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QUESTIONÁRIO: DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 1. 1988 inaugurou para os cidadãos brasileiros a possibilidade da participação popular nas políticas públicas por meio das instâncias de deliberação e controle social, e sua maior expressão pode ser considerada os Conselhos de Direitos e os Conselhos de Controle Social de Políticas Públicas. Sobre essa participação que é apontada em diversos momentos do texto constitucional, assinale a alternativa correta. A. A participação popular nos Conselhos de Direitos possibilita ações conjuntas entre sociedade civil e Estado. B. A participação popular nos Conselhos de Direitos garante uma visão unilateral técnica para as decisões tomadas. C. Nos Conselhos de Direitos, a participação popular representa menor número do que a participação do governo. D. Ao instituir a participação popular, a CF/88 teve a intenção exclusiva de estimular os brasileiros a discordarem das decisões do governo. E. A participação popular nos Conselhos de Direitos não exige conhecimento, pois somente os conselheiros representantes do governo têm a responsabilidade de votar sobre as matérias. 2. Os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente são órgãos de deliberação colegiada, permanentes e de composição paritária entre o governo e a sociedade civil. Sua função principal é formular políticas públicas e atendimento à infância e à adolescência, bem como defender a qualidade da execução daquelas já constituídas e proteger integralmente a infância e a adolescência no país. Sendo assim, é correto afirmar que: A. Os Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente são autônomos e, por esse motivo, não têm ligação com o Poder Público. B. O número de conselheiros é paritário entre os representantes da sociedade civil e do governo. C. Apesar de ser paritário, as decisões dos Conselhos serão tomadas individualmente, de acordo com o conhecimento técnico de cada um. D. A função fiscalizadora dos Conselhos dos Direitos das Crianças e do Adolescente tem o objetivo de atuar nos serviços ofertados pelo Poder Público. E. Após a aprovação do ECA, os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente não precisam de lei própria. 3. O CT é um órgão autônomo e permanentemente encarregado pela sociedade a zelar pelos Direitos da criança e do adolescente. É correto afirmar que: A. A composição do CT é realizada pelo Governo da esfera em que está instalado, sendo-lhe facultado escolher quantos conselheiros o comporão. B. É atribuição do CT atender crianças e adolescentes e aplicar medidas de proteção. C. É atribuição do CT definir a guarda de crianças e adolescentes. D. Não é atribuição do CT atender pais ou responsáveis. E. O CT tem como atribuição fiscalizar somente as entidades governamentais. 4. O trabalho do Conselho Tutelar e do Conselhos dos Direitos da Criança e do Adolescente está baseado no Estatuto da Criança e do Adolescente, que é considerado uma ampla e extensiva legislação, reconhecida nacional e internacionalmente. No entanto, apesar dos muitos anos que se passaram desde a aprovação do ECA, os CMDCAs e os CTs ainda encontram diversos desafios. Sobre esses desafios, é correto afirmar que: A. Os CTs não precisam lutar pelo entendimento da sociedade sobre suas atribuições, pois elas são claras para todos os cidadãos brasileiros. B. Apesar de passados muitos anos desde a aprovação do ECA, atualmente ainda pode-se apontar para a necessidade de se difundir as regras que estão nele estabelecidas. C. Os Conselhos de Direitos têm participação popular sempre qualificada, pois todos os conselheiros têm conhecimento sobre a temática. D. No que se refere ao orçamento para as políticas públicas relativas à crianaça e ao adolescente, este já é um desafio superado na atualidade. E. Os CTs enfrentam seus desafios sozinhos, pois se referem exclusivamente as suas questões . 5. A CF/88 foi um marco normativo de maior importância para o Brasil. Foi ela quem definiu a garantia da participação popular nas decisões do Poder Público. Sobre esse tema, pode-se afirmar que: A. Ao instituir a participação popular, a CF/88 estimulou os brasileiros a exercerem sua cidadania. B. A CF/88 instituiu a participação popular, mas a limitou aos cidadãos que tenham cursado, no mínimo, o ensino médio. C. A participação popular foi instituída para que o Governo possa controlar a população. D. Na atualidade, a participação popular referida na CF/88 não encontra maneira de ser colocada em prática. E. A sociedade não tem vantagens com a participação popular. GABARITO 1 – “A” A Constituição Federal de 1988 proporcionou aos cidadãos brasileiros a oportunidade de participar das políticas públicas por meio de instâncias de deliberação e controle social, destacando-se especialmente os Conselhos de Direitos e os Conselhos de Controle Social de Políticas Públicas. Esse mecanismo de participação está garantido em diferentes pontos do texto constitucional e estabelece que a representação popular deve ter paridade com a governamental, ou seja, 50% para cada, de modo a assegurar a igualdade na tomada de decisões. Com isso, a CF/88 visava fomentar a cidadania e a democracia, transferindo parte das decisões para a sociedade civil, que traz consigo um conhecimento prático das demandas populares. Essa participação fortalece a legitimidade e a eficácia das decisões, pois considera a perspectiva de quem vivencia as necessidades da população. Assim, o enfoque das discussões nos conselhos não se limita ao aspecto técnico, mas inclui também a experiência empírica dos conselheiros, o que enriquece os debates. O objetivo da participação popular, portanto, não é necessariamente divergir das propostas governamentais, mas sim debater em igualdade de condições, podendo tanto concordar quanto discordar conforme os temas abordados. 2 – “B” Os Conselhos possuem autonomia, mas estão vinculados administrativamente ao Poder Executivo da esfera em que operam, que é responsável por garantir os recursos e condições adequadas para seu funcionamento. A composição dos Conselhos de Direitos é paritária, com igual número de representantes da sociedade civil e do governo, e todas as decisões são tomadas de forma colegiada, ou seja, mediante votação entre os conselheiros, sem decisões individuais. Exercendo funções de fiscalização e controle, os Conselhos buscam aprimorar a qualidade das políticas públicas voltadas para a população infantojuvenil, atuando tanto nos serviços públicos quanto naqueles executados por Organizações da Sociedade Civil (OSCs), ampliando sua atuação além do setor governamental. O princípio da legalidade exige que os Conselhos sejam instituídos por lei específica da esfera administrativa em que estão inseridos. 3 – “B” A composição do Conselho Tutelar (CT) é determinada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece a presença de cinco conselheiros, sem que haja possibilidade de alteração por decisão dos governos. A criação do CT é obrigatória. Entre suas funções, estão o atendimento a crianças e adolescentes e a aplicação de medidas de proteção, além do atendimento a pais e responsáveis. A decisão sobre guarda é de competência da autoridade judicial. Cabe ao CT fiscalizar tanto as entidades governamentais quanto as não governamentais. 4 – “B” Um dos desafios atuais é a necessidade de divulgar amplamente as normas do Estatuto, permitindo que a população o conheça bem e o interprete corretamente, desfazendo ideias equivocadas. A participação popular muitas vezes carece de qualificação, uma vez que alguns conselheiros não possuem conhecimento adequado sobre a legislação e os temas envolvidos. Outro obstáculo enfrentado pelos Conselhos de Direitos e Tutelares é a falta de direcionamento apropriado para as políticas de atendimento à infância e adolescência. Além disso,as pautas desses Conselhos não são questões isoladas; elas também impactam a sociedade em geral. Como reflexo, atualmente existem diversos projetos de lei tramitando tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados. 5 – “A” Com a instituição da participação popular nas decisões governamentais, a Constituição Federal de 1988 incentivou os brasileiros a exercerem plenamente sua cidadania. Após a promulgação da chamada Constituição Cidadã, várias formas de envolvimento foram disponibilizadas, destacando-se os Conselhos de Direitos, os Conselhos de Controle Social e as Conferências. A participação nos Conselhos é aberta a qualquer cidadão, independentemente de seu nível de escolaridade, permitindo que todos possam contribuir nas decisões públicas. Assim, a CF/88 não restringiu essa participação apenas aos cidadãos com ensino médio ou superior.