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UNIVERSIDADE PAULISTA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO – ICSC
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS
Trabalho Integrado de CIÊNCIAS CONTÁBEIS
APS – VI
SÃO PAULO – SP
2014
	Caroline Aparecida dos Santos 
	R.A: B33EAD - 5 
	Camila Amaro da Silva
	R.A.: B30IDA-1
	Douglas Biano Evangelista 
	R.A: B41EJI - 5 
	Flávia Santos da Silva 
	R.A: B38AHC - 0 
	Lucas da Silva Moreira 
Nicole Gasparino 
	R.A: B41GFC - 0 
R.A: B193EH - 7 
CONTABILIDADE PÚBLICA E GOVERNAMENTAL
Contabilidade Aplicada ao Setor Público
APS VI apresentado como exigência para a avaliação do segundo bimestre, em disciplinas do 6º semestre, do curso de Ciências Contábeis da Universidade Paulista, sob orientação do professor Rubens Pardini. 
SÃO PAULO – SP
2014
SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO	06
2.	FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA	07
2.1.	Contabilidade Pública	07
2.1.2.	Conceito	07
2.1.3. Aplicação e Classificação	07
2.1.4	A História da Contabilidade Pública no Brasil	10
2.2. Sistema Orçamentário	10
2.2.1.	Princípios Orçamentários	11
2.2.2. Balanço Orçamentário	12
2.3. Sistema Financeiro	16
2.3.1. Conceito e Finalidade	16
2.3.2. Estrutura do Sistema Financeiro	19
2.3.3. Balanço Financeiro	19
2.4. Sistema Patrimonial	20
2.4.1.Balanço Patrimonial	21
2.4.2 	Demonstração das Variações Patrimoniais	26
3.	ESTUDO DE CASO	34
3.1.	Balanço Financeiro 2013	34
3.2.	Orçamento para o ano de 2014	34
3.3.	Lançamentos do ano de 2014	35
3.4.	Razonetes	40
3.5.	Balanço Orçamentário 2014	40
3.6. Balanço Financeiro 2014	41
3.7. Balanço Patrimonial 2014	42
3.8. Demonstração das Variações Patrimoniais 2014	43
4. CONCLUSÃO	44
5. ANEXOS	45
5.1	Anexo A - Formulário de Composição da Equipe	45
5.2. Anexo B - Cronograma de Atividades Previstas	47
5.3.	Anexo C - Cronograma de Atividades Realizadas	49
6.	REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	50
7.	FICHA INDIVIDUAL	51
1. INTRODUÇÃO
	Apresentaremos neste trabalho uma Prefeitura de uma cidade fictícia apenas para apresentar as principais demonstrações contábeis de um órgão público.
	Explicaremos os conceitos de Contabilidade Pública e demonstraremos de que forma são feitas as contabilizações e encerramento dos balanços do Sistema Financeiro, Sistema Orçamentário e Sistema Patrimonial.
	A seguir, será demonstrado um paralelo entre a teoria e a prática estudadas nas disciplinas ministradas no curso de Ciências Contábeis, em especial para este trabalho, a matéria de Contabilidade Pública e Governamental ministrada pelo Mestre Rubens Pardini.
	 
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
2.1. Contabilidade Pública 
	2.1.2 Conceito
	A contabilidade pública é um dos ramos da ciência contábil e tem por objetivo demonstrar, registrar e interpretar a organização dos aspectos que afetam as situações orçamentárias, financeiras e patrimoniais das entidades de direito público interno, ou seja, a União, Estados, Distrito Federal e Municípios e respectivas autarquias. É a contabilidade embasada na Lei nº 4.320 de 17 de março de 1964.
	2.1.3 Aplicação e Classificação
	A contabilidade pública e governamental é aplicada a administração direta (centralizada) e a administração indireta (descentralizada). 
· Administração Direta.
	Corresponde aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. 
Executivo: composto por União (presidente), Estado (governador) e Municípios (prefeitos).
Legislativo: no âmbito federal corresponde a Congresso Nacional (Câmara Federal dos Deputados e Senado Federal), e nos Estados e Municípios correspondem a Assembleias Legislativas Estaduais e Municipais.
Judiciário: somente na União e nos Estados, constituído por tribunais. Nos municípios não há poder judiciário.
· Administração Indireta.
	A administração indireta é representada pelas autarquias, fundações públicas, as empresas dependentes dos recursos do orçamento público, que podem ser classificadas como: empresas de economia mista ou empresas públicas. 
Autarquias:
	Tradicionalmente são definidas como entidades criadas por leis específicas para a realização de atividades especializadas de forma descentralizada.
	São o que chamamos de pessoa jurídica de direito público, ou seja, que apenas o Estado tenha o direito de cria-las. Alguns exemplos são universidades federais, estaduais, o Banco Central, a CVM, dentre outras.
	Fundações Públicas:
	São pessoas jurídicas de direito privado. Possuem objetivos não econômicos, não visam o lucro. São constituídas para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência; não visam retorno financeiro. Nenhuma delas tem objetivo de dar lucros.
Exemplos de fundações públicas são: 
· IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – visa compreender e apoiar o desenvolvimento do Brasil através da coleta de informações estatísticas; 
· FUNAI (Fundação Nacional do Índio) visa o amparo das populações indígenas.
	Empresas Dependentes dos Recursos do Orçamento Público: Mista ou Pública
	São empresas controladas pela União, Estados, Distrito Federal ou pelo Município, que tenha no exercício anterior, recebido recursos financeiros de seu controlador, destinados a pagamento de despesas com pessoal e também que apresente no exercício corrente, autorização orçamentária para recebimento de recursos financeiros com idêntica finalidade.
· Empresa de economia mista: 
É uma sociedade onde há colaboração entre o Estado e sociedades particulares, ambos reunindo recursos para a realização de uma finalidade, sempre de objetivo econômico. É pessoa jurídica de direito privado e que não se beneficia de isenções fiscais. 
O Estado poderá ter uma participação majoritária ou minoritária; entretanto, mais da metade das ações com direito a voto devem pertencer ao Estado.
A sociedade de economia mista é uma sociedade anônima, e seus funcionários são regidos pela CLT e não são servidores públicos. Frequentemente têm suas ações negociadas em Bolsa de Valores como, por exemplo, o Banco do Brasil, Petrobrás, e Eletrobrás.
· Empresa pública: 
É a entidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital total do governo; é somente criada com autorização de lei.
Empresas públicas, podem se subdividir em duas categorias: empresa pública unipessoal, com capital inteiro da União e empresa pública de vários sócios, que unem seus capitais à União, desde que esta tenha a maioria do capital votante.
	2.1.4 A História da Contabilidade Pública no Brasil
	Conforme Silva (1996), após o descobrimento do Brasil o relacionamento entre a nobreza e a colônia eram regidas pelo pacto colonial (Estado possuía preferência sobre as colônias). Em decorrência disso, vários grupos sociais foram surgindo com a ideia de opor-se ao Estado.
	Temos depois com a chegada de D. João VI à Colônia, foi criado o Conselho da Fazenda, com o intuito de administrar, contabilizar e assentar o patrimônio real e os fundos públicos. 
	Uma lei criada e de grande importância para a história foi a Lei Número 23, de 1891, (alterada para a Lei Número 30), onde visou atribuiu poderes ao Ministério da Fazenda para conduzir o processo de elaboração da proposta orçamentária. 
Com a reforma Constitucional de 1926 passaram-se os poderes de elaboração do orçamento ao Poder Executivo, confirmada posteriormente pela Constituição de 1934 e normatizada pela Constituição de 1946.
	Em 17 de março de 1964 foi anunciada a Lei 4.320, que apresenta normais gerais para elaboração e controle dos orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios. 
Finalmente em 2000 foi aprovada a Lei Complementar número 101 - Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), trazendo grandes mudanças que influenciaram no controle dos gastos públicos.
· Lei de Responsabilidade Fiscal.
É uma lei que impõe o controle dos gastos da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, condicionado à capacidade de arrecadação de tributos. Promove a transparências dos gastos públicos. 
A lei obriga que as finanças sejam apresentadas detalhadamente ao Tribunal de Contas. Tais órgãos podem aprovar as contas ou não. Em caso das contas serem rejeitadas, terá inicio investigação em relaçãoao Poder Executivo em questão, podendo resultar em multas.
	2.1.5 Contabilidade Pública na Prática
	A contabilidade pública diferente da contabilidade empresarial é subdividida por subsistemas:
1) Sistema Orçamentário;
2) Sistema Financeiro;
3) Sistema Patrimonial;
	2.2. Sistema Orçamentário
	
	2.2.1 Conceito e Finalidade
	Na Contabilidade Púbica ou Governamental tudo tem início com o Orçamento. Pode ser considerada peça extracontábil feita antes da contabilização dos atos e fatos administrativos acontecer precisam ser aprovados e transformados em Lei pelo Poder Legislativo. 
O registro das receitas previstas e despesas fixadas dever ser estabelecido pelo órgão central do subsistema de contabilidade, conforme a especificação da lei orçamentária anual (LOA) obedecendo ao critério usado para o registro dos créditos adicionais abertos.
· Lei Orçamentária Anual;
É o instrumento de gestão, com ênfase nos aspectos financeiros e físicos; vem de encontro com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e também com o Plano Plurianual (PPA), e estima a receita e fixa a despesa para o período de um ano, visando o alcance de objetivos estabelecidos do governo.
Segue abaixo um modelo de registro das receitas previstas e despesas fixadas:
	2.2.1 Princípios Orçamentários
	Para que o orçamento de um governo seja confiável é indispensável que ele obedeça a determinados princípios, dentro os quais são usados frequentemente em orçamentos. São eles:
· Programação: o orçamento deve ter a forma e conteúdo de programação, ou seja, selecionar objetivos que se procura alcançar, determinar ações para atingir o objetivo, contabilizar os recursos financeiros, materiais para a realização das ações.
· Unidade: os orçamentos devem se fundamentar em uma única política orçamentária. Que o orçamento deva compreender todas as receitas e despesas em uma única peça, com isso, evitaremos a duplicidade de funções na realização de atividades, colaborando para a racionalização da utilização dos recursos. 
· Universalidade: é o princípio que estabelece a inclusão no orçamento de todas as receitas e despesas do Estado. 
· Anualidade: utilização o critério de um ano para o período orçamentário, é o que melhor atende a concretização dos objetivos sociais e econômicos. 
· Exclusividade: deverão ser incluídos no orçamento assuntos que lhe sejam relacionados com orçamento, ou seja, deve evitar incluir na lei do orçamento normas relativas a outros campos jurídicos. 
· Clareza: o orçamento dever ser anunciado de forma clara, ordenada e completa.
· Equilíbrio: o orçamento deverá manter o equilíbrio do ponto de vista financeiro, entre os valores de receita e despesa. 
	2.2.2 Balanço Orçamentário
	Receita Publica:
	São os recursos necessários a efetivação dos programas de governo estabelecido na LOA. 
Podem ser classificadas como: Receitas Correntes ou Receitas de Capital. 
	Receitas Correntes: são recursos financeiros que ingressam nos cofres do Estado para financiar as despesas correntes, e em segundo plano, financiar as despesas de capital. Exemplos: 
· Receita Tributária – é a proveniente de impostos (tributos exigidos pelo Poder Público para atendimento a serviços não específicos), taxas (tributo cobrado pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e contribuições de melhoria (tributo gerado pela valorização imobiliária decorrente das obras públicas realizadas, como forma de ressarcir o dinheiro gasto nas mesmas). 
· Receita de Contribuição – destinada a arrecadar contribuições sociais e econômicas, visando a manutenção dos programas e serviços sociais e de interesse público, como contribuição de empregadores e trabalhadores para a Seguridade Social. 
· Receita Patrimonial – decorrente a utilização de bens pertencentes ao Estado, como alugueis, arrendamentos, rendimentos de valores mobiliários. 
· Receita Agropecuária – decorrente de exploração agropecuária: agricultura, pecuária, reflorestamento, extração de produtos vegetais.
· Receita Industrial – são provenientes de atividades industriais definidas tais pelo IBGE, como a industria extrativa mineral, industria editorial e gráfica. 
· Receita de Serviços – decorrem de atividades de prestação de serviços, tais como comercio, transporte, comunicação, portuários, hospitalares, armazenagem.
· Transferências Correntes – de recursos recebidos de outra pessoa do direito público ou privado. Podem ser de nível intragovernamental (dentro do mesmo governo) ou intergovernamental (entre governos diferentes, da União para o Estado, do Estado para os Municípios). 
· Outras receitas correntes – integram essas receitas as de Multa e Juros de Mora, indenizações, Receita de Dívida Ativa, etc. 
	Receitas de Capital: são os recursos financeiros originados de possibilidades permitidas pela legislação através constituição de dívidas, recursos recebidos de pessoas do Direito Público ou Privado, conversão em espécie de seus bens e direitos, destinados a atender as despesas de capital. 
· Operações de Crédito – recursos decorrentes da colocação de títulos públicos ou de empréstimos obtidos junto a entidades estatais ou particulares internos e externos. 
· Alienação de Bens: provenientes da alienação de bens patrimoniais móveis e imóveis, ações etc.
· Amortização de Empréstimos: provenientes da amortização de empréstimos concedidos, ou seja, a receita obtida com o retorno dos recursos que haviam sido emprestados.
· Transferências de Capital: por identidade, as descrições das transferências de capital correspondem as apresentadas em transferências correntes.
· Outras Receitas de Capital: o que não couber nas classificações anteriores e outras tais como; integralização de capital social, resultado do Banco Central, remuneração das disponibilidades do Tesouro Nacional.
	Despesa Pública: 
	São os gastos realizados pelos entes públicos para custear os serviços públicos prestados a sociedade ou para a realização de investimentos. 
Despesas públicas devem ser autorizadas pelo Poder Legislativo. 
	Despesas Correntes: são as despesas que não contribuem para a formação ou aquisição de um bem de capital, ou seja, despesas correntes são os gastos de natureza operacional, realizados pelas instituições públicas para a manutenção e funcionamento de seus órgãos, de modo a diminuir o patrimônio. 
· Pessoal e Encargos Sociais: são despesas decorrentes de exercício de cargo, emprego ou função no setor público, pagamento de proventos, obrigações trabalhistas, contribuições a entidades fechadas de previdência, outros benefícios assistenciais.
· Juros e Encargos da Dívida: são despesas com pagamentos de juros, comissões e outros encargos de operações de créditos internas e externas contratadas, bem como dívida pública mobiliária. 
· Outras Despesas Correntes: são aquelas com aquisições de material de consumo, pagamento de diárias, contribuições, auxilia-alimentação, vale transporte, etc.
	Despesas de Capital: são aquelas destinadas a formação ou aquisição de um bem de capital, ou seja, gastos realizados pelas instituições públicas, cujo propósito é o de criar novos bens ou até mesmo adquirir bens de capital já em uso, resultam no acréscimo do patrimônio da entidade. 
· Investimentos: são as despesas com o planejamento de obras; compra de imóveis considerados necessários, instalações, equipamentos e material permanente.
· Inversões Financeiras: são as despesas com a aquisição de imóveis ou bens de capital já utilizados; compra de títulos de capital de empresa. 
· Amortização da Dívida: despesas com o pagamento e/ou refinanciamento do principal e da atualização monetária ou cambial da dívida pública interna e externa, contratual ou mobiliária.
		O balanço orçamentário especifica as receitas, os custos dos diversos programas e projetos do governo, o cronograma para aplicação dos recursos nele previstos. 
	As metas mínimas estabelecidas como receitas podem ser ultrapassadas, mas os limites máximos das despesas, nunca podem ser ultrapassados. 
	Os registros orçamentários deveram estimar a receitaprevista e a realizada, bem como a despesa fixada e a executada. E no final as diferença entre elas, que pode ser classificada como: déficit e superávit. 
	Conforme segue na tabela abaixo:
 
	Receita Prevista: Essa coluna identifica os valores da previsão inicial das receitas, constantes na Lei Orçamentária Anual. Os valores registrados nessa coluna permanecerão inalterados durante todo o exercício, pois refletem a posição inicial do orçamento constante.
  
	Receitas Executadas: Essa coluna identifica as receitas realizadas no período. Consideram-se realizadas as receitas arrecadadas diretamente pelo órgão, ou por meio de outras instituições como, por exemplo, a rede bancária.
 
	Despesa Fixada: Essa coluna identifica o valor dos créditos iniciais constantes da Lei Orçamentária Anual.
 
	Despesa Executada: Essa coluna identifica o valor da dotação inicial mais os créditos adicionais abertos ou reabertos durante o exercício, deduzidas as anulações/cancelamentos correspondentes.
 
	Diferença: é a diferença encontrada entre a despesa fixada e a despesa executada.  
  
	DÉFICIT e SUPERAVIT: Representa a eventual diferença, a menor entre as receitas realizadas e as despesas empenhadas. Se as receitas realizadas forem superiores às despesas empenhadas, essa diferença será lançada na linha SUPERÁVIT. Nesse caso, a linha DÉFICIT deverá ser preenchida com um traço (-), indicando valor inexistente ou nulo.
	Calculo da Diferença nas Linhas Déficits e Superávits:
Resultado da Previsão Orçamentária: A diferença é calculada entre a Receita Prevista e Despesa Fixada, sendo a sua fórmula:
Resultado da Previsão Orçamentária = Receita Prevista – Despesa Fixada
Podem ocorrer três situações. Segue abaixo:
Exemplo 1: 100,00 – 130,00 = 30,00 Déficit da Previsão Orçamentária
Exemplo 2: 125,00 – 120,00 = 5,00 Superávit da Previsão Orçamentária
Exemplo 3: 130,00 – 130,00 = 0,00 Resultado da Previsão Orçamentária: Nulo, ou seja, não houve acréscimo da Despesa Fixada pela abertura de créditos adicionais. 
· Créditos Adicionais são autorizações para a realização das despesas que não foram suficientemente fixadas no Orçamento Público. 
São abertos durante a execução do Orçamento Público para efetivação de ajustes ou adição de novos valores de despesas orçamentárias não constantes do Orçamento Original ou não consignados na LOA – Lei Orçamentária Anual.
A classificação dos Créditos Adicionais é dividida em três subcategorias:
a) Créditos destinados a reforço de fundos orçamentários já existentes. Os créditos suplementares são adicionados ao nível de grupos de despesas por natureza. 
b) Especiais: créditos destinados a despesas com programas novos, como, por exemplo: projeto, atividade ou operações especiais.
c) Extraordinário: créditos destinados a atender despesas imprevisíveis e urgentes e casos de guerra, comoção interna ou calamidade pública.
	Os créditos adicionais da categoria de suplementares e especiais serão autorizados por lei e abertos por Decreto do Poder Executivo.
	Os créditos adicionais da categoria extraordinários independem de autorização legislativa, mas a sua abertura será feita por Decreto do Poder Executivo, após decretado o estado de calamidade pública ou de outra natureza idêntica, que deles dará imediato conhecimento ao Poder Legislativo.
		2.3. Sistema Financeiro
		2.3.1 Conceito e Finalidade.
		O Sistema financeiro está relacionado ao registro de entradas e saídas (Receitas/Despesas) de natureza orçamentária e extra-orçamentária e apresenta o fluxo de caixa da entidade. 
		Um dos maiores diferenciais da contabilidade publica com relação a contabilidade empresarial é o tratamento das despesas no sistema financeiro como podemos ver abaixo:
		Estágios da Despesa:
· Fixação: é a escrituração contábil da despesa orçamentária realizada junto ao orçamento publico (sistema orçamentário).
· Empenho: é o ato onde a autoridade competente (fornecedor) cria para a união a obrigação de pagamento do empenho da despesa, qual não poderá exceder o limite fixado no orçamento. O Empenho está previsto nos artigos 58, 59, 60 e 61 da lei nº 4.320/64.
Lançamento: 
D – Despesa Corrente ou de Capital
C – Despesa a Liquidar
· Liquidação: é a verificação da obrigação de pagamento, tendo como base os títulos e documentos do respectivo crédito. Prevista no art. 63 da lei nº 4.320/64.
Lançamento:
D – Despesas a Liquidar
C – Despesas Liquidadas
· Pagamento: é o ato em que a união entrega a quantia correspondente a divida, previsto no art. 64 da lei nº 4.320/64.
Lançamento:
D – Despesas Liquidadas
C – Disponível
		Ao findar o exercício financeiro /ano civil, todas as despesas empenhadas, liquidadas e não pagas deveram ser transferidas para a conta denominada “Restos a Pagar” prevista no art. 36 da lei 4.320/64 "Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.”
Lançamento:
D – Despesas a Liquidar
D – Despesas Liquidadas
C – Restos a Pagar
		Superávit Financeiro
		Assim como o termo “lucro” é utilizado para as empresas com fins lucrativos o termo “superávit” é utilizado para empresas sem fins lucrativos que é o caso das entidades publicas. Conforme Art. 43 § 2º da lei 4.320/64: “Entende-se por superávit financeiro a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de credito a eles vinculadas".
		Déficit Financeiro
		Ao contrario do Superávit financeiro, o Déficit aponta saldo negativo ao fim do exercício no confronto entre receitas e despesas, indicando que as receitas arrecadadas foram menores do que as despesas realizadas.
		2.3.2 Estrutura do Sistema Financeiro
 (
Saldos Iniciais 
Entrada de Recursos
Saídas de Recursos
Receita Extra-Orçamentária
Despesa Orçamentária
Pagamentos Extra-Orçamentários
Receita Orçamentária
Saldos Finais
)
	2.3.3 Balanço Financeiro
	Art. 103. Da Lei nº 4.320/64 “O Balanço Financeiro demonstrará a receita e a despesa orçamentárias bem como os recebimentos e os pagamentos de natureza extra-orçamentária, conjugados com os saldos em espécie provenientes do exercício anterior, e os que se transferem para o exercício seguinte.”
	Receitas
	Despesas
	Receitas Orçamentárias
	 
	Despesas Orçamentárias
	 
	Receita Corrente
	1.000,00
	Despesa Corrente
	1.500
	Receita de Capital
	1.000,00
	Despesa de Capital
	500
	Soma
	2.000,00
	Soma
	2.000
	Receita Extra-Orçamentária
	 
	Despesa Extra-Orçamentária
	 
	Restos a Pagar
	500,00
	Restos a Pagar
	300
	Depósitos
	300
	Serviços da Dívida a Pagar
	150
	Débitos de Tesouraria
	200
	Depósitos
	200
	 
	 
	Débitos de Tesouraria
	200
	 
	 
	Outras operações - Realizável
	250
	Soma
	1.000,00
	Soma
	1.100,00
	Saldo Anterior
	 
	Saldo Atual
	 
	Caixa
	200
	Caixa
	200
	Bancos
	1000
	Bancos
	900,00
	Soma
	1.200,00
	vSoma
	1.100,00
	Total
	4.200,00
	Total
	4.200,00
	2.4. Sistema Patrimonial
	O Sistema Patrimonial é constituído das contas que registram as movimentações que concorrem ativa e passivamente para a formação do patrimônio da entidade, ou seja, são registrados os bens patrimoniais (móveis, imóveis, estoques, créditos, obrigações, valores, operações de crédito, dentre outras), originadas ou não da execução orçamentária.
	É registrado também no Sistema Patrimonial o resultado econômico do exercício.
	No Sistema Patrimonial os lançamentos que correspondem a incorporação ou desincorporação de ativos e passivos são feitos isoladamente dentro deste sistema, ainda que o fato venha a motivar uma entrada ou saída de recurso do Sistema Financeiro.
	Apesar de não ser objeto da lei nº 4.320/64, para as entidades públicas de administração direta, no sistema patrimonial deve ser procedido o registro da depreciação dos bens móveis e imóveis, levando-a para a conta de resultados em contrapartida com a conta de depreciação acumulada.
	2.4.1 Balanço Patrimonial
 
	É um quadro com duas seções, ativo e passivo, em que se distribuem os elementosdo patrimônio público, O ativo e o passivo igualam-se as com a conta patrimônio líquido.
 
	a) Ativo - são recursos controlados pela entidade como resultado de eventos passados e dos quais se espera que resultem para a entidade benefícios econômicos futuros ou potencial de serviços.
 
	b) Passivo - são obrigações presentes da entidade, derivadas de eventos passados, cujos pagamentos se esperam que resultem para a entidade saídas de recursos capazes de gerar benefícios econômicos ou potencial de serviços.
 
	c) Patrimônio Líquido - é o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos seus passivos.
 
	d) Contas de Compensação - compreende os atos que possam vir ou não a afetar o patrimônio.
 
	A classificação dos elementos patrimoniais considera a segregação em "circulante" e "não circulante", com base em seus atributos de conversibilidade e exigibilidade.
 
	Os ativos devem ser classificados como circulantes quando satisfizerem a um dos seguintes critérios:
 
	a) encontrarem-se disponíveis para realização imediata;
 
	b) tiverem a expectativa de realização até o término do exercício seguinte.
 
	Os demais ativos devem ser classificados como não circulantes.
	Os passivos devem ser classificados como circulantes quando satisfizerem um dos seguintes critérios:
 
	c) corresponderem a valores exigíveis até o final do exercício seguinte;
 
	d) corresponderem a valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade do setor público for a fiel depositária, independentemente do prazo de exigibilidade.
 
	Os demais passivos devem ser classificados como não circulantes.
 
	Os ativos e passivos financeiros e permanentes e o saldo patrimonial serão apresentados pelos seus valores totais, podendo ser detalhados em:
 
ATIVO CIRCULANTE
 
	Compreende os ativos que atendam a qualquer um dos seguintes critérios: sejam caixa ou equivalente de caixa; sejam realizáveis ou mantidos para venda ou consumo dentro do ciclo operacional da entidade; sejam mantidos primariamente para negociação; sejam realizáveis até o termino do exercício seguinte. O Ativo Circulante é dividido da seguinte maneira:
 
	a) Caixa e Equivalentes de Caixa – Compreende o somatório dos valores em caixa e em bancos, bem como equivalentes, que representam recursos com livre movimentação para aplicação nas operações da entidade e para os quais não haja restrições para uso imediato.
 
	b) Créditos a Curto Prazo – Compreende os valores a receber por fornecimento de bens, serviços, créditos tributários, dívida ativa, transferências e empréstimos e financiamentos concedidos realizáveis no curso do exercício social subsequente.
 
	c) Demais Créditos e Valores a Curto Prazo – Compreende os valores a receber por demais transações realizáveis até o termino do exercício seguinte.
 
	d) Investimentos e Aplicações Temporárias a Curto Prazo – Compreende as aplicações de recursos em títulos e valores mobiliários, não destinadas a negociação e que não façam parte das atividades operacionais da entidade, resgatáveis até o termino do exercício seguinte, além das aplicações temporárias em metais preciosos.
 
	e) Estoques – Compreende o valor dos bens adquiridos, produzidos ou em processo de elaboração pela entidade com o objetivo de venda ou utilização própria no curso normal das atividades.
 
	f) Variações Patrimoniais Diminutivas Pagas Antecipadamente – Compreende pagamentos de variações patrimoniais diminutivas (VPD) antecipadas, cujos benefícios ou prestação de serviço a entidade ocorrerão até o termino do exercício seguinte.
 
ATIVO NÃO CIRCULANTE
 
	Compreende os ativos realizáveis após os doze meses seguintes à data de publicação das demonstrações contábeis, sendo composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível, descritos a seguir:
 
	a) Ativo Realizável a Longo Prazo – Compreende os bens, direitos e despesas antecipados realizáveis após o término do exercício seguinte.
 
	b) Investimentos – Compreende as participações permanentes em outras sociedades, bem como os bens e direitos não classificáveis no ativo circulante nem no ativo realizável a longo prazo e que não se destinem a manutenção da atividade da entidade.
 
	c) Imobilizado – Compreende os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados a manutenção das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses bens. Para fins de apresentação no Balanço Patrimonial, o imobilizado será apresentado já líquido da depreciação e amortização acumuladas.
 
	d) Intangível– Compreende os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados a manutenção da entidade ou exercidos com essa finalidade. Para fins de apresentação no Balanço Patrimonial, o intangível será apresentado já líquido da amortização acumulada.
 
PASSIVO CIRCULANTE
 
	Compreende as obrigações conhecidas e estimadas que atendam a qualquer um dos seguintes critérios: tenham prazos estabelecidos ou esperados dentro do ciclo operacional da entidade; sejam mantidos primariamente para negociação; tenham prazos estabelecidos ou esperados até o termino do exercício seguinte; sejam valores de terceiros ou retenções em nome deles, quando a entidade do setor público for fiel depositaria, independentemente do prazo de exigibilidade, sendo dividido da seguinte forma:
 
	a) Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Curto Prazo – Compreende as obrigações referentes a salários ou remunerações, bem como benefícios aos quais o empregado ou servidor tenha direito, aposentadorias, reformas, pensões e encargos a pagar, bem como benefícios assistenciais, com vencimento até o termino do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
 
	b) Empréstimos e Financiamentos a Curto Prazo – Compreende as obrigações financeiras da entidade a título de empréstimos, bem como as aquisições efetuadas diretamente com o fornecedor, com vencimentos até o termino do exercício seguinte.
 
	c) Fornecedores e Contas a Pagar a Curto Prazo – Compreende as obrigações junto a fornecedores de matérias-primas, mercadorias e outros materiais utilizados nas atividades operacionais da entidade, bem como as obrigações decorrentes do fornecimento de utilidades e da prestação de serviços, tais como de energia elétrica, água, telefone, propaganda, alugueis e todas as outras contas a pagar com vencimento até o termino do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
 
	d) Obrigações Fiscais a Curto Prazo – Compreende as obrigações das entidades com o governo relativas a impostos, taxas e contribuições com vencimento até o termino do exercício seguinte.
 
	e) Demais Obrigações a Curto Prazo – Compreende as obrigações da entidade junto a terceiros não inclusas nos subgrupos anteriores, com vencimento até o termino do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
 
	f) Provisões a Curto Prazo – Compreende os passivos de prazo ou de valor incertos, com prazo provável até o termino do exercício seguinte.
 
 
PASSIVO NÃO-CIRCULANTE
 
	Compreende as obrigações conhecidas e estimadas que não atendam a nenhum dos critérios para serem classificadas no passivo circulante, sendo composto pelos seguintes grupos de contas:
 
	a) Obrigações Trabalhistas, Previdenciárias e Assistenciais a Pagar a Longo Prazo – Compreende as obrigações referentes a salários ou remunerações, bem como benefícios aos quais o empregado ou servidor tenha direito, aposentadorias, reformas, pensões e encargos a pagar, bem como benefícios assistenciais, com vencimento após o término do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
 
	b) Empréstimos e Financiamentos a Longo Prazo – Compreende as obrigações financeiras da entidade a título de empréstimos, bem como as aquisições efetuadas diretamente com o fornecedor, com vencimentos após o termino do exercício seguinte.
 
	c) Fornecedores a Longo Prazo – Compreende as obrigaçõesjunto a fornecedores de matérias-primas, mercadorias e outros materiais utilizados nas atividades operacionais da entidade, com vencimento após o termino do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
 
	d) Obrigações Fiscais a Longo Prazo – Compreende as obrigações das entidades com o governo relativas a impostos, taxas e contribuições com vencimento após o termino do exercício seguinte.
 
	e) Demais Obrigações a Longo Prazo – Compreende as obrigações da entidade junto a terceiros não inclusas nos subgrupos anteriores, com vencimento após o termino do exercício seguinte, inclusive os precatórios decorrentes dessas obrigações.
 
	f) Provisões a Longo Prazo – Compreende os passivos de prazo ou de valor incertos, com prazo provável após o termino do exercício seguinte.
 
	g) Resultado Diferido – Compreende o saldo existente na antiga conta resultado de exercícios futuros em 31 de dezembro de 2008, composto de variação patrimonial aumentativa (VPA) diferida e o respectivo custo diferido.
	2.4.2 Demonstração das Variações Patrimoniais
	Segundo o art. 104 da Lei nº 4.320/1964, “a Demonstração das Variações Patrimoniais evidenciará as alterações verificadas no patrimônio, resultantes ou independentes da execução orçamentária, e indicará o resultado patrimonial do exercício.”
 	As alterações verificadas no patrimônio consistem nas variações quantitativas e qualitativas. As variações quantitativas são decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o patrimônio líquido. Já as variações qualitativas são decorrentes de transações no setor público que alteram a composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido.
 	 As variações quantitativas são decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o patrimônio líquido. O resultado patrimonial do período é apurado pelo confronto entre as variações patrimoniais aumentativas e diminutivas.
 	As variações qualitativas são decorrentes de transações no setor público que alteram a composição dos elementos patrimoniais sem afetar o patrimônio líquido.
Variações Aumentativas ------------Aumentam a situação líquida patrimonial
Variações Diminutivas ------------ Diminuem a situação líquida patrimonial
	Para um melhor entendimento da finalidade desse demonstrativo, pode-se dizer que ele tem função semelhante à Demonstração do Resultado do Exercício da área empresarial, no que tange a apurar as alterações verificadas no patrimônio. É importante ressaltar que a Demonstração do Resultado do Exercício apura o resultado em termos de lucro ou prejuízo líquido, como um dos principais indicadores de desempenho da empresa. Já no setor público, o resultado patrimonial não é um indicador de desempenho, mas um medidor do quanto o serviço público ofertado promoveu alterações quantitativas dos elementos patrimoniais.
 Abaixo modelo destas estruturas: 
 A Demonstração das Variações Patrimoniais será elaborada utilizando-se variações patrimoniais diminutivas e aumentativas do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público para as variações quantitativas e qualitativas.
Definições
	Para o levantamento da Demonstração das Variações Patrimoniais, é necessário definir os seguintes conceitos:
	VARIAÇÕES QUANTITATIVAS: são aquelas decorrentes de transações no setor público que aumentam ou diminuem o patrimônio líquido e são divididas em Variações Patrimoniais Aumentativas ou Ativas e Diminutivas ou Passivas
	As variações patrimoniais aumentativas compreendem os seguintes grupos 
de contas:
· IMPOSTOS, TAXAS E CONTRIBUIÇÕES DE MELHORIA
	Compreende toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante
atividade administrativa plenamente vinculada.
· CONTRIBUIÇÕES
	Compreende as contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de
iluminação pública. 
· EXPLORAÇÃO E VENDA DE BENS, SERVIÇOS E DIREITOS
	Compreende as variações patrimoniais auferidas com a venda de bens, serviços e direitos, que resultem em aumento do patrimônio líquido, independentemente de ingresso, incluindo-se a venda bruta e deduzindo-se as devoluções, abatimentos e descontos comerciais concedidos.
· VARIAÇÕES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS FINANCEIRAS
	Representa o somatório das variações patrimoniais aumentativas com operações financeiras. Compreende: descontos obtidos, juros auferidos, prêmio de resgate de títulos e debêntures, entre outros.
· TRANSFERÊNCIAS RECEBIDAS
	Compreende o somatório das variações patrimoniais aumentativas com transferências intergovernamentais, transferências intragovernamentais, transferências de instituições multigovernamentais, transferências de instituições privadas com ou sem fins lucrativos, transferências de convênios e transferências do exterior.
· VALORIZAÇÃO E GANHOS COM ATIVOS
	Compreende a variação patrimonial aumentativa com reavaliação e ganhos de ativos.
· OUTRAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS
	Compreende o somatório das demais variações patrimoniais aumentativas não incluídas nos grupos anteriores, tais como: resultado positivo da equivalência patrimonial, dividendos, etc.
	As variações patrimoniais diminutivas compreendem os seguintes grupos de 
contas:
· PESSOAL E ENCARGOS
	Compreende a remuneração do pessoal ativo civil ou militar, correspondente ao somatório das variações patrimoniais diminutivas com subsídios, vencimentos, soldos e vantagens pecuniárias fixas ou variáveis estabelecidas em lei decorrentes do pagamento pelo efetivo exercício do cargo, emprego ou função de confiança no setor publico, bem como as variações patrimoniais diminutivas com contratos de terceirização de mão de obra que se refiram à substituição de servidores e empregados públicos. Compreende ainda, obrigações trabalhistas de responsabilidade do empregador, incidentes sobre a folha de pagamento dos órgãos e demais entidades do setor publico, contribuições a entidades fechadas de previdência e benefícios eventuais a pessoal civil e militar , destacados os custos de pessoal e encargos inerentes as mercadorias e produtos vendidos e serviços prestados. 
· BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS 
	Compreendem as variações patrimoniais diminutivas relativas às aposentadorias, pensões,reformas, reserva remunerada e outros benefícios previdenciários de caráter contributivo, do Regime Próprio da Previdência Social (RPPS) e do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).
· BENEFÍCIOS ASSISTENCIAIS
	Compreendem as ações de assistência social, que são políticas de seguridade social não contributiva, visando ao enfrentamento da pobreza, à garantia dos mínimos sociais, ao
provimento de condições para atender às contingências sociais e à universalização dos 
direitos sociais.
· USO DE BENS, SERVIÇOS E CONSUMO DE CAPITAL FIXO
	Representa o somatório das variações patrimoniais diminutivas com manutenção e operação da máquina pública, exceto despesas com pessoal e encargos que serão registradas em grupo específico (Despesas de Pessoal e Encargos). Compreende: diárias, material de consumo, depreciação, amortização etc.
· VARIAÇÕES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS FINANCEIRAS
	Compreende as variações patrimoniais diminutivas com operações financeiras, tais como: juros incorridos, descontos concedidos, comissões, despesas bancárias e correções
monetárias.
· TRANSFERÊNCIAS CONCEDIDAS
	Compreende o somatório das variações patrimoniais diminutivas com transferências intergovernamentais, transferências intragovernamentais, transferências a instituições multigovernamentais, transferências a instituições privadas com ou sem fins lucrativos, transferências a convênios e transferências ao exterior.
· DESVALORIZAÇÃO E PERDA DE ATIVOS
	Compreende a variação patrimonial diminutiva com desvalorização e perdas de ativos, com redução a valor recuperável, perdas com alienação e perdas involuntárias.
· TRIBUTÁRIAS
	Compreendem as variações patrimoniais diminutivas relativas aos impostos,taxas, 
contribuições de melhoria, contribuições sociais, contribuições econômicas e contribuições 
especiais.
· OUTRAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS
	Compreende o somatório das variações patrimoniais diminutivas não incluídas nos grupos anteriores. Compreende: premiações, incentivos, equalizações de preços e taxas, participações e contribuições, resultado negativo com participações, dentre outros.
· VARIAÇÕES QUALITATIVAS
	Correspondem às variações qualitativas decorrentes da execução orçamentária que 
consistem em incorporação e desincorporação de ativos, bem como incorporação e 
desincorporação de passivos. Para fins de elaboração da Demonstração das Variações Patrimoniais, considerar-se-ão apenas as variações qualitativas decorrentes das receitas e despesas de capital, considerando a relevância da informação. Conforme o Pronunciamento Conceitual Básico do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, para serem úteis, as informações devem ser relevantes às necessidades dos usuários na tomada de decisões. As informações são relevantes quando podem influenciar as decisões econômicas dos usuários, ajudando-os a avaliar o impacto de eventos passados, presentes ou futuros ou confirmando ou corrigindo as suas avaliações anteriores.
 A demonstração, deve-se avaliar o resultado patrimonial, que é afetado tanto por fatos orçamentários quanto extra-orçamentárias, observando os itens mais relevantes que interferiram no superávit ou déficit patrimonial. 
	A avaliação de gestão, a partir da Demonstração das Variações Patrimoniais, tem o objetivode apurar o quanto e de que forma a administração influenciou nas alterações patrimoniais quantitativas e qualitativas do setor público.
	O resultado patrimonial é um importante indicador de gestão fiscal, já que é o principal item que influência na evolução do patrimônio líquido de um período.
3. ESTUDO DE CASO
	Muita coisa mudou desde que Panem era um pequeno amontoado de casas feitas de taipa de pilão, onde a maior parte dos moradores sustentavam-se com a extração de carvão, o pequeno amontoado de casas é hoje uma cidade com 100 mil de habitantes.
	Neste trabalho apresentaremos o encerramento do Balanço Financeiro, Balanço Orçamentário e Patrimonial a Demonstração da Variação Patrimonial da Prefeitura da Panem para o ano de 2014.
3.1. Balanço Financeiro de 2013
3.2. Orçamento para o ano de 2014
3.3. Lançamentos do ano de 2014
Sistema Financeiro
1 - Os Impostos arrecadados em 2014 somam R$ 250.000,00.
D - Banco									 R$ 250.000,00
C - Receita Corrente			 					 R$ 250.000,00
2 - As Receitas Industriais apuradas em 2014 somam R$ 30.000,00.
D - Banco 									R$ 30.000,00
C - Receita Corrente								R$ 30.000,00
3 - As Receitas de Aplicações Financeiras apuradas em 2014 somam a quantia de R$7.035,00.
D - Banco 									R$ 7.035,00
C - Receita Corrente 								R$ 7.035,00
4 - Multas e Juros de Mora sobre Tributos R$ 37.625,00.
D - Banco 									R$ 37.625,00
C - Receita Corrente								R$ 37.625,00
5 - Alienação de Bens Móveis R$ 5.000,00.
D - Banco									 R$ 5.000,00
C - Receita de Capital 							 R$ 5.000,00
6 - Cobrança de Dívida Ativa R$ 3.580,00.
D - Banco 									R$ 3.580,00
C - Receita Corrente 								R$ 3.580,00
7 - Operações de Crédito R$ 80.577,00.
D - Banco 									R$ 80.577,00
C - Receita de Capital 							R$ 80.577,00
8 - Empenho de Despesas:
A) Despesas Correntes:
D - Despesas Correntes							 R$ 95.000,00
C - Despesas Correntes/ Capital a Liquidar 					 R$ 95.000,00
B) Despesas de Capital
D - Despesas de Capital 							R$ 75.000,00
C - Despesas Correntes/ Capital a Liquidar 					R$ 75.000,00
9 - Liquidação de Despesas, sendo R$ 30.000,00 de Despesas Correntes e R$ 40.000,00 de Despesas de Capital.
D - Despesas Correntes/ Capital a Liquidar 					R$ 70.000,00
C - Despesas Correntes/ Capital Liquidada 					R$ 70.000,00
10 - Pagamento de Despesa Liquidada, sendo:
	Despesas Correntes no valor de R$ 15.000,00 com retenção de R$ 2.000,00.
	Despesas de Capital no valor de R$ 17.000,00.
	As Despesas Correntes incluem R$ 1.300,00 de Materiais de Almoxarifado.
	As Despesas de Capital incluem R$ 5.000,00 de Amortização da Dívida e R$ 3.500,00 referente à compra de Móveis.
D - Despesa Corrente/ Capital Liquidada 					R$ 32.000,00
C - Banco 									R$ 30.000,00
C - Depósitos Diversos 							R$ 2.000,00
11 - Transporte de Saldos de Despesas não liquidadas para Restos a Pagar.
D - Despesas Correntes/ Capital a Liquidar 					R$ 100.000,00
D - Despesas Correntes/ Capital Liquidada					R$ 38.000,00	
C - Restos a Pagar 								R$ 138.000,00
12 - Outros Recebimentos: Depósitos Judiciais R$ 5.000,00.
D - Banco 									R$ 5.000,00
C - Depósitos Diversos 							R$ 5.000,00
13 - Créditos por Antecipação da Receita R$ 7.000,00
D - Banco 									R$ 7.000,00
C - Débitos de Tesouraria 							R$ 7.000,00
14 - Pagamento por Empréstimo por Antecipação da Receita R$ 7.748,00.		
D - Débitos de Tesouraria							R$ 7.748,00
C - Banco									R$ 7.748,00	
15 - Pagamento de Restos a Pagar R$ 105.200,00.
D - Restos a Pagar								R$ 105.200,00
C - Banco									R$ 105.200,00	
16 - Recebimento de Valores a Servidores Públicos R$ 5.500,00
D - Banco 									R$ 5.500,00
C - Adiantamento a Funcionários 						R$ 5.500,00
17 - Devolução de Depósitos Judiciais R$ 10.575,00
D - Depósitos Diversos							R$ 10.575,00
C - Banco									R$ 10.575,00
18 - Adiantamento a Servidores Públicos R$ 2.500,00.
D - Adiantamento a Funcionários 						R$ 2.500,00
C - Banco									R$ 2.500,00
19 - Transferência do Saldo de Receita Corrente e Receita de Capital para apuração dos saldos do Sistema Patrimonial.
D - Receita Corrente/Receita de Capital 				 R$ 413.817,00
C - Variação Patrimonial Ativa 					 R$ 413.817,00
20 - Transferência do Saldo de Despesas Corrente e Despesas de Capital para apuração dos saldos do Sistema Patrimonial.
D - Variação Patrimonial Passiva 					 R$ 170.000,00
C - Despesas Correntes/ Despesas de Capital 			 R$ 170.000,00
Lançamentos do Sistema Patrimonial
5A) Alienação de Bens Móveis R$ 5.000,00
D - Variação Patrimonial Passiva						 R$ 5.000,00
C - Bens Móveis							 	 R$ 5.000,00
6A) Cobrança de Dívida Ativa
D - Variação Patrimonial Passiva						R$ 3.580,00
C - Divida Ativa	 							R$ 3.580,00
7A) Operações de Crédito
D - Variação Patrimonial Passiva						R$ 80.577,00
C - Divida Fundada 								R$ 80.577,00
10A) As Despesas Correntes incluem R$ 1.300 de Materiais de Almoxarifado.
D - Almoxarifado								R$ 1.300,00
C - Variação Patrimonial Ativa						R$ 1.300,00
10B) As Despesas de Capital incluem R$ 5.000 de Amortização da Dívida
D - Divida Fundada 								R$ 5.000,00
C - Variação Patrimonial Ativa 						R$ 5.000,00
10C) As Despesas de Capital incluem R$ 3.500 referente à compra de Móveis.
D - Bens Móveis 								R$ 3.500,00
C - Variação Patrimonial Ativa 						R$ 3.500,00
21 - Inscrição de Dívida Ativa R$ 15.000,00.
D - Dívida Ativa 								R$ 15.000,00
C - Variação Patrimonial Ativa 						R$ 15.000,00
22 - Doação de Bens Móveis R$ 2.200,00.
D - Variação Patrimonial Passiva 						R$ 2.200,00
C - Bens Móveis 								R$ 2.200,00
23 - Cancelamento de Dívida Ativa R$ 5.500,00.
D - Variação Patrimonial Passiva 						R$ 5.500,00
C - Dívida Ativa 								R$ 5.500,00
24 - Baixa de Consumo de Materiais de Almoxarifado R$ 1.500,00.
D - Variação Patrimonial Passiva 						R$ 1.500,00
C - Almoxarifado 								R$ 1.500,00
25 - Lançamento de Apuração do Resultado do Exercício.
25A) Variação Patrimonial Ativa 
D - Variação Patrimonial Ativa 						R$ 438.617,00
C - ARE 									R$ 438.617,00
25B) Variação Patrimonial Passiva
D - ARE 									R$ 268.357,00
C - Variação Patrimonial Passiva 						R$ 268.357,00
26 - Transporte de Saldo do Resultado do Exercício para Saldo Patrimonial.
D - ARE 									R$ 170.260,00
C - Saldo Patrimonial 							R$ 170.260,00
	
3.4 Razonetes - 2014
3.5. Balanço Orçamentário 2014
3.6 Balanço Financeiro 2014
	BALANÇO FINANCEIRO FINAL 2014
	TITULOS
	REAIS
	TITULOSREAIS
	Receita Orçamentária
	 
	 
	 
	Receita Corrente
	 R$ 328.240,00 
	Despesa Corrente
	 R$ 95.000,00 
	Receita Capital
	 R$ 85.577,00 
	Despesa Capital
	 R$ 75.000,00 
	SOMA
	 R$ 413.817,00 
	SOMA
	 R$ 170.000,00 
	 
	 
	 
	 
	Receita Extra -Orçamentária
	 
	Despesa Extra-Orçamentária
	 
	Restos a pagar
	 R$ 138.000,00 
	Restos a pagar
	 R$ 105.200,00 
	Depósitos Diversos
	 R$ 7.000,00 
	Depósitos Diversos
	 R$ 10.575,00 
	Débitos de Tesouraria
	 R$ 7.000,00 
	Débitos de Tesouraria
	 R$ 7.748,00 
	Adiantamentos
	 R$ 5.500,00 
	Adiantamentos
	 R$ 2.500,00 
	SOMA
	 R$ 157.500,00 
	SOMA
	 R$ 126.023,00 
	 
	 
	 
	 
	Saldos do Exercício Anterior
	 
	Saldos do Exercício Atual
	 
	Banco
	 R$ 130.456,98 
	Banco
	 R$ 405.750,98 
	Aplicações Financeiras
	 R$ 20.154,25 
	Aplicações Financeiras
	 R$ 20.154,25 
	SOMA
	 R$ 150.611,23 
	SOMA
	 R$ 425.905,23 
	 
	 
	 
	 
	TOTAL
	 R$ 721.928,23 
	TOTAL
	 R$ 721.928,23 
3.7 Balanço Patrimonial 2014.
3.8. Demonstração das Variações Patrimoniais 2014.
4. CONCLUSÃO
	Após estudarmos a teoria a respeito da Contabilidade Pública e Governamental, concluímos que existem grandes diferenças entre ela e a Contabilidade relacionada a atividade privada.	
	A Contabilidade Societária, relacionada com a atividade privada, rege-se pela Lei das Sociedades Anônimas e pelo Código Civil, que estabelecem regras de procedimentos contábeis. Já a contabilidade pública é regulada pela Lei 4.320/1964, que é a Lei das Finanças Públicas.
	 Até mesmo nas demonstrações, a Contabilidade Pública difere-se da Contabilidade Societária. A Contabilidade Societária tem como foco o patrimônio e suas avaliações, sendo assim sua principal peça é o Balanço Patrimonial, já para a Contabilidade Pública, o mais relevante é o balanço de resultados, que trata da Despesa e da Receita, ou seja, de que forma foi arrecadado o dinheiro e como ele foi aplicado.
	Além disso, a Contabilidade Pública a Despesa é tratada por Regime de Competência e a Receita por Regime de Caixa no Sistema Financeiro, enquanto da Contabilidade Societária tanto as Despesas quanto as Receitas devem ser tratadas por Regime de Competência e nunca de Caixa.
	A Contabilidade Pública registra a previsão da receita e a fixação da despesa, estabelecidas no Orçamento Público aprovado para o exercício, escritura a execução orçamentária da receita e da despesa, faz a comparação entre a previsão e a realização das receitas e despesas, controla as operações de crédito, a dívida ativa, os valores, os créditos e obrigações, revela as variações patrimoniais e mostra o valor do patrimônio.	
	Sendo assim, a Contabilidade da área Societária tem como visão o Patrimônio e o Lucro, enquanto na área Pública, a visão é a gestão.
	 
	5. ANEXOS
	5.1. Anexo A - Formulário de Composição da Equipe
		FORMULÁRIO DE COMPOSIÇÃO DA EQUIPE
APS – 2014 - CURSO: Ciências Contábeis – Chácara Santo Antônio
DATA: 10/11/2014
	Nome da organização / empresa: Prefeitura de Panem.
	Área de atuação: Setor Público	
	Endereço: Av. Distrito 2. Bairro: Panemlândia.
Cidade: Panem CEP: 04877-XXX Telefone: 5513-XXXX
	Nome do contato na empresa/organização: 
Cargo: 
	Turma: 06/CT6PQ07 Classe: 703
	Representante grupo: 
Douglas Biano Evangelista
	Telefone:
9-7963-5209
	E-mail:
d_biano@yahoo.com.br
	Identificação dos Integrantes das Equipes
	Foto
	Nome:
Camila Amaro da Silva
	Endereço:
Rua Conceição da Boa Viagem, 66. São Paulo – SP
	
	RA: 
B30IDA-1
	Telefone: 9-4744-3001
E-mail: k.ssilva@hotmail.com
	
	Nome:
Caroline Aparecida dos Santos 
	Endereço: 
Rua Tuturubá Natal, 132 B - Vila natal
São Paulo – SP
	
	RA:
B33EAD-5
 
	Telefone: 9-8505-0965
E-mail: Carolineaparecida27@hotmail.com
	
	Nome:
Douglas Biano Evangelista
	Endereço: 
Rua José Francisco de Freitas, Nº 477.
Jardim Orion – São Paulo - SP
	
	RA: 
B41EJI-5
	Telefone: 9-7963-5209
E-mail: d_biano@yahoo.com.br
	
	Nome:
Flávia Santos da Silva
	Endereço:
Rua Robert Bird, Nº 137 – Bloco 12 (Perdiz) AP: 14 - Conj. Ingaí - São Paulo SP.
	
	RA: 
B38AHC-0
	Telefone: 9-8734-2342
E-mail: flavia_santosdasilva@hotmail.com
	
	Nome: 
Lucas da Silva Moreira
	Endereço:
Rua Guilseppe Tartini S/Nº Rua 5, Nº 08 – Jardim São Bernardo - São Paulo - SP
	
	RA: B41GFC-0
	Telefone: 9-8751-5819
E-mail: lucas.189b@gmail.com
	
	Nome:
Nicole Gasparino
	Endereço:
Rua Dr. Nuno Guerner de Almeida, Nº76 – Parque Cocaia – São Paulo – SP.
	
	RA: B193EH-7
	Telefone: 9-6357-5857
E-mail: nicolle_g@live.com
	
	
A equipe necessita de Carta de Apresentação? ( ) Sim ( X ) Não
	5.2. Anexo B – Cronograma de Atividades Previstas
APS – 2014 - CURSO: Ciências Contábeis
	
TEMA: Contabilidade Aplicada ao Setor Público
	EMPRESA: Prefeitura de Panem
	REPRESENTANTE DA EQUIPE: Douglas Biano Evangelista 
R.A: B41EJI-5
	Mês
 Semana
	
ATIVIDADES PREVISTAS
	Set.
 1 
	
	Set.
 2
	
	Set.
 
 3
 Set. 
 
 4
	
	Out.
 1
	
- Distribuição de tarefas;
- Pesquisas iniciais;
	Out.
 2
	
- Elaboração da Capa, folha de rosto e introdução.
	Out.
 3
	
 - Elaboração da fundamentação teórica.
	Out.
	
 4
	
- Elaboração dos lançamentos contábeis, razonetes e demonstrações contábeis (Balanço Orçamentário, Balanço Financeiro, Balanço Patrimonial e Demonstração das Variações Patrimoniais)
	Nov.
 1
	
- Elaboração da conclusão e anexos.
- Postagem do Trabalho 
	5.3. Anexo C – Registro de Atividades Realizadas
APS – 2014 - CURSO: Ciências Contábeis
	
DATA
	
ATIVIDADES REALIZADAS
	
Tempo
Gasto
	 
 04 / 10 / 14 
	Distribuição de Tarefas e pesquisas iniciais.
	
2h
	 
 11 / 10/ 14 
	Elaboração da Capa, Folha de Rosto e Introdução.
	
1h
	 
14 / 10 / 14 
	Elaboração da Fundamentação Teórica.
	
24h
	 
18 / 10 / 14 
	Elaboração dos lançamentos contábeis, razonetes e demonstrações contábeis (Balanço Orçamentário, Balanço Financeiro, Balanço Patrimonial e Demonstração das Variações Patrimoniais).
	
24h
	25 / 10 /14
	Elaboração das Considerações Finais e Conclusão.
	
5h
	 
28 / 10 / 14
	
Montagem Final do Trabalho.
	
5h
	 
10 / 11 / 14 
	
Postagem/Entrega do Trabalho finalizado.
	
1h
	
	
	
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
· SILVA, Lino Martins da. Contabilidade governamental: um enfoque administrativo. 3 ed. - São Paulo: Atlas, 1996.
· SILVA, Valmir Leôncio da, A Nova Contabilidade Aplicada ao Setor Público: Uma Abordagem Prática. 1a ed., São Paulo: Atlas, 2012.
· KOHAMA, Heilio. Contabilidade Pública. 12a ed., São Paulo: Atlas, 2012
· Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, 4ª edição: 
· LEI Nº 4320/64 – Normas de Direito Financeiro para elaboração e controle dos orçamentos e balanços da União, dos Estados e dos Municípios e do Distrito Federal - http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l4320.htm
7. FICHA INDIVIDUAL
	 
11. FICHA INDIVIDUAL
Fixação
Empenho
Liquidação
Pagamento
51
image2.png
image3.png
image4.png
image5.png
image6.png
image7.png
image8.png
image9.emf
ATIVO FINANCEIROPASSIVO FINANCEIRO
Banco130.456,98R$ Restos a pagar5.200,00R$ 
Aplicações Financeiras20.154,25R$ 
Depósitos Diversos8.575,00R$ 
Adiantamento a Funcionarios5.500,00R$ 
Débitos de Tesouraria3.748,00R$ 
SOMA156.111,23R$ SOMA17.523,00R$ 
ATIVO PERMANENTEPASSIVO PERMANENTE
Bens Móveis10.550,00R$ 
Bens Imóveis25.545,00R$ Dívida Fundada9.700,00R$ 
Dívida Ativa6.750,00R$ 
Almoxarifado2.500,00R$ 
SOMA45.345,00R$ SOMA9.700,00R$ 
ATIVO REAL LÍQUIDO174.233,23R$ 
TOTAL201.456,23R$TOTAL201.456,23R$ 
BALANÇO FINANCEIRO DE 2013
image10.emf
VALORVALOR
Receitas Correntes Previstas150.000,00R$ Despesas Correntes Fixadas100.000,00R$ 
Receitas de Capital Previstas50.000,00R$ Despesas de Capital Fixadas100.000,00R$ 
TOTAL200.000,00R$ TOTAL200.000,00R$ 
ORÇAMENTO PARA 2014
image11.emf
SI130.456,9830.000,0010SI20.154,2519328240,00250.000,00119855775000,005895000,0095.000,0020
1250.000,007748,001430.000,00280.577,007
230.000,00105200,00157035,003
37.035,0010575,001737625,004
437.625,002500,00183580,006
55.000,00
63580,00
780577,00
125000,00
137000,00
165500,00
405.750,98 - 20.154,25 - - - - - - - 
875000,0075000,0020970000,00170000,0081032000,0070000,00915105200,005200,00SI1710575,008575,00SI
100000,00112000,0010
11100.000,001138.000,0038.000,00115000,0012
0,00- - - - - - 38.000,00 - 5.000,00 
147.748,003748,00SISI5.500,005.500,001610B5.000,009700,00SISI10.550,005000,005ASI25545,00
7000,0013182500,0080577,007A10C3500,002200,0022
- 3.000,00 2.500,00 - - 85.277,00 6.850,00 - 25.545,00 - 
SI6.750,003580,006ASI2.500,001500,0024174233,23SI25A438.617,00413817,001920170.000,00268.357,0025B
2115000,005500,002310A1300,00170260,00261300,0010A5A5000,00
5000,0010B6A3580,00
3500,0010C7A80577,00
15000,0021222200,00
235500,00
241500,00
12.670,00 - 2.300,00 - - 344.493,23 - - - - 
25B268.357,00438617,0025A
26170260,00
- - 
RAZONETES 
Variação Patrimonial 
Ativa
Variação Patrimonial 
Passiva
Bens MóveisBens Imóveis
Despesa Capital
Despesa Corrente/Capital a 
liquidar
Despesa 
Corrente/Capital 
liquidadaRestos a pagarDepósitos Diversos
BancoAplicações FinanceirasReceita CorrenteReceita CapitalDespesa Corrente
Divida Ativa
Apuração do Resultado 
do Exercício
Almoxarifado
Débitos de TesourariaAdiantamento a FuncionáriosDivida Fundada
Saldo Patrimonial
image12.emf
TÍTULOSPREVISÃOEXECUÇÃODIFERENÇATÍTULOSFIXAÇÃOEXECUÇÃODIFERENÇA
Receitas Correntes150.000,00R$ 328.240,00R$ 178.240,00R$ Despesas Correntes100.000,00R$ 95.000,00R$ 5.000,00-R$ 
Receitas de Capital50.000,00R$ 85.577,00R$ 35.577,00R$ Despesas de Capital100.000,00R$ 75.000,00R$ 25.000,00-R$ 
Soma200.000,00R$ 413.817,00R$ 213.817,00R$ Soma200.000,00R$ 170.000,00R$ 30.000,00-R$ 
DéficitSuperávit243.817,00R$ 243.817,00R$ 
TOTAL200.000,00R$ 413.817,00R$ 213.817,00R$ TOTAL200.000,00R$ 413.817,00R$ 213.817,00R$ 
BALANÇO ORÇAMENTÁRIO DE 2014
image13.emf
Ativo FinanceiroPassivo Financeiro
Banco405.750,98R$ Restos a pagar38.000,00R$ 
Aplicações Financeiras20.154,25R$ Depósitos Diversos5.000,00R$ 
Adiantamento a Funcionários2.500,00R$ Débitos de Tesouraria3.000,00R$ 
SOMA428.405,23R$ SOMA46.000,00R$ 
Ativo PermanentePassivo Permanente
Bens Móveis6.850,00R$ 
Bens Imóveis25.545,00R$ Dívida Fundada85.277,00R$ 
Divida Ativa12.670,00R$ 
Almoxarifado2.300,00R$ 
SOMA47.365,00R$ SOMA85.277,00R$ 
Passivo Real LíquidoAtivo Real Líquido
Saldo PatrimonialSaldo Patrimonial344.493,23R$ 
TOTAL475.770,23R$ TOTAL475.770,23R$ 
BALANÇO PATRIMONIAL FINAL 2014
image14.emf
VARIAÇÃO PATRIMONIAL ATIVAVARIAÇÃO PATRIMONIAL PASSIVA
Resultado da Execução OrçamentáriaResultado da Execução Orçamentária
Receita Corrente328.240,00R$ Despesa Corrente95.000,00R$ 
Receita de Capital85.577,00R$ Despesa Capital75.000,00R$ 
SOMA413.817,00R$ SOMA170.000,00R$ 
Mutações Patrimoniais das DespesasMutações Patrimoniais das Receitas
Aquisição de Bens Móveis3.500,00R$ Cobrança Dívida Ativa3.580,00R$ 
Alienação de Bens5.000,00R$ 
Amortização da Dívida5.000,00R$ Empréstimos80.577,00R$ 
Almoxarifado1.300,00R$ 
SOMA9.800,00R$ SOMA89.157,00R$ 
Independente da Execução OrçamentáriaIndependente da Execução Orçamentária
Créditos Fiscais (Divida Ativa)15.000,00R$ Cancelamento Dívida Ativa5.500,00R$ 
Baixa Material Consumo1.500,00R$ 
Doação de Bens2.200,00R$ 
SOMA15.000,00R$ SOMA9.200,00R$ 
DéficitSuperávit170.260,00R$ 
TOTAL438.617,00R$ TOTAL438.617,00R$ 
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS - FINAL 2014
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