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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO UNIDADE ACADÊMICA DE BELO JARDIM ENGENHARIA QUÍMICA Discente: Vinicius Antonio Cruz De Araújo Albuquerque. Disciplina: Tecnologia dos Processos Químicos 2 Docente: Prof. João Nunes Belo Jardim, 26 de Junho de 2023. INDÚSTRIA DO CIMENTO 1 2 Para vocês, o que seria cimento? 3 Cimento O cimento refere-se a substâncias em forma de pó que, quando combinadas com água, resultam em uma pasta maleável, que endurece gradualmente, transformando-se em uma massa sólida e resistente. https://www.cimentoitambe.com.br/wp-content/uploads/201 8/05/cimento_obra.png https://www.suaobra.com.br/img/not/mD4ASwGnRr.jpeg https://www.cimentoitambe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/cimento_obra.png https://www.cimentoitambe.com.br/wp-content/uploads/2018/05/cimento_obra.png https://www.suaobra.com.br/img/not/mD4ASwGnRr.jpeg História do Cimento ● Egípcios - Gesso Calcinado ● Gregos e Romanos - Solos Vulcânicos + Cal 4 https://static.todamateria.com.br/upload/co/li/coliseuromano-c ke.jpg https://2.bp.blogspot.com/-8nRiMxbfOwM/VUk0gu-P_ XI/AAAAAAAAAY4/Ji_8XjLiW3M/s1600/piramide-de- gize.jpg https://static.todamateria.com.br/upload/co/li/coliseuromano-cke.jpg https://static.todamateria.com.br/upload/co/li/coliseuromano-cke.jpg https://2.bp.blogspot.com/-8nRiMxbfOwM/VUk0gu-P_XI/AAAAAAAAAY4/Ji_8XjLiW3M/s1600/piramide-de-gize.jpg https://2.bp.blogspot.com/-8nRiMxbfOwM/VUk0gu-P_XI/AAAAAAAAAY4/Ji_8XjLiW3M/s1600/piramide-de-gize.jpg https://2.bp.blogspot.com/-8nRiMxbfOwM/VUk0gu-P_XI/AAAAAAAAAY4/Ji_8XjLiW3M/s1600/piramide-de-gize.jpg História do Cimento 5https://www.sawanonlinebookstor e.com/zubyheet/2022/02/83-2.jpg 1824 - Joseph Aspdin1756 - John Smeaton https://upload.wikimedia.org/wiki pedia/commons/thumb/6/6f/ 1818 - Louis Vicat https://www.vicat.com/sites/ www.vicat.fr/files/styles/ https://www.sawanonlinebookstore.com/zubyheet/2022/02/83-2.jpg https://www.sawanonlinebookstore.com/zubyheet/2022/02/83-2.jpg https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/ https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/6f/ https://www.vicat.com/sites/www.vicat.fr/files/styles/ https://www.vicat.com/sites/www.vicat.fr/files/styles/ História do Cimento Primeira produção no Brasil. ● 1888 - Antônio Rodovalho - Usina Rodovalho ( São Paulo) ● 1892 - Louis Nóbrega - 1ª produção de cimento no Brasil (Paraíba) ● 1912 - Governo Estadual - Usina em Cachoeiro Itapemirim (ES) ● 1924 - Implantação da indústria brasileira de cimento (SP) 6https://cmqueixadas.com.br/wphttps://www.google.com/url?sa=i&url https://cmqueixadas.com.br/wp https://www.google.com/url?sa=i&url Matérias Primas 7 Óxidos Designação Representação % Ponderal Principais CaO Cal C 60 a 68 % SiO2 Sílica S 17 a 25 % Secundários Al2O3 Alumina A 2 a 9 % Fe2O3 Óxido de Ferro F 0,5 a 6 % MgO Magnésia M 0,1 a 4 % SO3 Trióxido de Enxofre S 1 a 3 % Na2O Alcalis N 0,5 a 1,5 % K2O K Quadro 1. Principais matérias primas da produção de cimento. Matérias Primas 8 Fórmula Nome Símbolo 2CaO*SiO2 Silicato de dicálcio C2S 3CaO*SiO2 Silicato de tricálcio C3S 3CaO*Al2O3 Aluminato de Tricálcio C3A 4CaO*Al2O3*Fe2O3 Aluminoferrito de tetracálcio C4AF MgO Óxido de magnésio livre MgO Quadro 2. Composição geral do clínquer. Tipos de Cimento e Aplicações 9 Cimento Portland (ABNT) Tipo Clínquer + Gesso % Escória siderúrgica % Material pozolânico % Calcário % CP I Comum 100 - - - CP I - S Comum 95 - 99 1 - 5 1 - 5 1 - 5 CP II - E Composto 56 - 94 6 - 34 - 0 - 10 CP II - Z Composto 76 - 94 - 6 - 14 0 - 10 CP II - F Composto 90 - 94 - - 0 - 10 CP III Alto-forno 25 - 65 35 - 70 - 0 - 5 CP IV Pozolânico 45 - 85 - 15 - 60 0 - 5 CP V - ARI Alta resistência inicial 95 - 100 - - 0 - 5 Quadro 3. Composição dos cimentos portland. Tipos de Cimento e Aplicações 10 https://engenharia360.com/wp-content/uploads/20 21/06/Imagem1-1024x556.png https://engenharia360.com/wp-content/uploads/2021/06/Imagem1-1024x556.png https://engenharia360.com/wp-content/uploads/2021/06/Imagem1-1024x556.png Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND COMUM CP I E CP I-S (NBR 5732) ● Construções Gerais ● Contraindicado na presença de sulfatos ● CP I - S adição de Material pozolânico (Menor permeabilidade) 11 https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A% 2F%2Fresimat.com.br https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fresimat.com.br https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fresimat.com.br Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND COMPOSTO CP II-Z (NBR 11578) ● Tempo de Cura > CP I ● Indicado para lançamentos maciços de concreto ● Adição de Material pozolânico - ( Mais impermeável) ● Alta Durabilidade ● Construções Civis em geral, subterrâneas, marítimas e industriais 12https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fresimat.c om.br% Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND COMPOSTO CP II-E (NBR 11578) ● Adição de escória ● Baixo calor de hidratação - Aumento da resistência ● Indicado na presença de sulfatos 13 https://www.casteloforte.com.br/image/cache/catalog/product/87733-5 00x500.webp https://www.casteloforte.com.br/image/cache/catalog/product/87733-500x500.webp https://www.casteloforte.com.br/image/cache/catalog/product/87733-500x500.webp Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND COMPOSTO CP II-F (NBR 11578) ● Adição de fíler ● Aplicações gerais, argamassas de assentamento, revestimento, concreto armado ● Contraindicado em meios muito agressivos 14 https://engenharia360.com/wp-content/uploads/2021 /06/Cimento-1-1024x749.png https://engenharia360.com/wp-content/uploads/2021/06/Cimento-1-1024x749.png https://engenharia360.com/wp-content/uploads/2021/06/Cimento-1-1024x749.png Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND DE ALTO-FORNO CP III (NBR 5735) ● Maior impermeabilidade e durabilidade ● Baixo calor de hidratação ● Alta resistência a expansão (álcali-agregado) ● Adição de escória ● Aplicação em ambientes agressivos, barragens, tubos, canaletas 15https://resimat.com.br/wp-content/uploads/2019/10/CP-III.gif https://resimat.com.br/wp-content/uploads/2019/10/CP-III.gif Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND POZOLÂNICO CP IV (NBR 5736) ● Adição de pozolana - alta durabilidade e impermeabilidade ● Resistência à compressão > CP I ● Aplicações - grandes volumes de concreto ● Indicado - ação de água corrente e ambientes agressivos 16https://resimat.com.br/wp-content/uploads/2019/10/CP-IV .gif https://resimat.com.br/wp-content/uploads/2019/10/CP-IV.gif https://resimat.com.br/wp-content/uploads/2019/10/CP-IV.gif Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO PORTLAND CP V – ARI (NBR 5733) ● Resiste à compressão de 26 MPa a 1 dia de idade e de 53 MPa aos 28 dias ● Aplicação - concreto e argamassa de ARI e desenforma rápida 17 https://www.cimentoitambe.com.br/wp-content/uploads/2022/ 12/CP-V-ARI.png https://www.cimentoitambe.com.br/wp-content/uploads/2022/12/CP-V-ARI.png https://www.cimentoitambe.com.br/wp-content/uploads/2022/12/CP-V-ARI.png Tipos de Cimento e Aplicações CIMENTO DE ALTA ALUMINA ● Mistura de calcário e bauxita ● Rápido endurecimento ● Alta resistência à água do mar e portadoras de sulfatos CIMENTO CONTROLADO - Permanente Cement ● 10 - 20 % sulfoaluminato de cálcio + cimento portland C6AS3H32 18 Processo de fabricação do cimento 19 https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSbt DPtve3YI6o09MdC75QaknpDMfi6_ENTO9nT9lH0&s https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSbtDPtve3YI6o09MdC75QaknpDMfi6_ENTO9nT9lH0&s https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSbtDPtve3YI6o09MdC75QaknpDMfi6_ENTO9nT9lH0&s Processo de fabricação do cimento EXTRAÇÃO DE MATÉRIA PRIMA ● Pedreiras de calcário e argila (blocos - 0,5 m³) 20https://plus.unsplash.com/premium_photo-1682144351190 https://plus.unsplash.com/premium_photo-16619001629 https://plus.unsplash.com/premium_photo-1682144351190 https://plus.unsplash.com/premium_photo-16619001629 Processo de fabricaçãodo cimento BRITAGEM ● Moinho de martelo ( granulometria 805°C ● Tc = 894°C CaCO3(s) CaO(s) + CO2(g) 32 Principais conversões químicas da etapa de clínquerização DESIDROXILAÇÃO DAS ARGILAS ● Formação do clínquer - 550°C Al2O3·2SiO2·2H2O(s) Al2O3·2SiO2(s) + 2H2O(g) 33 Principais conversões químicas da etapa de clínquerização FORMAÇÃO DO SILICATO DICÁLCICO ● Início em 900°C 2CaO(s) + SiO2(s) 2CaO*SiO2(s) ● Catalisada (ferro e alumínio) 34 Principais conversões químicas da etapa de clínquerização FORMAÇÃO DO SILICATO TRICÁLCICO ● Início 1200 - 1300°C 2CaO*SiO2(s) + CaO(s) 3CaO*SiO2(s) ● T = 1400°C , formação de 2CaO*SiO, 3CaO*SiO, 3CaO*Al2O3 e 4CaO*Al2O3*Fe2O3 35 Principais conversões químicas da etapa de clínquerização PRIMEIRO RESFRIAMENTO 3CaO*SiO2(s) 2CaO* SiO2(s) + CaO(s) 36 Principais conversões químicas da etapa de clínquerização SEGUNDO RESFRIAMENTO ● TJardim, 26 de Junho de 2023. INDÚSTRIA DO CIMENTO 47