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Reação Tipo 1 e Tipo 2 - Hanseníase
Professora: FRANCÍLIO DE CARVALHO OLIVEIRA
Discente: Ryann Gabriel Lima e Silva
Curso: MEDICINA
Turma: 39
Teresina, 22 de Novembro de 2024
Os surtos reacionais representam episódios inflamatórios que se
intercalam no curso crônico da hanseníase. Devem ser prontamente
diagnosticados e tratados. Encaminhe aqui uma resenha (texto)
definindo as reações do Tipo 1 e do Tipo 2.
As reações inflamatórias na hanseníase são complicações que
podem ocorrer durante o curso da doença e são classificadas em dois tipos
principais: reação tipo 1 (ou reação reversa) e reação tipo 2 (ou eritema
nodoso leproso). A reação tipo 1 é caracterizada por um aumento da
resposta inflamatória nas áreas cutâneas já afetadas pela hanseníase,
geralmente em pacientes que estão em tratamento e que apresentam uma
resposta imunológica mais efetiva contra a infecção, os principais sinais
incluem aumento da inflamação em lesões pré-existentes, dor e edema, com
as lesões tornando-se vermelhas, edematosas e sensíveis, além da
possibilidade de formação de novas lesões, essa reação é mediada por uma
resposta imunológica do tipo celular e representa uma tentativa do
organismo de controlar a infecção, o tratamento é realizado, geralmente,
com corticosteróides e, em alguns casos, com outras drogas
imunossupressoras.
Por outro lado, a reação tipo 2 é caracterizada por uma resposta
inflamatória mais sistêmica e difusa, frequentemente associada ao
aparecimento de nódulos eritematosos subcutâneos. Essa reação é
considerada uma resposta imunológica exacerbada e está mais relacionada
à produção de anticorpos, os sinais incluem o surgimento de nódulos
avermelhados e dolorosos, que podem aparecer em diferentes partes do
corpo, como braços, pernas, face e tronco, além de sintomas sistêmicos
como febre, mal-estar e artralgia (dores nas articulações), a reação tipo 2
também pode causar agravamento das lesões neuronais, resultando em dor
e comprometimento funcional dos nervos periféricos, o tratamento é
semelhante ao da reação tipo 1, utilizando corticosteróides, com a adição de
outras medidas para controlar os sintomas e prevenir complicações.
Tanto a reação tipo 1 quanto a tipo 2 são episódios inflamatórios
que exigem atenção clínica imediata, a identificação e o tratamento
adequados são cruciais para evitar sequelas e garantir o melhor prognóstico
possível para os pacientes com hanseníase.
Maria, uma mulher de 35 anos diagnosticada com hanseníase,
começou o tratamento com poliquimioterapia e, após seis meses,
desenvolveu uma reação tipo 1. As lesões cutâneas que antes estavam
estáveis tornaram-se vermelhas, inchadas e dolorosas, levando-a a procurar
atendimento médico, recebeu tratamento com corticosteróides e
experimentou uma melhora. No entanto, semanas depois, ela apresentou
febre e nódulos vermelhos e dolorosos nos braços e pernas, o que resultou
em um diagnóstico de reação tipo 2, o médico explicou que essa reação era
uma resposta imunológica exacerbada, que poderia afetar também os
nervos periféricos, com o tratamento adequado, Maria começou a se
recuperar, mas o médico enfatizou a importância do monitoramento
contínuo para evitar complicações, a experiência de Maria destacou a
necessidade de diagnóstico e tratamento rápidos para gerenciar as reações
inflamatórias na hanseníase e preservar a qualidade de vida dos pacientes.
Referências Bibliográficas
1.Mendonça, Vanessa Amaral et al. Imunologia da hanseníase. Anais
Brasileiros de Dermatologia, v. 83, n. 4, p. 343-350, 2008.
2. Oliveira, R. M. et al. Manejo das reações hansênicas. Jornal Brasileiro de
Medicina Tropical, v. 52, n. 6, p. 789-795, 2019.
3. Lastória, Joel Carlos et al. Hanseníase: diagnóstico e tratamento.
Diagnóstico & Tratamento, v. 17, n. 4, p. 173-179, 2012.

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