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FACULDADE SANTO ÂNGELO - FASA
CURSO DEPEDAGOGIA
ROSANA APARECIDA SILVA DE OLIVEIRA
TAIS DE ALMEIDA 
Educação Especial 
SANTO ÂNGELO
2022
1. Introdução
Nos últimos anos, o apelo para a inclusão social tem crescido e diversas medidas foram criadas a fim de promover a inclusão de pessoas com necessidade especiais, cujo objetivo é dar para todos os indivíduos as mesmas oportunidades, criando condições de adaptação em sistema sociais comuns.
Dentre os principais marcos históricos podemos citar a Declaração Mundial de Educação para Todos, que ocorreu em Nova York em 1990, que visava a satisfação das necessidades básicas de aprendizagem em largo alcance, a Declaração de Salamanca, documento elaborado na Conferência Mundial sobre Educação Especial na Espanha, em 1994, com o objetivo de fornecer diretrizes básicas para a formulação e reforma de políticas e sistemas educacionais de acordo com o movimento de inclusão social, a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, regido pelo Decreto nº 6.949, de 25 de Agosto de 2009, a Lei Brasileira de Inclusão, a Lei nº 13.146, de 6 de Julho de 2015, entre outros marcos que vem a garantir os direitos das pessoas com necessidades especiais..
Além das legislações mais específicas do âmbito da inclusão social, temos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9394/96, que regulamenta o sistema educacional público e privado, desde a educação básica até a superior, i garantindo a todos o direito à educação sem distinção. 
O aluno com deficiência pela própria característica do seu comprometimento possui alguns impasses na aprendizagem, entretanto, não quer dizer que ele não seja capaz de aprender e se desenvolver dentro de suas particularidades, evidenciando uma demanda de recursos e serviços educacionais diferenciados. Desta forma, a educação inclusiva deve fazer parte do sistema regular de ensino, oferecendo educação adequada às diferenças e as necessidades de cada aluno. Portanto, é preciso que sejam criados novos caminhos e recursos para que todos os alunos possam se desenvolver. 
É importante ressaltar que a escola inclusiva não é feita somente para alunos com necessidade especiais. A educação inclusiva é pensada para todos, sem hierarquia entre os alunos. A escola deve garantir o direito à diferença. E neste contexto, o papel do professor na educação inclusiva é imprescindível, visto que, esse profissional é o responsável por direcionar o processo pedagógico, desenvolvendo caminhos para que o aluno adquira o conhecimento. Portanto, o professor tem o papel de auxiliar o estudante com necessidades educacionais especiais para que ele avance tanto intelectualmente quanto socialmente. Dessa forma, esse aluno pode superar as expectativas e barreiras que lhe são criadas, podendo usufruir de seus direitos. 
Além disso, um dos principais objetivos da inclusão é que o professor exclua a visão de incapacidade das pessoas com necessidades especiais e que promova atividades que valorizem o respeito às diferenças e às inteligências múltiplas. Para isso, muitas vezes o planejamento das aulas incluirá jogos, músicas, atividades em grupo, desenhos, entre outros exemplos. É importante lembrar que a escola também tem um papel fundamental na inclusão do aluno, sendo preciso uma reestruturação, tanto do Projeto Político Pedagógico que deve contemplar a diversidade da comunidade escolar, quanto dos demais documentos que regem os estabelecimentos de ensino como o plano de ensino e os planos de trabalho.
Os principais desafios da educação inclusiva ainda existem muitos obstáculos no processo de plena inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais, para começar, a escola inclusiva precisa de adaptações em diferentes âmbitos. Desde órgãos federais, estaduais e municipais de educação até dos professores, que precisam buscar constantemente por especializações a fim de inserir os alunos de forma eficaz. E também desafios como falta de recursos materiais, infraestrutura insuficiente, superlotação das salas de aulas, entre outros, são muito comuns. Além disso, muitos professores ainda se sentem inseguros ao receberem um aluno com necessidades especiais. 
 Formação de professores e infraestrutura da instituição
A inclusão é um desafio não apenas para a escola, mas para um todo, por isso é necessário o conhecimento sobre o aluno que passa por esse processo de inclusão, a participação da família junto com a escola e o orientador educacional, para que seja possível trabalhar o mais próximo possível da realidade desse aluno. 
Desta forma, é importante que os professores, os alunos e famílias se adaptem ao meio em que a criança inclusa está inserida, dando a devida importância para tamanha contribuição na vida escolar dessa criança.
Além da participação da família nesse processo, é importante que a equipe pedagógica da escola esteja preparada, o acolher e o incluir dessas crianças deve ser de forma em que ele não se sinta diferente dos outros, não podemos identificar esse aluno, como o aluno especial, devemos sempre lembrar que ele tem uma história, tem um nome e vivencias, assim como todos os outros. 
Além da formação dos professores e a união de toda a escola para esse processo, precisamos discutir também sobre a infraestrutura da instituição que vai receber os alunos incluídos, sendo de fundamental importância a organização do acesso físico, para que seja de fácil acesso e segura possibilitando a autonomia destes sujeitos. .
Quando falamos de educação inclusiva, levantamos a questão da formação e preparo dos profissionais que vão trabalhar nesse processo, é preciso voltar a atenção para esses profissionais, pois muitas vezes acabam indo para as salas de aula sem o preparo adequado, desta forma, sendo muito importante cursos de formação continuada, aonde eles vão buscar aprimorar seus conhecimentos para a área e estar cada vez mais capacitados para receber esses alunos na escola. 
Para que a inclusão ocorra e favoreça todos os envolvidos nesse processo, faz-se necessário que o professor repense e reestruture “estratégias de ensino para não ficar preso ao espaço delimitado na sala de aula, faz se necessário repensar nas práticas pedagógicas até mesmo numa nova gestão da classe” (Silva; Arruda, 2014, p. 6).
Dessa forma, ressalva a importância de novos métodos de ensino para as crianças, de maneira com que todos consigam acompanhar a forma de aprendizagem, a educação inclusiva nos trazem meios que trazem uma pedagogia inovadora, que busca olhar todos sem diferenças. Os pedagogos precisam oportunizar aos seus alunos um ensino de qualidade com um olhar de respeito à diversidade, trazendo atividades lúdicas, como um dos processos de ensino para as crianças especiais, e as demais crianças, trazendo como exemplo a aprendizagem através do lúdico no processo de ensino da criança especial, sendo incentivada pelos professores, pois sendo possível também trabalhar a autonomia de todas as crianças.
Métodos de ensino
Sabemos que a importância de uma Educação Inclusiva vai muito além do que apenas incluir o aluno em sala de aula, é fundamental que o professor crie inúmeras possibilidades de aprendizagem para o mesmo, pensando nas necessidades individuais de cada um. Também vale ressaltar, que existe uma gama de recursos a ser disponibilizados para os alunos, permitindo que o mesmo seja capaz de se expressar, resolver problemas, se tornarem participativos tanto de forma individual como coletiva, além de desenvolver uma maior interação social com o meio em que está inserido.
As instituições para pessoas com deficiência continuaram a crescer em número e tamanho durante o final do século XIX até a década de 1950, ao mesmo tempo em que surgia uma nova tendência de escola conhecida como “escolas comuns”, nas quais a maioria das crianças eram educadas, embora vários grupos de crianças fossem excluídas das escolas públicas regulares. Entre 1842 e 1918, todos os estados legislaram o ensino obrigatório e as escolas públicas atraíram enorme quantidade de recursospara seu desenvolvimento (RURY, 1985; U. S. BUREAU OF THE CENSUS, 1975; U. S. DEPARTAMENTO EDUCATION, NATIONAL CENTER FOR EDUCATION STATISTICS, 1991).
Mas, como colocar tudo isso em prática? Primeiramente utilizar-se de recursos já presentes em sala de aula, e assim adaptá-los conforme as necessidades especiais dos alunos, criando um contexto, sendo que o mesmo, possa realizar a mesma atividade que os demais colegas, porém de forma diferente, sempre respeitando suas limitações. Uma adaptação de recursos ou materiais que podemos trazer por exemplo seria para um aluno com autismo, atividade simples de recorte, mas que para esses alunos na maioria das vezes se torna algo difícil, destaca-se o uso de diferentes tesouras, as quais são adaptadas para que o aluno consiga fazer o recorte de uma forma mais fácil, auxilia no processo de desenvolvimento do controle motor, pois, as estes da tesoura unidas por um arco plástico, fazem o movimento de corte, sendo somente com o apertar da mão.
Por tanto, é fundamental que os alunos tenham em mãos os matérias necessários para a aprendizagem de todos, para que todos consigam desenvolver uma aprendizagem de qualidade dentro da escola, sendo possível também a utilização de materiais lúdicos para trabalhar a aprendizagem como um todo.
Entendido como recurso que ensina, desenvolve educa de forma prazerosa, o brinquedo educativo materializa-se no quebra-cabeça, destinado a ensinar cores e formas, nos brinquedos de tabuleiro que exigem a compreensão do número e nos múltiplos brinquedos e brincadeiras, cuja concepção exigiu um olhar para o desenvolvimento infantil (KISHIMOTO2008, p.36).
Desta forma, sendo possível perceber a importância de se trabalhar de diferentes maneiras dentro de sala de aula, trazendo diferentes recursos e abordando diferentes temas, saindo da educação tradicional. Sendo assim, trabalhar a formação continuada dos professores e gestores da escola, trabalhar em conjunto com a família e o orientador educacional seguem sendo as principais abordagens para esse processo, pois a educação inclusiva não se faz sozinho, é um processo gradual.
A Educação Especial passa, no final do século XX e início do século XXI, por grandes reformulações, crises e mudanças. É dentro deste contexto histórico que se intensifica o processo de exclusão e que o termo excepcional passa a ser utilizado. Portanto, a história da humanidade, nas diferentes culturas ocidentais, nos transporta ao resgate das diferentes formas de se entender a deficiência e, portanto, seus paradigmas de atendimento. Na década de 70 criam-se então as classes especiais e constata-se a necessidade de integração social dos indivíduos que apresentam deficiência, começando um movimento cujo objetivo era integrá-los em ambientes escolares, registrando nesta época muitos avanços na conquista da igualdade e do exercício de direito aumentando aos poucos a pressão, de toda uma comunidade envolvida, para que o Estado reconhecesse cada vez mais a Educação Especial como responsabilidade e dever. Surgem programas de reabilitação global, incluindo a inserção profissional de pessoas com deficiência.
A partir da década de 80 surgem, em nosso país, principalmente no Rio Grande do Sul, os estudos e aplicações da estimulação precoce, em crianças de zero a três anos de idade que apresentam alguma alteração global em seu desenvolvimento, tanto na área hospitalar e médica, como nas escolas especiais e, posteriormente, nas creches e escolas infantis. A partir desta nova abordagem dinâmica no tratamento de bebês com deficiência mental, inicia-se a intervir mais precocemente nas desordens neuro motoras, cognitivas e afetivas desses sujeitos, modificando o prognóstico de aprendizagem dos mesmos (MOSQUERA; STOBAUS, 2004, p. 19).
A trajetória de luta em busca da educação e principalmente da luta pelos seus direitos como cidadãos, apesar de suas deficiências, deve-se ao determinante papel exercido pelas instituições particulares e de caráter filantrópico. Foram estas que organizaram grandes 9 movimentos pelos direitos das pessoas com deficiência e trouxeram para o eixo das discussões os direitos tão sonegados ao longo do tempo, denunciando a discriminação, o preconceito e a falta de programas educacionais básicos.
O texto está ótimo, preciso que acrescentem mais citações longas, curtas e indiretas durante o corpo do trabalho.
Mandei no portal o modelo de artigo só reorganizem de acordo com as orientações.
Sucesso gurias! Vocês têm muito potencial para enriquecer este trabalho e publicarmos. Escrever demanda tempo, reflexão, desacomodações. É uma tarefa árdua, mas necessária para que outras pessoas pensem sobre a educação! E conto com vocês! Sigam firmes. Abraços.
Referencias: 
REVISTA EDUCAÇÃO. A sete passos da inclusão. Postado em: 9 de janeiro de 2014. Disponível em: https://www.revistaeducacao.com.br/a-sete-passos-da-inclusao/. Acesso em: 09maio. 2022.
SILVA, Ana Paula Mesquita da; ARRUDA, Aparecida Luvizotto Medina Martins. O papel do professor diante da inclusão escolar. Revista Eletrônica Saberes da Educação, v. 5, nº 1, 2014. Disponível em: http://docs.uninove.br/arte/fac/publicacoes_pdf/educacao/v5_n1_2014/Ana_Paula.pdf. Acesso em: 08 maio 2022.
MITTLER, P. Educação inclusiva: contextos sociais. Tradução: Windyz Brazão Ferreira. 
Porto Alegre: Artmed, 2003
MONTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar : o que é? por quê? como 
fazer? São Paulo : Moderna, 2003. Disponível em: https://acessibilidade.ufg.br/up/211/o/INCLUS%C3%83O-ESCOLARMaria-Teresa-
Egl%C3%A9r-Mantoan-Inclus%C3%A3o-Escolar.pdf?1473202907, Acesso em 09
de maio de 2022.
TAPIA, J. A.; MONTERO, I. Orientação motivacional e estratégias motivadoras na 
aprendizagem escolar. In: COLL. C.; MARCHESI, A.; PALÁCIOS J. (orgs). Desenvolvimento psicológico e educação - 2: psicologia da educação escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 
2003.
LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Fundamentos de metodologia científica. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1991.
MELERO, M. L. Diversidade e cultura: uma escola sem exclusões. Espanha: Universidade de Málaga, 2002.

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