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SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br 1 – Diário de um fescenino Rubem Fonseca 1º. de janeiro Decidi, neste primeiro dia do ano, escrever um diário. Não sei que razões me levaram a isso. Sempre me interessei pelos diários dos outros, mas nunca pensei em escrever um. Talvez depois de considerá-lo terminado quando?, que dia? - eu o rasgue, como fiz com um romance epistolar, ou o deixe na gaveta, para, depois de morto, os outros - nem sei quem serão, pois não tenho herdeiros - resolverem o que fazer com ele. Ou, então, pode ser que eu o publique. "O bom diarista", disse Virginia Woolf, "é aquele que escreve para si apenas ou para uma posteridade tão distante que pode sem risco ouvir qualquer segredo e corretamente avaliar cada motivo. Para esse público não há necessidade de afetação ou restrição." Não me imporei restrições, porém sei que estarei sendo influenciado de várias maneiras, ao considerar a hipótese de ser lido pelos meus contemporâneos. Os autores de diários, qualquer que seja sua natureza íntima ou anedótica, sempre escrevem para serem lidos, mesmo quando fingem que ele é secreto. O Samuel Pepys, que codificou o seu diário, deixou pistas para ser decifrado. Nesse gênero literário, o autor fala sozinho numa, espécie de solilóquio. Aqui, porém, não apenas a minha voz, a do protagonista, será ouvida, mas também as dos outros, deuteragonistas e tritagonistas. (Podem me chamar de pedante, mas que nomes posso atribuir a esses outros, a partir do momento em que me denominei protagonista?) Confesso que, ao realizar essa tarefa, pretendo me exercitar na técnica de escrever em forma dialogada. Há escritores, talvez eu seja um deles, que têm um certo preconceito contra o uso freqüente de falas para descrever interações entre dois ou mais personagens. O teatro não pode prescindir do diálogo e o cinema pode contar alguma coisa sem usar diálogos graças ao close e outros truques de câmera, no entanto o que o cinema pode nos dizer com imagens nunca tem a mesma riqueza de significados da narrativa literária. Acho que fiz todos os meus livros de ficção sem diálogos por não os ter usado no primeiro que escrevi, que fez aquele sucesso todo. Tentei repetir o mesmo formato. Mas aqui pretendo contar o que acontece usando diálogos. Tentarei reproduzir fielmente as expressões verbais de meus interlocutores. Ao fim do dia, após digitar os diálogos junto com uma descrição sucinta do cenário e das circunstâncias em que eles ocorreram, arquivarei tudo na memória do meu computador. Talvez escapem gestos ou falas importantes, elipses estas que resultarão de preguiça e algum desleixo; e, por outro lado, é provável que eu inclua ações e alocuções inúteis. Os verbetes referentes a diários, journals e similares enchem várias páginas de qualquer enciclopédia. Os limites classificatórios desses textos são vagos. Numa firula taxinômica eu diria que não podem ser considerados diários, como muitos o fazem, o A JournalofthePlagueYear, do Defoe, ou o Diário de um sedutor, do SorenKierkegaard, que mais me parece um romance epistolar, assim como as Confissões, de Santo Agostinho, ou as Confissões de um comedor de ópio, do de Quincey, que devem ser rotulados como literatura confessional. Quatro exemplos apenas, em uma miríade possível. Texto extraído do livro “Diário de um fescenino”, Cia. das Letras - Rio de Janeiro, 2003, pág. 11. De acordo com o texto, marque nas assertivas abaixo, “V” para as verdadeiras e “F” para as falsas. Em seguida, marque a alternativa que contém a sequência de respostas CORRETA, na ordem de cima para baixo: ( ) O teatro não pode abrir mão do diálogo. ( ) As imagens produzidas pelo cinema possuem a mesma riqueza de significados presentes na narrativa literária. ( ) O cinema não pode substituir o diálogo pela imagem para contar uma história. ( ) As imagens produzidas pelo cinema não possuem a mesma riqueza de significados presentes na narrativa literária. A. F, V, V, V. B. V, F, V, V. C. V, F, F, V. D. V, V, V, F. 2 – Leia os trechos abaixo, retirados do livro “Recordações do escrivão Isaías Caminha". "Embora não tendo mais a velha crença, de que eles fossem inspirados pelos deuses, o meu respeito baseava-se em motivos mais modernos, concordes com o feitio de pensar do nosso tempo. Imaginava-os com uma tresdobrada força de sentidos e inteligência (...)" “Vi-o durante uma hora olhar tudo sem interesse e só houve um movimento vivo e próprio, profundo e diferencial, na sua pessoa, quando por perto de uma fornida (...)" Sobre os trechos é CORRETO afirmar que: Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br A. O narrador faz uma comparação da política de seu estado percebendo um grande e magnífico trabalho de seus políticos. B. O narrador demonstra observar a sociedade e se decepcionar com suas indiferenças para com o próximo. C. O narrador demonstra uma decepção com a indiferença dos políticos brasileiros. D. O narrador vê-se isolado por não possuir pessoas honestas para com a sociedade. 3 – Texto 2A01 Era um sábado de abril. B... chegara àquele porto e descera a terra, deu alguns passeios. Ao dobrar uma esquina, viu certo movimento no fim da outra rua, e picou o passo a descobrir o que era. Era um incêndio no segundo andar de uma casa. Polícia, autoridades, bombas iam começar o seu ofício. B... viu episódios interessantes, que esqueceu logo, tal foi o grito de angústia e terror saído da boca de um homem que estava ao pé dele. Não teve tempo nem língua em que perguntasse ao desconhecido o que era. Ali, no meio do fumo que rompia por uma das janelas, destacava-se do clarão, ao fundo, a figura de uma mulher. A mulher parecia hesitar entre a morte pelo fogo e a morte pela queda. A alma generosa do oficial não se conteve, rompeu a multidão e enfiou pelo corredor. Não se lembrava como pôde fazer isso; lembrava-se que, a despeito das dificuldades, chegou ao segundo andar. Tudo aí era fumo. O fumo rasgou-se de modo que ele pôde ver o busto da mulher... – A mulher, — disse ele ao terminar a aventura, e provavelmente sem as reticências que Abel metia neste ponto da narração, — a mulher era um manequim, posto ali de costume ou no começo do incêndio, como quer que fosse, era um manequim. A morte agora, não tendo mulher que levasse, parecia espreitá-lo a ele, salvador generoso. Desceu os degraus a quatro e quatro. Transpondo a porta da sala para o corredor, quando a multidão ansiosa estava a esperá-lo, na rua, uma tábua, um ferro, o que quer que era caiu do alto e quebrou-lhe a perna... Tratou-se a bordo e em viagem. Desembarcando aqui, no Rio de Janeiro, foi para o hospital onde Abel o conheceu. Contava partir em breves dias. Abel não se despediu dele. Mais tarde soube que, depois de alguma demora em Inglaterra, foi mandado a Calcutá, onde descansou da perna quebrada, e do desejo de salvar ninguém. Machado de Assis. Um incêndio. In: Obra completa de Machado de Assis, Vol. II, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. Internet:: (com adaptações). Conclui-se da leitura do texto 2A01 que o sentimento predominante da personagem principal em relação ao fato narrado é de A. frustração. B. medo. C. angústia. D. alívio. 4 – ILHA VISITÁVEL Carlos Castelo 7 de abril de 2022 Eu sou a crônica, sou natural ali do Rio de Janeiro. Sou eu quem leva o dia a dia para milhões de brasileiros.Esse ano completo 170 primaveras em nossas plagas. Não é pouca coisa. Após tanto tempo, posso afirmar até com certo orgulho: mesmo quem não frequenta jornais e revistas, me conhece. Já viu o Veríssimo, o Otto, a Clarice em minha companhia. Se não reparou, agora vou jogar pesado. Perdoe-me o leitor por abrir um parêntese tão avantajado, mas notem o que Machado de Assis – o próprio, de fardão e pincenê – declarou a meu respeito: Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia. Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Uma dizia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopada do que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica. Era só o começo. Andei na pena e no tinteiro de um sem-número de coroados das letras nacionais. Bandeira disse que sou um conjunto de quase nadas. Drummond foi mais longe, defendeu a minha inutilidade: O inútil tem sua forma particular de utilidade. É a pausa, o descanso, o refrigério do desmedido afã de racionalizar todos os atos de nossa vida (e a do próximo) sob o critério exclusivo de eficiência, produtividade, rentabilidade e tal e coisa. Tão compensatória é essa pausa que o inútil acaba por se tornar da maior utilidade, exagero que não hesito em combater, como nocivo ao equilíbrio moral. Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br E não são apenas poetas apontando a minha conveniência. Eis aí o crítico Antonio Candido, que não me deixa mentir (apesar de que, como sou cruza de ficção com jornalismo, até poderia). A crônica está sempre ajudando a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas. Em lugar de oferecer um cenário excelso, numa revoada de adjetivos e períodos candentes, pega o miúdo e mostra nele uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade insuspeitadas. Era para ficar inflada de contentamento. Acontece que, apesar de tanta fortuna crítica, desafortunadamente os anos 20 de hoje não são os 50 do século passado. [...] De lá para cá, muita coisa mudou. Jornais e revistas estão longe de ser o que foram sob Samuel Wainer ou Assis Chateaubriand. Minha presença era massiva, terminou sendo substituída por fotos de pratos de comida, gatinhos fofos, cãezinhos hilários, frases de autoajuda e dancinhas nas redes sociais. Os candidatos a me representar foram minguando. Refiro-me aos ótimos, os regulares fervilham por aí. Entretanto, como os talentosos ainda existem e não desistem, vou ocupando espaços como este. Afinal, eu sou a crônica. Nunca pretendi ser monumental, nem ciência exata. Sempre fui, e serei, como dizia o poeta, uma ilha visitável, sem acomodações de residência. Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/ilh a-visitavel/. Acesso em: 18 de abr. 2022. A partir da leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA. A. A crônica nasceu, no Brasil, no final do século XIX. B. A crônica focaliza as coisas pequenas do dia a dia, revelando sua importância escondida. C. Bandeira e Drummond são “coroados das letras nacionais”. D. A crônica é um gênero jornalístico e, como tal, demanda a veracidade dos fatos contados. 5 – O texto a seguir refere-se à questão. PRATOS QUEBRADOS Vladimir Safatle “Um homem não se recupera desses solavancos, ele se torna uma pessoa diferente e eventualmente a nova pessoa encontra novas preocupações.” Foi isso o que Scott Fitzgerald tinha a dizer depois de seu colapso nervoso. Ele se via como um prato quebrado, “o tipo que nos perguntamos se vale a pena conservar”. Prato que nunca mais será usado para visitas, mas que servirá para guardar biscoitos tarde da noite. De fato, há certos momentos no interior da vida de um sujeito nos quais algo quebra, que não será mais colado. Olhando para trás, é estranho ter a sensação de que andávamos em direção a esse ponto de ruptura, como se fosse impossível evitá- lo caso quiséssemos continuar avançando. Como se houvesse passagens que só poderiam ser vivenciadas como quebra. Talvez isso ocorra porque somos feitos de forma tal que precisamos nos afastar de certas experiências, de certos modos de gozo, para podermos funcionar. Dessa forma, conseguiremos fabricar um prato com nossas vidas, um prato pequeno. A mulher que precisa se afastar da maternidade, o homem que precisa se afastar de uma paixão na qual se misturam coisas que deveriam estar separadas: todos esses são casos de pratos fabricados para não passarem de certo tamanho. No entanto, somos às vezes pegos por situações nas quais acabamos por nos confrontar com aquilo que nos horroriza e fascina. Se quisermos continuar, sabemos que, em dado momento, o prato se quebrará, que ele nunca será recuperado, que talvez não funcionará “melhor”, até porque ele viverá com a consciência clara de que há vários pontos da superfície nos quais sua vulnerabilidade ficará visível. Como disse Fitzgerald, um homem não se recupera desses solavancos. Algo desse sofrimento fica inscrito para sempre. Mas ele também poderá descobrir que, mesmo depois da quebra, ainda é capaz de se colar, de continuar funcionando, um pouco como esses pratos que pintamos de outra forma para disfarçar as rachaduras. Se bem elaborada, tal experiência poderá levar à diminuição do medo daquilo que, um dia, fomos obrigados a excluir. Talvez aprendamos a compor com doses do excluído, já que a necessidade da exclusão não era simplesmente arbitrária, embora ela não precise ser radicalmente hipostasiada. Algo do excluído poderá ser trabalhado e integrado; algo deverá ser irremediavelmente perdido. Um dia, descobriremos que todos os pratos da sala de jantar estão quebrados em algum ponto e que é com pratos quebrados que sempre se ofereceram jantares. Os pratos que não passam por alguma quebra são pequenos e, por isso, só Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br servem para a sobremesa. No entanto, ninguém vai ao banquete por causa da sobremesa. Adaptado de: https://revistacult.uol.com.br/home/pratos- quebrados/. Acesso em: 18 abr. 2022. A partir da leitura do excerto “[...] a necessidade da exclusão não era simplesmente arbitrária, embora ela não precise ser radicalmente hipostasiada.”, é correto afirmar que A. apesar de não ser uma ação sem importância, a exclusão não deve ser feita de forma simples. B. a exclusão, ao mesmo tempo em que apresenta fundamentos plausíveis, não necessita ser tomada como algo absoluto, que deve ocorrer de maneira completa. C. embora a exclusão de algo quebrado não seja simples, ela tem de acontecer sempre e de forma radical, definitiva. D. a exclusão é algo que depende única e exclusivamente da vontade do indivíduo, sendo uma ação facultativa e extremamente violenta. 6 – TEXTO I Carta (CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.) Quanto às percepções de Caminha e do destinatário da carta, sobre a terra, é correto afirmar que A. o destinatário espera informações sobre ouro, prata e outros metais. Caminha vê a terra pela qualidade dos ares e da água. B. ambos estão preocupados em povoar a terra nova, mas sem se concentrar na agricultura e na extração de ouro e pedras preciosas. C. a terra para o destinatário vale principalmente por ser umcampo aberto para a propagação da religião de Portugal. D. Caminha busca o ouro e a prata, ao passo que o destinatário se concentra na religião e nas águas abundantes da terra nova. 7 – Assinale a frase a seguir em que a expressão todo / todo o está bem empregada. A. Alguns divórcios são amigáveis, mas todo o casamento é litigioso. B. Um estadista é um homem calmo que conta todo trabalho como algo sério e importante. C. Todo o mundo é oportunista, mas nem todos sabem sê-lo com oportunidade. D. A arte da guerra consiste em vencer todo o inimigo sem combater. 8 – Texto V (https://www.aofergs.com.br/salve-21-de-abril- dia-do-policial-militar/acesso em 22.3.2021) O texto, homenageando os policiais civil e militar, considera esses profissionais como disponíveis, corajosos e sempre prontos para agir. Considerando que as frases iniciais do texto digam respeito a esses profissionais, deve-se concluir que eles A. não sentem medo. B. atuam a despeito do medo. C. agem motivados pelo medo. D. atuam se provocados pelo medo. 9 – Assinale a opção em que todas as palavras destacadas estão corretas quanto ao emprego do “s”. A. Estupides, francês, sacerdotisa, diurese. Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br B. Exegese, destresa, cicatris, suspensão. C. Gasoso, puser, catequese, canalisação. D. Pretensão, repulsa, cheirosa, marquesa. 10 – Marque a alternativa que classifica as palavras abaixo quanto à acentuação, respectivamente: Tábua / Céu / Tórax A. Paroxítona / Paroxítona / Paroxítona. B. Oxítona / Monossílabo átono / Paroxítona. C. Paroxítona / Monossílabo tônico / Paroxítona. D. Monossílabo átono / Paroxítona / Oxítona. 11 – Texto 2 Considere a fala da primeira personagem: “Você devia aproveitar, Júnior, sair lá fora para brincar e se conectar com a mãe natureza!”. Assinale a opção em que o emprego da virgula foi utilizado pelo mesmo motivo. A. Amante da mãe natureza, Júnior gosta de passear pelas reservas florestais. B. Saia um pouco de casa, mas não brinque até tarde lá fora, Júnior. C. Júnior, saindo de casa, aproveitou para conectar-se com a mãe natureza. D. Para Júnior, não vale a pena sair de casa, pois não há wi-fi na natureza. 12 – Nas alternativas abaixo, marque “V” se for verdadeira ou “F” se for falsa. Em seguida, marque a alternativa que contém a sequência de respostas CORRETA: ( ) As flores têm pétalas vermelhas. (oração com sujeito simples) ( ) Havia flores na varanda. (Oração sem sujeito) ( ) Amanheceu subitamente. (Oração sem sujeito) ( ) Fazia um calor terrível. (oração com sujeito simples/paciente) A. ( ) V, V, V, F. B. ( ) V, V, F, V. C. ( ) F, V, V, V. D. ( ) V, F, V, V. 13 - Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br Leia o trecho a seguir: “(…) vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.” (linhas 6 e 7). As palavras sublinhadas são um exemplo de cacofonia, um vício de linguagem que ocorre quando a junção de sons entre palavras ecoa de forma desagradável. Marque a alternativa que representa um exemplo de cacofonia. A. Eu a vi na padaria. B. Eu vi ela na rodoviária. C. Deram um beijo em sua boca. D. Ele a ama muito. 14 – Assinale a opção que apresenta a mesma quantidade de fonemas presentes na palavra “ficha”. A. Xadrez. B. Fixo. C. Cheque. D. Carros. 15 – Leia o texto para responder a questão. Mesa farta A alimentação, além de necessidade biológica, é um complexo sistema simbólico de significados sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a fome como o pior desastre. Ele sabia do que falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste Negra no século 14. O desespero levava pessoas a comer de tudo, muitas morrendo com a boca cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta de comida. Nos séculos 16 e 17, os livros trazem justificativas médicas para o consumo de certos alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas como “entradas” para acalmar o estômago, quando misturadas ao açúcar passam a sobremesas. É o momento em que o açúcar, anteriormente consumido como remédio, invade a Europa por força das exportações portuguesas. De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e o chá. O café, por exemplo, era recomendado pelo médico de dom João V, rei de Portugal, por sua capacidade de “confortar a memória e alegrar o ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas ou cartas. A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, chá e chocolate acompanhados de bolos e outros doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um saber sobre a cozinha se formalizava e livros especializados batiam os 300 mil exemplares. O comer tornou-se menos encher o estômago e mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos passaram de um nível a outro: a batata, primeiramente servida aos porcos, depois de alimentar massas de camponeses, ganhou status de alimento fino, graças às receitas do chef francês Parmentier. Antigamente, o comer acontecia em momentos regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com grande carga simbólica. Hoje, comemos abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental importância. Em muitas casas e restaurantes, as pessoas comem na frente da TV, ou seja, ingerindo comida sem investimento simbólico, sem prazer de estar junto na descoberta da refeição. Em todas as esferas da vida, encontramos metáforas alimentares: em relação ao sexo, falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em relação aos textos e aos livros, dizemos que podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar que saber e sabor são palavras derivadas do mesmo radical: sapere, ter gosto. (Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 2014. Adaptado) * Dante Alighieri, escritor italiano. Considere o texto. Café, chocolate e chá tornaram-se bebidas muito apreciadas quando _______ o açúcar. Já as frutas, alguns estudiosos _______, até então, apenas um remédio; porém, associadas ao açúcar, passaram a saborosas sobremesas. De acordo com a colocação dos pronomes e com o emprego do sinal indicativo de crase determinados pela norma-padrão, as lacunas desse texto devem ser preenchidas, respectivamente, por: A. se adicionou a elas … haviam considerado-as B. se adicionou à elas … as haviam considerado C. se adicionou à elas … haviam considerado-as D. se adicionou a elas … haviam-nas considerado 16 – Texto para a questão. Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br (https://www.galeria56.com.br/profissoes/copia- advogado-aprofissoes, acesso em 26.3.2021) O gerúndio presente em “Profissional que, trabalhando na polícia, zela pela manutenção da ordem e pela segurança dos cidadãos” tem valor de A. lugar: onde trabalha. B. causa: já que trabalha. C. condição: caso trabalhe. D. consecutivo: tanto que trabalha. 17 – Em todos os enunciados abaixo, a concordância está correta, EXCETO em: A. em bastantes situações, nós sentiamos que ganhávamos muito menos do que realmente precisávamos. B. fazia muitos meses que Karina tomava seu café sempre correndo, pois estava, diariamente, bastante atrasada. C. a maior parte das pessoas se acostumam a esperar tranquilamente, haja vista que fazem isso o dia inteiro. D. podem haver vários momentos em que eu sorrio e espero mesmo um meio sorrisosincero de volta. 18 – cósmico. No mundo contemporâneo, por exemplo, a teoria darwinista abraçará essa visão sombria do destino de tudo que respira sobre a Terra. Essa imagem de que tudo no fundo é acaso aparece, por exemplo, em autores como Maquiavel, em seu clássico O príncipe. Como todo autor de sua época, ele chama o Acaso cego de “Fortuna”. O outro conceito que ele trabalha é o de “Virtú” (tradução do termo grego “Aretê”, que significa virtude, força). Quais são as características de “um príncipe virtuoso”? Ele observa o comportamento das pessoas e percebe que a maioria sempre é previsível, medrosa, interesseira e volúvel. A marca da vida é a precariedade, e isso horroriza as almas fracas. O medo é frequente, e o amor, raro. A traição, uma banalidade; a fidelidade, um milagre. Ele sabe que deve amar sua esposa (ou marido, se for uma “princesa”), mas confiar apenas em seu cavalo. E que deve antes ser temido do que amado, porque o amor cobra constantes provas e tem vida curta, enquanto o medo pede pouco alimento e tem vida longa. Acima de tudo, o virtuoso é um solitário porque é obrigado a viver num mundo devastado por uma consciência mais radical e mais violenta do que os outros mortais. Nesse universo é que ele tomará suas decisões. Não pode sonhar com um mundo que não existe, nem contar com pessoas que vivem de ilusões. Ainda que vivamos em épocas dadas a papos furados como “humanismo em gestão empresarial”, é nesse mesmo universo que são tomadas as decisões de quem tem por destino ser responsável por muita gente e muitos lucros. Do “príncipe” atual, longamente exposto às fraquezas humanas, é exigida a dor da lucidez, do silêncio e da solidão. A crueldade do mundo é parte de seu café da manhã, e a efemeridade do sucesso é seu pesadelo cotidiano. (Luiz Felipe Pondé, O trágico cotidiano. Disponível em: https://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br. Acesso em 28.06.2021. Adaptado) Assinale a alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância e de colocação de pronomes átonos. A. Príncipes virtuosos dedicam-se a observar comportamentos da pessoa que os cercam, avaliando-lhes previsibilidade e interesse, vendo se comportam-se com medo. B. Dado as circunstâncias em que vive, o virtuoso nunca permite-se sonhar com um mundo inexistente; a rigor, pessoas que se alimenta de ilusão não o ajuda em nada. C. É constatado, muito frequentemente, uma visão sombria acerca do destino das coisas todas, não excluindo-se a teoria darwinista que considera-as efêmeras e nos põem alertas. D. Houve em todos os tempos pessoas que temeram o príncipe, consideraram-no temível em razão de suas virtudes, as quais se expressam também na solidão de que se vê cercado. Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br 19 – Leia o texto, para responder à questão. É conceito da moda. Usam em encontros motivadores. Na Física, é a volta à forma original após uma deformação. O termo se origina da capacidade de ricochetear, de saltar novamente. Por extensão, usamos para falar de quem sofre pressão e consegue manter seus objetivos. Uma pessoa resiliente ideal teria três camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe sem desabar. Ouve a crítica e não “desaba”, vive a frustração sem descontrole, experiencia a dor e continua de pé. A primeira etapa da resiliência é administrar o golpe, o revés, o erro, a decepção. O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte do que as ondas das adversidades. O segundo estágio é a recuperação/aprendizagem. Combinam-se os dois conceitos. Sinto o golpe, não desmonto (fase um) e ainda recupero a posição anterior ao golpe com o acréscimo de algo novo. Toda dor contém sua lição. Ninguém duvida disso. O resiliente consegue aprender com o golpe sentido. O terceiro momento do modelo perfeito é a ressignificação da estratégia e da consciência a partir do aprendizado. O tipo aqui descrito nunca se vitimiza, mesmo se for a vítima. Não existe lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor existe, foi sentida, houve reação com aprendizado e dele surgiu um novo ser, mais forte e mais sábio. É bom descrever tipos perfeitos. Quase sempre são inexistentes. São como a biografia de santos medievais: sem falha, diamantes sem jaça; modelos e, como tal, inatingíveis. Existe um propósito didático de mostrar a perfeição para nós que chafurdamos no lodo da existência banal. Todos temos graus variados de resiliência diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma coisa não invalida a outra. Como narrativa de santos, o modelo perfeito serve como para indicar o ponto no qual não me encontro, porém devo reagir para almejá-lo. Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo. O conto extraordinário de Kafka, Um Artista da Fome, fala de um homem com extrema resiliência para aguentar jejuns prolongados. Era um herói! Ao final, emitiu a verdade surpreendente. Ele não era um homem de vontade férrea, apenas nunca havia encontrado um prato que… o seduzisse realmente. Seu paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita geral da resiliência: a serenidade diante das coisas que, na verdade, não nos atingiram. Esperança ajuda sempre. (Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. Disponível em: https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 20.01.2021. Adaptado) Observe o emprego dos parênteses e dos dois- pontos nas passagens. O tipo ideal que estamos tratando sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é de fato) mais forte do que as ondas das adversidades. Sempre é bom ser resiliente e todos os palestrantes e livros têm razão: sem resiliência em algum grau, épico ou homeopático, é impossível enfrentar o mundo. É correto afirmar que A. os parênteses isolam um comentário que reitera uma afirmação anterior; os dois- pontos introduzem um comentário que retifica uma afirmação anterior. B. os parênteses isolam um comentário que reduz o sentido da afirmação anterior; os dois- pontos introduzem um esclarecimento genérico acerca da afirmação anterior. C. tanto os parênteses quanto os dois-pontos introduzem comentários com intuito de levar o leitor a discordar do ponto de vista do autor. D. os parênteses isolam um comentário que se põe como alternativa a uma afirmação anterior; os dois- -pontos introduzem um comentário que reforça a afirmação anterior. 20 – Sobre a Escrita... Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O som de minha máquina é macio. Que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu jogo com elas como se lançam dados: acaso e fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada palavra materializa o espírito. Quanto mais palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar o meu sentimento. Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos. Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas. Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê- la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade.Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade. Simplesmente não há palavras. O que não sei dizer é mais importante do que o que eu digo. Acho que o som da música é imprescindível para o ser humano e que o uso da palavra falada e escrita são como a música, duas coisas das mais altas que nos elevam do reino dos macacos, do reino animal, e mineral e vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes. Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranquilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora. Simplesmente as palavras do homem. (Clarice Lispector) Fonte: contobrasileiro.com.br/sobre-a-escrita- conto-declarice-lispector/ Sobre o fragmento “Eu jogo com elas [as palavras] como se lançam dados: acaso e fatalidade." (§2), é correto afirmar que: A. os dois pontos introduzem um esclarecimento sobre a frase anterior, detalhando como ocorre o processo de escrita para a autora. B. evidencia a crença da autora de que foi ao acaso que se tornou escritora e que a escrita é como um jogo para ela. C. revela que a autora utiliza-se de estratégias predefinidas para escrever D. os dois pontos introduzem a citação do discurso interior da autora. 21 – Fragmento 1: Fabiano atentou na farda com respeito e gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás da Bolandeira: − Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, contanto, etc. É conforme. ... (...) Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, não sabia explicar-se. Estava preso por isso? Como era? Então mete-se um homem na cadeia porque ele não sabe falar direito? Fragmento 2: (...) Ele nunca tinha ouvido falar em inferno. Estranhando a linguagem de Sinha Terta, pediu informações. Sinha Vitória, distraída, aludiu vagamente a certo lugar ruim demais, e como o filho exigisse uma descrição, encolheu os ombros. ... (...) Não obteve resposta, voltou à cozinha, foi pendurar-se a saia da mãe: − Como é? Sinha Vitória falou em espetos quentes e fogueiras. − A senhora viu? Aí Sinha Vitória se zangou, achou-o insolente e aplicou-lhe um cocorote. O menino saiu indignado com a injustiça (...). Os fragmentos são de Vidas Secas, de Graciliano Ramos. No fragmento 1, Fabiano foi preso pelo soldado amarelo e, no 2, o menino mais velho é castigado por querer satisfazer uma curiosidade. A partir dos excertos, pode-se dizer que a obra aborda a questão da linguagem como: A. Privilégio de uma elite social que a usa como forma de manter um status dentro da comunidade na qual está inserida. B. Representação da cultura oficial e um anseio da população mais carente, ávida de um instrumento de defesa. C. Instrumento de poder e repressão, uma vez que quem não a possui é vítima da violência física e psicológica. D. Manipulação de conceitos abstratos, permitindo a quem domina a linguagem alterar o significado dos paradigmas. 22 – Iriam para diante, alcançariam uma terra desconhecida. Fabiano estava contente e acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. (...) E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. (...) Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos. (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Martins, 27. ed., s/d, p. 172) Nessas frases finais do romance Vidas secas, A. A família de migrantes anima-se ao ter notícias de que uma vida melhor já lhes estava reservada. B. Como que voltando ao ponto inicial da narrativa, a família põe-se em marcha, tocada pela seca. C. O temor silencioso que assalta Fabiano e sua família é o de se manterem presos à terra desconhecida. D. O narrador faz ver ao leitor quão atípica se tornou a situação daquela família de nordestinos. 23 – O livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, se esforça para revelar a desumanização promovida pela seca nos personagens. Dessa forma, com relação aos personagens da obra, é correto afirmar que A. Fabiano, o pai, oscila entre a condição de homem e a de animal. B. Sinhá Vitória, a mãe, acompanha a condição de seu marido. C. O filho Menino mais Novo se identifica com a mãe. D. O filho Menino mais Velho se identifica com o pai. 24 – Iriam para diante, alcançariam uma terra desconhecida. Fabiano estava contente e acreditava nessa terra, porque não sabia como ela era nem onde era. (...) E andavam para o Sul, metidos naquele sonho. Uma cidade grande cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, aprendendo coisas difíceis e necessárias. (...) Chegariam a uma terra desconhecida e civilizada, ficariam presos nela. E o sertão continuaria a mandar gente para lá. O sertão mandaria para a cidade homens fortes, brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos. (RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Martins, 27. ed., s/d, p. 172) Publicado em 1938, o romance Vidas secas tem como contexto histórico e literário A. A consagração do movimento modernista, notadamente quanto à nova forma narrativa que nele se preconizava. B. Um conjunto de textos ficcionais, os quais se restringiam à análise de caracteres e à investigação psicológica. C. Uma sucessão de movimentos locais libertários, provocados sobretudo pelo descontentamento com a República. D. Um conjunto de obras ficcionais pelo qual se revelavam aspectos socioeconômicos de regiões brasileiras. 25 – Vidas Secas, de Graciliano Ramos, obra da segunda fase do Modernismo brasileiro, conta a saga de uma família de retirantes, marcada por uma ostensiva exclusão social. Texto III [...] Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando: - Você é um bicho, Fabiano. Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho capaz de vencer dificuldades. Chegara naquela situação medonha – e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha. - Um bicho, Fabiano. [...] Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde cair morto, passara uns dias mastigando raiz de imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano fizera-se desentendido e oferecera seus préstimos, resmungando, coçando os cotovelos, sorrindo aflito. O jeito que tinha era ficar. E o patrão aceitara-o, entregara-lhe as marcas de ferro. Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali. Aparecera como um bicho, mas criara raízes, estava plantado. Olhou as quipás, os mandacarus e os xiquexiques. Era mais forte que tudo isso, era como as catingueiras e as baraúnas. Ele, a sinhá Vitória, os dois filhos e a cachorra Baleia estavam agarrados à terra. Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br [...] Entristeceu. Considerar-se plantado em terra alheia! [...] RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 127 ed. Rio de Janeiro: Record, 2015. Com marcas temporais adequadas, o narrador usa o recurso do flashback para A. Fazer digressões do narrador, fora do contexto das personagens. B. Fazer valer momentosmemoráveis da vida de uma das personagens. C. Focar o cenário onde se passa a história narrada. D. Dar maior dinamismo à fala das personagens. 26 – According to the chart, write T for true and F for false, then choose the right alternative. ( ) Even if people wanted to help, there wouldn’t be much they could do. ( ) People help when they don’t purchase goods made out of animals’ fur. ( ) Few people believe education is the main key to help endangered animals. ( ) Many people believe that giving some of your time to work for charities help endangered animals. A. T - T - F - F B. F - F - T - T C. T - F - T - D. F - T - F - T 27 – Mark the option that completes the paragraph below correctly. Cooking in Britain is now a spectator sport. _________ love watching famous chefs cook on TV, and ______ books ______. But do ______ use _____ ? (Adapted from OXENDEN, Clive et al. New English File - Elementary. OUP, 2011. p. 51.) A. It / it / their / they / them B. They / they / theirs /we / it C. They / they / ours / they / its D. We / we / their / we / them 28 – IMO Action Plan to address marine plastic litter from ships IMO?s Marine Environment Protection Committee (MEPC) in 2018 adopted the International Maritime Organisation (IMO) Action Plan to address marine plastic litter from ships, which aims to enhance existing regulations and introduce new supporting measures to reduce marine plastic litter from ships. What is marine litter? Plastic materials in all shapes and sizes are omnipresent in our seas and oceans. They break down extremely slowly in the marine environment, taking in excess of 400 years. Marine litter originates from many sources and causes a wide spectrum of environmental, economic, safety, health and cultural impacts. For example, marine litter can cause harm to sea life if ingested or even death if a marine mammal becomes entangled in litter. Marine litter has been defined by UN Environment (United Nations Environment) as “any persistent, manufactured or processed solid material discarded, disposed of or abandoned in the marine and coastal environment. Marine litter consists of items that have been made or used by people and deliberately discarded into the sea or rivers or on beaches; brought indirectly to the sea with rivers, sewage, storm water or winds; accidentally lost, including material lost at sea in bad weather (fishing gear, cargo); or deliberately left by people on beaches and shores.” Marine litter, including plastics and microplastics, is known to result from land-based sources in massive quantities but can also originate from Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br ships. Debris particles have been observed in coastal areas, in waters far from anthropogenic pollution sources, in surface waters, in the water column of deep water and in ocean sediments, and from the equator to the poles, including trapped in sea ice. UN Environment estimates that 15% of marine litter floats on the sea's surface, 15% remains in the water column and 70% rests on the seabed. According to another study, 5.25 million plastic particles, weighing 268,940 tonnes in total, are currently floating in the world”s oceans. What problems does marinelitter cause? In addition to the environmental and health problems posed by marine litter, floating garbage and plastics pose a costly as well as dangerous problem for shipping, as they can be anavigational hazard and become entangled in propellers and rudders. Another problem requiring urgent remedial action is the massive accumulation of plastics, not only in coastal areas but also in the deep sea. This litter is harmful to marine life: sea creatures can become trapped inside containers or strangled by nets or ropes, and microplastics can also enter the food chain as they are indigestible when swallowed. (Adapted from https://www.imo.org In which statement is the word well an adjective? A. The injured turtle is well now. B. The mammal was well treated. C. Tears well in eyes when turtles are back to the sea. D. Well, I agree that some species are extinct. 29 – Which modal verbs are used when asking for permission? A. Can – could – may. B. Might – should – ought to. C. Would – must – should. D. Shall – will – might. 30 – If you want to play poker, you _____ keep your best cards, you _____ tell others what cards you have, and you _____look at my cards A. have to - don’t have to - can’t to B. must to - have to - can to C. should - shouldn’t - mustn’t D. don’t have to - must - shouldn’t to 31 – Acerca dos direitos e deveres individuais e coletivos, assinale a opção correta. A. Segundo a CF, todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, mediante prévia autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local. B. É livre a manifestação do pensamento, sendo garantido o anonimato. C. A lei penal poderá retroagir para beneficiar o réu. D. A CF garante a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal, mediante o pagamento das respectivas taxas. 32 – Maria, vereadora do Município Alfa, solicitou que sua assessoria analisasse a compatibilidade, com a ordem constitucional, de eventual projeto de lei que estabelecesse uma disciplina específica para os contratos de compra e venda de banana, o que derivava da elevada produção local, dos períodos de entressafra e da forma específica de comercialização no território do Município, no qual era comum a realização de trocas, sem a utilização da moeda nacional. A. A assessoria respondeu corretamente que eventual projeto de lei seria B. Constitucional, desde que sejam observadas as normas gerais editadas pela União. C. Inconstitucional, pois compete privativamente à União legislar sobre a matéria. D. Inconstitucional, pois compete concorrentemente à União e ao Estado legislar sobre a matéria. 33 – Não se inclui entre as competências constitucionais da Polícia Federal: A. exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União. B. prevenir e reprimir o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária. C. exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras. D. apurar infrações penais em detrimento de bens, serviços e interesses da União, suas entidades descentralizadas e em cooperação. 34 – São princípios fundamentais proclamados no artigo I da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948: A. A igualdade entre homens e mulheres e a liberdade de pensamento e religião. B. A presunção de inocência e a inviolabilidade da vida privada. C. O amplo acesso à educação e ao trabalho. D. A liberdade, a igualdade e a fraternidade. 35 – Nos termos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é correto afirmar que A. Determina que todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacífica. B. Não possui qualquer previsão no que concerne à liberdade de reunião. Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br C. Determina que todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização. D. Determina que todos podem reunir-se, com ou sem armas, em locais abertos ao público ou não. 36 – “Ninguém será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante” é máxima ensinada pelo seguinte documento sobre Direitos Humanos: A. Carta do Rei João Sem Terra (1215). B. Declaração de direitos do homem e do cidadão (1789). C. Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). D. Declaração dos Direitosda Criança (1959). 37 – Segundo a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente sua culpa. Durante o processo, todo acusado tem, em plena igualdade, A. Direito de ser assistido por tradutor, mediante pagamento prévio, se não compreender ou não falar o idioma do país onde tenha sido praticado o delito. B. Direito de não ser obrigado a depor contra si mesmo, podendo declarar-se culpado. C. Garantia de comunicação prévia e pormenorizada da acusação formulada. D. Direito de defender-se por meio de um defensor de sua escolha, não podendo a defesa ser feita pessoalmente. 38 – No Brasil, o Pacto de São José da Costa Rica tem status de A. Emenda constitucional. B. Direito fundamental. C. Lei ordinária. D. Norma supralegal. 39 – A Convenção Americana de Direitos Humanos prevê expressamente que, quando decidir que houve violação de um direito ou liberdade nela protegidos, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinará, se couber, entre outras medidas, A. O reconhecimento público, pelo Estado, de sua culpa pelas violações ao direito. B. O pagamento de indenização justa à parte lesada. C. A anulação da regra ou da decisão que resultou na lesão do direito. D. A persecução penal da autoridade responsável pela violação de direito. 40 – A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, Decreto Lei nº 4.657, de 4 de setembro de 1942, estabelece que A. Em regra, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente promulgada. B. Em outros países, a lei brasileira, quando admitida, começa a ser obrigatória noventa dias depois de oficialmente publicada. C. Em regra, a lei revogada se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. D. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação do texto da lei, destinada à correção, o prazo para começar a vigorar começará a correr da nova publicação. 41 – As técnicas de amostragem podem ser classificadas como amostras probabilísticas e amostras não probabilísticas. São, respectivamente, uma técnica probabilística e uma técnica não probabilística: A. Amostra aleatória simples e amostra sistemática. B. Amostra por cotas e amostra por julgamento. C. Amostra por conglomerado (cluster) e amostra por cotas. D. Amostra aleatória simples e amostra por conglomerado (cluster). 42 – Dado que uma variável aleatória X é uniformemente distribuída no intervalo (a, b), com a 3) é igual a: A. 1/4 B. 7/16 C. 1/2 D. 2/3 43 – A população de Joinville estimada pelo IBGE em 2021 é de aproximadamente 600.000 habitantes. 40% dessa população, estimada pelo IBGE, está ocupada e 20% da população ocupada recebe menos de meio salário mínimo. Considerando-se as informações apresentadas, é correto afirmar que o total de habitantes que estão ocupados e recebem mais de meio salário mínimo é de A. 48.000. B. 120.000. C. 192.000. D. 480.000. 44 – Para ingresso no Corpo de Bombeiros do Estado de Mato Grosso, alguns testes devem ser realizados, dentre eles o Teste de Aptidão Física Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br (TAF), cujo protocolo de aplicação é apresentado a seguir: 1. O Teste de Aptidão Física constará de 5 (cinco) exercícios, que obedecerá a seguinte sequência: 1.1. Corrida de 12 (doze) minutos; 1.2. Barra Fixa (flexão/sustentação); 1.3. Abdominal Remador; 1.4. Meio Sugado; 1.5. Natação 100m. Na realização de todos os testes físicos, o candidato terá apenas uma tentativa para execução do exercício. Será considerado aprovado no Teste de Aptidão Física somente o candidato que alcançar, na soma dos pontos dos exercícios dos itens 1.1 ao 1.5, nota igual ou superior a 15 (quinze) pontos, não podendo tirar nota inferior a 1 em qualquer dos exercícios, de acordo com as tabelas a seguir: Na corrida, na barra fixa, no meio sugado, na abdominal remador e na natação 100m, o candidato José fez, respectivamente, 2800, 4, 14, 41 e 1’55”, enquanto a candidata Maria fez 2200, 11”, 10, 35 e 2’05”. A partir dessas informações, assinale a afirmativa correta. A. Os candidatos foram reprovados. B. Maria fez 1 ponto a mais que José. C. José fez 1 ponto a mais que Maria. D. José fez 15 pontos. 45 – Considere as seguintes proposições: p: J.B. é soldado PM. q: B.J. é cabo PM. Se ambas as proposições, p e q, têm valor lógico verdadeiro, qual das proposições a seguir tem valor lógico verdadeiro? A. Se J.B. não é soldado PM, então B.J. é cabo PM. B. J.B. é soldado PM e B.J. não é cabo PM. C. Se J.B. é soldado PM, então B.J. não é cabo PM. D. J.B. não é soldado PM ou B.J. não é cabo PM. 46 – No interior de um triângulo ABC estão quatro retângulos. As bases desses retângulos têm a mesma medida e estão sobre o lado AB; o lado BC passa pelos vértices dos retângulos; o retângulo de maior área tem A como um de seus vértices e o retângulo de menor área é um quadrado, conforme mostra a figura, a qual também indica que um lado de um retângulo de menor área está sobre um lado de um retângulo de maior área. Sabendo que a razão entre a medida do lado AC e a medida do lado do quadrado é igual a 3 e que a soma das áreas dos quatro retângulos é igual a 1372 cm2 , a área do triângulo ABC é A. 1692 cm2. B. 1764 cm2 . C. 1800 cm2. D. 1854 cm2. 47 – Determine o valor de m de modo que uma das raízes da equação x2 – 6x + (m+3) = 0 seja igual ao quíntuplo da outra: A. m = 1 B. m = 2 C. m = 3 D. m = 4 48 – Em um concurso de fantasias, os 5 finalistas são brasileiros ou franceses e um prêmio será dado a quem descobrir a nacionalidade de cada finalista. Adriana, que não é uma das finalistas, sabe que há mais finalistas brasileiros do que franceses e que pelo menos um francês é finalista. Logo, a probabilidade de ela acertar as nacionalidades é A. 1/15 B. 8/15 C. 2/3 D. 2/5 Licensed to Alice Aparecida dos Santos - dossantosaliceaparecida@gmail.com SIMULADO VALE CONCURSOS 05 – PMMG www.valeconcursos.com.br 49 – Seja ƒ(x) = px2 + (2p − 2)x + (p − 3). Determine o valor de p para que a função quadrática tenha dois zeros reais e distintos. A. p > −1 e p ≠ 0. B. p −2 e p ≠ 0 D. p