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Biomas brasileiros A vegetação do Brasil corresponde a todo o conjunto de espécies e formações vegetais que recobrem o território nacional. Cada uma dessas classes está associada a um diferente tipo de clima, solo e relevo, os quais suportam, assim, plantas com características correspondentes à disponibilidade hídrica, à temperatura, à profundidade e ao nível de fertilidade do solo, entre outros. Dessa forma, encontra-se no país: florestas tropicais e atlânticas, como a Amazônia e a Mata Atlântica; Cerrado; Caatinga; Pampas; mata de araucárias; áreas de transição, como a mata dos cocais; sistemas complexos, a exemplo do Pantanal. Dados do IBGE mostram, entretanto, que a vegetação nativa brasileira tem ocupado uma área cada vez menor, o que se deve, sobretudo, ao processo de urbanização e abertura de novas áreas para cultivo e pastagem. Com o passar do tempo, com o avanço das áreas urbanizadas e das atividades antrópicas que se utilizam de extensas áreas, como a produção agropecuária, a vegetação nativa do Brasil teve a sua área reduzida. De acordo como IBGE, entre os anos de 2000 e 2018, uma parcela de 8,34% da cobertura original do país foi retirada, o equivalente a 490 mil km², atingindo principalmente áreas nos biomas da Amazônia e do Cerrado. A maior parcela dessas áreas (43%) foi convertida em pastagens e lavouras agrícolas. 1. Floresta Amazônia O bioma Amazônia compreende uma área na qual se encontra a maior floresta tropical do mundo. A Floresta Amazônica estende-se por nove países da América do Sul, sendo sua maior porção localizada no Brasil, ocupando cerca de 40% do território. É o maior de todos os biomas brasileiros. Caracteriza-se pela presença de diversos ecossistemas e por deter grande biodiversidade na fauna e na flora. Esse bioma compreende uma região constituída pela maior bacia hidrográfica do mundo: a Bacia Amazônica. Os principais representantes da fauna são onça-pintada, boto-cor-de-rosa, arara-azul, capivara, tatu e cobras, como a cascavel e a jararaca. A flora é constituída por aproximadamente 30 mil espécies das quase 100 mil existentes na América Latina. Entre as espécies de plantas mais conhecidas, destaca-se a vitória-régia, característica dos igapós. O bioma Amazônia compreende uma região que abrange a maior bacia hidrográfica do mundo, a Bacia Amazônica, que detém 20% da água doce do planeta. O Rio Amazonas é o principal e o maior em volume de água do mundo, recebendo vários afluentes. Compreende uma região de clima quente e úmido, apresentando umidade do ar elevada durante todo o ano. O índice pluviométrico também é elevado, sendo mais de 2000 mm de chuvas provenientes da própria floresta. A vegetação do bioma Amazônia divide-se em: mata de terra firme, mata de várzea e mata de igapó. As matas de terra firme compreendem os estratos mais altos, portanto, não são inundadas. As matas de várzea representam áreas inundadas durante alguns períodos do ano. Já as matas de igapó constituem os estratos mais baixos da vegetação e apresentam-se inundadas praticamente durante todo o ano. O solo da Amazônia é arenoso e apresenta uma camada de húmus resultante da deposição de floras, frutos e restos de animais. Apesar disso, apenas cerca de 14% do território pode ser considerado fértil para práticas agrícolas. O bioma Amazônia representa um conjunto de diferentes ecossistemas e ocupa grande parte do território brasileiro." 2. Cerrado O Cerrado é considerado o segundo maior bioma da América Latina e do Brasil. Conhecido como savana brasileira, apresenta grande biodiversidade e compreende uma área de elevado potencial aquífero. Esse bioma caracteriza-se por apresentar diversas fitofisionomias em virtude dos vários contatos geográficos que possui com outros biomas. Ao norte, limita-se com o bioma Amazônia; a leste e ao nordeste, com a Caatinga; ao sudoeste, com o Pantanal; e a sudeste, com a Mata Atlântica. O Cerrado possui uma grande variedade biológica. Apresenta cerca de 837 espécies de aves, 185 espécies de répteis, 194 espécies de mamíferos e 150 anfíbios. Os principais representantes da fauna do Cerrado são tucano, tamanduá-bandeira, lobo-guará, onça-parda, veado-campeiro, entre outros. Apesar da grande variedade, a fauna do Cerrado não é totalmente conhecida, principalmente em relação ao grupo de invertebrados. Em relação à flora, estudiosos estimam que há cerca de dez mil espécies de vegetais que já passaram por identificação. Muitas espécies são usadas para fins medicinais e para alimentação. São representantes da flora do Cerrado: ipê, cagaita, angico, jatobá, pequi, barbatimão, entre outros. O Cerrado abriga nascentes dos principais rios brasileiros, compreendendo, segundo o IBGE, nove das doze bacias hidrográficas existentes no Brasil. Além de abrigar tantas bacias hidrográficas, o Cerrado localiza-se numa região em que existem grandes aquíferos, como o Guarani e o Bambuí. Por isso, esse bioma é considerado berço das águas. O clima do bioma Cerrado é predominantemente tropical sazonal, apresentando duas estações bem definidas: invernos secos e verões chuvosos. O período de seca tem início no mês de maio e termina no mês de setembro. Já o período chuvoso inicia-se em outubro e finaliza-se em abril. A média pluviométrica é de 1500 mm, e a temperatura média anual é de 22ºC, variando ao longo desses períodos. O Cerrado apresenta vegetações distribuídas em formações savânicas, formações florestais e formações campestres. As espécies variam entre plantas arbóreas, herbáceas, arbustivas e cipós, distribuindo-se entre estrato lenhoso e estrato herbáceo. Além das árvores de troncos tortuosos, que podem apresentar até 20 metros, há também cactos e orquídeas no Cerrado. A vegetação desse bioma apresenta tonalidades de verde, amarelo e tons amarronzados ocasionados pela descoloração causada pela incidência solar. Os solos do Cerrado são antigos (Período Terciário) e caracterizam-se, principalmente, pela profundidade e drenagem. São bastante porosos e permeáveis, propiciando o processo de lixiviação (processo erosivo provocado a partir da lavagem da camada superficial do solo). Apresentam cores avermelhadas e dividem-se em latossolos e podzólicos. Os latossolos são avermelhados, possuem acidez e são pobres em nutrientes. Já os podzólicos ou argissolos apresentam coloração mais escura e são propícios a sofrer processos erosivos. 3. Caatinga O bioma Caatinga compreende cerca de 11% do território brasileiro, ocupando boa parte da Região Nordeste até a porção norte de Minas Gerais. O nome dado a esse bioma tem origem indígena e significa “floresta branca”, denominação que remete às características dessa vegetação ao longo da estação seca. Considerado o bioma mais seco, a Caatinga apresenta baixos índices pluviométricos. Segundo alguns estudiosos, a Caatinga é um bioma exclusivo do Brasil, por isso, a maioria das suas espécies é endêmica (ocorre somente numa determinada área). Entre os biomas brasileiros, é o que possui a botânica menos conhecida. As espécies mais características da sua flora são mandacaru, juazeiro, umbu, xiquexique, entre outras. A flora varia de acordo com características locais, como índice pluviométrico e particularidades do solo. A fauna da Caatinga é rica em biodiversidade, contando com cerca de 178 mamíferos, 591 aves, 177 espécies de répteis, 79 anfíbios, 241 peixes e 221 espécies de abelhas. Os principais representantes desse bioma são jacaré-do-papo-amarelo, jiboia, ararinha-azul, cágado e soldadinho-do-araripe. A Caatinga é caracterizada por ter rios intermitentes, ou seja, rios que secam durante um período do ano. Se comparados aos intermitentes, são poucos os rios perenes nesse bioma. Um exemplo deles é o São Francisco. Os rios da Caatinga nascem nas cabeceiras das serras e chapadas. O lençol freático da região abrangida por esse bioma possui baixo nível de água em virtude da escassez de chuvas e do solo pouco permeável. O bioma Caatinga compreende a região em que predomina o clima semiárido, o qual define as principais característicasdesse bioma. Os níveis pluviométricos atingem cerca de 800 mm ao ano. O clima semiárido possui dois períodos, um de chuva e um de seca. Nos períodos chuvosos, os níveis pluviométricos alcançam os 1000 mm por ano. Já nos períodos de seca, esse índice cai para 200 mm por ano. A temperatura média anual fica entre 25º C e 30º C. Nessa região, ao longo do período de seca, algumas áreas são castigadas pela forte insolação. A vegetação desse bioma apresenta características específicas, como queda das folhas durante o período de seca. Geralmente, as árvores são baixas e tortuosas, e a paisagem é composta por arbustos e cactos. Entre as principais características está o xeromorfismo, ou seja, adaptação das plantas para sobrevivência em regiões com pouca disponibilidade de água e clima seco por meio, por exemplo, de mecanismos de armazenamento de água. As raízes da vegetação, normalmente, cobrem o solo para conseguirem captar o maior volume de água possível. Os solos da Caatinga variam de rasos a moderadamente profundos. São pouco férteis e, geralmente, ricos em minerais, porém pobres em matéria orgânica. São também arenosos e pedregosos, retendo pouca água. A coloração varia de tons de vermelho à cor cinza. 4. Mata Atlântica O bioma Mata Atlântica ocupa cerca de 13% do território brasileiro e compreende a região costeira do Brasil, indo dos estados do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Esse bioma é composto por variados ecossistemas florestais e por uma biodiversidade semelhante à do bioma Amazônia. Hoje resta menos de 10% da mata nativa, que sofre com o intenso desmatamento, responsável pela extinção de diversas espécies desse bioma. A fauna do bioma Mata Atlântica é semelhante à do bioma Amazônia, contando com aproximadamente 850 espécies de aves, 370 espécies de anfíbios, 200 espécies de répteis, 270 espécies de mamíferos e 350 espécies de peixes. Cerca de 39% dos mamíferos desse bioma são endêmicos. Os principais representantes da fauna são micos, tamanduás, tucanos, jaguatiricas, rãs, onças-pintadas, bichos-preguiça, entre outros. A flora da Mata Atlântica conta com aproximadamente 20 mil espécies de vegetais, das quais 8 mil existem apenas nessa região. Cerca de 55% das espécies arbóreas e 40% das espécies não arbóreas são endêmicas, existindo apenas nesse bioma. Considerada uma das florestas com maior biodiversidade, a Mata Atlântica conta com o recorde de plantas lenhosas. A Mata Atlântica compreende a região onde se localizam sete bacias hidrográficas que se alimentam dos rios São Francisco, Paraíba do Sul, Paraná, entre outros. As águas dessa região abastecem cerca de 110 milhões de brasileiros. O clima da Mata Atlântica é o tropical úmido. Apresenta temperaturas elevadas, altos índices pluviométricos e elevada umidade do ar, com escassez de períodos de estiagem. Em virtude de sua extensão, esse bioma também apresenta climas como tropical de altitude (Região Sudeste) e subtropical (Região Sul). A vegetação do bioma Mata Atlântica é diversificada em decorrência de sua extensão. Apresenta vegetações ombrófilas (vegetações de folhas largas e perenes) e estacionais. É composta por árvores de médio e grande porte, cujas copas tocam-se, caracterizando uma formação contínua de florestas que podem alcançar até 60 metros de altura. Os solos que compõem a Mata Atlântica são geralmente rasos e ácidos, extremamente úmidos e pobres em decorrência da pouca incidência solar, que é impedida de alcançar a superfície em virtude do estrato arbóreo que compõe esse bioma. A pouca profundidade do solo e os altos níveis pluviométricos propiciam processos erosivos e deslizamentos nas partes mais altas. 5. Pantanal O bioma Pantanal é considerado uma das maiores planícies alagadas do mundo, compreendendo os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. É o menor bioma em extensão territorial do Brasil, ocupando cerca de 2% do território nacional. É um bioma com grande biodiversidade, que vem sendo ameaçada pela ação antrópica. Esse bioma sofre influência de outros biomas, como Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica. A fauna do bioma Pantanal apresenta uma característica incomum: espécies de outros biomas que se encontram ameaçadas aglomeram-se na região do Pantanal. Sua fauna é composta por 132 espécies de mamíferos, 463 espécies de aves, 113 espécies de répteis, 41 espécies de anfíbios e 263 espécies de peixes. Destacam-se, nesse bioma, o tuiuiú, o cervo-do-pantanal, a arara-azul, o jacaré-do-pantanal, entre outros. A flora do Pantanal conta com cerca de duas mil espécies de plantas segundo a Embrapa. Muitas dessas espécies possuem fins medicinais. A maioria dessas plantas provém de outros biomas, tendo, portanto, raras espécies endêmicas. São exemplos da flora do Pantanal: vitória-régia, aguapé, orquídea, palmeira, figueira, entre outras. O Pantanal compreende a bacia hidrográfica do Rio Paraguai. Os principais rios que alimentam a rede hidrográfica da região são: Rio Paraguai, Rio Cuiabá, Rio São Lourenço, Rio Miranda, entre outros. No período das cheias, boa parte da planície pantaneira alaga-se, fazendo com que o solo não seja capaz de absorver toda a água. O clima predominante no Pantanal é o tropical com características de continentalidade. Apresenta períodos de seca e períodos de chuva. As temperaturas médias ficam em torno de 25º C, contudo há uma grande amplitude térmica, com temperaturas que podem alcançar máximas de 40º C e mínimas próximas a 0º C. A vegetação do bioma Pantanal é muito diversificada em decorrência da grande influência de outros biomas e também por conta do encharcamento do solo durante um período do ano. É composta por matas, cerradões, savanas, campos inundáveis (brejos). O curso dos rios apresenta matas ciliares (floresta mais densa) que os acompanham. Normalmente, a vegetação é aberta e varia conforme o relevo. Nos terrenos alagados, é possível encontrar espécies aquáticas e, raramente, tapetes de gramíneas. O solo que constitui o bioma Pantanal é originado da deposição de fragmentos rochosos provenientes de áreas de maior altitude. Apresenta baixa impermeabilidade e reduzida fertilidade. Isso ocorre porque esse solo apresenta excesso de água, o que dificulta a decomposição da matéria orgânica. No período de seca, os solos apresentam uma espécie de areia composta por restos de animais e vegetais, o que lhes dá um pouco de fertilidade. 6. Pampa O bioma Pampa, conhecido também como Campos Sulinos, ocupa cerca de 2% do território brasileiro, abrangendo o território do estado do Rio Grande do Sul. O nome “pampa” tem origem indígena e designa uma região plana. A paisagem desse bioma é composta, em sua maioria, por campos nativos. O Pampa apresenta grande biodiversidade. A fauna do bioma Pampa é bastante diversificada, contando com cerca de 500 espécies de aves, 100 espécies de mamíferos e uma grande variedade de insetos, que contribui para a existência de várias espécies de aves. Aproximadamente 40% das espécies são endêmicas. Os principais representantes da fauna são ema, perdiz, pica-pau, joão-de-barro, veado-campeiro, preá, entre outros. A flora desse bioma conta com, aproximadamente, três mil espécies vegetais, com predominância de gramíneas, que alcançam cerca de 450 espécies. É possível encontrar também espécies de leguminosas e cactáceas. Como principais exemplos da flora, podemos citar: capim-forquilha, grama-tapete, babosa-do-campo, trevo-nativo, amendoim-nativo, entre outros. O Pampa compreende uma área constituída por duas bacias hidrográficas, a bacia hidrográfica Costeira do Sul e a bacia hidrográfica do Rio da Prata. Os principais rios são: Rio Uruguai, Rio Santa Maria, Rio da Prata, Rio Jacuí, Rio Ibicuí e Rio Vacacaí. A hidrografia desse bioma apresenta elevado potencial hidrelétrico e é extremamente navegável. O clima característico do bioma Pampa é o temperado do tipo subtropical frio, apresentando temperaturas médias em torno de 19º C. Esse bioma apresenta uma particularidade: as quatro estações são bem definidas. A vegetação do Pampa ou dos Campos Sulinos é constituída,basicamente, por vegetação campestre normalmente uniforme, como as gramíneas. Aparenta um tapete herbáceo baixo que pode chegar até 50 centímetros. Há dois tipos de fitofisionomias: campos limpos e campos sujos. Os campos limpos caracterizam-se por não apresentarem arbustos, ao contrário dos campos sujos, onde esses arbustos são encontrados. Os solos do Pampa são, geralmente, pouco férteis e propícios à erosão. Em virtude da prática agrícola (monocultura) realizada nessa área e da pecuária, uma grande parte desse bioma foi devastada, intensificando os processos erosivos, tornando os solos arenosos. 7. Mata de araucárias A mata de araucárias, conhecida também como floresta de araucárias, é um tipo de cobertura vegetal que integra o bioma Mata Atlântica, e é classificada por Aziz Ab’Sáber como um dos domínios morfoclimáticos brasileiros. Ela se estende por áreas na região Sul do Brasil, recobrindo ainda algumas parcelas da região Sudeste. Esse ecossistema apresenta uma grande diversidade biológica tanto no que diz respeito à sua fauna quanto à sua flora. A mata de araucárias ocorre predominantemente nos estados da região Sul do Brasil. Sua área original correspondia a quase 40% das terras do Paraná, onde tinha a maior presença nas regiões centro-sul e sudeste. Essa vegetação se estende também por Santa Catarina e pelo Rio Grande do Sul. Essa cobertura vegetal está presente em algumas áreas isoladas, e nelas constitui manchas de vegetação (ou refúgios), dos planaltos e montanhas da região Sudeste, especialmente onde há o predomínio de climas amenos, como é o caso das regiões serranas, em especial as serras do Mar e da Mantiqueira, dos estados de: Minas Gerais; São Paulo; Rio de Janeiro. A vegetação que caracteriza a mata de araucárias é a floresta ombrófila mista, que tem como uma de suas principais características a grande disponibilidade de umidade, uma vez que ocorre em regiões de climas úmidos, e também o fato de que suas árvores são perenifólias, ou seja, elas não perdem as suas folhas durante a estação seca. Outro importante aspecto desse tipo de formação vegetal é a presença da Araucária angustifólia, chamada também de pinheiro-do-paraná ou pinheiro-do-brasil, e que dá nome à mata de araucária. O conjunto de animais que têm a mata de araucárias como seu habitat natural é muito diversificado e formado principalmente por: pequenos mamíferos; aves; répteis; insetos. É preciso destacar que existem, nessa relação, algumas espécies ameaçadas de extinção, processo esse que, cada vez mais, é acelerado em função da rápida taxa devastação desse ecossistema: gralha-azul; jaguatirica; capivara; cutia; papagaio; macaco-prego; mico-leão-dourado; mono-carvoeiro; onça-pintada; preguiça-de-coleira; tamanduá; guariba; tucano; beija-flor; jararaca; teiú. A gralha-azul é um dos animais que compõem a biodiversidade da mata de araucárias. A araucária é a árvore mais representativa desse ecossistema, que recebe o nome de mata de araucárias pela sua predominância na composição florística. Trata-se de uma família de árvores coníferas, aciculifoliadas (folhas finas com formato de agulha) e que têm caules de 1 m a 1,5 m de diâmetro e altura que varia entre 20 m e 25 m. O tempo de vida de uma araucária é longo, podendo chegar a 300 anos. O fruto da araucária é a pinha, que produz dezenas de sementes que recebem o nome de pinhão. Além das araucárias, a floresta ombrófila mista é formada pelos seguintes espécimes vegetais: pinheiro-bravo; sassafrás; canela-lageana; canela-guaicá; imbuia; ipê; erva-mate. A mata de araucárias se desenvolve sobre solos com elevado teor de umidade e de nutrientes, portanto são, geralmente, férteis, e de profundidade média a elevada na maioria dos casos. Entretanto, existem aqueles com propriedades bastante variadas nas áreas em que a mata de araucárias se desenvolve. A mata de araucárias está compreendida na bacia Platina, cuja área é formada pelas bacias do Paraná, do Paraguai e do Uruguai. Trata-se de uma das mais importantes regiões hidrográficas do Brasil, com rios perenes, caudalosos e que dispõem de um enorme potencial para a geração de energia hidráulica pelo seu relevo planáltico. Nessa bacia foi construída a maior usina hidrelétrica do país e a segunda maior do mundo, a Usina Hidrelétrica de Itaipu, geradora de energia hidrelétrica. 8. Mata dos cocais Mata dos cocais é o nome dado a um tipo de vegetação do meio-norte do Brasil, uma das sub-regiões do Nordeste, que abrange parte dos estados do Maranhão e Piauí, estendendo-se ainda para o Pará e Tocantins. Essa formação vegetal corresponde à transição entre os biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga e, por isso, tem muitas características em comum com os três, como climas e propriedades dos solos, sendo um bioma tipicamente brasileiro. O babaçu e a carnaúba, ambos de grande importância econômica para as comunidades locais, são os principais representantes da flora desse domínio. O avanço da agropecuária para a região, entretanto, coloca em risco o equilíbrio ambiental da mata dos cocais. A mata dos cocais está localizada no meio-norte do Nordeste do Brasil, uma de suas quatro sub-regiões. Os estados do Maranhão e Piauí abrigam a maior extensão desse ecossistema, que recobre áreas no centro-norte e leste maranhense e no norte e oeste piauiense. A vegetação característica da mata dos cocais é encontrada também no norte do Tocantins, no extremo oeste do Ceará e em uma breve área no leste do estado do Pará. "Característica do meio-norte do Brasil, a mata dos cocais é formada por uma floresta ombrófila aberta. Na literatura a respeito do tema, há a discussão sobre a mata dos cocais ser um tipo de vegetação secundária que surgiu após a remoção da cobertura original daquela região. Uma das principais características da mata dos cocais é que ela é uma vegetação transicional entre três diferentes biomas, que são: Amazônia: localizada a oeste, compreendendo o oeste do Maranhão e os estados da região Norte, notadamente o Pará. Caatinga: localizada a leste, compreendendo os estados do Nordeste, incluindo o Piauí. Cerrado: localizado ao sul e compreendendo o sul do Maranhão, o oeste do Piauí e o Tocantins. Por essa razão, podemos empregar o termo ecótono para descrever a mata dos cocais. Um ecótono é, por definição, uma área de transição entre dois ou mais ecossistemas e que pode apresentar uma ou mais características das paisagens que ele intercala. A fauna que tem a mata dos cocais como seu habitat é muito diversa, formada em sua maioria por animais de pequeno e médio porte. Alguns dos animais terrestres e aquáticos encontrados nesse ecossistema são os seguintes: lobos (como lobo-guará); onça-parda; paca; macaco-prego; cuxiú; gato-do-mato; cachorro-do-mato; jaguatirica; tamanduá-bandeira; dentre outros. A flora da mata dos cocais é bastante característica desse domínio vegetal. Ela é constituída principalmente por palmeiras, dentre as quais se destacam o babaçu, uma espécie endêmica do Brasil que pode atingir até 20 metros de altura, e a carnaúba, que é originária do Nordeste brasileiro e possui cerca de 15 metros. Ambas apresentam grande valor econômico, principalmente para a população local. Em função da variedade climática característica do domínio da mata dos cocais, as propriedades dos solos em que essa vegetação se desenvolve varia conforme a região: · No oeste, uma área que apresenta maior umidade, há a presença de solos rasos, com excesso de umidade e ricos em ferro. · No sul, é comum a ocorrência de solos de baixa fertilidade, com boa drenagem e profundos, demonstrando elevado grau de intemperismo. · No leste, onde a Caatinga se faz presente, os solos encontrados geralmente são argilosos e arenosos. A mata dos cocais, sendo uma faixa de transição entre diferentes domínios morfoclimáticos, recebe a influência de pelo menos três climas distintos. São eles: Clima equatorial: caracterizado pelo elevado teor de umidade e altas temperaturas, chuvas abundantes e ausência de uma estação seca. É predominante na porçãoocidental da mata dos cocais. Clima semiárido: compreende uma parcela menor dessa vegetação, a leste, e é marcado pelo calor intenso durante o ano e chuvas escassas que acumulam até 750 mm anuais, a depender da localidade, com estiagens que podem se estender por períodos de até seis meses; Clima tropical semiúmido: abrange a maior parcela da mata dos cocais, compreendo as áreas centrais e meridionais, e tem como principal característica a ocorrência de uma estação seca e uma estação chuvosa, com temperaturas médias elevadas e chuvas que variam entre 1.000 e 1.500 mm anuais." A mata dos cocais é banhada e abastecida por rios pertencentes a três bacias hidrográficas brasileiras: Bacia do Atlântico Nordeste Ocidental: seu sistema de drenagem se estende pelo norte do Maranhão e extremo-leste do Pará. Bacia do Parnaíba: uma das mais importantes do Nordeste brasileiro. Compreende áreas no Maranhão, Piauí e Ceará. Seu rio principal é o Parnaíba, e muitos dos cursos d’água que a integram são intermitentes, isto é, secam durante o período de estiagem. Bacia do Tocantins-Araguaia: compreende a maior parcela desse ecossistema e é a maior bacia hidrográfica localizada exclusivamente em território nacional. Seu nome faz referência aos dois rios principais da região: rio Tocantins e rio Araguaia. 9. Mangue Mangues são a vegetação que caracteriza os manguezais, ecossistemas litorâneos que se formam nas áreas de estuários, baías ou reentrâncias onde há uma transição entre a terra firme e o mar. Parte dessas áreas está constantemente alagada pela água salobra, o que resulta em solos lamacentos e com elevado teor de sal. Os manguezais apresentam plantas adaptadas para essas condições, com raízes aéreas e folhas que apresentam mecanismos que expelem o excesso de sal. A fauna dos manguezais é composta por animais como peixes, crustáceos, mamíferos, insetos e répteis. Os manguezais são importantes para a manutenção do equilíbrio ambiental, para o clima do nosso planeta e sobretudo para as populações que tiram dele o seu sustento, o que torna a sua conservação necessária e urgente, tendo em vista as taxas de degradação desse ecossistema em todo o mundo. Manguezais são ecossistemas litorâneos característicos de terrenos úmidos rebaixados, ocorrendo, portanto, na zona costeira dos territórios. A área de formação dos manguezais é chamada também de entremarés, uma vez que está sujeita à ação das ondas do mar. Na maioria dos casos, eles se formam nos estuários e reentrâncias. No Brasil, os manguezais ocorrem em praticamente todo o litoral do nosso país, estendendo-se desde a região Norte, no estado do Amapá, até a região Sul, mais precisamente até o litoral de Laguna, em Santa Catarina. Os mangues brasileiros totalizam 13 mil km² aproximadamente, apresentando o terceiro maior conjunto de manguezais do mundo. A vegetação dos manguezais, que corresponde ao mangue propriamente dito, é adaptada para suportar os diferentes teores de salinidade da água presente nas áreas onde se formam, que está constantemente sob a influência de água doce e da água salgada oriunda do mar. As espécies vegetais com essas características recebem o nome de halófitas. As plantas presentes nos manguezais apresentam mecanismos que as permitem exalar uma parte do sal que foi absorvido junto da água e também defesas em suas folhas que não deixam essa substância se acumular na superfície. Observam-se espécies com raízes aéreas (ou pneumatóforas), o que facilita na sua respiração e serve ainda como proteção para o solo e para a própria planta. O manguezal é um ecossistema caracterizado pela enorme biodiversidade, especialmente pela quantidade de animais representantes de cada uma das espécies presentes nesse ecossistema. Sua fauna é composta por peixes, moluscos, crustáceos, répteis, insetos, mamíferos aquáticos, aves, plânctons e outros. A flora dos manguezais é composta por mangues de diferentes tipos, gramíneas, plantas como o algodoeiro-do-manguezal e samambaião e também algumas espécies de algas. Assim como a vida animal, a vida vegetal do mangue apresenta poucas espécies, mas dispõe de um grande número de representantes de cada uma delas. Mapa Mental: Tipos de Vegetação no Brasil Vegetações brasileiras Trabalho de Ciências Colégio Municipal Ronan Oliveira Mota – Brejo Grande Aluno: Rafael Araujo da Cruz Turma: 7º Ano B - Vespertino Trabalho solicitado pelo professor Lahire image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.png image14.png image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg