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FAMAM ELIZANGELA VASCONCELOS DA SILVA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE 2024 FAMAM ELIZANGELA VASCONCELOS DA SILVA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Curso: Direito 1º Período Professor: Matheus VITÓRIA DE SANTO ANTÃO – PE 2024 1 INTRODUÇÃO O Direito é um conjunto de normas de conduta, entendendo-se estas como os valores axiológicos juridicamente protegidos que fundamentam o ordenamento legal. Por sua vez, a norma se traduz em tudo o que se estabelece como base ou medida para a realização ou a avaliação de algum fato. Trata-se do modelo, do padrão de conduta e ação para o indivíduo em sociedade, sendo, via de regra, uma fórmula abstrata daquilo que deve ser seguido e obedecido, em todos os fatos humanos que admitem um juízo de valor por parte dos indivíduos. Objetiva-se, com a criação da norma, dar respostas de comportamento e conduta à sociedade, em face dos fatos produtores de consequências nem sempre desejáveis, dentro de uma linha daquilo que é razoavelmente necessário e estritamente proporcional a se exigir do indivíduo para a vida na coletividade. Para tanto, considera-se moralmente desqualificado para o convívio social aqueles concidadãos que não obedecem ao ordenamento jurídico, os quais terão suas liberdades individuais gradualmente cerceadas, mediante aplicação de penas, sendo-lhe mitigado o exercício de determinadas prerrogativas e direitos, tais como propriedade, possibilidade de desempenho de funções públicas, liberdade e vida, este, tão-somente, para os ordenamentos jurídicos que ainda adotam sanções capitais. 2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2.1 Teoria da Norma A norma jurídica tem sido, muitas vezes, o ponto de referência para importantes construções interpretativas do direito. A teoria comunicacional o trata como algo que necessariamente se manifesta em linguagem prescritiva, inserido numa realidade recortada em textos, as normas jurídicas, que cumprem as mais diversas funções, abrindo horizontes largos para o trabalho científico e permitindo oportuna e fecunda conciliação entre as concepções hermenêuticas e as iniciativas de cunho analítico no exame da estrutura normativa. Trata-se do modelo, do padrão de conduta e ação para o indivíduo em sociedade, sendo, via de regra, uma fórmula abstrata daquilo que deve ser seguido e obedecido, em todos os fatos humanos que admitem um juízo de valor por parte dos indivíduos. BATALHA (2000, p. 308) destaca a existência de quatro diferentes posições fundamentais a respeito da estrutura da norma jurídica: a) a solução tradicional da unitariedade da norma jurídica, equivalendo a sanção à prestação; b) a proposta de HANS KELSEN, pela qual a norma jurídica constitui-se em um juízo hipotético, desmembrado em norma primária e secundária; c) a formulação de COSSIO, para quem a norma jurídica traduz-se em um juízo disjuntivo, abrangendo a perinorma e a endonorma; e d) a perspectiva de MAYNEZ, segundo a qual a norma jurídica envolve duas normas paralelas (a atributiva e a preceptiva), cada qual com seus conceitos lógico-jurídicos e respectivos correlatos ontológico-jurídicos. 2.2 Escola Natural, Jus-positivista e pós-positivista Para uma definição de Direito Natural, de acordo com José Pedro Galvão de Souza (2000), pode-se dizer que a expressão Direito comporta diversas acepções. Dentre estas, Direito corresponde ao latim jus, usada pelos romanos para designar o justum, ou seja, o justo objetivo; também quer significar a expressão lex, ou norma de direito, determinando o que medida do justo e também significando licitum e potestas, o direito subjetivo; ao fim, Direito também quer significar jurisprudentia, a atual Ciência Jurídica. Ora, sendo a lei que determina o justo bem como os direitos subjetivos, não se pode admitir que ela seja elaborada de forma arbitrária, ao sabor das paixões do legislador. Desse modo, é necessário que ela se reporte a uma justiça anterior e superior às leis positivadas. Aquelas estabelecem os direitos que não dependem de prescrições legais pois fundamentam-se na lei natural. A teoria oposta à jusnaturalista é a doutrina que reduz a justiça à validade. Enquanto para um jusnaturalista clássico tem, ou melhor dizendo, deveria ter, valor de comando só o que é justo, para a doutrina oposta é justo só o que é comandado e pelo fato de ser comandado. Para um jusnaturalista, uma norma não é válida se não é justa; para a teoria oposta, uma norma é justa somente se for válida. Para uns, a justiça é a confirmação da validade, para outros, a validade é a confirmação da justiça (BATALHA, 2000). O Positivismo é visto como uma corrente filosófica desenvolvida por Auguste Comte, o Positivismo defendia que apenas os conhecimentos científicos eram verdadeiros. Para a linha de pensamento, as crenças religiosas não eram válidas. O estilo tem duas linhas de pensamentos principais, sendo elas a orientação científica e a orientação psicológica. O surgimento do positivismo jurídico sugere uma ratificação do Direito e ruptura dos módulos jurídicos, uma mecanização, onde o direito natural deixa de ser considerado, e o Direito e seu exercício passa a ser positivado. Isso atinge a sociedade, mas não considera as influências externas. Faz-se importante alegar que antes dessa ruptura havia um sistema embasado na pluralidade de ordenamentos, fundamentados inclusive no direito natural, que a partir da ascensão do positivismo jurídico passou a ser descartado, passou a ser não mais um “direito”, pois existe apenas o direito positivo, que torna-se autossuficiente. Nisto, compreendendo que o juspositivismo é uma corrente do direito que defende que o direito positivo, posto pelo Estado, é o único direito que existe. Já o pós-positivismo é uma teoria que defende que as leis devem ser interpretadas de acordo com os valores que estão sendo julgados. Nessa linha de raciocínio, jusnaturalistas, juspositivistas, neoconstitucionalistas, ou outras derivações, mostram-se vitais para utilização e amadurecimento do instituto do direito na sociedade bem-ordenada. 2.3 Teoria Pura do Direito de Kelsen com o processo de emenda constitucional Hans Kelsen é uma das figuras mais emblemáticas do mundo jurídico, sendo frequentemente citado como um dos mais importantes jusfilósofos do século XX. Sua solidez prática foi acompanhada de vasta produção teórica, em diversos campos, responsável por um legado sólido e perene, que influenciou decisivamente o mundo jurídico, mormente em razão de sua distinta criação: a Teoria Pura do Direito. A relação entre Constituição e lei, na visão de Kelsen (2006), é descrita como uma relação de determinação ou vinculação, em que a Constituição regula os atos por meio dos quais são produzidas as leis, que não podem contrariar o conteúdo dela. Kelsen objetivava criar uma metodologia lógica e neutra de análise da estrutura formal do direito positivo, isto é, das normas jurídicas. Tal empreendimento seria necessário para purificar o Direito, isto é, afastá-lo de considerações metajurídicas que à época buscavam dele se apropriar e, assim, impor suas pretensões absolutistas e/ou salvíficas, fato que, além de minar a autonomia do próprio Direito, ia na contramão do relativismo culturaldemocrático defendido por Kelsen. Nesta perspectiva, pode-se dizer ainda que o respaldo da Teoria Pura seria seu método exclusivamente lógico, capaz de lastrear um ordenamento jurídico fechado e autossuficiente, do qual seria possível se extrair conhecimento objetivo e exato, fato que a aproximaria de uma verdadeira e autônoma Ciência do Direito. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS A norma jurídica tem sido, muitas vezes, o ponto de referência para importantes construções interpretativas do direito. A teoria comunicacional o trata como algo que necessariamente se manifesta em linguagem prescritiva, inserido numa realidade recortada em textos, as normas jurídicas, que cumprem as mais diversas funções, abrindo horizontes largos para o trabalho científico e permitindooportuna e fecunda conciliação entre as concepções hermenêuticas e as iniciativas de cunho analítico no exame da estrutura normativa. Diante disso, pode-se dizer que a pesquisa demonstrou que na filosofia do direito se examina desde os tempos das clássicas discussões sobre o conceito e definições sobre o ser e o dever ser do direito. Debates espelhados por uma série de correntes de pensamentos jusfilosóficos de um direito interno e externo ou intrínseco e extrínseco ao ser humano na sociedade. Nesse sentido, observou-se que são duas as grandes correntes de pensamento que congregam no sentido lato os diferentes vieses para conceituar e definir o direito (direito natural ou positivo). Por fim, a pesquisa desenvolvida colabora, para a melhor compreensão do tema abordado. REFERÊNCIAS BATALHA, Wilson de Souza Campos. Nova Introdução ao Direito. Rio de Janeiro, Forense, 2000. DE SOUZA, José Pedro Galvão. O positivismo jurídico e o direito natural. São Paulo: 2000. KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. 7 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006, p. 01.