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Restauração classe II Matriz A matriz tem como objetivos possibilitar a compactação do material e restaurar o contorno anatômico e as áreas de contato proximal. A matriz deve ser de fácil aplicação e remoção, de contorno e contato proximal apropriados, ser rígida e estável, ter altura adequada e afastar o tecido gengival e o dique de borracha. Tipos de matriz 1. Universal: Sempre usa porta-matriz, dispositivo metálico que permite que a matriz seja acoplada em sua extremidade de maneira a torná-la circular e ajustável ao contorno dos dentes (Tofflemire ou Ivory). O porta-matriz de Tofflemire é de fácil manuseio, versátil (usado por vestibular e lingual). A matriz deve ser cortada e, então, é feito o brunimento da matriz (aumenta sua maleabilidade). 2. Individuais: Matriz confeccionada para cada caso particular. A. Soldada: São usados tira de matriz, alicate 121, soldador elétrico, cunha de madeira e tesoura. O alicate prende a matriz ao redor do dente (convém passar um instrumento para marcar o diâmetro). É feito um ponto de solda o mais próximo possível da marcação (não pode ser em cima da marca. B. Rebitada: São usados tira de matriz, alicate 121, alicate 141, cunha de madeira e tesoura. A matriz é perfurada, deixando uma rebarba — o alicate é usado para rebitar a rebarba. C. Em T: São usados tira de matriz, cunha de madeira e tesoura. Cortar a ponta da matriz e virar uma ponta pra cada lado e virar essas pontas pra trás. D. Pré-contornadas: Envolvem apenas uma face proximal (nem sempre indicadas para a amálgama). Preço mais elevado. As matrizes universais são usadas em dentes que não receberão o grampo, em cavidades conservadoras, em pacientes com boa abertura bucal e cavidades de fácil acesso. As matrizes individuais, por sua vez, são indicadas para dentes que vão receber grampo, dificuldade de acesso, caixa proximal ampla, formas anatômicas atípicas e pequena abertura bucal. Cunhas Mantém a matriz em posição, impedem que a matriz desadapte sob pressão, impedem escoamento de material além do bordo gengival, compensam a espessura da matriz (evita perda do espaço interproximal), preparadas de acordo com anatomia dental. Não deve impedir a matriz de formar o correto contorno proximal. Devem ser recortadas e polidas. Observação: Em radiografias interproximais é possível ver radiografia mal adaptada — quando não é usada cunha, a resina extravasa por baixo da matriz, o que pode ocasionar em problemas periodontais. Passo a passo 1. Checagem da oclusão; 2. Proteção do dente vizinho com matriz de poliéster; 3. Condicionamento ácido, lavagem e secagem; 4. Sistema adesivo e polimerização por 20s (se a ponta for de diâmetro menor que o do dente, o ideal é dividir o dente em várias polimerizações); 5. Escolha da matriz; 6. Cunha posicionada antes do grampo; 7. Colocar resina conforme técnica incremental (obliquamente, conforme imagem ao lado); Observação: A técnica incremental tem como objetivo prevenir excessiva contração de polimerização, assegurar maior grau de polimerização, diminuir a deflexão das cúspides e melhorar adaptação na interface dente-restauração. 8. Remoção do isolamento absoluto; 9. Checagem de contatos oclusais; 10. Acabamento (bisturi, mas, principalmente, brocas multilaminadas); 11. Polimento (principalmente com borrachas abrasivas e pastas de polimento (diamantadas) — discos são menos utilizados). Observação: O polimento é feito com isolamento absoluto (a saliva atrapalha o contato do abrasivo com o dente). Entre cada abrasivo, é necessário lavar, para que se tire o abrasivo anterior. Tiras de lixa usadas para polimento da face proximal — movimento em S abaixo do ponto de contato (se necessário, cortar a lixa). Quanto mais lisa a superfície, maior a reflexão da luz (brilho) — tomar cuidado para não conceder lisura artificial à restauração.