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DIREITO TRIBUTÁRIO Bibliografia: -Leandro Pelsen: Direito Material Tributário e Direito Processual Tributário; - Sinopse, resumo (só para revisar, é noção geral); -Luciano Amaro: Curso de Direito Tributário; -Hugo de Brito Machado: obra de 2 volumes. -Eduardo Sabagui Avaliações: 09/09 07/10 25/11 3 avaliações 2 pts de participação e 3 pontos de frequência. (por etapa) 2 provas de 25 e a última valendo mais. Tributo é tudo aquilo que a lei diz que é, nem mais, nem menos. Não basta somente a lei, preciso de normas que as operacionalizem, que façam com que as leis sejam seguidas, essas são as normas complementares. Ex: um decreto do presidente ou prefeito ou governador, que regulamente a lei ordinária, que irá operacionalizar os desejos do povo. CTN, LEI ORDINÁRIA E depois as normas de menor estatura. Art 100 do CTN: Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos: I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas; IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. O ctn (Lei nº 5.172 de 25 de Outubro de 1966) é uma lei ordinária. ESTRUTURA DE NORMAS RELATIVAS AO DIREITO TRIBUTÁRIO: Constituição da República----- Código Tributário Nacional---- Lei ordinária--- Lei complementar. 1) Importância e relevância: *A primeira importância é que o direito tributário é responsável pelo financiamento dos direitos e garantias fundamentais, previstos no artigo 5º, incisos 1 a 79 da da Constituição da República, dando concretude e densificação aos mesmos. Igualdade formal e igualdade material: A igualdade formal relaciona-se à igualdade perante a lei, enquanto a material sustenta-se a partir da afirmação de que, além de não discriminar arbitrariamente, deve o Estado promover igualdade de oportunidades, estabelecendo a elaboração de leis e a implementação de políticas públicas tendentes a extinguir a desigualdade. *Outra importância, o direito tributário explicita a soberania, o que pode ocorrer dentro do país, a soberania do país. O direito tributário tem sua origem imediata do direito financeira e mediata do direito administrativo. *Os recursos levados aos cofres públicos pelo direito tributário têm legitimidade e legalidade. Legitimidade, pois, foram instituídos pelo povo e legalidade porque foram instituídos pela lei. “todo poder emana do povo que o exerce por meio de seus representantes”. Lei é sinônimo de vontade do povo. 2) Dinâmica dos tributos: regra matriz da hipótese de incidência e equação fática normativa tributária. Paulo de Barros Carvalho cria a teoria da regra matriz da hipótese de incidência. É a emolduração do fato a lei. Por exemplo: se consumo energia, pago o tributo a ela devido. Se aquilo que tiver escrito na lei, no mundo dos fatos ocorrer, incidirá a realidade. A regra modelo, regra matriz da lei tributária é que toda lei tributária deve ter, obrigatoriamente, 5 elementos da hipótese de incidência: elemento material (o que?), temporal (quando?), espacial (território, aonde?), subjetivo (contribuinte ou responsável equem pagará a quem?) e elemento quantitativo (quantitativo se subdivide em base de cálculo e aliquota.) DEVEM HAVER OS 5 ELEMENTOS. Os três primeiros elementos são antecedentes e os dois últimos são consequentes, ora, se sei o que, quando e onde, me resta saber quem pagará a quem e quanto pagará. PERGUNTA DA PROVA: DISSERTE SOBRE A TEORIA DA REGRA MATRIZ DA HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA E IDENTIFIQUE OS ELEMENTOS QUE A INTEGRAM E CITE EXEMPLOS. Já a Equação fático normativa é o fato gerador. O FATO GERADOR É o acontecimento real que ocasionou o ingresso da receita aos cofres públicos. O encontro do fato com a lei resulta em uma obrigação, no caso da matéria, uma obrigação tributária (iptu, ipva, icms, etc.). Depreende-se que essa se materializa no momento em que a imposição pecuniária denominada por tributo é, em segunda instância, a concretização do positivismo estrito, restrito, fechado, tipificado, elaborado pelo Poder Legislativo respectivo. O fato gerador nada mais é que a origem de uma obrigação de pagar tributo. Os impostos que as empresas arcam tem uma origem de cobrança (chamada fato gerador). Dessa maneira, só pode ser exigido se o fato gerador estiver ocorrido. Um exemplo clássico é o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana). Só paga quem tem um bem imóvel. Se você comprar uma casa ou tem a posse dela, a legislação obriga o pagamento do IPTU. Surgiu a obrigação tributária, devo pagar. HI + FG= OT. Lançamento tributário: consiste em um procedimento que permite e materializa a cobrança de impostos. Crédito tributário: Crédito tributário é um valor que os sujeitos ativos da obrigação tributária podem exigir dos sujeitos passivos (contribuintes) a partir da ocorrência de um determinado fato gerador. Ele é constituído a partir de três fatores: a previsão legal, o fato gerador e o lançamento tributário. Crédito Tributário é o direito subjetivo do sujeito ativo de uma obrigação tributária de exigir do sujeito passivo o pagamento do tributo ou penalidade pecuniária. O crédito tributário decorre da obrigação principal, ocorrido o fato gerador e nascida a obrigação tributária, o sujeito ativo deverá constituir o crédito tributário por meio do lançamento. A obrigação tributária é feita uma “ponte”, um lançamento tributário que resulta em um crédito tributário. Uma vez que existe um crédito tributário, o contribuinte possui algumas opções: pagar e pagando gera uma certidão negativa de débitos; se defender, recorrer, reclamar e é gerada uma certidão positiva de débitos com efeito de negativa pois o mérito do tributo está sendo discutido, artigo 151, I a VI C.T.N. (mo/de/re/con/con/par; truque para gravar os incisos para OAB) Art. 151. Suspendem a exigibilidade do crédito tributário: I - moratória; II - o depósito do seu montante integral; III - as reclamações e os recursos, nos têrmos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; IV - a concessão de medida liminar em mandado de segurança. V – a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) VI – o parcelamento. (Incluído pela Lcp nº 104, de 2001) Obs: o ato que gera efeitos de nulidade é “ex tunc” e declaratório e o ato que gera efeitos de anulabilidades é “ex nunc” e constitutivo. Estudar a súmula 473 do STF. A última opção do crédito tributário é não pagar. Não pagando o devedor é inscrito na dívida ativa e, posteriormente, com base na lei 6.830/80 é iniciado o processo de execução e de cobrança judicial com uma petição inicial e com a certidão de dívida ativa. A certidão de dívida ativa é um título executivo extrajudicial cuja certeza de liquidez é relativa (iuris tantum). Existem 4 tipos de certidões: certidão negativa, certidão positiva, certidão positiva com efeitos negativos e certidão de dívida ativa. 3) Fontes do direito: · Fontes formais: a positivação do direito. É a lei em sentido formal e material. A lei no sentido formal é todo diploma normativo que passa pelo processo legislativo pleno. Os representantes desse sentido formação é o artigo 59, I a VII. São normas primárias, que inovam a ordem jurídica e elaboradas pelo poder legislativo, através de um processo legislativo pleno. Para criar tributos, a lei deve ser no sentido formal. Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de: I - emendas à Constituição; II - leispatrimonial, sem fazer nada. O Estado por sua vez, pode (porque criar tributos é uma faculdade) instituir através de lei a contribuição de melhora, buscando ressarcir aquele valor que ele aportou naquela obra pública, ele vai reaver aquele valor as custas do contribuinte. A Doutrina diz que é o "tributo mais perfeito que existe", pois eu só pago se eu tiver uma contrapartida estatal. Entretanto é um tributo politicamente imperfeito, porque não gera voto para aquele que se candidata/encontra-se na gestão da administração pública. Exemplo prático: Cidade Administrativa próxima ao aeroporto de Confins construída na gestão de Aécio Neves, foi gasto 2 milhões de reais. Em Belo Horizonte é chamada de "insanidade administrativa, pois retirou toda população dos servidores públicos estaduais e centralizou em um lugar totalmente desfavorável. O custo de manutenção da cidade administrativa era maior do que qualquer outra forma de gestão desconcentrada. Quando o Governo anunciou a construção dessa obra, os lotes de mil, mil e quinhentos metros quadrados em Lagoa Santa custavam 100 mil reais, com o término da construção da cidade, eles passaram a custar 400 mil reais. Então eu adquiro um lote por 100 mil reais durante a construção de uma obra pública e fico inerte, sem nada fazer, após um término da obra, eu tenho o mesmo imóvel valendo 400 mil reais. A valorização do meu imóvel sem eu nada fazer foi de 300 mil reais, em razão desse valor que eu auferi em decorrência da obra pública, eu posso ser cobrado através de um tributo denominado CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA, pois "valorizou" meu imóvel. É uma possibilidade, é uma faculdade, que logicamente os governos não cobram, pois se por ventura ele cobrar agora na próxima eleição ele não será eleito. O memorial descritivo previsto na lei que vai verificar quem seriam os beneficiários e aqueles que se sentirem fora desse conceito de beneficiário poderão impugnar em até 30 dias depois da data da publicação dessa norma. Por exemplo, se eu verifico que não houve valorização imobiliária do meu lote em que pese o governo tenha me instituído aquele tributo e cobrado da minha pessoa (na lei é previsto o valor e as parcelas), eu posso impugnar essa cobrança, qual o requisito? OBRA PÚBLICA e VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA. ATENÇÃO: não confundir valorização imobiliária com BENEFÍCIO. LER os artigos 81 e 82 do CTN e outros dispositivos que trazem de 66, o benefício. Benefício não enseja cobrança de CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA, somente a valorização imobiliária. Obrigatoriamente deve conter as duas variáveis. Ela será cobrada conforme a lei dispuser, pode vir cobrada em uma cobrança notificação isolada, como também pode vir em uma notificação de custeio, como no IPTU, cemig, independe a forma de cobrança, não afeta a instituição do tributo. Sendo tributo, a Contribuição de Melhoria, tem que ter uma estrutura normativa, quer seja: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA, ART. 145, III. A próxima lei que eu devo obsevância obrigatória no Direito Tribtutário, depois da CF/88: O CTN (Código Tributário Nacional), o qual tem força de lei complementar e eu encontro os dispositivos nos artigos 81 e 82 do referido Código. Existe um preceito constitucional e um preceito no CTN, mas quem cria o tributo é a Lei Ordinária ou Complementar. Quem vai criar a Contribuição de Melhoria? A lei ordinária que pode ser Federal, Estadual, DF ou do município > somente aqui temos a criação efetiva da criação de CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA. É importante que nós saibamos um Decreto Lei 195/67 que segundo alguns autores foi recepcionado como força de lei complementar e trata espeficamente das contribuições de melhoria. Então esse é arcabouço jurídico, a estrutura normativa de toda Contribuição de Melhoria que por ventura vier a ser cobrada. Ela deve obediência ao preceito Constitucional, ao preceitos na lei complementar CTN e do Decreto Lei 195/67 recepcionado como força de lei complementar e da criação propriamente dita por uma Lei Ordinária. Essa compentência da Contribuição é privativa dos entes políticos ou é comum? TODOS OS ENTES, ESTADO, DF e MUNICÍPIOS podem criar, é uma compentência comum. Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I - impostos; II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. O CTN formalmente é uma lei ordinária e materialmente uma lei complementar com base na Teoria da RECEPÇÃO (recepção nada mais é do que a nova ordem jurídica abrindo a porta para ele, trazendo uma nova ordem jurídica). Tudo aquilo que existem antes da CF é passível de arguição de descumprimento de preceito fundamental, para eu tentar impugnar/justificar eu posso alegar com base no descumprimento. Legislado após a CF, o controle de constitucionalidade que devo utilizar? Ação direta de constitucionalidade, ação direta de inconstitucionalidadem, mandado de injução, etc. É necessário saber a utilização da arguição de descumprimento de preceito fundamental, pois você só pode arguir a inconstitucionalidade de uma norma que foi editada posteriormente à contituição. Se a norma é 66, não posso dizer que ela é inconstitucional, posso dizer que ela foi ou não recepcionada. Ela só pode ser inconstitucional se ela surgiu contrariando a CF, se ela surgiu antes da CF, ela vai ser ou não recepcionada, não é o caso de inscontitucionalidade. Retomando, nesse caso, na epóca só existia o Decreto Lei, por parte de alguns doutrinadores foi recepcionado pela CF de 88 com o mesmo status de Lei Complementar. Importante saber: O art. 17 desse decreto diz que se tem uma obra e eu tive valorização imobiliária, eu vou pagar imposto de renda e o IPTU sobre essa valorização. Então em havendo a valorização, haverá um incremento patrimonial passível de cobrança de imposto de renda e passível de cobrança de IPTU. Dispositivos normativos: no ápice, temos a CF em seu art 145, III; após a CF temos o CRT que possui força de lei complementar art 81 e 82; Lei ordinária que de fato criará a contribuição de melhoria, podendo ser federal, estadual, municipal ou do distrito federal. Competência comum de todos os entes que podem criar a contribuição de melhoria. Importante citar o Decreto Lei 195/67 art 17. Natureza jurídica: é um tributo e, com base na teoria tríplice das espécies tributárias sempre foi considerada tributo, não se confundindo com a teoria quadripartite das espécies tributárias que trazia uma quarta espécie genericamente denominada contribuição para a ordem jurídica vigente. 2) Competência: competência comum pois todos os entes podem criar a contribuição de melhoria; Características fundamentais: sendo tributo deverá ser regido pelo princípio da legalidade, são tributos contraprestacionais, vinculados pois dependem de atuação do Estado na execução de uma obra pública, em decorrência da obra pública, obrigatoriamente, deve-se haver a valorização imobiliária. 1) Sendo tributo, deve ser regido pelo princípio da LEGALIDADE (não há tributo sem lei anterior que o defina, lei no seu sentido FORMAL). 2) São tributos CONTRAPRESTACIONAIS: depende de uma atuação do Estado para que ele a favor do contribuinte com a valorização imobiliária institua esse tributo, o que significa que são VINCULADOS, dependem da atuação do Estado. O Estado vai atuar de qual forma? Há a execução de obra pública 3) em decorrência da obra pública, obrigatoriamente tem de haver VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA (do IMÓVEL) Se essa contribuição pode ser instituída pelo Estado através de lei, cobrando algo que o Estado gastou para construir e em construindo teve uma valorização imobiliária, qual seria o melhor momento para que essa cobrança fosse feita, antes durante ou depois da obra pública? Antes não tem como. Depois, quando já não houver dúvida de que houve a VALORIZAÇÃO IMOBILIÁRIA. Durante também pode haver acobrança da Contribuição de melhoria, desde de que tenha sido retificado a obra pública + valorização imobiliária. Momento de sua instituição e requisitos; a instituição poderá ser DEPOIS da obra pública com a valorização imobiliária ou DURANTE a obra pública nos locais que já houverem a valorização imobiliária. ANTES DA OBRA NÃO HAVÉRA INST/ITUIÇÃO. Requisitos: lei ordinária em sentido formal prevendo o memorial descritivo da obra, indicando os contribuintes que terão a valorização imobiliária, o valor a ser cobrado de cada um deles, a possibilidade ou não de se cobrar em parcelas, juros e atualizações monetárias e a possibilidade de haver impugnação no prazo de 30 dias que houver sido publicado o memorial descritivo. O valor a ser cobrado dos contribuintes será dado analisando dois limites: o limite máximo (teto) e o limite mínimo (piso). O limite máximo será o total das despesas que o Estado teve com a respectiva obra e de acordo com os contribuintes que tiveram seus imóveis valorizados, devendo o valor ser calculado entre a diferença do valor inicial e do valor final. Ex: iniciou-se uma obra em tavares e o imóvel valia 100.00 e, após a obra passou a valer 300.000, dessa forma, houve incremento patrimonial de 200. Se a obra custou 3 bilhõesl, e 5 pessoas tiveram a valorização, não posso cobrar os 3 bilhoes das 5 pessoas, devo considerar o valor de incremento com a valorização do imóvel 3) Limites, princípios que orientam; princípio do não enriquecimento sem causa ou não locupletamento (Não é a mesma coisa que enriquecimento ilícito) LIMITE MÁXIMO de uma possível cobrança: total das despesas que o Estado teve com aquela respectiva ordem> 5 bilhões de reais, o máximo que o Estado pode cobrar dos contribuintes é: 5 bilhões de reais. Como esse valor poderá ser distribuído? de acordo com os contribuintes que tiveram seus imóveis valorizados. Mas qual o valor que cada um pode pagar? A diferença do valor inicial e do valor final. Eu tenho que conciliar o valor que cada contribuinte teve de incremento, que será o valor máximo que poderá cobrar de cada um deles, com a despesa total da obra. O Estado só pode cobrar aquilo que efetivamente gastou e de cada um somente aquilo que cada um auferiu com a valorização imobiliária, sob pena de enriquecimento sem causa por parte do Estado. O mínimo é aquele limite que houve da valorização imobiliária.Nenhum contribuinte pode ser cobrado em valor superior ao acréscimo que seu imóvel recebeu em decorrência da obra. Assim, se um imóvel valorizou R$ 100 mil, esse é o teto máximo que pode ser exigido daquele proprietário. Teoria do não enriquecimento sem causa que se difere do princípio do enriquecimento ilícito, também denominado princípio do Não Locupletamento ilícito. PERGUNTA PARA PROVA: diferencie serviço público de obra pública. 4) Serviço público X obra pública: serviço público é taxa e obra pública é contribuição de melhoria. 28/10 EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO Empréstimo: no direito privado é uma forma de contrato, relação de coordenação, não há uma imposição, em regra. compulsório/cogente/obrigatório/impositivo: signifca que o Governo vai pedir o empréstimo e você não vai poder negar. (o governo vai "tomar" a força" determinados investimentos/ recursos da sociedade). Por isso a Doutrina diz que há um hibirdrismo/ uma duplicidade de conceitos pertencentes ao Direito Privado e ao Direito Público, fazendo surgir assim o EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO (art. 148, I e II, CF) 1) Conceito, discussão quanto ao hibridismo É um tributo; art. 3° do CTN + decorrente de DESPESAS EXTRAORDINÁRIAS em função de calamidade pública, guerra externa ou sua iminência de haver e investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional (art. 148, I e II, CF). Em havendo esses três eventos, estarei habilitado a instituir o empréstimo compulsório. 2) Dispositvos normativos (CF/88, CTN, Lei Complementar); I.P.C.U.R.I.N É um tributo possível de ser criado pelo plano Constitucional, compete somente à União ( através de Lei Complementar) conforme previsto no artigo 148, CF. Logo abaixo da CF, está o CTN, que menciona em seu Art. 5º Os tributos são impostos, taxas e contribuições de melhoria, nada menciona sobre Empréstimo Compulsório. Súmula 418 STF: foi publicada porque é um tributo restituível, por ser empréstimo(não vigora mais). Após a CF/88 essa súmula foi afastada da ordem jurídica vigente. O entendimento da época era o de que se o tributo fosse restituível não poderia ser considerado tributo, porque se fosse, pertenceria ao ente político. O empréstimo compulsório não é tributo, e sua arrecadação não está sujeita à exigência constitucional da prévia autorização orçamentária. ● Superação da Súmula 418 do Supremo Tribunal Federal Empréstimo Compulsório - Dec. - Lei 2.047, de 20/7/1983. Súmula 418. A Súmula 418 perdeu validade em face do art. 21, parágrafo 2º, II, da Constituição Federal (redação da Emenda Constitucional 1/69). Não há distinguir, quanto à natureza, o empréstimo compulsório excepcional do art. 18, parágrafo 3º, da Constituição Federal, do empréstimo compulsório especial, do art. 21, parágrafo 2º, II, da mesma Constituição Federal. Os casos serão sempre os da lei complementar (CTN, art. 15) ou outra regularmente votada (art. 50 da Constituição Federal). O empréstimo sujeita-se às imposições da legalidade e igualdade, mas, por sua natureza, não à anterioridade, nos termos do art. 153, parágrafo 29, "in fine", da Constituição Federal (demais casos previstos na Constituição). O Dec. - Lei 2.047/1983, contudo, sofre de vício incurável: a retroação a ganhos, rendas - ainda que não tributáveis - de exercício anterior, já encerrado. Essa retroatividade é inaceitável (art. 153, parágrafo 3º, da Constituição Federal), fundamento diverso do em que se apoiou o acórdão recorrido. Recurso extraordinário não conhecido, declarada a inconstitucionalidade do Decreto-Lei 2.047, de 20.7.1983. Dispõe sobre o Sistema Tributário Nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estados e Municípios. Art. 15. Somente a União, nos seguintes casos excepcionais, pode instituir empréstimos compulsórios: I - guerra externa, ou sua iminência; II - calamidade pública que exija auxílio federal impossível de atender com os recursos orçamentários disponíveis; III - conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo. (Em 1988, surge em seu lugar: investimento público de caráter relevante de interesse nacional. Signfica dizer então que com o marco de 1988, esse inciso não foi recepcionado, I e II foram. Parágrafo único. A lei fixará obrigatoriamente o prazo do empréstimo e as condições de seu resgate, observando, no que for aplicável, o disposto nesta lei. Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios: I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência; II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b". (eu crio um tributo e ele já tem a destinação da sua arrecadação para despesa que fundamentou a sua instituição. É um tributo que tem sua receita vinculada a despesa que o fundamentou). Art. 167, IV não se aplica aqui, porque empréstimo compulsório é criado e a arrecadação dele é destinada especificamente para suprir a despesa que fundamentou a sua criação (importante). Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. Portanto, nesse tópico da estrutura normativa, a CF não recepcionou o inciso III do art. 15 do CTN. Assim sendo, a CF inovou dizendo que a partir de 88 o Empréstimo Compulsório será criado somente mediante lei complementar, diferentemente de 1966, CTN, momento em que não havia lei complementar. Em 1990, no governo Collor, tentando reduzir/extirpar a inflação, o Governo Federa instituiu esse empréstimo compulsório, com base no art. 15, III do CTN : - conjuntura que exija a absorção temporária de poder aquisitivo (conjuntura: inflação de 87% ao mês. Que exija absrvorvição temporária: os valores que pertencem a sociedade em determinado patamar, 57 mil cruzados novos), todos que tinham até 57 mil cruzados novos ficaram sem o dinheiro, ele estava RETIDO. Poderia uma medida provisória instituir um empréstimo compulsório em 1990 contrariando o artigo 148 da CF? NÃO. Ora se o Empréstimo Compulsório foi criado com base no artigo 15, III do CTN e à época não havia lei complementar, ele poderia ser criado por Lei Ordinária, motivo pelo qual ele foi instituído por medida provisória, fazendo remição a um dispositivo do CTN que não havia sido recepcionado por um período de vacância. Existe aqui um vício formal: o veículo normativo pelo qual aquele instituto foi instituído, então o vício formal do empréstimo compulsório de 1990 foi ele ter sido instituído por MEDIDA PROVISÓRIA, contrariando a CF/88, que determinava de forma expressa que deveria ser criado por LEI COMPLENTAR. Vício formal: o conteúdo desse Empréstimo compulsório já verificado o vício formal, ele não estava previsto na CF, estava previsto no art. 15, III do CTN. Então de um lado eu tenho o primeiro vício formal: o veículo normativo era inapropriado combase na CF/88. Do outro lado eu tenho o vício material/essência/ de conteúdo/substância: que a matéria pelo qual ele teve seu fundamento de validade contrariava também a CF, em outras palavras, o conteúdo não foi recepcionado pela Constituição da República. Houve discussão, que foi para o Poder Judiciário que julgou a matéria com a seguinte conclusão: esse recurso foi absorvido pelo Governo Federal em detrimento de 5% da população, porque somente essa porcentagem da população teria recursos guardados, porque o restante nem recursos tem. Então não é possível que o Poder Judiciário libere esse recurso de apenas 5% e prejudique os outros 95%, então esse dinheiro vai continuar bloqueado. Essa decisão foi política, contrariando a própria CF. Se o empréstimo compulsório do Plano Collor for instituído com base em absolvição temporária de valor/recursos com base no art. 15, III do CTN, não previsto na CF, ele deveria obedecer ao princípio da ANTERIORIDADE. Ou seja, eu poderia instituí-lo hoje e mesmo que instituir hoje eu só poderia cobrá-lo no exercício seguinte. Quando é que foi cobrado? De forma imediata, outro vício material, a não observancia do princípio da ANTERIORIDADE. Por incrível que pareça isso passou, o Poder Judiciário ratificou, mantiveram o bloqueio dos recursos e posteriormente através de várias ações, ele foi parcelado/entregue para os proprietários dos valores de forma paulatina. O que estava em jogo? A República Federativa do Brasil. Em que pese essa medida drástica, não conseguiram acertar as finanças do país. Empréstimo Compulsório instituído com base no Plano Collor por meio da Medida Provisória 168/90 e convertida posteriormente na lei ordinária 8024/90, encontrava-se eivado de vícios formais e materiais, quais sejam: 1) Vícios formais (veículo normativo): empréstimo compulsório foi instituído por medida provisória com a agravante de ter sido convertido em Lei Ordinária contrariando o caput do art. 148, CF, o qual determinava de forma expressa a instituição por lei complementar. 2) Vício Material: empréstimo compulsório foi instituído com base no art. 15, III do CTN, o qual não havida sido recepcionado pela CF/88. O segundo vício: ainda que permitida a sua instituição, deveria observância ao princípio da Anterioridade, conforme o artigo 150, III, b da CF. O Princípio da Anterioridade é o princípio que estabelece um lapso temporal entre a publicação de uma lei que institui ou majora tributos e a produção dos seus efeitos, ou seja, a data da exigência da nova tributação ou da nova alíquota majorada de um tributo já existente. Esse princípio visa permitir ao contribuinte o preparo para pagar os novos moldes da tributação e por isso também é conhecido como “Princípio da Não Surpresa”. Vejamos o que nos diz o texto constitucional sobre o tema: Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: III - cobrar tributos: b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou; c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou aumentou, observado o disposto na alínea b. Analisando o texto constitucional, podemos perceber um aspecto muito importante deste princípio: ele é aplicável somente quando falamos em instituição ou majoração de um tributo. Podemos perceber então que quando há a redução ou exclusão de um tributo a lei se aplica imediatamente, não sendo necessário respeitar o Princípio da Anterioridade. 3) Discussões a respeito da instituição (veio MP168/90 e Lei 8024/90; vício formal; material (referente ao conteúdo) em relação ao veículo. 4) Natureza jurídica (discussões) e competência tributária Empréstimo compulsório é tributo com base na Teoria Quinaria das espécies tributárias já pacificadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o enunciado da Súmula 418 que foi afastada com o advento da CF/88. É de competência da União. 5) Características fundamentais: hipótese e peculiaridades, princípios, destino de sua arrecadação, relação tributária em face de sua instituição Hipóteses: 1) despesas extraordinárias: não é qualquer despesa extraordinária que permite que com que a União crie empréstimo compulsório, uma despesa extraordinária que permite é a de calamidade pública. Em tese, com a pandemia a partir de 26/03/2020, quando todos ficaram em casa por determinação, poderia haver a instituição de empréstimo compulsório. Foi constatado pelo Governo Federal, inclusive o estado de calamidade pública, o Governo ficou sem recurso em função da paralisação da economia, ele tinha instrumentos à época para poder instituir um tributo para poder suprir essa falta de recurso, que seria o EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO decorrente de despesa extraordinária. A economia parou/baixou, ele ficou sem recurso, todos os orçamentos caíram, ele tinha que subir o caixa, podendo instituir então calamidade pública decorrente de despesas extraordinárias em face da economia através de Lei Complementar por maioria absoluta. Nesse caso não deveria obediência ao princípio da anterioridade e já de imediato após o processo sob o Legislativo ele poderia cobrar, porque o único evento que enseja a observância a anterioridade é o Investimento Público. Segundo evento: Guerra externa também é uma hipótese. Guerra interna não. Uma eminência de guerra também gera a possibilidade de criação, ou seja, guerra externa, guerra existente e eminencia de ela vir a ocorrer. Importante: Empréstimo compulsório e despesas extraordinárias Temos impostos extraordinários: a) são eventos que ensejam na instituição de impostos extraodinários: despesas extraodinárias (ERRADO) Despesas extraordinárias são eventos que ensejam criação de empréstimo compulsório, não de impostos extraordinários (saber para não confundir) 2) investimento público de caráter urgente (somente URGÊNCIA) e de relevante interesse NACIONAL (mesmo assim observado o princípio da anterioridade, art. 150, III, d, CF): não é conjuntura econômica, pois a conjuntura com base no art. 15, III não foi recepcionado. Não confundir empréstimo compulsório com imposto extraordinário 6) Diferenças entre empréstimos compulsórios e imposto extraordinário PRINCÍPIOS que orientam o empréstimo compulsório 1) legalidade: o empréstimo compulsório vai ser criado por lei complementar 2) não enriquecimento sem causa: se é empréstimo tem que ser devolvido 3) anterioridade: 150, III, d, CF, somente ao que se refere o art. 148, II, ou seja, somente quando houver criação de empréstimo compulsório, cujo fundamento for investimento público de caráter urgente e relevante interesse nacional. Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição. É um tributo VINCULADO A DESPESA QUE O FUNDAMENTOU. é muito comum em prova aberta tentarem confundir o candidato com o princípio da não vinculação dos impostos com a não vinculação do empréstimo compulsório. Empréstimo compulsório tem destino vinculado. Os impostos não, conforme o art. 167, IV. Então se vier a pergunta: "há a possibilidade da criação de um tributo cuja a arrecadação já esteja comprometida? SIM, o empréstimo compulsório. Ele só é criado para suportar as despesas que fundamentaram a sua criação, ou seja, é CONTRAPRESTACIONAL. Relação tributária em face de sua instituição No caso do Plano Collor o tributo foi restituído. Existem duas situações de restituição do valor, de um lado eu tenho ação de cobrança, do outro eu tenho repetição do indébito. Repetição do indébito: é devolução daquilo que eu não devo. Eu paguei a maior sem que houvesse, a lei é boa, eu tenho a devolução. Se a lei for julgada inconstitucional, eu também faço jus a devolução. Ação de cobrança: Se por ventura no Empréstimo Compulsório o Governo não quiser devolver, eu vou entrar com a AÇÃO DE COBRANÇA. Então a relação que se estabelece é justamente essa, na eventualidade do Governo não devolver aquele valor,eu vou entrar com a ação de cobrança. Na eventualidade de ter sido publicada uma lei boa em que existe um valor que eu faço jus a devolução, repetição do indébito. Tributo é tudo aquilo que a lei disser, nem mais, nem menos. Se eu paguei a maior eu faço jus a devolução disso. Qualquer coisa, menos tributo. Se eu faço jus a devolução dessa qualquer coisa que não é tributo, é repetição do indébito (devolução do não devido: " se eu não devia, eu não deveria ter pago"). Repetição aqui significa devolução, vai e volta. Questões importantes: vícios formais e materiais; diferença do empréstimo compulsório para os impostos extraordinários; hipóteses e peculiaridades; Modelo de questão: Disserte a respeito das diferenças existentes entre impostos extraordinários e empréstimos compulsórios, relembrando ao menos cinco itens que os diferem. EMPRESTIMO COMPULSÓRIO x IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS (cai muito em prova) 1) EMPRÉSTIMO COMPULSÓRIO: o veículo normativo que o institui é a Lei Complementar (148, II, CF/88); logicamente não posso criar por medida provisória; os eventos: despesas extraordinárias decorrentes de calamidade pública, guerra e externa ou sua eminência, bem como investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional; são restituídos, segundo a lei complementar que o instituiu; somente no que toca ao art. 148, II, observará o princípio da ANTERIORIDADE (art. 150, III, b, CF). Eu crio para sustentar aqueles eventos que ensejaram a criação 2) IMPOSTOS EXTRAORDINÁRIOS: o veículo normativo que o institui é a Lei Ordinária (art. 154, II, CF/88); logicamente posso criar por medida provisória (pois a medida provisória tem o destino de vir a se converter em uma lei ordinária); eventos: somente guerra externa; serão reduzidos gradativamente (são sup rimidos/ reduzidos à medida que o tempo vai passando, não devolve/não tem restituição; NÃO há observância do princípio da Anterioridade. Serviço público x Órgão Público Serviço Público e Obra Pública: são eventos de tributos distintos. Serviço Público (de taxa): é um evento que gera a possibilidade de cobrança das taxas, mas não é qualquer serviço público, mas sim um serviço público divisível prestado por contribuinte ou colocado à sua disposição. É regido pelo princípio da Continuidade, não existe um serviço público que não seja regido pelo princípio da Continuidade da Administração Pública ou daquele serviço propriamente dito (É um conjunto oferecido a sociedade com base no princípio da Continuidade a prestação da Administração Pública). Com base no princípio da continuidade, ele não tem na sua existência: início, meio e fim. Tem que ser específico e divisível, é pautado pelo princípio da singularidade. Obra Pública (de contribuição de melhoria): um evento que pode vir a gerar a cobrança de contribuição de melhoria, porque eu tenho que ter obrigatoriamente para eu cobrar a Cont. de Melhoria, a obra pública em decorrência dessa obra pública, uma valorização imobiliária. Eu utilizo os artigos defino "o, os, a, as": a estrada, o hospital, a ponte. Significa dizer que ela é identificável, esgota-se por si mesma. A obra tem início e fim. A obra acalça a todos, é pautada pelo princípio da universalidade. 04/11/2024 Tema: Contribuições especiais (também chamada de contribuições parafiscais) 1) Conceito: as contribuições parafiscais somente interessam aos particulares. São tributos que surgem no paradigma do estado neoliberal. SÃO AQUELAS em que contribuo para que, daqui a um tempo, eu tenha algo para sobreviver. Ex: aposentadoria, auxilio reclusão, pensão, etc. ex: se não contribuo para a previdência, não tenho aposentadoria. Conceito do professor: art 3º do cnt + destinada com base no princípio da referibilidade à pessoa certa ou grupo de pessoas, cujo fundamento que lhe da validade é a necessidade de seu beneficiário, justificando assim a expressão “PARAfiscalidade”. As contribuições especiais visam a seguridade social com 3 objetivos: previdência, assistência e saúde. Contribuição especial é gênero. Dispositivos normativos: art 195 e seguintes da CF. é um tributo que encontro distribuído no corpo constitucional. Art 8º, IV (contribuições sindicais); art 149 e 149 A da CF, art 195 e seguintes da CF e art 201 e seguintes da CF. Todos artigos citados são da constituição. regra geral: quem tem competência pra criar as contribuições especiais é a União, salvo as contribuições para custeio de iluminação pública que são de custeio do município e do DF e salvo também as contribuições previdenciárias pertencentes ao sistema estatutário do estado, df e dos municípios. Quem legisla sobre a previdência social é a união. A seguridade que é necessário contribuir para tê-la é a previdência. Denominações; CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS (também denominadas contribuições parafiscais) (ALÉXIA ENVIOU) Os tributos são: Fiscais: são aqueles tributos que a administração cria precipuamente para arrecadar valores/recursos. Criei enquanto Estado o Imposto de Renda, voltado precipuamente para arrecadar valores. Assim como o ICMS no âmbito dos Estados e o ISSQN no âmbito dos municípios. Ao contrário senso, se eu retiro o Imposto de Renda da União, o ICMS dos estados e o ISSQN dos municípios, eles vão passar aperto, pois são os impostos mais importantes, criados especificamente para arrecadar. AQUI O INTERESSE É DO ESTADO. Extrafiscais: Já ocupando o Estado com aquele tributo voltado especificamente para carrear recursos aos cofres públicos, o Estado tem uma outra situação em que ele enxerga o contribuinte/atividade econômica onde ele vai ter que de alguma forma intervir. Enquanto ele intervém naquela atividade, a gente chama à luz da Constituição de Intervenção do Estado no Domínio Econômico e quando ele intervém através da tributação para fomentar/incentivar determinada atividade e cria determinado tributo, esse tributo tem a característica/peculiaridade de ser EXTRAFISCAL, fora daquela concepção primeira, fiscalista. Ou seja, os tributos extrafiscais são concebidos precipuamente para arrecadar/permitir que o Estado intervenha no domínio econômico. Exemplos: há muita criação em Pará de Minas, o Governo do Estado de Minas Gerais resolve incentivar a criação de porcos/aves mais ainda, para isso ele vai conceder uma isenção/redução do ICMS da ração que incide para a alimentação desses animais, ele vai estar utilizando um tributo para incentivar aquela atividade. Então esse tributo, quando utilizado para incentivar/fomentar/intervir no domínio econômico, ele tem uma característica, qual seja: sua EXTRAFISCALIDADE. AQUI O INTERESSE É DA INICITATIVA PRIVADA, mas o Estado também tem interesse, permitir com que haja um aumento de produção e em havendo um aumento de produção, haverá um aumento de arrecadação, ou seja, em um primeiro momento ele deixa de arrecadar determinado valor, para no segundo momento aumentar o volume de produtos que serão vendidos e assim a arrecadação. Com a crise de 2008, o Governo Lula para tentar suprir essa situação que logicamente tinha culminado numa inflação a maior imdediatamente interveio na função consumo, determinando a redução da carga tributária e permitindo com que houvesse acesso a aquisição daquele produto à toda população (é uma forma EXTRAFISCALISTA de tratar o TRIBUTO): simplismente reduziu o IPI dos produtos da linha branca, o seja, o IPI que incidia na geladeira, no fogão, no freezer entre outros produtos, tiverão uma redução de 10% de IPI. O IPI uque era cobrado a 18/20% foi reduzido para 10%. Com a redução do IPI, o preço do produto diminui e fica acessível para a população, na medida que aumeta a troca/aquisição, o Governo que diminui no IPI, vai ganhar no aumento de vendas. Parafiscais: A necessidade é SOMENTE DA INICIATIVA PRIVADA (do beneficiário). A expressão máxima dessa contribuição especial surge com as Contribuições Previdenciárias, contribuições essas que beneficiam aquele que está contribuindo. São tributos que surgem no paradgma do Estado Neoliberal. Temos três paradgmas: do estado LIBERAL, SOCIAL e NEOLIBERAL.Elas surgem ali entre o estado social com o paradgma do estado neoliberal. Então se eu puder identificar o momento em que ela ocorre, eu tenho que visualizar as grandes guerras. Quando eu visualiso as duas grandes guerras, o que temos de volta no nosso país? os soldados combatentes e as famílias daqueles que não voltaram, o que fazia com que o Estado tivesse um problema: famílias desamparadas. Se voltaram, muitas vezes debilitados física e mentalmente também. O Estado não previa a forma de amparar essas famílias, havia um problema social através daquela situação, agravado pela imprevisão de uma situação futura, o Estado não foi previdente, não criou uma contribuição que pudesse fazer com que aquelas pessoas debilitadas/ou a família que já não tinha provedor tivesse condição de sobrevivência. Aí cria-se nessa época, na metade do paradgma do Estado Social para o Estado Neoliberal, as CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS/ESPECIAIS, que são aquelas que eu contribuo para daqui a 40 anos eu ter rendimento para eu sobreviver, dá-se o nome a isso de aposentadoria, auxílio reclusão se por ventura o sujeito for preso, pensão se na eventualidade houver o falecimento. Mas, esses auxílios só existem se eu agir de forma previdente, recolher, ou seja, é a previsão do previsível: um dia vou me aposentar, eu tenho que contribuir. E a previsão do imprevisível: se eu começo a trabalhar e contribuo e na eventualidade de amanhã eu sofrer um acidente e ficar icapacitado do trabalho eu tenho uma fonte de renda. Então essa concepção das Contribuições Especiais surgem basicamente no parafgma do Estado Social avançando o paradgma do Estado Neoliberal com essa função justamente de garantir a sobrevivência daqueles que precisam. Portanto, essas contribuições, paralelas ao Estado, que não servem para o Estado que são recolhidas em benefício daquele que contribui, são consideradas parafiscais (paralelas ao Estado), onde a necessidade é de quem contribui. Se eu não contribuo, eu não tenho aposentadoria. Se eu não sou previdente e contribuo para a previdência, eu não terei um futuro em termos de remuneração. Então surge aí a necessidade do Estado conceber um seguro, o SEGURO PARA A SOCIEDADE: SEGURIDADE SOCIAL: ela protege/alcança três dimensões: ASSISTENCIA, SAÚDE e PREVIDENCIA: PAS (p/memorizar). Sendo que a única delas que é contraprestacional, eu só vou ter o benefício se eu contribuir, é aquela denominada Previdência (art. 195 e seguintes da CF que tratam da seguridade social). Então essa necessidade de assegurar a sociedade, chamada de Seguridade Social, tem uma dimensão contraprestacional: previdenciária e duas não contraprestacionais: assistência social e saúde, o que signficar dizer, para eu ter assistência social/saúde social eu não preciso contribuir. Ex: pessoas em situação de rua têm acesso a uma instituição beneficente que as acolhem a noite. Elas não pagam por aquele acolhimento, então é um benefício recebido sem que haja uma contraprestação. Esse benefício é assistencialista que integra a proteção à sociedade. Ex: o sujeito é atropelado, é acionado o SUS, a ambulância o socorre e ele tem um tratamento sem qualquer custo, não é contraprestacional, faz parte da dimensão da seguridade social denominada SAÚDE. Ex: O sujeito começa a trabalhar e recolhe todo mês, seja pelo sistema de regime geral seja pela sistema do regime próprio, estatutário. Ele tem a certeza de que se por ventura houver um evento que ele não está esperando, ele vai ser acolhido pelo sistema que ele já está sendo previdente, o Sistema Previdenciário. Dessa forma, é nessa perspectiva que a Seguridade Social é sustentada, através dos tributos que fazem parte dessa classificação, os tributos parafiscais especificamente Contribuições Especiais. Em outras palavras, Contribuições Especiais é Gênero que se subdivide em quatro espécies, quais sejam: contribuições sociais; cooporativas; contribuição de intervenção no domínio ecômico também conhecida como CIDE e por último, Contribuição para o custeio de Iluminação Pública que substituiu as taxas de iluminação pública. 1) Conceito, dispositivos normativos, denominações Contribuições especiais: art. 3° do CTN + destinada com base no princípio da referibilidade, à pessoa certa ou grupo de pessoas, cujo fundamento que lhe valide é a necessidade de seu beneficiário, justficando assim, a expressão da parafiscalidade. Dispostivos normativos: é um tributo que eu encontro distribuído no corpo Constitucional: eu tenho Contribuições especiais no art. 8°, IV (contribuições sindicais); art. 149 e 149,A ; art. 195 e seguintes e também no art. 201 e seguintes, todos da Constituição da República. Como é tributo, qual é a primeira norma que eu devo buscar? Constituição da República, logo após o CTN, com base na Teoria Hans Kelsen, "A hierarquia das normas". Logo após, as Leis Ordinárias. 1)A CF/88 cria Contribuições Especiais? NÃO. Quem cria o tributo é somente a Lei Ordinária ou a Lei Complementar. Então na CF há a possibilidade conferida a determinado ente político, para que em desejando, ele crie aquelas respectivas contribuições. Em assim sendo sendo quem tem competência constitucional para criar as Contribuições Especiais é a União. Via de regra, a União é quem tem competência p/ criar C.E, salvo as contribuições para custeio de iluminação pública e as contribuições previdenciárias pertencente aos sistemas estatutários dos estados, DF e municípios. São tributos contraprestacionais, em regra voltados para o benefício de determinada pessoa ou grupo de pessoas com base no princípio da referibilidade. Quantos regimes previdenciários eu tenho? complementar, geral, geral de previdência social e estatutário (próprio de previdência social), servidor público (regime geral dos servidores públicos federais lei 8112/90 ), servidor estadual de Minas Gerais (lei 869/52), servidor municipal (5569 leis que tratam de regime jurídico único dos servidores, se todos os municípios forem estatutários). Então se eu tenho um regime geral de previdência social quem legisla sobre a CLT é a União, tem-se duas leis 8212 e 8213 ambas de 1991. Se for regime estatutário quem legisla sobre a previdência dos servidores públicos federais? A União através de regime jurídico único. Se for estadual: quem vai legislar sobre a previdência estatutária dos servidores estaduais? O próprio Estado. Se for municipal? o município. Pergunta: Em se tratando das contribuições especiais de natureza previdenciária, identifique o ente político e o regime no qual aquele servidor se encontra: se ele for estatutário com certeza a competência é do ente a quem ele presta o serviço. Então se eu estiver diante de um servidor público de Pará de Minas, ele contribui para o regime estatutário, essa lei foi criada pelo Legislativo de Pará de Minas. Se sou servidor estadual: estado e por assim vai. Então quem tem a competência para instituir as contribuições especiais em regra é a União, salvo duas, quais sejam: Contribuições para o custeio e as contribuições previdenciárias dos Estados, DF e dos municípios de natureza estatutária. E para instituir é através de Lei Ordinária, salvo se a contribuição for considerada do tipo CONTRIBUIÇÃO RESIDUAL, que será criada por LEI COMPLEMENTAR. Então são duas excessões: 1) em relação a competência e 2) em relação a espécie de contribuição. CONTRIBUIÇÃO RESIDUAL: É qualquer contribuição de natureza social que venha a ser criada e que não exista segundo esssa classificação, é aquela residual. Se por ventura vier a ser criada, será por Lei Complementar. IMPOSTO RESIDUAL: O imposto residual é uma ferramenta importante para a União ampliar sua base tributária e garantir a arrecadação de recursos para o financiamento de políticas públicas. 2) Competência Tributária, diferença entre extrafiscalidade e parafiscalidade 3) Características 3.1) Natureza jurídica, "referibilidade/reflexibilidade (como se tivesse um espellho, o que vc contribui, vai retornar para voce), fiscalização 4) Espécie (saber) É importante que a gente saiba (p/ concuso) que dentrodas Contribuições Especiais estão as Contribuições Sociais e dentro das Contribuições Sociais estão as Contribuições previdenciais e da Seguridade social. 4.1) Contribuições sociais (genéricas, previdenciárias e seguridade social) Contribuições sociais (gênero) segundo Leandro Paulsen com base na jurisprudência do Supremo se subdividem em: Contribuição Social Genérica, Contribuição Social Previdenciária e Contribuição Social para seguridade social. 4.2) Contribuições corporativas, As corporativas dos empregados: sindicatos dos empregados, eu tenho que contribuir, antes da reforma trabalhista era obrigatório, agora é facultativo. corporativas dos empregadores: sindicatos dos empregadores eu tenho que contribuir Então essa contribuição obrigatória chamada "imposto sindical" é aquela contribuição dos empregados, que hoje é facultativa. É um tributo do tipo Contribuição Corporativa, então quando vier a cobrança de natureza sindical, eu sei que aquilo é uma contribuição à aquela corporação, qual seja a Corporação dos empregados ou empregadores. 4.3) Contribuições de intervenção no domínio econômico; (cide) SEBRAE por determinação do Supremo Tribunal Federal ao invés de ser classificada como Contribuição social é uma intervenção no domínio econômico. Royalties: o valor que se paga a União, por exemplo: preciso saber que os royalties do minério são contribuições especiais do tipo intervenção no domínio econômico. Ex: o minério é explorado em Nova Lima, o município, o Estado e a União têm participação, o nome que se dá a esse valor com base na participação do minério é royalties do minério, é o percentual. São tributos regulatórios. 4.4) Contribuição para custeio de iluminação pública Previstas no artigo 149, A, CF/88 substituiram as taxas de iluniminação pública, por terem sido consideradas inconstitucionais com base Súmula 670 do STF. Por que trocaram taxa por contribuição? porque taxa exigia prestação do serviço público específico e divisível, como não era específico e divisível não tinham que continuar a cobrar. Para eu manter a iluninação pública eu crio/dou o nome a esse valor que eu cobro de contribuição, que não exige esse requisito de prestação de serviço público específico e divisível e continuo cobrando. Bastou uma emenda da CF para eu criar uma nova espécie tributária para fazer valer e sustentar aqueles recursos visando sustentar/financiar a iluminaçao pública sem a exigência das taxas. Outro detalhe importante: as contribuições sociais e as contribuições de intervenção de domínio econômico não incidem na exportação, mas incidem na importação. Eu não exporto tributo, mas para eu proteger a indústria nacional, todo produto e mercadoria que chegar eu tenho que cobrar na importação. Bem como, elas possuem duas espécies de alíquotas: AD DE VALOREM (em razão do valor) e ALÍQUOTA ESPECÍFICA (p/a tonelada de aço por exemplo) Consitucionalismo de AUSTERIDADE: A CF/88 foi recebida como uma constiuição cidadã, voltada especificamente para os Direitos sociais, não que não cuidasse de outros direitos/paradgmas, mas ela precipuamente pode ser enxergada como a Constituição Cidadã porque se preocupou com o aspecto social. Para isso deve haver um orçamento elaborado pelo Estado que deve contemplar tanto as questões sociais quanto as manutenção do próprio Estado: folha de pagamento, obras, manutenção e etc. Então de um lado o Estado tem arrecadação que deve cumprir com as questões de natureza social e as questões de natureza operacional do prórpio Estado. Esse Constitucionalismo da Austeridade é justamente isso, é uma crítica a essa situação do paradgma Neoliberal, onde o gestor público retira recursos da área social para manter o orçamento equilibrado. Então o que a gestão Neoliberal faz: ela desconsidera os direitos sociais conquistados para manter o equilíbrio fiscal. É a questão dos direitos humanos e sociais sendo colocados de lado para que haja uma manutenção do Estado de forma austera, sem despesa, mas 70% da receita do Estado, ao invés de manter os Direitos sociais junto ao Estado são destinados para o pagamento da dívida externa e juros e os direitos sociais ficam em segundo plano, quanto a isso dá se o nome de CONSTITUCIONALISMO DA AUSTERIDADE, onde o estado só tem a visão de equilíbrio fiscal pagando contas para o exterior mantendo sua população probre, carente de recursos. A logíca da expressão Parafiscalidade significa que está paralela as necessidades do Estado, porque na verdade ela está direcionada para aquele que efetivamente contribui e vai voltar para ele em algum momento com base no princípio da REFERIBILIDADE/REFLEXIBILIDADE: onde eu contribuo hoje para amanhã me devolverem. A contribuição deve observância ao princípio da Referibilidade, não da progressividade, O constitucionalismo da austeridade é um tema que aborda as interações entre o direito constitucional, o direito econômico, o direito financeiro e as finanças públicas. O constitucionalismo é um movimento que luta pela limitação do poder do Estado, com o objetivo de proteger os direitos humanos. Ele se baseia na valorização da Constituição do país e na delimitação do poder por meio de um documento legal. As políticas de austeridade são caracterizadas por: Contenção dos gastos públicos Retirada da intervenção do Estado na economia Benefícios para os capitalistas, que reduzem pressões salariais e aumentam lucratividade Aumento da desigualdade de renda Redução da quantidade e da qualidade dos serviços públicos No Brasil, a Emenda Constitucional 95 (EC 95), conhecida como Teto de Gastos Públicos, é uma política de austeridade vigente desde 2017. Art. 70 da CF/88 trata dos Tribunais de Conta, do controle interno e do controle externo da Administração Pública: é o Tribunal de Contas (se for federa: Tribunal de Contas da União; se for estadual: Tribunal de Contas do Estado e Municípal: Tribunal de Contas do Município onde existira, nem todos os munícipios tem Tribunal de Contas). CONCEITO DE DIREITO TRIBUTÁRIO: o ramo do Direito Público interno relativamente autônomo que rege as relações jurídico tributárias existentes entre: de um lado o sujeito ativo e do outro lado o sujeito passivo. Sujeito ativo: Estado, erário, credor Sujeito ativo por competência: criar, arrecadar, cobrar, administrar, fiscalizar seus tributos de acordo com o texto constitucional Sujeito ativo por capacidade: quem não tem competência e figura no polo ativo da relação jurídico tributária por delegação. Aquela pessoa conferida por lei a possibilidade de figurar no polo ativo da relação jurídico tributária ela só detém duas funções: ARRECADAR e FISCALIZAR. Sujeito ativo por subrogação: Pará de Minas resolve se desmembrar, Pará de Minas novo para se sustentar que se fazer valer de uma arrecadação, mas ele ainda não tem o legislativo e o executivo prontos, então até que ele tenha sua própria legislação ele vai arrecadar com base na Legislação que o deu origem. Dessa forma, Pará de Minas novo é sujeito ativo por subrogação na legislação de Pará de Minas orginário. Sujeito passivo: devedor, contribuinte ou responsável 11/11/2024 O adquirente ou o remitente são responsáveis tributários por sucessão em face dos atos praticados intervivos sem o pagamento do tributo devido. SUJEIÇÃO é gênero Sujeito ativo: pode ser por competência, capacidade e sub-rogação Sujeito passivo: CONTRIBUINTE, o qual se subdivide em dois> Contribuinte de Fato e Contribuinte de Direito. Quem efetivamente arca com a carga tributária/ tira o dinheiro do bolso? CONTRIBUINTE DE FATO (P/ memorizar) Quando eu compro uma garradinha, pago 90,00 para a loja, nesse valor encontram-se embutidos IPI, ICMS e outros tributos. Então o comerciante separa aquilo que representa efetivamente o valor da garrafa e separa o que efetivamente representa o valor dos tributos, o que nesse exeplo diz respeito a somente o ICMS, pois não sou industrial, sou consumidor final. Nesses 90,00 encontram-se embutidos o ICMS, internamente na contabilidade esse contribuinte vai compensar o valor do tributo quechega do valor do tributo que sai, o ICMS de quando ele compra para revender e de quando ele vende efetivamente, esse valor quem recolhe é o CONTRIBUINTE DE DIREITO. Eu não preencho um DAE, uma DAFE nem um documento de arrecadação municipal, quem efetivamente recolhe? O Contribuinte de Direito. É importante fazer a distinção entre contribuinte de fato e de direito, pois pode haver uma futura confusão entre contribuinte de direito pelo termo RESPONSÁVEL POR TERCEIROS. Sujeito passivo: aquele que paga, o contribuinte. Quando ele não paga, quem paga em seu lugar é o RESPONSÁVEL. Então a primeira figura que surge, importantíssima no polo passivo é a do contribuinte, que é o devedor por execelência. O código tributário conceitua o que vem a ser o contribuinte no art. 121, CTN: Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador; ex: se eu compro um imóvel urbano, eu sou contribuinte, pois gera o pagemento do IPTU. Ou seja, eu pratico aquela conduta, eu tenho aquela relação pessoal e direta com aquele fato gerador, logo eu recebo o nome de natureza tributária chamado de CONTRIBUINTE. Esse contribuinte pode se subdividir em duas espécies, quais sejam: CONTRIBUINTE DE FATO e CONTRIBUINTE DE DIREITO. II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. Considera-se contribuinte de FATO aquele que arca efetivamente com a carga tributária. Ex: consumidor final. Considera-se contribuinte de DIREITO: É aquele que a Legislação determina que seja feito o recolhimento ao ente tributante específico. Ex: compro um carro, existe o IPI e o ICMS, paguei 100 mil reais no carro, quem vai recolher? A agência de veículos, no caso aí só o ICMS, da fábrica para a Concessionária o IPI. Mas quem efetivamente recolhe? O Contribuinte de Direito, industrial. Eu não preencho um DAE, uma DAFE nem um documento de arrecadação municipal. Ex: comerciante industrial ou equiparado a industrial. Praticado o Fato Gerador alguém vai pagar: só surge a segunda figura quando o contribuinte não pagar por exclusão: quando o contribuinte não paga, quem paga em seu lugar é o RESPONSÁVEL. Por isso em nosso conceito nos utilizamos de forma proposital Contribuinte ou Responsável, porque é na subsidiariedade, na eventualidade de o contribuinte não pagar, quem paga em seu lugar? O responsável tributário (responsável pelo pagamento do tributo no lugar do Contribuinte), previsto no art. 121, § único, II do CTN. Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. Quando tiver uma relação a contrário senso, impessoal ou indireta à ocorrência do fato? Ele é denominado RESPONSÁVEL, desde de que a lei aponte: "você não sendo contribuinte será Responsável". Portanto, pode-se dizer que o responsável não tem relação pessoal e direta com a ocorrência do fato gerador e por não ter relação pessoal e direta é determinado por lei, ou seja, por exclusão, quem não é contribuinte é responsável. MACETE Temos duas possibilidades do sujeito figurar como Responsável Tributário: 1° espécie: por substituição tributária 2° espécie: por transferência 1) para distinguir quem é contribuinte de fato e de direito: quem arca efetivamente com a carga tributária? 2) em termos de responsabilidade: ocorreu o fato gerador? Se sim, já ocorreu o fato gerador e alguém está pagando no lugar do contribuinte, eu estarei diante das possibilidades que confirmam a responsabilidade por TRANSFERÊNCIA. Se a resposta for NÃO, contribuinte não pagou é caso de responsabilidade, NÃO ocorreu o fato gerador: eu estarei diante dos casos de Substituição tributária. Ex: A fábrica de Coca-Cola, nos temos no Bar do Geraldinho a pessoa que bebe aquela coca-cola fabricada, entre a fábrica e a pessoa nós temos: uma distribuidora (industrial) e o Geraldinho (varegista) que vende e o consumidor final. Qual seria a regra a regra: a fábrica recolhe o IPI e o ICMS dessa coca que ela vende para o distribuidor; o distribuidor tem que ter lucro, então ele repassa para o Geraldinho a um determinado valor acima daquele que ele comprou e ele distribuidor recolhe o ICMS (não tem IPI porque o distribuidor não pratica atividade industrial); o Geraldinho por sua vez vai vender para nós, consumidores finais, aquela coca que é vendida pelo fabricante por 3,00 é vendida para nós a 7,00. Então na medida em que o fabricante, o distribuidor e o varegista recolhem seus respectivos tributos, esse valor chega para o consumidor final com toda carga tributária recolhida na medida em que a cadeia econômica vai ocorrendo. Essa seria uma situação normal, cada etapa da cadeia produtiva ou econômica pagaria sua parcela do tributo, porém é impossível a fiscalizam total e específica. Assim vem a legislação tributária e insitutui: Coca-cola recolha todo o ICMS, todo o IPI dessa cadeia produtiva antes mesmo de ser vendido do distribuidor para o varejista e do varejista para o consumidor final, ou seja, "Coca-Cola recolha toda a tributação antes que o consumidor final tome esse refrigerante". Para que nao interfira no valor final há todo um cálculo de previsão de margem de valor agregado que tenta advinhar quanto o refrigerante será vendido p/o consumidor final de Pará de Minas, por exemplo. Existem normativos que dispõem, "de acordo com o que vem ocorrendo o preço do refrigerante vai chegar em Pará de Minas a 7,00 e será vendido a 7,00, porém se você for a Festa do Frango, por exemplo, não vai comprar um refrigerante por esse preço, vai ser vendido por + ou - 15,00 (por isso vem nos produtos o "preço sugerido"). Essa situação ilustra a SONEGAÇÃO FISCAL. Essa diferenciação de tributo em razão dos 15,00 o Estado não está recebendo, mas ele vendido o consumidor final a 15,00. O que eu quero dizer com isso? Nessa situação onde a fábrica de Coca-cola, a industria farmaceutica, de colchão, sorvete e etc vendem esses produtos o Estado diz: "Indústrias, recolham antes da ocorrência do fato gerador, antes que o consumidor final compre. Desse modo, a fábrica está antecipando aquela venda futura, recolhendo o futuro devido e aquela fábrica não é nada mais nada menos do que um substituto do consumidor final, por isso o nome SUSBTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. 1) Quando o contribuinte não paga, quem paga em seu lugar? o responsável 2) ocorreu o fato gerador? Não, quando a fábrica recolhe o consumidor final ainda não comsumiu o refrigerante, então é por SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. Agora, com essa substituição, o fato gerador ocorrerá lá na frente ou ocorrerá de forma fictícia atrás? O fato gerador ocorrerá no MOMENTO FUTURO ou INCERTO. Então a essa substituição tributária dá-se o nome SUBSITUIÇÃO TRIBUTÁRIA PROGRESSIVA (PARA FRENTE). (É importante saber) Se ocorreu fato gerador: é por tranferência Se não ocorreu, é por substituição. Resumindo: Quando não ocorreu o fato gerador (o consumidor ainda não comprou) vai ocorrer no momento futuro ou incerto aí eu estarei diante de uma responsabilidade por substituição tributária, ou seja, a fábrica está substituindo o consumidor final no consumo fututo de de refrigerante. Por isso o responsável é a fábrica por substituição tributária do consumidor final que ainda não comprou. Disso, surge uma figura interessante e uma nova pergunta a se fazer. Há a possibilidade da cobrança de um tributo em razão de um fato gerador presumido que ainda irá ocorrer? Sim, fazendo remissão a substituição tributária para FRENTE. Substituto tributário do consumidor final Substituição Tribtutária progressiva (para frente): ex: a indústria em relaçãoao consumidor final ou em relação ao próximo que se encontra na cadeia produtiva ou cadeia econômica. Maço de cigarro tributado a 365% , eu dou saída daquele pacote de cigarro, o fiscal não vai contar quantos cigarros vem no maço ou quantos maços vem no pacote, ele vai contar quantos selos existiam anteriormente da saída daquela mercadoria, pois cada selo representa 20 cigarros que saíram, é muito mais fácil fazer o controle da saída através do selos. O cigarro também é um exemplo de ST, não faz sentido cobrar uma nota fiscal de cada cigarro que está sendo vendido, para facilitar a Legislação determina que a fábrica recolha o ICMS/IPI todo. Ao invés de eu colocar 7520 fiscais, eu coloco um ou dois fiscais para verem os a estruturação e os documentos fiscais da fábrica. Bom, se nós temos a Substituição tributária progressiva, um fato gerador que ainda não ocorreu e o tributo ainda está sendo recolhido, nós temos em contraponto a Substituição Tributária para trás: Substituição Tributária regressiva (para trás): Imagine que nós temos em Pará de Minas o produtor rural e ele vende leite, todos os dias passa um caminhão da Coopertativa recolhendo que posteriomente irá vender para nós, consumidores finais. Como é mais lógico utilizar da fiscalização? ao invés de fiscalizar cada propriedade produtora rural, é melhor que a Cooperativa recolha o ICMS/IPI relativos à Fazendo e a venda ao consumidor final. Então a Cooperativa é um exemplo de Substituição Tributária para frente e substituição tributária para trás. É mais difícil, pois o critério utilizado da ocorrência ou não do fato gerador não se visualiza. A substituição tributária pode ocorrer entre estados: Minas Gerais e São Paulo. O que não se confunde com o DIFERIMENTO (atrasar/postergar) ocorre somente dentro dos limites territoriais do Estado. Então trocando o nome, eu posso chamar de Diferimento? o tributo devido pelo produtor rural está sendo diferido/postergado para à Cooperativa dentro das fronteiras do Estado de Minas Gerais, portanto na verdade trata-se de uma Substituição Tributária p/ trás, a Cooperativa recolhe tributo relativo a uma saída de mercadoria já ocorrida que será posteriormente vendida. Exemplo de substituição tributária p/ trás: Fiat é uma montadora de automóveis, ela recebe peças de seus fornecedores e internamente na fábrica ela monta. É mais viável a fiscalização dentro da montadora para ver o que está entrando a título de partes e peças de veículos, do que em cada um dos 10 mil forncedores. Então a Fiat é substituta tributária para trás em relação aos fornecedores. Portanto, quando a Fiat coloca os veículos na cegonheira para encaminhá-los para as concessionárias, subtende-se que toda a tributação dos automóveis já tenham sido recolhidos pela Fiat, assim se ela recolheu de imediato daquela situação futura, também será considerada substituta tributária para frente. Se aconteceu algum acidente com a cegonheira o Estado/União não deixaram de recolher aquele tributo devido. O que essa situação de acidente? O seguro que aquela cegonheira em tese deve ter. Carro vendido pela Fiat lá na frente para José Henrique: quem é o contriuinte do ICMS que compra aquele veículo? o consumidor final. Se ele não paga, quem pagará em seu lugar é o RESPONSÁVEL. Ocorreu um fato gerador ou vai ocorrer um fato gerador futuro incerto? Sim, a Fiat recolhe aquele ICMS do veículo que José Henrique vai comprar futuramente, a Fiat então é substituta tributária para frente. E a Fiat montando aquele automóvel antes da venda, olha para trás e verifica seus forncedores, aqui ela será sunstituto tributária para trás. Os fornecedores são contribuintes, mas eles não recolhem, a Legislação diz "não recolha, deixe que a Fiat recolha em seu lugar", essse em seu lugar é uma substituição tributária para frente ou para trás. Substituição tributária para frente: alguém recolhe o tributo no meu lugar? Sim, há substituição. Esse alguém está no momento cronológico futuro ou passado em realçaõa à minha pessoa? Se ele estiver na frente cronologicamente em razão dos fatos, logicamente ele está substituindo alguém no futuro. Substituição tributária concomitante (ela está no "meio"): é uma figura que na doutrina pouco se observa, mas existe. Ex: A Fiat automóveis recolhe para frente e para trás, mas ela pode se fazer valer da distribuição por transportadoras, que podem ser consideradas contribuintes do ICMS também (é prestação de serviço de transporte intraestadual). Então existe a possibilidade de a transportadora ser da Fiat, quando ao mesmo tempo a Fiat é substituta tributária para frente e para trás e tem o seu transporte também, atribuído a ela aquele transporte e portanto o recolhimento: ela passa a ser SUBSTITUTA TRIBUTÁRIA PARA FRENTE DE FORMA CONCOMITANTE COM SEU TRANSPORTE. (muitos autores tratam somente da substituição tributária progressiva e regressiva). A Fiat ela é transportadora (se ela tiver uma carreta própria): ela vai ser substituta tributária em ralação a saída do veículo (mercadoria/produto) e vai ser substituta tributária em relação ao transporte, então ocorrendo duas formas: saída do produto e transporte, tornado-a substituta tributária progressiva duas vezes, ou seja, substituta tributária concomitante em razão do produto e do transporte. Ela pode contratar uma transportadora, essa empresa será a responsável da substituição tributária para frente. Nessa situação o seguro já paga desde a origem e quando essa mercadoria chegar: que é o seguro CIF (já sai assegurado) e seguro FOB (livre de impostos no transporte, quando chegar lá eu pago o seguro). O ICMS é o imposto que incide sobre operação/circulação de mercadoria, e na segunda parte: prestação de serviço de transporte intermuncipal e interestadual. Então existem dois fatos: a operação de mercadoria e o transporte. A operação com mercadoria quem paga com a saída da fábrica? É a própria fábrica. E do transporte? É a transportadora. Por exemplo, a Fiat contrata a transportadora: ela fabrica o veículo, entrega para a transportadora que terá que pagar todo o ICMS/IPI desse veículo. Assim, esse veículo vai estar sendo custodiado pela transportadora, que prestará o serviço de transporte. Sendo assim, a Fiat irá pagar o ICMS e o IPI da saída de mercadoria e a transportadora irá pagar o ICMS do transporte. Se a própria Fiat fizer o transporte irá recolher o ICMS do produto e o ICMS do transporte., sendo substituta tributária progressiva duas vezes. Onde eu encontro a susbtituição tributária cravada no texto constitucional? ART. 150, § 7°, CF/88. Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: § 7º A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocorrer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso não se realize o fato gerador presumido. Sendo assim, há um preceito constitucional permitindo a utilização dessa Substituição Tributária Progressiva. (ART. 150, § 7°, CF/88). Na eventualidade de não ocorrer o fato gerador presumido, o contribuinte faz jus ao ressarcimento desse valor que ela pagou antecipadamente. Quem faz esse ressarcimento? A indústria peticiona. Ex: vamos supor que tenha havido o furto do carro. Apesar de ter seguro não houve o fato gerador VENDA, se ela demonstrar que houve a ocorrência do furto, ela pode reivindicar o ICMS/IPI desse carro que não foi vendido, ela pode pedir de volta o que ela pagou, provando, é claro. 18/11/2024 Matéria da prova final: (30 pts) -Contribuição de melhoria; empréstimo compulsório; contribuições especiais; sujeição ativa; sujeição passiva. Sujeição: De um lado tenho sujeito ativo e de outro lado tenho sujeito passivo. O direito tributário é um direito de sujeição, subordinação. No polo ativo tenho o sujeito ativo e ele pode ser de 3 ordens: 1) Competência 2) Capacidade 3) Sub-rogação O sujeito passivo podeser contribuinte ou terceiro responsável. O contribuinte pode ser: · Contribuinte de fato · Contribuinte de direito Quando o contribuinte não paga, quem paga é o responsável, ou seja, o fisco NÃO FICA SEM RECEBER, alguém pagará em seu lugar. Exceção: quando houver falecimento do sujeito passivo e houver um saldo tributário maior do que a legítima deixada. O responsável poderá ser: · Substituição tributária: a substituição tributária poderá ser de 3 formas, sendo elas: A. Para frente (progressiva) B. Para trás (regressiva) C. Concomitante · Transferência: será dividida em 4 situações: A. Solidariedade: pode ser de fato ou de direito B. Subsidiariedade: SOMENTE EXISTE UM CASO NO DIREITO TRIBUTÁRIO, SENDO o artigo 133, II do CTN. É pela literalidade do CTN que considera-se essa subsidiariedade. A subsidiarieadade ocorrerá em prazos de até 6 meses. Ex: em havendo uma empresa e, essa empresa sendo desfeita a alienação e existir uma nova atividade dentro do período de seis meses, em qualquer forma de sucessão, faço a seguinte pergunta: “essa nova atividade se deu no prazo de até 6 meses? Se a resposta for sim o adquirente irá responder subsidiariamente ao alienante e, se a resposta for não, quem respondera é o adquirente de forma integral. C. Sucessão: pode ser sucessão de pessoa física ou jurídica. Se a pessoa está viva, o ato é “inter vivos” e, se for em razão do falecimento é ato “causa mortis”. Em havendo atos “inter vivos”, existem duas figuras, sendo elas: adquirente (alienante) e intermitente. Já havendo atos “causa mortis” temos: espólio- inventariante- tabelião- herdeiros (necessariamente nessa ordem). Para saber se estou diante de uma responsabilidade por substituição tributária, faço a seguinte pergunta: OCORREU O FATO GERADOR? Se a resposta for não, estaremos diante de substituição tributária e, se a resposta for sim, estaremos diante de transferência. Pessoa jurídica: em se tratando de atos “inter vivos” de pessoa jurídica temos 4 operações: · Transformação: a transformação é a mudança da forma societária. Tenho a empresa ABC Limitada e ela deve um passivo tributário, passando a existir como ABC SA. O fato dela ter se transformado em AS não tem o condão de afastar a dívida tributária. Quem adquiriu o ativo, adquire também o passivo. É a responsabilidade tributária. Sempre lembrar que o fisco não deixa de receber. Obs: mesmo que haja alteração na forma societária, a sucessora passa a dever na figura de responsável tributária. A responsabilidade tributária na figura do responsável é diante de transferência por sucessão. (O que está grifado foi dito nas aulas anteriores e serão cobradas questões iguais em prova, é o caso da atividade que ele passou). · Fusão: a fusão é a união, junção. Tenho a empresa ABC LTDA e tenho a empresa BEF Ltda., elas irão se fundir, unir seu patrimônio. ABC e BEF devem tributos. Com essa fusão, surge uma terceira empresa GHF LTDA- essa é uma operação de FUSÃO. O débito tributário de ambas as empresas passará para a nova empresa. Estamos diante de um sujeito passivo por uma responsabilidade tributária por transferência e sucessão de pessoa jurídica através de uma operação de fusão. Se as empresas eram contribuintes antes da fusão propriamente dita, GHF passará a ser responsável pois o contribuinte principal não mais existe. · Incorporação: A incorporação é a operação pela qual uma ou mais sociedades são absorvidas por outra, que lhes sucede em todos os direitos e obrigações. Tenho duas empresas, ABC LTDA e DEF LTDA. A empresa abc irá incorporar a empresa DEF, dessa forma, quem adquire o ativo adquire também o passivo. Antes da incorporação, o contribuinte era a DEF dos débitos tributários e, quando o contribuinte não paga, quem paga é o responsável, sendo assim, a ABC é responsável pelos tributos da empresa DEF que foi incorporada. · Cisão parcial: nada mais é do que uma separação da empresa. A empresa D LTDA deve muito e divide seu patrimônio, surgindo a empresa B, a empresa B que possui patrimônio positivo, pode realizar operações. Em face da cisão, a nova empresa responde pelas dívidas (como responsável) da empresa D. É um sujeito passivo por sucessão de pessoas jurídicas do tipo desmembramento parcial. Art. 133. A pessoa natural ou jurídica de direito privado que adquirir de outra, por qualquer título, fundo de comércio ou estabelecimento comercial, industrial ou profissional, e continuar a respectiva exploração, sob a mesma ou outra razão social ou sob firma ou nome individual, responde pelos tributos, relativos ao fundo ou estabelecimento adquirido, devidos até à data do ato: I - integralmente, se o alienante cessar a exploração do comércio, indústria ou atividade; II - subsidiàriamente com o alienante, se êste prosseguir na exploração ou iniciar dentro de seis meses a contar da data da alienação, nova atividade no mesmo ou em outro ramo de comércio, indústria ou profissão. § 1o O disposto no caput deste artigo não se aplica na hipótese de alienação judicial: (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) I – em processo de falência; (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) II – de filial ou unidade produtiva isolada, em processo de recuperação judicial.(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) § 2o Não se aplica o disposto no § 1o deste artigo quando o adquirente for: (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) I – sócio da sociedade falida ou em recuperação judicial, ou sociedade controlada pelo devedor falido ou em recuperação judicial;(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) II – parente, em linha reta ou colateral até o 4o (quarto) grau, consangüíneo ou afim, do devedor falido ou em recuperação judicial ou de qualquer de seus sócios; ou (Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) III – identificado como agente do falido ou do devedor em recuperação judicial com o objetivo de fraudar a sucessão tributária.(Incluído pela Lcp nº 118, de 2005) § 3o Em processo da falência, o produto da alienação judicial de empresa, filial ou unidade produtiva isolada permanecerá em conta de depósito à disposição do juízo de falência pelo prazo de 1 (um) ano, contado da data de alienação, somente podendo ser utilizado para o pagamento de créditos extraconcursais ou de créditos que preferem ao tributário. Em se tratando de atos “causa mortis” entre pessoas jurídicas, temos: · Cisão total: A cisão total ocorre quando o patrimônio de uma companhia é totalmente transferido para outra, ou dividido entre as sociedades receptoras. Ou seja, nesse caso, ocorre uma reorganização societária geral. · Extinção: em função da realização de capital, vende-se o ativo para se pagar o ativo. A empresa deve e a empresa fechará, alguém tem que responder por aquele passivo, vende-se todo ativo (patrimônio) da empresa e surge uma nova empresa em extinção e essa nova empresa, em momento transitório, irá assumir todo o passivo. Após vender todo ativo, paga-se a dívida e, o que restar, divide-se entre os sócios. Art 83 e 84 da lei de recuperação extrajudicial traz a sequência dos créditos que devem ser adimplidos em situação judicial: 1) são os trabalhistas em valor de até 150 salários mínimos; ............. (olhar a sequência dos créditos da massa falida). Responsabilidade propriamente dita: A responsabilidade pode ser: 1) Por infração: é aquela em que o sujeito passivo praticou uma conduta infracional (inobservância da lei tributária), em assim sendo, independe da intenção do agente. Não há o que se analisar de dolo ou culpa. Isso tanto de pessoa jurídica ou pessoa física. Nesse caso, falo de responsabilidade objetiva. Nem toda responsabilidade por infração é pessoal, mas, na maioria das vezes, a responsabilidade pessoal é por infração. Ex: deixei de emitir nota fiscal. O Estado não irá se preocupar em por qual motivo você deixou de emitir a nota, dessa forma, existe uma infração pois, ocorreu uma saída de materiais sem emissão da nota. Aquela infração praticada, em desacordo com a lei tributária, gerará uma obrigação por infração praticada.complementares; III - leis ordinárias; IV - leis delegadas; V - medidas provisórias; VI - decretos legislativos; VII - resoluções. A lei no sentido material é todo diploma normativo que NÃO passa por um processo legislativo pleno. Vem para explicar a lei no sentido formal. Ex: decreto, normas complementares. A lei em sentido material regulamenta o dispositivo já existente. Passar por um processo legislativo pleno é o direito constitucional, a elaboração, discussão, votação, sanção. · Fontes materiais: subtendesse como a substancia, a gênese do direito. dará origem ao direito positivado. Os costumes e jurisprudenciais também são fontes materiais. 4) Dinâmica da tributação I- Atividade financeira do Estado a) Conceito, características, finalidade, campo de atuação Equilíbrio fiscal- o que eu gasto eu recebo Quando a receita é superior a despesa, eu tenho uma sobra, que é um superafit e, quando tenho uma despesa mais pesada que a receita, tenho um déficit orçamentário. O déficit orçamentário é quando o orçamento já nasce deficitário. Faço o orçamento já sabendo que não consigo pagar. As receitas possuem natureza tributária e não tributária. Quando o Estado faz bem a gestão das despesas, ele está praticando a atividade financeira do Estado. Quem exerce essa atividade na prática é o tesouro da união. QUESTÃO: DISSERTE A RESPEITO DAS ATIVIDADES FINANCEIRAS DO ESTADO ABORDANDO O CONCEITO AS CARACTERÍSTICAS A FINALIDADE E O CAMPO DE ATUAÇÃO: Conceito: considera-se atividade financeira do Estado a atividade meio, adjetiva, instrumental,¹ que tem por campo de atuação o auferimento de recursos públicos (receitas), o adimplemento de suas obrigações (despesas) para bem gerir o patrimônio público (gestão)². Com base nos princípios constitucionais e infraconstitucionais³, em razão de sua atividade fiscal e extrafiscal 4. Desmembrando os números acima: ¹: É o meio para chegar no objetivo maior, que é o bem comum. Isso é a atividade financeira, a atividade meio. É uma atividade meio para o fim. É uma atividade adjetiva. A atividade financeira está em segundo plano pois o primeiro plano é o bem comum. ²: a atividade financeira vai entrar no segundo campo, que é o campo de atuação, que são as receitas públicas e ingressos. Auferindo os recursos. Trabalha também em outra função, as despesas. Os campos de autuação são 3: receitas, despesas e gestão (a gestão é consequência da boa aplicação das despesas em face da receita.) ³: Isso não pode ser feito aleatoriamente, existem princípios e regras e se encontram no texto constitucional e nas normas infraconstitucionais. 4: A finalidade fiscal e extrafiscal: basta que eu imagine a entrada de recursos, quando tomo uma medida para auferir mais recursos (arrecadação), é uma medida de natureza fiscal, é aquela tomada para o aumento da arrecadação ou a própria arrecadação, e, já a extrafiscal é uma medida tomada precipuamente para que haja intervenção do Estado no domínio econômico, na atividade privada, é quando o estado surge e diz: olha, não faça isso, você não poderá colher, não poderá plantar, ou poderá, incentivando, reduzindo juros, financiando, está fomentando, etc. O Estado não está preocupado, neste segundo caso, com a arrecadação e sim com a regulamentação. II- Recursos Públicos: a) Conceito e espécies de recursos: Recurso público é gênero, tudo que entra a titulo de valor e patrimônio é considerado recurso público e, esse recurso público pode ser de origem tributária ou não, pode ser material ou imaterial, fungível ou infungível. O que importa é saber que o recurso público é gênero e o direito tributário foca na receita pública e nos tributos. Conceito: considera-se recurso público as receitas públicas e os ingressos públicos que incrementam o patrimônio público, sendo composto por diversos bens e valores e pelas diversas formas de tradição (transferência ou transcrição). A receita pública é ordinária, os ingressos são extraordinários. Dentro desse critério (ordinário e extraordinário), chegou-se a conclusão que receitas públicas são espécies de recursos públicos que se caracterizam pela permanência e constância junto aos cofres públicos, ao erário. Ingressos são espécies de recursos públicos PROVISÓRIOS utilizados como mero fluxo de caixa. IPTU é receita pública pois pode-se contar com tal valor para fins orçamentários (não é uma verdade absoluta, ex: pandemia) Se entra e sai, é um ingresso A receita é originária quando for decorrente da exploração, pelo Estado, de seu próprio patrimônio. Por outro lado, a receita é derivada se vem da exigência sobre o patrimônio de um particular. b) Distinção e exemplos públicos; III- Receitas públicas: a) Conceitos e expressão principal (tributo); Receitas públicas são espécies de recursos públicos que se caracterizam pela permanência, constância, periodicidade junto aos cofres públicos, podendo ser utilizada ainda que de forma estimada pelo gestor público segundo a peça orçamentária. A expressão principal da receita pública é que a receita que financia os direitos e garantias fundamentais, são os tributos. b) Classificação: b.1) Legal: vem do direito financeiro e diz que o tributo é receita derivada. lei 4320/64: Art. 9º Tributo é a receita derivada instituída pelas entidades de direito público, compreendendo os impostos, as taxas e contribuições nos têrmos da Constituição e das leis vigentes em matéria financeira, destinando-se o seu produto ao custeio de atividades gerais ou específicas exercidas por essas entidades. Segundo o direito tributário, o direito legal, tributo é aquele previsto no artigo 3º do CTN, toda prestação pecuniária compulsória. b.2) Doutrinária que se subdivide em: os estudiosos classificam quando: IMPORTANTISSIMO b.2.1) Quanto a periodicidade; existem duas espécies de receitas públicas, que podem ser ordinárias e extraordinárias. Tributo é uma receita derivada, também é p artigo 3º do ctn e é uma receita ordinária pois ocorre de forma permanente e constante - Receitas ordinárias: são aquelas receitas públicas recebidas com regularidade no movimento normal das atividades do ente federativo, como a arrecadação de tributos. - Receitas extraordinárias: são aquelas receitas públicas não permanentes/usuais que ocorrem, por exemplo, no caso de guerra e doações. b.2.2) Quanto a origem ou critério alemão; pode ser a origem derivada, originária ou por transferência. Derivado: tributo. São aquelas receitas públicas que decorrem do patrimônio do particular ou do pagamento por este feito em contraprestação de serviços públicos prestados. Sendo compulsórias quando o comportamento previsto em lei assim estabelecer, como nos casos de tributos e multas tributárias.Temos por exemplo o auferimento de renda que implica na obrigação de pagar imposto de renda, enquanto ter um bem imóvel implica na obrigação de pagar IPTU. Originário: faixa azul, aluguel, pedágio. (é a exploração do próprio patrimônio.) são aquelas receitas públicas que decorrem da exploração da própria atividade econômica do ente federativo. Decorrem dos próprios bem do ente federativo. Transferência: pode ser constitucional ou legal. (artigos 157 a 162 da CF/88): são aquelas receitas públicas que foram arrecadas por um ente federativo, em razão de a este ter sido dada a competência tributária, mas que, por determinação legal, devem ser repassadas a outro ente federativo na totalidade ou em parte. Por exemplo, aos estados compete cobrar o IPVA, mas devem passar 50% das receitas arrecadas aos municípios. b.2.3) quanto a prevalência do interesse: segundo os interesses envolvidos, as receitas são classificadas como preço público e preço quase privado. Tributo: É aquele onde o interesse público prevalece quanto ao interesse privado. Preço: o interesse privado prevalecendo quanto ao interesse público. O que é um preço público e um interesse quase privado? Quando a administração pública se transforma, se traveste, de ente privado em um ambiente de livre concorrência, cobrando algo, esse algo será denominado preço quase privado2) Pessoal: A responsabilidade pessoal se dá por atos “ultra vires”, que são atos que se encontram fora daquelas responsabilidades previstas no estatuto social, são atos que ultrapassam as leis internas da empresa e isso vem a gerar uma responsabilidade tributária. Em sendo uma pessoa ferindo o estatuto, a responsabilidade é pessoal. É um gestor, uma determinada pessoa ferindo o estatuto, são atos que estão além do que foi previsto no contrato social ou estatuto. Antes da responsabilização social, é praticado um ato com base no artigo 50 do CC que é a quebra da personalidade jurídica, é “retirar o véu” da pessoa jurídica. Feita essa quebra de proteção da personalidade jurídica, busca-se no patrimônio dos sócios o valor para ressarcir a dívida tributária. Com base no artigo 50 CC é pratica a quebra da personalidade jurídica. 3) De terceiros, art 134 e 135 ctn: no direito tributário inexiste incapacidade passiva. Quando o contribuinte não paga, quem paga é um terceiro. Ex: filho menor recebeu de doação um imóvel, quem pagará o iptu serão os pais, mesmo que o imóvel esteja em nome do menor. Praticado o fato gerador, surge a obrigação tributária, ou seja, alguém pagará. CUIDADO, NÃO CONFUNDIR A RESPOSABILIDADE DE TERCEIROS COM SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. Art. 134. Nos casos de impossibilidade de exigência do cumprimento da obrigação principal pelo contribuinte, respondem solidàriamente com êste nos atos em que intervierem ou pelas omissões de que forem responsáveis: I - os pais, pelos tributos devidos por seus filhos menores; II - os tutores e curadores, pelos tributos devidos por seus tutelados ou curatelados; III - os administradores de bens de terceiros, pelos tributos devidos por êstes; IV - o inventariante, pelos tributos devidos pelo espólio; V - o síndico e o comissário, pelos tributos devidos pela massa falida ou pelo concordatário; VI - os tabeliães, escrivães e demais serventuários de ofício, pelos tributos devidos sôbre os atos praticados por êles, ou perante êles, em razão do seu ofício; VII - os sócios, no caso de liquidação de sociedade de pessoas. Parágrafo único. O disposto neste artigo só se aplica, em matéria de penalidades, às de caráter moratório. Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de podêres ou infração de lei, contrato social ou estatutos: I - as pessoas referidas no artigo anterior; II - os mandatários, prepostos e empregados; III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado. image4.png image5.png image1.png image2.png image3.png(ex: bancos do Brasil). Já, quando a iniciativa privada se transforma de entidade pública e cobra algo, esse algo será denomina preço público, ex: pedágio, tarifa de ônibus. Súmula 545 do STF, que diferencia taxa de preço público. Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu. QUESTÃO DA PROVA: DISSERTE A RESPEITO DAS DIFERENÇAS EXISTES ENTRE PREÇO E TAXA PÚBLICA identificando 4 distinções E CONCLUA COM UM EXEMPLO. Tributo: 1- taxa é tributo, preço público não é tributo; 2- se é tributo, ele deve ser estudado através do ramo do direito tributário; 3- todo tributo é criado por lei, lei no seu sentido formal e, se não é tributo, é criado através de ato administrativo. 4- se tributo é criado por lei, ele deve obediência aos princípios do direito tributário 5- se é tributo, é receita derivada. 6- compulsório Preço público: 1- Classificação de receita segundo o interesse envolvido 2- Direito financeiro, direito administrativo 3- Não é instituído por lei e sim por/Ato administrativo 4- Não deve obediência ao princípio da legalidade 5- Receita originária e não ordinária (receita ordinária é tributo, não confundir pelo amor de jesus cristo). 6- Não compulsório. Jurisprudência: Segundo a jurisprudência firmada nessa Corte, o elemento nuclear para identificar e distinguir taxa e preço público é o da compulsoriedade, presente na primeira e ausente na segunda espécie, como faz certo, aliás, a Súmula 545: "Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização orçamentária, em relação à lei que as instituiu". Esse foi o critério para determinar, por exemplo, que o fornecimento de água é serviço remunerado por preço público (...). Em suma, no atual estágio normativo constitucional, o pedágio cobrado pela efetiva utilização de rodovias não tem natureza tributária, mas sim de preço público, não estando, consequentemente, sujeita ao princípio da legalidade estrita. 8. Ante o exposto, julgo improcedente o pedido formulado nesta ação direta de inconstitucionalidade. O que é taxa? -Taxa é tributo. (Tributo são impostos, taxas, contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e contribuições especiais.) - O que é Preço público? -É Uma classificação de receita pública onde o critério adotado se dá em fase da prevalência do interesse privado em detrimento do interesse público. 19/08/2024 Se eu parto da premissa que tenho que ter um equilíbrio na balança orçamentaria, entre despesa e receita, a balança deve estar em equilíbrio para que o Estado funcione. Se a despesa é mais pesada, o Estado está deficitário e se tenho mais receita, ele está em superaficit, e se tenho igualdade entre despesa e receita, o orçamento é equilibrado. O Estado pode renunciar a receitas públicas? Sim. Se pode é com base no dispositivo do artigo 14 da lei de responsabilidade fiscal, lei complementar 101 de 04 de maio de 2000. REQUISITOS PARA ABRIR MAO DE UM TRIBUTO: 1º requisito: se o tributo é criado por lei, para abrir mão do tributo, somente mediante de lei. (É o princípio do paralelismo das formas.) A renuncia somente pode ser concedida perante lei em sentido formal. 2º requisito: elaboração da situação fazendo a análise financeira dos efeitos que a renuncia trará aos cofres públicos; 3º requisito: Que disponha, que institua, de meios de compensação da renúncia concedida. 4 exemplos: criação de tributos, aumento de alíquotas, aumento da base de cálculo e pode haver também a suspensão de determinada isenção. Art. 14. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições: (Vide Medida Provisória nº 2.159, de 2001) (Vide Lei nº 10.276, de 2001) (Vide ADI 6357) I - demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12, e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias; II - estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado no caput, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. § 1o A renúncia compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. § 2o Se o ato de concessão ou ampliação do incentivo ou benefício de que trata o caput deste artigo decorrer da condição contida no inciso II, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas referidas no mencionado inciso. § 3o O disposto neste artigo não se aplica: I - às alterações das alíquotas dos impostos previstos nos incisos I, II, IV e V do art. 153 da Constituição, na forma do seu § 1º; II - ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. Determinado ente politico que está carente de recursos e precisa de dinheiro, vai pedir a União recursos, se ele não criou um de seus impostos previstos constitucionalmente, ele não pode pedir dinheiro a União. A lei de responsabilidade fiscal diz que somente pode haver concessão de recursos públicos de um ente para outro desde que o ente, carente de recursos, tenha criado todos os seus impostos. Essa é máxima. Conceitos compostos: Como identificar se estou diante de direito público ou particular. 1: as normas que estou estudando são obrigatórias, impositivas, compulsória? 2- As partes envolvidas se encontram em grau de subordinação? (20:14) Direito civil pertence ao ramo do direito privado e a maioria das suas normas são facultativas. 1) Direito processual tributário: (instancia judicial) são aquelas normas e princípios que pertencem e fazem valer o direito material tributário. Quem cria tais normas é o poder legislativo federal. Considera-se direito processual tributário, o sub-ramo do direito público interno, no qual, utilizando-se de normas processuais (CPC) busca-se junto ao poder judiciário direitos relativos à matéria tributária. 2) Direito tributário processual: (instancia administrativa) considera-se direito tributário processual o conjunto de normas relativas aos procedimentos administrativos que têm por finalidade questionar, impugnar, recorrer, junto a administração fazendária, questões de natureza tributária. Na eventualidade, de haver uma decisão contrária aos interesses, compete ao contribuinte recorrer judicialmente e passa a ser direito processual tributário. Autonomia do direito tributário: Existem 3 correntes: 1ª) A primeira corrente Paulo de Barros Carvalho, diz que o direito tributário é dependente pois, para valer do direito tributário preciso me valer de outros ramos do direito. 2ª) A segunda corrente, defendida por Alfredo Rocco, diz que o direito tributário é um ramo independente pois, segundo ele, o direito tributário possui vários ramos em desenvolvimento, que são independentes. Sendo eles: desenvolvimento doutrinário, didático, administrativo, jurisdicional . O direito tributário possui desenvolvimento didático para seu ensino, seu desenvolvimento, ex: na fapam temos direito tributário 1 e 2, em um concurso para estudo tem-se também direito tributário. O desenvolvimento doutrinário, ex: tenho diversos livros tratando exclusivamente de direito tributário em si. O desenvolvimento administrativo é pois tenho toda uma estrutura estadual, municipal, distrital e federal quevivem e tratam o direito tributário Já o desenvolvimento jurisdicional diz que tenho varas e juízes que são especialistas em direito tributário 3ª)Se, de um lado, tenho uma corrente que fala que o direito tributário é dependente, tenho uma outra que afirma que ele é independente. Mas, nem tanto ao céu, quanto a terra, temos a corrente que diz que o direito tributário é relativamente independente ou relativamente dependente. Essa corrente parte de Luciano Amaro, pois, em alguns momentos o direito tributário dispõe de mecanismos próprios, mas, em outros momentos ele se faz valer de institutos que pertencem a outros ramos do direito. Art.110 do CTN: Art. 110. A lei tributária não pode alterar a definição, o conteúdo e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado, utilizados, expressa ou implicitamente, pela Constituição Federal, pelas Constituições dos Estados, ou pelas Leis Orgânicas do Distrito Federal ou dos Municípios, para definir ou limitar competências tributárias. QUESTÃO DA PROVA: DISSERTE A RESPEITO DA AUTONOMIA DO DIREITO TRIBUTÁRIO Interdisciplinariedade do direito tributário com os demais ramos: “inter” pode ser para ramos jurídicos e não jurídicos. Ramos jurídicos interligados: 1-Direito Constitucional 2-Direito administrativo 3-Direito Financeiro 4-Direito do trabalho 5-Direito econômico 6-Direito empresarial/comercial 7-Direito Penal 8-Direito Civil 9-Direito Previdenciário 10- Direito processual. Se desenharmos veremos o que há de comum entre os ramos acima e o direito tributário. Tenho que saber um pouco deles para bem aplicar o direito tributário, o ponto de contato entre eles. Quando abro a constituição e vejo os direitos e garantias fundamentais, tenho que ter algo para administrá-los, sendo eles o tributo. Entrando no sistema tributário nacional, vemos que elencamos o que seriam os tributos e o que cada ente federativo poderia criar. O direito tributário tem origem na constituição, no direito constitucional. Pontos em comum entre o direito tributário e o direito constitucional: *O direito constitucional é quem institui o direito tributário nacional composto pelos artigos 145 a 162 da CF. *É na constituição que estudo as limitações do poder de tributar. *É na CF que estudo as espécies e competências tributárias * na CF que estudo as repartições das receitas tributárias. (...) Pontos em comum entre o direito tributário e o direito administrativo: *Teoria dos atos administrativos: todo ato administrativo tem como atributos competência, finalidade, forma, motivo e objeto. Todo ato administrativo deve ter isso. O lançamento tributário, a determinação fiscal, etc, são atos administrativos. O fiscal possui “poder de polícia”, art.78 do CTN. Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966) Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder. Todo ato administrativo tem presunção de veracidade, de legalidade. No direito tributário, os atos praticados são atos de natureza administrativa. *O direito tributário tem sua origem mediata, no direito amdminitrativo pois, não basta apenas haver servidores e nomeá-los se não possui a remuneração para os mesmos e, isso depende de tributação Pontos em comum entre o direito tributário e o direito financeiro *o ponto em comum é a lei complementar 101/2000 que versa sobre a responsabilidade fiscal, mas, principalmente, sobre o art.14, que é sobre a lei no seu sentido formal, a análise do impacto financeiro e as medidas de compensação. Resumindo, é a lei de direito financeiro *A lei orçamentária de 4320/64 que, em seu artigo 11, fala sobre receitas correntes, em que o tributo é uma espécie de receita corrente, ou seja, ele sempre está ocorrendo. É no orçamento que vou prever as receitas tributarias. É no art. 51 desta lei que tem o principio do caixa único. O imposto não pode ser criado para uma entidade específica. Ex: tal imposto será criado pois preciso levantar fundos para escola X. *Um capítulo do direito financeiro é o direito tributário: capítulo das receitas públicas no direito tributário. O princípio da anualidade aplica-se somente ao direito financeiro, não se aplicando mais ao direito tributário. Prova fiscal cai esse tipo de questão, tomar cuidado. Direito do trabalho com direito tributário: *Parcelas de natureza salarial e de natureza indenizatórias. Nas parcelas de natureza salarial, tem-se os encargos previdenciários cuja natureza jurídica é tributária. *em natureza indenizatória, pode haver incidência de imposto de renda, embora sejam raros os casos. Não incide imposto de renda sobre danos morais. Sumula 498 do STJ: Súmula 498 - Não incide imposto de renda sobre a indenização por danos morais. EM OUTRAS PALAVRAS: No Âmbito da liquidação de sentença na justiça do trabalho, o juízo deverá especificar, de um lado as parcelas de natureza salarial e, de outro lado, as parcelas de natureza indenizatórias. Em se tratando das parcelas de natureza salarial, incidirão os encargos previdenciários, os quais possuem natureza jurídica tributária do tipo contribuição especial previdenciária. Por outro lado, em se tratando das parcelas de natureza indenizatória, verificar-se-á o aumento ou não patrimonial. Havendo aumento incidirá imposto de renda e, não havendo aumento, não incidirá imposto de renda, independentemente da denominação da parcela indenizatória. *Lei 6.830/1980 – Lei de Execução Fiscal – Norma de natureza processual que é utilizada na fase de execução trabalhista de forma subsidiária à CLT em que pese ter natureza tributária. Direito tributário com direito Econômico: Estuda-se a formação dos estudos a luz de seus paradigmas (estado liberal, social e neoliberal). No paradigma do estado liberal, estudado no direito econômico é que surgem os impostos, espécies tributárias que independem de qualquer contraprestação estatal, relativa ao contribuinte. Estado social – cuida do bem estar social. Pós guerra. Cria benefícios aos cidadãos. Estado neoliberal – com base no constitucionalismo da austeridade somente vai se preocupar com o equilíbrio. Ou seja, balança de gastos e rendas. Direito tributário com direito empresarial/comercial *Lei 11101/2005 -Regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária. *O artigo 966 e seguintes do código civil trata do direito empresarial e, no direito empresarial dentro do código civil, tem-se a figura do que é o administrador, o contabilista, o que é empresa, empresário, etc. Tenho que saber um pouco do direito civil para bem aplicar o direito tributário. *Uma das formas de responsabilização tributária pode ser dar, por exemplo, por sucessão, que pode ser por pessoa física ou pessoa jurídica. Ex do que incide em direito tributário: cisão, fusão, falência, etc. *títulos de crédito também é um ponto em comum *lei das S’A’s 6404/76, ART.4º e seguintes. Direito tributário e direito penal -Com base na lei 8137/90- crimes contra a ordem tributária. Se é crime e tem natureza tributária, preciso saber de alguns princípios: Arrependimento eficaz, crime material, dolo específico, prescrição, apropriação indébita previdenciária, o que é o sujeito ativo do tipo penal e sujeito passivo. O sujeito ativo do penal é aquele que pratica crime e quem é o sujeito ativo do direito tributário? O Estado. O sujeito passivode um crime contra a ordem tributária é o Estado. Nem sempre o sujeito ativo no direito tributário é o sujeito ativo no direito penal. O bem jurídico tutelado no direito tributário é o patrimônio público, o tributo e, no direito penal é a própria fazenda pública. Súmula vinculante 24 do STF: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei 8.137/1990, antes do lançamento definitivo do tributo. Embora não condicionada a denúncia à representação da autoridade fiscal (ADI 1.571 MC), falta justa causa para a ação penal pela prática do crime tipificado no art. 1º da Lei 8.137/1990 — que é material ou de resultado —, enquanto não haja decisão definitiva do processo administrativo de lançamento, quer se considere o lançamento definitivo uma condição objetiva de punibilidade ou um elemento normativo de tipo. 2. Por outro lado, admitida por lei a extinção da punibilidade do crime pela satisfação do tributo devido, antes do recebimento da denúncia (Lei 9.249/1995, art. 34), princípios e garantias constitucionais eminentes não permitem que, pela antecipada propositura da ação penal, se subtraia do cidadão os meios que a lei mesma lhe propicia para questionar, perante o Fisco, a exatidão do lançamento provisório, ao qual se devesse submeter para fugir ao estigma e às agruras de toda sorte do processo criminal. O que isso quer dizer? SOU AUTUADO, E NÃO PAGUEI, IREI RECORRER, TEM UM PROCESSO TRIBUTÁRIO ADMINISTRATIVO EM CURSO, ENQUANTO ESSE PROCESSO TRAMITA, NÃO PODERÁ HAVER PROCESSO PENAL. Súmula Vinculante 24 do STF que tem eficácia erga omnes. Existe a dosimetria da pena também para o direito tributário. Direito previdenciário e o direito tributário: *os encargos previdenciários tem natureza jurídica tributária, onde, os institutos de direito tributário são aplicados no direito previdenciário. *prescrição e decadência do direito previdenciário se da com base no dispositivo do código tributário nacional * os encargos previdenciários podem ser enquadrados no conceito de tributo nos termos do artigo 3º do CTN. QUESTÃO PRA PROVA: VIDE(COMPARE) ART.156, INCISO I A XI DO CTN E COMPARE COM AS FORMAS DE EXTINÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DO CÓDIGO CIVIL. Prescrição e decadência: art 202 e seguintes do código civil, são aplicados no direito tributário e os encontramos nos art 173, incisos I e II e o parágrafo único do CTN e o art.150 §único (decadência), já á prescrição está no artigo 174, 169, 165 incisos I e II, combinados 168 inciso I, também está no artigo 165 inciso III cominados com o artigo 168 inciso II. O direito tributário é um direito obrigacional. Ramos não jurídicos: 1- Administração de empresa 2- Ciências contábeis 3- Sociológico 4- Estatística 02/09/2024 1) Estrutura tridimensional do sistema tributário Nacional: o sistema tributário nacional é tudo aquilo que ta escrito no artigo 142 a 165 da constituição, é um conjunto de normas que coexistem entre si no âmbito nacional (todos os demais sistemas devem obediência a ele). Integrando todo o sistema nacional temos os Estados, a União, os municípios. A dimensão tridimensional significa que o sistema tributário nacional se preocupou basicamente com o DDR: Discriminar as espécies tributárias, Distribuir as espécies tributárias aos seus respectivos entes, e, por fim, se preocupou em Repartir. Em primeiro momento o legislador identificou o que é o tributo, com base na teoria quinaria, que são 5 espécies de tributo, sendo elas: 1-impostos;2-taxas; 3-contribuição de melhoria; 4-empréstimo compulsório e 5- contribuições especiais. Importante ressaltar que a Constituição NÃO cria tributos, ela apenas permite que os entes criem seus tributos, ela estabelece a competência tributária aos respectivos entes. A distribuição das espécies tributárias se dá por meio da União, dos Estados, DF e Municípios. Isso é a segregação no âmbito HORIZONTAL. Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: I - impostos; II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas. Observe que o artigo 145 fala: (...)PODERÃO, instituir tributos(...); ou seja, PODERÃO não é criar. Discriminar: para a União foram discriminados os seguintes tributos: art 153,I a VIII da CF. São os seguintes impostos: Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I - importação de produtos estrangeiros; II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; III – imposto de renda e proventos de qualquer natureza; IV - produtos industrializados; (IPI) V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários;(impostos sobre importações financeiras, IOF) VI - propriedade territorial rural; (IMPOSTO TERRITORIAL RURAL) VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. (IGF) VIII - produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, nos termos de lei complementar.( ESSE IMPOSTO É NOVO) Também da União são os que estão presentes no arti 154, I e II, os chamados impostos residuais e impostos extraordinários de guerra. Art. 154. A União poderá instituir: I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição; II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. Já aos ESTADOS, foram dadas as possibilidades de criar os impostos previstos nos artigos 155, I a III. Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; (ITCD) II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; (ICMS) III - propriedade de veículos automotores. (IPVA) A reforma tributária conferiu aos Estados a chamada competência compartilhada, prevista no artigo 156, A- o imposto sobre bens e serviços (IBS) Quanto aos Municipios, está previsto o Art.156, I a III, (ITBI, ICSSQM, IPTU E IBS) e também o que está previsto no 156-A. Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel; III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. Por fim, ao Distrito Federal, ele irá arrecadar, criar, tributos estaduais e municipais. Os impostos de competências estaduais e municipais, o distrito federal poderá cria-los baseado no art 147 da CF. Quanto as TAXAS, a constituição só fala em seu arti 145, II, CF, e diz respeito a todos os entes da federação, ou seja, cada ente poderá criar suas taxas, dentro de limites. Não é discriminado o nome das taxas como é feito com os impostos. O artigo 145, III, versa sobre as condições de melhorias, informando que todos os entes poderão criar suas próprias condições de melhorias. Somente a união terá competência para criar os empréstimos compulsórios. O empréstimo compulsório é espécie de tributo, de competência exclusiva da União, não vinculado à atividade estatal, com destinação específica (o valor arrecadado pelo tributo tem destinação legalmente estabelecida) e restituível, uma vez que o ente arrecadador tem o dever de devolvero valor pago ao contribuinte, cuja criação depende de lei complementar. Por fim, as contribuições especiais, em regra, são criadas apenas pela união, SALVO a contribuição para o custeio de iluminação pública, presente no artigo 149-A e as contribuições previdenciárias. A contribuição previdenciária Competência tributária é considerada cláusula pétrea nos termos do artigo 60, parágrafo 4ª incisos I e IV da CF, POIS não poderá ferir os direitos e garantias fundamentais e o pacto federativo. Outra característica fundamental da competência tributária é que ela possui 4 elementos, quais sejam: C.A.F.A: criar, arrecadar, fiscalizar e administrar seus próprios tributos. Quem tem competência, tem C.A.F.A. A competência possui também os 3 I’s, ela é: inalienável, imprescritível e indisponível. 2) Tributos da União, Estados, DF e Municípios: 3) Competência tributária: 3.1) Origem, divisão no plano vertical e horizontal 3.2) Conceito e características fundamentais 3.3) Espécies, omissão para sua implementação, elementos; 4) Capacidade tributária: conceito e elementos; 5) Distinção competência tributária e capacidade tributária: CONCEITO DE COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA: Considera-se competência tributária, a faculdade conferida pelo poder constituinte originário aos respectivos entes políticos para que, em desejando, criem as espécies tributárias a eles conferidas. Ex: art 153, VII, CF, que versa sobre a competência da União para criar o imposto sobre grandes fortunas, mas, até o presente momento não há a criação de tal imposto, pois, o mesmo é uma faculdade da União de cria-lo, mas, a União não poderá repassa-lo para um terceiro a sua criação (Estado, Município, etc), pois ele é INALIENÁVEL, IMPESCRITÍVEL E INDISPONÍVEL. Considera-se capacidade tributária, a possibilidade conferida por lei em seu sentido formal para que determinada entidade figure no polo ativo da relação jurídica tributária apenas com as funções de arrecadar e fiscalizar os tributos instituídos por seu criador. Ex: conselho regional de contabilidade, eles cobram as contribuições de seus afiliados, que é uma espécie tributária, que é criada pela União e, ela cria uma autarquia denominada Conselho Federal de Contabilidade que irá arrecadar e fiscalizar em nome da União, mas, quem efetivamente criou o tributo foi a União. Ex2: INSS é uma autarquia que cobra e fiscaliza tributos para União, mas, os impostos são criados pela própria União. DIFERENÇAS ENTRE CAPACIDADE E COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA: A competência tributária tem sua origem na CF e a capacidade tributária tem seu fundamento de validade na lei em seu sentido formal, podendo ser oRdinária ou complementar. Outra diferença entre ambas é que a capacidade tributária não é clausula pétrea e poderá ser revogada a qualquer momento, já a competência tributária é cláusula petrea. Também a competência tributária possui os 4 elementos que são criar, arrecadar, fiscalizar e administrar, já a capacidade tributária somente poderá arrecadar e fiscalizar. Última diferença é que a competência é inalienável, indisponível e imprescritível e a capacidade é alienável, disponível e prescritível 6) Competência tributária X competência para legislar: A competência para legislar em matéria de direito tributário é uma competência concorrente, devendo legislar sobre normas gerais, sendo que, para os Estados e municípios a competência é plena. Art.24,I, CF e art.30 da cf. temos que saber isso pois temos um imposto, o IPVA, que foi previsto na CF, art 155, III, e, uma vez previsto em constituição, ele deveria ter ido para o CTN, que versa sobre as normas gerais em direito tributário e, é criado o tributo através de uma lei ordinária. O ipva não passou por todas as fases pois não está previsto no CTN, indo da constituição direto para a lei ordinária. O tributo deve ser primeiro previsto na CF, depois ir para o CTN e, após, ser criado através de Lei Ordinária. (ESTUDAR, HOR 21:19) A competência para legislar é diferente da competência tributária, pois, embora sejam institutos parecidos, são divergentes. A competência para legislar é aquela competência disposta no artigo 21 da CF e a competência tributária é a faculdade conferida pelo poder constituinte originário aos respectivos entes políticos para que, em desejando, criem as espécies tributárias a eles conferidas. Devem ser identificadas as 3 figuras que aparecem no polo ativo da relação tributária: 1-Aquele que detém a competência pode figurar o polo ativo,2- aquele que tem capacidade para arrecadar e fiscalizar e 3-aquele que detém a capacidade para figurar o polo ativo por sub-rogação. (art 119 e 120 do CTN). 7) Nomes (espécies) das competências tributárias: -Competência privativa: o próprio nome já identifica. São os impostos . Quando estou diante da situação em que somentes entes específicos podem criar certos tributos, estamos diante de competências privativas. Ex: somente a união poderá criar imposto x. Limita o exercício daquela competência aos entes taxativamente enumerados na Constituição. Desse modo, a criação de determinados tributos somente poderá ser realizada pelo ente ao qual a Constituição outorga a competência privativa, a qual é impassível de delegação. Como exemplo, temos os impostos de competência privativa da União, descritos no art. 153, da CF. Ou então os empréstimos compulsórios (art. 148) e as contribuições especiais (art. 149). -Competência comum: todos os entes poderão criar, são as taxas e contribuições de melhoria. Diz respeito àquela que pode ser exercida por todos os entes federativos no âmbito de suas atribuições. É o caso das taxas pela prestação de serviço público específico e divisível e das contribuições de melhoria, decorrente da realização de obra pública que resulte em valorização do imóvel do contribuinte. No que diz respeito à competência comum, vale ressaltar que somente pode ser exercida no âmbito da administração do próprio ente. Desta forma, o município não pode, por exemplo, criar taxa sobre serviço público específico e divisível prestado pelos Estados, União e Distrito Federal. -Competência cumulativa: o distrito federal e a união possuem tal competência. A união poderá criar impostos para os estados e municípios. É aquela exercida pelo Distrito Federal, que absorve tanto as competências privativas estaduais como municipais. Isto é, pode instituir, em seu território, todos os tributos estaduais como municipais. E também exercida pela União, no que diz respeito aos territórios. Assim, podem ser instituídos impostos da União, dos Estados e dos Municípios. -Competência residual: a competência pertence a União, que poderá criar impostos residuais, art. 154 da CF. Prevista nos artigos 154, I, e 195, § 4º, da Constituição Federal. Por meio da competência residual, a União pode instituir impostos que não aqueles expressamente previstos. Para isso, existem algumas condições. Os impostos devem ser não-cumulativos e não podem te fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição. Além disso, deve instituir outras contribuições destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social, observado o mesmo requisito dos impostos residuais (art. 154, I, da CF). -Competência extraordinária: art 154, II. A união pertence a competência extraordinária. Seria a competência conferida à União para instituir o imposto extraordinário de guerra (IEG), nos termos do art. 154, II, da CF. -Competência compartilhada: surge com a reforma tributária, atribuída aos estados e municípios para criarem o IBS. 8) Conceito de tributo: art 3º do CTN e no art 9º da lei 4.320 que diz que o tributo é receita tributária. Segundo o CTN, tributo é toda prestação pecuniária compulsória. A contrário-senso, tributo tem natureza OBRIGACIONAL, é uma prestação pecuniária, não existe tributo em trabalho e “in natura”, é somente PECUNIÁRIO. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória em moeda ou cujo valor que nela se possa exprimir que não constitua sanção de ato ilícito instituída por lei e cobradamediante atividade administrativa plenamente vinculada. Características: *TRIBUTO É OBRIGATÓRIO, é cogente, imperativo, criada pelos cidadãos através de seus representantes legais; *É uma prestação recolhida em moeda corrente, o real (R$) ou cujo valor nela presente se possa extrair (cheque, estampilho, pix, DIC); *Não constitua sanção de ato ilícito, vide art.118, I e II CTN e art 6º do CNT; *O produto auferido em virtude da prática de atos ilícitos é passível de tributação. Ex: compro um carro com o dinheiro do tráfico de drogas, terá a cobrança do IPVA normalmente pois, a compra do carro não é ilícita. Essa máxima parte do princípio do “pecúnia acu olet”= dinheiro não tem cheiro. Art 118 incisos 1 e 2, para saber se é tributado eu não pergunto de onde veio o dinheiro. Ocorreu o fato gerador eu vou pagar imposto. *É prestação instituída por lei em seu sentido formal, aquela que passou por um processo legislativo pleno. Importante ressaltar que lei é diferente de legislação. “legislação” pode ser falado em lei no sentido formal e material, mas, para criar um tributo a lei somente poderá ser no sentido formal. *atividade administrativa plenamente vinculada. A atividade administrativa deve ser imaginada diretamente o poder executivo, e, para a cobrança deve haver o lançamento tributário. SEMPRE SERÁ VINCULADA A LEI. Na atividade vinculada a lei diz o que deve ser feito. Ex: sanção de demissão do servidor. Atividade Financeira do Estado: CONCEITO: Considera-se atividade financeira do Estado a atividade meio, adjetiva, instrumental (1) que tem por campo de atuação o auferimento de recursos públicos (receitas), o adimplemento de suas obrigações (despesas) para bem gerir o patrimônio público (gestão) (2). Com base nos princípios (3) constitucionais e infraconstitucionais em razão da sua finalidade fiscal e extrafiscal (4). 1) Atividade meio (uma ferramenta) para realizar o bem comum. 2) Receita: auferindo recursos públicos (gênero); Despesas: pagamento do funcionalismo público, demais despesas da máquina administrativa; e GESTÃO: gerindo patrimônio público que está a minha disposição. 3) Devem obediência aos princípios a serem seguidos, previsto na CF e nas normas infraconstitucionais. Lei 4.320/64; Lei fiscal 4) Finalidade fiscal: medida voltada precipuamente para aumento da arrecadação; Finalidade extrafiscal: medida voltada precipuamente tomada para intervir o Estado no domínio econômico, atuando e regulamentação as atividades. Incentivo a plantação em determinada região, desonerando o produtor rural ou reduzindo juros em um banco estatal. II. Recurso público (gênero) dentro do qual existem várias espécies, e o que nos interessa é o tributo. Considera-se recurso público as receitas públicas e os ingressos públicos que incrementam o patrimônio público, sendo composto por diversos bens e valores e pelas diversas formas de tradição (entrega de bens móveis) e transcrição (entrega de bens imóveis). A receita pública ela é ordinária e os ingressos são extraordinários. Receitas públicas (ENTRADAS): são espécies de recursos públicos que se caracterizam pela permanência/constância junto aos cofres públicos, junto ao erário. Ex.: IPTU, multa (quando não recorrida) Ingressos são espécies de recursos públicos provisório/temporário, que representa o mero fluxo de caixa. Ex.: Dinheiro entrou e saiu dos cofres públicos; Ex. multa (quando recorrida/entrou e saiu). Considera receitas públicas os recursos públicos que se caracterizam pela permanência/constância/periodicidade junto aos cofres públicos, podendo ser utilizada ainda que de forma estimativa pelo gestor público de acordo com a peça orçamentária. CLASSIFICAÇÃO DAS RECEITAS PÚBLICAS As receitas públicas classificam-se em: 1. Quanto ao aspecto contábil (classificação legal - artigo 11 da L. 4320/64), as receitas públicas dividem-se em: a) Receitas correntes: são aquelas receitas públicas que se esgotam dentro do período anual, como os casos das receitas e impostos que se extinguem no decurso da execução orçamentária. Compreendem as receitas tributárias, patrimoniais, industriais, entre outras. São as receitas destinadas a cobrir as despesas orçamentárias que visam à manutenção das atividades governamentais. Art. 11, § 1º São Receitas Correntes as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes. b) Receitas de capital: são aquelas receitas públicas que alteram o patrimônio duradouro do Estado, como os produtos de empréstimo contraídos pelo Estado a longo prazo. Compreendem, assim, a constituição de dívidas, a conversão em espécie de bens e direitos, dentre outros. Art. 11, § 2º - São Receitas de Capital as provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente. 2. Quanto à periodicidade (classificação doutrinária), as receitas públicas dividem-se em: a) Receitas ordinárias: são aquelas receitas públicas recebidas com regularidade no movimento normal das atividades do ente federativo, como a arrecadação de tributos. b) Receitas extraordinárias: são aquelas receitas públicas não permanentes/usuais que ocorrem, por exemplo, no caso de guerra e doações. 3. Quanto à origem (classificação doutrinária), as receitas públicas dividem-se em: a) Receitas originárias: são aquelas receitas públicas que decorrem da exploração da própria atividade econômica do ente federativo. Decorrem dos próprios bem do ente federativo. São exemplos, o preço público; alienação ou aluguel de bens; indenizações, arrecadação da loteria; dentre outros. b) Receitas derivadas: são aquelas receitas públicas que decorrem do patrimônio do particular ou do pagamento por este feito em contraprestação de serviços públicos prestados. Sendo compulsórias quando o comportamento previsto em lei assim estabelecer, como nos casos de tributos e multas tributárias. Temos por exemplo o auferimento de renda que implica na obrigação de pagar imposto de renda, enquanto ter um bem imóvel implica na obrigação de pagar IPTU. c) Receitas transferidas obrigatórias (artigos 157 a 162 da CF/88): são aquelas receitas públicas que foram arrecadas por um ente federativo, em razão de a este ter sido dada a competência tributária, mas que, por determinação legal, devem ser repassadas a outro ente federativo na totalidade ou em parte. Por exemplo, aos estados compete cobrar o IPVA, mas devem passar 50% das receitas arrecadas aos municípios. Receita Pública: é a entrada de dinheiro nos cofres públicos para Satisfazer as necessidades gerais da coletividade, está dividida em: Originária ou derivada. As receitas derivadas resultam da manifestação impositiva do poder do Estado, que usa de coação para obtê-la, através do seu poder Tributante. Ex. taxas, impostos, etc. As receitas originárias - é aquela que o Estado obtém pela Exploração do seu próprio patrimônio, com o emprego do direito Privado e obtida de forma voluntária, compreende as rendas Direito Tributário Profª Doutora Ideli Raimundo Di Tizio p 3 Provenientes dos bens e empresas comerciais e industriais do Estado Que os explora à semelhança de particulares. Esses serviços são Prestados mediante preços. Esses preços são classificados em preços quase privados, preços Públicos e preços políticos. 16/09/2024 e 23/09/2024 Tributos: classificação 1) Quanto ao nº de espécies: são 5 espécies tributárias, sendo: impostos, taxas, contribuição de melhoria, empréstimos compulsórios e contribuições especiais. 2) Quanto aos fins objetivados (F, EXT, P): os tributos podem ser fiscais, extrafiscais ou parafiscais. Os tributos fiscais são aqueles criadosprecipualmente para o aumento da arrecadação. Ex: ICMS(estados), ISSQM (município). Extrafiscais: considera-se tributo extrafiscal aquele criado precipuamente para intervir no domínio econômico, regulando ou regulamentando determinado setor ou atividade econômica. Ex: imposto de exportação, ipi, iof. Os tributos extrafiscais não foram criados para arrecadar, mas, arrecadam. Todos os tributos são bipolares, ora são fiscais e ora são extrafiscais, mas, nascem com perfil, seja fiscal ou extrafiscal. Ex: um tributo nasce extrafiscal mas, acaba se tornando fiscal. Parafiscais: são aqueles criados para visar atender a um determinado grupo de pessoas ou de pessoa, de maneira específica; normalmente são arrecadados por entidades paralelas ao estado. São as contribuições especiais. ex: contribuições especiais, inss, cra, crm, etc. todos são tributos. 3) Quanto ao tipo de imposição (I, TX, CM): é aquela mesma prevista quanto ao número de espécies, mas, ela é a tripartite adotada pelo cnt 2, seriam os impostos, taxas e imposição. 4) Quanto a autoridade legislativa: é quem pode criar tributos, seria o poder federal, estadual, distrito federal e município. 5) Quanto as características do fato gerador (real e pessoal): os tributos podem ser reais ou pessoais. ART 145, §1º DA CF, e, neste artigo, é falado que, sempre que possível, os impostos tão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte (não é capacidade financeira). No mundo jurídico existe a dimensão pessoal ou subjetiva e existem as coisas, objetos, e, assim também atua o direito tributário. Quando o direito identifica a pessoa, ele é classificado como tributo pessoal¸e, quando o tributo identifica os objetivos, sua classificação é real. O imposto de renda de pessoa física, leva em consideração a pessoa, ou seja, ele é classificado como pessoal. O IPVA leva em consideração o OBJETO, dessa forma ele é real. Sempre que possível, o tributo será pessoal, mas, se não foi possível, eles serão reais. QUESTÃO: DISCORRA SOBRE O ARTIGO 145 §1 DA CF SEGUNDO O ENTENDIMENTO DO SUPREMO: onde a constituição fala sobre impostos, leia-se tributos e, de acordo com o supremo, sempre que possível, os tributos terão caráter pessoal, identificando assim o caráter da pessoa. Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos § 1º Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte. 6) Quanto a veiculação: são todos aqueles tributos que são criados ou que possuem fato gerador, vinculados a uma determinada atividade estatal específica relativa ao contribuinte. São tributos contraprestacionais e isso é a sinalagma (obrigações recíprocas). Ex: taxas pois, pago uma taxa para, por exemplo, ter um passaporte. É um “toma lá, da ca”. Contribuições de melhoria também são exemplos. NÃO CONFUNDA TAXA COM TARIFA. E no caso dos emolumentos, eles possuem natureza jurídica de taxa – com o pagamento do valor, eu tenho aquele selo no documento. Então é uma contraprestação estatal relativa ao contribuinte, quais que são os exemplos os exemplos de tributos contraprestacionais: taxas e contribuições de melhorias 7) Os não vinculados: são aqueles que não possuem atividade estatal vinculada ao contribuinte. Tributos não contraprestacionais. Ex: impostos, são trinutos que são não vinculados a qualquer contraprestação estatal. Ex: quando compro um imóvel, para pagar o IPTU basta que eu seja proprietária do imóvel, ou seja, não depende de uma contraprestação do Estado. Ex²: ipva, basta que eu tenha um carro. Art 167, incisco IV da CF: não posso criar nenhum imposto que tenha a vinculação antecipada a qualquer órgão, despesa ou função¸ salvo educação, saúde, etc. (estudar ato administrativo vinculado e não vinculado). 8) Quanto a variabilidade: existem tributos fixos e tributos variáveis. Os tributos são fixos desde que tenham valor estabelecido em lei e que tenha seu valor específico e considera-se tributo variável, aquele que para sua aferição, depende do número da ocorrência dos fatos geradores, da base de cálculo ou de sua alíquota. Ex: sou comerciante de calças jeans, quanto mais vendo, mais pago de tributo, sua base é a base de cálculo e alíquota. Ex2: iptu. Ex: IPVA (alíquota é a mesma, mas a base de cálculo varia), IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO, IPTU; 9) quanto a veiculação econômica (direito. Tributo): os tributos podem ser, quanto a classificação, direto ou indireto, sendo subdivididos em: obs: considera-se contribuinte de fato aquele que arca efetivamente com a carga tributária. Ex: pago uma diária no valor 408,00 em que, 8,00 será de tributo, o valor do tributo que eu quem paguei.e Considera-se contribuinte de direito, aquele responsável pelo recolhimento do tributo devido de acordo com a legislação aplicada. Ex: mesma situação do exemplo anterior, mas, neste caso, o hotel que recolheu os 8,00 deverá repassar o valor ao município ou estado. · direto: os tributos diretos são todos aqueles que o contribuinte de fato é a mesma pessoa do contribuinte de direito. Ex: IPVA, sou eu quem pago efetivamente e sou eu quem recolho. EX²: IPTU, recebo a conta, vou até um caixa, pago, retira da minha conta correte e vai direto para o município. · indireto: os tributos indiretos são aqueles em que pessoas distintas são pessoas de direito e de fato. Ex: hotel, IPI, ICMS, ISSQM, CBS, compra em supermercado, etc.. · repetição do indébito: é a devolução daquilo que não é um débito, ou seja, é pedir de volta o que paguei na nota. 10) Quanto a direção da onerosidade: existem duas hipóteses de tributo, podendo ser progressivos e regressivos. · Quando houver um aumento da base de cálculo e aumento da alíquota ou quanto menor a base de cálculo e menor a alíqutoa, haverá um tributo progressivo. É como se fosse uma escada pois, quanto maior a alíquota, maior será a base de cálculo. As setas devem apontar para a mesma direção, seja para cima ou para baixo. . ex: ITR, quanto maior a terra improdutiva, maior será o imposto; iptu; iprf; ipva. · Quando houver uma menor alíquota e maior base de cálculo, ou maior alíquota e menor base de cálculo os tributos serão regressivos. As setas devem apontar de maneira oposta. . itcmd do estado de MG até 2003 (depois de 2003 mudou a regra e o imposto passou a ser de 5% e ai deixa de ser regressivo). 11) Demais classificações: (seletividade, · Seletividade: escolha por parte do legislador de uma alíquota para determinado produto ou mercadoria, utilizando como critério a seguinte pergunta: essa mercadoria ou esse produto são essenciais para a vida huma? Quando a resposta for sim, a alíquota deverá ser menor e, quando a resposta for não, a alíquota deverá ser maior. O princípio essencial é a dignidade da pessoa humana. Ex: bebida alcoolica é com alíquota maior; água a alíquota será menor. Quando a alíquota for para o IPI, SERÁ seletivo em função da essencialidade a e, para o ICMS, a constituição diz que poderá ser seletivo em ração da essencialidade. 30/09/2025 Tributos em espécie: 1) Impostos: Conceito: art 3º ctn + aquele que não tenha qualquer contraprestação estatal a um contribuinte. Art 16 do ctn Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. Ex: ipva, iptu. -características: a) deve obediência aos princípios constitucionais tributários, devendo ser observado com mais atenção o princípio da legalidade estrita; b) nos termos do art 150, VI, alíneas “a” até “e” da CF, as imunidades ali descritas se aplicam somente aos impostos Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, aoDistrito Federal e aos Municípios: VI - instituir impostos sobre: (Vide Emenda Constitucional nº 3, de 1993) a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; b) templos de qualquer culto; b) entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organizações assistenciais e beneficentes; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 132, de 2023) c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei; d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. C) os impostos são passíveis de repartição de receita tributária conforme dispõe os artigos 157 a 162 da CF. -Estrutura normativa: Constituição da república em seu artigo 145, o verbo nesse artigo é “poderão”, ou seja, não há obrigação na criação dos tributos, além de não ser a constituição que cria tributos e sim leis ordinárias ou complementares. (é o princípio da competência) Após a constituição, na estrutura normativa, vem o código tributário nacional que nos termos do artigo 146, incisos de I a III da CF o ctn é considerado como normas gerais em matérias de direito tributário. Após o CTN vem as leis complementares 116/2003 que dispõe sobre conflito de competência entre issqm e icms, outra lei complementar é a 87/96 que é a lei candir e lei complementar 24/75(isenções) Posteriormente encontramos as leis ordinárias. Em regra, todos os impostos são criados por leis ordinárias, salvo o imposto sobre grandes fortunas (artigo 153, VII da CF), impostos residuais (154 CF) e impostos sobre bens e serviços (156-A CF). QUESTÃO PARA PROVA: EXISTE HIERARQUIA ENTRE LEI COMPLEMENTAR E LEI ORDINÁRIA? R: não, uma vez que o que deve prevalecer é o campo de competência atribuído pelo texto constitucional. O fato de haver campos de competência distintos, não indica que há hierarquia entre as normas. Em que pese o artigo 850 da CF, embora a lei complementar esteja acima, ela não é hierarquicamente superior a lei ordinária. A constituição deve determinar como o tributo será criado, se será por lei ordinária (regra) ou por lei complementar. Espécies dos impostos: · Federais (união)- art 153, I a VIII da CF + artigo 154, I e II da CF: são eles importação, exportação, renda e proventos de qualquer natureza, produtos industrializados, operações de credito, propriedade territorial rural, grandes fortunas, produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, impostos residuais e extraordinários de guerra. Art. 153. Compete à União instituir impostos sobre: I - importação de produtos estrangeiros; II - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados; III - renda e proventos de qualquer natureza; IV - produtos industrializados; V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários; VI - propriedade territorial rural; VII - grandes fortunas, nos termos de lei complementar. VIII - produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, nos termos de lei complementar Art. 154. A União poderá instituir: I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios dos discriminados nesta Constituição; II - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação. · Estadual- art 155, I a III: ITCD, ICMS e IPVA e IBS Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos; II - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior; III - propriedade de veículos automotores. · Municípios- art 156, I a III e 156A: iptu, issqm, itbi e ibs. Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre: I - propriedade predial e territorial urbana; II - transmissão "inter vivos", a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; III - vendas a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto óleo diesel; III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar. Art. 156-A. Lei complementar instituirá imposto sobre bens e serviços de competência compartilhada entre Estados, Distrito Federal e Municípios. · Distrito federal- 155, I a III + 156, I a III + 156A : os impostos relativos aos estados e municípios . -Peculiaridades: dois tributos não recebem nomes, são chamados de impostos inominados, sendo eles: imposto residual (154,I) e imposto extraordinário de guerra (154, II). · Imposto residual (154, I): deve ser criado somente por lei complementar; não podem ter base de calculo e fato gerador iguais aos artigos 153, I a VIII; esses impostos são o que “sobrou”; e não podem ser cumulativos. · Impostos extraordinários de guerra (154 II) EXTERNA: criados por lei ordinária (o que não está escrito que é criado por lei complementar, é criado por lei ordinária- é a teoria do silêncio eloquente); pode ser criado por medida provisória; pode ser criado na eminência de haver guerra externa OU na existência de uma guerra externa. Existe diferença entre “bis in idem” e “bi tributação”: declarada guerra externa ou em eminencia da mesma, a união pode criar o IPTU, mas, ele deve ser adjetivado (ex: iptu de guerra, ipva de guerra). É a união, pelo texto constitucional, criando um imposto que não é de sua competência em razão da guerra e, neste caso, estaremos diante da bitributação constitucionalmente permitida. São dois entes distintos criando o mesmo tributo com o mesmo fato gerado. Já o bis in idem temos a mesma base de cálculo incidindo dois impostos e NÃO pode haver na ordem jurídica vigente. Em havendo a incidência de dois tributos que não sejam impostos, ex: imposto de renda de pessoa jurídica e contribuição social sobre o lucro líquido, há um permissivo legal. As taxas não poderão ter base de cálculo própria dos impostos (§2º, art 145, cf): para ser aplicado esse dispositivo deve haver identidade, essa proibição somente existe se houver uma verdadeira identidade, a semelhança pode. (Súmula 29) -Classificação econômica: segundo o ctn, os impostos são distribuídos de 4 formas: *impostos sobre comércios no exterior (ex: imposto de exportação); *impostos sobre patrimônio e a renda (ex: imposto de renda, imposto sobre grandes fortunas, ipva, itcmd, iptu, itbi) *impostos sobre a produção e circulação (ex: ipi- imposto sobre produtos industrializados, icms, issqm, iof) *os impostos especiais(ex: imposto extraordinário de guerra) . 2) Taxas: conceito, estrutura normativa, características, espécie, fato gerador, classificação econômica e competência: 3) Contribuição de melhoria: conceito, estrutura normativa, características, espécie, fato gerador, classificação econômica e competência: 21/10/2024 Contribuição de melhoria 1) Conceito: art 3º do ctn + em razão da execução de uma obra pública que traga ao sujeito passivo uma valorização imobiliária. As duas peculiaridades (OP +VI) são obrigatórias, para ter um é necessário ter o outro. Então é aquele tributo que eu pago porque o Estado executou uma obra e eu tive um ganho