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Revolução Industrial 
A Revolução Industrial, iniciada no século XVIII, marcou o surgimento da 
indústria e a consolidação do capitalismo, gerando grandes transformações no 
planeta. 
 
A indústria têxtil foi a primeira área a ser impactada pelo desenvolvimento 
tecnológico que marcou a Revolução Industrial. 
A Revolução Industrial teve início na Inglaterra na segunda metade do século 
XVIII, com o surgimento das máquinas. Isso permitiu o estabelecimento da 
indústria e a consolidação do capitalismo. As formas de produção e as relações 
de trabalho se transformaram radicalmente, sendo que os trabalhadores 
começaram a vivenciar uma intensa exploração de sua força de trabalho. 
Resumo sobre Revolução Industrial 
• A Revolução Industrial teve início com o surgimento das máquinas 
movidas a vapor. 
• A Inglaterra foi o país pioneiro nesse processo, pois reuniu condições 
políticas, econômicas e sociais para tal. 
• O início dessa revolução se deu na segunda metade do século XVIII. 
• Esse processo causou profundas transformações na vida dos 
trabalhadores. 
• A insatisfação dos trabalhadores com a precarização de seu trabalho 
resultou no surgimento dos sindicatos e dos movimentos trabalhistas. 
O que foi a Revolução Industrial? 
Revolução Industrial é o nome pelo qual conhecemos o período de grande 
avanço tecnológico que se iniciou na Inglaterra no final do século XVIII. As 
inovações tecnológicas realizadas na Inglaterra permitiram o surgimento da 
indústria. Sua difusão pela Europa e pelo restante do planeta contribuiu para o 
estabelecimento do capitalismo. 
Não há uma data específica que delimite o início da Revolução Industrial, pois 
há divergência entre os historiadores a respeito dessa cronologia. Alguns 
apontam que a década de 1760 foi seu pontapé inicial, embora outros teorizem 
que foi a década de 1780. 
Apesar dessa discordância na datação do acontecimento, algo é unânime: a 
Revolução Industrial transformou radicalmente a sociedade. Isso porque as 
relações de trabalho mudaram profundamente, assim como a produção de 
mercadorias, que se tornou mais rápida. O desenvolvimento tecnológico 
contribuiu também para o encurtamento das distâncias. 
O ponto de partida da indústria na Inglaterra se deu por meio 
da indústria têxtil, e as primeiras grandes máquinas do período foram 
idealizadas para ampliar a produção de roupas. Isso se concretizou por meio do 
desenvolvimento das máquinas de tear, como a spinning frame, que permitia 
que uma pessoa que a manejasse fosse capaz de tear dezenas de fios ao mesmo 
tempo. 
A ampliação da produção por meio das máquinas contribuiu para a redução 
salarial e permitiu que os lucros obtidos pelos donos de indústrias fossem 
utilizados no desenvolvimento de novas tecnologias. Foi o que aconteceu 
também, por exemplo, com as estradas de ferro, que passaram a ser construídas 
a partir da década de 1830 por todo o território inglês. 
Esse meio de transporte, então mais eficiente, foi financiado, portanto, com 
dinheiro do lucro dos donos de indústrias. As estradas de ferro na Inglaterra 
permitiram diminuir o tempo do deslocamento e possibilitaram aumentar a 
capacidade de mercadoria produzida. Em suma, as indústrias podiam investir 
no aumento da produtividade porque havia um meio eficiente para transportar 
suas mercadorias. 
Pioneirismo inglês na Revolução Industrial 
Como mencionado, a Revolução Industrial teve como ponto de partida a 
Inglaterra, uma vez que foi onde surgiram as primeiras máquinas que 
fomentaram o desenvolvimento industrial. Uma série de fatores explicam o 
porquê de a Inglaterra ter sido essa nação pioneira. 
Pode-se começar pelo fato de que a Inglaterra possuía uma burguesia que 
investiu no desenvolvimento do capitalismo na economia inglesa. Essa 
burguesia se estabeleceu no poder do país no final do século XVII, logo após 
a Revolução Gloriosa, que consolidou uma monarquia constitucional. 
Por meio disso, a burguesia inglesa pôde investir em seu desenvolvimento 
econômico, sempre visando atender a seus próprios interesses. A longo prazo, 
isso transformou a economia inglesa, tornando o país em uma potência 
comercial. Os historiadores estabelecem um marco para a economia inglesa: 
os Atos de Navegação, decretados por Oliver Cromwell, em 1651. 
Essa lei fortaleceu o comércio inglês e enfraqueceu o comércio de outras 
navegações, pois determinava que as mercadorias compradas ou vendidas pela 
Inglaterra só podiam ser transportadas por navios ingleses. Isso garantiu lucros 
para a burguesia, permitindo que acumulasse capital, que foi utilizado no 
desenvolvimento da indústria. 
Além de possuir capital para investir no desenvolvimento do maquinário, a 
Inglaterra contava com mão de obra em abundância. Isso porque nos últimos 
séculos o país vinha passando por um processo de expulsão dos camponeses 
de suas terras, o que se deu por meio das Leis de Cercamento (Enclosure Acts). 
Essas leis expulsavam os camponeses das terras em que viviam para 
convertê-las em pasto para a criação de ovelhas, animais que fornecem 
importante matéria-prima para a indústria têxtil. Despossuídos de suas terras, 
os camponeses não tinham onde sobreviver e, por isso, rumavam às cidades à 
procura de emprego. 
Nas cidades, o emprego disponível passou a ser o das fábricas têxteis. Os 
trabalhadores não tinham opção de rejeitar tal ocupação, uma vez que sem 
renda não teriam moradia e, sem moradia, seriam considerados vadios, ou seja, 
enquadrados na Lei de Vadiagem, uma lei que punia pessoas pegas vagando 
nas ruas. 
Por fim, deve-se lembrar que a Inglaterra possuía grandes reservas de 
carvão e ferro, duas matérias-primas fundamentais para o desenvolvimento e 
funcionamento das máquinas. Alguns historiadores levantam também o fato de 
que a Inglaterra contava com um relevante número de intelectuais e 
cientistas que contribuíram para que o país pudesse sediar as inovações da 
Revolução Industrial. 
A vida do trabalhador na Revolução Industrial 
A Revolução Industrial trouxe grandes transformações para o planeta e 
permitiu o desenvolvimento da indústria e do capitalismo, como já vimos. 
Além disso, a vida dos trabalhadores, grupo que formava a camada mais baixa 
da sociedade inglesa, também se transformou radicalmente. 
Podemos citar o fato de que o processo de produção de mercadorias foi 
alterado e passou da manufatura para a maquinofatura. Isso significa que 
o trabalho deixou de ser artesanal para ser industrial, pois antes as roupas eram 
produzidas manualmente. Já com as máquinas, esse processo começou a 
acontecer de maneira industrializada. 
Assim, não era mais necessário que o trabalhador possuísse grandes 
habilidades manuais, pois o trabalho não era mais artesanal. A máquina era 
facilmente controlada e qualquer trabalhador poderia manejá-la. Na prática, o 
trabalho deixou de ser especializado e isso gerou redução salarial 
expressiva. 
A redução salarial não foi acompanhada, de maneira alguma, por redução no 
custo de vida. Sendo assim, os trabalhadores tinham as mesmas despesas, 
mas recebiam muito menos do que recebiam nos anos anteriores ao 
surgimento das máquinas. Soma-se a isso o fato de que muitos trabalhadores 
tinham jornadas de trabalho extremamente longas. 
O trabalho poderia se estender por 16 horas, com uma pausa para o almoço, 
durante todos os dias da semana. Além disso, os trabalhadores não podiam 
faltar ao expediente, pois, se isso acontecesse, o salário deles seria reduzido. 
Por fim, o ambiente de trabalho não era seguro e os acidentes com as 
máquinas eram frequentes. 
Essa situação precária no trabalho fez com que os trabalhadores se 
reunissem em sindicatos, cujo intuito era que se organizassem para 
defenderem os direitos da classe trabalhadora. Os sindicatos passaram a lutar 
por aumentos salariais, redução na carga diária de trabalho, direito de férias 
etc. Dois movimentos de trabalhadores de destaquedo período foram 
o ludismo e o cartismo. 
Fases da Revolução Industrial 
Tradicionalmente, os historiadores dividiram a Revolução Industrial em três 
fases, sendo que esse contexto do surgimento da indústria têxtil na 
Inglaterra do século XVIII corresponde à primeira fase. Nesse momento, 
o homem passa a utilizar máquinas que funcionavam por meio de energia a 
vapor e hidráulica. 
A partir do século XIX, teve início a segunda fase, que ficou marcada pela 
expansão da Revolução Industrial. Nesse período, a indústria prosperou em 
outras partes do mundo, como nos Estados Unidos e no Japão, e novas fontes 
de energia, como o petróleo, passaram a ser utilizadas. Isso permitiu avanços 
https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/ludismo.htm
na tecnologia. Os destaques dessa fase são o uso de motores à combustão e a 
popularização do uso da energia elétrica. 
Por fim, a terceira fase teve início na segunda metade do século XX, sendo 
marcada não necessariamente pelo avanço industrial, mas sim pelo 
desenvolvimento tecnológico e científico, o que permitiu o surgimento de 
novas tecnologias e de avanços consideráveis em áreas como a medicina. Na 
terceira fase da Revolução Industrial, as distâncias foram drasticamente 
reduzidas devido ao grande avanço nos meios de transporte. 
Revolução Industrial no Brasil 
A industrialização no Brasil foi tardia. No final do século XVIII, quando 
surgiram as primeiras indústrias na Inglaterra, não era permitido que o Brasil 
tivesse nenhum tipo de manufatura. Consequentemente, o Brasil ficou 
impedido de possuir indústrias em seu território, cenário que só mudou com 
a vinda da família real portuguesa para o Brasil. 
O primeiro grande ciclo de industrialização pelo qual o Brasil passou aconteceu 
na segunda metade do século XIX, no período que ficou marcado pelos 
investimentos do Barão de Mauá. Também conhecido por seu nome, Irineu 
Evangelista de Sousa, esse industrial ganhou destaque por investir na 
construção de estradas de ferro no Brasil e na criação de um estaleiro onde 
eram fabricados navios a vapor. 
No entanto, um grande ciclo de industrialização do Brasil só se deu entre 
as décadas de 1930 e 1950 e aconteceu graças a incentivos realizados pelos 
governos de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek.

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