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Instituto Superior Politécnico Kalandula de Angola
Fascículo da cadeira de: História do Pensamento Económico
Professor: Ariosvaldo Malungo Veloso Luanda/Angola.
Objetivo Geral: Dar a conhecer o conceito e evolução das diferentes correntes do
pensamento económico.
-Fornece a importância da análise e abordagem histórica no contexto do curso de
GRH/GAE
Objetivo específico: Identificar as fontes das teoria económicas vigentes.
-Enumerar como foram evoluído as teorias económicas.
História do Pensamento Económico: Nela examinamos o desenvolvimento das
doutrinas e da análise económica, através do pensamento dos grandes economistas.
Pensamento Económico da Antiguidade
Esse período da Antiguidade Clássica, em sua primeira fase, abrange os anos 4000 a 1000
antes da Era de Cristo. Os povos predominantes eram os da China, Índia, Assíria,
Babilónia, Mesopotâmia, Egipto, e outros da Antiguidade Oriental e Ocidental. Nesse
período a atividade económica não devia ser vista como se fosse algo sofisticado. Após
essa fase inicial, o homem começou a pensar em se fixar em algum lugar. Teve início,
assim, a fixação dos primeiros agrupamentos humanos na sociedade patriarcal, surgindo
o consequente direito de propriedade na economia agrária.
Na Antiguidade Clássica, a maior parte da população era composta de escravos que
trabalhavam em troca do básico para a sua subsistência (roupas e alimentos). Todo o
produto ascendentes a essas necessidades básicas dos trabalhadores era apropriado pelos
senhores dos escravos, sendo assim, a economia era eminentemente rural e as cidades
desenvolveram-se com o avanço das trocas comerciais. Estas cidades eram politicamente
independentemente umas das outras, que a navegação desenvolveu-se com a expansão do
intercâmbio comercial. Nesse período tanto na Grécia quanto em Roma não possuíam
pensamento económico geral e independente, pois, havia o domínio da filosofia e da
política sobre pensamento económico.
Pensamento Económico na concepção de Aristóteles
Aristóteles nasceu em estagira cidade grega submetido ao império Macedônio em 1384,
filho de medico entra com 18 anos na academia de Platão onde permaneceu 19 anos até a
morte do seu mestre.
Aristóteles apresentou contribuições interessantes as teorias de valores dos preços e da
moeda, mas tratava sobretudo dos aspectos das transações comerciais e das finanças
públicas, partia da premissa de que o trabalho era indigno do homem e que devia ser
reservado aos escravos considerados inferiores.
Aristóteles fazia a defesa da escravidão argumentando que alguns homens eram
naturalmente inferiores aos outros, defendia se a igualdade entre os cidadãos, homens
livres, nascido na cidade-estado e proprietário de terra e havia um certo desprezo pela
riqueza e o luxo, com isto dificultava o desenvolvimento das relações económicas, e
portanto, do próprio pensamento económico. Sendo assim, na Grécia apareceram poucas
ideias económicas, fragmentadas em estudos filosóficos e políticos.
Aristóteles compartilhava da maioria das ideias de seu mestre Platão, mais rejeitou a
comunidade de bens por considerá-la injusta por que não compensava o indivíduo
segundo o seu trabalho, como os indivíduos não são iguais, eles não deviam ter a mesma
participação na posse dos bens, concluía Aristóteles que a comunidade acabava
produzindo mais conflitos do que a desigualdade em si. Segundo ele, o indivíduo devia
preocupar-se mais com aquilo que lhe pertence e não com a partilha dos bens existentes.
A comunidade, ao desestimular a propriedade, produz a pobreza, considerava que o
trabalho agrícola devia ser reservado aos escravos, ficando os cidadãos livres para exercer
a atividade política no interior da cidade, no mundo grego antigo justificava-se a
escravidão pela ideia de que alguns homens possuíam uma inferioridade inata. Esse
regime de trabalho atrasou o desenvolvimento da humanidade, pois, como o trabalho era
considerado tortura, os escravos nada faziam para aumentar a sua eficiência.
O domínio da Filosofia sobre o pensamento económico implicava nas ideias de igualdade
entre os cidadãos e no desprezo pela riqueza e o luxo. O homem devia procurar o
aprimoramento de sua alma, dedicando a maior parte de seu tempo à meditação,
necessitava levar uma vida simples, o que não favorecia o consumo e a produção com
prejuízo de sua atividade económica, a busca e a posse de riquezas era sinônimo de
vaidade, orgulho e luxúria.
A oposição à Platão
Aristóteles é adversário do comunismo de Platão e mesmo do igualitarismo que Platão
defende nas leis. Quando trata da propriedade, Aristóteles opõe-se muito vivamente a
ideia do Platão segundo a qual a comunidade dos bens seria o regime ideal.
“Antes de mais”, diz ele, “se admitisse que os cidadãos devem eles próprios trabalhar a
terra, parece que o sistema da propriedade comum das terras e dos produtos da terra, seria
muito pouco satisfatório, porque seria muito difícil fazer de maneira que o usufruto de
cada um fosse proporcional ao seu trabalho: donde recriminações continuas. Entretanto
não há razão para insistir neste ponto, dado que Aristóteles queria isentar os cidadãos até
do trabalho dos campos. A questão que se coloca é, pois, a de saber se pode privar esses
cidadãos de toda a propriedade, como o queria Platão. A esta questão Aristóteles responde
pela negativa.
“Em geral”, escreve, “partilhar a vida de outrem, colocar tudo em comum, é para o homem
uma empresa difícil entre todas.” E mais longe precisa ainda: “os possuidores de bem em
comum ou indivisos tem entre si conflitos muito mais frequentes que os cidadãos cujo
interesse estão separados”.
Assim, a comunidade de bens não trará a paz a cidade. Mas, além disso, privará os
cidadãos do prazer muito legítimo da posse pessoal dos bens. É agradável, em si, possuir
bens. E de resto, é agradável fazer beneficiar os seus amigos dos seus bens próprios: “Ser
agradável e socorrer amigos, hóspedes e companheiros é o maior dos prazeres que não se
pode experimentar se não se possuírem bens privados. “Aristóteles não é menos hostil a
comunidade das mulheres e dos filhos, contra a qual dirigem uma grande profusão de
argumentos. “A educação dos filhos”, diz ele, “será mal assegurada no sistema de Platão”
porque “cada qual se preocupa o mais alto grau com o que lhe pertence como coisa
própria, mas, quando se trata do que pertence a toda gente interessa se muito menos.
Aristóteles contraria à comunidade dos bens, como à comunidade das mulheres é
igualmente o adversário das fortunas, propostas por Platão nas Leis. Aristóteles reconhece
que “a igualdade das propriedades entre os cidadãos é um dos fatores que contribuem para
prevenir intestinas”.
IDADE MÉDIA
Tomás de Aquino (1225-1274) foi um teólogo e escritor italiano sobre questões
econômicas. Ele ensinou em Colônia e Paris, e foi parte de um grupo de estudiosos
católicos conhecidos como os escolásticos, que mudaram o foco de suas investigações da
teologia para os debates filosóficos e científicos. No tratado Suma Teológica, Aquino
tratou do conceito de preço justo, que ele considerava necessário para a reprodução da
ordem social. Tendo muitas semelhanças com o conceito moderno de equilíbrio de longo
prazo, um preço justo deveria ser o suficiente para cobrir os custos de produção,
incluindo a manutenção de um trabalhador e sua família. Ele argumentou que é imoral os
vendedores elevarem seus preços, simplesmente porque os compradores estavam em
necessidade premente de um produto.
Aquino discute uma série de temas no formato de perguntas e respostas, tratados
substanciais que lidam com a teoria de Aristóteles. As Questões 77 e 78 dizem respeito a
questões econômicas, principalmente as relacionadas com o que é um preço justo, e
sobre a lealdade de um vendedorpela indústria (maquinofatura); -
existência de novas relações de trabalho.
As principais invenções dessa fase que modificaram todo o cenário vivido na época
foram:
-a utilização do carvão como fonte de energia;
-o consequente desenvolvimento da máquina a vapor e da locomotiva;
-desenvolvimento do telégrafo, um dos primeiros meios de comunicação quase
instantânea.
A produção modificou-se, diminuindo o tempo e aumentando a produtividade; as
invenções possibilitaram o melhor escoamento de matérias-primas, bem como de
consumidores, e também favoreceram a distribuição dos bens produzidos.
→ Segunda Revolução Industrial
A Segunda Revolução Industrial, refere-se ao período entre a segunda metade do século
XIX até meados do século XX, tendo seu fim durante a Segunda Guerra Mundial. A
industrialização avançou os limites geográficos da Europa Ocidental, espalhando-se por
países como Estados Unidos, Japão e demais países da Europa.
Compreende a fase de avanços tecnológicos ainda maiores que os vivenciados na primeira
fase, bem como o aperfeiçoamento de tecnologias já existentes. O mundo pôde
vivenciar diversas novas criações, que aumentaram ainda mais a produtividade e
consequentemente os lucros das indústrias. Houve nesse período, também, grande
incentivo às pesquisas, especialmente no campo da medicina.
As principais invenções dessa fase estão associadas ao uso do petróleo como fonte de
energia, utilizado na nova invenção: o motor à combustão. A eletricidade, que antes
era utilizada apenas para desenvolvimento de pesquisas em laboratórios, nesse período,
começou a ser usada para o funcionamento de motores, com destaque para os motores
elétricos e à explosão. O ferro, que antes era largamente utilizado, passou a ser
substituído pelo aço.
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/segunda-revolucao-industrial.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/segunda-guerra-mundial.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/geografia/petroleo.htm
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→ Terceira Revolução Industrial
A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução
Tecnocientífica, iniciou-se na metade do século XX, após a Segunda Guerra Mundial.
Essa fase representa uma revolução não só no setor industrial, visto que passou a
relacionar não só o desenvolvimento tecnológico voltado ao processo produtivo, mas
também ao avanço científico, deixando de limitar-se a apenas alguns países e
espalhando-se por todo o mundo.
As transformações possibilitadas pelos avanços tecnocientíficos são vivenciadas até os
dias atuais, e cada nova descoberta representa um novo patamar alcançado dentro dessa
fase da revolução, consolidando o que ficou conhecido como capitalismo financeiro. A
introdução da biotecnologia, robótica, avanços na área da genética, telecomunicações,
eletrônica, transporte, entre outras áreas, transformaram não só a produção, como também
as relações sociais, o modo de vida da sociedade e o espaço geográfico.
Todo esse desenvolvimento proporcionado pelos avanços obtidas nas diversas áreas
científicas relacionam-se ao que chamamos de globalização: tudo converge para a
diminuição do tempo e das distâncias, ligando pessoas, lugares, transmitindo
informações instantaneamente, superando, então, os desafios e obstáculos que permeiam
a localização geográfica, as diferenças culturais, físicas e sociais.
Consequências
De um modo geral, a Revolução Industrial transformou não só o setor econômico e
industrial, como também as relações sociais, as relações entre o homem e a natureza,
provocando alterações no modo de vida das pessoas, nos padrões de consumo e no meio
ambiente. Cada fase da revolução representou diferentes transformações e consequências
mediante os avanços obtidos em cada período.
A Primeira Revolução Industrial representou uma nova organização no modo
capitalista. Nesse período houve um aumento significativo de indústrias, bem como o
aumento significativo da produtividade (produção em menor tempo). O homem, ao ser
substituído pela máquina, saiu da zona rural para ir para as cidades em busca de novas
oportunidades, dando início ao processo de urbanização.
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/terceira-revolucao-industrial.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/biologia/biotecnologia.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/geografia/globalizacao.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/brasil/urbanizacao.htm
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Esse processo culminou no crescimento desenfreado das cidades, na marginalização de
boa parte da população, bem como em problemas de ordem social, como miséria,
violência, fome. Nessa fase, também, a sociedade organizou-se em dois polos: de um lado
a burguesia e do outro o proletariado.
A Segunda Revolução Industrial teve como principais consequências, mediante o maior
avanço tecnológico, o aumento da produção em massa em bem menos tempo,
consequentemente o aumento do comércio e modificação nos padrões de consumo;
muitos países passaram a se industrializar, especialmente os mais ricos, dominando,
então, economicamente diversos outros países (expansão territorial e exploração de
matéria-prima).
O avanço nos transportes possibilitou maior e melhor escoamento de mercadorias e
trânsito de pessoas; surgiram as grandes cidades e com elas também os problemas
como superpopulação; aumento das doenças; desemprego e aumento da mão de obra
barata e novas relações de trabalho.
A Terceira Revolução Industrial e a nova integração entre ciência, tecnologia e
produção possibilitaram avanços na medicina; a invenção de robôs capazes de fazer
trabalho extremamente minucioso e preciso; houve avanços na área da genética, trazendo
novas técnicas que melhoraram a qualidade de vida das pessoas; bem como diminuição
das distâncias entre os povos e a maior difusão de notícias e informações por meio de
novos meios de comunicação; o capitalismo financeiro consolidou-se e houve aumento
do número de empresas multinacionais.
E não menos importante, todas essas transformações possibilitadas pela Revolução
Industrial como um todo transformaram o modo como o homem relaciona-se com o meio.
A apropriação dos recursos naturais para viabilizar as produções e os avanços
tecnocientíficos tem causado grande impacto ambiental.
Atualmente, as alterações provocadas no meio ambiente têm sido amplamente
discutidas pelas comunidades internacionais, órgãos e entidades, que expressam a
importância de mudar o modelo de desenvolvimento econômico que explora os recursos
naturais sem pensar nas gerações futuras.
https://brasilescola.uol.com.br/geografia/industrializacao-seus-efeitos.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/geografia/metropoles-megalopoles.htm
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-Resumo
-A Inglaterra foi a nação pioneira no desenvolvimento industrial e tecnológico no mundo.
-Por meio da Revolução Industrial, o capitalismo consolidou-se como sistema econômico
vigente.
-O desenvolvimento da máquina a vapor é considerado como o ponto de partida da
Revolução Industrial.
-Causou profundas transformações no modo de produção e também nas relações entre
patrão e trabalhador.-Durante o auge da Revolução Industrial, os trabalhadores ingleses recebiam salários
baixíssimos e eram obrigados a suportar uma longa jornada de trabalho.
-A intensa exploração do trabalho do proletário fez com que os trabalhadores
organizassem-se em sindicatos.
-Dois movimentos de trabalhadores foram muito importantes no século XIX: o ludismo
e o cartismo.
-A Revolução Industrial aconteceu de maneira pioneira na Inglaterra por uma junção de
fatores, que englobam as grandes reservas de carvão do país, os cercamentos, o excedente
de capital existente no país etc.
-As transformações econômicas, sociais e tecnológicas proporcionadas pela Revolução
Industrial dividem-se em fases, segundo os avanços produtivos, no campo científico e em
diversas outras áreas do setor econômico e industrial.
-Pode-se dividir a Revolução Industrial em: Primeira Revolução Industrial, Segunda
Revolução Industrial e Terceira Revolução Industrial.
-Diversas foram as consequências da Revolução Industrial. Houve aumento da
produtividade, mudança nas relações de trabalho, alterações no modo de vida e padrões
de consumo da sociedade; alterou-se a relação entre o homem e a natureza, houve avanços
em diversos campos do conhecimento, entre outras mudanças.
ESCOLA CLASSICA
A Escola Clássica é uma instituição que se dedica à divulgação de valores da cultura
clássica e cristã porque entende que estes podem nutrir os indivíduos da atualidade e
darlhes a possibilidade de busca por um sentido para a vida. E.C. de Adam Smith
a escola clássica de Adam Smith a base do pensamento da escola clássica é o liberalismo
econômico, ora defendido pelos fisiocratas. Seu principal membro é Adam Smith, que
não acreditava na forma mercantilista de desenvolvimento econômico e sim na
concorrência que impulsiona o mercado e consequentemente faz girar a economia.
A ESCOLA CLÁSSICA – PRECURSORES
A escola clássica começou em 1776, quando Adam Smith publicou seu trabalho A riqueza
das nações, e teve fim em 1871, quando W. Stanley Jevons, Carl Menger e Leon Walras
publicaram, independentemente, trabalhos expondo as teorias neoclássicas.
VISÃO GERAL DA ESCOLA CLÁSSICA
Duas "revoluções", uma relativamente madura e a outra apenas no início, foram
especialmente significativas para o pensamento econômico clássico.
A revolução cientifica. Em 1687:
O impacto de Newton pode ser percebido nas ideias da escola clássica. De acordo com
os Clássicos, as instituições feudais remanescentes e os controles restritivos do
mercantilismo não Eram mais necessários. Para eles, a ciência newtoniana fez surgir uma
natureza tão verdadeira quanto à vontade de Deus, anteriormente. Se a vontade divina
tivesse criado um mecanismo que funcionasse harmoniosa e automaticamente sem
interferência, o laissez-faire seria a forma mais alta de sabedoria nas questões sociais. As
leis naturais guiariam o sistema econômico e as ações das pessoas.
A Revolução Industrial. Em 1776, a Revolução Industrial estava apenas começando, mas
se intensificou durante o período em que os economistas clássicos mais recentes
escreveram. Eles estavam cientes do crescimento substancial da manufatura, do comercio
e das invenções, além da divisão do trabalho. Muitas práticas mercantilistas estavam
acabando com o surgimento da atividade comercial que se espalhava em todas as
direções.
PRINCIPAIS DOGMAS DA ESCOLA CLÁSSICA
A doutrina clássica é geralmente chamada de liberalismo econômico. Suas bases são
liberdade pessoal, propriedade privada, iniciativa individual, empresa privada e
interferência mínima do governo.
Envolvimento mínimo do governo. O primeiro princípio da escola clássica era que o
melhor governo governa o mínimo. As forças do mercado livre e competitivo guiariam a
produção, a troca e a distribuição.
Comportamento econômico de autointeresse. Os economistas clássicos supunham que o
comportamento de auto interesse básico para a natureza humana.
Harmonia de interesses. Com exceção importante de Ricardo, os clássicos enfatizavam a
harmonia natural de interesses em uma economia de mercado. Ao correr atrás de seus
interesses individuais, as pessoas atendiam aos melhores interesses da sociedade.
Importância de todos os recursos e atividades econômicas. Os clássicos assinalavam que
todos os recursos econômicos como as atividades econômicas contribuíam para a riqueza
de uma nação. Leis econômicas.
A escola clássica deu grandes contribuições para a economia ao concentrar a analise em
teorias econômicas explicitas ou "leis".
QUEM A ESCOLA CLÁSSICA BENEFICIOU OU PROCUROU BENEFICIAR?
No longo prazo, a economia clássica atendeu a toda a sociedade porque a aplicação de
suas teorias promovia o acumulo de capital e o crescimento econômico. Ela dava
respeitabilidade aos empresários, em um mundo que anteriormente tinha direcionado as
honras e a renda para a nobreza e os abastados. Os mercadores e os industriais obtiveram
um novo status e dignidade, como promotores da riqueza da nação, e os empresários
estavam seguros de que, ao procurar o lucro, estavam atendendo a sociedade.
COMO A ESCOLA CLÁSSICA FOI VÁLIDA, ÚTIL OU CORRETA EM SUA
ÉPOCA?
A economia clássica racionalizava as práticas em que estava envolvida ao transformar as
pessoas em empreendedores. A concorrência era um fenômeno crescente, e a confiança
nela como a grande reguladora da economia era um ponto de vista sustentável. Quando a
industrialização estava começando, a maior necessidade da sociedade era concentrar
recursos na máxima expansão possível da produção. A projeção do setor privado em
relação ao setor público serviu a esse objetivo admiravelmente. Como os consumidores
eram geralmente pobres e as oportunidades de investimento eram aparentemente
ilimitadas, os capitalistas tinham um forte incentivo para reinvestir uma parte substancial
de seus lucros.
QUAIS DOGMAS DA ESCOLA CLÁSSICA SE TORNARAM
CONTRIBUIÇÕES DURADOURAS?
Os dogmas que se tornaram contribuições duradouras incluem, mas não se limitam: (1) à
lei de rendimentos decrescentes, (2) a lei da vantagem comparativa, (3) a noção de
soberania do consumidor, (4) a importância do acumulo de capital para o crescimento
econômico e (5) ao mercado como um mecanismo para reconciliar os interesses dos
indivíduos com os interesses da sociedade.
“Exemplos incluem a lei da vantagem comparativa, a lei de rendimentos cada vez
menores, a teoria da população de Malthus, a lei dos mercados (lei de Saw), a teoria da
renda de Ricardo, a teoria quantitativa da moeda e a teoria do valor-trabalho. Os clássicos
acreditavam que as leis da economia são universais e imutáveis”.
SIR DUDLEY NORTH
Sir Dudley North (1641-1691), que viveu durante o período áureo do mercantilismo, deu
um duro golpe na essência da doutrina mercantilista. Ele era um mercador rico no
comercio turco que posteriormente se tornou comissário da alfândega e, em seguida,
funcionário do tesouro. North tem sido chamado o primeiro mercador proeminente a
favor do livre-comércio. O breve tratado Discourses upon trade foi o único trabalho
publicado de North, aparecendo anonimamente em 1691. North enfatizou que o comercio
não é um benefício unilateral para qualquer país que realize um excedente de exportações,
mas um ato de vantagem mutua para os dois lados. Seu objetivo não é acumular espécie,
mas trocar excedentes. Uma divisão de trabalho e comercio internacional promoveria a
riqueza, mesmo se nenhum ouro ou prata existisse. Ele repudiou o conceito de que a
riqueza deveria ser medida pelo estoque de metais preciosos de um país, também
observou que o comercio entre nações distribui a oferta de dinheiro de acordo com as
necessidades do comercio. Embora North acreditasse que o livre comércio ajudaria tanto
os mercadores como o país, ele não professava uma harmonia de doutrina de rendimentos
como a declarada por Ultimo porSmith. Na realidade, North via que muitos "negócios"
especiais estavam sendo beneficiados custa do público, utilizando o poder do governo
para adquirir privilégios especiais. Sua ideia de que as autoridades não deveriam,
portanto, apoiar interesses privados limitados era muito contraria a doutrina mercantilista.
RICHARD CANTILLON
Richard Cantillon (1680? -1734) nasceu na Irlanda. Ele passou muitos anos em Paris,
tornando-se um banqueiro rico e um bem-sucedido especulador em ações e moedas
estrangeiras. Em 1734, Cantillon foi roubado e assassinado e sua casa foi queimada. Seu
único livro, Essai sur la nature du commerce en general, foi escrito entre 1730 e 1734 e
publicado em francês em 1755. Os empresários, Cantillon dizia, comprometem-se com
pagamentos definidos, a espera de recebimentos incertos. Esse risco é remunerado pelo
lucro, que a concorrência tende a reduzir para o valor normal dos serviços dos
empresários. Cantillon desenvolveu uma teoria de valor e preço. Sua ênfase no papel da
terra e do trabalho, na oferta e na demanda e nas flutuações do preço em torno do valor
intrínseco o torna um precursor direto da economia clássica. Ele antecipou o pensamento
da economia clássica de várias outras maneiras. Por exemplo, declarando: "Os homens
se multiplicam como ratos em um celeiro, se tiverem meios ilimitados de subsistência".
O economista clássico Thomas Malthus tinha um ponto de vista semelhante. Além disso,
Cantillon analisava os juros como uma recompensa pelo risco corrido no empréstimo,
com base nos lucros que os empresários podem auferir ao emprestar e investir. Além
disso, Cantillon concentrou-se na produtividade dos recursos de uma nação, dizia que nos
países católicos há muitos dias santos, "o que reduz o trabalho das pessoas em cerca de
uma oitava parte do ano". Cantillon dizia que a descoberta e a exploração de ricas minas
de ouro e prata elevariam os preços, os arrendamentos e os salários internos. Mas, se o
aumento no dinheiro vier de um excedente de exportações de bens, ele enriquecera os
mercadores e os empresários
David Ricardo, a economia como sistema de análise de produção e distribuição
Nascido em Londres, Inglaterra, David Ricardo era o terceiro de dezessete filhos de uma
família sefardita de origem portuguesa, que recentemente havia se mudado para Holanda.
Seu pai, Abraham Ricardo, foi um bem sucedido investidor, o que influenciou Ricardo a
já entrar para o mundo dos negócios aos 14 anos.
Aos 21 anos, Ricardo converte-se ao unitarismo, uma vertente católica, geralmente
associada ao protestantismo. Sua base parte da negação da Santíssima Trindade em prol
do unitarismo de Deus. Além de sua conversão, Ricardo casa-se com uma quaker,
Priscilla Anne Wilkinson. Essa série de atitudes do jovem causou uma ruptura de Ricardo
com sua família, o que levou a sua deserdação por parte de seu pai.
Ricardo morre aos 51 anos, em decorrência de uma infecção que se espalhou para o seu
cérebro, causando Sepsia. Deixando três filhos: Osman Ricardo e David Ricardo, ambos
políticos liberais membros dos Whig, assim como seu pai. O terceiro, Mortimer Ricardo,
https://pt.wikipedia.org/wiki/Londres
https://pt.wikipedia.org/wiki/Londres
https://pt.wikipedia.org/wiki/Londres
https://pt.wikipedia.org/wiki/Londres
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inglaterra
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Judeus_portugueses
https://pt.wikipedia.org/wiki/Judeus_portugueses
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Unitarismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Unitarismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cat%C3%B3lica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cat%C3%B3lica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Protestantismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Protestantismo
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Sant%C3%ADssima_Trindade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sant%C3%ADssima_Trindade
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
https://pt.wikipedia.org/wiki/Deus
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quaker
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quaker
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sepse
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sepse
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Whig_(Reino_Unido)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Whig_(Reino_Unido)
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se tornou Deputy Lieutenant de Oxfordshire, um título dado a delegados que
representam o monarca em situações cerimoniais em condados.
Contribuições teóricas
Considerado como um dos fundadores da escola clássica inglesa da economia política,
juntamente com Adam Smith e Thomas Malthus, as suas obras mais destacadas incluem:
-O alto preço do ouro, uma prova da depreciação das notas bancárias (The high price
of bullion, a proof of the depreciation of bank notes), em 1810;
-Ensaio sobre a influência de um baixo preço do cereal sobre os lucros do capital
(Essay on the influence of a low price of corn on the profits of stock), em 1815;
-Princípios da economia política e tributação (Principles of political economy and
taxation), em 1817 (reeditado em 1819 e 1821).
David Ricardo exerceu uma grande influência tanto sobre os economistas neoclássicos,
como sobre os economistas marxistas, o que revela sua importância para o
desenvolvimento da ciência econômica. Os temas presentes em suas obras incluem a
teoria do valor-trabalho, a teoria da distribuição (as relações entre o lucro e os salários),
o comércio internacional, temas monetários.
A principal questão levantada por Ricardo nessa obra trata da distribuição do produto
gerado pelo trabalho na sociedade. Isto é, segundo Ricardo, a aplicação conjunta de
trabalho, maquinaria e capital no processo produtivo gera um produto, o qual se divide
entre as três classes da sociedade: proprietários de terra (sob a forma de renda da terra),
trabalhadores assalariados (sob a forma de salários) e os arrendatários capitalistas (sob a
forma de lucros do capital). O papel da ciência econômica seria, então, o de determinar
as leis naturais que orientam essa distribuição, como modo de análise das perspectivas
atuais da situação econômica, sem perder a preocupação com o crescimento em longo
prazo.
A sua teoria das vantagens comparativas constitui a base essencial da teoria do comércio
internacional. Demonstrou que duas nações podem beneficiar mutuamente do comércio
livre, mesmo que uma nação seja menos eficiente na produção de todos os tipos de bens
do que o seu parceiro comercial. Ricardo defendia que nem a quantidade de dinheiro num
país, nem o valor monetário desse dinheiro, era o maior determinante para a riqueza de
uma nação. Segundo o autor, uma nação é rica em razão da abundância de mercadorias
que contribuam para a comodidade e o bem-estar de seus habitantes. Ao apresentar esta
teoria, usou o comércio entre Portugal e Reino Unido como exemplo demonstrativo, a
partir do Tratado de Methuen.
A equivalência ricardiana, uma outra teoria, é um argumento que sugere que em certas
circunstâncias, a escolha entre financiar as despesas através de impostos ou através do
déficit não terá efeito na economia. Tal argumento seria trabalhado a partir dos anos 1970,
com a emergência dos novos-clássicos, por Robert Barro, contra os preceitos fiscalistas
da política keynesiana.
Outra contribuição ricardiana foi o desenvolvimento da Teoria da Renda da Terra, com
uma visão diferente de Adam Smith e também de Thomas Malthus. Segundo Ricardo, e
em concordância com a Lei dos Rendimentos Decrescentes, tal economista assinalou que,
quanto mais terras de menor fertilidade fossem trabalhadas, via agricultura, menor seriam
as rendas da economia, via lucros, já que a produção da mais fértil teria sua renda, via
alugueis, igualado à da menos fértil. Os salários, por sua vez, cresceriamde forma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith
https://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith
https://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Smith
https://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Malthus
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Marxismo
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nominal, mas se reduziriam no sentido real. Assim, sustentando tal tese, Ricardo
enxergou, no Capitalismo, um conflito distributivo. Desse modo, tal visão seria
aprimorada por Karl Marx.
Thomas Mathus: teoria da população e da procura efetiva
A Teoria Malthusiana, ou Malthusianismo, foi elaborada por Thomas Robert Malthus
no ano de 1798 e defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a
oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Malthus –
pastor da Igreja Anglicana e professor de História Moderna – escreveu uma das mais
importantes obras sobre o crescimento demográfico: Ensaio sobre o Princípio da
População.
Contexto histórico
A Revolução Industrial, no século XVIII, trouxe grandes mudanças ao cenário mundial.
Uma delas foi o acelerado crescimento populacional, visto que a industrialização
transformou as relações entre o homem e o meio. O cenário industrial aumentou o ritmo
da produção, modernizou o campo e as práticas agropecuárias e transformou as relações
de trabalho, fazendo com que as pessoas deixassem o meio rural e seguissem para o meio
urbano à procura de oferta de emprego, iniciando o processo de urbanização. As
tecnologias aplicadas à medicina também influenciaram o crescimento populacional, pois
possibilitaram que a população tivesse maior acesso a vacinas e medicamentos,
aumentando a expectativa de vida e diminuindo as taxas de mortalidade infantil.
A Grã-Bretanha, precursora da Revolução Industrial, tinha um contingente populacional
com pouco mais de 5 milhões de habitantes por volta de 1750. Meio século depois, a
população já passava dos 20 milhões. Esse crescimento acelerado da população
impulsionado pela Revolução Industrial passou a ser visto em todo o mundo. Desde então,
teorias demográficas passaram a ser elaboradas na tentativa de se fazer um estudo sobre
a dinâmica do crescimento da população.
Malthusianismo
Em sua obra Ensaio sobre o Princípio da População, Malthus deixou evidente seu
pessimismo quanto ao desenvolvimento humano. Ele acreditava que a pobreza fazia parte
do destino da humanidade, baseado na premissa de que a população possuía potencial de
crescimento ilimitado, ao contrário da produção de alimentos.
Malthus concluiu que, se o crescimento populacional não fosse contido, a população
cresceria segundo uma progressão geométrica (2,4,8,16,32), e a produção de alimentos
cresceria segundo uma progressão aritmética (2,4,6,8,10,12). Malthus considerava que a
população dobraria a cada 25 anos.
Teoria Malthusiana e a fome no mundo
Se a teoria se confirmasse e houvesse esse descompasso entre o aumento da população e
a falta de alimentos, o resultado seria uma população mundial faminta, vivendo em
situação de miséria, o que causaria uma desestruturação na vida social. Portanto, o
aumento da população seria a causa, e a miséria, a consequência.
Para conter o ritmo acelerado do crescimento populacional, Malthus, pautado na sua
formação religiosa, acreditava na necessidade de um controle de natalidade, que chamou
https://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx
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https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/revolucao-industrial-1.htm
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https://mundoeducacao.uol.com.br/matematica/progressao-geometrica-pg.htm
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https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/a-fome-no-mundo-atual.htm
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de “controle moral”. Esse controle não deveria ser feito pelo uso de métodos
contraceptivos, mas pela abstinência sexual ou adiamento de casamentos. Vale ressaltar
que esse controle foi sugerido apenas para a população mais pobre. Segundo ele, era
necessário forçar a população mais carente a diminuir o número de filhos.
Por que a teoria de Malthus não se concretizou?
Malthus enganou-se. Como ele fez sua análise do crescimento populacional em um
espaço geográfico limitado, com uma população predominantemente rural, ele atribuiu a
todo o mundo a mesma dinâmica. Contudo, Malthus não previu que a Revolução
Industrial seria capaz de mudar todo o cenário mundial, inserindo no meio rural novas
técnicas, as quais impulsionariam a produção agrícola e consequentemente aumentariam
a oferta de alimentos. A população não cresceu em ritmo de progressão geométrica,
portanto, nãodobrou a cada 25 anos. A modernização tecnológica conseguiu ampliar o
desenvolvimento do cultivo das terras, fazendo com que a produção de alimentos fosse
suficiente, chegando então a uma progressão geométrica. Assim, a fome e a miséria não
poderiam ser atribuídas à incapacidade produtiva de alimentos, como Malthus acreditava,
mas sim a sua má distribuição.
Críticas à Teoria Malthusiana
A Teoria Malthusiana foi bastante criticada por ser considerada pessimista e cruel, pois
Malthus acreditava que a humanidade estava fadada a viver na miséria. Também
acreditava que era necessário dar fim aos programas de assistencialismo, visto que essa
ajuda amenizaria os problemas enfrentados pelas camadas mais pobres e estimularia o
aumento da natalidade. Era preciso também, de acordo com Malthus, que fosse controlada
a reprodução das camadas da população mais carentes por meio de abstinência sexual e
casamentos tardios.
Essas ideias começaram a ser refutadas em meio a um fenômeno que ficou conhecido
como explosão demográfica. Os países desenvolvidos começaram a apresentar elevadas
taxas de natalidade, aumentando então os estudos a respeito desse fenômeno. Assim,
outras teorias demográficas surgiram, reavivando, reformulando ou refutando a teoria
malthusiana. As principais foram a Teoria Reformista e a Teoria Neomalthusiana.
Teoria Neomalthusiana
A Teoria Neomalthusiana foi desenvolvida no início do século 20 e baseou-se no
Malthusianismo. Os neomalthusianos demonstravam receio em relação ao crescimento
acelerado da população nos países desenvolvidos, visto que, para eles, esse crescimento
causaria impacto direto na renda per capita do país. Isso acarretaria problemas
socioeconômicos, miséria e falta de emprego. Acreditavam também que esses países
deveriam investir em educação, saúde e também no controle da natalidade. Diferente da
Teoria Malthusiana, a Teoria Neomalthusiana era a favor do uso de anticoncepcionais. Os
neomalthusianos apresentavam ideias alarmistas, afirmando que, se o crescimento
populacional não fosse contido, os recursos naturais na Terra seriam esgotados.
Teoria Reformista
Os reformistas foram os principais críticos à Teoria Neomalthusiana. As ideias desses
pensadores seguiam caminho oposto às ideias de Malthus. Para os reformistas, o aumento
das taxas de natalidade era resultado do subdesenvolvimento, e não a causa. De acordo
com essa teoria, a pobreza existia porque havia deficit na educação, saúde e saneamento
básico. Se o acesso às políticas públicas para a educação e atendimento médico fossem
eficazes, o controle do crescimento populacional seria possível.
Jean Baptista Say
Alguns flashes biográficos e bibliográficos
Nascendo em 1767, Jean-Baptiste Say cresceu num ambiente fortemente influenciado
pelas ideias iluministas, cujas ideias fundamentais eram o liberalismo, o individualismo
e o racionalismo. Sendo assim, acompanhou, na sua juventude, o fervilhante ambiente
político que redundou na Revolução de 1789. Ao mesmo tempo, testemunhou os
primórdios da industrialização da França, um dos países que mais cedo seguiram o
caminho aberto pioneiramente pela Inglaterra.
Como afirma Georges Tapinos, no Prefácio da coleção Os Economistas, “os reveses do
destino de que seu pai foi vítima levam-no a arranjar o seu primeiro emprego, num banco
parisiense”. Pouco tempo depois, foi para a Inglaterra, onde observou o funcionamento
de uma economia que iniciara seu processo de industrialização algumas décadas antes e,
além disso, pôde “descobrir Adam Smith, de quem fez uma leitura atenta ao regressar a
Paris, graças às horas de folga que lhe proporciona o seu novo emprego, numa companhia
de seguros”.
Após a Revolução Francesa, teve lugar a fase de jornalista liberal de Say. Esta fase se
iniciou com sua colaboração para o Courier de Provence, jornal que era dirigido por
Mirabeau. Em seguida, trabalhou no jornal La Décade Philosophique, Littéraire et
Politique, pour une Société dês Republicains, onde chegou a diretor e começou a divulgar
as ideias econômicas de Adam Smith. De acordo com Porto Carreiro, de 1799 a 1814, foi
membro do Tribunat, sendo demitido por ordem de Napoleão por se recusar a publicar
algumas idéias do imperador.
Say deixa então o jornalismo e a vida pública. Como diz Tapinos:
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/teoria-neomalthusiana.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/teoria-neomalthusiana.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/renda-per-capita.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/renda-per-capita.htm
Troca as artes pela indústria, Paris por Auchy. Monta uma empresa têxtil que dizem ter
sido muito próspera (chegou a empregar 400 trabalhadores). Foi uma experiência
industrial sem dúvida exemplar, mas que serviu apenas para ilustrar um pensamento
definido.
Com o fim do império, Say se dedicou com grande afinco à atividade intelectual,
escrevendo suas obras mais importantes e dedicando-se à introdução e difusão do ensino
da economia na França, primeiro no Athénée (1815-1816), em seguida no Conservatório
Nacional de Artes e Ofícios (1820) e, por fim, no Collège de France (1831).
Da bibliografia deixada por Say, as principais obras foram:
Traité d’Économie Politique (2 volumes – 1803); Cathécisme
d’Économie Politique (1817); Lettres à Malthus (1820);
Cours Complet d’Économie Politique (6 volumes – 1828-1829).
2. Principais contribuições à teoria econômica
Embora a contribuição de Jean-Baptiste Say seja muito mais ampla, limitar-nos-emos
aqui a apenas três aspectos, por constituírem, em nossa opinião, nos mais relevantes para
a evolução da teoria económica.
2.1. Valor utilidade
Não há dúvida que Jean-Baptiste Say tem seu nome consagrado na história do pensamento
econômico graças à lei dos mercados (ou lei de Say). No entanto, para uma compreensão
mais precisa de seu pensamento – e da lógica inerente à própria lei dos mercados – é
fundamental que se conheça sua visão do processo de produção e da determinação do
valor.
Como bem observa Tapinos,
A análise do processo produtivo constitui o ponto de partida – e a parte mais elaborada –
do Tratado de Economia Política. Ultrapassando, simultaneamente, as confusões
metafísicas dos fisiocratas e a abordagem materialista de Adam Smith, Say propõe uma
definição nova, e particularmente fecunda, do conceito de produção: “A produção”,
escreve, “não é uma criação de matéria, mas uma criação de utilidade”.
Percebe-se, portanto, que Say antecede a John Stuart Mill na defesa da tese de que é a
utilidade, e não o trabalho, o principal fator determinante do valor de uma mercadoria.
Rompe, dessa forma, com a indefinição de Smith (que não se posiciona claramente entre
os valores de uso e de troca) e, principalmente, com a posição de Ricardo, decididamente
a favor da teoria do valor-trabalho, no que foi acompanhado por Marx e seus seguidores.
Ainda segundo Tapinos,
A utilidade é o fundamento do valor. O preço é a medida da utilidade. Quando não existem
obstáculos à livre concorrência, nem intervenções estatais, os preços do mercado refletem
adequadamente os valores reais, ou seja, a utilidade dos diversos produtos. O custo da
produção não é mais do que uma limitação imposta ao produtor, um limiar aquém do qual
ele se absterá de produzir, mas que não determina, de modo algum, o valor dos produtos.
“Pouco importam as enormes dificuldades que tenhamos que vencer para produzir um
objeto inútil: ninguém vai querer pagá-lo”. Trata-se, aqui, de uma total rejeição da teoria
do valor-trabalho, assim como, também, de toda a distinção entre o valor de uso e o valor
de troca. O valor de Say é um valor mercante que só se define pela troca.
Feitas essa considerações preliminares sobre o pioneirismo de Jean-Baptiste Say neste
aspecto essencial da teoria econômica, encerramos este item com as palavrasdo próprio
economista francês, transcritas pelo historiador E. K. Hunt:
O valor que a humanidade atribui aos objetos se origina do uso que deles se possa fazer…
Tomarei a liberdade de associar o termo utilidade à capacidade de certas coisas
satisfazerem os vários desejos da humanidade… A utilidade das coisas é a base do seu
valor e seu valor constitui riqueza…
Embora o preço seja a medida do valor das coisas e o valor delas seja a medida de sua
utilidade, seria um absurdo inferir que, aumentando-se à força seu preço, sua utilidade
possa ser aumentada. O valor de troca, ou preço, é um índice da utilidade reconhecida de
certa mercadoria.
2.2. A lei dos mercados (ou lei de Say)
A lei dos mercados, também conhecida como lei de Say, costuma ser apresentada com o
seguinte enunciado: “A oferta cria sua própria procura”.
Trata-se de um enunciado simples e fácil de ser gravado, o que explica em grande parte
sua razoável popularidade. A nosso juízo, no entanto, é muito mais do que isso. Say
conseguiu, através desse enunciado aparentemente simples, tornar muito mais acessível a
compreensão da tendência ao auto-equilíbrio do sistema econômico, que permanecia
obscura na complexa teoria da mão invisível de Adam Smith.
A Profª Nancy Gorgulho Braga foi muito feliz, num artigo artigo elaborado para o jornal
O Economista, ao se utilizar da lei dos mercados como uma das bases de reflexão sobre
o capitalismo de nossos dias e o desafio que se apresenta ao economista contemporâneo.
Nesse artigo ela reproduziu um trecho relativo a mercados da segunda edição do Tratado
de Economia Política (1814):
Vale a pena notar que um produto, tão logo seja criado, nesse mesmo instante gera um
mercado para outros produtos em toda a grandeza de seu próprio valor. Quando o produtor
dá o toque final a seu produto, ele está ansioso para vendê-lo imediatamente, para que o
valor do produto não pereça em suas mãos. Nem está ele menos ansioso para se utilizar
do dinheiro que pode obter, porque o valor do dinheiro também é perecível. Mas o único
modo de se desfazer do dinheiro é pela compra de um produto ou outro. Assim, a mera
circunstância da criação de um produto imediatamente abre um mercado para outros
produtos.
–o significado da lei dos mercados, que é, em última instância, a explicação do
funcionamento de um sistema econômico simples, em que a sociedade é dividida entre
famílias e empresas. A economia funciona como uma interação entre dois fluxos: o real,
representado pelo fluxo externo; e o monetário, representado pelo fluxo interno.
No fluxo real, as famílias fornecem às empresas os fatores de produção que serão
empregados na produção de bens e serviços a serem oferecidos para a satisfação das
necessidades da população: a terra (recursos naturais), a mão-de-obra (trabalho) e o
capital, que pode ser financeiro (dinheiro) ou empresarial (máquinas e instalações).
No fluxo monetário, as empresas remuneram os fatores de produção por meio de aluguéis
para os donos de terras, salários para os trabalhadores, juros e dividendos para os
capitalistas, gerando, assim, a renda necessária para a aquisição dos bens e serviços
oferecidos às famílias.
Nessa interação dos dois fluxos, a oferta, que corresponde à análise da produção, tem um
papel determinante. Se houver um aumento da produção de bens e serviços e, por
conseguinte, um aumento da quantidade de fatores envolvidos na produção, mais gente
estará empregada e, dessa forma, ao ser remunerada por sua participação no processo,
estará auferindo renda com a qual poderá comprar uma quantidade maior de bens e
serviços que estará sendo disponibilizada. Por outro lado, se houver uma redução do
volume de produção, as empresas poderão ser obrigadas a desempregar fatores de
produção, ocasionando uma redução do volume de remuneração das famílias e, por
extensão, menos renda para a aquisição de uma quantidade menor de bens e serviços
oferecida no mercado. A oferta, portanto, funciona como uma espécie de termómetro do
funcionamento da economia. Quando se expande, permite uma expansão correspondente
da demanda; quando se contrai, ocasiona uma contração correspondente da demanda.
Dessa forma, a economia tende naturalmente à situação de equilíbrio.
Vale ressaltar dois aspectos: o primeiro é que esse modelo representa o funcionamento de
um sistema econômico simplificado (que em macroeconomia é tratado como sistema de
dois setores), que não considera nem o setor governo nem o setor externo (exportações e
importações); o segundo é que o modelo supõe que toda a renda recebida pelas famílias
será imediatamente utilizada na aquisição dos bens e serviços produzidos pelas empresas,
de tal forma que o que se constitui em renda para as famílias corresponde à despesa
(custos de produção) das empresas. Nesse sentido, o dinheiro vai das empresas para as
famílias sob diferentes formas de remuneração dos fatores de produção, e retorna das
famílias para as empresas quando cada membro dessas famílias, exercendo papéis
alternativos no teatro da economia, atua como consumidor ou investidor, adquirindo os
produtos oferecidos pelas empresas.
Esses dois aspectos conduzem a dois corolários que foram depois fonte de contundentes
críticas á lei dos mercados. O primeiro aspecto supõe que o mercado é capaz de evitar
uma crise geral da economia, já que o sistema econômico seria dotado da capacidade de
se auto-equilibrar. A Grande Depressão da década de 1930 foi uma dura demonstração da
possibilidade do contrário. O segundo aspecto supõe que o dinheiro (ou moeda) é
simplesmente um meio de troca, não tendo influência direta no processo de produção e
circulação. O grande economista inglês, John Maynard Keynes, já analisado nestas
mesmas Iscas Intelectuais, foi um dos que melhor demonstrou as limitações da lei dos
mercados, chamando a atenção para três vazamentos que impedem, na vida real, que a
economia funcione em equilíbrio automático, como supunha Say, a poupança, os
impostos, e o excesso de gastos com importações relativamente às receitas com
exportações. A partir desses vazamentos, propôs a mão visível do Estado para
desempenhar o papel que a mão invisível do mercado não foi capaz de desempenhar
satisfatoriamente.
2.3. Ênfase no papel do empreendedor
Outra enorme contribuição de Jean-Baptiste Say ao desenvolvimento da teoria econômica
pela qual ele também não costuma ser referenciado diz respeito à ênfase que ele deu ao
empreendedor para o bom funcionamento do sistema econômico.
Também nesse aspecto particular, Say se antecipou àquele que é reconhecido e
reverenciado como o grande teórico da economia, Joseph Schumpeter, o austríaco que
acabou se notabilizando como professor da Universidade de Harvard e que também já foi
objeto de exame nesta mesma coluna.
Em sua edição de 15 de fevereiro de 2007, a revista francesa Challenges dedica sua
principal reportagem ao estudo da viabilidade das contribuições dos “pais da economia”
para as condições prevalecentes à França dos dias de hoje. Um dos autores incluídos nessa
excelente matéria é justamente Jean-Baptiste Say. Ivan Best, responsável pela parte que
se refere a Say destaca exatamente esse aspecto, intitulando seu artigo de O
empreendedor no centro. No referido artigo, diz Best:
Jean-Baptiste Say costuma ser descrito como um seguidor das idéias de Adam Smith, mas
na verdade ele vai muito além. “É o primeiro economista da oferta”, afirma Jean-Pierre
Potier, que dirigiu a coletânea universitária Jean-Baptiste Say, nouveaux regards sur
son oeuvre (Éditions Economica). Ele insiste nas condições da produção, valorizando o
papel do empreendedor. Para os clássicos do século XVIII, a sociedade se dividia em
trabalhadores, rentistas e capitalistas. Jean-Baptiste Say recusou essa visão. A seus olhos,
cada um pode desempenhar uma dessas funções num momento ou outro. Esse enfoqueserá retomado posteriormente pela escola neoclássica.
Stanley Brue, em seu manual de História do Pensamento Econômico (Pioneira
Thomson Learning), também realçou essa preocupação permanente de Say com a
eficiência e o empreendedorismo, afirmando:
Say contribuiu para a teoria moderna dos custos do monopólio ao apontar que os
monopolistas não apenas criaram o que atualmente chamamos de perdas de eficiência (ou
perdas de peso morto), mas também usaram os recursos escassos na sua concorrência para
obter e proteger suas posições de monopólio.
Finalmente, Say contribuiu para o pensamento econômico ao enfatizar o
empreendedorismo como o quarto fator de produção, junto com os fatores mais
tradicionais: terra, trabalho e capital.
3. Considerações sobre a importância e a influência de Jean-Baptiste Say
Muitos historiadores colocam em dúvida a real importância de Jean-Baptiste Say para a
evolução da teoria econômica. Alegam, para justificar sua posição, que o economista
francês não passou de um divulgador das idéias de Adam Smith, não possuindo, por
conseguinte, nenhuma contribuição original para ser mencionado ao lado dos maiores
nomes da ciência econômica.
Particularmente, nos opomos a essa posição. E não apenas por considerarmo-la injusta,
uma vez que, Say foi sim original em destacar aspectos da teoria economia cujo
reconhecimento acabou sendo para economistas que o sucederam, como é o caso de John
Stuart Mill no que se refere à introdução do utilitarismo na teoria econômica, de Joseph
Schumpeter no que se refere ao papel do empreendedor e até mesmo de James Buchanan
no que se refere ao conceito de rent seeking (busca de rendimento).
Nossa objeção a aceitar a idéia de que Jean-Baptiste Say não deva ser lembrado e
reverenciado como um dos grandes economistas deve-se também ao fato de que ele
conseguiu tornar mais fácil para a maioria das pessoas a compreensão do funcionamento
do sistema capitalista, corolário da visão liberal da economia. Se poucos tinham
capacidade de absorver conceitos e princípios complexos como laissez-faire ou mão
invisível, isso se modificou acentuadamente a partir da disseminação das obras de
JeanBaptiste Say e, particularmente, da repercussão da lei dos mercados. E,
convenhamos, tornar acessíveis para muitos idéias antes consideradas obscuras e mal
compreendidas é, por si só, algo mais do que meritório em qualquer campo do
conhecimento.
E isso é reconhecido até por economistas que possuem pontos de vista bastante
antagônicos a Jean-Baptiste Say, tais como Marx, Keynes e Kalecki.
Escola Neoclássica
Economia neoclássica é uma expressão genérica utilizada para designar diversas
correntes do pensamento econômico que estudam a formação dos preços, a produção e a
distribuição da renda através do mecanismo de oferta e demanda dos mercados. Essas
correntes surgem no fim do século XIX e século XX, com o austríaco Carl Menger
(18401921), o inglês William Stanley Jevons (1835-1882), o suíço Léon Walras (1834-
1910) dentre outros autores menos importantes. Posteriormente, destacaram-se o inglês
Alfred Marshall (1842-1924), o sueco Knut Wicksell (1851-1926), o italiano Vilfredo
Pareto (1848-1923) e o estadunidense Irving Fisher (1867-1947).
A palavra neo-classical ('neoclássico') foi introduzida por Thorstein Veblen em 1900 para
designar os autores que integraram a chamada revolução marginalista, iniciada por
Stanley Jevons e a escola austríaca (Léon Walras não é citado). Veblen inclui nessa
categoria Alfred Marshall e os austríacos, principalmente.
Os neoclássicos podem ser divididos em diferentes grupos, como a escola Walrasiana, a
escola de Chicago e a escola austríaca. Os modelos macroeconômicos são influenciados
pelo pensamento keynesiano, através da adoção de postulados sobre rigidez de curto
prazo.
Comumente são adotadas as hipóteses de maximização de funções utilidade em função
da renda ou dos custos de indivíduos ou firmas, dados os fatores de produção e as
informações disponíveis sobre o mercado.
A hipótese de maximização da utilidade pressupõe cálculos econômicos e está ligada à
corrente marginalista, nascida no fim do século XIX. Dos três fundadores do
marginalismo - Léon Walras, Carl Menger e William Stanley Jevons - o primeiro foi
quem exerceu maior influência sobre a escola neoclássica atual.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Pre%C3%A7os
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A influência clássica, por sua vez, dá-se através da presença de microfundamentos. O
estado da arte da macroeconomia neoclássica, entretanto, baseia-se no desenvolvimento
de modelos dinâmicos estocásticos de equilíbrio geral (DSGE).
Das várias críticas em relação à economia neoclássica, muitas são absorvidas pela própria
teoria, de acordo com o evoluir da percepção sobre o problema econômico. Essa evolução
levará os economistas austríacos a se afastarem cada vez mais da escola neoclássica,
aprofundando suas diferenças em relação às outras correntes marginalistas.
A partir dos anos 1930, após os trabalhos de John Hicks, a corrente walrasiana assume
importância crescente e incorpora uma parte das ideias keynesianas, através da chamada
síntese neoclássica, que é considerada atualmente como a vertente dominante no ensino
de economia. Para E. Roy Weintraub, se a escola neoclássica representa a ortodoxia e é
ensinada nas maiores universidades, isso se deve à sua capacidade de "matematizar" e
"cientificizar" a economia, bem como de fornecer indicações para a escolha da conduta a
seguir.
À pergunta "quem não é neoclássico?", pode-se responder:
• Os economistas marxistas;
• Os pós-keynesianos;
• A escola austríaca e algumas correntes da nova economia institucional ou do
institucionalismo.
Inicio do pensamento Marginalista
O marginalismo é um movimento econômico, surgido em 1870, que afirma que o preço
final de qualquer produto é também determinado pela relação oferta/demanda, não
somente pelo custo de produção, tal qual defendiam os economistas clássicos.
A partir de 1870, o centro de preocupações de grande número de economistas se desloca.
Alguns autores chamam esse deslocamento de revolução marginalista porque a ideia
central que o preside é o chamado princípio marginal.
A introdução da análise marginal – que valeu a esse movimento a denominação
marginalismo – mudou de modo significativo a orientação dos estudos econômicos:
representou um instrumento, rapidamente difundido, de explicar a influência de
determinados recursos escassos entre os usos alternativos, com objetivo de se chegar a
resultados ótimos.
Os economistas clássicos teorizaram que os preços eram determinados pelos custos de
produção. A crítica que os economistas marginalistas enfatizaram sobre a teoria clássica,
era de que os preços também dependiam de um certo grau da demanda, que por sua vez
dependiam da satisfação dos consumidores em relação às mercadorias serviços,
individualmente.
Os marginalistas forneceram modernos conceitos microeconômicos, utilizando
ferramentas básicas de demanda e oferta, satisfação dos consumidores e uma base
matemática para a utilização dessas ferramentas.
Mostraram também que em uma economia aberta, os fatores de produção (terra, mão de
obra e capital) têm retornos equitativos às suas contribuições para a produção, este
https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_cl%C3%A1ssica
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Microeconomia
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Modelo_(matem%C3%A1tica)
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistemas_din%C3%A2micos
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Equil%C3%ADbrio_geral
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_1930
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https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Hicks
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https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADntese_neocl%C3%A1ssica
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia_marxista
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https://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%B3s-keynesianismo
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_austr%C3%ADaca
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https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Nova_economia_institucional&action=edit&redlink=1
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Institucionalismo
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia
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princípio foi, algumas vezes, utilizado para justificar a existência de distribuição de renda:
os agentes ganhavam exatamente o que contribuíam para a produção.
Entre as principais figuras do movimento marginalista, estão:
-O inglês William Stanley Jevons (1835-1882), que escreveu, Theory of Political
Economy (1871). Jevons, embora de modo diverso, recorreu também à matemática,
não de formatão contundente como seu contemporâneo Walras;
-O austríaco Carl Menger (1840-1921), autor de Die Grundsätze der
Volkswirstschaltslehre1]] (1871). Menger apresenta os mesmos princípios
marginalistas em uma linguagem comum, deixando de lado a matemática;
-O francês Léon Walras (1834-1910) que publicou Élements d'Économie Politique
Pure (1874). Se preocupou com o Equilíbrio Geral e a interdependência de todo o
sistema econômico e apresentou sua visão da economia em termos puramente
matemáticos. É um dos precursores da economia matemática que ganhou corpo em
nosso século, com Wassily Leontieff e Von Neumann.
Podemos citar também:
-Alfred Marshall (1842-1924), que só publicou seu grande tratado Principles of
Economics em 1890, quase vinte anos após o aparecimento dos livros de Jevons e
Menger e, por isso, não é citado como um dos fundadores do movimento marginalista,
todavia, Marshal é considerado um neoclássico e criador da microeconomia. Mas não
há dúvidas de que ele já ensinava as ideias principais do marginalismo na década de
1870. Marshall, embora fosse um grande matemático, não enfatizou o papel desta
disciplina na economia;
-Outros representantes famosos da mesma escola são Eugen von Böhm-Bawerk e
Friederich Wieser. Estes dois autores desenvolveram, ampliaram e aprofundaram a
obra de Menger, do qual eram discípulos. Há autores que consideram Eugen von
Böhm-Bawerk como o maior economista da escola austríaca e um dos maiores
economistas de todos os tempos. Realmente, boa parte de sua obra é uma crítica da
obra de Marx;
-Não podemos deixar de citar também o precursor da teoria da utilidade, inventada
primeiramente pelo funcionário público Herman Heinrich Gossen (1810-1858) na
Prússia em 1854, que criou num raro e desconhecido livro em alemão a "Segunda Lei
de Gossen", ou a "Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes". Seu trabalho,
entretanto, foi desprezado por seus contemporâneos e permaneceu totalmente
desconhecido até 1878.
O princípio da escola marginalista é baseado na "utilidade marginal". A utilidade é a
propriedade de que os bens e serviços têm, de satisfazer a necessidade e desejos humanos.
Os objetos que têm utilidade são considerados bens, do ponto de vista econômico. A
caracterização dos bens como econômicos, requer também que sejam escassos, isto é,
estejam disponíveis em quantidades limitadas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Menger
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https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9on_Walras
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Eugen_von_B%C3%B6hm-Bawerk
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Todos os bens econômicos são regidos pelo princípio fundamental da utilidade marginal
decrescente. Esse princípio enuncia que cada unidade sucessiva de um determinado bem
adiciona menor satisfação do que aquela proporcionada pela unidade anterior.
A moderna teoria da utilidade marginal, é subjetiva e declara que o valor depende da
utilidade, isto é, da avaliação subjetiva que os consumidores atribuem aos diversos bens
disponíveis no mercado.
O conceito de utilidade marginal significa também que as escolhas económicas são
tipicamente entre quantidades pequenas, ou marginais. O consumidor não escolhe entre
comprar uma grande quantidade de carne e não comprar nada. Em termos mais práticos
ele se pergunta, "com base nesses preços não seria mais negócio comprar um pouco mais
de carne e um pouco menos de fígado?".
Sua comparação não se dá em termos de quantidades totais, mas de quantidades
marginais, adicionais. O consumidor pondera as possíveis vantagens de fazer pequenos
ajustes nas fronteiras de seu padrão de consumo atual.
A força condutora do princípio marginal é que a escolha econômica, tipicamente envolve
pequenos ajustes na margem de decisão. As hipóteses que fundamentam a lei da utilidade
marginal decrescente são que:
-Os desejos são saciáveis;
-Diferentes bens não são substitutos perfeitos na satisfação de necessidades
específicas.
-A economia era vista pela visão microeconômica, onde as ações individuais tomadas
no conjunto por todos os agentes econômicos, tenderia ao equilíbrio da economia.
-Ao considerar as tomadas de decisões microeconômicas, os marginalistas assumiam
o indivíduo no centro do estágio. As preferências são individuais e as utilidades são
individuais.
-Em todos os pensadores da escola é clara a ideia de que a economia deve funcionar
em sistema de concorrência pura, ou concorrência perfeita, para que o equilíbrio geral
se instaure com eficiência.
-Em escalas de comparações de utilidades, podemos afirmar que quanto mais escasso
um bem, maior seu valor relativo de substituição: o desprezar de se abster de
quantidades sucessivas de um bem – porque é escasso, a cada unidade a menos,
aumenta seu valor – significa dizer que sua utilidade marginal é maior, relativamente
a outro bem que não seja escasso. Isso é facilmente verificado nos processos de trocas
da economia, onde verifica-se o alto preço determinado pela demanda de produtos
escassos.
-Em sua forma convencional, a curva de oferta é ascendente da esquerda para a
direita, enquanto que a curva de procura descendente. Os pressupostos dos custos
crescentes (rendimentos decrescentes) e da maximização dos lucros, explicam o
comportamento da curva da oferta enquanto que o pressuposto da utilidade marginal
decrescente (maximização da satisfação do consumidor) explicam o comportamento
da curva da demanda.
-O princípio de que a procura fazia os preços foi determinante para que Marshall a
sintetizasse com a oferta, no que pode ser chamado de economia neoclássica.
-Todos os postulados do marginalismo foram essenciais, com as devidas melhorias
inerentes do processo histórico, para a criação de outras correntes econômicas como
o pensamento keynesiano que desempenhou grande papel na economia global, em
1929. O pensamento marginal tornou a economia mais exata, de maneira geral.
-"[Na década de 1870] a análise econômica foi revolucionada pela introdução de um
novo ponto de vista de um novo instrumento poderoso. O novo ponto de vista dizia
respeito ao papel da utilidade na determinação do valor; e o novo instrumento era o
conceito do incremento adicional ou marginal. (…) Seu descobrimento e a precisão
desenvolvida em seu uso deram ao economista um instrumento analítico que desde
então se tornou indispensável." (RIMA, 1977, p. 247).
-Outra principal contribuição foi a visão dada de que para uma economia crescer, é
imprescindível o aumento da renda dos agentes, já que para aumentar a satisfação
total, o indivíduo com mais renda pode aumentar o escopo de consumo de bens e
serviços.
*Keynes*
John Maynard Keynes (Cambridge, 5 de junho de 1883 — Tilton, East Sussex, 21 de
abril de 1946) foi um economista britânico cujas ideias mudaram fundamentalmente a
teoria e prática da macroeconomia, bem como as políticas económicas instituídas pelos
governos. Ele fundamentou as suas teorias noutros trabalhos anteriores que analisavam
as causas dos ciclos econômicos, refinando-asenormemente e tornando-se amplamente
reconhecido como um dos economistas mais influentes do século XX e o fundador da
macroeconomia moderna. O trabalho de Keynes é a base para a escola de pensamento
conhecida como keynesianismo, bem como suas diversas ramificações.
Na década de 1930, Keynes (pronúncia: /ˈkeɪnz/) iniciou uma revolução no pensamento
econômico, opondo-se às ideias da economia neoclássica que defendiam que os mercados
livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores contanto que eles
fossem flexíveis na sua procura salarial. Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, as
ideias econômicas de Keynes foram adotadas pelas principais potências econômicas do
Ocidente. Durante as décadas de 1950 e 1960, a popularidade das ideias keynesianas
refletiu-se na influência de seus conceitos sobre as políticas de grande número de
governos ocidentais.
A influência de Keynes na política econômica declinou na década de 1970, parcialmente
com resultados de problemas que começaram a afligir as economias norte-americana e
britânica no início da década (como a Crise do Petróleo) e também devido às críticas de
Milton Friedman e outros economistas liberais pessimistas em relação à capacidade do
Estado de regular o ciclo econômico com políticas fiscais. Entretanto, o advento da crise
econômica global do final da década de 2000 causou um ressurgimento do pensamento
keynesiano. A economia keynesiana forneceu a base teórica para os planos dos
presidentes norte-americanos Franklin Delano Roosevelt e Barack Obama, do primeiro-
ministro britânico Gordon Brown e de outros líderes mundiais para evitar a ocorrência de
uma Grande Recessão nos moldes da crise de 1929.
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Em 1999, a revista Time nomeou Keynes como uma das cem pessoas mais influentes do
século XX, dizendo que "sua ideia radical de que os governos devem gastar o dinheiro
que não têm, pode ter salvado a economia da localidade temporariamente". Keynes
defendeu uma política económica de estado intervencionista, através da qual os governos
usariam medidas fiscais e monetárias para mitigar os efeitos adversos dos ciclos
econômicos - recessão, depressão e booms. Além de economista, Keynes era também um
funcionário público, um patrono das artes, um diretor do Banco da Inglaterra, um
conselheiro de várias instituições de caridade, um escritor, um investidor privado, um
colecionador de arte e um fazendeiro. Dotado de imponente estatura, Keynes tinha 1,98
metro de altura.
O impacto da Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda nos meios acadêmicos e na
formulação de políticas públicas excedeu o que normalmente seria esperado, até mesmo
de pensadores tão destacados como John Maynard Keynes. A razão para seu
extraordinário sucesso, frente a defesa de longo tempo da "doutrina herdada" e à recepção
geralmente negativa nos círculos não-acadêmicos na época de sua publicação, em 1936,
é que a obra tinha alguma coisa para todos. É curioso salientar que, apesar do peso que a
política fiscal assume nas interpretações feitas a partir de Keynes, na Teoria Geral, mais
especificamente numa edição brasileira de 1996, tal expressão é vista apenas seis vezes,
além de uma vez como nota de rodapé.
Seu pai foi John Neville Keynes, secretário da Universidade de Cambridge, cuja obra
Escopo e Método de Economia Política (1891) é não apenas clássica em seu campo, mas
continua sendo um tratado eminentemente útil sobre o assunto de metodologia até nossos
dias. Sua mãe serviu como prefeita de Cambridge até 1932. John Maynard estudou no
famoso Colégio Eton, onde recebeu medalhas por mérito em matemática e recebeu uma
bolsa para estudar no King’s College, da universidade de Cambridge, onde estudou
Economia, tendo sido aluno de Alfred Marshall.
Em 1906, tendo passado no exame para o serviço civil, seguiu para a Índia Office, tendo
aí permanecido durante dois anos antes de voltar para o King’s College, onde se
especializou no ensino dos Princípios Econômicos de Marshall. A vida acadêmica,
ampliada para incluir tantos os interesses culturais como pecuniários que proporcionavam
uma bela renda adicional, era-lhe bastante adequada.
Mas ele sempre esteve envolvido em assuntosque distribui mercadorias com defeito. Aquino
argumentou contra qualquer forma de trapaça e recomendou que a compensação sempre
fosse paga na falta de um bom serviço. Enquanto as leis humanas não poderiam impor
sanções para lidar com o injusto, a lei divina pode, em sua opinião. Um dos principais
críticos de Aquino foi Duns Scot (1265-1308) em sua obra Sententiae (1295).
Originalmente a partir de Duns, Escócia, ele ensinou em Oxford, Colônia e Paris. Scot
pensou que era possível ser mais preciso no cálculo de um preço justo do que Tomás de
Aquino, enfatizando os custos de mão de obra e despesas – sendo que ele reconheceu que
as últimas podem ser infladas em exagero, porque o comprador e o vendedor geralmente
têm ideias diferentes do que um preço justo compreende . Se as pessoas não se
beneficiarem de uma transação, segundo a visão de Scot, eles não trocariam. Scot
defendeu os comerciantes por desempenharem um papel social necessário e útil,
transportando mercadorias e tornandoos disponíveis ao público.
0 FEUDALISMO
No período medieval, a Europa ocidental conheceu um sistema político, econômico e
social denominado feudalismo. Predominou do século IX ao século XI, mas suas origens
encontram-se na crise do Império Romano do Ocidente, a partir do século III. Começou
a declinar no fim do século XI, quando teve início a desintegração lenta e gradual das
relações servis de produção. O feudalismo não foi idêntico em todas as regiões da Europa,
sendo mais acentuado na França. Na Península Ibérica estava ocorrendo a luta entre os
cristãos e os mouros. Na Península Itálica, o feudalismo convivia com a atividade urbana
e comercial de algumas cidades, como Veneza, Pisa e Gênova.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nia_(Alemanha)
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Paris
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Suma_Teol%C3%B3gica
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Duns_Scot
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Esc%C3%B3cia
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AS ORIGENS DO FEUDALISMO
A ocupação dos bárbaros na porção ocidental do Império Romano provocou insegurança
entre a população, redução da atividade comercial e da vida urbana. Houve um processo
de ruralização da sociedade e, como os grandes proprietários de terras garantiam proteção
às pessoas que abandonavam a cidade buscando o campo, eles tiveram seu poder
aumentado. Essa ruralização acentuou-se com; - os constantes ataques dos árabes nas
cidades litorâneas da Europa, levando a população a fugir para o interior do continente
(século VII); - o desmembramento do Império Carolíngio, o que provocou o
enfraquecimento do poder real; _ as invasões dos normandos (também chamados de
vikings) e húngaros, no século IX, aumentando o clima de insegurança na Europa. Em
decorrência, como os senhores de terras organizavam a defesa nas suas propriedades,
tiveram seu poder político aumentado. Algumas instituições que vigoraram durante o
feudalismo foram herdadas dos romanos e dos bárbaros germanos: - Clientela - na antiga
Roma, havia o cliente, em geral um plebeu que, em busca de proteção e ajuda, ligava-se
a um patrício. Em troca, prestava serviços e fornecia rendas ao seu protetor. Essa relação
de dependência era muito semelhante à que o servo tinha com o senhor durante o
feudalismo; - Colonato – instituição romana que obrigava o colono a permanecer nas
propriedades rurais; - Comitatus – Instituição germana pela qual os guerreiros se uniam
voluntariamente em torno de um líder militar, ao qual deviam total obediência; -
Benefício – instituição que vigorava no Império Carolíngio. Consistia na doação de terras
como recompensa por serviços prestados, principalmente ajuda militar.
A ECONOMIA FEUDAL
A economia feudal estava voltada para a agricultura. Os feudos eram autossuficientes,
isto é, produziam tudo aquilo de que necessitavam para sobreviver. Neles havia uma
pequena circulação monetária e as trocas de gêneros, na maioria dos casos, eram feitas in
natura-(esta no estado natural, sem processamento industrial). Predominavam as
relações servis de produção, baseadas nas obrigações compulsórias impostas pelos
senhores ao servo. As técnicas de cultivo eram rudimentares, e o resultado era a baixa
produtividade. Para melhor aproveitamento das terras, utilizava-se o sistema dos três
campos. Enquanto dois campos eram cultivados, o terceiro permanecia em repouso.
Nesse sistema havia a rotatividade de culturas. Por exemplo, num campo plantava-se trigo
no primeiro ano, cevada no segundo, e no terceiro ele ficava em repouso. Além da
agricultura, os camponeses criavam suínos, bovinos e aves, e ainda abelhas para a
produção de mel, utilizado para adoçar os alimentos.
O RENASCIMENTO
O Renascimento foi um movimento cultural, econômico e político, surgido na Itália no
século XIV e se estendeu até o século XVII por toda a Europa.
Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e gerado pelas modificações econômicas,
o Renascimento reformulou a vida medieval, e deu início à Idade Moderna.
Origem do Renascimento
O termo Renascimento foi criado no séc. XVI para descrever o movimento artístico que
surgiu um século antes. Posteriormente acabou designando as mudanças econômicas e
políticas do período também e é muito contestado hoje em dia.
Afinal, as cidades nunca desapareceram totalmente e os povos não deixaram de
comercializar entre si, nem de usar moeda. Houve, sim, uma diminuição dessas atividades
durante a Idade Média.
Observamos, porém, que na Península Itálica várias cidadespúblicos numa posição ou outra,
particularmente em questões de comércio e finanças. Este aspecto de sua carreira está em
perfeita consonância com sua abordagem predominantemente pragmática; a economia
como ciência pura era-lhe muito menos interessante do que a economia a serviços de
políticas.
Com efeito, a contribuição de Keynes à teoria e à prática de economia política tem de ser
vista em perspectiva, tendo como fundo os anos de guerra e entre-guerras, a fim de ser
plenamente compreendida e apreciada. Estes anos foram marcados pela interrupção das
relações de comércio e do padrão-ouro durante a Primeira Guerra Mundial, seguindo-se
primeiramente a inflação, a instabilidade da taxa de câmbio e os desequilíbrios do balanço
de pagamentos, e mais tarde pela deflação e desemprego em massa em escala
internacional. O exame teórico desses fenômenos catastróficos e, mais importante sob o
ponto de vista de Keynes, as soluções práticas para os problemas criados por estes
mesmos fenômenos estavam na ordem do dia.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Time_(revista)
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https://pt.wikipedia.org/wiki/100_Pessoas_mais_Importantes_do_S%C3%A9culo
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Intervencionismo
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_fiscal
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https://pt.wikipedia.org/wiki/1936
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Marshall
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Entre-guerras
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Com a irrupção da Segunda Guerra Mundial, Keynes dedicou-se a questões concernentes
às finanças de guerra e ao restabelecimento final do comércio internacional e de moedas
estáveis. Suas ideias sobre estes assuntos foram oferecidos em um panfleto Como Pagar
a Guerra, publicado em 1940, e no "Plano Keynes" para o estabelecimento de uma
autoridade monetária internacional que ele propôs em 1943. Embora seu plano tenha sido
rejeitado, a proposta que foi adotada em 1944 na Conferência de Bretton Woods, da qual
participou como líder na delegação britânica, refletia claramente a influência de seu
pensamento.
Na ocasião de seu falecimento, em princípios de 1946, pouco depois de ter preparado o
acordo de empréstimo americano, ele era o economista líder não somente da Inglaterra,
mas do mundo. Foi um teorista brilhante, mas considerava a teoria principalmente como
um guia para diretrizes de política económica. Assim, talvez mais do que qualquer outro
indivíduo, Keynes é o responsável pelo retorno ao que afinal se conhecia como "economia
política". Ele teve vários relacionamentos com vários indivíduos, inclusive uma bailarina
de origem russa.
Micro e Macroeconomia
Anterior ao pensamento keynesiano, a Microeconomia estuda as relações individuais
entre os vários agentes econômicos. Estabelece que as forças de oferta e de procura
provocariam processos de ajustes para o equilíbrio em todos os preços e valores, plena
utilização dos fatores de produção, e um preço de equilíbrio para o uso de cada um. Os
desvios desses níveis eram considerados temporários. De modo geral, a análise anterior
do preço e do valor assentava-se em hipóteses baseadas no "laissez-faire" e a aplicação
de tal teoria implicava a perfeita mobilidade dos fatores no seio de uma economia auto
reguladora. Poder-se-ia exemplificar como casos específicos da Microeconomia a
procura pelo trigo ou o nível salarial de uma determinada indústria.
Por outra visão, a Macroeconomia cuida dos totais ou agregados. Trata da renda nacional
total, e como a mesma é afetada pelos gastos e poupanças totais. A Microeconomia está
incorporada a esta. Observa o comportamento da economia total e reconhece que o dano
de uma das partes é prejudicial ao todo. A ideia de fluxo é da mais alta importância pelo
fato de que a renda total nacional da sociedade deve ser mantida em certos níveis para
garantir os níveis considerados desejados pelos intervencionistas de investimentos,
economias e emprego.
É uma espécie de conceito de equilíbrio geral: todo elemento da economia depende de
todos os demais elementos. Contrariando a Microeconomia, não aceita o laissezfaire,
considerando-o, na verdade, uma filosofia inteiramente indigna de confiança e que pode
ser julgada grandemente responsável pelas violentas perturbações no nível das atividades
comerciais e pelo desemprego subsequente. Contudo, a Macroeconomia é anterior a
Keynes. Keynes e política económica
J. M. Keynes discordou da lei de Say, que Keynes resumiu como: "a oferta cria sua
própria demanda". Assim como Thomas Malthus, não acreditava que a produção de
mercadorias geraria, sempre e obrigatoriamente, demanda suficiente para outras
mercadorias. Poderiam ocorrer crises de superprodução, como ocorreu na década de
1930. Para ele o livre mercado pode, durante os períodos recessivos, não gerar demanda
bastante para garantir o pleno emprego dos fatores de produção devido ao
"entesouramento" das poupanças. Nessa ocasião seria aconselhável que o Estado criasse
https://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_de_Bretton_Woods
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déficitsfiscais para aumentar a demanda efetiva e instituir uma situação de pleno
emprego.
A teoria dos ciclos comerciais, seja ela monetária ou não em sua maneira de apreciar a
questão, interessa-se primordialmente pelos problemas das rendas e empregos flutuantes;
esses problemas preocuparam os economistas por muitos anos. Os estudos primitivos
sobre os ciclos comerciais raramente empregaram muita evidência empírica, mas pelo
menos nos Estados Unidos a macroanálise existiu durante meio século. Keynes fez a
ênfase recair inteiramente sobre os níveis de renda, que segundo ele, afetavam os níveis
de emprego, o que constitui, naturalmente, uma ênfase diferente da encontrada nos
estudos anteriores. É provavelmente verídico que toda a economia keynesiana tenha-se
destinado a encontrar as causas e curas para o desemprego periódico. Keynes não
encontrou solução alguma para o problema em quaisquer trabalhos sobre Economia
Política então existentes, sendo os seus esforços, portanto, grandemente exploratórios.
Desviou-se claramente da maioria das teorias econômicas anteriores, até mesmo da de
seu professor, Alfred Marshall, a qual era considerada pela maior parte dos eruditos quase
sacrossanta. É verdade que muitas de suas ideias combinaram com as dos economistas
anteriores, como Lauderdale, Malthus, Rae, Sismondi, Say, Quesnay e outros. Keynes
combinou suas próprias teorias e os desenvolvimentos anteriores em uma análise que
ocasionou transformações na Economia aceita em grau que raiou pela revolução.
O objetivo de Keynes, ao defender a intervenção do Estado na economia não é, de modo
algum, destruir o sistema capitalista de produção. Muito pelo contrário, segundo o autor,
o capitalismo é o sistema mais eficiente que a humanidade já conheceu (incluindo aí o
socialismo). O objetivo é o aperfeiçoamento do sistema, de modo que se una o altruísmo
social (através do Estado) com os instintos do ganho individual (através da livre iniciativa
privada). Segundo o autor, a intervenção estatal na economia é necessária porque essa
união não ocorre por vias naturais, graças a problemas do livre mercado
(desproporcionalidade entre a poupança e o investimento e o "estado de ânimo" ou o
"[espírito animal]", dos empresários). Ele também é um economista anti-inflacionista ao
declarar que a inflação é um confisco da renda por parte do governo.
Investimento e expectativas
Para Keynes, o investimento depende da interação entre a eficiência marginal do capital
e da taxa de juros. Keynes não considera, como muitos dos autores neoclássicos, a taxa
de juros como um custo de empréstimo ou de financiamento, nem mesmo um custo de
oportunidade correspondente ao retorno proporcionado pelos ativos aplicados no
mercado financeiro, em relação ao investimento em bens de capital produtivo e nem a
diferença de preço entre bens de capital e bens de consumo. A taxa de juros, segundo o
próprio autor, é "uma medida da relutância daqueles que possuem dinheiro em desfazerse
do seu controle líquido sobre ele". Ou seja, é o prêmio que um agente econômico recebe
ao privar-se de sua liquidez.
Essa preferência pela liquidez de seus ativos por parte dos agentes econômicos se justifica
por causa de incerteza quanto ao futuro dos eventos económicos e do resultado futuro dos
investimentos passados e presentes. Por essa razão, os indivíduos preferem manter sua
riqueza na forma de dinheiro.
Por isso, segundo Keynes, a taxa de juros representa um limite ao investimento produtivo,
apenas por ser um trade-off do investidor, quando aplica seu capital em uma ampla
https://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfred_Marshall
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Malthus
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Quesnay
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Livre_mercado
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Efici%C3%AAncia_marginal_do_capital
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Taxa_de_juros
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Incerteza
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carteira de ativos, entre o investimento (capital produtivo) e a liquidez (capital
monetário).
São bastante discutíveis as razões pelas quais a eficiência marginal do capital deve ser
necessariamente decrescente conforme o volume de investimento. O que ocorre, segundo
Keynes, são expectativas de retornos declinantes com o nível de investimento para, de
um lado, um dado tamanho (ou crescimento) do mercado, e do outro um crescente risco
financeiro associado ao endividamento e à perda de liquidez.
O declínio da eficiência marginal do capital decorre de sua escassez decrescente com o
volume demandado, como ocorre com qualquer ativo de capital. Para ativos de capital
produtivo, o limite para o investimento é dado pelo mercado dos bens produzidos com
esse capital. O declínio do seu rendimento marginal se dá devido aos crescentes custos
financeiros decorrentes de amortizações e dívidas contraídas pela empresa investidora,
ou ainda o fluxo de desembolsos para o pagamento desses mesmos bens de capital, o que
reduz a condição de liquidez da empresa. Esses fatores aumentam os riscos financeiros
assumidos pelos investidores, o que faz com que as suas expectativas de retorno sejam
cada vez menores. O economista também era a favor de uma ampliação do déficit apenas
em épocas de crise.
Em resumo, Keynes percebe o investimento produtivo como um fenômeno monetário, ao
invés de autores clássicos que desvinculavam poupança de investimento. A conotação
monetária do investimento para Keynes envolve também em reconhecer que as próprias
definições do investimento produtivo e de preferência pela liquidez encontram-se
interligados pela mútua dependência de expectativas referentes à incerteza frente a
acontecimentos futuros.
A peculiaridade das expectativas de longo prazo associadas ao investimento produtivo
está principalmente na maior duração do período de comprometimento do investidor com
ativos produtivos duráveis, isto é, de baixa liquidez, o que acarreta a dificuldade ou
impossibilidade dos erros de correção, por baixos custos, dos erros de previsão quanto
aos futuros da economia e dos mercados. Torna-se, portanto, essencial para que os
agentes econômicostomem decisões seguras, buscando minimizar a incerteza.
Porém, como Keynes considera a incerteza uma força endógena ao sistema capitalista, a
solução adotada pelos agentes econômicos que possuem ativos é, ao invés de eliminar,
contornar as incertezas de suas expectativas pelo recurso da adoção de normas de
comportamento convencionais. Essas normas de comportamento convencionais, segundo
Keynes, consistem em "supor que o presente estado de coisas continuará indefinidamente
a menos que haja razões específicas para esperar mudanças".
As expectativas de longo prazo não estão sujeitas à revisão repentina, e por isso não
podem ser afetadas pelos resultados futuros, e nem eliminadas. Não pode haver, portanto,
comportamentos cautelosos, na forma de expectativas adaptativas (e muito menos
expectativas racionais), que amenizem as incertezas e estabilizem os investimentos. Pois,
a incerteza é uma característica intrínseca do sistema capitalista. Ou seja, em suma, a
reação natural dos indivíduos às incertezas quanto aos acontecimentos econômicos
futuros é se guiar por um comportamento convencional, que aplaina o caminho do
investimento por intermédio de um não desprezível componente inercial das expectativas.
https://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A9ficit
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Longo_prazo
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Keynes, comércio livre e protecionismo O ponto de viragem da Grande Depressão
No início da sua carreira, Keynes era um economista marshallês profundamente
convencido dos benefícios do comércio livre. A partir da crise de 1929, registando o
empenho das autoridades britânicas em defender a paridade do ouro da libra esterlina e a
rigidez dos salários nominais, ele adoptou gradualmente medidas protecionistas.
A 5 de Novembro de 1929, numa audição do Comité MacMillan para tirar a economia
britânica da crise, Keynes indicou que a introdução de direitos aduaneiros sobre as
importações ajudaria a reequilibrar a balança comercial. O relatório da comissão afirma
numa secção intitulada "controlo das importações e ajuda à exportação" que, numa
economia onde não existe pleno emprego, a introdução de direitos aduaneiros pode
melhorar a produção e o emprego. Assim, a redução do défice comercial favorece o
crescimento do país.
Em Janeiro de 1930, no âmbito do Economic Advisory Council, Keynes propôs a
implementação de um sistema de proteção para reduzir as importações. No Outono de
1930, propôs uma tarifa uniforme de 10% sobre todas as importações e subsídios da
mesma taxa para todas as exportações.
No Outono de 1930, no Tratado sobre o dinheiro, retomou a ideia de tarifas ou outras
restrições comerciais a fim de reduzir o volume das importações e reequilibrar a balança
comercial.
A 7 de Março de 1931, no New Statesman and Nation, escreveu um artigo intitulado
"Proposal for a Tariff Revenue" (Proposta de Receita Tarifária). Ele assinala que a
redução dos salários leva a uma redução da procura interna que restringe o mercado. Em
vez disso, ele propôs a ideia de uma política expansionista combinada com um sistema
tarifário para neutralizar os efeitos na balança comercial. A aplicação de direitos
aduaneiros pareceu-lhe "inevitável, seja quem for o Chanceler do Tesouro". Assim, para
Keynes, uma política de recuperação económica só é plenamente eficaz se o défice
comercial for eliminado. Propôs um imposto de 15% sobre os produtos manufaturados e
semi-manufacturados e um imposto de 5% sobre certos alimentos e matérias-primas,
estando outros necessários para a exportação isentos (lã, algodão).
Em 1932, num artigo intitulado "Pro- e Anti-tarifários", publicado em The Listener,
previa a proteção dos agricultores e de certos sectores como a indústria automóvel e a
indústria do ferro e do aço, considerando que eram indispensáveis para a Grã-Bretanha.
Críticas ao modelo de comércio livre
Na situação pós-crise de 1929, Keynes considerou irrealistas os pressupostos do modelo
de comércio livre. Criticou, por exemplo, a hipótese neoclássica de ajustamento salarial.
Já em 1930, numa nota que dirigiu ao Economic Advisory Council , duvidava da
intensidade do ganho resultante da especialização no caso de bens manufaturados.
Enquanto participava no Comité MacMillan, admitiu que já não "acreditava num grau
muito elevado de especialização nacional" e recusou-se a "abandonar qualquer indústria
que seja incapaz, por enquanto, de sobreviver". Criticou também a dimensão estática da
teoria da vantagem comparativa que, segundo ele, ao fixar definitivamente as vantagens
comparativas, conduz de facto a um desperdício de recursos nacionais.
No Daily Mail de 13 de Março de 1931, descreveu como "disparate" a hipótese de uma
perfeita mobilidade sectorial do trabalho, uma vez que estipula que uma pessoa
desempregada contribui para reduzir a taxa salarial até encontrar um emprego. Mas para
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Keynes, esta mudança de emprego pode envolver custos (procura de emprego, formação)
e nem sempre é possível. Em geral, para Keynes, as hipóteses de pleno emprego e retorno
automático ao equilíbrio desacreditam a teoria da vantagem comparativa.
Em Julho de 1933, publicou um artigo no New Statesman and Nation intitulado National
Self-Sufficiency, criticando o argumento da especialização das economias, que é a base
do comércio livre. Ele propôs que se procurasse um certo grau de auto-suficiência. Em
vez da especialização das economias defendida pela teoria Ricardiana da vantagem
comparativa, prefere a manutenção de uma diversidade de atividades para as nações. Em,
National Self-Sufficiency, refuta o princípio do comércio pacificador. A sua visão do
comércio tornou-se a de um sistema em que os capitalistas estrangeiros competem pela
conquista de novos mercados.
Ele observa em National Self-Sufficiency:
“ Um grau considerável de especialização internacional é necessário num mundo
racional em todos os casos em que é ditado por grandes diferenças de clima,
recursos naturais, aptidões nativas, nível de cultura e densidade populacional.
Mas sobre uma gama cada vez mais vasta de produtos industriais, e talvez
também de produtos agrícolas, tornei-me duvidoso se a perda económica da
auto-suficiência nacional é suficientemente grande para superar as outras
vantagens de trazer gradualmente o produto e o consumidor no âmbito da
mesma organização nacional, económica e financeira. A experiência
acumulada prova que a maioria dos processos modem de produção em massa
podem ser realizados na maioria dos países e climas com
eficiência quase igual. ”
Ele escreve em "National Self-Sufficiency"
“ Simpatizo, portanto, com aqueles que minimizariam, e não com aqueles que
maximizariam, o emaranhado económico entre as nações. Ideias,
conhecimento, ciência, hospitalidade, viagens - estas são as coisas que, pela
sua natureza, deveriam ser internacionais. Mas deixe os bens serem feitos em
casa sempre que for razoável e convenientemente possível e, acima de tudo,
deixe o financiamento ser principalmente nacional. ”
Mais tarde, Keynes teve uma correspondência escrita com a James Meade que se centrou
na questão da restrição às importações. Keynes e Meade discutiram a melhor escolha
entre quota e tarifa. Em Março de 1944 Keynes iniciou uma discussão com Marcus
Fleming após esta última ter escrito um artigo intitulado "Quotas versus depreciação".
Nesta ocasião, notou-se que ele continuou a defender uma posição protecionista muito
depois da Grande Depressão. De facto, considerou que as quotas poderiam ser mais
eficazesdo que a desvalorização da moeda ao lidar com desequilíbrios externos. Assim,
para Keynes, a depreciação monetária já não era suficiente e tornaram-se necessárias
medidas protecionistas para evitar os défices comerciais. Para evitar o regresso das crises
devido a um sistema económico auto regulador, pareceu-lhe essencial regular o comércio
e parar o comércio livre (desregulamentação do comércio externo).
Em seguida, assinalou que os excedentes levam a uma fraca procura agregada - os países
que produzem excedentes exercem uma "externalidade negativa" sobre os seus parceiros
comerciais. Os países que importam mais do que exportam enfraquecem as suas
https://pt.wikipedia.org/wiki/James_Meade
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Marcus_Fleming
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Grande_Depress%C3%A3o
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economias. Quando o défice comercial aumenta, o desemprego aumenta e o PIB abranda.
E os países excedentários enriquecem à custa dos países deficitários. Destroem a
produção dos seus parceiros comerciais. John Maynard Keynes acreditava que os
produtos dos países excedentários deveriam ser tributados para evitar desequilíbrios
comerciais. Assim, ele já não acredita na teoria da vantagem comparativa (em que se
baseia o comércio livre) que afirma que o défice comercial não importa, uma vez que o
comércio é mutuamente benéfico.
Isto também explica a sua vontade de substituir a liberalização do comércio internacional
(comércio livre) por um sistema regulamentar destinado a eliminar os desequilíbrios
comerciais nestas propostas para os acordos de Bretton Woods.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vantagem_comparativa
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Com%C3%A9rcio_livre
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Bretton_Woods
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GRH/GAE
Pensamento Económico da Antiguidade
IDADE MÉDIA
0 FEUDALISMO
AS ORIGENS DO FEUDALISMO
A ECONOMIA FEUDAL
O RENASCIMENTO
Origem do Renascimento
Cultura renascentista
O Humanismo renascentista
Renascimento científico
Renascimento comercial
1.3. O Pensamento Económico Pré-Clássico (ainda não é científico)
O Mercantilismo
Características do Mercantilismo
Absolutismo e Mercantilismo
A FISIOCRACIA
Conceito (o que é)
A ECONOMIA DO MUNDO NO SECULO XVIII
Socialismo X Liberalismo – Conflito ideológico no Século XIX
A formação do capital financeiro
O Iluminismo
Características do Iluminismo
Economia
AS REVOLUÇOES LIBERIAS
O CAPITALISMO
A livre concorrência;
A possibilidade de acumulação de riquezas;
*Origem do capitalismo*
*Capitalismo Comercial*
Capitalismo Industrial
Capitalismo Financeiro ou Monopolista
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
O trabalhador na Revolução Industrial
Cartismo e ludismo
Fases da Revolução Industrial
→ Primeira Revolução Industrial
→ Segunda Revolução Industrial
A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Revolução
Consequências
-Resumo
ESCOLA CLASSICA
A ESCOLA CLÁSSICA – PRECURSORES
VISÃO GERAL DA ESCOLA CLÁSSICA
PRINCIPAIS DOGMAS DA ESCOLA CLÁSSICA
SIR DUDLEY NORTH
RICHARD CANTILLON
David Ricardo, a economia como sistema de análise de produção e distribuição
Contexto histórico
Malthusianismo
Teoria Malthusiana e a fome no mundo
Críticas à Teoria Malthusiana
Teoria Neomalthusiana
Teoria Reformista
Alguns flashes biográficos e bibliográficos
Traité d’Économie Politique (2 volumes – 1803); Cathécisme d’Économie Politique (1817); Lettres à Malthus (1820);
2. Principais contribuições à teoria econômica
2.1. Valor utilidade
2.2. A lei dos mercados (ou lei de Say)
2.3. Ênfase no papel do empreendedor
3. Considerações sobre a importância e a influência de Jean-Baptiste Say
Escola Neoclássica
Inicio do pensamento Marginalista
*Keynes*
Micro e Macroeconomia
Investimento e expectativas
Keynes, comércio livre e protecionismo O ponto de viragem da Grande Depressão
Críticas ao modelo de comércio livrecomo Veneza, Gênova,
Florença, Roma, dentre outras, se beneficiaram do comércio com o Oriente.
Estas regiões se enriqueceram com o desenvolvimento do comércio no Mar Mediterrâneo
dando origem a uma rica burguesia mercantil. A fim de se afirmarem socialmente, estes
comerciantes patrocinavam artistas e escritores, que inauguraram uma nova forma de
fazer arte.
A Igreja e nobreza também foram mecenas de artistas como Michelangelo, Domenico
Ghirlandaio, Pietro della Francesa, entre muitos outros.
Cultura renascentista
Destacamos cinco características marcantes da cultura renascentista:
Racionalismo - a razão era o único caminho para se chegar ao conhecimento, e que tudo
podia ser explicado pela razão e pela ciência.
Cientificismo - para eles, todo conhecimento deveria ser demonstrado através da experiência
científica.
Individualismo – o ser humano buscava afirmar a sua própria personalidade, mostrar seus
talentos, atingir a fama e satisfazer suas ambições, através da concepção de que o direito
individual estava acima do direito coletivo.
Antropocentrismo - colocando o homem como a suprema criação de Deus e como centro do
universo.
Classicismo – os artistas buscam sua inspiração na Antiguidade Clássica greco-romana para
fazer suas obras.
O Humanismo renascentista
O humanismo foi um movimento de glorificação do homem e da natureza humana, que
surgiu nas cidades da Península Itálica em meados do século XIV.
O homem, a obra mais perfeita do Criador, era capaz de compreender, modificar e até
dominar a natureza. Por isso, os humanistas buscavam interpretar o cristianismo, utilizando
escritos de autores da Antiguidade, como Platão.
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A religião não perdeu importância, mas foi questionada e daí surgiram novas correntes
cristãs como o protestantismo.
O estudo dos textos antigos, igualmente, despertou o gosto pela pesquisa histórica e pelo
conhecimento das línguas clássicas como o latim e o grego.
Desta forma, o humanismo se tornou referência para muitos pensadores nos séculos
seguintes, como os filósofos iluministas do século XVII.
Luís de Camões: teve destaque na literatura renascentista em Portugal, sendo autor do
grande poema épico "Os Lusíadas".
Renascimento científico
O Renascimento foi marcado por importantes descobertas científicas, notadamente nos
campos da astronomia, da física, da medicina, da matemática e da geografia.
O polonês Nicolau Copérnico, que negou a teoria geocêntrica defendida pela Igreja, ao
afirmar que "a Terra não é o centro do universo, mas simplesmente um planeta que gira em
torno do Sol".
Galileu Galilei descobriu os anéis de Saturno, as manchas solares, os satélites de Júpiter.
Perseguido e ameaçado pela Igreja, Galileu foi obrigado a negar publicamente suas ideias e
descobertas.
Na medicina os conhecimentos avançaram com trabalhos e experiências sobre circulação
sanguínea, métodos de cauterização e princípios gerais de anatomia.
Renascimento comercial
Todas essas inovações só foram possíveis graças ao crescimento comercial que houve na
Idade Média.
Quando as colheitas eram boas e sobravam alimentos estes eram vendidos em feiras
itinerantes. Com o incremento comercial, os vendedores passaram a se fixar em
determinados locais que ficou conhecido como burgo. Assim, quem morava no burgo foi
chamado de burguês.
Nas feiras era mais fácil usar moedas do que o sistema de trocas. No entanto, como cada
feudo tinha sua própria moeda ficava difícil saber qual seria o valor correto. Dessa forma,
surgiram pessoas especializadas na troca de moeda (câmbio), outras em fazer empréstimos
e garantir pagamentos e que é a origem dos bancos.
O dinheiro, então, passou a ser mais valorizado do que a terra e isso inaugurou uma nova forma
de pensar e se relacionar em sociedade onde tudo seria medido pela quantidade de dinheiro que
custava.
1.3. O Pensamento Económico Pré-Clássico (ainda não é científico)
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Contribuições dos pensadores:
Gregos
Romanos
Católicos
Mercadores (comerciantes)
Gregos - “Arte da gestão familiar”, resolver questões práticas.
Romanos - Enfase na jurisprudência, na ética e na religião (leis com base na razão).
Mercantilistas - Técnicas contabilísticas, consolidação do poder do Estado, reforço do
comércio.
A monarquia começou a substituir os relacionamentos feudais, a Tributação substitui o
serviço pessoal como meio de sustento do Estado. Foi a Era do Mercantilismo, a decisão
económica ainda não estava separada pelo Estado.
Subsequentemente, a Economia separou-se da Política, desenvolvendo os conceitos da
Ordem Natural e da Lei Natural.
Estes conceitos tornaram-se o veículo para o Liberalismo político e económico dos
Fisiocratas e de Adam Smith durante o século XVIII.
O Mercantilismo
Mercantilismo é conhecido como um conjunto de ideias e práticas econômicas executadas
pelos Estados absolutistas europeus durante a Idade Moderna, posterior ao período do
Feudalismo.
O Mercantilismo é caracterizado por representar a intervenção do Estado sobre a
economia, criando uma série de processos protecionistas que garantiam o enriquecimento
com base na quantidade de capitais armazenados nos seus cofres. Quem saía ganhando
com este sistema econômico era exclusivamente a burguesia e a nobreza.
A política mercantilista está baseada na ideia de que a riqueza e desenvolvimento do
país era proporcional a quantidade de metais preciosos (ouro e prata, principalmente) que
tinham em seu poder. Quanto maior o acúmulo dessas riquezas, maior seria o prestígio e
respeito que o país teria entre as outras nações.
O Mercantilismo se intensificou a partir do século XV, com o início das grandes
explorações marítimas, principalmente por Espanha, França e Portugal, e entrou em
declínio em meados do século XVIII, com o surgimento de ideias liberais, onde as pessoas
começavam a questionar a interferência direta do Estado na economia.
O termo “Mercantilismo” foi criado pelo economista e filósofo escocês Adam Smith, em
1776.
Características do Mercantilismo
Vigente durante o Absolutismo Monárquico, sistema de governo centrado exclusivamente
na figura do rei / rainha. Assim, o Estado controlava totalmente a economia;
Acúmulo máximo de metais preciosos, prática que ficou conhecida como Metalismo ou
Bulionismo;
Estado exporta mais do que importa, tática aplicada para fortalecer a indústria nacional. Esta
prática ficou conhecida como Colbertismo (em referência ao ministro das finanças francês
Jean-Baptiste Colbert, que impulsionou a ideia) ou Balança Comercial Favorável;
Acúmulo de capitais oriundos do comércio marítimo pelos países europeus, graças as
grandes navegações. Graças a este sistema, os países podiam comprar barato e vender
caro, através dos Pactos Coloniais;
Incentivo e desenvolvimento de indústrias locais, principalmente nos países mais ricos,
dificultando a necessidade de importar produtos de outros Estados e evitando a saída de
moedas;
Não significa, no entanto, que todas essas características eram seguidas em todos os países.
Cada Estado dava preferência para um tipo de mercantilismo, seja ele o Metalista (como o
adotado pela Espanha,por exemplo), ou o Colbertismo (que era mais comum na França).
Um dos países que mais mostrou versatilidade na aplicação do Mercantilismo foi Portugal
que, de acordo com a situação econômica, criava um novo método de exploração que
pudesse garantir a proteção da riqueza do Estado.
Porém, pode-se afirmar que a ideia do protecionismo e do metalismo foram comuns e
estiveram presentes em praticamente todos os tipos de mercantilismo.
Absolutismo e Mercantilismo
Como dito, o Mercantilismo foi o principal sistema econômico durante o Absolutismo
monárquico europeu, entre os séculos XV e XIII.
O regime absolutista, como o próprio nome sugere, concentrava o poder absoluto do Estado
nas mãos de apenas uma pessoa: um rei ou uma rainha, geralmente.
Durante este período, a realeza mostrou-se aliada da alta burguesa, incentivando a
exploração marítima e a ampliação do comércio por parte desta. Assim, o Mercantismo
representava sinônimo de aumento de poder, pois quanto maior a expansão territorial, maior
seriam os impostos cobrados pela Coroa.
A FISIOCRACIA
Conceito (o que é)
Fisiocracia é uma escola de pensamento econômico, fundamentada na liberdade,
defendida por economistas, chamados de fisiocratas, no contexto do Iluminismo da
segunda metade do século XVIII. O termo fisiocracia tem origem no grego, significando
“governo da natureza”.
A Fisiocracia, principalmente as teorias econômicas de Adam Smith, forneceu a base para
o desenvolvimento do Liberalismo Econômico. A principal obra fisiocrata foi “A riqueza
das nações” de Adam Smith.
Principais características (ideais económicos) da Fisiocracia:
- O mercado, principalmente os preços, deve ser regulado pela lei da oferta e procura
(demanda). Portanto, defendiam o livre comércio.
- Pouquíssima ou nenhuma interferência do Estado na economia.
- A Economia é entendida como uma ciência natural.
- Valorização das atividades agrícolas como fonte de riqueza das nações.
- Oposição ao modelo de intervenção econômica mercantilista, praticado pelos governos
absolutistas na Europa.
- Adoção de abordagem sistemática para a teoria econômica.
- Valorização da capacidade de produção ao invés do acúmulo de riquezas derivado do
comércio internacional.
- Existência de legislação eficiente para defender a propriedade privada.
- Utilização de uma parcela dos lucros para aumentar a produção.
Principais economistas da Fisiocracia:
- Adam Smith
- François Quesnay
- Jacques Turgot
- Pierre Samuel du Pont de Nemours
Saiba que:
- Muitas ideias e teorias econômicas dos fisiocratas influenciaram grandes economistas
como, por exemplo. Adam Smith, Henry George, David Ricardo e John Stuart Mill.
-Pierre Samuel du Pont de Nemours: importante economista fisiocrata francês.
A fisiocracia é a primeira escola de economia científica, sofre influência do iluminismo
e se opõe ao mercantilismo. O pensamento fisiocrata impõe que a agricultura é o
https://www.suapesquisa.com/economia/francois_quesnay.htm
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https://www.suapesquisa.com/economia/jacques_turgot.htm
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verdadeiro modo de gerar riqueza, possibilitando maior margem de lucro mesmo com
pouco investimento.
Também sobre a atividade agrícola recaem todos os impostos, do qual estão isentos os
demais integrantes da sociedade.
A escola Fisiocrática defende o liberalismo econômico alcançado com a não intervenção
do Estado na economia. Assim, a economia seria governada pela ordem natural. Em
consequência dessa linha, surge a expressão "laissez-Faire, laissez-Fasser", que significa
"deixar fazer, deixar passar".
O pensamento fisiocrata reduz a sociedade a três classes: a classe produtora, a classe dos
proprietários e a classe estéril.
A classe agrícola é a responsável pelo cultivo da terra. É composta por produtores,
arrendatários e camponeses. Já a classe dos proprietários, como o nome diz, é
compreendida pelos donos da terra, que se sustentam da renda gerada pela classe agrícola.
A classe estéril é integrada por todos os cidadãos que se ocupam de outras atividades
diferentes da agricultura.
Os fisiocratas também defendiam a teoria do excedente, produzindo riquezas acima da
demanda. Esse ponto está entre as principais críticas à Escola Fisiocrata que, segundo
Marx, explora o trabalhador assalariado para obter renda, a chamada mais-valia.
A ECONOMIA DO MUNDO NO SECULO XVIII
A partir do Século XVIII, a Inglaterra industrializou-se aceleradamente e, depois dela, a
França, a Bélgica, a Alemanha e a Itália. A máquina a vapor foi introduzida nos
transportes terrestres (estradas-de-ferro) e marítimos (barcos a vapor) Consequentemente
essa nova época foi regida pelos interesses da indústria e das finanças, sua associada e,
por vezes amplamente dominante, e não mais das motivações dinásticas-mercantis. Foi a
grande burguesia industrial e bancária, e não mais os administradores das corporações
mercantis e os funcionários reais, quem liderou o processo de expansão do capitalismo.
O Século XVIII foi também o século do fortalecimento do capitalismo inglês; o
capitalismo se enfraqueceu na Holanda, vegetou numa França largamente rural,
dominada pela corte e pelos salões, mal emergiu nos países em que, como na Prússia, “os
déspotas esclarecidos” adotaram as velhas receitas mercantilistas. Capitalismo ainda
amplamente colonial mercantil e manufatureiro, mas já capaz de se adaptar à nova
situação que a independência das colônias americanas ocasionara, e de criar, com a nova
onda de enclosures e com a proletarização das massas rurais, com o movimento
cumulativo de acumulação, com os progressos técnicos, as condições da grande
revolução industrial do Século XIX.
Nesse período, intensificou-se a pilhagem da América Latina que tem um papel
fundamental na acumulação das riquezas pela burguesia europeia, além de possibilitar o
aumento das compras no resto do mundo, especialmente na Ásia; acentuaram-se as
rivalidades entre as grandes potências, especialmente com as guerras entre a França e a
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Inglaterra; aconteceu a guerra de independência dos Estados Unidos em 4 de julho de
1776 e eclodiu a revolução francesa em 14 de julho de 1789.
Iniciada na Inglaterra, no ano de 1780, também chamada “era do carvão e do ferro” a
“Revolução” Industrial foi assim denominada por ter sido responsável por profundas e
radicais transformações. Embora tenha causado mudanças não só na indústria, mas
também na agricultura, pecuária, comércio, etc., as mais profundas se deram nos meios
de produção. Foi introduzida a prática mecânica, com máquinas a vapor e a carvão, o
trabalho assalariado, e a sociedade deixou de ser rural para ser urbana.
No início do Século XIX, o desenvolvimento capitalista da indústria, iniciado na
Inglaterra estava longe de ser dominante. No seu decorrer, principalmente através da
instalação de indústria mecanizada é que se opera a extensão do modo de produção
capitalista. Multiplicaram-se as fábricas, que nasceram na Inglaterra no fim do Século
XVIII, também na Bélgica, na França, na Suíça, na Alemanha, nos Estados Unidos, cujo
desenvolvimento foi marcante, particularmente nos setores motores da época, o têxtil e a
metalurgia. Antigos manufatureiros ou negociantes, filhos de artesãos e contramestres,
tornam-se fabricantes e fazem trabalhar, com a preocupação de dela tirar o máximo, uma
mão-de-obra deixada disponível pela transformação dos campos ou pela imigração.
Essa mão-de-obra disponível pela transformação do campo e pela imigração foi explorada
ao extremo pelos detentores das fábricas nascentes. O uso de novas tecnologias, como a
máquina a vapor, no final do Século XVIII e começo do Século XIX, ao invés de setransformar em instrumento de elevação do bem–estar social, representou, ao contrário,
em seu algoz. A exploração do homem pelo homem aumentou ainda mais. Tanto no
passado quanto na era contemporânea, a modernização do sistema capitalista vem, de um
lado, gerando uma riqueza extremamente polarizada e, de outro, incrementando grupos
de exclusão social.
No início do Século XIX, foram desenvolvidas duas concepções para a construção de um
mundo vindouro que garantisse a felicidade de todos: de um lado, a liberal, que defende
a propriedade privada dos meios de produção, a livre iniciativa, o livre jogo do mercado
e a limitação ao máximo da ação do Estado e, de outro, a socialista, fundada na
organização da sociedade que alcança, mais tarde, com os estudos realizados por Marx
sua versão científica ao estabelecer, com base na análise histórica e econômica do
capitalismo, que o comunismo deve lhe suceder “necessariamente” . As lutas populares
e operárias, a formação e o amadurecimento das classes operárias enraizarão e
concretizarão o projeto socialista de sociedade.
Socialismo X Liberalismo – Conflito ideológico no Século XIX
O capitalismo do Século XIX estabeleceu um brutal confronto entre a riqueza dos
detentores dos meios de produção, a burguesia e a miséria operária. O desenvolvimento
do capitalismo industrial proporcionou, também, a emergência de conflitos entre a
burguesia e o proletariado, o crescimento do movimento operário e o amadurecimento do
pensamento socialista com a contribuição de Blanqui, Engels e, principalmente, Marx
com sua monumental obra O Capital, dentre outros. As duas grandes contribuições que
se deve atribuir a Marx são a concepção materialista da história e a revelação do mistério
da produção capitalista através da mais-valia.
Desenvolvimento do capitalismo industrial
Crescimento do movimento operário
Conflitos entre burguesia e proletariado
Amadurecimento do pensamento socialista
– O processo de amadurecimento do pensamento socialista no Século XIX
A interpenetração dos bancos com a indústria, com tendências ao monopólio ou ao
oligopólio, fez com que o economista austríaco Hilferding (1985) a denominasse de o
capital financeiro, título da sua obra (Das Finanz Kapital, publicada em 1910),
considerando-a um fenómeno novo da economia-política moderna. Lênin definiu-a como
a etapa final do capitalismo, a etapa do imperialismo.
Bancos
Indústrias
Constituição de monopólios ou oligopólios
Capital financeiro
A formação do capital financeiro
Capital financeiro luta pela ampliação dos mercados e pela obtenção de novas e diversas
fontes de matérias primas. A doutrina econômica em que se baseia é a do capitalismo
laissez-faire, um liberalismo radical inspirado nos fisiocratas franceses e apoiado pelos
economistas ingleses Adam Smith e David Ricardo que advogavam a superação do
Mercantilismo com suas políticas arcaicas. Defendem o livre-cambismo nas relações
externas, mas em defesa das suas indústrias internas continuam em geral protecionistas,
como é o caso da política Hamiltoniana nos Estados Unidos, da Alemanha Imperial e do
Japão.
Os países industrializados defendem o livre-cambismo (o preço melhor vence) quando se
sentem fortes, como foi o caso da Inglaterra nos séculos XVIII e XIX e hoje é a posição
dominante dos Estados Unidos. Mas para aqueles que precisam criar sua própria indústria
ou proteger a que está ainda se afirmando, têm de recorrer à política protecionista com
suas elevadas barreiras alfandegárias, para evitar sua quebra. Esse momento irá se
caracterizar também pela ocupação territorial de certas partes da África e da Ásia, além
de estimular o povoamento das terras semi-desocupadas da Austrália e da Nova Zelândia.
A escravidão que havia sido o grande esteio da primeira globalização, tornou-se um
impedimento ao progresso do consumo e, somada à crescente indignação que ela
provocou, termina por ser abolida, primeiro em 1789 e definitivamente em 1848. No
Brasil ainda sobreviveu até 1888. Segundo Wallerstein (1997), o tráfico internacional de
escravos acabou devido à revolução industrial de 1760–1830 e o definitivo
estabelecimento da hegemonia mundial do Império Britânico após 1815. A necessidade
de mão-de-obra agrícola da África Ocidental sob domínio britânico e de cessação do
suprimento de escravos aos competidores europeus levaram o Reino Unido a promover a
abolição do tráfico de escravos em sua área de influência.
No campo da política, a revolução americana de 1776 e a francesa de 1789, irão liberar
enorme energia fazendo com que a busca da realização pessoal termine por promover
uma grande ascensão social das massas. Logo depois, como resultado das Guerras
Napoleônicas e da generalizada abolição da servidão e outros impedimentos feudais,
milhões de europeus (calcula-se em 60 milhões num século) abandonaram seus lares
nacionais e emigraram em massa para os Estados Unidos, Canadá, e para a América do
Sul (Brasil, Argentina, Chile e Uruguai).
O Iluminismo
O Iluminismo foi um movimento intelectual que se tornou popular no século XVIII,
conhecido como "Século das Luzes".
Surgido na França, a principal característica desta corrente de pensamento foi defender o
uso da razão sobre o da fé para entender e solucionar os problemas da sociedade.
Os iluministas acreditavam que poderiam reestruturar a sociedade do Antigo Regime.
Defendiam o poder da razão em detrimento ao da fé e da religião e buscaram estender a
crítica racional em todos os campos do saber humano.
Através da união de escolas de pensamento filosóficas, sociais e políticas, enfatizavam a
defesa do conhecimento racional para desconstruir preconceitos e ideologias religiosas.
Por sua vez, essas seriam superadas pelas ideias de progresso e perfectibilidade humana.
Em suas obras, os pensadores iluministas argumentavam contra as determinações
mercantilistas e religiosas.
Também foram avessos ao absolutismo e aos privilégios dados à nobreza e ao clero. Estas
ideias eram consideradas polêmicas, pois isso abalava os alicerces da estrutura política e
social do Antigo Regime.
Desta maneira, filósofos como Diderot e D’Alembert buscaram reunir todo o
conhecimento produzido à luz da razão num compêndio dividido em 35 volumes: a
Enciclopédia (1751-1780).
A publicação da Enciclopédia contou com a participação de vários expoentes iluministas
como Montesquieu e Jean-Jacques Rousseau.
Suas ideias se difundiram principalmente entre a burguesia, que detinha a maior parte do
poder econômico. Entretanto, não possuíam nada equivalente em poder político e ficavam
sempre à margem das decisões.
Características do Iluminismo
O iluminismo rejeitava a herança medieval e, por isso, passaram a chamar este período
de "Idade das Trevas". Foram esses pensadores que inventaram a ideia que nada de bom
havia acontecido nesta época.
Vejamos, a seguir, as principais ideias iluministas sobre economia, política e religião.
Economia
Em oposição ao Mercantilismo, praticado durante o Antigo Regime, os iluministas
afirmavam que o Estado deveria praticar o liberalismo. Ao invés de intervir na economia,
o Estado deveria deixar que o mercado a regulasse. Essas ideias foram expostas,
principalmente, por Adam Smith.
Alguns, como Quesnay, defendiam que a agricultura era a fonte de riqueza da nação, em
detrimento do comércio, como defendido pelos mercantilistas.
Quanto à propriedade privada não havia consenso entre os iluministas. John Locke
enfatizava que a propriedade era um direito natural do homem, enquanto Rousseau,
apontava que esta era a razão dos males da humanidade.
AS REVOLUÇOES LIBERIAS
Conjunto de mutações políticas e sociais ocorridas na sequência do legado ideológico da
Revolução Francesa e já prenunciadas na Revolução Americana. Representaram o fim
das estruturasdo Antigo Regime, no que concerne à classe dominante (que passa a ser a
burguesia), às instituições (surgem as monarquias constitucionais), à ordem internacional
(dá-se a independência de uma série de territórios), etc. O liberalismo, no século XVIII,
preconizava a ideia de progresso baseado na liberdade do indivíduo ou da comunidade
contra a autoridade absoluta do poder real ou eclesiástico. Significava a existência de um
conjunto de liberdades e garantias sob o primado da Razão contra o da Tradição,
alicerçadas no Direito Natural contra os privilégios de classe.
A liberdade política, defendida por homens como Montesquieu e Rousseau, tinha
paralelo também na economia, visível na máxima Laissez faire, laissez passer, le monde
va de lui même. Todos estes conceitos foram primeiramente idealizados e aplicados de
forma gradual e parcial na Inglaterra, onde a "aliança" entre setores da burguesia e da
nobreza resultou, como exemplo mais notório, na transformação, no século XVII, das
Cortes em Parlamento, dele saindo em 1680 a primeira Declaração de Direitos baseados
em princípios liberais. Esta conciliação de interesses servirá de base política para as
revoluções Agrícola e Industrial inglesas do século XVIII.
A época das Luzes, tempo de gestação de ideais e princípios liberais, para além de um
conjunto notável de teorizadores e filósofos (Voltaire, Rousseau...) e dos avanços
políticos ingleses, precipitará a eminente queda do Antigo Regime, absoluto e despótico.
A declaração de independência dos Estados Unidos da América assinala, em 1776, o
primeiro grande momento de implantação desses princípios de igualdade dos direitos
políticos e da liberdade do indivíduo, adotando uma Constituição a partir de uma
Declaração de Direitos. A França, berço de ideais liberais e revolucionários, observando
a sua aplicabilidade na América, aventura-se na sua própria Revolução em 1789, abrindo
na Europa a era do liberalismo político e do fim dos regimes absolutos. A Declaração
dos Direitos do Homem e do Cidadão de 4 de Agosto do mesmo ano assinala o triunfo
das reivindicações e anseios igualitários dos ideólogos por leis fundamentais e direitos de
voto e cidadania.
Rapidamente o ideário liberal triunfador em França se propaga pela Europa e América
Latina, muitas vezes com fins nacionalistas. Algumas colónias espanholas da América
antecipar-se-ão mesmo a muitos países europeus, com a independência dos seus
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territórios (Paraguai, 1811 - América Central espanhola, 1839). O Velho Continente,
dilacerado pelas guerras napoleónicas e pelo braço de ferro anglo-francês, assistirá ao
germinar de focos revolucionários em alguns dos seus países: independências da Bélgica
(1830, com a separação dos Países Baixos) e da Grécia (1822-1830), para além de outros
estados balcânicos. Mais tarde, dar-se-á a unificação da Itália (1859-1870). Ainda que o
Congresso de Viena (1814-1815) tenha tentado o retorno ao absolutismo de forma a
impedir o avanço das ideias liberais - muitas vezes semeadas pelos soldados franceses ou
até por poetas românticos, como Byron, adeptos das nacionalidades -, os povos cada vez
mais se revoltavam exigindo reformas liberais. Apenas a Rússia, a
Áustria-Hungria e a Prússia, principais signatárias de Viena, mantinham monarquias
absolutistas. A Espanha, dominada por Napoleão até 1813, jura uma Constituição liberal
(Cádis, 1820), interrompida porém pela reação absolutista de 1823 que desencadeia uma
guerra civil até 1839.
Também estes ventos revolucionários sopraram em Portugal, trazendo os gérmens do
liberalismo. Após as invasões francesas de 1807-1810, que originam a fuga de D. João
VI e família para o Brasil, os ingleses, expulsos os exércitos de Napoleão, mantêm no
país os seus contingentes militares. Chefiando de forma totalitária o governo na ausência
do rei, mantiveram-se fiéis aos antigos métodos absolutistas, perseguindo os liberais, o
que aprofunda sentimentos de descontentamento geral (também devido à ausência do rei)
e pobreza, para além de um ambiente tenso, de rebelião.
Nesta submissão nacional aos ingleses, os ideais liberais da Revolução Francesa ganham
cada vez mais adeptos, muitas vezes clandestinamente, como é o caso da Maçonaria. A
24 de agosto de 1820, estala uma revolta liberal com a sublevação de militares no Porto.
Regressa D. João VI no ano seguinte, depois das eleições para as Cortes. Em 1822, jurase
a Constituição, ensombrada entretanto pela independência brasileira de 22 de Setembro
do mesmo ano, iluminada por ideais liberais e pelos exemplos vizinhos. Porém, dá-se em
1823 a Vila-Francada, primeira reação absolutista levada a efeito por militares
encabeçados por D. Miguel, que suspende a Constituição de 1822 e encerra as Cortes.
Nova reação (Abrilada) de D. Miguel surge em 1824, desta feita para destituir D. João VI
do trono. Foi, porém, em vão, obrigando o príncipe a exilar-se em Viena, de onde regressa
em 1828, após a morte de seu pai. Perante este acontecimento, também D. Pedro renuncia
ao trono imperial brasileiro, regressando a Portugal, onde decreta a Carta Constitucional
(nova lei fundamental a substituir a Constituição de 1822) e abdica do trono português a
favor de sua filha, D. Maria da Glória, ainda menor. D. Miguel, em Viena, jura a Carta e,
sendo nomeado Regente, regressa a Portugal. Todavia, aproveitando o clima de rebelião
de unidades militares, proclama-se rei absoluto, dissolvendo as Cortes e perseguindo os
liberais, mais tarde liderados por D. Pedro, que se lhes junta na Ilha Terceira, em 1831,
onde forma um contingente militar. Desembarcam em 1832, em Pampelido, essas tropas
liberais, com algum apoio inglês. São, contudo, em menor número que as absolutistas.
Estala a Guerra Civil, cujo fim, favorável à causa liberal, culmina na Convenção de
Évora-Monte em 1834, com a capitulação de D. Miguel e a vigência da Carta
Constitucional. Instaura-se o liberalismo em Portugal, com dificuldades, conflitos e
polémicas, por exemplo, acerca da lei fundamental do País: a Carta de 1826 ou a
Constituição de1822? D. Pedro morre em 1834, subindo ao trono sua filha, agora D.
Maria II. O Antigo Regime declinava, com as instituições e privilégios, opressões e
clivagens sociais que o caracterizavam, e um novo Portugal começava, ainda que dividido
e palco de tensões políticas e interpretações divergentes dos princípios liberais. As
Revoluções Liberais alterarão profundamente o xadrez político no mundo ocidental, para
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além dos seus mapas. O século XIX, de facto, coroou de êxito uma série de revoluções
liberais em muitos territórios europeus e latino-americanos, quer na perspetiva das
nacionalidades quer na adoção em monarquias tradicionais de constituições liberais
baseadas no princípio universal de Liberté, Egalité, Fraternité promovido pela Revolução
Francesa, imperfeita no seu desenrolar, palco de exageros e semente de imperialismos
inconsequentes, mas marcante no aspeto mental, cultural, económico e político. A
tolerância religiosa foi uma das suas novas matizes, abrindo caminho à laicização
crescente das sociedades liberais e à liberdade de culto, originando, em contrapartida,
uma crise profunda no clero e nas instituições eclesiásticas europeias, antigos
sustentáculos das monarquias absolutas agora desprovidas de poder, isenções e prestígio,
para além do seu campo de ação estar limitado. Também a nobreza latifundiária sofreu
duros reveses a nível político, económico e social, em detrimento da burguesia industrial
e mercantil, que consolida, após as Revoluções Liberais, vários séculos de luta pela sua
afirmação e igualitarização relativamente às classes anteriores, possuindo agora as rédeas
do poder por que tanto lutara. O antigo Terceiro Estado, o povo, conhece algumas
melhorias a nível de participação política e de outros direitos, embora economicamente
se mantenha subjugado e em más condições de sobrevivência.
O CAPITALISMO
O capitalismo é um sistema econômico e social baseado no direito à propriedade privada,
no lucro e na acumulação de capital.
A palavra capital vem do latim capitale e significa "cabeça", no qual faz alusão às cabeças
de gado, ou seja, uma das medidas de riqueza nos tempos antigos. Atualmente, capital
está relacionado diretamente com o dinheiro ou crédito.
Também conhecido como economia de mercado, o capitalismo opera através das leis da
livre iniciativa, da livre concorrência e das leis da oferta e da procura.
Surgiu no século XV, na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, a partir da
decadência do sistema feudal e do nascimento de uma nova classe social, a burguesia.
O sistema capitalista se consolidou a partir das revoluções burguesas ocorridas nos
séculos XVII e XVIII e, da revolução industrial, que instituiu um novo modo de produção.
Características do Capitalismo
O capitalismo se assenta no pensamento liberal e é orientado por alguns fatores
determinantes:
O direito à propriedade privada, compreendido como um direito natural dos seres
humanos.
A livre iniciativa;
A livre concorrência;
A lei do mercado (oferta e procura);
O lucro como o objetivo principal da produção;
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A possibilidade de acumulação de riquezas;
A instituição do trabalho assalariado no lugar da servidão;
O controle dos sistemas produtivos por parte de proprietários privados e do Estado.
*Origem do capitalismo*
O capitalismo surgiu na Europa Ocidental devido às mudanças ocorridas no sistema feudal.
Com a centralização do poder nas mãos do rei e da ascensão da burguesia a partir do
comércio e da circulação de mercadorias.
O surgimento de novas técnicas de fabricação e o aumento da urbanização possibilitaram a
mudança do modo de produção e permitiram o barateamento e o melhor atendimento às
demandas de mercadorias.
A melhoria dos meios de transporte, principalmente o marítimo, possibilitou a chegada
desses produtos a territórios distantes e o estabelecimento de rotas comerciais.
Desde então, o capitalismo sofreu uma série de transformações, mas manteve sua base
fundamental e características principais.
Para Adam Smith, um dos principais pensadores do liberalismo, o sistema capitalista é o
único que pode funcionar por ter como base a necessidade natural dos indivíduos de atender
os seus interesses próprios.
O auto interesse seria guiado por uma mão invisível que conduziria àmelhoria das condições
de vida da sociedade como um todo.
Podemos dizer que o capitalismo está dividido, historicamente, em três fases. São elas:
Capitalismo Comercial ou Mercantil (pré-capitalismo)
Capitalismo Industrial ou Industrialismo
Capitalismo Financeiro ou Monopolista
*Capitalismo Comercial*
O pré-capitalismo ou capitalismo comercial, chamado também de mercantilismo, vigorou
dos séculos XV ao XVIII.
Nesta época, a Europa passa pela transição do feudalismo para o capitalismo. A terra
deixa de estar associada diretamente ao poder e se torna um bem, podendo ser vendido como
qualquer mercadoria.
Assim, o intuito principal do capitalismo comercial estava no acúmulo de capital através do
comércio, da balança comercial favorável (vender mais do que consome) e da conquista de
colônias.
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Capitalismo Industrial
O Capitalismo Industrial ou Industrialismo surgiu com a Revolução Industrial no século
XVIII, a partir da transformação do sistema de produção.
Nesse caso, houve a mudança no modo de fabricar produtos manufaturados. Antes, cada
produto era feito de maneira artesanal, em pequenas quantidades. Nesse modo, a demanda
era anterior à produção.
Com o surgimento do motor a vapor e de máquinas mais elaboradas, passa-se para grandes
escalas de produção. A oferta dos produtos passa a ser anterior à demanda, cresce a
necessidade de criar um mercado consumidor.
Desta maneira, o Capitalismo Industrial enfoca no desenvolvimento do sistema fabril de
produção. Este vai necessitar mais mão de obra e desta maneira surge a classe operária.
Capitalismo Financeiro ou Monopolista
Por fim, o capitalismo financeiro, iniciado no século XX, consolidado com a Primeira
Guerra Mundial, vigora até os dias atuais.
O capitalismo financeiro está fundamentado nas leis dos bancos, das empresas e das grandes
corporações por meio do monopólio industrial e financeiro.
Por isso, essa terceira fase do capitalismo é conhecida como Capitalismo Monopolista
Financeiro. Importante ressaltar que as indústrias e os comércios ainda lucram, porém, são
controlados pelo poderio econômico dos bancos comerciais e de outras instituições
financeiras.
Poucas e grandes empresas passaram a dominar o mercado através de trusts, holdings e
cartéis.
Baseado no fenômeno da globalização, alguns estudiosos defendem a teoria de que o
capitalismo já está numa nova fase de desenvolvimento, denominada de capitalismo
informacional.
A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
A Revolução Industrial foi o período de grande desenvolvimento tecnológico que teve
início na Inglaterra a partir da segunda metade do século XVIII e que se espalhou pelo
mundo, causando grandes transformações. Ela garantiu o surgimento da indústria e
consolidou o processo de formação do capitalismo.
O nascimento da indústria causou grandes transformações na economia mundial, assim
como no estilo de vida da humanidade, uma vez que acelerou a produção de mercadorias e
a exploração dos recursos da natureza. Além disso, foi responsável por grandes
transformações no processo produtivo e nas relações de trabalho.
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/origem-capitalismo.htm
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A Revolução Industrial foi iniciada de maneira pioneira na Inglaterra, a partir da
segunda metade do século XVIII, e atribui-se esse pioneirismo aos ingleses pelo fato de que
foi lá que surgiu a primeira máquina a vapor, em 1698, construída por Thomas Newcomen
e aperfeiçoada por James Watt, em 1765. O historiador Eric Hobsbawm, inclusive, acredita
que a Revolução Industrial só foi iniciada de fato na década de 1780.
O avanço tecnológico característico da Revolução Industrial permitiu um grande
desenvolvimento de maquinário voltado para a produção têxtil, isto é, de roupas. Com isso,
uma série de máquinas, como a “spinning Jenny”, “spinning frame”, “water frame” e a
“spinning mule”, foram criadas para tecer fios. Com essas máquinas, era possível tecer uma
quantidade de fios que manualmente exigiria a utilização de várias pessoas.
Posteriormente, no começo do século XIX, o desenvolvimento tecnológico foi utilizado
na criação da locomotiva e das estradas de ferro, que, a partir da década de 1830, foram
construídas por toda a Inglaterra. A construção das estradas de ferro contribuiu para ampliar
o crescimento industrial, uma vez que diminuiu as distâncias, ao tornar as viagens mais
curtas, e ampliou a capacidade de locomoção de mercadorias.
O desenvolvimento das estradas de ferro aproveitou a prosperidade da indústria inglesa,
uma vez que os financiadores de sua construção foram exatamente os capitalistas que
prosperaram na Revolução Industrial. Isso porque a indústria inglesa não conseguia
absorver todo o excedente de capital, fazendo com que os investimentos nas estradas de
ferro acontecessem.
O trabalhador na Revolução Industrial
A Revolução Industrial também gerou grandes transformações no modo de produção de
mercadorias. Antes do surgimento da indústria, a produção acontecia pelo modo de
produção manufatureiro, isto é, um modo de produção manual que utilizava a capacidade
artesanal daquele que produzia. Assim, a manufatura foi substituída pela maquinofatura.
Com a maquinofatura, não era mais necessária a utilização de vários trabalhadores
especializados para produzir uma mercadoria, pois uma pessoa manuseando as máquinas
conseguiria fazer todo o processo sozinha. Com isso, o salário do trabalhador diminuiu, uma
vez que não eram mais necessários funcionários com habilidades manuais.
Isso é evidenciado pela estatística trazida por Eric Hobsbawm que mostra como o salário do
trabalhador inglês caiu com o surgimento da indústria. O exemplo levantado foi Bolton,
cidade no oeste da Inglaterra. Lá, em 1795, um artesão ganhava 33 xelins, mas, em 1815, o
valor pago havia caído para 14 xelins e, entre 1829 e 1834, esse salário havia diminuído
para quase 6 xelins. Percebemos aqui uma queda brusca no salário e esse processo deu-se
em toda a Inglaterra.
Além do baixo salário, os trabalhadores eram obrigados a lidar com uma carga de trabalho
extenuante. Nas indústrias inglesas do período da Revolução Industrial, a jornada diária de
trabalho costumava ser de até 16 horas com apenas 30 minutos de pausa para o almoço. Os
trabalhadores que não aguentassem a jornada eram sumariamente substituídos por outros.
Não havia nenhum tipo de segurança para os trabalhadores e constantemente acidentes
aconteciam. O acidente mais comum era quando os trabalhadores tinham seus dedos presos
na máquina, e muitos os perdiam. Os trabalhadores que se afastavam por problemas de
saúde poderiam ser demitidos e não receberiam seu salário. Só eram pagos os funcionários
que trabalhavam efetivamente.
Essa situação degradante fez com que os trabalhadores mobilizassem-se pouco a pouco
contra seus patrões. Isso levou à criação das organizações de trabalhadores chamadas na
Inglaterra de trade union. Os trabalhadores exigiam melhorias salariais e redução na
jornada de trabalho.
Cartismo e ludismo
Dois grandes movimentos de trabalhadores surgiram dessas organizações foram o ludismo
e o cartismo. O ludismo teve atuação destacada no períodoentre 1811 e 1816, e sua
estratégia consistia em invadir as fábricas e destruir as máquinas. Isso acontecia porque
os adeptos do ludismo afirmavam que as máquinas estavam roubando os empregos dos
homens e, portanto, deveriam ser destruídas.
O movimento cartista, por sua vez, surgiu na década de 1830 e lutava por direitos
trabalhistas e políticos para a classe de trabalhadores da Inglaterra. Uma das principais
exigências dos cartistas era o sufrágio universal masculino, isto é, o direito de que todos
os homens pudessem votar. Os cartistas também exigiam que sua classe tivesse
representatividade no Parlamento inglês.
A mobilização de trabalhadores resultou em algumas melhorias ao longo do século XIX. A
pressão exercida pelos trabalhadores dava-se, principalmente, por meio de greve. Uma das
melhorias mais sensíveis conquistadas pelos trabalhadores foi a redução da jornada de
trabalho para 10 horas diárias, por exemplo.
A mobilização de trabalhadores enquanto classe, isto é, pobres (proletários), não foi um
fenômeno que surgiu especificamente por causa da Revolução Industrial. Nas palavras de
Eric Hobsbawm, o enfrentamento dos patrões pelos trabalhadores aconteceu, porque a
Revolução Francesa deu-lhes confiança para isso, enquanto “a Revolução Industrial trouxe
a necessidade de mobilização permanente”.
Por que a Revolução Industrial aconteceu primeiro na Inglaterra?
A Revolução Industrial despontou pioneiramente, na segunda metade do século XVIII, na
Inglaterra e gradativamente foi espalhando-se pela Europa e, em seguida para todo o mundo.
Mas por que necessariamente isso ocorreu na Inglaterra? A resposta para isso é
encontrada um pouco no acaso e um pouco na própria história inglesa.
Primeiramente, é importante estabelecer que o desenvolvimento tecnológico e industrial na
Inglaterra foi possível, porque a burguesia estabeleceu-se como classe e garantiu o
desenvolvimento da economia inglesa na direção do capitalismo. Isso aconteceu no
século XVII, com a Revolução Gloriosa.
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/ludismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/ludismo.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/cartismo.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/sufragio-universal.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-francesa.htm
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-gloriosa.htm
https://brasilescola.uol.com.br/historiag/revolucao-gloriosa.htm
A Revolução Gloriosa aconteceu em 1688 e consolidou o fim da monarquia absolutista
na Inglaterra (que já vinha enfraquecida desde a Revolução Puritana, na década de 1640).
Com isso, a Inglaterra transformou-se em uma monarquia constitucional parlamentarista,
na qual o poder do rei não estava acima do Parlamento e nem da Constituição, no caso da
Inglaterra da Declaração de Direitos – Bill of Rights.
Assim, a burguesia conseguiu consolidar-se enquanto classe e governar de maneira a atender
aos seus interesses econômicos. Um acontecimento fundamental para o desenvolvimento
do comércio inglês ocorreu no meio das duas revoluções do século XVII, citadas acima. Em
1651, Oliver Cromwell decretou os Atos de Navegação, lei que decretava que mercadorias
compradas ou vendidas pela Inglaterra somente seriam transportadas por embarcações
inglesas.
Essa lei foi fundamental, pois protegeu o comércio, enfraqueceu a concorrência dos ingleses
e garantiu que os navios ingleses controlassem as rotas comerciais marítimas. Isso
enriqueceu a burguesia inglesa e permitiu-lhes acumular capital. Esse capital foi utilizado
no desenvolvimento de máquinas e na instalação das indústrias.
Mas não bastava somente excedente de capital para garantir o desenvolvimento industrial.
Eram necessários trabalhadores, e a Inglaterra do século XVIII tinha mão de obra
excedente. Isso está relacionado com os cercamentos que aconteciam na Inglaterra e
que se intensificaram a partir do século XVII.
Os cercamentos aconteciam por força da Lei dos Cercamentos (Enclosure Acts), lei
inglesa que permitia que as terras comuns fossem cercadas e transformadas em pasto. As
terras comuns eram parte do sistema feudal, que estipulava determinadas áreas para serem
ocupadas e cultivadas pelos camponeses.
Com os cercamentos, os camponeses que habitavam essas terras foram expulsos, e as
terras foram transformadas em pasto para a criação de ovelhas. A criação de ovelhas era
o que fornecia a lã utilizada em larga escala na produção têxtil do país. Os camponeses
expulsos de suas terras e sem ter para onde ir mudaram-se para as grandes cidades.
Sem nenhum tipo de qualificação, esses camponeses viram-se obrigados a trabalhar nos
únicos locais que forneciam empregos – as indústrias. Assim, as indústrias que se
desenvolviam na Inglaterra tinham mão de obra excedente. Isso garantia aos patrões
poder de barganha, pois poderiam forçar os trabalhadores a aceitarem salários de fome
por uma jornada diária exaustiva.
A adesão dos trabalhadores às indústrias ocorreu de maneira massiva também por
uma lei inglesa que proibia as pessoas de “vadiagem”. Assim, pessoas que fossem pegas
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https://brasilescola.uol.com.br/historiag/cercamentos-revolucao-industrial-inglesa.htm
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vagando pelas ruas sem emprego poderiam ser punidas com castigos físicos e até mesmo
com a morte, caso fossem reincidentes.
Por último, destaca-se que o acaso e o fortuito também contribuíram para que a Inglaterra
despontasse pioneiramente. O desenvolvimento das máquinas e das indústrias apenas
ocorreu, porque a Inglaterra tinha grandes reservas dos dois materiais essenciais
para isso: o carvão e o ferro. Com reservas de carvão e ferro abundantes, a Inglaterra
pôde desenvolver sua indústria desenfreadamente.
Fases da Revolução Industrial
A Revolução Industrial corresponde às modificações econômicas e tecnológicas que
consolidaram o sistema capitalista e permitiram o surgimento de novas formas de
organização da sociedade. As transformações tecnológicas, econômicas e sociais vividas
na Europa Ocidental, inicialmente limitadas à Inglaterra, em meados do século XVIII,
tiveram diversos desdobramentos, os quais podemos chamar de fases. Essas fases
correspondem ao processo evolutivo das tecnologias desenvolvidas e as consequentes
mudanças socioeconômicas. São elas:
• Primeira Revolução Industrial;
• Segunda Revolução Industrial;
• Terceira Revolução Industrial.
→ Primeira Revolução Industrial
A Primeira Revolução Industrial refere-se ao processo de evolução tecnológica vivido
a partir do século XVIII na Europa Ocidental, entre 1760 e 1850, estabelecendo uma nova
relação entre a sociedade e o meio, bem como possibilitando a existência de novas formas
de produção que transformaram o setor industrial, dando início a um novo padrão de
consumo. Essa fase é marcada especialmente pela:
-substituição da energia produzida pelo homem por energias como a vapor, eólica e
hidráulica;
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https://brasilescola.uol.com.br/geografia/primeira-revolucao-industrial.htm
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-substituição da produção artesanal (manufatura)