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Diferenciação sexual 
 
A diferenciação sexual refere-se ao 
processo pelo qual os animais 
desenvolvem características sexuais 
distintas, tanto morfológicas quanto 
funcionais, à medida que crescem e se 
desenvolvem. 
A diferenciação sexual ocorre durante o 
desenvolvimento embrionário e envolve 
ativação de diferentes vias genéticas, 
hormonais e celulares que determinam o 
desenvolvimento de características 
sexuais primárias e secundarias. 
 
Camadas germinativas 
 As camadas germinativas são 
responsáveis por formar os principais 
tecidos, órgãos e sistemas do organismo 
em desenvolvimento; 
 Os blastômeros são as primeiras 
células resultantes da divisão do zigoto 
durante a segmentação embrionária, 
marcando o início do desenvolvimento 
do embrião; 
 A ectoderme, mesoderme e 
endoderme colaboram para a criação de 
uma estrutura complexa que 
eventualmente se transforma em um 
organismo completo; 
Lembrando que a Mesodermae é 
responsável pelo sistema reprodutor. 
 
 
Células Germinativas Primordiais 
 
 As células germinativas 
primordiais são células precursoras que 
darão origem às células sexuais 
(espermatozoides e óvulos) nos 
organismos; 
 A migração das Células 
Germinativas Primordiais 
Ocorre durante as fases iniciais do 
desenvolvimento embrionário, após a 
formação das camadas germinativas; 
 Essas células especiais migram de 
locais iniciais, onde se formam, para as 
regiões onde as gônadas (testículos ou 
ovários) se desenvolverão. 
 
Processo de Migração 
 
 As células germinativas 
primordiais se originam em locais 
específicos do embrião, como a crista 
gonadal e o saco vitelino; 
 Elas migram para as gônadas em 
desenvolvimento, seguindo sinais 
químicos e pistas moleculares; 
 Durante a migração, células 
germinativas primordiais se deslocam 
através de tecidos e órgãos, como a 
mesoderme; 
 Uma vez nas gônadas, as células 
germinativas primordiais começam a se 
diferenciar em células sexuais maduras 
(espermatozoides ou óvulos); 
 
A migração das células germinativas 
primordiais é um passo fundamental no 
estabelecimento das células sexuais nos 
organismos. Esse processo garante que as 
gônadas sejam corretamente colonizadas 
pelas células germinativas primordiais, 
permitindo o desenvolvimento adequado 
dos órgãos reprodutivos e contribuindo 
para a capacidade de reprodução do 
organismo em desenvolvimento. 
 
 
 
Diferenciação do sistema genital 
masculino e feminino 
Gônada 
 As gônadas são as glândulas 
sexuais que se desenvolvem em embriões 
e podem ser testículos (masculinos) ou 
ovários (femininos); 
 As gônadas determinam o sexo 
genético do indivíduo: XY para machos 
(testículos) e XX para fêmeas (ovários); 
 As gônadas também produzem 
hormônios sexuais, como testosterona 
 e estrogênio e nos testículos masculinos
progesterona nos ovários femininos; 
 
Ducto de Müller 
 Origem: É uma estrutura 
embrionária que se desenvolve nos 
embriões de ambos os sexos; 
 Função no Desenvolvimento 
Feminino: No feto feminino, o ducto de 
Müller forma o útero, as trompas de 
Falópio e parte da vagina; 
 Degeneração no Desenvolvimento 
Masculino: Nos fetos masculinos, o ducto 
de Müller normalmente desaparece sob a 
influência de hormônios dos testículos; 
 
Ducto de Wolff (ou Mesonéfrico) 
 Origem: Também é uma estrutura 
embrionária presente em ambos os sexos; 
 Função no Desenvolvimento 
Masculino: No feto masculino, o ducto 
de Wolff forma as vesículas seminais, o 
epidídimo e o ducto deferente; 
 Degeneração no Desenvolvimento 
Feminino: Nos fetos femininos, o ducto 
de Wolff normalmente desaparece sob a 
influência de hormônios dos ovários; 
 
 
Determinação sexual 
 
A determinação sexual é o processo pelo 
qual o sexo de um organismo é 
determinado, ou seja, se ele será 
masculino ou feminino. Esse processo é 
controlado principalmente por fatores 
genéticos, hormonais e moleculares. 
 
Determinação Genética: 
 Em muitas espécies, a 
determinação sexual é geneticamente 
controlada pelos cromossomos sexuais. O 
sexo tem um par de masculino
, enquanto os do cromossomos sexuais XY
sexo feminino têm um par de 
cromossomos XX. 
 
 
Determinação Hormonal: 
 Após a determinação genética do 
sexo, a produção e a ação de hormônios 
sexuais desempenham um papel 
fundamental no desenvolvimento sexual. 
Os produzem testículos hormônios 
, como a , que masculinos testosterona
masculinizam o feto, enquanto os ovários 
produzem hormônios femininos, como o 
estrogênio, que feminizam o feto. 
 Distúrbios hormonais podem levar 
a variações na diferenciação sexual, 
resultando em condições intersexuais. 
 
Diferenciação sexual 
Há 3 aspectos para a diferenciação sexual 
no desenvolvimento embrionário fetal: 
 
Sexo Cromossômico: 
 O sexo cromossômico é 
determinado pelos cromossomos 
sexuais que uma pessoa possui em 
suas células; 
 Há dois tipos de cromossomos 
sexuais: X e Y; 
 As combinações mais comuns são 
XX (fêmea) e XY (macho); 
Sexo Gonadal: 
 Sexo gonadal é influenciado pelo 
gene SRY localizado no 
cromossomo Y; 
 No desenvolvimento embrionário, 
a presença do gene SRY em um 
embrião com cromossomo Y (XY) 
desencadeia a formação de 
gônadas masculinas, ou seja, 
testículos; 
 Os testículos, por sua vez, 
produzem hormônios, incluindo a 
testosterona, que influenciam o 
desenvolvimento de características 
masculinas nos órgãos 
reprodutivos internos e nas 
características sexuais secundárias; 
 As fêmeas não precisam expressar 
o gene SRY, apenas os machos. 
Sexo Fenotípico: 
 O sexo fenotípico se relaciona 
com as características físicas 
externas e internas que um animal 
possui e que são visíveis ou 
mensuráveis; 
 Inclui órgãos reprodutivos 
externos (genitais), características 
secundárias do sexo (como pelos 
faciais e mamas), e outras 
características físicas relacionadas 
ao sexo; 
 O sexo fenotípico é influenciado 
pelo desenvolvimento das gônadas 
e pela ação dos hormônios sexuais; 
 
 Sexo comportamental:
 È influenciado por 
hormônios para que o 
macho se reconheça como 
um macho, ou uma fêmea 
como fêmea; 
 O estrógeno é o principal 
hormônio determinante 
para o sexo 
comportamental; 
 A predominância do 
estrógeno é importante, ele 
se liga a uma enzima 
chamada alfa feto proteína. 
Entretanto essa ligação se 
torna incapaz de se inserir 
ao sistema nervoso central, 
e essa incapacidade faz com 
que o sexo comportamental 
seja determinado por uma 
fêmea; 
 Para os machos, ainda que 
haja estrógeno, a 
predominância hormonal é 
a testosterona. Este 
hormônio tenta se ligar a 
enzima alfa feto proteína, 
entretanto essa ligação não 
ocorre e com isso, ele 
consegue se inserir no 
sistema nervoso central; 
 Aromatase, enzima 
predominante no sistema 
nervoso central tem 
estímulo pela testosterona, 
logo, os dois se ligam e a 
testosterona acaba sendo 
convertida em estrógeno; 
 A resultante conversão de 
testosterona em estrógeno 
dentro do sistema nervoso 
central faz com que o sexo 
comportamental 
predominante seja de um 
macho; 
Células de Sertoli: 
 Estão nas partes internas dos 
testículos e ajudam no 
desenvolvimento dos 
espermatozoides; 
 Elas também produzem o 
hormônio anti-Mülleriano 
(AMH) que desempenha um 
papel na diferenciação sexual. 
Células de Leydig: 
 Estão entre os tubos dos 
testículos e produz testosterona, 
o hormônio masculino principal 
que é importante para o 
desenvolvimento e manutenção 
das características masculinas. 
Gene SRY: 
 No desenvolvimento 
embrionário, a presença do gene 
SRY no cromossomo Y é crucial. 
O gene SRY é o principal 
determinante do 
desenvolvimento masculino; 
 O SRY atua como um 
"interruptor" para iniciar a 
diferenciação dos órgãos 
reprodutivos masculinos, 
especificamente os testículos,durante a embriogênese. 
 
 
 
Freemartismo (parto gemelar) 
 
O freemartinismo é uma condição em 
que um dos gêmeos é afetado por 
características sexuais masculinas devido 
à troca de sangue entre gêmeos 
monozigóticos de sexo oposto durante o 
desenvolvimento fetal. A gêmea 
freemartin é frequentemente infértil 
devido a anomalias em seus órgãos 
reprodutivos. 
 
O Gêmeos Monozigóticos: 
freemartinismo ocorre em gêmeos 
monozigóticos (idênticos) quando um 
dos gêmeos é do sexo masculino (XY) e o 
outro é do sexo feminino (XX). 
Durante o Troca de Sangue: 
desenvolvimento fetal, os sistemas 
circulatórios dos gêmeos podem estar 
conectados, permitindo a troca de sangue 
entre eles. 
: O Compartilhamento de Hormônios
sangue dos gêmeos masculinos pode 
afetar o desenvolvimento sexual do 
gêmeo feminino. Hormônios sexuais 
masculinos, como a testosterona, podem 
interferir na diferenciação dos órgãos 
sexuais femininos do gêmeo feminino. 
A gêmea freemartin Infertilidade: 
geralmente é infértil devido a anomalias 
em seus órgãos reprodutivos. Os órgãos 
sexuais femininos podem não se 
desenvolver adequadamente, tornando a 
reprodução inviável. Apresenta falha no 
comportamento estral ou falha na 
concepção na presença do macho. 
A gêmea Características Masculinas: 
freemartin pode exibir características 
físicas e comportamentais mais 
masculinas devido à exposição aos 
hormônios masculinos durante o 
desenvolvimento. Apresenta com clitóris 
hipertrofiado, presença de pelos longos 
nas vulvas, vagina mais escura, vestígios 
de gônadas masculinas e hipoplasia nos 
ductos de Muller. 
: O Ocorrência em Bovinos
freemartinismo é mais comum em 
bovinos, especialmente em gêmeos de 
sexo oposto em rebanhos de criação de 
gado. È menos comum em ovinos, 
caprinos, suínos e equinos. 
 
 
 
Criptorquidismo 
 
O criptorquidismo é uma condição em 
que um ou ambos os testículos não 
descem normalmente para o escroto 
durante o desenvolvimento fetal. Isso 
pode afetar a função testicular e 
aumentar o risco de complicações em 
longo prazo, mas geralmente pode ser 
tratado com cirurgia para reposicionar os 
testículos no escroto. 
 
No Não Descida dos Testículos: 
criptorquidismo, um ou ambos os 
testículos não descem da região 
abdominal, onde se formam durante o 
desenvolvimento fetal, para o escroto, 
onde normalmente residem na vida 
adulta. 
Os testículos precisam estar na Riscos: 
temperatura mais baixa do escroto para 
funcionar adequadamente. Se não 
descem, a temperatura mais elevada na 
cavidade abdominal pode afetar a 
produção de espermatozoides e 
aumentar o risco de câncer testicular. 
 
 
 
Hermafroditismo 
Hermafrodita é o individuo que 
apresenta dois sexos distintos anatômica 
e funcionalmente. O hermafroditismo 
pode ser classificado em duas categorias 
principais: hermafroditismo verdadeiro e 
hermafroditismo pseudo-verdadeiro. 
 
Hermafroditismo Verdadeiro: 
 Hermafroditismo verdadeiro é 
definido pela presença de tecido 
ovariano e testicular no mesmo 
individuo, em gônadas separadas 
ou em uma só; 
 As vias genitais externas são quase 
sempre femininas, com vulva 
rudimentar e clitóris 
hipertrofiado; 
 O hermafroditismo verdadeiro, 
um organismo tem órgãos 
reprodutivos masculinos e 
femininos plenamente 
desenvolvidos e funcionais ao 
mesmo tempo. Isso significa que o 
organismo pode produzir tanto 
espermatozoides quanto óvulos 
simultaneamente; 
 
Hermafroditismo Pseudo-verdadeiro: 
 Individuo apresenta apenas uma 
gônada (masculina ou feminina) 
com características secundárias e 
genitália externa do outro sexo. 
 Se a gônada presente for testículo, 
o animal é pseudo-hermafrodita 
macho, e caso a gônada seja 
ovário, é um pseudo-hermafrodita 
fêmea; 
 As espécies mais acometidas são 
bovinos, caprinos, ovinos e suínos; 
 
Síndrome de Turner equina 
 Anomalia caracterizada pela 
presença de somente um dos 
cromossomos X que causa 
infertilidade; 
 Anormalidade cromossômica mais 
comum na espécie equina; 
 O animal apresenta características 
fenotípicas femininas devido a 
ausência do cromossomo; 
 A estatura é menor do que 
considerada normal para a idade 
da raça; 
 As estruturas do aparelho 
reprodutivo são pequenas e os 
ovários não apresentam 
desenvolvimento folicular e a 
vulva pode ter tamanho normal 
ou aparecer em forma 
ligeiramente diminuída; 
 Éguas que apresentam esta 
anormalidade podem não 
manifestar estro ou apresentar 
ciclos irregulares, podendo 
eventualmente permitir a monta; 
 
Síndrome da insensibilidade 
androgênica 
 A síndrome androgênica, também 
conhecida como a síndrome da 
feminização; 
 O animal apresenta genitália 
externa feminina que se 
desenvolve não pela presença de 
estrógeno, mas pela ineficiência 
de andrógeno; 
 Éguas portadoras da síndrome não 
apresentam sinais de estro, 
comportam-se de forma 
semelhante ao garanhão, 
vocalizando na presença da fêmea 
em estro, tornam-se agressivas e 
apresentam desvio de 
comportamento; 
 No exame clínico, 
ultrassonográfico e a palpação 
transretal revelam a ausência de 
cérvix e útero e mostram presença 
de testículos na cavidade 
abdominal localizados na posição 
em que se encontram os ovários 
na fêmea normal; 
 
Aplasia 
 Ausência de seguimentos ou 
estruturas; 
 Geralmente ligados a não 
migração das células primordiais 
na fase inicial; 
Hiperplasia 
 
Deficiência de enzimas que são 
necessárias para a síntese dos hormônios 
esteroides, a deficiência delas afeta o 
desenvolvimento sexual. 
 
Anatomia do sistema genital 
masculino 
 
Conjunto de órgãos responsáveis pela 
produção, maturação, transporte, 
armazenamento de gametas assim como 
sua deposição no trato genital feminino e 
síntese hormônios sexual secundária. 
 
Divisão anatômica: 
 
 Escroto; 
 Testículo; 
 Epidídimo; 
 Ducto deferente; 
 Cordão espermático; 
 Glândulas acessórias; 
 Pênis; 
 Prepúcio; 
 Uretra; 
 
Testículos: 
Funções 
Endócrina → Produção de hormônios 
Gametogênica → Produção de 
espermatozoides 
 
Percurso dos espermatozoides: 
 Túbulos seminíferos; 
 Túbulos seminíferos retos; 
 Rete testis; 
 Ductos eferentes; 
 Cabeça do epidídimo; 
 Corpo do epidídimo; 
 Calda do epidídimo; 
 Túbulo deferente; 
 Porções da Uretra; 
 
Posicionamento dos testículos: 
Região inguinal / Pré-púbica (Posição 
Longitudinal). 
 
Epidídimo: 
Funções 
 Secreção; 
 Absorção de fluídos; 
 Transporte; 
 Maturação; 
 Armazenamento 
 
Divisão: 
 Cabeça 
 Ductos eferentes 
 Corpo 
 Ducto epididimário 
 Cauda 
 
 
 
Ducto eferente: 
Funções 
 Transporte; 
 Armazenamento; 
 Secreção (Ampola); 
 
Cordão espermático: 
 Ducto deferente; 
 Vasos sanguíneos; 
 Linfáticos e nervos; 
 Músculo cremáster; 
 
Termorregulação 
 Mecanismo contracorrente 
(Artéria testicular e plexo 
pampiniforme); 
 Músculo cremáster; 
 Túnica Dartos; 
 Pele escrotal; 
 
Glândulas acessórias: 
 Próstata, vesículas e bulbouretrais; 
 Secreção para a uretra; 
 Fluido seminal; 
 Diluição, manutenção do pH, 
motilidade e viabilidade; 
 Frutose; 
 Minimizar as perdas de sptz; 
 
 
 
Pênis: 
 Raiz 
 Corpo 
 Glande 
Alterações de 
desenvolvimento 
“Intersexo” 
 
Os intersexos e as várias anomalias 
relacionadas ao aparelho reprodutor 
ocorrem nos animais domésticos, mas 
sua prevalência varia grandemente 
entre as linhagens, raças e espécies, 
sendo muito maior naquelas em que 
há alto grau de cruzamentos 
consanguíneos, por escolha ou por 
falta de machos mantidos como 
reprodutores. 
 
Espermatogênese 
A espermatogênese é o processo 
biológico pelo qual os espermatozoides, 
as células reprodutivas masculinas, são 
produzidos nos testículos. Esse processo 
é essencial para a reproduçãosexual. 
 
Sequencia da espermatogênese: 
1. Localização: A espermatogênese 
ocorre nos tubos seminíferos dos 
testículos masculinos. Cada 
testículo contém vários túbulos, 
onde as células germinativas 
passam por uma série de divisões 
celulares para se transformar em 
espermatozoides maduros. 
2. Células Germinativas: O processo 
começa com células-tronco 
especializadas chamadas 
espermatogônias, que estão 
presentes desde o nascimento de 
um homem. As espermatogônias 
se dividem por mitose para formar 
células chamadas espermatócitos 
primários. 
3. Meiose: Os espermatócitos 
primários passam por um processo 
de divisão celular chamado 
meiose, que é essencial para 
reduzir o número de cromossomos 
à metade (número haploide) nos 
espermatozoides. Isso é 
importante porque, durante a 
fertilização, os espermatozoides se 
unirão a um óvulo que também 
possui metade do número de 
cromossomos, resultando em um 
embrião com o número correto de 
cromossomos. 
4. Espermiogênese: Após a meiose, os 
espermatócitos secundários se 
transformam em espermátides, 
que são as células precursoras dos 
espermatozoides. Essas 
espermátides passam por um 
processo de maturação chamado 
espermiogênese, que envolve 
mudanças morfológicas 
significativas para se tornarem 
espermatozoides funcionais. 
5. Formação dos Espermatozoides: 
Durante a espermiogênese, as 
espermátides desenvolvem uma 
cabeça, uma cauda e uma peça 
intermediária. A cabeça contém o 
núcleo com os cromossomos e 
uma enzima chamada acrosina, 
que permite que o espermatozoide 
penetre no óvulo durante a 
fertilização. A cauda é responsável 
pelo movimento do 
espermatozoide. 
6. Número de Espermatozoides: O 
processo de espermatogênese é 
contínuo ao longo da vida de um 
homem. A produção de 
espermatozoides é regulada por 
hormônios, incluindo a hormona 
luteinizante (LH) e a hormona 
foliculoestimulante (FSH), que são 
secretados pela hipófise. 
7. Armazenamento e Liberação: Os 
espermatozoides produzidos nos 
testículos são armazenados no 
epidídimo, uma estrutura tubular 
localizada na parte posterior dos 
testículos. Quando ocorre a 
ejaculação, os espermatozoides são 
transportados do epidídimo pelos 
ductos deferentes até a uretra, de 
onde são ejaculados durante a 
relação sexual. 
 
Duração da Espermatogênese 
 Bovino – 60-63 dias 
 Caprino – 47,7 dias 
 Ovino – 46,8 dias 
 Suíno – 38,7 dias 
 Equino – 54,9 dias 
 Bubalino – 38,7 dias 
 Homem – 72 dias 
 Cão – 62 dias 
 Gato – 46,8 dias 
 
Produção Espermática 
 Bovino – 800-2000 
 Caprino – 2000-3000 
 Ovino – 2000-3000 
 Suíno – 200-300 
 Equino – 150-300 
 Cão – 60-200 
 
Células de Sertoli: 
 As células de Sertoli são células de 
suporte cruciais nos testículos 
masculinos que desempenham 
papéis essenciais na produção de 
espermatozoides; 
 Fornece suporte físico, nutrição, 
proteção e regulação hormonal 
para as células germinativas 
durante a espermatogênese; 
 Produz a proteína ligante de 
andrógeno; 
 Produz o hormônio Inibidor dos 
Ductos de Müller; 
 
Regulação da função testicular pelas 
gonadotrofinas e hormônios 
testiculares 
 
1. Estímulo Inicial: A regulação 
começa com o estímulo inicial, 
que é a liberação de hormônio 
liberador de gonadotrofinas 
(GnRH) pelo hipotálamo, uma 
glândula no cérebro. A GnRH é 
liberada em pulsos intermitentes. 
 
2. Estímulo para a Hipófise: A GnRH 
viaja pelo sistema sanguíneo até a 
hipófise anterior, uma glândula 
localizada na base do cérebro. Lá, 
a GnRH estimula a produção e 
liberação de duas gonadotrofinas: 
hormônio folículo-estimulante 
(FSH) e hormônio luteinizante 
(LH). 
 
3. Ação das Gonadotrofinas: O FSH e 
o LH são liberados na corrente 
sanguínea e viajam até os 
testículos, onde têm ações 
específicas. 
 O FSH estimula as células 
de Sertoli nos túbulos 
seminíferos a apoiar a 
espermatogênese. 
 O LH estimula as células de 
Leydig nos testículos a 
produzir testosterona, o 
principal hormônio 
masculino. 
 
4. Produção de Testosterona: A 
testosterona é o principal 
hormônio masculino e 
desempenha papéis cruciais na 
espermatogênese, 
desenvolvimento sexual 
secundário e manutenção de 
órgãos reprodutivos masculinos. 
 
5. Feedback Negativo: À medida que 
a concentração de testosterona no 
sangue aumenta, ela age 
negativamente no hipotálamo e na 
hipófise para reduzir a liberação 
de GnRH, FSH e LH. Isso cria um 
feedback negativo que regula os 
níveis hormonais. 
 
 
 
Duração da Cópula: 
 Bovino – 1-3 seg; 
 Caprino – 1-2 seg; 
 Ovino – 1-2 seg; 
 Suíno – 5-20 min; 
 Equino – 20-60 seg; 
 Cão – 30-40 min; 
 Gato – 1 seg; 
 
Local de Deposição Seminal 
 Bovino e Bubalinos – Fórnix 
vaginal; 
 Caprino e Ovino – Fórnix 
vaginal; 
 Suíno – Cervical profunda e 
útero; 
 Equino – Útero; 
 Cão – Vagina; 
 Gato – Vagina; 
 
Volume Seminal 
 Bovino – 5-8mL 
 Bubalino – 2-8mL 
 Caprino – 0,5-1,5mL 
 Ovino – 0,5-3mL 
 Suíno – 50-600mL 
 Equino – 40-60mL 
Cão – 1,5-8mL 
 Gato – 0,2mL 
 
Cópulas/dia (Cópulas para Exaustão) 
 Bovino – 20 (60-80) 
 Caprino – 7 (14) 
 Ovino – 10 (30-40) 
 Suíno – 3 (8) 
 Equino – 3 (20) 
 
Fertilização 
 
 A fertilização ocorre quando o 1.
espermatozoide é ejaculado e a 
fêmea realiza contrações, 
favorecendo a movimentação do 
espermatozoide. 
 
 O espermatozoide perde as 2.
proteínas presentes na membrana. 
 
 O espermatozoide chega à tuba 3.
uterina e encontra o óvulo, onde 
começa a tentar penetrar na zona 
corona radiada. Ele libera a 
enzima hialuronidase, que facilita 
a quebra da zona corona radiada. 
(O flagelo também ajuda nessa 
quebra através da força). 
 
 O espermatozoide chega à zona 4.
pelúcida, onde precisa se ligar às 
glicoproteínas. 
 
 O espermatozoide se liga na parte 5.
glicídica, através de 
reconhecimento e afinidade com 
ZP3. 
 
 Existe uma troca de cálcio para 6.
dentro do espermatozoide, onde, 
após certo aumento, as 
membranas se fundem e liberam 
uma enzima, a acrosina, que 
quebra por completo a zona 
pelúcida. 
 
 Existe interação na membrana 7.
plasmática do espermatozoide 
com a membrana do óvulo. 
 
 Após a entrada do 8.
espermatozoide, os grânulos 
corticais da fêmea liberam 
enzimas que impedem que outros 
espermatozoides entrem. 
 
 
 
Exame andrológico em animais 
domésticos 
 
Os exames andrológicos em animais 
domésticos são fundamentais para avaliar 
a saúde reprodutiva e a qualidade do 
sêmen desses animais. Esses exames 
servem para determinar se o macho tem 
a capacidade de ser um bom reprodutor e 
são úteis em várias situações, incluindo: 
 
Exame Pré-Estação de Monta: Realizado 
em touros antes da estação de monta, 
esse exame avalia a saúde dos órgãos 
reprodutivos, a morfologia espermática, 
a motilidade dos espermatozoides e 
outros parâmetros para garantir que o 
touro esteja em condições adequadas 
para a reprodução. 
 
Seleção e Comercialização de 
Reprodutores: Os exames andrológicos 
desempenham um papel fundamental na 
seleção de reprodutores de alta qualidade 
para programas de reprodução. Isso 
inclui a avaliação das características 
genitais, produção de sêmen de boa 
qualidade e histórico reprodutivo. 
 
Diagnóstico de Patologia Reprodutiva: Os 
exames podem detectar patologias 
reprodutivas, como infecções, lesões ou 
anormalidades nos órgãos reprodutivos 
masculinos. Isso é crucial para evitar a 
disseminação de doenças e garantir a 
eficácia da reprodução. 
 
Monitoramento da Fertilidade: Além de 
diagnosticar problemas, os exames 
andrológicos também são usados para 
monitorar a fertilidade de reprodutores 
ao longo do tempo. Isso ajuda a garantir 
um desempenho reprodutivo 
consistente. 
 
Avaliação do Potencial Genético: Alguns 
exames andrológicospodem fornecer 
informações sobre o potencial genético 
de um reprodutor, incluindo a qualidade 
do sêmen e a capacidade de transmitir 
características desejáveis para a prole. 
 
Aprimoramento da Qualidade do Sêmen: 
Com base nos resultados dos exames, 
medidas podem ser tomadas para 
melhorar a qualidade do sêmen, como 
ajustar a dieta, fornecer cuidados de 
saúde adequados e gerenciar o manejo. 
Controle de Doenças Reprodutivas: A 
detecção precoce de infecções ou 
doenças reprodutivas nos machos é 
essencial para prevenir a propagação de 
doenças no rebanho. 
 
 
“As sementes de uma vida de 
estudos transformam-se em frutos 
de sucesso.” 
Bom estudo! 
 
Lorena Dourado

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