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Pontuação
Ano: 2023 Banca: CESPE/CEBRASPE
Instituição: Prefeitura de Santa Maria...710
Texto CG1A2-I
Em épocas remotas, as mulheres se 
sentavam na proa das canoas e os 
homens, na popa. As mulheres 
caçavam e pescavam. Elas saíam das 
aldeias e voltavam quando podiam ou 
queriam. Os homens montavam as 
choças, preparavam a comida, 
mantinham acesas as fogueiras contra 
o frio, cuidavam dos filhos e curtiam as 
peles de abrigo. Assim era a vida entre 
os índios onas e os yaganes, na Terra do 
Fogo, até que um dia os homens 
mataram todas as mulheres e puseram 
as máscaras que as mulheres tinham 
inventado para aterrorizá-los. Somente 
as meninas recém-nascidas se 
salvaram do extermínio. Enquanto elas 
cresciam, os assassinos lhes diziam e 
repetiam que servir aos homens era seu 
destino. Elas acreditaram. Também 
acreditaram suas filhas e as filhas de 
suas filhas.
Eduardo Galeano. A 
autoridade. In: Mulheres. Internet:
 (com adaptações).
No trecho “as mulheres se sentavam na 
proa das canoas e os homens, na popa”, 
do texto CG1A2-I, a vírgula é empregada 
para
A) marcar a supressão de um verbo.
B) ligar duas orações coordenadas.
C) isolar o advérbio de lugar “na popa”.
D) separar os elementos de uma 
enumeração.
Ano: 2023 Banca: FURB Instituição:
Prefeitura de Schroeder - SC711
Po es, neg os e da pe ife ia
Pesquisador da UFSC identifica como o 
sistema penal criminaliza jovens com 
menos de 18 anos
Erick Souza
Ao invés de ressocializar e educar, as 
medidas socioeducativas do sistema 
penal brasileiro produzem o jovem 
"menor infrator" e consolidam essa 
figura. É o que defende a tese de 
Gustavo Meneghetti no Programa de 
Pós-Graduação em Serviço Social 
(PGSS) da Universidade Federal de 
Santa Catarina (UFSC).
Mais de 26 mil jovens e adolescentes 
cumprem alguma medida 
socioeducativa no Brasil. Dentre as mais 
utilizadas estão as ações de internação, 
semiliberdade e internação provisória, 
segundo o levantamento anual do 
Sistema Nacional de Atendimento 
Socioeducativo (Sinase) de 2016, último 
ano da pesquisa. Essas medidas são 
aplicadas a jovens com menos de 18 
anos que cometeram algum ato 
considerado infracional, de acordo com 
o Estatuto da Criança e do Adolescente 
(ECA).
A tese demonstra como, em Santa 
Catarina, a polícia, o judiciário e as 
medidas socioeducativas agem de 
maneira coordenada na criminalização, 
principalmente, de jovens pobres, 
negros e moradores das regiões 
periféricas. Durante a pesquisa, Gustavo 
investigou documentos do Juizado da 
Infância e Juventude e das comarcas de 
Joinville, Chapecó e Florianópolis, de 
2015. Naquele ano, entrava em vigor a 
Lei do Sinase, que estabelece as normas 
de execução de medidas para jovens e 
adolescentes que cometem atos 
infracionais. Ao todo, chegou a analisar
20 processos de apuração e mais 20 
processos de execução. "Totalizaram
mais de dez mil páginas", ele afirma. 
Esses arquivos se referiam a processos
de apuração de ato infracional, aplicado 
em investigações e processos de
execução de medida socioeducativa.
"Todos nós participamos dessa colagem 
gradativa e cumulativa do rótulo de 
menor infrator sem sequer nos darmos 
conta disso, apenas cumprindo o nosso 
dever profissional", comenta Gustavo, 
que também é assistente social do 
Judiciário catarinense. Em sua tese, o 
pesquisador enquadra e detalha as três 
fases da construção do 'menor infrator', 
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