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Engenharia de Avaliações e Perícias Causas da deterioração do concreto Prof. Me. Alisson Dias Centro de Tecnologia e Urbanismo Curso de Engenharia Civil Introdução ▪ Principais processos de deterioração das estruturas de concreto: ▪ Fissuração ▪ Manchas ▪ Desagregação do concreto ▪ Perda de aderência ▪ Desgaste do concreto ▪ Hidratação da cal livre ▪ Ataque por sulfatos ▪ Reação álcali-agregado ▪ Carbonatação ▪ Ataque por cloretos ▪ Corrosão ▪ Ação do fogoSintomas Causas Introdução ▪ Composição do cimento: 1450 ºC Pedra calcária → CaO + CO2 Argila → SiO2 + Al2O3 + Fe2O3 + H2O 3CaO.SiO2 → C3S 2CaO.SiO2 → C2S 3CaO.Al2O3 → C3A 4CaO.Al2O3.Fe2O3 → C4AF 𝑐𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑜 + á𝑔𝑢𝑎 → 𝐶 − 𝑆 − 𝐻 + 𝐶𝑎(𝑂𝐻2) + á𝑙𝑐𝑎𝑙𝑖𝑠 ▪ Composição do concreto: silicatos de cálcio hidratado Hidratação da cal livre ▪ Composição do cimento: ▪ No cimento podem estar presentes altos teores de óxido de cálcio (CaO) e óxido de magnésio (MgO) livres, gerando a possibilidade de ocorrência de expansões. ▪ Quando na presença de água, o CaO e o MgO sofrem hidratação formando produtos responsáveis pela geração de tensões internas e surgimento de trincas que podem vir a resultar na pulverização do material. (Santos, Paiva, Luz e Pandolfelli, 2018) Hidratação da cal livre ▪ Composição do cimento: Requisitos químicos para o cimento (NBR 16697) Ataque por sulfatos ▪ Ação do sulfato no concreto: ▪ Ocorre quando a estrutura está em contato com águas ou solos com a presença de íons de sulfato (SO4). ▪ Os sulfatos quando reagem com os componentes da matriz do cimento, geram produtos expansivos, surgindo dilatações que desagregam e fissuram o concreto. Ataque por sulfatos ▪ Ação do sulfato no concreto: ▪ Ocorre quando a estrutura está em contato com águas ou solos com a presença de íons de sulfato (SO4). ▪ Os sulfatos quando reagem com os componentes da matriz do cimento, geram produtos expansivos, surgindo dilatações que desagregam e fissuram o concreto. Fissuração Ataque por sulfatos ▪ Ação do sulfato no concreto: ▪ Ocorre quando a estrutura está em contato com águas ou solos com a presença de íons de sulfato (SO4). ▪ Os sulfatos quando reagem com os componentes da matriz do cimento, geram produtos expansivos, surgindo dilatações que desagregam e fissuram o concreto. Ataque por sulfatos ▪ Ação do sulfato no concreto: ▪ Como o produto final da reação possui volume superior ao inicial, irá ocasionar: ▪ Tensões internas ▪ Fissuração irregular do concreto ▪ Facilita a penetração posterior de mais substâncias agressivas ▪ Progresso da deterioração Ataque por sulfatos ▪ Ação do sulfato no concreto: Requisitos químicos para o cimento (NBR 16697) Ataque por sulfatos ▪ Reações do ataque: 𝑆𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜𝑠 + 𝐶3𝐴 → 𝑒𝑡𝑟𝑖𝑛𝑔𝑖𝑡𝑎 Ataque por sulfatos ▪ Reações do ataque: 𝑆𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜𝑠 + 𝐶3𝐴 → 𝑒𝑡𝑟𝑖𝑛𝑔𝑖𝑡𝑎 𝑆𝑢𝑙𝑓𝑎𝑡𝑜𝑠 + 𝐶 − 𝑆 − 𝐻 → 𝑡𝑎𝑢𝑚𝑎𝑠𝑖𝑡𝑎 Ataque por sulfatos ▪ Origem dos sulfatos: ▪ Agregado contaminado com gipsita (CaSO4) + cimento de alto teor de SO3. ▪ Chuvas ácidas ▪ Solos contaminados ▪ Águas subterrâneas ▪ Efluentes Ataque por sulfatos ▪ Consequências: Desagregação do concreto em ETE em consequência do ataque por sulfatos Ataque por sulfatos ▪ Controle do ataque: ▪ Visando uma boa durabilidade, a NBR 12655 apresenta os seguintes requisitos para a qualidade do concreto: Ataque por sulfatos ▪ Controle do ataque: ▪ Pode ainda ser utilizado o cimento RS (resistente a sulfatos) – NBR 5737. ▪ Cimentos cujo teor de C3A ≤ 8%. ▪ Cimentos Portland de alto-forno (CP III) cujo teor de escória de alto-forno esteja entre 60 e 70%. ▪ Cimentos pozolânicos (CP IV) cujo teor de materiais pozolânicos esteja entre 25 e 40%. Ataque por sulfatos ▪ Ensaios: ▪ NBR 13583 – Determinação da variação dimensional de barras de argamassa de cimento Portland expostas à solução de sulfato de sódio. (Medeiros, Souza, Hoppe Filho e Adorno, 2016) Reação álcali-agregado ▪ Definição: ▪ É um processo químico em que alguns constituintes mineralógicos do agregado reagem com hidróxidos alcalinos que estão dissolvidos nas soluções dos poros do concreto, formando um gel expansivo. Reação álcali-agregado ▪ Condições para ocorrência: ▪ Agregado potencialmente reativo ▪ Umidade ▪ Presença de álcalis (NaOH, KOH) ▪ Fatores complementares: ▪ Temperatura → influência no sentido direto ▪ Área superficial do material → influência no sentido inverso ▪ Tensões confinantes→ influência no sentido inverso ▪ Contribuição de álcalis externos → influência no sentido direto Reação álcali-agregado ▪ Consequências: Reação álcali-agregado ▪ Consequências: Reação álcali-agregado ▪ Medidas de mitigação: ▪ NBR 15777 – Parte 1 Reação álcali-agregado ▪ Medidas de mitigação: ▪ NBR 15777 – Parte 1 Carbonatação ▪ Definições: ▪ É um processo físico-químico de neutralização do pH da fase líquida intersticial do concreto, saturada de hidróxido de cálcio e de outros compostos alcalinos hidratados. ▪ Os principais constituintes presentes na atmosfera que podem produzir reações de neutralização do concreto são o gás carbônico (CO2), o dióxido de enxofre (SO2) e o gás sulfídrico (H2S). ▪ Como resultado da carbonatação tem-se a redução do pH do concreto de 13 para valores inferiores a 9. 𝐶𝑂2 + 𝐶𝑎(𝑂𝐻)2 → 𝐶𝑎𝐶𝑂3 + 𝐻2𝑂 reduz o pH carbonato de cálcio H2O Carbonatação ▪ Definições: Carbonatação ▪ Definições: Avanço da profundidade de carbonatação e alteração do pH do concreto, causando a despassivação da armadura Carbonatação ▪ Condições para ocorrência: Carbonatação ▪ Condições para ocorrência: Influência da umidade relativa do ambiente e saturação dos poros na carbonatação Carbonatação ▪ Controle da reação: ▪ Concreto de boa qualidade ▪ Maior grau de hidratação do cimento ▪ Baixa porosidade e permeabilidade ▪ Cura do concreto Carbonatação ▪ Ensaios: ▪ Difração de Raios-X (DRX) ▪ Termogravimetria (TGA) ▪ Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) ▪ Indicadores de pH → mais utilizado Uso da fenolftaleína como indicador de pH Carbonatação ▪ Ensaios: ▪ Indicadores de pH→ mais utilizado Uso da fenolftaleína para detecção de seção carbonatada no concreto Ataque por cloretos ▪ Fontes de cloretos: ▪ Atmosfera marinha (maresia) ▪ Água do mar (estruturas off shore) ▪ Aditivos aceleradores de pega que contém CaCl2 ▪ Na forma de impurezas dos agregados e da água de amassamento ▪ Uso de sais de degelo ▪ Processos industriais Ataque por cloretos ▪ Formas dos íons 𝐶𝑙− no interior do concreto: ▪ Quimicamente combinados (cloroaluminatos) ▪ Fisicamente adsorvidos na superfícies de poros capilares ▪ Livres na solução dos poros do concreto 𝐹𝑒3+ + 3𝐶𝑙− → 𝐹𝑒𝐶𝑙3 𝐹𝑒𝐶𝑙3 + 3𝑂𝐻− → 3𝐶𝑙− + 𝐹𝑒(𝑂𝐻)3 “ferrugem” Ataque por cloretos ▪ Ensaios: ▪ Fluorescência de Raios-X (FRX) ▪ Determinação do teor de cloretos com solução de AgNO3 ▪ NBR 7211 – cloretos em agregados para concretos Ataque por cloretos ▪ Ensaios: ▪ A NBR 12655 determina o teor máximo aceitável de íons cloro livres no concreto. Ataque por cloretos ▪ Fatores que influenciam na velocidade e profundidade de cloretos: ▪ Composição, tipo e quantidade de cimento. ▪ Cimentos com alto teor de C3A Ataque por cloretos ▪ Fatores que influenciam na velocidade e profundidade de cloretos: ▪ Composição, tipo e quantidade de cimento. ▪ Cimentos com alto teor de C3A ▪ Cimentos com adições Ataque por cloretos ▪ Fatores que influenciam na velocidade e profundidade de cloretos: ▪ Composição, tipo e quantidade de cimento. ▪ Cimentos com alto teor de C3A ▪ Cimentos com adições ▪ Relação a/c, adensamento e cura. ▪ Produz concretos de boa qualidade, ou seja, baixa porosidade e permeabilidade Ataque por cloretos ▪ Consequências: Corrosão ▪ Definição: ▪ A corrosão de elementos metálicos é a transformação de um metal em íon metálico pela suainteração química ou eletroquímica com o meio em que se encontra. ▪ Tipos de corrosão: ▪ Química: reação com O2 atmosférico, com formação de película sobre o metal, chamada também de corrosão seca ou simplesmente oxidação. Corrosão ▪ Definição: ▪ A corrosão de elementos metálicos é a transformação de um metal em íon metálico pela sua interação química ou eletroquímica com o meio em que se encontra. ▪ Tipos de corrosão: ▪ Química: reação com O2 atmosférico, com formação de película sobre o metal, chamada também de corrosão seca ou simplesmente oxidação. ▪ Eletroquímica: chamada de corrosão aquosa, é caracterizada pela formação de pila eletroquímica. Corrosão ▪ Definição: Corrosão eletroquímica Corrosão ▪ Consequência: Representação esquemática das manifestações patológicas tipicamente observadas em vigas de concreto afetadas por corrosão (Helene, 2003) Ação do fogo ▪ Definição: ▪ O concreto quando submetido a elevadas temperaturas, como no caso dos incêndios, sofre significativas mudanças físico-químicas. ▪ Esta exposição pode causar: ▪ Deterioração significativa ▪ Perda de resistência ▪ Redução do módulo de elasticidade ▪ Perda de durabilidade do concreto ▪ Fissurações e desprendimento da massa de concreto Ação do fogo ▪ Consequências: Efeitos da pressão de vapor no concreto (Ozawa e Morimoto, 2014) Ação do fogo ▪ Consequências: Fenômeno de spalling na superfície do concreto após exposição a elevadas temperaturas Obrigado! Prof. Me. Alisson Dias Centro de Tecnologia e Urbanismo Curso de Engenharia Civil Seção Padrão Slide 1: Engenharia de Avaliações e Perícias Causas da deterioração do concreto Slide 2: Introdução Slide 3: Introdução Slide 4: Hidratação da cal livre Slide 5: Hidratação da cal livre Slide 6: Ataque por sulfatos Slide 7: Ataque por sulfatos Slide 8: Ataque por sulfatos Slide 9: Ataque por sulfatos Slide 10: Ataque por sulfatos Slide 11: Ataque por sulfatos Slide 12: Ataque por sulfatos Slide 13: Ataque por sulfatos Slide 14: Ataque por sulfatos Slide 15: Ataque por sulfatos Slide 16: Ataque por sulfatos Slide 17: Ataque por sulfatos Slide 18: Reação álcali-agregado Slide 19: Reação álcali-agregado Slide 20: Reação álcali-agregado Slide 21: Reação álcali-agregado Slide 22: Reação álcali-agregado Slide 23: Reação álcali-agregado Slide 24: Carbonatação Slide 25: Carbonatação Slide 26: Carbonatação Slide 27: Carbonatação Slide 28: Carbonatação Slide 29: Carbonatação Slide 30: Carbonatação Slide 31: Carbonatação Slide 32: Ataque por cloretos Slide 33: Ataque por cloretos Slide 34: Ataque por cloretos Slide 35: Ataque por cloretos Slide 36: Ataque por cloretos Slide 37: Ataque por cloretos Slide 38: Ataque por cloretos Slide 39: Ataque por cloretos Slide 40: Corrosão Slide 41: Corrosão Slide 42: Corrosão Slide 43: Corrosão Slide 44: Ação do fogo Slide 45: Ação do fogo Slide 46: Ação do fogo Slide 47: Obrigado!