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Questões resolvidas

Conclui-se da leitura do texto 2A01 que o sentimento predominante da personagem principal em relação ao fato narrado é de

(A) frustração.
(B) medo.
(C) angústia.
(D) alívio.
(E) indiferença.

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Questões resolvidas

Conclui-se da leitura do texto 2A01 que o sentimento predominante da personagem principal em relação ao fato narrado é de

(A) frustração.
(B) medo.
(C) angústia.
(D) alívio.
(E) indiferença.

Prévia do material em texto

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1 – Diário de um fescenino 
 
 Rubem Fonseca 
 
1º. de janeiro 
 
Decidi, neste primeiro dia do ano, escrever um 
diário. Não sei que razões me levaram a isso. 
Sempre me interessei pelos diários dos outros, 
mas nunca pensei em escrever um. Talvez depois 
de considerá-lo terminado quando?, que dia? - eu 
o rasgue, como fiz com um romance epistolar, ou 
o deixe na gaveta, para, depois de morto, os 
outros - nem sei quem serão, pois não tenho 
herdeiros - resolverem o que fazer com ele. Ou, 
então, pode ser que eu o publique. 
"O bom diarista", disse Virginia Woolf, "é aquele 
que escreve para si apenas ou para uma 
posteridade tão distante que pode sem risco ouvir 
qualquer segredo e corretamente avaliar cada 
motivo. Para esse público não há necessidade de 
afetação ou restrição." Não me imporei restrições, 
porém sei que estarei sendo influenciado de várias 
maneiras, ao considerar a hipótese de ser lido 
pelos meus contemporâneos. Os autores de 
diários, qualquer que seja sua natureza íntima ou 
anedótica, sempre escrevem para serem lidos, 
mesmo quando fingem que ele é secreto. O 
Samuel Pepys, que codificou o seu diário, deixou 
pistas para ser decifrado. 
Nesse gênero literário, o autor fala sozinho numa, 
espécie de solilóquio. Aqui, porém, não apenas a 
minha voz, a do protagonista, será ouvida, mas 
também as dos outros, deuteragonistas e 
tritagonistas. (Podem me chamar de pedante, mas 
que nomes posso atribuir a esses outros, a partir 
do momento em que me denominei protagonista?) 
Confesso que, ao realizar essa tarefa, pretendo 
me exercitar na técnica de escrever em forma 
dialogada. Há escritores, talvez eu seja um deles, 
que têm um certo preconceito contra o uso 
freqüente de falas para descrever interações entre 
dois ou mais personagens. O teatro não pode 
prescindir do diálogo e o cinema pode contar 
alguma coisa sem usar diálogos graças ao close e 
outros truques de câmera, no entanto o que o 
cinema pode nos dizer com imagens nunca tem a 
mesma riqueza de significados da narrativa 
literária. Acho que fiz todos os meus livros de 
ficção sem diálogos por não os ter usado no 
primeiro que escrevi, que fez aquele sucesso todo. 
Tentei repetir o mesmo formato. Mas aqui 
pretendo contar o que acontece usando diálogos. 
Tentarei reproduzir fielmente as expressões 
verbais de meus interlocutores. Ao fim do dia, 
após digitar os diálogos junto com uma descrição 
sucinta do cenário e das circunstâncias em que 
eles ocorreram, arquivarei tudo na memória do 
meu computador. Talvez escapem gestos ou falas 
importantes, elipses estas que resultarão de 
preguiça e algum desleixo; e, por outro lado, é 
provável que eu inclua ações e alocuções inúteis. 
Os verbetes referentes a diários, journals e 
similares enchem várias páginas de qualquer 
enciclopédia. Os limites classificatórios desses 
textos são vagos. Numa firula taxinômica eu diria 
que não podem ser considerados diários, como 
muitos o fazem, o A JournalofthePlagueYear, do 
Defoe, ou o Diário de um sedutor, do 
SorenKierkegaard, que mais me parece um 
romance epistolar, assim como as Confissões, de 
Santo Agostinho, ou as Confissões de um 
comedor de ópio, do de Quincey, que devem ser 
rotulados como literatura confessional. Quatro 
exemplos apenas, em uma miríade possível. 
Texto extraído do livro “Diário de um fescenino”, 
Cia. das Letras - Rio de Janeiro, 2003, pág. 11. 
 
De acordo com o texto, marque nas assertivas 
abaixo, “V” para as verdadeiras e “F” para as 
falsas. Em seguida, marque a alternativa que 
contém a sequência de respostas CORRETA, na 
ordem de cima para baixo: 
 
( ) O teatro não pode abrir mão do diálogo. 
( ) As imagens produzidas pelo cinema possuem 
a mesma riqueza de significados presentes na 
narrativa literária. 
( ) O cinema não pode substituir o diálogo pela 
imagem para contar uma história. 
( ) As imagens produzidas pelo cinema não 
possuem a mesma riqueza de significados 
presentes na narrativa literária. 
 
A. F, V, V, V. 
B. V, F, V, V. 
C. V, F, F, V. 
D. V, V, V, F. 
2 – Leia os trechos abaixo, retirados do livro 
“Recordações do escrivão Isaías Caminha". 
"Embora não tendo mais a velha crença, de que 
eles fossem inspirados pelos deuses, o meu 
respeito baseava-se em motivos mais modernos, 
concordes com o feitio de pensar do nosso tempo. 
Imaginava-os com uma tresdobrada força de 
sentidos e inteligência (...)" “Vi-o durante uma hora 
olhar tudo sem interesse e só houve um 
movimento vivo e próprio, profundo e diferencial, 
na sua pessoa, quando por perto de uma fornida 
(...)" 
Sobre os trechos é CORRETO afirmar que: 
 
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A. O narrador faz uma comparação da política 
de seu estado percebendo um grande e 
magnífico trabalho de seus políticos. 
B. O narrador demonstra observar a sociedade e 
se decepcionar com suas indiferenças para 
com o próximo. 
C. O narrador demonstra uma decepção com a 
indiferença dos políticos brasileiros. 
D. O narrador vê-se isolado por não possuir 
pessoas honestas para com a sociedade. 
3 – Texto 2A01 
 Era um sábado de abril. B... chegara àquele 
porto e descera a terra, deu alguns passeios. Ao 
dobrar uma esquina, viu certo movimento no fim 
da outra rua, e picou o passo a descobrir o que 
era. 
 Era um incêndio no segundo andar de uma 
casa. Polícia, autoridades, bombas iam começar o 
seu ofício. 
 B... viu episódios interessantes, que 
esqueceu logo, tal foi o grito de angústia e terror 
saído da boca de um homem que estava ao pé 
dele. Não teve tempo nem língua em que 
perguntasse ao desconhecido o que era. Ali, no 
meio do fumo que rompia por uma das janelas, 
destacava-se do clarão, ao fundo, a figura de uma 
mulher. 
 A mulher parecia hesitar entre a morte pelo 
fogo e a morte pela queda. A alma generosa do 
oficial não se conteve, rompeu a multidão e enfiou 
pelo corredor. 
 Não se lembrava como pôde fazer isso; 
lembrava-se que, a despeito das dificuldades, 
chegou ao segundo andar. Tudo aí era fumo. O 
fumo rasgou-se de modo que ele pôde ver o busto 
da mulher... 
 – A mulher, — disse ele ao terminar a 
aventura, e provavelmente sem as reticências que 
Abel metia neste ponto da narração, — a mulher 
era um manequim, posto ali de costume ou no 
começo do incêndio, como quer que fosse, era um 
manequim. 
 A morte agora, não tendo mulher que 
levasse, parecia espreitá-lo a ele, salvador 
generoso. Desceu os degraus a quatro e quatro. 
Transpondo a porta da sala para o corredor, 
quando a multidão ansiosa estava a esperá-lo, na 
rua, uma tábua, um ferro, o que quer que era caiu 
do alto e quebrou-lhe a perna... 
 Tratou-se a bordo e em viagem. 
Desembarcando aqui, no Rio de Janeiro, foi para 
o hospital onde Abel o conheceu. Contava partir 
em breves dias. Abel não se despediu dele. Mais 
tarde soube que, depois de alguma demora em 
Inglaterra, foi mandado a Calcutá, onde 
descansou da perna quebrada, e do desejo de 
salvar ninguém. 
Machado de Assis. Um incêndio. In: Obra 
completa de Machado de Assis, 
Vol. II, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994. 
Internet:: 
 (com 
adaptações). 
Conclui-se da leitura do texto 2A01 que o 
sentimento predominante da personagem 
principal em relação ao fato narrado é de 
A. frustração. 
B. medo. 
C. angústia. 
D. alívio. 
4 – ILHA VISITÁVEL 
Carlos Castelo 
7 de abril de 2022 
 Eu sou a crônica, sou natural ali do 
Rio de Janeiro. Sou eu quem leva o dia a dia para 
milhões de brasileiros.Esse ano completo 170 primaveras 
em nossas plagas. Não é pouca coisa. Após tanto 
tempo, posso afirmar até com certo orgulho: 
mesmo quem não frequenta jornais e revistas, me 
conhece. Já viu o Veríssimo, o Otto, a Clarice em 
minha companhia. Se não reparou, agora vou 
jogar pesado. Perdoe-me o leitor por abrir um 
parêntese tão avantajado, mas notem o que 
Machado de Assis – o próprio, de fardão e pincenê 
– declarou a meu respeito: 
 Essas vizinhas, entre o jantar e a 
merenda, sentaram-se à porta, para debicar os 
sucessos do dia. Provavelmente começaram a 
lastimar-se do calor. Uma dizia que não pudera 
comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais 
ensopada do que as ervas que comera. Passar 
das ervas às plantações do morador fronteiro, e 
logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao 
resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do 
mundo. Eis a origem da crônica. 
 Era só o começo. Andei na pena e no 
tinteiro de um sem-número de coroados das letras 
nacionais. Bandeira disse que sou um conjunto de 
quase nadas. Drummond foi mais longe, defendeu 
a minha inutilidade: 
 O inútil tem sua forma particular de 
utilidade. É a pausa, o descanso, o refrigério do 
desmedido afã de racionalizar todos os atos de 
nossa vida (e a do próximo) sob o critério exclusivo 
de eficiência, produtividade, rentabilidade e tal e 
coisa. Tão compensatória é essa pausa que o 
inútil acaba por se tornar da maior utilidade, 
exagero que não hesito em combater, como 
nocivo ao equilíbrio moral. 
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 E não são apenas poetas apontando 
a minha conveniência. Eis aí o crítico Antonio 
Candido, que não me deixa mentir (apesar de que, 
como sou cruza de ficção com jornalismo, até 
poderia). 
 A crônica está sempre ajudando a 
estabelecer ou restabelecer a dimensão das 
coisas e das pessoas. Em lugar de oferecer um 
cenário excelso, numa revoada de adjetivos e 
períodos candentes, pega o miúdo e mostra nele 
uma grandeza, uma beleza ou uma singularidade 
insuspeitadas. 
 Era para ficar inflada de 
contentamento. Acontece que, apesar de tanta 
fortuna crítica, desafortunadamente os anos 20 de 
hoje não são os 50 do século passado. [...] 
 De lá para cá, muita coisa mudou. 
Jornais e revistas estão longe de ser o que foram 
sob Samuel Wainer ou Assis Chateaubriand. 
Minha presença era massiva, terminou sendo 
substituída por fotos de pratos de comida, 
gatinhos fofos, cãezinhos hilários, frases de 
autoajuda e dancinhas nas redes sociais. 
 Os candidatos a me representar foram 
minguando. Refiro-me aos ótimos, os regulares 
fervilham por aí. Entretanto, como os talentosos 
ainda existem e não desistem, vou ocupando 
espaços como este. 
 Afinal, eu sou a crônica. Nunca 
pretendi ser monumental, nem ciência exata. 
Sempre fui, e serei, como dizia o poeta, uma ilha 
visitável, sem acomodações de residência. 
 
Adaptado de: 
https://revistacult.uol.com.br/home/ilh
a-visitavel/. Acesso em: 18 de abr. 
2022. 
A partir da leitura do texto, assinale a 
alternativa INCORRETA. 
 
A. A crônica nasceu, no Brasil, no final do século 
XIX. 
B. A crônica focaliza as coisas pequenas do dia 
a dia, revelando sua importância escondida. 
C. Bandeira e Drummond são “coroados das 
letras nacionais”. 
D. A crônica é um gênero jornalístico e, como tal, 
demanda a veracidade dos fatos contados. 
5 – O texto a seguir refere-se à questão. 
 
 
PRATOS QUEBRADOS 
Vladimir Safatle 
 “Um homem não se recupera desses 
solavancos, ele se torna uma pessoa diferente e 
eventualmente a nova pessoa encontra novas 
preocupações.” Foi isso o que Scott Fitzgerald 
tinha a dizer depois de seu colapso nervoso. Ele 
se via como um prato quebrado, “o tipo que nos 
perguntamos se vale a pena conservar”. Prato que 
nunca mais será usado para visitas, mas que 
servirá para guardar biscoitos tarde da noite. 
 De fato, há certos momentos no interior da vida 
de um sujeito nos quais algo quebra, que não será 
mais colado. Olhando para trás, é estranho ter a 
sensação de que andávamos em direção a esse 
ponto de ruptura, como se fosse impossível evitá-
lo caso quiséssemos continuar avançando. Como 
se houvesse passagens que só poderiam ser 
vivenciadas como quebra. Talvez isso ocorra 
porque somos feitos de forma tal que precisamos 
nos afastar de certas experiências, de certos 
modos de gozo, para podermos funcionar. Dessa 
forma, conseguiremos fabricar um prato com 
nossas vidas, um prato pequeno. A mulher que 
precisa se afastar da maternidade, o homem que 
precisa se afastar de uma paixão na qual se 
misturam coisas que deveriam estar separadas: 
todos esses são casos de pratos fabricados para 
não passarem de certo tamanho. 
 No entanto, somos às vezes pegos 
por situações nas quais acabamos por nos 
confrontar com aquilo que nos horroriza e 
fascina. Se quisermos continuar, sabemos 
que, em dado momento, o prato se quebrará, 
que ele nunca será recuperado, que talvez não 
funcionará “melhor”, até porque ele viverá com 
a consciência clara de que há vários pontos da 
superfície nos quais sua vulnerabilidade ficará 
visível. Como disse Fitzgerald, um homem não 
se recupera desses solavancos. Algo desse 
sofrimento fica inscrito para sempre. 
 Mas ele também poderá descobrir que, mesmo 
depois da quebra, ainda é capaz de se colar, de 
continuar funcionando, um pouco como esses 
pratos que pintamos de outra forma para disfarçar 
as rachaduras. Se bem elaborada, tal experiência 
poderá levar à diminuição do medo daquilo que, 
um dia, fomos obrigados a excluir. Talvez 
aprendamos a compor com doses do excluído, já 
que a necessidade da exclusão não era 
simplesmente arbitrária, embora ela não precise 
ser radicalmente hipostasiada. Algo do excluído 
poderá ser trabalhado e integrado; algo deverá ser 
irremediavelmente perdido. 
 
 
 Um dia, descobriremos que todos os pratos da 
sala de jantar estão quebrados em algum ponto e 
que é com pratos quebrados que sempre se 
ofereceram jantares. Os pratos que não passam 
por alguma quebra são pequenos e, por isso, só 
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servem para a sobremesa. No entanto, ninguém 
vai ao banquete por causa da sobremesa. 
Adaptado de: 
https://revistacult.uol.com.br/home/pratos-
quebrados/. Acesso em: 18 abr. 2022. 
 
A partir da leitura do excerto “[...] a 
necessidade da exclusão não era 
simplesmente arbitrária, embora ela não 
precise ser radicalmente hipostasiada.”, é 
correto afirmar que 
A. apesar de não ser uma ação sem importância, 
a exclusão não deve ser feita de forma 
simples. 
B. a exclusão, ao mesmo tempo em que 
apresenta fundamentos plausíveis, não 
necessita ser tomada como algo absoluto, 
que deve ocorrer de maneira completa. 
C. embora a exclusão de algo quebrado não seja 
simples, ela tem de acontecer sempre e de 
forma radical, definitiva. 
D. a exclusão é algo que depende única e 
exclusivamente da vontade do indivíduo, 
sendo uma ação facultativa e extremamente 
violenta. 
6 – TEXTO I 
Carta 
 
(CAMINHA, Pero Vaz de. “Carta”. In: PEREIRA, 
Paulo Roberto Dias. (Org.) Os três únicos 
testemunhos do descobrimento do Brasil. Rio 
de Janeiro: Lacerda Ed., 1999, p. 58.) 
 
Quanto às percepções de Caminha e do 
destinatário da carta, sobre a terra, é correto 
afirmar que 
 
A. o destinatário espera informações sobre ouro, 
prata e outros metais. Caminha vê a terra pela 
qualidade dos ares e da água. 
B. ambos estão preocupados em povoar a terra 
nova, mas sem se concentrar na agricultura e 
na extração de ouro e pedras preciosas. 
C. a terra para o destinatário vale principalmente 
por ser umcampo aberto para a propagação 
da religião de Portugal. 
D. Caminha busca o ouro e a prata, ao passo 
que o destinatário se concentra na religião e 
nas águas abundantes da terra nova. 
7 – Assinale a frase a seguir em que a 
expressão todo / todo o está bem empregada. 
A. Alguns divórcios são amigáveis, mas todo o 
casamento é litigioso. 
B. Um estadista é um homem calmo que 
conta todo trabalho como algo sério e 
importante. 
C. Todo o mundo é oportunista, mas nem todos 
sabem sê-lo com oportunidade. 
D. A arte da guerra consiste em vencer todo o 
inimigo sem combater. 
8 – Texto V 
 
(https://www.aofergs.com.br/salve-21-de-abril-
dia-do-policial-militar/acesso em 22.3.2021) 
O texto, homenageando os policiais civil e militar, 
considera esses profissionais como disponíveis, 
corajosos e sempre prontos para agir. 
Considerando que as frases iniciais do texto 
digam respeito a esses profissionais, deve-se 
concluir que eles 
A. não sentem medo. 
B. atuam a despeito do medo. 
C. agem motivados pelo medo. 
D. atuam se provocados pelo medo. 
9 – Assinale a opção em que todas as palavras 
destacadas estão corretas quanto ao emprego do 
“s”. 
A. Estupides, francês, sacerdotisa, diurese. 
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B. Exegese, destresa, cicatris, suspensão. 
C. Gasoso, puser, catequese, canalisação. 
D. Pretensão, repulsa, cheirosa, marquesa. 
10 – Marque a alternativa que classifica as 
palavras abaixo quanto à acentuação, 
respectivamente: 
 
Tábua / Céu / Tórax 
A. Paroxítona / Paroxítona / Paroxítona. 
B. Oxítona / Monossílabo átono / Paroxítona. 
C. Paroxítona / Monossílabo tônico / Paroxítona. 
D. Monossílabo átono / Paroxítona / Oxítona. 
11 – Texto 2 
 
Considere a fala da primeira personagem: “Você 
devia aproveitar, Júnior, sair lá fora para brincar e 
se conectar com a mãe natureza!”. Assinale a 
opção em que o emprego da virgula foi utilizado 
pelo mesmo motivo. 
A. Amante da mãe natureza, Júnior gosta de 
passear pelas reservas florestais. 
B. Saia um pouco de casa, mas não brinque até 
tarde lá fora, Júnior. 
C. Júnior, saindo de casa, aproveitou para 
conectar-se com a mãe natureza. 
 
D. Para Júnior, não vale a pena sair de casa, 
pois não há wi-fi na natureza. 
12 – Nas alternativas abaixo, marque “V” se for 
verdadeira ou “F” se for falsa. Em seguida, 
marque a alternativa que contém a sequência de 
respostas CORRETA: 
 
( ) As flores têm pétalas vermelhas. (oração com 
sujeito simples) 
( ) Havia flores na varanda. (Oração sem sujeito) 
( ) Amanheceu subitamente. (Oração sem sujeito) 
( ) Fazia um calor terrível. (oração com sujeito 
simples/paciente) 
A. ( ) V, V, V, F. 
B. ( ) V, V, F, V. 
C. ( ) F, V, V, V. 
D. ( ) V, F, V, V. 
13 - 
 
 
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Leia o trecho a seguir: 
 
“(…) vendo onde precisava um retoque, 
talvez uma mão de tinta, etc.” (linhas 6 e 7). 
 
As palavras sublinhadas são um exemplo de 
cacofonia, um vício de linguagem que ocorre 
quando a junção de sons entre palavras ecoa de 
forma desagradável. 
 
Marque a alternativa que representa um exemplo 
de cacofonia. 
 
A. Eu a vi na padaria. 
B. Eu vi ela na rodoviária. 
C. Deram um beijo em sua boca. 
D. Ele a ama muito. 
14 – Assinale a opção que apresenta a mesma 
quantidade de fonemas presentes na palavra 
“ficha”. 
A. Xadrez. 
B. Fixo. 
C. Cheque. 
D. Carros. 
15 – Leia o texto para responder a questão. 
Mesa farta 
 A alimentação, além de necessidade biológica, 
é um complexo sistema simbólico de significados 
sociais. Em “A Divina Comédia”, Dante* definiu a 
fome como o pior desastre. Ele sabia do que 
falava, pois viu a Europa ser varrida pela Peste 
Negra no século 14. O desespero levava pessoas 
a comer de tudo, muitas morrendo com a boca 
cheia de capim. Outro crucial evento histórico, a 
Revolução Francesa, teria sido detonado pela falta 
de comida. 
 Nos séculos 16 e 17, os livros trazem 
justificativas médicas para o consumo de certos 
alimentos. É o caso das frutas. Antes servidas 
como “entradas” para acalmar o estômago, 
quando misturadas ao açúcar passam a 
sobremesas. É o momento em que o açúcar, 
anteriormente consumido como remédio, invade a 
Europa por força das exportações portuguesas. 
De especiaria, ele passa a aditivo de três bebidas 
que vão estourar na Europa: o chocolate, o café e 
o chá. 
 O café, por exemplo, era recomendado pelo 
médico de dom João V, rei de Portugal, por sua 
capacidade de “confortar a memória e alegrar o 
ânimo”. Os cafés se multiplicaram e se tornaram 
lugares onde se bebia numa verdadeira liturgia: 
em silêncio, entre pessoas cultas, jogando damas 
ou cartas. 
 A Europa dos séculos 16 ao 19 consumiu café, 
chá e chocolate acompanhados de bolos e outros 
doces, o que impulsionou o consumo de açúcar. 
Nascia, assim, a noção de gosto na culinária. Um 
saber sobre a cozinha se formalizava e livros 
especializados batiam os 300 mil exemplares. 
 O comer tornou-se menos encher o estômago e 
mais escolher segundo o gosto. Certos alimentos 
passaram de um nível a outro: a batata, 
primeiramente servida aos porcos, depois de 
alimentar massas de camponeses, ganhou status 
de alimento fino, graças às receitas do chef 
francês Parmentier. 
 Antigamente, o comer acontecia em momentos 
regrados e reunia pessoas em torno da mesa, com 
grande carga simbólica. Hoje, comemos 
abundante e individualmente. Nessa dinâmica, o 
lugar da televisão (ou celular) exerce fundamental 
importância. Em muitas casas e restaurantes, as 
pessoas comem na frente da TV, ou seja, 
ingerindo comida sem investimento simbólico, 
sem prazer de estar junto na descoberta da 
refeição. 
 Em todas as esferas da vida, encontramos 
metáforas alimentares: em relação ao sexo, 
falamos na doçura do amor, em lua de mel e, em 
relação aos textos e aos livros, dizemos que 
podem ser saboreados, digeridos. Vale lembrar 
que saber e sabor são palavras derivadas do 
mesmo radical: sapere, ter gosto. 
(Mary Del Priore. Aventuras na História. Julho de 
2014. Adaptado) 
* Dante Alighieri, escritor italiano. 
Considere o texto. Café, chocolate e chá 
tornaram-se bebidas muito apreciadas quando 
_______ o açúcar. Já as frutas, alguns 
estudiosos _______, até então, apenas um 
remédio; porém, associadas ao açúcar, 
passaram a saborosas sobremesas. 
De acordo com a colocação dos pronomes e com 
o emprego do sinal indicativo de crase 
determinados pela norma-padrão, as lacunas 
desse texto devem ser preenchidas, 
respectivamente, por: 
 
A. se adicionou a elas … haviam considerado-as 
B. se adicionou à elas … as haviam considerado 
C. se adicionou à elas … haviam considerado-as 
D. se adicionou a elas … haviam-nas 
considerado 
16 – Texto para a questão. 
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(https://www.galeria56.com.br/profissoes/copia-
advogado-aprofissoes, acesso em 26.3.2021) 
O gerúndio presente em “Profissional que, 
trabalhando na polícia, zela pela manutenção 
da ordem e pela segurança dos cidadãos” tem 
valor de 
A. lugar: onde trabalha. 
B. causa: já que trabalha. 
C. condição: caso trabalhe. 
D. consecutivo: tanto que trabalha. 
17 – Em todos os enunciados abaixo, a 
concordância está correta, EXCETO em: 
 
A. em bastantes situações, nós sentiamos 
que ganhávamos muito menos 
do que realmente precisávamos. 
B. fazia muitos meses que Karina tomava seu 
café sempre correndo, pois estava, 
diariamente, bastante atrasada. 
C. a maior parte das pessoas se acostumam a 
esperar tranquilamente, haja vista que fazem 
isso o dia inteiro. 
D. podem haver vários momentos em que eu 
sorrio e espero mesmo um meio sorrisosincero de volta. 
18 – cósmico. No mundo contemporâneo, 
por exemplo, a teoria darwinista abraçará 
essa visão sombria do destino de tudo que 
respira sobre a Terra. 
 Essa imagem de que tudo no fundo é 
acaso aparece, por exemplo, em autores como 
Maquiavel, em seu clássico O príncipe. Como 
todo autor de sua época, ele chama o Acaso 
cego de “Fortuna”. O outro conceito que ele 
trabalha é o de “Virtú” (tradução do termo grego 
“Aretê”, que significa virtude, força). 
 Quais são as características de “um 
príncipe virtuoso”? Ele observa o 
comportamento das pessoas e percebe que a 
maioria sempre é previsível, medrosa, 
interesseira e volúvel. A marca da vida é a 
precariedade, e isso horroriza as almas fracas. 
O medo é frequente, e o amor, raro. A traição, 
uma banalidade; a fidelidade, um milagre. Ele 
sabe que deve amar sua esposa (ou marido, se 
for uma “princesa”), mas confiar apenas em seu 
cavalo. E que deve antes ser temido do que 
amado, porque o amor cobra constantes provas 
e tem vida curta, enquanto o medo pede pouco 
alimento e tem vida longa. Acima de tudo, o 
virtuoso é um solitário porque é obrigado a viver 
num mundo devastado por uma consciência 
mais radical e mais violenta do que os outros 
mortais. Nesse universo é que ele tomará suas 
decisões. Não pode sonhar com um mundo que 
não existe, nem contar com pessoas que vivem 
de ilusões. 
 Ainda que vivamos em épocas dadas 
a papos furados como “humanismo em gestão 
empresarial”, é nesse mesmo universo que são 
tomadas as decisões de quem tem por destino 
ser responsável por muita gente e muitos 
lucros. Do “príncipe” atual, longamente exposto 
às fraquezas humanas, é exigida a dor da 
lucidez, do silêncio e da solidão. A crueldade do 
mundo é parte de seu café da manhã, e a 
efemeridade do sucesso é seu pesadelo 
cotidiano. 
(Luiz Felipe Pondé, O trágico cotidiano. 
Disponível em: https://rae.fgv.br/sites/rae.fgv.br. 
Acesso em 28.06.2021. Adaptado) 
Assinale a alternativa redigida de acordo com a 
norma-padrão de concordância e de colocação 
de pronomes átonos. 
 
A. Príncipes virtuosos dedicam-se a observar 
comportamentos da pessoa que os cercam, 
avaliando-lhes previsibilidade e interesse, 
vendo se comportam-se com medo. 
B. Dado as circunstâncias em que vive, o 
virtuoso nunca permite-se sonhar com um 
mundo inexistente; a rigor, pessoas que se 
alimenta de ilusão não o ajuda em nada. 
C. É constatado, muito frequentemente, uma 
visão sombria acerca do destino das coisas 
todas, não excluindo-se a teoria darwinista 
que considera-as efêmeras e nos põem 
alertas. 
D. Houve em todos os tempos pessoas que 
temeram o príncipe, consideraram-no temível 
em razão de suas virtudes, as quais se 
expressam também na solidão de que se vê 
cercado. 
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19 – Leia o texto, para responder à questão. 
 É conceito da moda. Usam em 
encontros motivadores. Na Física, é a volta à 
forma original após uma deformação. O termo se 
origina da capacidade de ricochetear, de saltar 
novamente. Por extensão, usamos para falar de 
quem sofre pressão e consegue manter seus 
objetivos. 
 Uma pessoa resiliente ideal teria três 
camadas. Na primeira, suporta: recebe o golpe 
sem desabar. Ouve a crítica e não “desaba”, vive 
a frustração sem descontrole, experiencia a dor 
e continua de pé. A primeira etapa da resiliência 
é administrar o golpe, o revés, o erro, a 
decepção. O tipo ideal que estamos tratando 
sabe a extensão da dor, mas se considera (ou é 
de fato) mais forte do que as ondas das 
adversidades. 
 O segundo estágio é a 
recuperação/aprendizagem. Combinam-se os 
dois conceitos. Sinto o golpe, não desmonto 
(fase um) e ainda recupero a posição anterior ao 
golpe com o acréscimo de algo novo. Toda dor 
contém sua lição. Ninguém duvida disso. O 
resiliente consegue aprender com o golpe 
sentido. 
 O terceiro momento do modelo perfeito é a 
ressignificação da estratégia e da consciência a 
partir do aprendizado. O tipo aqui descrito nunca 
se vitimiza, mesmo se for a vítima. Não existe 
lamúria ou sofrimento para o mundo. A dor 
existe, foi sentida, houve reação com 
aprendizado e dele surgiu um novo ser, mais 
forte e mais sábio. 
 É bom descrever tipos perfeitos. Quase 
sempre são inexistentes. São como a biografia 
de santos medievais: sem falha, diamantes sem 
jaça; modelos e, como tal, inatingíveis. Existe um 
propósito didático de mostrar a perfeição para 
nós que chafurdamos no lodo da existência 
banal. Todos temos graus variados de resiliência 
diante da vida. Ninguém é o tipo ideal. Uma coisa 
não invalida a outra. 
 Como narrativa de santos, o modelo perfeito 
serve como para indicar o ponto no qual não me 
encontro, porém devo reagir para almejá-lo. 
Sempre é bom ser resiliente e todos os 
palestrantes e livros têm razão: sem resiliência 
em algum grau, épico ou homeopático, é 
impossível enfrentar o mundo. 
 O conto extraordinário de Kafka, Um Artista 
da Fome, fala de um homem com extrema 
resiliência para aguentar jejuns prolongados. Era 
um herói! Ao final, emitiu a verdade 
surpreendente. Ele não era um homem de 
vontade férrea, apenas nunca havia encontrado 
um prato que… o seduzisse realmente. Seu 
paladar nunca fora tentado. Creio ser a receita 
geral da resiliência: a serenidade diante das 
coisas que, na verdade, não nos atingiram. 
Esperança ajuda sempre. 
(Leandro Karnal. Os heróis da resiliência. 
Disponível em: 
https://cultura.estadao.com.br. Acesso em 
20.01.2021. Adaptado) 
Observe o emprego dos parênteses e dos dois-
pontos nas passagens. O tipo ideal que estamos 
tratando sabe a extensão da dor, mas se 
considera (ou é de fato) mais forte do que as 
ondas das adversidades. Sempre é bom ser 
resiliente e todos os palestrantes e livros têm 
razão: sem resiliência em algum grau, épico ou 
homeopático, é impossível enfrentar o mundo. É 
correto afirmar que 
A. os parênteses isolam um comentário que 
reitera uma afirmação anterior; os dois- 
pontos introduzem um comentário que retifica 
uma afirmação anterior. 
B. os parênteses isolam um comentário que 
reduz o sentido da afirmação anterior; os dois-
pontos introduzem um esclarecimento 
genérico acerca da afirmação anterior. 
C. tanto os parênteses quanto os dois-pontos 
introduzem comentários com intuito de levar o 
leitor a discordar do ponto de vista do autor. 
D. os parênteses isolam um comentário que se 
põe como alternativa a uma afirmação 
anterior; os dois- -pontos introduzem um 
comentário que reforça a afirmação anterior. 
20 – Sobre a Escrita... 
 Meu Deus do céu, não tenho nada a dizer. O 
som de minha máquina é macio. 
 Que é que eu posso escrever? Como 
recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu 
meio de comunicação. Eu só poderia amá-la. Eu 
jogo com elas como se lançam dados: acaso e 
fatalidade. A palavra é tão forte que atravessa a 
barreira do som. Cada palavra é uma ideia. Cada 
palavra materializa o espírito. Quanto mais 
palavras eu conheço, mais sou capaz de pensar 
o meu sentimento. 
 Devemos modelar nossas palavras até se 
tornarem o mais fino invólucro dos nossos 
pensamentos. Sempre achei que o traço de um 
escultor é identificável por uma extrema 
simplicidade de linhas. Todas as palavras que 
digo - é por esconderem outras palavras 
 Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é 
porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-
la? Sinto que existe uma palavra, talvez 
unicamente uma, que não pode e não deve ser 
pronunciada. Parece-me que todo o resto não é 
proibido. Mas acontece que eu quero é 
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exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou 
será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi 
em boca fechada, para mim mesma, senão corro 
o risco de virar alma perdida por toda a 
eternidade.Os que inventaram o Velho 
Testamento sabiam que existia uma fruta 
proibida. As palavras é que me impedem de 
dizer a verdade. 
 Simplesmente não há palavras. 
 O que não sei dizer é mais importante do que 
o que eu digo. Acho que o som da música é 
imprescindível para o ser humano e que o uso 
da palavra falada e escrita são como a música, 
duas coisas das mais altas que nos elevam do 
reino dos macacos, do reino animal, e mineral e 
vegetal também. Sim, mas é a sorte às vezes. 
 Sempre quis atingir através da palavra alguma 
coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e 
que fosse e transmitisse tranquilidade ou 
simplesmente a verdade mais profunda 
existente no ser humano e nas coisas. Cada vez 
mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro 
melhor acontecerá quando eu de todo não 
escrever. Eu tenho uma falta de assunto 
essencial. Todo homem tem sina obscura de 
pensamento que pode ser o de um crepúsculo e 
pode ser uma aurora. 
 Simplesmente as palavras do homem. 
 
(Clarice Lispector) 
 
Fonte: contobrasileiro.com.br/sobre-a-escrita-
conto-declarice-lispector/ 
Sobre o fragmento “Eu jogo com elas [as 
palavras] como se lançam dados: acaso e 
fatalidade." (§2), é correto afirmar que: 
 
A. os dois pontos introduzem um esclarecimento 
sobre a frase anterior, detalhando como 
ocorre o processo de escrita para a autora. 
B. evidencia a crença da autora de que foi ao 
acaso que se tornou escritora e que a escrita 
é como um jogo para ela. 
C. revela que a autora utiliza-se de estratégias 
predefinidas para escrever 
D. os dois pontos introduzem a citação do 
discurso interior da autora. 
21 – Fragmento 1: 
Fabiano atentou na farda com respeito e 
gaguejou, procurando as palavras de seu Tomás 
da Bolandeira: 
− Isto é. Vamos e não vamos. Quer dizer. Enfim, 
contanto, etc. 
É conforme. 
... 
(...) Era bruto, sim senhor, nunca havia aprendido, 
não sabia explicar-se. Estava preso por isso? 
Como era? Então mete-se um homem na cadeia 
porque ele não sabe falar direito? 
Fragmento 2: 
(...) Ele nunca tinha ouvido falar em inferno. 
Estranhando a linguagem de Sinha Terta, pediu 
informações. Sinha Vitória, distraída, aludiu 
vagamente a certo lugar ruim demais, e como o 
filho exigisse uma descrição, encolheu os ombros. 
... 
(...) Não obteve resposta, voltou à cozinha, foi 
pendurar-se a saia da mãe: − Como é? 
Sinha Vitória falou em espetos quentes e 
fogueiras. 
− A senhora viu? 
Aí Sinha Vitória se zangou, achou-o insolente e 
aplicou-lhe um cocorote. 
O menino saiu indignado com a injustiça (...). 
Os fragmentos são de Vidas Secas, de Graciliano 
Ramos. No fragmento 1, Fabiano foi preso pelo 
soldado amarelo e, no 2, o menino mais velho é 
castigado por querer satisfazer uma curiosidade. 
A partir dos excertos, pode-se dizer que a obra 
aborda a questão da linguagem como: 
A. Privilégio de uma elite social que a usa como 
forma de manter um status dentro da 
comunidade na qual está inserida. 
B. Representação da cultura oficial e um anseio 
da população mais carente, ávida de um 
instrumento de defesa. 
C. Instrumento de poder e repressão, uma vez 
que quem não a possui é vítima da violência 
física e psicológica. 
D. Manipulação de conceitos abstratos, 
permitindo a quem domina a linguagem 
alterar o significado dos paradigmas. 
 
22 – Iriam para diante, alcançariam uma terra 
desconhecida. Fabiano estava contente e 
acreditava nessa terra, porque não sabia como 
ela era nem onde era. (...) E andavam para o Sul, 
metidos naquele sonho. Uma cidade grande 
cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, 
aprendendo coisas difíceis e necessárias. (...) 
Chegariam a uma terra desconhecida e 
civilizada, ficariam presos nela. E o sertão 
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continuaria a mandar gente para lá. O sertão 
mandaria para a cidade homens fortes, brutos, 
como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos. 
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: 
Martins, 27. ed., s/d, p. 172) 
Nessas frases finais do romance Vidas secas, 
A. A família de migrantes anima-se ao ter 
notícias de que uma vida melhor já lhes 
estava reservada. 
B. Como que voltando ao ponto inicial da 
narrativa, a família põe-se em marcha, 
tocada pela seca. 
C. O temor silencioso que assalta Fabiano e sua 
família é o de se manterem presos à terra 
desconhecida. 
D. O narrador faz ver ao leitor quão atípica se 
tornou a situação daquela família de 
nordestinos. 
 
23 – O livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, 
se esforça para revelar a desumanização 
promovida pela seca nos personagens. Dessa 
forma, com relação aos personagens da obra, é 
correto afirmar que 
A. Fabiano, o pai, oscila entre a condição de 
homem e a de animal. 
B. Sinhá Vitória, a mãe, acompanha a condição 
de seu marido. 
C. O filho Menino mais Novo se identifica com a 
mãe. 
D. O filho Menino mais Velho se identifica com 
o pai. 
 
24 – Iriam para diante, alcançariam uma terra 
desconhecida. Fabiano estava contente e 
acreditava nessa terra, porque não sabia como 
ela era nem onde era. (...) E andavam para o Sul, 
metidos naquele sonho. Uma cidade grande 
cheia de pessoas fortes. Os meninos em escolas, 
aprendendo coisas difíceis e necessárias. (...) 
Chegariam a uma terra desconhecida e 
civilizada, ficariam presos nela. E o sertão 
continuaria a mandar gente para lá. O sertão 
mandaria para a cidade homens fortes, brutos, 
como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos. 
(RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: 
Martins, 27. ed., s/d, p. 172) 
Publicado em 1938, o romance Vidas secas tem 
como contexto histórico e literário 
A. A consagração do movimento modernista, 
notadamente quanto à nova forma narrativa 
que nele se preconizava. 
B. Um conjunto de textos ficcionais, os quais se 
restringiam à análise de caracteres e à 
investigação psicológica. 
C. Uma sucessão de movimentos locais 
libertários, provocados sobretudo pelo 
descontentamento com a República. 
D. Um conjunto de obras ficcionais pelo qual se 
revelavam aspectos socioeconômicos de 
regiões brasileiras. 
25 – Vidas Secas, de Graciliano Ramos, obra da 
segunda fase do Modernismo brasileiro, conta a 
saga de uma família de retirantes, marcada por 
uma ostensiva exclusão social. 
Texto III 
[...] 
Olhou em torno, com receio de que, fora os 
meninos, alguém tivesse percebido a frase 
imprudente. Corrigiu-a, murmurando: 
- Você é um bicho, Fabiano. Isto para ele era 
motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho capaz de 
vencer dificuldades. 
Chegara naquela situação medonha – e ali estava, 
forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha. 
- Um bicho, Fabiano. 
[...] 
Era. Apossara-se da casa porque não tinha onde 
cair morto, passara uns dias mastigando raiz de 
imbu e sementes de mucunã. Viera a trovoada. E, 
com ela, o fazendeiro, que o expulsara. Fabiano 
fizera-se desentendido e oferecera seus 
préstimos, resmungando, coçando os cotovelos, 
sorrindo aflito. O jeito que tinha era ficar. E o 
patrão aceitara-o, entregara-lhe as marcas de 
ferro. 
Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria 
dali. Aparecera como um bicho, mas criara raízes, 
estava plantado. Olhou as quipás, os mandacarus 
e os xiquexiques. Era mais forte que tudo isso, era 
como as catingueiras e as baraúnas. Ele, a sinhá 
Vitória, os dois filhos e a cachorra Baleia estavam 
agarrados à terra. 
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[...] 
Entristeceu. Considerar-se plantado em terra 
alheia! 
[...] 
RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 127 ed. Rio de 
Janeiro: Record, 2015. 
Com marcas temporais adequadas, o narrador 
usa o recurso do flashback para 
A. Fazer digressões do narrador, fora do contexto 
das personagens. 
B. Fazer valer momentosmemoráveis da vida de 
uma das personagens. 
C. Focar o cenário onde se passa a história 
narrada. 
D. Dar maior dinamismo à fala das personagens. 
 
26 – According to the chart, write T for true and F 
for false, then choose the right alternative. 
 
( ) Even if people wanted to help, there wouldn’t be 
much they could do. 
( ) People help when they don’t purchase goods 
made out of animals’ fur. 
( ) Few people believe education is the main key to 
help endangered animals. 
( ) Many people believe that giving some of your 
time to work for charities help endangered 
animals. 
A. T - T - F - F 
B. F - F - T - T 
C. T - F - T - 
D. F - T - F - T 
27 – Mark the option that completes the paragraph 
below correctly. 
Cooking in Britain is now a spectator sport. 
_________ love watching famous chefs cook on 
TV, and ______ books ______. But do ______ use 
_____ ? 
(Adapted from OXENDEN, Clive et al. New 
English File - Elementary. OUP, 2011. p. 51.) 
A. It / it / their / they / them 
B. They / they / theirs /we / it 
C. They / they / ours / they / its 
D. We / we / their / we / them 
28 – IMO Action Plan to address marine 
plastic litter from ships 
 IMO?s Marine Environment Protection 
Committee (MEPC) in 2018 adopted the 
International Maritime Organisation (IMO) Action 
Plan to address marine plastic litter from ships, 
which aims to enhance existing regulations and 
introduce new supporting measures to reduce 
marine plastic litter from ships. 
What is marine litter? 
 Plastic materials in all shapes and sizes are 
omnipresent in our seas and oceans. They break 
down extremely slowly in the marine environment, 
taking in excess of 400 years. Marine litter 
originates from many sources and causes a wide 
spectrum of environmental, economic, safety, 
health and cultural impacts. For example, marine 
litter can cause harm to sea life if ingested or even 
death if a marine mammal becomes entangled in 
litter. 
 Marine litter has been defined by UN Environment 
(United Nations Environment) as “any persistent, 
manufactured or processed solid material 
discarded, disposed of or abandoned in the marine 
and coastal environment. Marine litter consists of 
items that have been made or used by people and 
deliberately discarded into the sea or rivers or on 
beaches; brought indirectly to the sea with rivers, 
sewage, storm water or winds; accidentally lost, 
including material lost at sea in bad weather 
(fishing gear, cargo); or deliberately left by people 
on beaches and shores.” 
 Marine litter, including plastics and microplastics, 
is known to result from land-based sources in 
massive quantities but can also originate from 
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ships. Debris particles have been observed in 
coastal areas, in waters far from anthropogenic 
pollution sources, in surface waters, in the water 
column of deep water and in ocean sediments, and 
from the equator to the poles, including trapped in 
sea ice. 
 UN Environment estimates that 15% of marine 
litter floats on the sea's surface, 15% remains in 
the water column and 70% rests on the seabed. 
 According to another study, 5.25 million plastic 
particles, weighing 268,940 tonnes in total, are 
currently floating in the world”s oceans. 
What problems does marinelitter cause? 
 In addition to the environmental and health 
problems posed by marine litter, floating garbage 
and plastics pose a costly as well as dangerous 
problem for shipping, as they can be anavigational 
hazard and become entangled in propellers and 
rudders. 
 Another problem requiring urgent remedial action 
is the massive accumulation of plastics, not only in 
coastal areas but also in the deep sea. 
 This litter is harmful to marine life: sea creatures 
can become trapped inside containers or strangled 
by nets or ropes, and microplastics can also enter 
the food chain as they are indigestible when 
swallowed. 
(Adapted from https://www.imo.org 
In which statement is the word well an adjective? 
 
A. The injured turtle is well now. 
B. The mammal was well treated. 
C. Tears well in eyes when turtles are back to the 
sea. 
D. Well, I agree that some species are extinct. 
29 – Which modal verbs are used when asking 
for permission? 
A. Can – could – may. 
B. Might – should – ought to. 
C. Would – must – should. 
D. Shall – will – might. 
30 – If you want to play poker, you _____ keep 
your best cards, you _____ tell others what cards 
you have, and you _____look at my cards 
A. have to - don’t have to - can’t to 
B. must to - have to - can to 
C. should - shouldn’t - mustn’t 
D. don’t have to - must - shouldn’t to 
31 – Acerca dos direitos e deveres individuais e 
coletivos, assinale a opção correta. 
A. Segundo a CF, todos podem reunir-se 
pacificamente, sem armas, em locais abertos 
ao público, mediante prévia autorização, 
desde que não frustrem outra reunião 
anteriormente convocada para o mesmo local. 
B. É livre a manifestação do pensamento, sendo 
garantido o anonimato. 
C. A lei penal poderá retroagir para beneficiar o 
réu. 
D. A CF garante a obtenção de certidões em 
repartições públicas, para defesa de direitos e 
esclarecimento de situações de interesse 
pessoal, mediante o pagamento das 
respectivas taxas. 
32 – Maria, vereadora do Município Alfa, solicitou 
que sua assessoria analisasse a compatibilidade, 
com a ordem constitucional, de eventual projeto 
de lei que estabelecesse uma disciplina 
específica para os contratos de compra e venda 
de banana, o que derivava da elevada produção 
local, dos períodos de entressafra e da forma 
específica de comercialização no território do 
Município, no qual era comum a realização de 
trocas, sem a utilização da moeda nacional. 
A. A assessoria respondeu corretamente que 
eventual projeto de lei seria 
B. Constitucional, desde que sejam observadas 
as normas gerais editadas pela União. 
C. Inconstitucional, pois compete privativamente 
à União legislar sobre a matéria. 
D. Inconstitucional, pois compete 
concorrentemente à União e ao Estado 
legislar sobre a matéria. 
33 – Não se inclui entre as competências 
constitucionais da Polícia Federal: 
A. exercer, com exclusividade, as funções de 
polícia judiciária da União. 
B. prevenir e reprimir o contrabando e o 
descaminho, sem prejuízo da ação 
fazendária. 
C. exercer as funções de polícia marítima, 
aeroportuária e de fronteiras. 
D. apurar infrações penais em detrimento de 
bens, serviços e interesses da União, suas 
entidades descentralizadas e em cooperação. 
34 – São princípios fundamentais proclamados 
no artigo I da Declaração Universal dos Direitos 
Humanos, de 1948: 
A. A igualdade entre homens e mulheres e a 
liberdade de pensamento e religião. 
B. A presunção de inocência e a inviolabilidade 
da vida privada. 
C. O amplo acesso à educação e ao trabalho. 
D. A liberdade, a igualdade e a fraternidade. 
35 – Nos termos da Declaração Universal dos 
Direitos Humanos, é correto afirmar que 
A. Determina que todo ser humano tem direito à 
liberdade de reunião e associação pacífica. 
B. Não possui qualquer previsão no que 
concerne à liberdade de reunião. 
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C. Determina que todos podem reunir-se 
pacificamente, sem armas, em locais abertos 
ao público, independentemente de 
autorização. 
D. Determina que todos podem reunir-se, com 
ou sem armas, em locais abertos ao público 
ou não. 
36 – “Ninguém será submetido à tortura, nem a 
tratamento ou castigo cruel, desumano ou 
degradante” é máxima ensinada pelo seguinte 
documento sobre Direitos Humanos: 
A. Carta do Rei João Sem Terra (1215). 
B. Declaração de direitos do homem e do 
cidadão (1789). 
C. Declaração Universal dos Direitos Humanos 
(1948). 
D. Declaração dos Direitosda Criança (1959). 
37 – Segundo a Convenção Americana sobre 
Direitos Humanos, toda pessoa acusada de delito 
tem direito a que se presuma sua inocência 
enquanto não se comprove legalmente sua culpa. 
Durante o processo, todo acusado tem, em plena 
igualdade, 
A. Direito de ser assistido por tradutor, mediante 
pagamento prévio, se não compreender ou 
não falar o idioma do país onde tenha sido 
praticado o delito. 
B. Direito de não ser obrigado a depor contra si 
mesmo, podendo declarar-se culpado. 
C. Garantia de comunicação prévia e 
pormenorizada da acusação formulada. 
D. Direito de defender-se por meio de um 
defensor de sua escolha, não podendo a 
defesa ser feita pessoalmente. 
38 – No Brasil, o Pacto de São José da Costa 
Rica tem status de 
A. Emenda constitucional. 
B. Direito fundamental. 
C. Lei ordinária. 
D. Norma supralegal. 
39 – A Convenção Americana de Direitos 
Humanos prevê expressamente que, quando 
decidir que houve violação de um direito ou 
liberdade nela protegidos, a Corte Interamericana 
de Direitos Humanos determinará, se couber, 
entre outras medidas, 
A. O reconhecimento público, pelo Estado, de 
sua culpa pelas violações ao direito. 
B. O pagamento de indenização justa à parte 
lesada. 
C. A anulação da regra ou da decisão que 
resultou na lesão do direito. 
D. A persecução penal da autoridade 
responsável pela violação de direito. 
40 – A Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro, Decreto Lei nº 4.657, de 4 de setembro 
de 1942, estabelece que 
 
A. Em regra, a lei começa a vigorar em todo o 
país quarenta e cinco dias depois de 
oficialmente promulgada. 
B. Em outros países, a lei brasileira, quando 
admitida, começa a ser obrigatória noventa 
dias depois de oficialmente publicada. 
C. Em regra, a lei revogada se restaura por ter a 
lei revogadora perdido a vigência. 
D. Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer 
nova publicação do texto da lei, destinada à 
correção, o prazo para começar a vigorar 
começará a correr da nova publicação. 
41 – As técnicas de amostragem podem ser 
classificadas como amostras probabilísticas e 
amostras não probabilísticas. São, 
respectivamente, uma técnica probabilística e 
uma técnica não probabilística: 
A. Amostra aleatória simples e amostra 
sistemática. 
B. Amostra por cotas e amostra por julgamento. 
C. Amostra por conglomerado (cluster) e 
amostra por cotas. 
D. Amostra aleatória simples e amostra por 
conglomerado (cluster). 
42 – Dado que uma variável aleatória X é 
uniformemente distribuída no intervalo (a, b), com 
a 
3) é igual a: 
A. 1/4 
B. 7/16 
C. 1/2 
D. 2/3 
43 – A população de Joinville estimada pelo 
IBGE em 2021 é de aproximadamente 600.000 
habitantes. 40% dessa população, estimada pelo 
IBGE, está ocupada e 20% da população 
ocupada recebe menos de meio salário mínimo. 
Considerando-se as informações apresentadas, é 
correto afirmar que o total de habitantes que 
estão ocupados e recebem mais de meio salário 
mínimo é de 
A. 48.000. 
B. 120.000. 
C. 192.000. 
D. 480.000. 
44 – Para ingresso no Corpo de Bombeiros do 
Estado de Mato Grosso, alguns testes devem ser 
realizados, dentre eles o Teste de Aptidão Física 
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(TAF), cujo protocolo de aplicação é apresentado 
a seguir: 
 
1. O Teste de Aptidão Física constará de 5 
(cinco) exercícios, que obedecerá a seguinte 
sequência: 
1.1. Corrida de 12 (doze) minutos; 
1.2. Barra Fixa (flexão/sustentação); 
1.3. Abdominal Remador; 
1.4. Meio Sugado; 
1.5. Natação 100m. 
Na realização de todos os testes físicos, o 
candidato terá apenas uma tentativa para 
execução do exercício. Será considerado 
aprovado no Teste de Aptidão Física somente o 
candidato que alcançar, na soma dos pontos dos 
exercícios dos itens 1.1 ao 1.5, nota igual ou 
superior a 15 (quinze) pontos, não podendo tirar 
nota inferior a 1 em qualquer dos exercícios, de 
acordo com as tabelas a seguir: 
 
 
 
Na corrida, na barra fixa, no meio sugado, na 
abdominal remador e na natação 100m, o 
candidato José fez, respectivamente, 2800, 4, 14, 
41 e 1’55”, enquanto a candidata Maria fez 2200, 
11”, 10, 35 e 2’05”. A partir dessas informações, 
assinale a afirmativa correta. 
A. Os candidatos foram reprovados. 
B. Maria fez 1 ponto a mais que José. 
C. José fez 1 ponto a mais que Maria. 
D. José fez 15 pontos. 
45 – Considere as seguintes proposições: 
p: J.B. é soldado PM. 
q: B.J. é cabo PM. 
Se ambas as proposições, p e q, têm valor lógico 
verdadeiro, qual das proposições a seguir tem 
valor lógico verdadeiro? 
A. Se J.B. não é soldado PM, então B.J. é cabo 
PM. 
B. J.B. é soldado PM e B.J. não é cabo PM. 
C. Se J.B. é soldado PM, então B.J. não é cabo 
PM. 
D. J.B. não é soldado PM ou B.J. não é cabo 
PM. 
46 – No interior de um triângulo ABC estão quatro 
retângulos. As bases desses retângulos têm a 
mesma medida e estão sobre o lado AB; o lado BC 
passa pelos vértices dos retângulos; o retângulo 
de maior área tem A como um de seus vértices e 
o retângulo de menor área é um quadrado, 
conforme mostra a figura, a qual também indica 
que um lado de um retângulo de menor área está 
sobre um lado de um retângulo de maior área. 
 
 
Sabendo que a razão entre a medida do lado AC 
e a medida do lado do quadrado é igual a 3 e que 
a soma das áreas dos quatro retângulos é igual a 
1372 cm2 , a área do triângulo ABC é 
A. 1692 cm2. 
B. 1764 cm2 . 
C. 1800 cm2. 
D. 1854 cm2. 
47 – Determine o valor de m de modo que uma 
das raízes da equação x2 – 6x + (m+3) = 0 seja 
igual ao quíntuplo da outra: 
A. m = 1 
B. m = 2 
C. m = 3 
D. m = 4 
48 – Em um concurso de fantasias, os 5 finalistas 
são brasileiros ou franceses e um prêmio será 
dado a quem descobrir a nacionalidade de cada 
finalista. Adriana, que não é uma das finalistas, 
sabe que há mais finalistas brasileiros do que 
franceses e que pelo menos um francês é 
finalista. Logo, a probabilidade de ela acertar as 
nacionalidades é 
A. 1/15 
B. 8/15 
C. 2/3 
D. 2/5 
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49 – Seja ƒ(x) = px2 + (2p − 2)x + (p − 3). 
Determine o valor de p para que a função 
quadrática tenha dois zeros reais e distintos. 
A. p > −1 e p ≠ 0. 
B. p −2 e p ≠ 0 
D. p

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