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LG – 2o dia | Caderno 1 - Amarelo - Página 12
QUESTÃO 15
O sobrevivente
Impossível compor um poema a essa altura da evolução 
[da humanidade.
Impossível escrever um poema – uma linha que seja – 
[de verdadeira poesia.
O último trovador morreu em 1914.
Tinha um nome de que ninguém se lembra mais.
Há máquinas terrivelmente complicadas para as 
[necessidades mais simples.
Se quer fumar um charuto aperte um botão.
Paletós abotoam-se por eletricidade.
Amor	se	faz	pelo	sem-fio.
Não precisa estômago para digestão.
Um sábio declarou a O Jornal que ainda falta
muito para atingirmos um nível razoável de 
cultura. Mas até lá, felizmente, estarei morto.
Os homens não melhoram
e matam-se como percevejos.
Os percevejos heroicos renascem.
Inabitável, o mundo é cada vez mais habitado.
E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo 
[dilúvio
(Desconfio	que	escrevi	um	poema.)
ANDRADE, Carlos Drummond de. In: CORREIA, Marlene de Castro. 
Drummond: A Magia Lúcida. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2002.
Nesse poema, um dos constantes do livro “Alguma Poesia”, 
publicado em 1930 por Carlos Drummond de Andrade, o 
poeta discorre sobre realidade de então, marcada pelo 
período entreguerras. Pode-se reconhecer, no texto,
 um posicionamento predominantemente otimista em 
relação às paradoxalmente positivas consequências da 
guerra de 1914.
 uma postura laudatória quanto ao progresso material 
que as novas tecnologias de então traziam para a 
sociedade.
 a ideia, extraída a partir do confronto entre os primeiros 
e o último verso, de que, a despeito dos dramáticos 
problemas, ainda era possível ter esperança.
 uma visão egoísta do eu lírico que revela 
descompromisso social ao lamentar que venha a morrer 
antes que o mundo experimente novas benesses.
 uma ótica de desvinculação entre a manifestação 
poética	e	a	realidade	histórico-social	então	verificada.
QUESTÃO 16
Ambientes virtuais de aprendizagem e 
produção da escrita
Em um ambiente virtual de aprendizagem, cada pessoa 
tem a oportunidade de percorrer distintos caminhos, nós e 
conexões existentes entre informações, textos e imagens; 
criar novas conexões, ligar contextos, mídias e recursos. 
Cada nó representa um espaço de referência e interação que 
pode ser visitado, explorado, trabalhado, não caracterizando 
local de visita obrigatória.
Os participantes de um ambiente virtual de aprendizagem 
são incitados a ler e interpretar o pensamento do outro, 
expressar o próprio pensamento através da escrita textual e 
hipertextual, conviver com a diversidade e a singularidade, 
trocar ideias e experiências, realizar simulações, testar 
hipóteses, resolver problemas e criar novas situações, 
engajando-se na construção coletiva de uma ecologia da 
informação, na qual compartilham valores, motivações, hábitos 
e práticas. Cada participante do ambiente torna-se receptor e 
emissor de informações, leitor, escritor e comunicador.
Um ambiente virtual de aprendizagem caracteriza uma 
ecologia da informação, criada na atividade de todos que 
estão inseridos nesse contexto, que transformam a forma 
de representar o próprio pensamento e se transformam 
mutuamente na dinâmica das relações que se estabelecem, 
ao mesmo tempo que vão transformando o ambiente.
ALMEIDA, Maria E. B. de. Tecnologia de informação e comunicação na escola: 
novos horizontes na produção escrita 
Disponível em: www.iar.unicamp.br.
O texto acima discorre sobre as linguagens nas tecnologias 
da comunicação e informação e suas implicações no 
processo de aprendizagem. Segundo a autora, entre as 
vantagens	 que	 se	 verificam	 em	 um	 ambiente	 virtual	 de	
aprendizagem,	é	possível	identificar	a	viabilidade
 de uma produção individual que dispense, no geral, a 
participação do outro.
 do acesso a espaços variados, embora delimitados 
previamente pelo sistema.
 da interação capaz de permitir produções socializadas 
voltadas para a informação.
 da imposição de um determinado valor ou pensamento 
desenvolvido no plano pessoal.
 da anulação do próprio pensamento em detrimento de 
representações alheias.

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