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Social visam lhe assegurar segurança e estabilidade, entretanto, caso revelarem-se insuficientes, haverá a possibilidade de se utilizar o mecanismo de emergência previsto no art. 195, parágrafo quarto, da CF/88, segundo o qual “lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I[2]”. (HORVATH JÚNIOR, 2014, p. 112). Caráter democrático e descentralizado da administração= Este princípio tem previsão no art. 194, parágrafo único, inciso VII, da Constituição Federal, que assim prevê: Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos: VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. Conforme explica Miguel Horvath Júnior (2014, p. 113), este princípio informa que “a administração dos negócios referentes à seguridade social, em os seus níveis [...] deve contar com a efetiva participação dos empregados, empregadores, aposentados e Governo”. Visando concretizar este comando, foram criados órgãos colegiados de deliberação (LAZZARI; KRAVCHYCHYN; CASTRO, 2018, p. 23), a saber: (i) o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS): atualmente chamado de Conselho Nacional de Previdência (CNP), que tem como objetivo discutir a gestão da Previdência Social; (ii) o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS): delibera sobre a política e ações nesta área; (iii) o Conselho Nacional de Saúde: discute acerca da gestão e políticas públicas de saúde. Para melhor compreensão acerca deste princípio, é importante destacar as três características fundamentais da gestão da seguridade social nele previstas: I – Caráter democrático: significa dizer que, na gestão da seguridade social deve ocorrer a efetiva participação dos trabalhadores, empregadores, aposentados e Governo, sempre de maneira equivalente, de modo que a composição dos órgãos gestores se dará de forma igual entre todos os membros. Logo, “qualquer dispositivo que disponha sobre a forma de composição dos órgãos colegiados de modo a conferir uma maior participação dos membros do Governo está afrontando o caráter democrático da gestão” (HORVATH JÚNIOR, 2014, p. 114). II – Caráter descentralizado: Descentralização, segundo Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo (2014. p. 23), ocorre quando o Estado desemprenha algumas de suas atribuições por meio de outras pessoas, e não pela sua administração direta. Sendo assim, uma vez que a Seguridade Social tem por finalidade atender os indivíduos em suas necessidades básicas relacionadas à previdência social, saúde e assistência social, esta deve possuir uma gestão descentralizada para evitar que o atendimento às pessoas fique sobrestado na burocracia da Administração Pública (HORVATH JÚNIOR, 2014, p. 115). Como resultado da descentralização, criou-se, no caso da Previdência Social, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), uma autarquia federal encarregada da execução da legislação previdenciária (SANTOS, 2016, p. 44). III – Gestão Quatripartite : é quatripartite a gestão da seguridade social, pois conta obrigatoriamente com a participação, nos órgãos colegiados, de representantes: (i) dos trabalhadores; (ii) dos empregadores; (iii) dos aposentados; e (iv) do Poder Público 3- Faça uma análise das principais características do RGPS, seus segurados e dependentes. Resposta = Toda a pessoa que se filia à Previdência Social e contribui para o custeio das prestações previdenciárias da coletividade é considerada como segurada do INSS. Existem as pessoas que são obrigadas a serem filiadas à Previdência Social e outros que se filiam de forma facultativa ao sistema previdenciário. Dessa forma, considera-se beneficiário do Regime Geral de Previdência Social toda pessoa física que se encontre vinculada e protegida pela Previdência Social, ou seja, são os destinatários das prestações previdenciárias (benefícios e/ou serviços). Os benefícios são prestações munidas de conteúdo pecuniário, ou seja, que envolve valores financeiros, como, por exemplo, uma aposentadoria ou um auxílio doença. Os beneficiários poderão ser os segurados (segurados obrigatórios e facultativos) ou seus dependentes. Sendo assim, dizemos que beneficiário é o gênero, do qual são espécies os segurados e os dependentes. Segurados obrigatórios: Segurados obrigatórios são aqueles que exercem alguma atividade remunerada e, consequentemente, filiam-se obrigatoriamente ao RGPS por imposição legal, independentemente de sua vontade. Há 5 espécies de segurados obrigatórios no Regime Geral de Previdência Social – RGPS, conforme segue: Empregado (urbano ou rural): Aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural a empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado. Empregado Doméstico: considera-se empregado doméstico, devendo filiar-se obrigatoriamente ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS, aquele que presta serviços de forma contínua, subordinada, onerosa e pessoal e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas, por mais de 2 (dois) dias por semana, sendo vedada a contratação de menor de 18 (dezoito) anos para desempenho de trabalho doméstico. Contribuinte Individual: A categoria de segurado obrigatório contribuinte individual, foi criada pela Lei nº 9.876/99, e reúne as antigas categorias de segurados empresário, autônomo e equiparado a autônomo. Trata-se de um trabalhador rural ou pescador artesanal, denominado produtor rural pessoa física, quando não cumpra todos os requisitos para ser enquadrado na condição de segurado especial, um trabalhador que explora atividade de extração mineral – GARIMPO. Trabalhador Avulso: Considera-se trabalhador avulso aquele que, sindicalizado ou não, presta serviço de natureza urbana ou rural, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, com a intermediação obrigatória do órgão gestor de mão-de-obra ou do sindicato da categoria. A palavra-chave desse conceito é exatamente a necessidade de intermediação obrigatória, que poderá ocorrer por meio do órgão gestor de mão-de-obra – OGMO ou do sindicato da categoria. Segurado Especial: Considera-se Segurado Especial a pessoa física residente no imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo, que exerça suas atividades individualmente ou em regime de economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros, em condições de mútua colaboração, na condição de: • Pequeno Produtor Rural; • Pescador Artesanal; • Cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de dezesseis anos de idade ou a este equiparado, que, comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar respectivo. Segurado Facultativo: Trata-se de uma espécie tributária cuja filiação ao Regime Geral de Previdência Social – RGPS, depende exclusivamente da vontade do contribuinte, desde que não seja vedada expressamente esta opção. É segurado facultativo o maior de dezesseis anos de idade que se filiar ao Regime Geral de Previdência Social, mediante contribuição, desde que não esteja exercendo atividade remunerada que o enquadre como segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social – RGPS. 4 - Faça uma distinção entre filiação e inscrição no RGPS. Resposta = filiação é o vínculo que se estabelece entre as pessoas que contribuem para a Previdência Social e esta, do qual decorrem direitos e obrigações”. Trata-se de um instituto de enorme importância no Regime Geral de Previdência Social – RGPS, pois é com a filiação que uma pessoa física passará à condição de segurado e terá proteção previdenciária para si e seus dependentes. Em regra, para os segurados obrigatórios,a filiação será automática e decorrerá do exercício de atividade laborativa remunerada, na forma do artigo 20 do Regulamento da Previdência Social – RPS, realizando-se com o início da atividade. Por sua vez, para o segurado facultativo, a filiação apenas ocorrerá com a inscrição formalizada (cadastro no banco de dados da Previdência Social) e o efetivo recolhimento da primeira contribuição previdenciária, nos moldes do artigo 20 do RPS, decorrendo necessariamente da sua manifestação de vontade (ato volitivo), pois não é compulsória. É o ato material de filiação, objetivando sua identificação pessoal perante o INSS. Importante frisar que todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS, será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. A inscrição é o cadastro do segurado ou do seu dependente no banco de dados da previdência social. O artigo que prevê a inscrição do segurado é o artigo 18 do RPS, onde estão as disposições que considera a inscrição do segurado, para os efeitos da Previdência Social, ou seja, o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social – RGPS, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis à sua caracterização, na forma do artigo 18, do RPS. Para o segurado obrigatório, a inscrição é o ato que formaliza a filiação, cadastrando o segurado no banco de dados da Previdência Social. 5 - Faça uma breve análise avaliando proximidades e distanciamento entre o Regime Geral de Previdência Social e o Regime Próprio de Previdência. Resposta= o Regime Geral de Previdência Social (RGPS/INSS): é um regime público administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que engloba os trabalhadores da iniciativa privada e servidores não filiados a regimes próprios; - o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): como o nome diz, é um regime público específico para servidores públicos concursados, titulares de cargo efetivo; O RPPS é o regime previdenciário próprio de cada ente federativo, de filiação obrigatória para os servidores públicos titulares de cargo efetivo, enquanto que o RGPS é uma entidade pública de caráter obrigatório para os trabalhadores regidos pela CLT, inclusive os integrantes de cargos exclusivamente em comissão, empregos públicos e cargos temporários, sendo gerido pelo Governo Federal, através do INSS. 6- Considerando os dispositivos da Constituição Federal e, bem ainda, da Lei 8.212/82, quais as principais fontes de custeio da seguridade social? Apresente exemplos. Resposta =A Constituição Federal pressupõe duas fontes de custeio: (a) forma indireta, que é o orçamento público e (b) forma direta, que se trata das contribuições sociais, ou seja, são um tributo finalístico, eis que possui a finalidade de financiar a Seguridade Social. Desse modo, faz-se necessário recordar o Princípio da diversidade da base do financiamento da Seguridade Social, percebemos que a Constituição Federal já o regulamentou, eis que disciplinou diversas fontes de custeio (I) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO EMPREGADOR, DA EMPRESA E DA ENTIDADE A ELA EQUIPARADA NA FORMA DA LEI. São três contribuições: a) Contribuição previdenciária patronal: incide sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. b) Contribuição que incide sobre a receita ou o faturamento: é denominada COFINS. c) Contribuição que incide sobre o lucro líquido das empresas. (II) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO TRABALHADOR E DOS DEMAIS SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, NÃO INCIDINDO CONTRIBUIÇÃO SOBRE APOSENTADORIA E PENSÃO CONCEDIDAS PELO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DE QUE TRATA O ART. 201. Também é afetada à Previdência Social. (III) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS. Trata-se dos jogos mantidos pelo Poder Público (ex. Loteria) ou pelo particular autorizados. (IV) CONTRIBUIÇÃO DO IMPORTADOR DE BENS OU SERVIÇOS DO EXTERIOR, OU DE QUEM A LEI A ELE EQUIPARAR: É denominada COFINS importação.a filiação será automática e decorrerá do exercício de atividade laborativa remunerada, na forma do artigo 20 do Regulamento da Previdência Social – RPS, realizando-se com o início da atividade. Por sua vez, para o segurado facultativo, a filiação apenas ocorrerá com a inscrição formalizada (cadastro no banco de dados da Previdência Social) e o efetivo recolhimento da primeira contribuição previdenciária, nos moldes do artigo 20 do RPS, decorrendo necessariamente da sua manifestação de vontade (ato volitivo), pois não é compulsória. É o ato material de filiação, objetivando sua identificação pessoal perante o INSS. Importante frisar que todo aquele que exercer, concomitantemente, mais de uma atividade remunerada sujeita ao RGPS, será obrigatoriamente inscrito em relação a cada uma delas. A inscrição é o cadastro do segurado ou do seu dependente no banco de dados da previdência social. O artigo que prevê a inscrição do segurado é o artigo 18 do RPS, onde estão as disposições que considera a inscrição do segurado, para os efeitos da Previdência Social, ou seja, o ato pelo qual o segurado é cadastrado no Regime Geral de Previdência Social – RGPS, mediante comprovação dos dados pessoais e de outros elementos necessários e úteis à sua caracterização, na forma do artigo 18, do RPS. Para o segurado obrigatório, a inscrição é o ato que formaliza a filiação, cadastrando o segurado no banco de dados da Previdência Social. 5 - Faça uma breve análise avaliando proximidades e distanciamento entre o Regime Geral de Previdência Social e o Regime Próprio de Previdência. Resposta= o Regime Geral de Previdência Social (RGPS/INSS): é um regime público administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que engloba os trabalhadores da iniciativa privada e servidores não filiados a regimes próprios; - o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS): como o nome diz, é um regime público específico para servidores públicos concursados, titulares de cargo efetivo; O RPPS é o regime previdenciário próprio de cada ente federativo, de filiação obrigatória para os servidores públicos titulares de cargo efetivo, enquanto que o RGPS é uma entidade pública de caráter obrigatório para os trabalhadores regidos pela CLT, inclusive os integrantes de cargos exclusivamente em comissão, empregos públicos e cargos temporários, sendo gerido pelo Governo Federal, através do INSS. 6- Considerando os dispositivos da Constituição Federal e, bem ainda, da Lei 8.212/82, quais as principais fontes de custeio da seguridade social? Apresente exemplos. Resposta =A Constituição Federal pressupõe duas fontes de custeio: (a) forma indireta, que é o orçamento público e (b) forma direta, que se trata das contribuições sociais, ou seja, são um tributo finalístico, eis que possui a finalidade de financiar a Seguridade Social. Desse modo, faz-se necessário recordar o Princípio da diversidade da base do financiamento da Seguridade Social, percebemos que a Constituição Federal já o regulamentou, eis que disciplinou diversas fontes de custeio (I) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO EMPREGADOR, DA EMPRESA E DA ENTIDADE A ELA EQUIPARADA NA FORMA DA LEI. São três contribuições: a) Contribuição previdenciária patronal: incide sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício. b) Contribuição que incide sobre a receita ou o faturamento: é denominada COFINS. c) Contribuição que incide sobre o lucro líquido das empresas. (II) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DO TRABALHADOR E DOS DEMAIS SEGURADOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL, NÃO INCIDINDO CONTRIBUIÇÃO SOBRE APOSENTADORIA E PENSÃO CONCEDIDAS PELO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL DE QUE TRATA O ART. 201. Também é afetada à Previdência Social. (III) CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE A RECEITA DE CONCURSOS DE PROGNÓSTICOS. Trata-se dos jogos mantidos pelo Poder Público (ex. Loteria) ou pelo particular autorizados. (IV) CONTRIBUIÇÃO DO IMPORTADOR DE BENS OU SERVIÇOS DO EXTERIOR, OU DE QUEM A LEI A ELE EQUIPARAR: É denominada COFINS importação.