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RISCOS OCUPACIONAIS Profa Camila Fonseca Alvarenga odontologia - 1 período PERDA OU DANO Risco biológico Risco químico Risco ergonômico Risco físico Risco de acidentes RISCO FÍSICO Ruído, vibração, radiação ionizante,temperaturas extremas, iluminação deficiente ou excessiva, umidade entre outros; CAR, compressor de ar, equipamento de Rx, equipamento de laser, fotopolimerizador, autoclave, condicionador de ar, etc. PROCEDIMENTOS PARA MINIMIZAR O RISCO FÍSICO Protetores auriculares Óculos de proteção individual Equipamentos de proteção radiológica, inclusive para pacientes iluminação eficiente caixa acústica para o compressor Cuidado com artigos com temperatura elevada submetidos à processos de esterilização Ambiente sempre arejado e ventilado - bem estar RISCO QUÍMICO Poeiras, névoas, gases, vapores, mercúrio, produtos químicos em geral Amalgamadores, desinfetantes químicos (álcool, hipoclorito de sódio, ácido peracético, clorexidina), gases medicinais (óxido nitroso) entre outros PROCEDIMENTOS PARA MINIMIZAR O RISCO QUÍMICO Limpar a sujidade do chão com pano úmido para evitar poeira Uso de Epis e óculos de proteção para o paciente Uso de amalgamador em cápsulas Acondicionar resíduos de amálgama em recipiente inquebrável, de paredes rígidas, com água suficiente para cobrí,-los, encaminhando para coleta especial de resíduos contaminados Armazenamento correto de produtos químicos conforme instruções do fabricante Manutenção preventiva de válvulas dos recipientes contento gases medicinais RISCO ERGONÔMICO Postura incorreta, ausência de auxiliar, falta de capacitação do auxiliar, atenção e responsabilidade constantes, ausência de planejamento, ritmo excessivo, atos repetitivos PROCEDIMENTOS PARA MINIMIZAR O RISCO ERGONÔMICO Organizar o ambiente de trabalho Realizar planejamento do atendimento diário Trabalhar preferencialmente em equipe Capacitação permanente Atividades diárias em sua rotina Alongamento entre atendimentos Valorizar momentos de laser com a equipe RISCO MECÂNICO OU DE ACIDENTE Arranjo físico deficiente, espaço físico subdimensionado, instrumental com defeito ou impróprio para procedimento, perigo de incêndio ou explosão, edificação com defeito, improvisações na instalação da rede elétrica e hidráulica, ausência de Epis PROCEDIMENTOS PARA MINIMIZAR O RISCO MECÂNICO OU DE ACIDENTE Equipamentos com registro no MS, modernos, com desenhos respeitando a ergonomia Instalar equipamentos em área adequada (RDC 50/2002 Anvisa) Intrumentais em número suficiente e boas condições de uso Extintores de incêndio (NR-23) e capacitar a equipe para seu uso Manutenção preventiva e corretiva (inst. Elétricas e Hidráulicas) Clínicas de maior porte: Programa de Prevenção de Riscos Ambientais: PPRA NR-9 RISCO PELA FALTA DE CONFORTO E HIGIENE Sanitário em número insuficiente sem separação de sexo Falta de produtos de higiene pessoal Ausência de água potável Não fornecimento de uniformes Ausência de ambientes arejados para lazer e confortáveis para descanso Ausência de vestiários com armários para a guarda de pertences Falta de local apropriado para lanches ou refeições Falta de proteção com a chuva PROCEDIMENTOS PARA MINIMIZAR O RISCO DE FALTA DE CONFORTO E HIGIENE Proporcionar condições de higiene, de conforto e de salubridade no ambiente de trabalho (NR-24) RISCO BIOLÓGICO Microrganismos - Homem O que os olhos não vêem... Quem é o inimigo? Infecção Hospitalar # IrAS AQUISIÇÃO DE IRAS 1- AGENTE INFECCIOSO (reservatório humano ou formas ambientais) 2- HOSPEDEIRO SUSCEPTÍVEL (paciente ou profissional) 3- TRANSMISSÃO DO PRIMEIRO PARA O SEGUNDO Agente infeccioso bactérias fungos vírus protozoários parasitas Porta de saída excreção secreções gotículas outros f luidos Fonte pessoas água medicamentos parasitas Formas de transmissão contato (direto/indireto) gotículas aérea Porta de entrada trato gastrintestinal trato urinário trato respiratório pele não íntegra mucosas Hospedeiro susceptível imunossuprimidos idosos RN queimados cirúrgicos FORMAS DE TRANSMISSÃO: TRANSMISSÃO POR CONTATO CONTATO DIRETO CONTATO INDIRETO Agente infeccioso de pessoa a pessoa Sangue ou fluidos corporais - diretamente transmitidos ao cuidador ou PAS (contato com mucosa ou pele não íntegra - cortes/abrasões) PAS -paciente com escabiose (contato direto com a pele do paciente) Lesão herpética Transferência do agente por um objeto intermediário contaminado ou pessoa Mãos dos PAS - tocam sítio anatômico colonizado ou infectado/objeto contaminado Equipamentos e materiais de uso comum instrumentos inadequadamente processados Vestuário dos PAS TRANSMISSÃO POR GOTÍCULAS Tecnicamente: uma transmissão por contato Tosse/espirro ou fala/procedimentos de atendimento Portas de entrada para vírus respiratório - mucosa nasal, conjuntiva e boca Área de risco - 1 metro de distância do paciente Estudos experimentais - Varíola e SARS (2003) - distâncias = ou > que 1,83m (APECIH, 2012) GOTÍCULAS X NÚCLEOS GOTICULARES Tamanho Comportamento Gotículas: Bordetella pertussis, influenza, adenovírus, rinovírus, Mycoplasma pneumoniae, SARS-Cov, estreptococos do grupo A e Neisseria meningitidis TRANSMISSÃO AÉREA Núcleos goticulares - tamanho perfeito Prevenção: sistema especial de ventilação e filtração do ar (pressão negativa em relação às áreas adjacentes, filtros de alta eficiência - 6 a 12 trocas de ar por hora) e uso da máscara PFF2 (N95) Mycobacterium tuberculosis, vírus do sarampo, vírus varicela zoster, vírus da varíola SITUAÇÕES ENVOLVENDO TRANSMISSÃO POR VIA AÉREA Antraz - ambiente - superfície - inalado Fungos (Aspergillus spp, Fusarium spp) - ubíquos - propágulos aerolisados - inalados Legionella pneumophila - biofilme no sistema hidráulico - aerosolização da água - inalação Agentes infecciosos no ambiente: PROCEDIMENTOS PARA DIMINUIR O RISCO DE TRANSMISSÃO AÉREA Uso do dique de borracha Sugadores de alta potência Evitar uso da seringa tríplice na forma de spray Regular a saída de água da refrigeração Higienizar previamente a boca do paciente mediante escovação e/ou bochecho anti- séptico Manter ambiente ventilado EPI Evitar contato de profissionais susceptíveis com pacientes suspeitos de sarampo, rubéola, varicela e tuberculose TRANSMISSÃO POR SANGUE E OUTROS FLUIDOS ORGÂNICOS Manipulação destes é comum Principais vias de transmissão para HIV, HBV, HCV PROCEDIMENTOS PARA DIMINUIR O RISCO DE TRANSMISSÃO POR SANGUE E OUTROS FLUIDOS ORGÂNICOS ATENÇÃO durante procedimentos Não usar dedos como anteparos Não reencapar, entortar, quebrar ou retirar agulhas das seringas com as mãos Não utilizar agulhas para afixar papéis Descarte de perfurocortante em recipiente adequado EPI PGRSS MEIOS DE TRANSMISSÃO E AGORA? CONSEGUEM VER O INVISÍVEL? Agente infeccioso Porta de saída Fonte Formas de transmissão Porta de entrada Hospedeiro susceptível IDENTIFICAÇÃO RÁPIDA DO MO TRATAMENTO ANTIMICROBIANO ADEQUADO DESCONTAMINAÇÃO SELETIVA BOAS CONDIÇÕES DE HIGIENE PESSOAL E SAÚDE LIMPEZA AMBIENTAL DESINFECÇÃO ESTERILIZAÇÃO PREPARO E ADMINISTRAÇÃO ADEQUADA DE MEDICAMENTOS USO ADEQUADO DE EPI DESCARTE ADEQUADO DE RESÍDUOS CONTENÇÃO DAS SECREÇÕES E EXCREÇÕES HIGIENE DAS MÃOS SISTEMA ESPECIAL DE VENTILAÇÃO DO AR PRECAUÇÕES ESPECÍFICAS DESINFECÇÃO E ESTERILIZAÇÃO HIGIENE DAS MÃOS TÉCNICA ASSÉPTICA CUIDADO COM FERIDAS CUIDADO COM DISPOSITIVOS INVASIVOS TRATAMENDO DA DOENÇA DE BASE RECONHECER OS PACIENTES DE RISCO COMPONENTES DAS PRECAUÇÕES: O PASSO A PASSO PRECAUÇÕES PADRÃO / PRECAUÇÕES BASEADAS NA TRANSMISSÃO certos microrganismos exigem medidas adjuvantes durante o período de transmissibilidade de cada doençaRECOMENDAÇÕES ATUAIS DOS CDC (2007) PRECAUÇÕES PADRÃO Higiene das mãos Seleção e uso adequado dos EPIs Higiene respiratória e tosse com etiqueta (SARS-COV) Higiene ambiental (INF. FÚNGICAS) Cuidados como manutenção e processamento de materiais, equipamentos e roupas Prevenção de acidentes com artigos perfurocortantes e material biológico Práticas seguras na administração de medicamentos por via endovenosa, intramuscular e outras (HBV/HCV) HIGIENE RESPIRATÓRIA E TOSSE COM ETIQUETA Educação dos PAS, pacientes e visitantes Cartazes informativos de fácil entendimento - instruções claras Controle da fonte - lenço de papel, lixeira, preparação alcoólica para higiene das mãos e fornecimento de máscara cirúrgica Separação espacial - >1m PRECAUÇÕES BASEADAS NA TRANSMISSÃO Precauções por contato Precauções para gotículas Precauções para aerossóis SEMPRE ASSOCIADAS ÀS PP Combinadas: Precauções de contato e gotículas - quadros respiratórios virais Precauções de contato e aerossóis - varicela COMPONENTES DAS PRECAUÇÕES PARA AEROSSÓIS EM ODONTOLOGIA Higiene das mãos Epis (máscara do tipo respirador - PFF2 - N-95) Em hospitais a N-95 pode ser reutilizada pelo mesmo profissional por longos períodos - desde que: íntegra, seca, limpa, acondicionada em recipiente fechado ou saco plástico identificado. E na odontologia?? Tosse com etiqueta Cuidados com o ambiente Visitantes (pais bacilíferos) PONTOS IMPORTANTES PARA A ODONTOLOGIA Dique de borracha Sugadores de alta potência Seringa tríplice em forma de spray Saída de água da refrigeração Higiene prévia da boca do paciente Ventilação do ambiente