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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO
Medicina Veterinária – Campus Em Seropédica
Jeferson Bruno Da Silva – Matrícula: 201406074-4
PATOLOGIA CLÍNICA
Urinálise
Exame químico é realizado com tiras reagentes.
3. Glicose
A glicose é menor do que a Albumina, logo ela passa pela filtração glomerular. 100% tem que ser reabsorvido no
túbulo contorcido proximal. Lembrando que todo rim tem um limiar de reabsorção variável entre as espécies.
Ultrapassado esse limiar, o animal vai apresentar excreção da glicose na urina Glicosúria.
Paciente sadio espera que a glicosúria seja negativa. Pois ela passa na filtração glomerular, porém é reabsorvida no
túbulo contorcido proximal (rim funcional).
Urina normal: negativo
Glicosúria: pode estar associada a dois problemas:
- Glicemia aumentada: paciente com hiperglicemia e ultrapaasa o limiar renal de reabsorção.
- Problema no rim, na reabsorção tubular. Toda tem que ser associada a presença ou não de glicemia. Toda
glicosúria tem glicemia? Não. Pode ter lesões, alterações metabólicas.
- Existe casos fisiológicos.
Fisiológica:
Existe casos fisiológicos, transitórios e uma vez cessado os estímulos, a glicose na urina volta a ser negativa.
● Pós-prandial – dieta rica em carboidratos, levando a hiperglicemia e consequente glicosúria. Em torno de 30
min a 1 hora. Passou disso, não detecta esse aumento de glicemia.
● Estresse emocional dos gatos. Normalmente a coleta de urina no gato leva a um estresse, visto que é raro
colher por micção espontânea, normalmente mais de 1 pessoa tem que conter o animal, passa-se sonda ou
faz cistocentese. Esse animal libera adrenalina que é hiperglicemiante (catecolaminas em geral), que fazem
mobilização das reservas de glicogênio hepática (glicogenólise). Tendo uma hiperglicemia transitória e
consequente glicosúria fisiológica. Uma vez passada o estímulo, volta ao normal. Comum: exame de urina de
gato normal com uma única alteração na glicose. Descarga simpática adrenal fazendo glicogenólise,
podendo ultrapassar os 290mg do limiar renal. Hiperglicemia transitória e uma glicosúria transitória.
Patológica
● Normoglicemia (problema nos túbulos)
o Adquirida – Injúria tubular: nefrotoxinas (fármacos como anfotericina B), processo infeccioso (bactéria
levando a glomerulonefrite e consequente o rim perdeu sua função), neoplasia (exemplo carcinoma
no rim). O antibiótico Gentamicina é nefrotóxica. Qual o principal quimioterápico nefrotóxico?
o Congênita – Síndrome de Fanconi. Tem problemas nos transportadores da glicose no túbulo
contorcido proximal, a glicemia está normal, mas o paciente não consegue reabsorver e apresenta
glicosúria. Raro. Mais comum é a forma adquirida.
● Hiperglicemia
o Diabetes Melitus (DM – deficiência de insulina) hiperglicemia e glicosúria: ultrapassa o limiar
Deficiência de glicose. Fome na fartura. A glicose não entra nas células insulino-dependente. Tem uma hiperglicemia
e consequente glicosúria. Ultrapassa o limiar renal de reabsorção.
o Pancreatite aguda processo inflamatório do pâncreas exócrino. Porém pâncreas endócrino e
exócrino estão próximos. Processo inflamatório no pâncreas exócrino pode comprometer pâncreas
endócrino e acabar levando a hiperglicemia
o Glicocorticóides – Mecanismo hiperglicemiante pois faz gliconeogêneo.
o Fluidoterapia – soro glicosado. Paciente internado fazendo uso de soro glicosado ou rico de
polivitamínico vai ter hiperglicemia e consequente glicosúria.
Toda vez que encontrar glicosúria, deve-se avaliar a glicemia, para saber se o paciente é hiperglicêmico ou
normoglicemico e a partir daí pensar o que está acontecendo. Se não puder avaliar a glicemia, o exame de urina
auxilia. Achados de doente renal como proteinúria, densidade na faixa de isoestenúria, ajudam a fechar o
diagnóstico.
4. Corpos Cetônicos
Produzidos pelo balanço energético negativo. Ou seja, o animal não está tendo uma fonte adequada de carboidratos.
E começa a metabolizar lipídeos que vão no fígado produzir ácidos graxos levando a produção de 2 moléculas de
acetil coenzima A que vão se juntar e formar os corpos cetônicos.
Os corpos cetônicos são: acetona, acetoacetado e hidroxibutirato. Todos são ácidos. Logo, espera-se na presença
dos corpos cetônicos, vai ter concomitante a acidificação do pH.
Para encontrar corpos cetônicos na urina, obrigatoriamente tem que estar no sangue cetose ou cetonemia.
Na urina cetonúria
Os corpos cetônicos são produtos intermediários do metabolismo, quando se tem balanço energético negativo, o
valor de referência é negativo.
✔ Urina normal: negativo
✔ Acetona, hidroxibutirato são ácidos, logo, diminuem o pH.
✔ Cetose ou cetonemia. A forma mais correta é gasometria.
✔ Na urina: cetonúria. Se tem cetonúria, tem que ter cetose ou cetonemia.
✔ Em pacientes sadios não tem corpos cetônicos na urina.
Causas de Cetonúria
● Diabetes Melitus – balanço energético negativo, começa a produzir corpos cetônicos.
● Anorexia – doenças relacionadas a anorexia ou jejum prolongado. Animal com doença qualquer, prostado,
vários dias sem comer, 4,5 dias. Já deu tempo para o animal entrar no balanço energético negativo e vai
encontrar cetonúria.
● Dieta deficiente em carboidratos – mais visto em humanos. Ou clientes que inventam uma dieta para o
animal sem oferecer qualquer fonte de carboidrato.
● Exercício extenuante – principalmente em cavalos atletas. Ex: prova de enduro, passou o limite do cavalo.
Ele entra no metabolismo energético negativo.
● Toxemia da prenhez.
● Lactação (Bovinos) - para a vaca produzir leite ela precisa de glicose. Porém o proprietário está oferecendo
um concentrado pobre em carboidratos. E o animal entra no balanço energético negativo.
5. Sangue (Reação heme)
Tira reagente que normalmente o fabricante usa o grupo heme.
Urina normal: negativo
Classificação:
o Hematúria
o Hemoglobinúria
o Mioglobinúria
Só será positivo quanto tiver hematúria ou hemoglobinúria. Mioglobinúria não tem grupamento heme.
Quanto tem uma variação de cor na urina (acastanhada) pode ser hematúria, hemoglobinúria ou mioglobinúria, mas
precisa diferenciar porque as causas são diferentes. No exame químico, a hematúria e a hemoglobinúria vai dar
positivo a mioglobinúria não.
Como diferenciar? Hematúria são hemácias íntegras na amostra de urina. A urina está avermelhada, quando
centrifuga para fazer o sedimento, o sobrenadante fica na cor da urina e forma o sedimento. Fica em suspensão,
depois de centrifugar fica uma deposição vermelha. Além de poder pegar uma gota e olhar no microscópio e ver as
hemácias. Se for hemoglobinúria não se vê hemácia no microscópio comum, permite fazer a diferenciação.
Pode-se ter uma amostra que macroscopicamente não enxergamos alteração de cor e na reação do grupo heme dá
positivo. Indicando que as tiras reagentes são muito sensíveis, que mesmo não tendo macroscópicas, já está tendo
alterações microscópicas.
Mioglobinúria deixa a urina castanha, Mioglobinemia não tem alteração no plasma.
Pode ter sangue oculto na urina. Nas fezes é mais comum ter sangue oculto pois a cor facilita.
● Hematúria – Hemorragia no trato urogenital. O sangue pode estar vindo do rim, bexiga ou uretra. Também
terá uma proteinúria.
o Causas:
▪ Fisiológica – Proestro
▪ Patológica: Nefrite, glomerulonefrite com formação de imunocomplexos secundários a
Leishmaniose, cistite por infecção de bactérias urease positiva (como Staphylo), urolitíase,
prostatite, neoplasias.
▪ Iatrogênica: Cateterismo inadequado, sonda passada de forma inadequada.
Lembrando que junto com a hematúria, terá proteinúria (no exame físico)!!
Fazendo cistocentese, sabe-se da onde a hemácia está vindo. Ex: bexiga ou rim.
● Hemoglobinúria – Hemólise intravascular. No sangue tem hemoglobinemia. Significando hemólise
intravascular.
o Causas: Distúrbios Hemolíticos
OBS: lembrando que a hemólise extravascular acontece no baço (macrófagos do sistema fagocítico mononuclear),
fígado e medula óssea.
Centrifuga a amostra e ela continua toda avermelhada. Um achado que ajuda a diferenciar.
● Mioglobinúria –
o Lesão Muscularo Causas:
▪ Esforço excessivo, rabidomiose.
o Avaliar enzimas do perfil muscular: CCK
Quando tiras reagentes reagem com a amostra de mioglobinúria, dá negativo. Mas tem alteração na cor da amostra.
Toda vez que tem hemoglobinúria tem hemoglobinemia. A hemoglobina é considerada nefrotóxica. A hemoglobinaa
passa no túbulo e fica presente na urina. Dependendo do grau de hemólise. Desse paciente, vai desenvolver uma
doença renal. Desenvolver secundariamente lesão no néfron. Podendo verificar no exame alterações na função renal
associadas a nefrotoxidade. Mas não significa que todo paciente com hemólise intravascular terá alteração na função
renal, depende do grau de hemólise (quanto tempo presente). OBS: Hemoglobina é nefrotóxica!!
6. Bilirrubina/Urobilinogênio
Tem que avaliar ambos para ter ideia do que está acontecendo. O urobilinogênio é altamente instável na urina.
Muitas vezes não vê positivo, só vê ele normal. Sempre avalia junto. Própria incidência de luz, passa para urobilina e
as tiras reagentes não detectam.
A Bilirrubina vem da degradação da hemoglobina. Fisiologicamente toda hemácia tem um período de vida útil
(meses). Com o passar o tempo a hemácia vai perdendo sua forma, tem alteração na proteína de membrana, perde
capacidade de conformação não passando por vasos pequenos. O macrófago do sistema fagocítico mononuclear (no
baço, fígado ou medula óssea) percebe isso. Pega a hemácia velha e produz a bilirrubina não conjugada (indireta). A
bilirrubina indireta se junta com a albumina, vai até o hepatócito quando é conjugada com o glucoronil-transferase.
Formando glucoronato de bilirrubina. Essa bilirrubina passa a ser conjugada. E ser excretada. No intestino por ação
de bactérias forma o urobilinogênio. Uma parte fica circulando no ciclo enterro-hepático e outra parte forma esterco
bilinogênio e dá cor as fezes.
A parte do bilinogênio que fica circulando no ciclo enterro-hepático, escapa para a circulação normal. Por ser uma
molécula pequena passa pela filtração glomerular e irá encontrar na urina.
Em pacientes sadios é possível encontrar urobilinogenio na urina.
Quando tem aumento da bilirrubina não conjugada (direta), não vão resultar em bilirrubinúria se a função renal estiver
normal. Pois a albumina é uma molécula grande e não passa na filtração. Porém se a função renal estiver
prejudicada ela pode passar e resultar em bilirrubinúria.
Bilirrubina conjugada é uma molécula pequena, ela sim consegue passar pela filtração glomerular.
Bilirrubinúria
o Normal: Negativo
o Cão (DU > 1030) – com densidade maior que 1030, aceita até 1 cruz de bilirrubina. Pois o cão tem
baixo limiar renal para bilirrubina, ou seja, acaba escapando mais bilirrubina do que as outras
espécies. É fisiológico, mas só quando a urina está concentrada. Só em caso de hiperestenúria e só
no cão.
o Forma detectável: bilirrubina conjugada (sem albumina). Pois com a albumina não passa pela
filtração glomerular. Só passa se tiver problema renal. É possível ter aumento de bilirrubina e lesão
renal.
Urobilinogenúria
o Vem da degradação da hemoglobina.
o Normal (Alguns autores consideram negativo - porque ele é instável, mas na verdade é normal ter
urobilinogênio na urina).
o Molécula instável
Causas:
o Fisiológico – Cão*
o Patológica:
▪ Pré hepática (Hemólise):
● Intravascular: Bilirrubinúria + (hemólise intravascular, tem hemoglobinemia,
hemoglobina é nefrotóxica e pode causar dano renal, a bilirrubina não conjugada que
normalmente não passaria começa a passar, tendo bilirrubinúria), Urobilinogenúria +
(muita bilirrubina indo para o intestino e escapa mais).
Aumento da hemoglobina, é nefrotóxica, lesa os néfrons. Tem tando bilirrubinúria
quanto urobilinogenúria.
● Extravascular: Urobilinogenúria + (muita bilirrubina para o fígado conjugar, ele está
liberando mais para o intestino, escapa mais). Aumento da bilirrubina com albumina,
mas não tem lesão renal, então ela não está aumentada. Não tem bilinogenúria só
tem urobilinogenúria.
▪ Hepática:
● + Bilirrubinúria/Urobilinogenúria.
▪ Pós Hepática:
● + Bilirrubinúria (fascíola, cálculo, neoplasia). A bilirrubina conjugada não chega ou
chega menos ao intestino, fica se acumulando nos hepatócitos. Escapa para o
sangue (através dos vasos no fígado), é filtrada pelos rins e terá bilirrubinúria.
7. Nitrito
Nitritúria.
a. Normal – Negativo
b. Positivo – presença de bactérias gram negativas, que convertem nitrato em nitrito (através da nitrito
redutase) nitritúria.
c. Considerações
Positivo: infecção ou contaminação da amostra.
Negativo: mesmo assim não pode excluir infecção porque existem outros tipos de bactéria, exemplo as gram +.
As bactérias que levam a alteração no pH são urease + (convertem ureia em amônia). As que convertem nitrato em
nitrito não causam alteração no pH.
8. Leucócitos
a. Esterase leucocitária
b. Considerações
c. Confiabilidade baixa.
Leucócito em animais avalia através do sedimento. Avaliação química se faz através da enzima esterase leucocitária.
Essa enzima está presente em baixas concentrações dentro dos leucócitos dos animais domésticos. Não é um
parâmetro confiável. Avalia no microscópio. A confiabilidade química é baixa.