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Redação da olimpíada de Quimica – OQSP – 2022 
Autores: Daniel Soares e Thiago Gomes
Serie: Terceiro(2022) Ensino médio 
Prof: Fernanda Rosalia Alves Milanesi
Colegio Amorim, São Paulo, SP
 Lixo eletrônico e seus impactos socioambientais
 Os problemas relacionados aos lixos eletrônicos são mais um dos desafios a ser encarado pelas autoridades e órgãos responsáveis pelo descarte apropriado. Entretanto, o rápido avanço tecnológico diminuiu o ciclo de vida da maioria dos aparelhos eletrônicos que frequentemente não estão tendo um descarte apropriado causando um acumulo de materiais tecnológicos.
 Contudo, se esses materiais não forem descartados da maneira correta as substancias químicas presentes nesses equipamentos penetram no solo e podendo chegar aos lençóis freáticos tendo a liberação de metais pesados como: Arsênio( As ), Alumìnio ( Al ), Cobre( Cu ), Chumbo ( Pb ) e Cadmio (Cd). As consequencias causadas pelos impactos desses resíduos de Lixo, tem o alcance de atingir grandes áreas, colocando em risco a Flora e Fauna existentes no meio ambiente e tudo em sua volta. 
 Segundo a ONU ( organização das nações unidas ), a cada ano o nosso planeta produz em media 50 milhões de toneladas de e-lixo, o equivalente a 5% de todo o lixo constituído pela humanidade. O destino dos eletrônicos descartados ocupa uma grande parte da preocupação mundial, pois a maioria dos países desenvolvidos se livram de sucatas eletrônicas, exportando para países subdesenvolvidos na forma de doação, como aponta o Instituto Brasileiro de Ecotecnologia, resultando no tratamento inadequado desses lixos.
 No Brasil, segundo dados publicados por um estudo, ainda de acordo com ONU (2015) cerca de 1,4 milhão de toneladas de e-lixo por ano, tendo em media um descarte anual de 7 kg por pessoa, sendo o maior na America Latina no quesito produção de resíduos tecnológicos. O pais também possui uma Lei do lixo eletrônico ( Lei 13576/09), que institui normas e procedimentos para a reciclagem gerenciamento e destinação final de e-lixo.
 
 
 Na composição química dos metais pesados no e-lixo, lhes garantem algumas características como: corrosividade, reatividade, toxicidade e bioacumulação.
 Uma maneira bastante eficaz de minimizar os danos causados pelo lixo eletrônico é a biorremediação, que consiste num processo no qual organismos vivos, geralmente microrganismos ou plantas são utilizados tecnologicamente para remover ou reduzir poluentes no ambiente. Esse processo biotecnológico de remediação tem sido fortemente pesquisado e bastante recomendado pela comunidade cientifica como uma possibilidade para o tratamento de ambientes contaminados como, aguas superficias, subterrâneas e solos, além de resíduos e influentes industriais em áreas de aterro.
 Levando-se em consideração o Cobre (Cu), um metal que possuiu uma grande liberação no lixo eletrônico, dispõe um grande risco de contaminação de áreas adjacentes e detém grande risco a saúde dos seres vivos. Nesse exemplo, a biorremediação ocorre através dos microrganismos : Pseu-domonas, Bacillus, Staphylococcus, Cândida, Saccha-romyces, Kluyveromyces, Schizosaccharomyces. Esses microrganismos podem ser resistentes até 6000 mg kg-1 de cobre, que absorveram 97,5% dele nesta concentração e foi constatado que esse mecanismo de resistência estava relacionado à adsorção e com-partimentalização do cobre dentro da célula, esta enorme gama de microrganismos e circustancias para remoção do cobre de modo que o pH, a temperatura e concentração do cobre, torna conveniente a utilização de organismos resistentes a biorremediação de ambientes contaminados com o cobre.
 
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