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Como adaptar a Contagem de Histórias 
para diferentes públicos na enfermaria?
A contagem de histórias é uma ferramenta versátil que pode ser adaptada para atender às 
necessidades e características específicas de diferentes públicos na enfermaria de saúde mental. Para 
garantir a efetividade e o engajamento dos pacientes, é essencial considerar fatores como idade, nível 
de desenvolvimento cognitivo, cultura, idioma, transtornos mentais prevalentes e preferências 
individuais.
Crianças e 
Adolescentes
Para este público, as 
histórias devem ser mais 
curtas, com linguagem 
simples e personagens 
cativantes. As temáticas 
devem abordar questões 
relevantes para a faixa 
etária, como:
Gestão de emoções e 
conflitos internos
Enfrentamento do 
bullying e pressão 
social
Desenvolvimento da 
autoestima e 
autoconhecimento
Integração social e 
construção de 
amizades
O uso de recursos 
interativos enriquece 
significativamente a 
experiência:
Fantoches e bonecos 
para dramatização
Desenhos e ilustrações 
coloridas
Jogos e atividades 
complementares
Músicas e sons que 
complementam a 
narrativa
Adaptação para 
Idosos
Com os idosos, a 
abordagem deve ser mais 
pausada e reflexiva. 
Recomenda-se:
Histórias que resgatem 
memórias e tradições 
culturais
Narrativas sobre 
relacionamentos 
familiares e 
intergeracionais
Contos que celebrem a 
sabedoria e 
experiência de vida
Histórias que abordem 
temas como resiliência 
e adaptação às 
mudanças
Aspectos técnicos 
importantes incluem:
Tom de voz calmo e 
bem modulado
Pausas estratégicas 
para reflexão e 
discussão
Uso de materiais 
impressos com fonte 
maior e boa 
legibilidade
Sessões em grupos 
menores para facilitar 
a participação
Pacientes com 
Transtornos Mentais 
Específicos
A adaptação para 
diferentes condições 
mentais requer 
considerações especiais:
Para Ansiedade:
Histórias com técnicas 
de respiração e 
relaxamento 
incorporadas
Narrativas que 
normalizam os 
sintomas de ansiedade
Contos com 
estratégias de 
enfrentamento 
positivas
Para Depressão:
Histórias que inspiram 
esperança e superação
Narrativas que 
valorizam pequenas 
conquistas diárias
Contos que promovem 
conexão social e 
empatia
Para Transtornos 
Psicóticos:
Histórias que ajudem a 
distinguir realidade de 
alucinações
Narrativas que 
promovam 
organização do 
pensamento
Contos que auxiliem 
na expressão de 
experiências 
complexas
É fundamental que a contagem de histórias seja conduzida por profissionais capacitados, com 
profundo conhecimento em saúde mental e habilidades terapêuticas específicas. A adaptação 
adequada da linguagem, dos temas e dos recursos utilizados não apenas garante a acessibilidade, mas 
também potencializa os benefícios terapêuticos para cada grupo específico.
Para maximizar os resultados, recomenda-se:
Avaliação prévia: Conhecer o histórico e as necessidades específicas de cada paciente ou grupo
Flexibilidade: Estar preparado para adaptar a narrativa durante a sessão, conforme as reações dos 
participantes
Monitoramento: Acompanhar o impacto das histórias através de observações sistemáticas e 
feedback dos pacientes
Supervisão: Manter encontros regulares com a equipe para discutir casos e aprimorar as técnicas 
utilizadas
A personalização da contagem de histórias para diferentes públicos é um processo contínuo de 
aprendizagem e adaptação, que requer sensibilidade, criatividade e compromisso com o bem-estar 
dos pacientes. Quando bem executada, esta técnica pode ser um poderoso instrumento de 
transformação e cura na enfermaria de saúde mental.

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