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02. (Uemg 2014) "Há três razões pelas quais o amor é absolutamente indissociável da literatura amorosa. A primeira é que a gente aprende a amar e a declarar o amor pela literatura. A segunda é que o amor se tornou relevante em nossa vida à força de ser descrito e idealizado pela literatura. A terceira é que o amor, como sentimento, é um efeito das palavras que o expressam: a literatura nos instiga a amar tanto quanto nossas próprias declarações amorosas." Nesse trecho, qual dos conectivos a seguir equivale semanticamente ao sinal de dois-pontos? a) À medida que. b) Não obstante. c) No entanto. d) Em suma. Diferentes LINGUAGENS TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES: Você reconhece quando chega a felicidade? Tenho uma forte antipatia pela obrigação de ser feliz que acompanha o Carnaval. 17Quem foge da folia ganha o rótulo de antissocial, depressivo ou chato. Nada contra o Carnaval. Apenas contra essa confusão de conceitos. Uma festa alegre não significa que você esteja plenamente feliz. E 18forçar uma situação de felicidade tem tudo para terminar em arrependimento e frustração. 8Aliás, você reconhece a felicidade quando ela chega? Sabe que está sendo feliz naquele momento? Espere um pouco antes de responder. Pense de novo. Estamos falando de felicidade! Não de uma alegria qualquer. E qual é a diferença? Bem, descrever a felicidade não é fácil. 1Ela é muito recatada. Não fica ali posando para foto, sabe? Mas um Manual de Reconhecimento da felicidade diria mais ou menos o seguinte: 9ela é mansa. Não faz barulho. Ao mesmo tempo é farta. 13Quando chega, ocupa um espaço danado. Apesar disso, você quase não repara que ela está ali. 10Se chamar a atenção, não é ela. É euforia. Alegria. 2A licenciosidade de uma noite de Carnaval. 3Ou um reles frenesi qualquer, disfarçado de felicidade. A dita cuja é discreta. Discretíssima. E muito tranquila. Ela o faz dormir melhor. E olha, vou lhe contar 19uma coisa: a felicidade é inimiga da ansiedade. As duas não podem nem se ver. Essa é a melhor pista para o seu Manual de Reconhecimento da Felicidade. 11Se você se apaixonou e está naquela fase de pura ansiedade, mesmo que esteja superfeliz, não é felicidade. É excitação. Paixonite. Quando a ansiedade for embora, pode ser que a felicidade chegue. Mas ninguém garante. 20É temperamental a felicidade. Não vem por qualquer coisa. E para ficar então... hi, não conheço nenhum caso de alguém que a tenha tido por perto a vida inteira. Por isso é tão importante reconhecê-la quando ela chega. Entendeu agora por que a minha pergunta? Será que você sabe mesmo quando está feliz? Ou será que você só consegue saber que foi feliz quando a felicidade já passou? 12Eu estudo muito a felicidade. Mas não consigo reconhecê-la. Talvez porque eu seja péssima fisionomista. Ou porque ela seja muito mais esperta do que eu. Mais sábia. Fato é que eu só sei que fui feliz depois. No futuro. Olho para o passado e reconheço: “16Nossa, como eu fui feliz naquela época!” Mas no presente ela sempre me dá uma rasteira. 14Ando por aí, feliz da vida e nem sei que estou nesse estado. Por isso aproveito menos do que poderia a graça que é ter assim, tão pertinho, a tal felicidade. Nos últimos tempos, dei para fazer uma lista de momentos felizes. E aqui é importante deixar claro que esses momentos devem durar um certo período de tempo. 4Um episódio isolado feliz – como quatro dias de Carnaval, por exemplo – não significa felicidade. A felicidade, quando vem, não vem de passagem. 15Não dura para sempre, mas dura um tempinho. Gosta de uma certa estabilidade, [...] Sabendo quando você foi feliz, é mais fácil descobrir por que foi feliz. Para ser ainda mais funcional, é bom que a lista seja cronológica. 7Lendo a minha, constato que fico cada vez mais feliz e por mais tempo. Será que ela está aqui agora? Não sei dizer. 6Mas a paz de que desfruto agora é um sintoma dela. E isso não tem nada a ver com a tal obrigação de ser feliz desfilando no Sambódromo. Continuo meus estudos. 5Já tenho certeza de que hoje sou mais amiga da felicidade do que jamais fui em qualquer tempo. Ana Paula Padrão (adaptado) Revista ISTOÉ 2206, de 22/02/2012. 01. (G1 - epcar (Cpcar) 2013) Leia atentamente a charge e, a seguir, assinale a alternativa INCORRETA. a) A charge pode ser representativa do título do texto “Você reconhece quando chega a felicidade?”. b) Está implícita a ideia de felicidade no quadrinho 2. c) A felicidade é um estado corriqueiro, como comprova o quadrinho 3. d) A felicidade é associada a uma “caixinha de surpresa”. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: PALAVRAS DO COMANDANTE “As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço na Força Aérea Brasileira. 1Só em pensar que, em 2002, o efetivo da FAB era composto por, apenas, mulheres e que hoje em dia, já somam isso mostra o quanto elas têm se esforçado para ajudar na defesa do país. (...) E, aos poucos, elas alcançam patentes cada vez mais altas. Já existem, inclusive, mulheres Tenente-Coronel e, 2este ano, as primeiras aviadoras chegam ao posto de Capitão. É bem possível que, no futuro, tenhamos mulheres Coronel e, quem sabe, possam chegar ao posto de Oficial-General.” (NOTAER, ano XXXVII/nº3, março de 2014, p.3) Onde estão as mulheres? Um novo levantamento mostra que, apesar da entrada em massa no mercado de trabalho, poucas alcançam o topo. COMPARAÇÃO INTERNACIONAL No Brasil, há menos cargos de chefia ocupados por mulheres do que em outros países. 3.249 9.250, A LUTA CONTINUA Nos últimos sete anos, o número de cargos de chefia ocupados por mulheres no Brasil caiu quase pela metade. (Época, número 823, 10 de março de 2014. Editora Globo; p.64 - adaptado) MULHERES NA FAB (NOTAER, ano XXXVII/nº3, março de 2014, p.7) 02. (Epcar (Afa) 2015) Observando os gráficos e seus respectivos textos, assinale a opção que traz uma análise correta. a) As palavras do Comandante vão ao encontro do exposto no gráfico “A luta continua”. b) O gênero feminino, como exposto no gráfico “Mulheres na FAB”, tem mais chance de atingir cargos de chefia na Força Aérea do que em outras profissões no restante do Brasil. c) O texto “Onde estão as mulheres?” e as palavras do Comandante revelam, respectivamente, um crescimento em massa da mulher no mercado de trabalho e na Força Aérea Brasileira. d) Em relação ao revelado no gráfico “Comparação Internacional”, pode-se afirmar que a entrada de mulheres no mercado de trabalho é diretamente proporcional à sua ascensão profissional. INFERÊNCIAS 01. (G1 - cps 2015) Leia o texto. O Masp foi fundado em 1947 e idealizado pelo jornalista Assis Chateaubriand e pelo critico de arte italiano Pietro Maria Bardi. Inicialmente instalado no prédio dos Diários Associados, o museu foi para a Avenida Paulista após 12 anos entre projeto e obras. Perante a presença da Rainha Elizabeth II, “nasceu” o prédio que conhecemos atualmente.(...) O imponente prédio foi desenhado por Lina Bo Bardi e se transformou em um dos cartões-postais de São Paulo. Com algumas reformas como a pintura das colunas de vermelho em 1990 e o acréscimo de um terceiro andar subsolo em 1997, a construção é considerada uma das joias da cidade. O acervo do museu é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 1969 e possui atualmente cerca de 8 mil peças, dentre as quais se destacam pinturas ocidentais, principalmente italianas e francesas do século XIII aos dias de hoje. Lá, de terça a domingo, é possível apreciar obras de artistas consagrados como Botticceli, Delacroix, Renoir, Monet, Cezanne, Picasso, Modigliani, Van Gogh, Matisse e Chagall. O Masp integra, desde 2008, o Clube dos 19, que congrega os museus cujos acervos são considerados os mais representativos da arte europeia do século XIX. Além do parisiense Musee d´Orsay – que convidou o Masp a fazer parte do grupo– a lista ainda conta com o Art Institute, de Chicago, e o Metropolitan, de Nova York, entre outros.(...) (http://tinyurl.com/ot4fjn8 Acesso em: 19.09.2014.) De acordo com as informações do texto, é correto afirmar que o Masp a) reúne obras pintadas por Chateaubriand. b) foi doado pela Rainha Elizabeth II a São Paulo. c) está aberto ao público de domingo a domingo. d) tem a maior parte do seu acervo dedicada a artistas brasileiros. e) passou por obras que modificaram o seu formato original. 02. (Unicamp 2015) Dados numéricos e recursos linguísticos colaboram para a construção dos sentidos de um texto. Leia os títulos de notícias a seguir sobre as vendas do comércio no último Dia dos Pais. Venda para o Dia dos Pais cresceu 2% em relação ao ano passado. Adaptado de O Diário Online, 15/08/2014. Disponível em http://www.odiarioonline.com.br/noticia/26953/. Acessado em 20/08/2014. 19 Só 4 em cada 10 brasileiros compraram presentes no Dia dos Pais. Época São Paulo, 17/08/2014. Disponível em http://epoca.globo.com/regional/sp/Consumo. Acessado em 20/08/2014. Podemos afirmar que: a) As informações apresentadas nos títulos fornecem análises convergentes sobre as vendas. b) A avaliação sobre as vendas expressa no segundo título é confirmada pela proporção apresentada no primeiro título. c) Uma avaliação pessimista das vendas no Dia dos Pais é apresentada no segundo título. d) O crescimento de 2% mencionado no primeiro título garante que as vendas este ano foram satisfatórias. MODERNISMO – PRIMEIRA FASE 01. (Ibmecrj 2013) A Semana de Arte Moderna foi um movimento definidor da concepção contemporânea de “cultura brasileira”, quando foram propostas pela primeira vez muitas das ideias ainda correntes sobre a relação do país com a tradição nacional e as influências estrangeiras. Neste ano de 2012, esse movimento completa 90 anos. Da Semana participaram jovens artistas como os escritores Oswald de Andrade, Anita Malfati, Mario de Andrade e Manuel Bandeira, esses dois últimos autores dos poemas abaixo. Texto I VOU ME EMBORA Mario de Andrade (Fragmento) Vou-me embora, vou-me embora Vou-me embora pra Belém Vou colher cravos e rosas Volto a semana que vem (...) Vou-me embora paz na terra Paz na terra repartida Uns têm terra, muita terra Outros nem pra uma dormida Não tenho onde cair morto Fiz gorar a inteligência Vou reentrar no meu povo Reprincipiar minha ciência (...) Texto II VOU-ME EMBORA PRA PASÁRGADA Manuel Bandeira (Fragmento) Vou-me embora pra Pasárgada Lá sou amigo do rei Lá tenho a mulher que eu quero Na cama que escolherei Vou-me embora pra Pasárgada Vou-me embora pra Pasárgada Aqui não sou feliz (...) Expressões e palavras assumem diferentes significados dependendo do contexto em que estão sendo utilizadas. A expressão “Vou-me embora” assume, nos textos I e II, os seguintes sentidos de busca, respectivamente: a) da independência financeira e da liberdade condicional b) da expressão nacionalista e do paraíso perdido c) do conhecimento da pátria e da independência financeira d) do conhecimento do povo e da liberdade de expressão linguística e) da felicidade e do conhecimento da cultura popular 02. (Uftm 2011) Leia os poemas. I. Manuel Bandeira (...) A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros Vinha da boca do povo na língua errada do povo Língua certa do povo Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil Ao passo que nós O que fazemos É macaquear A sintaxe lusíada (...) II. Oswald de Andrade Quando o português chegou Debaixo duma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português A ideia comum aos dois textos consiste na a) contradição entre a língua concebida e a que se realiza nos poemas. b) crítica ao linguajar popular e debochado do povo brasileiro. c) aceitação dos valores da cultura europeia, particularmente a portuguesa. d) proposta de uma língua nacional que esteja próxima da expressão lusíada. e) busca de uma identidade nacional, negando-se a cultura europeia. 03. (Enem 2014) Camelôs Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão: O que vende balõezinhos de cor O macaquinho que trepa no coqueiro O cachorrinho que bate com o rabo Os homenzinhos que jogam boxe A perereca verde que de repente dá um pulo que engraçado E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa alguma. Alegria das calçadas Uns falam pelos cotovelos: — “O cavalheiro chega em casa e diz: Meu filho, vai buscar um pedaço de banana para eu [acender o charuto. Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...” Outros, coitados, têm a língua atada. Todos porém sabem mexer nos cordéis como o tino ingênuo de demiurgos de inutilidades. E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da meninice... E dão aos homens que passam preocupados ou tristes uma lição de infância. BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007. Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de elementos do cotidiano como matéria de inspiração poética. O poema de Manuel Bandeira exemplifica essa tendência e alcança expressividade porque a) realiza um inventário dos elementos lúdicos tradicionais da criança brasileira. b) promove uma reflexão sobre a realidade de pobreza dos centros urbanos. c) traduz em linguagem lírica o mosaico de elementos de significação corriqueira. d) introduz a interlocução como mecanismo de construção de uma poética nova. e) constata a condição melancólica dos homens distantes da simplicidade infantil. MODERNISMO – SEGUNDA FASE 01. (Enem 2010) Texto I Logo depois transferiram para o trapiche o depósito dos objetos que o trabalho do dia lhes proporcionava. Estranhas coisas entraram então para o trapiche. Não mais estranhas, porém, que aqueles meninos, moleques de todas as cores e de idades as mais variadas, desde os nove aos dezesseis anos, que à noite se estendiam pelo assoalho e por debaixo da ponte e dormiam, indiferentes ao vento que circundava o casarão uivando, indiferentes à chuva que muitas vezes os lavava, mas com os olhos puxados para as luzes dos navios, com os ouvidos presos às canções que vinham das embarcações... AMADO, J. Capitães da Areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008 (fragmento). Texto II À margem esquerda do rio Belém, nos fundos do mercado de peixe, ergue-se o velho ingazeiro – ali os bêbados são felizes. Curitiba os considera animais sagrados, provê as suas necessidades de cachaça e pirão. No trivial contentavam-se com as sobras do mercado. TREVISAN, D. 35 noites de paixão: contos escolhidos. Rio de Janeiro: BestBolso, 2009 (fragmento). Sob diferentes perspectivas, os fragmentos citados são exemplos de uma abordagem literária recorrente na literatura brasileira do século XX. Em ambos os textos, a) a linguagem afetiva aproxima os narradores dos personagens marginalizados. b) a ironia marca o distanciamento dos narradores em relação aos personagens. c) o detalhamento do cotidiano dos personagens revela a sua origem social. d) o espaço onde vivem os personagens é uma das marcas de sua exclusão. e) a crítica à indiferença da sociedade pelos marginalizados é direta. TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: A ROSA DE HIROXIMA Pensem nas crianças Mudas telepáticas Pensem nas meninas Cegas inexatas Pensem nas mulheres Rotas alteradas Pensem nas feridas Como rosas cálidas Mas oh não se esqueçam Da rosa da rosa Da rosa de Hiroxima A rosa hereditária A rosa radioativa Estúpida e inválida A rosa com cirrose A antirrosa atômica Sem cor sem perfume Sem rosa sem nada. Vinicius de Moraes, Antologia poética. 02. (Fuvest 2011) Neste poema, a) a referência a um acontecimento histórico, ao privilegiar a objetividade,suprime o teor lírico do texto. b) parte da força poética do texto provém da associação da imagem tradicionalmente positiva da rosa a atributos negativos, ligados à ideia de destruição. c) o caráter politicamente engajado do texto é responsável pela sua despreocupação com a elaboração formal. d) o paralelismo da construção sintática revela que o texto foi escrito originalmente como letra de canção popular. e) o predomínio das metonímias sobre as metáforas responde, em boa medida, pelo caráter concreto do texto e pelo vigor de sua mensagem.