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Morfologia bacteriana 
 
1. Formas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Arranjos 
 
 
 
 
3. Arranjos flagelares 
 
 
 
4. Tamanhos (0,2 μm a 2 μm de diâmetro e 2μm a 8μm de comprimento) 
 
 
 
 
Estruturas externas da célula procariótica típica 
 
Glicocálice: Polímero viscoso composto de polissacarídeos e/ou polipeptídeos. O glicocálice compõe 
a cápsula (fortemente aderida à parede) ou a camada limosa (pouco aderida à parede). Suas funções 
são aderência, proteção e reserva de nutrientes. Os biofilmes são substância polimérica extracelular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Flagelos: Têm como função a locomoção e sua atividade é 
dependente de energia. Os movimentos da célula bacteriana são 
estimulados ou inibidos por quimiotaxia e fototaxia. Os flagelos 
são compostos por filamento, gancho e corpo basal. Essas 
estruturas estão ancoradas à parede celular e às membranas 
interna e externa da célula procariótica. A proteína que compõe 
o flagelo é a chamada flagelina. Toda força motriz está 
relacionada basicamente aos anéis C e MS. As células gram 
negativas apresentam 4 anéis (ancorados tanto na camada de 
peptideoglicano quanto nas membranas interna e externa), 
enquanto as gram positivas apresentam 2 anéis (ancorados 
apenas na membrana interna). 
 
 
Filamentos axiais: As espiroquetas se movem por meio de filamentos 
axiais ou endoflagelos — feixes de fibrilas originados nas extremidades 
da célula sob uma bainha externa, formando uma espiral em torno de todo 
o corpo celular. 
 
 
Fímbrias e pili: São estruturas de natureza proteica, mais curtas que os flagelos. Possuem função de 
aderência, conjugação bacteriana e motilidade pulsante ou por deslizamento da célula. 
 
Parede celular bacteriana: Estrutura 
complexa e rígida que define a forma 
celular. Protege a célula contra lise 
osmótica e apoia os flagelos. É constituída 
por peptideoglicano (mureína) — 
dissacarídeo repetitivo formado por 
N-acetilglicosamina (NAG) e ácido 
N-acetilmurâmico (NAM); esses 
dissacarídeos são unidos por ligação 
glicosídica do tipo beta 1-4. 
 
Bactérias gram-positivas (coradas de roxo) apresentam parede celular espessa camada de 
peptideoglicano, além de ácidos teicóicos (álcool + fosfato). Os ácidos teicóicos possuem carga 
negativa (grupo fosfato) e regulam o movimento de cátions no interior das células. Também atuam no 
crescimento celular (impedem a lise celular) e possuem especificidade antigênica. Ácidos 
lipoteicóicos atravessam a parede e os teicóicos são ligados ao peptideoglicanos. 
 
Bactérias gram-negativas (coradas de vermelho), por sua vez, apresentam fina camada de 
peptideoglicano ligado a lipoproteínas e, sobre ela, uma membrana externa. Essas bactérias não 
apresentam ácidos teicóicos e estão mais suscetíveis ao rompimento mecânico (em função de sua fina 
camada de peptideoglicanos). Associada à membrana externa, está a camada de lipopolissacarídeos 
(LPS). A membrana externa desempenha função de barreira contra a defesa do hospedeiro e contra a 
ação de antibióticos e enzimas digestivas. 
 
A camada de lipopolissacarídeos é composta por lipídeo A, polissacarídeo O e cerne. O lipídeo A é 
responsável pela liberação de endotoxinas (febre, dilatação dos vasos e choque), o polissacarídeo O 
atua na diferenciação de estirpes bacterianas com reação de antígenos e anticorpos e o cerne tem 
função estrutural confere estabilidade à estrutura. 
 
 
Coloração diferencial de Gram 
 
 
 
Agentes que atuam na parede celular 
 
Lisozima: Presente em lágrimas, saliva e ovos, lisa as ligações glicosídicas beta 1-4 entre 
N-acetilglicosamina (NAG) e ácido N-acetilmurâmico (NAM). Atua na lise celular para extração de 
DNA e na transformação gênica. A ação da lisozima sobre as células gram-positivas forma 
protoplastos (células livres de parede) e sobre gram-negativas forma esferoplastos (células com 
resquícios de parede). 
 
Paredes celulares atípicas 
 
Mycoplasma spp. : Não possuem parede celular e contém alguns esteróides em sua membrana 
plasmática e, portanto, assumem forma pleiomórfica (variável). 
 
Arquéias: Possuem variação estrutural, portanto, são 
coradas como bactérias gram-negativas. Sua composição 
é de pseudopeptideoglicanos (ligações beta 1-3). Suas 
paredes celulares são compostas por polissacarídeos, 
glicoproteínas ou proteínas. 
 
 
Estruturas internas da célula procariótica típica 
 
Membrana citoplasmática: Alvo de agentes antimicrobianos. A membrana plasmática participa de 
processos de geração de energia (fotossíntese e respiração celular) e do transporte de nutrientes. 
 
Cromatóforos: Presentes em algumas bactérias, são 
os são os pigmentos e enzimas que participam da 
fotossíntese. São encontrados em algumas 
invaginações da membrana plasmática e podem se 
estender até o citoplasma. Os cromatóforos estão 
presentes em bactérias púrpura não sulfurosas e são 
claramente visíveis. 
 
Nucleóides: Cromossomo único e circular. 
 
Plasmídeos: DNA extracromossomal, de replicação independente. 
 
Ribossomos procarióticos: Dispersos no citosol, 
são responsáveis pela síntese proteica. Os 
ribossomos são os grandes alvos de agentes 
antimicrobianos. 
 
 
 
Inclusões citoplasmáticas: Estão relacionadas ao armazenamento de energia e são reservatórios de 
constituintes estruturais. Algumas dessas inclusões são os magnetossomos, os grânulos de 
polifosfatos, os grânulos de enxofre, as inclusões lipídicas e as vesículas de gás. 
 
Em escala laboratorial, magnetossomos podem decompor o peróxido de hidrogênio que se forma nas 
células na presença de oxigênio. Os polihidroxialcanoatos são sintetizados quando há excesso de 
carbono e podem ser clivados para o uso de fontes de carbono ou energia, quando as condições 
nutricionais permitirem. Muitos microorganismos acumulam fosfato inorgânico como grânulos de 
polifosfatos; esse grânulos podem ser degradados e usados como fonte de fosfatos na biossíntese de 
ácidos nucléicos e fosfolipídios e, em alguns organismos, na formação de ATP. As vesículas de gás 
conferem flutuabilidade às células microbianas. 
 
Endósporos: Estruturas de resistência bacteriana, 
formadas quando os nutrientes se esgotam. Os endósporossão extremamente resistentes a calor, radiação e 
dessecação. Apresentam-se em sua forma desidratada. 
Formados comumente em bactérias gram-positivas. Os 
endósporos podem ser terminais, subterminais ou centrais. 
 
Quando as condições nutricionais e ambientais se tornam 
favoráveis para a sobrevivência da célula bacteriana, o 
endósporo pode germinar e a célula volta ao seu estado 
vegetativo. 
 
Diferenças entre células procarióticas e eucarióticas

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