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Procedimentos de Segurança em Biossegurança para Flebotomia
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Objetivo da aula
Compreender a importância da biossegurança na prática da flebotomia.
Conhecer os principais riscos biológicos e os procedimentos de segurança.
Aprender sobre o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Entender os métodos de descarte de materiais e prevenção de acidentes.
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Introdução à Biossegurança
Nível 1: Baixo risco – práticas básicas de higiene.
Nível 2: Moderado risco – EPIs e medidas adicionais.
Nível 3: Alto risco – manuseio de agentes infecciosos com precauções rigorosas.
Nível 4: Risco extremo – laboratórios altamente controlados.
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Nível 1: Baixo risco – Práticas Básicas de Higiene
Características:
Baixo risco de exposição a agentes infecciosos.
Normalmente encontrado em ambientes de ensino, laboratórios didáticos e áreas de pesquisa com microrganismos de baixa patogenicidade.
Medidas de Biossegurança:
Práticas básicas de higiene, como lavagem regular das mãos.
Uso de EPIs mínimos, como luvas e jalecos.
Manipulação de microrganismos que não representam risco significativo para a saúde humana.
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Nível 2: Moderado risco – EPIs e medidas adicionais
Características:
Moderado risco de exposição a agentes infecciosos, incluindo patógenos humanos de baixa a moderada patogenicidade.
Encontrado em laboratórios clínicos, hospitais e instituições de pesquisa com microrganismos potencialmente patogênicos.
Medidas de Biossegurança:
Uso de EPIs apropriados, como luvas, aventais, máscaras e óculos de proteção.
Implementação de medidas de controle de infecção, como assepsia adequada e descarte seguro de resíduos.
Treinamento regular em práticas seguras de manipulação de agentes infecciosos.
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Nível 3: Alto risco – Manuseio de Agentes Infecciosos com Precauções Rigorosas
Características:
Alto risco de exposição a agentes infecciosos que podem causar doenças graves em humanos.
Encontrado em laboratórios de pesquisa biomédica, centros de diagnóstico de doenças infecciosas e unidades de isolamento hospitalar.
Medidas de Biossegurança:
Uso de EPIs completos, incluindo roupas de proteção, respiradores, proteção facial e calçados fechados.
Implementação de medidas de contenção rigorosas, como salas de isolamento, sistemas de ventilação controlada e autoclaves para esterilização.
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Nível 4: Risco Extremo – Laboratórios Altamente Controlados
Características:
Risco extremamente alto de exposição a agentes infecciosos perigosos, incluindo patógenos com potencial de disseminação epidêmica ou pandêmica.
Encontrado em laboratórios de pesquisa de alto nível com patógenos como vírus Ebola, vírus da varíola e agentes biológicos de guerra.
Medidas de Biossegurança:
Instalações altamente controladas com acesso restrito.
Uso de trajes de proteção pressurizados e sistemas de descontaminação.
Estritas medidas de controle de acesso e protocolos de segurança, incluindo monitoramento constante e treinamento especializado.
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Riscos Biológicos na Flebotomia
AGENTES BIOLÓGICOS:
VÍRUS:
HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana):
Causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).
Transmitido através de fluidos corporais como sangue, sêmen, secreções vaginais e leite materno.
Hepatite B e C:
Causadores de hepatite crônica, cirrose e câncer de fígado.
Transmitidos principalmente através do contato com sangue contaminado, compartilhamento de agulhas e materiais perfurocortantes.
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Riscos Biológicos na Flebotomia
BACTÉRIAS:
Exemplos: Escherichia coli, Staphylococcus aureus, Streptococcus spp.
Transmissão: Pode ocorrer através do contato direto com secreções infectadas, incluindo sangue, saliva, muco, urina e fezes contaminadas.
FUNGOS:
Exemplos: Candida albicans, Aspergillus spp.
Transmissão: Pode ocorrer através do contato direto com lesões cutâneas ou mucosas infectadas, inalação de esporos ou ingestão de alimentos contaminados.
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Vias de Transmissão
PERFUROCORTANTES:
Definição: Instrumentos médicos afiados ou pontiagudos, como agulhas, bisturis, lancetas e escalpes.
Risco de Transmissão: Perfurações acidentais com agulhas contaminadas podem resultar na transmissão de agentes infecciosos.
CONTATO DIRETO COM SANGUE OU FLUIDOS CORPORAIS:
Definição: Contato direto com sangue, saliva, urina, fezes, secreções vaginais ou outras secreções corporais de uma pessoa infectada.
Risco de Transmissão: A exposição a esses fluidos pode resultar na transmissão de patógenos, principalmente se houver lesões na pele ou mucosas.
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Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)
Luvas: Uso obrigatório para evitar contato direto com sangue.
Jalecos: Protegem a roupa e a pele de respingos.
Máscaras e Protetores Faciais: Para evitar contaminação por aerossóis.
Óculos de Proteção: Protegem os olhos de respingos.
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Procedimentos de Segurança
Antes da Coleta de Sangue:
Higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel.
Verificação e preparação dos materiais de coleta.
Uso correto dos EPIs.
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Procedimentos de Segurança
Durante a Coleta de Sangue:
Utilização de técnica asséptica para evitar contaminação.
Evitar recapsulação de agulhas.
Manuseio cuidadoso de perfurocortantes.
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Procedimentos de Segurança
Após a Coleta de Sangue:
Descarte imediato e adequado das agulhas em coletores específicos.
Remoção e descarte correto dos EPIs.
Higienização das mãos após a remoção dos EPIs.
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Descarte de Materiais Biológicos
Materiais Perfurocortantes: Descartar em recipientes rígidos e à prova de perfuração.
Materiais Contaminados: Descartar em sacos específicos para resíduos biológicos.
Recolhimento e Tratamento: Seguir as normas da instituição para coleta e tratamento de resíduos.
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Prevenção de Acidentes com Perfurocortantes
Técnicas Seguras: Não recapear agulhas, uso de dispositivos de segurança.
Treinamento Contínuo: Atualização constante sobre práticas seguras.
Imediata Ação em Caso de Acidente: Lavar a área afetada, relatar o incidente e seguir protocolos de pós-exposição.
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Normas e Regulamentações
ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária):
Função: A ANVISA é uma agência regulatória do governo brasileiro responsável por promover a proteção da saúde da população, controlando a produção e comercialização de produtos e serviços que possam representar riscos à saúde pública.
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Normas e Regulamentações
Regulamentações sobre Biossegurança:
A ANVISA emite diretrizes, normas e regulamentos relacionados à biossegurança em diversos setores da saúde, incluindo hospitais, laboratórios clínicos, clínicas médicas e odontológicas, entre outros.
Essas regulamentações abrangem áreas como manipulação de materiais biológicos, descarte de resíduos, higienização e desinfecção de equipamentos, entre outros aspectos relacionados à segurança do ambiente de trabalho e à prevenção de infecções.
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Normas e Regulamentações
NR 32 (Norma Regulamentadora 32):
Função: A NR 32 é uma norma regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (atualmente Ministério da Economia) do Brasil, que estabelece diretrizes e requisitos mínimos de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde.
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Normas e Regulamentações
Objetivos:
Proteger os trabalhadores da área da saúde contra os riscos biológicos, químicos, físicos e ergonômicos presentes em seus locais de trabalho.
Estabelecer medidas de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, incluindo aquelas relacionadas à exposição a agentes biológicos durante procedimentos como a flebotomia.
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Normas e Regulamentações
Principais Aspectos Abordados:
Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados.
Procedimentos de higienização, desinfecção e esterilização de equipamentos e ambientes.
Prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes.
Treinamento e capacitação dos trabalhadores em segurança e saúde no trabalho.
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Técnicas de Assepsia em Flebotomia
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Higienização das mãos
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Tipos de Higienização das Mãos
Higienização simples das mãos;
Higienização anti-séptica dasmãos;
Fricção anti-séptica das mãos;
Anti-sepsia cirúrgica das mãos.
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Uso de Luvas
Luvas descartáveis: Usar sempre luvas esterilizadas ao realizar a coleta de sangue.
Troca de luvas: Substituir as luvas entre cada paciente para evitar contaminação cruzada.
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Preparação da área de punção
Antissepsia da pele: Limpar o local da punção com um antisséptico adequado, como álcool isopropílico a 70% ou clorexidina.
Tempo de secagem: Deixar o antisséptico secar completamente para garantir a eficácia da desinfecção.
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Uso de materiais estéreis
Agulhas e seringas: Utilizar materiais descartáveis e estéreis para cada coleta.
Tubos de coleta: Verificar a integridade e a esterilidade dos tubos antes do uso.
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Técnica asséptica durante o procedimento
Manuseio de agulhas: Evitar tocar a parte estéril da agulha e do local de inserção após a antissepsia.
Troca de gazes: Usar gazes estéreis para pressionar o local da punção após a retirada da agulha.
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Descarte correto de materiais
Perfurocortantes: Descartar imediatamente agulhas e outros objetos perfurocortantes em recipientes específicos à prova de perfuração.
Materiais contaminados: Descartar corretamente luvas, gazes e outros materiais contaminados em sacos específicos para resíduos biológicos.
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Uso de EPIs
Jaleco: Usar jaleco limpo e preferencialmente descartável.
Máscaras e protetores faciais: Utilizar quando houver risco de respingos de sangue ou outros fluidos corporais.
Óculos de proteção: Usar para evitar contaminação ocular por aerossóis ou respingos.
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Limpeza e desinfecção do ambiente
Superfícies de trabalho: Limpar e desinfetar as áreas de trabalho antes e depois de cada coleta de sangue.
Equipamentos: Desinfetar todos os equipamentos reutilizáveis de acordo com os protocolos estabelecidos.
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Conclusão
A biossegurança é essencial para a proteção de todos.
Responsabilidade: Cada profissional deve seguir rigorosamente os procedimentos de segurança.
Reflexão Final: Adotar práticas seguras é um compromisso contínuo com a saúde e a segurança.
32
Obrigado
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