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URBANO RODRTGUEZ ALONSO
DIMENSIONRMENTO
EDITORA EDGARD BLÜCHER LTDA.
C ymibih a rrpradup5a roral au pareia!
por quursqiics i n r i n ~
s m o u t e t - b ~ ü ~ trcritu da ditem
Dedicatória
A mitrha esposa e filhos
EDITORA A T I U h D A
Motivado pela boa seceptividade dn meu primeiro livro Exercícios de
FundaçG~s c atendendo A so1icitat;Ao de alguns colegas. escrevi este segun-
do, cujo conteido vem complementar o primeiro e preencher uma laciins
existente em nosso meio técnico.
Presta-se este livro tanto aos engenheiros de fundqdes quanto tias de
estruturas e pretende-se reforqar o conceito de que ambos devem trabalhar
em conjunto, pois as hiphtcses usadas por um devem ser rompativeir com
as usadas pelo outro.
A divisa0 da obra em estrutura e fundaqio tem apenas cardter didhtico
pois, na realidade, a obra & uma sO, fendo uma parte acima do solo c outra
abaixo. Por isso ns reiiq&s estimadas pelo engenheiro de estruturas ser80 as
içdes usadas pelo engenheiro de fundaçaes. que dever8 verificar se as desle-
caimentos, sob a aç5o dessas cargas, estão dentro da ordem de grandeza da-
queles estimados pelo engenheiro de estruturas quando forneceu as respec-
tivas cargas, resultando desse confronto. e eventual ajuste de valores, o que
se denomina interaç60 solo-~sirutwra
Pmurei arar neste livro a mesma sistemãtica do primeiro, apresentan-
do, em cada capitulo, um resumo dos conceitos tebricos bbicos apoiados em
exercicios rewlvido~. Aqueles que desejarem sprofundar-se mais nos temas
encontrar30 no finnl de cada capitulo a bibliografia por mim consultada.
Cabe finalmente lembrnr que, ao tratar de Cundaç6es profundas.
estou-me referindo tanto i s estacas quanto aos tubul&s, uma vez que do
ponto de vista de trabalho nao existe uma diferença marcante entre os dois.
Entre n6s costuma-se diferenciar as estacas dos tubulões apenas pelo fato
de que, nestes Últimos, pelo menos em sua etapa fins1 de escavaçllo, h i a
descida de operhrios em seu interior.
No texto do livro. preferi utilizar a denominaçiia estaca, fiimndo expli-
cito que tudo que for exposto para estas também é vilido para os tubulões.
Espero, finalmente, que este limo venha a ser Útil a meus colegas e in-
formo que qualquer sugest.lo ou critica ser30 sempre bem recebidas, bas-
tando para tanto que ns mesmas sejam encaminhadas ii Editora Edgatd
Blucher Ltda., qiic as XarP chegar as minhas m h s .
O Ai~tor
530 Paulo, 1988
CAPITULO 1 - DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
1.1 - GENERALIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I
1.2 - DIMENSIONAMENTO NA COMPRESSÃO . . . . . . . . . . . . . ?
1.3 - DIMENSIOKALYENTO NA TRAFAD . . . . . . . . . . . . . . . . . .
1.4 - DTMENSIONAMENTO NA FP.EXÃQ SIMPLES E
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . COhlPOSTA 9
1.5 - PROGRAMAS PARA FLEXHO SIMPLES E COMPOSTA . T 1
f .b - EXERC!C710S RESOLVIDOS.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
1.7 - RFFERENÇIAS BFBLIOCRAFIÇAJ . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2%
C A P ~ U L O 2 -CALCULO DE ESTAQUEAMENTO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 311
2.1 - GENERALIDADES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . . . . . m
2.2 - CRITERIO DE CALCULO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.3 - METODO DE SCHIEL 71 -.
.. 2,4 - MkTODO DE NOKKENTVED . . . . ... .. . . . . . . . . . 3h
2.5 - EI(ERC?CIOS RESOLVIDOC.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4U
2.b - REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 53
CAP~TULO 3 - USO S ~ T A N E O DE ESTACAS E TIRANTES . . . . . . . . . . . . . . . 54
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.1 - GENERALIDADES .. 54
3.2 - CONSIDERA (SE% SOBRE O CONCEITO DE RIGIDEZ . 54
3.3 - DISTRIOUICkO DAS CARGAS NAS ESTACAS E NOS
TIRANTES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57
3.4 - EXERCICIOS RESOLVIDOS.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . hl
3.5 - REFEHENCIAS BIBLIOGRAFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . b5
. . . . . . . . 4.1 - GENERALIDADES . . . . . . . h . . . . . . . . . . . . . .... hb
4.2 - COEFICIENTE E MODULO DE REACAO
P R ~ F U N ~ I D A D E . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ro
. . . . . . . . 4.5 - CONSIDLR.~COES SOBRE SOBRF O PROJETO 73
4.b - EQUACAO DIFERENCIAL I>k UMA ESTACA LONGA . . 74
4.7 - MtTODO D A S DIFEAENÇAS FINITAS . . . . . . . . . . . . . . . . 75
4.8 - METOUOS ANA1,I'i'ICOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77
estrritriral na ruptura de uma seç5o desse tipo de eTtricuz 6 diferente do
crimporr~rncntci aoh ti açiri d:is ~;irg.r\ crn rcrviqri. hLi neces\idadt tlc \e veritic;~r
,i rc~istkrici,~ e\trutiir:iI rio rsbdo-l inirtt' de ruptitra [qziLiizdi) \c 11.~3 cm cotita a
vel iriitre 8 e 10
C l; íi cvci,in iI.iri drenada da rir-il:i
E 6 n niivdulri dc tl,isticid.idc d r r iiiatcri.il 119 r \ t ; tc; l
I C n ilicnnr n i c ~ i i i ~ i i t ~ dc rtiCrcizl da scchriti t rnn \~cr \ i i l d3 ~'+t~1:.;1
Outras cc~nsidcraçíics mhrc :i 61;iiiiIiagtiii de estacas pvdcriri ser oh t id'ii lia
reiertiicia bihliogrifica 4.
Se for constatado que a ruptiira nLi ocorreri por flambagem. o cilculo po-
dera ser feito ccinforme itelii 4.1.1.3 da NBR h1 18, majorando-sr 3 carqa de
cornpress30 na proporç5o ( 1 + h/Jr ) mas ri50 menor que I , 1. em que I r . me-
dida em centímetros, seja o menor lado do sctangulo mais estreito circuiis-
csito i seq30 da estaca.
A expmssjo a ndotar seri:
em que: N, = N
Jcd = fckJy ,.
t v d = J ~ k J ~ , OU O,ZR E,
A armadura niininiã a adntar seri 0,5w~ A . eni qiie A é ;i iren da sec3irr
transversal da estnca. (Para apliençlo. ver 20 Exercicio).
No caso de estacas parcialnicntc rnterradas. o conrprirnento de ffani-
bagem pode ser obtido ridotando-sr o modelo de Davisson e Rotiinson (rcf.
7) . Segundo esses autores. a estaca poderi ser substituida por ouara cquivn-
lente com cnmpsimeiita total L,.. como se nrostra csqiicmaticamente na Fig,
1 . 1 . O valor de q,, poder ser obtido na Tah. 4.3 da Cap. 4 .
Figura f ,f - ObtencBe do mmprimsniol 1 l 1
Ma
C, = A,, + - B,, pode \er obtido no grifico d : ~ Fig. 4.17.
HT
MO
O valor real da parcela - no topo da estaca t determinado
I HT
i
I pelas propriedades dei estrutura e de sua ligzrçslo com as estacns. Por exem-
I plo, para o caso particular estudado por Matlock e Reese (Fig. 4.18),
I
! obttrn-se:
Este valor substituido na express3o de Matlock e Rcese fornece:
e, para o caso de z = 0.
4.10 - C O N S I D E R A ~ ~ E S DO ENGASTAMENTO DA
ESTACA NO BLOCO
As exprersks expostas noq itens anteriores. coni excecAo do exemplo
da Fip. 4-18, 530 valida5 pnrn as estacas com o topo livre (Fig. 4 . 1 9 ~ ) . Entre-
tanto. h3 casos em que a topo da estaca cçti cn~arrada no bloço (Fig. 4.1%).
Os valores de y , e yo podem ser obtidos, para o caw de topo Iivre,
tomando-se como base ii Fig. 4.20 e aplicando-se as equucões de Matlock e
Reese, quando o solo apresentar módulo de renqno crescente linearmente
com a profundidade, ou a soluç5o de Hetenyi, quando esw rnhdiilo foi
constante. A esses valores calciilndor acrewenta-se o valor obtido pela resis-
tencia dor materiais pnrn uma viga em balanço com carga conccntrndn nn
ponta (valor Yh 1
OIMENSFONAMENTO DE FUNDAÇ~ES PROFUNDAS
Figure 4.17 - Coeficiente C y
Assim, tem-~e:
a) K = q , - z
b) k = constante
H
y, = - 11,414 R3 + @.R2)
E1
1
I ESTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE NOTOPO
I
Rei>ultonte dos
for os di? qravidode r"
Reoção do sole aos
t
esforços transversais
I P j y v
aos esforços verticais
que Iriado na cxprctrh
dc M i i I ~ k t R e s r ~ o m
Figura 4.78 - Exemplo ostudado por Rcese
88 DIMEN~~ONAMENTO DE FuNDAÇ~ES PROFUNDAS
(a1Tõpclivre (b)lÕpoenqostado
(com translaçéo)
Figura 4.19 - Consideraçber da topo de m a c a
Y, = deslocamento para c = O
I O. = giro para L = O
Figura 4.20 - Estaca tanga com topo livre
O caso de topo engastado com translaçgo pode ser obtido pela super-
posiç5o do caso anterior com nutro onde se aplica um momento M no topo
da cstaca, tal que resulte OH = eM nas condiq&s indicadas na Eig. 4.21.
Se eM = I é a rotaç5o causada por um momento unitiria aplicado em A
(Fig. 4 . 2 1 ~ ) c M i o momento que provoca em A uma rotaç:?o OH entiio:
ESTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE NO TOPO 89
Assim, tem-se:
U ) k = q * . : :
enr que
b 3 R = constante
(1.414.H.R' + H.p.RZ - M . R a I ? ' o = - E1
em que:
M = W.Rz + 1.414 H.e.L + 0,s H.p2
1,414 R + F
(a 1 1b3 ( c )
Figura 4.21 - Parcelas Y , Y , para estacas com topo engastado com trsnslac~o
4.11 - SOLIJÇÂO DE UMA ESTACA CURTA
A soliiç5o de estacas clirtas imersas eni meio clistico obtida a partir
dar trts equaçiies dr equilibtio da estntica, irma ver. que se ndt~iite que as
mesmas sof rani deslocsmentw de corpo rigida. Assini, o deslocamento f i -
nal da estaca pode scr decrimposto em trés deslocurncntos bisicos (horizon-
tal, vertical e giro), aos quais o solo responde com pressbes proporcionais ao
deslocamento [conceito do coeficiente de reaç3a horizontal).
O iiiEtodo mais ciifuiidida entre nós i. o chamado mctodo rirsso, adap-
tado por Paulo Faria (prira caso de tubiilóes circulares com base alargada),
conforme expôs VeIloso (ref. 30).
" t ~ ~ m Figura 4,Z? - Estaca curta
Chamando K, o coeficiente de reaçlo vertical do solo que serve de
apoio d base do tubulio; K1=rJk U D f , O coeficiente de reaq3o horizontal, na
profundidade I e Ah = iwa da base do tubulao, as equaqiks de equilibrio
conduzem as seguintes expressbes:
a) Deslocamentos no topo e giro do tubulao.
FSTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE NO TOPO
h 1 Pressòes ao longo do furte e na base.
k, k,
fl: = t A)!+ - -2
I I
. L ,a
cujo5 vaiore5 miximos do:
K@Y1
a, rnitx = - -
4a f
c ) Ponto de giro.
Para se considerar o tubulio estkel, hasta atender as seguintes condi-
-:
o'f ide momentos, para as hipiitcses de o topo wr li-
vre e ser engastada, com tranf aç5o (dispensa-se o cilculo da seguran-
ça i ruptura):
4 T = 7,4 C ! .: estaca longa
I? caso : Topo livre
Hn = 100 k N
Mo = 1M * 1.5 150 kN.ni
98 DIMENSIONAMENTO DE FUNDAF~ES PROFUNDAS ESTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE NO TOPO 99
2? Caso : Topo engnstado com ttnnslnq5o
Y I T
0
Ii,?
n,4
O,h
1 ,O
2.0
4.0
5 O
drii Brii
- - - .. ..
O
O 193
i I
1). 9 w
0 47q 11.4Y7
0,531 O.%O
0.727 O.Pf.2
0.628 O. 404
O - O.(H2
0,033 - 0.0%
S? Exercicio: Calcular o diagrama de momentos e o deslocamento ria topa
do tubullo da figura abaixo utilizando (i "mttodo russo".
r\ m Rrn M- = IA!, Arii A E50 Biii
n I, =12.5MN/m3
k, =120MN/m3
kp- ka = 2.7
ã = f.BkNJm3
- - .
0
O. loq
0,37q
0, ,532
0.727
0.628
O
O033
o mirr = 0'8 MPa
I
1
1
0.Wq
0 . 9 ~ 7
0.9it0
0,852
0.404
- 0.042
- O,(l?b
- . - - - . . -.
IEH LN in
I hh
IIR I
242
!
2 h2
I
137
- 6
2
~ O O DIMEHSIONAMENTO DE F W N D A Ç ~ E S PROFUNDAS
Press5o ao longo do eixo do fuste
k f
p = a,.D= -. D . r la,z- Ay)
I
Ponto de cortante nulo (onde ocorre Mmi,)
E p + d z = - H :.
k,. D
2.a .a' - 3 A y . z a ] = - H .:
6 1
A equação de terceiro g a u acima P resolvida par tentativas. impondo
valores a I ate que o primeiro temo da expressão se aproxime de - 0.433.
ESTACAS CARREGAOAS TRANSVERSALMENTE NO TOPO 161
:i) niomentutiibro, 1960.
hf:itEcirqk. H. ,C Ktese . E.C. - Fofrtrdnriciir ,41ioijvsis r)! O{t:r.hr)rt, Pili3
. S . E I J I J ~ O T I ~ ~ ~ L C ~ ~ . ~ ~ ~ - ~ I I T V S . .Stll. ICSMFE. Priri5, 19fi I .
Hee\e. L,.L'. L% (_'cix, W.R. - Snil Rr,fiiri-ior froni A~i i~( \~s is of Td~rts {i#'
~ri~rrirnirritcd PtIr.5 urir1t.r Lurrru! Lourfirig. Pcrforniance uf Dcep
Foundations, ASTM, Publication 444.
Reese, L.C. ; Cox, W. R . & Koope, F.D, - Anelvsis of Lot~rallv P i l~s
ir1 San. Offsliore Tcchnolupy Conferente, Texas, 1974.
Remy, J.O.; Mariano, J.5.V.; Marihino, C.C. Pc Cerejeira, J.M.C. -
Der~rrnirrayrio do MRieider relativa ezitre o solo e a estaca.
~cmnetr ia do est:iquearnenia e condiçces dc contorna.
P o ~ i f h relativa entre a ertaca e a roitircc:irgii.
i Tempo ni pariir da instalaqiio dar estacas.
Por essas razùcs. s iivalisç50 ~CFFLIF prersdes hori7ontais ainda 6 uin
prohlernn n30 totalmente terolvido. tendo sido propostos virins mctodor.
entre as qunis podcm xr citados:
M6litdr)s ~itipíriciis , cujas f&rmulas, dcccirrentc~ dc casre~urnen tos íni-
postos, foram obtidas a partir da teoria dos cmpuxos, ndnptsndo-re coe-
ticien te5 determinados experimentalmente. Entre csws metodos dest 3-
cam-se o$ de Twheboturioff e de De Beer-Watlays.
Mitodos de undir efsisrolilústicu, cujas fbrrnular re baseiam na teoria da
elirticidade e da plarticidatie. Entre esrci destncsnior o\ de %ulos. hri-
wado em deformaçõel; imposta\ (unia das critica% que sc falem a eztc
método), e os dr Oteo e Riiiion.
106 PIMENSIONAMENTO DE FGINDAÇ6ES PROFUNDAS ESTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE EM PROFUNDIDADE 107
Finura 5.1 - Estacas carregadas transversalmente em profundidade
Crinhrcidris os crforcm ;itiiaiitcs n a i e i : -
nhani a ocorrer e suas conscqiii.nciaou De Beer r Wallnys). Nn realidade, rio se mar
Do = 2D em vez de D' = D, o momento nurnentn cerçn de 50% nas eqtfi-
1'14 DIMENÇIONAMENTO DE FUNDAÇ~ES PROFUNDAS ESTACAS CARAEGADAS TRANSVERSALMENTE EM PROFUNDIDADE 175
cas flcxivcis. Por esta ra7rio Oteo acoii5elha a utili~ar a curva ctirresponden-
te :i 13' = tD .
Ertc aiitor aplicou o oiCtodo dos elernciita~ finitos n iiin niodelci tridi-
mcnsional conipri.
t a c a s o rii: i h . i . 5
Figura 5.76 - Yãriacao d o i deslocamentos da c a b ~ a das estacas em
funç3o da riqidcr rebtiva (estaca 1 )
EÇTRCAS ÇARREG4DAS TRANSVERCJALMENTEEM PROFUNDIDADE
MPlodo~ baseados no prersào lateral ---
!i*$&
1, i li*
Figura 5.18 - Compárnclo entre 03 M,,, obsew~dos e os fornecidos
pelo3 libncw do modelo tridimcnsionel alhsiico
5.3 - M ~ T O D O S PARA REDUZIR O CARREGAMENTO
NAS ESTACAS
Figura 5.17 - VniiaqAo dos dcslocameniw rndximoe
em ~rofundidade em funcgo do eçpaçamento das estncae
Para diminuir as pressões horizontais nas estacas, pode-se lançar m3o
de alguns procedimentos como melhorar s resistència da camada comprcs-
rivel, iitiliiando drenos de areia com sobrecarga, ou solo reforçado com co-
lunas de ligantes químicos corno o cimento ou a cal.
Outra soluç8o c a utilizin~.3o de material de baixo p m especifico no
aterra, ta1 corno fiçbria de alto-forna ou argila expandida ou, nit~dn, criar
valios na massa do aterre utilizando-se de bueiros dc concreto o11 de aço
( F ~ R . 5.19) coma sugere Aoki.
Tarnbern a utili7.ac;iio dc estacas sobm as qiiuis se çolocarn placas de
concreto (geralmente prC-fabricadns) pode ser uma clduç3o (Fig. 5.20).
O espaçaniciito e o tanianha da$ placas podein ser obtido\ a partir da
Fia. 5.21, como sugere Bcoms.
As plncai $20 geralmente, dimensionziduz admitindo-se unin carga
uniformemente dhtrihuidn. embora junto As bordas a presijo seja maior
que no centro devido ao nirquearnento do %do do aterro.
A espe5sura do aterro é importante neste tipo de sot;ir@o, deVendo ter
1 uma espeqsurrr compatível com o espriçarnento entre ar placas, de modo a
1
Buei ros
Aterro de saibro
(0,50m de espessura)
Figura 5.19 - Utiliz8çBo de bueiros para reduzir o pem do aterro
ESTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE EM PROFUNDIDADE 123
paraiitir o efeito de arco e evitar qiic as placa.; 5ircm quando forcn~ cnxrcrrn-
das. Brciiiis sugere uni nirnimo de 2 m de n l t u r ~ . relido qiic, p : ~ aterrm dp
nienor espc\sirrJ, der crn ser iisaritis ycritC.ateis !irir:( nieSEiiiriir siiir rr5islf?itci:1.
A pranulornrtris do aterro tanilitbm C iiripost;iritc nesta 5ciluqrío I. (Icvt' CI
mesnio 5cr constitirido por :ireia. pertre~iilhci c~u blocos de ~ 0 ~ 1 1 3 . Nn ca\tr CIC
?e utili7ar ar@, Bromr sugere n acinc:ici dc uritli c a r n s d ~ de pedra Iiritada
imediatamente acima das placas coni cerca de 1 rn de erpessura.
Por outro lado, as estacas pmximas ao p6 do aterra dever30 ser snali-
sadas levando-se eni conta o descquilibrio dos empuxos (p,, > pa2 ). A rlti-
lizaç5o de estacas ligeiramente inclinadas (Fi~ç. 5.22) pode ser uma soluçlo.
Figura 5.22 - Oispcnic30 dns estacas prórimas ao pP do talude
Figura 5.20 - Utilrtac3o de estacas e placm da concreto
Figura 5.21 - Eipacarn~nto entre placas
1P Exerciciri: Calcular a pressso horizontnl e os rnonirntos atuantes nas
I
estacas de concreto com 40 crn de dihrnctrn indicadas na fipura abaixn.
Admitir que o aterro tem extensk infinita no plano perpendicular i f i -
gura e o solo em que esta imcrso o bloco de coroarntrnto das estacas te-
nha condiqber de resistir ao esforqo horizo~ital M nrccrqiirici para maa-
ter o equilihrio de forcii~ ilo sentido horizontal.
SOIUÇU~ :
Inicialmente, verificaremos se a estaca é rigids ou fIexive1. Para
tanto precisnrnor estimar os valores do niódulo dc elasticidade e o coe-
ficiente de Poisson d ~ s diversas camadas envolvidas.
Argila mole:
I
* Camadas superior e inferior 3 argila mole I
E, 3 R, em que R, = k 4 SET.
admitindo-se que essas camadas sejam constituídas por areias
siltosxs K = 0.8 MPa.
+ Cnmnda superior
E, = 3 x 0,8 x 4 2 10 MPa
e Camada inferior
E, = 3 x 0,8 x 10 - 24 MPa
O coeficiente de Poisson seM admitido cotno a= 0.4
Para se verificar se $5 estacas sfio rigidas ou flexíveis, podem-se
usas or rn4ltodos de Otea ou de Ratton. Adotnndo o método de Oteo,
temor:
E, - c, = - 2 = 0,71 MPa
2{1 + a) 2(1 + 0.4)
f J ?O -- - - 7 H > 5 " estaca ftexivel
L - 2,47
Cálculu dos riiornmtus
P ) Mktodo de Tschebotarioff: n30 se npIica, pois a estaca 6 Elexivel.
6 ) Método de DeBeer-Wallays:
p, = Q,6= x 3 19 = 35,b kN/ma
q = ph.D = 35,b X O,4 2 14 kN/m
profundidade I,:
2 x 15+ (14 - 10).z,= 3 x 19 i.
z d = 6,75 m
S.z, = 33.75 > 20 m ndotndo 20 m.
em a relaçiio - = 8 c C, = 710 kPa (acima calculador)
L,
obtkm-se da Fig. 5.10
d ) Método de Ratton
4; 4 7
I ? camada: E, = 10 MPa :.i., = 1,86 rn
2i camada: E, 2 MPn .'. lO2 = 2,70 m
3f camada: E, = 24 MPa .'. P,, = 1,45 rn
2 20 3 11
1.8 2,7 1.45 I Fig. 5.18 : 1.5
ESTACAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE EM PROFUNDIDADE
Resumo:
hli.f~t!u hfn, ,, IAN.m)
-- - --
Twhebiitai iiifl N,io nplic,i
Uc Bcrr-Wallsyr ?tu7
Oiml 52
Rntton 107
2P Exercicio: Admitindo-sci que as estacas do exercicio anterior jj. esti-
vessem cravadas e armadas para resistir apenas ti um momento de
90 kN.rn, que soludo poderia ser adotada para o aterro, supondo-se
que o momento atuante fosse a media aritmctica dos trer momentos
I calculados?
Sofwção :
Momento atuante = 200 + 52 + 107 , 12, kNam
3
Coma o momento t proporcional ?I sobrecarga unlateral, parn dimi-
I nuir o mesmo deve-se diminuir essa sobrecarga na mesma proporçdo dos
momentos, quer seja criando-se vazios no mermo, como mostra a Fig. 5-19,
I quer seja criando-se uma sobrecarga (par exemplo, lançando-se peclrns de
maos) 5 frente do aterro, como se esquematiza na figura a seguir.
1 Arglla mole
Na primeira soIuçllo, tem de se criar um volume de vazios tnl que o pe-
so especifico resultante seja
ou seja, deve-se criar um volume de VRZ~OS de
l9 - 14*25 x 100 = 25% do volume do aterro
19
DIMENSIONAMEHTO DE F U N D A Ç ~ E ~ PROFUNDAS
Capitulo 6
N:i scciinda raliifio. admitindo- dc i ~ í i f j A 11 n,'~o 5t~prritbr a :
ou seja, a altura do lastro de pedra de m f o devc ser
[l]) Aoki, N . - Esfor~os Horizontais em Estacat de Pontes Provcnierrt~s
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iht. SOEI Around a Pite Foundnrion. IX ICSMFE, Tóquio, 1Q77.
ATRITO NEGATIVO
Quando urna estaca atravessa lima camada de sola compressivel, po-
dem ocorrer esforços adicionais na mesma (que n.70 constam do dewnho r10
engenheiro de estruturas), tziis como empuxos horizontais devido a cargas
unilaterais nessa camada de solo I j5 estudadas no Cap. 5 ) c atrito negativo,
que, no raso de estacas verticais, corresponde 8 um acr&scimo na carga
axial decorrente de um recalque da camnda compressivel (Fig. 6,131. Se a
estaca for inclinada, existiri tanibkm um esforço de flexfio decorrente derse
recnlque (Fig. 6 . lb),
%Carqa% provenientes - do ealrutura
Figura 6.1 - Esfbrcoi adicionais nas estacas drvido ao idensamento
de camadas cornprcs~ivef~
L
i O recalque da camada compressIve1 (e portanto, o atrito negativo) pe-
de ser devido a variar causas, entre elas se destacam:
a ) arnolgzirnento (perda de resistência) da cnrnílda compws~ivel provocado
pela cravnç5o das estacas como mostra a Fig. 6.2.
(a) Solo antes da crawa-
qdo das f i taca i
K- Atrito negativo
ida
(b) Regiao amolgadi a*
a crrvaclo das estacas
Figura 6.2 - Atrito negativo causado por amolgamente de camada carnprasaivel
b ) Reccralque da camada cornpmsslvel causado por uma sobrecarga devida
ao lançamento de um aterro, ao estoque de materiais ou outra causa,
como mostra a Fig. 6.3.
ecalques devido
a sobrecoroa de aterro
(a) Rmalquc do sala caso nlo
houuerrc mtacns
ATRITO NEGATIVO 131
1 Sidos uih-adetisndtis qiir recnlc;irii ptir cfcito do pirsti priiprlri
(r:le. 0.4),
NireF anfes do
cravacóo i d o s estoços Recolque
Reçalque devido
ao peso pnoprio
--------.-*
4 - - - - -----...--
m r n p i e i s i v e i . / 7
-/ -j,- ;- ;,y 72 -
. . -- 6 . + L # ' . " . - h
(i) Climadar em adcniamenta
devido ao pew pmprin
ivo
(b) As estacas lirnitrni o recrlquc
na rrci;lo ondr r í ih inrtaladaa
Figura 6 4 - Atrito neqativo ptovocsdo por solo subridrn3ado
(b) As rrtmrss liniitnrn n
malque na rt~ilo nndr
cst3n inxtalrdat
Figura. 8.3 - Airiio negativo devido a sobtecarga
Existem nindri outras causas do atrito negativa nas estacar, cntrc ~ 1 ; ~ s D
adensamcnto regional provoc;ido por uni rebaixamento peral do Icnqol fre:i-
[ice devido 3 operação de poços artesianos. Tan1bi.m podem ocorrer recul-
ques por carreamentos de particulns de solo provocadris pela perco1aqio da
hgua ou por ruptura de grande5 vazios (cavernas), que ocorrem. por rxciti-
plo, em solns caIcririos,
Neste capitulo, annlisaremos apenns; ns duns primeiras causai. visto que
as outras sAo de analise niais complexa e fogem ao nbjctivn deste livro.
6.2 - ATRITO NEGATIVO PROVOCADO POR AMOLGAMENTO
DA CAMADA COMPRESS~VEL
Quando urna c\taca E cravada através dc uma camada de a r ~ i l a niole
rubmerra tende a derlocar, lateralniente, partc dessa argila provocando
amolgamerito (perda de resirtcncia) da mesma. A rcgil\o aniol~ada rcsut-
tantc depende 4ali.m do diinietro da estaca e do proccrso dc cxecuqfio) da
sensibilidade da argila.
DIMEN5IONAMENTO DEFUNDACI)ES PROFUNDAS
t.) valor I1t1 atrito neg:itivri. iieste caro, C ieual an peso prtiprio da aryilu
, I ~ I I I . ~ I P , ~ ( I ; I tr~bci,u) l i . t c l ~ ~ r ~ ~ c i ; i ~~1 F I ~ . O . b ~ L J ~ C I I I -1 este11~1(1 dc\5t- ; l t l ~ ~ I L K I -
j i ~ r ~ ~ ? $ t > uni ; i \ * ? \ ~ ~ i t I I I L ! ~ ~ [ > ~ . o ! ~ t ~ ~ k $ t ~ ~ t l t ~ o . vi \ to íiuv ;~lg~irn+l\ q~r,pi!;i\ rr .~ iipt1-
I 6 t 3 1 ~ E .lpi[l,~tl~cti(e 11111;~ ~).irc?I,~ ~'(~nsiC)rr;ii't~l de sii;i rt.ii\ti.nuia ptiucus dia\
. t p ' í \ :i c~:i\,:tiiieni) (!:i "cic.itri/n~;iri", t;inibCrn dctiorni-
il.ido .:.i>l-?~p ), r'iiitio c ii Ca50 da% ~rgi1.35 d:l R:iixa~1~ 'I;~!iti\ta, que, .?pcç;ir dc
tercni tinia alta scnsibilidadc Iaproximadainen te 4), recuperam parte coari-
der5vel de sua resisttncis muito rapidamente. Por e ~ t s rx5o rias argilas da
baix;i(ia S:intista. n;io se çoilridera qualqiier parcela de atrito negativo dcvi-
do i cr3vaç;io das estacas ( I n5o ser que w tixccutcm aterros OU obras que
imponham cargas verticais na argila).
e que sofre
recolque
Figura 6.5 - Atrito neqativo provocado por amolyamenta da argila
6 .3 - ATRITO NEGATIVO PROVOCADO POR SOBRECCARGAS
Para visiialil.ar o mrcanisrno de dewnvolvimcrito do atrito negativo de-
vido a solirecar~as w r i usada a Fig. 6.b, na qiial se representa unta ertnça
quc atravessa um aterro e uinn calnada comprcssivel de espessura d a
A parcela de atrito negativo traiisniitida peloaterro depende da eco-
nietrin deste, nraq para iim dado est aqiieanientn n.lo pode ser ninior qiic o
peru da voliime de aterro (somada ;i sobrecarga) whre o planíi que coiiii.ni
o el;triqueaniento.
Na camada cornpre~sivel. o atrito negativo depende do deslocanrento
relativo entre ~st:ica e o solo cornpres~ivel. a1c~int;arindo. no nlhxinio. n ra-
[or correxpondentr :i rrsisti.ncia n3ii-drenada da caniada conipresrivel. SU-
ATRITO NEGATIVO
pondo iim caso IiipcitCtico cm qrie e m canind:i ciin~prrssivrl repnurc sobre
um cxtrato iiideflirniircl r iipreiente resisti-ncia ircrccntc çcini ;i prisfundi-
dade, d dirttitviiiyjin das tciiicit:: du :itz.ibti nL!:.i(hci ranihCrrl ,buiiiciit:i~.,'i ir?Kl
a prtiiiindidade, niiil;, depoif de imniíi w r t n prrifiiiididarir, ctimeçnri ;i dimi-
nuir. caindo para jero no topo da c:imndn irideformável loiide u deslrica-
mento re1;itivo solo-ertac:i C nulo),
Figura 6.8 - Mecanismo do atrito negativo
Como na gande maioria dos casos s. ponta das cstacas nfo atinge o ex-
trato indeíorm;lvel, haver5 um recnlque dc sua ponta e conseqiienternente o
ponto onde o atrito negativo é nulo se desloca para cima, obtendo-se, nn cn-
mada cornpresrivel, um certo trecho com atrito positivo (Fiç, 6 . k ) . A mu-
danqs do atrito lateral de negativo para positivo ocorre na profundidade
onde o recnlque da camada compressivel + i ~ i i a l ao recalqiie da estaca
(u, = w.3. A este ponto di-se o nome de prrtiio riei irm.
6.4 - METODOS PARA SE ESTIMAR O ATRITO NEGATIVO
6.4.1 - M&tod» Ç o ~ v ~ n c i n n a l
No caso de crtacar isoladas, a força devido ao atrito negativo pode ser
estimada por:
A N = U Z t t I . r ,
I em que:
I U = perimctro da estaca
I A 1 = trechos de solo com r l = constante
rr = adesao entrc a estaca e o solo. Para as argilas moles, este va-
lor pode ser adofado igual 3, coesao dessas argilas. Na fnlta
deste valor, ou quando a estaca atravessa aterros, rl, pode ser
adotiido igual, em modulo, ao atrito lateral fornecido pelos
mftodos de transferencia de carga citados nas rcferencias bi-
bliogificas do Cap. 1.
I No caso de o atrito negativo ser devido unicamente ao efeito de crava-
I c30 (arnolgarnento), seu valor nao dever5 exceder o pesa da volume de solo
amolgado, cuja extensSo depender5 da sensibilidade da argila e das caiac-
I teristifas das estacas. Entretanto, o valor do ntrito negativo, devido a esta
causa, poderi ser negligenciado quando a argiIn tiver uma rapida cicatriza-
ç30, como se comentou no item 6.2.
Se a argila n5o apresentar o fenômeno da cicatrizaç50, a regi80 amoI-
I gada que scri responsivel pelo atrito negativo 4 de dificil nvaliaçao. Alguns
estudiosos sugerem que seja considerada uma firea de um circulo com 1,s
rezes o dismetro da estaca enquanto outros propãern que essa extcnsao seja
de 30 a 50 crn em torno do diiirnetro a estaca.
6.4.2 - Método de De Beer & Walla,y~
O chlculo 6 feito separadãrncnte para o efeito da sobrecarga (que inclui
o aterro) e para o efeito da camada compressivel, respectivamente, AN, e
AN, :
A N = ANO + AN,
em que:
ATRITO NEGATIVO 135
Fi~ra '4, = - ( V ~ I C ~ I 3, I ~ ~ ~ ~ ~ ~ ~ J s f ~ , t ; ~ - ~
Ih tcrnio A, .)
D = di.imctrn da esf;icii
d = espessura da caniada cttmptersivel
k, tg rp = 11 - sen rp) tg cp = atrito solo-estaca
po = sobrecarga no topo da camadn comprc~sivel
y ' = peso especifico efetivo da camada carnprers'rvel
A profundidade z atC onde se deve considerar a rt~do do atrito negativo
G obtido n partir da Fie. 6.7,
Figura 6.7 - Cblculo da espmure que contribuiu no atrito negativo
Quando as estacas fazem parte dc iirn grupo, o procedimento é anilo-
go ao de estaca isolada, alterando-se npcnns o\ valores de A, e A para:
Ao = A, = u. b (cstncas internas ao bloco)
A o = A , = (a + 0,9 d ) (b + 0,9 d )
4
(estacas nns v6rdiccs do bloco)
I - e A"
AN, = A , y ' d i 1 -
n,D.d.k,.tq v 1
n d' A,= - , quando a estaca & isolada. No caso de estacas em grupo. Ao 6
calciilado como mostra a Fig. 6.8
(estacas de periferia da bloco)
(Para aplicac50, ver 1P e 20 Excrcicios.)
Figura 6.8 - Areas dc influencia para estacas em grupo
6.4.3 - MGtodo de Johnsort a Ka~artagh
O mktodo proposto por esses autores só se aplica ao caso de estacas iso-
lada$, Sus hipbtese bisica é que a carga proveniente da atrito negativo f
igual A que deveria ser aplicada peta estaca ao solo, no sentido de baixo pa-
rn cima, pnsa produ~.it na superf icie um secalque, em modula, igual ao que
a sobrecarga imporia ao solo, caso n5o existisw a estaca. (Fig. 6.9).
Camada
cornpr essível
1 iompres-4 'C/ da press6o lateral
Figura 6.9 - Hipotese de Johnwn e Kavanegh
Para se executar o ciilculo por este método, divide-se n camada com-
pressivel em n suhcnmndas de espessura constante e ndrnite-se que as pres-
sfies, de hnixo para cima. solicitem CFFZLI camadas formando um Ánpulo cp
ATRITO NEGATIVO
= 30U. O chlczilo i. fcito por tcntativns ,221 se obter iim valor de f,
(crtrga/ciimpraitiento de erincri) que si~tiifaçii ri i~iiaICl;~d~ de recalqiirs, cu-
rnn FC cxpÚ\ acinln. Par;( ertc c~lciilci, adiriiie-ce qiic f, varie linenrincnte
com a profundidade ati. $c anular nti fim da cnrnada ctirnprersiveli, como
niodra a Fig. 6.9.
~siim,conliecido 0 valor rcal dcfo, ciht6rn-se n carga proveniente do
atrito negativo por
0 5 passos de cdlculo referentes a este metoda silo apresentados no
4? Exercicio resolvido.
6.5 - PROCEDIMENTOS PARA SE TENTA R REDUZIR O
ATRITO NEGATIVO
Por ser â carga de atrito negativo um fritor que encarece o estaquea-
mento, hii sempre interesse em se utilizar procedimentos que, mesmo que
nno o eliminem totalmente, pelo menos o diminuam. Os procedimentos ci-
tados na bibliografia sobre o assunto sfia:
al Pré-carregamento da camada comptersfvel antes da instalaçso das esta-
cas. Esse método entretanto s~ pode ser empregado quando o cronograma
da obra o permite, visto que este ps6-carregamento deve ser mantido du-
rante um certo tempo ate que se processem os recalques preestabeleci-
dos. Por outro lado, os custos envolvidos podem ser de tal ordem que,
mesmo levando-se em conta uma carga adicional no estrquenmento dc-
vida mio atrito negativo, ainda assim este serri mais vnntajoui.
h ) Eliminrção do contato direto do solo com n estaca, instalando-se as es-
tacas apth a cravaç30 de tubo5 de maior di5rnetr0, limpando-se o solo
dentro dos mesrnor e instalando-se eis edacas R seguir. Este procedimen-
to nilo pode ser usado quando, alkm das cargas verticais, a t u m cargas
horizontais.
c) Pintura da ruperficie externa da estaca com urna mistura beturninosa
especial. Esta pintura, porém, deve ser feita com uma tPcnica que ga-
ranta uma espessura rninirnti de betume que nfio seja removida durante
a crnvaq8o peIo atrito com o solo. Na revista Grnirnd Erigincrrirog de no-
vembro de 1971 550 apresentadas algumas crrnçteristicns desse betume:
pcnetraçiio a 25°C de 35 n 70 com indiee de penetrnç50 + 20 c ponto de
amolecimento (R & B) entre 57 e 63. O betume deve ser aplicado ate se
obter uma iuperficie uniforme em volta da estaca com espessura mini-
ma de 1 cm. Para se garantir uma adercncin eficaz, o mesmo deve ser
ATRITO NEGATIVO a39
d) Instrilrir as ~stacas de inodo qiie puao
atrito latem1 onde existe atrito positivo (ver Fig.6.103
p (caw mamima que pode I ser aplicada h ataca)
PP
Flg, 6.f O - Carga admiss.lvel quando existe atrito negativo.
1 1 1 1 1 - I 1 1 1 NA n ) MGtodo convencional
PL(-) = n x 0,4 x 18 x 15 339 kN
compres- 18;l;:., 1
ko tg V = (1 - sen (p3 tg cp = (1 - sen 10°) tg 10° 2 0,lS
n .D.d.k,,tg cp
2 0,0134 adotado 0,015
Ao
1 - r-O 0"
AN,= 64% (14 - 10) x 18(1 - ) = 136
0,06
AN, = 76 + 136 = 212 kN
profundidade rnííxirnn até onde atua o atrito negativo
r = 0,2 *:64/0,4 = 32 m > I8 m e, portanto, toda carnada.cornprcs-
sivcl contribuir; para a atrito negativo.
7 40 UIMENC,IONAMENTD DE FUNDACÕES PROFUNDAS ATAtTO NEGATIVO 147
i n F.rr,ri+irio: Ccilculnr 3 carga devido 30 atrito negativo atu:inte nnr estacas
dc 25 ciri d~ riiinietro iiolid~rifad:i\ por um bloco. O espaçarn~iito cn+
t i e ;i% e\t;ic:i\ i. de 1 ni tios ririi.; S P ~ I ~ ~ ~ O S e 35 nwsnl;l$ iitravrsrani i1111.l
cariindn çrirnprcrsivrl de 10 rn tlc rrpe\nirri. çobrc .i qual seri lançado
urii .itcrrii dc 2 iii de altura, coni pcsn crpecifico dc 1H kN/rnE.
Adcitar par9 a camada rnmpressivel os rncsnios parirnetro~ peo-
ti.cnicos do exercício anterior.
a ) Estacas do interior do bloco
B ) Estacas do vertice
Ao = A, =
(1 + 0,9 1013
4
= 25 m2
C ) Estacas da periferia
AN, = 5 36 (1 - ~ - 0 , " ~ ) = 37.8 kN
1 - r - 0 , 2 3 L
AN, = S x 4 x l O ( 1 - ) = 21,8 kN
0,236
30 Exrrcício: Cnkulax o atrito ncgstivo atuante numa estaca de 50 crn de
diárnetro causado pelo lanqaincnto de iim aterro imediatamente nphs a
cravaçilo da cstaca, como indica a figura. Usar o mitodo de Johnron e
Kavanagh.
Dados
Aterro: h = 4 rn
= IR kN/mJ
142 DIMEiMSIONAMENf 0 DE F W N D A Ç ~ E S PAOFUNDAS
1P Posso : Cálculo do recalque, por adensarnento, devido ao lançamento
do aterro, case não houvesse a estaca:
log r = 8 - 72 )= 0,3083 rn
1 + 1,9 40
2: PRJSO: CiIculo dn parcela de atrito ícarea por unidade de comprinieii-
to) a lima dada profundidade x contada do topo da ciiniada compressi-
vel, em f u n ~ 6 o do valor de fo ntuantc ncsse topo e dmrescendo linear-
nlente atr zero no final da csniada rornprcssivel. conio niostra a figura
acima.
ATRITO NEGATiVO 143
Dividindo-se a camada compressivel eni E0 sii'hcnn~ridns dr rspes-
siira crinstnnte. t e m - ~ e :
Forca total devido a uma subcamada
Admitindo-se que a força total F, de cada subcamada solicite o
sola formando um ingulo cp = 30°, então a vnrinçfio media de pressa0
A p , na profundidade x causada pela forqa F,, seri:
em que
R = D/2 6 Q raio da estacn
Comox = i . A x - Ax/2 = (2i - 1) Ax/Z, em que i 6 o número
da subcamada em estudo. entào:
Pressiio efetiva inicial devido d camada compressivel, acima da
profundidade x.
Rvc;ilquc da caniada crimpr~~sivel dcvido 3 força F, qindo na
\ubcaiiiadn da profundidade x.
em que r i & o recalquc da camada compressiwel devido A força de atrito
na sabcwmada i .
Substituindo-se os valores de Ar, C,, e,, p , e A p , ficaremos com
a expresráo de r; expressa apenas em funçiio de i e f o . Assim. o proble-
ma fica resumido a se arbitrar valores para f o at& que a soma das par-
celas r , , fuendo-se i = 1, 2, . , . . . 10, seja igual ao recdque r calculado
no I? Passo.
Para cste cllculo, foi elaborada a tabela a seguir.
45 kN/m (vnlor intermedioirio entre 40 e 50 kNJm)
A força total de atrito negativo ser& entho:
d pL(-) = f o - = 4 5 x -- - 180kN
2 2
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ESTIMATIVA DE RECALOUES 147
Capitulo 7
ESTIMATIVA DE RECALQUES
Este ainda 6 um dos cilculos mais complexos no dimensianarnento de
uma fundnçao profunda, ratáo pele qual existem poucos trabalhos escritos
sobre o assunto. Uma tentativa feita peIo autor na scntido de tornar esse
chlculo simples nio me parece hoje que seja o melhor caminho para resolver
Q problema, pois atualrnente a utilizaqito de microcornputadotes como fer-
ramentas corriqueiras de trabalho torna artigos como o apresentado por
Aoki e h p e s mais atrativos. Assim, neste capitulo apresentaremos o msu-
mo desse mftode e uma listagern em BASIC pnra o rnicrocornputador MSX,
que poderi facilmente ser adaptado para outros microcornput~dol.es.
7.2 - METODO PROPOSTO POR AOKI E LOPES
Este metodo utiliza as equaçks de Mindlin, padm reescritas de tal
modo a permitir uma integracio nurnksica. ~mbora os autores tenham de-
senvolvido essas equaçòes para as estacas circulares e retanplares, neste
capitulo abordatemos apenris o caso das circulares.
A posiçge da estaca é definida pelas coordenadas do ponto A(x A .
z A ) do centro da ponta da mesma e pelos raios da ponta e do Iuste, respec-
tivamente, Rb e R, IFig. 7.1).
A Area da ponta da estaca é dividida em nl n z suháreas IFig. 7. Ia),
onde n é o niirnero de divisões da circunferéncia e n Z, a niimero de divisães
do saio Rh. A carga em cada uma dessas subiireas seri:
eni que Ph é n carga total atuante na ponta da estaca.
A carga Pi,, estari aplicada no ponto I,,. centro dc grai idade da siihi-
rea. ciija profiindidade ser;
E = Z A
i C j s8o varihveis (contadares) que indicam a posiçdo dn subirea.
Figura 7.1 - Dados gmmttricm da ponte da estaca
Outras grandezns geomktricas pnra a npliçriçilo das equiiçbes de Min-
dlin, 530 as coordenadas das pontos A I j i definido acima) e B, onde s~ pre-
tende calculnr o recalque.
em que
r * = [ (XA- XBIZ + ( Y A - YA)z]l'l
- 2 sen 8 R,
Q r., -
3 8 G
ar = arc tg
YA - y,
ESTIMATIVA DE RECALQUES
Qu~nto i carga Iateral total P, , a nlerrnri é suhtlividida em viria\ far.
çar P,,, aplicadas rio printci I , rituadti na profiindirladec,(Fig, 7.21.
, A circunicrcrici:~ tlri fii5te (Ir riiici R, c siibdivididn em ril p:irrcs iguais c
0 trecho do firlte ctitre ;i\ pnifiiiididadcs D, e Li, subdividido em r $ , partes
igunir. Sriidn i e k a\ v,sri;ivei\ quc indicam a loçaç.;lo dri pontii I,,, dn super-
ficie do fiiste, pede-se escrever:
.rR = X R - X A - H,arimrtrii\,tainbeiti
i i t i 1 ~ 0 1 1 t o B. d c ~ i J o \ .i c.nr?r,i dri f~istc. P, ,.
P;ir;i \r c;rlciilar (i rec:llqtie tntal t i l dii tripri da cit;icn. ti:i%t:i cícolhcr (i
ponio B 110 pk da ITICFTFI~ C 5~7111ar nn valor d t (1; o recalqnc elisticn do ftiste
" 5 , hmc fia lei de Hricikç.
Para o cilculo de UI,, traça-se o dia~rania de esforço nornial da estnca
dado por N,,, = P - PL,,,. Assim, tem-se:
Por exemplo, para o caso indicado na F ~ R . 7.4, o valor de w, seri:
Figura 7.4 - Recalque elbstim do fuste
A partir das equaçks acima, foi elaborado o programa em BASIC pa-
t a O microcornputadcir MSX transcrito a seguir. Este programa e o primeiro
exercício forani desenvolvidos pelo autor a partir de apontamentos cedidos
pelo engenheiro Nelson Aoki.
Os dados para entrada no programa do:
Raio do fuste da cstaca C
Raio da ponta da estnca C
Numero de subdivisòes da base n,
n>
Carga na ponta
Coordenadas da ponta da estaca C: X
Y
z
Numere de pontos onde se deseja calcular o rccalque
Coordenadas dos pontos C2: X
Y
Z
Número de camadas do ãoIa
Profundidades das camadas do solo
MOdulo de Young
Coeficiente de Poisson
Número de estacas C1
Nijmero de trapkios de cnda estaca C P@ (C-8)
Número de: subdivisdes dos trapézios P (c,9)
ESTIMATIVA DE RECALOUES
LISTACEM DO PROGRAMA
, 7
190 M X T Y
2f~s) IHFUT "FPmlo do f~rste 'crni"rF'6 i C i
2 1 0 INPUT "Pnio d i t a s i ( c a ) " l f i : c )
::#:i F t r ( C . l ? = l
'"0 FPIt4T:FSIHf'No. da dlv150es d a bmce"
?4l:i lNF'UT ''Fil''6 F ~ ~ C I z >
Z 1 : i THFLIT "H?"JP 'OIC .T i
i b 8 3 INFUT " C ò r , * na o m t a (I-ii) "EF'4'qlC, 4 '
278:~ F F I W T "Coorderiadas da rnnka"
te#:* IFIF'UT " Y l c n j " i P r b ! C , ? )
Yi:i INPUT " Y l c q j " : F " i l C i L I
'rii'l . . . INFUT " Z ( ~ m l " b F t i l C . 71
Yin NEYT C
320 CL5: TUFUf " H o . ~ o n t ~ s onde se cur r r e c a l s ~ i e " l C 2
3TCi Ç3A J3I T O C?
7 4 0 ÇLs:~F i iuT"Cowdmidae do ponto Nr*." IJ
750 W I H T
ZLO I H F U T * Y ( r . n t " l P i t J i l l
:7~i INPUT " Y ( c m > " i P i í J ~ : )
Xi:i INPUf " Z l c m l "i 2 9
:V0 1 F ZP.: THEN 4 1 0
I r r i ' * 19 - .O01
410 F'1 l J i ' ) = t V
*:ri NEXT J
47r4 Çt5: I N W T u k . d r i ramadas da terreno* =4";ll
',?,-i P-i=r@F (X"3+Y'?)
&'Ir# I F Y, ?O THEN 6'3
4 1 0 A 2 ' 0
A?.:{ F ~ I T U .'.w
C.. J-;J+I
bB" Fii=4l+iJr%GiE1,11-lJ-lI*~PRiJ-l1 I
h'ii'i 1 = 1 -i 1
78-il:* Pt =n. [ Z . 1-1 1
714.) k = Y í ,- = - ; I -IIEfl 11'141?
7'7') f F 3 :F'c) (C. . i l tkfEt. ',7.:
Wri'i F 9 = ?
ein N=P~IIC. 71
?2 ' i FOP I'?=! T 3 r:rFo:iICiCl I
e:.:> F l t r ,k '7 j=Ff iC,k :/ t4
C4Cl NEPT 1'7
C-.,:) FI?P 14-i TO FSiIC,:\
iFI i7 C:l=2.7. l * t b ~ H d I4
C70 X ? = V - F ' I 1 C l WSIN1Pl..R:I
REii Y'=Y*HI ( C i * C O 5 i D t - A f )
D P i I hlaSUR(Ri) ' ,C+EI 1CIC3-?*Ti,?*Rl IÇ)*CBc4Fi l i
-,-i,:* FOF k,z=ri TO (PCI(C,R)-I)
910 FOR K1-1 T3 P i > w) : * i + s P ? t C > rPI
I (~i-bo.4 pr>cljp I 1 40%
t l : I lO N I Y T V 1
lC4:::) t CHy
1:'7~- I-IEwT 1 9
I + i d l (,?\
1::I'i-i NEYT 15
lf:Jc'-! N r :W1IIIIiW:.~T-)
1 1 1 0 N E l T I f
l l Z : > F F I W T : FNFUTYFUFP !rFrEr;na E W F6WL l T l i l i a a ; Ir
I l T C i 1F IC=" I_ Ih i T14Cfl i?!-> ELTE lf!?(i
1 4 4i-L RFPI "AI1-IINA Dri H I t : r L I*l
1 l Y i 3 FOR R t = 2 T t i W ? i
1 LC,Fi I F F'1
l l g ' > T I *( I / t 5 a 7 , I t l b m ( 1 - 1 1 , ? Q ) > I
121i1 .13=0
1:":' F[K ].=I' Te I ' e l
12rla-i I F T i C ) = Z - TH7ld l.?r-:i -w:
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17-0 W?c(f.*)il I?l+li '?i
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i - cr i V { C I = I { - I ) .32 , iw . , t v i / ~ i + , ~ p ) r r . r - - # ) - i i $ C - t - i ? P " ' ) i
1'7'1 . J?=ù?+i
i 7 B l I Ã L = V ( L ) + V ( L - L )
l 'v ' i NEVT L
148,ji If- h* , b rrlFn 1d''ab
l e l b r CIC=ri
14:,i 1 G F C a - i THCM 147 '1
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148fi a I I T K
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iC2ci LTPINT C H W I : ~ ~ ~ n8eqai
15-n LFRINT CHRtr 14: r
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1:'tl CPhlt4T:LFFIHf Ti:Rt?i > -oAcn: L € TEFr'EI O ( = m i l W'criL "
ITJCi LFSIHT fRBl:O) 'Frnf . Mod. Ycnun5 ~ - ~ P + . t o ~ ~ ! ? r ' '
1'7'+ FUP 1-1 TO NO
1:[30* LTFII$- T ~ E I=~,)LTI'+C ' M W H R 4 E # * # ~ P ~ . Q ~ " ; ~ ~ I * I I I T ~ l r i i i i T 1411 P # qWIR. UM WUqWRW I t W . l P *I#. k*"
; ~ l P ~ l I , ~ ~ ; P O l W l l ! > l W l (1:) b b i ? ..
kN - Om6 r 20 = 6,Rfj M N / ~ ' . . . --I-,.~> ;J;; L.; r e-- a - ; 8 . L-.- ., ..-
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Yargns, M. - Analise do Çomportamenta de Estacas Verticais Tsda-
das - SEFE - S . Paulo, 1985, publicaç30 da ABMS.
Todos os exercicios deste livro foram elaborados usando o Sistema In-
ternacional de Medidas (SI) que adota como unidades fundamentais o me-
tra (m), o Newton IN) e o segundo Is).
Os miiltiplos e submiiltiplos têm para simbolos os indicados na tabela
abaixo.
Entre e sistema internacional (SI) e o Sistema Prbtico (MKS), cujas
unidades fundamentais sAo o metro (m), quilogramaforça Ikgf) e o segundo
(5) existe a carrelacdo bhsica:
1 kgf = 9,806 N 2 10 N
Para aquejes que aiiida 1150 estio fnrn~liarizaclui coni o Sirteiria Inter.
n:icioiiril. :irrc\cnt ri -se :i CC'CUIF 11111.1 t.lbrI:i de cbin%cr\;io de unidader,
incluindo ws i~nidacles Iriplefa\, poii niuito\ rlui rirti$cisubsti-
tuir "kip". (') para substituir "ft" e ("1 para substituir "in",
1 - UNIDADES DE COMPRIMENTO
Pnir
converter
(11
1.1. Polegada (in) ou ("1 P$ ( f t )
Jirdn íyd)
Mitimetro tmm)
Centímetro Icni)
Mciro (nii
188 DIMENSIONAMEMTO DE FUNDACOES PROFUNDAS APÉNDICE A
3 - UNIDADES DE VOLUME
Polegada (in)
Jarda (yd)
Milinittro (mm)
Ccntirnetro (cm)
Metro (m)
Multiplicar
Por
19
3,1, polegada cúbica (in') pC cUbico (ft')
centirnetro &bico (crn')
mctro cúbico (m8) 1.3. milha [mi) polegada (in)
pk Ift)
jarda lyd)
centímetro (cm)
metro, (m)
3,2. p6 ciibfco Ift'} polegada cúbica (En'}
centimctro cúbico (cmJ)
metro cúbico (m')
1.4. rnillmetro (mm) polegada (in)
pt ltt3
jatda (yd)
3.3. ccntfmetm ciibico (mJ) polcgad* ctihica (hJ)
pb ciibim (ft')
3.4. metro cúbico (mg) polegada clbica (hy)
pt. cúbico (ft') 1.5. c e n t h t t m (em)
I ,h, melro (m)
polegada (in)
pi ( f t )
jarda (yd)
4 - UNIDADE DE FORCA
polegada (in)
pC (ft)
jarda (yd}
4,l, libra (pound) (lb] quilolibra (kip)
grama -forca (gf)
qui logama-forp (kgf)
tonelada -forca (tf)
Newtnn (N)
quilonewton kN)
2.1. polegada quadrada (inE) p t quadrado (ft l)
centimttro quadrado (cml)
mctro quadrado (ml] 4.2. Quilolibra (kip) libra (lb)
quilograma +forca (kgl)
tonelada forca l tf)
Newton (N)
Quilnnewion (kN)
2.2. pt quadrado Ift') poIcgada quadrada (in2]
centímetro quadrados (cm')
metro quadrados (m'}
2.3. centlmetro quadrado polegada quadrada ( inl)
(cm') pk quadrado (ltz)
4.3. Quilograma -forca (Kgf) libra (lb)
Quilolibra (Kip)
Newton (N)
Quiloncwton (kN)
Me~antwton (MN)
2.4. metro quadrado (ma) polegada quadrada (inl) 1,550
pé quadrado ( f t ' ) 10.764
DIMENSIONAMENT DE FUNDhÇoES PROFUNDAS
Par a
converter
111
5.5. Atmosfera latm) libra /pcil. quaii. I p ~ i )
lilira /pi. qiiad. tpsf)
grama/crn quad. (gI/crn')
quilogrnmaJcm guad .
(Kgf /crn2)
quilograma/rn .quad. (Kg/mZ)
tonelada/m quad. ItfJnil 1
quilopascal ( KPa = KN/mz 1
meprpircal ( M P ~ = M N J ~ ' )
4.4. Tonelada forca (tf) libra ílb)
quilolibra rbip)
Newton IN)
QuiIonewton (kN)
Meganrwton IMN)
b - UNPDADES DE PESOS ESPEC~F'ICOS (Vilido tambtm para a constante
do coeficiente de resçlo
5.1. librn /pol, quadrada (psi) libra /pe3 (psf)
quilograma /cmz (kgf/cma)
tonelada /ma (tfl')
quilopascal (KPa = kN/' )
megapiscal (MPa = MN/m '3
6.1. libra /pol. cub. Ipci) Iibra /pC cub. (pcI) 1728 '
grama /cm ctib. ígf/cm3) 27.68
quilograma /m. cub.
(Kgf/ms) 27680
tonelida /ma cub. (tfJml) 27 -68
quilonewton/m. cub.
(KN/mJ ) 276.8
meganewton/m cub.
IMNf rnx 1 0.2768
5.2. librr/p$ quad. (psf) libra/polz (psi)
quilograma /cmZ (kgf /cmz)
tonelada /mVtf/mz)
quilopasta1 (KPc = KNIma 1
megapascal (MPa = MN/ma ) 6,2. libra /pt cub. (pcf) libra !pol. cub. (pci) 0,00058
grarna/cm cub . (gf /cmJ 3 0.016
quilogamalm cub. (Kgf/m3) 16.02
tonelada/m. cub. (tf/rnl) 0.016
quilonewtanSm. cub.
IKNJrnJ) 0,16
rneganewton/rn. cúb.
(MN/m3) 0,00016
5.3. Quilograma {crn quad. libra /pol. quad. ípsi)
(KgI/cma) libra Jpe quad. (psf)
toneladoi/m quad. (tflrn23
quilopaxcal (KPa = KN/ml)
quilonewton/cm. quad
( KN/crn2 3
megapascal (MPa =MN/ma 1
6.3, quilograma/cm ciibico tonelada/m ciib. (tftm') 1000
(kg/cml ) quilonewton/m clib. (kN/m31 0.01
rneganewton/m. cub.
(MN/ml l E0
5.4. Tonelada /rn.quiid.
Ir l /mL)
l ibra /p~ quad. (psI)
NOTA: Para se converter as unidades da coluna (2) nas unidades da roluni ( 1 )
basta substituir a fraw da coluna (3) por "Dividir por''. usando-se as me$-
mos fatores,
quilonewton/cm quad.
(KN/cmal
megapascil (MPa = MN!ml 1da flarnbagsm L,
I
t
DIMENSIONAMENTD DE FUNDACOES PROFUNDAS 4 I DIMENSIONAMENTO ESTRlJTIJRAL
\
I
Conhecidri 0 valor do c~inipriiiiento de flambagern L,,, o cilculo pi feito I
de acordo çoni ii iteiii 4.1.1.3 da NBR bl lH. oti sega, calciila-sc o indice dc
4
rrbeltec diidi, plir:
L , / I A = - I
i
I em que i = m. sendo I o momento de inkrrin da scqão da estaca e A. s I i
I irea de sua seqjo transversal, 1 Se A á 40. o cilculo é feito pela processo simplificado, como jd se ex-
pôs acima.
Para 40 200.
Para o dirnensionarnento i f !exila composta usam-sc os ábacos existen-
I
tcs, por exemplo, nos Eivm de Hei1 ou de MMooya (reis. 12 e 13). Para o
caso de seçfhs circulares maciçns, podcm ser urados os hbacos dar Figs. 1.2
ii 1 .S, extraídas dos apontamentos de nulas do professor b b o 8. Carneiro.
(Para aplicaçao, ver 3? Exercício.)
a.oo O,IO aKi 9 W 4 4 0 O,=
I
m
4
Figura 1.2
1
DIMENSIONAMENTQ DE FUNDAÇ~ES PROFUNDAS i 0IMENSIE)MAMEFlf O ESf RVTUAAL 7
CA-SOB
% f i f l # 5
C A - S O B
domb'490,
Figura 1.3 1 Figura 1.4
F
m
Figura 1.5
CA- SOB
4#b'-q*5
d & n t t d
OIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL
Para cjte c;iio. a est:iça r e r i acmpre ;iriiiadn. rciidci ;i rcçfin dri arrriit-
dura condicionada pela abcrtiira rn[txirn~ permitida para 3s i i r ~ u r n i .
Çrimti ~eralaiciite 3 tima d e t ~ 3 :irmadiir;i nas estacar 6 rcdiizíd;i. pudc-
se usar a f i isrni i l~ siiiiplificada do itrm 4.2.2 da NBR bllH:
em que:
ei I+ o digrnetro, em mm, das barras tracionadrts
n, é o coeficiente de adertncia, nunca superior s 1,8
E, t o miidulo de elasticidade do aço, ou seja, 210.000 MPa
a, a tensao mhxima atuante no aço tracicinado para garantir n
abertura prefixada das fisruras
fik é a resistincia cnracteiística do concreto A traçao, ou seja,
f t k = - para fek 18 MPa
os valores de o slo:
1 pnrn estacas nno protegidas em meio agressive (fisruras at4 0,l rnm)
2 para estacas nAo protegidasem meio nfio-agressivo (fisuras ate O , 2 minl
3 pxsn estacas protegidas Ibiqsuras até 0,3 mm)
Uma aplicriçllo pode ser virta no 49 Exercicio,
1.4 - DZMENSIONA MEhTO NA FLEXÃO
SIMPLES E COMPOSTA
A flexiío numa estaca pode ser decorrente de esforços devido ao manu-
seio e ao transporte (caso de esticns pré-rnoldndas) ou da própria estrutura.
Se a estaca for de SCÇBO circular, o r6lculo é feito usando-se os aibacos
de flexio composta jli citados. Se a estaca é de seca0 quadrada ou, retangu-
lar, usam-se as tabelas de vigas existentes nos livros que tratam do dimen-
sionamento de vigns retangulnues, como, por exemplo. a Tnb. 1.2. Cabe
ressaltar que 9i armadura de flexão n30 deverb ser inferior a 0,1S?0 A.
Um aspcrcta iniportante no dimcnsionamcnto desíe tipo de sn1icitaç;io Para a obtrnv:io tios valeire p e f l ' . usani-ie a\ Tali \ . 1 55 a I bl e para o!)-
refere-$e ao cortrttitr. Sc a cstaca 6 de secio qiiadr~idri ou rctancul;ir, esse ! tcnt,,Io de h T,ib\. 1 79 c 1 R 1 dai reft.rt.nici~ Iii!>liocrt:iiicki 1 3 .
dimcnsicinniiietltir nfici trni ni;iicircr rliliciilrl;ide% e 6 friici \cpiti i ir lo-~c n prc\-
rsito n3 NBK hZlH, r~r r scln: * c . ~ ! c ~ ~ l ; ~ . ~ c 0 = /i' - li!?
em que V d = yf V, sendo V o cortante na seçao considerada.
A 3eq5o dn armadura, em cm3Jrn, quando se usam estribos de doir ra-
mos, 6 dada por
em que T$ = 1,15 - r ,
sendo V, = 0.07 para taxa de armadura igual ou inferior a O,l% e
0,14 para taxa de armadura igual ou superior ã 1 , 5 k , interpolan-
do-se linearmente entre esses dois valores.
Na Tab. 1.3 apresenta-se o valor de A, em cm2/m para os estribas de
dois ramos em funçilo do diimetro dos mesmos. A armadura mínima de
cortante e dada por A, ;, = 0,14R b,, . Como a Tab. 1.3 foi elaborada para
s = 1 rn. ou seja. 100 cm, a arniadura mínima, por metro de estaca seri en-
t5o A, = 0,14 bw, em que bw 6 exprerro em cm. (Para apIica~àa. ver 50
Exercício.)
Quando a estaca e de seç5o circular, ndo existe um roteiro preestabele-
cido na norrnn para esse ciilculo, O cilcuIo proposto a seguir é aproximado
e foi cxpostn ao autor pelo professor iauro Modesto dos Santos. conforme
se segue:
E calcula-se a tensao T,~,, =
Y f ' v
, em flue a é o lado do quadrado
u2
inscrito ã seçao circular dn estaca.
proctira-se, por tentativas, a posiçfio da linha neutra. Para este cilculo
podcm-sc usar os programas apresentados no iteni 1.5 ou ar tabelar do ti-
vro do professor h u r o Modesto (ref. l 11.Para o uso destas tabelas. imp*-
se uni valor para I?,. e cibtentio-se os valores de 0 . f i r K corscspondcirtes.
finalriiente. calciila-se a porcentqern dr harras tracieiindas çonfr,rnir e\-
quenin e cilciiIo~ abaixo:
X = p,d
porcentagem1 de armadura trncionada
360° - 20
4? = . ri
3m0
em que in 6 o número tatal de barras
longitudinais existente5 na estacri.
conhecida a porcentagem Q . o ciilculo E nnfiloyo :io cxpoptci para wqdo
retanp,ulnr. rrn que se caIculani os valores de tc, ~~e r,, r confornie j i es-
porto acima. (Para aplicaqAo, ver 6? Exertitin. )
1.5 - PROGRAiZfAS PARA FLEXÃO SIA4PLES E CO.hIPOSTA
(s~cAo CIRCULAR CHEIA OU VAZADA)
0 s proyramas ~prcserttados a segiiir foram de~envolridos para o mi-
crocompiitador MSX. a partir das f~rri i i i las existentes na referFncia tiiblio-
rif fica 17.
O progarna de flclxiio composta fnrnccc os pares dc valores M e N w -
ristidos por iima secari circular (cheia oii vazada 1. arntada coni iiiiia dada
s t ~ . 5 0 de-aC'o. ;1 medida que sc varia ri pnsic;ia da linlia tieiitrn. Tantn 3 pwi-
çllo inicial da linha ncutra como seus iiicrcirieiitas est;io referidos ao 1-310 da
scç.io.
Or dados pnra entrada tio proyrania siia:
posiç3o inicial da Iinha nciitra (X/R) I(
irtcrcmcntos na posivrla da linha neutra (.Y/R) XI
n? de divirõer da scy3o da arniadura E
rcsistCnria tarscterírtica do concreto F
re~istençia c;iracterfrtiça do avo F 1
DIMEN~IONAMENTO DE FUNDAC6ES PROFUNDAS DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL
iii>cficirnte dc miniis:içLia dii cnncretn
coeiiçietitc de mintir:ic;rio do 3 ~ 0
cncficienté de rn.ipni4,iq;iri da\ i..ire;ir
dir2rnctrn externo dn peca
c\pe\cura rlc c ~ i ~ l c r c t i i
cr~l~ririirnto de nrrn;idura
irea de g o
- R i c - Rcc
t PO AI = (~2'2-~/(~1*!4'2)i".5
1'W B - i R1 =-(R+ U2)*7,?7 5!=:*P11F
zcn REM - - - - - - - - - - PRQÇFSSAMENT(I -.--------
2 10 I I- A 1 ' - X I'HFN COTO ?.I()
??O IF I =.Y THEN GOTO 2-W
1.10 El -2.X ' (X-tt/?) GOTO ?h0
2.10 EI=lO*X/( l+D2-X) ,GOTO lia
250Et-3.5
ZhOFORJ=I TOE
27CI K1=(82+ SIN(B4)-SIN(B2f 84))/2
280 K~=(s !M((Rz$ 84)/2)'3-~1~(84/2i3)*21(3*~1)
290 04=84+ B2
300 A1(2)= Al:bk(3)=D2:A1(4)=Dl:AI(S)=B:G=4
310FOR I = 2 T O S
320 IF X=O THEN tET X = . W 1
330 85=El*[I +(AI(I)*KZ-I) /X)
340 IF 2> = G THEN GOTO J00
350 EF F1 = BS THEN COTO 390
I
I I 370 K3=2.1 'R5.COTO 450
O programa de DexSo simples tem a mesma configuraçh e dndof de I ,iW K3=2.1*Fl,GOTO 450 entrada de programa anterior. I 340 K3=-2.l*I-'I GOTO 433
Basicamente E o mesmo programa, porém adaptado para procurar a I
posiçolo da linha neutra que conduira a uma carga N2 O . Neste instante o
iKK) 1F 0, = B5 THEN GOTO 430
programa fornece nr valores de h4 e X correipondentes. I 410 IF Z*: B5 'I'HEN GOTO 440
h 42Q K.7= B ~ - B ~ - ~ / ~ : G O T O 450
1 . S . 1 - Li .r lapn rrn BASLC do prtlgruma d~ JluxtTii cnrnposto
I 4M A3(I) = K l*K.?*K2+A3(1):C =C+l I
IOREM = = = SLEXAOCOMPOSTA: SE~AOClRCULARCHF1AOIiVAZADA ===
20 DIM A1(5).A2(5).A3(5) 470 NEXT 1
30 PI=3.1416 1 4e0 NEXT J I
I 4W A2(5)=F*h2(5).A2(4)=F1A2(4): A3íS)=PM(S):A3(4)=FCA3(4) MINPUT "X/R INICIAL =":x
=":X I 1
50 INPUT "INCREMENTO EM X / R I iOOFORI=ZTOS
M INPUT "NO. DE DIYISOES =.';E t
I
510 AZ(I)= h2(I)*bl(l) -2
520 A.l(l)=A3(I)*AI(I) -3
1
70 INPIIT"FCK IMN m2i =":$
WINPUT "FYK 4MN;m2) =".Ft I 530 NEXT I
I
I
40 INPUT "COEF MINORACAO CONC. = ":F'J S4Q N =IA2(5)-A2[4)+ A2(3)+A2(2)) *R '~J I . 1 * ~ 4 3
=":FJ I 550 M = (~3(5)-&3(4)+ A~(~)-A.~(?I)*R-~/(F~*Io) I
1IW) INPUT "COEF. MINORACAO ACO
110 INPLIT "COEF. MAIOHACAO CARGA = ":F4
120 F=F*.85/tF2*100) F1 =FI/tF3*2tO)
I30INPUT"DIAMETRO FKTERNO (cm) =":I3
I4íiINPUT "ESPESSURA PAREDE Icm) =".E1
i.WiNPUTm'CQBRIMENTO (cm i = ";C
1M R = D I 2 . D 1 = I A - E I ) I R : I ) E = I R - C ) / R
170INPUT "AREA DE ACO (çm21 =":A
560 PRIHT " -..---.--...-..--. 2 I
570 PRINT "X = ":XLR:" (cm)"
5AO PRINT "N = ";N;" (KN)" I
590 PRINT "M = ":M:" IKN.ni)" I
MKlX=X+XI
blOFOR I=2'rOS
1
h20 AI(L)=O I
4
OIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL
h30 A.1(1)=0
M ( 1 NEXT I
h.;') OTO !(Ki
iii4i ENU
1 .S . 2 - Listagcm cin BASIC do prograrria dc. flr.rGo .iinipl~s
10 REM = = = FLEXAO SIMPLES : SECA0 CIRCULAR CHEIA OU VAZADA = = =
20 DIM A1(S),AZ(Si.A3(5)
30 P1=3.1416
40 INPUT "XIR INICIAL = ";x
50 INPUT "INCREMENTO EM X/R =":xI
60 INPVT "NO. DE DIVISOES =";E
70 FNPUT "FCK ( M N l m l ) =";F
BO I NPUT "FY K (MNImE) =":Fl
90 INPUThCOEF. MINORAÇAO CONC. =":n
100 INPUT "COEF. MINORACAO AÇO =";FJ
1 I 0 INPUT "COEF. MAJORACAO CARGA =":F4
120 F=Fu.=/(F?*lOO):Ft =Fl/(F3*LIQ)
130 INPUT "DIAMETRO EXTERNO (cm) =":D
140 INPUT "ESPESSURA PAREDE tcm) =";EI
1-Y) INPUT "COBRIMEMTO (cm) =":c
1hO R = D f 2 : D 1 ={R-EI)/R:DZ=(R-Ç)/R
170 INPUT "AREA DE ACO (cm5) - -'=:A
180 A I =IDZ'Z-AI(PI*R'~))*.~
1W B = 1 :&I =iBtD2)*7/27:82=2*PI/E
200 Y=O
310 REM ....-.-.. PROCESSAMENTO ----------
120 1F B l r = X THEN COTO 2,W
230 1F 2 2 = X THEN COTO 2ha
240 E1 =ZIXJIX-hí7):COTO 278
LSü E I = 10*X i'( 1 4- D2-X):GOTO 270
26QEl=3 5
270FOR1=1 T O E
280 K1=(82 t SIN(B4)-51N(B2+B4))/2
290 KI=(SIN((~~+B~)/~)'J-SIN~B~/~ =G THEN GOTO 400
3.M IF F1 =BS THEN GOTO Jw
370 K3=2. iLBS:GOT0 4-53
.1MJ K3=2.F*T;I:T;OTO4.5()
iW K J z - 2 l*Fl GI1TO 4rO
JOOIF(irb =BSTHENGOTO4.W
410 IF 2 O THEN COTO 570
6 0 V = N:GOTQ b70
570 K= (V/N)/ABS(Y/N)
SFKl JIF K> O THEN GOTO bM)
590 X1 =X1/2:U=ABS(Y-N):IF UI,
. J . l . ~ e , r k . i a . ~ t , : Difinvri\it~r~,~r ;h ar~rt,&ihr,t (!:I r:\ta$~:j ] ~ r ~ - ~ n t ~ I i l ~ ~ t i ~ ~ \;i/ad,i ~ j j i d i -
cada ;i0 lado wnda corihcçiclos:
concreto da estacnfck = 30 MPn
aço Cn 50 A fvk = 5 0 MPa
diinietra externa da ertncrt = 70 cm
espessura da parede = 11 cm
coeficiente dc reaq.ío do solo nh = 0,55 MN/rn'
trecho enterrada da estaca > 4 T
topo engastado, com translac;50 16rn
Snlsicüo :
22 DIMENSIONAMENTO DE FUNDAÇ~ES PROFUNDAS DtMENSIOPIAMENTO ESTRUTURAL 23 I
A estaca ser5 ent;lo dinicnsionada para o par de valrrrrs
Usando-se AS tabelas de Pfeit (ref. 13) tem-se
40 Ex~rcíeio : Dimensionar a armadura de uma estaca pri-moldada de 12 rn
de comprimento, dirimetw externo dc 50 crn e parede de 9 çrn para ar
etapas de manipuIa~ão e transporte. e para a fase linal trabalhando 3,
compressiio de 1.300 kN ou 180 kN de traç5o.
Adotar fck = 30 MPa e controle sisternitico.
Na fase de transporte e manipulaçfio, admitir-se-á que n soIicita-
çâo mais critica seja quando a estaca for Ievantada pelo tem de seu
comprimento, conforme esquema abaixo:
I Parri se levnr em conta efeito5 de impacto, aorncntarenici~ P ~ P
mcimaitii 3OU'o oii seta:
Usando-se, por exemplo o hbaco de Montoya (rei. 12).
1
0.5 A, min = -
100 x 1.160 = S.& cm2
O dimensionamento para a fase final, trabalhando h compress3o
de 1.300 kN, áeri feito como pilar curta E Alyizo,ll
30 x 27
r, = 0.11 JT61= 0.44 MPa
r, = 1 , lS x 0,bq - 0.44 = 0,36 MPa
x 30 x 0.36 = 2.6 ern21m A,,, = -
420
Armadura mínima A, = 0,14 x 30 = 4,2 cm2/rn - @ 6.3 c 15 cm
60 Ex~rcício: Diriienrionar n arrnaditra de unia csiaca circular maciça coni
80 cm de diametro, sujeita a um momento M = 600 kN.m e a um cor-
tante 180 kN, ssbendo-se que a niesma ser5 conbcccionxda coni con-
crcto defck = 16 MPa e acp CA 50 A ,
Os YBIO~PS dc jcd e l d silo os niesmos do exercício anterior.
I
= b8 cllii - 14 O 25 mni
lado do quadrado inscrito a = R0 5b,S crn
Determinn~lo de Q por tentativas ate que 1 Q 1 = r.
O cilculo foi feito usando-se as Tabelas da ref. 11. Apbs v&rias
tentativas, dotamos P , = 0,Z. I
I
I
Tob. 1 55 : /3 = 0,196 e j?' = 0,029
Tab. I 80 : K = 1,309 e P, = 0,3125
Q = 0,029 - 1 ,,309 x O, 196 = - 0,228 - 0,23
x = 0,3125 x 80 = 25 cm
Nota: Este valor tambem pode ser obtido usando-se o programa ex-
posto o item 1.5.1. O cllculo para esta estaca, usando-se este
programa é apresentado no R? Exericio,
barras tsacionadas 360 - I4 2 9 barras
360
armadura mínima:
A, = 0,14 x 56,s = 7.9 cm2/m - 4 10 c 18 cm
7P Exercirin : IJtilizando o proerama exposto no item 1.5,1 calcular os pares
de valores M e M resistidris por iama S C Ç ~ R circular cnrn t i0 cni de d i i -
~itrtrri armada com lhi* 1 0 niriii (:iqri C'A 50) c ccirift~ciciti;itlrr çoni C u n -
cteto frk = 25 MPa. 0 cobrimento da armadura 6 L,5 Em.
Elaborar duas tahclns, um3 admitindo-se que a seç3ci L: chcin E011
seja AJA, = 12.8/?.827 = 0,35%) e a outra que a s e ç k t: varnda pnq-
suindo parede de 10 cm de espessura (ou seja AJA, = 12,R/1.571
= 0.8%).
Para posiç3o inicial da linha neutra foi adotado XSR = 0,001 e
para os incrcrnentos X/R = 0,lO. Para o caso da seç,So vazada tern-se
E1 = 10 cm e para o caso da seçao cheia E1 = D/2 = 30 cm.
Cobrirniinto dc armadura = 4 cin
X / R inicial = 0.01
incrcrnentor = 0.1
O resultado foi: X = 24,4 cm
N = - 0,7 kN (g O)
M = 592 kN (g 600 kN)
Vê-se que o valor de X obtido C aproximadamente i ~ u a l ao obtido
com as tabelas do Prof. LAURO MODESTO (ref . 1 1) visto que na iitili-
~ ~ $ 3 0 destas tabelas barnbém arredondamos o valor de IQ1 = 0,228
para 0.23.
[ I ] ABNT (Associnq3o Brasileira de Normas Técnicns) - NBR 6118 -
Projeto e Execuqlo de Obras de Concreto Asnisdo - (antiga NB1);
NBR 6122 - Projeto e Execuç5o dc Fiindaçóer (antiga NB511
121 Alonso, U.R, - Ex~rririns rle h ~ i d u ~ r j t b s . - Editora Edgard Bliicher
Ltds.
131 Alrinso, U.R. - E~timativa da transfcréacia de carga de e ~ t n c 3 ~ eaa-
vadas s partir do SPIT R ~ i i s r ~ fofos t3 Rnclras, abril e agasto - 1qH3
[4j Alanso, U, R. "Rcavrilinqiio do Problema de Flarnbagem de Estacas" -
Revista de Engènhiirin d a FAAP - nov 1988.
[5] Aoki, N & Vellow D. - An Aproximata- Mrrlirid to Estirririt~ thc 3rd -
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an N Vaiuer of SPT" 2nd European Syrnposium on Pcnetration Tes-
ting - Arnsterdam - 1982.
DIMENSIONAMENTO ESTRUTURAL 29
1101 MSX "Liagu;igciii Baaic" Editora A-\1cpli
I t 1 ] Modr~tu 5,t1ttm. L . - ''C;iIci~Io CIc I;ocreln ,211ii:idii" - Viiliiiiit. 2
Editora LMS Ltda.
1121 Moritoq.3, P.J. Ht~i,rnii~on ArinucEn Editora Gu5tnvti Gifi S . A .
[ 131 Pfeil, W. Dinic.?t.i,ic,~itintr~~/r~ tJr , COtrrrcto . ~ ~ F F ~ ~ J L ~ o r i FJc*.trjo C>)~.~ijlrrsfv
Livros TCcnicoq e Científicos Editora S. A.
$141 Philipponnat, G. "MiAodri Prático de Ciilczilo de Estaca\ Isoladriz
I com Emprego do PenetrGmetro Estitico" - TrnduqBo dos engenheiros
I Nelpon S. Godoy e NcIcio Azevedo Ji para a ABMS, julho 1496.
! 1151 V e l l m , D , A . "FundaçBes em Estacas" - Publicaqdes de Firma - €5-
I
tncar Frnnki.
[I 6 ) Velloso, P.P. "Dados para n Estimativa do Comprimento de Estacas
em Solo" - Cido de Palestras Sobre Estacas Escavadas - Clube de En-
I genharia - Rio de Janeiro - 1981.
[17] Apostila do Mackenzie da Cadeira de Concreto Armado
CALCULO O€ ESTAQUEAMENTOS 31
Capitulo 2
CALCULO DE ESTAQUEAMENTOS
2.1 - GENERALIDADES
Para se distribuir as cargas provenielites da estrutura as estacas, h i ne-
cessidade de se criar iim bloco de coronmcnto. Ao conjunto de estncas as-
sim solidarizadas pelo bloco dc rotoamento denomina-se c.Ttaqut.urnrnto,
podendo o mesmo ser constituida por estacas verticais, estacas inclinadas
ou por ambas IFig. 2.1).
No casa de s6 existirem estncas verticais, os esforqm horizontais prove-
nientes da estrutura serao absorvidos por flexlo dessas estacas, conforme se
expori no Çap. 4. Porém se for dcspresada a contenç5o laterol do sola, n
nbsorq.ie dos esforqos horizontais wiiiente ser i possivel se cxistifern estacas
inclinadas distriliiiidas, de modo a formar "cavatetcsv' que absowerSo esses
esforqo~; horizontais pela composiçiÍo de fotças de t r a ~ 5 0 , atuantes- num
conjunto de estacas da cavalete, e de cotnpress50 no outro conjunto. E esse
tipo de estaqueamento que seri estudado ncste capitulo.
Visto longitudinal
Figura 2.7 - Exemplo de estaquearnato
(h i~t+!o~lti\ q u ~ wriit~ ;tprt.\cr~t:~dc~\ \ei:~~is dc*-prt : t .~~~~ L\ ( mfor vertical. t c t i Y = H' = 0.
A sel3q;io critrc o derlocamento do topo dn estaca c n car-a ii;i iiiestiia 6
dada pelo fator de proporcionalidade S, = E, A,/!, . dei1orniii;ido rigidez da
estam. A carga niirna estaca qiic sofra trtii eiiçurtaiiiciiiri A!, serh cntao
N , = S , . A ( .
32 DIMENI:IONAMENTO DE F U N D A C ~ E S PROFUNDAS
N:, nl;iiiiri;i do\ ç;tsci\. ii$;t-w (o valor rrlativci tia rigidcr, eleyeiido-se a
r iqido~ (ir i i t i i ; i t.dnc:i c i i i i i r i ictcreiici:~, iiii seja, sr - $ r .$v, c'tii qlic $ t i = E,,
.1\,,: f,, J? :i n*:i~Ic./ (1.1 c\~;~c;L IIC rcfçri-ncin. Se tod;l> c \ ~ R c : ~ $ tisercn~ a mer-
111.i cih . 0: r 111 ,)..I r:r, ' 1 " "' c* - - "
/
.-
-h V = 5 . ? 6 6 k N L,,- I
I H y = - 5 S k N
I
. >
I/
Hz = 54 kN ,i, v
I My = 5lb(:)S4 x 7,8 2 95 kNm
112
NS = 5.766x0n978 -WxO.?OR 1 . 6 8 9 ~ 1.8 _350kN - -
Mz = 2415 - 5 5 x 13,2 2 l .b$9 kNm IS V
w 1 -,r-LL-h O, 173 44-32
11,65
I 1 ->? ;
I
49 DlMEt.li;lONAMENTO DE FuNDPÇI)E~ PROFUNDAS
CALCULO DE ESTAQUEAMENTOS 49
S? Ex~rricio : Cnlcular n cnrpn nas e~tncar indicadas ahaixn. utiti~ntidci-~e 0
método de Ncikkcntvtri.
NOTAS
1. Cotas em cm
2. As cargas indicnds atuam
no plano da cota de arrasa-
mento das estacas.
1 a) poriqno do brriecnlro das estacas inclinadas
b) cilcrilo da altura das centros elisticu~
c) mduçlo das cargas ao centrocIhstico (desprezar peso prbprio do bloco)
d) carga parcial nas estacas
Efcito de V: N1 a 22 =
8.000 cos 10' 369 kN
22 cos' TO0
Efeito de H,: F2 = - FI = ~ 1 . 4 0 0 k ~ 2 sen 10'
Efeito de H,: F3 = - F4 = 200 S576kN
2 sen 10°
Efeito de M,. E:, = 8 (0,85' + C,3I) = 44.5 n12
e\tric;n n 85 crn da i cisri ,v :
estacas a 7,20 rn do cixo ,r :
e) Carga final nas estacas
N1 = N f l = N21-369-4RO=
N2 = N12 = N22 = 3694- 4a0=
N3 = N7 = 369 - 72 - 5 =
N4 = N8 = 369 - 72 - 2 =
NS = N9 = 369 - 72 + 2 =
N6 = NfO= 369 - 72 + 5 =
N13= N17= 369 + 72 - 5 =
N14= N18? 369 + 72 - 2 =
N15 = N19 = 369 + 72 4- 2 =
N16= N20= 369 + 72 + 5 =
60 Exercicio: Calcular a carga nas estacas do bloco abaixo sabendoese qiic
as estaras de nM f n 4 sio de concrcto armado com diirnetro dc 30 sm e
comprimento 10 m, e ns de nF 5 e b silo rnctr"i1icas I 10" 4 com
comprimento de 12 m.
E A estacas 1 a 4: Si = - =
2f -000 ir 0,071 = 144 MNwrn-'
S 10
I
I Adatando as estacas 5 e 6 como rrfcrência têm-se as sepiintes rigidez
I
relativas estacas 1 a 4 si = E 2 l ,8
84 !
I
estacas 5 e b si = 1
Assim Zsi = 4 1,8 + 2 x 1 = 9,2
Tsi z' = 4 x 1,8 x 0,42 + 2 x I x 0,7' = 2,13 m2
A carga nas estacas ser;:
2 .Qúa x 1,8 300 x í,8 x 0,4 = 25i0 kN
N1- N3 = -
Q,2 2,13
!I] MSX - Li?t,prrnpt.ni Bnsir Editnrit AlcpEi
I?] Niikkriitverf. C:. .lpiid rnpiifn H.P. A f r c - r i i i i i , , ~ c f ~ ,Cr,liir C Siri~s Apl i .
r ' i ~ ~ , r i t . s L.~vro'i -rCcniço\ e C'iclificox S. A . (Voliiriic 2).
1-21 Politlo, A. + E,rrrricir>s IJI* I J i p t ~ ~ ~ ~ ! r ; t / t . r i . Editrir:i Çiciitifi~a .
141 Schiel, F - Esihtira de Eststaqu~am~nro, Pirblicnqiio N? I0 da Escola
de Engenharia de Sdo Cwrlos, 1957.
151 Starnato, M .C. Glrsrlo EIÚstica de Esraqircarn~rrto - Publícaçh no
70 da Escola de Engenharia de $30 Cwrlos, 1W'l.
[6] SCAC "Elementos T4cnicos sobre Estacas" volume 2 - C~t.Xllogo
Tecnico.
171 Vellom, D.A. Fundaç6~s Profundas I.M.E., lS)73.
181 Velloro, D.A. Filnrioç6es crn Estritos, publicaç.?~ da firma Estacas
Franki Ltda.
USO SIMULTANEO DE ESTACAS E TIRANTES
I !%
Capitulo 3
USOSIMULTANEODEESTACAS 1 sa hipiltese de carga normal constante no loneo do fuste est5 muito afastada
E TIRANTES
da realidade. Para o caso particiilar da Fiy. 3 . l b , nn qual sti adniitiu uma
trsn3ferCncia dr carga ati kingci do furte linear. atF 5cr nidri a pcintrt da esta-
ca, a rigide~ wria
3.1 - GENERALIDADES
Neste capitulo ser5 apresentado um resumo dos metodos propostos por
Dnnzigr (ref. 2) c Costa Nunes & Suniagy (ref. I) , que permitem obter as
cargas nos elementos dr: fundacoes profundas quando se englobam, num
mesmo bloco, estacas e tirantes.
A utilizaçia deste tipo de fundaçio 6 aconselhbvel, entre outras estm-
Suras, naquelas que induzem elevadas cargas de tr~çdo e de compresslo, e o
perfil geotécnico apresenta camada de alta resistência a pequenas profundi-
dades. Neste caso, as estacas nbsonerão as cargas de cornpress30 e os tiran-
tes na cargas de traçãio, procurando-se assim tirar o melhor partido de cada
um dos tipos de fundaçfio. As hip6teses simplificadoras 350 basicamente as
mesmas ji citadas no Cnp. 2 .
3.2 - CONSIDERAÇ~ES SOBRE O CONCEITO DE RIGIDEZ
Conforme foi visto no Cnp. 2, define-se rigidez de uma estaca corno:
em quc E, A e E representam, respectivamente, o m6duIo de elasticidade, a
Area d a sqllo transversal e o comprimento da estaca.
Esta definiçso decorre do fato de se admitir a estaca como uma haste
bi-rotulada no bloco e em sua ponta, desconsiderando-se a aç3o do solo ao
longo fo fuste da mesma, ou seja, a carga de compressilo ou de traça0 6 ad-
mitida constante ao longo do fuste (estaca trabalhando predominantemente
por ponta).
Nos casos em que RS estacas atravessam camadas de baixa resistência e
se embutem em camadas de alta resistência, conforme se indica nn Eig.
3. Ia, esta hipbtese é aceithvel, pois a transfersncia de carga é pequena na
primeira camada e, portanto, o diagrama de carga normal na estaca c pra-
ticnrncntc constante. Ao contririo, rc a estaca atravessa uma camada de so-
lo hornag0neo em que a mesma trabalhe praticamente por atrito lateral, m-
Figura 3.1 - Valor- de FJ em funcao da ttnn3fertncia de carga
USO SIMULTANEO DE ESTACAS E TIRANTES
I V:-qc arxirn que o valiir da rieidcz nfio depende apenas das caractrriz-
tica.; yenrnktriv:is r dc ijcli irrnrhllidndr (ia e\l;ii+s i ~ > a i t an~hCiii do tipo de
solti ait.;ii c','i;lJo.
Nn c.;isn (ir tir:intec, t i dinqrnirin rir IrancferFncia de rarpei estR indica-
do na Fig. 3.2. VE.-sc iieiqa fiyus;~ que a carpa i. cun~tante no trecho livre
íondc nAti h i transferhcia de carga para a ';do) e "linear" no trecho anco-
\ - --
rado (aderÉncia constante no contato solo-tirante).
O deslocamento do topo do tirante seri portanto
em que A,, E,. A. e E,, r lo. respectivamente. n brea e o mbdulo de elastici-
dade do aço, do tirante e do trecho ancorado.
Figura 3.2 - Translcrencia de carga de tirantes
Como geralmente o termo N,L,/2 A,E, é derprerivel em çompnriiqBo
com No !, / A,E,, a express3o acima pode ser escrita
e, portanto. ri rigidez do tirante ser;
No A, E,
S,% - = A I 4
W n s funtl;içOrc qiie eanprpyarri ~iinu!tiiiie;irtiente c.\t:tc.is c tir.inter, es-
tes s.ia geratnientt. protendidns, para w garariiiir total mobi1iza~:lo das crir-
gas reoi a necessidade de deslocamentos significativos. Essa protencllo 6 fei-
I ta geralmente com carga igual ou ligeiramente superior h carga de trabalho
quando se eqpersirn poqqiveis perdns de protenção.
A carga final do tirante deveri apresentar um fator de segurança, no
minirno, de 2 em mlaç,lo ?i carga de escoamento do material dor tirantes.
A titulo ilustrativo, na Tab. 3.1 são apresentadas as çaracteristicas de
três tipw de tirantes.
A associaqfio dos tirantes com as estacas podem ser de dois tipos: em
shrie (Fig. 3-33] e em paralelo (Fig. 3.3b)-
I TABELA 3.1 - Dados bhicos dor tirantes
I
Tipo de Madulo de
(kN/mrna)
f 4 ( 0 )
Fiqura 3.3 -
( b )
Asociaçõeu em sbrio Ia} s em pnralela Ibl
A cnrga em cada elerncnto de fundaqao (N, = carpa na estaca e:
I W, = carga tio tirante) scri obtida conforme \t rxpõe a 4cqiirr.
ii ) A~sociaç50 eni strie
Nesti: cnw, a reçalque do conjunto é a soma do recalqiie dos elementos
que O conipõein: as estacas (A,) e os tirantes (A, ) . A carga ser5 i
1
ma hip~tese do método dc Schiel ja nnnlisar1a no Çap. 2).
ral nos dois elementos, pois a cstaca i: admitida como uma haste bi-rotula a Imes-
i
A, E,
I
N,= S,A,= - n A * (se a estaca trabalhar predominantemente
4 de perita)
OU =
2 A, E,
+ A, (se a estaca trabalhar por atrito)
1,
b ) Associaqfio em paralelo
Neste caso, a deformaça0 do conjunto é a mesma para os dois clernen-
tos e as cargas sSo distribuidas proporcionalmente As respectivas rigidez.
*,E,
N,= S,A,= - ou - (conforme a estaca trabalhe predominan-
1, 't temente por ponta ou por atrito)
NOTA: As expressiks acima indicadas referem-se: ao caso de a quantidade
dc estacas ser igual A dos tirantes e os mesmos serem incorporados
sem carga (N, = 0).
Qunndo os tirante5 r50 iiiccifpnrados com cnrgn deve-%c prncerler da
sceuintc niiineir~:
Iiringinrir uni bloco ~poiiido ctii F: estiicas, t ir i qii,il 5?r3tj inhtri!.~dc*s T
tirante% (assricisçào rm paralelo). Apii\ 3 aplic3~;io C13 c'ary;~ dc incurpririi-
@o N, 30s t i r ~ ~ i t ~ s , cada CS~;LCLI rcccbcri u111;1. ctirqn tlc ctiinprrs\;in
T . N,
N,, = -
E
e o bloco se desIocarã, para haixn, de um valor
%I N,, 4 - AI,= -- , como mostra a F~R. 3.4.
5, A, - E,
figura 3,4 - Recalque do bloco devido h incorporacAo dos tirenim
Ao ãtuar uma carga cxtcrna N dr tray30 na bloco. e5te sofrtlri uin dcs-
locamento 12 Ipar.? cinia, que diminiiiri o valor iiiicial de A f,, passarido a
aumentar a carga de traçso dos tiriintes c aliviando a carga N,.l pcideiido no
caío mair geral, pa3íar a trncionar3% estacas (Fig, 3.5).
Os valores de A N, e A N, ser30 respectivamente,
Figura 3.5 - Acrbscimos da carga A N Ina estacal e A, {no tirante)
devido h carga de traça0 externa Nu
Como e sistema estii em equilíbrio
- N
A i = , quc C o valor do deslocamento do bloco.
E Sr + T 51 para cima devido i carga externa de traqgo N q
Assim, as cargas finais serao:
nas estacas N, = NrI - S, A l (compressiio, se positivo)
nas tirantes N, = Ni + 5, A I (traçiio)
(Para aplicaçilo. ver I? Exercicio.)
USO ÇIMULTANEO DE CSTACAS E TIRANTES 61
Se alhm da carea N de trnç3n tarnhEm atiinrem mnmento~ no bloco,
comti eeralrnente wome no pC de torre5 altas náo .rstninda~, Ar cargas acinia
calculad;ir deve- i1 A~i~-cirlrgcri.i t'rr,ic-rididtis. 3:' Simpiisiii Rc~ioii;il de Mcciii i r a
dns Stitcih r Enecnh:isi;i dc Furid;ic.iics, Siilvndrir, 1W5.
{Z] Dan7iger. B. S: Danzipcr, F.A.B. - Alyíririus Còtisidrrnc.c;cs .~.riArt* n
Utiliít~( Go loCiirtjrirrra dt* Esrucos tb Aiicorf i~~r is Prtii~ndicfas rnt Firtiilo-
ç6cs. VI1 CBMSEF. Olinda, 1982.
Capitulo 4
ESTACAS CARREGADAS
TRANSVERSALMENTE NO TOPO
4.1 - GENERALIDADES 1
I
Segundo Dc Beer, as estacas carregadas t i.:~iisversalnieiite podem ser
divitlidrir em dois Rrupos: ris ativar e as passivas.
As cstacas ativas s;o as que, sob a açio de cargas externas, transmitem
ao solo csforqos liorizontair {Fig. 4.1 A) . Ao contririo. ns estacas passivas
sAo ar eni quc os esforços tiorizontais no longo do iuste s5o decorrentes do
ittorimcnto do solo que ar envolve (Fig. 4.1 B).
No primeiro caso, e carregainento 6 a çausn e n deslrxiarnento horizon-
tal, o efeito. No segundo caso, o deslocamento Iiorizontal c a causa e a cat-
reganfento ao longo da fuste, o cfeito.
Na Tah. 4.1 apresentam-exposto no
trabalho clhssico de Tetzaghi Iref. 27).
Pdas rmães acima expostas 6 que, rnodernamentc, em vez de se utili-
zar a co~firieritr de teaçiio horizontal, é mais cómodo empregar-se o mhdu-
de reeiclio horizontal K , definido como sendo a reaçilo aplicada pelo 5010
?L estaca (expressa em unidade de força por comprimento da mesma) dividi-
da pelo dcsiocarnento -v (Fig. 4.3 h) .
F
P ==
carga por
unidode de
canprimmio
F = Volume de o,,,
tio corripritnc.riío A I
Figura 4.3 - Trannlormaç30 da pr~sf ia em carga iinpar
Para o casti rxtrrmnniiontc pnrticiilnr cm qiie fe poíssn admitir o,
= conit. ;io longo da fscr rm ccintnta.
Esta nova maneira de expressar a reaçáo do solo elimina os problemas
causador pela utilizaçfio do coeficiente de Ração horizontal, pois nno h5
mais ã interfesncia do efeito de escala, uma ver que no meqma jh esta em-
butida n dimenJo da largura da estaca.
Com base no trabalho de Tenaghi, MstEock e Reese desenvolveram es-
tudos empregando o conceito de rnbdulo de rea~fio(curvasp- y ). Com este
procedimento, pode-se kvar em conta os casos de n?io-linearidade entre
prcss5o e deslocamento bem como analisar quaisquer viriaçces de K com
profundidade [Fie. 4.4).
Figura 4.4 - Conceito de mbdulo de reaçgo
Para o cilculo de timo rsiaca carreeoda transversalmente, existem vh-
rios modelos. O mais usual 6 o estabelecido por Winkler - para ns vigas so-
bre apoio ellistico, pelo qual o deslwamentey de um elemento carregado I!
independente da carga e do deslocamento dos elementos adjacente5 (Fig.
4.5) . Assim o solo pode ser substituido por urna série de malas ris. quais se
irnpde um comportamento dado pelas curvas p - y. Embora este modelo
náo represente, na totalidade, a renlidade física do problemn, 6 o que tem
sido mais utilizado no estudo de de~locnmentos e csfor~os em estacas cnrre-
gadas transvenalmente, tendo-se interpretado e publicado maior ntímero
de trabalhos do que, por exemplo, utilizando-se o modelo de elementos fini-
tos ou das çolu~6es baseadas na teorin de meio elhstico.
t A IÇltuacao real i 6 1 Modelo dc Winkler
Figura 4.5 - Modelo de Winkler
4.4 - VAR~AÇÃO DO M ~ D U L O DE REAÇÃO COM A
PROFUNDIDADE
Para se estudar uma estaca carregada transversalmente, há necessida-
de de se prever a variação do rn6dulo de reaçáo horizontal com a profundi-
dade.
As variaç&s mais simples s8a as que admitem K constante ou crescen-
do linearmente com a profundidade (Fig. 4.6). O primeiro caso compon-
deria aos solos que apwsentassem cnracteristicas de deformaçilo mais ou
menos indepcndcntes da prohndidade. Os solos que se enquadram neste
tipo s5o as argilas pré-adensadsr [argilas rijas a duras). Para esses solas
pode-se escrever
K = constante
Admitido
Z mr z ~ T 'L Admitida
Figura 4.6 - Variaca~r do mridulo com a profundidade
ESTACAS CARAEGADAS TRANSVERSALMENTE MO TOPO 77
O segundo casa corresponderia aos rolos quc sptcscnfassrn~ caracte-
risticas dc dcforniar.30 prriporcionai~. i pn\ftiridid;rdc, como, por caenrplri,
os solo\ de comportamento arenoqn c as d r g i i a ~ nnrinnltiieritc nritnsrtdas
(nrgilns rnolc\). Pnrn e5res \ciloç podt-\e cwrcvcr
Nota: qh foi denominado por Teizaghi "constante do coeficiente de mação
horizont a1 " .
Os valores de K e v, podem ser obtidos, por exemplo. em Davinan
Iref. 10) transcritos nas Tabs. 4.2 e 4.3.
TABELA 4.5 - Valores do rniidulo de rça~i lo K pari ar~i lar pr6-idcn%adas
--
Arpilar prC-adtnsadar Valor de K (MPa)
Canriqéncia Ordem de ~ i a n d r i a Valor prnwhvel
TABELA 4.3 - Valnrcf da mnitantc do coeficiente de reaqao horirnnial
I
No trabalha de Shesif (rei. 251 d o apresentadas I 3 variaçdes dc K com
profundidade (Fie. 4.71, nos quais ertlo englobados os dois acima.
Davissan sugere que, mesmo para o caso de argilas prb-adensadas,
admita-se uma variaqfio de K em degrau conforme mostra a F ~ E . 4.8.
0.8
5.0
M n 40 0,7 a 4.0
Cornpacidade da nrria
OU
consistincia da agila
Areia fofa
Areia mcdianamcnte
Areia compacta
Silte muito fofo
Argila muito mole
Rija
Valor de ri,, (MN/rn3)
10.0
19.5
Muito Rja
Dura
tOOa MI1
Smi
2,h
8.0
20.0
-
-
3.0 a 6,s
Submet~a
I .5
5.0
1?,5
0.1 a 0.3
O. 55
m i a 4 0 0
>400
6+S a 13.0
rn6dulo de elasticidade do material da estaca
I = momento de inércia da ~ ç i o transversal da estaca em rela-
çao ao eixo baricêntrico, normal ao plano de flexão
Para se resolver a equaçilo difewncial acima podem-se usar rn€todos
numéricos ou analíticos.
O método nurntrico mais empregado t o das diferenças finitas. Este
mCtado, a ser exposto no prbximo item, facilita o estudo das estacas longas
irnemas em solo com qualquer lei de rariaçdo do coeficiente de rcrnt.50.
J5 os metodos analiticos têm sido desenvolvidos quase que cxçlusiva-
mente para os casos em que o módulo de reaçao 6 constante ou varia linear-
mente com a profundidade.
4.7 - METODQ DAS DIFERENÇAS FINITAS
Na Fig. 4.11 apresentam-se as comspond2ncias entre as diversas cur-
vas que interessam a soluçdo de uma estaca longa, expressas em equaçfies
diferenciais.
Para se expressar essas mesmas equaçãcs em diferenças finitas, a csta-
ca Ç dividida em n segmentos iguais, conforme indica a Fig. 4.12.
Momento Cortante
. - -
Figure 4.11 - Linhas da atado de atacas longas
Figura 4.12 - Drviri3o da rsrsca para andliw por diterencas finitas
Os IP segmentos em que foi dividido a estaca fornecem n + 1 pontos on-
I de se pretende obter o deslocamento y , a rotaçClo 8 etc.
Com base nw F l g . 4.11 e 4.12. podem-se estabelecer ris comlaçbes
I entre ws diversas linhas de estado.
I Yi+ 1 - Y i - 1
I e, =
2A r
ESTACAS CARREGADAS TRANP.VERSALMENTE NO TOPO
Elisa.i expr~ssties apíicadrs aos nOs 1 a i i - Z fornecem r# - 1 eqiinc6es.
Por oiitno lado. existem mais qiiatro pqu;i(.dcs corsespondentes i s condiçues
de contorno (duns no topo e diinr no pt! da estaca) e mais duns que s5o as do
cqiiilibrio estiticci (1 H = 0; Z M = 0).
Obtkrn-se assim um sistema de n+ 5 equaçber que, sesolvido, fornece
os nf 5 deslocamentos sendo que nos nbs - 2, - 1, n+ 1 e n+ 2 esses deslo-
camentos silo íicticios.
Com base nesse rnletodo, Sherif apresenta urna drie de tabelas cobrin-
do E3 varinçdes do móduia de renç5o horizontril.
As primeiras stilu~Bes de estacas longas imersas em meio elãstico tem
como base o conceito do coeficiente de resç?ío horizontal em vez do miidulo
de reaç5o. As soluçdes cansideradm clissicns devem-se s Miche (19301, qire
resolveu o caso no qual o coeficiente de resç3n horizontal varia linearmente
com R profundidade, e a Hetenyi 11946), que resolveu o caso no qual esse
coeficiente 4 constante com a profundidade.
Para que os valores calculadoq por esses metodos sejam vhlidos, deve-
se trabalhar dentro do regime ekístico, ou seja, com esforços no sola da or-
dem de grandeza da metade de sua carga de niptura, avaliadii com base em
métodos que serão expostos mais adiante.
As expresdes a seguir jX foram adaptadas para o conceito de mddulo
de reaç3o horizontal.
Este aiitor parece ter sido o primeiro n inlrgrar n cquãçIo difeiencinl
de iima estaca longa imerss num meia el5stico com miidulo de reaqiio hori-
rontal variando linearmente com a proftindidade solicitada por uma força
horizontal H aplicada ao nível do terreno (K = q h . í ) .
i Deslocamento horimntal do topo da estaca
78 DIMENSIQNAMENTO DE FWNPAÇOES PROFUNDAS
r Momento fletor rnfixima (ocorre na profundidade de z = 1,32 TI.
M,,,, = n,?o HT
em que:
T = J"-
As linhas de estado ao longo da estaca estdo indicadas na Fig. 4.13.
Por essas linhas de estado, verifica-se que, para se considerar a estaca do ti-
po longa, á mesma deveri ter um comprimento i & 4T.
(Para aplicaçiio, ver 1 ? Exercício.)
figura 4.13 - Linhas de estado propwlm por Miche
Este autor resolveu o raso de uma viga horizontal infinita apoiada em
meio elktico, portanto sua soluçilo pode ser aplicada As estacas longas
irnessas em solos com módulo de reaçao constante com n profundidade.
Para este tipo de estacas, sujeitas a u m fforçã horizontal H e um momento
M aplicados A estaca no nível do terreno, tem-se; respectivamente, para o
deslocamento o momento e a cortante as exprrssbes:
EST4CAS CARREGADAS TRANSVERSALMENTE NO TOPO
Os ralores dos coeficieiites A I . BA. IA e Db afio aprcscntados na
Tnb. 4 4 .
Pata a estaca ser considerada longa deve-se ter:
TABELA 4.4 - Coeficientes propos!crs por Hctcnyi
Para o caso particular de r = O, o deslocamento ao nível do terreno 4:
O momento máximo na estaca morre na profundidade il . z = 0,7 e
seu vaIor é:
(Para aplicaçgo, ver 20 e 3P Exercícios.)
80 QIMENSIONAMENT DE FUNOAC6ES PROFUNDAS
TiiiJcis nk ml:tntlns qiic \e 27;~s~i;lm 110 Ç C I T I C C ~ ~ C I de mLidulii tle re:iq;in
:iprc\entniii l irri i tn~. i i i \ deçurreiltcr psinciprilmentc do fntci dt se ~ d t l j ~ t i f
uiiia v ~ r i ; i q i o linear entrt: n. reaçjn do solo e o dcslocartirnto protiuzido. E\-
ta ransidcrac;30 sd 6 vilida para pequenos dcslocanientos, no