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Prova de Processo civil IV- 2 Prova

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Prova de Processo civil IV- 2° PROVA 
 
01) Qual o débito alimentar que autoriza a medida da coerção indireta da prisão 
civil? E qual regime prisional será utilizado? Explique. Junte um julgado de 
qualquer tribunal. 
 
Resposta: Conforme o art 528, parágrafo 7° e súmula 309 do STJ, do Código de 
Processo Civil, o debito alimentar que autoriza a prisão indireta cível é o débito 
alimentar familiar, visto que é autorizada a prisão quando o devedor deixar de 
realizar 03 prestações. Desse modo, o regime da prisão que será utilizado é o 
regime fechado, com o prazo máximo de 03 meses. 
 
Jurisprudência: 
Habeas corpus. Execução de alimentos. Inadimplência. Prisão civil. Ilegalidade. 
Não ocorrência. O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o 
que compreende as três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que 
se vencerem no curso do processo - entendimento do Superior Tribunal de Justiça. 
Não há, portanto, ilegalidade na ordem de prisão que se fundamenta em dívida 
relativa a tais prestações. (TJ-RO - HC: 00034077420138220000 RO 0003407-
74.2013.822.0000, Relator: Desembargador Sansão Saldanha, Data de 
Julgamento: 28/05/2013, 1ª Câmara Cível, Data de Publicação: Processo 
publicado no Diário Oficial em 07/06/2013.) 
 
Agravo de Instrumento. Execução de alimentos. Conversão para o rito da prisão 
civil. Não cabimento. Dívida que supera os últimos três meses. Recurso 
desprovido. O débito alimentar que autoriza a prisão civil do alimentante é o que 
compreende as 3 (três) prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que 
se vencerem no curso do processo (art. 528, § 7º, do CPC e Súmula n. 309 do 
STJ). (TJ-RO - AI: 08046519220198220000 RO 0804651-92.2019.822.0000, 
Data de Julgamento: 17/06/2020) 
 
02) Qual o procedimento para a Alienação por Iniciativa particular? Junte um julgado 
STJ. 
Resposta: A alienação por iniciativa particular é um procedimento que permite a 
expropriação dos bens penhorados por meio de negociação, em supervisão do 
poder judiciário. O procedimento para a iniciativa é primeiramente que o 
exequente ou um corretor negocie a transmissão do bem, desse modo logo após o 
juiz irá definir os detalhes da negociação. Dessa maneira, o corretor irá comunicar 
ao juízo a fim das negociações e irá apresentar o auto de alienação, no prazo de 
24 horas, de modo que o corretor irá juntar os comprovantes de deposito judicial 
no prazo de 10 dias, com intuito da homologação da alienação pelo juízo. Desse 
modo, a alienação é formalizada por um termo nos autos, com a devida assinatura 
do juiz, exequente e do executado. Ademais, ressalta-se que a expropriação de 
bens é uma forma mais pratica e eficaz, que visa minimizar o tempo do processo 
de execução. 
 
 Jurisprudência: 
RECURSO ESPECIAL Nº 2039392 - RO (2022/0364133-5) EMENTA 
RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. ALIMENTOS. 
CUMULAÇÃO DE TÉCNICAS EXECUTIVAS. POSSIBILIDADE. 
PRECEDENTES DE AMBAS AS TURMAS DA SEGUNDA SEÇÃO DO STJ. 
RECURSO ESPECIAL PROVIDO. DECISÃO Cuida-se de recurso especial 
interposto por Y. V. S. O. M., com fulcro no art. 105, III, a, da Constituição da 
Republica, contra acórdão proferido pela Primeira Câmara Cível do Tribunal de 
Justiça do Estado de Rondônia, assim ementado (e-STJ, fl. 86): Agravo interno. 
Agravo de Instrumento. Alimentos. Cumprimento de Sentença. Prisão. 
Cumulação de Ritos. Necessidade de Adequação. Recurso não provido. A 
execução para título executivo judicial relativo aos alimentos, há duas vias, a do 
rito da prisão ou o rito da expropriação (arts. 528 e ss do CPC). Neste compasso, 
havendo dívida relativa ao período anterior aos últimos 3 meses, deve a credora 
optar pela execução pelo rito da expropriação, sendo incabível, portanto, a prisão 
civil. Recurso não provido. Nas razões do apelo especial, a recorrente indica 
ofensa aos arts. 4º, 327, § 1º e seus incisos I, II e III, § 2º, e 531, § 2º, do CPC/2015. 
Defende, em síntese, a possibilidade de cumulação dos ritos de prisão (coerção 
pessoal) e penhora (expropriação) na execução de alimentos. Não apresentadas as 
contrarrazões (e-STJ, fl. 109), o recurso especial foi admitido na origem (e-STJ, 
fls. 110-111), ascendendo os autos a esta Corte Superior. Parecer do Ministério 
Público Federal às fls. 123-129 (e-STJ). Brevemente relatado, decido. O Tribunal 
de origem, ao analisar a controvérsia, concluiu pela impossibilidade de cumulação 
de ritos de execução por coerção pessoal e por constrição patrimonial, nos termos 
da seguinte fundamentação (e-STJ, fls. 83-86): O caso dos autos retrata pretensão 
de cumulação de ritos da execução (cumprimento de sentença) com penhora e 
prisão do devedor de alimentos. Como é sabido, há duas vias para a execução de 
título executivo judicial relativo aos alimentos, a do rito da prisão ou a do rito da 
expropriação (arts. 528 e ss do CPC). Pela dicção do Código de Processo Civil, é 
condição legal para que se imponha o rito da execução por prisão, desde que haja 
inadimplemento igual ou superior aos 3 últimos meses anteriores ao ajuizamento 
da cobrança. No presente caso, há cobrança pelo rito de constrição de bens do 
quantum de R$ 225,86 (duzentos e vinte e cinco reais e oitenta e seis centavos), 
sendo que pelo rito da prisão, o montante é de R$ 507,97 (quinhentos e sete reais 
e noventa e sete centavos). Em que pese o entendimento da agravante, o colendo 
Superior Tribunal de Justiça já possui entendimento sobre o tema, como se nota 
dos seguintes arestos: (...) Neste compasso, havendo dívida relativa ao período 
anterior aos últimos 3 meses, deve a credora optar pela execução pelo rito da 
expropriação, sendo incabível, portanto, a prisão civil. Ressalte-se, ainda, que 
pode a exequente ajuizar pedidos autônomos, observando o procedimento de cada 
um, que serão processados no mesmo juízo. Contudo, tal entendimento não reflete 
a orientação firmada por esta Corte de Justiça, que se posiciona no sentido de ser 
possível a cumulação dos ritos de prisão e de penhora na fase de execução de 
alimentos, desde que não haja prejuízo ao devedor nem ocorra nenhum tumulto 
processual no caso em concreto. Ilustrativamente: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. 
DIREITO DE FAMÍLIA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE PRESTAÇÃO 
ALIMENTÍCIA. POSSIBILIDADE DE CUMULAÇÃO, NO MESMO 
PROCESSO, DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUANTO AOS 
ALIMENTOS PRETÉRITOS, SUBMETIDOS À TÉCNICA DA PENHORA E 
EXPROPRIAÇÃO, E QUANTO AOS ALIMENTOS ATUAIS, SUBMETIDOS 
À TÉCNICA DA COERÇÃO PESSOAL. AUSÊNCIA DE REGRA 
PROIBITIVA OU PERMISSIVA EXPRESSA A RESPEITO DA MATÉRIA. 
APLICABILIDADE DO ART. 780 DO CPC/15 À ESPÉCIE. INOCORRÊNCIA. 
REGRA DESTINADA AO PROCESSO DE EXECUÇÃO DE TÍTULO 
EXTRAJUDICIAIS. APLICAÇÃO À FASE DE CUMPRIMENTO DE 
SENTENÇA APENAS NO QUE COUBER. EXISTÊNCIA DE REGRA - ART. 
531, § 2º, DO CPC/15 - QUE MELHOR SE AMOLDA À HIPÓTESE. 
CUMPRIMENTO DEFINITIVO DE SENTENÇA DE ALIMENTOS QUE 
OCORRERÁ NO MESMO PROCESSO EM QUE PROFERIDA A SENTENÇA. 
AUSÊNCIA DE DISTINÇÃO QUANTO À ATUALIDADE, OU NÃO, DO 
DÉBITO. REGRA DO ART. 780 DO CPC/15 DESTINADA, ADEMAIS, A 
DISCIPLINAR A LEGITIMAÇÃO ATIVA E PASSIVA NA EXECUÇÃO DE 
TÍTULO EXTRAJUDICIAL. PROIBIÇÃO DE CUMULAÇÃO DE 
EXECUÇÕES FUNDADAS EM TÍTULOS DE DIFERENTES NATUREZAS E 
DESDE QUE EXISTAM DIFERENTES PROCEDIMENTOS. HIPÓTESE EM 
QUE O CUMPRIMENTO DE SENTENÇA TRATA DE TÍTULO DE 
IDÊNTICA NATUREZA. EXECUÇÃO DE TÍTULO EXTRAJUDICIAL QUE 
PRESSUPÕE INAUGURAÇÃO DA RELAÇÃO PROCESSUAL. 
CUMPRIMENTO DE SENTENÇA QUE É MERA FASE PROCEDIMENTAL 
DO PROCESSO DE CONHECIMENTO. CONTROLE DE 
COMPATIBILIDADE PROCEDIMENTAL QUE SE EFETIVA NA FASE DE 
CONHECIMENTO. CONTEÚDO DO ART. 528, § 8º, DO CPC/15. 
IRRELEVÂNCIA NA HIPÓTESE. REGRA QUE APENAS VEDA O USO DA 
TÉCNICA COERCITIVA DA PRISÃO CIVIL PARA ALIMENTOS 
PRETÉRITOS, MAS QUE NÃO EXIGE A CISÃO DO CUMPRIMENTO DE 
SENTENÇA EM DOIS PROCESSOS. TUMULTOS PROCESSUAIS OU 
PREJUÍZOS À CELERIDADEPROCESSUAL. FUNDAMENTOS 
GENÉRICOS. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO CONCRETA E 
EMPÍRICA DOS SUPOSTOS RESULTADOS. CUMPRIMENTO CONJUNTO 
DA SENTENÇA, PELAS TÉCNICAS DA COERÇÃO PESSOAL E DA 
PENHORA, QUE EXIGE DO CREDOR, DO JULGADOR E DO DEVEDOR A 
ESPECIFICAÇÃO ACERCA DE QUAIS PARCELAS OU VALORES SE 
REFEREM AOS ALIMENTOS PRETÉRITOS E AOS ALIMENTOS ATUAIS. 
IMPOSIÇÃO DE CISÃO DA FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. 
FALTA DE RAZOABILIDADE E DE ADEQUAÇÃO. POSSIBILIDADE DE 
CUMPRIMENTO CONJUNTO NO MESMO PROCESSO. 1- Ação de alimentos 
em fase de cumprimento de sentença iniciado em 02/03/2020. Recurso especial 
interposto em 06/10/2021 e atribuído à Relatora em 09/05/2022. 2- O propósito 
recursal é definir se é admissível a cumulação, em um mesmo processo, de 
cumprimento de sentença de obrigação de pagar alimentos atuais, sob a técnica da 
prisão civil, e alimentos pretéritos, sob a técnica da penhora e da expropriação. 3- 
Em se tratando de cumprimento de sentença condenatória ao pagamento dos 
alimentos no qual se pleiteiam as 03 últimas parcelas antes do requerimento e as 
que se vencerem no curso dessa fase procedimental, é lícito ao credor optar pela 
cobrança mediante a adoção da técnica da prisão civil ou da técnica da penhora e 
expropriação. 4- Em se tratando de cumprimento de sentença condenatória ao 
pagamento dos alimentos no qual se pleiteiam parcelas vencidas mais de 03 meses 
antes do requerimento, contudo, essa fase procedimental se desenvolverá, 
necessariamente, mediante a adoção da técnica de penhora e expropriação. 5- Na 
hipótese em que se pretenda a cobrança de alimentos pretéritos, mediante a técnica 
da penhora e expropriação, e também de alimentos atuais, mediante a técnica da 
coerção pessoal, discute-se na doutrina e na jurisprudência se seria admissível o 
cumprimento de sentença, em relação a ambas as prestações alimentícias, no 
mesmo processo ou se, obrigatoriamente, caberia ao credor instaurar dois 
incidentes de cumprimento da mesma sentença. 6- A legislação processual em 
vigor não responde expressamente à questão controvertida, na medida em que não 
há regra que proíba, mas também não há regra que autorize o cumprimento das 
obrigações alimentares pretéritas e atuais de modo conjunto e no mesmo processo. 
7- Conquanto se afirme que a regra do art. 780 do CPC/15, segundo a qual a 
cumulação de execuções pressupõe a existência de identidade procedimental, 
impediria o cumprimento da sentença condenatória ao pagamento de alimentos 
pretéritos e atuais no mesmo processo, não se pode olvidar que a referida regra 
está topologicamente situada no processo de execução de título extrajudicial, 
cujas disposições se aplicam à fase de cumprimento de sentença apenas no que 
couber, ou seja, quando não houver regra do próprio cumprimento de sentença 
que melhor se amolde à hipótese. 8- Nesse contexto, o art. 531, § 2º, do CPC/15, 
que trata especificamente do cumprimento da sentença condenatória ao 
pagamento de alimentos, estabelece que o cumprimento definitivo ocorrerá no 
mesmo processo em que proferida a sentença e não faz nenhuma distinção a 
respeito da atualidade ou não do débito, de modo que essa é a regra mais adequada 
para suprir a lacuna do legislador no trato da questão controvertida. 9- O art. 780 
do CPC/15, ademais, trata especificamente das partes na execução de título 
executivo extrajudicial, de modo que é correto afirmar que se destina, 
precipuamente, à fixação das situações legitimantes que definirão os polos ativo 
e passivo da execução de título extrajudicial, mas não ao procedimento executivo 
ou, mais precisamente, às técnicas aplicáveis à execução na fase de cumprimento 
da sentença. 10- Ademais, sublinhe-se que o art. 780 do CPC/15 proíbe a 
cumulação de execuções fundadas em títulos de diferentes naturezas e espécies, 
desde que para elas existam diferentes procedimentos, o que não se aplica à 
hipótese, em que se pretende cumprir sentença condenatória de idêntica natureza 
e espécie (pagar alimentos fixados ou homologados por sentença). 11- Embora 
seja lícita, razoável e justificada a opção do legislador pela necessidade de unidade 
procedimental na hipótese de cumulação de execuções de título extrajudicial, uma 
vez que se trata de relação jurídico-processual nova, autônoma e que se inaugura 
por petição inicial, não há que se falar, na hipótese, em inauguração de uma nova 
relação jurídico-processual, pois o cumprimento de sentença é apenas uma fase 
procedimental do processo de conhecimento, de modo que o controle acerca da 
compatibilidade procedimental, incluída aí a formulação de pretensões cumuladas 
de que poderão resultar execuções igualmente cumuladas, é realizado por ocasião 
do recebimento da petição inicial, observado o art. 327, §§ 1º a 3º, do CPC/15. 
12- Se é admissível que haja, no mesmo processo e conjuntamente, o 
cumprimento de sentença que contenha obrigações de diferentes naturezas e 
espécies, ainda que existam técnicas executivas diferenciadas para cada espécie 
de obrigação e que impliquem em adaptações procedimentais decorrentes de suas 
respectivas implementações, com muito mais razão deve ser admissível o 
cumprimento de sentença que contenha obrigação da mesma natureza e espécie 
no mesmo processo, como na hipótese em que se pretenda a cobrança de alimentos 
pretéritos e atuais. 13- O art. 528, § 8º, do CPC/15, não é pertinente para a 
resolução da questão controvertida, pois o referido dispositivo somente afirma 
que, no cumprimento de sentença processado sob a técnica da penhora e da 
expropriação, não será admitido o uso da técnica coercitiva da prisão civil, o que 
não significa dizer que, na hipótese de cumprimento de sentença parte sob a 
técnica da coerção pessoal e parte sob a técnica da penhora e expropriação, deverá 
haver, obrigatoriamente, a cisão do cumprimento de sentença em dois processos 
autônomos em virtude das diferentes técnicas executivas adotadas. 14- Não se 
deve obstar, ademais, o cumprimento de sentença de alimentos pretéritos e atuais 
no mesmo processo ao fundamento de risco de tumultos processuais ou de 
prejuízos à celeridade processual apenas genericamente supostos ou imaginados, 
cabendo ao credor, ao julgador e ao devedor especificar, precisamente, quais 
parcelas e valores se referem aos alimentos pretéritos, sobre os quais incidirá a 
técnica da penhora e expropriação, e quais parcelas e valores se referem aos 
alimentos atuais, sobre os quais incidirá a técnica da prisão civil. 15- Não se 
afigura razoável e adequado impor ao credor, obrigatoriamente, a cisão da fase de 
cumprimento da sentença na hipótese em que pretenda a satisfação de alimentos 
pretéritos e atuais, exigindo-lhe a instauração de dois incidentes processuais, 
ambos com a necessidade de intimação pessoal do devedor, quando a satisfação 
do crédito é perfeitamente possível no mesmo processo. 16- Hipótese em que o 
exequente detalhou precisamente, no requerimento de cumprimento de sentença, 
que determinados valores se referiam aos alimentos pretéritos e outros valores se 
referiam aos alimentos atuais, apresentando, inclusive, planilhas de cálculo 
distintas e plenamente identificáveis. 17- Recurso especial conhecido e provido, 
para desde logo autorizar a tramitação conjunta, no mesmo processo, do 
cumprimento de sentença dos alimentos pretéritos e dos atuais, devendo o 
mandado de intimação do devedor especificar, precisamente, quais parcelas ou 
valores são referentes aos pretéritos e quais parcelas ou valores são referentes aos 
atuais, com as suas respectivas consequências. ( REsp n. 2.004.516/RO, relatora 
Ministra Nancy Andrighi, Terceira Turma, julgado em 18/10/2022, DJe de 
21/10/2022.) PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE 
ALIMENTOS. CUMULAÇÃO DE TÉCNICAS EXECUTIVAS: COERÇÃO 
PESSOAL (PRISÃO) E COERÇÃO PATRIMONIAL (PENHORA). 
POSSIBILIDADE, DESDE QUE NÃO HAJA PREJUÍZO AO DEVEDOR NEM 
OCORRA NENHUM TUMULTOPROCESSUAL IN CONCRETO. 1. Diante 
da flexibilidade normativa adotada pelo CPC/2015 e do tratamento multifacetado 
e privilegiado dos alimentos, disponibilizou o legislador diversas medidas 
executivas em prol da efetividade da tutela desse direito fundamental. 2. Cabe ao 
credor, em sua execução, optar pelo rito que melhor atenda à sua pretensão. A 
escolha de um ou de outro rito é opção que o sistema lhe confere numa 
densificação do princípio dispositivo e do princípio da disponibilidade, os quais 
regem a execução civil. 3. É cabível a cumulação das técnicas executivas da 
coerção pessoal (prisão) e da coerção patrimonial (penhora) no âmbito do mesmo 
processo executivo de alimentos, desde que não haja prejuízo ao devedor (a ser 
devidamente comprovado) nem ocorra nenhum tumulto processual no caso em 
concreto (a ser avaliado pelo magistrado). 4. Traz-se, assim, adequação e 
efetividade à tutela jurisdicional, tendo sempre como norte a dignidade da pessoa 
do credor necessitado. No entanto, é recomendável que o credor especifique, em 
tópico próprio, a sua pretensão ritual em relação aos pedidos, devendo o mandado 
de citação/intimação prever as diferentes consequências de acordo com as 
diferentes prestações. A defesa do requerido, por sua vez, poderá ser ofertada em 
tópicos ou separadamente, com a justificação em relação às prestações atuais e 
com a impugnação ou os embargos a serem opostos às prestações pretéritas. 5. Na 
hipótese, o credor de alimentos estabeleceu expressamente a sua "escolha" acerca 
da cumulação de meios executivos, tendo delimitado de forma adequada os seus 
requerimentos. Por conseguinte, em princípio, é possível o processamento em 
conjunto dos requerimentos de prisão e de expropriação, devendo os respectivos 
mandados citatórios/intimatórios se adequar a cada pleito executório. 6. Recurso 
especial provido. ( REsp n. 1.930.593/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, 
Quarta Turma, julgado em 9/8/2022, DJe de 26/8/2022.) Ante o exposto, dou 
provimento ao recurso especial, a fim de reconhecer a possibilidade de cobrança 
de alimentos, com a cumulação das técnicas executivas da prisão civil e da 
expropriação, no mesmo procedimento executivo. Fiquem as partes cientificadas 
de que a insistência injustificada no prosseguimento do feito, caracterizada pela 
apresentação de recursos manifestamente inadmissíveis ou protelatórios contra 
esta decisão, ensejará a imposição, conforme o caso, das multas previstas nos arts. 
1.021, § 4º, e 1.026, § 2º, do CPC/2015. Publique-se. Brasília, 01 de fevereiro de 
2023. MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE, Relator 
(STJ - REsp: 2039392 RO 2022/0364133-5, Relator: Ministro MARCO 
AURÉLIO BELLIZZE, Data de Publicação: DJ 03/02/2023) 
 
03) Qual a natureza jurídica e quais as matérias que podem ser alegadas nos Embargos 
à Execução? Junte um Julgado do TJRO 
 
Resposta: A natureza jurídica dos embargos a execução é a discussão de questões 
relativas ao pagamento que deve ser feita ao credor. As matérias que podem ser 
alegadas, encontra-se fundamento no artigo 917 do código de processo civil, 
sendo possível ser alegado o embargos nas seguintes hipóteses: inexequibilidade 
do título ou inexigibilidade da obrigação, penhora incorreta ou avaliação errônea, 
excesso de execução ou cumulação indevida de execuções, retenção por 
benfeitorias necessárias ou úteis, nos casos de execução para entrega de coisa 
certa, incompetência absoluta ou relativa do juízo da execução, qualquer matéria 
que lhe seria lícito deduzir como defesa em processo de conhecimento. 
 
Jurisprudência: 
 
Apelação. Embargos à execução. Excesso de execução. Valores amortizados pelo 
devedor. Comprovação. Abatimento. Avaliação do oficial de justiça. Ausência de 
índice/parâmetro. Alteração. Possibilidade. Recurso desprovido. Nos termos do 
art. 917, § 3º do CPC/15, quando for alegado o excesso de execução, o embargante 
deverá mencionar o valor que entende correto, bem como apresentar 
demonstrativo discriminando o débito. Uma vez comprovado nos autos a 
ocorrência de excesso de execução, os valores cobrados indevidamente devem ser 
decotados da execução. O art. 917, inciso II, do CPC, que prevê a possibilidade 
do executado alegar em embargos à execução a “penhora incorreta ou avaliação 
errônea”. Considerando que o valor indicado pelo apelado foi apurado por meio 
de relatório técnico de entidade autárquica ligada ao Estado de Rondônia, 
vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Desenvolvimento e 
Regularização Fundiária de Rondônia, e, ainda, que o oficial de justiça não 
indicou em sua avaliação os índices/parâmetros utilizados, deve prevalecer o valor 
indicado na inicial de embargos à execução, à luz do princípio da cooperação.(TJ-
RO - AC: 70034815620168220015 RO 7003481-56.2016.822.0015, Data de 
Julgamento: 12/08/2019) 
 
Apelação cível. Embargos à execução. Título executivo extrajudicial. Cédula de 
crédito bancário. Cerceamento defesa. Afastamento. Confissão de dívidas. 
Novação. Contratos anteriores. Desnecessidade. É inexistente cerceamento de 
defesa decorrente da não realização da perícia contábil, pois de acordo com o art. 
917, § 3º, do CPC, cabe à parte, ao alegar excesso de execução, já apresentar o 
demonstrativo discriminado e atualizado do valor que entendia devido. É 
inexigível a apresentação dos contratos anteriores, quando reconhecida a 
ocorrência de novação, mediante confissão de dívida e emissão de cédula de 
crédito, de modo que a nova dívida substitui as dívidas anteriores e basta a 
apresentação do título executivo extrajudicial para subsidiar a ação executiva. (TJ-
RO - AC: 70134827920158220001 RO 7013482-79.2015.822.0001, Data de 
Julgamento: 12/06/2019) 
 
04) É possível a penhora de um relógio de luxo? Junte um julgado sobre o tema. 
Junte um julgado de qualquer TRF. 
 
Sim, é possível que seja realizada a penhora de um relógio de luxo, devido ser 
permitido no país, a penhora de bens de elevado valor monetário. 
 
Jurisprudência: 
AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. BENS QUE 
GUARNECEM A RESIDÊNCIA. IMPENHORABILIDADE. São impenhorável 
os bens móveis que guarnecem a residência, salvo os luxuosos ou suntuosos, nos 
moldes da Lei nº 8.009/90. 
(TRF-4 - AG: 50526696820154040000 5052669-68.2015.404.0000, Relator: 
JORGE ANTONIO MAURIQUE, Data de Julgamento: 30/03/2016, PRIMEIRA 
TURMA, Data de Publicação: D.E. 31/03/2016) 
 
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. BENS QUE GUARNECEM A 
RESIDÊNCIA. PENHORABILIDADE. EXCEÇÃO A BENS LUXUOSOS, 
SUNTUOSOS E EM DUPLICIDADE. A jurisprudência do STJ admite que 
excepcionalmente a penhora recaia sobre bem encontrado na residência do 
devedor, desde que seja luxuoso, suntuoso ou em duplicidade. Porém, o juiz deve 
agir com muita cautela, permitindo a penhora somente se encontrado na residência 
algum bem considerado muito luxuoso, suntuoso e fora dos padrões aceitáveis 
com que medianamente qualquer lar merece ser equipado, a fim de preservar a 
integridade e dignidade do devedor e de sua família. 
(TRF-4 - AG: 45691220114040000 PR 0004569-12.2011.4.04.0000, Relator: 
JOEL ILAN PACIORNIK, Data de Julgamento: 22/06/2011, PRIMEIRA 
TURMA)

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