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Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT
Campus Universitário do Araguaia – CUA
Instituto de ciências exatas e da Terra – ICET
Curso de Engenharia civil
Prof.: Victor Hugo Peres
INSTALAÇÕES PREDIAIS
CONDUTORES
Condutores
O dimensionamento dos condutores de um circuito consiste na determinação da seção (bitola) 
dos fios deste circuito, garantindo que a corrente calculada possa circular por tempo 
indeterminado, sem que ocorra superaquecimento e que a queda de tensão seja mantida 
dentro dos limites normativos.
Os condutores devem ainda satisfazer as seguintes condições:
◦ Limite de temperatura;
◦ Capacidade dos dispositivos de proteção e contra sobrecarga;
◦ Capacidade de condução de corrente de curto-circuito por tempo limitado.
Condutores
O dimensionamento dos condutores deve ser realizado segundo os seguintes critérios:
I. Capacidade de condução de corrente;
II. Seção mínima;
III. Limite de queda de tensão.
Cada um desses critérios e processos de dimensionamento especifica uma seção (bitola) para os 
condutores. A seção final a ser utilizada no circuito deverá ser, portanto, a maior seção obtida 
entre elas.
Condutores
De forma resumida, o processo de dimensionamento dos condutores pode ser realizado 
seguindo os passos a seguir:
1. Cálculo da corrente nominal;
2. Definição do tipo de isolação;
3. Definição do tipo de linha elétrica (modo de instalação);
4. Definição da seção (bitola) nominal;
5. Definição dos fatores de correção de temperatura e de agrupamento;
6. Cálculo da corrente corrigida;
7. Definição da seção (bitola) para a corrente corrigida;
8. Definição da seção mínima por tipo circuito;
9. Avaliação da queda de tensão.
Condutores
Segundo a NBR 5410 (item 6.2.3.8), o uso de condutores de alumínio só é admitido nas 
seguintes situações:
◦ Item 6.2.3.8.1 → Em instalações de estabelecimentos industriais desde que sejam atendidas, 
simultaneamente, as condições a seguir:
a) A seção nominal dos condutores seja igual ou superior a 16 mm²;
b) A instalação seja alimentada diretamente por subestação de transformação ou transformador, a partir de uma 
rede de alta tensão, ou possua fonte própria;
c) A instalação e a manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas.
◦ Item 6.2.3.8.2 → Em instalações de estabelecimentos comerciais desde que sejam atendidas, 
simultaneamente, as condições a seguir:
a) A seção nominal dos condutores seja igual ou superior a 50 mm²;
b) Os locais sejam, exclusivamente, de baixa densidade de ocupação, com percurso de fuga breve;
c) A instalação e a manutenção sejam realizadas por pessoas qualificadas.
Capacidade de condução de corrente
Neste critério, é determinada a menor seção nominal em que a corrente de projeto possa 
circular sem provocar um aquecimento excessivo dos condutores.
As temperaturas limites (consideradas na superfície do condutor que fica em contato com a 
isolação), para os condutores dependem do tipo de isolamento, sendo:
◦ Isolação de PVC (Policloreto de vinila) → 70°;
◦ Isolação de EPR (Borracha etileno-propileno) → 90°;
◦ Isolação de XLPE (Polietileno reticulado) → 90°.
Figura 1 – Tipos de condutores.
Capacidade de condução de corrente
O dimensionamento por meio do critério da capacidade de condução de corrente é realizado 
seguindo os 7 passos iniciais do roteiro proposto:
1. Cálculo da corrente nominal;
2. Definição do tipo de isolação;
3. Definição do tipo de linha elétrica (modo de instalação);
4. Definição da seção (bitola) nominal;
5. Definição dos fatores de correção de temperatura e de agrupamento;
6. Cálculo da corrente corrigida;
7. Definição da seção (bitola) para a corrente corrigida.
Cálculo da corrente nominal
O cálculo da corrente nominal (ou corrente de projeto) do circuito pode ser realizado por:
a) Circuitos monofásicos (fase + neutro) → 𝐼𝐼𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑛𝑛
𝜈𝜈∗𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐∗𝜂𝜂
 (1)
b) Circuitos bifásicos (2 fases) → 𝐼𝐼𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑛𝑛
𝑉𝑉∗𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐∗𝜂𝜂
 (2)
c) Circuitos trifásicos (3 fases + neutro) → 𝐼𝐼𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑛𝑛
3∗𝜈𝜈∗𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐∗𝜂𝜂
 (3)
d) Circuitos trifásicos equilibrados (3 fases) → 𝐼𝐼𝑃𝑃 = 𝑃𝑃𝑛𝑛
3∗𝑉𝑉∗𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐∗𝜂𝜂
 (4)
Sendo:
◦ 𝐼𝐼𝑃𝑃 = corrente nominal (A);
◦ 𝑃𝑃𝑛𝑛 = potencial nominal (W);
◦ 𝜈𝜈 = tensão entre fase e neutro (V);
◦ 𝑉𝑉 = tensão entre fases (V);
◦ 𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐𝑐 = fator de potência;
◦ 𝜂𝜂 = rendimento.
Definição do tipo de isolação
Uma vez que o tipo de isolação utilizada para os condutores determinará a temperatura 
máxima a que esses condutores podem ser submetidos em regime contínuo, em sobrecarga ou 
em condições de curto-circuito, precisamos definir qual será o tipo de isolação utilizado.
Abaixo, são apresentados os valores fornecidos pela NBR 5410 (Tabela 35) para as temperaturas 
características dos tipos de isolação utilizados nas instalações elétricas.
Figura 2 – Temperaturas características dos condutores.
Definição do tipo de isolação
A NBR 5410 apresenta ainda, em sua Tabela 34, recomendações para seleção de linhas elétricas 
e tipos de isolação em função das influências externas.
Figura 3 – Seleção e instalação de linhas elétricas em função das influências externas.
Definição do tipo de linha elétrica
O tipo de instalação dos condutores (em eletrodutos embutidos, em eletrodutos aparentes, em 
canaletas, diretamente enterrados, etc.) influenciará na capacidade de troca térmica entre os 
condutores e o ambiente.
Desta forma, o tipo de instalação também influenciará, consequentemente, na capacidade de 
condução de corrente elétrica dos condutores.
A NBR 5410 apresenta as diversas definições de tipos de linhas elétricas na Tabela 33, 
apresentando um identificação de referência para cada tipo composto por uma letra e um 
número.
Figura 4 – Classificação por tipo de linha elétrica.
Definição da seção nominal
Definidos os itens anteriores, seguimos então para a determinação da seção nominal mínima 
necessária para os condutores.
A NBR 5410 apresenta os valores de capacidade de condução de corrente em função do tipo de 
linha elétrica, do tipo de condutor e do tipo de isolação nas Tabelas 36 a 39.
Obs.: nos circuitos com esquema 3 fases + neutro, o neutro é considerado como um condutor 
carregado (totalizando 4 condutores carregados). Desta forma, para a obtenção da seção 
nominal, a corrente nominal deve ser dividida por um fator de correção igual a 0,86 e a seção 
deve ser obtida considerando 3 condutores carregados.
Figura 5 – Capacidades de condução de corrente (A) para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D.
Figura 6 – Capacidades de condução de corrente (A) para os métodos de referência A1, A2, B1, B2, C e D.
Definição da seção nominal
Ex.1: Dimensionar os condutores para um circuito terminal (F + F) de um chuveiro elétrico, 
dados:
◦ 𝑃𝑃𝑛𝑛 = 4500 W;
◦ 𝑉𝑉 = 220 V;
◦ Condutores de cobre com isolação de PVC;
◦ Eletroduto de PVC embutido em alvenaria;
◦ Temperatura ambiente de 30 ºC.
Definição da seção nominal
Ex.2: Dimensionar os condutores para um circuito alimentador trifásico equilibrado de um 
quadro de distribuição de uma instalação de iluminação industrial, dados:
◦ 𝑃𝑃𝑛𝑛 = 36000 W;
◦ 𝑉𝑉 = 220 V;
◦ Fator de potência = 0,90;
◦ Rendimento = 0,92;
◦ Condutores de cobre com isolação de polietileno reticulado;
◦ Condutores unipolares instalados em canaleta fechada enterrada;
◦ Temperatura ambiente de 30 ºC.
Definição dos fatores de correção
Quando efetuamos o dimensionamento dos condutores, é necessário ainda aplicar os fatores 
de correção de temperatura e de agrupamento de circuitos, de forma a adequar cada caso 
específico às condições para as quais foram elaboradas as tabelas de capacidade de condução 
de corrente.
Basicamente, são realizadas duas correções, correspondendo a cada uma delas um fator de 
correção:
◦ Fator de correção de temperatura;
◦ Fator de correção agrupamento.
Definição dos fatores de correção
Fator de correção de temperatura (FCT)
Uma vez que os valoresde corrente apresentados nas tabelas 36 a 39 da NBR 5410 são referidos 
a um temperatura ambiente de 30 °C para linhas não-subterrâneas e de 20 °C para linhas 
subterrâneas, no caso de condutores instalados em ambientes com temperaturas diferentes, 
devem ser aplicados fatores de correção.
A NBR 5410 apresenta os fatores de correção de temperatura na Tabela 40.
Figura 7 – Fatores de correção de temperatura.
Definição dos fatores de correção
Fator de correção de agrupamento (FCA)
De forma análoga, para linhas elétricas que contenham um total de condutores superior às 
quantidades indicadas nas tabelas 36 a 39, a capacidade de condução de corrente dos 
condutores de cada circuito deve ser determinada com a aplicação dos fatores de correção 
pertinentes (Tabelas 42 a 45).
Os condutores que possuam uma corrente de projeto prevista não superior a 30% de sua 
capacidade de condução de corrente, já determinada observando-se o fator de agrupamento 
incorrido, podem ser desconsiderados para efeito de cálculo do fator de correção aplicável ao 
restante do grupo (item 6.2.5.5.2).
Figura 8 – Fatores de correção aplicáveis a condutores agrupados em feixe e a condutores 
agrupados num mesmo plano (Tabela 42).
Definição dos fatores de correção
Fator de correção de agrupamento (FCA)
Vale ressaltar ainda as notas 2 e 5, apresentadas no rodapé da tabela apresentada 
anteriormente:
◦ Nota 2 → Quando a distância horizontal entre cabos adjacentes for superior ao dobro de seu diâmetro 
externo, não é necessário aplicar nenhum fator de redução.
◦ Nota 5 → Um agrupamento com N condutores isolados, ou N cabos unipolares, pode ser considerado 
composto tanto de N/2 circuitos com dois condutores carregados quanto de N/3 circuitos com três 
condutores carregados
Cálculo da corrente corrigida
Definidor ambos os fatores de redução (FCT e FCA), é feito então o cálculo da corrente corrigida 
e, então, reutilizamos as tabelas 36 a 39 para definir a seção (bitola) do condutor.
A corrente corrigida (A) é calculada pela expressão:
𝐼𝐼𝑝𝑝′ = 𝐼𝐼𝑝𝑝
𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹∗𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹
 (5)
Sendo:
◦ 𝐼𝐼𝑝𝑝 = corrente nominal (A);
◦ 𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹 = fator de correção de temperatura;
◦ 𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹𝐹 = fator de correção de agrupamento.
Cálculo da corrente corrigida
Ex. 3: Consideremos, agora, que o circuito terminal do chuveiro do exemplo 1, esteja instalado 
em um eletroduto, no qual, em certo trecho, também contenha mais três circuitos monofásicos 
(F + N). Determine qual será a nova bitola do condutor do circuito que alimenta o chuveiro.
Cálculo da corrente corrigida
Ex. 4: Tomemos, agora, o circuito alimentador do exemplo 2. Consideremos que a temperatura 
ambiente seja de 35 °C e que na mesma calha estejam passando outros circuitos, conforme 
ilustrado na figura abaixo. Determine a nova seção do alimentador do exemplo anterior.
Critério da seção mínima
A NBR 5410 apresenta ainda valores mínimos para as seções (bitola) que devem ser respeitos no 
dimensionamento dos condutores.
Para os condutores fase, a norma estabelece valores mínimos que devem ser respeitados em 
função dos tipo de linha elétrica, da utilização do circuito e do material do condutor.
Esses valores mínimo, são apresentados pela NBR 5410 em sua Tabela 47.
Figura 9 – Seções mínimas.
Critério da seção mínima
Em relação ao condutor neutro, a NBR 5410 estabelece que ele deve possui a mesma seção que 
os condutores fase nos seguintes casos:
◦ Em circuitos monofásicos ou bifásicos;
◦ Em circuitos trifásicos, quando a seção dos condutores fase for inferior ou igual a 25 mm², em cobre ou 
alumínio;
◦ Em circuitos trifásicos, quando for prevista a presença de harmônicos, qualquer que seja a seção.
Critério da seção mínima
Nos circuitos trifásicos, a seção do condutor neutro pode ser inferior à dos condutores fase, sem 
ser inferior aos valores indicados na Tabela 48 da NBR 5410, em função da seção dos condutores 
fase, quando três condições forem simultaneamente atendidas:
a) O circuito for presumivelmente equilibrado, em serviço normal;
b) A corrente das fases não contiver uma taxa de terceira harmônica e múltiplos superior a 15%;
c) O condutor neutro for protegido contra sobrecorrentes conforme o Item 5.3.2.2.
Figura 10 – Seção reduzida do condutor neutro.
Critério da seção mínima
Para os condutores de proteção (PE), a NBR 5410 estabelece, em seu Item 6.4.3.1.2, que a seção 
não pode ser inferior ao valor determinado pela expressão:
𝑆𝑆 = 𝐼𝐼2∗𝑡𝑡
𝑘𝑘
 (6)
Sendo:
◦ 𝑆𝑆 = seção do condutor (mm²);
◦ 𝐼𝐼 = corrente de falta presumida (A);
◦ 𝑡𝑡 = tempo de atuação do dispositivo de proteção responsável pelo seccionamento automático (s);
◦ 𝑘𝑘 = fator que depende do material do condutor de proteção, de sua isolação e outras partes, e das 
temperaturas inicial e final do condutor (dados pela NBR 5410 nas Tabelas 53 a 57).
Critério da seção mínima
Porém, a NBR 5410 apresenta, como alternativa à expressão anterior, a Tabela 58 para a 
definição da seção mínima para os condutos de proteção (válida apenas quando os condutores 
de proteção e fase forem constituído pelo mesmo material).
A norma estabelece ainda (Item 6.4.3.1.4) que a seção de qualquer condutor de proteção que 
não faça parte do mesmo cabo ou não esteja contido no mesmo conduto fechado que os 
condutores de fase não deve ser inferior a:
◦ 2,5 mm² em cobre ou 16 mm² em alumínio, se for provida proteção contra danos mecânicos;
◦ 4 mm² em cobre ou 16 mm² em alumínio, se não for provida proteção contra danos mecânicos.
Critério da seção mínima
Ex. 5: Verifique as seções adotadas nos exemplos 3 e 4 segundo os critérios de seção mínima 
estabelecidos pela NBR 5410. Determine a seção dos condutores de neutro para esses 
exemplos.
Critério da seção mínima
Ex. 6: Determine a seção dos condutores de proteção para os exemplos 3 e 4.
Critério do limite de queda de tensão
Para que o funcionamento dos equipamentos ligados aos circuitos terminais não seja 
prejudicado, é necessário que a queda de tensão provocada pela passagem da corrente elétrica 
pelos condutores esteja dentro dos limites máximos estabelecidos pela NBR 5410.
Os efeitos de uma queda de tensão acentuada levam os equipamentos a receber uma tensão 
inferior aos valores nominais, algo prejudicial não só por afetar o seu funcionamento, como 
também por reduzir sua vida útil.
Critério do limite de queda de tensão
As prescrições referentes à queda de tensão são apresentados pela NBR 5410 em seu Item 
6.2.7. Segundo a norma:
◦ Item 6.2.7.1 → Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada (em relação 
ao valor da tensão nominal) não deve ser superior à:
a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no caso de 
transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s);
b) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da empresa distribuidora 
de eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado;
c) 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de entrega com 
fornecimento em tensão secundária de distribuição;
d) 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo gerador próprio.
Critério do limite de queda de tensão
Ainda segundo a NBR 5410:
◦ Item 6.2.7.2 → Em nenhum caso a queda de tensão dos circuitos terminais pode ser superior a 4%;
◦ Item 6.2.7.3 → Quedas de tensão maiores que as indicadas em 6.2.7.1 são permitidas para 
equipamentos com corrente de partida elevada, durante o período de partida, desde que dentro dos 
limites permitidos em suas normas respectivas;
◦ Item 6.2.7.4 → Para o cálculo da queda de tensão num circuito deve ser utilizada a corrente de projeto 
do circuito.
Critério do limite de queda de tensão
Para a avaliação da queda de tensão, primeiramente, devemos conhecer os seguintes dados:
◦ Tipo de linha elétrica;
◦ Material do eletroduto;
◦ Esquema do circuito;
◦ Corrente de projeto (A);◦ Fator de potência médio do circuito;
◦ Comprimento do circuito (km);
◦ Tipo de isolação do condutor;
◦ Tensão do circuito (V);
◦ Queda de tensão admissível.
Critério do limite de queda de tensão
A queda de tensão, pode ser calculada por:
∆𝑉𝑉𝑉 = 𝐾𝐾∗𝜌𝜌∗𝐿𝐿∗𝐼𝐼𝑝𝑝
𝑆𝑆∗𝑉𝑉
∗ 100 (7)
Sendo:
◦ ∆𝑉𝑉𝑉 = queda de tensão (%)
◦ 𝐾𝐾 = constante em função do esquema (2 para circuitos mono/bifásicos e 3 para circuitos trifásicos);
◦ 𝜌𝜌 = constante de resistividade (0,0172 para o cobre e 0,0282 para o alumínio);
◦ 𝐿𝐿 = comprimento do circuito (m);
◦ 𝐼𝐼𝑝𝑝 = corrente de projeto (A);
◦ 𝑆𝑆 = seção nominal do condutor (mm²);
◦ 𝑉𝑉 = tensão do circuito.
Critério do limite de queda de tensão
Para a avaliação de circuitos com múltiplos pontos de utilização:
◦ Somamos as quedas de tensão de cada trecho do caminho entre o ponto de utilização e o quadro de 
distribuição, para cada ponto associado ao circuito;
◦ Comparamos a queda de tensão dos caminhos encontrados para achar a maior queda;
◦ Adotamos como queda de tensão do circuito, a maior queda de tensão encontrada.
Critério do limite de queda de tensão
Desenvolvendo a equação 7, podemos ainda obter uma equação que nos forneça uma seção 
mínima para o condutor em função de uma queda de tensão admissível pré-determinada:
𝑆𝑆 = 𝐾𝐾∗𝜌𝜌∗𝐿𝐿∗𝐼𝐼𝑝𝑝
∆𝑉𝑉𝑉∗𝑉𝑉
∗ 100 (8)
A utilização da equação acima, porém, se torna mais conveniente apenas em circuitos que 
alimentem apenas um ponto de utilização (ex.: circuitos de chuveiros).
Critério do limite de queda de tensão
Ex. 7: Consideremos que o circuito terminal do chuveiro do exemplo 1 tenha um comprimento 
de 15 metros (distância do Quadro de Distribuição do apartamento até a tomada de ligação do 
chuveiro). Dimensione o circuito.
Critério do limite de queda de tensão
Ex. 8: Consideremos agora que o circuito alimentador do exemplo 2 tenha um comprimento de 
60 metros (distância do Quadro de Medição ao QL-101). Dimensione o circuito.
Critério do limite de queda de tensão
Ex. 9: Dimensionar o circuito terminal de um apartamento, cujas cargas estão representadas na 
figura a seguir. A instalação é em eletroduto de PVC embutido em alvenaria; temperatura 
ambiente de 30 ºC; isolação de PVC; tensão de 127 V.
ELETRODUTOS
Eletrodutos
Segundo a NBR 5410 (Item 6.2.10.2), os condutos podem possuir condutores de mais de um 
circuito nos seguinte casos:
a) Quando as quatro condições forem simultaneamente atendidas:
◦ Os circuitos pertencerem à mesma instalação, isto é, se originarem do mesmo dispositivo geral de 
manobra e proteção;
◦ As seções nominais dos condutores de fase estiverem contidas dentro de um intervalo de três valores 
normalizados sucessivos;
◦ Todos os condutores tiverem a mesma temperatura máxima para serviço contínuo;
◦ Todos os condutores forem isolados para a mais alta tensão nominal presente;
b) No caso dos circuitos de força, de comando e/ou sinalização de um mesmo equipamento.
Eletrodutos
Quanto as dimensões internas dos eletrodutos e seus respectivos acessórios, elas devem ser tais 
que permitam instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos após a instalação dos 
eletrodutos e acessórios.
Segundo a NBR 5410 (Item 6.2.11.1.6), a taxa de ocupação dos eletrodutos não deve ser 
superior a:
◦ 53% no caso de um condutor;
◦ 31% no caso de dois condutores;
◦ 40% no caso de três ou mais condutores.
Eletrodutos
Para o dimensionamento dos eletrodutos, podemos seguir um roteiro resumido:
◦ Determina-se a seção total ocupada pelos condutores, aplicando-se tabelas de fabricantes de 
condutores e cabos;
◦ Determina-se o diâmetro externo nominal do eletroduto (mm), utilizando as tabelas de fabricantes de 
eletrodutos;
◦ Caso os condutores instalados em um mesmo eletroduto sejam do mesmo tipo e tenham seções 
nominais iguais, podem-se eliminar os itens ‘a’ e ‘b’, encontrando-se o diâmetro externo nominal do 
eletroduto em função da quantidade e seção dos condutores, diretamente por tabelas específicas.
Figura 11 – Dimensões totais de condutores isolados.
Figura 12 – Catálogo de eletroduto rígido de PVC.
Figura 13 – Ocupação máxima dos eletrodutos de PVC por condutores de mesma bitola.
Figura 14 – Ocupação máxima dos eletrodutos de aço por condutores de mesma bitola.
Eletrodutos
Ex. 10: Dimensionar o trecho de eletroduto de PVC rígido roscável, mostrado na figura abaixo, no 
qual deverão ser instalados os seguintes circuitos:
◦ Circuito 1: 2 # 4 mm² + T 4 mm²;
◦ Circuito 2: 3 # 6 mm² (6 mm²) + T 6 mm²;
◦ Circuito 3: # 2,5 mm² (2,5 mm²).
Eletrodutos
Ainda em relação ao diâmetro dos eletrodutos, a NBR 5410 (Item 6.2.11.1.6) impõe que os 
trechos contínuos de tubulação, sem interposição de caixas ou equipamentos, não devem 
exceder 15 m de comprimento para linhas internas às edificações e 30 m para linhas externas às 
edificações.
Ainda segundo o mesmo item, se os trechos possuírem curvas, os limites de 15 m e 30 m devem 
ser reduzidos em 3 m para cada curva de 90°.
Quando não for possível evitar a passagem da linha por locais que impeçam a colocação de caixa 
intermediária, deve ser utilizado um eletroduto de tamanho nominal imediatamente superior 
para cada 6 m, ou fração, de aumento da distância máxima.
Eletrodutos
Ex. 11: Dimensionar o eletroduto para o trecho de tubulação mostrado na figura abaixo, entre 
duas caixas CP-1 e CP-2, no qual não há possibilidade de instalação de caixas intermediárias. Os 
circuitos que o eletroduto conterá são os seguintes:
◦ Circuito 1: 3 # 25 mm² (25 mm²) T 16 mm²;
◦ Circuito 2: 3 # 50 mm² (25 mm²) T 25 mm²;
◦ Circuito 3: 3 # 35 mm² T 16 mm²;
DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO
Disjuntores
Segundo a NBR 5410, para que a proteção dos condutores contra sobrecargas fique assegurada, 
devem ser satisfeitas as duas condições a seguir:
𝐼𝐼𝐵𝐵 ≤ 𝐼𝐼𝑁𝑁 ≤ 𝐼𝐼𝑍𝑍 (9)
𝐼𝐼2 ≤ 1,45 ∗ 𝐼𝐼𝑍𝑍 (10)
Sendo:
◦ 𝐼𝐼𝐵𝐵 = corrente de projeto do circuito (A);
◦ 𝐼𝐼𝑁𝑁 = corrente nominal do dispositivo de proteção (A);
◦ 𝐼𝐼𝑍𝑍 = capacidade de condução de corrente dos condutores (A);
◦ 𝐼𝐼2 = corrente que assegura efetivamente a atuação do dispositivo de proteção, igual a 1,35 ∗ 𝐼𝐼𝑁𝑁 (na 
prática, a corrente 𝐼𝐼2 é considerada igual à corrente convencional de atuação para disjuntores) (A).
Disjuntores
No quis respeito à proteção contra curtos-circuitos, a NBR 5410 estabelece que devem ser 
previsto dispositivos capazes de interromper toda a corrente de curto-circuito nos condutores, 
antes que os efeitos térmicos ou mecânicos se tornem perigosos.
Os dispositivos de proteção devem atender dois critérios básico:
◦ Possuir uma capacidade de ruptura compatível com a corrente de curto-circuito presumida.
◦ Deve ser rápido o suficiente para que os condutores do circuito não ultrapassem a temperatura limite.
Disjuntores
A capacidade de ruptura pode ser avaliada por:
𝐼𝐼𝑅𝑅 ≥ 𝐼𝐼𝐹𝐹𝑆𝑆 (11)
Sendo:
◦ 𝐼𝐼𝑅𝑅 = corrente de ruptura do dispositivo de proteção (A);
◦ 𝐼𝐼𝐹𝐹𝑆𝑆 = corrente de curto-circuito (A).
Disjuntores
Para o tempo de desarme, utilizamos a inequação:
𝐹𝐹𝐷𝐷𝐷𝐷 ≤ 𝑡𝑡 (12)
Sendo:
◦ 𝐹𝐹𝐷𝐷𝐷𝐷 = tempo de disparo do dispositivo de proteção para o valor de 𝐼𝐼𝐹𝐹𝑆𝑆 (s);
◦ 𝑡𝑡 = tempo limite de atuação do dispositivo de proteção (s).
Disjuntores
Para a definição do tempo limite de atuação, utilizamos a expressão:
𝑡𝑡 = 𝐾𝐾2∗𝑆𝑆2
𝐼𝐼𝐶𝐶𝐶𝐶
2 (13)
Sendo:
◦ 𝑆𝑆 = seção do condutor (mm²);
◦ 𝐼𝐼𝐹𝐹𝑆𝑆 = corrente de curto-circuito (A);
◦ 𝐾𝐾 = constante relacionada ao material do condutor e da isolação do condutor, sendo:
◦ 𝐾𝐾 = 115 para condutores de cobre com isolação de PVC;
◦ 𝐾𝐾 = 135 para condutores de cobre com isolação EPR ou XLPE;
◦ 𝐾𝐾 = 74 para condutores de alumínio com isolação de PVC;
◦ 𝐾𝐾 = 87 para condutores de alumínio com isolação de EPR ou XLPE.
Figura 15 – Valores aproximados da corrente de curto-circuito.
Disjuntores
No dimensionamento dos disjuntores,deve-se ainda estar atento a sua curva de disparo, 
responsável por diferenciar as faixas de atuação dos diferentes disjuntores.
Disjuntores
Os disjuntores são diferenciados em três curvas (faixas de atuação) distintas:
◦ Curva B → Em que o disparador magnético atua entre 3 e 5 vezes a corrente nominal (𝐼𝐼𝑁𝑁). É destinado 
à proteção dos condutores que alimentam cargas de natureza resistiva como chuveiros, aquecedores e 
lâmpadas incandescentes (residencial).
◦ Curva C → Em que o disparador magnético atua entre 5 e 10 (𝐼𝐼𝑁𝑁). É destinado à proteção de condutores 
que alimentam cargas de natureza indutiva como lâmpadas fluorescentes, motores, eletrobombas e 
compressores (residencial e outros).
◦ Curva D → Em que o disparador magnético atua entre 10 e 20 (𝐼𝐼𝑁𝑁). É destinado à proteção de 
condutores que alimentam cargas de natureza fortemente indutivas como transformadores e demais 
cargas com elevada corrente de partida (acima de 10 𝐼𝐼𝑁𝑁) (industrial).
Disjuntores
Ex. 12: Dimensionar o dispositivo de proteção para o circuito abaixo, sabendo que o mesmo é 
constituído de condutores unipolares de cobre com isolação de PVC, está instalado em 
eletroduto de PVC embutido em alvenaria e que a corrente presumida de curto-circuito no 
ponto de instalação do referido dispositivo de proteção é de 2 kA.
Dispositivo diferencial residual
Para o dimensionamento do dispositivo DR, devemos primeiramente conhecer a corrente 
nominal do circuito, ou grupo de circuitos, que serão protegidos pelo dispositivo e a corrente 
nominal do disjuntor de proteção do circuito (no caso de proteção individual).
O dispositivo DR escolhido deve satisfazer duas condições:
◦ Sua corrente nominal deve ser maior ou igual à corrente de projeto (𝐼𝐼𝑝𝑝) do circuito ou a soma das 
correntes de projeto (𝐼𝐼𝑝𝑝) dos circuitos que está protegendo (se atentar quanto à distribuição entre as 
fases);
◦ A corrente nominal do DR deve ser maior ou igual à corrente nominal do disjuntor.
Figura 16 – Modelos de IDR.
Dispositivo de proteção contra surtos
A escolha do dispositivo de proteção contra surtos deve ser realizada em função de dois 
parâmetros:
◦ Tensão máxima de funcionamento (definida em função da tensão de fornecimento):
◦ Sistemas 127V → 175 VCA;
◦ Sistemas 220V → 275 VCA;
◦ Sistemas 380V → 460 VCA.
◦ Corrente máxima de descarga (em função do entorno da edificação):
◦ Áreas urbanas, próximas à região central, com prédios equipados com para-raios no entorno → 8 a 20 kA;
◦ Periferia de áreas urbanas, com poucos prédios sem para-raios no entorno → 20 a 45 kA;
◦ Zonas rurais ou instalações elétricas afastadas de centros urbanos → 60 kA ou superior.
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	Número do slide 2
	Condutores
	Condutores
	Condutores
	Condutores
	Capacidade de condução de corrente
	Número do slide 8
	Capacidade de condução de corrente
	Cálculo da corrente nominal
	Definição do tipo de isolação
	Definição do tipo de isolação
	Definição do tipo de linha elétrica
	Número do slide 14
	Definição da seção nominal
	Número do slide 16
	Número do slide 17
	Definição da seção nominal
	Definição da seção nominal
	Definição dos fatores de correção
	Definição dos fatores de correção
	Número do slide 22
	Definição dos fatores de correção
	Número do slide 24
	Definição dos fatores de correção
	Cálculo da corrente corrigida
	Cálculo da corrente corrigida
	Cálculo da corrente corrigida
	Critério da seção mínima
	Número do slide 30
	Critério da seção mínima
	Critério da seção mínima
	Número do slide 33
	Critério da seção mínima
	Critério da seção mínima
	Critério da seção mínima
	Critério da seção mínima
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Critério do limite de queda de tensão
	Número do slide 48
	Eletrodutos
	Eletrodutos
	Eletrodutos
	Número do slide 52
	Número do slide 53
	Número do slide 54
	Número do slide 55
	Eletrodutos
	Eletrodutos
	Eletrodutos
	Número do slide 59
	Disjuntores
	Disjuntores
	Disjuntores
	Disjuntores
	Disjuntores
	Número do slide 65
	Disjuntores
	Disjuntores
	Disjuntores
	Número do slide 69
	Número do slide 70
	Dispositivo diferencial residual
	Número do slide 72
	Dispositivo de proteção contra surtos

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