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DIR. PENAL MAPEADO MAPASMAPASMEMORYMEMORY MAPAS MENTAISMAPAS MENTAIS PARA TODAS AS BANCASPARA TODAS AS BANCAS UM PRODUTO MEMORYMASTER Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO ADMINISTRATIVO Boas vindas! Antes de qualquer coisa, quero te parabenizar pela escolha. Isso diz muito sobre seu comprometimento. Nossa equipe organizou cada detalhe com carinho e, acima de tudo, profissionalismo. Aproveite! Mas esteja atento à seguinte observação: Este material NÃO DEVE SER ENCARADO COM UM CURSO, em hipótese alguma. Na verdade, depois de incansáveis horas de estudo, compilação e estruturação para facilitar sua vida, trazemos apenas aquilo que cai em prova, e de maneira completamente mastigada. Cada explicação deve ser mais do que suficiente para sua compreensão rapidamente, entretanto, lembre-se disso: Para aprender algo, você deve forçar o seu cérebro a revisar informações. NÃO NEGLIGENCIE AS REVISÕES. No mais, agora, você está livre das “neuras” de montar materiais, rabiscar folhas, etc. É você e sua mente e utilizando 200% da capacidade com um material que realmente importa para sua aprovação. O Método dos Aprovados A frase “cada pessoa tem seu próprio método de estudo” não deve ser levada 100% a sério. Sim, algumas pessoas têm facilidade para adquirir conhecimento utilizando Flashcards, outras mapas mentais, etc., mas a estrutura de aquisição de informações que o cérebro humano utiliza é uma só. Não reinvente a roda; faça o básico bem feito. Para te auxiliar nisso, criamos este material pautados no que a ciência considera mais efetivo para o aprendizado. Você não precisa ficar procurando materiais ou questões. Conforme você avança neste material, as questões avançam também. Para uma revisão ainda mais efetiva, procure por nossos materiais em Flashcard. Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO ADMINISTRATIVO IMPORTANTE: Violação de Direitos Autorais é uma Infração Grave Este conteúdo destina-se apenas ao uso pessoal. Não compartilhe-o em nenhuma hipótese. Prezado(a) leitor(a), Este material demandou inúmeras horas de estudo, pesquisa e produção de conteúdo. Todo esse esforço foi empregado com o objetivo de oferecer-lhe o melhor material possível para auxiliá-lo(a) em seus estudos. Além do esforço intelectual de uma grande equipe, há também o esforço monetário para adquirir e manter equipamentos, softwares, hospedagem de sites, servidores, design e a equipe envolvida, pois nenhum trabalho é realizado de forma voluntária por aqui. Não compartilhe este material por meio algum, seja em sites, e-mails, grupos, etc. Caso você se depare com qualquer forma de compartilhamento suspeito, peço que denuncie imediatamente essa fonte ilegal e também me informe através do e-mail memorymaster@progressoreal.com.br. Pirataria É CRIME, sujeito a punições que podem incluir até QUATRO anos de prisão, além de multa, conforme o artigo 184 do Código Penal. Desejamos sucesso, paz, saúde e garra. Vença primeiro em sua mente, então qualquer batalha estará ganha. Bons Estudos! Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 01 PRINCÍPIOS 02 APLICAÇÃO DA LEI PENAL 03 CONCEITOS E FONTES 04 CRIME SEQUÊNCIA DE CONTEÚDOS Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL O princípio da legalidade se divide em "reserva legal" (necessidade de Lei formal) e "anterioridade" (necessidade de que a Lei seja anterior ao fato criminoso) Normas penais em branco não violam tal princípio. Somente Lei formal pode criar condutas criminosas e cominar penas. OBS: Medida Provisória pode descriminalizar condutas e tratar de temas favoráveis ao réu. (Há divergências, mas isto é o que prevalece no STF). CONCEITOCONCEITO Legislativa - Cominação de punições proporcionais à gravidade dos crimes, e com estabelecimento de penas mínimas e máximas Administrativa - Ocorre na fase de execução penal, oportunidade na qual serão analisadas questões como progressão de regime, livramento condicional e outras. Judicial - Análise, pelo magistrado, das circunstâncias do crime, dos antecedentes do réu, etc. Individualização da pena - Ocorre em 3 esferas: Individualização da pena - Ocorre em 3 esferas: POSSUEM FORÇA NORMATIVA, devendo ser respeitados, sob pena de inconstitucionalidade da norma que os contrariar. Em resumo: Normas que, extraídas da Constituição Federal, servem como base interpretativa para todas as outras normas de Direito Penal do sistema jurídico brasileiro. PONTOS IMPORTANTES Lei Penal não pode retroagir, sob pena de violação à anterioridade. EXCEÇÃO: poderá retroagir para beneficiar o réu. POSSUEM FORÇA NORMATIVA, devendo ser respeitados, sob pensa de inconstitucionalidade da norma que os contrariar. Em resumo: Ninguém pode ser processado e punido por fato criminoso praticado por outra pessoa. Intranscendência da PenaIntranscendência da Pena Isso não impede que os sucessores do condenado falecido sejam obrigados a reparar os danos civis causados pelo fato. Normas que extraídas da Constituição Federal, servem como base interpretativa para todas as outras normas de Direito Penal do sistema jurídico brasileiro. CONCEITOSCONCEITOS OBS. A multa não é "obrigação de reparar o dano", pois não se destina à vítima. A multa é espécie de pena, e não pode ser executada contra os sucessores. Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL CONCEITOCONCEITO Uma regra probatório (regra de julgamento) - Deste princípio decorrente que o ônus (obrigacao) da prova cabe ao acusador (MP ou ofendido, conforme o caso). Pena de Caráter Perpétuo Penas cruéis Exceção: no caso de guerra declarada (crimes militares) Outros princípios do direito Penal Outros princípios do direito Penal Prega que uma conduta, ainda quando tipificada em Lei como criminosa, quando não for capaz de afrontar o sentimento social de justiça, não seria considerada crime, em sentido material, por possuir adequação social (aceitação pela sociedade). Princípio da Adequação Social (ou lesividade) - Estabelece que não basta que o fato seja formalmente típico (tenha previsão legal como crime) para que possa ser considerado crime É necessário que este fato seja capaz de ofender (por meio de uma lesão), de maneira grave, um bem jurídico relevante para a sociedade. Princípio da ofensividade Preconiza que o fato, para ser materialmente crime, ou seja, para que possa ser considerado crime em sua essência, deve causar lesão a um bem jurídico de terceiro. DIREITO PENAL NÃO PUNE AUTOLESÃO. Princípio da Alteridade Uma regra de tratamento - Deste princípio decorrente, ainda que o réu deve ser, a todo momento, tratado como inocente. Presunção de inocência (ou presunção de culpabilidade) ninguém pode ser considerado culpado se ainda não já sentença penal condenatória transitada em julgado. Limitação das Penas (ou humanidade) - Determinadas espécies de Sansão penal são vedadas. São elas: Pena de Morte. Pena de Banimento Pena de Trabalhos forçados Obs. Trata-se de cláusula pétrea POSSUEM FORÇA NORMATIVA, devendo ser respeitados, sob pena de inconstitucionalidade da norma que os contrariar. Em resumo: Normas que, extraídas da constituição Federal, servem como base interpretativa para todas as outras normas de direito Penal do sistema jurídico brasileiro. Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL Outros Princípios do Direito Penal Outros Princípios do Direito Penal Estabelece que nem todos os fatos considerados ilícitos pelo Direito devam ser considerados como infração penal, mas somenteaqueles que atentem contra bens jurídicos EXTREMAMENTE RELEVANTES. Princípio da fragmentariedade do Direito Penal As condutas que não ofendam significativamente os bens jurídico penais tutelados não podem ser considerados crimes (em sentido material). A aplicação de tal princípio afasta a tipicidade material da conduta. Princípio da insignificância (ou bagatela) Princípio da insignificância (ou bagatela) Todos possuem o direito de atuar acreditando que as demais pessoas irão agir de acordo com as normas que disciplinam a vida em sociedade. Ninguém pode ser punido por agir com essa expectativa. Princípio da Confiança Princípio da Confiança STJ (HC 60.949): pequeno valor da res furtiva NÃO se traduz, AUROMATICAMENTE, na aplicação da insignificância. Há que se conjugar a importância do objeto para a vítima. STJ - Entende que o princípio é inaplicável aos crimes contra Adm. Pública (Súmula 599), com exceção do crime de descaminho (conforme AgRg no Resp 1.346.879) STF - Não está em conformidade com essa tese (vide HC 107.370, HC 112.388 E HC 87.478). Para o Supremo deve haver análise do caso concreto. O Direito Penal não deve ser usado a todo momento, mas apenas como uma ferramenta subsidiária, quando os demais ramos do Direiro se mostrarem insuficientes. Princípio da Subsidiariedade do Dirwiro Penal Este princípio decorrente do caráter fragmentário de subsidiário do Direito Penal. Este é um princípio limitador do poder punitivo estatal, que estabelece uma regra a ser seguida para conter possíveis árbitros do Estado. Princípio da Intervenção mínima (ou Ultima Ratio) Por este princípio entende-se que uma pessoa não pode ser punida duplamente pelo mesmo fato. Além disso, estabelece que uma pessoa não possa, sequer, se processada duas vezes pelo mesmo fato (como qualificadora e como agravante, por ex.). Princípio do NE BIS IN IDEM As penas devem ser aplicadas de maneira proporcional à gravidade do fato. Além disso, as penas devem ser combinadas de forma a dar ao infrator uma sanção proporcional ao fato abstratamente previsto. Princípio da Proporcionalidade Princípio da Proporcionalidade Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL Da lei penal benéfica - Lei nova mais benéfica retroage, de forma que será aplicada aos fatos criminosos praticados antes de sua entrada em vigor. RETROATIVIDADE RETROATIVIDADE LEI PENAL NO TEMPOLEI PENAL NO TEMPORegra Geral Lei nova passa a não mais considerar a conduta como criminosa (descriminalização da conduta). Quando a Lei nova simultaneamente insere esse fato dentro de outro tipo penal ABOLITIO CRIMINISABOLITIO CRIMINIS Quando, mesmo revogado o tipo penal, a conduta está prevista como crime em outro tipo penal OBS: Faz cessar a pena e os efeitos penais de condenação CONTINUIDADE TÍPICONORMATIVACONTINUIDADE TÍPICONORMATIVA Processo ainda em curso - Compete ao Juízo que está conduzindo o processo Processo já transitado em julgado - Compete ao Juízo da execução penal (enunciado n° 611 da Súmula do STF) OBS: Se houver superveniência da lei abolitiva expressamente revogando a criminalização prevista na lei temporária ou excepcional, ela não mais produzirá efeitos. Continham a reger os fatos praticados durante sua vigência, mesmo após expirado o prazo de vigência ou mesmo após o fim das circunstâncias que determinaram a edição da lei Leis Excepcionais e Temporárias Leis Excepcionais e Temporárias Lei Penal no Tempo Lei Penal no Tempo Da lei penal benéfica - Lei mais benéfica, quando revogada, continua a reger os fatos praticados durante sua vigência. ULTRA-ATIVIDADEULTRA-ATIVIDADE Princípio da Atividade: lei é aplicada aos fatos praticados durante sua vigência EXCEÇÃO: Extra- atividade da lei penal benéfica Duas Formas: Em alguns casos, embora a lei nova revogue um determinado artigo que previa um tipo penal, a conduta pode continuar sendo considerada crime (não há abolitio criminis). Competência para a aplicação da Lei nova mais benéfica Competência para a aplicação da Lei nova mais benéfica Lei posterior que traz benefícios e prejuízos ao réu - Prevalece o entendimento do que não é possível combinar as duas Leis Deve ser aplicada a Lei que, no todo, seja mais benéfica (teoria da ponderação unitária) Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL Tempo e Lugar do Crime ATIVIDADE Art. 4° - Considera-se praticado o crime do MOMENTO da AÇÃO ou OMISSÃO, ainda que outro seja o do resultado Aplica-se lei em vigor ao tempo da CONDUTA, EXETO se a do tempo do RESULTADO for mais benéfica Imputabilidade: Apurada no MOMENTO DA CONDUTA OBS: As teorias adotadas no BR estão com as letras em verde Conflitos de Leis Penais no Tempo Conflitos de Leis Penais no Tempo Norma prevê diversas condutas, alternativamente, como modalidades de uma mesma infração. Mesmo que o infrator cometa mais de dessas "condutas", será apenado somente uma vez SUBSIDIARIEDADE ESPECIALIDADE Lei Especial prevalece sobre lei Geral ATIVIDADE Considera-se local do crime aquele em que a conduta é PRATICADA. Aplica-se no caso de crimes DOLOSOS contra a VIDA devido ao tribunal do júri UBIQUIDADE Art. 6°- Considera-se praticado o crime no LUGAR que ocorreu a AÇÃO ou OMISSÃO, bem como onde produziu-se oudeveria produzir-se (tentativa) o RESULTADO. Tempo do Crime UBIQUIDADE Considera-se praticado o crime tanto no momento da ação ou omissão quanto no momento do resultado. Lugar do Crime Lugar do Crime Conflito Aparente: quando o mesmo fato se amolda a 2 + normas incriminadoras. O conflito é APARENTE, pois SEMPRE pode ser solucionado através da correta INTERPRETAÇÃO, pela aplicação de 4 princípios Conjunção / Absorção O crime M AIS GRAVE absorve o MENOS GRAVE Alternatividade Só se aplica uma norma caso outra, de caráter primário, não puder ser aplicado ao mesmo fato. Ex: Art. 11, Decreto 3.179 que regulamenta Lei 9.605: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre nativos ou em rota migratória, sem a devida licença (...) Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - CONCEITOS E FONTES DIREITO PENAL - CONCEITOS E FONTES Conceito Conceito Por meio da criação de normas de conduta que, uma vez violadas, constituem crimes, sob ameaça de aplicação de uma pena. IMEDIATAS - São aquela que apresentam o Direito Penal de forma direta, sendo fruto dos órgãos responsáveis pela sua criação. No caso do Brasil, a única fonte formal imediata do Direito Penal é a Lei, lei em sentido estrito. MEDIATAS - Também chamadas de secundárias, são aquelas que ajudam a formar o Direito Penal, de forma periférica, como os costumes, os atos administrativos e os princípios gerais do Direito. Exposição de motivos NÃO é modalidade de interpretação autêntica. Interpretação Extensiva Interpretação Extensiva Admitida em Direito Penal para estender o sentido e o alcance da norma. Finalidade de suprir lacunas (integração) aplicando a um caso não previsto pelo legislador a norma que rege caso semelhante. Existem 2 tipos: ANALOGIAANALOGIA Interpretação Analógica Interpretação Analógica Intérprete utiliza-se de elementos genéricos fornecidos pela própria lei, permitindo ampliação do seu conteúdo. Interpretação analógica e analogia são diferentes. ANALOGIA IN BONAM PARTEM: aplica- se ao caso omisso uma norma favorável ao réu. É aplicável, a fim de extinguir a punibilidade (continua havendo crime, mas não já punição) São os órgãos encarregados de produzir o Direito Penal. No caso brasileiro, a União é o Ente responsável pelo criação das normas de Direito Penal. MATERIAIS Ramo do Direito Público cujafunção é selecionar os bens jurídicos mais importantes para a sociedade e buscar protegê-los. Fontes Fontes ANALOGIA IN MALAM PARTEM: supre a lacuna PREJUDICANDO ao réu. Isto NÃO é possível pois, segundo o STF/STJ, há violação do princípio da reserva legal. São meios pelos quais o Direito Penal se exterioriza, ou seja, os meios pelos quais ele se apresentam ao mundo jurídico. Podem ser IMEDIATAS ou MEDIATAS. FORMAIS Também chamadas de cognitivas ou fontes de conhecimento. São de 2 ordens: Formal e Material Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL Território Nacional por Extensão Território Nacional por Extensão Território Nacional Território Nacional LEI PENAL NO ESPAÇO LEI PENAL NO ESPAÇO Os navios e aeronaves públicas, onde quer que se encontrem. Os navios e aeronaves particulares, que se encontrem em alto-mar ou no espaço aéreo REGRA - Aplica-se a lei brasileira ao crime cometido no território nacional (princípio da territorialidade mitigada ou temperada, pois há exceções). Extraterritorialiedade Extraterritorialiedade Contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de estado de território, de município, de imprensa pública, sociedade de economia mista, autarquia pi fundação instituída pelo poder Público. Contra a administração pública, por quem está a seu serviço. De genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil Aplicação da penal brasileira a um crime praticado fora do território nacional. Extraterritorialidade INCONDICIONADA - Aplica- se aos crimes cometidos: Extraterritorialidade INCONDICIONADA - Aplica- se aos crimes cometidos: Espaço em que o Está exercer sua soberania política. O território brasileiro compreende: O subsolo EXCEÇÕES: Lei penal BRA a crimes comeridos mo estrangeiro - Art. 2° A lei BRA só é aplicável à contravenção praticada no Território Nacional. O Mar territorial; O Espaço Aéreo; (Teoria da absoluta soberania do país subjacente) Contra a vida ou a liberdade do Presidente da República OBS 3: Caso tenha sido o agente condenado no exterior, a pena cumprida no exterior será abatida na pena a ser cumprida no Brasil (DETRAÇÃO PENAL) OBS 2: Será aplicada a lei brasileira ainda que o agente já tenha sido condenado ou absolvido no exterior OBS: Estas hipóteses dispensam condições, bastando que tenha sido o crime cometido contra estes bens jurídicos Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL DIREITO PENAL - CRIME Que por tratado ou convenção o Brasil se obrigou a reprimir Praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados ExtraterritorialiedadeCondicionada ExtraterritorialiedadeCondicionada Condições: Condições: Crime cometido por estrangeiro contra brasileiro fora do Brasil.Entrar o agente no território nacional Não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. Não tem sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido pena Extraterritorialiedade Hipercondicionada Extraterritorialiedade Hipercondicionada (Hiper) Condições: Mesmas condições da extraterritorialiedade Condicionada + Não ter sendo negada a extradição. Haver requisição MJ Conceito de CrimeConceito de Crime O Crime pode ser entendido sob três aspectos: Material, Formal (legal) e Analítico Crime é a conduta que afeta, de maneira significativa (mediante lesão ou exposição a perigo), um bem jurídico relevante de terceira pessoa Crime é a conduta prevista em Lei como crime. No Brasil, mais especificamente, é toda infração penal a que a lei comina pena de reclusão ou detenção Adoção da teoria tripartida. Crime é composto por fato típico, ilicitude e culpabilidade ANALÍTICOFORMALMATERIAL Fatos típicos e seus Elementos Resultado Naturalístico: é a modificação do mundo real provocada pela conduta do agente. Não há crimes em resultado Jurídico (lesão a bem jurídico tutelado), pois qualquer crime viola uma lei. Entretanto é POSSÍVEL um delito sem resultado naturalístico (ex: tentativa de homicídio) Aplica-se aos crimes: Aplica-se aos crimes: Estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição Praticados por brasileiros Única hipótese Conduta humana (alguns entendem possível conduta de pessoa jurídica) Adoção da teoria FINALISTA: conduta humana é a ação ou omissão voluntária dirigida a uma determinada finalidade Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - CRIME DIREITO PENAL - CRIME Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa: ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Fato e seus Elementos Fato e seus Elementos Homicídio cuja consumação é caracterizada pelo falecimento da vítima Homicídio cuja consumação é caracterizada pelo falecimento da vítima Teoria da Equivalência das condições (sine qua non): Quaisquer das condutas que compõem a totalidade dos antecedentes é causa brasileira. NEXO CASUALNEXO CASUAL Fato Típico e seus Elementos Fato Típico e seus Elementos Causalidade adequada: Considera causa do evento APENAS a ação ou omissão apta e idônea a gerar o resultado. A contribuição deve ser eficaz - Excepcionalmente no Brasil. Vínculo indispensável entre a conduta e resulta. Aplica-se apenas nos crimes Matérias. Não basta só dependência física; exige-se dolo ou culpa do agente em relação ao resultado, a fim de evitar "regressão infinita" Ex. O vendedor de arma pode não ter querido o resultado ao vendê-la. MATERIAIS Conduta + Resultado Naturalístico = Resultado Necessário Conduta + COM ou SEM Resultado = Independente de um Resultado FORMAIS Conduta (ação ou omissão) = Sem Resultado Violação de domicílio, ato obsceno, e a maioria das contravenções. MERA CONDUTA Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - CRIME DIREITO PENAL - CRIME CondutaTipificada Fato típico (1+4) Mera Conduta ou Tentativa Nexo casual Resultado Não tipificado Fato Atípico Tipificada Fato típico (1+2+3+4) Material Consumado Crime Doloso Crime Doloso DOLO eventual: consiste na consciência de que a conduta pode gerar um resultado criminoso + a Assunção desse risco, mesmo diante da probabilidade de algo dar errado. OBS.: diferença em relação ao dolo direito de segundo grau - aqui o resultado não querido é POSSÍVEL ou PROVÁVEL; No dolo direito de segundo grau o resultado não querido é CERTO (consequência necessaria) Trata-se de hipótese na qual o agente não tem vontade de produzir o resultado criminoso, mas, analisando as circunstâncias, sabe que este resultado pode ocorrer e não se importa, age da mesma maneira. Fato típico: Comportamento humano (ação ou omissão) que se enquadra nos elementos descritos na norma Por definição, Fato Atípico é aquele que não se enquadra em nenhum dispositivo legal. Fato e seus Elementos Fato e seus Elementos Tipicidade DOLO direito de primeiro grau - composto pela consciência de que a conduta pode lesão um bem jurídico + a vontade de violar (pela lesão ou exposição à perigo) este bem jurídico. DOLO direto de segundo grau - também chamado de "DOLO de consequências necessárias". O agente não quer resultado, mas sabe que o resultado é um efeito colateral NECESSÁRIO. E pratica a conduta assim mesmo, sabendo que o resultado (não querido) ocorrerá fatalmente. Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - CRIME DIREITOPENAL - CRIME Eventual: Resultado NÃO querido, mas ASSUME risco, e POUCO SE IMPORTA com ele. Genérico: Vontade de praticar a conduta descrita no tipo penal, sem nenhuma outra finalidade Específico: Agente QUER atingir um resultado ESPECÍFICO com a conduta Alternativo: dentre vários resultados, Agente se contenta com QUALQUER um. "Tanto faz". Uma conduta voluntária Tipicidade - Adoção da excepcionalidade do Crime Culposo. Só haverá punição a título de culpa se houver expressa previsão legal nesse. A violação a um dever objeto de cuidado CULPA INCONSCIENTECULPA INCONSCIENTE O agente não prevê o resultado possa ocorrer (há apenas previsibilidade OBJETIVA, não subjetiva). O crime culposo é composto de: O dolo pode ser, ainda: CRIME DOLOSO CRIME CULPOSO DIRETO INDIRETO No crime Culposo a conduta do agente é destinada a um determinado fim (que pode ser lícito ou não), mas pela violação a um dever de cuidade, o agente acaba por lesar um bem jurídico de terceiro, cometendo crime Culposo Pode ser dar por: Imperícia - Decorre do desconhecimento de uma regra técnica profissional para a prática da conduta. Imprudência - É o caso do afoito, daquele que pratica atos temerários, que não se coadunam com a prudência que se deve ter na vida em sociedade. Negligência - O agente *deixa de tomar todas as cautela necessarias para que sua conduta não venha a lesar o bem jurídico de terceiro. Nexo causal Previsibilidade objetiva - O resultado ocorrido deve ser previsível mediante um esforço intelectual razoável. É chamada previsibilidade do "homem médio". Um resultado naturalístico involuntário - O resultado produzido não foi querido pelo agente (salvo na culpa imprópria). O agente prevê o resultado como possível, mas acredita que este não irá ocorrer (previsibilidade SUBJETIVA). Modalidades de Culpa CULPA CONSCIENTECULPA CONSCIENTE Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 DIREITO PENAL - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE CRIME CULPOSO CRIME CULPOSO Enquanto não cumprido ou não reincidido o acordo de não persecução pena. Perda do DIREITO de punir do estado, pero decurso de tempo. PRESCRIÇÃOPRESCRIÇÃO Prescrição da Pretensão Punitiva Perda do DIREITO de AÇÃO, por não ter sido exercido no prazo certo (queixa ou APP) DECADÊNCIADECADÊNCIA Perda, pela inércia processual do querelado, do direito de continuar a movimentar a AT exclusivamente Privada PEREMPÇÃOPEREMPÇÃO Intercorrente Retroativa: Ocorre quando, uma vez tendo havido o TEJ para a ACUSAÇÃO, chega-se à conclusão de que, naquele momento, houve prescrição entre a data de denúncia/queixo e a sentença condenatória Intercorrente Superveniente/Subsequente: Ocorre entre o TEJ da sentença condenatória definitiva (tanto acusação quanto defesa) Perdão Judicial, casos previstos em Lei Prescrição Prescrição Prescrição de Pena de Multa Multa + prisão (privativa de liberdade): o prazo de prescrição será o mesmo Multa isoladamente: Prazo de 2 anos Impedem a Prescrição (art. 116) Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição NÃO CORRE: Enquanto o agente cumpre pena no exterior; Enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime; Na pendência de embargos de declaração ou de recursos aos Tribunais Superiores, quando inadmissíveis VEDADA analogia in bonam partem STJ (Súmula 18): A sentença concessiva do perdão judicial é declaratória da Extinção da punibilidade, NÃO subsistindo qualquer efeito condenatório. Executória: Perda, em razão da inércia do Estado, do direito de executar uma sanção penal definitivamente aplicada pelo judiciário. DIREITO PENAL - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADELicensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Nos crimes em que não há violência ou grave ameaça à pessoa Se a reparacão do dano ou restituição da coisa é anterior ao recebimento da denúncia ou queixa. AnistiaAnistia Advém do ATO LEGISLATIVO. Pode ser aplicada a qualquer crime. Graça e Indulto Graça e Indulto Concedidos pelo Presidente da República, por meio de DECRETO A) Graça é concedida individualmente B) Indulto de maneira coletiva STJ (Súmula 631/2019): O Indulto extingue os efeitos primários da condenação (pretensão executória), mas não atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais. Os efeitos civis permanecem (Art. 5°, LV, CF/88) Morte do Agente; Morte do Agente; DIREITO PENAL - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DIREITO PENAL - CRIME CONSUMADO, TENTADO E IMPOSSÍVEL Desistência Voluntária Arrependimento Eficaz Arrependimento Posterior Na desistência voluntária o agente, por ato voluntário, desiste de dar sequência aos atos executórios, mesmo podendo faze-lo. FÓRMULA DE FRANK: Na tentativa - O agente que, mas mas não pode prosseguir; Na desistência - O agente pode, mas não quer prosseguir. Se o resultado não ocorre, o agente não responde pela tentativa, mas apenas pelos atos efetivamente praticados. Aqui o agente já praticou todos os atos executórios que queria e podia, mas após isto, se arrepende do ato e adota medidas que acabam por impedir a consumação do resultado Se o resultado não ocorre, o agente não responde pela tentativa, mas apenas pelos atos efetivamente praticados. Não exclui o crime, pois este já se consumou. Ocorre quando o agente repara o dano provocada ou restitui a coisa. Consequência: Diminuição de pena, de um a dois terços. Só cabe: Perdão do ofendido te como condição a aceitação do querelado Perdão aceito, quando AP privada Perdão aceito, quando AP privada Pode ser processual ou extraprocessual, tácito ou expresso Renúncia pode ser espressa ou tácita (querelante prática ato incompatível c/ a vontade de se queixar) Renúncia do Direito de Queixo Renúncia do Direito de Queixo Ato jurídico unilateral, não dependendo de aceitação do suposto ofendido. Retratação, se a lei admite Retratação, se a lei admite Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed toEdivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234 Licensed to Edivanira Vidal Medeiros - e_vanimedes@hotmail.com - 83997172234