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PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 ADELA CORTINA 1. O que é ética, segundo a autora? Segundo Adela Cortina, a ética é uma parte da filosofia que se dedica à reflexão sobre a moral. Ela se caracteriza por ser um tipo de saber que busca construir-se de forma racional, utilizando rigor conceitual e métodos de análise próprios da filosofia. Dessa forma, a ética não se limita a aspectos psicológicos, sociológicos ou econômicos, mas procura entender a dimensão moral da pessoa humana e aumentar o conhecimento sobre nós mesmos, ampliando, assim, nossa liberdade. (Cortina, 2005, p. 9). 2. Cite e explique os três tipos de saberes, de acordo com a distinção feita por Aristóteles, e retomada pela autora. Saberes Teóricos (ou descritivos) são os que focam em entender o que são as coisas e como o mundo funciona, ou seja, buscam a verdade objetiva sobre a realidade, assim como fazem as ciências naturais. Já os saberes Poéticos (ou produtivos) estão diretamente ligados à produção e criação de objetos ou resultados específicos, seja na arte, tecnologia ou outras áreas práticas. Eles são orientados para a ação criativa e a fabricação de algo útil ou belo. Por fim, saberes Práticos – normativos para a vida em seu conjunto – são aqueles que orientam sobre como agir para viver bem, buscando decisões que conduzam a uma vida boa e justa. Tratam de como devemos agir no conjunto de nossa vida e envolvem disciplinas como ética, economia e política. (Cortina, 2005, p. 10-11). 3. Quais os tipos de emprego do termo “moral”? A palavra “moral” pode ser usada como um substantivo, referindo-se a um conjunto de princípios, normas, valores e ideias que orientam o comportamento humano, ou ainda como um código ético de uma pessoa. Outra acepção do termo é “Moral”, com letra maiúscula, indicando uma ciência dedicada ao estudo do bem de maneira ampla. Ademais, “moral” pode funcionar como adjetivo, qualificando uma conduta como correta ou incorreta segundo determinados “princípios morais” ou um “código moral”. Por fim, PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 o termo também se contrapõe ao conceito de “amoral”, que se distancia de qualquer consideração moral. (Cortina, 2005, p. 13-16) 4. O que a autora entende por moralidade? A autora conceitua moralidade como a esfera da vida humana onde as pessoas precisam decidir entre o bem e o mal, utilizando-se de normas, valores e princípios que guiam suas ações. A moralidade inclui tantos comportamentos socialmente aceitos, baseados em valores coletivos, quanto escolhas individuais que expressam convicções pessoais. Para a autora, moralidade ultrapassa a esfera legal e religiosa, sendo um aspecto central do ser humano, que envolve responsabilidade e liberdade para agir em consonância com os princípios éticos (Cortina, 2005, p. 18-19). 5. Quais as funções e métodos da ética, segundo Cortina? Cortina identifica três funções principais da ética: 1. esclarecer o conceito de moralidade e suas características; 2. explicar por que os indivíduos devem seguir uma vida moral; e 3. aplicar os resultados da investigação ética em diversos contextos da vida social, promovendo uma moral crítica fundamentada na razão. Quanto aos métodos, a autora ressalta que a ética faz uso da argumentação racional, do diálogo e da crítica como meios para analisar e justificar as normas morais, sem se basear em dogmas ou imposições (Cortina, 2005, p. 21-25). 6. O que a autora entende por “metaética”? Para Cortina, a metaética é o ramo da filosofia que examina os fundamentos da linguagem e dos conceitos morais, indo além da simples análise de códigos morais específicos. Dessa forma, metaética se concentra na essência das reflexões éticas, sem se restringir à aplicação prática de normas e valores, investigando questões epistemológicas e linguísticas, buscando uma compreensão mais profunda dos PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 conceitos éticos e diferenciando entre o descritivo e o justificável de forma universal. (Cortina, 2005, p. 25). 7. Qual é, no seu entendimento, a importância da distinção entre os conceitos de ética e de moral para o exercício profissional da Psicologia? A distinção entre ética e moral é essencial para o exercício da Psicologia, uma vez que proporciona orientação consciente na prática profissional. Enquanto a moral se refere a normas e valores específicos de uma cultura, a ética envolve a reflexão crítica sobre esses conceitos, avaliando sua legitimidade e aplicabilidade universal. Essa diferenciação é crucial, visto que o psicólogo enfrenta questões complexas relacionadas à subjetividade humana e à diversidade cultural. A ética capacita o profissional a tomar decisões informadas e justas, promovendo respeito à diversidade e aos direitos humanos. Assim, ao compreender essa distinção, o psicólogo age com maior autonomia e responsabilidade, priorizando o bem-estar e a dignidade do indivíduo. Cortina, Adela. Ética mínima: introdução à ética. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. ARISTÓTELES 1. Como podemos entender a felicidade como um conceito ético? A felicidade/eudaimonia é o objetivo final da existência humana e está diretamente ligada à realização do potencial humano por meio da virtude/aretê. Para Aristóteles, a felicidade é um resultado de ações realizadas com excelência, refletindo a plenitude da natureza humana. Dessa forma, a ética aristotélica irá se fundamentar no ideal de que agir segundo a razão e cultivar virtudes são essenciais para alcançar a chamada "verdadeira felicidade". É dessa forma que a felicidade se configura como um conceito ético, visto que envolve uma busca consciente por ações responsáveis por promover o bem e a realização do indivíduo. (Marcondes, 2007, p. 39-40). PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 2. Em que sentido o termo ‘meio-termo’ se caracteriza como um critério da conduta ética, de acordo com Aristóteles? O “meio-termo” em Aristóteles é um critério da conduta ética porque sugere que a virtude se encontra entre dois extremos: o excesso e a falta. Para o filósofo, deve-se buscar um equilíbrio entre ações e emoções para alcançar a verdadeira felicidade. Aristóteles traz o exemplo de que a coragem é o meio-termo entre a temeridade (excesso) e a covardia (falta). Dessa forma, para agir eticamente, é preciso cultivar equilíbrio em todas as áreas da vida, orientando o indivíduo a evitar extremos. (Marcondes, 2007, p. 43-44). 3. Como o filósofo caracteriza a phronesis como uma faculdade que torna possível a ação ética? A phronesis, ou discernimento, é uma qualidade racional que permite a deliberação sobre o que é bom e conveniente para a vida. Aristóteles a distingue do conhecimento científico, que lida com verdades invariáveis, enquanto aphronesis se aplica a situações variáveis e práticas. Essa capacidade é essencial para a ação ética, pois ajuda a identificar o que é favorável tanto para o indivíduo quanto para a comunidade. A moderação, relacionada à phronesis, preserva a convicção nas decisões éticas, equilibrando prazeres e sofrimentos. Assim, a phronesis é fundamental para guiar ações que promovem o bem, permitindo que as pessoas ajam de forma justa e equilibrada em suas vidas. (Marcondes, 2007, p. 45-46). 4. O que Aristóteles acrescenta no Livro X à discussão sobre o conceito de felicidade, tal como encontrada no Livro I de Ética à Nicômaco? No Livro X da “Ética a Nicômaco”, Aristóteles enriquece a discussão sobre a felicidade iniciada no Livro I. Enquanto no primeiro livro ele a define como o objetivo supremo PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 da vida, alcançado por meio da prática das virtudes, no décimo livro ele introduz a atividade contemplativa (ou teórica) como a expressão mais elevada da felicidade. Essa atividade, segundo ele, é a mais digna e autossuficiente, pois busca o conhecimento pela verdade, sem depender de fatores externos. Em contraste, as vidas política e hedonista estão sujeitas a variações e imprevistos. Assim, Aristóteles amplia a compreensão da felicidade ao enfatizar a contemplação como uma forma superior de realização, ressaltando a importância do saber e da busca pela verdade para uma vida plena e exitosa. (Marcondes, 2007, p. 48-51). 5. Qual é, em sua opinião, a utilidade do estudo da ética aristotélica para o exercício profissional da Psicologia? O estudo da ética aristotélica contribui para a prática da Psicologia na medida em que a virtude e o desenvolvimento do caráter são guias para profissionais na promoção de comportamentos éticos. A busca pela Eudaimonia/realização pessoal se alinha integralmente aos objetivos psicoterapêuticos, visto que psicólogos, corriqueiramente, incentivam e atuam como agentes facilitadores para que seus pacientes atinjam suas potencialidades. KANT 1. Como podemos interpretar o imperativo categórico como um princípio ético? O imperativo categórico Kant é um princípio ético que fundamenta normas universais para a ação moral. Ele propõe que devemos agir apenas segundo máximas que possam ser adotadas como leis universais. Também destaca a relevância da autonomia e da dignidade humana, visto que cada pessoa deve ser vista como um fim em si mesma, e não como um meio para alcançar outros objetivos. Essa perspectiva enfatiza a razão e PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 a responsabilidade ética, orientando as escolhas morais por fundamentos que asseguram justiça e imparcialidade nas relações humanas. (Marcondes, 2007, p. 93- 95). 2. Para Kant, em que sentido a ética pressupõe a autonomia da razão? A ética das ações humanas se baseia na habilidade da razão de estabelecer regras para si mesma. Em outros termos, as pessoas precisam agir conforme princípios que a razão considera universais e que podem ser aplicados a todos os seres humanos. Assim, a autonomia sugere que as ações morais não são impostas de fora, mas sim emergem da própria razão, que consegue identificar deveres e responsabilidades morais. (Marcondes, 2007, p. 96). 3. Como podemos entender a exigência de universalidade da ética kantiana? A universalidade na ética de Kant enfatiza que as normas morais devem ser válidas para todos, sem exceções. Para Kant, uma ação é moralmente válida quando a máxima que a fundamenta pode se tornar uma lei universal que todos podem adotar. Dessa forma, é necessário ser possível avaliar se tal regra pode ser seguida por todos os seres racionais. Ao agir segundo um imperativo que se transforma em norma universal, é possível assegurar que as ações humanas serão orientadas por um padrão moral que se aplica a todos. (Marcondes, 2007, p. 97-100). 4. Qual o objetivo de Kant na Fundamentação da metafísica dos costumes? O principal objetivo é estabelecer os princípios fundamentais da moralidade, enfatizando a importância da razão e da autonomia na formação de leis éticas. Para isso, Kant introduz o conceito de imperativo categórico – incondicional e deve guiar a conduta moral – e diferencia do conceito de imperativos hipotéticos – aqueles que dependem de objetivos específicos. Ao fazer isso, ele oferece uma base racional para a ética que respeite a dignidade humana e a capacidade de agir segundo princípios universais. (Marcondes, 2007, p. 120-125). PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 5. Qual é, em sua opinião, a utilidade do estudo da ética de Kant para o exercício profissional da Psicologia? O estudo da ética kantiana é útil para o exercício da Psicologia ao passo que fornece uma base sólida para decisões éticas no cuidado com os pacientes. O conceito de imperativo categórico orienta o psicólogo a adotar condutas justas e imparciais. Já a autonomia da razão reforça a importância de respeitar a individualidade e alteridade de cada paciente. Além disso, a universalidade ética estimula o profissional a considerar as consequências de suas ações para além de algum caso específico, promovendo uma prática ética e responsável. SIGMUND FREUD 1. O que significa o fenômeno de narcisismo das pequenas diferenças e qual a sua utilidade para a civilização, segundo Freud, no capítulo V? Freud denominou “narcisismo das pequenas diferenças” a dificuldade do homem em renunciar à gratificação de sua tendência natural à agressividade. Ele observa que, através de diversos exemplos da história, é possível ligar muitas pessoas pelo amor, desde que permaneçam outros grupos aos quais a agressividade possa ser direcionada. Nesse fenômeno, percebe-se uma satisfação da agressividade que facilita a coesão entre os membros de uma comunidade. Dessa forma, enfatizando pequenas diferenças entre si, indivíduos reforçam suas identidades e vínculos sociais, gerando maior coesão grupal. Embora essa dinâmica possa gerar conflitos, também desempenha um papel crucial na organização social, mantendo a individualidade e a identidade cultural de determinado grupo. (Freud, 1930, p. 46-52). PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 2. Quais são as origens do sentimento inconsciente de culpa, tal como Freud descreve no capítulo VII? Explique. Freud relaciona o sentimento de culpa à agressividade e aos mecanismos de controle da civilização sobre esse instinto. Ele descreve a internalização da agressividade, que se volta contra o próprio indivíduo, manifestando-se como culpa. Essa agressividade é acolhida pelo Superego, uma instância crítica que vigia o Eu e impõe punições que o indivíduo gostaria de aplicar aos outros. A tensão entre o Superego e o Eu gera a “consciência de culpa”, que se traduz em uma necessidadede punição. A civilização utiliza esse sentimento para controlar os impulsos agressivos, enfraquecendo os indivíduos por meio de uma vigilância interna. Além disso, Freud identifica duas fontes para o sentimento de culpa: o medo da autoridade, que impede a realização de desejos, e o medo do Superego, que pune os desejos proibidos. (Freud, 1930, p. 59-67). 3. Como a psicanálise freudiana explica o remorso, tal como descrito no capítulo VII? Para Freud, o remorso é uma expressão do sentimento de culpa. Ele surge quando o Superego/Supereu condena o Eu por ações ou desejos considerados "maus". Essa condenação resulta em uma sensação de arrependimento e uma necessidade de punição. Mesmo que o ato não tenha sido cometido, o simples desejo já é suficiente para gerar remorso, pois o Superego não pode ser enganado. Assim, o remorso reflete o conflito entre os impulsos reprimidos e a moralidade imposta pelo Superego. (Freud, 1930, p. 60- 64). 4. Qual é o significado do sentimento inconsciente de culpa para a economia da civilização? Como mencionado no item 2, o sentimento de culpa é um recurso utilizado pela civilização para controlar os impulsos agressivos – daí vem o título “O Mal-estar na Civilização”, entre outras explicações na teoria freudiana. Esse sentimento, internalizado por meio do Superego/Supereu, age como um mecanismo de vigilância interna, regulando PSICOLOGIA Disciplina: Ética Profissional Período Turma Turno Aluno: Lara Oliveira Sousa 4º/7º 2º S EAD Professor: Marinella Morgana de Mendonça NOTA Data: 20/09/2024 Nº de cópias Trabalho 1: Questionário de fixação de conteúdos – textos Cortina, Aristóteles, Kant e Freud VALOR 20 o comportamento humano e o punindo. Esse processo é crucial para a manutenção da ordem social, ao suprimir os desejos agressivos e reforçar a coesão na comunidade. Assim, mesmo que seja inconsciente, o sentimento de culpa contribui para a estabilidade e evolução da civilização ao conter as tendências destrutivas dos indivíduos. (Freud, 1930, p. 59-61). 5. Qual é, em sua opinião, a utilidade do estudo das considerações freudianas sobre a ética, presentes em O mal-estar na civilização, para o exercício profissional da Psicologia? A utilidade se encontra no fato de que o texto “O mal-estar na civilização” retrata os conflitos internos entre os impulsos humanos e as normas sociais impostas pelo processo civilizatório. A análise freudiana do Superego, da culpa e da repressão da agressividade ajuda a entender como esses fatores moldam o comportamento individual e coletivo. Para o psicoterapeuta, essa compreensão é útil tanto na clínica quanto em contextos sociais e organizacionais, ao lidar com dilemas éticos, conflitos internos e a relação entre o indivíduo e as expectativas sociais.