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QUESTÃO 1 Em 2014, a paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz e tornou-se a pessoa mais jovem a obter a ser consagrada. A luta da ativista é pelo direito à educação de meninas e mulheres "Malala quase morreu por conta do atentado, pois o projétil disparado contra ela acertou sua cabeça. Ela foi levada para um hospital militar, em Peshawar, e passou por uma cirurgia de emergência que foi crucial para que ela sobrevivesse. A cirurgia teve quase cinco horas de duração. Enquanto Malala se recuperava dela, o Talibã assumiu a autoria do atentado. O atentado contra a vida de Malala teve repercussão internacional, e, alguns dias depois da cirurgia, ela foi transferida para Birmingham, na Inglaterra, para receber o melhor tratamento possível até sua recuperação completa. Como sequelas do atentado, Malala teve um dano em um nervo facial, que fez com que a parte esquerda do seu rosto ficasse levemente paralisada, e também teve danos em um dos tímpanos. O papel de Malala na defesa do direito das mulheres de estudarem e a comoção internacional causada pelo atentado que ela sofreu fizeram com que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelecesse o dia 12 de julho como Dia de Malala, data utilizada para reforçar à comunidade internacional a importância do acesso das mulheres à educação. Após recuperar-se, Malala criou o Fundo Malala, cujo objetivo é arrecadar dinheiro para ajudar mulheres a continuarem seus estudos em diferentes partes do planeta. O Fundo desenvolve ações em diversos países, inclusive no Brasil. O reconhecimento do seu trabalho fez com que ela fosse indicada a diversos prêmios, tanto no Paquistão quando no exterior. Malala foi vencedora de alguns deles, sendo o principal o Prêmio Nobel da Paz, conquistado em 2014." QUESTÃO 2 Com a virada do milênio, o funk deixou de ser um ritmo musical periférico, retratante do dia a dia das comunidades, e pôs-se a invadir as caixas de som de diversos espaços das classes média e alta do país. Casas noturnas, academias, rádios e telenovelas: o funk passava a incorporar a cultura popular brasileira. Nesse mesmo período, a produtora Furacão 2000 atuou de forma crucial na popularização do gênero. Lançaram-se grandes nomes, que ao longo dos anos adquiriram status de referência no movimento. O Gaiola das Popozudas e Os Hawaianos, por exemplo, embalaram diversos hits. Em 2001, foi a vez do grupo Bonde do Tigrão, que conquistou o Brasil inteiro logo no primeiro álbum, vendendo mais de 250 mil cópias e faturando um disco de platina pela Pró-Música Brasil. Apesar de ainda passar por muito preconceito, o funk serve até os dias de hoje como uma das principais formas de distanciar o jovem periférico do crime. Para as comunidades, o funk é uma maneira de expor as vivências do cotidiano. Ao mesmo tempo em que o funk é visto como uma forma de manifestação cultural, pode também ser responsável pela inserção dos jovens no meio artístico e no ativismo social. Foi assim que o estilo ascendeu ao nível internacional, uma vez que pessoas das mais diversas classes enxergam o funk como ferramenta de socialização e comunicação. o reconhecimento do funk como legítima manifestação artística e cultural traduzida, por parte do Poder Público, da liberdade de expressão, que engloba a expressão artística e cultural, desde que tal exercício de liberdade não venha a se contrapor a outros limites e liberdades constitucionais também assegurados pela constituição. QUESTÃO 3 O poder-dever de punir do Estado encontra fundamento na própria teoria dos contratualistas como Rousseau, Beccaria, Tomas Hobbes, Locke e Kant, no qual, se tem o estado de um lado e o cidadão de outro, ligados pelo contrato social, que se perfectibiliza nas leis, na busca do bem social, na vontade geral. Desse modo, o homem livre abre mão de pequena parcela dessa liberdade, em prol de garantias e direitos que serão garantidos pelo Estado. Portanto, o Estado encontra-se legitimado a punir aquele que rompe ou transgride uma das cláusulas do contrato social, na busca do bem comum e do bem social; ou seja, a transgressão do indivíduo, dessa maneira, autoriza o exercício punitivo estatal, mas sempre com a preocupação e a necessidade de defesa dos direitos e garantias individuais fundamentais e, sobretudo, do respeito pela dignidade humana, a ciência criminal questiona a legitimidade do poder punitivo do Estado. O Estado chamou para si a responsabilidade de dirimir os conflitos sociais surgidos entre os indivíduos e, para tanto, esse mesmo Estado edita normas em abstrato para posteriormente, pelo princípio da consunção, aplicá-las em casos concretos ALINE DAMINA MORAIS