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Direito Constitucional Jurisdição Constitucional no Brasil No Brasil, a jurisdição constitucional começou a ser exercida em 1991, junto com a primeira Constituição Republicana. Desse modo, ela foi inaugurada exatamente como existia nos Estados Unidos e com todas as características da jurisdição norte-americana. CARACTERÍSTICAS: Jurisdição Difusa: qualquer juiz ou tribunal pode decidir sobre a inconstitucionalidade. Jurisdição Concreta: inconstitucionalidade é apreciada à luz do caso concreto. Inconstitucionalidade Incidental: ou por via de exceção, ou seja, existe um pedido principal, porém existe um pedido incidental. Efeito Inter-partes (Voltando à aula anterior com o exemplo da Ação de Despejo, com relação a inconstitucionalidade incidental.) O objeto da ação, não é de inconstitucionalidade, logo esse objeto seria a tutela de qualquer outro bem jurídico, contudo, sem primeiro haver uma decisão sobre a inconstitucionalidade incidental (ou por via de exceção), o objeto propriamente da ação não tem como ser decidido. A imensa esmagadora maioria das ações de despejo, não têm a alegação de inconstitucionalidade, pode-se fazer a arguição de inconstitucionalidade em qualquer ação judicial perante qualquer juiz, mas a esmagadora maioria das ações não tem essa alegação. Logo, o ponto a ser discutido não é a esmagadora maioria, mas sim a minoria, quanto a incidentalmente arguição de inconstitucionalidade. Desse modo, decidido a inconstitucionalidade, o mérito é totalmente independente, podendo ser contrária ou favorável a quem suscitou a inconstitucionalidade e, o fato da inconstitucionalidade ser reconhecida pelo juiz não interfere no sentido positivo ou negativo da decisão de mérito, então pode reconhecer a inconstitucionalidade, mas no mérito julgar a ação improcedente. Exemplo: Eu falo que o tributo é inconstitucional e peço para receber de volta um valor X e o juiz fala que esse tributo é inconstitucional, porém a forma como eu lancei esse tributo está errada e eu não tenho direito a repetição de indébito (é o nome informal que se dá ao direito e à ação que tem como objetivo a devolução de valores cobrados indevidamente de uma pessoa, seja ela natural ou jurídica.) por hipótese ou então seja o tributo que seja compensado sob a óptica da receita. Eu tenho um débito e entro com uma repetição de indébito e arruo? a inconstitucionalidade, porém eu tenho um débito com a receita e a receita tem por lei, a prerrogativa de compensar um tributo com o outro, então o juiz julga improcedente a repetição de indébito, pois a receita tem a prerrogativa de fazer a compensação do débito que tenho, com o crédito que tenho em virtude da inconstitucionalidade da instituição desse tributo. Nesse sentido, o mérito, a decisão do objeto propriamente da ação não é determinada pela inconstitucionalidade, pois são dois temas diferentes, um decidiu incidentalmente e o outro decidiu como objeto propriamente da ação. Em 1891, não existia o modelo austriaco e o Brasil não tinha muito o que fazer, ele poderia fazer como a França, porém era um modelo muito precário e um controle acentuadamente político. Sendo assim, o que restou foi adotar modelo americano. (O modelo autriaco so apareceu em 1920) A promulgação da Constituição de 1891, inaugurou a jurisdição constitucional do modelo americano e qual foi o significado disso para o povo brasileiro? Quase nada, pois a população brasileira era rural, as comarcas eram enormes e ninguém iria a sede na comarca a não ser, os que já moravam na sede da comarca. Quando se fala em jurisdição no Brasil em 1891, é mais sobre o Rio de Janeiro, onde havia o Supremo Tribunal Federal e onde tinha a maior população do país, já São Paulo, já tinha uma classe média, a cafeicultura e nada além disso. Se olha a história jurisdicional no Brasil até o século 20, quem propõe ações que visam a jurisdição constitucional, eram ministros de estados, senadores, oficiais da forças armadas e qual a expressão de uma jurisdição constitucional que praticamente se restringia aos habitantes do RJ e aos seus políticos (senadores, deputados, ministros) e SP? Vem o século 20, quando o Brasil começa o processo de urbanização e é exatamente quando a própria industrialização também começa e vem a Revolução de 1930, que basicamente consistiu em que os paulistas venceram as eleições presidenciais derrotando Getúlio Vargas, o chamado Júlio Prestes, ele quem ganha a presidência da república. Getúlio inconformado, mas pega um trem de Porto Alegre até o Rio e faz aliados (principalmente militares) e quando chega no Rio, os militares já estavam apostos e vão a cavalo fazendo uma marcha em frente ao Palácio Monroe que era onde funcionava o senado. Com isso, impede a posse de Júlio e consolida essa revolução. Em 1930, já havia o modelo austriaco e uma questão no âmbito da reflexão de juristas brasileiros que levaram para os políticos. O Brasil ficou sem Constituição por conta da Revolução de 30 (por 4 anos), então Getúlio governou por meio de decretos. Em 1934, nesse meio tempo teve a guerra civil. São Paulo reagiu não no sentido de destituir Getúlio, mas de tornar SP independente, que aconteceu em Minas (no sul), Rio e SP. Neste palco, se confrontava forças federais apoiando Getúlio contra as forças paulistas, civis, etc. Os paulistas foram derrotados. Getúlio governou em uma Constituição por um bom tempo, até que ele para por definitivo e concorda com uma Constituição, nisso é elaborada em 1934 e prevê um mandato de 4 anos para um presidente. Getúlio é eleito presidente de forma indireta pelos próprios constituintes. Nesse sentido, pela primeira vez essa Constituição fez parte das discussões sobre a criação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Brasil. Vale ressaltar que já existia na Áustria desde 1920 e só aqui pela primeira vez veio essa discussão, porém a ADI de lei federal, tal qual nós conhecemos hoje, não foi aprovada em 1934, apenas proposta. Contudo, uma primeira cedente da ADI e do Controle Abstrato de normas no brasil foi introduzida pela Constituição de 1934, que foi a ação de inconstitucionalidade para fins de intervenção (ação interventiva) e essa ação interventiva dizia a respeito única e exclusivamente da INCONSTITUCIONALIDADE DE LEIS OU ATOS NORMATIVOS ESTADUAIS ou ainda a políticas públicas estaduais. A ação era proposta ao supremo e se o supremo julgasse improcedente autorizava a união a intervir nos estados para pôr fim à inconstitucionalidade. Ademais, surge em 1934 uma espécie de Controle Abstrato no Supremo Tribunal Federal, mas de leis ou atos normativos estaduais e não federais, elas ainda demoram a aparecer. Getúlio aceita a Constituição e é eleito, porém ele não permite que a Constituição sobreviva até o término de seu mandato e faz em 1937 um Golpe de Estado, o chamado Estado Novo, ele rasga a Constituição e outorga uma nova que é a de 1937. A questão da ação interventiva permaneceu no texto, mas quase que inútil, pois todas as intervenções que Getúlio fez foram baseadas em outras normas e em 37 ampliou as possibilidades da intervenção da União nos Estados e quase todas elas foram advindas de decretos presidenciais. Em 1945, Getúlio renúncia. Começa uma nova constituinte, só que promulga a Constituição de 1946, em que reduz as possibilidades de intervenção por decisão do presidente e que fortalece consequentemente, a ação de inconstitucionalidade interventiva ou para fins de intervenção dos estados é restabelecida, continua um quadro em que o Controle Abstrato no Supremo só teria por objeto leis e atos normativos estaduais e continua sem ser federais. Em 1964, ocorre o Golpe Militar, destituição de João Goulart. Nos primeiros anos o governo brasileiro era basicamente decorrente de golpes e curiosamente em 1965, é aprovada uma Emenda Constitucional de nº 16, em que introduz a ADI de LEI OU ATO NORMATIVO FEDERAL que consiste na jurisdição constitucional abstrata. Nessa época o único que podia propor a ADI era o Procurador Geral da República e a partir de 65 definitivamente,já não seguia mais de forma restrita o modelo americano, pois nesse modelo não se tinha a ADI estadual e nem federal. Como nesse controle abstrato de leis ou atos normativos federais, era só o Procurador Geral da República que promulga, a ação ao Supremo era também de controle abstrato, pois não havia um objeto concreto a ser decidido, não tinha dinheiro a ser devolvido e nem um imóvel a ser desocupado, para discutir em tese a compatibilidade ou não de leis ou atos normativos federais com a constituição e a partir daqui, coexistiu o controle modelo americano e o controle abstrato. (Aqui se tem uma questão, pois Gilmar fala que o controle concentrado no Brasil coexiste com o controle difuso, mas Baracho fala que está errado, pois não se fala em controle concentrado no Brasil. Enquanto qualquer juiz puder decidir matéria inconstitucional o controle no brasil é Difuso, só quando ele não decidir mais, aí que se fala em Concentrado. A partir de 1965, se tem tanto o Controle Concreto quanto o Abstrato, e o Brasil tem um sistema Difuso de controle, mas esse sistema pode ser Concreto ou Abstrato. Em, 1974/75, o Supremo fortalece o Controle Abstrato em uma decisão administrativa e não judicial, que é posta em 1974, decidida em 1975 e publicada em 1977, a questão posta que é a aplicação do que hoje está no: Art. 52 Compete privativamente ao Senado Federal: X - Suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal; Voltando em 1934 se aplicava a suspensão da execução de lei estadual, sendo em 1946 idêntico, o supremo decidia a ação interventiva que a lei ou o ato normativo violava a constituição, encaminha ao senado e ele suspendia a execução da lei, só que essa possibilidade se aplicava também ao Controle Concreto que o Supremo fizesse, através dos recursos extraordinários era Inter Partes. Então, o caso concreto era levado ao Supremo através dos recursos extraordinários e o Supremo decidido que uma lei federal violava a Constituição comunicava ao senado e ele podia suspender a execução da lei, da mesma forma proposta uma Ação Interventiva perante o supremo e entendendo que a lei estadual era inconstitucional mandava para o senado que suspendia a execução da lei. Existe desde 34, o que muda a partir de 65 é que como é introduzido o Controle Abstrato de lei ou ato normativo federal, e a pergunta que o Supremo se faz em 1974 é “está claro que se a decisão é proferida pelo Supremo numa Ação Interventiva, mando para o senado e ele suspende a execução da lei estadual inconstitucional, se a decisão é proferida em um Controle Concreto de inconstitucionalidade pelo supremo, recurso extraordinário, mandado de segurança, habeas corpus, também manda essa decisão ao senado, pois no caso concreto só vale para as partes e se o senado entender pertinente suspende a execução da lei. Mas e agora? E com a introdução da ADI? Supremo se pergunta. O modelo brasileiro é um modelo híbrido e com um sistema híbrido, pois conjuga o modelo americano e modelo austriaco e para esses sistema as decisões proferidas pelo supremo no controle abstrato, só na ADI, dito em 1975, não precisam ser enviadas ao senado, mas quando a decisão for de Controle Concreto tem que ser enviado, pois o supremo só decide para as partes e na Ação Interventiva também tem. Um fortalecimento progressivo do Controle Abstrato, é consolidado com a Constituição de 88, em que modifica a legitimação ativa para propositura das Ações de Controle Abstrato, pois na Emenda Nº 16 de 65, assim como na Constituição de 67 era só o Procurador Geral da República que podia propor. CURIOSIDADE COM O BARACHO: O Procurador Geral da República naquele tempo de 1965 correspondia ao que é hoje o Advogado Geral da União e não ao que é hoje é o Procurador Geral da República, as carreiras do MP da união hoje elas delimitam quem pode ser Procurador Geral, em 65 não existia o cargo de Advogado. Geral e o que hoje conhecemos como Advogado Geral da União era o Procurador então era um cargo de Ministro do Estado, Presidente nomeava e exonerava quem e quando quisesse e só essa pessoa nomeada e podendo ser exonerada a qualquer tempo podia ser Procurador. Hoje em dia, o Procurador Geral é nomeado pelo Presidente, mas não pode ser exonerado pelo mesmo, ele tem um mandato, exceto se cometer um crime de responsabilidade. Na Constituição de 88, no: Art. 103 Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade: I - o Presidente da República; II - a Mesa do Senado Federal; III - a Mesa da Câmara dos Deputados; IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) V - o Governador de Estado ou do Distrito Federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) VI - o Procurador-Geral da República; (antes era o único que podia) VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil; VIII - partido político com representação no Congresso Nacional; IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional. O Brasil, com clareza, possui um sistema híbrido. A decisão de 75, além de ter modificar a sistemática, de envio das decisões de Controle Abstrato para o senado, também propôs ou instituiu uma terminologia para a jurisdição constitucional brasileira, do qual Baracho não concorda, mas é a terminologia que foi instituída nessa decisão administrativa de 75, proposta pelo relator Vinicius Moreira Alves, é amplamente utilizada por Gilmar Mendes, ruim de um lado e equivocada de outro. (Basicamente é a terminologia Mista) Moreira Alves em 75 disse, a jurisdição constitucional no Brasil é misto, ou seja, mistura modelo americano e austriaco. Baracho prefere que falem modelo HÍBRIDO. Outro equívoco que Baracho fala que Moreira Alves errou, mas que Gilmar também repete, é que a jurisdição constitucional no Brasil é Difusa e Concentrada, o que é impossível, pois no Brasil não é um único tribunal que profere a inconstitucionalidade de uma lei. Estudo dirigido Dia 27 semana q vem debate É possível, a jurisdição constitucional abstrata de lei ou ato normativo anterior a 5 de outubro de 1988 e de lei ou ato normativo municipal? 3 aula normal 10 3 prova parcial Av global 9868 - ART 27 As partes tem que praticar atos processuais pra que o processo trâmite, se não praticar o processo se extingue. Quase todo processo judicial do barril é um processo subjetivo, depende da iniciativa das partes pra próspera. Ações de controle abstrato são processos objetivos e isso está no ART 5 da 9868 como essa lei dispõe da natureza dele. As origens Nas acles penais públicas condicionadas ou incondicionada, mas é exatamente nas acles penais públicas que nasce o processo objetivo. O autor da ação penal pública o MP e ele não atua como uma parte, pois as açoes penais públicas são objetivas, a proposta é analisar a culbilidade Mp oferece na pegação inicia, no final pode pedir a absorviçao