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Interpretação de Texto 177 Ano: 2023 Banca: VUNESP Instituição: Prefeitura de Palmas - TO295 A rota dos falsários O primeiro derrame de dinheiro falso no Brasil, em grande escala, teve como ponto central de distribuição o Rio Grande do Sul. Isso aconteceu em meados do século XIX. No dia 10 de agosto de 1843, o Ministro da Fazenda Joaquim Francisco Viana determinou, em ofício reservado, ao presidente do Rio Grande do Sul, Barão de Caxias, que estabelecesse séria vigilância sobre as cargas e os passageiros dos navios procedentes de Portugal. Segundo informações seguras, lá estavam fabricando dinheiro falso brasileiro em volumes assustadores. E esse dinheiro estava sendo trazido para o Brasil pelos navios que atracavam no porto de Rio Grande, evitando assim os rigores da alfândega do Rio de Janeiro. Diante da delicada situação, as autoridades rio-grandenses trataram de montar um rigoroso esquema de vigilância. Apesar dos esforços e da dedicação dos agentes fiscais, nada se descobria nas cargas nem nos passageiros. Por ordem oficial, os volumes eram abertos a bordo dos navios, antes mesmo de serem descarregados. E os passageiros, por sua vez, eram também revistados a bordo, minuciosamente. Enquanto isso, o dinheiro falso continuava chegando ao Rio Grande do Sul e daí se espalhando para o resto do Brasil. Até então os fiscais concentravam as revistas somente nas cargas sólidas, mas quando resolveram revistar também as cargas líquidas tiveram uma tremenda surpresa. O dinheiro falso estava chegando ao porto de Rio Grande dentro de barris de vinho, acondicionado em latas vedadas com resina e bem fixadas no fundo dos barris, para evitar que fossem percebidas quando os barris eram sacudidos. Apesar de ter sido descoberta a trapaça, os nomes dos trapaceiros foram mantidos em sigilo, possivelmente para preservar a imagem de alguns figurões da época. Aliás, um procedimento ainda em voga nos dias de hoje. (Eloy Terra, 550 anos: crônicas pitorescas da história do Brasil. Adaptado) As palavras destacadas nas frases –e “informações seguras” – têm antônimos adequados ao contexto, respectivamente, em: A) indiscreto e imprecisas. B) público e duvidosas. C) guardado e fracas. D) expresso e soltas. Ano: 2023 Banca: FGV Instituição: TJ-RN296 John Ruskin, crítico de arte britânico, declarou o seguinte: "Nós devemos ser lembrados na história como mais cruel, e, portanto, a menos sábia, geração de homens que jamais agitou a Terra: a mais cruel em proporção à sua sensibilidade, a menos sábia em proporção à sua ciência. Nenhum povo, entendendo a dor, tanto a infligiu; nenhum povo, entendendo os fatos, tampouco agiu com base neles". (adaptado) Sobre os componentes desse segmento textual, é correto afirmar que: A) o termo "nós", no início do texto, compreende o autor e o leitor do texto; B) o termo "sábia" deveria ser substituído por "bondosa" para tornar o texto mais coerente; C) a forma verbal "infligiu" deveria ser substituída pela forma "infringiu"; D) o termo "tampouco" deveria ser corretamente modificado para "tão pouco"; E) o termo "neles", ao final do texto, se refere coesivamente a "povos", que engloba os povos citados. Licenciado para - Leonardo M artins B ezerra - 03499488280 - P rotegido por E duzz.com Slide 178