. Seja lá como for, o presente autor tem sido, a esse respeito, radicalmente impertinente, tendo sua recusa da associação reducionista entre desenvolvimento e desenvolvimento econômico sido insistentemente martelada em vários trabalhos publicados anteriormente. Por que, entretanto, valeria a pena correr os riscos de semelhante afronta à opinião corrente? Principie-se pelo esclarecimento do que seja desenvolvimento econômico. Ora, esse não se refere a outra coisa que não ao aumento da capacidade de uma sociedade produzir mais bens e de uma maneira melhor (isto é, produtos melhores produzidos mais eficientemente), de modo a satisfazer necessidades humanas. Logo, ele diz respeito, na melhor das hipóteses, a meios para se atingirem maiores qualidade de vida, justiça social etc. e não a fins. No entanto, sob a guarida de uma certa ideologia do desenvolvimento, ainda hoje hegemônica, privilegia- se, na conceituação de desenvolvimento, exatamente sua dimensão econômica, levando a que se entronize um conceito que se define antes pelos meios, mediante os quais se pode aprimorar o modelo social capitalista, do que pelos fins que, de um ponto de vista social geral, deveriam nortear e dar concretude à expressão mudança para melhor. A referida ideologia, saliente-se, encobre interesses vinculados ao verdadeiro fim, que é a perpetuação desse modelo e, nesse contexto, dos benefícios de determinados grupos ou classes. (O desafio metropolitano, 2000.) "levando a que se entronize um conceito que se define antes pelos meios" (3º parágrafo) Em seu contexto, “entronizar um conceito” deve ser entendido como: a) atribuir a uma ideia um status elevado, ideal. b) considerar óbvia uma ideia que ainda não foi contestada. c) valorizar uma ideia a qual todos criticam. d) relativizar uma ideia que parece óbvia. e) tomar uma ideia, abstrata, como se fosse algo concreto. 36 P0049083 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto “ O vento da vida, por mais que cresça, nunca pode chegar a ser bonança; o vento da fortuna pode chegar a ser tempestade, e tão grande tempestade, que se afogue nela o mesmo vento da vida.” (Antônio Vieira, “Sermão de quarta-feira de cinza do ano de 1672”, em A Arte de Morrer. São Paulo: Nova Alexandria, 1994, p. 56.) No sermão proferido na Igreja de Santo Antônio dos Portugueses, em Roma, Vieira recorre a uma metáfora para chamar a atenção dos fiéis sobre a morte. Assinale a alternativa que expressa a mensagem veiculada pela imagem do vento. a) A vida dos fiéis é comparável à tranquilidade da brisa em alto-mar. b) A fortuna dos fiéis é comparável à força das intempéries marítimas. c) A fortuna dos fiéis é comparável à felicidade eterna. d) A vida dos fiéis é comparável à ventura dos navegadores. 37 P0049998 | Literatura | Modernismo: terceira geração https://app.planejativo.com/q/48856 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/49083 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/q/49998 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://app.planejativo.com/ver-aula/41 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 18/34 Um outro escritor, sim, mas teria que ser homem porque escritora mulher pode lacrimejar piegas. Considerando que o romance é de Clarice Lispector, pode-se inferir que a frase do narrador é irônica. Essa ironia está baseada na: a) relativização da opressão b) inclinação ao universal c) sofisticação da escrita d) crítica ao machismo 38 P0050559 | Português | Estratégias argumentativas e Interpretação de texto [1] Há alguns meses fui convidado a visitar o Museu da Ciência de La Coruña, na Galícia. Ao final da visita, o curador1 anunciou que tinha uma surpresa para mim e me conduziu ao planetário2 . Um planetário sempre é um lugar sugestivo, porque, quando se apagam as luzes, temos a impressão de estar num deserto sob um céu estrelado. Mas naquela noite algo especial me aguardava. [5] De repente a sala ficou inteiramente às escuras, e ouvi um lindo acalanto de Manuel de Falla. Lentamente (embora um pouco mais depressa do que na realidade, já que a apresentação durou ao todo quinze minutos) o céu sobre minha cabeça se pôs a rodar. Era o céu que aparecera sobre minha cidade natal – Alessandria, na Itália – na noite de 5 para 6 de janeiro de 1932,quando nasci. Quase hiper-realisticamente vivenciei a primeira noite de minha vida. [10] Vivenciei-a pela primeira vez, pois não tinha visto essa primeira noite. Provavelmente nem minha mãe a viu, exausta como estava depois de me dar à luz; mas talvez meu pai a tenha visto, ao sair para o terraço, um pouco agitado com o fato maravilhoso (pelo menos para ele) que testemunhara e ajudara a produzir. O planetário usava um artifício mecânico que se pode encontrar em muitos lugares. Outras [15] pessoas talvez tenham passado por uma experiência semelhante. Mas vocês hão de me perdoar se durante aqueles quinze minutos tive a impressão de ser o único homem desde o início dos tempos que havia tido o privilégio de se encontrar com seu próprio começo. Eu estava tão feliz que tive a sensação – quase o desejo – de que podia, deveria morrer naquele exato momento e que qualquer outro momento teria sido inadequado. Teria morrido alegremente, pois vivera a [20] mais bela história que li em toda a minha vida. Talvez eu tivesse encontrado a história que todos nós procuramos nas páginas dos livros e nas telas dos cinemas: uma história na qual as estrelas e eu éramos os protagonistas. Era ficção porque a história fora reinventada pelo curador; era História porque recontava o que acontecera no cosmos num momento do passado; era vida real porque eu era real e não uma personagem de romance. Adaptado de Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução: Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. Umberto Eco narra, no segundo parágrafo do texto, uma experiência surpreendente que vivenciou. a) tempo cronológico e reconstrução ficcional b) avanço tecnológico e ilusão cinematográfica c) registro documental e sonho cotidiano d) https://app.planejativo.com/q/50559 https://app.planejativo.com/materias/d/1 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://app.planejativo.com/ver-aula/27 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 19/34 narrativa biográfica e história universal Pode-se compreender essa experiência pela relação que se estabelece entre os seguintes elementos: a) tempo cronológico e reconstrução ficcional b) avanço tecnológico e ilusão cinematográfica c) registro documental e sonho cotidiano d) narrativa biográfica e história universal 39 P0050713 | Artes | Arte contemporânea Observe a figura a seguir. Na instalação da artista brasileira Cinthia Marcelle, verifica-se um conjunto de elementos do cotidiano escolar, como a lousa, o pó de giz e o apagador. Com base nessa instalação e nos conhecimentos sobre arte contemporânea, considere as afirmativas a seguir. I. Ao atestar que é Sobre este mesmo mundo, a instalação aponta para os sentidos das transformações do cotidiano escolar. II. O conjunto de elementos propostos e o modo como eles estão dispostos indicam o caráter temporal abordado pela instalação. III. A arte contemporânea desvela, por meio do que lhe é próprio, o que é, ao mesmo tempo íntimo e social, pessoal e cultural. IV. A produção de arte contemporânea, apartada de toda a temporalidade que a precede, abandona os materiais tradicionais e elege a instalação como forma ideal da arte. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e II são corretas. b) Somente as afirmativas I e IV são corretas. c) Somente as afirmativas III e IV são corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. e) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 40 P0050763 | Literatura | Realismo [1] Tínhamos lutado em silêncio, sem que nada mais se ouvisse do que os encontrões pelo soalho. No corredor, entretanto, vimos Aristarco que chegava como em socorro. Bento Alves passou; imobilizou-o com o olhar sem vista, esgazeado, medonho, de quem acaba de perpetrar um homicídio e desapareceu, trôpego, manchado de pó, lábios inflamados, desordem nos cabelos. [5] Aristarco veio sobre mim. Que explicasse a briga! Eu estava como o adversário, empoeirado e sujo como de https://app.planejativo.com/q/50713 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/45 https://app.planejativo.com/q/50763 https://app.planejativo.com/materias/d/2 https://app.planejativo.com/ver-aula/468 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 20/34 rolar sobre escarros. Respondi-lhe com violência. “Insolente”! rugiu o diretor. Com uma das mãos prendendo-me a blusa, a estalar os botões, com a outra pela nuca, ergueu-me ao ar e sacudiu. “Desgraçado! desgraçado, torço-te o pescoço! Bandalhozinho impudente! [10] Confessa-me tudo ou mato-te.” Em vez de confessar, segurei-lhe o vigoroso bigode. Fervia-me ainda a excitação do primeiro combate; não podia olhar conveniências de respeito. Esperneei, contorci-me no espaço como um escorpião pisado. O diretor arremessou-me ao chão. E, modificando o tom, falou: “Sérgio! ousaste tocar-me!” – Fui primeiro tocado! repliquei fortemente. [15] – Criança! feriste um velho! Reparei que havia no chão fios brancos de bigode. – Fui vilmente injuriado, disse. – Ah! meu filho, ferir a um mestre é como ferir ao próprio pai, e os parricidas serão malditos. O tom comovido deste final inesperado impressionou- me até o íntimo d’alma. Estava vencido. Fiquei por um [20] minuto horrorizado de mim mesmo. De volta do atordoamento, achei-me só no corredor. A saída dramática do diretor aumentou-me ainda remorsos. Houve uma reação de esforço moral e desatei nervosamente em pranto, chorei a valer, amparando-me ao peitoril de uma janela. Contava certo com um castigo excepcional, uma cominação qualquer do célebre código do arbítrio, em artigo cujo grau mínimo fosse a expulsão solene. [25] Esperei um dia, dois dias, três: o castigo não veio. Soube que Bento Alves despedira-se do Ateneu na mesma tarde do extraordinário desvario. Acreditei algum tempo que a minha impunidade era um caso especial do afamado sistema das punições morais e que Aristarco delegara ao abutre da minha consciência o encargo da sua justiça e desafronta. Hoje penso diversamente: não valia a pena perder de uma vez dois pagadores prontos, só pela futilidade de uma ocorrência, desagradável, não se duvida, mas sem testemunhas. [30] O caso morreu em segredo de discrição, encontrando-nos eu e o diretor num conchavo bilateral de reserva, como se nada houvesse. (POMPEIA, Raul. O Ateneu. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 200-202). É evidente, no penúltimo parágrafo do trecho transcrito, a presença de dois tempos: o tempo da história e o tempo do discurso. Assinale a alternativa correta quanto a estes tempos. a) Em ambos os tempos, o narrador-personagem manifesta sua admiração pelos procedimentos de Aristarco. b) A diferença entre os dois tempos é que Sérgio demorou, mas se arrependeu da atitude que teve quando era aluno da escola. c) A diferença entre os dois tempos é que Sérgio conviveu com remorsos durante longo tempo, mas depois se eximiu de culpa pelo episódio. d) A diferença entre os dois tempos é que Sérgio demora a perdoar Aristarco, mas decide, mais tarde, absolvê-lo da acusação de injusto. e) A diferença é que Sérgio demora a entender a decisão de Aristarco, mas, quando adulto, interpreta o episódio sob a perspectiva do dinheiro. 41 P0050873 | Artes | Arte contemporânea https://app.planejativo.com/q/50873 https://app.planejativo.com/materias/d/3 https://app.planejativo.com/ver-aula/45 https://planejativo.com https://planejativo.com planejativo@gmail.com 21/34 Leia o texto a seguir. O desenho rompe com todas as hierarquias, situa-se além de qualquer cronologia, revela seu próprio tempo e o tempo do artista. Além de “armar o braço” é, ao mesmo tempo, o mais confessional dos meios plásticos, diário íntimo, eletrocardiograma, rebeldia travada no meio da noite, solitariamente. Uma qualidade a mais, dizia, porque o desenho parece escapar à polêmica estéril entre vanguarda e retaguarda, entre o velho e o novo, navega imperturbável entre ismos e épocas. E permite