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Revisão para Prova Discursiva 
 
 
Com a finalidade de orientar o seu estudo para a prova presencial, eu 
elaborei e irei disponibilizar uma pequena revisão do conteúdo estudado nas 
Disciplinas 5, 6, 7, 8 e 9. 
Vamos lá: 
 
Disciplina 5: Secretariado 
 
A área da Saúde exige qualidade e organização em todos os serviços 
prestados – desde a recepção do paciente até o atendimento propriamente dito. 
Normalmente, a qualidade de um serviço é percebida nos pequenos detalhes. 
Em um consultório, por exemplo, o paciente avalia a qualidade observando a 
maneira como foi atendido ao telefone, a facilidade de marcação das consultas, 
a organização do ambiente e seu bom funcionamento. E, é claro, o atendimento 
do profissional Cirurgião-Dentista (CD), do Técnico em Saúde bucal (TSB) e do 
Auxiliar em Saúde Bucal (ASB). 
OS consultórios e clínicas odontológicas deram um grande salto na área 
da gestão interna ao adotarem softwares específicos para suas atividades. 
Esses softwares são programas de computador criados para facilitar e organizar 
as tarefas do consultório. Com eles, muitos processos e controles que antes 
eram realizados manualmente – ou nem faziam parte da rotina do consultório 
(por causa de sua complexidade) – hoje podem ser feitos com maior agilidade e 
menor risco de erros. 
Veja algumas das tarefas facilitadas pelos programas odontológicos: • 
Anamnese • Cadastro de pacientes • Controle financeiro • Controle de estoque • 
Orçamento • Agendamento • Produção de mala direta • Emissão de recibos de 
pagamento • Odontograma inteligente • Envio de SMS (mensagens) para evitar 
faltas • Captura de imagens • Envio de e-mail para retorno de pacientes. 
 
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A rotina do consultório odontológico é cheia de detalhes, e a atuação do 
Auxiliar de Saúde Bucal é essencial para o bom funcionamento de cada processo 
e, por consequência, para o sucesso da empresa. 
São procedimentos que fazem parte da rotina diária de um consultório: 
Rotinas de chegada, do decorrer do dia e de saída; • Cadastro de 
pacientes; • Registro de procedimentos; • Agendamento; • Fluxo de caixa; • 
Recebimento e cobrança; • Arquivamento; • Controle de estoque; • Manutenção 
dos equipamentos do consultório. 
 
Rotina de chegada, do decorrer do dia e de saída 
Veja o que deverá ser observado: 
• Registrar, no relógio de ponto (manual ou digital), o horário de sua 
chegada; 
• Desligar alarmes (se houver); 
• Guardar a bolsa e demais pertences no local apropriado; 
• Abrir as janelas para arejar o ambiente; 
• Organizar a recepção, os revisteiros e demais objetos do ambiente; 
• Ligar o compressor e as bombas a vácuo (se necessário); 
• Providenciar a organização e limpeza do chão, dos móveis e 
equipamentos de todos os setores: sala de atendimento (ou consultório), 
bancadas, banheiros, laboratório, recepção. 
 
Cadastro do paciente 
O cadastro do paciente é o registro dos dados pessoais e de outras 
informações importantes para o consultório. Todo paciente deve fornecer os 
dados solicitados – seja preenchendo um formulário padrão ou apresentando 
documento de identidade e demais informações, para que o ASB faça o 
cadastro. 
Os dados e informações necessários para o cadastro do paciente são: 
• Nome completo; • Endereço residencial; • Endereço comercial; • 
Telefones; • Data de nascimento; • Estado civil; • Número da identidade (RG); • 
Número do CPF; • Procedência; • Indicação. 
 
 
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Registro de procedimentos 
A evolução clínica de cada paciente precisa ser registrada nos 
consultórios, e o ASB tem papel importante nesse momento ao auxiliar 
adequadamente o Cirurgião-Dentista. O registro é feito anotando-se, no 
prontuário, todos os procedimentos realizados pelo CD no paciente. As 
anotações podem ser feitas pelo próprio CD ou pelo ASB, se lhe for solicitado. 
 
Agendamento 
A agenda de um dentista é elaborada buscando-se evitar horários 
ociosos. Muitas vezes é necessário negociar um horário de maneira a ajudar o 
paciente, mas isso não pode comprometer o funcionamento do consultório. O 
raciocínio é: sempre agendar em horários sequenciais, buscando favorecer a 
eficiência do CD. 
Quando pacientes ligarem para desmarcar o horário, o ASB deverá, num 
primeiro momento, desencorajar a desmarcação. Se for inevitável, deverá 
marcar outro paciente naquela hora. E se isso não for possível, precisará 
adiantar os horários dos demais pacientes. O agendamento é uma arte! 
 
Fluxo de caixa 
Fluxo de caixa é um instrumento de controle da movimentação financeira 
de uma empresa, ou seja, das entradas e saídas de recursos financeiros em 
determinado período. Trata-se de uma ferramenta que auxilia a gestão da 
empresa, pois apresenta os valores a serem pagos, valores a serem recebidos 
e o saldo de caixa (diferença entre os valores pagos e recebidos) naquele 
período. 
 
Cobranças 
O momento de cobrar os pacientes inadimplentes, ou devedores, é 
delicado e requer certos cuidados. O primeiro deles é conferir para ter a certeza 
de que o paciente realmente tem débito em atraso, ou seja, de que o pagamento 
não foi realizado. 
Se for constatado o atraso no pagamento, antes de entrar em contato com 
o paciente devedor, deve-se: 
 
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• Analisar o histórico de cobrança deste paciente para verificar quais 
procedimentos já foram adotados anteriormente. Por meio do histórico é possível 
conhecer o perfil do paciente, ou seja, como ele costuma reagir às cobranças, 
se faz acordos, se cumpre os acordos feitos. 
• Analisar (e anotar) algumas possibilidades de acordo de pagamento, que 
devem ser aprovadas pelo CD. A anotação auxiliará no momento de negociar a 
dívida. 
 
Arquivamento de documentos 
Um consultório odontológico possui vários tipos de documentos, e sua 
organização depende de onde e como esses documentos são arquivados: 
• fichas clínicas/prontuários • radiografias • notas fiscais • manuais de 
equipamentos • certificados de garantia de equipamento • correspondências 
recebidas • contas a pagar • cheques devolvidos • relatórios variados 
É de suma importância definir um único lugar para cada tipo de 
documento. Essa ação gera agilidade para os serviços do consultório como um 
todo, pois tudo será encontrado com rapidez. 
 
Controle de estoque 
Para saber quanto (e como) a empresa gasta com materiais, mantendo a 
quantidade necessária de produtos para determinado período, é fundamental um 
gerenciamento dos materiais. Esse gerenciamento é feito por meio do Controle 
de Estoque, que registra a entrada e saída de todos os materiais do consultório 
– incluindo informações como datas, quantidades, preço unitário, custo total, 
validade. O controle de estoque é feito em fichas ou em sistema informatizado 
(Easydental, Dental Office). 
Para o correto preenchimento do controle de estoque, o registro de 
entrada dos materiais deve ser feito quando eles chegarem ao consultório, 
utilizando-se os dados da documentação de entrada (nota fiscal ou nota de 
recebimento). Já o registro de saída deve ser realizado mediante requisições de 
materiais feitas pelo Cirurgião-Dentista. 
 
Manutenção dos equipamentos 
 
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Alguns equipamentos do consultório necessitam de cuidados diários para 
que sejam mantidos em adequado funcionamento. 
Compressor 
O compressor deve ser drenado todos os dias, pois o acúmulo de água 
(inclusive nas turbinas) é prejudicial para todo o sistema pneumático, uma vez 
que a água parada nas tubulações pode promover desgaste prematuro dos 
rolamentos e componentes do equipamento. 
Peças de mão 
A lubrificação das peças de mão deve ser feita com óleo spray ou graxa, 
de acordo com as especificações do fabricante. Aconselha-se lubrificar as 
pontas (canetas e micromotores) antes de cada período de trabalho (de manhã 
e após o almoço) e antes da esterilização na autoclave. O excesso de óleo deve 
ser removido antes do início dos procedimentos do Cirurgião-Dentista.A seguir, algumas dicas importantes para o uso adequado de 
equipamentos: 
• Antes de colocar qualquer aparelho em funcionamento, deve-se ler 
atentamente e seguir as instruções de uso e/ou instalações contidas no próprio 
aparelho, na embalagem ou no manual. • Sempre certificar a voltagem (110 ou 
220 Volts) da tomada antes de ligar o aparelho. 
• Com o auxílio de um eletricista, conferir as condições da instalação 
elétrica do local. 
• Nunca introduzir objetos estranhos à função do aparelho, principalmente 
quando ele estiver em funcionamento. 
• Preencher o termo de garantia (“Identificação do consumidor e do 
produto”), encaminhar via ao fabricante e arquivar a outra via no consultório. 
 
Noções de etiqueta 
As leis da etiqueta têm como fundamento a cordialidade e a hospitalidade. 
De maneira geral, etiqueta é um conjunto de regras adequadas a um 
determinado contexto. 
Postura 
 
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Durante todo o expediente, deve manter uma postura profissional e 
receptiva. Isso significa lidar com pacientes, colegas de trabalho e fornecedores 
de maneira cordial e educada. 
Linguagem 
Enquanto estiver trabalhando, todo profissional precisa estar atento à 
linguagem, ou seja, à forma como se expressa. Gírias, palavrões ou formas de 
tratamento excessivamente carinhosas são inadequados para ambientes de 
trabalho. 
Quanto à forma de tratamento, é respeitoso tratar pessoas mais velhas 
por “Senhor” e “Senhora”. Os mais jovens, por “você”. Ao lidar com dentistas, o 
tratamento preferencial é “Doutor” e “Doutora” – porém, não é obrigatório. 
Durante os diálogos com pacientes, chefes, colegas ou fornecedores, as 
expressões “Por favor”, “Por gentileza”, “Obrigado”, “Desculpe-me” – e outras 
que demonstram educação e respeito – devem ser utilizadas sempre que 
necessário. 
Relações interpessoais 
Os profissionais também precisam compreender que há limites a serem 
respeitados em sua relação com os colegas. Brincadeiras de mau gosto (aquelas 
que geram constrangimento e humilhação), apelidos depreciativos, perguntas 
indiscretas, brincadeiras de cunho sexual são inapropriados em qualquer 
ambiente profissional. 
Os níveis hierárquicos geralmente são bem claros no ambiente 
profissional e devem ser respeitados. O profissional deve ter em mente que o 
bom funcionamento do consultório depende, sobretudo, do seu trabalho. 
 
Utilização de recursos tecnológicos 
Dicas para utilizar o e-mail da empresa 
• O visual do e-mail profissional deve combinar com o negócio. O ideal é 
solicitar ao Cirurgião-Dentista um modelo padrão utilizado pelo consultório. Caso 
não haja, o ASB pode criar um modelo de e-mail e apresentar ao Cirurgião-
dentista, para aprovação. • Ao redigir a mensagem, seja claro e objetivo. • Revise 
o texto, reescreva caso a mensagem não esteja clara, corrija as concordâncias 
e palavras erradas antes de enviar. • Evite abreviações, gírias e regionalismos. 
• Lembre-se das saudações inicial e final. • Não escreva palavras inteiras 
 
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utilizando letras maiúsculas (ou fontes muito grandes), pois na linguagem da 
internet, isso significa gritar. • Não envie e-mails de correntes, piadas ou orações. 
• Preencha sempre o campo “Assunto‟ utilizando palavras ou frases curtas, que 
resumam o conteúdo da mensagem. • Ao enviar uma mensagem para um grupo 
de pessoas, proteja seus nomes e e-mails colocando-os no campo “cópia oculta” 
(Cco ou Bcc). • Nunca repasse e-mail de uma pessoa sem a permissão dela. • 
Não abuse de mensagens com a palavra “Urgente” ou com o indicativo de alta 
prioridade (!). • Ao receber uma mensagem desagradável, não a responda no 
calor das emoções. • Leia cada mensagem de e-mail inteira, para evitar 
respostas equivocadas. • Responda os e-mails em até 48 horas. 
Dicas para utilizar redes sociais 
O tempo gasto em redes sociais durante o expediente de trabalho pode 
diminuir a produtividade dos profissionais e prejudicar a execução de suas 
funções – prejudicando, consequentemente, a empresa. Isso é um fato, portanto 
os acessos às redes sociais em horário de trabalho precisam ser repensados. 
Se a pessoa está trabalhando, deve dedicar sua atenção às tarefas para as quais 
é remunerada. Bom senso é fundamental neste momento! 
Além disso, apesar de os perfis das redes sociais serem particulares, sua 
divulgação é pública. 
 
Imagem pessoal 
Imagem pessoal é a imagem que transmitimos a partir de nosso visual 
(aparência) e de nossas atitudes. Isso significa que através do visual e das 
atitudes as pessoas comunicam informações sobre si mesmas – sem usar 
palavras. 
No mundo corporativo, ou seja, nas empresas, existem padrões de 
vestuário e comportamento a serem seguidos para que as pessoas sejam 
consideradas bons profissionais. Isso quer dizer que nem sempre as roupas que 
mais gostamos são roupas adequadas para o trabalho. Existe uma diferença 
entre o mundo particular e o mundo profissional. 
 No ambiente de trabalho, normalmente o tipo de imagem positiva, ou 
seja, que favorece o reconhecimento e crescimento profissional, são: 
 
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• Competência • Comprometimento • Respeito • Simpatia • Dedicação • 
Disposição 
 
 
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Disciplina 6: Radiologia 
 
A Radiografia é uma técnica de exame de imagem que utiliza raios X para 
ver um material cuja composição não é uniforme como o corpo humano. Um 
feixe heterogêneo de raios X é produzido por um gerador e projetado sobre um 
objeto. A densidade e a composição de cada área determinam a quantidade de 
raios X absorvida. Os raios X que atravessam são capturados atrás do objeto 
por um detector (seja filme fotográfico ou detector digital). Produz-se então uma 
representação em duas dimensões de todas as estruturas superpostas. 
Após os raios-X interagirem com o grupo dentário e/ou tecido ósseo de 
suporte a ser radiografado, parte da radiação é absorvida por estes tecidos e 
parte os atravessa e atinge uma superfície de registro (receptor de imagem), 
que necessita ser processada para formar uma imagem final à ser interpretada. 
Mesmo com toda a evolução da “radiologia digital”, os filmes radiográficos 
ainda são os receptores de imagem mais utilizados para radiografias dentárias. 
O filme radiográfico consiste em uma base de poliéster, coberta em um 
ou ambos os lados com gelatina impregnada de sais halogenados de prata 
(emulsão), formando a parte sensível do filme, e sobre esta a capa protetora. A 
capa tem a finalidade de proteger a emulsão do contato com as forças 
mecânicas durante a manipulação do filme, e são constituídas de uma fina 
camada de gelatina impregnada de diminutos cristais de sais halogenados 
(brometo ou iodeto) de prata. A emulsão geralmente é colocada em ambos os 
lados da base do filme, proporcionando alta sensibilidade aos mesmos e um 
processamento e secagem no menor tempo possível. 
 Os filmes são acondicionados em uma embalagem ou invólucro externo 
de plástico ou plástico e papel à prova de luz e umidade, que ficam protegidos 
inclusive da saliva do paciente. Dentro do invólucro externo, estes filmes são 
envoltos por um papel preto opaco que o protege ainda mais da entrada de luz. 
Armazenamento dos filmes deve se atentar para o local e as condições 
de armazenamentos dos filmes. Sugere-se manter em local fresco. Após a 
abertura da caixa, dar preferência à conservação do produto dentro de 
geladeira, longe das radiações ionizantes, sem pressões sobre os filmes (peso) 
e organizados em ordem decrescente: os mais velhos por cima, os mais novos 
 
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por baixo. Estes cuidados especiais além de manterem os filmes radiográficos 
em boas condições de uso, normalmente aumenta sua vida útil. Recomenda-se 
atenção do profissional ao adquirir uma caixa de filme radiográfico observar 
atentamente a data de validade do mesmo para não comprar um filme com a 
data de validade expirada ou próximo da data para expirar. 
A Radiação Primária emana diretamente do focoda ampola do raio-x e 
se constitui no tipo mais perigoso de radiação-x. A maior parte da radiação 
primária é absorvida na câmara protetora. A parte que emerge, através da 
abertura, é chamada Feixe Útil e é responsável pela impressão do filme. Quanto 
ao operador ou seu assistente, somente serão atingidos quando ficam 
imprevidentemente na região do feixe útil. 
Já está comprovado que as doses radiográficas não causam efeitos 
danosos aos dentes e maxilares em desenvolvimento; o que nos deve 
preocupar, além dos efeitos teciduais, é a exposição dos órgãos reprodutores 
às radiações. 
Duas normas são absolutamente necessárias para a segurança do 
operador: 
1- Nunca se colocar no campo do feixe útil. A exposição crônica, 
mesmo de baixa intensidade, de órgãos e tecidos, pode causar debilidade 
precoce e diminuição da sobrevivência. 
2- De forma alguma segurar o filme durante a irradiação. Mesmo 
quando se trata de pacientes menores ou incapazes, o operador, ou seu 
assistente, não deve segurar o filme. Este deve ser fixado ou então suportado 
pelo acompanhante do paciente. Ao segurar o filme, o operador receberá 
irradiação primária à curta distância, principalmente em sua mão. 
Partes do seu corpo receberão irradiação secundária. O operador e seu 
assistente devem ficar numa distância mínima de 1,50 a 1,80 metros do paciente. 
Caso isso não seja possível, pelas condições do consultório, devem ser tomadas 
medidas para instalar uma barreira, atrás da qual eles devem permanecer 
durante o tempo de exposição. 
Toda radiação que emerge de objetos irradiados, é radiação secundária, 
à exceção da radiação primária que o atravessa, passando para o meio 
ambiente. A radiação secundária espalha-se em torno do ponto emissor 
secundário, sendo, geralmente, produzido no instante em que é ligado o 
 
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aparelho de raio-x, cessando tão logo o mesmo seja desligado. A intensidade 
da radiação secundária depende da voltagem de trabalho e do número atômico 
da substância que irradia, tornando-se fonte de irradiação secundária. 
Aumentada a voltagem de trabalho da radiação primária, obtém-se radiação 
secundária em maior quantidade e com maior penetração. 
 
 
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Disciplina 7: Microbiologia 
 
A Microbiologia preocupa-se com o estudo dos microrganismos e de suas 
atividades. Estuda a forma, a estrutura, a reprodução, a fisiologia, o metabolismo 
e a identificação dos seres microscópicos. Estuda sua distribuição natural, suas 
relações recíprocas e com outros seres vivos, seus efeitos benéficos e 
prejudiciais sobre os homens e as alterações físicas e químicas que provocam 
em seu meio ambiente. Em sua maior parte, a Microbiologia trata com 
organismos microscópicos unicelulares. 
Muitas bactérias e vírus produzem graves doenças nos animais, em 
especial nos seres humanos, como cólera, peste, difteria, tifo, sífilis, tuberculose 
etc. Os vírus causam poliomielite, herpes e hidrofobia (raiva), entre outras 
doenças. Mas há bactérias que interferem de forma positiva em sistemas 
essenciais à sobrevivência humana. Elas estão envolvidas, por exemplo, em 
processos industriais como a fermentação alcoólica e a do leite, além da 
produção de antibióticos e diversos compostos químicos. Intervêm ainda nos 
ciclos naturais do carbono e do nitrogênio. Um dos estudos mais recentes sobre 
os microrganismos é a investigação de sua possível ocorrência no espaço sideral 
e em outros planetas além da Terra. 
A cavidade oral humana é composta por milhares bactérias que se 
encontram ao nível dos dentes, língua, gengivas, sulcos gengivais e mucosa 
bucal. Observa-se uma flora extremamente diversificada que alberga um número 
que excede as 500 espécies bacterianas. Esta região anatômica mostra-se 
distinta ao longo do desenvolvimento humano, sendo, numa primeira instância, 
colonizada pelos microrganismos do meio ambiente, algumas horas após o 
nascimento. 
A placa dental bacteriana, genericamente biofilmes, são definidos como 
comunidades microbianas sésseis aderidas a superfícies rígidas. Os 
microrganismos que compõem o biofilme formam uma comunidade 
extremamente organizada, sendo envolvidos por uma matriz extracelular, 
composta principalmente de polissacarídeos produzidos pelos próprios 
microrganismos, os quais interagem com componentes do fluído pelo qual são 
banhados. Os biofilmes são tipicamente banhados por fluídos que carregam 
 
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microrganismos. O biofilme dentário é banhado pela saliva. Os microrganismos 
que colonizam os dentes formam a chamada placa dental bacteriana, de enorme 
interesse à odontologia e outras áreas de medicina. A placa dental bacteriana é 
um biofilme. A placa dental é possivelmente o biofilme mais estudado, sendo 
importante no desenvolvimento das principais patologias bucais: a cárie dental e 
as doenças periodontais. Embora tenhamos discutido que a composição 
microbiana varia segundo as diferentes áreas dos dentes, principalmente 
quando se compara biofilme supra gengival e biofilme subgengival, os 
mecanismos básicos de formação de biofilmes são academicamente divididos 
em três fases principais do desenvolvimento: 
1) Fase de aderência inicial: envolve mecanismos inespecíficos e 
específicos de adesão à película adquirida do esmalte e outras superfícies 
dentárias expostas (Ex. superfícies radiculares). Os microrganismos com maior 
capacidade de se aderir aos dentes nestas fases iniciais são definidos como 
colonizadores primários. 
2) Fase de acúmulo: envolvem mecanismos de interação bacteriana 
e a produção de uma matriz extracelular. Muitos microrganismos não se aderem 
inicialmente aos dentes, mas são capazes de se aderir (Coadesão) a 
microrganismos primários que se estabelecem na fase inicial. Estes são 
denominados de colonizadores secundários. 
3) Fase da comunidade “clímax”: atinge um estágio de equilíbrio 
dinâmico, onde os diversos micro-organismos que compõem o biofilme estão em 
constante adaptação às alterações ambientais. Após a adesão e acúmulo, 
diversas modificações ambientais ocorrem de forma que os diferentes gêneros 
e espécies microbianas vão variar em proporção até atingir uma fase de 
equilíbrio. Este equilíbrio é dinâmico, pois envolvem constantes modificações 
fisiológicas, para que a comunidade sobreviva no nicho colonizado. Variações 
na composição e proporção das espécies são menores, a não ser que grandes 
variações ambientais ocorram, como por exemplo, alterações acentuadas da 
dieta e/ou da saúde geral do hospedeiro. A microbiota clímax apresenta 
microrganismos colonizadores primários e secundários, e também os 
microrganismos colonizadores tardios, isto é, aqueles que aumentam em 
proporção como consequência de variações ambientais decorrentes do acúmulo 
microbiano no biofilme dentário. 
 
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A placa dental pode apresentar uma composição microbiana compatível 
com a saúde, quando há o bom funcionamento dos mecanismos de defesa do 
hospedeiro inatos e adaptativos, um controle físico-mecânico de placa periódico 
(através de escovação e fio dental) e uma dieta balanceada (rica em fibras e com 
baixa concentração e frequências de consumo de sacarose). Nestas situações, 
podemos dizer que a placa dental se encontra em condição homeostase 
(equilíbrio) com o hospedeiro. Entretanto, fatores que interfiram no sistema 
imune, no acúmulo de placa dental e ou que promovam uma dieta inadequada 
(pobre em fibras, com alta frequência de consumo de açúcares fermentáveis), 
podem promover o desequilíbrio microbiano da placa dental e redução da 
proporção de microrganismos comensais. Esta condição de desequilíbrio está 
associada ao aumento em proporção dos microrganismos patogênicos 
oportunistas envolvidos na patogenia da cárie dental ou em doenças 
periodontais. 
 
 
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Disciplina 8: Patologia oral 
 
A inflamação ocorre em tecidos vascularizados; consistem em uma 
reação a agentes nocivos como microrganismose células danificadas, 
geralmente necróticas, respostas vasculares, migração e ativação de leucócitos 
e reações sistêmicas. 
A principal característica do processo inflamatório é a reação dos vasos 
sanguíneos, que leva ao acúmulo de fluido e leucócitos nos tecidos extra 
vasculares. 
A resposta inflamatória está intimamente ligada ao processo de reparo. 
Ela destrói, dilui ou isola o agente nocivo e desencadeia uma série de eventos 
que tentam curar e reconstituir o tecido danificado. Durante a fase de reparação, 
o tecido danificado é substituído por meio da regeneração das células pelo 
preenchimento com tecido fibroso (cicatrização). 
A inflamação é um mecanismo de defesa, onde o principal objetivo é a 
eliminação da causa inicial da lesão celular e das consequências de tal lesão. 
Sem a inflamação as infecções se desenvolveriam descontroladamente, as 
feridas nunca cicatrizariam e o processo destrutivo nos órgãos atacados seria 
permanente. Entretanto, esse processo pode ser prejudicial, como acontece em 
algumas doenças crônicas como a artrite reumatoide, aterosclerose e fibrose 
pulmonar e em reações de hipersensibilidade. Por essa razão, há 
antinflamatórios que deveriam, na melhor das hipóteses, controlar as sequelas 
e danos da inflamação sem interferir em seus efeitos benéficos. 
A resposta inflamatória consiste em dois componentes principais: uma 
reação vascular e uma reação celular. Muitos tecidos e células estão envolvidos 
nessas reações, incluindo o fluido e as proteínas plasmáticas, células 
circulantes, vasos sanguíneos e componentes celulares e extracelulares do 
tecido conjuntivo. 
A inflamação pode ser aguda e crônica 
1. Inflamação Aguda 
Inicia-se rapidamente (em alguns segundos a alguns minutos) e tem uma 
duração relativamente curta (alguns minutos e alguns dias); envolve a 
exsudação de liquido (edema) e migração de células polimorfonuclear 
 
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(neutrófilo). Representa a resposta inicial à lesão celular e tecidual, 
predominando fenômenos de aumento de permeabilidade vascular e migração 
de leucócitos, particularmente, neutrófilos. 
Localmente caracteriza-se pelos sinais cardinais da inflamação e o 
exemplo mais claro é o abscesso. Se a reação for intensa, pode haver 
envolvimento regional dos linfonodos e resposta sistêmica na forma de neutrofilia 
e febre, caracterizando a reação da fase aguda da inflamação. Todas estas 
respostas são mediadas por substâncias oriundas do plasma, das células do 
conjuntivo, do endotélio, dos leucócitos e plaquetas, que regulam a inflamação 
e chamadas genericamente de mediadores químicos da inflamação. 
A inflamação diminui simplesmente porque os mediadores têm uma meia-
vida curta, são degradados após serem liberados e são produzidos em surtos 
rápidos, somente enquanto o estímulo persistir. Além disso, conforme a 
inflamação se desenvolve, o processo desencadeia vários sinais que atuam 
ativamente para terminar a reação. Geralmente a inflamação aguda tem um 
destes três resultados finais: 
a. Resolução completa 
b. Cicatrização pela substituição do tecido conjuntivo (fibrose 
c. Cronificação da inflamação 
 
2. Inflamação Crônica 
Dura semanas, meses ou anos, enquanto a inflamação aguda tem curta 
duração, horas ou dias. A inflamação aguda é caracterizada pelos fenômenos 
vasculares e exsudativos enquanto a inflamação crônica é caracterizada pelos 
fenômenos proliferativos, com formação de fibrose. Quando o agente agressor 
não é destruído prontamente ou o material necrótico não é reabsorvido ou 
eliminado (abscessos, por exemplo), ocorre à inflamação crônica. A inflamação 
crônica ocorre nas seguintes situações: 
a. Infecção persistente por certas bactérias como, por exemplo, o bacilo 
da tuberculose; b. Exposição prolongada a determinadas substâncias irritantes 
tais como a sílica; c. Reações autoimunes como, por exemplo, no lúpus 
eritematoso sistêmico. 
São efeitos sistêmicos da inflamação 
 
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• Febre: é produzida como resposta a substâncias (pirógenos) que 
provocam a liberação de mediadores que agem no hipotálamo, desencadeando 
a liberação de neurotransmissores que reprogramam o nosso termostato 
corporal para uma temperatura mais alta. É um mecanismo de defesa; 
• Proteínas da Fase Aguda: proteína C reativa, fibrinogênio, proteína 
amiloide A sérica são produzidas pelo fígado e aumentam nas infecções, 
podendo ser dosadas ou indiretamente estimadas para diagnóstico. Em 
infecções crônicas, a produção continuada de proteína amiloide A sérica pode 
levar à amiloidose secundária; 
• Leucocitose: ocorre por causa do aumento da liberação de leucócitos 
pela medula óssea (estimulada por citocinas), inclusive leucócitos ainda imaturos 
(desvio para a esquerda); 
• Sepsis: em infecções bacterianas graves, a grande quantidade de 
bactérias ou de lipopolissacarideos bacterianos (LPS ou endotoxinas) presentes 
na circulação provocam a produção de grande quantidade de citocinas que por 
sua vez desencadeiam coagulação intravascular disseminada, consumo de 
fatores da coagulação e hemorragias; 
• Citocinas: podem causar lesões hepáticas e prejudicam a sua função e 
consequentemente hipoglicemia por baixa da gliconeogenese. Aumento da 
produção de óxido nítrico leva a falência cardíaca aguda e choque. Esta tríade 
(coagulação intravascular disseminada, hipoglicemia e insuficiência cardíaca 
aguda é conhecida como choque séptico). A inflamação e as tromboses 
percebidas em diversos órgãos podem ocasionar falência de múltiplos órgãos 
tais como os pulmões (síndrome da angustia respiratória do adulto - SARA), os 
rins (insuficiência renal aguda - IRA) e os intestinos; 
• Outras manifestações: taquicardia, tremores, calafrios, anorexia, 
sonolência, palidez. 
 
Semiologia 
Define-se como estomatite como qualquer processo inflamatório que 
acometa a cavidade oral. As lesões inflamatórias podem ter diversas etiologias: 
infecciosas, autoimunes, traumáticas, neoplásicas ou reações medicamentosas. 
 
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Podem representar lesões isoladas, ser manifestação local de um 
distúrbio sistêmico ou a partir do comprometimento local, levar a um 
acometimento geral do indivíduo. 
A anamnese do paciente com qualquer queixa de lesão de cavidade oral 
deve conter: 
 o tempo de evolução da doença. 
 presença de sintomas como dor, prurido, dificuldade de 
alimentação. 
 observação de alterações em outros sistemas do organismo. 
Entretanto, muitas lesões podem ser notadas pelo paciente ou ao exame 
físico sem causar sintomas. Deve-se pesquisar, ainda, se as lesões são 
recorrentes, determinando a periodicidade de surgimento das lesões e quanto 
tempo duram até haver remissão. A pesquisa dos antecedentes pessoais é 
essencial e deve englobar tipo de alimentação, creme dental, exposição a 
agentes físicos ou químicos, tabagismo, uso de álcool e tratamentos prévios 
tópicos ou sistêmicos. 
O exame físico se inicia com a avaliação geral do paciente, com ênfase 
no estado nutricional. O profissional deve observar hábitos como mordiscar 
bochechas ou passar a língua nos lábios. A acurada descrição da lesão é o 
passo mais importante, incluindo: 
• Região acometida e distribuição; 
• Número de lesões; 
• Tipo de superfície (aspecto visual e palpação); 
• Coloração; 
• Características das bordas; 
• Disposição das lesões. 
O diagnóstico diferencial das lesões orais é amplo. 
As lesões que acometem a pele e a mucosa oral podem se apresentar de 
diversas formas, e é de extrema importância que o clínico esteja familiarizado 
com as características das lesões, visto que, para um diagnóstico preciso é 
necessário conhecimento da história clínica da doença e das características da 
lesão. 
As lesões fundamentais em boca podem ser classificadas em: 
 
19 
 
• Mancha/Mácula: é uma modificação na coloração da mucosa, não 
havendo aumento de volume ou depressão. A mácula pode apresentar diversas 
colorações,tamanho e formatos. São exemplos de Máculas - Tatuagem por 
amálgama, Mácula Melanótica, Melanose fisiológica, Nevos melanocítico e 
Lesões Leucoplásicas podem se apresentar como máculas; 
• Placa: a placa é uma lesão onde há uma elevação da superfície em 
relação ao tecido normal, sua altura é menor que sua extensão. Pode possuir 
uma superfície lisa, rugosa, verrucosa ou ondulada. São exemplos de Placas: 
leucoplasia, Liquen Plano, Nevo Branco Esponjoso, Candidose; 
• Erosão: a erosão é caracterizada pela perda de camadas do tecido 
epitelial sem que haja a exposição do tecido conjuntivo subjacente. São 
exemplos de erosão - Língua Geográfica, Candidose Eritematosa; 
• Ulcera/Ulceração: são caracterizadas pela perda de camadas do tecido 
epitelial havendo exposição do tecido conjuntivo subjacente. As ulceras são 
lesões de caráter crônico, persistem por mais tempo. São exemplos de Ulceras 
- Aftas, Eritema Multiforme, Lúpus Eritematoso, Lesões da Sífilis Secundária, 
Síndrome de Behçet. As ulcerações são lesões de curta duração - Ulceração 
traumática. 
• Vesícula/Bolha: são caracterizadas por uma elevação do epitélio, 
contendo líquido em seu interior. Vesículas e bolhas diferenciam-se apenas pelo 
tamanho. As vesículas são lesões que não ultrapassem 3mm no seu maior 
diâmetro. As bolhas são lesões que ultrapassam 3mm no seu maior diâmetro. 
Pênfigo Vulgar, Herpes Simples, Mucocele, Angina Bolhosa Hemorrágica - são 
exemplos; 
• Pápula: as pápulas são lesões de pequeno tamanho, sólidas, 
circunscritas e elevadas, cujo diâmetro não ultrapasse 5mm. Podem ser únicas 
ou múltiplas. Hiperplasia Papilar Inflamatória, Líquen Plano (Lesões cutâneas), 
Grânulos de Fordyce - são exemplos; 
• Nódulo: São lesões sólidas, circunscritas de localização superficial ou 
profunda, formado por tecido epitelial, conjuntivo ou misto. Podem ser sésseis, 
quando sua base de implantação for maior que sua altura, ou Pediculado, 
quando sua altura é maior. São exemplos de lesões nodulares - Fibroma, 
Granuloma Piogênico, Lipomas, Tumores glandulares, Papiloma. 
 
 
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Disciplina 9: Ergonomia 
 
Riscos ocupacionais 
O consultório odontológico, como qualquer outro ambiente de trabalho, 
expõe toda a equipe de saúde bucal a vários riscos ocupacionais dentre eles, 
riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos. Devemos conhecer, então, 
princípios que podem dar condições de segurança, conforto e eficiência para o 
profissional e sua equipe, assim como também para seus pacientes. Estes 
princípios devem ser de observância obrigatória para qualquer profissional que 
tenha como objetivo a realização de um trabalho coerente com a realidade do 
mundo atual. A odontologia é uma profissão que pode gerar danos irreversíveis 
aos profissionais que nela atuam. 
Veja abaixo os riscos ocupacionais existentes na odontologia: 
 
Riscos físicos 
 
Os riscos físicos estão relacionados à iluminação, radiação, ruído, calor, 
ventilação e agentes mecânicos. 
Iluminação - A influência da iluminação pode causar, se for pobre em 
intensidade ou rica em ofuscamento, dores de cabeça, desordens nervosas, 
miopia, astigmatismo, fadiga do nervo óptico, insensibilidade da retina e até 
mesmo perda total da visão. 
Radiação - A radiação ionizante do ponto de vista prático, deve haver 
providências para limitar a exposição dos pacientes e da equipe de trabalho à 
radiação X. Com relação à radiação não ionizante, a luz ultravioleta é um 
exemplo. Ela é utilizada para a polimerização das resinas. Parte da radiação é 
absorvida pelo elemento a ser restaurado, outra é dispersada para estruturas 
vizinhas, e o restante (10 a 30%) é refletido para o operador. Tal fato é importante 
pois pode ocasionar reações fototóxicas e fotoalergênicas nos olhos e pele 
(mãos) do operador. 
Ruído - As alterações provocadas por um alto nível de ruído causam 
reações que podem ser passageiras ou, em alguns casos mais graves, 
irreversíveis. A maior parte da energia sônica é gerada por peças-de-mão de alta 
 
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rotação e por elas causadas, o problema físico "zumbido" pode levar à ansiedade 
e ao estresse. 
Calor - As condições recomendáveis para o consultório odontológico, em 
que nossos corpos estão adaptados ao calor, são de 20 a 24 'C de temperatura, 
com umidade relativa de 40 a 60%. 
Ventilação - ventilação é o processo de renovação de ar do consultório 
odontológico. Num regime de clima quente, em ambientes de temperatura 
elevada há a redução de velocidade das reações e a diminuição da agilidade 
mental do cirurgião-dentista e de auxiliares, aumentando as possibilidades de 
acidentes e erros, além de afetar grandemente a produtividade do seu trabalho. 
 
Riscos Mecânicos 
 
Vários tipos de injúrias mecânicas podem ocorrer ao cirurgião-dentista e 
seus auxiliares durante os diversos procedimentos odontológicos, como por 
exemplo partículas de tártaros atingindo os olhos durante a raspagem coronal, 
cortes com instrumentos afiados e perfurações com agulhas ou instrumentos 
pontiagudos. Tais injúrias podem resultar em graves lesões podendo levar ao 
afastamento do profissional. 
 
Riscos Químicos 
 
Os principais riscos químicos de uma clínica odontológica incluem o 
mercúrio, látex, produtos da clínica odontológica, produtos de limpeza e óxido 
nitroso. Irritações nos olhos e vias respiratórias têm sido associadas à exposição 
a substâncias voláteis de resina, produtos de limpeza e reveladores / fixadores 
de raio-x. Isto incluem procaina, sabões, eugenol, formalina, fenol e outros 
desinfetantes. Reações ao monômero de metil metacrilato e matérias de 
impressão (elastômeros) também tem sido foco de intensas pesquisas. 
 
Riscos Biológicos 
 
Todas as pessoas envolvidas em um atendimento odontológico estão 
sujeitas à contaminação por vírus, bactérias e fungos que podem causar diversas 
 
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enfermidades, dentre as quais se destacam a hepatite, tuberculose, herpes e a 
AIDS. 
 
Riscos Ergonômicos 
 
 Os riscos ergonômicos abrangem: instalação, modelo e idade dos 
equipamentos; fluxograma da clínica; pessoal auxiliar; jornada de trabalho; 
repetitividade e monotonia. 
A ergonomia é a ciência que agrupa conhecimentos multidisciplinares a 
serem aplicados na organização do trabalho e nos elementos que o constituem 
com o objetivo de garantir um ambiente seguro, saudável e confortável e prevenir 
doenças relacionadas ao trabalho, melhorando a efetividade do serviço. 
A palavra ergonomia é derivada da língua grega: “ergo”, que significa 
trabalho; “nomos”, que quer dizer regras. Foi aceita como campo de 
conhecimento durante a Segunda Guerra Mundial, período no qual as ciências 
humanas e tecnológicas foram pela primeira vez usadas em conjunto. 
Na odontologia, a ergonomia objetiva reduzir o estresse físico e cognitivo, 
prevenir doenças ocupacionais, melhorar a qualidade de vida e o conforto do 
profissional e consequentemente do paciente, estudando a interação entre o 
corpo do cirurgião-dentista e auxiliares e paciente, com os instrumentos por eles 
utilizados no seu dia a dia. Visa, sobretudo racionalizar o trabalho, eliminar 
manobras não produtivas, produzir mais e melhor no mesmo período, 
proporcionando maior conforto e segurança. Com isso, são propostas também 
da ergonomia pesquisas sobre racionalização e produtividade no trabalho e 
busca pela eficiência. 
Na odontologia, a postura incorreta, a repetitividade em suas atividades e 
as ferramentas de alta frequência de vibração são consideradas causas de 
desencadeamento ou agravamento de doenças ocupacionais, principalmente as 
do complexo musculoesquelético. Várias doenças estão relacionadas à postura 
incorreta do cirurgião-dentista e auxiliares durante o atendimento, entre elas a 
Cifoescoliose, que é uma associação entre a escoliose (curvatura da coluna 
vertebral no plano frontal) e a cifose (curvatura da coluna vertebral no plano 
sagital,de convexidade posterior). O conhecimento e a aplicação de princípios 
 
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ergonômicos são a principal forma de prevenção de doenças ocupacionais e de 
otimizar o tempo e os recursos de trabalho no consultório odontológico. 
 
 
Desejo que você faça uma excelente prova!!! 
Um forte abraço. 
Profa. Flaviane Mariz

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