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Disciplina 
Hidráulica Geral 
Unidade 
Bombas Hidráulicas 
 
Conteudista: Prof.ª M.ª Luciana Vasques Correia da Silva 
 
Objetivo da Unidade: 
• Apresentar os principais conceitos que envolvem o dimensiona-
mento das perdas de energia em um sistema de recalque, abordando 
as características de dimensionamento das bombas hidráulicas. 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 2 
Introdução 
As bombas hidráulicas desempenham um papel fundamental em uma grande 
variedade de aplicações industriais, comerciais e até mesmo domésticas. Sua 
importância está relacionada à capacidade de converter energia mecânica em 
energia hidráulica, possibilitando o transporte e o controle eficiente de fluidos 
em sistemas hidráulicos. Desde o fornecimento de água potável e irrigação agrí-
cola até a operação de equipamentos pesados em indústrias, as bombas hidráu-
licas são essenciais para garantir o funcionamento de uma forma eficaz vários 
processos e atividades. Além disso, sua versatilidade e eficiência tornam-nas 
imprescindíveis em setores tão diversos quanto construção civil, mineração, 
agricultura, energia, transporte e muitos outros (AZEVEDO NETO, 2015). 
 
 
Bombas Hidráulicas 
A instalação de uma bomba hidráulica se faz necessária sempre que houver a ne-
cessidade de aumentar a pressão, fornecer um suprimento adequado de água, 
elevar o fluido ou fornecer a energia necessária para movimentar cargas em um 
sistema hidráulico. Resumindo, as bombas hidráulicas transformam energia 
mecânica em energia hidráulica, isto é, as bombas transferem a energia para o 
fluido e assim ocorre o escoamento. Simplificando, as bombas hidráulicas for-
necem energia necessária para que o escoamento ocorra. 
Vídeo 
Parafuso de Arquimedes e Geração de Energia. 
Para saber mais acesse o link: https://youtu.be/eP3vnZRMpHc 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 3 
As instalações de bombeamento de uma forma geral possuem o sistema de suc-
ção, o sistema de bombeamento e o sistema de recalque, conforme Figura 1: 
 
Figura 1 – Instalação de Recalque 
Fonte: Reprodução 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um esquema de dois reservatórios de água conectados 
por uma bomba hidráulica. O reservatório da esquerda é chamado de “Reservatório de Suc-
ção”, enquanto o da direita é chamado de “Reservatório de Recalque”. Fim da descrição. 
 
Reservatório de Sucção: fica à esquerda da imagem. Há uma linha horizontal 
azul representando o “Nível d'Água”, que está preenchendo parcialmente o re-
servatório. Este reservatório é de onde a água será puxada pela bomba. 
Bomba hidráulica: está posicionada no centro da imagem, entre os dois reserva-
tórios, conectada por tubos a ambos. A bomba puxa a água do “Reservatório de 
Sucção” e a envia para o “Reservatório de Recalque”. 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 4 
Reservatório de recalque: fica à direita da imagem. Também tem uma linha ho-
rizontal azul indicando o “Nível d'Água”. A função deste reservatório é armaze-
nar a água que foi bombeada. 
O sistema como um todo representa uma estação de bombeamento, onde a água 
é transferida do reservatório de sucção para o de recalque através da ação da 
bomba hidráulica. 
O sistema de sucção de uma instalação de bombeamento é formado pelos se-
guintes componentes: 
• Tubulações de sucção; 
• Reservatório de sucção; 
• Válvula de retenção; 
• Registros; 
• Curvas; 
• Reduções; 
• Válvula de pé com crivo. 
O sistema de recalque de uma instalação de bombeamento é formado pelos se-
guintes componentes: 
• Tubulações de recalque; 
• Reservatório de recalque; 
• Válvula de retenção; 
• Válvula de alívio; 
• Registros; 
• Curvas. 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 5 
Energia do Sistema de Bombeamento 
A energia gerada pela bomba é transferida para o fluido, que deve atender à 
perda de energia total, isto é, perda de energia distribuída (∆Hdist) + perda de 
energia localizada (∆Hloc). Além de atender o aumento de energia potencial, a 
energia gravitacional e de pressão do fluido, e ainda fornecer energia cinética 
necessária para o escoamento. 
A soma dessas energias é chamada de Altura ou Energia de Total de Bombea-
mento. 
O tipo de bomba hidráulica muito utilizado nas instalações hidráulicas de recal-
que são as bombas hidrodinâmicas. 
Na bomba hidrodinâmica, a energia é fornecida pelo rotor na forma de energia 
cinética e de pressão, e as classificações das bombas hidrodinâmicas em função 
da trajetória do líquido no eixo do rotor são: 
• Bombas Radiais ou Centrífugas: o líquido chega ao rotor em uma trajetó-
ria paralela ao eixo e, na saída do rotor, a trajetória é radial ao eixo; 
• Bombas Axiais: o líquido mantém uma trajetória paralela ao eixo do rotor, 
na entrada e na saída; 
• Bombas Diagonais ou de Fluxo Misto: o líquido chega ao rotor com uma 
trajetória paralela ao eixo e uma trajetória intermediária entre radial e 
axial na saída. 
 
Vídeo 
Definições Importantes sobre Tipos de Bombas Hidráulicas: 
Acesse o link. 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 6 
As bombas hidráulicas também podem ser classificadas quanto ao tipo de insta-
lação, como bomba afogada, não afogada e submersa (Figura 2, 3 e 4): 
• Bomba Afogada: o eixo da bomba está abaixo do nível da água do reser-
vatório de sucção, dispensando o escorvamento (expulsar o ar), neste 
caso considerar a altura de sucção negativa; 
• Bomba não Afogada: a bomba está acima do nível da água do reservatório 
de sucção, sendo necessário o escorvamento, neste caso a altura de sucção 
positiva; 
• Bomba Submersa: o motor pode estar acima da água ou todo o conjunto 
motobomba está submerso. 
 
Figura 2 – Sistema de Sucção – Bomba Afogada 
Fonte: Adaptada de PELEGRINO, 2019 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um esquema de um sistema de bombeamento com 
uma bomba afogada e um reservatório de água de sucção. Esse tipo de bomba é chamado de 
“afogada” porque está posicionada abaixo do nível da água do reservatório, garantindo que 
a bomba esteja sempre cheia de líquido e pronta para operar. 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 7 
• Reservatório de Sucção: fica à esquerda da imagem e está representado como um 
recipiente retangular preenchido parcialmente com água, indicado por uma área 
azul. A parte superior do reservatório está aberta. A linha azul que indica o nível da 
água está acima da bomba, mostrando que a bomba fica submersa em relação ao ní-
vel da água; 
• Bomba Afogada: localizada à direita e abaixo do reservatório. A bomba está conec-
tada ao reservatório por um tubo inclinado que permite a passagem de água. Como 
o nível de água do reservatório está acima da bomba, isso cria uma situação de 
“sucção afogada”, onde a gravidade ajuda o fluxo de água para a bomba sem neces-
sidade de puxar o líquido; 
• Altura da Sucção Negativa: uma seta vertical do lado esquerdo da imagem indica a 
“Altura da Sucção Negativa”, que é a diferença de altura entre o nível da água no 
reservatório e a posição da bomba. Essa diferença de altura é o que permite o funci-
onamento eficiente da bomba afogada. 
O tubo de saída da bomba é mostrado à direita, estendendo-se para fora da imagem, indi-
cando que a água será transportada para outro destino após ser bombeada. A “sucção nega-
tiva” faz com que o líquido flua naturalmente até a bomba devido à pressão atmosférica e à 
gravidade. Fim da descrição. 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 8 
 
Figura 3 – Sistema de Sucção – Bomba Não Afogada 
Fonte: Adaptada de PELEGRINO, 2019 
#ParaTodosVerem: a imagem ilustra um sistema de bombeamento com uma bomba não 
afogada e um reservatório de água de sucção. Nesse tipo de configuração, a bomba está po-
sicionada acima do nível da água do reservatório, o que exige que ela “puxe” a água para 
iniciar o bombeamento, diferente da bomba afogada. 
• Reservatório de Sucção: o reservatório está localizado à esquerda da imagem, com 
uma área retangularpreenchida parcialmente com água, indicada pela cor azul. A 
linha azul dentro do reservatório representa o nível da água, que está abaixo da po-
sição da bomba; 
• Bomba Não Afogada: localizada à direita e acima do nível da água do reservatório. A 
bomba está conectada ao reservatório por um tubo inclinado que desce até o fundo 
do reservatório. Como a bomba está acima do nível da água, ela precisa vencer a al-
tura da sucção para iniciar o bombeamento, ou seja, precisa puxar a água através de 
uma pressão negativa; 
• Altura da Sucção Positiva: à esquerda da imagem, há uma seta vertical indicando a 
“Altura da Sucção Positiva”, que representa a diferença de altura entre o nível da 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 9 
água no reservatório e a posição da bomba. Essa altura deve ser vencida pela bomba 
para que o fluxo de água seja iniciado. 
O tubo de saída da bomba está à direita e inclinado para fora da imagem, sugerindo que a 
água bombeada será transportada para outro destino. A expressão “bomba não afogada” 
refere-se ao fato de que a bomba precisa de preparação para funcionar, já que o reservató-
rio não a mantém cheia de líquido o tempo todo, ao contrário de uma bomba afogada. Fim 
da descrição. 
 
Figura 4 – Sistema de Sucção – Bomba Submersa 
Fonte: Adaptada de PELEGRINO, 2019 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra dois esquemas de reservatórios de água com bombas 
hidráulicas submersas. No primeiro esquema, à esquerda, a bomba está submersa na água, 
enquanto o motor da bomba está acima do nível da água, conectado à bomba por um eixo 
prolongado. No segundo esquema, à direita, tanto a bomba quanto o motor estão submersos 
na água. A legenda abaixo da imagem diz “Bomba submersa”. Fim da descrição. 
 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 10 
Dimensionamento da Instalação de Bombeamento 
Conhecidos a vazão, a localização da fonte de captação da bomba e do ponto de 
saída da água, para o dimensionamento, pode seguir o roteiro: 
• Determinar o diâmetro a ser utilizado na sucção e no recalque; 
• Calcular as perdas de carga na sucção e no recalque; 
• Calcular a altura manométrica total; 
• Calcular a potência do conjunto motobomba; 
• Escolher a bomba e do motor. 
Este roteiro facilita o dimensionamento e evita o superdimensionamento das 
instalações, consequentemente o alto custo da instalação. 
Para determinar o diâmetro da tubulação de sucção, utiliza-se a equação: 
• Conjuntos elevatórios com operação 24h/dia (Fórmula de Bresser): 
𝑫𝑫𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 = 𝒌𝒌 ×�𝑸𝑸 
Onde: 
• DRec: diâmetro da tubulação de recalque (m); 
• K: coeficiente (tabelado) valor usual 1,3; 
• Q: vazão (m³/s). 
Conjuntos elevatórios: operação intermitente (Fórmula de Forscheimmer): 
𝑫𝑫𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 = 𝟏𝟏,𝟑𝟑 × �𝑸𝑸 × � 𝒉𝒉
𝟐𝟐𝟐𝟐
𝟐𝟐
 
Onde: 
• DRec: diâmetro da tubulação de recalque (m); 
• Q: vazão (m³/s); 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 11 
• h: n.º de horas de funcionamento da bomba (hora/dia). 
Para determinar o diâmetro da tubulação de sucção, considera-se um diâmetro 
logo acima do diâmetro de recalque calculado. 
Provavelmente o diâmetro de recalque calculado não irá coincidir com um valor 
de diâmetro comercial, portanto, nestes casos, deve-se utilizar o valor comer-
cial imediatamente superior ao calculado. 
Utilizando das fórmulas apresentadas anteriormente, encontram-se diâmetros 
do sistema de bombeamento de uma forma econômica. A partir desse método, 
foram determinadas velocidades econômicas relativas a esses diâmetros: 
• Tubulação de Sucção: V ≤ 1,5 m/s; 
• Tubulação de Recalque: V ≤ 2,5 m/s. 
Com base nesses dados, pode-se utilizar a Equação da Continuidade para encon-
trar o diâmetro econômico: 
𝑫𝑫 = �𝟐𝟐 × 𝑸𝑸
𝝅𝝅 × 𝑽𝑽
 
Onde: 
• D: diâmetro da tubulação (m); 
• Q: vazão (m³/s); 
• V: velocidade estabelecida na tubulação (m/s). 
 
 
Site 
Portal de Periódicos: Acesse o link. 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 12 
 
Calcular Perda de Carga na Sucção e Recalque 
Analisando um escoamento em conduto forçado entre duas seções, verifica-se 
que o fluido perde energia durante o deslocamento e também quando muda de 
direção. 
A perda de energia ou perda de carga (ΔH) entre duas seções ocorre devido à re-
sistência que o fluido oferece ao escoamento no conduto, e este termo é acres-
cido na Equação de Bernoulli: 
𝑷𝑷𝟏𝟏
𝜸𝜸
+
𝑽𝑽𝟏𝟏𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
+ 𝒛𝒛𝟏𝟏 =
𝑷𝑷𝟐𝟐
𝜸𝜸
+
𝑽𝑽𝟐𝟐𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
+ 𝒛𝒛𝟐𝟐 + ∆𝑯𝑯𝟏𝟏−𝟐𝟐 
A perda de carga em um escoamento pode ser classificada em: 
• Perda de Carga Distribuída ou Contínua (∆Hdist): consequência do 
atrito do próprio fluido ao longo da tubulação e com a rugosidade do 
tubo; 
• Perda de Carga Localizada ou Singular (∆Hlocal): devido às singulari-
dades instaladas na tubulação. 
Portanto, a perda de energia total em um escoamento com ou sem bomba pode 
ser entendida como: 
𝜟𝜟𝑯𝑯 = �∆𝑯𝑯𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅𝒅 + �∆𝑯𝑯𝒍𝒍𝒍𝒍𝑹𝑹𝒍𝒍𝒍𝒍 
Para calcular a Perda de Carga Distribuída, a fórmula mais utilizada é a Fórmula 
Universal: 
∆𝑯𝑯 = 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟐𝟐𝟎𝟎 × 𝒇𝒇
𝑸𝑸𝟐𝟐
𝑫𝑫𝟓𝟓 𝑳𝑳 ou ∆𝑯𝑯 = 𝒇𝒇
𝑽𝑽𝟐𝟐
𝑫𝑫𝟐𝟐𝒈𝒈
𝑳𝑳 (m) 
Onde: 
• Q: vazão (m³/s); 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 13 
• D: diâmetro da tubulação (m); 
• L: comprimento da tubulação (m); 
• g: aceleração da gravidade (m/s2). 
f é o fator de atrito da tubulação que pode ser determinado por: 
f: Fórmula de Nikuradse 
f: Diagrama de Moody (mais utilizado), como mostra o Diagrama 1: 
 
Figura 5 – Sistema de Sucção – Bomba Submersa 
Fonte: PORTO, 2001 
Para calcular a Perda de Carga Singular, a fórmula mais utilizada é: 
∆𝒉𝒉𝒍𝒍𝒍𝒍𝑹𝑹 = ∑𝒌𝒌 𝑽𝑽
𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
 (m) 
Onde: 
• V: velocidade (m/s); 
• g: aceleração da gravidade (m/s2); 
• k: coeficiente de perda de carga singular (Tabelado) conforme Tabela 1: 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 14 
Tabela 1– Coeficiente de Perda de Carga Singular (k) 
Peça k 
Ampliação geral 0,30* 
Bocais 2,75 
Cotovelo 90* (curva de ralo curto) 0,90 
Cotovelo 45º 0,40 
Crivo 0,75 
Curva 90º 0,40 
Curva 45º 0,20 
Curva 22°30’ 0,50 
Entrada normal de canalização 0,10 
Junção 0,40 
Medidor venturi 2,50** 
Redução gradual 0,15 
Saída de canalização 1,00 
Te, saída direta 0,60 
Te, saída lateral 1,30 
Válvula de gaveta aberta 0,20 
Válvula borboleta aberta 0,30 
Válvula-de-pé 1,75 
Válvula de retenção 2,50 
Válvula globo aberta 10,00 
*com base na velocidade da menor seção 
**com base na velocidade da canalização 
Fonte: AZEVEDO, NETO et al., 2015 
#ParaTodosVerem: a Tabela 1, formada por duas colunas, apresenta valores de coeficiente 
de perda de carga singular (K). Na coluna da esquerda estão descritos em linhas os tipos de 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 15 
singularidades. Na coluna da direita estão relacionados os respectivos valores do coeficiente 
(K) de cada tipo de singularidade. Fim da descrição. 
 
Entretanto, existe uma outra forma de se calcular a perda de energia singular 
chamada de Comprimento Equivalente. 
Este método considera que cada singularidade possui um comprimento equiva-
lente a metros de tubulação, de acordo com o diâmetro e o tipo de material da 
singularidade, e este valor é fornecido pelos fabricantes, conforme Tabela 2: 
 
 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 16 
Tabela 2 – Comprimento Equivalente das Singularidades 
 
Fonte: Reprodução 
#ParaTodosVerem: a Tabela 2 é formada por colunas que apresentam valores de compri-
mentos de tubos equivalentes às singularidades. Para cada tipo de singularidade e para os 
variados diâmetros das tubulações, encontram-se os respectivos valores de comprimentos 
equivalentes às tubulações. Fim da descrição. 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 17 
O método do Comprimento Equivalente permite que o cálculo da perda de ener-
gia seja feito apenas com a fórmula de perda de carga distribuída, onde serão 
acrescentados ao comprimentoda tubulação (LTubo), os comprimentos equiva-
lentes das singularidades (Lequi) tendo assim um comprimento total (LTotal): 
𝐿𝐿𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇 = 𝐿𝐿𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇𝑇 + 𝐿𝐿𝐸𝐸𝐸𝐸𝑇𝑇𝐸𝐸(m) 
Dessa forma, a perda de energia total (distribuída + localizada) pode ser deter-
minada pela Equação Universal, acrescida do comprimento equivalente: 
∆𝑯𝑯 = 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟐𝟐𝟎𝟎 × 𝒇𝒇
𝑸𝑸𝟐𝟐
𝑫𝑫𝟓𝟓 𝑳𝑳𝑻𝑻𝒍𝒍𝒅𝒅𝒍𝒍𝒍𝒍 ou ∆𝑯𝑯 = 𝒇𝒇
𝑽𝑽𝟐𝟐
𝑫𝑫𝟐𝟐𝒈𝒈
𝑳𝑳𝑻𝑻𝒍𝒍𝒅𝒅𝒍𝒍𝒍𝒍(m) 
Entretanto, ainda se pode fazer uso da Equação de Hazen Williams, conforme 
apresentada a seguir: 
∆𝑯𝑯 = 
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝑸𝑸𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝑪𝑪𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 ×𝑫𝑫𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎 𝑳𝑳 
Onde: 
• C: Coeficiente de rugosidade (tabelado); 
Exemplo de Aplicação: determine a perda de carga de uma tubulação de aço co-
mercial (ε = 0,046mm) que transporta água (ᶹ = 1,003x10-6 m²/s). Considere o 
comprimento da tubulação de 15m, o diâmetro de 13mm e a velocidade da água 
de 3,5m/s. 
Solução: 
𝑅𝑅𝑹𝑹 =
𝑽𝑽 × 𝑫𝑫
𝝑𝝑
=
𝟑𝟑,𝟓𝟓 × 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟏𝟏𝟑𝟑
𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟑𝟑 × 𝟏𝟏𝟎𝟎−𝟔𝟔
= 𝟐𝟐𝟓𝟓.𝟑𝟑𝟔𝟔𝟐𝟐 𝒍𝒍𝒐𝒐 𝟐𝟐,𝟓𝟓 × 𝟏𝟏𝟎𝟎𝟐𝟐 → 𝒅𝒅𝒐𝒐𝒕𝒕𝒕𝒕𝒐𝒐𝒍𝒍𝑹𝑹𝒕𝒕𝒅𝒅𝒍𝒍 
𝜺𝜺
𝑫𝑫
=
𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟐𝟐𝟔𝟔
𝟏𝟏𝟑𝟑
= 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟐𝟐 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 18 
Com os valores de Re, 𝜀𝜀𝐷𝐷 faz-se a leitura no Diagrama de Moody do valor do fator 
de atrito (f) de 0,031. Com este valor, calcula-se a perda de energia pela Equação 
Universal: 
∆𝑯𝑯 = 𝒇𝒇 ×
𝑳𝑳 × 𝑽𝑽𝟐𝟐
𝑫𝑫 × 𝟐𝟐𝒈𝒈
= 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟑𝟑𝟏𝟏 ×
𝟏𝟏𝟓𝟓 × 𝟑𝟑,𝟓𝟓𝟐𝟐
𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟏𝟏𝟑𝟑 × 𝟐𝟐 × 𝟗𝟗,𝟎𝟎𝟏𝟏
 
∆𝑯𝑯 = 𝟐𝟐𝟐𝟐,𝟑𝟑 𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
Obs.: A unidade de medida da perda de carga ou perda de energia (ΔH) é metros 
de coluna de água (mca) ou simplesmente metros (m). 
Exemplo de Aplicação: calcule a perda de carga unitária em uma tubulação cuja 
carga de pressão na seção (1) vale 25mca e na seção (2) vale 17mca. Sabendo que 
o comprimento total da tubulação é de 34 m, considere V1 = V2. 
Solução: 
𝑷𝑷𝟏𝟏
𝜸𝜸
+
𝑽𝑽𝟏𝟏𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
+ 𝒛𝒛𝟏𝟏 =
𝑷𝑷𝟏𝟏
𝜸𝜸
+
𝑽𝑽𝟐𝟐𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
+ 𝒛𝒛𝟐𝟐 + ∆𝑯𝑯𝟏𝟏→𝟐𝟐 
𝑽𝑽𝟏𝟏
𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
= 𝑽𝑽𝟐𝟐
𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
 são iguais, portanto, são anuladas. 
𝟐𝟐𝟓𝟓 + 𝟎𝟎 = 𝟏𝟏𝟎𝟎 + 𝟓𝟓 + ∆𝑯𝑯𝟏𝟏→𝟐𝟐 
∆𝑯𝑯𝟏𝟏→𝟐𝟐 = 𝟑𝟑 𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
𝑱𝑱 =
∆𝑯𝑯
𝑳𝑳
 
𝑱𝑱 =
𝟑𝟑
𝟑𝟑𝟐𝟐
= 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎 𝒎𝒎/𝒎𝒎 
Obs.: A perda de energia unitária ou perda de carga unitária (J) representa a 
quantidade de energia perdida a cada metro de tubulação. Portanto, a unidade 
de medida é metro de energia perdida por metro de tubulação (m/m). 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 19 
Exemplo de Aplicação: determine o diâmetro comercial, sabendo que a vazão é 
42,12 m³/h, o comprimento é 100 m, a tubulação é de PVC (C = 140) e a perda de 
carga admissível é de 2mca. 
Solução: 
∆𝑯𝑯 = 
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝑸𝑸𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝑪𝑪𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝑫𝑫𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎 × 𝑳𝑳 
𝑫𝑫 = �
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝑸𝑸𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝑪𝑪𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 × ∆𝑯𝑯
× 𝑳𝑳�
𝟏𝟏 𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎⁄
 
𝑫𝑫 = �
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟏𝟏𝟐𝟐𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝟏𝟏𝟐𝟐𝟎𝟎𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝟐𝟐
× 𝟏𝟏𝟎𝟎𝟎𝟎�
𝟏𝟏 𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎⁄
 
𝑫𝑫 = 𝟎𝟎,𝟏𝟏𝟎𝟎𝟑𝟑𝒎𝒎 𝒍𝒍𝒐𝒐 𝟏𝟏𝟎𝟎𝟑𝟑 𝒎𝒎𝒎𝒎 
Obs.: Como o resultado é um valor que não é um valor comercial, ou seja, não se 
encontra um diâmetro de 103 mm para a venda, por este motivo adota-se um 
diâmetro comercial logo acima. Neste caso, será de 125mm. 
Exemplo de Aplicação: uma estação de bombeamento eleva 0,040 m³/s de água 
para um reservatório de acumulação, por uma tubulação de recalque com 
2.000m, com o coeficiente de escoamento de 130 e com diâmetro de 200 mm. 
Determinar a perda de carga deste sistema, sabendo que o valor total do com-
primento equivalente das singularidades no sistema é de 88,5m. 
Solução: 
∆𝑯𝑯 = 
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝑸𝑸𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝑪𝑪𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 ×𝑫𝑫𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎 𝑳𝑳 
∆𝑯𝑯 = 
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟐𝟐𝟎𝟎𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝟏𝟏𝟑𝟑𝟎𝟎𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝟎𝟎,𝟐𝟐
× 𝟐𝟐.𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎,𝟓𝟓 
∆𝑯𝑯 = 𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟗𝟗𝟐𝟐𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 20 
Equação da Energia com uma Bomba 
Quando se trata do escoamento em uma instalação de recalque, a energia que a 
bomba fornece ao escoamento é representada pela Altura Manométrica Total da 
Bomba (HM), e a Equação da Energia de um escoamento com bomba: 
𝒛𝒛𝟏𝟏 +
𝑷𝑷𝟏𝟏
𝜸𝜸
+
𝑽𝑽𝟏𝟏𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
+ 𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝒛𝒛𝟐𝟐 +
𝑷𝑷𝟐𝟐
𝜸𝜸
+
𝑽𝑽𝟐𝟐𝟐𝟐
𝟐𝟐𝒈𝒈
+ 𝜟𝜟𝑯𝑯𝟏𝟏,𝟐𝟐 
A altura manométrica de uma bomba representa a energia que a bomba fornece 
ao escoamento para vencer o desnível entre o sistema de sucção e o sistema de 
recalque, inclusive as perdas de energia entre esses trechos, conforme Figura 6. 
Portanto, a altura manométrica de uma bomba pode ser calculada com a equação 
a seguir: 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 
• HM: altura manométrica total da bomba (m); 
• HgSuc: altura geométrica de sucção (m); 
• HgRec: altura geométrica de recalque (m); 
• ∆HSuc: perda de carga na sucção (m); 
• ∆HRec: perda de carga no recalque (m). 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 21 
 
Figura 6 – Alturas Geométricas e Perdas de Energia do Sistema de Bom-
beamento 
Fonte: Adaptada de PELEGRINO, 2019 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um esquema de dois reservatórios de água conectados 
por uma bomba hidráulica. O reservatório à esquerda está em um nível mais baixo, en-
quanto o reservatório à direita está em um nível mais alto. A bomba hidráulica está locali-
zada entre os dois reservatórios e é responsável por mover a água do reservatório inferior 
para o reservatório superior. 
No reservatório inferior, há duas medidas verticais indicadas: 
• Δhs: a diferença de altura entre o nível da água e a base do reservatório, representa 
a perda de carga na sucção; 
• Hgs: a altura entre a base do reservatório e a linha de referência horizontal, repre-
senta a altura geométrica de sucção. 
A soma dessas duas alturas é representada por HMs, que é a altura total do reservatório in-
ferior em relação à linha de referência horizontal, representa a altura manométrica da suc-
ção. 
No reservatório superior, também há duas medidas verticais indicadas: 
• Δhr: a diferença de altura entre o nível da água e a base do reservatório, representa 
a perda de carga no recalque; 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 22 
• Hgr: a altura entre a base do reservatório e a linha de referência horizontal, repre-
senta a altura geométrica de recalque. 
A soma dessas duas alturas é representada por HMr, que é a altura total do reservatório su-
perior em relação à linha de referência horizontal, representa a altura manométrica do re-
calque. 
A altura total entre o nível da água no reservatório inferior e o nível da água no reservatório 
superior é representada por HMtotal, representa a altura manométrica total do sistema. 
Fim da descrição. 
Exemplo de Aplicação: determine a altura manométrica total de uma bomba um 
sistema de recalque da Figura 7, que possui uma altura geométrica de sucção de 
3 metros e de 28 metros de altura geométrica total. As perdas de energia total na 
sucção e no recalque de 3 metros e 9 metros respectivamente, conforme Figura 
7. 
 
Figura 7 – Instalação de Recalque 
Fonte: Reprodução 
#ParaTodosVerem: a imagem mostra um esquema de dois reservatórios de água conectados 
por uma bomba hidráulica. O reservatório da esquerda é chamado de “Reservatório de Suc-
ção”, enquanto o da direita é chamado de “Reservatório de Recalque”. 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 23 
• Reservatório de Sucção: fica à esquerda da imagem. Há uma linha horizontal azul 
representando o “Nível d'Água”, que está preenchendo parcialmente o reservatório. 
Este reservatório é de onde a água será puxada pela bomba; 
• Bombahidráulica: está posicionada no centro da imagem, entre os dois reservató-
rios, conectada por tubos a ambos. A bomba puxa a água do “Reservatório de Suc-
ção” e a envia para o “Reservatório de Recalque”; 
• Reservatório de recalque: fica à direita da imagem. Também tem uma linha hori-
zontal azul indicando o “Nível d'Água”. A função deste reservatório é armazenar a 
água que foi bombeada. 
O sistema como um todo representa uma estação de bombeamento, onde a água é transfe-
rida do reservatório de sucção para o de recalque através da ação da bomba hidráulica. Fim 
da descrição. 
Solução: 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟑𝟑 + 𝟐𝟐𝟎𝟎 + 𝟑𝟑 + 𝟗𝟗 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟐𝟐𝟑𝟑 𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
 
 
 
 
Livro 
SOUZA, Z. Projeto de máquinas de fluxo: tomo 2 - bombas hi-
dráulicas com rotores radiais e axiais. Rio de Janeiro, RJ: In-
terciência, 2011. (e-book) 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 24 
Estimativa da Potência do Conjunto Motobomba 
A potência necessária em um sistema de bombeamento está relacionada à vazão 
transportada, à altura geométrica total, ao peso específico do fluido que é bom-
beado, e é inversamente proporcional à eficiência da bomba hidráulica. Essa po-
tência do conjunto motobomba deve vencer também as perdas de energia pro-
duzidas pelo escoamento nas tubulações e pelas singularidades do sistema. 
A equação para determinar a potência requerida de um sistema de recalque: 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝜸𝜸 × 𝑸𝑸 ×𝑯𝑯𝑴𝑴
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝜼𝜼 
Onde: 
• Pot: potência do conjunto motobomba (cv); 
• ɣ: peso específico do fluido (kgf/m³); 
• Q: vazão (m³/s); 
• HM: altura manométrica (mca); 
• 𝜂𝜂: rendimento global do conj. motobomba (%). 
Quando o fluido bombeado é água, então o peso específico é igual a 1.000 kgf/m3, 
portanto a equação da estimativa de potência da bomba: 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝑸𝑸 × 𝑯𝑯𝑴𝑴
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝜼𝜼 
Onde: 
• Pot: potência do conjunto motobomba (cv); 
• Q: vazão (l/s); 
• HM: altura manométrica (mca); 
• 𝜂𝜂: rendimento global do conj. motobomba (%). 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 25 
Exemplo de aplicação: determine a potência estimada de uma bomba em um sis-
tema de recalque, que possui uma altura geométrica de sucção de 3 metros e de 
28 metros de altura geométrica total. As perdas de energia total na sucção e no 
recalque de 3 metros e 9 metros respectivamente, a vazão a ser transportada é 
de 7,9 l/s e o rendimento de 70%. 
Solução: 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟑𝟑 + 𝟐𝟐𝟎𝟎 + 𝟑𝟑 + 𝟗𝟗 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟐𝟐𝟑𝟑 𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝑸𝑸 × 𝑯𝑯𝑴𝑴
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝜼𝜼 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝟎𝟎,𝟗𝟗 × 𝟐𝟐𝟑𝟑
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝟎𝟎,𝟎𝟎
 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 = 𝟔𝟔,𝟓𝟓 𝑹𝑹𝒄𝒄 
Exemplo de aplicação: em um sistema de bombeamento de água com tubulações 
em PVC (C = 150), a tubulação de sucção possui 10 m com diâmetro de 125mm, 
sendo a vazão de 0,010 m³/s. A tubulação de recalque contém 300 m com 100 mm 
de diâmetro. O reservatório inferior está na cota 96 m, o eixo da bomba está na 
conta 100 m e o NA do reservatório superior está 38 m acima do reservatório in-
ferior. As singularidades no trecho de sucção somam 26,6 m de comprimentos 
equivalentes, e as singularidades do trecho de recalque somam 9,20 m de com-
primentos equivalentes. Determinar a altura manométrica e a potência da 
bomba, admitindo-se que n de 65%. 
Solução: 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 26 
Sendo: 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 = 𝑵𝑵𝑵𝑵𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 − 𝑵𝑵𝑵𝑵𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 = 𝟑𝟑𝟎𝟎𝒎𝒎 
Para calcular, ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 e ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 deve-se utilizar a Equação de Hazzen-Willians (C = 
150) e o comprimento total da tubulação tanto de sucção quanto de recalque 
deve ser acrescido do comprimento equivalente de cada trecho (𝑳𝑳𝒅𝒅𝒍𝒍𝒅𝒅𝒍𝒍𝒍𝒍 =
 𝑳𝑳𝒅𝒅𝒐𝒐𝒕𝒕𝒐𝒐𝒍𝒍𝒍𝒍çã𝒍𝒍 + 𝑳𝑳𝑹𝑹𝒆𝒆𝒐𝒐𝒅𝒅𝒄𝒄𝒍𝒍𝒍𝒍𝑹𝑹𝒕𝒕𝒅𝒅𝑹𝑹). 
Então, a equação utilizada será: 
∆𝑯𝑯𝒅𝒅𝒍𝒍𝒅𝒅𝒍𝒍𝒍𝒍 = 𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑×𝑸𝑸𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝑪𝑪𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓×𝑫𝑫𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎 𝑳𝑳𝒅𝒅𝒍𝒍𝒅𝒅𝒍𝒍𝒍𝒍 então: 
∆𝐻𝐻𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆 = 
10,643 × 𝑄𝑄1,85
𝐶𝐶1,85 × 𝐷𝐷𝑠𝑠𝑆𝑆𝑆𝑆4,87 𝐿𝐿𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑠𝑠𝑆𝑆𝑆𝑆 → ∆𝐻𝐻𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆 = 
10,643 × 0,0101,85
1501,85 × 0,1254,87 × (10 + 26,6) 
∆𝐻𝐻𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆 = 0,183𝑚𝑚 
∆𝐻𝐻𝑅𝑅𝑅𝑅𝑆𝑆 = 
𝟏𝟏𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟐𝟐𝟑𝟑 × 𝑸𝑸𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓
𝑪𝑪𝟏𝟏,𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝑫𝑫𝒕𝒕𝑹𝑹𝑹𝑹
𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎 𝑳𝑳𝒅𝒅𝒍𝒍𝒅𝒅𝒍𝒍𝒍𝒍𝒕𝒕𝑹𝑹𝑹𝑹 → ∆𝐻𝐻𝑅𝑅𝑅𝑅𝑆𝑆 = 
10,643 × 0,0101,85
1501,85 × 0,1004,87 × (300 + 9,2) 
∆𝐻𝐻𝑅𝑅𝑅𝑅𝑆𝑆 = 4,587𝑚𝑚 
Portanto: ∆𝐻𝐻𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆𝑆 + ∆𝐻𝐻𝑅𝑅𝑅𝑅𝑆𝑆 = 0,183 + 4,587 = 𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝒎𝒎 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟑𝟑𝟎𝟎 + 𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟐𝟐𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎 𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
O cálculo da potência da bomba com o valor de:HM = 42,770 mca 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝑸𝑸 × 𝑯𝑯𝑴𝑴
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝜼𝜼 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝟏𝟏𝟎𝟎 × 𝟐𝟐𝟐𝟐,𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎𝟎
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟓𝟓
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 27 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 = 𝟎𝟎,𝟎𝟎 𝑹𝑹𝒄𝒄 
Exemplo de aplicação: calcular a potência de uma bomba com rendimento de 
63% para uma instalação elevatória que precisa transportar uma vazão de 12 l/s. 
A diferença entre os níveis dos reservatórios de sucção e recalque é de 45 m. Sa-
bendo que a perda de carga da sucção é 3,5m e a do recalque é 7,75m. 
Solução: 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝑯𝑯𝒈𝒈𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + 𝑯𝑯𝒈𝒈𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝒈𝒈𝒐𝒐𝑹𝑹 + ∆𝑯𝑯𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹𝑹 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟐𝟐𝟓𝟓 + 𝟑𝟑,𝟓𝟓 + 𝟎𝟎,𝟎𝟎𝟓𝟓 
𝑯𝑯𝑴𝑴 = 𝟓𝟓𝟔𝟔,𝟐𝟐𝟓𝟓 𝒎𝒎𝑹𝑹𝒍𝒍 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝑸𝑸 × 𝑯𝑯𝑴𝑴
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝜼𝜼 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 =
𝟏𝟏𝟐𝟐 × 𝟓𝟓𝟔𝟔,𝟐𝟐𝟓𝟓
𝟎𝟎𝟓𝟓 × 𝟎𝟎,𝟔𝟔𝟑𝟑
 
𝑷𝑷𝒍𝒍𝒅𝒅 = 𝟏𝟏𝟐𝟐,𝟑𝟑 𝑹𝑹𝒄𝒄 
 
 
 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 28 
Material Complementar 
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade: 
Livro 
Projeto de Máquinas de Fluxo: Tomo I – Base Teórica e Experimental 
SOUZA, Z. Projeto de máquinas de fluxo: tomo I - base teórica e experimental. 
Rio de Janeiro, RJ: Interciência, 2019. (e-book) 
Leitura 
Bombas Hidráulicas 
Abordagem dos conceitos fundamentais das bombas hidráulicas, classificação 
das bombas em duas categorias principais: bombas volumétricas e bombas di-
nâmicas, e ainda apresenta as aplicações práticas dessas bombas em diferentes 
contextos. 
Acesse o link. 
 
Fabricação e Estudo de uma Bomba Hidráulica de Baixo Custo: Bomba de 
Corda 
Abordagem da criação e análise de uma bomba hidráulica manual e de baixo 
custo, projetada para extrair água de poços ou cacimbas de diferentes profun-
didades, sem a necessidade de energia elétrica. 
Acesse o link. 
 
 
https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2592535
https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2592535
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 29 
 
Vídeo 
Introdução às Bombas Hidráulicas 
Abordagem de uma visão geral sobre o funcionamento e a classificação das 
bombas hidráulicas. Explicando como essas bombas são componentes essenci-
ais em sistemas hidráulicos, desempenhando um papel crucial na movimenta-
ção de fluidos. 
Acesse o link. 
 
Hidráulica Geral 
Bombas Hidráulicas 30 
Referências 
AZEVEDO NETTO, J. M. et al. Manual de hidráulica. 9. ed. Editora Blucher, 2015. 
(e-book) 
MACINTYRE, A. J. Bombas e Instalações de Bombeamento. 2. ed. Rev. Rio de Ja-
neiro: LTC, 1997. 
PORTO, R. M. Hidráulica Básica. 4. ed. São Carlos: EESC-USP, 2006.

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