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DIR. PENAL
MAPEADO
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PARA TODAS AS BANCASPARA TODAS AS BANCAS
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Boas vindas!
 
Antes de qualquer coisa, quero te parabenizar pela escolha. Isso diz muito
sobre seu comprometimento.
Nossa equipe organizou cada detalhe com carinho e, acima de tudo,
profissionalismo. Aproveite!
Mas esteja atento à seguinte observação:
Este material NÃO DEVE SER ENCARADO COM UM CURSO, em hipótese
alguma.
Na verdade, depois de incansáveis horas de estudo, compilação e
estruturação para facilitar sua vida, trazemos apenas aquilo que cai em
prova, e de maneira completamente mastigada. 
Cada explicação deve ser mais do que suficiente para sua compreensão
rapidamente, entretanto, lembre-se disso: Para aprender algo, você deve
forçar o seu cérebro a revisar informações. NÃO NEGLIGENCIE AS
REVISÕES.
No mais, agora, você está livre das “neuras” de montar materiais, rabiscar
folhas, etc. 
É você e sua mente e utilizando 200% da capacidade com um material que
realmente importa para sua aprovação.
O Método dos Aprovados
A frase “cada pessoa tem seu próprio método de estudo” não deve ser
levada 100% a sério. 
Sim, algumas pessoas têm facilidade para adquirir conhecimento utilizando
Flashcards, outras mapas mentais, etc., mas a estrutura de aquisição de
informações que o cérebro humano utiliza é uma só. 
Não reinvente a roda; faça o básico bem feito.
Para te auxiliar nisso, criamos este material pautados no que a ciência
considera mais efetivo para o aprendizado. Você não precisa ficar
procurando materiais ou questões. Conforme você avança neste material,
as questões avançam também.
Para uma revisão ainda mais efetiva, procure por nossos materiais em
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Pirataria É CRIME, sujeito a punições que podem incluir até QUATRO anos de
prisão, além de multa, conforme o artigo 184 do Código Penal.
Desejamos sucesso, paz, saúde e garra. Vença primeiro em sua mente, então
qualquer batalha estará ganha.
Bons Estudos!
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01 PRINCÍPIOS
02
APLICAÇÃO DA LEI
PENAL
03
CONCEITOS E
FONTES
04 CRIME
SEQUÊNCIA DE CONTEÚDOS
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DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
O princípio da legalidade se divide
em "reserva legal" (necessidade
de Lei formal) e "anterioridade"
(necessidade de que a Lei seja
anterior ao fato criminoso)
Normas penais em
branco não violam tal
princípio.
Somente Lei formal pode
criar condutas criminosas
e cominar penas. 
 
 OBS: Medida Provisória
pode descriminalizar
condutas e tratar de temas
favoráveis ao réu. (Há
divergências, mas isto é o
que prevalece no STF). 
CONCEITOCONCEITO
 Legislativa - Cominação de
punições proporcionais à gravidade
dos crimes, e com estabelecimento
de penas mínimas e máximas
 Administrativa - Ocorre na fase de
execução penal, oportunidade na qual
serão analisadas questões como
progressão de regime, livramento
condicional e outras. 
 
 Judicial - Análise, pelo
magistrado, das circunstâncias
do crime, dos antecedentes do
réu, etc.
Individualização da pena -
Ocorre em 3 esferas:
Individualização da pena -
Ocorre em 3 esferas:
POSSUEM FORÇA NORMATIVA,
devendo ser respeitados, sob pena
de inconstitucionalidade da norma
que os contrariar. Em resumo: 
Normas que, extraídas da
Constituição Federal, servem como
base interpretativa para todas as
outras normas de Direito Penal do
sistema jurídico brasileiro.
PONTOS
IMPORTANTES
Lei Penal não pode
retroagir, sob pena de
violação à anterioridade.
 
EXCEÇÃO: poderá retroagir
para beneficiar o réu.
POSSUEM FORÇA NORMATIVA, devendo
ser respeitados, sob pensa de
inconstitucionalidade da norma que os
contrariar. Em resumo: 
Ninguém pode ser processado e punido por
fato criminoso praticado por outra pessoa.
Intranscendência da PenaIntranscendência da Pena
Isso não impede que os sucessores do
condenado falecido sejam obrigados a
reparar os danos civis causados pelo fato.
 
 
 Normas que extraídas da Constituição
Federal, servem como base interpretativa
para todas as outras normas de Direito Penal
do sistema jurídico brasileiro.
CONCEITOSCONCEITOS
OBS. A multa não é "obrigação de
reparar o dano", pois não se destina à
vítima. A multa é espécie de pena, e
não pode ser executada contra os
sucessores.
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DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
CONCEITOCONCEITO
Uma regra probatório (regra de
julgamento) - Deste princípio decorrente
que o ônus (obrigacao) da prova cabe ao
acusador (MP ou ofendido, conforme o
caso).
Pena de Caráter
Perpétuo
Penas cruéis 
Exceção: no caso de
guerra declarada
(crimes militares)
Outros princípios do direito Penal Outros princípios do direito Penal 
Prega que uma conduta, ainda quando
tipificada em Lei como criminosa, quando
não for capaz de afrontar o sentimento social
de justiça, não seria considerada crime, em
sentido material, por possuir adequação
social (aceitação pela sociedade).
Princípio da Adequação Social 
 (ou lesividade) - Estabelece que
não basta que o fato seja
formalmente típico (tenha previsão
legal como crime) para que possa ser
considerado crime
É necessário que este fato
seja capaz de ofender (por
meio de uma lesão), de
maneira grave, um bem
jurídico relevante para a
sociedade.
Princípio da ofensividade
 Preconiza que o fato, para ser
materialmente crime, ou seja, para
que possa ser considerado crime em
sua essência, deve causar lesão a um
bem jurídico de terceiro. DIREITO
PENAL NÃO PUNE AUTOLESÃO.
Princípio da Alteridade
Uma regra de tratamento - Deste
princípio decorrente, ainda que o réu
deve ser, a todo momento, tratado
como inocente.
Presunção de inocência (ou presunção de
culpabilidade) ninguém pode ser considerado
culpado se ainda não já sentença penal
condenatória transitada em julgado.
Limitação das Penas (ou
humanidade) - Determinadas
espécies de Sansão penal são
vedadas. São elas:
Pena de Morte. 
Pena de Banimento
Pena de Trabalhos
forçados 
 Obs. Trata-se de
cláusula pétrea
POSSUEM FORÇA NORMATIVA,
devendo ser respeitados, sob
pena de inconstitucionalidade da
norma que os contrariar. Em
resumo: 
 
Normas que, extraídas da
constituição Federal, servem como
base interpretativa para todas as
outras normas de direito Penal do
sistema jurídico brasileiro.
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DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
DIREITO PENAL - PRINCÍPIOS DO DIREITO PENAL
Outros
Princípios do
Direito Penal 
Outros
Princípios do
Direito Penal 
 Estabelece que nem todos os fatos
considerados ilícitos pelo Direito devam ser
considerados como infração penal, mas
somenteaqueles que atentem contra bens
jurídicos EXTREMAMENTE RELEVANTES.
Princípio da fragmentariedade do
Direito Penal
As condutas que não ofendam significativamente
os bens jurídico penais tutelados não podem ser
considerados crimes (em sentido material). A
aplicação de tal princípio afasta a tipicidade
material da conduta.
Princípio da insignificância
(ou bagatela)
Princípio da insignificância
(ou bagatela)
Todos possuem o direito de atuar
acreditando que as demais pessoas irão agir
de acordo com as normas que disciplinam a
vida em sociedade. Ninguém pode ser
punido por agir com essa expectativa. 
 
Princípio da
Confiança
Princípio da
Confiança
 
STJ (HC 60.949): pequeno valor da res
furtiva NÃO se traduz,
AUROMATICAMENTE, na aplicação da
insignificância. Há que se conjugar a
importância do objeto para a vítima. 
 
 
STJ - Entende que o princípio é inaplicável
aos crimes contra Adm. Pública (Súmula
599), com exceção do crime de descaminho
(conforme AgRg no Resp 1.346.879)
STF - Não está em conformidade com
essa tese (vide HC 107.370, HC
112.388 E HC 87.478). Para o Supremo
deve haver análise do caso concreto.
O Direito Penal não deve ser usado a todo momento,
mas apenas como uma ferramenta subsidiária, quando
os demais ramos do Direiro se mostrarem insuficientes. 
Princípio da Subsidiariedade do Dirwiro Penal
Este princípio decorrente do caráter
fragmentário de subsidiário do Direito
Penal. Este é um princípio limitador do
poder punitivo estatal, que estabelece
uma regra a ser seguida para conter
possíveis árbitros do Estado.
 
Princípio da Intervenção mínima
(ou Ultima Ratio)
 Por este princípio entende-se que uma pessoa não
pode ser punida duplamente pelo mesmo fato. Além
disso, estabelece que uma pessoa não possa, sequer, se
processada duas vezes pelo mesmo fato (como
qualificadora e como agravante, por ex.).
 
Princípio do NE BIS IN IDEM
As penas devem ser aplicadas de maneira
proporcional à gravidade do fato. Além disso, as
penas devem ser combinadas de forma a dar ao
infrator uma sanção proporcional ao fato
abstratamente previsto.
Princípio da
Proporcionalidade
Princípio da
Proporcionalidade
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DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
 Da lei penal benéfica - Lei nova
mais benéfica retroage, de forma
que será aplicada aos fatos
criminosos praticados antes de
sua entrada em vigor.
RETROATIVIDADE RETROATIVIDADE 
LEI PENAL NO TEMPOLEI PENAL NO TEMPORegra Geral
Lei nova passa a não mais considerar
a conduta como criminosa 
 (descriminalização da conduta).
 Quando a Lei nova
simultaneamente insere
esse fato dentro de outro
tipo penal 
ABOLITIO CRIMINISABOLITIO CRIMINIS
 Quando, mesmo revogado o tipo penal, a
conduta está prevista como crime em outro
tipo penal 
OBS: Faz cessar a pena e os efeitos penais
de condenação
CONTINUIDADE TÍPICONORMATIVACONTINUIDADE TÍPICONORMATIVA
Processo ainda em
curso - Compete ao
Juízo que está
conduzindo o processo 
 
Processo já
transitado em
julgado - Compete
ao Juízo da execução
penal (enunciado n°
611 da Súmula do
STF)
OBS: Se houver
superveniência da lei
abolitiva expressamente
revogando a criminalização
prevista na lei temporária ou
excepcional, ela não mais
produzirá efeitos.
Continham a reger os fatos
praticados durante sua
vigência, mesmo após
expirado o prazo de vigência
ou mesmo após o fim das
circunstâncias que
determinaram a edição da lei
Leis Excepcionais e
Temporárias 
 
Leis Excepcionais e
Temporárias 
 
Lei Penal no
Tempo 
 
Lei Penal no
Tempo 
 
 Da lei penal benéfica - Lei
mais benéfica, quando
revogada, continua a reger os
fatos praticados durante sua
vigência.
ULTRA-ATIVIDADEULTRA-ATIVIDADE
Princípio da Atividade:
lei é aplicada aos fatos
praticados durante sua
vigência EXCEÇÃO: Extra-
atividade da lei penal
benéfica 
Duas Formas:
 
 Em alguns casos, embora a
lei nova revogue um
determinado artigo que previa
um tipo penal, a conduta pode
continuar sendo considerada
crime (não há abolitio criminis).
Competência para
a aplicação da Lei
nova mais
benéfica
Competência para
a aplicação da Lei
nova mais
benéfica
 
Lei posterior que traz
benefícios e prejuízos ao réu
- Prevalece o entendimento
do que não é possível
combinar as duas Leis 
Deve ser aplicada a Lei
que, no todo, seja mais
benéfica (teoria da
ponderação unitária)
 
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DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
Tempo e Lugar do Crime
ATIVIDADE
Art. 4° - Considera-se
praticado o crime do
MOMENTO da AÇÃO ou
OMISSÃO, ainda que outro
seja o do resultado 
 
Aplica-se lei em vigor ao tempo
da CONDUTA, EXETO se a do
tempo do RESULTADO for mais
benéfica
Imputabilidade: Apurada no
MOMENTO DA CONDUTA 
 
OBS: As teorias
adotadas no BR estão
com as letras em verde 
Conflitos de Leis
Penais no Tempo 
Conflitos de Leis
Penais no Tempo 
 
Norma prevê diversas
condutas, alternativamente,
como modalidades de uma
mesma infração. Mesmo que
o infrator cometa mais de
dessas "condutas", será
apenado somente uma vez
SUBSIDIARIEDADE
ESPECIALIDADE
Lei Especial prevalece
sobre lei Geral 
ATIVIDADE
Considera-se local do crime
aquele em que a conduta é
PRATICADA. Aplica-se no caso
de crimes DOLOSOS contra a
VIDA devido ao tribunal do júri 
UBIQUIDADE
Art. 6°- Considera-se praticado o
crime no LUGAR que ocorreu a AÇÃO
ou OMISSÃO, bem como onde
produziu-se oudeveria produzir-se
(tentativa) o RESULTADO.
Tempo do Crime
UBIQUIDADE
Considera-se praticado o
crime tanto no momento da
ação ou omissão quanto no
momento do resultado.
Lugar do Crime Lugar do Crime 
 Conflito Aparente:
quando o mesmo fato se
amolda a 2 + normas
incriminadoras.
 
 O conflito é APARENTE,
pois SEMPRE pode ser
solucionado através da
correta INTERPRETAÇÃO,
pela aplicação de 4
princípios 
Conjunção / Absorção 
 
O crime M AIS GRAVE
absorve o MENOS
GRAVE
Alternatividade 
Só se aplica uma norma
caso outra, de caráter
primário, não puder ser
aplicado ao mesmo fato.
Ex: Art. 11, Decreto 3.179 que regulamenta Lei
9.605: Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar
espécimes da fauna silvestre nativos ou em rota
migratória, sem a devida licença (...)
 
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DIREITO PENAL - CONCEITOS E FONTES
DIREITO PENAL - CONCEITOS E FONTES
Conceito 
Conceito 
Por meio da criação de normas de
conduta que, uma vez violadas,
constituem crimes, sob ameaça de
aplicação de uma pena.
 IMEDIATAS - São
aquela que apresentam o
Direito Penal de forma
direta, sendo fruto dos
órgãos responsáveis pela
sua criação. 
No caso do Brasil, a única
fonte formal imediata do
Direito Penal é a Lei, lei
em sentido estrito.
 MEDIATAS - Também
chamadas de
secundárias, são aquelas
que ajudam a formar o
Direito Penal, de forma
periférica, como os
costumes, os atos
administrativos e os
princípios gerais do
Direito.
Exposição de motivos NÃO é
modalidade de interpretação
autêntica. 
Interpretação
Extensiva 
Interpretação
Extensiva 
Admitida em Direito
Penal para estender o
sentido e o alcance da
norma.
Finalidade de suprir lacunas
(integração) aplicando a um
caso não previsto pelo legislador
a norma que rege caso
semelhante. Existem 2 tipos: 
 
ANALOGIAANALOGIA
Interpretação
Analógica 
Interpretação
Analógica 
Intérprete utiliza-se de
elementos genéricos fornecidos
pela própria lei, permitindo
ampliação do seu conteúdo.
Interpretação analógica e
analogia são diferentes.
 ANALOGIA IN BONAM PARTEM: aplica-
se ao caso omisso uma norma favorável ao réu.
É aplicável, a fim de extinguir a punibilidade
(continua havendo crime, mas não já punição)
 São os órgãos encarregados de produzir o
Direito Penal. No caso brasileiro, a União é o
Ente responsável pelo criação das normas de
Direito Penal.
MATERIAIS
Ramo do Direito Público cujafunção é selecionar os bens
jurídicos mais importantes para a
sociedade e buscar protegê-los. 
Fontes Fontes 
 ANALOGIA IN MALAM PARTEM: supre
a lacuna PREJUDICANDO ao réu. Isto NÃO
é possível pois, segundo o STF/STJ, há
violação do princípio da reserva legal.
 
 São meios pelos quais o Direito Penal se
exterioriza, ou seja, os meios pelos quais ele
se apresentam ao mundo jurídico. Podem ser
IMEDIATAS ou MEDIATAS.
 
FORMAIS
 Também chamadas de cognitivas
ou fontes de conhecimento.
São de 2 ordens:
Formal e Material
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DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
Território Nacional
por Extensão 
Território Nacional
por Extensão 
Território Nacional Território Nacional 
LEI PENAL NO
ESPAÇO
LEI PENAL NO
ESPAÇO
Os navios e aeronaves
públicas, onde quer
que se encontrem.
Os navios e aeronaves
particulares, que se
encontrem em alto-mar ou
no espaço aéreo
REGRA - Aplica-se a lei
brasileira ao crime cometido
no território nacional
(princípio da territorialidade
mitigada ou temperada, pois
há exceções).
Extraterritorialiedade Extraterritorialiedade 
Contra o patrimônio ou a fé pública da
União, do Distrito Federal, de estado 
 de território, de município, de
imprensa pública, sociedade de
economia mista, autarquia pi fundação
instituída pelo poder Público.
Contra a administração
pública, por quem está
a seu serviço. 
 
De genocídio, quando o
agente for brasileiro ou
domiciliado no Brasil 
Aplicação da penal
brasileira a um crime
praticado fora do
território nacional.
 
Extraterritorialidade
INCONDICIONADA - Aplica-
se aos crimes cometidos:
Extraterritorialidade
INCONDICIONADA - Aplica-
se aos crimes cometidos:
Espaço em que o Está exercer
sua soberania política. O
território brasileiro
compreende:
O subsolo 
EXCEÇÕES: Lei penal BRA a
crimes comeridos mo estrangeiro
- Art. 2° A lei BRA só é aplicável à
contravenção praticada no
Território Nacional.
O Mar
territorial;
 
O Espaço Aéreo;
(Teoria da absoluta
soberania do país
subjacente)
Contra a vida ou a
liberdade do Presidente
da República 
OBS 3: Caso tenha sido o agente
condenado no exterior, a pena
cumprida no exterior será abatida
na pena a ser cumprida no Brasil
(DETRAÇÃO PENAL)
OBS 2: Será aplicada a lei
brasileira ainda que o agente
já tenha sido condenado ou
absolvido no exterior 
 OBS: Estas hipóteses dispensam
condições, bastando que tenha
sido o crime cometido contra
estes bens jurídicos 
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DIREITO PENAL - APLICAÇÃO DA LEI PENAL
DIREITO PENAL - CRIME
Que por tratado ou
convenção o Brasil se
obrigou a reprimir 
 
Praticados em aeronaves
ou embarcações
brasileiras, mercantes ou
de propriedade privada,
quando em território
estrangeiro e aí não sejam
julgados 
 
ExtraterritorialiedadeCondicionada 
ExtraterritorialiedadeCondicionada 
Condições:
 
Condições:
 Crime cometido por
estrangeiro contra
brasileiro fora do Brasil.Entrar o agente no
território nacional 
Não ter sido o agente
perdoado no estrangeiro ou,
por outro motivo, não estar
extinta a punibilidade,
segundo a lei mais favorável. 
Não tem sido o agente
absolvido no estrangeiro ou
não ter aí cumprido pena 
Extraterritorialiedade 
Hipercondicionada 
Extraterritorialiedade 
Hipercondicionada 
 (Hiper) Condições: Mesmas 
 condições da extraterritorialiedade
Condicionada + Não ter sendo
negada a extradição.
 Haver requisição MJ
Conceito de CrimeConceito de Crime
O Crime pode ser entendido sob três aspectos:
Material, Formal (legal) e Analítico
 Crime é a conduta
que afeta, de maneira
significativa (mediante
lesão ou exposição a
perigo), um bem
jurídico relevante de
terceira pessoa 
 Crime é a conduta
prevista em Lei como
crime. No Brasil, mais
especificamente, é
toda infração penal a
que a lei comina pena
de reclusão ou
detenção 
 Adoção da teoria
tripartida. Crime é
composto por fato
típico, ilicitude e
culpabilidade 
ANALÍTICOFORMALMATERIAL
Fatos típicos e seus
Elementos 
 
Resultado Naturalístico: é
a modificação do mundo
real provocada pela
conduta do agente.
 
Não há crimes em resultado Jurídico
(lesão a bem jurídico tutelado), pois
qualquer crime viola uma lei.
Entretanto é POSSÍVEL um delito sem
resultado naturalístico (ex: tentativa de
homicídio)
Aplica-se aos
crimes:
Aplica-se aos
crimes:
Estar o crime incluído
entre aqueles pelos
quais a lei brasileira
autoriza a extradição 
 
 
Praticados por brasileiros 
Única hipótese 
Conduta humana (alguns
entendem possível conduta de
pessoa jurídica) 
 
Adoção da teoria FINALISTA:
conduta humana é a ação ou
omissão voluntária dirigida a uma
determinada finalidade 
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DIREITO PENAL - CRIME
DIREITO PENAL - CRIME
 Art. 13 - O resultado, de que
depende a existência do crime,
somente é imputável a quem lhe deu
causa. 
 Considera-se causa: ação ou
omissão sem a qual o resultado não
teria ocorrido.
Fato e seus Elementos 
 
Fato e seus Elementos 
 
Homicídio cuja
consumação é
caracterizada pelo
falecimento da
vítima 
Homicídio cuja
consumação é
caracterizada pelo
falecimento da vítima 
Teoria da Equivalência das
condições (sine qua non):
Quaisquer das condutas que
compõem a totalidade dos
antecedentes é causa
brasileira. 
NEXO CASUALNEXO CASUAL
Fato Típico e seus
Elementos 
Fato Típico e seus
Elementos Causalidade adequada:
Considera causa do evento
APENAS a ação ou omissão
apta e idônea a gerar o
resultado. 
 
A contribuição deve ser eficaz
- Excepcionalmente no Brasil. Vínculo indispensável 
entre a conduta e resulta.
Aplica-se apenas nos
crimes Matérias. 
Não basta só dependência física;
exige-se dolo ou culpa do agente
em relação ao resultado, a fim de
evitar "regressão infinita"
 
Ex. O vendedor de arma pode não
ter querido o resultado ao vendê-la.
MATERIAIS
Conduta + Resultado
Naturalístico =
Resultado Necessário 
Conduta + COM ou SEM
Resultado = Independente
de um Resultado 
FORMAIS
Conduta (ação ou
omissão) = Sem
Resultado 
Violação de
domicílio, ato
obsceno, e a maioria
das contravenções.
MERA CONDUTA
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DIREITO PENAL - CRIME
DIREITO PENAL - CRIME
CondutaTipificada Fato típico
(1+4)
Mera Conduta
ou Tentativa
Nexo casual
Resultado 
Não
tipificado 
 
Fato
Atípico
Tipificada
Fato típico
(1+2+3+4)
Material
Consumado 
Crime Doloso 
 
Crime Doloso 
 
DOLO eventual: consiste na
consciência de que a conduta pode
gerar um resultado criminoso + a
Assunção desse risco, mesmo diante da
probabilidade de algo dar errado.
OBS.: diferença em relação ao dolo direito de
segundo grau - aqui o resultado não querido é
POSSÍVEL ou PROVÁVEL; 
 
No dolo direito de segundo grau o resultado não
querido é CERTO (consequência necessaria)
Trata-se de hipótese na qual o
agente não tem vontade de
produzir o resultado criminoso,
mas, analisando as
circunstâncias, sabe que este
resultado pode ocorrer e não se
importa, age da mesma
maneira.
Fato típico:
 Comportamento humano (ação
ou omissão) que se enquadra nos
elementos descritos na norma
Por definição, Fato Atípico é
aquele que não se enquadra
em nenhum dispositivo legal. 
Fato e seus
Elementos 
 
Fato e seus
Elementos 
 
Tipicidade
DOLO direito de primeiro grau - composto pela
consciência de que a conduta pode lesão um bem
jurídico + a vontade de violar (pela lesão ou
exposição à perigo) este bem jurídico. 
DOLO direto de segundo grau - também
chamado de "DOLO de consequências
necessárias". O agente não quer resultado,
mas sabe que o resultado é um efeito
colateral NECESSÁRIO.
 E pratica a conduta assim mesmo,
sabendo que o resultado (não querido)
ocorrerá fatalmente.
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DIREITO PENAL - CRIME
DIREITOPENAL - CRIME
Eventual: Resultado NÃO
querido, mas ASSUME risco,
e POUCO SE IMPORTA com
ele. 
Genérico: Vontade de
praticar a conduta
descrita no tipo penal,
sem nenhuma outra
finalidade
Específico: Agente QUER atingir um
resultado ESPECÍFICO com a conduta 
 
Alternativo: dentre vários
resultados, Agente se contenta com
QUALQUER um. "Tanto faz".
Uma conduta
voluntária 
Tipicidade - Adoção da
excepcionalidade do Crime
Culposo. Só haverá punição a
título de culpa se houver
expressa previsão legal nesse.
A violação a um
dever objeto de
cuidado
CULPA INCONSCIENTECULPA INCONSCIENTE
O agente não prevê o resultado
possa ocorrer (há apenas
previsibilidade OBJETIVA, não
subjetiva).
O crime culposo é
composto de:
O dolo pode
ser, ainda:
CRIME DOLOSO CRIME CULPOSO
DIRETO
INDIRETO
No crime Culposo a conduta do agente é
destinada a um determinado fim (que pode
ser lícito ou não), mas pela violação a um
dever de cuidade, o agente acaba por lesar
um bem jurídico de terceiro, cometendo
crime Culposo 
Pode ser dar por: 
Imperícia - Decorre do
desconhecimento de uma regra
técnica profissional para a
prática da conduta.
Imprudência - É o caso do afoito,
daquele que pratica atos temerários,
que não se coadunam com a prudência
que se deve ter na vida em sociedade.
Negligência - O agente *deixa de
tomar todas as cautela necessarias
para que sua conduta não venha a
lesar o bem jurídico de terceiro.
Nexo causal 
 
Previsibilidade objetiva - O resultado ocorrido deve ser
previsível mediante um esforço intelectual razoável. 
É chamada previsibilidade do "homem médio".
 
Um resultado naturalístico
involuntário - O resultado
produzido não foi querido
pelo agente (salvo na culpa
imprópria). 
O agente prevê o resultado
como possível, mas acredita
que este não irá ocorrer
(previsibilidade SUBJETIVA).
Modalidades
de Culpa 
CULPA CONSCIENTECULPA CONSCIENTE
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DIREITO PENAL - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
CRIME
CULPOSO
CRIME
CULPOSO
Enquanto não cumprido ou não
reincidido o acordo de não
persecução pena.
Perda do DIREITO de
punir do estado, pero
decurso de tempo. 
PRESCRIÇÃOPRESCRIÇÃO
Prescrição da
Pretensão Punitiva 
Perda do DIREITO de
AÇÃO, por não ter sido
exercido no prazo certo
(queixa ou APP)
DECADÊNCIADECADÊNCIA
Perda, pela inércia
processual do querelado,
do direito de continuar a
movimentar a AT
exclusivamente Privada 
PEREMPÇÃOPEREMPÇÃO
Intercorrente Retroativa: Ocorre quando,
uma vez tendo havido o TEJ para a
ACUSAÇÃO, chega-se à conclusão de
que, naquele momento, houve prescrição
entre a data de denúncia/queixo e a
sentença condenatória
Intercorrente
Superveniente/Subsequente:
Ocorre entre o TEJ da sentença
condenatória definitiva (tanto
acusação quanto defesa)
Perdão Judicial, casos
previstos em Lei
Prescrição Prescrição 
Prescrição de
Pena de Multa 
 
Multa + prisão (privativa de
liberdade): o prazo de
prescrição será o mesmo 
Multa isoladamente:
Prazo de 2 anos 
Impedem a
Prescrição
(art. 116)
Antes de passar em
julgado a sentença
final, a prescrição
NÃO CORRE: 
Enquanto o agente
cumpre pena no
exterior;
Enquanto não resolvida, em outro
processo, questão de que dependa o
reconhecimento da existência do
crime;
Na pendência de embargos de
declaração ou de recursos aos Tribunais
Superiores, quando inadmissíveis
VEDADA analogia in bonam
partem 
STJ (Súmula 18): A sentença concessiva
do perdão judicial é declaratória da
Extinção da punibilidade, NÃO
subsistindo qualquer efeito condenatório.
Executória: Perda, em
razão da inércia do Estado,
do direito de executar uma
sanção penal
definitivamente aplicada
pelo judiciário.
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 Nos crimes em que não
há violência ou grave
ameaça à pessoa 
 Se a reparacão do dano
ou restituição da coisa é
anterior ao recebimento da
denúncia ou queixa.
AnistiaAnistia
Advém do ATO
LEGISLATIVO. Pode ser
aplicada a qualquer crime.
 
Graça e
Indulto
Graça e
Indulto
Concedidos pelo
Presidente da República,
por meio de DECRETO
 
A) Graça é concedida
individualmente 
B) Indulto de maneira
coletiva 
STJ (Súmula 631/2019): O Indulto extingue os efeitos
primários da condenação (pretensão executória), mas não
atinge os efeitos secundários, penais ou extrapenais.
 
Os efeitos civis
permanecem (Art. 5°, LV,
CF/88)
Morte do 
Agente; 
Morte do 
Agente; 
DIREITO PENAL - EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE
DIREITO PENAL - CRIME CONSUMADO, TENTADO E IMPOSSÍVEL 
Desistência
Voluntária 
Arrependimento
Eficaz
Arrependimento
Posterior
 Na desistência voluntária o
agente, por ato voluntário,
desiste de dar sequência aos
atos executórios, mesmo
podendo faze-lo. 
FÓRMULA DE FRANK:
Na tentativa - O
agente que, mas mas
não pode prosseguir;
Na desistência - O agente
pode, mas não quer
prosseguir.
Se o resultado não ocorre, o
agente não responde pela
tentativa, mas apenas pelos
atos efetivamente praticados. 
 Aqui o agente já praticou
todos os atos executórios que
queria e podia, mas após isto,
se arrepende do ato e adota
medidas que acabam por
impedir a consumação do
resultado 
 Se o resultado não ocorre, o
agente não responde pela
tentativa, mas apenas pelos
atos efetivamente praticados.
 Não exclui o crime, pois
este já se consumou.
Ocorre quando o agente
repara o dano provocada
ou restitui a coisa.
 Consequência:
Diminuição de pena, de
um a dois terços. Só cabe:
Perdão do ofendido te como
condição a aceitação do
querelado 
Perdão aceito,
quando AP
privada
Perdão aceito,
quando AP
privada
Pode ser processual ou
extraprocessual, tácito ou
expresso 
Renúncia pode ser espressa
ou tácita (querelante prática
ato incompatível c/ a
vontade de se queixar)
Renúncia do
Direito de Queixo
Renúncia do
Direito de Queixo
Ato jurídico unilateral,
não dependendo de
aceitação do suposto
ofendido.
Retratação, se a
lei admite 
Retratação, se a
lei admite 
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