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<p>TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA. Cargo: JUIZ SUBSTITUTO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SANTA CATARINA. Aplicação: 28/04/2019.</p><p>QUESTÃO 78 De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, classificam-se como inversões financeiras as dotações orçamentárias destinadas</p><p>A a despesas às quais não corresponda contraprestação direta em bens ou serviços, bem como as destinadas a obras de conservação e adaptação de bens imóveis. Transferência corrente e despesas de custeio. §§ 10 e 20 do art. 12</p><p>B a obras de conservação e adaptação de bens imóveis e ao aumento do capital de empresas que visem a objetivos financeiros. São despesas corrrentes de custeio e despesa de capital como inversão financeira. Art. 12 §§ 10 e 50</p><p>C ao aumento do capital de empresas que visem a objetivos financeiros, bem como as destinadas ao planejamento e à execução de obras. Despesa de capital como inversão financeira e despesa de capital como investimento. §§ 50 e 40 do Art. 12</p><p>D ao planejamento e à execução de obras e à aquisição de bens de capital já em utilização.</p><p>E à aquisição de bens de capital já em utilização e ao aumento do capital de empresas que visem a objetivos financeiros. 78=E Certo. § 50 do art. 12</p><p>QUESTÃO 79 Para os efeitos da Lei Complementar n.º 123/2006, observados os limites de receita bruta e os demais requisitos legais, consideram-se como microempresas, além da sociedade empresária,</p><p>A a sociedade por ações, as cooperativas de consumo e o empresário.</p><p>B a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário. 79=B Certo. Art. 30 LC 123/2006</p><p>C a sociedade simples, a empresa individual de responsabilidade limitada e as cooperativas que não sejam de consumo.</p><p>D a empresa individual de responsabilidade limitada, o empresário e as cooperativas que não sejam de consumo.</p><p>E a sociedade simples, a sociedade por ações e o empresário.</p><p>QUESTÃO 80 Uma autoridade tributária, respaldada por lei, emitiu despacho concedendo moratória em caráter individual para determinado contribuinte e, assim, suspendeu a exigibilidade do crédito tributário. Posteriormente, o benefício foi revogado de ofício pelo fisco, em razão de ter sido comprovado que o beneficiário dolosamente simulou as condições para a sua fruição. Com esse fundamento, houve a imposição de penalidade ao contribuinte e a sua exclusão formal do programa em questão. Nessa situação hipotética, de acordo com o Código Tributário Nacional,</p><p>A a concessão da moratória suspendeu o prazo decadencial para a cobrança do crédito, não sendo computado o tempo decorrido entre a concessão e a revogação do benefício.</p><p>B a concessão da moratória interrompeu o prazo prescricional para a cobrança do crédito, razão pela qual esse prazo somente recomeçou a correr após a revogação do benefício.</p><p>C o tempo decorrido entre a concessão do benefício e a sua revogação não é computado para efeito da prescrição do direito à cobrança do crédito. 80=C.Certo. art. 151 I moratória suspende a exigibilidade do crédito tributário + parágrafo único art. 154 a moratória não aproveita aos casos de dolo, fraude ou simulação + art. 155 I e parágrafo único CTN Lei 5.172/1966</p><p>D a revogação do benefício só terá validade se tiver ocorrido antes do término do prazo prescricional do direito à cobrança do crédito. Para concessão de moratória em caráter individual e este não cumpriu as exigência sem imposição de multa. Art. 155 II com parágrafo único</p><p>E a revogação do benefício só terá validade se tiver ocorrido antes do término do prazo decadencial relativo ao direito de constituição do crédito. Antes de prescrito o direito a cobrança para revogação de ofício sem imposição de penalidade. Art. 155 II com parágrafo único</p><p>QUESTÃO 81 O § 1.º do art. 145 da Constituição Federal de 1988 dispõe que “Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”. O princípio do direito tributário relacionado à norma constitucional transcrita anteriormente é o</p><p>A princípio da capacidade contributiva. 81=A Certo</p><p>B princípio da igualdade tributária. Ou da isonomia = não pode haver distinção de contribuintes que se encontram na mesma situação tributária</p><p>C princípio da irretroatividade tributária. Não pode cobrar tributos de fatos anteriores a lei que os institui</p><p>D princípio da não cumulatividade. Os impostos não podem ser cumulativos compensando o que for devido em cada operação, aplicado ao IPI e ICMS ( Art. 153 § 30 + art. 155 § 20 I CF/88</p><p>E princípio da benignidade. Princípio de várias religiões que significa todos devem agir com misericórdia e bondade</p><p>QUESTÃO 82 Determinada lei tributária prevê o valor do teto para a cobrança de uma taxa de fiscalização, permitindo que ato do Poder Executivo fixe o valor específico do tributo e autorizando o ministro da Economia a corrigir monetariamente, a partir de critérios próprios, esse valor. A respeito dessa lei hipotética, considerando-se a jurisprudência do STF acerca do princípio da legalidade tributária, é correto afirmar que</p><p>A a delegação do ato infralegal para a fixação do valor da taxa ou determinação dos critérios para a sua correção é inconstitucional. É constitucional, o princípio de reserva de lei não é absoluto, mas a constitucionalidade deve ter critérios: retirada da delegação a qualquer momento; o congresso fixa os padrões da delegação e razoabilidade da delegação. RE 343/446/SC</p><p>B os índices de correção monetária da taxa podem ser atualizados por ato do Poder Executivo, ainda que em percentual superior aos índices de correção monetária legalmente previstos.</p><p>C a fixação do valor da taxa por ato normativo infralegal, se em proporção razoável com os custos da atuação estatal, é permitida, devendo sua correção monetária ser atualizada em percentual não superior aos índices legalmente previstos. 82=C. Certo.</p><p>D o Poder Executivo tem permissão legal para fixar discricionariamente o valor da correção monetária da referida taxa, independentemente de previsão legal de índice de correção.</p><p>E a fixação, em atos infralegais, de critérios para a correção monetária de taxas é inconstitucional, independentemente de observar expressa previsão legal.</p><p>QUESTÃO 83 A respeito de imunidade tributária e isenção tributária, é correto afirmar que</p><p>A a isenção está no campo infraconstitucional e corresponde a uma hipótese de não incidência da norma tributária. A isenção é proibição a si imposta pela própria pessoa política ou por outra (isenção heterônoma)</p><p>B a imunidade está no plano constitucional e proíbe a própria instituição do tributo relativamente às situações e pessoas imunizadas. 83=B Certo. A imunidade proíbe a pessoa política de tributar a situação imunizada (proibição heterônoma). A imunidade é norma negativa de competência.</p><p>C a isenção é criada diretamente pela Constituição Federal de 1988, sendo uma norma negativa de competência tributária. A CF de 1967 já admitia a isenção, o crédito na operação seguinte era devido como se o tributo houvesse sido pago na anterior</p><p>D a imunidade pressupõe a incidência da norma tributária, sendo o crédito tributário excluído pelo legislador. Não incidência. Excluem o crédito a isenção e a anistia art. 175 CTN Lei 5.172/1966</p><p>E a imunidade está no plano de aplicação da norma tributária, sendo equivalente ao estabelecimento de uma alíquota nula. A imunidade está prevista na constituição federal.</p><p>PROCURADORIAGERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE. Procurador Municipal do Quadro Permanente da Prefeitura de Campo Grande. Aplicação: 16/06/2019.</p><p>PROVA OBJETIVA</p><p>Com referência às normas constitucionais relativas a tributos e contribuições, julgue os itens que se seguem.</p><p>129 É constitucional lei complementar que institua regime tributário especial ou simplificado para microempresas e empresas de pequeno porte relativamente ao pagamento</p><p>da Lei de Responsabilidade Fiscal, e essas operações de crédito devem constar no orçamento em obediência ao art. 3 da Lei 4.320/1964</p><p>88 A execução financeira constitui um dos estágios da receita pública. 88=Errado. Da despesa.</p><p>A execução orçamentária e financeira ocorrem concomitantemente, por estarem atreladas uma a outra. Havendo orçamento e não existindo o financeiro, não poderá ocorrer a despesa. Por outro lado, pode haver recurso financeiro, mas não se poderá gastá-lo, se não houver a disponibilidade orçamentária.</p><p>Em conseqüência, pode-se definir execução orçamentária como sendo a utilização dos créditos consignados no Orçamento ou Lei Orçamentária Anual - LOA. Já a execução financeira, por sua vez, representa a utilização de recursos financeiros, visando atender à realização dos projetos e/ou atividades atribuídas às Unidades Orçamentárias pelo Orçamento.</p><p>Todo o processo orçamentário tem sua obrigatoriedade estabelecida na Constituição Federal, art.165, que determina a necessidade do planejamento das ações de governo por meio do:</p><p>Plano Plurianual de Investimentos - PPA</p><p>Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO</p><p>Lei Orçamentária Anual - LOA</p><p>Uma vez publicada a LOA, observadas as normas de execução orçamentária e de programação financeira da União estabelecidas para o exercício e lançadas as informações orçamentárias, fornecidas pela Secretaria de Orçamento Federal, no SIAFI , por intermédio da geração automática do documento Nota de Dotação – ND, cria-se o crédito orçamentário e, a partir daí, tem-se o início da execução orçamentária propriamente dita. Executar o Orçamento é, portanto, realizar as despesas públicas nele previstas, seguindo à risca os três estágios da execução das despesas previstos na Lei nº 4320/64 : empenho, liquidação e pagamento.</p><p>Primeiro Estágio: Empenho</p><p>Pois bem, o empenho é o primeiro estágio da despesa e pode ser conceituado como sendo o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado a obrigação de pagamento, pendente ou não, de implemento de condição.</p><p>Todavia, estando a despesa legalmente empenhada, nem assim o Estado se vê obrigado a efetuar o pagamento, uma vez que o implemento de condição poderá estar concluído ou não. Seria um absurdo se assim não fosse, pois a Lei 4320/64 determina que o pagamento de qualquer despesa pública, seja ela de que importância for, passe pelo crivo da liquidação. É nesse segundo estágio da execução da despesa que será cobrada a prestação dos serviços ou a entrega dos bens, ou ainda, a realização da obra, evitando, dessa forma, o pagamento sem o implemento de condição.</p><p>Segundo Estágio: Liquidação</p><p>O segundo estágio da despesa pública é a liquidação, que consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.</p><p>Ou seja, é a comprovação de que o credor cumpriu todas as obrigações constantes do empenho. A finalidade é reconhecer ou apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a importância exata a pagar e a quem se deve pagar para extinguir a obrigação e é efetuado no SIAFI pelo documento Nota de Lançamento – NL.</p><p>Ele envolve, portanto, todos os atos de verificação e conferência, desde a entrega do material ou a prestação do serviço até o reconhecimento da despesa. Ao fazer a entrega do material ou a prestação do serviço, o credor deverá apresentar a nota fiscal, fatura ou conta correspondente, acompanhada da primeira via da nota de empenho, devendo o funcionário competente atestar o recebimento do material ou a prestação do serviço correspondente, no verso da nota fiscal, fatura ou conta.</p><p>Terceiro Estágio: Pagamento</p><p>O último estágio da despesa é o pagamento e consiste na entrega de numerário ao credor do Estado, extinguindo dessa forma o débito ou obrigação. Esse procedimento normalmente é efetuado por tesouraria, mediante registro no SIAFI do documento Ordem Bancária – OB, que deve ter como favorecido o credor do empenho.</p><p>Este pagamento normalmente é efetuado por meio de crédito em conta bancária do favorecido uma vez que a OB especifica o domicílio bancário do credor a ser creditado pelo agente financeiro do Tesouro Nacional, ou seja, o Banco do Brasil S/ª. Se houver importância paga a maior ou indevidamente, sua reposição aos órgãos públicos deverá ocorrer dentro do próprio exercício, mediante crédito à conta bancária da UG que efetuou o pagamento. Quando a reposição se efetuar em outro exercício, o seu valor deverá ser restituído por DARF ao Tesouro Nacional.</p><p>89 Dívida ativa é uma fonte potencial de fluxos de caixa, com impacto positivo no patrimônio público pela recuperação de valores, espelhando créditos a receber. 89=Certo. § 2 do art. 39 da 4.320/1964</p><p>Com relação a despesa pública, julgue os itens subsequentes.</p><p>90 Independentemente do ente federativo, para fins de escrituração contábil e controle da execução orçamentária, é obrigatório o desdobramento dos elementos de despesa em níveis menores de classificação. 90=Errado. É facultativo. A Lei nº 4.320/64, em seu art. 15, determina que, na Lei de Orçamento, a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos. Já a Portaria STN/SOF nº 163/2001, determina que, na Lei de Orçamento, a discriminação da despesa, quanto à sua natureza, far-se-á, no mínimo, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e modalidade de aplicação. Como a esfera federal trata a elaboração do orçamento, quanto ao nível de desdobramento da despesa? A Portaria Interministerial STN/SOF nº 163/2001, em seu artigo 6º determina que "Na lei orçamentária, a discriminação da despesa, quanto à sua natureza, far-se-á, no mínimo, por categoria econômica, grupo de natureza de despesa e modalidade de aplicação”. Por conta disso, passou a ser opcional o detalhamento por elemento de despesa. Assim, o detalhamento por elemento de despesa deverá então ser realizado no momento da execução. Desta forma, em âmbito do Governo Federal o orçamento é aprovado por grupo de natureza da despesa, acrescida da informação gerencial modalidade de aplicação, sendo o elemento indicado no momento da execução da despesa.</p><p>91 As disponibilidades da dotação orçamentária correspondente a determinada despesa regularmente empenhada são reduzidas em montante equivalente ao da despesa no momento do empenho. 91=Certo.</p><p>92 Na inscrição dos restos a pagar, é vedado o registro de beneficiários específicos. 92=Errado. Parágrafo único do art. 92 da Lei 4.320/1964 o beneficiários deve provar inscrição em restos a pagar art. 25 IV “c” LC 101/2000 + art. 7 II antecipação da receita visa atender a insuficiências de caisa</p><p>93 O resultado da operação de crédito por antecipação da receita orçamentária feito por determinado órgão público deve ser incluído no montante da dívida fundada. 93=Errado. Art. 98 da lei 4.320/1964 a divida fundada compreende os compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a desequilíbrio orçamentário ou a financeiro de obras e serviços público.</p><p>94 A tomada de contas de suprimento de fundo concedido é automática, e será realizada tão logo cessem os motivos da concessão. 94=errada. Serão escrituradas e incluídas na sua tomada de contas, § 3 do art. 80 do decreto lei 200/1967</p><p>Em relação às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal, julgue os itens subsecutivos.</p><p>95 As regras de responsabilidade fiscal vigentes para estados e municípios são igualmente aplicáveis para as empresas estatais dependentes. 95=Certo, § 3 “b’ do art. 1 da LC 101/2000</p><p>96 O projeto de lei orçamentária deve demonstrar, em anexo próprio, o cumprimento das metas fiscais estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias. 96=Certo, §§ 2 e 3 do art. 4 da LC 101/2000</p><p>97 O município que deixar de arrecadar parcela do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana ficará proibido de receber transferências voluntárias da União. 97=Certo, art. 51 da LC 101/2000 com art. 25 da LC 101/2000</p><p>98 Caso decida expandir a ação governamental sob sua responsabilidade, o gestor poderá empenhar as despesas relacionadas à expansão, mas a liquidação</p><p>e o pagamento dessas despesas somente poderão ser realizados depois da apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro e da declaração de compatibilidade das despesas. 98=Errado, § 4 I do art. 16 da LC 101/2000, a nota de empenho pressupõe a existência do crédito que será verificado pela liquidação e posterior pagamento. Através do empenho pressuponde suficiente dotação orçamentária para a liquidação do compromisso assumido, o empenho compromete àquela parcela necessária à realização de uma despesa, que fica destinada exclusivamente ao pagamento do objeto consignado no empenho.</p><p>99 As despesas de capital de determinado estado que não se refiram ao refinanciamento de dívidas poderão ser financiadas por operações de crédito com instituições financeiras controladas pela União. 99=Errado, art. 35 com § 1 da LC 101/2000</p><p>100 As informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira de todos os entes da Federação devem ser divulgadas em meios eletrônicos de acesso público. 100=Certo, art. 48 da LC 101/2000</p><p>ANALISTA ADMINISTRATIVO – ESPECIALIDADE: CONTABILIDADE EBSERH CESPE 2018 NÍVEL SUPERIOR</p><p>Acerca das receitas e das despesas públicas, suas etapas e estágios, e da Conta Única do Tesouro Nacional, julgue os itens subsequentes.</p><p>67 Receitas públicas originárias são aquelas arrecadadas pelo poder público por meio da soberania estatal, como é o caso das receitas de impostos. 67=Errado. Receitas originárias são provenientes do patrimônio estatal e receitas derivadas são provenientes da ação Estatal coercitiva por meio de tributos e multas.</p><p>68 Após a aprovação da lei orçamentária, o Poder Executivo deverá editar decreto de programação financeira que funcionará como orçamento de caixa a fim de compatibilizar a execução das despesas com o fluxo esperado das receitas ao longo do exercício financeiro. 68=Certo, se refere ao decreto de programação orçamentária e financeiras. Arts. 47 à 50 da Lei 4.320/1964 + art. 8 da LC 101/2000</p><p>69 O Plano de Contas Aplicado ao Setor Público criou novo estágio da execução da despesa orçamentária, não previsto na Lei n.º 4.320/1964, a fim de identificar que o fato gerador ocorreu antes do empenho da despesa. 69=Errado. Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP)</p><p>Com o objetivo de uniformizar as práticas contábeis, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em conjunto com o Grupo Técnico de Procedimentos Contábeis (GTCON), elaborou o Plano de Contas Aplicado ao Setor Público (PCASP), adequado aos dispositivos legais vigentes, às Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBC T SP), aos padrões internacionais de Contabilidade do Setor Público e às regras e procedimentos de Estatísticas de Finanças Públicas reconhecidas por organismos internacionais. Formado por uma relação padronizada de contas apresentada em conjunto com atributos conceituais, o PCASP permite a consolidação das Contas Públicas Nacionais, conforme determinação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O PCASP é atualizado anualmente e publicado exclusivamente na Internet para uso obrigatório no exercício seguinte. Adicionalmente, a STN disponibiliza o "PCASP Estendido" (constante do Anexo III da IPC 00), de adoção facultativa, para os entes que precisem de uma referência para desenvolvimento de suas rotinas e sistemas. O quadro a seguir apresenta as versões do PCASP disponibilizadas para a Federação, bem como a síntese de alterações de uma edição para a seguinte.</p><p>70 A execução orçamentária e financeira da despesa no governo federal é feita por meio do SIAFI, mediante a utilização de documentos de entrada, tais como a nota de empenho e a ordem bancária. 70=Certo. É o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal que consiste no principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal. O SIAFI é o principal instrumento utilizado para registro, acompanhamento e controle da execução orçamentária, financeira e patrimonial do Governo Federal. Desde sua criação, o SIAFI tem alcançado satisfatoriamente seus principais objetivos :</p><p>a) prover mecanismos adequados ao controle diário da execução orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;</p><p>b) fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal;</p><p>c) permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;</p><p>d) padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;</p><p>e) permitir o registro contábil dos balancetes dos estados e municípios e de suas supervisionadas;</p><p>f) permitir o controle da dívida interna e externa, bem como o das transferências negociadas;</p><p>g) integrar e compatibilizar as informações no âmbito do Governo Federal;</p><p>h) permitir o acompanhamento e a avaliação do uso dos recursos públicos; e</p><p>i) proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.</p><p>71 O Banco Central do Brasil paga remuneração ao Tesouro Nacional sobre o saldo diário da Conta Única nele depositada, segundo a taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (SELIC) para títulos federais. 71=Errado.</p><p>Julgue os próximos itens, relativos à contabilidade de custos e aos sistemas de informação de custos na administração pública.</p><p>72 A Lei de Responsabilidade Fiscal avançou em relação à Lei n.º 4.320/1964, ao determinar que a implantação de um sistema de custos permita a avaliação dos resultados e do desempenho da gestão orçamentária, financeira e patrimonial, e não somente a determinação do custo dos serviços prestados pelo Estado. 72=Certo</p><p>73 A informação de custos deve ser oportuna, ou seja, estar disponível no momento adequado à tomada de decisão. 73=certo</p><p>74 No setor público, o sistema de informação de custos deve ser independente em relação aos demais sistemas de informações e gestão, a fim de não sofrer interferências destes. 74=Errado, O Sistema de Informações de Custos do Governo Federal – SIC – é um Data Warehouse que se utiliza da extração de dados dos sistemas estruturantes da administração pública federal, tal como SIAPE, SIAFI e SIGPlan, para a geração de informações.</p><p>Tem por objetivo subsidiar decisões governamentais e organizacionais que conduzam à alocação mais eficiente do gasto público; sendo essencial para a transformação de paradigmas que existem atualmente na visão estratégica do papel do setor público.</p><p>A ferramenta verifica espaços para a melhoria de serviços destinados à população, bem como proporciona instrumentos de análise para a eficácia, a eficiência, a economicidade e a avaliação dos resultados do uso recursos públicos.</p><p>Sua existência atende ao art. 50, § 3º da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que obriga a Administração Pública a manter sistema de custos que permita a avaliação e o acompanhamento da gestão orçamentária, financeira e patrimonial. E, conforme a Lei nº 10.180, de 06 de fevereiro de 2001, que organiza e disciplina o Sistema de Contabilidade Federal do Poder Executivo, compete à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) tratar de assuntos relacionados à área de custos na Administração Pública Federal.</p><p>Nesse sentido, a STN publicou em 09 de março de 2011 a sua Portaria nº 157, que dispõe sobre a criação do Sistema de Custos do Governo Federal, estruturado na forma de um subsistema organizacional da administração pública federal brasileira e vinculado ao Sistema de Contabilidade Federal, uma vez que se encontra sob gestão da Coordenação-Geral de Contabilidade e Custos da União.</p><p>Por meio dessa estrutura matricial de gestão governamental, integram-se a Secretaria do Tesouro Nacional, como órgão central, e as unidades de gestão</p><p>interna do Poder Público da União, como órgãos setoriais; os quais se tornam responsáveis pelo uso do SIC – Sistema de Informações de Custos, enquanto ferramenta de suporte tecnológico, para acompanhamento dos custos em suas organizações públicas.</p><p>75 No método de custeio variável, os custos fixos são considerados despesas do período. 75=Certo</p><p>Julgue os seguintes itens, relativos à elaboração e à divulgação de informações contábeis e de demonstrações contábeis no setor público.</p><p>76 Os relatórios contábeis de propósitos gerais abrangem as demonstrações contábeis, mas não se limitam a estas. 76=Certo</p><p>77 O valor do superávit financeiro de exercícios anteriores utilizado para a abertura de créditos adicionais é apresentado no balanço orçamentário e utilizado no cálculo do déficit ou superávit orçamentário, mas não é considerado receita orçamentária do exercício de referência. 77=Errado, o superávit financeiro consiste na diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de créditos neles vinculadas. Portanto trata-se de saldo financeiro e não de nova receita a ser registrada, pode ser utilizado como fonte para abertura de créditos suplementares e especiais.</p><p>78 A elaboração do balanço patrimonial não se vale somente de contas de natureza patrimonial, uma vez que há quadro de contas de compensação elaborado com a utilização de contas de natureza de controle. 78=Certo</p><p>79 A demonstração de fluxos de caixa no setor público pode ser realizada pelos métodos direto ou indireto; nesta segunda opção — método indireto —, parte-se do resultado patrimonial do exercício, obtido na demonstração das variações patrimoniais, e realiza-se ajuste pelos itens que impactam esse resultado, mas não possuem efeito no caixa. 79=Errado, a demonstração dos fluxos de caixa (DFC) aplicada ao setor público é elaborada pelo método direto e utiliza as contas da classe 6 (controles da execução do planejamento e orçamento) do plano de contas aplicado ao setor público (PCASP), com filtros pelas naturezas orçamentárias de receitas e despesas, bem como funções e subfunções, assim como outros filtros e contas necessários para marcar a movimentação extraorçamentária que eventualmente transita pela conta Caixa e Equivalentes de Caixa.</p><p>80 O balanço financeiro do setor público é composto por um único quadro, no qual as receitas e as despesas orçamentárias executadas são classificadas por fonte e destinação de recursos. 80=Certo. O balanço financeiro é composto por um único quadro que evidencia a movimentação financeira das entidades do setor público, demonstrando: 1. A receita orçamentária realizada e a despesa orçamentária executada, por fonte/destinação de recurso, discriminando as ordinárias e as vinculadas; 2. Os recebimentos e os pagamentos extraorçamentários; 3. As transferências financeiras recebidas e concedidas, decorrentes ou independentes da execução orçamentária, destacando os aportes de recursos para o RPPS e 4. O saldo em espécie do exercício anterior e para o exercício seguinte.</p><p>No que se refere a noções básicas de tributos e a tratamento contábil aplicável aos impostos e às contribuições, julgue os itens a seguir.</p><p>81 É lícita a instituição de taxa que possua base de cálculo idêntica à de um imposto. 81=Errado, § 2 do art. 145 CF/88</p><p>82 A cobrança da contribuição de melhoria deve respeitar como limite total a despesa realizada na obra pública e como limite individual o acréscimo de valor resultante ao imóvel beneficiário. 82=Certo.</p><p>83 A majoração de alíquota do imposto de renda deve seguir o princípio da anterioridade do exercício financeiro, mas não o princípio da anterioridade nonagesimal. 83=Certo, § 1 do art. 150 com art. 153 III CF/88</p><p>84 Os estados e o Distrito Federal poderão instituir a contribuição para custeio do serviço de iluminação pública, facultando a sua cobrança na fatura de consumo de energia elétrica. 84=Errado, art. 149-A CF/88 os municípios e o DF</p><p>85 No caso de importação de produtos de bens estrangeiros industrializados, a base de cálculo do IPI equivale ao preço normal do produto, acrescido não só das taxas exigidas para a entrada do produto no país, mas também dos encargos cambiais efetivamente pagos pelo importador ou dele exigíveis. 85=Errado bem como taxas de entrada no País segundo Eduardo Sabbag “base de cálculo pelo o preço normal, acrescido do próprio imposto de importação, das taxas aduaneiras e dos encargos cambiais. Nesse caso, o Fisco adiciona ao valor para o despacho aduaneiro não só o quantum pago, a título de imposto de importação, mas também as taxas de entrada no País e os encargos cambiais. A inclusão do imposto de importação na base de cálculo do IPI, embora represente a tributação de imposto sobre imposto, pode justificar-se, nesse caso, como meio de proteção à indústria nacional”</p><p>Em relação às retenções na fonte realizadas pela administração pública federal, julgue os próximos itens. Nesse sentido, considere que a sigla IR, sempre que utilizada, se refere a imposto de renda.</p><p>88 A retenção na fonte realizada por órgão ou entidade da administração pública federal não dispensa, em relação aos pagamentos efetuados, as demais retenções previstas na legislação do IR. 88=Errado, Os Órgãos da Administração Federal Direta, as autarquias, as fundações federais, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e as demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social sujeito a voto, e que recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) reterão, na fonte, o Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a Contribuição para o PIS/PASEP sobre os pagamentos que efetuarem às pessoas jurídicas, pelo fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral, inclusive obras, observado o seguinte:</p><p>I - a retenção efetuada dispensa, em relação aos pagamentos efetuados, as demais retenções previstas na legislação do Imposto de Renda;</p><p>II - as retenções serão efetuadas sobre qualquer forma de pagamento, inclusive os pagamentos antecipados por conta de fornecimento de bens ou de prestação de serviços, para entrega futura.</p><p>89 Não serão retidos os valores correspondentes ao IR, à CSLL, à COFINS e à contribuição para o PIS/PASEP de pagamentos efetuados a título de prestações relativas à aquisição de bem financiado por instituição financeira. 89=Certo. CASOS EM QUE NÃO HAVERÁ RETENÇÃO</p><p>Não se aplica o disposto neste trabalho aos pagamentos efetuados a:</p><p>I - templos de qualquer culto;</p><p>II - partidos políticos;</p><p>III - instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, a que se refere o art. 12 da Lei nº 9.532/1997;</p><p>IV - instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e às associações civis, a que se refere o art. 15 da Lei nº 9.532/1997;</p><p>V - sindicatos, federações e confederações de empregados;</p><p>VI - serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei;</p><p>VII - conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas;</p><p>VIII - fundações de direito privado e as fundações públicas instituídas ou mantidas pelo Poder Público;</p><p>IX - condomínios edilícios;</p><p>X - Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e as Organizações Estaduais de Cooperativas previstas no art. 105 e seu § 1º da Lei nº 5.764/1971;</p><p>XI - pessoas jurídicas optantes pelo Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (SIMPLES), em relação às suas receitas próprias;</p><p>XII - pessoas jurídicas exclusivamente distribuidoras de jornais e revistas;</p><p>XIII - Itaipu Binacional;</p><p>XIV - empresas estrangeiras de transporte;</p><p>XV - Órgãos da Administração Direta, autarquias e fundações do Governo Federal, Estadual ou Municipal, observado, no que se refere às autarquias e fundações,</p><p>os termos dos §§ 3º e 4º do art. 150 da Constituição Federal;</p><p>XVI - título de suprimento de fundos, de que tratam os arts. 45 a 47 do Decreto nº 93.872/1986, com a redação dada pelo Decreto nº 3.639/2000, e pelo Decreto nº 5.026/2004;</p><p>XVII - no caso das entidades previstas no art. 34 da Lei nº 10.833/2003, a título de adiantamentos efetuados a empregados para despesas miúdas de pronto pagamento, até o limite de 5 (cinco) salários mínimos;</p><p>XVIII - título de prestações relativas à aquisição de bem financiado por instituição financeira;</p><p>XIX - entidades fechadas de previdência complementar, no que se refere à receita decorrente de aluguéis e da venda de bens imóveis destinados ao pagamento de benefícios de aposentadoria, pensão, pecúlio e resgates;</p><p>XX - título de aquisição de gasolina, gás natural, óleo diesel, gás liquefeito de petróleo, querosene de aviação e demais derivados de petróleo e gás natural efetuados pelas empresas públicas, sociedades de economia mista, e demais entidades em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, e que dela recebam recursos do Tesouro Nacional e estejam obrigadas a registrar sua execução orçamentária e financeira na modalidade total no Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI).</p><p>Entende-se que a isenção, aos supracitados, não dispensa estes de fazer os devidos recolhimentos quando necessários e previstos em lei.</p><p>90 Serão retidos os valores correspondentes ao IR e à CSLL dos pagamentos efetuados a condomínios edilícios. 90=Errado, os condomínios e edifícios por não terem personalidade jurídica não estão obrigados á reter IR enquanto tomadores dos serviços</p><p>91 Os valores retidos na fonte a título de CSLL que excederem ao valor da respectiva contribuição a pagar no mesmo mês de apuração poderão ser restituídos ou compensados com débitos relativos a outros tributos administrados pela Receita Federal do Brasil. 91=Certo</p><p>92 Os valores retidos na fonte a título de COFINS somente poderão ser deduzidos com o que for devido em relação à mesma espécie de contribuição e no mês de apuração a que se refere a retenção. 92=Certo</p><p>93 Na hipótese de não retenção da contribuição para o PIS/PASEP, aplicam-se integralmente as penalidades e os demais acréscimos previstos na legislação do IR. 93=Errado. Serão aplicados, subsidiariamente, à CSLL, à COFINS e à Contribuição para o PIS/PASEP, as penalidades e demais acréscimos previstos na legislação do Imposto de Renda, nas hipóteses de não retenção, falta de recolhimento, recolhimento após o vencimento do prazo sem o acréscimo de multa moratória, de falta de declaração e nos de declaração inexata.</p><p>Julgue os itens subsecutivos, relativos às Instruções Normativas da Receita Federal do Brasil n.º 971/2009 e n.º 1.234/2012 e à Lei Complementar n.º 116/2003.</p><p>94 Os valores retidos pelas empresas públicas federais deverão ser recolhidos ao Tesouro Nacional até o último dia útil do segundo decêndio do mês subsequente ao mês em que tiver ocorrido o pagamento à pessoa jurídica. 94=Certo</p><p>95 Os prestadores de serviços de limpeza deverão informar nos boletos bancários o valor bruto do preço do bem ou do serviço e os valores do IR e das contribuições a serem retidos na operação, devendo o seu pagamento ser efetuado pelo valor líquido. 95=Certo.</p><p>96 É permitida a inscrição como segurado facultativo do regime geral de previdência social da pessoa física maior de dezesseis anos de idade que esteja filiada obrigatoriamente ao regime próprio. 96=Errado.</p><p>97 Não integram a base de cálculo para fins de incidência de contribuições previdenciárias do empregado as importâncias recebidas a título de férias indenizadas e respectivo adicional constitucional, incluído o valor correspondente à dobra da remuneração de férias. 97=Certo</p><p>98 Se uma empresa com estabelecimento no município Alfa presta serviços de transportes coletivos rodoviários no município Beta, então o ISS relativo ao serviço prestado compete ao município Alfa. 98=Errado</p><p>99 A alíquota máxima do ISS é de 5%. 99=Certo</p><p>100 A lei — ou o ato municipal ou distrital — que desrespeite a alíquota mínima do ISS será considerada nula, mas com efeitos ex nunc, não gerando direito à restituição do valor pago pelo prestador de serviço. 100=Errado.</p><p>Tribunal de Justiça do Paraná – Juiz aplicada 10 de março de 2019 CESPE</p><p>QUESTÃO 67 De acordo com o Código de Normas da Corregedoria Geral da Justiça, os lançamentos relativos a receitas realizados no livro próprio por oficial de registro compreenderão emolumentos previstos na tabela de custas exclusivamente na parte percebida como receita do próprio delegatário, em razão</p><p>A dos atos efetivamente praticados, acrescidas as quantias recebidas em depósito e destinadas ao pagamento de tributos.</p><p>B dos atos efetivamente praticados, excluídos somente os valores que constituam receita devida aos fundos de renda mínima.</p><p>C dos atos efetivamente praticados, acrescidas as contribuições obrigatórias devidas às entidades de classe.</p><p>D dos atos efetivamente praticados, excluídas as quantias recebidas em depósito e destinadas ao pagamento de tributos. 67=D</p><p>Tribunal de Justiça do Paraná – Juiz aplicada 10 de março de 2019 CESPE</p><p>QUESTÃO 78 Duas pessoas celebraram entre si um contrato de prestação de serviço sujeito a uma condição suspensiva. A natureza dessa prestação sujeita uma das partes ao pagamento de uma taxa, para a qual não há regramento específico na hipótese de negócio jurídico condicional. Nessa situação, o fato gerador da obrigação tributária principal ocorre no momento</p><p>A da efetiva prestação do serviço.</p><p>B da celebração do negócio jurídico.</p><p>C da prática do ato jurídico condicional.</p><p>D do implemento da condição suspensiva. 78=D art. 117 I com 116 II do CTN Lei 5.172/1966</p><p>QUESTÃO 79 De acordo com o Código Tributário Nacional, o sujeito ativo da obrigação tributária principal é a pessoa</p><p>A jurídica de direito público titular da competência de exigir o cumprimento da obrigação. 79=A art. 119 CTN Lei 5.172/1966</p><p>B jurídica de direito público destinatária do produto da arrecadação do referido tributo.</p><p>C física ou jurídica obrigada ao pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária de natureza tributária. É sujeito passivo, art. 121 CTN</p><p>D física ou jurídica que tenha relação pessoal e direta com a situação que constitui o respectivo fato gerador. É o sujeito passivo contribuinte, art. 121 parágrafo único I do CTN Lei 5.172/1966</p><p>QUESTÃO 80 São modalidades de suspensão do crédito tributário</p><p>A a remissão e o parcelamento. Remissão extingue art. 156 IV CTN</p><p>B o parcelamento e a moratória. 880=B, art. 151 I e VI do CTN lei 5.172/1966</p><p>C a anistia e a moratória. Isenção e anistia, exclui o crédito tributário, art. 175 I e II do CTN</p><p>D a remissão e a anistia.</p><p>QUESTÃO 81 A empresa X adquiriu todo o fundo de comércio da empresa Y e passou a explorar o negócio sob outra razão social. Após a venda do fundo, Y encerrou regularmente suas atividades, sem que tenha havido falência ou recuperação judicial. De acordo com a jurisprudência majoritária do STJ, em relação a tributos e multas devidos pela empresa Y e referentes a fatos geradores ocorridos até a data da sucessão, a empresa X responderá</p><p>A apenas pelos tributos devidos, e não pelas multas moratórias ou punitivas.</p><p>B pelos tributos devidos e pelas multas moratórias, mas não pelas multas punitivas.</p><p>C pelos tributos devidos e pelas multas moratórias ou punitivas. 81=C, 133 I CTN Lei 5.172/1966 “A responsabilidade tributária do sucessor abrange, além dos tributos devidos pelo sucedido, as multas moratórias ou punitivas, que, por representarem dívida de valor, acompanham o passivo do patrimônio adquirido pelo sucessor, desde que seu fato gerador tenha ocorrido até a data da sucessão" REsp 923012/MG; DJe 24/06/2010</p><p>D apenas pelas multas moratórias ou punitivas, e não pelos tributos devidos.</p><p>QUESTÃO 82 Doutrinariamente, a regra-matriz de incidência tributária pode ser dividida nos seus aspectos antecedentes — que definem a hipótese de incidência — e na obrigação</p><p>decorrente — que são os aspectos ligados às consequências da norma. Segundo a doutrina majoritária, os critérios que integram a parte da hipótese da regra-matriz de incidência tributária incluem os aspectos</p><p>A material, espacial e temporal. 82=A Na hipótese endonormativa: para identificar o fato licíto = fato jurígeno = fato gerador = material, temporal, espacial; enquanto para a obrigação decorrente (conseqüência endonormativa): o pessoal e o quantitativo</p><p>B pessoal, material e quantitativo.</p><p>C temporal, quantitativo e qualitativo.</p><p>D qualitativo, pessoal e espacial.</p><p>QUESTÃO 83 A Constituição Federal de 1988 prevê exceções ao princípio tributário da anterioridade, como ocorre nos casos dos impostos sobre importação e sobre exportação. Nesses casos, a exceção é justificada pela necessidade de ajuste do tributo aos objetivos da política cambial e do comércio exterior. De acordo com a doutrina majoritária, a referida hipótese de exceção ao princípio tributário da anterioridade é explicada em razão de os tributos citados terem finalidade</p><p>A parafiscal.</p><p>B parafiscal e extrafiscal.</p><p>C extrafiscal. 83=C O Estado exerce 3 formas de instituir seus tributos: Fiscal quando relacionado a instituição via lei para suprir receita aos seus próprios gastos; parafiscal = o tributo é recolhido e parte dele é destinado a outro ente; Extrafiscal o tributo visa a regular comportamentos e estimular contribuintes, atingindo situações sociais, políticas ou econômicas, objetivos alheios ao meramente arrecadatório</p><p>D exclusivamente fiscal.</p><p>QUESTÃO 84 Considerando que, em caso de cobrança judicial de dívida ativa da fazenda pública por meio de execução fiscal, haja o registro de penhoras feitas por credores distintos sobre um mesmo bem e não se caracterize hipótese de falência ou recuperação judicial, assinale a opção correta, de acordo com o previsto na Lei de Execuções Fiscais — Lei n.º 6.830/1980.</p><p>A A fazenda pública ingressa no concurso de credores de forma preferencial, ressalvada apenas a preferência dos credores de créditos decorrentes da legislação do trabalho.</p><p>B A fazenda pública não se sujeita a concurso de credores, devendo-se verificar o concurso de preferência entre as pessoas jurídicas de direito público. 84=B, art. 29 da Lei 6.830/1980</p><p>C Não há benefício de ordem entre a fazenda pública e os credores privados: a ordem cronológica do registro das penhoras deve ser observada. Há entre pessoas jurídicas de direito público, parágrafo único art. 29</p><p>D Os créditos da fazenda pública devem ser apurados primeiramente, sendo feita a repartição entre os entes públicos federais, estaduais e municipais com base no critério pro rata. Parágrafo único do art. 29 da Lei 6.830/1980</p><p>JUIZ SUBSTITUTO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA CEARÁ aplicada 1 de julho de 2018 CESPE</p><p>QUESTÃO 76 Segundo a CF, a isenção do ICMS, salvo previsão legal específica,</p><p>A implicará crédito, que será compensado em operações posteriores nas situações em que o imposto seja cumulativo.</p><p>B acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores e não implicará crédito para compensação com o montante devido nas operações seguintes. 76=B, § 20 inciso II “a” e B” CF/88</p><p>C não implicará crédito a ser compensado nas operações anteriores nem nas posteriores, salvo se o contribuinte optar pelo sistema de não cumulatividade.</p><p>D será aplicada apenas nas situações em que o imposto for cumulativo, mas será vedada a compensação em relação ao imposto cobrado nas operações anteriores. O ICMS é não cumulativo, § 20 I do art. 155 CF/88</p><p>E acarretará crédito a ser compensado nas operações seguintes, desde que o contribuinte recolha o tributo com base no lucro real.</p><p>QUESTÃO 77 No direito tributário, obrigação tributária principal e obrigação tributária acessória são de naturezas distintas. Nesse sentido, assinale a opção correta.</p><p>A A obrigação principal refere-se apenas ao contribuinte; a obrigação acessória, ao responsável tributário. Obrigação Principal: Refere-se ao contribuinte a ao responsável; Obrigação acessória: é pessoa obrigada a prestações que constituam o seu objeto, parágrafo único art.121 CTN Lei 5.172/1966</p><p>B A obrigação principal decorre da legislação tributária; a obrigação acessória, de ato administrativo concreto. Decorre da legislação tributária § 2 do art. 113 CTN Lei 5.172/1966</p><p>C A obrigação principal é pessoal e intransferível; a obrigação acessória pode ser transferida para terceiros. A principal também pode ser transferida por disposição expressa da lei art. 121 parágrafo único II CTN Lei 5.172/1966</p><p>D A obrigação principal é de natureza patrimonial; a obrigação acessória, de natureza não patrimonial. 77=D A obrigação principal representa o ato de pagar (tributo ou multa) a obrigação acessória é a prestação positiva ou negativa, que se desdobra em atos de fazer ou de não fazer, sem caráter de patrimonialidade. Ex. emitir notas fiscais, entregar declarações</p><p>E A obrigação principal tem por objeto o pagamento de um tributo; a obrigação acessória, o pagamento de uma penalidade. A obrigação principal tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade, § 1 do art. 113 CTN Lei 5.172/1966</p><p>QUESTÃO 78 De acordo com o CTN, as hipóteses de exclusão do crédito tributário incluem</p><p>A a isenção e a anistia. 78=A na exclusão o crédito tributário é afastado, é incompatível art. 175 I e II CTN Lei 5.172/1966</p><p>B o pagamento e a compensação. Extingue o crédito Tributário, art. 156 I e II CTN na extinção o crédito tributário é apagado, deixa de existir, é destruído, é acabado, desaparece</p><p>C a prescrição e a decadência. Extingue o crédito tributário. Art. 156 V CTN</p><p>D a moratória e o parcelamento. Suspendem o crédito tributário art. 151 I e VI CTN na suspensão ocorre interrupção, adiamento</p><p>E a remissão e o depósito do montante integral. Extingue (Art. 156 IV CTN) e Suspende (art. 151 II CTN)</p><p>QUESTÃO 79 O governador de determinado estado da Federação pretende conceder isenção tributária de caráter não geral por meio de projeto de lei. A proposta de legislação contém a demonstração de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária do respectivo estado, na forma da lei de diretrizes orçamentárias. Nessa situação hipotética, considerando que a Lei de Responsabilidade Fiscal e os demais requisitos legais tenham sido observados no projeto governamental, uma das medidas exigíveis é que o projeto</p><p>A contenha declaração do ordenador da despesa de que a isenção tem adequação orçamentária e financeira e compatibilidade com o plano plurianual. A compatibilidade é com o exercício que se inicia e com os 2 seguintes, art. 14 LC 101/2000</p><p>B esteja necessariamente acompanhado de medidas de compensação referentes somente ao exercício em que deva se iniciar a sua vigência. No que inicia sua vigência e nos dois seguintes, art. 14 da LC 101/200</p><p>C demonstre que a isenção não afetará as metas de resultado fiscal previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias. 79=C, art. 14 I LC 101/2000</p><p>D comprove que a isenção não implicará tratamento tributário diferenciado. § 10 do art. 14 LC 101/2000</p><p>E mostre que a queda de arrecadação será compensada com o aumento permanente da receita ou com a redução contínua da despesa. Aumento receita: elevação alíquotas, ampliação base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição, art. 14 II LC 101/2000</p><p>QUESTÃO 80 Considerando as disposições da Lei n.º 8.397/1992 acerca de medida cautelar fiscal, assinale a opção correta.</p><p>A Na hipótese de o devedor ser pessoa jurídica, a indisponibilidade de bens não recairá sobre bens do ativo permanente. Recairá somente sobre os bens do ativo permanente, § 10 do art. 40</p><p>B A petição inicial deverá vir acompanhada de prova pré-constituída, sendo inadmissível a dilação probatória. As provas serão produzidas, deverá ser indicada na petição inicial, art. 60 III</p><p>C Havendo a suspensão do crédito tributário, a medida cautelar será igualmente suspensa. Conservará sua eficácia durante o período de suspensão do crédito tributário ou não tributário, parágrafo único do art.</p><p>12</p><p>D No procedimento cautelar fiscal, é vedado ao réu discutir o pagamento ou a remissão do tributo, devendo essas questões ser apresentadas nos embargos à execução fiscal. É permitido, art. 15</p><p>E A decretação de medida cautelar fiscal acarretará a indisponibilidade dos bens do requerido até o limite da satisfação da obrigação tributária. 80=E art. 40</p><p>Tribunal de Justiça do Estado da Bahia Juiz Substituto aplicada em 13 de janeiro de 2019 Cespe. Aplicação: 13/1/2019</p><p>QUESTÃO 77 De acordo com as limitações constitucionais ao poder de tributar, a fixação da base de cálculo do IPVA se submete à</p><p>A anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anterioridade anual.</p><p>B anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal. 77=B § 10 do artigo 150 CF/88</p><p>“A EC n.º 43/2003, ao alterar a parte final do art. 150, § 1.º, da CF, estipulou exceção à regra da anterioridade nonagesimal quanto à alteração na base de cálculo do IPVA, tornando possível à lei fixar novo valor venal para veículos automotores ao fim de um ano e conseguir aplicá-los no 1.º dia do exercício financeiro seguinte.”</p><p>C anualidade, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal.</p><p>D anualidade e à anterioridade anual, sem necessidade de observância da anterioridade nonagesimal.</p><p>E anterioridade anual e à anterioridade nonagesimal, sem necessidade de observância da anualidade.</p><p>QUESTÃO 78 De acordo com o CTN, o parcelamento é uma modalidade de</p><p>A suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 78=A, art. 151 VI CTN Lei 5.172/1966</p><p>B extinção da obrigação tributária. Art. 156 do CTN</p><p>C compensação de créditos e débitos tributários. Extingue o crédito tributário. Art. 156 II do CTN</p><p>D exclusão do crédito tributário. Art. 175 CTN</p><p>E remissão da obrigação tributária. Extingue o crédito tributário. Art. 156 IV CTN</p><p>QUESTÃO 79 De acordo com a LRF, a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá, entre outras condições, estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva se iniciar sua vigência e nos dois seguintes. Para os efeitos dessa regra, são exemplos de renúncia de receita</p><p>A o crédito presumido, a concessão de isenção em caráter geral e a modificação de base de cálculo, ainda que esta última não implique redução discriminada de tributos. Que implique redução discriminada de tributos ou contribuições. § 10 do art. 14 LC 101/2000</p><p>B a anistia, a remissão e a modificação de base de cálculo, ainda que não impliquem redução discriminada de tributos. Que implique</p><p>C o crédito presumido, o subsídio e o aumento de alíquotas para a majoração discriminada de tributos. Redução discriminada de tributos ou contribuições</p><p>D a remissão, a concessão de isenção em caráter geral e o crédito presumido. Em caráter não geral</p><p>E a anistia, a remissão e a concessão de isenção em caráter não geral. 79=E § 1 do art. 14 da LC 101/2000</p><p>QUESTÃO 80 Observados os requisitos legais, o SIMPLES Nacional permite o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação, entre outros,</p><p>A do imposto de importação, do ISSQN e do IOF. Não exclui a incidência, § 10 do art. 13 da LC 123/2006</p><p>B do IOF, da COFINS e do ITR. Não exclui a incidência, § 10 do art. 13 LC 123/2006</p><p>C da CSLL, do ISSQN e do IRPJ. 80=C Art. 13 III, VIII, I da LC 123/2006</p><p>D da COFINS, da CSLL e da contribuição para o FGTS. Não exclui a incidência, § 1 do art. 13 LC 123/2006</p><p>E do ITR, da contribuição para o PIS/PASEP e da contribuição para o FGTS. Não exclui a incidência, § 1 do art. 13 LC 123/2006</p><p>QUESTÃO 81 Por expressa previsão legal do CTN, entende-se como responsável tributário a pessoa que</p><p>A figure como sujeito ativo de uma obrigação tributária acessória em razão da solidariedade, substituição tributária ou sucessão. O sujeito ativo é pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o cumprimento da obrigação. Art. 119 do CTN com art. 124 do CTN.</p><p>B figure como sujeito ativo de uma obrigação tributária sem que tenha a obrigação de efetuar o pagamento do crédito tributário. Sujeito passivo,com obrigação decorrente de lei (forma expressa) parágrafo único II do art. 121 do CTN Lei 5.172/1966</p><p>C tenha relação pessoal direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador e seja obrigada ao pagamento de uma penalidade pecuniária. Trata-se do sujeito passivo contribuinte. Art. 121 caput com parágrafo único I CTN Lei 5.172/1966</p><p>D esteja obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária sem ter relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador. 81=D, parágrafo único II do art. 121 do CTN Lei 5.172/1966 “responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa em lei”</p><p>E esteja obrigada a prestações que constituam o objeto de uma obrigação acessória. Trata-se do sujeito passivo da obrigação acessória, art. 122 do CTN Lei 5.172/1966</p><p>QUESTÃO 82 Conforme a CF, as contribuições de intervenção no domínio econômico</p><p>A são de competência exclusiva da União. 82=A Art. 149 CF/88</p><p>B podem incidir sobre as receitas decorrentes de exportação. Não incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação, § 20 do art. 149 CF/88</p><p>C não podem incidir sobre a importação de serviços. Incidirão sobre a importação de produtos estrangeiros ou serviços § 20 II do art. 149 CF/88</p><p>D devem ter alíquota somente ad valorem. Poderão. Sobre a base do faturamento, receita bruta ou valor da operação e na importação do valor aduaneiro. § 2 III “a” do art. 149 CF/88</p><p>E podem instituir tratamento desigual entre contribuintes exclusivamente em razão de ocupação profissional. É vedado a União, Estados, Distrito Federal e Municípios instituir tratamento desigual. Art. 150 II CF/88</p><p>PROMOTOR DE JUSTIÇA MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADO PIAUI aplicação 24/02/2019 Cespe/Cebraspe</p><p>QUESTÃO 66 Durante a execução orçamentária, caso o Poder Executivo verifique, ao final de determinado bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento da meta de resultado primário estabelecida no anexo de metas fiscais, ele deverá, à luz da Lei de Responsabilidade Fiscal,</p><p>A tomar medidas de combate à sonegação. São tomadas em 30 dias, em metas bimestrais, art. 13 com art. 80 da LC 101/2000</p><p>B ampliar as alíquotas de tributos que não exijam lei para tanto. As elevações de alíquotas de tributos ocorre quando há renúncia de receita, art. 14 I LC 101/2000</p><p>C promover, por ato próprio, nos montantes necessários, limitação de empenho e movimentação financeira. 66=c, Art. 90 da Lei Complementar 101/2000</p><p>D decretar o contingenciamento de dotações orçamentárias das transferências voluntárias. A reserva de contigência constará da Lei Orçamentária Anual e serão estabelecido na lei Diretrizes orçamentárias, art. 5 III LC 101/200 com art. 25 LC 101/2000 não há menção sobre contingenciamento de transferências voluntárias.</p><p>E reduzir o número de cargos comissionados. Não há esta previsão</p><p>QUESTÃO 67 De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, determinado município interessado em obter autorização para contrair um empréstimo internacional — não classificado como antecipação de receita — poderá obtê-lo ainda que</p><p>A não leve em conta os limites e as condições fixados pela respectiva câmara de vereadores. 67=A, estes são fixados pelo Senado Federal art. 32 § 10 III LC 101/2000</p><p>B inexista a prévia e expressa autorização para a contratação, no texto da lei orçamentária, em créditos adicionais ou lei específica. Deve existir, art. 32 § 10 I LC 101/2000</p><p>C desconsidere os limites e condições fixados pelo Senado Federal. Deve observância, art. 32 § 10 LC 101/2000</p><p>D não tenha obtido autorização específica do Senado Federal, por ser essa uma operação de crédito externo. Por se tratar de operação de crédito externo, o senado federal deve autorizar, art. 32 § 1 IV LC 101/2000</p><p>E tenha omitido no orçamento ou em créditos adicionais os recursos provenientes da operação de empréstimo. Deve estar incluído no orçamento</p><p>ou créditos adicionais, exceto operações por antecipação de receita, art. 32 § 10 II LC 101/2000</p><p>QUESTÃO 68 De acordo com as normas constitucionais para os pagamentos devidos em decorrência de sentença judiciária, deve a administração pública pagar seus débitos da seguinte forma: inicialmente os créditos</p><p>A destinados às pessoas físicas e, depois, às pessoas jurídicas.</p><p>B equivalentes a requisições de pequeno valor e, depois, os demais. 68=B, são exceções a regra de apresentação da ordem de pagamento, § 3 do art. 100 CF/88. Seguidos os débitos de natureza alimentícia para maiores 60 anos, deficientes, doenças graves; decorrentes salários..</p><p>C relativos à reforma agrária e, depois, os demais.</p><p>D destinados aos idosos e, depois, aos deficientes.</p><p>E advindos de processos sobre salários e, depois, de processos de benefícios previdenciários.</p><p>QUESTÃO 69 Ao elaborar as previsões da receita pública, a administração deve levar em conta, entre outros, os seguintes critérios de classificação:</p><p>A o econômico e o programático.</p><p>B o programático e o instrumental.</p><p>C o instrumental e o funcional.</p><p>D o econômico e o da existência de vinculações. 69=D A classificação econômica é subdividido em receitas correntes, de capital, correntes intraorçamentárias e de capital intraorçamentárias, são importantes porque é utilizada para mensurar o impacto das decisões do Governo na economia nacional. As vinculações são realizadas a partir da natureza das receitas orçamentárias por níveis: categoria econômica, origem, espécie, rubrica,alínea e subalínea.</p><p>E o funcional e o da existência de vinculações.</p><p>QUESTÃO 70 Durante a tramitação de um projeto de lei orçamentária no Congresso Nacional, foi decidida a inclusão, por emenda, de determinada dotação, para o que foi reduzida, em mesmo valor, outra dotação. Nesse caso, de acordo com a determinação constitucional, pode ter sido reduzida dotação para</p><p>A pessoal.</p><p>B encargos sobre as despesas com pessoal.</p><p>C amortização da dívida.</p><p>D transferências tributárias constitucionais para estados.</p><p>E investimentos. 70=E § 30 III do art. 166 excluem das emendas ao projeto de lei do orçamento anual: dotação para pessoal e seus encargos; serviço da dívida; transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e DF; relacionadas com correção de erros e omissões ou com dispositivos do texto do projeto de lei.</p><p>QUESTÃO 71 De acordo com o disposto na Lei n.º 8.137/1990, os crimes contra a ordem tributária estarão sujeitos à ação penal pública</p><p>A incondicionada, a qual somente pode ser promovida após o trânsito em julgado da respectiva execução fiscal.</p><p>B condicionada à apresentação da representação fiscal para fins penais.</p><p>C condicionada à apresentação de certidão da fazenda pública que ateste o lançamento definitivo do tributo.</p><p>D incondicionada, a qual pode ser promovida pelo Ministério Público independentemente de representação fiscal para fins penais. 71=D arts. 15 e 16 da Lei 8.137/1990 com art. 100 do Código Penal</p><p>E condicionada ao trânsito em julgado do processo executivo de cobrança, independentemente da apresentação da representação fiscal para fins penais.</p><p>QUESTÃO 72 De acordo com o entendimento majoritário do STJ a respeito das garantias aos créditos tributários e do concurso de preferência decorrente de execuções fiscais, quando coexistirem penhoras de uma autarquia federal e da fazenda estadual sobre um mesmo bem,</p><p>A os créditos das autarquias federais terão preferência em relação aos créditos da fazenda estadual. 72=A art. 29 parágrafo único da Lei 6.830/1990 + art. 187 parágrafo único do CTN Lei 5.172/1966 com REsp 36525/SP T1 primeira turma DJe 20/09/1993. Ministro Relator Garcia Vieira. EXECUÇÃO FISCAL - PREFERENCIA - CRÉDITOS DO IAPAS E DA FAZENDA PUBLICA ESTADUAL. OS CRÉDITOS DAS AUTARQUIAS FEDERAIS PREFEREM AOS DOS ESTADOS. PRECEDENTES DESTE C. TRIBUNAL. RECURSO IMPROVIDO.</p><p>B os créditos da fazenda estadual terão preferência sobre os créditos das autarquias federais.</p><p>C o resultado da penhora será dividido pro rata, dada a inexistência de ordem de preferência de créditos entre esses entes públicos.</p><p>D a ordem de preferência do crédito será definida pelo critério cronológico, com base na data de registro das penhoras.</p><p>E a ordem de preferência do crédito será definida pelo critério cronológico, com base na data de propositura das execuções.</p><p>QUESTÃO 73 De acordo com o Código Tributário Nacional, constitui um traço distintivo entre a obrigação tributária principal e a obrigação tributária acessória o fato de que</p><p>A somente a obrigação principal decorre da legislação tributária, uma vez que a obrigação acessória é determinada por normas de direito civil ou empresarial. A obrigação acessória decorre da legislação tributária, § 20 do art. 113 CTN</p><p>B a obrigação principal tem por objeto o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniária, ao passo que a obrigação acessória tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 73=B §§ 10 e 20 do art. 113 do CTN</p><p>C a obrigação principal somente pode ter como objeto o pagamento de tributo; a obrigação acessória, por sua vez, deve ter por objeto o pagamento de uma penalidade pecuniária. A obrigação principal tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária, § 10 do art. 113 CTN</p><p>D somente a obrigação principal decorre de um fato gerador; a obrigação acessória é imposta a terceiro que, sem possuir a condição de contribuinte, tem uma obrigação decorrente de disposição expressa de lei. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto, art. 122 do CTN</p><p>E a obrigação principal é devida pelo contribuinte, ao passo que a obrigação acessória é imposta e compete ao responsável tributário. Art. 122 do CTN é a pessoa obrigada às prestações que constituem o seu objeto.</p><p>QUESTÃO 74 Determinada lei atribuiu a uma empresa não contribuinte do imposto de circulação de mercadorias e serviços (ICMS) a condição de responsável pelo pagamento do referido tributo em relação a um fato gerador ainda não ocorrido. Considerando-se as limitações constitucionais ao poder de tributar, é correto afirmar que a referida norma é</p><p>A inconstitucional, uma vez que a Constituição Federal de 1988 veda a possibilidade de lei prever a cobrança de tributos relacionados a fato gerador ainda não ocorrido.</p><p>B inconstitucional, visto que a Constituição Federal de 1988 impede que lei imponha o pagamento de tributo a quem não seja legalmente qualificado como contribuinte.</p><p>C inconstitucional, porque a Constituição Federal de 1988 proíbe que se impute a terceiro a responsabilidade pelo pagamento decorrente de fato gerador presumido.</p><p>D constitucional; porém, é vedada a exigência de efetivo recolhimento do tributo em razão de fato gerador presumido, questão que não se confunde com a responsabilidade solidária pelo pagamento. É permitido.</p><p>E constitucional, sendo assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga caso não se realize o fato gerador presumido. 74=E § 7 do art. 150 CF/88</p><p>QUESTÃO 75 Considerando-se o esquema constitucional de repartição das receitas tributárias, é correto afirmar que, descontada a parcela do fundo de participação dos estados e do Distrito Federal, do fundo de participação dos municípios e do percentual de aplicação em programas de financiamento ao setor produtivo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados (IPI) será inicialmente entregue</p><p>A apenas à União.</p><p>B à União, aos estados e ao DF, sendo distribuído na forma que for fixada por lei complementar. É 10% a Constituição já fixou. Art. 159II CF/88</p><p>C à União, aos estados e ao DF, sendo certo que a proporção do repasse a cada ente é fixada proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados. 75=C art. 159 I e II CF/88</p><p>D à União, aos estados, ao DF e aos municípios, sendo certo que a proporção do repasse a cada ente é fixada de forma proporcional</p><p>ao quantitativo populacional.</p><p>E à União, aos estados, ao DF e ao fundo de combate à seca, sendo certo que a proporção do repasse a cada ente deve ser fixada em lei.</p><p>Procuradoria Geral do Estado do Pernambuco. Prova objetiva Aplicação 07/04/2019. Conhecimentos Especifico para os cargo 5. Cargo 5: Analista Judiciário de Procuradoria</p><p>À luz dos dispositivos constitucionais que regem o direito tributário, julgue os itens a seguir.</p><p>114 Taxa pela utilização de serviço público pode ter a mesma base de cálculo própria de um imposto, desde que ambos não tenham vigência concomitante. 114=Errado, § 20 do art. 145 CF/88</p><p>115 Os legisladores devem buscar graduar os impostos de acordo com a capacidade econômica do contribuinte. 115=Certo, § 10 do art. 145 CF/88</p><p>116 Tratamento favorável às empresas de pequeno porte será estabelecido por lei complementar, que poderá instituir regime único e obrigatório de arrecadação de impostos e contribuições para empresas contribuintes dessa natureza. 116=Errado, será opcional para o contribuinte, parágrafo único I do art. 146 da CF/88 (Art. 146 III “d” com parágrafo único I CF/88)</p><p>117 As pessoas jurídicas que integram a administração pública indireta do Estado não têm legitimidade para criar taxas de serviços públicos postos à disposição dos contribuintes. 117=Certo, art. 145 II CF/88</p><p>À luz da jurisprudência dos tribunais superiores, julgue os itens subsequentes, acerca de imunidade e obrigação tributárias.</p><p>118 A imunidade tributária das instituições de assistência social sem fins lucrativos está condicionada à inexistência de contribuição por parte de seus beneficiários. 118=Certo,</p><p>119 Partido político perde a imunidade de IPTU sobre imóvel de sua propriedade caso o alugue para terceiro, ainda que o valor dos aluguéis seja investido, por exemplo, em propaganda partidária. 119=Errado</p><p>120 É permitido aos municípios criar taxa de custeio da iluminação pública. 120=Errado, instituir contribuição (pode ser por meio de tarifas) art. 149-A CF/88</p><p>Procuradoria Geral do Estado do Pernambuco. Prova objetiva cargo 6. Cargo 6: Assistente de Procuradoria Aplicação 07/04/2019. Conhecimentos Específico.</p><p>O orçamento público, um instrumento fundamental de governo, constitui o principal documento de políticas públicas. A respeito desse assunto, julgue os seguintes itens.</p><p>69 Com base no orçamento público, os governantes selecionam as prioridades e decidem como empregar os recursos extraídos da sociedade e como distribuí-los entre diferentes grupos sociais, conforme o peso ou a força política desses grupos. 69=Certo</p><p>70 O ciclo orçamentário, período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, é constituído das seguintes fases: planejamento, elaboração e aprovação. 70=Errado, O ciclo orçamentário = Sequencia de fases ou etapas que deve ser cumprida como parte do processo orçamentário. A maioria dos autores adota como fases do ciclo orçamentário as seguintes: elaboração, apreciação legislativa, execução e acompanhamento, controle e avaliação, quando, então, se inicia o ciclo seguinte. Corresponde ao período de tempo em que se processam as atividades típicas do orçamento público, desde sua concepção até a avaliação final.</p><p>71 Os princípios orçamentários constituem as regras básicas a serem seguidas por todo orçamento público e se destinam a padronizar e garantir que o dinheiro público seja usado de maneira correta. 71=Certo</p><p>72 O processo orçamentário brasileiro está baseado em instrumentos de curto prazo — a lei orçamentária anual (LOA) e a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) — e em instrumento de médio prazo — o plano plurianual (PPA) —; todos perfeitamente integrados entre si. 72=Certo</p><p>O orçamento público é um instrumento de planejamento e de execução das finanças públicas.</p><p>No Brasil, a iniciativa de propor as leis orçamentárias é do chefe do Poder Executivo. Com referência a esse assunto, julgue os itens que se seguem.</p><p>73 Conforme prevê a legislação aplicável, entre as finalidades do Sistema de Planejamento e de Orçamento Federal inclui-se a de formular o Plano Nacional de Educação. 73=Anulada, Lei 10.180/2001 art. 20 II</p><p>74 Sendo necessária para combater os efeitos decorrentes de calamidade pública, uma despesa pública que tenha sido realizada por meio de crédito adicional ao orçamento originalmente aprovado será classificada como crédito adicional especial. 74=Errado, art. 41 III da Lei 4.320/1964</p><p>75 Segundo a classificação relativa aos aspectos de regularidade, a receita orçamentária é desdobrada em receitas de competências federal, estadual e municipal. 75=Errado</p><p>QUANTO A REGULARIDADE: Receitas Ordinárias e Extraordinárias. As receitas públicas podem, ainda, ser classificadas sob o aspecto orçamentário. Orçamento é o ato de previsão e autorização das receitas e despesas anuais do Estado. Sob este aspecto, dividem-se em receitas ordinárias e extraordinárias. Receitas ordinárias são as receitas periódicas, de caráter constante, que se renovam de ano a ano na peça orçamentária. Assim, todos os tributos especificados na peça orçamentária constituem receitas ordinárias. Receitas extraordinárias são aquelas inconstantes, esporádicas, às vezes excepcionais, e que, por isso, não se renovam de ano a ano na peça orçamentária.</p><p>76 De acordo com a atual estrutura programática, fundamentada no modelo de gerenciamento de programas adotado no último PPA (2016/2019), os programas finalísticos correspondem àqueles que resultam em bens ou serviços ofertados diretamente à sociedade. 76=Anulada.</p><p>Conceitos e Estrutura do PPA 2016-2019. É papel do Plano, além de declarar as escolhas do governo e da sociedade, indicar os meios para a implementação das políticas públicas, bem como orientar taticamente a ação do Estado para a consecução dos objetivos pretendidos. Nesse sentido, o Plano estrutura-se nas seguintes dimensões: • Dimensão Estratégica: precede e orienta a elaboração dos Programas Temáticos. É composta por uma Visão de Futuro, Eixos e Diretrizes Estratégicas. • Dimensão Tática: define caminhos exequíveis para as transformações da realidade que estão anunciadas nas Diretrizes Estratégicas, considerando as variáveis inerentes à política pública e reforçando a apropriação, pelo PPA, das principais agendas de governo e dos planos setoriais para os próximos quatro anos. A Dimensão Tática do PPA 2016-2019 é expressa nos Programas Temáticos e nos Programas de Gestão, Manutenção e Serviços ao Estado. Esta dimensão aborda as entregas de bens e serviços pelo Estado à sociedade. • Dimensão Operacional: relaciona-se com a otimização na aplicação dos recursos disponíveis e a qualidade dos produtos entregues, sendo especialmente tratada no Orçamento.</p><p>Para limitar os gastos do governo, um dos mecanismos utilizados é a publicação de decreto que disponha sobre a programação orçamentária e financeira bem como o cronograma mensal de desembolso.</p><p>Acerca desse assunto, julgue os itens subsequentes.</p><p>77 Atualmente, no estado de Pernambuco, a programação e a execução orçamentária e financeira se dão por meio do Sistema Integrado de Administração Financeira do Estado e Municípios (SIAFEM/PE). 77=Errado, o sistema integrado de administração financeira processa a execução orçamentária, financeira, patrimonial e contábil das entidades da administração direta e indireta.</p><p>78 Alterações orçamentárias, que se dividem em créditos adicionais e outras alterações orçamentárias, constituem formas de modificar a lei orçamentária originalmente aprovada, a fim de adequá-la à real necessidade de execução. 78=Certo</p><p>79 A autorização orçamentária deve preceder a execução financeira da despesa pública. 79=Certo</p><p>80 O ato pelo qual determinada unidade orçamentária ou administrativa transfere a outras unidades orçamentárias ou administrativas o poder de utilizar créditos que lhes tenham sido dotados caracteriza o que se denomina descentralização de créditos. 80=Certo</p><p>Em sentido amplo, receita pública consiste no recolhimento de bens aos cofres públicos. No que se refere à receita pública, julgue os itens subsecutivos.</p><p>81 O pagamento pelo contribuinte do imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) corresponde ao estágio de lançamento da receita orçamentária classificada na espécie receita tributária. 81=Errado, espécie de imposto. A classificação da Receita Orçamentária por natureza: “O § 1º do art. 8º da Lei nº 4.320/1964 define que os itens da discriminação da receita, mencionados no art. 11 dessa lei, serão identificados por números de código decimal. Convencionou-se denominar este código de natureza de receita. Importante destacar que essa classificação é utilizada por todos os entes da Federação e visa identificar a origem do recurso segundo o fato gerador: acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita no cofre público. Assim, a natureza de receita é a menor célula de informação no contexto orçamentário para as receitas públicas; por isso, contém todas as informações necessárias para as devidas alocações orçamentárias. A fim de possibilitar identificação detalhada dos recursos que ingressam nos cofres públicos, esta classificação é formada por um código numérico de 8 dígitos que subdivide-se em seis níveis – Categoria Econômica, Origem, Espécie, Rubrica, Alínea e Subalínea.”</p><p>82 Os débitos oriundos de imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA), exigíveis pelo transcurso do prazo regular para pagamento, serão inscritos pela fazenda pública estadual como dívida ativa não tributária. 82=Errado, Constitui dívida ativa tributária a proveniente de crédito dessa natureza, regularmente inscrita na repartição administrativa competente, depois de esgotado o prazo fixado, para pagamento, pela lei ou por decisão final proferida em processo regular. §§ 10 e 20 do art. 39 da Lei 4.320/1964</p><p>83 A receita pública origina-se tanto da exploração do patrimônio público — bens e direitos colocados à disposição da sociedade mediante pagamento — quanto do poder do Estado de exigir prestações pecuniárias dos cidadãos.83=Certo</p><p>Despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para custear os serviços públicos prestados à sociedade ou para a realização de investimentos. A respeito de despesa pública, julgue os próximos itens.</p><p>84 Segundo a categoria econômica, as despesas públicas são classificadas em despesas correntes e despesas de capital. 84=Certo</p><p>85 De acordo com a legislação vigente, para que determinado ente público efetue o pagamento a fornecedores de material de consumo, basta que, no processo de execução orçamentária, a despesa a que se refira o pagamento tenha sido empenhada. 85=Errado.</p><p>O QUE SIGNIFICA EXECUTAR A DESPESA PÚBLICA?</p><p>Significa realizar as despesas previstas no orçamento público, seguindo os três estágios presentes na Lei nº 4.320/64: empenho, liquidação e pagamento.</p><p>O empenho é a etapa em que o governo reserva o dinheiro que será pago quando o bem for entregue ou o serviço concluído. Isso ajuda o governo a organizar os gastos pelas diferentes áreas do governo, evitando que se gaste mais do que foi planejado.</p><p>Já a liquidação é quando se verifica que o governo recebeu aquilo que comprou. Ou seja, quando se confere que o bem foi entregue corretamente ou que a etapa da obra foi concluída como acordado.</p><p>Por fim, se estiver tudo certo com as fases anteriores, o governo pode fazer o pagamento, repassando o valor ao vendedor ou prestador de serviço contratado.</p><p>A procuradoria-geral de determinado estado da Federação adquiriu um computador, tendo o processamento dessa despesa ocorrido da seguinte forma: empenho: 9/12/2018; recebimento do computador: 29/12/2018; pagamento da despesa: 19/1/2019. Nesse caso, de acordo com as normas previstas na Lei n.º 4.320/1964, o registro dessa despesa em 31/12/2018 estaria correto caso tivesse sido feito como</p><p>86 dívida ativa. 86=Errado, §§ 10 e 20 do art. 39 da Lei 4.320//1964</p><p>87 restos a pagar processados. 87=Certo, art. 36 da Lei 4.320/1964</p><p>88 dívida flutuante. 88=Certo, art. 92 I da Lei 4.320/1964</p><p>PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE BOA VISTA. PROCURADOR MUNICIPAL. Aplicação: 26/05/2019. Conhecimentos Específicos.</p><p>De acordo com a Constituição Federal de 1988, julgue os seguintes itens, acerca de direito financeiro e princípios orçamentários.</p><p>74 A admissão de pessoal por empresa pública municipal dispensa autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias. 74=Certo, Art. 169 § 10 inciso II da CF/88 é exceção.</p><p>75 É viável incluir na lei orçamentária municipal autorização para a contratação, pelo município, de operação de crédito por antecipação de receita. 75=Certo, § 8 do art. 165 CF/88</p><p>Considerando as disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal, julgue o item a seguir, relativo à destinação de recursos públicos para o setor privado.</p><p>76 Não é viável autorizar a abertura de crédito adicional para permitir a destinação de recursos de fundação pública municipal para a cobertura de necessidades de cidadãos, pois esse tipo de despesa somente pode ser realizado com base em dotações originariamente estabelecidas na lei orçamentária. 76=Errado, art. 26 da LC 101/2000 Lei Responsabilidade fiscal.</p><p>A respeito de crédito público, julgue o item subsequente.</p><p>77 Para que empresa pública municipal possa realizar operação de crédito interno com a União, o Senado Federal deverá verificar se o empréstimo pretendido observa os limites e as condições fixadas em âmbito nacional por essa casa legislativa para tal espécie de negócio jurídico. 77=Errado, o ministério da Fazenda verificará, art. 32 LC 101/200 com Resolução Senado Federal 43.</p><p>De acordo com a jurisprudência do STF, julgue o seguinte item, a respeito de leis orçamentárias e sua tramitação legislativa.</p><p>78 É inconstitucional dispositivo de lei orçamentária municipal que resulte da aprovação de proposta de emenda parlamentar que, mesmo sem aumentar a despesa prevista no projeto de lei encaminhado pelo prefeito, não guarde afinidade lógica com a proposição original. 78=Certo, art.6 3 I CF/88 com</p><p>“A atuação dos integrantes da assembleia legislativa dos Estados-membros acha-se submetida, no processo de formação das leis, à limitação imposta pelo art. 63 da Constituição, que veda – ressalvadas as proposições de natureza orçamentária – o oferecimento de emendas parlamentares de que resulte o aumento da despesa prevista nos projetos sujeitos ao exclusivo poder de iniciativa do governador do Estado ou referentes à organização administrativa dos Poderes Legislativo e Judiciário locais, bem assim do Ministério Público estadual. O exercício do poder de emenda, pelos membros do Parlamento, qualifica-se como prerrogativa inerente à função legislativa do Estado. O poder de emendar – que não constitui derivação do poder de iniciar o processo de formação das leis – qualifica-se como prerrogativa deferida aos parlamentares, que se sujeitam, no entanto, quanto ao seu exercício, às restrições impostas, em numerus clausus, pela CF. A CF de 1988, prestigiando o exercício da função parlamentar, afastou muitas das restrições que incidiam, especificamente, no regime constitucional anterior, sobre o poder de emenda reconhecido aos membros do Legislativo. O legislador constituinte, ao assim proceder, certamente pretendeu repudiar a concepção regalista de Estado (RTJ 32/143 – RTJ 33/107 – RTJ 34/6 – RTJ40/348), que suprimiria, caso ainda prevalecesse, o poder de emenda dos membros do Legislativo. Revela-se plenamente legítimo, desse modo, o exercício do poder de emenda pelos parlamentares, mesmo quando se tratar de projetos de lei sujeitos à reserva de iniciativa de outros órgãos e Poderes do Estado, incidindo, no entanto, sobre essa prerrogativa parlamentar – que é inerente à atividade legislativa –, as restrições decorrentes do próprio texto constitucional (CF, art. 63, I e II), bem assim aquela fundada na exigência de que as emendas de iniciativa parlamentar sempre guardem relação de pertinência ("afinidade lógica") com o objeto da proposição legislativa. [ADI 2.681 MC, rel. min. Celso de Mello, j. 11-9-2002, P, DJE de 25-10-2013.]</p><p>De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, que apresenta</p><p>normas gerais de direito financeiro, julgue o próximo item.</p><p>79 Caso o balanço de fundo especial integrante do orçamento municipal aponte saldo positivo, este será transferido para o exercício seguinte, a crédito do mesmo fundo, salvo previsão diversa na lei orgânica do município. 79=Errado, salvo previsão legal da lei que o institui, art. 73 da Lei 4.320/1964</p><p>PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE BOA VISTA. PROCURADOR MUNICIPAL. Aplicação: 26/05/2019. Conhecimentos Específicos.</p><p>À luz da jurisprudência dos tribunais superiores, julgue os itens subsecutivos, acerca da ação anulatória de débito fiscal.</p><p>93 Caso a fazenda pública municipal não conteste a ação no prazo legalmente previsto, deverá ser aplicado o efeito material da revelia. 93=Errado, “não há que se falar em revelia nas ações em que a Fazenda Pública litiga como ré, pois este litígios versam sobre direito indisponível: “Não se aplicam os efeitos da revelia contra a Fazenda Pública uma vez que indisponíveis os interesses em jogo” (STJ, AgRg no REsp 1.137.177. DJe 18/02/2010; SJT, AgRg nos ED no REsp 1.288.560, DJe 19/06/2012)</p><p>94 A suspensão da exigibilidade do crédito tributário discutido em ação dessa natureza dispensa o depósito do valor integral do tributo, qualquer que seja o autor da ação. 94=Errado,</p><p>INFORMATIVO 0564 de 15 a 30 de junho de 2015.</p><p>DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. NÃO INCIDÊNCIA DO PRAZO DO ART. 892 DO CPC EM EXECUÇÃO FISCAL. O prazo de cinco dias previsto no art. 892 do CPC não é aplicável aos depósitos judiciais referentes a créditos tributários, de tal sorte que são exigíveis multa e juros caso o depósito não seja realizado dentro do prazo para o pagamento do tributo. Isso porque, ao se interpretar a norma processual conforme o princípio da legalidade tributária estrita, reconhece-se que o prazo para o depósito judicial previsto no art. 892 do CPC ("Tratando-se de prestações periódicas, uma vez consignada a primeira, pode o devedor continuar a consignar, no mesmo processo e sem mais formalidades, as que se forem vencendo, desde que os depósitos sejam efetuados até 5 (cinco) dias, contados da data do vencimento") não se aplica às consignatórias de crédito tributário, por incompatibilidade normativa. Nos termos do art. 113, § 1º, do CTN, "A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente", sendo que, conforme estabelece o art. 140 do CTN, "As circunstâncias que modificam o crédito tributário, sua extensão ou seus efeitos, ou as garantias ou os privilégios a ele atribuídos, ou que excluem a exigibilidade do crédito tributário não afetam a obrigação tributária que lhe deu origem". Ademais, o crédito tributário só se extingue ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída nos casos previstos no CTN (art. 141); a suspensão da exigibilidade do crédito tributário se dá com o depósito do seu montante integral, o que não dispensa o cumprimento das obrigações assessórias (art. 151, II e parágrafo único); e a extinção do crédito tributário em razão do depósito judicial só se dá por ocasião de sua conversão em renda (art. 156, VI). Nessa linha, deve-se afirmar que a consignação em pagamento do montante do tributo discutido, que tem por fim asuspensão da exigibilidade do crédito tributário, a qual, ao final, pode implicar sua extinção, é aquela em que o crédito é depositado dentro do prazo de vencimento da obrigação, ou em que há o depósito do montante integral do débito (AgRg no Ag 1.239.917-SP, Segunda Turma, DJe 17/5/2010). Isso porque não se pode ignorar que o crédito tributário é exigível a partir do termo de vencimento. Inadimplido, por força de lei, é acrescido de juros, multa e correção monetária. Por isso que, por ocasião do depósito judicial da parcela respectiva, a parte deve depositar todo o montante devido: crédito principal, juros e multa. O depósito judicial, então, elide a mora do contribuinte ou responsável que ingressa em juízo para discutir a obrigação tributária tão somente quando realizado nos termos e condições próprias para o pagamento integral do crédito tributário; só assim a conversão do depósito em renda poderá implicar a extinção do crédito tributário. Não se pode permitir que o contribuinte ou responsável tributário, por estar em juízo, seja agraciado com mais cinco dias para adimplir o tributo, só porque ajuíza ação consignatória em pagamento. Caso admitida essa tese, diretamente, estar-se-ia criando distinção entre contribuintes/responsáveis, o que é vedado pelo art. 150, I, da CF, além de estar-se estabelecendo espécie de moratória tributária, de caráter geral, sem previsão legal. AgRg no REsp 1.365.761-RS, Rel. Min. Benedito Gonçalves, julgado em 9/6/2015, DJe 17/6/2015.</p><p>95 Se for proposta ação anulatória de débito fiscal pela fazenda pública municipal, será cabível a expedição da certidão positiva de débitos com efeitos negativos, independentemente de garantia. 95=Certo, Recurso repetitivo, REsp 1123306/SP Relator Ministro Luiz Fux S1 primeira seção. DJe 01/02/2010. Tese Jurídica: “A Fazenda Pública, quer em ação anulatória, quer em execução embargada, faz jus à expedição da certidão positiva de débito com efeitos negativos, independentemente de penhora, posto inexpropriáveis os seus bens". "Proposta ação anulatória pela Fazenda Municipal, "está o crédito tributário com a sua exigibilidade suspensa, porquanto as garantias que cercam o crédito devido pelo ente público são de ordem tal que prescindem de atos assecuratórios da eficácia do provimento futuro", sobressaindo o direito de ser obtida certidão positiva com efeitos de negativa." (REsp n. 601.313/RS, relator Ministro CASTRO MEIRA, DJ de 20.9.2004).</p><p>96 A certidão da dívida ativa poderá ser anulada judicialmente caso não seja respeitado o devido processo legal administrativo que a originou.96=Certo, REsp 945390/ES Relator Ministro Francisco Falcão. T1 – primeira turma DJe 20/09/2007. PROCESSO CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO. EXTRAVIO. EXIGIBILIDADE DO TÍTULO. AUSÊNCIA. I - O artigo 2º, § 5º, VI, da LEF, impõe que o termo de inscrição de dívida ativa deve conter o número do processo administrativo-fiscal que deu ensejo à cobrança. II - O extravio do processo administrativo impede que o Judiciário confira a CDA, ao mesmo tempo em que impossibilita o contribuinte de se defender. Precedentes: REsp nº 686.777/MG, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de 07/11/2005 e REsp Nº 274.746/RJ, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de 13/05/2002. III - Recurso especial improvido.</p><p>De acordo com o Código Tributário do Município de Boa Vista, julgue os itens a seguir.</p><p>97 O referido código impõe interpretação literal das disposições legais relativas a outorga de isenção. 97=Certo</p><p>98 A aquisição de unidade produtiva isolada em processo de recuperação judicial implicará responsabilidade do sucessor adquirente. 98=Errado,</p><p>99 Em processo de falência, o valor da venda de filial poderá ser utilizado para o pagamento de créditos quirografários. 99=Errado,</p><p>100 Ainda que revogada, lei que regia lançamento deverá ser a ele aplicada caso o fato gerador do lançamento tenha ocorrido quando da vigência dessa lei. 100=Certo</p><p>PROCURADORIAGERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE. Procurador Municipal do Quadro Permanente da Prefeitura de Campo Grande. Aplicação: 16/06/2019.</p><p>PROVA OBJETIVA</p><p>Acerca do disposto pelo Sistema Tributário Nacional, julgue os itens seguintes, considerando o entendimento doutrinário e jurisprudencial.</p><p>75 É inconstitucional a fixação de alíquota progressiva tanto para o ITCMD quanto para o imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição (ITBI), os quais devem guardar relação com a capacidade contributiva proporcional ao preço de venda dos bens. 75=Errado, súmula 656 + O Stf reconhece a possibilidade de cobrança progressiva para o imposto</p><p>do imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e serviços (ICMS), à contribuição do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada para a seguridade social e às contribuições para o Programa de Integração Social (PIS) e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP). 129=Certo, art. 155 II + 195 I + 239 com 146 “d” da CF/88</p><p>130 Pertence ao município o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de qualquer natureza, incidente na fonte, sobre rendimentos pagos, a qualquer título, pelo próprio município ou por suas autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista. 130=Errado, art. 158 I da CF/88</p><p>131 Medida provisória não é instrumento válido para inclusão de fato gerador relacionado ao imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), de competência municipal, ainda que essa matéria seja urgente e relevante para o equilíbrio de contas públicas municipais. 131=Certo, é imposto da competência municipal art. 156 III com § 30 CF/88 que terão suas alíquotas, incidência sobre exportações, forma concessão de isenções, incentivos e benefícios fiscais por lei complementar.</p><p>À luz das disposições do Código Tributário Nacional, julgue os itens seguintes.</p><p>132 Situação hipotética: Lei publicada em 1.º/9/2017 aumentou a alíquota do ISS sobre determinadas atividades e reduziu a multa de mora em 20%. Assertiva: Essa lei não retroage para alcançar prestações de serviço realizadas e sujeitas à incidência do ISS e infrações tributárias não julgadas e cometidas entre 1.º/1/2017 e 1.º/9/2017. 132=Errado, benefícios, retificações podem e devem retroagir, para garantir a plena vigência das leis segundo Aliomar Baleeiro</p><p>133 Situação hipotética: Pedro deve R$ 50.000 de imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) à prefeitura de determinado município brasileiro e soube por telejornal que a administração tributária municipal havia determinado a instauração de processo administrativo para o lançamento dos créditos municipais não pagos, o que inclui o débito de Pedro. Assertiva: Até que se inicie o referido procedimento administrativo, com a formalização de notificação, a responsabilidade de Pedro será excluída se houver denúncia espontânea. 133=Certo, art. 138 com art. 142 do CTN Lei 5.172/1966</p><p>134 As garantias do crédito tributário incluem a presunção relativa de fraude à execução e a indisponibilidade judicial de bens do devedor regularmente citado que não paga, não indica bens à penhora tempestivamente e em cujo patrimônio não há bens penhoráveis. 134=Certo arts. 185 e 185-A do CTN Lei 5.172/1966</p><p>A respeito de impostos de competência municipal, julgue os seguintes itens, conforme a Constituição Federal de 1988, o Código Tributário Nacional e a legislação de regência.</p><p>135 Em se tratando de serviço cuja prestação dependa do fornecimento de mercadorias, incide ICMS sobre o montante tributável, e não o ISS, de acordo com a Lei Complementar n.º 116/2003. 135=Errado, § 20 do art. 10 da LC 116/2003</p><p>136 O IPTU incide sobre imóveis de zonas urbanas e urbanizáveis onde o poder público mantenha abastecimento de água e sistema de esgoto sanitário, podendo esse imposto ser progressivo a depender da localização e do valor do imóvel. 136=Errado,</p><p>137 Compete privativamente ao Senado Federal avaliar periodicamente o desempenho das administrações tributárias dos municípios. 137= Certo, art. 52 Inciso XV CF/88</p><p>Com relação a processo judicial tributário, julgue os itens subsequentes.</p><p>138 Mandado de segurança constitui veículo adequado para convalidar compensação tributária realizada por contribuinte e ainda não homologada pela administração tributária. 138=Errado, § 20 do art. 70da Lei 12.016/2009 com § 20 do art. 74 da Lei 9.430/1996</p><p>139 Administrador de empresa arrolado como devedor em certidão de dívida ativa dessa pessoa jurídica pode obter a exclusão do seu nome da certidão via exceção ou objeção de pré-executividade. 139=Errado, art. 135 do CTN Lei 5.172/1986; com entendimento do STJ via própria é a dos embargos à execução, que oportuniza dilação probatória e assegura ampla defesa. Recursos Especiais repetitivos 1.110.925/SP (ministro Teori Zavascki) e 1.104.900/ES (ministra Denise Arruda). Ao examinar-se a questão de fundo quanto à viabilidade de discutir-se a legitimidade do sócio em sede de exceção de pré-executividade, restou consignado que a inclusão do nome do sócio-gerente na CDA seria suficiente para autorizar a sua inclusão no polo passivo, dada a presunção de legitimidade do título, passível de ser desconstituída em sede de embargos do devedor. Em ambos os casos, a condição de “sócio-gerente” figurava como pressuposto para o reconhecimento da legitimidade passiva.</p><p>140 Ação de consignação em pagamento constitui veículo adequado para que contribuinte em dúvida acerca da titularidade da capacidade tributária ativa exonere-se do dever de pagamento. 140=Certo. Art. 164 do CTN com entendimento do STJ segundo o qual a ação de consignação em pagamento é meio hábil para a liberação de dívida fiscal quando o contribuinte pretende eximir-se do pagamento de "consectários legais" que considera indevidos, tendo o fisco condicionado o pagamento do tributo à satisfação desses acessórios (REsp 55.911).</p><p>PROCURADORIA GERAL DO MUNICÍPIO DE CAMPO GRANDE. Procurador Municipal do Quadro Permanente da Prefeitura de Campo Grande. Aplicação: 16/06/2019.</p><p>PROVA OBJETIVA</p><p>A respeito do plano plurianual (PPA), da lei de diretrizes orçamentárias (LDO) e da lei orçamentária anual (LOA), julgue os itens a seguir.</p><p>105 A iniciativa para os três planejamentos orçamentários — PPA, LDO e LOA — é concorrente: tanto o Poder Executivo como o Poder Legislativo podem atuar na propositura dessas leis. 105=Errado,é do executivo art. 165 CF/88, legislar sobre orçamento é concorrente art. 24 II CF/88</p><p>106 O PPA traça o planejamento de longo prazo, estabelece diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as despesas correntes e para as despesas relativas aos programas de duração continuada. 106=Errado, para despesas de capital ou delas decorrentes, § 10 CF/88</p><p>107 A LDO orienta a elaboração da LOA, devendo a lei de diretrizes orçamentárias ser sancionada no primeiro semestre. 107=anulada, A LDO estabelece diretrizes para a confecção da Lei Orçamentária Anual (LOA), contendo metas e prioridades do governo federal, despesas de capital para o exercício financeiro seguinte, alterações na legislação tributária e política de aplicação nas agências financeiras de fomento. Também fixa limites para os orçamentos do Legislativo, Judiciário e Ministério Público e dispõe sobre gastos com pessoal e política fiscal, entre outros temas. .A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é uma das três grandes normas do processo orçamentário brasileiro. Todos os anos o Poder Executivo tem de enviar a proposta ao Congresso Nacional até 15 de abril. A peça deve ser aprovada pelo Parlamento até 17 de julho, véspera do início do recesso parlamentar do meio do</p><p>108 Constitui crime de responsabilidade fiscal o início de investimento cuja execução ultrapasse um exercício financeiro, sem prévia inclusão no PPA ou sem autorização de sua inclusão mediante lei. 108=Certo, § 10 do art. 167 CF/88</p><p>109 Vige no ordenamento jurídico brasileiro o princípio da anualidade orçamentária: nenhum tributo será cobrado no exercício financeiro sem prévia autorização orçamentária. 109=Errado, há exceções do art. 150 § 10 CF/88</p><p>Tendo como referência a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), julgue os itens seguintes.</p><p>110 A LRF, ao transformar a LDO em instrumento de planejamento trienal, incluiu o anexo de metas fiscais, no qual se estabelecem as metas anuais a serem implementadas no exercício financeiro a que se refere a LDO e nos dois exercícios seguintes. 110=Certo, § 10 do art. 40 LC 101/2000</p><p>111 Segundo a LRF, em todo município brasileiro, tomando-se como referência o total da receita corrente líquida em cada período de apuração, deverá ser observado o limite de 60% para</p><p>sobre transmissão por morte, a progressividade não é incompatível com a Constituição Federal nem fere o princípio da capacidade contributiva, RE 562045; “ A Corte aplicou o mesmo entendimento a outros nove Recursos Extraordinários. São eles: REs 544298, 544438, 551401, 552553, 552707, 552862, 553921, 555495 e 570849, todos de autoria do Estado do Rio Grande do Sul.”</p><p>76 As imunidades recíprocas são limitações constitucionais ao poder de tributar e têm status de cláusulas pétreas. 76=Certo, a imunidade recíproca visa resguardar o pacto federativo que é cláusula pétrea (Art. 150 VI “a” com § 40 I do art. 60 CF/88)</p><p>77 Empréstimos compulsórios no caso de investimentos públicos de caráter urgente e de relevante interesse nacional — como a reconstrução de escolas e hospitais atingidos por enchentes — dada a urgência do investimento público, não se sujeitam à anterioridade do exercício financeiro e à anterioridade nonagesimal. 77=Errado, art. 150 III “b” com art. 148 II CF/88 se aplica somente ao princípio da anterioridade do exercício financeiro.</p><p>image1.png</p><p>gastos com pessoal. 111=Certo, ART. 19 III LC 101/2000 com art. 169 CF/88</p><p>112 É nulo de pleno direito o ato de prefeito de município brasileiro que resulte em aumento de despesa em geral nos cento e oitenta dias anteriores ao final do seu mandato. 112=Errado, despesa com pessoal parágrafo único do art. 21 LC 101/2000</p><p>113 Conforme a LRF, não se admite utilizar recursos públicos, incluídos os de operações de crédito, para socorrer instituição do Sistema Financeiro Nacional, salvo mediante lei específica. 113=Certo, art. 18 LC 101/2000</p><p>Acerca das despesas e receitas públicas, julgue os itens que se seguem.</p><p>114 A realização de despesa é composta por quatro fases: licitação, empenho, liquidação e pagamento. 114=Errado, empenho com emissão nota de empenho,liquidação e ordem de pagamento. 3 fases. Lei 4.320/1964</p><p>115 Empenho é o ato pelo qual se reserva, na globalidade do orçamento, importância necessária ao pagamento de determinada despesa, sendo vedada a realização de despesa sem o respectivo empenho. Para toda despesa a ser realizada, é obrigatória a expedição de uma nota de empenho. 115=Errado, cria para o estado a obrigação de pagamento, art. 58 Lei 4.320/1964 com art. 60 + art. 61 para cada empenho é extraído um documento denominado “nota de empenho”</p><p>116 Receita tributária municipal é classificada como receita corrente, consoante estabelecido na Lei n.º 4.320/1964. 116=Certo, § 10 do art. 11 lei 4.320/1964</p><p>TÉCNICO EM CONTABILIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FUB CESPE aplicação 16/12/2018</p><p>No que se refere a atos e fatos administrativos, julgue os itens subsequentes.</p><p>59 A contratação de um novo empregado para uma empresa constitui um ato administrativo, visto que essa ação afeta o patrimônio da entidade. 59=errado</p><p>60 A aquisição de equipamento em que parte do valor seja paga à vista e o restante, a prazo, sem encargos financeiros relevantes, constitui fato permutativo do patrimônio. 60=certo</p><p>61 Por ocasião da venda de mercadorias, à vista ou a prazo, é necessária a baixa no estoque dos itens entregues ao cliente, evidenciando-se o sacrifício patrimonial realizado e representando-se um fato modificativo do patrimônio. 61=certo</p><p>62 O pagamento em atraso de um boleto, juntamente com os encargos financeiros correspondentes, é exemplo de fato misto. 62=certo</p><p>ANALISTA ADMINISTRATIVO – ESPECIALIDADE: ECONOMIA EBSERH CESPE 2018 NÍVEL SUPERIOR</p><p>Os gráficos a seguir mostram o resultado primário e o resultado nominal do setor público no Brasil, em proporção do PIB, assim como a dívida líquida do setor público, também tendo o PIB como base.</p><p>Acerca das informações e dos gráficos apresentados e considerando os conceitos de contabilidade fiscal, julgue os itens subsecutivos.</p><p>78 O aumento da necessidade de financiamento do setor público verificado a partir de 2014 não teve influência da política monetária contracionista que marcou o período, tendo decorrido, essencialmente, da piora do resultado primário. 78=Errado</p><p>79 A diferença entre resultado primário e resultado nominal indica a despesa com os juros reais incidentes sobre a dívida líquida do setor público. 79=Errado, “O resultado nominal é o conceito fiscal mais amplo e representa a diferença entre o fluxo agregado de receitas totais (inclusive de aplicações financeiras) e de despesas totais (inclusive despesas com juros), em determinado período. Essa diferença corresponde à Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP).” E “Resultado Primário = Resultado Nominal - Juros Nominais = Resultado Operacional - Juros Reais.”</p><p>80 A dívida líquida do setor público desconsidera os efeitos dos juros nominais sobre a dívida pública, razão pela qual apresentou trajetória decrescente mesmo nos períodos em que o resultado nominal foi negativo. 80=errado</p><p>81 O resultado primário requerido para manter estável a dívida pública como proporção do PIB será tão maior quanto mais elevado for o nível de endividamento do país. 81=certo</p><p>Acerca do financiamento do déficit público brasileiro a partir da última década de 80 e da sua relação com a inflação e o crescimento econômico, julgue os itens subsequentes.</p><p>82 No período que antecedeu a implantação do Plano Real, o resultado primário do setor público beneficiou-se de instrumentos temporários de contenção fiscal, como, por exemplo, as receitas de concessões de serviços públicos e o imposto provisório sobre movimentações financeiras. 82=certo</p><p>83 A partir de 1995, como elemento de sustentação do Plano Real, a política fiscal do governo federal assumiu forte caráter contracionista, reduzindo gastos discricionários, notadamente os associados à rubrica outras despesas correntes e de capital do Tesouro Nacional, e às aposentadorias e pensões, por meio da concessão de reajustes em patamares inferiores ao da inflação do período. 83=Errado “De março de 1995, quando foi adotada nova política cambial, a junho de 1997; nesse período, contou-se com calmaria no cenário internacional, permitindo-se a administração da consolidação da estabilidade com manejo de câmbio e juros, sem avanço significativo na política fiscal, embora com avanços importantes em reformas estruturais – como as privatizações – e no reconhecimento de esqueletos fiscais – como as dívidas do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e os passivos dos bancos estaduais.”</p><p>84 A redução da necessidade de financiamento do setor público em seu conceito operacional, de 1990 a 1994, decorreu das altas taxas de inflação do período, que comprometiam mais fortemente o valor real das despesas que o das receitas públicas. 84=certo</p><p>ADMINISTRADOR FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA NÍVEL SUPERIOR FUB CESPE 2018 aplicação 16/12/2018</p><p>Acerca dos mecanismos técnicos utilizados na administração do orçamento público, julgue os itens a seguir.</p><p>100 Havendo necessidade de detalhar o localizador de determinado gasto para efeito de acompanhamento físico financeiro, a administração deve usar a identificação por meio do plano orçamentário. 100=certo</p><p>101 É vedado à norma legal alterar a destinação de determinado recurso público para uma finalidade específica. 101=Errado</p><p>102 O módulo de conformidade contábil do SIAFI destina-se à utilização pelas unidades gestoras. 102=Errado, tem finalidade de realizar o processamento, controle e execução financeira, patrimonial e contábil do Governo Federal</p><p>103 Não há impedimento para que servidor lotado no departamento de pessoal do órgão onde trabalha seja indicado como cadastrador de órgão do SIAFI. 103=certo</p><p>104 O poder público poderá cobrar taxa de cidadão em decorrência de serviço público específico e divisível, ainda que o referido cidadão tenha deixado de se beneficiar com o serviço prestado. 104=certo, trata-se da utilização efetiva ou potencial, a taxa será cobrada tanto da fruição efetiva ou na fruição potencial, basta que o serviço público esteja a disposição do contribuinte para o surgimento da obrigação tributária por ser compulsória sua utilização</p><p>105 Se alguma parcela de suprimento de fundos concedido for restituída sem utilização, a despesa correspondente deverá ser obrigatoriamente anulada. 105=errado, constituem anulação de despesa ou receita orçamentária, se recolhidas após o encerramento do exercício. Art. 45 do decreto 93.872/1986</p><p>Com relação aos procedimentos relativos ao encerramento do exercício financeiro, julgue os itens subsecutivos.</p><p>106 Despesas inscritas em restos a pagar devem ser incluídas no montante da dívida fundada. 106=errado, Em Restos a Pagar, repita-se, só devem ser inscritas aquelas obrigações decorrentes de contratos, convênios ou de leis, cuja certeza de liquidez do credor já tenha sido verificada e constatada pela administração da entidade. A dívida fundada é baseada em contratos de empréstimo ou financiamentos com organismo multilaterais, agências governamentais ou credores privados, que geram compromissos de exigibilidade superior a doze meses, contraídos para atender a desequilíbrios orçamentários ou a financiamento de obras e serviços públicos. Art. 36 da Lei 4.320/1964</p><p>107 Se o pagamento de uma despesa que foi</p><p>empenhada pelo valor estimado ocorrer no exercício seguinte e se o valor pago for superior ao valor inscrito, o empenho deverá ser cancelado. 107=Errado, parágrafo único do art. 36 da Lei 4.320/1964</p><p>108 Se a inscrição de determinada despesa em restos a pagar prescrever, mas, por decisão judicial, a prescrição for interrompida, então a despesa correspondente deverá ser paga à conta de despesas de exercícios anteriores. 108=Certo, art. 37 da Lei 4.320/1964</p><p>ECONOMISTA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA NÍVEL SUPERIOR FUB CESPE 2018 aplicação 16/12/2018</p><p>A respeito da dívida pública, da necessidade de financiamento do setor público e dos resultados fiscais, julgue os itens seguintes.</p><p>85 A dívida bruta do governo geral inclui a dívida bruta interna e externa federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal. 85=Certo, DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL: A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) abrange o total dos débitos de responsabilidade do Governo Federal, dos governos estaduais e dos governos municipais, junto ao setor privado, ao setor público financeiro e ao resto do mundo. São incluídas também as operações compromissadas realizadas pelo Banco Central com títulos públicos. Essas operações são incluídas porque apresentam estreita relação com a dívida do Tesouro Nacional, e sua inclusão na DBGG permite melhor acompanhar a situação fiscal do governo. Os débitos de responsabilidade das empresas estatais das três esferas de governo não são abrangidos pelo conceito. Os débitos são considerados pelos valores brutos, sendo as obrigações vinculadas à área externa convertidas para reais pela taxa de câmbio de final de período (compra). São deduzidos da dívida bruta do Governo Federal os créditos representados por títulos públicos que se encontram em poder de seus órgãos da administração direta e indireta, de fundos públicos federais, dos estados e dos municípios, a saber: aplicações da previdência social em títulos públicos, aplicações do FAT e outros fundos em títulos públicos e aplicações dos estados em títulos públicos federais. Analogamente, são deduzidas da dívida dos governos estaduais e dos municipais as parcelas correspondentes aos títulos em tesouraria. Fonte: Banco Central do Brasil – Departamento Econômico</p><p>86 No cálculo da dívida líquida do governo geral, os créditos internos incluem os créditos concedidos a instituições financeiras oficiais, como o BNDES, por exemplo. 86=Certo</p><p>87 A dívida líquida do setor público inclui a dívida líquida do governo geral e a do Banco Central do Brasil, mas não inclui a das empresas estatais, dado que estas possuem personalidade jurídica de direito privado. 87=Errado. Conceito: DÍVIDA LÍQUIDA DO SETOR PÚBLICO</p><p>O conceito de setor público utilizado para mensuração é o de setor público não-financeiro mais Banco Central. Considera-se como setor público não financeiro as administrações diretas federal, estaduais e municipais, as administrações indiretas, o sistema público de previdência social e as empresas estatais não-financeiras federais, estaduais e municipais, exceto as empresas do Grupo Petrobras e do Grupo Eletrobras. Considera-se também a empresa Itaipu Binacional. A exclusão da Petrobras e da Eletrobras deve-se às características específicas das empresas, seguidoras de regras de governança corporativa similares às experimentadas pelas empresas privadas de capital aberto, e com autonomia para captar recursos nos mercados interno e externo. A exclusão da Petrobras das estatísticas fiscais passou a ser realizada a partir dos dados referentes ao mês de maio de 2009. Para que fosse possível comparar os resultados com períodos anteriores, o cálculo da dívida líquida e das necessidades de financiamento do setor público, na nova abrangência, retroagiu a dezembro de 2001. No caso das séries com a inclusão da Petrobras, as informações foram encerradas em abril de 2009, permanecendo disponíveis para consulta nas séries especiais (http://www.bcb.gov.br/?SERIEDLSP). A exclusão da Eletrobras ocorreu a partir da data base novembro de 2010 e, assim como foi feito no caso da Petrobras, o cálculo retroagiu a dezembro de 2001. Incluem-se também no conceito de setor público não-financeiro, os fundos públicos que não possuem característica de intermediários financeiros, isto é, aqueles cuja fonte de recursos é constituída de contribuições fiscais ou parafiscais. O Banco Central é incluído na apuração da dívida líquida pelo fato de transferir seu resultado automaticamente para o Tesouro Nacional. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) é utilizada como base para o cálculo do déficit público "abaixo da linha" . A DLSP é definida como o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não-financeiro e do Banco Central. Os saldos são apurados pelo critério de competência, ou seja, a apropriação de encargos é contabilizada na forma pro-rata, independente da ocorrência de liberações ou reembolsos no período. Eventuais registros contábeis que não utilizam esse critério são corrigidos para manter a homogeneidade da apuração.</p><p>DÍVIDA LÍQUIDA DO GOVERNO GERAL</p><p>A Dívida Líquida do Governo Geral corresponde ao endividamento líquido (balanceamento de débitos e créditos) do Governo Federal (inclusive Previdência Social), dos governos estaduais e dos governos municipais, junto ao sistema financeiro público e privado, setor privado não-financeiro e resto do mundo.</p><p>DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO GERAL</p><p>A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) abrange o total dos débitos de responsabilidade do Governo Federal, dos governos estaduais e dos governos municipais, junto ao setor privado, ao setor público financeiro e ao resto do mundo. São incluídas também as operações compromissadas realizadas pelo Banco Central com títulos públicos. Essas operações são incluídas porque apresentam estreita relação com a dívida do Tesouro Nacional, e sua inclusão na DBGG permite melhor acompanhar a situação fiscal do governo. Os débitos de responsabilidade das empresas estatais das três esferas de governo não são abrangidos pelo conceito. Os débitos são considerados pelos valores brutos, sendo as obrigações vinculadas à área externa convertidas para reais pela taxa de câmbio de final de período (compra). São deduzidos da dívida bruta do Governo Federal os créditos representados por títulos públicos que se encontram em poder de seus órgãos da administração direta e indireta, de fundos públicos federais, dos estados e dos municípios, a saber: aplicações da previdência social em títulos públicos, aplicações do FAT e outros fundos em títulos públicos e aplicações dos estados em títulos públicos federais. Analogamente, são deduzidas da dívida dos governos estaduais e dos municipais as parcelas correspondentes aos títulos em tesouraria. Fonte: Banco Central do Brasil – Departamento Econômico</p><p>88 A diferença entre resultado nominal e resultado primário, na contabilidade fiscal, refere-se à variação da inflação no período de apuração. 88=Errado. Como se definem os resultados nominal, operacional e primário do Setor Público? O resultado nominal é o conceito fiscal mais amplo e representa a diferença entre o fluxo agregado de receitas totais (inclusive de aplicações financeiras) e de despesas totais (inclusive despesas com juros), em determinado período. Essa diferença corresponde à Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP). O resultado operacional corresponde ao resultado nominal excluída a parcela referente à atualização monetária da dívida líquida. O conceito de resultado operacional é relevante em países de inflação alta, uma vez que exclui o impacto da inflação sobre a NFSP. A função da atualização monetária é simplesmente repor a parcela do estoque da dívida corroída pela variação dos preços. Em países com baixa inflação, onde o fator correção monetária é pouco expressivo, o conceito de resultado operacional perde relevância e tende a ser próximo do resultado nominal2 . O resultado primário corresponde ao resultado nominal excluída a parcela referente aos juros nominais (juros reais mais atualização monetária)</p><p>incidentes sobre a dívida líquida. O resultado primário, uma vez que não considera a apropriação de juros sobre a dívida existente, evidencia o esforço fiscal do setor público livre da “carga” dos deficits incorridos no passado, já que as despesas líquidas com juros (também chamada carga de juros) dependem do estoque total da dívida pública e das taxas de juros que incidem sobre esse estoque. Se o setor público gasta menos do que arrecada, desconsiderando a apropriação de juros sobre a dívida existente, há superavit primário. Fonte: Banco Central do Brasil</p><p>89 Se determinada economia nacional, em determinado ano, apresentar despesas totais de $ 1.300 bilhões — dos quais $ 400 bilhões forem de despesas financeiras — e receitas totais de $ 1.200 bilhões — dos quais $ 400 bilhões forem de receitas financeiras —, o resultado primário será um superávit de $ 300 bilhões.89=Errado, Receitas não financeiras – Despesas não financeiras = Superávit ou Déficit primário</p><p>E o que são receitas e despesas não financeiras? Simples, são todas as receitas e despesas do governo que não têm relação com recebimento ou pagamento de juros. Entre os itens da receita estão: Receita do Tesouro Nacional e Receita da Previdência Social. Já no lado das despesas estão: transferências a estados e municípios; restituições e incentivos fiscais; gastos com pessoal e encargos sociais; benefícios previdenciários; subsídios e subvenções.</p><p>Acerca da sustentabilidade da dívida pública, julgue os itens que se seguem.</p><p>90 A dívida pública de um país pode ser considerada sustentável se o resultado da diferença entre o valor presente esperado do fluxo futuro de receitas e as despesas do devedor for suficiente para realizar os pagamentos definidos nos termos dos contratos e títulos vincendos. 90=Certo, implica que o valor da dívida pública não deve ser superior ao valor presente de todos os superávits primários futuros, ou seja quando o valor presente do fluxo de receitas manos despesas do devedor é suficiente para pagar o que está contratualmente definido.</p><p>91 O alongamento do prazo de vencimento da dívida pública e a distribuição dos vencimentos de maneira suave são instrumentos que reduzem o risco de insolvência. 91=Certo</p><p>ECONOMISTA FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA NÍVEL SUPERIOR FUB CESPE 2018 aplicação 16/12/2018</p><p>Em relação à estrutura orçamentária e à evolução do déficit e da dívida pública brasileira, julgue os itens a seguir.</p><p>117 O conceito abaixo da linha corresponde à variação da dívida líquida total, interna ou externa. 117=Certo Os resultados fiscais podem ser apurados de duas formas: “acima da linha”, que corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do setor público; e “abaixo da linha”, que corresponde à variação da dívida líquida total, interna e externa. Em outras palavras, o método “acima da linha” apura o resultado fiscal pela diferença entre fluxos, o que permite melhor acompanhamento da execução orçamentária pelo controle das receitas e despesas. Já o segundo método, que parte dos saldos de dívida pública para obter as necessidades de financiamento, permite destacar as fontes de financiamento do setor público. Pelo método “abaixo da linha”, o resultado nominal equivale à variação total da dívida fiscal líquida no período. No caso do resultado primário, corresponde à variação da dívida fiscal líquida, excluídos os encargos financeiros líquidos. Fonte: Banco Central do Brasil</p><p>118 O resultado primário é contabilizado pelo regime de caixa. 118=Certo, As receitas e despesas fiscais podem ser contabilizadas pelo regime de caixa ou de competência. Pelo regime de caixa, são computadas no período (p.ex. mês) do efetivo recebimento/desembolso de recursos; no regime de competência, no período do fato gerador da receita/despesa. Por exemplo, despesas referentes a novembro de 2015 e pagas em dezembro sensibilizam as estatísticas de gastos em novembro, se apuradas pelo regime de competência, ou em dezembro, se apuradas pelo regime de caixa. O resultado primário divulgado pelo BCB é contabilizado pelo regime de caixa. Já as despesas financeiras líquidas (juros nominais) são apuradas pelo regime de competência; com isso, as NFSP =Necessidade de Financiamento do Setor Público no conceito nominal, formadas pela soma do resultado primário e dos juros nominais, são computadas de forma híbrida. Fonte: Banco Central do Brasil</p><p>119 As operações compromissadas não são computadas no cálculo da dívida bruta do governo geral. 119=Errado, Operações compromissadas são operações de compra (com compromisso de revenda) e/ou venda (com compromisso de recompra) de títulos públicos em mercado que o Banco Central realiza para controlar a liquidez da economia. São realizadas com títulos de emissão do Tesouro Nacional, tendo em vista que o Banco Central, obedecendo a dispositivo da Lei Complementar 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), não pode emitir títulos. A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), indicador fiscal muito utilizado para efeitos de comparação internacional, abrange, em linhas gerais, o total das dívidas de responsabilidade dos governos federal (incluindo INSS), estaduais e municipais, junto ao setor privado (títulos públicos), ao setor financeiro, ao Banco Central e ao resto do mundo. A DBGG considera, além dos títulos do financiamento mobiliário do Tesouro Nacional, as operações compromissadas realizadas pelo Banco Central, abrangendo, assim, toda a dívida mobiliária federal em mercado. Em dezembro de 2015, a DBGG totalizou R$3.927,5 bilhões, equivalente a 66,5% do PIB (Tabela 5). Em junho de 2016, a DBGG totalizava R$4.130,8 bilhões, equivalente a 68,5% do PIB. Fonte:; Banco Central do Brasil</p><p>120 Para que o governo possa emitir dívida nova para pagar dívida antiga, é necessário e suficiente que a taxa de crescimento do PIB seja maior do que a taxa de crescimento da dívida. 120=Errada, Securitização (Troca de Dívida/Fundo de Amortização)</p><p>Krugman (1989) mostrou que o processo de securitização de dívidas só pode ser implementado com sucesso, caso esta alternativa seja percebida como melhor do que a anterior. A única maneira de um esquema de securitização de dívidas ter êxito é se a nova dívida for reconhecidamente mais segura. Caso contrário, esta terá a mesma probabilidade de não-pagamento da dívida antiga e logo será vendida ao mesmo desconto, implicando que não haverá redução líquida do estoque de dívida. Existem 3 fatores que podem fazer o instrumento mais seguro. Primeiro, os credores podem coletivamente concordar que o título novo é melhor que as outras dívidas do governo, ou seja, que a possibilidade de repúdio é menor, fato que dificilmente ocorre. O segundo, uma entidade extragoverno pode garanti-los, emitindo a dívida nova com garantias tangíveis do principal e/ou dos juros. Esta entidade pode ser um órgão que administre as dívidas antiga e nova do Governo, colocando seus fundos não disponíveis a quaisquer outros gastos que não sejam a amortização de parcela da dívida nova. Ela tem a virtude de estabelecer uma regra de endividamento para o Governo. Terceiro, o novo título deve ter direitos especiais de conversão, como, por exemplo, o pagamento de impostos devidos com os novos títulos. No contexto da dívida interna, a securitização é o mesmo processo de lastreamento em que se amortiza a dívida velha com um mix de pré-pagamento e conversão (debt-debt swap). A securitização pode em última instância beneficiar credores e devedores melhorando os termos em que a dívida foi inicialmente contratada. A securitização pode também ser vista como uma forma de precommitment, permitindo o alongamento da dívida. Esta seria uma alternativa à indexação plena e de curto prazo como forma de precommitment, sugerida nos artigos resenhados na seção anterior.</p><p>ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FUB CESPE aplicação 16/12/2018</p><p>Julgue os itens a seguir, a respeito de princípios orçamentários.</p><p>60 Princípios orçamentários são regras constitucionais que norteiam a elaboração da proposta orçamentária. 60=Errado, Os princípios</p><p>orçamentários são diretrizes de direito financeiro que figuram como princípios gerais, aplicam-se direta e imediatamente à confecção do orçamento pelo Estado. São, portanto, normas especificamente voltadas à elaboração do orçamento público. Dentre os mais relevantes, destacam-se os seguintes: (i) exclusividade, (ii) universalidade, (iii) unidade, (iv) anualidade, (v) programação, e (vi) equilíbrio orçamentário.</p><p>61 Segundo o princípio orçamentário do equilíbrio, previsto na Constituição Federal de 1988, o orçamento de investimento (despesas de capital) não deve ultrapassar as receitas de capital dentro do exercício. 61=Certo, alguns autores (Kiyoshi Harada e Tathiane Piscitelli) afirmam que este princípio não consta da CF/88</p><p>Considerando que determinado ente federativo, ao elaborar a sua proposta de lei orçamentária anual para o exercício de 2019, tenha previsto dotações orçamentárias suficientes para suportar 24 meses de despesas correntes, julgue os próximos itens, a respeito dessa situação hipotética.</p><p>62 O referido procedimento contraria o princípio do orçamento bruto. 62=Errado, O artigo 6º da Lei 4.320/1964, o qual estabelece a necessidade de todas as receitas e despesas constarem da LOA em seus valores brutos – trata-se da “regra do orçamento bruto”, que complementa o princípio da universalidade (art. 165 § 5 da CF/88).</p><p>63 O procedimento em questão contraria o princípio da exatidão orçamentária. 63=Certo, Sanches (2004, p.149), o define princípio da Exatidão como: Princípio orçamentário, de natureza complementar, segundo o qual as estimativas orçamentárias devem ser tão exatas quanto possível, a fim de dotar o Orçamento da consistência necessária para que esse possa ser empregado como instrumento de gerência, de programação e de controle. Classificando o princípio da Exatidão entre “outros princípios tradicionais”, Giacomoni (2005, p.87), considera que “a exatidão orçamentária envolve questões técnicas e éticas”.</p><p>Ao elaborar a sua proposta de lei orçamentária anual para o exercício de 2019, um ente federativo, com vistas a obter maior flexibilidade na alocação de recursos durante a execução orçamentária, subestimou a previsão de receitas e, por isso, não incluiu na proposta receitas que espera arrecadar. A respeito dessa situação hipotética, julgue os itens subsequentes.</p><p>64 O procedimento adotado contraria o princípio da universalidade orçamentária. 64=Certo, segundo Sanches (2004, p.372), o princípio da Universalidade trata-se de um “princípio orçamentário clássico, de origem francesa, segundo o qual todas as receitas e todas as despesas devem ser incluídas na lei orçamentária”. Arts. 2, 3, 4 e 6 da Lei 4.320/1964</p><p>65 O referido procedimento contraria o princípio da anualidade orçamentária. 65=Errado, Sanches (2004, p. 29), situa este como: Princípio orçamentário clássico, de origem inglesa, também denominado Princípio da Periodicidade, segundo o qual o orçamento público (estimativas da receita e fixação da despesa) deve ser elaborado por um período determinado de tempo (geralmente um ano), podendo este coincidir ou não com o ano civil. Complementando, Giacomoni (2005, p. 79), afirma que “a origem mais remota desse princípio está na regra da anualidade do imposto, que vigorou na Inglaterra antes mesmo do surgimento do orçamento”. Para Montesquieu (apud TORRES, 1995, p. 202), considera que “o Legislativo deve exercer o controle político sobre o Executivo pela renovação anual da permissão para a cobrança dos tributos e a realização dos gastos, sendo inconcebível a perpetuidade ou a permanência da autorização para a gestão financeira”. A finalidade exclusiva do princípio, na sua origem, era, segundo Silva (1962, p.34), “obrigar o Poder Executivo a solicitar periodicamente ao Parlamento autorização para a cobrança de tributos e para a aplicação do respectivo produto”. Art. 2 da Lei 4.320/1964 + arts. 165 III e 167 I da CF/88</p><p>TÉCNICO EM CONTABILIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FUB CESPE aplicação 16/12/2018</p><p>Com relação a orçamento público, julgue os próximos itens.</p><p>110 O orçamento da seguridade social integra a lei orçamentária anual, que é uma lei de iniciativa do Poder Executivo. 110=Certo, § 5 do art. 165 da CF/88</p><p>111 Os recursos obtidos com a venda de bens imóveis de propriedade da União pertencem à categoria econômica das receitas correntes. 111=Errado, § 1 do art. 11 da Lei 4.320/1964, receitas tributária, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços, provenientes de recursos financeiros recebidos de pessoas de direito público ou privado quando destinadas a atender despesas classificáveis em despesas correntes.</p><p>112 Gastos com obras de conservação de bens imóveis são considerados inversões financeiras e devem ser classificados na categoria econômica das despesas correntes. 112=Errado, § 5 do art. 12 da Lei 4.320/1964</p><p>Acerca dos tributos e seus impactos nas operações das empresas, julgue os itens subsequentes.</p><p>113 O valor do imposto de renda a ser reconhecido como despesa pelas empresas sujeitas ao lucro real é o resultado da aplicação da alíquota estabelecida pelo fisco sobre o valor do lucro líquido apresentado na demonstração do resultado do exercício (DRE). 113=Errado, A tributação Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) - Lucro Real, se dá mediante a apuração contábil dos resultados, com os ajustes determinados pela legislação fiscal. O imposto será determinado com base no lucro real por períodos de apuração trimestrais, encerrados nos dias 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. No caso da apuração com base no lucro real, o contribuinte tem a opção de apurar anualmente o imposto devido, devendo, entretanto, recolher mensalmente o imposto por estimativa. Nos casos de incorporação, fusão ou cisão, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data do evento. Na extinção da pessoa jurídica, pelo encerramento da liquidação, a apuração da base de cálculo e do imposto devido será efetuada na data desse evento.</p><p>114 Os impostos recuperáveis incidentes sobre a compra de mercadorias para revenda não compõem o custo desses estoques e devem ser reconhecidos como direitos contra o fisco em conta própria do ativo. 114=Certo</p><p>TÉCNICO EM CONTABILIDADE FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA FUB CESPE aplicação 16/12/2018</p><p>Conforme os critérios de classificação das contas patrimoniais estabelecidos pela legislação societária, julgue os itens que se seguem.</p><p>115 Se uma empresa industrial tiver participação de caráter permanente no capital social de outras empresas, esse item patrimonial deverá ser classificado em investimentos, no ativo não circulante. 115=Certo, O Ativo Não Circulante está dividido em 4 grupos: Realizável a longo prazo, Investimentos, Imobilizado e Intangível. São classificados neste grupo as contas de bens e direitos da empresa cujas realizações se darão no longo prazo (após o término do exercício seguinte).</p><p>116 Se uma empresa adquire um fundo de comércio, esse item patrimonial deve ser classificado no ativo imobilizado. 116=Errado, O Ativo Imobilizado é formado pelo conjunto de bens necessários à manutenção das atividades da empresa, caracterizados por apresentar-se na forma tangível (edifícios, máquinas, etc.). O fundo de comércio que nada mais é que o conjunto de bens corpóreos (vitrine, mesas, cadeiras, computadores, máquinas e estoques) ou incorpóreos (ponto, nome, tecnologia, segredos do negócio, contratos comerciais, marcas e patentes...) e tem por objetivo facilitar o desenvolvimento da atividade mercantil de forma a obter mais sucesso.</p><p>ADMINISTRADOR INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA FLUMINENSE IFFluminense CESPE Aplicação: 3/6/2018</p><p>QUESTÃO 46</p><p>No processo de elaboração da proposta orçamentária, a primeira etapa a ser cumprida consiste em</p><p>A definição de macrodiretrizes.</p><p>B revisão da estrutura programática.</p><p>C elaboração de pré-proposta.</p><p>D planejamento do processo de elaboração. 46=D</p><p>E estimativa das necessidades de financiamento.</p><p>QUESTÃO 47 O ingresso de determinado</p><p>recurso é definido como receita agropecuária na classificação da receita pública por</p><p>A categoria econômica. Art. 11 da Lei 4.320/64 divide a receita em 2 categorias econômicas: receitas correntes e receitas de Capital</p><p>B origem. 47=B proveniente das atividades em que o Estado atua diretamente na produção (agropecuárias, industriais ou de prestação de serviços)</p><p>C espécie. Forma de classificar os tipos de receita dentro do nível origem: receita tributária divide em impostos, taxas e contribuições de melhoria;</p><p>D rubrica. É o detalhamento das espécies de receita. A Rubrica busca identificar dentro de cada Espécie de receita, uma qualificação mais específica. Agrega determinadas receitas com características próprias e semelhantes entre si.</p><p>E alínea. É o detalhamento que identifica o nome da receita propriamente dita, registrando a entrada de recursos financeiros. enquanto Subalínea Constitui o nível mais analítico da receita.</p><p>QUESTÃO 50 Para efeito do cálculo do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal, os valores dos contratos de terceirização de mão de obra são classificados como outras despesas de pessoal e serão incluídos no total da despesa de pessoal quando esses contratos</p><p>A forem destinados a serviços de processamento de resíduos sólidos.</p><p>B forem assinados com cooperativas ou outras entidades coletivas.</p><p>C forem destinados a serviços de limpeza e conservação de edifícios.</p><p>D implicarem responsabilidade trabalhista principal da parte contratante.</p><p>E forem referentes à substituição de servidores e empregados públicos. 50=E § 1 do art. 18 da LC 101/2000</p><p>PROCURADOR DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA Classe A Padrão I CESPE 2018, Nível superior</p><p>DIREITO AMBIENTAL</p><p>DIREITO FINANCEIRO</p><p>QUESTÃO 66</p><p>Em relação ao conceito, às espécies e à natureza jurídica do orçamento público, julgue os itens a seguir.</p><p>I De acordo com a jurisprudência do STF, o orçamento público, em regra, possui caráter autorizativo, ou seja, o simples fato de uma despesa ser incluída no orçamento não gera direito subjetivo à sua realização. I=certo, STF, RE 75908, julgado em 08/06/1973 “no Brasil, o orçamento é, via de regra, autorizativo e não impositivo. Desse modo, o que se tem é mera previsão de gastos, que serão realizados de acordo com a disponibilidade das receitas arrecadadas no exercício. A previsão de uma dada despesa não necessariamente implica sua realização, já que o Poder Executivo tem a discricionariedade de ajustar os gastos públicos diante das necessidades que se realizam ao longo do exercício”</p><p>II O orçamento público é instrumentalizado por meio de lei que possui caráter formal, o que torna inviável o seu controle em sede abstrata. II = errada. O orçamento público e, assim, as normas relativas às metas e diretrizes da Administração, bem como à distribuição de receitas e despesas, será objeto de aprovação pelo Poder Legislativo e três são as figuras para tanto: o plano plurianual(PPA), a lei de diretrizes orçamentária s (LDO) e a lei orçamentária anual (LOA). Tratando-se, em todos os casos, de lei em sentido formal, eventuais alterações somente serão permitidas também pelo mesmo instrumento, garantindo-se a plena observância ao princípio da legalidade. As leis orçamentárias podem ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade.</p><p>III O orçamento base-zero constitui uma técnica de elaboração do orçamento em que há o reexame crítico dos dispêndios de cada área governamental, de modo que não há compromisso com o montante de dispêndios do exercício anterior. III = Certo, = a base de informações para a definição do novo orçamento é zero.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>A Apenas o item I está certo.</p><p>B Apenas o item II está certo.</p><p>C Apenas os itens I e III estão/1964 certos. 66=C</p><p>D Apenas os itens II e III estão certos.</p><p>E Todos os itens estão certos.</p><p>QUESTÃO 67</p><p>No que tange aos princípios orçamentários, assinale a opção correta.</p><p>A O princípio da unidade prevê que o orçamento deve conter todas as receitas e todas as despesas da administração pública. Este é o princípio da Universalidade, que estabelece a necessidade de todas as receitas e despesas estarem previstas na LOA.</p><p>B O princípio da universalidade reflete a necessidade de existir apenas um único orçamento para o exercício financeiro. Princípio da anualidade, art. 34 da Lei 4.320/1964</p><p>C Pelo princípio da anualidade, o exercício financeiro deve necessariamente coincidir com o ano civil. Coincidirá com o ano civil, art. 34 da Lei 4.320</p><p>D Segundo o princípio da especificação, todas as receitas e despesas do orçamento constarão pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções. Constaram de forma discriminada</p><p>E A abertura de créditos especiais ou extraordinários autorizada por ato promulgado nos últimos quatro meses de um exercício financeiro pode ser considerada uma exceção ao princípio da anualidade. 67=E</p><p>QUESTÃO 68</p><p>Acerca das espécies e da tramitação legislativa das leis orçamentárias, assinale a opção correta.</p><p>A A lei que instituir a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) estabelecerá, de forma regionalizada, diretrizes, objetivos e metas da administração pública para as despesas de capital e para outras delas decorrentes. O plano plurianual, § 1 do art. 165 da CF/88</p><p>B O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária. 68=B § 3 do art. 165 da CF/88</p><p>C O plano plurianual compreenderá as metas e prioridades da administração pública federal, incluindo-se as despesas de capital para o exercício financeiro subsequente. A lei de diretrizes orçamentária, § 2 do art. 165 da CF/88</p><p>D No âmbito federal, emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) somente poderão ser apresentadas ao plenário das duas Casas do Congresso Nacional, que as apreciarão na forma do regimento comum. A emendas serão apresentadas na Comissão mista e apreciadas na forma regimental pelo plenário das duas Casas do Congresso Nacional § 2 do art. 166 da CF/88</p><p>E Emendas a projeto de lei orçamentária anual (LOA) devem indicar os recursos necessários, sendo admitida como fonte a anulação de despesa para pessoal e seus encargos. Excluídas as que incidam sobre dotações para pessoal e seus encargos, § 3 II “a” do art. 166 da CF/88</p><p>QUESTÃO 69</p><p>Um município do estado da Paraíba celebrou convênio com a União para a construção de uma unidade hospitalar de pronto-atendimento, em 2014, tendo oferecido uma contrapartida</p><p>de 20% do valor do convênio. Nessa situação hipotética, a responsabilidade de julgar as contas</p><p>dos administradores dos recursos do convênio caberá exclusivamente ao</p><p>A TCU, em relação aos recursos federais, e ao TCE-PB, quanto aos recursos municipais. 69=A, art. 71 VI da CF/88 + art. 75 da CF/88</p><p>B TCU.</p><p>C TCE-PB.</p><p>D Poder Legislativo federal, em relação aos recursos federais, e ao Poder Legislativo municipal, quanto aos recursos municipais.</p><p>E Poder Legislativo municipal.</p><p>QUESTÃO 70</p><p>No que concerne à classificação das receitas, assinale a opção correta.</p><p>A Receitas efetivas são as que não resultam em acréscimos ao patrimônio público, pois decorrem de fatos contábeis modificativos. Receitas não efetivas.</p><p>B Receitas não efetivas são aquelas que decorrem de fatos contábeis permutativos e que alteram positivamente a situação do patrimônio público. Receitas efetivas. A classificação que distingue as receitas públicas em efetivas e não efetivas o faz sob o enfoque patrimonialista da contabilidade, que busca identificar se ocorreu ou não uma alteração no patrimônio líquido para maior.</p><p>C Receitas originárias são as obtidas pelo Estado por meio do seu poder de autoridade, sendo captadas de forma coercitiva dos particulares. Estas são receitas derivadas, capacidade do Estado em institui tributos sobre os bens de particulares.</p><p>D Receitas parafiscais são as arrecadadas com destinação às entidades que não fazem parte do núcleo da administração do Estado. 70=D</p><p>E Receitas derivadas são as obtidas de forma espontânea e voluntária dos particulares, em decorrência da exploração de patrimônio do Estado. Estas são receitas originárias. . Obtidas pela</p><p>exploração econômica de bens próprios (atuação estatal de exploração econômica) não tem caráter coercitivo, atua como regime de direito privado. Vem da exploração do seu patrimônio mobiliário, imobiliário, receitas industriais e comerciais.</p><p>QUESTÃO 71</p><p>A respeito da classificação das despesas, julgue os itens subsequentes.</p><p>I Segundo a classificação funcional, a função “encargos especiais” engloba as despesas que não possam ser associadas a um bem ou a um serviço a ser gerado no processo produtivo corrente, representando, portanto, uma agregação neutra. I= certo, A Função “ Encargos Especiais” comporta as despesas públicas não associadas a um bem ou serviço gerado no processo produtivo corrente, tais como dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras afins.</p><p>II Na classificação programática, os projetos consistem em instrumentos de programação para alcançar o objetivo de um programa e envolvem um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanente, do que resulta um produto necessário à manutenção da ação do governo. II=errado, Classificação programática: Classificação da despesa segundo estrutura de programa, ação (projeto, atividade ou operação especial) e subtítulo (localizador do gasto), cujo objetivo é identificar a finalidade do gasto, em que e onde serão alocados os recursos, bem como viabilizar o gerenciamento interministerial de programas. As partes “programa” e “ação” desta classificação foram introduzidas pela Portaria no 42/99. A parte “subtítulo” não está prevista na norma geral, mas, sim, nas subsequentes leis de diretrizes orçamentárias. Esta classificação é composta por doze dígitos: 1º ao 4º (programa); 5º ao 8º (ação); 9º ao 12º (subtítulo). Toda ação do Governo está estruturada em programas orientados para a realização dos objetivos definidos para o período do PPA, ou seja, quatro anos.</p><p>III Na classificação funcional, é vedada a combinação de subfunções com funções diferentes daquelas a que já estejam vinculadas. III= errado, Merece destaque, ainda, a classificação funcional das despesas públicas, a qual busca responder a seguinte indagação: “ em que área governamental a despesa será realizada?” Consiste basicamente em classificar as despesas no orçamento por funções governamentais predefinidas, conforme previsão legal disposta no art. 2º, § 1º, inciso I, da Lei nº 4.320/1964.</p><p>A adoção da classificação funcional padronizada das despesas orçamentárias é obrigatória para os três níveis de governo e</p><p>foi introduzida pela Portaria nº 42/1999, do então Ministério do Orçamento e Gestão (MOG).</p><p>Essa classificação é organizada em dois grupos principais: a função e a subfunção. A função governamental é o maior nível</p><p>de agregação das áreas de atuação do setor público e está diretamente relacionada à competência institucional do órgão. A</p><p>subfunção representa um nível de agregação imediatamente inferior à função e vincula-se à finalidade da ação governamental em</p><p>si. Cada função possui subfunções associadas, mas é permitido combinar as funções com subfunções de outras áreas para</p><p>classificar determinados gastos públicos. Por exemplo, a subfunção “ Comunicação Social” está previamente associada à</p><p>“ Função 04 - Administração”, mas podem ocorrer gastos públicos em comunicação social voltados a divulgar assuntos ligados</p><p>à área da saúde. Neste caso, a despesa pública será classificada na “ Função 10 - Saúde” e na subfunção “ Comunicação Social”,</p><p>7.5. ou seja, apesar desta subfunção estar associada à função “ Administração”, não há restrições que impeçam o seu uso sob funções governamentais distintas da originalmente prevista para a subfunção.</p><p>Assinale a opção correta.</p><p>A Apenas o item I está certo. 71=A</p><p>B Apenas o item II está certo.</p><p>C Apenas os itens I e III estão certos.</p><p>D Apenas os itens II e III estão certos.</p><p>E Todos os itens estão certos.</p><p>QUESTÃO 72 * Questão anulada pela BANCA cespe</p><p>No que se refere à disciplina constitucional dos precatórios, assinale a opção correta.</p><p>A Com a Emenda Constitucional n.º 62/2009, a atualização dos valores dos precatórios, após a expedição até o efetivo pagamento, passou a ser feita pela taxa SELIC. Errada, será feita pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de poupança, § 12 do art. 100 CF/88 o STF declarou inconstitucionalidade parcial sem redução da expressão “independentemente de sua natureza” ADI 4.425 de 19-12-2013</p><p>B No orçamento das entidades de direito público, é obrigatória a inclusão de verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em julgado e constantes de</p><p>precatórios judiciários apresentados até o final desse mesmo exercício. Até primeiro de julho de cada ano, fazendo-se o pagamento até o final do exercício seguinte, quando terão seus valores atualizados. § 5 do art. 100 da CF/88</p><p>C Segundo a jurisprudência do STF, uma vez expedido o precatório, deve o credor aguardar o pagamento dos valores até o fim do ano seguinte, contando apenas com a expectativa de</p><p>correção monetária dos valores, mas não com a inclusão de juros de mora. Acrescidas de juros de mora e correção monetária</p><p>D Os débitos de natureza não alimentícia cujos titulares sejam portadores de doença grave ou pessoas com deficiência serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, até o</p><p>valor equivalente ao quádruplo do fixado para as obrigações de pequeno valor.natureza alimentícia, até o valor equivalente ao triplo § 2 do art. 100 da CF/88</p><p>E Não se admite o fracionamento de débitos de natureza alimentícia para fins da aplicação do direito de preferência dos precatórios cujos titulares tenham sessenta anos de idade. Admitido o fracionamento § 2 do art. 100 da CF/88</p><p>QUESTÃO 73</p><p>Considerando o estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), assinale a opção que indica o instrumento por meio do qual serão avaliados os passivos contingentes e outras situações capazes de afetar as contas públicas, com informações sobre as providências a serem tomadas, caso se concretizem.</p><p>A anexo de metas fiscais</p><p>B relatório de gestão fiscal</p><p>C relatório resumido de execução orçamentária</p><p>D anexo de riscos fiscais 73=D § 3 do art. 4 da LRF LC 101/2000</p><p>E plano plurianual</p><p>QUESTÃO 74</p><p>À luz da LRF, julgue os próximos itens.</p><p>I São exigências para a realização de transferência voluntária, entre outras, a observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária e de operações de crédito e a previsão</p><p>orçamentária de contrapartida pelo recebedor. I=certo, art. 25 IV “c” e “d” da LC 101/200 LRF</p><p>II Em nenhuma hipótese poderão ser utilizados recursos públicos, nem mesmo de operações de crédito, para socorrer instituições do Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a</p><p>concessão de empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de controle acionário. Lei específica por dizer hipótese, art. 28 “caput” da LC 101/2000 LRF</p><p>III Equipara-se a operação de crédito a assunção, o reconhecimento ou a confissão de dívidas pelo ente da Federação. III= certo, § 1 do art. 29 da LC 101/2000 LRF</p><p>IV A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas, por instituições financeiras estatais, deverá ser autorizada por lei específica, atender às condições estabelecidas na LDO e estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais. IV = errado, art. 26 da LC 101/200 LRF</p><p>Estão certos apenas os itens</p><p>A I e II.</p><p>B I e III. 74=B</p><p>C III e IV.</p><p>D I, II e IV.</p><p>E II, III e IV.</p><p>QUESTÃO 75</p><p>Os limites globais para o montante da dívida consolidada da União, dos estados e dos municípios são estipulados por meio de</p><p>A lei de iniciativa do Congresso Nacional.</p><p>B lei de iniciativa do presidente da República.</p><p>C decreto do presidente da República.</p><p>D resolução do Congresso Nacional.</p><p>E resolução do Senado Federal. 75=E, compete privativamente ao senado federal art. 52 IX da CF/88</p><p>ANALISTA ADMINISTRATIVO – ESPECIALIDADE: ADMINISTRAÇÃO EBSERH CESPE 2018 NÍVEL SUPERIOR</p><p>Acerca dos conceitos básicos de orçamento público, julgue os itens a seguir.</p><p>71 Intervenção governamental direta é medida apropriada</p><p>para solucionar problema de depressão por insuficiência de demanda de determinado sistema econômico. 71=Certo</p><p>72 A função estabilizadora do orçamento público diz respeito à capacidade do governo de combater os desequilíbrios regionais e sociais por meio dos gastos públicos. 72=Errado. “a função estabilizadora está relacionada às escolhas orçamentárias na busca do pleno emprego dos recursos econômicos; da estabilidade de preços; do equilíbrio da balança de pagamentos e das taxas de câmbio, com vistas ao crescimento econômico em bases sustentáveis. Nesse aspecto, o orçamento desempenha um importante papel, tendo em vista o impacto que as compras e contratações realizadas pelo governo exercem sobre a economia. Da mesma forma, a arrecadação das receitas públicas pode contribuir positivamente na reação do governo em atingir determinadas metas fiscais ou, ainda, na alteração de alíquotas de determinados tributos, que possam ter reflexo nos recursos disponíveis ao setor privado.” A afirmativa trata-se da função distributiva ou redistributiva: o governo deve combater os desequilíbrios regionais e sociais, promovendo o desenvolvimento das regiões e classes menos favorecidas.</p><p>73 O objetivo principal dos orçamentos públicos modernos objetivo 73=Errado, o orçamento público revela as políticas públicas adotadas pelo Estado ao procurar atender às necessidades e aos interesses da sociedade.</p><p>74 Os recursos financeiros obtidos por determinado órgão da administração pública na exploração de atividade econômica são considerados receitas originárias. 74=Certo</p><p>75 Em obediência ao princípio orçamentário da universalidade, os ingressos de recursos no tesouro do Estado devem ser classificados como receitas orçamentárias, independentemente de sua natureza ou finalidade. 75=Errado, dependem da natureza e finalidade. Universalidade todos os ingressos e todos os gastos que o Estado efetiva devem repercutir no oorçamento.</p><p>Julgue os itens seguintes, relativos aos instrumentos e ao processo de orçamentação.</p><p>76 Se o presidente da República vetar determinada dotação orçamentária, os recursos correspondentes a essa dotação poderão servir de fonte para a abertura de créditos especiais. 76=Certo</p><p>77 Alterações quantitativas no orçamento devem ser feitas, obrigatoriamente, com a utilização do crédito especial. 77=Errado, dos créditos adicionais. Arts. 40 e 41 da Lei 4.320/1964</p><p>78 A dimensão tática do plano plurianual define os caminhos exequíveis para as transformações da realidade que estão anunciadas nas diretrizes estratégicas, considerando as variáveis inerentes à política pública. 78=Certo</p><p>79 No caso de frustração da receita orçamentária, os critérios e a forma de limitação de empenho devem ser instituídos pelo titular de cada poder ou órgão. 79=Errado, o empenho não poderá exceder o limite dos créditos concedidos, art. 59 da Lei 4.320/1964</p><p>80 A reserva de contingência destina-se ao pagamento de restos a pagar que excederem as disponibilidades de caixa ao final do exercício. 80=Errado, reserva de contingência estará no projeto de lei orçamentária anual, destinada ao atendimento de passivos contingentes (evento incerto, duvidoso, que pode ou não ocorrer, que ocorrer por acaso ou por acidente, acidental = contingente) e outros riscos e eventos fiscais imprevistos. Art. 5 III “b” da LRF LC 101/2000</p><p>81 As políticas e diretrizes gerais para a atuação das empresas estatais são estabelecidas pelas unidades responsáveis pelas atividades planejamento. 81=Certo</p><p>Acerca das técnicas empregadas na elaboração e execução do orçamento público, julgue os itens que se seguem.</p><p>82 Determinado recurso público deve ser destinado pela lei orçamentária anual aos investimentos de empresa estatal não dependente por meio da classificação por esfera orçamentária. 82=Certo, Esfera Orçamentária: Classificação de uma determinada despesa que tem por finalidade identificar se está inserida no orçamento fiscal (F), da seguridade social (S) ou de investimento das empresas estatais (I), conforme discriminado no § 5º do art. 165 da Constituição. O orçamento fiscal: refere-se aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; o orçamento de investimento é o orçamento que registra os investimentos (aquisição de bens componentes do ativo imobilizado) das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; e o orçamento da seguridade social: abrange todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público, nas despesas relacionadas à saúde, previdência e assistência social, nos termos do § 2º do art. 195 da Constituição.</p><p>83 Os programas temáticos são constituídos por determinados grupos de dotações orçamentárias que expressam e orientam as ações governamentais para a entrega de bens e serviços à sociedade. 83=Certo. O governo articula as ações em programas. Eles podem ser divididos em três tipos: temáticos, de gestão, manutenção e serviços do Estado, e os especiais. Temáticos são aqueles que retratam os objetivos mais amplos das políticas públicas, como o Programa de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Defesa Nacional ou Educação de Qualidade Para Todos. Já os programas de Gestão, como o Programa de Gestão e Manutenção da Presidência da República, representam os gastos necessários para o funcionamento do Estado: servidores, prédios, veículos, serviços de telefonia e limpeza, etc. Há ainda programas de operações especiais, que tratam dos gastos com a dívida brasileira.</p><p>84 Para que determinado crédito especial seja aprovado, são suficientes a autorização legislativa e a indicação da fonte de recursos. 84=Errado. O crédito especial ocorre quando não há previsão de dotação para a realização de determinada despesa. Este instrumento viabiliza a criação de novo item de despesa, sendo autorizado por lei específica e aberto por decreto do Poder Executivo. Caso a lei de autorização seja promulgada nos últimos quatro meses do exercício, poderá ser reaberto no exercício seguinte nos limites de seu saldo, sendo incorporado ao orçamento do exercício financeiro subseqüente. Serão autorizados por lei e abertos por decreto executivo, art. 41 II + art. 42 da lei 4.320/1964</p><p>85 Caso determinado órgão público descentralize parcela de seu orçamento a outro órgão por meio de destaque, a classificação funcional e a estrutura programática da despesa não serão alteradas. 85=Certo. Descentralização de Crédito Transferência de uma unidade orçamentária ou administrativa para outra, do Poder de utilizar créditos orçamentários ou adicionais que estejam sob a sua supervisão, ou lhe tenham sido dotados ou transferidos. São operações descentralizadoras de crédito: o destaque e a provisão. Destaque de Crédito Operação descentralizadora de crédito orçamentário em que um Ministério ou Órgão transfere para outro Ministério ou Órgão o poder de utilização dos recursos que lhe foram dotados. Provisão Operação descentralizadora de crédito orçamentário, em que a unidade orçamentária de origem possibilita a realização de seus programas de trabalho por parte de unidade administrativa diretamente subordinada, ou por outras unidades orçamentárias ou administrativas não subordinadas, dentro de um mesmo Ministério ou órgão.</p><p>86 Os objetivos do decreto de limitação de empenho e movimentação financeira incluem cumprir com a legislação orçamentária e assegurar o equilíbrio entre receitas e despesas. 86=Certo, art. 9 da LRF LC 101/2000</p><p>Julgue os próximos itens, a respeito de receita pública.</p><p>87 Operação de arrendamento mercantil feita por determinado órgão público para a aquisição de bens deve arrendamento do conjunto de receitas orçamentárias. 87=Errado, transações como aquisições financiadas de bens e arrendamento mercantil financeiro são registradas como receita orçamentária e despesa orçamentária, pois são consideradas operações de crédito pelo art. 29 III</p>