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DIREITO ELEITORAL 
por Hen rique de Lara Morais 
RESUMO 
Direito Eleitoral 
H e n r i q u e d e L a r a M o r a i s 
concurseiroforadacaixa.com.br | 01
Sumário 
Conceito e Fontes .......................................................................................................................................................................... 3 
Princípios do Direito Eleitoral ...................................................................................................................................................... 3 
Direitos Políticos ........................................................................................................................................................................... 4 
Soberania popular ....................................................................................................................................................................................... 4 
Alistamento e Domicílio Eleitoral ............................................................................................................................................................. 4 
Elegibilidade e Inelegibilidade ................................................................................................................................................................... 6 
Cassação, perda e suspensão de direitos políticos .................................................................................................................................. 9 
Organização da Justiça Eleitoral (CF/88 e Código Eleitoral).................................................................................................... 10 
Funções da Justiça Eleitoral ..................................................................................................................................................................... 10 
Organização Geral da Justiça Eleitoral ................................................................................................................................................... 10 
TSE – Tribunal Superior Eleitoral ............................................................................................................................................................ 11 
TRE – Tribunal Regional Eleitoral ........................................................................................................................................................... 12 
Juízes Eleitorais .......................................................................................................................................................................................... 13 
Juntas Eleitorais ......................................................................................................................................................................................... 13 
Ministério Público Eleitoral (Lei Complementar 75/1993) ................................................................................................................ 13 
Dos Partidos Políticos (Lei 9.096/1995) ................................................................................................................................... 14 
Disposições Preliminares ......................................................................................................................................................................... 14 
Criação e registro dos partidos políticos ................................................................................................................................................ 15 
Da filiação partidária (arts. 16 a 22-A) ................................................................................................................................................... 16 
Fidelidade e disciplina partidárias (arts. 23 a 26) ................................................................................................................................. 17 
Fusão e incorporação dos partidos políticos (arts. 27 a 29) ................................................................................................................ 17 
Prestação de contas (arts. 30 a 37-A) ...................................................................................................................................................... 17 
Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos ....................................................................................................... 18 
Das Eleições ................................................................................................................................................................................ 20 
Sistemas Eleitorais proporcional, majoritário e misto ........................................................................................................................ 20 
Coligações ................................................................................................................................................................................................... 21 
Convenções para Escolha de Candidatos ............................................................................................................................................... 21 
Registro dos candidatos ............................................................................................................................................................................ 21 
Financiamento da campanha eleitoral................................................................................................................................................... 22 
Prestação de contas da campanha eleitoral ........................................................................................................................................... 24 
Pesquisa e testes pré-eleitorais ................................................................................................................................................................ 25 
Propaganda eleitoral e direito de resposta ............................................................................................................................................. 25 
Condutas vedadas aos agentes públicos ................................................................................................................................................ 28 
Sistema Eletrônico de Votação e Totalização dos Votos ...................................................................................................................... 29 
Diplomas ..................................................................................................................................................................................................... 29 
Nulidades na votação ................................................................................................................................................................................ 29 
Transporte Gratuito de Eleitores nas Zonas Rurais (Lei 6.091/74) ................................................................................................... 30 
Ações e Recursos Eleitorais ....................................................................................................................................................... 31 
Ação de Impugnação de registro de candidatura (AIRC) ..................................................................................................................... 31 
Preparado exclusivamente para Ray Hernandes de carvalho | CPF: 02852067102
https://www.concurseiroforadacaixa.com.br/
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Direito Eleitoral 
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Ação de impugnação de mandato eletivo (AIME) .................................................................................................................................a inauguração de obras públicas (pena de cassação1 do registro ou diploma). 
1Para o TSE, afasta-se a cassação do diploma quando a presença ocorre de forma discreta e sem participação ativa na solenidade. 
C
O
N
D
U
T
A
S
 V
E
D
A
D
A
S
Ceder ou usar, em benefício de candidato, partido ou coligação, bens móveis ou imóveis pertencentes à adm.
direta ou indireta, ressalvada a realização de convenção partidária
Usar materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, que excedam as prerrogativas
consignadas nos regimentos e normas dos órgãos que integram;
Ceder servidor ou empregado, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha, durante o horário de
expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado
Fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido ou coligação, de distribuição gratuita de
bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público
Nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens
ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou
exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, nos 3 meses que o antecedem e até a posse dos eleitos,
sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados:
- A nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de confiança
- A nomeação para cargos do Judiciário, MP, Tribunais ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência
- A transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes penitenciários
- A nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início daquele prazo
- A nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento inadiável de serviços essenciais,
com prévia e expressa autorização do Chefe do Poder Executivo
Nos 3 meses anteriores ao pleito:
- Realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios, e dos Estados aos
Municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados os recursos destinados a cumprir obrigação
formal preexistente para execução de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os
destinados a atender situações de emergência e de calamidade pública
- Com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, autorizar
publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos federais,
estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e
urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral
- Fazer pronunciamento em cadeia de rádio e TV, fora do horário eleitoral gratuito, salvo quando, a critério da
Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo
Realizar, no 1º semestre do ano de eleição, despesas com publicidade dos órgãos públicos, ou da entidade da
adm. indireta, que excedam a média dos gastos no 1º semestre dos 3 últimos anos que antecedem o pleito
Fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores que exceda a recomposição da
perda de seu poder aquisitivo ao longo do ano da eleição
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SISTE MA E LET RÔ NI CO DE VOT AÇÃO E T OTALIZ AÇÃO DOS V OTOS 
 
A votação e a totalização dos votos serão feitas por sistema eletrônico, podendo o TSE 
autorizar, em caráter excepcional, o uso de cédulas de papel. 
STF (ADI 5889/20): INCONSTITUCIONAL a lei que determina que, na votação 
eletrônica, o registro de cada voto deverá ser impresso e depositado, de forma 
automática e sem contato manual do eleitor, em local previamente lacrado. 
DI PLOM AS 
Diplomação: última fase do processo eleitoral. É o ato pelo qual a Justiça Eleitoral entrega – aos candidatos eleitos e respectivos 
suplentes – diploma que assegura a estes o direito de tomarem posse e de exercerem o mandato. 
 
➤ Diplomação é realizada em audiência pública, até 19/dez do ano das eleições 
➤ Trata-se de um ato DECLARATÓRIO, ou seja, o não comparecimento não impede os eleitos que exerçam seus cargos 
➤ Competência: 
o TSE: Presidente e Vice 
o TRE: Governador e Vice, Deputados e Senadores 
o Juntas: Prefeito, Vice e Vereadores 
NULI DADES N A V OT AÇÃO 
VOTAÇÃO NULA 
 Feita perante MESA não nomeada pelo juiz eleitoral, ou constituída com ofensa à lei 
 Em FOLHAS de votação falsas 
 Em dia, hora, ou local diferentes do designado 
 ENCERRADA antes das 17h 
 Preterida formalidade essencial do SIGILO dos sufrágios 
 Quando a seção eleitoral tiver sido localizada com infração do disposto nos §§ 4º e 5º do art. 135 da Lei 4.737/65 
 
VOTAÇÃO ANULÁVEL 
 Extravio de documento reputado essencial 
 Negado ou sofrer restrição o direito de fiscalizar 
 Quando VICIADA de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o Art. 237 (abuso de poder), ou emprego de 
processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei. 
 Quando votar 
o Alguém com falsa identidade em lugar do eleitor chamado 
o Eleitor de outra seção, salvo se presidente, mesário, secretário, etc. 
o Eleitor excluído por sentença não cumprida por ocasião da remessa das folhas individuais de votação à mesa, desde 
que haja oportuna reclamação de partido 
 
 
 
 
 
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TRANSP ORTE G RAT UITO DE ELEITO RES NAS ZON AS RU RAIS (LEI 6.0 91/ 74 ) 
Zonas rur ais 
 
O transporte de eleitores somente será feito dentro dos limites territoriais do respectivo município e 
quando das zonas rurais para as mesas receptoras distar pelo menos 2 km. 
Veí culos e embar cações 
 
Em regra, ficarão à disposição da Justiça Eleitoral, VEÍCULOS e EMBARCAÇÕES, devidamente abastecidos 
e tripulados, pertencentes aos entes federativos + autarquias e sociedade de economia mista. EXCEÇÃO: 
 Veículos militares (EX: tanques de guerra) 
 Veículos indispensáveis à prestação de serviço público insusceptível de interrupção (EX: ambulância) 
Proi bi ções 
 
 Fornecimento de refeições a eleitores da zona rural, SALVO, se imprescindível, pela Justiça Eleitoral 
 Fornecimento de transporte a eleitores da zona rural, SALVO pela Justiça Eleitoral 
FACULTADO aos Partidos exercer fiscalização nos locais onde houver transporte e fornecimento de refeições a eleitores. 
Prazos cobr ados em prova 
Até 50 dias 
antes 
Responsáveis da Adm. Pública oficiam Justiça Eleitoral sobre quantos veículos têm e suas características. 
Até 15 dias 
antes 
Justiça Eleitoral requisita à Adm. Pública Direta e Indireta (todas esferas) funcionários e instalações a fim de 
viabilizar o transporte e alimentação de eleitores. 
15 dias 
antes 
Justiça Eleitoral divulgará quadro de horários e percursos. 
24h 
antes 
Veículos e embarcações devem estar à disposição, em condição de uso, exibindo de forma bem visível, em 
letras garrafais “A serviço da Justiça Eleitoral”. 
3 dias 
- Prazo para apresentar reclamação sobre o quadro de horários (partidos, candidatos, grupo 20 eleitores) 
- Prazo para que a reclamação seja apreciada (da decisão cabe recurso SEM efeito suspensivo). 
Até 30 dias 
depois 
Prazo para Justiça Eleitoral pagar pelo uso de veículos particulares (preferência os de aluguel), se for o caso, 
no transporte de eleitores. Os recursos serão advindos do fundo partidário. 
Até 60 dias 
depois 
Prazo para eleitor que não votar, JUSTIFICAR. 
A indisponibilidade ou as deficiências do transportenão eximem o eleitor do dever de votar. 
A data de referência para “antes” e “depois” é o dia do pleito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AÇÕES E RECURSOS ELEITORAIS 
AÇÃO DE IM PUG NAÇÃO DE REGI STRO DE CAN DI DAT URA (AI RC) 
 
Observações: 
• A ausência de impugnação NÃO impede que juiz aprecie a inelegibilidade de ofício 
• TSE (Súmula 39): NÃO há formação de litisconsórcio necessário em processos de registro de candidatura. 
AÇÃO DE IM PUG NAÇÃO DE MAN DAT O ELETIV O (AIM E) 
 
Observações: 
• AIME tramita em SEGREDO de justiça, mas seu julgamento é PÚBLICO 
• TSE (Súmula 40): o partido político não é litisconsorte passivo necessário em ações que visem à cassação de diploma 
• Entende o TSE que é possível apurar, em AIME, abuso de poder político entrelaçado com abuso de poder econômico 
 
 
 
 
 
 
 
AIRC
Instrumento hábil a impedir que candidato registrado em virtude de:
• Falta de condição de elegibilidade
• Incidência de causa de inelegibilidade
• Descumprimento de formalidade legal no processo de registro
Legitimidade Ativa
Pegadinha! Eleitor / Cidadão NÃO tem legitimidade
Qualquer candidato
Partido Político
Coligação
Ministério Público
Prazo: 5 dias, contados da publicação do pedido de registro
AIME
Instrumento hábil a impugnar mandato eletivo em virtude de:
• Abuso de poder econômico
• Corrupção
• Fraude
Legitimidade Ativa
Pegadinha! Eleitor / Cidadão NÃO tem legitimidade
Qualquer candidato
Partido Político
Coligação
Ministério Público
Prazo: 15 dias, contados a partir da diplomação
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AÇÃO DE INV ESTI G AÇÃO JU DI CIAL ELE ITORAL (AIJE ) 
 
Observações: 
• AIJE pode ter como objeto fatos ocorridos ANTES do início do período eleitoral 
• Para a configuração do ato abusivo, não será considerada a potencialidade de o fato alterar o resultado da eleição, mas 
APENAS a gravidade das circunstâncias que o caracterizam. 
RE PRESE NTAÇÃO P OR CAP TAÇÃO ILÍ CI TA DE SU FRÁG IO (V ULGO CO MP RA DE V OTO ) 
O que constitui “captação ilícita de sufrágio”? 
Doar, oferecer, prometer, ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer 
natureza, inclusive emprego ou função pública. É desnecessário o pedido explícito de votos, bastando evidência do dolo. 
Quando ela se caracteriza? 
No interstício entre o registro da candidatura até o dia da eleição, inclusive. A representação poderá ser ajuizada até a 
data da diplomação. 
Julgamento 
Somete o CANDIDATO tem legitimidade para figurar no polo passivo, sendo desnecessário o nexo de causalidade entre 
a conduta e o resultado do pleito. Contra a decisão proferida, cabe recurso em 3 dias, a contar da publicação do 
julgamento no Diário Oficial. 
Qual a sanção prevista? 
MULTA + CASSAÇÃO do registro ou diploma. Também se aplica a quem pratica atos de violência ou grave ameaça com 
o fim de obter-lhe o voto. 
RE CU RS O CO NTRA A EX PE DI ÇÃO DO DIP LO MA (RCE D) 
 
 
 
 
 
AIJE
Finalidade: investigação judicial para apurar:
• Uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico / de autoridade
• Utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social
Legitimidade Ativa
Pegadinha! Eleitor / Cidadão NÃO tem legitimidade
Qualquer candidato
Partido Político
Coligação
Ministério PúblicoJulgada Procedente: inelegibilidade por 8 anos
RCED
RCED caberá somente nos casos de:
• Inelegibilidade superveninente ou de natureza constitucional
• Falta de condição de elegibilidade
Legitimidade Ativa
Pegadinha! Eleitor / Cidadão NÃO tem legitimidade
Qualquer candidato
Partido Político
Prazo: 3 dias após o último dia limite para diplomação, sendo suspenso
no período entre 20/dez e 20/jan
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RE CU RS OS (T ÓPI CO S GE RAI S ) 
Pontos mais importantes: 
 Recursos, em regra, NÃO têm efeito suspensivo 
 Os prazos, em regra, são de 3 dias, contados da publicação do ato. Contagem em dias corridos (Res. TSE 23.478/16) 
 Para decisões finais em processo de apuração de CRIME eleitoral, o prazo será de 10 dias 
 Os prazos são PRECLUSIVOS (leia-se: perdeu o prazo, já era!) 
 Os recursos eleitorais são GRATUITOS, não existindo preparo, mas necessitam de advogado 
 
As decisões dos TREs são terminativas, SALVO os casos seguintes em que cabe recurso para o TSE: 
Recurso Ordinário Recurso Especial 
Quando versarem sobre expedição de diplomas 
nas eleições federais e estaduais 
 
Quando forem proferidas contra expressa 
disposição de lei 
Quando denegarem habeas corpus ou mandado de 
segurança. 
 
Quando ocorrer divergência na interpretação de 
lei entre dois ou mais TREs 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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DISPOSIÇÕES PENAIS 
PRO CESS O- CRIM E 
Fluxograma Macro do Processo: 
 
 
Algumas informações importantes: 
• Crime eleitoral é de Ação Penal PÚBLICA INCONDICIONADA 
• Polícia Federal atua como polícia judiciária em matéria eleitoral – Polícia Civil terá atuação supletiva 
• Prazo Inquérito Policial: 10 dias (indiciado preso) | 30 dias (indiciado solto) 
• Compete à JUSTIÇA ELEITORAL os crimes eleitorais E os comuns que lhe forem conexos 
 
No período de 5 dias antes e 48h após as eleições NÃO é admitida a prisão, SALVO: 
✓ Flagrante delito 
✓ Sentença criminal condenatória 
✓ Desrespeito a salvo-conduto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DENÚNCIA
Oferecida pelo MP no prazo de 
10 dias ou requererá seu 
arquivamento
Citado, o réu / defensor terá 10 
dias para oferecer alegações 
escritas e arrolar testemunhas
AUDIÊNCIA 
Testemunhas de acusação e 
defesa
ALEGAÇÕES FINAIS
Para defesa / acusação no prazo 
de 5 dias
SENTENÇA
Juiz terá 10 dias para proferir a 
sentença
RECURSO
Interposto perante o TRE no 
prazo de 10 dias
EXECUÇÃO
Se a decisão do TRE for 
condenatória, executar-se-á a 
sentença no prazo de 5 dias
No caso de CANDIDATOS, o período 
de 5 dias é ampliado para 15 dias antes 
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CRIM ES ELEIT ORAIS 
 
São dezenas de crimes tipificados. O “Custo x Benefício” de se decorar os detalhes de um é muito baixo. Assim, vamos 
seguir nossa lógica de focar no que importa e trazer apenas os aspectos mais relevantes de cada tipo penal. O foco 
deve ser nos crimes do Código Eleitoral, entretanto, há outros dispositivos de outros diplomas normativos. 
CRIM ES PREVIS TOS NA LEI 4.737/ 65 – CÓDIGO ELEIT ORAL 
Temos nada menos que 68 artigos para “decorar”. O custo-benefício é baixo. Assim, fiz um levantamento detalhado dos que 
foram mais cobrados nos últimos 10 anos. As condutas e as respectivas observações estão na tabela abaixo. Dê MUITA atenção 
àqueles com um ao lado. 
ATE N ÇÃO M ÁXIM A 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
 CorrupçãoEleitoral (MUITO COBRADO) 
Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, 
para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer 
outra vantagem, para obter ou dar voto e para 
conseguir ou prometer abstenção, AINDA QUE a 
oferta não seja aceita (crime FORMAL). 
Pena 
Reclusão até 4 anos E multa 5-15 dias-multa 
 Calúnia Eleitoral (MUITO COBRADO) 
Art. 324. CALUNIAR alguém, na propaganda eleitoral, 
ou visando fins de propaganda, imputando-lhe 
falsamente fato definido como crime. 
Não são suficientes alegações genéricas, ainda 
que atinjam a honra do destinatário. 
Pena 
Detenção 6 meses a 2 anos E multa de 10-40 dias-multa. 
Mesma pena: quem, sabendo falsa a imputação, a propala 
ou divulga. 
A prova da verdade do EXCLUI o crime, mas NÃO é admitida: 
 Contra Presidente República ou Chefe de Gov. Estrangeiro; 
 Se fato imputado for crime de ação PRIVADA, o ofendido 
NÃO foi condenado por sentença irrecorrível; 
 Se fato imputado for de ação PÚBLICA, o ofendido foi 
ABSOLVIDO por sentença irrecorrível. 
 Difamação Eleitoral (MUITO COBRADO) 
Art. 325. DIFAMAR alguém, na propaganda eleitoral, 
ou visando a fins de propaganda, imputando-lhe fato 
ofensivo à sua reputação. 
Pena 
Detenção 3 meses a 1 ano E multa de 5-30 dias-multa. 
A exceção da verdade somente se admite se o ofendido é 
funcionário público e a ofensa é relativa ao exercício de 
suas funções. 
Jurisprudências do TSE: 
• NÃO há necessidade de que a ofensa seja contra candidato; 
• O direito de resposta não exclui a ocorrência do crime 
 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
 Injúria Eleitoral (MUITO COBRADO) 
Art. 326. INJURIAR alguém, na propaganda eleitoral, 
ou visando a fins de propaganda, ofendendo-lhe a 
dignidade ou o decoro: 
Pena 
Detenção até 6 meses OU multa 30-60 dias-multa. 
Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por 
sua natureza ou meio empregado, se considerem aviltantes. 
Detenção 3 meses a 1 ano E multa 5-20 dias-multa + pena 
correspondente à violência no Código Penal. 
 
 
Perdão Judicial (juiz pode deixar de aplicar pena) 
▪ Se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente 
▪ Caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria 
 
 
Art. 327. As penas dos arts. 324 (CALÚNIA), 325 (DIFAMAÇÃO) e 326 (INJÚRIA) aumentam-se de ↑1/3 a ↑1/2, se qualquer dos 
crimes é cometido: 
1. Contra o Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro; 
2. Contra funcionário público, em razão de suas funções; 
3. Na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da ofensa; 
4. Com menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia; 
5. Por meio da internet ou de rede social ou com transmissão em tempo real. 
 
MUIT A ATE N ÇÃO 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
 Inobservância da ordem de votação (MUITO COBRADO) 
Art. 306. Não observar a ordem em que os eleitores 
devem ser chamados a votar. 
Pena 
Multa 15-30 dias-multa 
 Exercício irregular do voto (MUITO COBRADO) 
Art. 309. Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em 
lugar de outrem. 
Pena 
Reclusão até 3 anos 
 Violação ou tentativa de violação ao sigilo do 
sufrágio (MUITO COBRADO) 
Art. 312. Violar ou tentar violar o sigilo do voto. 
Pena 
Detenção até 2 anos 
 Divulgação de Fatos Inverídicos na Propaganda 
(“Fake News”) 
Art. 323. Divulgar, na propaganda eleitoral ou durante 
período de campanha eleitoral, fatos que sabe 
inverídicos em relação a partidos ou a candidatos e 
capazes de exercer influência perante o eleitorado. 
Pena 
Detenção 2 meses a 1 ano OU multa de 120-150 dias-multa. 
Mesma pena: quem produz, oferece ou vende vídeo com 
conteúdo inverídico 
Pena aumentada de ↑1/3 a ↑1/2, se o crime: 
• Cometido por meio da imprensa, rádio ou TV; 
• Por meio da internet / rede social; 
• Transmitido em tempo real; 
• Envolve menosprezo ou discriminação à condição de 
mulher ou à sua cor, raça ou etnia. 
ATENÇÃO 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
 Violência política contra a mulher (NOVIDADE 2021) 
Art. 326-B. Assediar, constranger, humilhar, perseguir 
ou ameaçar, por qualquer meio, candidata a cargo 
eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-
se de menosprezo ou discriminação à condição de 
mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de 
impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o 
desempenho de seu mandato eletivo. 
Pena 
Reclusão 1-4 anos E multa. 
Pena aumentada de ↑1/3, se cometido contra mulher: 
• Gestante; 
• Maior de 60 anos; 
• Com deficiência. 
ATE N ÇÃO 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Inscrição fraudulenta efetuada pelo juiz 
Art. 291. Efetuar o juiz, fraudulentamente, a inscrição 
de alistando. 
Pena 
Reclusão até 5 anos E 5 a 15 dias-multa. 
Negativa ou retardamento de inscrição eleitoral 
Art. 292. Negar ou retardar a autoridade judiciária, 
sem fundamento legal, a inscrição requerida. 
Pena 
30 a 60 dias-multa. 
Perturbação do alistamento 
Art. 293. Perturbar ou impedir de qualquer forma o 
alistamento. 
Pena 
Detenção 15 dias a 6 meses OU 30 a 60 dias-multa. 
Coação Eleitoral 
Art. 300. Valer-se o servidor público da sua autoridade 
para coagir alguém a votar ou não votar em 
determinado candidato ou partido. 
Pena 
Detenção até 6 meses E multa 60-100 dias-multa. 
Se o agente é membro ou funcionário da Justiça Eleitoral 
e comete o crime prevalecendo-se do cargo a pena é 
agravada. 
Coação violenta de eleitores 
Art. 301. Usar de violência ou grave ameaça para 
coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado 
candidato ou partido, ainda que os fins visados não 
sejam conseguidos. 
Pena 
Reclusão até 4 anos E multa 5-15 dias-multa 
Majoração de preços na eleição 
Art. 303. Majorar os preços de utilidades e serviços 
necessários à realização de eleições, tais como 
transporte e alimentação de eleitores, impressão, 
publicidade e divulgação de matéria eleitoral. 
Pena 
Multa 250-300 dias-multa 
Violação ou tentativa de violação do sigilo de urna 
Art. 317. Violar ou tentar violar o sigilo da urna ou dos 
invólucros. 
Pena 
Reclusão até 3-5 anos 
Múltipla filiação partidária 
Art. 320. Inscrever-se o eleitor, simultaneamente, em 
dois ou mais partidos. 
Pena 
Multa 10-20 dias-multa 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Denunciação caluniosa com finalidade eleitoral 
Art. 326-A. DAR CAUSA à instauração de investigação 
policial, de processo judicial, de investigação 
administrativa, de inquérito civil ou ação de 
improbidade administrativa, atribuindo a alguém a 
prática de crime ou ato infracional de que o sabe 
inocente, com finalidade eleitoral. 
Pena 
Reclusão 2-8 anos E multa. 
Mesma pena: quem, sabendo da inocência, DIVULGA ou 
propala o ato ou fato falsamente atribuído. 
Aumento de Pena ↑1/6 
Se o agente se serve do anonimato ou de nome suposto. 
Diminuição de Pena ↓1/2 
Se a imputação é de prática de contravenção. 
Realizar propaganda em língua estrangeira 
Art. 335. Fazer PROPAGANDA, qualquer que seja a sua 
forma, em língua estrangeira: 
Pena 
Detenção 3-6 meses E multa de 30-60 dias-multa + apreensão e 
perda do material utilizado na propaganda. 
Recusa ou abandono do serviço eleitoral 
Art. 344. RECUSAR ou ABANDONAR o serviço 
eleitoralsem justa causa. 
Pena 
Detenção até 2 meses OU multa de 90-120 dias-multa. 
TSE (HC 638): o não comparecimento de mesário no dia da 
votação não configura o crime. 
Falsidade Ideológica Eleitoral 
Art. 350. OMITIR, em documento público ou 
particular, declaração que dele devia constar, ou nele 
inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da 
que devia ser escrita, para fins eleitorais. 
Pena 
▪ Doc Público: reclusão até 5 anos E multa 5-15 dias-multa 
▪ Doc Particular: reclusão até 3 anos E multa 3-10 dias-multa 
Apropriação de bens, recursos ou valores destinados ao 
Financiamento Eleitoral 
Art. 354-A. APROPRIAR-SE o candidato, o 
administrador financeiro da campanha, ou quem de 
fato exerça essa função, de bens, recursos ou valores 
destinados ao financiamento eleitoral, em proveito 
próprio ou alheio. 
Pena 
Reclusão de 2-6 anos E multa 
CRIM ES PREVIS TOS EM OUT ROS DIP LO M AS N ORM ATIV OS 
LEI 9.504/ 97 – LE I DAS ELEI ÇÕ ES 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Divulgação de pesquisa fraudulenta 
Divulgação de pesquisa fraudulenta 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano e multa 50-100 mil UFIR 
Impedir fiscalização das pesquisas 
Qualquer ato que vise a retardar, impedir ou dificultar a 
ação fiscalizadora dos partidos constitui crime 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano (ou prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo prazo) e multa 10-20 mil UFIR 
Publicação de pesquisa irregular 
Irregularidade nos dados publicados 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano (ou prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo prazo) e multa 10-20 mil UFIR 
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CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Uso de alto-falantes e amplificadores 
Uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a 
promoção de comício ou carreata no dia da eleição 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano (ou prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo prazo) e multa 5-15 mil UFIR 
Arregimentação de eleitor e boca de urna 
Arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de 
urna no dia da eleição 
É PERMITIDA a manifestação individual e 
silenciosa (bandeiras, broches, adesivos, etc.) 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano (ou prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo prazo) e multa 5-15 mil UFIR 
Divulgação de propaganda do dia da eleição 
Divulgação de qualquer propaganda1 de partidos 
políticos ou de seus candidatos no dia da eleição 
Inclui a publicação de novos conteúdos ou o 
impulsionamento de conteúdos via internet. 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano (ou prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo prazo) e multa 5-15 mil UFIR 
Uso, na propaganda eleitoral, de símbolos vedados 
Uso, na propaganda eleitoral, de símbolos, frases ou 
imagens, associadas ou semelhantes às empregadas por 
órgão de governo, empresa pública ou sociedade de 
economia mista 
Pena: detenção 6 meses a 1 ano (ou prestação de serviços à 
comunidade pelo mesmo prazo) e multa 10-20 mil UFIR 
Recusa de entrega de boletim de urna eletrônica (BU) 
Recusa, do Presidente da Mesa Receptora, de entregar 
cópia do BU aos partidos e coligações 
Pena: detenção 1-3 meses (ou prestação de serviços à comunidade 
pelo mesmo prazo) e multa 1-5 mil UFIR 
Acesso a sistema de dados eleitorais 
Obter acesso a sistema de tratamento automático de 
dados usado pelo serviço eleitoral, a fim de alterar a 
apuração ou a contagem de votos 
Pena: reclusão 5-10 anos 
Prejudicar sistema de dados eleitorais 
Desenvolver ou introduzir comando, instrução, ou 
programa de computador capaz de destruir, apagar, 
eliminar, alterar, gravar ou transmitir dado, instrução 
ou programa ou provocar qualquer outro resultado 
diverso do esperado em sistema de tratamento 
automático de dados usados pelo serviço eleitoral 
Pena: reclusão 5-10 anos 
Dano a equipamento eletrônico eleitoral 
Causar, propositadamente, dano físico ao equipamento 
usado na votação ou na totalização de votos ou a suas 
partes 
Pena: reclusão 5-10 anos 
Cerceamento ao direito de fiscalização 
Descumprimento de qualquer das disposições relativas 
ao direito de fiscalização dos fiscais e delegados dos 
partidos e coligações 
Pena: detenção 1-3 meses (ou prestação de serviços à comunidade 
pelo mesmo prazo) e multa 1-5 mil UFIR 
Retenção de título ou comprovante de alistamento 
RETENÇÃO de título eleitoral ou do comprovante de 
alistamento eleitoral nos 150 dias anteriores à eleição 
Pena: detenção 1-3 meses (ou prestação de serviços à comunidade 
pelo mesmo prazo) e multa 5-10 mil UFIR 
 
 
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LEI COM P LE MENT AR 64 /90 – LEI DE IN ELEGIBI LI DADE 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Impugnação a registro de candidatura feita por má-fé 
Constitui crime eleitoral a arguição de inelegibilidade, 
ou a impugnação de registro de candidato feito por 
interferência do poder econômico, desvio ou abuso do 
poder de autoridade, deduzida de forma TEMERÁRIA 
ou de MANIFESTA MÁ-FÉ 
Pena: detenção 6 meses a 2 anos e 20-50 vezes o valor do Bônus do 
Tesouro Nacional ou título que o substitua 
LEI 6.091/ 7 4 – T RANSPO RT E G RAT UIT O E M DI AS DE E LEI ÇÃO (Z ON AS RU RAI S ) 
CONDUTA OBSERVAÇÃO 
Descumprir o dever de informar a existência de 
veículos/embarcações nos órgãos públicos 
DESCUMPRIR, o responsável por órgão, repartição ou 
unidade do serviço público, o dever imposto no art. 3º, 
ou prestar, informação inexata que vise a elidir, total ou 
parcialmente, a contribuição de que ele trata 
Pena: detenção 15 dias a 6 meses e 60-100 DM 
Desatender a requisição de veículos ou embarcações 
particulares 
DESATENDER à requisição de que trata o art. 2º 
Art. 2º trata da requisição da Justiça Eleitoral de 
veículos e embarcações particulares. 
Pena: 200-300 DM + apreensão do veículo para o fim previsto 
Transporte e fornecimento de alimentação no período 
eleitoral, quando vedado pela lei 
DESCUMPRIR a proibição dos artigos 5º, 8º e 10º 
Os arts. referidos tratam do fornecimento de 
transporte e refeições. 
Pena: reclusão 4-6 anos 
Obstar a prestação dos serviços de transporte e 
alimentação prestados pela Justiça Eleitoral 
OBSTAR, por qualquer forma, a prestação dos serviços 
previstos nos arts. 4º e 8º, atribuídos à Justiça Eleitoral 
Pena: reclusão 2-4 anos 
Utilização indevida de veículos ou embarcações públicas 
em campanha 
UTILIZAR em campanha eleitoral, no decurso dos 90 
dias que antecedem o pleito, veículos e embarcações 
pertencentes à União, Estados, Territórios, Municípios, 
autarquias e sociedades de economia mista 
Pena: cancelamento do registro do candidato ou de seu diploma, 
se já houver sido proclamado eleito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SÚMULAS DO TSE 
Para facilitar sua consulta e estudo, abaixo você confere um compilado das súmulas do TSE. Apesar de todas terem um grau de 
relevâncias, aquelas mais cobradas em prova estão assinaladas com uma “bolinha vermelha ● ”. 
 
Nº Redação 
01 (cancelada) 
02 
Assinada e recebida a ficha de filiação partidária até o termo final do prazo fixado em lei, considera-se satisfeita a 
correspondente condição de elegibilidade, ainda que não tenha fluído, até a mesma data, o tríduo legal de impugnação. 
03 
No processo de registro de candidatos, não tendo o juiz aberto prazo para o suprimento de defeito da instrução do pedido,pode o documento, cuja falta houver motivado o indeferimento, ser juntado com o recurso ordinário. 
04 
Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação nominal, defere-se o do que 
primeiro o tenha requerido. 
05 ● Serventuário de cartório, celetista, não se inclui na exigência do art. 1º, II, l, da LC nº 64/90. 
06 
São inelegíveis para o cargo de Chefe do Executivo o cônjuge e os parentes, indicados no § 7º do art. 14 da Constituição 
Federal, do titular do mandato, salvo se este, reelegível, tenha falecido, renunciado ou se afastado definitivamente do 
cargo até seis meses antes do pleito. 
07 (cancelada) 
08 (cancelada) 
09 
● A suspensão de direitos políticos decorrente de condenação criminal transitada em julgado cessa com o cumprimento 
ou a extinção da pena, independendo de reabilitação ou de prova de reparação dos danos. 
10 
No processo de registro de candidatos, quando a sentença for entregue em cartório antes de três dias contados da 
conclusão ao juiz, o prazo para o recurso ordinário, salvo intimação pessoal anterior, só se conta do termo final daquele 
tríduo. 
11 
● No processo de registro de candidatos, o partido que não o impugnou não tem legitimidade para recorrer da sentença 
que o deferiu, salvo se se cuidar de matéria constitucional. 
12 
São inelegíveis, no município desmembrado, e ainda não instalado, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até 
o segundo grau ou por adoção, do prefeito do município-mãe, ou de quem o tenha substituído, dentro dos seis meses 
anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo. 
13 Não é auto-aplicável o § 9º do art. 14 da Constituição, com a redação da Emenda Constitucional de Revisão n° 4/94. 
14 (cancelada) 
15 
● O exercício de mandato eletivo não é circunstância capaz, por si só, de comprovar a condição de alfabetizado do 
candidato. 
16 (cancelada) 
17 (cancelada) 
18 
● Conquanto investido de poder de polícia, não tem legitimidade o juiz eleitoral para, de ofício, instaurar procedimento 
com a finalidade de impor multa pela veiculação de propaganda eleitoral em desacordo com a Lei nº 9.504/97. 
19 
● O prazo de inelegibilidade decorrente da condenação por abuso do poder econômico ou político tem início no dia da 
eleição em que este se verificou e finda no dia de igual número no oitavo ano seguinte (art. 22, XIV, da LC nº 64/90). 
20 
A prova de filiação partidária daquele cujo nome não constou da lista de filiados de que trata o art. 19 da Lei nº 9.096/95, 
pode ser realizada por outros elementos de convicção, salvo quando se tratar de documentos produzidos 
unilateralmente, destituídos de fé pública. 
21 (cancelada) 
22 
Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial recorrível, salvo situações de teratologia ou manifestamente 
ilegais. 
23 Não cabe mandado de segurança contra decisão judicial transitada em julgado. 
24 ● Não cabe recurso especial eleitoral para simples reexame do conjunto fático-probatório. 
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Direito Eleitoral 
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Nº Redação 
25 ● É indispensável o esgotamento das instâncias ordinárias para a interposição de recurso especial eleitoral. 
26 
É inadmissível o recurso que deixa de impugnar especificamente fundamento da decisão recorrida que é, por si só, 
suficiente para a manutenção desta. 
27 É inadmissível recurso cuja deficiência de fundamentação impossibilite a compreensão da controvérsia. 
28 
A divergência jurisprudencial que fundamenta o recurso especial interposto com base na alínea b do inciso I do art. 276 
do Código Eleitoral somente estará demonstrada mediante a realização de cotejo analítico e a existência de similitude 
fática entre os acórdãos paradigma e o aresto recorrido. 
29 
A divergência entre julgados do mesmo Tribunal não se presta a configurar dissídio jurisprudencial apto a fundamentar 
recurso especial eleitoral. 
30 
● Não se conhece de recurso especial eleitoral por dissídio jurisprudencial, quando a decisão recorrida estiver em 
conformidade com a jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral. 
31 ● Não cabe recurso especial eleitoral contra acórdão que decide sobre pedido de medida liminar. 
32 
● É inadmissível recurso especial eleitoral por violação à legislação municipal ou estadual, ao Regimento Interno dos 
Tribunais Eleitorais ou às normas partidárias. 
33 
● Somente é cabível ação rescisória de decisões do Tribunal Superior Eleitoral que versem sobre a incidência de causa de 
inelegibilidade. 
34 
● Não compete ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar mandado de segurança contra ato de membro de 
Tribunal Regional Eleitoral. 
35 
Não é cabível reclamação para arguir o descumprimento de resposta a consulta ou de ato normativo do Tribunal 
Superior Eleitoral. 
36 
Cabe recurso ordinário de acórdão de Tribunal Regional Eleitoral que decida sobre inelegibilidade, expedição ou 
anulação de diploma ou perda de mandato eletivo nas eleições federais ou estaduais (art. 121, § 4º, incisos III e IV, da 
Constituição Federal). 
37 
Compete originariamente ao Tribunal Superior Eleitoral processar e julgar recurso contra expedição de diploma 
envolvendo eleições federais ou estaduais. 
38 
● Nas ações que visem à cassação de registro, diploma ou mandato, há litisconsórcio passivo necessário entre o titular e 
o respectivo vice da chapa majoritária. 
39 ● Não há formação de litisconsórcio necessário em processos de registro de candidatura. 
40 ● O partido político não é litisconsorte passivo necessário em ações que visem à cassação de diploma. 
41 
● Não cabe à Justiça Eleitoral decidir sobre o acerto ou desacerto das decisões proferidas por outros Órgãos do Judiciário 
ou dos Tribunais de Contas que configurem causa de inelegibilidade. 
42 
A decisão que julga não prestadas as contas de campanha impede o candidato de obter a certidão de quitação eleitoral 
durante o curso do mandato ao qual concorreu, persistindo esses efeitos, após esse período, até a efetiva apresentação 
das contas. 
43 
As alterações fáticas ou jurídicas supervenientes ao registro que beneficiem o candidato, nos termos da parte final do 
art. 11, § 10, da Lei n° 9.504/97, também devem ser admitidas para as condições de elegibilidade. 
44 
O disposto no art. 26-C da LC nº 64/90 não afasta o poder geral de cautela conferido ao magistrado pelo Código de 
Processo Civil. 
45 
● Nos processos de registro de candidatura, o Juiz Eleitoral pode conhecer de ofício da existência de causas de 
inelegibilidade ou da ausência de condição de elegibilidade, desde que resguardados o contraditório e a ampla defesa. 
46 
● É ilícita a prova colhida por meio da quebra do sigilo fiscal sem prévia e fundamentada autorização judicial, podendo 
o Ministério Público Eleitoral acessar diretamente apenas a relação dos doadores que excederam os limites legais, para 
os fins da representação cabível, em que poderá requerer, judicialmente e de forma individualizada, o acesso aos dados 
relativos aos rendimentos do doador. 
47 
A inelegibilidade superveniente que autoriza a interposição de recurso contra expedição de diploma, fundado no art. 
262 do Código Eleitoral, é aquela de índole constitucional ou, se infraconstitucional, superveniente ao registro de 
candidatura, e que surge até a data do pleito. 
48 
● A retirada da propaganda irregular, quando realizada em bem particular, não é capaz de elidir a multa prevista no art. 
37, § 1º, da Lei nº 9.504/97. 
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Nº Redação 
49 
O prazo de cincodias, previsto no art. 3º da LC nº 64/90, para o Ministério Público impugnar o registro inicia-se com a 
publicação do edital, caso em que é excepcionada a regra que determina a sua intimação pessoal. 
50 
● O pagamento da multa eleitoral pelo candidato ou a comprovação do cumprimento regular de seu parcelamento após 
o pedido de registro, mas antes do julgamento respectivo, afasta a ausência de quitação eleitoral. 
51 
● O processo de registro de candidatura não é o meio adequado para se afastarem os eventuais vícios apurados no 
processo de prestação de contas de campanha ou partidárias. 
52 
● Em registro de candidatura, não cabe examinar o acerto ou desacerto da decisão que examinou, em processo específico, 
a filiação partidária do eleitor. 
53 
O filiado a partido político, ainda que não seja candidato, possui legitimidade e interesse para impugnar pedido de 
registro de coligação partidária da qual é integrante, em razão de eventuais irregularidades havidas em convenção. 
54 
● A desincompatibilização de servidor público que possui cargo em comissão é de três meses antes do pleito e pressupõe 
a exoneração do cargo comissionado, e não apenas seu afastamento de fato. 
55 
● A Carteira Nacional de Habilitação gera a presunção da escolaridade necessária ao deferimento do registro de 
candidatura. 
56 
A multa eleitoral constitui dívida ativa de natureza não tributária, submetendo-se ao prazo prescricional de 10 (dez) 
anos, nos moldes do art. 205 do Código Civil. 
57 
A apresentação das contas de campanha é suficiente para a obtenção da quitação eleitoral, nos termos da nova redação 
conferida ao art. 11, § 7º, da Lei nº 9.504/97, pela Lei nº 12.034/2009. 
58 
● Não compete à Justiça Eleitoral, em processo de registro de candidatura, verificar a prescrição da pretensão punitiva 
ou executória do candidato e declarar a extinção da pena imposta pela Justiça Comum. 
59 
● O reconhecimento da prescrição da pretensão executória pela Justiça Comum não afasta a inelegibilidade prevista no 
art. 1º, I, e, da LC nº 64/90, porquanto não extingue os efeitos secundários da condenação. 
60 
● O prazo da causa de inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº 64/90 deve ser contado a partir da data em que 
ocorrida a prescrição da pretensão executória e não do momento da sua declaração judicial. 
61 
O prazo concernente à hipótese de inelegibilidade prevista no art. 1º, I, e, da LC nº 64/90 projeta-se por oito anos após o 
cumprimento da pena, seja ela privativa de liberdade, restritiva de direito ou multa. 
62 
Os limites do pedido são demarcados pelos fatos imputados na inicial, dos quais a parte se defende, e não pela capitulação 
legal atribuída pelo autor. 
63 
A execução fiscal de multa eleitoral só pode atingir os sócios se preenchidos os requisitos para a desconsideração da 
personalidade jurídica previstos no art. 50 do Código Civil, tendo em vista a natureza não tributária da dívida, 
observados, ainda, o contraditório e a ampla defesa. 
64 
● Contra acórdão que discute, simultaneamente, condições de elegibilidade e de inelegibilidade, é cabível o recurso 
ordinário. 
65 ● Considera-se tempestivo o recurso interposto antes da publicação da decisão recorrida. 
66 
A incidência do § 2º do art. 26-C da LC nº 64/90 não acarreta o imediato indeferimento do registro ou o cancelamento do 
diploma, sendo necessário o exame da presença de todos os requisitos essenciais à configuração da inelegibilidade, 
observados os princípios do contraditório e da ampla defesa. 
67 ● A perda do mandato em razão da desfiliação partidária não se aplica aos candidatos eleitos pelo sistema majoritário. 
68 
● A União é parte legítima para requerer a execução de astreintes, fixada por descumprimento de ordem judicial no 
âmbito da Justiça Eleitoral. 
69 
Os prazos de inelegibilidade previstos nas alíneas j e h do inciso I do art. 1º da LC nº 64/90 têm termo inicial no dia do 
primeiro turno da eleição e termo final no dia de igual número no oitavo ano seguinte. 
70 
O encerramento do prazo de inelegibilidade antes do dia da eleição constitui fato superveniente que afasta a 
inelegibilidade, nos termos do art. 11, § 10, da Lei nº 9.504/97. 
71 
Na hipótese de negativa de seguimento ao recurso especial e da consequente interposição de agravo, a parte deverá 
apresentar contrarrazões tanto ao agravo quanto ao recurso especial, dentro do mesmo tríduo legal. 
72 
● É inadmissível o recurso especial eleitoral quando a questão suscitada não foi debatida na decisão recorrida e não foi 
objeto de embargos de declaração. 
 
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EXTRA – EXERCÍCIOS (TEC) 
 
São questões de várias bancas (basta excluir das questões as bancas que não te interessam) e níveis (questões 
simples às complexas). Complemente esse caderno com questões que você já selecionou como favoritas / 
importantes, para revisar nas semanas anteriores à prova. Aliando este resumo com a resolução de questões 
você certamente estará MUITO bem preparado(a)! Link: https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2NhTh 
 
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https://www.concurseiroforadacaixa.com.br
https://www.tecconcursos.com.br/s/Q2NhTh31 
Ação de Investigação judicial eleitoral (AIJE) ........................................................................................................................................ 32 
Representação por Captação Ilícita de Sufrágio (vulgo Compra de Voto) ......................................................................................... 32 
Recurso Contra a Expedição do Diploma (RCED) .................................................................................................................................. 32 
Recursos (Tópicos Gerais) ........................................................................................................................................................................ 33 
Disposições Penais ..................................................................................................................................................................... 34 
Processo-Crime .......................................................................................................................................................................................... 34 
Crimes Eleitorais ........................................................................................................................................................................................ 35 
Súmulas do TSE .......................................................................................................................................................................... 41 
Extra – Exercícios (TEC) ............................................................................................................................................................. 44 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCEITO E FONTES 
O direito eleitoral, ramo do direito público, abrange todos os assuntos relacionados aos direitos políticos e às eleições (ex. 
alistamento eleitoral, inelegibilidades, registro de candidaturas, partidos políticos, entre outros). 
 
 
PRINCÍPIOS DO DIREITO ELEITORAL 
O princípio mais importante que você deve levar para a prova é o da ANUALIDADE. 
 
Art. 16, CF/88. A LEI que alterar o PROCESSO eleitoral entrará em VIGOR na data de sua publicação, 
NÃO se aplicando à eleição que ocorra até 1 ano da data de sua vigência. 
 
 NÃO há vactio legis (pois a vigência é imediata; a eficácia é que é diferida) 
 Aplica-se para mudança de jurisprudência consolidada dos tribunais (ADI 3.685) 
 Ultratividade: a lei eleitoral, embora revogada, continuará produzindo efeitos pelo lapso de 1 ano 
 Violam a CF/88 propostas de EC que restrinjam ou tentem abolir o princípio da anualidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fontes Materiais e Formais
• Materiais: está relacioado aos fatores que influenciam o surgimento da norma (ex: doutrina).
• Formais: é a norma jurídica propriamente dita (ex: Código Eleitoral, Resoluções TSE e CF/88) .
Fontes Primárias e Secundárias
• Primárias: oriundas do Legislativo, inovando o ordenamento jurídico. A competência é PRIVATIVA da União, sendo 
VEDADA Medida Provisória que verse sobre partidos políticos, direitos políticos e direito eleitoral.
• Secudárias: interpretam e regulamentam as primárias, NÃO inovando o ordenamento jurídico (ex: Resoluções TSE).
Fontes Diretas e Indiretas
• Diretas: tratam diretamente de assuntos do Direito Eleitoral (ex: Código Eleitoral, Resoluções TSE).
• Indiretas: são normas subsidiárias, como os Códigos de Processo Civil e Penal.
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DIREITOS POLÍTICOS 
SOB ERANI A PO PULAR 
Art. 14, CF/88. A soberania popular será exercida pelo sufrágio UNIVERSAL e pelo VOTO direto e secreto, com valor igual para 
todos, e, nos termos da lei, mediante: 
 
ALI STAME NTO E DO MI CÍLIO ELEIT ORAL 
ALI STAME NTO E VO TO 
 ALISTAMENTO VOTO 
PROIBIDO 
• Estrangeiros 
• Conscritos, durante o serviço militar obrigatório 
– 
FACULTATIVO 
• Analfabetos 
• Maiores de 16 e menores de 18 anos 
• Maiores de 70 anos 
• Analfabetos 
• Maiores de 16 e menores de 18 anos 
• Maiores de 70 anos 
OBRIGATÓRIO Maiores de 18 anos Maiores de 18 anos 
JUSTI FI CAÇÃO 
O eleitor que deixar de votar e NÃO se justificar perante o juiz eleitoral até 30 dias após a realização da eleição, incorrerá na 
multa de 3-10% do salário-mínimo, imposta pelo juiz eleitoral. 
➤ Cuidado! No Código Eleitoral o prazo é de 30 dias, mas na Resolução TSE 23.659/21 é de 60 dias 
Quem não vota e não justifica, além da multa, NÃO PODERÁ: 
 Inscrever-se e ser empossado em concurso público. 
 Receber o salário (se servidor ou empregado público) 
 Participar de licitação (se possível a participação de pessoas físicas) 
 Obter empréstimos ou celebrar contrato junto a órgãos ou a empresas com capital público (EX: Caixa Econômica) 
 Obter passaporte ou identidade – não se aplica ao eleitor no exterior que requeira novo passaporte para retorno ao Brasil 
 Renovar matrícula em instituição de ensino oficial ou que seja fiscalizada pelo governo. 
 Praticar outros atos para os quais se exija a quitação do serviço militar ou a declaração do IRPF. 
Outras formas de expressão 
da soberania popular
PLEBISCITO
Ocorre ANTES de uma matéria ser votada
Competência exclusiva do Congresso CONVOCAR plebiscito
REFERENDO
Ocorre APÓS uma matéria ser votada, para o povo ratificar / rejeitar
Competência exclusiva do Congresso AUTORIZAR referento
INICIATIVA POPULAR
Apresentação de projeto de lei à Câmara dos Deputados. Condições:
1. Subscrito, no mínimo, por 1% do eleitorado nacional
2. Distribuído ao menos por 5 estados
3. Não menos que 0,3% dos eleitores em cada um deles
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QUALI FI CAÇÃO E IN SCRI ÇÃO 
 
O alistamento se faz mediante a qualificação e inscrição do eleitor. Para o efeito da inscrição, é domicílio 
eleitoral o lugar de residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-
se-á domicílio qualquer delas. 
o Para alistamento / transferência, o empregado, comunicando 48h antes, poderá faltar por até 2 dias 
o Os cegos alfabetizados em "Braille", que reunirem as demais condições de alistamento, podem qualificar-se mediante o 
preenchimento da fórmula impressa e a aposição do nome com as letras do referido alfabeto 
TRANS FE RÊN CIA 
 
Na mudança de domicílio, cabe ao eleitor requerer, ao juiz do novo domicílio, a transferência. Para tanto, ele 
deve ter residência mínimo de 3 meses no novo domicílio. 
DELEGADOS DE P ARTIDO PE RANTE O ALISTAMEN TO 
LÍCITO aos partidos políticos, por seus delegados: 
Acompanhar os 
processos de inscrição 
Promover a exclusão e assumir a defesa de 
eleitor cuja exclusão esteja sendo promovida 
Examinar documentos relativos ao 
alistamento, podendo tirar cópias 
Perante o juízo eleitoral: cada partido poderá nomear 3 delegados. 
Perante os preparadores: cada partido poderá nomear até 2 delegados 
CAN CE LAM ENT O E E XCLU SÃO 
Causas de CANCELAMENTO: 
 Suspensão ou perda dos direitos políticos 
 Falecimento 
 Pluralidade de inscrição 
 Deixar de votar em 3 eleições consecutivas 
 
 
Da decisão do juiz caberá RECURSO no prazo de 3 dias, parao TRE, interposto pelo excluindo / delegado. 
 
CESSADA a causa do cancelamento, poderá o interessado requerer novamente a sua qualificação e inscrição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exclusão do eleitor poderá ser de ofício pelo juiz, a 
requerimento de delegado de partido ou eleitor. 
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ELEGIBI LI DADE E IN ELEGIBI LI DADE 
ELEGIBI LI DADE 
Condições de ELEGIBILIDADE – capacidade de ser votado / capacidade eleitoral passiva – na forma da lei: 
 Nacionalidade brasileira 
 Pleno exercício dos direitos políticos (vide casos de perda e suspensão) 
 Alistamento eleitoral 
 Domicílio eleitoral na circunscrição (há pelo menos 6 meses) 
 Filiação partidária (em regra, há pelo menos 6 meses, sendo vedado o registro de candidatura avulsa) 
 
Idade MÍNIMA: 
35 Presidente, Vice-Presidente e Senador 
30 Governador e Vice-Governador 
21 Deputado Federal, Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz 
18 Vereador (emancipação civil NÃO flexibiliza a regra) 
 
 
MILITAR alistável é ELEGÍVEL, atendidas as seguintes condições: 
➤ Se menos de 10 anos de serviço: deverá afastar-se da atividade; 
➤ Se mais de 10 anos de serviço: agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará automaticamente, no 
ato da diplomação, para a inatividade. 
 
 
REELEIÇÃO 
➤ Presidente, Governador e Prefeito, ou quem os houver substituído: ÚNICO período subsequente 
➤ Senadores, Deputados e Vereadores: não há limite 
 
 
DESIMCOMPATIBILIZAÇÃO (para concorrerem a OUTROS cargos): 
➤ Presidente, Governador e Prefeito: devem RENUNCIAR ao mandato até 6 meses antes do pleito 
➤ Senadores, Deputados e Vereadores: não há necessidade de renúncia 
INE LEGI BILI DADE 
São INELEGÍVEIS os INALISTÁVEIS (= estrangeiros e os conscritos durante serviço militar obrigatório) e os ANALFABETOS. 
 
São INELEGÍVEIS, no território de jurisdição do titular, SALVO se já titular de mandato e candidato à reeleição: 
Titular1 
Inelegibilidade Reflexa: cônjuge e parente até 2º grau (consanguíneo ou 
por adoção) é INELEGÍVEL para 
Prefeito Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador 
Governador 
Prefeito, Vice-Prefeito e Vereador 
Governador e Vice-Governador 
Deputado Estadual, Federal e Senador 
Presidente Qualquer cargo 
1Inclui quem tiver substituído dentro dos 6 meses anteriores ao pleito 
 
Lei Complementar ( = LC 64/1990): estabelecerá outros casos de INELEGIBILIDADE e os prazos de sua cessação. 
Verificada na data da POSSE, 
exceto no caso de 18 anos, 
que será no REGISTRO da 
candidatura. 
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LEI COM P LE MENT AR 64 / 199 0 (LEI DE I NELEGI BILI DADE ) 
Inel egi bili dade Abs oluta 
HIPÓTESE PRAZO 
Inalistáveis e Analfabetos Enquanto durar a condição 
Perda de mandato parlamentar por falta de decoro ou conduta 
incompatível com exercício da função 
Restante do mandato + 8 anos após seu 
término 
Impeachment de Governador / Prefeito e respectivos vices 
Restante do mandato + 8 anos após seu 
término 
Impeachment do Presidente / Vice-Presidente 
Restante do mandato + 8 anos após seu 
término 
Condenado por abuso de poder econômico / político, a contar da sentença 
TEJ ou decisão de órgão colegiado 
8 anos a contar das eleições em que o ilícito 
foi praticado 
Aquele que praticar, a contar da sentença TEJ ou decisão de órgão colegiado, 
os seguintes CRIMES: 
o Contra a dignidade sexual 
o Contra a economia popular 
o Contra a fé pública 
o Contra a saúde pública 
o Contra a vida 
o Contra administração e patrimônio públicos 
o Contra meio ambiente 
o Contra o mercado de capitais 
o Contra o patrimônio privado 
o Contra o sistema financeiro 
o Crimes hediondos 
o De abuso de autoridade 
o De lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores 
o De racismo 
o De redução análoga à condição de escravo 
o De terrorismo 
o De tortura 
o De tráfico 
o Eleitoral (que tenha pena privativa de liberdade) 
o Falimentar 
o Praticado por ORCRIM, quadrilha ou bando 
Obs: NÃO se aplica aos crimes culposos, de Ação Penal Privada e nos 
de menor potencial ofensivo. 
Pelo tempo que durar os efeitos da pena + 8 
anos após sua extinção 
REJEIÇÃO de contas por irregularidade insanável que configura ato doloso 
de Improbidade Administrativa. NÃO se aplica caso: 
 Não haja imputação do débito, ou; 
 Responsável sancionado apenas com multa 
8 anos a contar da decisão 
Ocupante de cargo de direção, adm. ou representação de estabelecimento de 
crédito, financeira ou de seguro em liquidação extrajudicial / judicial 
12 meses antes da decretação até a 
exoneração da responsabilidade 
RENÚNCIA ao mandato para evitar impeachment, condenação por falta de 
decoro ou conduta incompatível 
Desde a eleição para a qual foi eleito + 8 anos 
seguintes 
Ato de IMPROBIDADE (enriquecimento ilícito ou lesão ao erário) 
Obs: com a Lei 14.230/21, só há ato de improbidade doloso 
Desde o TEJ ou decisão colegiada até 8 anos 
após a cessão dos efeitos da condenação 
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HIPÓTESE PRAZO 
EXCLUSÃO do exercício da profissão por decisão adm. do conselho de 
classe, salvo no caso de suspensão / anulação judicial 
8 anos a contar da decisão 
SIMULAÇÃO do desfazimento de vínculo conjugal para evitar 
inelegibilidade reflexa. 
8 anos a contar da decisão que reconhece a 
fraude 
DEMISSÃO adm. ou judicial do serviço público Desde a condenação + 8 anos 
DOAÇÃO ILEGAL para eleições 8 anos a contar da decisão 
Magistrado / Membro MP que for aposentado compulsoriamente, perder o 
cargo, exonerado ou aposentado voluntariamente na pendência de PAD 
Desde a condenação + 8 anos 
* TEJ: Trânsito Em Julgado 
Inel egi bili dade Rel ativa (= incomp ati bil idades ) 
Trata-se de inelegibilidade relativa pois permitem a desincompatibilização nos prazos referidos. 
 
Para os cargos de Presidente e Vice-Presidente 
PRAZO CARGO OCUPADO 
6 
meses 
o Ministros de Estado e Secretários dos Ministérios 
o Chefes dos órgãos de assessoramento da Presidência (diretor civil, militar e de informações) 
o AGU e Consultor-Geral da República 
o Chefes do Estado-Maior e Comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica 
o Interventores Federais 
o Presidentes, Diretores e Superintendentes de Autarquias, EP / SEM, e fundações públicas 
o Governadores e Secretários de Estado 
o Prefeitos 
o Magistrados e membros do MP 
o Membros do TCU e TCEs 
o Diretor-Geral da PF 
o Ocupante de cargo nomeado pelo Presidente c/ sabatina do Senado (ex: PGR) 
o Servidores do Fisco 
o Presidentes, diretores ou superintendentes de sociedades financeiras 
o Diretores, administradores ou representantes de PJ que mantenha contrato com o Poder Público 
4 
meses 
o Diretor, administrador ou representante de entidades representativas de classe. 
3 
meses 
o Servidores Públicos (exceto do Fisco) 
 
Para os cargos de Governador, Vice-Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual 
PRAZO CARGO OCUPADO 
6 
meses 
o Mesmos aplicáveis para Presidente, Vice-Presidente 
o Chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador 
o Comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea 
o Diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios 
o Secretários da adm. municipal ou membros de órgãos congêneres3 
meses 
o Servidores Públicos 
 
 
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Direito Eleitoral 
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Para os cargos de Prefeito e Vice-Prefeito 
PRAZO CARGO OCUPADO 
4 
meses 
o Mesmos aplicáveis para Presidente, Vice-Presidente 
o Mesmos aplicáveis para Governador e Vice-Governador 
o Membros do MP e Defensoria em exercício na comarca 
o Autoridades policiais, civis ou militares, com exercício no município 
3 
meses 
o Servidores Públicos 
 
Para o cargo de Vereador 
PRAZO CARGO OCUPADO 
6 
meses 
o Mesmos aplicáveis para Presidente e Vice-Presidente 
o Mesmos aplicáveis para Governador e Vice-Governador 
o Mesmos aplicáveis para Prefeito e Vice-Prefeito 
3 
meses 
o Servidores Públicos 
Argui ções de I nel egi bili dade 
A arguição de inelegibilidade será feita perante: 
 
CASS AÇÃO, P ERDA E SUSP ENS ÃO DE DIREITOS P OLÍ TI COS 
CASSAÇÃO >> VEDADA 
PERDA 
1. Naturalização cancelada por sentença TEJ 
2. RECUSA de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa 
SUSPENSÃO 
1. Incapacidade civil ABSOLUTA 
2. Condenação CRIMINAL TEJ, enquanto durarem seus efeitos 
3. IMPROBIDADE administrativa (após TEJ) 
* TEJ: Trânsito Em Julgado 
 
 
 
 
 
TSE
Presidente e Vice-Presidente
TRE
Senador
Deputado Federal e Estadual
Governador e Vice-Governador
JUIZ ELEITORAL
Prefeito e Vice-Prefeito
Vereador
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ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA ELEITORAL (CF/88 E CÓDIGO ELEITORAL) 
FUN ÇÕES DA JUSTI ÇA E LEITO RAL 
ADMINISTRATIVA 
Alguns exemplos do exercício da função administrativa são: alistamento eleitoral, transferência de 
domicílio eleitoral e medidas para impedir a prática de propaganda eleitoral irregular. 
NORMATIVA 
Permite por meio de resoluções expedir instruções para a execução das leis eleitorais, entre elas o 
Código Eleitoral. O conteúdo inserido nessas normas tem o propósito de regulamentar as matérias 
de competência do órgão colegiado que as instituiu, criando situações GERAIS e ABSTRATAS 
CONSULTIVA 
Permite o pronunciamento dessa Justiça especializada sem caráter de decisão judicial a respeito de 
questões que lhe são apresentadas em tese, ou seja, de situações abstratas e impessoais. 
ORG ANIZ AÇÃO G ERAL DA JUSTI Ç A ELEI TORAL 
 
 
 
 
1 
CF/88 – Art. 121, §3º: São IRRECORRÍVEIS as decisões do TSE, SALVO as que contrariarem CF/88 e as denegatórias de 
HC ou MS. 
2 
CF/88 – Art. 121, § 4º: Das decisões dos TREs SOMENTE caberá recurso quando: 
• Forem proferidas CONTRA disposição expressa da CF/88 ou Lei 
• Ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais TREs 
• Versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições FEDERAIS ou ESTADUAIS 
• Anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos FEDERAIS ou ESTADUAIS 
• Denegarem HC, MS, HD ou MI 
 
TSE (Súmula 32): É inadmissível recurso especial eleitoral por violação à legislação municipal ou estadual, ao regimento 
interno dos tribunais eleitorais ou às normas partidárias. 
Pegadinha! Competências para julgar: 
Réu Juiz Eleitoral Juiz do TRE Ministros do TSE 
Competência TRE TSE TSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÓRGÃOS DA JUSTIÇA ELEITORAL
TSE
Tribunal Superior 
Eleitoral
TRE 
Tribunal Regional 
Eleitoral
Juízes
Eleitorais
Juntas
Eleitorais
2 
1 
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Direito Eleitoral 
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TSE – TRI BUN AL SU PE RIO R ELEITO RAL 
 
Composição: no MÍNIMO 7 membros, sendo: 
3 
juízes dentre os Ministros do STF 
 2 
juízes dentre os Ministros do STJ 
 2 
juízes dentre 6 advogados1, indicados pelo STF 
Eleição, voto SECRETO Eleição, voto SECRETO Nomeação do Pres. República 
 
Presidente e Vice do TSE: eleito pelo TSE, dentre os Ministros do STF 
Corregedor Eleitoral: eleito pelo TSE, dentre os Ministros do STJ 
Procurador Geral: exercerá a função, junto ao TSE, o PGR 
 
1Não pode ser cidadão 
 Que ocupe cargo público demissível ad nutum 
 Que exerça mandato político ou que seja 
 Que seja diretor, proprietário ou socio de empresa que possuam benefícios junto à Adm. Pública 
CO MP ET ÊN CI AS 
 
A lista de competências é enorme, com diversos incisos. Analisando cuidadosamente as questões, percebemos que 
o custo x benefício de trazer todas é muito baixo. Assim, listamos abaixo apenas as mais cobradas em prova. 
 
 
 
Compete ainda, privativamente, aos TSE: 
▪ Expedir as instruções que julgar convenientes à execução do Código Eleitoral 
▪ Fixar a diária do Corregedor Geral, dos Corregedores Regionais e auxiliares em diligência fora da sede 
▪ Expedir as instruções1 que julgar convenientes à execução do Código Eleitoral 
▪ Responder, sobre matéria eleitoral, às CONSULTAS que lhe forem feitas em tese por autoridade com jurisdição, federal ou 
órgão nacional de partido político – Atenção! Consultas possuem caráter vinculante 
1Novidade 2021 (art. 23-A): A competência normativa regulamentar restringe-se a matérias especificamente 
autorizadas em lei, sendo VEDADO ao TSE tratar de matéria relativa à organização dos partidos políticos. 
 
 
Compete 
ao TSE
Processar e julgar 
originariamente
Os conflitos de jurisdição TRE vs juizes eleitorais de Estados diferentes
A suspeição ou impedimento aos seus membros, ao Procurador Geral e aos
funcionários da sua Secretaria
As reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos
políticos, quanto à sua contabilidade e à apuração da origem dos seus
recursos (competência tanto TSE quanto TRE)
Os membros do TSE não podem ter 
parentesco entre si até 4º grau 
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TRE – T RIBU NAL RE GION AL E LEIT ORAL 
 
Composição: nº de juízes NÃO poderá ser reduzido, mas PODERÁ ser elevado até 9. Cada Capital, um TRE. Composição: 
2 
juízes dentre 
Desembargadores TJ 
2 
juízes dentre juízes de 
direito, escolhidos pelo TJ 
1 
juiz do TRF da Capital, 
ou juiz federal 
2 
juízes dentre 6 advogados1, 
indicados pelo TJ 
Eleição, voto SECRETO Eleição, voto SECRETO Escolhido pelo TRF 
Nomeação do Pres. da República 
1Lista tríplice do TRE ao TSE 
 
Presidente e Vice do TRE: eleitos pelo TRE, dentre os desembargadores 
Corregedor Regional: será o desembargador restante 
Procurador Regional: será o Procurador da República no respectivo Estado (onde houver mais de um, designado pelo PGR) 
 
 
Deliberações 
Regra: maioria de votos, em sessão pública, com a presença da maioria dos membros 
Exceção: maioria de votos, em sessão pública, com a presença de TODOS os membros: 
1. Cassação de registro 
2. Anulação geral de eleições 
3. Perda de diplomas 
CO MP ET ÊN CI AS 
 
Vale a mesma observação. Analisando cuidadosamente as questões, percebemos que o custo x benefício de trazer 
todas é muito baixo. Assim, listamos abaixo apenas as mais cobradas em prova. 
 
Compete ainda, privativamente, aos TREs: 
o Constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição; 
o Responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas, em tese, por autoridade pública ou partido político; 
o Requisitar a força necessária ao cumprimento de suas decisões solicitar ao TribunalSuperior a requisição de força federal; 
o Aplicar as penas disciplinares de advertência e de suspensão até 30 (trinta) dias aos juizes eleitorais; 
Compete 
aos TREs
Processar e julgar 
originariamente
O registro e o cancelamento do registro dos diretórios estaduais e
municipais de partidos políticos, bem como de candidatos a Governador e
Vice, e membro do Congresso e das Assembléias.
As reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos
políticos, quanto a sua contabilidade e à apuração da origem dos seus
recursos
Julgar os recursos 
interpostos
Dos atos e das decisões proferidas pelos juizes e juntas eleitorais
Das decisões dos juizes eleitorais que concederem ou denegarem HC / MS
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JUÍZES E LEI TO RAI S 
 
▪ SALVO motivo justificado, servirão obrigatoriamente por 2 anos, e NUNCA por +2 biênios consecutivos 
▪ Cada ZONA eleitoral cabe a jurisdição de UM juiz (na sua falta, o substituto legal) 
Sobre as competências, listamos abaixo apenas as mais cobradas em prova: 
 
JUNT AS E LEITO RAI S 
 
Membros nomeados 60 dias antes da eleição, após aprovação do TRE, pelo presidente deste. Composição: 
▪ 1 juiz de direito, que será o presidente 
▪ 2 ou 4 cidadãos de notória idoneidade 
 
MINIST É RIO PÚ BLI CO E LEI TO RAL (LEI COMP LEM ENT AR 75/ 1993 ) 
 
 
 
 
 
Competências
Cumprir e fazer cumprir as decisões e determinações do TSE/TRE
Ordenar o registro e cassação do registro de candidatos aos cargos eletivos MUNICIPAIS
Designar, até 60 dias antes das eleições os locais das seções
Nomear, 60 dias antes da eleição, em audiência pública anunciada com pelo menos 5 dias de
antecedência, os membros das mesas receptoras
Fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por dispensados do
alistamento, um certificado que os isente das sanções legais;
Procurador Geral Eleitoral (PGE)
• É o próprio PGR
• Atua perante o TSE
• Eleições para Presidente e Vice-Presidente
Procurador Regional Eleitoral (PRE)
• Dentre os Procuradores Regionais da República no Estado / DF, designado pelo PGE, para mandato de 2 anos)
• Atua perante o TRE
• Eleições Federais (Senador e Deputado Federal)
• Eleições Estaduais (Governador e Vice + Deputado Estadual / Distrital)
Promotor Eleitoral (PE)
• Membro do MP local (indicado pelo PGJ estadual, por prazo ininterrupto de 2 anos, admitida a recondução)
• Atua perante o juiz eleitoral e a Junta Eleitoral
• Eleições para Prefeito e Vice + Vereadores
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DOS PARTIDOS POLÍTICOS (LEI 9.096/1995) 
DIS POS I ÇÕ ES P RELI MIN ARES 
PREVIS ÃO CONS TIT UCION AL (ART . 17 , §1º E § 4º ) 
 
É LIVRE a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados: 
✓ A soberania nacional 
✓ O regime democrático 
✓ O pluripartidarismo 
✓ Os direitos fundamentais da pessoa humana 
 
 
PRECEITOS dos partidos políticos: 
• Caráter NACIONAL 
• PROIBIÇÃO de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros 
• PRESTAÇÃO DE CONTAS à Justiça Eleitoral 
• Funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
VEDADA a utilização pelos partidos políticos de organização PARAMILITAR. 
 Lei 9.096/95, art. 6º: VEDADO ao partido político adotar uniforme para seus membros 
CF/88 cc Lei 9 .096 /9 5 (ar ts . 1º ao 7º ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PONTOS DE 
ATENÇÃO
Partidos são pessoas jurídicas de direito PRIVADO – não se equiparam às entidades paraestatais
Os filiados de um partido têm IGUAIS direitos e deveres
Coligações são VEDADAS nas eleições proporcionais e PERMITIDAS nas majoritárias
NÃO Há obrigatoriedade de vinculação entre candidaturas nacionais, estaduais e municipais
É assegurada autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento
- Prazo de vigência de órgãos provisórios: 8 anos
- Exaurido o prazo de vigência de um órgão, ficam VEDADOS sua extinção automática e o
cancelamento de sua inscrição no CNPJ
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CRIAÇÃO E REGIST RO DOS P ART I DOS PO LÍTI COS 
CF/88 (ART . 17 , §2º ) CC LEI 9 .09 6/95 (ARTS. 7 º AO 11- A ) 
 
As alterações programáticas ou estatutárias, após registradas no Ofício Civil competente, 
devem ser encaminhadas, para o mesmo fim, ao TSE. 
 
1 
Despenca! O requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório competente do Registro Civil das Pessoas 
Jurídicas do local de sua sede, deve: 
• Ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 ... 
• ... com domicílio ELEITORAL em, no mínimo, 1/3 dos Estados 
2 
Despenca! Só é admitido registro do estatuto de partido com caráter NACIONAL, isto é, aquele que comprove, no 
período de 2 anos, o apoiamento de eleitores não filiados a partido: 
✓ Correspondente a, pelo menos, 0,5% dos votos na última eleição para a Câmara, NÃO computados brancos e nulos 
✓ Distribuídos por 1/3, ou mais, dos Estados 
✓ Com um mínimo de 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um 
Protocolado o pedido de registro no TSE, o processo será distribuído a um Relator em 48h que, ouvida a 
Procuradoria-Geral, em 10 dias, determina, em igual prazo, diligência para sanar eventuais falhas. 
SOMENTE partido com estatuto registrado no TSE: 
1. Pode participar das eleições, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à TV 
2. Tem assegurada exclusividade na denominação, sigla e símbolos 
FE DERAÇÕ ES PARTI DÁRI AS 
 
Por se tratar de uma recente alteração (2021), inclusive validada pelo STF na ADI 7.021, consideramos esse tópico 
bastante relevante para fins de prova. Portanto, tenha atenção! 
Federações de Partidos Políticos: é a reunião de dois ou mais partidos que após se constituírem e se registraram, de forma 
individual, perante o TSE, atuarão como se fossem uma única agremiação partidária. 
➤ Atenção! Os partidos integrantes não se extinguem como ocorre no caso das fusões 
 
Aquisição de personalidade jurídica
na forma da lei civil ( = registro em cartório)
Registro do ESTATUTO no TSE
P
O
N
T
O
S
 D
E
 
D
E
S
T
A
Q
U
E
Deverá ser constituída como ASSOCIAÇÃO, registrada no Registro Civil das PJ
Federação só pode ser integrada por partidos com registro definitivo no TSE
A participação nas eleições só é possível se o registro for deferido até 6 meses antes
Os partidos deverão permanecer filiados à federação por no mínimo 4 anos
Federação tem abrangência NACIONAL
Submetem-se às mesmas regras de funcionamento parlamentar e fidelidade partidária
1 2 
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DA FILIAÇÃO P ART I DÁRI A (ARTS. 16 A 2 2-A) 
 
Lei n. 9.504/97, art. 9º Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva 
circunscrição pelo prazo de 6 meses e estar com a filiação DEFERIDA pelo partido no mesmo prazo. 
 
Quem pode se filiar? 
Só pode filiar-se a partido o ELEITOR que estiver no pleno gozo de seus direitos políticos. Os órgãos de direção nacional 
dos partidos políticos terão pleno acesso às informações de seus filiados constantesdo cadastro eleitoral. 
Quando é possível se filiar? 
Os partidos podem fixar, em seus estatutos, prazos SUPERIORES aos previstos em lei (6 meses); todavia, esses prazos 
não podem ser alterados no ano da eleição. 
A quem é VEDADA a atividades político-partidária? 
X Militares X Magistrados X Membros da Defensoria Pública 
X Membros do MP X Membros TCU X Servidores da Justiça Eleitoral 
CAN CE LAM ENT O IM E DIATO DA FI LIAÇÃO 
 
Tanto o assunto “Cancelamento Imediato da Filiação (art. 22)”, quanto “Perda de Mandato (art. 22-A)” despencam em 
prova. Muito cuidado para não confundir um com o outro. 
 
O CANCELAMENTO imediato da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
1 MORTE 
2 PERDA dos direitos políticos (Cuidado, a suspensão não é causa) 
3 EXPULSÃO (necessário procedimento adm.) 
4 Outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido no prazo de 48h da decisão 
5 FILIAÇÃO a outro partido, DESDE QUE a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva Zona Eleitoral 
Atenção! Havendo coexistência de filiações partidárias, PREVALECERÁ A MAIS RECENTE, devendo a Justiça Eleitoral 
determinar o cancelamento das demais. 
PE RDA DE MAN DAT O 
 
PERDERÁ O MANDATO o detentor de 
cargo eletivo que se DESFILIAR, sem justa 
causa1, do partido pelo qual foi eleito. 
 
1Consideram-se justa causa para desfiliação SOMENTE: 
• Anuência do partido (CF/88, art. 17, §6º) 
• Grave discriminação política pessoal 
• Mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário 
• Mudança de partido efetuada durante o período de 30 dias que 
antecede o prazo de filiação legal para concorrer à eleição, majoritária 
ou proporcional, ao término do mandato vigente 
CF/88 (Art. 17, §6º): Em qualquer caso, a migração de partido NÃO é computada para fins de distribuição de recursos 
do fundo partidário ou de outros fundos públicos e de acesso gratuito ao rádio e à TV. 
TSE (Súmula 67): A perda do mandato em razão da desfiliação partidária NÃO SE APLICA aos candidatos eleitos pelo 
sistema MAJORITÁRIO – Presidente, Governadores, Prefeitos e Senadores. 
 
 
 
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FI DE LI DADE E DI S CI PLI NA P ART I DÁRI AS (ARTS. 23 A 26 ) 
 
Perde AUTOMATICAMENTE a função ou cargo que exerça, na respectiva Casa Legislativa, em virtude 
da proporção partidária, o parlamentar que deixar o partido sob cuja legenda tenha sido eleito. 
Atenção! Não confundir com “Perda de Mandato”, nem com “Cancelamento da Filiação”. A função 
ou cargo mencionado é, por exemplo, o de presidente de uma comissão, líder de bancada, etc. 
FUS ÃO E I N CO RP ORAÇÃO DO S P ARTI DO S PO LÍTI COS (ARTS. 27 A 29 ) 
Dois ou mais partidos poderão FUNDIR-SE num só ou INCORPORAR-SE um ao outro. 
Atenção! Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos que hajam obtido o registro definitivo do TSE há, 
pelo menos, 5 anos. 
FUSÃO 
 
Os órgãos de direção elaborarão projetos comuns de estatuto e programa, votados em 
reunião conjunta, por maioria absoluta, e elegerão o órgão de direção nacional que 
promoverá o registro do NOVO PARTIDO. 
A existência legal do novo partido tem início com o registro, no Ofício Civil, do 
estatuto e do programa. 
INCORPORAÇÃO 
 
Caberá ao partido INCORPORANDO (PA) deliberar por maioria absoluta de votos, em 
seu órgão nacional, sobre a adoção do estatuto e do programa de outra agremiação. 
PREST AÇÃO DE CON TAS (ARTS. 30 A 3 7 - A) 
Justiça Eleitoral exerce a fiscalização sobre a prestação de contas do partido e das despesas de campanha eleitoral. 
 
O partido está obrigado a enviar, ANUALMENTE, à Justiça Eleitoral, o balanço contábil do exercício findo, 
até o dia 30 de junho do ano seguinte. 
 
DESAPROVAÇÃO da prestação de contas: 
• NÃO ensejará sanção alguma que o impeça de participar do pleito eleitoral 
• Implicará exclusivamente na devolução da importância irregular + multa de até 20% 
Erros formais ou materiais que no conjunto da prestação de contas não comprometam o conhecimento 
da origem das receitas e a destinação das despesas não acarretarão a desaprovação das contas 
FON TE DE RE CU RS O S 
 
 
 
 
 
 
PX PY PZ
PA PC PAC
VEDADO ao partido receber, direta ou indiretamente, sob qualquer forma ou
pretexto, contribuição ou auxílio pecuniário ou estimável em dinheiro,
inclusive através de publicidade de qualquer espécie, das seguintes procedências
Entidade ou 
governo 
estrangeiro
Entes públicos e 
pessoas jurídicas de 
qualquer natureza
Entidades de classe 
ou sindical
Pessoas físicas em cargo ou 
função comissionada, ou 
emprego público temporário, 
RESSALVADO os filiados
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FUN DO E SP E CIAL DE ASSIST ÊN CI A FIN AN CE IRA AOS P ART IDOS PO LÍTI CO S 
Fundo Partidário 
Além de ser usado para financiar campanhas, é utilizado 
para custear atividades rotineiras das legendas, como o 
pagamento de água, luz, aluguel e passagens aéreas, etc. 
X 
Fundo Eleitoral 
Utilizado exclusivamente para o financiamento de 
campanhas eleitorais, sendo distribuído somente em ano 
de eleições. 
PREVIS ÃO CONS TIT UCION AL (ART . 17 , §3º, §5º , §7º E § 8º) 
RE QUISI TOS DE ACE SSO AO FU N DO PARTIDÁRIO 
Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à TV, na forma da lei, os partidos que: 
Obtiverem, nas eleições p/ Câmara dos Deputados: 
• Mín. 3% dos votos VÁLIDOS 
• Em pelo menos 1/3 das Unidades da Federação 
• Mín. de 2% dos votos válidos em cada UF 
OU 
Tiverem elegido: 
• Pelo menos 15 Deputados Federais 
• Em pelo menos 1/3 das UF 
Ao ELEITO por partido que não preencher os requisitos acima é ASSEGURADO o mandato e FACULTADA a filiação, 
sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de 
distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de TV. 
INCENT IVO P ARA P ART I CIP AÇÃO PO LÍ TICA DAS MU LHE RE S (E C 1 17/2 022 ) 
 
5% 
MÍN 
Recursos do fundo partidário, serão destinados à manutenção de programas de 
promoção e difusão da participação política das mulheres, de acordo com os interesses 
intrapartidários 
30% 
MÍN 
• Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) 
• Fundo partidário (FP) 
• Tempo de propaganda gratuita no rádio e TV 
 Deverão ser destinados às respectivas candidatas, proporcionalmente. Distribuição 
será realizada conforme critérios e normas estatutárias dos respectivos partidos, 
considerados a autonomia e interesse partidário. 
 
LEI 9.096/ 95 (ART S. 38 A 44 ) 
ORIG EM DOS RE CURSOS 
 
Constituição do 
Fundo Partidário 
Multas e penalidades pecuniárias nos termos do Código Eleitoral e leis conexas
Recursos destinados por LEI, em caráter permanente ou eventual
DOAÇÕES1 de pessoa física ou jurídica, por intermédio de depósitos diretamente na conta do
Fundo Partidário
DOTAÇÕES orçamentárias da União em valor nunca inferior a R$ 0,35 por eleitor inscrito
em 31 de dezembro do ano anterior ao da proposta orçamentária
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1É possível também doações feitas por pessoas físicas e jurídicas diretamente aos PARTIDOS, para constituição de seus fundos, pois 
meio de cheques, transferências, depósitos, cartões de crédito e débito,boleto e outras modalidades, desde que: 
1. Seja possível identificar o doador 
2. Haja emissão obrigatório de recibo para cada doação 
DIS TRI BUI ÇÃO DOS RE CU RS OS 
 
DESTIN AÇÃO DOS RE CURSOS 
 
 
5%
Entrega, em PARTES IGUAIS, a todos os partidos que
atendam aos requisitos constitucionais de acesso ao
Fundo Partidário.
95%
Distribuídos aos partidos na PROPORÇÃO dos votos
obtidos na última eleição para a Câmara dos Deputados.
Obs: serão desconsideradas as mudanças de filiação
partidária em quaisquer hipóteses.
D
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 R
e
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u
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s
Manutenção das sedes e serviços do partido, observado, do total recebido, os seguintes LIMITES:
50% para o órgão nacional
60% para cada órgão estadual e municipal
Mín. 20%:criação e manutenção de instituto / fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política
Mín. 5%: criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres
Pagamento de despesas com alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes
[Novidade 2022] Impulsionamento de conteúdos c/ provedor de aplicação de internet com sede e foro no
País (Leia-se: anúncios no Google, Facebook, Instagram, Tik Tok e afins)
Obs: proibido, nos anos de eleição, desde o início das convenções partidárias até a data do pleito
Mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos partidários internacionais que se destinem ao
apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação política, aos quais seja o partido político regularmente filiado
Propaganda doutrinária e política
Alistamento e campanhas eleitorais
Consultoria contábil e advocatícia em processos judiciais e administrativos de interesse partidário, bem
como nos litígios que envolvam candidatos, eleitos ou não, relacionados exclusivamente ao processo eleitoral
Compra ou locação de bens móveis e imóveis, bem como na edificação e na realização de reformas
A
T
E
N
Ç
Ã
O
 
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DAS ELEIÇÕES 
SISTE MAS E LE ITO RAIS PROP ORCI ON AL, MAJO RIT ÁRI O E MI STO 
 
Exemplo para entender os quocientes do Sistema Proporcional 
Supondo uma eleição com 10.000 votos válidos, para ocupar 23 cadeiras de deputado, e que o partido PX recebeu 3.188 votos 
válidos. Assim: 
• QE = 10.000/23 = 434,7 | arredondando, QE = 435 
• QP = 3.188/435 = 7,3 | ignorando a fração, QP = 7 
Portanto, o partido PX terá direito a 7 cadeiras, distribuídas entre seus candidatos conforme a ordem de votação 
nominal (mais votado ao menos votado). 
Agora, suponha que dentro do partido PX, apenas 4 candidatos conseguiram fazer mais de 43 votos. 
• Com a regra de “barreira” dos 10% do QE, temos que mínimo de votos, individualmente, é 10% de 435 = 43,5 = 43 
Como apenas 4 conseguiram valor superior, AINDA QUE o partido tenha direito a 7 cadeiras, os 3 outros NÃO 
estarão eleitos. Isto é, haverá sobra de vagas. 
O que fazer com essas vagas que sobraram? As sobras serão distribuídas conforme a seguinte regra: 
1. Média = (votos válidos partido) ÷ (nº de lugares obtidos pelo partido + 1) 
2. Quem tiver a maior média receberá as vagas remanescentes 
Obs: faz-se o cálculo da Média inclusive para os partidos que não obtiveram cadeiras. A regra de “barreira” dos 10% 
do QE continua aplicável. Assim, se o partido com maior média não atender a esta condição, a vaga remanescente vai 
para o próximo com maior média. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
D
E
F
IN
IÇ
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E
S
Sistema Majoritário
O candidato que receber a maioria
dos votos é considerado vencedor
Maioria Relativa: maioria em relação aos concorrentes
Maioria Absoluta: considera TODOS os eleitores
Sistema Proporcional
Conta-se como VÁLIDOS os votos
dados a candidatos regularmente
inscritos e às legendas partidárias.
Quociente Eleitoral [QE] = (votos válidos ÷ nº de vagas)
➤ Fração 0,5, para cima
Quociente Partidário [QP] = (votos válidos partido ÷ QE)
O resultado do QP é o nº de cadeiras que o partido ocupará.
➤ Para o QP ignora-se a fração
➤ Deve observar a ordem da votação nominal
➤ Candidato, individualmente, deve ter > 10% do QE
➤ QP é analisado dentro de cada partido
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PE CU LI ARI DADES DE CADA CARGO 
CARGO SISTEMA 
Presidente 
Governadores 
Majoritário | maioria ABSOLUTA, NÃO computados brancos e nulos 
Se, antes do 2º turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal do candidato, 
convoca-se, dentre os remanescentes, o de maior votação; se houver empate, o mais idoso. 
Senadores Majoritário | maioria RELATIVA 
Prefeitos 
Majoritário | maioria dos votos, NÃO computados brancos e nulos 
Se mais 200 mil ELEITORES há 2º turno 
Se menos 200 mil ELEITORES não há 2º turno 
Se, antes do 2º turno, ocorrer morte, desistência ou impedimento legal do candidato, 
convoca-se, dentre os remanescentes, o de maior votação; se houver empate, o mais idoso. 
Deputados Federais 
Deputados Estaduais 
Vereadores 
Proporcional 
A eleição ocorre no 1º domingo de Outubro. Havendo 2º turno, este ocorrerá no ÚLTIMO domingo de Outubro 
CO LIG AÇÕ ES 
Coligação: partidos dentro de uma mesma circunscrição se juntam para eleição MAJORITÁRIA (não há mais coligação para 
eleições proporcionais). 
Pontos cobrados: 
• Tem caráter temporário, possui denominação própria, prerrogativas e obrigações de partido político 
• Atua perante a Justiça Eleitoral como se fosse um partido, mas NÃO tem personalidade jurídica 
• A responsabilidade pelo pagamento de MULTAS decorrentes de propaganda eleitoral é solidária entre os candidatos 
e os respectivos partidos, NÃO alcançando outros partidos mesmo quando integrantes de uma mesma coligação 
 
CO NVE N ÇÕ ES PARA ES CO LHA D E CAN DI DATOS 
Conceções Partidárias: Espécies de assembleias intrapartidárias fundadas em critérios estatutários e legais que objetivam a 
escolha democrática dos pré-candidatos ao pleito eleitoral. 
 
Pontos cobrados: 
• Data: de 20/07 a 05/08 do ano em que se realizarem as eleições 
• Lavra-se ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em 24h em qualquer meio de comunicação 
• Partidos poderão usar GRATUITAMENTE prédios públicos, responsabilizando-se por eventuais danos 
REGI STRO DO S CAN DI DATO S 
 
Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo prazo 
de 6 meses e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. 
 
REGISTRO
TSE Presidente e Vice
TRE Senador, Duputado Federal e Estadual, Governador e Vice
Juízos Eleitorais Prefeito e Vice, Vereador e Juiz de Paz
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Prazos muito cobrados em prova 
✓ Requerimento de Registro: às 19:00 do dia 15/08 do ano da eleição (prazo improrrogável) 
✓ Partido / coligação não requereu registro: candidato pode requerer em até 48h após publicada lista dos candidatos 
✓ Substituição de candidato (inelegibilidade, renúncia, falecimento ou registro cancelado / indeferido) 
a) Até 10 dias após fato / notificação do partido 
b) Substituição só será realizada se até 20 dias antes do pleito, SALVO falecimento 
✓ Idade mínima constitucional: verificação tem como referência a data da POSSE, salvo quando 18 anos (pedido registro) 
✓ Demais condições de elegibilidade: verificadas no momento da formalização do pedido deREGISTRO 
 Outros pontos passíveis de cobrança 
o Candidatura avulsa: VEDADA 
o Candidato de coligação majoritária: será registrado com nº de legenda do respectivo partido 
o Candidato sob judice: PODERÁ efetuar todos os atos relativos à campanha eleitoral 
o Limite de registros: nas eleições proporcionais, o partido poderá registrar até 100% do nº de lugares + 1 
FIN AN CI AM ENT O DA CAM PAN HA E LEIT ORAL 
FUN DO E SP E CIAL DE FIN AN CI AM ENTO DE CAMP AN HA (FE FC) 
FEFC: constituído por dotações orçamentárias da UNIÃO em ano eleitoral. Valor fixado pelo TSE a partir do definido em Lei. 
o O que é feito com recursos não utilizados? Deverão ser devolvidos ao Tesouro Nacional, no momento da prestação de contas 
o O partido pode renunciar ao fundo? SIM. Nesse caso ficada VEDADA a redistribuição desses recursos aos demais 
Distribuição do FEFC no primeiro turno das eleições: 
2% Igualitariamente entre os partidos 
15% Entre partidos na proporção do nº de representantes no Senado 
48% Entre partidos na proporção do nº de representantes na Câmara 
35% Entre partidos com ao menos 1 representante na Câmara, na proporção dos votos obtidos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ARRE CADAÇÃO E DA AP LI CAÇÃO DE RE CURS OS N AS CAM P AN HAS ELEITO RAIS 
As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus candidatos, e 
financiadas na forma desta Lei. 
 
Formalidades essenciais: 
▪ OBRIGATÓRIO para o partido e para os candidatos abrir conta bancária específica 
▪ OBRIGATÓRIO a inscrição dos candidatos no CNPJ (Justiça Eleitoral tem 3 dias úteis para fornecer o nº) 
 
DO AÇÕES 
Pes soas Físi cas 
 
Pessoas físicas PODERÃO fazer doações para campanhas, limitadas a 10% dos rendimentos brutos auferidos 
pelo doador no ano anterior à eleição. 
 
$ Honorários advocatícios e de contabilidade: NÃO entram no limite e não constituem doação estimáveis em dinheiro 
$ Recursos próprios do candidato: até 10% dos limites previstos para gastos de campanha no cargo em que concorrer 
$ Gastos custeados por eleitor: limite de 1.000 UFIR não sujeitos a contabilização, desde que não reembolsados 
Pes soas J urí dicas 
 
Leve para a prova a seguinte informação: NENHUM tipo de pessoa JURÍDICA, independentemente da forma de 
constituição, poderá realizar doações eleitorais (conforme ADI 4650/15, STF). 
Dica! Apareceu o nome entidade, órgão, concessionário, permissionário ou pessoa jurídica = VEDADO 
GAST OS DE CAMP AN HA 
 
A lei lista diversos gastos de campanha. Grande parte deles é bem “óbvia”, portanto, abaixo estão apenas aqueles 
menos intuitivos ou que são mais cobrados: 
1. Aluguel de locais para a promoção de atos de campanha eleitoral 
2. Transporte de candidato e equipe – Combustível e manutenção do veículo pessoal, usado pelo candidato, NÃO é gasto 
3. Correspondência 
4. Pesquisas e testes pré-eleitorais 
LIMITES de gastos, com relação ao total do gasto da campanha: 
Alimentação da equipe e 
dos comitês eleitorais 
10% 
Aluguel de veículos 
automotores 
20% 
 
Limites de Gastos
DEFINIDOS em LEI | DIVULGADOS pelo TSE
Descumprimento do Limite: multa equivalente a 100% da quantia que ultrapassar o limite,
sem prejuízo de apuração da ocorrência de abuso do poder econômico
NÃO entram no limite: gastos com honorários advocatícios e de contabilidade
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PREST AÇÃO DE CON TAS DA CAM P AN HA ELEITO RAL 
A prestação de contas visa coibir o abuso de poder econômico, bem como contabilizar os recursos e gastos. Tanto nas eleições 
majoritárias, quanto nas proporcionais, será feita pelo PRÓPRIO CANDIDATO. 
 
DISPENSA DE COMPROVAÇÃO na prestação de contas: 
1. Cessão de bens MÓVEIS até R$ 4 mil por pessoa cedente 
2. Cessão de AUTOMÓVEL de propriedade do candidato / cônjuge ou parente até 3º grau para seu uso pessoal 
3. Doações estimáveis em dinheiro entre candidatos ou partidos decorrentes do uso comum tanto de sedes quanto de 
materiais de propaganda eleitoral 
 
 SISTEMA SIMPLIFICADO de prestação de contas: 
o Movimentação financeira até R$ 20 mil (atualizado, a cada eleição, pelo INPC) 
o Eleições para Prefeito e Vereador em municípios com até 50 mil ELEITORES 
 
 TRANSFERÊNCIA dos partidos aos candidatos 
Os valores transferidos pelos partidos oriundos de doações serão registrados na prestação de contas dos candidatos 
como transferência dos partidos e, na prestação de contas anual dos partidos, como transferência aos candidatos. 
 
 PRAZO para prestação de contas. Inobservância, enquanto perdurar, impede a diplomação. 
➤ Eleições finalizam em turno único: até 30 dias após a eleição 
➤ Eleições com 2º turno: até 20 dias após a eleição (prestação relativa aos 2 turnos) 
 
 REPRESENTAÇÃO 
Qualquer partido ou coligação poderá representar à Justiça Eleitoral, no prazo de 15 dias da diplomação, relatando 
fatos e indicando provas, e pedir a abertura de investigação judicial para apurar eventuais condutas ilegais. 
 
 JULGAMENTO das contas pelas Justiça Eleitoral: 
 
Observações: 
➤ Da decisão cabe RECURSO no prazo de 3 dias contados da publicação no Diário Oficial 
➤ Erros formais e materiais CORRIGIDOS não autorizam a rejeição e a cominação de sanção 
➤ Erros formais e materiais IRRELEVANTES, que não comprometam o resultado da prestação, NÃO acarretarão rejeição 
 
 SOBRAS de campanha: declaradas na prestação de contas e, após julgados todos os recursos, revertidas ao partido. 
 
 CONSERVAÇÃO da documentação: até 180 dias após diplomação. Havendo pendência, até final do julgamento da ação. 
D
E
C
IS
Ã
O
APROVAÇÃO Quando as contes estiverem REGULARES
APROVAÇÃO 
COM RESSALVA
Quando houver falhas que NÃO comprometam a regularidade das contas
DESAPROVAÇÃO Quando houver falhas que COMPROMETAM a regularidade das contas
NÃO PRESTAÇÃO
Quando NÃO apresentadas as contas após notificação da Justiça Eleitoral, na qual
constará obrigação expressa de prestá-las em até 72h
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PES QUIS A E T ESTE S PRÉ -E LEI TO RAI S 
Os institutos de pesquisa são obrigados, para CADA PESQUISA, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até 5 dias antes da 
divulgação, as seguintes informações: 
 
o Quem CONTRATOU e de quem PAGOU pela pesquisa 
o VALOR e ORIGEM DOS RECURSOS despendidos no trabalho 
o METODOLOGIA e PERÍODO de realização da pesquisa 
o Questionário completo aplicado ou a ser aplicado 
o Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização 
o Plano amostral e ponderação por sexo, idade, escolaridade, etc., intervalo de confiança e 
margem de erro 
 
Divulgação de pesquisa SEM PRÉVIO REGISTRO 
Multa: 150-100 mil UFIR X 
Divulgação de PESQUISA FRAUDULENTA 
Crime: detenção 6 meses a 1 ano + multa de 150-100 mil UFIR 
Enquetes: VEDADAS no período de campanha eleitoral. 
PROP AGAN DA E LEI T ORAL E DI REITO DE RES PO S TA 
PROP AGAN DA E LEI T ORAL E M GE RAL 
 
A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15/ago do ano da eleição. 
• Postulante pode fazer propaganda intrapartidária na quinzena anterior à escolha do partido, vedado uso de rádio, TV e 
outdoor. 
 
• Na propaganda de candidato a cargo majoritário deve constar também o nomedos candidatos a vice / suplente em tamanho 
não inferior a 30% do nome do titular. 
PROP AGAN DA E LEI T ORAL AN TE CI PADA 
 
NÃO CONFIGURAM propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto, a menção 
à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e os atos abaixo. 
 
 
Trata-se de propaganda antecipada a convocação, por parte do Presidente da Rep., dos Presidentes da Câmara, do 
Senado e do STF, de redes de radiodifusão para divulgação de atos que denotem propaganda política ou ataques. 
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Participação de filiados a partidos políticos ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou
debates no rádio, na TV e na internet, observado pelas emissoras o dever de conferir tratamento isonômico;
Realização de encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos, para
tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo ou alianças
partidárias, podendo tais atividades ser divulgadas pelos instrumentos de comunicação intrapartidária;
Realização, a expensas de partido político, de reuniões de iniciativa da sociedade civil, de veículo ou meio de
comunicação ou do próprio partido, em qualquer localidade, para divulgar ideias, objetivos e propostas
Realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos nomes
dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos;
Divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos;
Divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais;
Campanha de arrecadação prévia de recursos
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VEI CU LAÇÃO DA P ROP AGAN DA 
REGRA: NÃO é permitida a veiculação de material de propaganda eleitoral em bens públicos ou particulares. 
EXCEÇÕES: 
✓ BANDEIRAS ao longo de vias públicas, desde que móveis e que não dificultem a mobilidade (→ retiradas entre 06-22h) 
✓ ADESIVO plástico em veículos e janelas residenciais, desde que não exceda a 0,5 m² 
✓ Nas dependências do Poder Legislativo, a veiculação fica a critério da Mesa Diretora 
Bens de uso 
comum 
Para fins eleitorais são os definidos no Código Civil e também aqueles a que a população em geral tem acesso, 
como cinemas, clubes, lojas, shoppings, templos, estádios, ainda que de propriedade privada 
Bens 
particulares 
A veiculação deve ser espontânea e gratuita, sendo vedado qualquer tipo de pagamento 
Panfletagem 
A distribuição de folhetos, adesivos, etc. INDEPENDE de licença municipal e de autorização da Justiça 
Eleitoral 
Dia da 
eleição 
 
 
VEDADA, no dia do pleito, até o término da votação, a aglomeração de pessoas portando 
vestuário padronizado, bem como os instrumentos de propaganda, de modo a caracterizar 
manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos. 
 
PERMITIDA no dia das eleições, a manifestação individual e silenciosa, revelada 
exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. 
CRIME, no dia da eleição (detenção 6 meses a 1 ano, com alternativa de serviços + multa 5-15 mil UFIR) 
1. Uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata; 
2. Arregimentação de eleitor ou propaganda boca de urna; 
3. Divulgação de qualquer espécie de propaganda político-partidária; 
4. Publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos na internet, podendo ser 
mantidos em funcionamento as aplicações e os conteúdos publicados anteriormente. 
Showmício e 
trio-elétrico 
PROIBIDA 
 Utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, exceto para a sonorização de comícios. 
 Realização de showmício, bem como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade 
de animar comício e reunião eleitoral; 
Materiais de 
campanha 
VEDADA na campanha a confecção, utilização, distribuição por comitê, candidato, ou com a sua 
autorização, de camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou quaisquer outros bens. 
PROP AGAN DA E LEI T ORAL NA IM PRENS A 
Imprensa escrita e reprodução na internet do jornal impresso. 
 
▪ Somente até a ANTEVÉSPERA (dia anterior) das eleições 
▪ Limitada a 10 anúncios por veículo de comunicação, desde que em datas diversas 
▪ Tamanho limitado a 1/8 de página de Jornal e 1/4 de página de Revista / Tabloide 
▪ Deverá constar do anúncio, de forma visível, o valor pago pela inserção 
 
 
 
 
 
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DA P RO P AGAN DA E LEITO RAL NO RÁDIO E N A T ELEVIS ÃO 
 
PROP AGAN DA N A IN TERNET 
VEDADA a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral PAGA na internet, SALVO o impulsionamento de conteúdo, 
desde que identificado de forma inequívoca e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos. 
 
Formas PERMITIDAS 
SITE1 do candidato, do partido ou 
coligação hospedado no Brasil 
MENSAGEM ELETRÔNICA2, para 
endereços cadastrados gratuitamente3 
Blogs, REDES SOCIAIS e aplicativos de 
mensagem instantânea (= Whatsapp) 
 
1 VEDADA, ainda que gratuitamente, veiculação de propaganda em sites de PJ (com ou sem fins lucrativos) e sites oficiais 
2 As mensagens devem permitir o descadastramento pelo destinatário, obrigando o remetente a providenciá-lo em 48h 
3 PROIBIDA a venda de cadastro de endereços eletrônicos (“mailing”) 
DI REI TO DE RES POS TA 
A partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado o direito de resposta a candidato, partido ou coligação atingidos, 
ainda que de forma indireta. 
 
1. Recebido o pedido, a Justiça Eleitoral NOTIFICARÁ imediatamente o ofensor para que se defenda em 24h 
2. Justiça então deve prolatar DECISÃO em no máximo 72h do pedido 
3. Da decisão cabe RECURSO em 24h da sua publicação em cartório ou sessão 
 
Despenca! VEDADA veiculação de propaganda PAGA em rádio e TV
Na TV, é OBRIGATÓRIO o uso da Linguagem Brasileira de Sinais – LIBRAS ou legenda
No horário reservado é VEDADO o uso comercial com intuito de promover marca / produto
A partir de 30/jun do ano eleitoral, é PROIBIDO às emissoras transmitir programa apresentado ou
comentado por pré-candidato
PERMITIDO o uso na propaganda de âmbito regional, imagem e voz de candidato que integra a
coligação em âmbito nacional
A requerimento, Justiça poderá suspender, por 24h, a programação da emissora que descumprir as
disposições legais sobre propaganda
PRAZOS para que o ofendido peça direito de resposta (contados a partir da veiculação da ofensa)
Horário eleitoral 
gratuito
24h
Programação normal de 
Rádio e TV
48h
Imprensa escrita
72h
Internet
Qualquer tempo ou em 
72h após sua retirada
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CO N DUT AS VE DADAS AOS AGEN TES PÚ B LI COS 
 
São diversas condutas vedadas, tratando-se puramente de decoreba. Infelizmente todas são bastante cobradas, ou 
seja, não há como priorizar apenas algumas como costumamos fazer. 
 
São proibidas aos AGENTES PÚBLICOS, servidores ou não: 
 
 
 
É ainda PROIBIDO, nos 3 meses anteriores às eleições: 
 A contratação de shows pagos com recursos públicos na realização de inaugurações 
 O comparecimento de CANDIDATO

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