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Avaliação e Intervenção Psicopedagogica Testes e Modelos de Check List Daniela Janssen orgs

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1 
 
 
( Material sistematizado para uso psicopedagógico)
2 
 
INTRODUÇÃO 
 
O desejo de compartilhar nossos percursos sobre a avaliação do 
desenvolvimento cognitivo, psicológico, neuromotor, nasceu a partir das dificuldades 
apresentadas pelos profissionais da área de Psicopedagogia, que, frequentemente, 
demonstram certa insegurança sobre como proceder nos momentos de avaliação. 
 
A avaliação tem por objetivo investigar as causas das dificuldades de 
aprendizagem, sendo fundamental para o planejamento e intervenção 
psicopedagógica. Por isso, compreendemos que os profissionais precisam se 
capacitar constantemente, de maneira a saber reconhecer as patologias e relacioná-
las com a queixa apresentada pelo aprendente, a fim de levantar hipóteses e averiguar 
se procedem (ou não). 
 
Nesse sentido, é nosso objetivo oferecer aos profissionais as competências para 
avaliar e intervir na habilitação ou reabilitação do aprendente, assim como aplicar e 
tabular testes psicopedagógicos e neuropsicopedagógicos. 
 
Para tanto, abordaremos as bases teóricas de algumas dificuldades da 
aprendizagem, introdução aos modelos de provas e testes psicopedagógicos e 
neuropsicopedagógicos, além de modelos de testes. 
 
Desejamos que a leitura, o estudo e a reflexão 
os profissionais a lançarem
compreendendo 
 
 
 
 
Bom trabalho! 
Daniela e Juliana 
 
 
 Este material não é de nossa autoria , é uma copilação baseada e sistematizado 
para uso psicopedagógico , portanto referenciamos os autores e criadores .
3 
 
Sumário 
INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................... 2 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PSICOPEDAGÓGICA CLÍNICA ........................................................................... 6 
MATRIZ DIAGNÓSTICA ................................................................................................................................. 7 
ROTEIRO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PSICOPEDAGÓGICA ................................................................. 10 
A QUEIXA PSICOPEDAGÓGICA .................................................................................................................. 11 
MODELO DE ENTREVISTA COM O SUJEITO ............................................................................................... 12 
MODELO DE ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA .......................................................................................... 13 
O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E A APRENDIZAGEM ............................................................................ 20 
AVALIAÇÃO COGNITIVA............................................................................................................................. 23 
1. Consignas e Intervenções .................................................................................................................. 23 
MODELO AVALIAÇÃO DO ESTILO DE APRENDIZAGEM ............................................................................. 25 
Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem - EOCA .................................................................... 25 
PRINCIPAIS OBSTÁCULOS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM ........................................................ 27 
MODELO DE CHECKLIST DE PROVAS OPERATÓRIAS DE PIAGET .............................................................. 30 
PROVAS DO DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO................................................................................................. 32 
APLICAÇÃO DAS PROVAS PIAGETIANAS ................................................................................................... 34 
O DESENHO INFANTIL NA AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA .................................................................... 36 
FASES DO DESENHO INFANTIL SEGUNDO PIAGET .................................................................................... 36 
FASES DO DESENHO INFANTIL SEGUNDO LOWENFELD ........................................................................... 37 
PROVAS PROJETIVAS ................................................................................................................................. 40 
➔ O Teste da Família ..................................................................................................................... 41 
➔ Teste do Par Educativo .............................................................................................................. 42 
➔ Teste Livre .................................................................................................................................. 42 
TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS ............................................................................................ 42 
Baseadas na teoria de Jorge Visca e Alícia Fernandez ........................................................................... 42 
ANÁLISE DAS PROVAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS ........................................................................ 43 
2. Domínio: Familiar .............................................................................................................................. 45 
3. Domínio: Consigo mesmo .................................................................................................................. 48 
Advertências Necessárias .......................................................................................................................... 50 
A LINGUAGEM ORAL .................................................................................................................................. 50 
Desenvolvimento da linguagem X Desenvolvimento biológico ........................................................... 52 
Postura do profissional ...................................................................................................................... 52 
O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA ........................................................................... 53 
História da escrita .................................................................................................................................. 53 
Psicogênese da linguagem ..................................................................................................................... 55 
NÍVEIS DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA ........................................................................................................... 58 
4 
 
1. Nível Pré-Silábico ............................................................................................................................... 58 
Grafismos primitivos, escritas unigráficas ou sem controle de qualidade ......................................... 58 
Escritas fixas ........................................................................................................................................... 59 
Escritas Diferenciadas............................................................................................................................. 59 
2. NÍVEL SILÁBICO .................................................................................................................................. 60 
Escritas silábicas iniciais ......................................................................................................................... 61 
3. SILÁBICA - ALFABÉTICA ...................................................................................................................... 62 
4. ALFABÉTICA ........................................................................................................................................ 62 
PROVA DE LEITURA COM IMAGEM ......................................................................................................... 64 
PROVA DE LEITURA SEM IMAGEM .......................................................................................................... 65 
PROVA DE LEITURA DE ORAÇÕES ............................................................................................................importante, por 
meio dela o aluno gostará do professor ou irá odiá-lo, isso dependerá do seu 
relacionamento familiar, visto que essa é a fase na qual a criança transfere seus 
sentimentos para o professor e para a matéria que este ensina; se houver amor 
familiar, o aluno transferirá esse amor para o professor e para a matéria. Segundo 
Freud, a pessoa aprende a amar algo por amor a alguém. 
 
Na Prova Projetiva, o profissional deverá avaliar no desenho como o avaliado 
se sente na família, na escola e com os colegas e como ele se relaciona com o professor, 
além do nível de desenvolvimento emocional e cognitivo. Esses dados são muito 
importantes na construção da aprendizagem. A forma como a criança faz a 
transferência do amor de mãe para o professor, ou a indiferença, se essa criança não 
recebeu amor de mãe, todas essas informações subjetivas, ou seja, emocionais, podem 
ser indicadores de uma dificuldade de aprendizagem ou de socialização. 
 
 Apresentamos a seguir os três temas que mais utilizamos com os alunos: 
família, contexto escolar e algo que eles gostem (preferência). 
 
 
➔ O Teste da Família 
Tem o objetivo de avaliar como se dá o relacionamento global da família, bem 
como em suas diferentes partes. É necessário deixar claro que antes de se 
realizar esse teste é preciso investigar qual a visão que o aluno tem de família 
e como se encontra sua família, visto que, nos dias atuais, há grande variação 
na estrutura familiar, que outrora era formada basicamente por pai, mãe e 
filhos. Atualmente, sabe-se que as famílias podem ser formadas por avós, mãe 
e filhos; ou por mãe e filhos; por filhos de pais separados que casaram com um 
novo cônjuge e assim por diante. Todas essas relações devem ser conhecidas e 
esclarecidas para evitar distorções na análise do teste. 
O procedimento do teste é o seguinte: É solicitado ao aluno que desenhe uma 
família qualquer, que não a sua própria família, dessa forma liberamos o aluno 
tanto no nível inconsciente quanto no nível crítico para falar de sua família que 
pode ser representada como é na realidade ou como o ele mesmo a idealiza. 
Posteriormente pedimos que dê nomes a cada um dos indivíduos 
representados no desenho e que conte uma história sobre essa família. 
 
42 
 
 
➔ Teste do Par Educativo 
Tem o objetivo de obter informações a respeito do vínculo estabelecido em 
relação à aprendizagem, como foi internalizado por ele o processo de aprender 
e como percebe aquele que ensina e o que aprende. Os dados obtidos darão 
condições para elaboração de hipóteses a respeito da visão do aluno de si, dos 
professores, de seus companheiros de classe e até mesmo da instituição 
educativa. Quanto ao aspecto estritamente pedagógico, podemos avaliar o 
nível de redação, ortografia, criatividade literária etc. Esse teste consiste em 
instruir o aluno para que desenhe duas pessoas: “uma que ensina e outra que 
aprende”. Também solicitamos ao aluno que conte ou escreva uma história 
relacionada ao desenho. 
 
 
➔ Teste Livre 
Pode ser sobre algo que o aluno goste. Tem como objetivo observar o que faz 
sentido emocional e concreto no dia a dia do aluno. A partir desse teste livre, é 
possível conhecer um pouco mais as áreas de interesse dela no contexto sócio 
afetivo. 
 
É válido salientar que, durante o processo, é necessário que o profissional faça 
as intervenções, questionando o aluno do que ele quer dizer com o desenho, mesmo 
que as interpretações posteriores sejam realizadas. É imprescindível que o profissional 
analise a partir do significado que o aluno fornecer, não apenas ao seu olhar clínico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS 
Baseadas na teoria de Jorge Visca e Alícia Fernandez 
 
Fonte; Visca.Jorge- Técnicas Projetivas Psicopedagogicas-1994- Buenos Aires, Argentina 
43 
 
As técnicas projetivas psicopedagógicas têm o objetivo de investigar a rede de 
vínculos que o sujeito possui em três domínios: o escolar, o familiar e consigo mesmo. 
Em cada um destes domínios, guardando as diferenças individuais, é possível 
reconhecer três níveis em relação ao grau de consciência dos distintos aspectos que 
constituem o vínculo da aprendizagem. 
 
Apresentamos a seguir um quadro com os diversos domínios, suas 
correspondentes técnicas projetivas e os objetivos de cada uma: 
 
Domínio Prova Investigação Idade 
Escolar 
Par educativo Vínculo com aprendizagem 
6 a 7 
anos 
Eu e meus companheiros Vínculo com os componentes da classe 
7 a 8 
anos 
Plano da Sala de Aula 
A representação do campo geográfico da sala 
de aula e a desejada 
 
8 a 9 
anos 
 
Familiar 
Planta da Casa 
A planta da casa onde habita, sua 
representação real e desejada 
 
8 a 9 
anos 
Os quatro momentos do dia Os vínculos ao longo do dia 
6 a 7 
anos 
Família educativa 
O vínculo da aprendizagem com o grupo 
familiar e cada um dos integrantes da mesma 
 
6 a 7 
anos 
 
Consigo 
mesmo 
O desenho em episódios A delimitação da permanência da identidade 
psíquica em função dos afetos 
 
6 a 7 
anos 
O dia do meu aniversário 
A representação que se tem de si e do contexto 
físico sócio dinâmico no momento de transição 
de uma idade para outra 
 
6 a 7 
anos 
Desenho de minhas 
férias 
As atividades escolhidas durante o 
período de férias escolares 
 
 
6 a 7 
anos 
Fazendo o que mais 
gosto 
 
O tipo de atividade que mais gosta 
 
6 a 7 
anos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANÁLISE DAS PROVAS PROJETIVAS PSICOPEDAGÓGICAS 
1. Domínio: Escolar 
1.1 Par educativo 
44 
 
 
Indicadores Características Significados 
 
Tamanho total 
Muito grande ou muito pequeno Vínculo negativo com a aprendizagem 
 
Dimensão razoável 
Relação equilibrada. Vínculo positivo 
e negativo estão equilibrados 
 
Tamanho dos 
personagens 
Pequeno Desvalorização 
Grande Supervalorização (persecutório) 
Tamanho dos 
objetos 
Muito pequeno Depósito de projeções negativas 
 
Muito grande 
Cisão de quem aprende e quem 
ensina 
 
Posições 
Frente a frente Bom vínculo com a aprendizagem 
 
Lado a lado Vínculo regular com a aprendizagem 
 
Docente de costas para a turma 
O aluno sente-se rechaçado pelo 
docente 
 
O aluno de costas para o docente O aluno rechaça o docente 
 
Distância entre 
os personagens 
e o objeto de 
aprendizagem 
Grande distância 
Não comprometimento com o 
conteúdo e transmissão de 
conhecimentos 
 
Mínima distância 
Supervalorização de conhecimentos 
sobre o ato de transmissão 
 
Distância adequada 
Quem ensina usa os conteúdos como 
instrumento para ensinar e aprender 
 
Perspectiva Com perspectiva 
Vínculo maduro do ponto de vista 
afetivo, cognitivo e social 
Âmbito onde 
se dá a cena 
Escolar 
Centralidade na aprendizagem 
sistemática, pode ser positivo ou 
negativo 
 
Extraescolar 
Melhor vínculo assistemático com a 
aprendizagem 
 
Características 
corporais 
Só cabeças 
Supervalorização do intelectual que 
pode ser persecutório 
 
 
Corpo do docente inacabado Agressão oculta a quem ensina 
 
Simplificação dos personagens 
Quando não há dificuldades em 
desenhar, significa uma 
desvalorização do vínculo de 
aprendizagem com o docente 
Título do 
desenho 
Nega o vínculo com a aprendizagem 
 
Resume as características do vínculo 
 
Relato 
Pode ser considerado como uma projeção, pela qual é possível analisar o 
vínculo estabelecido através: a) conteúdo mesmo; b) sua correspondência 
com o desenho; c) sua relação com o título. 
Importante: A análise o título do desenho e o relato permite observar os mecanismos de 
dissociação, negação e repressão 
1.2 Eu e os meus companheiros 
 
Indicadores Características Significados 
 
45 
 
Tamanho total 
Grande 
Bom vínculo em relação à 
aprendizagem e aos colegas 
 
 
Pequeno Vínculo negativo 
Tamanho do 
personagem 
principal 
Igual Relação igualitária: aceita e é aceito 
Grande 
Liderança ou incapacidade para 
descentrar-se 
 
Pequeno 
Rebaixar-se e sentimento de ser 
vítima do grupo 
 
Posição 
Centralizado (concêntrica)Comunicação reflexiva e sensível 
(profunda) 
Lado a lado Comunicação superficial 
Inclusão de 
docente 
Inclusão 
Grande afeto pelo docente 
Relação deficitária com os colegas 
(dependência) 
Relato ou 
comentário 
sobre colegas 
a) Verificar a ocorrência de contradições entre a fala e o desenho. 
b) Comentários gerais dão uma visão do conjunto e indicam como o 
entrevistado está inserido no grupo ou deseja estar. 
c) Comentários pessoais revelam os subvínculos com cada membro do 
grupo. 
 
1.3 Plano da sala de aula 
 
Indicadores Características Significados 
 
Tamanho da 
sala 
Muito grande 
Falta de limites adequados; 
descontrole 
 
 
Pequeno 
Restrição, que se manifesta como 
uma inibição 
Disposição Tradicional Respostas rígidas ou ordenadas 
Localização 
quando é a 
escola do 
entrevistado 
Em frente 
Bom vínculo em relação ao docente 
e/ou vínculo negativo em relação à 
aprendizagem 
No fundo 
Vínculo negativo em relação ao 
docente e/ou à aprendizagem 
Na lateral 
Vínculo negativo em relação ao 
docente e/ou à aprendizagem 
No centro 
Vínculo positivo em relação à 
aprendizagem e aos colegas e vínculo 
positivo ou negativo em relação ao 
docente 
Não se localiza na sala 
Vínculo negativo em relação ao 
espaço geográfico 
 
2. Domínio: Familiar 
2.1 Família Educativa 
 
46 
 
Indicadores Características Significados 
 
Posição dos 
personagens 
Frente ao processo 
Grupo familiar não é um referencial 
adequado 
Vínculo com a aprendizagem não 
excessivamente positivo ou negativo 
 
Em meio ao processo 
O entrevistado considera o grupo 
como referência para desenvolver e 
integrar meios de aprendizagem 
 
Fora do processo 
Há carência de modelos significativos 
de identificação 
 
 
2.2 Plano de minha casa 
 
Indicadores Características Significados 
 
Tamanho do 
plano da casa 
Desenho pequeno 
Inibição para o uso do espaço 
Diminuição do uso potencial 
emocional com que investe nas 
situações e objetos com que aprende 
 
Desenho que ocupa a folha inteira 
Expansão egotista 
Aprendizagem positiva (desde que 
não haja um descontrole motor) 
 
Desenha utilizando mais de uma 
folha 
Descontrole 
Falta de antecipação 
Vínculo negativo ou instável em 
relação à aprendizagem em geral 
Vínculo negativo ou instável em 
relação ao estudo sistemático em 
particular 
 
Desenhar 
pessoas 
A inclusão de pessoas neste desenho pode ter diversos e contraditórios 
significados em relação à aceitação e rechaço 
 
Aberturas 
Representadas, esquecidas, transladas e objetivas encontram-se ligadas 
diretamente aos canais de comunicação reais ou imaginárias 
 
Ponto de vista 
Interno 
Sente-se incluído no contexto familiar 
e que o mesmo é um continente 
adequado 
 
 
Externo Sente-se estranho e admira a casa 
Espaço 
representados 
Interior da casa 
Privilegia-se a aprendizagem formal 
de tipo intelectual 
 
Jardim, horta, parque, galinheiro 
e espaços abertos 
Valoriza a aprendizagem vinculada ao 
corpo e à natureza 
 
Comentários 
sobre 
dormitório 
Os comentários podem revelar aceitação, rechaço, indiferença ou 
objetividade 
Detectar as tentativas realizadas ou não para mudar a habitação 
Detectar o grau de aceitação 
Detectar a resistência que o meio lhe oferecer 
 
Escolha do 
dormitório 
A maneira como e por quem foi escolhido possui grande importância a 
partir dos 8 a 10 anos 
 
 
47 
 
O lugar de 
estudo 
Revela o vínculo em relação à aprendizagem que se estabelece nas 
situações e os estilos de aprendizagem que podem ser estruturadas 
 
 
Lugar de 
reunião 
familiar 
Onde, quem, com, por que e quando se reúnem são perguntas que 
revelam os modelos familiares da aprendizagem 
 
 
 
 
2.3 Os quatro momentos de um dia 
 
Indicadores Características Significados 
 
Adequação à 
consigna 
Desenho adequado à consigna 
Capacidade de adaptação às 
exigências externas 
Tolerância a frustração 
 
 
Os momentos 
escolhidos 
Eleição automática Vida monótona e sem criatividade 
 
 
Eleição em função da carga afetiva 
positiva 
Dinamismo, criatividade 
Uso instrumental e enriquecedor do 
tempo 
 
 
Eleição em função da carga afetiva 
negativa 
Apatia, solidão e deposição de 
impulsos agressivos manifestos ou 
latentes 
 
Atividade 
realizada 
Indica os gostos do sujeito e imposições externas, as aspirações e 
frustrações, as identificações e o potencial de organização que possui 
 
 
 
As pessoas 
Modelo de identificação 
Modelos de aprendizagem familiar, que pode ser compacto ou 
diversificado 
 
 
O campo 
geográfico da 
cena 
Na casa (parcial ou totalmente) 
em dependência adequada ou 
não, realizando atividades de 
acordo ou desacordo com o lugar 
 
 
Indicam o estilo de vínculo, a 
adequação e a flexibilidade destes 
desacordos com o lugar 
Os objetivos 
do ambiente 
Indica como se encontra povoado o mundo interno do sujeito 
Revela a realidade objetiva quanto aos ambientes físicos: desprovido, 
sobrecarregado, ordenado, confuso ou indiscriminado 
 
 
Os detalhes do 
desenho 
O tipo de traços, proporções, posições, retoques, detalhes, estereotipias, 
mobilidade etc. 
 
Sequência 
espacial 
Sequência A, B, C, D 
Princípio da realidade e da 
capacidade de acomodação, 
aprendizagem realista 
 
Sequência 
temporal 
Com sequência lógica 
Uso ordenado do tempo 
Alta tolerância à frustração 
 
Sem sequência lógica 
Impulsividade 
Uso desordenado do tempo 
Baixa tolerância à frustração 
Aprendizagem inconstante 
 
Sequência do 
relato em 
Reforça os aspectos assinalados na sequência espacial 
48 
 
concordância 
com a espacial 
 
Sequência do 
relato em 
concordância 
com a 
temporal 
 
Reforça os aspectos assinalados na sequência temporal 
Sequência do 
relato em 
concordância 
com as 
sequências 
espacial e 
temporal 
 
Severa desorganização temporal e, consequentemente, severas 
dificuldades de aprendizagem 
 
3. Domínio: Consigo mesmo 
3.1 Desenhos em episódios 
Indicadores Características Significados 
 
Tempo e 
espaço 
Pode ser observado através da transformação ou não de objetos animados 
(árvores, flores), de estados de tempo (sol nuvens, chuva), das estações 
(primavera, verão, inverno) 
 
 
 
O tema Pode ser único, com critério estável ou não 
 
Os afetos Simples ou complexos 
 
Elementos 
relacionais ou 
sociais 
Adequadamente elaborados ou não em termos de comunicação e 
movimento 
 
 
3.2 Fazendo o que mais gosta 
 
Indicadores Características Significados 
 
Indecisão na 
hora do tema 
desenhar, 
apagar ou 
mudar de tema 
 
Pode indicar problema entre o desejo do sujeito e uma forte proibição do 
meio ou contradições entre distintos interesses não adequadamente 
discriminados ou hierarquizados 
Indecisão na eleição do tema 
 
Apagar objetos 
sem mudar de 
tema 
 
Indica a consolidação de uma eleição e uma marcada tendência ao 
perfeccionismo 
Relato 
Coerência no relato é produto de maior influência de censura sobre o 
domínio verbal que sobre a produção gráfica 
 
Coerência entre o relato e o desenho revela os conflitos sujeito- realidade 
e do sujeito consigo mesmo 
 
Contexto espacial e temporal onde ocorre pode significar a realização 
possível 
 
3.3 Nas minhas férias 
 
Indicadores Características Significados 
 
49 
 
Adequação à 
consigna 
Adequação 
Vínculo positivo 
Flexível com a capacidade de 
acomodação 
 
 
Não adequação 
Vínculo negativo e rígido, com 
predominância da assimilação e 
pouca criatividade 
 
 
Atividade 
representada 
Depositarão os desejos mais íntimos e das capacidades que se deseja 
desenvolver 
 
 
Desenho 
Continua fazendo o mesmo 
Porque gosta muito do que faz, 
porque não sabe fazer algo diferente 
(falta de criatividade) ou representa 
predomínio da assimilação 
Realiza algo totalmente distinto 
Criatividade, flexibilidade, tendência 
a acomodação e capacidade de 
aprendizagem 
Leva acabo uma atividade 
Capacidade de aprendizagem 
criadora 
 
3.4 Dia do meu aniversárioIndicadores Características Significados 
 
Tamanho 
total 
Muito grande ou muito pequeno 
Vínculo negativo em relação à 
aprendizagem 
 
 
Tamanho razoavelmente 
dimensionado 
Relação equilibrada 
Vínculos positivos e negativos 
equilibrados 
 
 
Tamanho dos 
personagens 
Pequeno Desvalorização 
 
Grande Supervalorização 
 
Posições 
De frente Vínculo positivo 
 
De costas Vínculo negativo 
 
Indicadores 
geográficos 
Rodeado de pessoas 
Possui um mundo interno rodeado de 
identificações múltiplas que indicam 
uma adequada capacidade de 
aprendizagem em termos qualitativos 
e quantitativos 
 
Sozinho 
Aprendizagem predominante 
assimilativa 
Dificuldade em descentrar o 
pensamento 
 
Posição 
Frente a frente sugere identificação 
introjetiva positiva. Todas as outras 
indicam introjetivas negativas 
 
Presentes recebidos 
Os mesmos representam objetos 
desejados 
 
Espaço 
geográfico 
Própria casa Atitude realista 
 
Lugar público 
Posição de abertura para 
aprendizagens 
 
50 
 
Fora do contexto real possível 
Pode sugerir uma capacidade 
criadora ou um mundo imaginário do 
impossível, compensador de 
sentimentos de frustrações com baixa 
tolerância e uma predominância do 
princípio do prazer sobre o da 
realidade 
 
 
A idade do personagem que faz aniversário comparada com a idade do 
entrevistado diz respeito a aceitação do mesmo neste momento da vida: 
Se for menor pode significar desejo de não crescer e não aprender 
Se for igual indica aceitação e uma tolerância a aprendizagem 
Quando é maior regularmente indica alto nível de aspiração 
 
A caracterização dos demais personagens determina aceitação ou rechaço 
 
As contradições entre o desenho e o relato revelam o grau de coerência ou 
não dos aspectos em conflito que implicam ou não perturbações nos 
vínculos que o entrevistado estabelece consigo mesmo 
 
 
 
Advertências Necessárias 
 
A interpretação de cada uma das provas projetivas deve ser feita em função do 
sujeito em particular e do total de informações que se obteve. 
 
O total de técnicas aqui expostas não significa a necessidade de que se utilizem 
todas. É adequado usar somente aquelas que considere necessárias em função das 
hipóteses formuladas. Isso implica em: 
 
▪ Aplicar somente uma prova. 
▪ Aplicar provas de alguns domínios. 
▪ Aplicar todas as provas de um único domínio. 
▪ Aplicar todas as provas, algo pouco comum. 
▪ Certos indicadores de uma técnica se superpõem com os de outra. 
 
Os critérios para interpretação sugeridos para cada prova devem somar-se aos 
critérios gerais para a interpretação das provas projetivas. 
 
Os indicadores e significados encontrados não implicam numa questão fechada ou 
sem lugar para dúvidas, cada profissional poderá realizar novas descobertas, 
ampliando os aspectos de indicadores e significados. (VISCA, Jorge. Técnicas 
Projetivas Psicopedagógicas. Argentina: 1994). 
 
 
 
A LINGUAGEM ORAL 
 
51 
 
A linguagem oral, assim como a linguagem escrita, é uma manifestação da 
linguagem verbal, e consiste na linguagem feita através de palavras. Tanto a 
linguagem oral como a linguagem escrita visam estabelecer comunicação. 
A linguagem oral é uma atividade livre e se inicia logo nos primeiros meses de 
vida, quando o bebê emite sons, evidenciando a comunicação entre os que estão 
próximos. Na medida em que esses balbucios vão se tornando palavras, frases, a 
criança se comunica, definitivamente, com o mundo ao seu redor. 
A linguagem oral é essencial na vida escolar, pois toda a produção do 
conhecimento parte dessa linguagem. Durante a aula, por exemplo, usa-se a 
expressão oral a todo o momento: na explicação do conteúdo, ao tirar dúvidas, 
corrigir etc. O aluno, por sua vez, questiona, retruca, brinca, briga. Essas atividades 
acontecem graças à linguagem. 
Quando se fala desse tipo de linguagem é preciso distinguir pronúncia, 
vocabulário e habilidade de formular frases (sintaxe oral). 
 
PRONÚNCIA 
A pronúncia correta das palavras e frases é um pré-requisito muito importante 
para aprendizagem da linguagem escrita. Deve ser avaliado de acordo com a idade 
cronológica, com seu estágio de desenvolvimento, levando isto em conta, se a criança 
apresenta dificuldades de pronunciar corretamente as palavras poderá vir a 
encontrar obstáculos na aprendizagem da leitura escrita; por outro lado, se apresenta 
problemas em associar sons que ouve com movimentos articulatórios necessários 
para sua reprodução oral pode-se esperar que também apresente dificuldades em 
associar os sons falados e ouvidos ao movimento gráfico da linguagem escrita. É 
melhor percebida depois dos sete anos, no período de alfabetização. 
 
VOCABULÁRIO 
É a capacidade de falar palavras conhecendo seu significado com base na 
própria existência. Crianças que apresentam reduzido vocabulário oral poderão 
apresentar problemas na compreensão dos materiais lidos por que nem tudo que vai 
conseguir decodificar terá correspondência com sua experiência vivida (para 
compreender tem que ter vocabulário – leitura é sua interpretação). 
 
SINTAXE ORAL 
Habilidade de formular oralmente frases com sintaxe correta. Implica na 
perfeita elaboração mental das unidades básicas do pensamento, que são as frases 
(elaborar uma frase corretamente). Ao elaborar a frase mentalmente e articulá-la, a 
criança deve respeitar a ordem dos vocabulários, os tempos verbais, concordância 
nominal etc. Quando a criança apresenta dificuldades na sintaxe oral, possivelmente, 
terá na linguagem escrita a mesma dificuldade caracterizada por condições das 
palavras ou pronomes, mudança na ordem de apresentação dos vocábulos e outros 
erros de gramática. 
 
52 
 
Desenvolvimento da linguagem X Desenvolvimento biológico 
O desenvolvimento da linguagem obedece ao processo de desenvolvimento 
biológico da criança: 
 
Idade Observação 
Até 2 meses Chora e movimenta o corpo 
2 a 3 meses Produz sons 
4 a 7 meses Pronuncia sílabas 
8 a 12 meses Forma os primeiros vocábulos 
12 a 18 meses Apresenta vocabulário de 10 a 50 palavras 
2 anos Forma frases de 3 a 4 palavras 
3 anos Compreende quase tudo que ouve 
4 a 5 anos A linguagem da criança é parecida com a do adulto 
 
Postura do profissional 
 
▪ A primeira coisa a fazer é estimular a linguagem e corrigir o déficit 
linguístico. 
▪ Deve-se evitar gritos. 
▪ Falar devagar. 
▪ Utilizar recursos verbais e imagens para o aprendiz fazer associações. 
▪ A música e instrumentos musicais podem ser ferramentas de terapia na 
aprendizagem e desenvolvimento da fala e sons. 
▪ Os estímulos sensoriais; visual, auditivo, tátil, vestibular e o proprioceptivo 
devem ser explorados. 
 
 
53 
 
O PROCESSO DE AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM ESCRITA 
 
História da escrita 
 
A escrita, enquanto sistema semiótico usado para representar de forma gráfica 
a linguagem verbal, foi construída pela humanidade durante milhares de anos. 
 
Para pessoas já alfabetizadas, parece fácil a compreensão de uma palavra, cada 
sinal gráfico corresponde a um som na mesma. Porém, esta compreensão alfabética 
da escrita não foi a primeira que surgiu na sua construção social (REGO, 1983). 
 
O homem, na busca de uma comunicação mais duradoura, encontrou formas 
de se comunicar graficamente. Uma das formas de registro, mais antigas encontradas 
na história escrita é a Pictografia. Essa forma gráfica que não se refere diretamente à 
linguagem verbal, são desenhos figurativos usados como linguagem comunicativa 
(espécie de desenhos que representam objetos). 
 
Na evolução de sua história, a escrita passou a ser utilizada como 
representação de ideias. Esta fase foi denominada Ideografia. Como o nome diz, os 
ideogramas não são apenas as ideias de objetos representados, são mais abstratos. 
Nesta etapa, o homem lançou mão da arbitrariedade, passando a representar 
graficamente substantivos abstratos, o que era impossível na fase anterior. Exemplo: 
os chineses representam a cor vermelha com o desenho de uma rosa, uma cerejae 
um flamingo. Apesar do aprimoramento, nesta fase ideográfica a representação 
gráfica ainda não tinha relação com o som das palavras. 
 
Depois deste momento, a evolução da escrita chega a representação da 
linguagem verbal articulada. Esta etapa foi denominada Logografia. Rego (1983), 
considera a Logografia como um grande passo para a história escrita, pois nela 
surgem as representações dos aspectos sonoros da palavra. Apesar de serem 
utilizados desenhos figurativos, eles não tinham a finalidade de representar o objeto 
em si e nem uma ideia, seu objetivo era combinar dois pictogramas com o intuito de 
representar dois ou mais segmentos sonoros de uma palavra. Esta representação não 
exigia uma correspondência som/símbolo. Um desenho ou um sinal podia 
representar um ou mais sons de uma palavra. Desta forma tornou-se possível 
representar graficamente outras palavras além dos substantivos. A Logografia surgiu 
na impossibilidade prática de uma representação icônica generalizada. 
 
Esta preocupação de representar aspectos sonoros da palavra deu margem ao 
aparecimento da Fonografia, que tem como característica principal a representação 
da palavra em uma sequência fônica, fazendo corresponder para cada sílaba fonética, 
um grafema diferente, dando origem aos silábicos. 
 
Os sistemas silábicos exigiam um número significativo de grafemas, tornando 
sua aplicação pouco prática. 
 
54 
 
A grande inovação da escrita Silábica se baseia numa análise da palavra 
enquanto forma linguística, isto é, sequência de sons, desmembrando-a em sílabas, 
que são unidades sonoras e não necessariamente unidades de significado. 
 
Reduzindo de forma significativa os sinais a serem utilizados na escrita, surge 
a escrita Alfabética, na qual as letras constituem a representação de unidades 
mínimas das palavras, que são as formas. Este sistema de escrita proporcionou o 
aparecimento das leis de combinação, possibilitando representar todas as palavras 
utilizadas na linguagem verbal com poucos signos. 
 
Esse breve histórico permite afirmar que a linguagem escrita é fruto de uma 
construção do homem, calçada nas necessidades de comunicação e perpetuação desta 
linguagem. 
 
Emilia Ferreiro, Doutora da Universidade de Genebra, onde foi orientada e 
colaboradora de Jean Piaget, desenvolveu várias pesquisas sobre a comunicação da 
língua escrita em crianças. Segundo a autora, a criança constrói a linguagem escrita, 
passando em seu desenvolvimento pelas mesmas sequências e etapas que a 
humanidade passou para chegar ao sistema de escrita alfabética. Muito embora tenha 
constatado na análise de produção escrita que algumas crianças saltem etapas, 
observou-se também que uma etapa posterior nunca aparece antes de outra mais 
primitiva. 
 
 
 
 
Etapas da História Escrita Processo Construído pela Criança 
1ª Etapa 
Pictográfica 
Desenho do objeto de forma livre, 
não havia convenção 
Desenhando o objeto a criança inicia sua 
construção gráfica representativa 
 
2ª Etapa 
Ideográfica 
Desenho da ideia 
Inicia da convenção 
Distingue a diferença entre o desenho e a 
letra 
Faz sua primeira descoberta: a convenção 
 
3ª Etapa 
Logográfica 
Desenho do som 
Início da fonética 
Descobre que a palavra é o desenho do som 
e não do objeto 
 
4ª Etapa 
Silábica 
Desenho arbitrário do som, onde 
cada sinal gráfico corresponde a um 
som 
Faz a hipótese silábica 
Descobre a correspondência som/sinal 
gráfico 
 
5ª Etapa 
Alfabética 
Redução de sinais Surgimento das 
leis de combinação 
Correspondência fonema/ grafema 
A criança faz sua mais importante 
descoberta: as leis da combinação 
 
 
 
55 
 
Psicogênese da linguagem 
 
O termo psicogênese pode ser entendido como gênese, origem, história do 
processo de aquisição dos conhecimentos e funções psicológicas de cada sujeito, o 
qual ocorre durante o seu desenvolvimento, isto é, desde os anos iniciais, e pode ser 
aplicado em qualquer objeto ou campo de conhecimento. 
 
Na área da aquisição da escrita, este conceito está relacionado aos 
psciogenéticos de Emília Ferrero, que publicou em coautoria com Ana Teberosky o 
livro “Los sistemas de escritura en el desarollo del niño”, e com Margarida Gomez 
Palácio, “Nuevas perspectivas sobre los processos de lectura y escritura. 
 
As pesquisas de Ferrero indicam como a criança concebe o processo de escrita, 
o qual não é resultado de cópia de um modelo externo, mas é um processo de 
construção pessoal. As crianças reinventam a escrita, inicialmente precisam 
compreender o processo de construção e as normas de produção. 
 
Segundo Ferrero, o processo de construção da escrita como a concebemos 
segue uma longa trajetória até chegar à leitura e a escrita. Na faixa dos seis anos, a 
criança faz a distinção entre texto e desenho, somente uma minoria não consegue 
fazer a distinção e, estatisticamente, esse número é maior em crianças pertencentes 
às classes sociais baixas, que tem menor contato com material escrito. 
 
No processo descrito por Ferrero, as crianças percebem que para cada som, há 
uma determinada forma. As fases do processo são: 
 
– Primeira fase: Dá-se início da construção. A criança tenta reproduzir os traços 
básicos da escrita com que elas têm contato. Nessa fase, o que vale é intenção da 
criança, ela elabora a hipótese de que a escrita dos nomes é proporcional ao tamanho 
do objeto e entende apenas sua própria escrita. 
 
– Segunda fase: A hipótese é de que para ler coisas diferentes é preciso usar formas 
diferentes. A criança procura combinar as letras que é capaz de reproduzir. 
 
– Terceira fase: São feitas tentativas de dar valor sonoro para cada uma das letras que 
compõe a palavra. Nessa fase, a criança usa formas gráficas para escrever palavras 
com duas sílabas. 
 
– Quarta fase: Ocorre a transição da hipótese silábica para a alfabética. Nessa fase, ela 
concebe que escrever é representar progressivamente as partes sonoras das 
palavras, embora, não a façam corretamente. 
 
– Quinta fase: A criança atinge o estágio da escrita alfabética. Ela compreende que 
para cada um dos caracteres da escrita há valores menores que a sílaba. A criança é 
capaz de formar a representação de inúmeras sílabas, mesmo daquelas sobre as quais 
não tenha se exercitado. 
 
56 
 
 
 
TABELA 1: CRITÉRIOS ESTABELECIDOS PARA APLICAÇÃO DA PROVA ESCRITA DE QUATRO PALAVRAS E 
UMA FRASE SEGUNDO FERREIRO E TEBEROSKY (1991) 
 
 
Avaliação da escrita (Ferreiro e Teberosky, 1991) 
Número de 
pontos 
Nível da escrita Características 
4 Nível alfabético 
Cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores 
sonoros menores que a sílaba. Não atende à norma 
ortográfica 
3 
Nível silábico–
alfabético 
Manifestação alternante de valor silábico ou fonético para 
as diferentes letras 
2 Nível silábico 
Cada letra vale por uma sílaba. Escrita com ou sem o 
predomínio do valor convencional 
1 Nível pré-silábico 
Marcado por escritas que não apresentam nenhum tipo 
de correspondência sonora, isto é, sem relação com grafia 
e som 
0 ––––––––– Somente rabiscos 
 
É possível observar, principalmente no âmbito da alfabetização, algumas 
implicações pedagógicas da concepção psicogenética, dentre as quais destacam-se: 
 
▪ Os progressos psicogenéticos na escrita são diferentes para cada aluno, pois 
não dependem apenas de experiências escolares. 
 
▪ A complexidade e o dinamismo desses processos são incompatíveis com a 
avaliação da ‘prontidão’ dos alunos ou a constituição de turmas homogêneas 
com alunos idealizado. 
 
▪ As hipóteses sobre a língua escrita expressam erros construtivos dos alunos – e 
o conhecimento dessas hipóteses propicia aos professores mediações 
oportunas e planejamento de atividades direcionadas a avanços na aquisição 
da língua escrita8. 
 
 
8 Itens extraídos do Glossário Ceale | Termos de Alfabetização, Leitura e Escrita. 
57 
 
Nível Categoria Subcategoria 
1º Nível 
Pré-silábico 
A – Grafismosprimitivos, escritas 
unificadas ou sem controle de 
qualidade 
Grafismo primitivo 
Escritas unigráficas 
Escritas sem controle de qualidade 
 
B – Escritas Fixas 
Escritas fixas com predomínio de grafias 
convencionais 
 
C – Escritas diferenciadas 
(com predomínio de grafias 
convencionais) 
1. Sequência de repertório fixo com 
quantidade variável 
 
2. Quantidade constante com repertório 
fixo parcial 
3. Quantidade variável com repertório 
parcial 
4. Quantidade constante com repertório de 
posição variável 
5. Quantidade variável com repertório 
variável 
D – Escrita diferenciada com valor 
sonoro inicial 
Quantidade e repertório variáveis e 
presença de valor sonoro inicial. 
2º Nível 
Silábico 
A – Escritas silábicas iniciais 
1. Escritas silábicas iniciais, sem o 
predomínio do valor sonoro convencional 
 
2. Escritas silábicas iniciais com valor 
sonoro convencional sem correspondência 
sonora 
 
3. Escritas silábicas iniciais com valor 
sonoro em escritas e correspondência 
B – Escritas silábicas com marcada 
exigência de qualidade 
1. Escrita silábica com marcada exigência de 
quantidades e sem predomínio do valor 
sonoro convencional 
2. Escrita silábica com marcada exigência de 
qualidade e predomínio do valor sonoro 
convencional 
C – Escritas silábicas escritas 
1. Escritas, sem predomínio do valor 
sonoro convencional 
2. Escritas silábicas com predomínio do 
valor sonoro convencional 
3º Nível 
Silábico 
Escritas silábico-alfabéticas 
1. Escrita Silábico-alfabética sem 
predomínio de valores sonoros 
 
2. Escrita Silábico-alfabética com 
predomínio de valores sonoros 
convencionais 
4º Nível 
Alfabético 
Escritas alfabéticas 
Escritas alfabéticas em predomínio do 
valor sonoro convencional 
 
Escrita alfabética com falhas na utilização 
dos valores sonoros convencionais 
Escritas alfabéticas com valor sonoro 
 
 
 
 
58 
 
NÍVEIS DE AQUISIÇÃO DA ESCRITA 
 
1. Nível Pré-Silábico 
Neste nível as escritas são alheias à busca de correspondência entre grafias e 
sons. A construção gráfica de um significado está determinada por outro tipo de 
considerações, como no caso da Pictografia e da Ideografia nas etapas da evolução 
escrita. 
 
Grafismos primitivos, escritas unigráficas ou sem controle de qualidade 
São classificadas nesta categoria: 
▪ As escritas que não são formadas por grafias convencionais (letras e 
números). 
▪ As que só se constituem de um elemento (convencional ou não). 
▪ Aquelas em que não há limites a não ser que haja condições materiais 
para controlar a quantidade dos elementos da escrita 
 
– Grafismo Primitivo: Nesta primeira subcategoria, observada por Emilia Ferrero, 
predominam as garatujas e pseudoletras. São os primeiros intentos para escrever. 
Exemplos: 
 
1. Brigadeiro 
2. Pipoca 
3. Suco 
4. Bis 
 
– Escrita unigráfica: Caracteriza-se por utilizar só uma grafia para cada palavra ou 
frase a representar. Cada linha representa uma palavra ou frase. 
▪ A quantidade é constante 
▪ O repertório pode ser fixo (utilizado na mesma grafia) 
▪ O repertório pode ser variável 
 
A (brigadeiro) 
L (pipoca) 
F (suco) 
C (bis) 
 
– Escrita sem controle de quantidade: Precede o ato de escrever. Para cada palavra 
escreve-se uma linha com muitos símbolos, geralmente, iguais, tomando como 
referência o início e o fim da linha. É determinada pela observação que é o limite do 
papel que controla a quantidade de sinais a serem utilizados. Exemplos: 
 
 
1. Borboleta 
2. Peixe 
3. O gato bebe 
leite 
Fonte: nivelesdeescr.blogspot.com/2015/10/niveles-de-escritura-1.html 
59 
 
Escritas fixas 
Estas escritas se utilizam grafias convencionais (na sua totalidade ou com 
pouquíssimas exceções) e pelo controle de qualidade desta grafia (não usa uma só 
letra, nem um número indeterminado). Não apresenta a exigência de diferenciar os 
sinais ao representar nomes diferentes. Cada letra não possui ainda valor sonoro por 
si só. Assim, a leitura permanece realizada de modo global (Picolli; Camini, 2013). 
Predomina a escrita em letra de imprensa maiúscula (Multieducação). 
 
– Escrita fixa: A mesma série de letras, na mesma ordem, serve para representar 
diferentes nomes. A criança nesta subcategoria já adquiriu grafias convencionais, mas 
não usa para reproduzir diferenças objetivas em sua escrita. Exemplos: 
 
A O 8 (borboleta) 
A O 8 (mar) 
A O 8 (gato) 
A L N I (brigadeiro) 
A L N I (pipoca) 
A L N I (suco) 
A L N I (bis) 
 
 
Escritas Diferenciadas 
 
 Estas formas de escrita se utilizam, predominantemente, de grafias 
convencionais, utiliza o controle de qualidade e se preocupa em produzir 
diferenciações intencionais, muito embora não existe a compreensão de critérios de 
correspondência sonora. 
 
– Quantidade constante com repertório fixo: Essa escrita mantém a quantidade de 
elementos gráficos, porém a mesma grafia é mantida no início, no final ou no meio da 
representação, servindo as demais para diferenciar. 
 
– Quantidade variável com repertório fixo/parcial: Como na subcategoria anterior, 
aparecem constantemente algumas grafias, na mesma ordem e no mesmo lugar e 
outras grafias de formas diferentes, em ordens diferentes de uma representação para 
outra. A diferença está na quantidade de grafias, que não é sempre a mesma. Isso 
indica um elemento a mais para diferenciação. Exemplos: 
 
S A M T (brigadeiro) 
A M T (pipoca) 
A M T S A (suco) 
S A T (bis) 
 
 
– Quantidade constante com repertório e posição variável: nestes casos a quantidade 
de grafia se mantém em todas as representações, porém se usam recursos de 
60 
 
diferenciação qualitativa: trocam-se as letras ao passar de uma escrita para outra, ou 
troca-se a ordem das letras. 
Exemplos: 
 
H R U M (brigadeiro) 
A S G K (pipoca) 
O N B J (suco) 
C F T V (bis) 
 
 
– Quantidade variável e repertório variável: estas escritas expressam a máxima 
diferenciação controlada que permite o nível pré-silábico: variar a quantidade e o 
repertório para diferenciar uma escrita da outra. As variações na quantidade de grafia 
podem ter relação com o tamanho do objeto que se representa. Exemplos: 
 
R A M Q N (brigadeiro) 
A B E A M F (pipoca) 
G E P F A (suco) 
O S D L (bis) 
 
 
– Escritas diferenciadas com valor sonoro inicial e/ou final: As diferenciações entre 
escritas se representam plenamente desenvolvidas nesta categoria, com o acréscimo 
de um dado importante, que é a presença de letra com correspondência sonora (uma 
só letra, quase sempre a primeira). Esta categoria é uma zona intermediária entre a 
ausência de correspondência sonora (nível pré-silábico). No entanto, a letra que inicia 
a escrita não é fixa nem aleatória, mas tem relação com o valor sonoro da primeira 
sílaba da palavra (prenúncio do nível silábico). Além disso a quantidade e o repertório 
são variáveis. Exemplos: 
 
I M S A B R O (brigadeiro) 
I B R N S A (pipoca) 
U R M T O (suco) 
I N B O X I X (bis) 
 
2. NÍVEL SILÁBICO 
 
Comparando com a evolução da escrita universal, este nível corresponde às 
etapas Logográficas e Fonográficas. 
 
Quando a criança compreende que as diferenças das representações escritas 
se relacionam com as diferenças sonoras da palavra, busca descobrir que tipo de 
recorte da palavra é aquele que corresponde com os elementos da palavra escrita. 
 
61 
 
No nível silábico existe claramente esta tentativa de corresponder grafia e 
sílaba sonora (geralmente uma grafia para cada sílaba), o que não inclui problemas 
derivados de exigências de quantidade mínima de letras. 
 
Escritas silábicas iniciais 
Nesta categoria aparecem as primeiras tentativas de escrever designando a 
cada grafia um valor silábico. Como são as primeiras tentativas, o resultado muitas 
vezes é incompleto e coexistente com escritas que não correspondem com este 
princípio, e com exigência de quantidade mínima de grafias. 
 
– Escritas silábicas iniciais sem predomínio do valor sonoro convencional: Se trata da 
coexistência de escritassilábicas com escritas sem correspondência sonora, todas 
com ausência (completa ou quase total) do valor sonoro convencional. A presença dos 
tipos de escrita pode dever-se a coexistência de diversas hipóteses escritas. 
Exemplos: 
 
 
A S R O M T 
su co bri ga dei ro 
 
B U D R 
pi po ca bis 
 
– Escritas silábicas iniciais sem valor sonoro convencional em escritas sem 
correspondência sonora: A única diferença deste grupo em relação ao grupo anterior 
é que a escrita sem correspondência sonora tem um valor sonoro convencional inicial 
e as escritas com correspondência sonora não apresentam valores sonoros 
convencionais. A criança escreve uma letra para cada sílaba e começa a utilizar letras 
que correspondem ao som da sílaba. Exemplos: 
 
I T M O P Q A R O G I 
bri ga dei ro pi po ca su co bis 
 
 
 
– Escritas silábicas iniciais com valor sonoro convencional em escritas com 
correspondência sonora: Nesta subcategoria coexistem escritas com ou sem 
correspondência sonora, como na anterior, porém o valor sonoro convencional pode 
estar presente nas duas. A criança escreve uma letra para cada sílaba, usando letras 
que correspondem ao som da sílaba; ora usa somente vogais ora consoantes e vogais. 
Exemplos: 
 
B H D O P O K U O B I 
bri ga dei ro pi po ca su co bis 
 
– Escritas silábicas em conflito ou hipótese falsa necessária: Momento de conflito 
cognitivo relacionado à quantidade mínima de letras e discordância entre a 
62 
 
interpretação silábica e as escritas alfabéticas, que sempre apresentam mais letras. 
Adiciona mais letras, dando a impressão que regrediu para o pré-silábico. Exemplos: 
 
B H D U L E (brigadeiro) 
I O K E C (pipoca) 
I O K U (suco) 
I S I S (bis) 
 
3. SILÁBICA - ALFABÉTICA 
 
Nessa fase, a criança ora escreve uma letra para representar a sílaba, ora 
escreve a sílaba completa. Dificuldade é mais nítida nas sílabas complexas. Exemplos: 
 
B I H D R O (brigadeiro) 
P I P O K (pipoca) 
S U K O (suco) 
B I Z (bis)
 
4. ALFABÉTICA 
 
Nessa fase, a criança já compreende o sistema de escrita. Falta apenas 
consolidar a apropriação das convenções ortográficas, principalmente sílabas 
complexas. Exemplos: 
 
BRIGADEIRO 
PIPOCA 
SUCO 
BIS 
 
 
 Reprodução da apostila: BARBOSA, L. M. – A Evolução da Escrita da Humanidade e o Processo de Aquisição 
da Linguagem Escrita Realizado pela Criança. Campinas – SP. Documento não publicado.
63 
 
PROVA DE REALISMO NOMINAL 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ ______ 
 
Diga uma palavra grande: 
Por quê? 
 
Diga uma palavra pequena: 
Por quê? 
 
Qual palavra é maior: Aranha ou Boi? 
Por quê? 
 
Qual palavra é maior: Trem ou Telefone? 
Por quê? 
 
Diga uma palavra parecida com Bola? 
Por quê? 
 
Diga uma palavra parecida com Cadeira? 
Por quê? 
 
As palavras Baleia e Bala são parecidas? 
Por quê? 
 
Diante de duas cartelas escritas MESA e CADEIRA, pergunte à criança onde está escrito 
CADEIRA. 
( ) Acertou ( ) Errou 
Como você sabe? 
 
Diante de três cartelas escritas COPO, COLO e ÁGUA e CADEIRA, o examinador chama a 
atenção da criança para a semelhança visual entre as duas primeiras palavras e faz a 
pergunta: A palavra que se parece com COPO é COLO ou ÁGUA? 
( ) Acertou ( ) Errou 
Como você sabe? 
 
Diante do par de palavras BOI e ARANHA, o examinador pergunta: Nas condições que as 
palavras estão escritas, onde você acha que está escrito ARANHA? 
( ) Acertou ( ) Errou 
E onde você acha que está escrito BOI? 
( ) Acertou ( ) Errou 
Como você sabe? 
 
Diante do par de palavras PÉ e DEDO, o examinador fala: Onde você acha que está escrito 
DEDO? 
( ) Acertou ( ) Errou 
Por quê? 
64 
 
PROVA DE LEITURA COM IMAGEM 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
 
1. Leitura de Palavras 
1.1 Apresente à criança 7 fichas onde existem uma figura familiar e um texto abaixo 
de cada imagem. Pergunte: 
Há algo para ler? ( ) Sim ( ) Não 
Onde? ( ) Apontou ( ) Não apontou 
O que está escrito? 
 
 
1.2 Fichas apresentadas Resposta da criança 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
 
 
1.3 Níveis 
( ) Texto e desenhos não são diferenciados 
( ) 
O texto é considerado como uma etiqueta do desenho: nele figura o nome do 
objeto desenhado; há diferenciação entre texto e desenho 
( ) As prioridades do texto fornecem indicadores que permitem sustentar a 
antecipação feita a partir da imagem 
Observações: 
 
 
 
 
 
65 
 
PROVA DE LEITURA SEM IMAGEM 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
 
1. Leitura de Palavras 
 
1.1 Apresente à criança uma lista de palavras e pergunte: O que você acha que está 
escrito em cada linha da ficha? 
 
1.2 Palavras apresentadas Resposta da criança 
1. 
2. 
3. 
4. 
5. 
6. 
7. 
8. 
9. 
10. 
 
 
1.3 Níveis 
( ) Não utiliza o referencial 
( ) Preocupa-se com a extensão da palavra escrita em relação ao tamanho do objeto 
( ) 
Preocupa-se com a extensão da palavra escrita e da emitida oralmente, sem a 
correspondência sonora 
( ) Preocupa-se com alguns sons da palavra escrita que já conhece 
( ) 
Leitura da palavra com algumas falhas, reformula o produto em função da 
compreensão da mesma 
( ) Leitura correta da palavra 
Observações: 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
PROVA DE LEITURA DE ORAÇÕES 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
 
2. Leitura de orações 
2.1 Apresente à criança 4 fichas com imagem e texto. Pergunte: 
Há algo para ler? ( ) Sim ( ) Não 
Onde? ( ) Apontou ( ) Não apontou 
O que está escrito? 
 
2.2 Fichas apresentadas Resposta da criança 
1. 
2. 
3. 
4. 
 
2.3 Níveis 
( ) Desenho e escrita não estão diferenciados 
( ) Diferenciação entre escrita e desenho 
( ) Inicio de consideração de algumas propriedades gráficas do texto 
( ) Busca de uma correspondência termo a termo, entre fragmentos gráficos e 
segmentações sonoras 
Observações: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
OBSERVAÇÃO DE LEITURA 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
Série: ________________________________ Idade: ________________________________ 
 
 
Características da leitura Frequência de apresentação 
Fluência Nunca Às vezes Sempre 
Lê por palavra 
Lê sem inflexão 
Ignora a pontuação 
Fraseia com deficiência 
Apresenta dúvidas e vacilações 
Repete palavras conhecidas 
Lê devagar 
Lê de forma rápida 
Perde o lugar onde está lendo 
 
 
Reconhecimento de palavras Nunca 
Às 
vezes 
Sempre 
Tem dificuldades em reconhecer palavras comuns à 
primeira vista 
 
Comete erros em palavras comuns 
Decodifica com dificuldade palavras desconhecidas 
Acrescenta palavras 
Salta linhas 
Substitui palavras por outras conhecidas ou 
inventadas 
 
Inverte sílabas ou palavras 
 
 
Diante de palavras desconhecidas Nunca Às 
Vezes 
Sempre 
Tenta sonorizá-las som por som 
Tenta sonorizá-las sílaba a sílaba 
Não faz reconhecimento para forma, extensão ou 
configuração 
 
Falta flexibilidade para usar chaves fônicas ou 
estruturais 
 
 
 
68 
 
 
Utilização do contexto Nunca Às 
Vezes 
Sempre 
Adivinha excessivamente a partir do contexto 
Não utiliza o contexto como chave de 
reconhecimento 
 
Substitui palavras de aparência semelhantes, mas 
com significados diferentes 
 
Comete divergências que alteram o significado 
Comete divergências que produzem disparates 
 
 
Usado a voz Nunca Às vezes Sempre 
Enuncia com dificuldade 
Omite o final das palavras 
Substitui sons 
Gagueja ao ler 
Lê com atropelo 
A voz parece nervosa ou tensa 
O volume da voz é muito alto 
O volume da voz é muito baixo 
O volume da voz é desagradávelHábitos de postura Nunca Às vezes Sempre 
Segura o texto mais perto 
 
Move a cabeça ao longo da linha 
 
Mantém postura corporal inadequada durante a 
leitura 
 
Segue a linha com o dedo ou com a régua 
 
Move o livro sem necessidade 
 
Dá mostras de excessivo cansaço ao ler 
 
 
Observações: 
69 
 
 
 
 
 
PROVA DE LEITURA COMPREENSIVA, ESCRITA E VERBALIZAÇÃO 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
Série: ________________________________ Idade: ________________________________ 
COMPREENSÃO DE TEXTO 
Compreensão 
Reconheceu Lembrou 
Sim Não Sim Não 
Detalhes 
As ideias principais 
Ações em sequência 
Relações de causa e efeito 
Traços dos personagens do texto 
 
Interpretação Sim Não 
Detalhes 
As ideias principais 
Ações em sequência 
Relações de causa e efeito 
Traços dos personagens do texto 
LEITURA 
Velocidade da leitura 
( ) Rápida 
( ) Lenta 
( ) Média 
( ) Com ritmo 
( ) Sem ritmo 
 
Característica da leitura 
( ) Expressiva 
( ) Sílaba por sílaba 
( ) Vacilante 
( ) Palavra por palavra 
 
Atitude 
( ) Assinala a linha com o dedo 
( ) Movimenta a cabeça enquanto lê 
( ) Movimenta apenas os olhos, com coordenação ocular 
( ) Assinala a linha com o dedo 
( ) Movimenta a cabeça enquanto lê 
70 
 
( ) Movimenta apenas os olhos, com coordenação ocular 
 
 
Tipos de erro 
( ) Omite letras/palavras 
( ) Troca letras/palavras 
( ) Acrescenta letras ou sílabas 
( ) Pula linha sem percepção do fato 
( ) Substitui palavras por outras 
( ) Não obedece à pontuação 
 
Compreensão de leitura 
( ) Compreende o que lê 
( ) Compreende apenas parte do que lê 
( ) Não compreende o que lê 
HABILIDADES DA ESCRITA 
Incompreensível e ilegível? ( ) Sim ( ) Não 
Falta orientação espacial? ( ) Sim ( ) Não 
Faltam sinais de pontuação nas palavras? ( ) Sim ( ) Não 
Faltam sinais de pontuação no texto? ( ) Sim ( ) Não 
Inversão de letras? ( ) Sim ( ) Não 
Há omissão de letras? ( ) Sim ( ) Não 
Há aglutinação? ( ) Sim ( ) Não 
Confusão de letras ou fonemas parecidos? ( ) Sim ( ) Não 
Tem postura ao escrever? ( ) Sim ( ) Não 
VERBALIZAÇÃO 
Atém-se a detalhes? ( ) Sim ( ) Não 
Possui repertório vocabulário? ( ) Sim ( ) Não 
Expressa pensamento com lógica? ( ) Sim ( ) Não 
Apresenta inibição ao falar? ( ) Sim ( ) Não 
Troca letras ou fonemas? ( ) Sim ( ) Não 
Fala muito baixo? ( ) Sim ( ) Não 
Expressa-se de maneira confusa? ( ) Sim ( ) Não 
Conta história com começo, meio e fim? ( ) Sim ( ) Não 
Fala em ritmo adequado? ( ) Sim ( ) Não 
 
CONCLUSÃO: 
 
 
 
 
71 
 
.........................................................., ........... de ............................ de ............ 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
 
EXAME DA LINGUAGEM ORAL 
 
Objetivo: Observar como se dá a expressão oral do indivíduo a vista de uma gravura 
(recepção visual x expressão oral) 
 
Materiais: Gravuras adequadas à faixa etária a ser avaliada 
Revistas 
Relação mãe/filho 
Situação escolar 
Animal 
Criança sozinha 
Só menino 
Só menina 
 
Consigna: “Olhe estas figuras. Escolha a que mais gostou. Agora me conte uma história 
sobre ela”. 
 
Correção: Observar a criatividade ou descrição. 
 
Análise qualitativa: 
▪ Se a história tem sentido 
▪ Se existe sequência lógica temporal 
▪ Se existe relação entre fatos e gravuras 
▪ Se há fantasia ou realidade 
▪ Se há alterações fonoarticulatórias 
▪ Como é o vocabulário: rico, pobre, limitado, adequado a idade e ao meio, 
repetitivo 
▪ Sintaxe (verificar o uso correto de advérbios, pronomes, substantivos, 
concordância verbal, como a criança utiliza) 
▪ Como a criança articula as palavras 
▪ Troca de palavras 
▪ Anotar como a criança fala. 
 
Importante! Ofertar o máximo de seis ou sete gravuras. Usar este teste no final da 
avaliação. 
 
 
Síntese: [Modelo] “Quanto a linguagem receptiva, observou-se que 
compreende ordem simples, no entanto não consegue entender as mais complexas. No 
que se refere a linguagem expressiva, apresentou troca, vocabulário pobre, limitado, 
não conseguindo elaborar história frente a gravura. Apresenta troca fonoarticulatória, 
demonstrou sequência lógica temporal, fazendo relação entre fatos e gravura. Na sua 
oralidade apresenta sentido semântico adequado, apresenta fantasia nos fatos que faz 
narração. Não faz concordância nominal (...)” 
72 
 
 
 
TESTE DE AUDIBILIZAÇÃO 
 
Discriminação fonemática: 24 pares de sílabas para serem distinguidos pela criança 
se são iguais ou diferentes. 
Consigna: “Vou dizer duas sílabas e você vai me dizer se são iguais ou diferentes”. 
 
Memória 
Memória de frases: 6 frases apresentadas que a criança deverá repetir. 
Consigna: “Direi algumas frases e gostaria que você os repetisse para mim. Pode repetir 
só o que você lembrar. Vou dizer só uma vez, por isso preste atenção”. 
 
Memória de dígitos: Conjunto de dígitos para a criança repetir. 
Consigna: “Agora eu direi alguns números e, como fez com as frases, gostaria que me 
repetisse”. 
 
Memória de relatos: 3, 4 ,5 e 6 fatos que a criança deve repetir. 
Consigna: “Vou contar umas histórias para você e gostaria que me repetisse, se possível, 
usando as mesmas palavras”. 
 
Conceituação 
Identificação dos absurdos: 6 frases onde os absurdos são indicados pela criança. 
Consigna: “Vou dizer algumas frases e gostaria que no final de cada uma delas você me 
dissesse se o que aconteceu na frase é absurdo ou não, isto é, pode ou não acontecer e 
porque você achou ou não absurdo este fato”. 
 
Identificação de objetos e situações: Identificar um objeto ou situação apresentada. 
Consigna: “Vou fazer algumas perguntas e você me responderá como souber”. 
 
Definição de palavras: Palavras que a criança deverá repetir por gestos usos, 
descrição etc. 
Consigna: “Vou perguntar o que é tal objeto e você me responderá o que souber”. 
 
Organização sintático-semântica – conjunto de três palavras para a criança reunir 
significativamente. 
Consigna: “Vou dizer algumas palavras e gostaria que você formasse frases com elas”. 
 
Avaliação do vocabulário compreensivo: 23 lâminas com 4 desenho, a criança 
deve dizer qual desenho de cada lâmina melhor se encaixa com a palavra dita pelo 
examinador. 
Consigna: “Vou lhe mostrar algumas figuras e lhe dizer algumas palavras. Diga- me 
qual figura melhor representa cada palavra”. (Se necessário, dê um exemplo). 
 
Adaptação: GOLBERG, Clarissa. A evolução psicolinguística e suas implicações na alfabetização. Porto Alegre: Artes Médicas, 1985.
 
 
73 
 
 
 
PARTE 1 
 
Discriminação Fonética: 24 pares de sílabas para serem distinguidos pela criança 
se iguais ou diferentes. Anotar cada par errado. 
Consigna: “Vou dizer duas sílabas e você me dirá se elas são iguais ou diferentes”. 
 
pa / pa ( ) ga / ca ( ) za / za ( ) 
pa / ba ( ) ca / ca ( ) za / sa ( ) 
bo / pó ( ) fa / fa ( ) chu / zu ( ) 
bo / bo ( ) fa / va ( ) chu / chu ( ) 
te / te ( ) ve / ve ( ) go /go ( ) 
te / de ( ) fe / ve ( ) go / co ( ) 
do / do ( ) si / zi ( ) je / je ( ) 
do / to ( ) si / si ( ) je / che ( ) 
 
PARTE 2 
 
MEMÓRIA PARTE 2A 
Memória: Memória de frases. 
Consigna: “Eu vou dizer uma frase e gostaria que você a repetisse, pode repetir o que 
você lembrar, eu direi uma vez somente, por isso preste atenção”. 
 
1) Lúcia faz bolo para a mãe. _______________________________________________________________ 
2) O animal feroz caiu no buraco. __________________________________________________________ 
3) A linda menina faz as tarefas de casa. __________________________________________________ 
4) No almoço comi arroz, feijão, pão e guisadinho. ______________________________________ 
5) Um pequeno cachorrinho entrou no pátiode minha casa. ___________________________ 
6) Pedro e seu irmão sobem no ônibus que vai para a escola. __________________________ 
 
 
MEMÓRIA PARTE 2B 
Memória: Memória de dígitos. Conjunto de dígitos para a criança repetir. Anotar a 
ordem que foi dita pela criança. 
Consigna: “Agora eu direi alguns números e gostaria que você, como fez com as frases, 
me repetisse”. 
 
1) 3­8­6 
2) 2­7­5 
3) 9­0­4 
4) 7­3­2 
5) 3­4­1­7 
6) 6­1­5­8 
7) 7­2­0­9 
8) 1­5­8­6 
9) 9­4­7­3­1 
10) 8­4­2­3­9 
74 
 
11) 5­2­1­8­3 
12) 7­0­4­9­6 
MEMÓRIA PARTE 2C 
Memória: Memória de relatos. 3, 4, 5 e 6 fatos que a criança deve repetir e anotar 
os relatos. 
Consigna: “Eu vou contar algumas histórias bem pequenas e gostaria que você 
repetisse, se possível usando as mesmas palavras”. 
 
▪ Relato com três fatos 
1) Ontem era domingo. _____________________________________________________________________ 
2) As crianças foram jogar bola. ____________________________________________________________ 
3) E voltaram cansadas. ____________________________________________________________________
 
▪ Relato com quatro fatos 
4) O menino estava de aniversário. ________________________________________________________ 
5) Convidou seus amiguinhos. ______________________________________________________________ 
6) Todos cantaram parabéns. ______________________________________________________________ 
7) E ele ficou feliz. __________________________________________________________________________ 
 
▪ Relato com cinco fatos 
8) A menina foi visitar sua vovó. ___________________________________________________________ 
9) Que mora perto do parque. ______________________________________________________________ 
10) Ela andou de roda gigante. _____________________________________________________________ 
11) Comeu pipoca. ___________________________________________________________________________ 
12) E voltou à noite. _________________________________________________________________________ 
 
▪ Relato com seis fatos 
13) Paulo levou seus brinquedos para a escola. __________________________________________ 
14) Na hora do recreio brincou com seus amigos. ________________________________________ 
15) Depois guardou tudo na sacola. ________________________________________________________ 
16) Ele esqueceu um carrinho. _____________________________________________________________ 
17) E na casa chorou muito. ______________________________________________________________ 
18)Mas no outro dia a professora entregou. ______________________________________________
 
CONCEITUAÇÃO 
PARTE 3A 
Identificação dos absurdos: 6 frases onde os absurdos deverão ser apontados pela 
criança. Anotar as respostas. 
Consigna: “Vou dizer algumas frases e no final de cada uma delas você me dirá se o fato 
que aconteceu na frase é absurdo ou não, isto é, não pode acontecer ou se pode 
acontecer e porque você achou que é absurdo ou não este fato”. 
 
1) O menino e o cachorro calçaram os seus sapatos. _____________________________________ 
2) As crianças acenderam a fogueira no rio. ______________________________________________ 
3) Como chovia muito o menino jogou-se no lago para não se molhar. _________________ 
4) Joãozinho tem em casa um gato, um cachorro e um leão. _____________________________ 
5) Fui à padaria comprar leite, pão casado e manteiga. __________________________________ 
75 
 
6) Quando faltou luz, o menino foi ver televisão. _________________________________________ 
 
PARTE 3B 
Identificação de objetos e situações: Identificar um objeto ou situação apresentada. 
Anotar as respostas. 
Consigna: “Vou lhe fazer algumas perguntas e você me responderá como souber”. 
 
1) O que serve para cortar carne? __________________________________________________________ 
2) O que serve para escrever? ______________________________________________________________ 
3) Onde se colocam flores? _________________________________________________________________ 
4) Quando se toma banho? _________________________________________________________________ 
5) Quando se bebe água? ___________________________________________________________________ 
 
 
PARTE 3C 
Definição de palavra: Palavras que a criança deve definir por gestos, usos, 
descrições etc. Anotar. 
Consigna: “Vou apresentar o que é tal objeto e você me responderá o que souber”. 
 
1) Tesoura. _________________________________________________________________________________ 
2) Chave. ____________________________________________________________________________________ 
3) Fruta. ____________________________________________________________________________________ 
4) Casa. _____________________________________________________________________________________ 
6) Barco. _____________________________________________________________________________________ 
 
PARTE 3D 
Organização sintático-semântica: 23 lâminas com 4 desenhos, a criança deve 
identificar o desenho que melhor se adapte a palavra dita pelo examinador. Verificar 
os erros e anotar. 
Consigna: “Vou dizer algumas palavras soltas e gostaria que você formasse frases 
usando todas as palavras que eu disser”. 
 
1) menino – futebol – domingo _____________________________________________________________ 
2) escola – criança – tarde __________________________________________________________________ 
3) praça – balanço – criança ________________________________________________________________ 
4) viagem – homem – ônibus _______________________________________________________________ 
5) chuva – inverno – frio ____________________________________________________________________
 
 
PARTE 3E 
Avaliação do vocabulário compreensivo: 23 lâminas com 4 desenhos, a criança 
deve identificar o desenho que melhor se adapte a palavra dita pelo examinador. 
Verificar os erros e anotar. 
Consigna: “Vou lhe mostrar algumas figuras e dizer uma palavra e você apontará para 
a figura que para você representa esta palavra” (se necessário, dê um exemplo). 
1) Brinquedo ________________________________________________________________________________ 
2) Trabalho __________________________________________________________________________________ 
76 
 
3) Queda _____________________________________________________________________________________ 
4) Transporte ________________________________________________________________________________ 
5) Herói _____________________________________________________________________________________ 
6) Diversão ___________________________________________________________________________________ 
7) Cansado ___________________________________________________________________________________ 
8) Organizado _______________________________________________________________________________ 
9) Descuidado _______________________________________________________________________________ 
10) Quente ___________________________________________________________________________________ 
11) Veloz _____________________________________________________________________________________ 
12) Antigo ____________________________________________________________________________________ 
13) Montar ___________________________________________________________________________________ 
14) Agradecer _______________________________________________________________________________ 
15) Emprestar _______________________________________________________________________________ 
16) Competir ________________________________________________________________________________ 
17) Pensar ___________________________________________________________________________________ 
18) Ajudar ___________________________________________________________________________________ 
19) Perigo ___________________________________________________________________________________ 
20) Surpresa ________________________________________________________________________________ 
21) Coragem ________________________________________________________________________________22) Rebeldia ________________________________________________________________________________ 
23) Alegria __________________________________________________________________________________ 
 
 
CRIANÇAS DE 5 A 6 ANOS 
 Grupo 
Inferior 
Grupo Médio 
Inferior 
Grupo Médio 
Superior 
Grupo 
Superior 
I A Abaixo de 14 De 14 a 17 De 17 a 20 Acima de 20 
II Abaixo de 20 De 20 a 24 De 24 a 28 Acima de 28 
III Abaixo de 27 De 27 a 32 De 32 a 37 Acima de 37 
I A + II + III Abaixo de 62 De 62 a 73 De 73 a 84 Acima de 84 
 
CRIANÇAS DE 7 ANOS 
 Grupo 
Inferior 
Grupo Médio 
Inferior 
Grupo Médio 
Superior 
Grupo 
Superior 
I A Abaixo de 16 De 16 a 19 De 19 a 22 Acima de 22 
II Abaixo de 20 De 20 a 24 De 24 a 28 Acima de 28 
III Abaixo de 27 De 27 a 32 De 32 a 37 Acima de 37 
I A + II + III Abaixo de 64 De 64 a 75 De 75 a 86 Acima de 86 
 
 
77 
 
MODELO DE AVALIAÇÃO DE LEITURA E ORALIDADE 
 
Texto sugerido para teste 
Operatório concreto (7 a 12 anos) 
 
 
 
Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga. 
 
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga. 
 
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para 
uma corrida. A lebre muito segura de si, aceitou prontamente. 
 
Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos lentos, 
porém, firmes. 
 
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu 
cochilar. 
 
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr. Já na reta final, viu 
finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profissional: _________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: ______________________________________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________ 
Idade do paciente: _________________________________________________________________ 
Queixa: ____________________________________________________________________________ 
 
78 
 
Texto sugerido para teste 
Operatório Formal (12 anos em diante) 
 
Otto Lara Resende 
 
Acho que foi o Hemingway quem disse que olhava cada coisa à sua 
volta como se a visse pela última vez. Pela última ou pela primeira vez? 
Pela primeira vez foi outro escritor quem disse. Essa ideia de olhar pela 
última vez tem algo de deprimente. Olhar de despedida, de quem não crê 
que a vida continua, não admira que o Hemingway tenha acabado como 
acabou. Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. 
Um poeta é só isto: um certo modo de ver. 
 
O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. 
Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece 
fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta 
curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai 
todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que 
é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. 
 
Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do 
prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo 
porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma 
correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer. 
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima 
ideia. 
 
Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. 
Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser 
também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes 
baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? 
Não, não vemos. Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos 
e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela 
primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio 
filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. 
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no 
coração o monstro da indiferença. 
 
Fonte: Texto publicado no jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23 de fevereiro de 1992. 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
79 
 
ACUIDADE VISUAL (EXAME OCULAR) 
 
A Acuidade visual (AV) é a capacidade do olho para distinguir detalhes 
espaciais, isto é, identificar o contorno e a forma dos objetos, e depende de fatores 
ópticos e neurais: da nitidez que a imagem chega na retina, da saúde das células 
retinianas e da capacidade de interpretação do cérebro. 
 
Escala de Snellen: “E” mágico* 
 
O exemplo clássico de avaliação da AV é a Escala Snellen9, também conhecido 
como optótico de Snellen ou escala optométrica de Snellen. Existem muitas variações 
da tabela de Snellen, mas em geral elas mostram 11 linhas de letras maiúsculas. A 
linha superior contém uma letra (geralmente o "E grande", mas outras letras podem 
ser usadas). As outras linhas contêm letras que são progressivamente menores. Em 
geral, esse teste é aplicado em crianças idade escolar e não é necessário saber ler para 
executá-lo. 
 
 Para realizar essa avaliação, deve-se posicionar a escala numa parede vazia 
(sem janelas) a 1,5 metro do chão aproximadamente. O aluno se senta numa cadeira 
posicionada a 5 metros da parede, aproximadamente, cobre olho direito com um 
papel e lê em voz alta as letras no cartaz, começando na parte superior e se movendo 
em direção à parte inferior. Se o aluno usa óculos ou lentes de contato deve 
permanecer com eles durante o teste. 
 
O teste é repetido com o olho esquerdo e depois com os dois olhos juntos. A 
menor fileira de letras que o aluno lê com precisão determina a acuidade visual no 
olho descoberto. 
 
Se o aluno distinguir bem até a 8ª linha da escala, sua visão é satisfatoriamente 
normal. Entretanto, se não for além da 4ª linha, é indicado procurar avaliação médica. 
 
 
ATENÇÃO! A ESCALA DE SNELLEN NÃO SUBSTITUI O EXAME COMPLETO DE 
VISÃO REALIZADO POR UM MÉDICO, mas pode ajudar a descobrir problemas que 
necessitam de atenção de um profissional. 
 
 
 
 
 
9 O teste Snellen foi desenvolvido pelo oftalmologista holandês Hermann Snellen na década de 1860. 
80 
 
 
 
81 
 
Observações durante a avaliação 
Se a criança inclina a cabeça Observada 
Se a criança vira a cabeça para o lado ( ) 
Se os olhos da criança estão lacrimejantes ( ) 
Se a criança franze a testa ou aperta os olhos ( ) 
Se a criança fecha um olho ( ) 
Se a criança pisca muito ( ) 
 
Sintomas Físicos 
Se existe acúmulo de secreção nos cílios Observada 
Se os olhos estão inchados (conjuntivite) ( ) 
Se as pálpebras estão inflamadas ou vermelhas ( ) 
Se existe secreção ( ) 
Falta de coordenação na focalização dos olhos ( ) 
Sensibilidade anormal à luz ( ) 
 
Comportamentos e reclamações 
Esfrega os olhos constantemente Observada 
Tenta melhorar a imagem ( ) 
Apresenta tontura ou náusea após ler ou escrever ( ) 
Nistagma ( ) 
Reclama que os olhos estão queimando ou coçando ( ) 
 
Quando a criança está olhando para objetos distantes 
Se a criança fica com o corpo tenso ou bem rígido Observada 
Se existem contorções no rosto para enxergar melhor ( ) 
Se a criança lança a cabeça para frente ( ) 
 
Quando a criança está lendo 
Se pisca continuamente Observada 
Se segura o livro perto demais ( ) 
Se segura o livro longe demais ( ) 
Se está sempre mudando o livro de posição( ) 
Se é desatento a leitura ( ) 
Se cansa muito durante a leitura ( ) 
Se cobre um olho com a mão ( ) 
Se inclina a cabeça ( ) 
Se substitui letras parecidas ( ) 
Apresenta tendência a perder-se nos parágrafos ( ) 
 
 
 
 
82 
 
Observação: Qualquer destas trocas pode ser problema de acuidade visual: 
▪ o – a 
▪ h – n 
▪ e – ç 
▪ n – m 
▪ f – t 
 
 
*Curso de avaliação Psicoeducacional da criança excepcional, Universidade Católica do Paraná. SEED, 
1983. (Coordenador: Professor Dr. Forrest A. Novy). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
MEMÓRIA AUDITIVA 
 
Repetição de sentenças 
 
Objetivo: Verificar memória auditiva imediata. 
 
1) Caiu! 
2) Papai chegou. 
3) Ela saiu ontem. 
4) Eles gostam de sorvete. 
5) Nós vamos andar de bicicleta. 
6) Eu fiz bolo para a professora. 
7) José está doente desde a semana passada. 
8) Meus amigos correram, correram até chegarem ao esconderijo. 
9) Os irmãos pequenos de Geraldo gostam muito de amendoim. 
10)Carla foi a cidade comprar uma bonita blusa de festa. 
11)O trânsito estava tão violento que um automóvel bateu numa árvore. 
12)Escorriam lágrimas dos olhos de Martinha enquanto ela ouvia aquela triste 
melodia. 
13)As crianças subiram na árvore, colheram as frutas e fizeram um delicioso suco 
 
 
84 
 
DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA PALAVRAS IGUAL DIFERENTE 
 
Aplicação: Ambiente calmo e silencioso. Posiciona a criança sentada, de costas para 
o examinador e distante cerca de 5 metros. Aplicar as 30 primeiras frases não 
havendo erros encerrar. Se houver erros aplicar as outras 30. Calcular percentual de 
acertos. Caso haja 20% de erros encaminhar para avaliação auditiva. 
 
1) GOLA – COLA 
2) TENTE – DENTE 
3) TATO – TATO 
4) FINCO – VINCO 
5) PICO – BICO 
6) FURO – FURO 
7) SELO - ZELO 
8) ZONA – ZONA 
9) GENTE – GENTE 
10) MULA – MULA 
11) FITA – FIDA 
12) SAPO – SABO 
13) SONHO – SONO 
14) PONTA – CONTA 
15) MUDO – MUDO 
16) TRONCO – TRUNCO 
17) SUCO – SOCO 
18) RATO – ROTO 
19) QUENTE – QUENTE 
20) FOCA – FOCA 
21) BULA – GULA 
22) VELA – ZELA 
23) CALA – XALHA 
24) DADO – DADO 
25) MOLA – MOLA 
26) NEVE – NEVE 
27) CABRA – QUEBRA 
28) PANCA – PENCA 
29) FOCA – FOCA 
30) MUNDO – MUDO 
 
 
31) FERA – FERRA 
32) PULO – PITO 
33) GANHA – GANHA 
34) JORRO – ZORRO 
35) SACO – SACO 
36) QUEIJO – BEIJO 
37) TOFFE – HOFE 
38) SAGA – SARA 
39) CAIO – CAIO 
40) VOSSA – FOSSA 
41) PAV – CAF 
42) RUMBA – TUMBA 
43) BRINCA – BRINCA 
44) PONTO – PORTO 
45) POSTE – PORTE 
46) CLAVE – CLAVE 
47) GLOTE – POTE 
48) OPA – OBA 
49) AÇO – ACHO 
50) PRETO – PRETO 
51) ALHO – OLHO 
52) UMA – EMA 
53) TOCHA – TOCHA 
54) TECLA – TECLA 
55) IRA – HORA 
56) JOGO – FOGO 
 57) PELA – DELA 
 58) LENHA – LENHA 
 59) FIGA – FITA 
 60) CAMA – DAMA
 
 
85 
 
O DESENVOLVIMENTO MOTOR 
 
O desenvolvimento motor é a capacidade de usar de forma eficiente os 
músculos do corpo obedecendo aos comandos enviados pelo cérebro. É um processo 
sequencial, relacionado à idade cronológica, resultado da interação entre os 
requisitos das tarefas, a biologia do sujeito e as condições ambientais, e depende das 
mudanças intelectuais, emocionais e sociais. 
 
Na infância, em especial, no início do processo de escolarização, é o período em 
que se observa um significativo incremento das habilidades motoras, que possibilita 
à criança um vasto domínio do seu corpo em diferentes atividades, como: saltar, 
correr, equilibrar-se num pé só, rastejar, chutar, arremessar, escrever, etc. 
 
A aquisição de habilidades motoras está ligada ainda ao desenvolvimento da 
compreensão do corpo, tempo e espaço, que são essenciais para o domínio corporal 
para a aprendizagem motora e para as atividades de formação escolar. Portanto, 
adquirir um bom controle motor proporciona à criança construir as noções básicas 
para o seu desenvolvimento intelectual. 
 
 
 
Tipos de coordenação motora 
Coordenação motora geral Consiste no domínio do corpo de 
maneira a controlar todos os 
movimentos, até os mais rudes. 
 
É essencial para que crianças e adultos 
andem, rastejem, pulem e façam outros 
exercícios do mesmo tipo. 
Coordenação motora específica Permite o controle os movimentos 
específicos para realizar um tipo 
determinado de atividade, por exemplo, 
jogar futebol e jogar basquete usam de 
coordenações diferentes. 
Coordenação motora fina 
 
É responsável pela capacidade de usar 
de forma precisa e mais eficiente os 
pequenos músculos do corpo, para que 
assim eles realizem movimentos mais 
delicados e específicos que outros tipos 
de coordenação motora. 
É usada para costurar, escrever, recortar 
ou para digitar. 
 
 
Coordenação fina 
 
86 
 
Diadococinesia (Marionetes) 
Capacidade de executar movimentos rápidos, repetidos e alternados. Testes de 
diadococinesia podem avaliar tanto a fala quanto os membros superiores. 
 
▪ Coloque-se diante da criança com os braços dobrados na altura dos cotovelos, 
lateralmente. 
▪ Balance as mãos de um lado para outro. 
▪ Peça para a criança que observe execute os mesmos movimentos que o 
profissional fizer (primeiro com uma e depois com as duas mãos). 
 
 
Pianotages (Contar com os dedos) 
▪ Com os braços dobrados lateralmente na altura dos cotovelos, encoste 
suavemente a ponta de cada dedo na ponta do polegar. 
▪ Pedir para a criança executar o mesmo movimento utilizando apenas uma e 
depois a outra mão. 
 
 
Cópia 
▪ Coloque a folha na horizontal e ofereça lápis colorido. 
▪ Peça para que a criança pegue o lápis e copie o que está vendo. 
 
 
Coordenação Global 
▪ Andar – Ande pela sala livremente 
▪ Correr – Corra numa determinada direção 
▪ Pegar e arremessar a bola com as duas mãos, em seguida com uma, e depois 
com a outra mão. 
 
 
Equilíbrio Dinâmico 
▪ Andar em uma linha reta 
▪ Andar em uma linha curva 
▪ Andar com um pé na frente do outro 
 
 
Equilíbrio Estático 
▪ Ficar parado com os pés e os braços ao longo do corpo de olhos fechados (10 
segundos). 
▪ Ficar num pé só (perna dobrada na altura do joelho para trás, permanecer por 
10 segundos). Repetir com o outro pé. 
 
Dissociação 
▪ Abrir e fechar as mãos juntas 
▪ A criança sentada com as mãos sobre a mesa faz o movimento com a 
esquerda e a direita. 
▪ Abrir e fechar as mãos alternadamente. 
87 
 
▪ Dissociação entre mão direita e mão esquerda: a criança bate as duas mãos 
sobre a mesa e depois só a direita, novamente as duas e depois só a direita. 
▪ Dissociação entre mãos e pés: bater um pé e bater palmas, bater o outro e 
bater palmas. 
 
 
Lateralidade 
▪ Qual a sua mão direita? 
▪ Qual a sua mão esquerda? 
▪ Qual seu pé direito? 
▪ Qual seu pé esquerdo? 
▪ Qual seu olho direito? 
▪ Qual minha mão esquerda? 
▪ Qual minha mão direita? 
 
 
Coloque a: 
▪ Mão ESQUERDA no olho DIREITO 
▪ Mão DIREITA no olho ESQUERDO 
▪ Mão ESQUERDA na orelha DIREITA 
▪ Mão DIREITA na orelha ESQUERDA 
▪ Mão esquerda no olho ESQUERDO 
▪ Mão DIREITA no olho ESQUERDO 
 
 
 
Predominância lateral – Dominância da mão 
▪ Atirar a bola 
▪ Pregar um prego 
▪ Escovar os dentes 
▪ Pentear-se 
▪ Girar o trinco da porta 
▪ Escrever dominância do olho 
▪ Telescópio (tubo de cartolina) 
▪ Rifle 
 
 
Dominância dos pés 
▪ Chutar a bola 
▪ Jogo de amarelinha 
 
Esquema Corporal 
▪ Peça à criança reconhecer as partes do corpo em si e no examinador. 
Se a criança tiver mais de 6 anos solicitar mais detalhadamente. 
 
 
 
88 
 
Orientação Espacial 
Pesquisar com a criança noções de espaço 
▪ O que tem acima de você? 
▪ O que tem abaixo de você? 
▪ O que tem à sua frente? 
▪ O que tem atrás de você? 
▪ De que lado seu está o objeto? 
 
Relação perto – longe 
▪ O que tem perto de você aqui na sala? 
▪ O que tem longe de você aqui na sala? 
▪ Você mora perto ou longe da cidade? 
▪ A clínica é perto ou longe da sua casa? 
▪ Qual das duas (casa ou clínica) é mais perto da cidade? 
 
 
 
 
Orientação Temporal 
Noção de velocidade 
▪ Peça para a66 
OBSERVAÇÃO DE LEITURA ....................................................................................................................... 67 
PROVA DE LEITURA COMPREENSIVA, ESCRITA E VERBALIZAÇÃO ....................................................... 69 
COMPREENSÃO DE TEXTO ....................................................................................................................... 69 
LEITURA ..................................................................................................................................................... 69 
HABILIDADES DA ESCRITA ........................................................................................................................ 70 
VERBALIZAÇÃO ......................................................................................................................................... 70 
EXAME DA LINGUAGEM ORAL ................................................................................................................. 71 
TESTE DE AUDIBILIZAÇÃO ........................................................................................................................ 72 
ACUIDADE VISUAL (EXAME OCULAR) ..................................................................................................... 79 
Escala de Snellen: “E” mágico* ........................................................................................................... 79 
MEMÓRIA AUDITIVA ................................................................................................................................ 83 
DISCRIMINAÇÃO AUDITIVA PALAVRAS IGUAL DIFERENTE .................................................................. 84 
O DESENVOLVIMENTO MOTOR ................................................................................................................ 85 
ORIENTAÇÃO TEMPORAL ......................................................................................................................... 95 
TESTE PARA DETECTAR DEFICIT DE ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO ....................................................... 96 
INFORMAÇÃO SOCIAL .............................................................................................................................. 98 
MODELO DE PROVA DE DISGRAFIA ......................................................................................................... 99 
MODELO DE DISORTOGRAFIA ............................................................................................................... 100 
MODELO 1 DE PROVA DE DISCALCULIA ................................................................................................ 101 
MODELO 2 DE PROVA DISCALCULIA ..................................................................................................... 102 
PROVAS OPERATÓRIAS DAS HABILIDADES MATEMÁTICAS ............................................................... 103 
ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO DO DESEMPENHO LÓGICO MATEMÁTICO ................................................. 105 
LEVANTAMENTO DE INDICATIVOS DE TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE 
- TDAH ...................................................................................................................................................... 111 
ESCALA DE TRAÇOS AUTÍSTICOS ........................................................................................................... 115 
ENTREVISTA PARA DETECTAR AUTISMO E SINDROME DE ASPEGER BASEADO NO (M-CHAT/ES) 122 
5 
 
TESTE PARA ALTAS HABILIDADES JEAN-CHARLES TERRASSIER ASSOCIAÇÃO NACIONAL PARA CRIANÇAS 
SUPERDOTADAS (ANPEIP) ....................................................................................................................... 124 
AVALIAÇÕES PARA CRIANÇAS DE 6-7 ANOS DE IDADE .......................................................................... 126 
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PROFISSIONAL PARA REALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO 
PSICOPEDAGÓGICO ................................................................................................................................. 127 
MODELO DE RELATÓRIO ........................................................................................................................ 128 
EXEMPLO HIPOTÉTICO 1 RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO ............................................................... 129 
EXEMPLO HIPOTÉTICO 2 RELATÓRIO PARA A ESCOLA ...................................................................... 130 
EXEMPLO HIPOTÉTICO PARA DEVOLUTIVA ......................................................................................... 131 
MODELO DE AVALIAÇÃO ESCOLAR ....................................................................................................... 135 
ATESTADO ................................................................................................................................................ 136 
FICHA DE FREQUÊNCIA ............................................................................................................................ 137 
FICHA CONTROLE PAGAMENTO MENSAL ............................................................................................... 138 
NOSSAS REDES SOCIAIS ........................................................................................................................... 139 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ............................................................................................................... 140 
 
 
6 
 
AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PSICOPEDAGÓGICA CLÍNICA1 
 
A Psicopedagogia trata da aprendizagem humana, a fim de entender seus 
processos, suas variações evolutivas, e os inúmeros fatores que a condicionam. Busca 
ainda compreender como as alterações nos processos aprendizagem ocorrem, como 
reconhecê-las, tratá-las e preveni-las. Assim, o trabalho do psicopedagogo possui 
tanto o caráter preventivo, quanto o clínico. 
 
O eixo da abordagem psicopedagógica é, sem dúvida, o processo de 
diagnóstico, o qual permite, diante da “queixa motivo” de dificuldades de 
aprendizagem, fazer uma leitura dinâmica e global, envolvendo o aprendente, a 
família, o processo de escolarização, como resultado de interrelações complexas. 
 
Para tanto, é necessário escolher as referências teóricas que respaldam os 
instrumentos usados na avaliação, bem como os resultados obtidos na mesma. Em 
razão da complexidade de seu objeto de estudo, os conhecimentos específicos de 
diversas teorias são importantes à Psicopedagogia, como por exemplo: 
 
− A Psicanálise, que trata do mundo inconsciente, das representações profundas, 
operantes através da dinâmica psíquica, expressas por sintomas e símbolos, 
permitindo-nos levar em conta a face desejada do homem. 
 
− A Psicologia Social, que se encarrega da constituição dos sujeitos, que responde a 
reações familiares, grupais e institucionais, em condições socioculturais e econômicas 
específicas e que, portanto, contextuam toda a aprendizagem. 
 
 − A Epistemologia e a Psicologia Genética, que contribui com a descrição e análise 
do processo construtivo do sujeito em interações com outros sujeitos e objetivos. 
 
− A Linguística, que traz a compreensão da linguagem como um dos meios que o 
caracterizam tipicamente humano e culturais: a língua enquanto código disponível a 
todos os membros da sociedade e a fala como fenômeno subjetivo, evolutivo e 
histórico de acesso a toda estrutura simbólica. 
 
− A Pedagogia, que estuda as diversas abordagens do processo ensino-
aprendizagem, analisando-o da perspectiva de quem ensina. 
 
 − Os fundamentos na Neuropsicologia, que possibilitam a compreensão dos 
mecanismos cerebrais implícitos ao aprimoramento das atividades mentais, 
indicando a que correspondem, da perspectiva orgânica, todas as evoluções 
ocorridas. 
 
Essa diversidade de campos teóricos permite inúmeras possibilidades de 
atuação e “caminhos” a serem trilhados para embasar a ação psicopedagógica.criança andar devagar 
▪ Peça para a criança andar bem depressa 
▪ Peça para a criança andar de pressa e você faz o mesmo percurso a passos 
lentos e pergunta quem chegou primeiro e por quê? 
▪ O que anda mais depressa: o coelho ou a tartaruga? 
▪ Como você chega primeiro em um lugar, correndo ou pulando? 
 
Noção de tempo 
▪ O que você estava fazendo antes de vir aqui? 
▪ Qual o exercício que você fez antes deste? 
▪ Para você entrar numa sala em que a porta está fechada, o que você precisa 
fazer? 
▪ O que você fez depois que entramos aqui? 
▪ O que você faz depois que põe o pijama? 
▪ O que você faz antes do almoço? 
▪ O que você faz depois do almoço? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
89 
 
Ritmo 
▪ Peça à criança que bata com o lápis sobre a mesa no ritmo dela 
▪ Peça à criança que bata com o lápis na mesa em um ritmo lento e depois mais 
rápido. 
▪ Peça à criança que escute bem e faça como o examinador. Suspenda após 
quatro estruturas erradas. (colocar um anteparo para que a criança não veja o 
lápis enquanto bate). 
 
Ensaio O O 
1ª sequência OOO 
2ª sequência OO OO 
3ª sequência O OO 
4ª sequência O O O 
5ª sequência OOOO 
6ª sequência O OOO 
7ª sequência OO O O 
8ª sequência O O O O 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ ______ 
Examinador: _________________________________________ 
 
Psicomotricidade Condutas observadas Observação 
Coordenação fina 
Diacocinesia 
Pianotagem 
Cópia 
Coordenação 
global 
Andar livremente 
Pegar com as duas mãos 
Arremessar com uma das mãos 
Equilíbrio dinâmico 
Trocar e jogar a bola 
Andar em linha reta 
Andar em linha curva 
Andar com um pé na frente do outro 
Equilíbrio estático 
Ficar parado em pé 
Manter-se em um pé 
Manter-se no outro pé 
Dissociação 
Abrir e fechar as mãos juntas 
Abrir e fechar as mãos alternadas 
Dissociação entre mão DIREITA e ESQUERDA 
Dissociação entre mãos e pés 
Lateralidade 
Simples em si 
Simples em outro 
Imitar gestos 
Predominância 
lateral 
Olhos 
Pés 
Mãos 
Esquema 
corporal 
Denominação em si 
Denominação o outro 
Orientação 
espacial 
Posição no espaço 
A 
B 
C 
D 
E 
Relação perto longe 
A 
B 
C 
D 
E 
F 
Orientação 
temporal 
Noção de velocidade 
A 
B 
C 
E 
F 
Noção de tempo 
A 
B 
C 
D 
E 
F 
G 
Ritmo 
Próprio ritmo da criança A 
Ritmo lento e rápido B 
Imitar batidas do examinador C 1 2 3 4 5 6 7 8 
 
 
91 
 
AVALIAÇÃO DA COORDENAÇÃO MOTORA FINA 
 
Materiais: 
▪ Canudo ou miçangas 
▪ Barbante ou fio de nylon 
▪ Tesoura 
 
 
Psicopedagogo/a: Peça à criança que corte os canudos em pedaço e passe o fio 
através dos canudos. Observar: 
Com qual mão a criança usa para passar o fio? ________________________________________________ 
Consegue executar a tarefa com segurança? ( ) Sim ( ) Não 
É desajeitada? ( ) Sim ( ) Não 
 
 
Psicopedagogo/a: Ofereça para a criança um desenho para ligar pontos e com 
tracejado. Observar: 
A criança consegue seguir a linha? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe ligar os pontos? ( ) Sim ( ) Não 
Segura bem o lápis? ( ) Sim ( ) Não 
Escreve com muita pressão? ( ) Sim ( ) Não 
Senta-se corretamente? ( ) Sim ( ) Não 
A criança respeita o limite do desenho? ( ) Sim ( ) Não 
 
 
Psicopedagogo/a: Ofereça lego para a criança brincar e observe: 
A mão utilizada foi: ( ) Direita ( ) Esquerda 
Brinca com agilidade? ( ) Sim ( ) Não 
 
Total de pontos: 
 
Conclusão: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
 
MODELO DE PROVA PARA PERCEPÇÃO VISUAL 
 
O que está faltando? 
 
 
 
Faça igual 
 
 
 
Importante! Ainda deve-se incluir a percepção de cor, tamanho, profundidade, 
percepção auditiva (utilize rimas, sons de animais, objetos), tátil. 
93 
 
MODELO DE PROVA PARA LATERALIDADE 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
 
TESTE DE LATERALIDADE 
 
Psicopedagogo/a: 
 
Peça que mostre a mão direita: _________________________________________________________________ 
Peça que mostre a mão esquerda: ______________________________________________________________ 
Ofereça um papel com furo no meio, do tamanho de um olho, peça para olhar através da 
folha e observe qual o olho que será utilizado: ________________________________________________ 
Conseguiu realizar a tarefa com sucesso? ( ) Sim ( ) Não 
Há percepção da lateralidade direita (pé, mão, braço)? ( ) Sim ( ) Não 
Coloque três objetos na mesa, um ao lado do outro, 
pergunte quem está à direita e quem está à esquerda 
( ) Sim ( ) Não 
Há lateralidade cruzada (mistura entre os lados)? ( ) Sim ( ) Não 
É ambidestra? ( ) Sim ( ) Não 
 
Atenção! Criança com dislexia possui dificuldade com lateralidade: 
 
Apresenta dificuldade em identificar a posição das letras 
p/q, b/d 
( ) Sim ( ) Não 
Faz leitura da direita para esquerda? ( ) Sim ( ) Não 
Lê seta ao invés de esta, por exemplo? ( ) Sim ( ) Não 
Escreve letras e números invertidos (ex. E/3, 6/9)? ( ) Sim ( ) Não 
 
A partir dos sete anos a criança já é capaz de identificar lateralidade. 
 
Conclusão: 
 
94 
 
MODELO DE PROVA ESPACIAL/TEMPORAL 
 
Nome: _____________________________________________________________________________ 
Idade: _________________ Escolaridade: _______________________________________ 
Data de avaliação: ______/ ______/ (adequar questões conforme faixa etária) 
 
Psicopedagogo/a: Faça as seguintes perguntas: 
 
Hoje é ________________________________________? 
Se hoje fosse _____________________________, quantos dias faltam para sábado? 
Se agora fosse _____________________________, quantos horas faltam para chegar às dez horas? 
Que horas você acorda? 
Que horas você almoça? 
Que horas você janta? 
Que horas você dorme? 
Quantos dias tem a semana? 
Quantos meses tem o ano? 
Sabe me falar as horas do relógio? 
 
 
Psicopedagogo/a: Utilize quebra-cabeças. Observe: 
 
Consegue encaixar as peças? ( ) Sim ( ) Não 
Observa detalhes da posição? ( ) Sim ( ) Não 
Quantos erros? 
Peça à criança que identifique posições? Frente, atrás, perto etc. 
 
Conclusão: 
 
 
 
95 
 
ORIENTAÇÃO TEMPORAL 
 
Nome: _____________________________________________________________________________ 
Idade: _________________ Escolaridade: _______________________________________ 
Data de avaliação: ______/ ______/ (adequar questões conforme faixa etária) 
 
Você sabe me dizer que dia é hoje? 
E os outros dias da semana você sabe o nome? 
Que dia vem antes de Terça? E depois? 
Quantos dias há na semana? 
Em que mês estamos? 
E os outros meses, você sabe o nome? 
Quantos meses têm no ano? 
Em que mês é o dia das crianças? 
E o Natal é em que mês? 
Você sabe o nome das estações do ano? 
Em que estação estamos? 
Em que mês você faz aniversário? 
Em que ano estamos? E o século? 
Você sabe identificar as horas em um relógio? 
Quantas horas possui um dia? 
Quantos minutos tem uma hora? 
A que horas você janta? E quando você almoça? 
Quando a lua aparece? E o sol? 
A que horas você levanta? E deita? 
Quem é mais velho, você ou seu pai? Porque? 
Agora é de manhã, tarde ou noite? 
Você escova os dentes quando? 
Quando você precisa colocar o casaco de lã? 
Quando você coloca uma camisa de mangas curtas? 
Você vai à escola noDomingo? 
A que horas você entra na escola? E que você sai? 
 
Observações: 
 
 
96 
 
TESTE PARA DETECTAR DEFICIT DE ATENÇÃO E CONCENTRAÇÃO 
 
Nome: _____________________________________________________________________________ 
Idade: _________________ Série: _________________ Data: ______/ ______/ 
Escola: _____________________________________________________________________________ 
Responsável: _______________________________________________________________________ 
 
Psicopedagogo: Leia o texto para o entrevistado e anote a resposta. 
 
As batatas são cozidas em água fria ( ) Sim ( ) Não 
Depois que chove muito, o chão fica todo molhado ( ) Sim ( ) Não 
O trem de carga carrega muitos passageiros e só anda nos trilhos ( ) Sim ( ) Não 
O avião é mais rápido que o navio porque voa e o navio não ( ) Sim ( ) Não 
Os pintinhos nascem sempre de ovos, mas os gatinhos nascem da 
barriga da mãe 
( ) Sim ( ) Não 
Eu gosto de ir ao cinema, lá estudamos muito ( ) Sim ( ) Não 
Minha mãe assa o bolo na geladeira ( ) Sim ( ) Não 
Meu pai é mais velho do que eu, mas meu avô é mais velho que 
meu pai 
( ) Sim ( ) Não 
Os cavalos que moram no chiqueiro e os porcos que moram na 
cocheira são do fazendeiro 
( ) Sim ( ) Não 
Quando vou viajar, eu arrumo minhas roupas e as guardo na 
máquina 
( ) Sim ( ) Não 
 
97 
 
 
98 
 
INFORMAÇÃO SOCIAL 
 
Seu Nome 
Você sabe seu endereço? 
Como é o nome de seu pai? 
Quantos anos ele tem? 
E o dia do aniversário dele? 
Qual o nome da sua mãe? 
Quantos anos ela tem? 
E o dia do aniversário dela? 
Ela Trabalha? 
O que ela faz? 
Você mora com que? 
Você tem irmãos? Quantos? 
O nome e a idade deles 
Com qual você gosta de brincar? Por quê? 
Com qual você não gosta de brincar? Por quê? 
O que você mais gosta de comer e beber? 
Com o que você mais gosta de brincar? 
Que esporte você mais gosta? 
Você torce por algum time? Qual? 
Que programa de TV você mais gosta? Você assiste sempre? 
Você tem amigos? 
O nome deles? 
Onde vocês brincam? 
Pessoas de quem você gosta? 
Porque? 
Pessoas de quem você não gosta? Por quê? 
 
99 
 
MODELO DE PROVA DE DISGRAFIA 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
 
 
A letra pode ser “feia” por causa de um comprometimento na coordenação 
motora ou por ou percepção, sendo assim, é necessário fazer observações: 
 
Escrita lenta ( ) Sim ( ) Não 
Letra ilegível ( ) Sim ( ) Não 
Desorganização da escrita ( ) Sim ( ) Não 
Traços fortes ( ) Sim ( ) Não 
Falta de orientação espacial ( ) Sim ( ) Não 
Texto desorganizado ( ) Sim ( ) Não 
Omissão de letras ( ) Sim ( ) Não 
Troca de letras, por exemplo: S por 5 ( ) Sim ( ) Não 
Espaçamento Irregular ( ) Sim ( ) Não 
Desorganização da forma, por exemplo letra grande demais ou 
pequena demais 
( ) Sim ( ) Não 
 
Total de pontos: 
 
Conclusão: 
 
100 
 
MODELO DE DISORTOGRAFIA 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
 
 (Não é letra feia! É o erro da escrita) 
 
A disortografia é caracterizada pela troca de letras, artigos, omissões, adições 
ou substituição das letras. Exemplo: “N” pelo “M” ou “P” pelo “B” etc. 
 
O Psicopedagogo deve pedir ao paciente para elaborar uma redação, pois por 
meio dela é possível observar a escrita e os erros ortográficos. 
 
Se houver troca de letras, o psicopedagogo deverá perguntar ao paciente se é 
possível substituir a letra. Pergunte o porquê da substituição. 
 
(UTILIZAR A TABELA DE PROVAS OPERATÓRIAS) 
 
 
Total de pontos: 
 
Conclusão: 
 
 
 
 
 
 
 
101 
 
MODELO 1 DE PROVA DE DISCALCULIA 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
 
 
Identifica os números com dificuldade ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldade em estabelecer associação (objetos/ números) ( ) Sim ( ) Não 
Falta de habilidade para contar ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para compreender conjuntos ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para compreender quantidade ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para compreender cálculos ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para compreender medidas ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para compreender câmbio ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para compreender símbolos e linguagem 
matemática 
( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para resolver problemas ( ) Sim ( ) Não 
Dificuldades para aprender e dizer as horas 
 
Total de pontos: 
 
Conclusão: 
 
 
 
 
 
 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
102 
 
MODELO 2 DE PROVA DISCALCULIA 
 
Nome: _____________________________________________________________________________ 
Idade: _________________ Série: _________________ 
 
 
Capacidade de diferenciar números e letras ( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de associar termos ( ) Sim ( ) Não 
Conhecimento sobre sequência numérica simples e capacidade de 
contagem alternando os números: de dois em dois; de cinco em 
cinco; de dez em dez e de cem em cem 
( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de solucionar problemas simples (adição e 
subtração) na forma oral e identificar o número maior entre dois 
apresentados 
( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de traduzir números apresentados na forma escrita 
para a forma arábica, por exemplo: dois = 2, e por apresentação 
em ordem de complexidade: unidade, dezena, centena, milhar e 
centena de milhar 
( ) Sim ( ) Não 
Conhecimento sobre valor posicional dos números ( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de compor numerais ( ) Sim ( ) Não 
Vocabulário e conhecimento dos numerais ( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de organizar numerais em ordem crescente e 
decrescente 
( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de solucionar problemas (adição e subtração, 
multiplicação e divisão) 
( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de solucionar problemas com interpretação de 
enunciado envolvendo números naturais e racionais e 
interpretação de tabelas e gráficos 
( ) Sim ( ) Não 
Capacidade de se localizar no tempo e espaço ( ) Sim ( ) Não 
Conhecimento sobre formas geométricas ( ) Sim ( ) Não 
 
 
Conclusão: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
103 
 
PROVAS OPERATÓRIAS DAS HABILIDADES MATEMÁTICAS 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
Série: ________________________________ Idade: ________________________________ 
 
Reconhece os sinais e códigos? ( ) Sim ( ) Não 
Reconhece os números? ( ) Sim () Não 
Estabelece igualdade dos conjuntos? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe argumentar sobre conservação superfície? ( ) Sim ( ) Não 
Estabelece igualdade e argumenta sobre o líquido? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre matéria? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre peso? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre volume? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe diferenciar igualdade e argumenta sobre comprimento? ( ) Sim ( ) Não 
 
MUDANÇA DE CRITÉRIO – DICOTOMIA 
Sabe classificar por critério? ( ) Sim ( ) Não 
Sabe fazer ligações entre elas? ( ) Sim ( ) Não 
Realiza a dicotomia usando o critério de cores, tamanhos e 
formas? 
( ) Sim ( ) Não 
 
INCLUSÃO DE CLASSES 
Faz quantificação? ( ) Sim ( ) Não 
Responde acertadamente as perguntas de subtração? ( ) Sim ( ) Não 
Responde assertivamente a quantificação inclusiva? ( ) Sim ( ) Não 
 
INTERCESSÃO DE CLASSES 
Compreende as perguntas de intersecção e inclusão? ( ) Sim ( ) Não 
Hesita responder? ( ) Sim ( ) Não 
Responde bem todas as perguntas? ( ) Sim ( ) Não 
 
ESPAÇO UNIDIMENSIONAL 
Consegue reproduzir a torre exclusivamente pela apreciação 
visual e global? 
( ) Sim ( ) Não 
A percepção visual diminui e começa a usar o próprio corpo 
como elemento de medida? 
( ) Sim ( ) Não 
 
ESPAÇO BIDIMENSIONAL 
Utiliza o material para medir o ponto? ( ) Sim ( ) Não 
Utiliza apenas como medida? ( ) Sim ( ) Não 
Utiliza as duas dimensões para medir? ( ) Sim ( ) Não 
104 
 
 
ESPAÇO TRIDIMENSIONAL 
Somente realiza cálculos visuais? ( ) Sim ( ) Não 
Utiliza várias medidas? ( ) Sim ( ) Não 
Utiliza argumentos válidos com facilidade? ( ) Sim ( ) Não 
 
COMBINAÇÃO DE FICHAS 
Consegue descobrir possibilidades das diversas combinações? ( ) Sim ( ) Não 
As combinações são incompletas? ( ) Sim ( ) Não 
Consegue descobrir várias combinações? ( ) Sim ( ) Não 
 
PERMUTAÇÃO DE FICHAS 
Consegue perceber as possibilidades de permutação? ( ) Sim ( ) Não 
Realiza permutas incompletas? ( ) Sim ( ) Não 
Consegue fazer as permutações? ( ) Sim ( ) Não 
 
PREDIÇÃO – PENSAMENTO FORMAL 
Consegue prever a probabilidade da cor verde sair já que possui 
maior quantidade? 
( ) Sim ( ) Não 
Ora consegue prever as possibilidades, ora não consegue? ( ) Sim ( ) Não 
Justifica por não conseguir? ( ) Sim ( ) Não 
 
CONCLUSÃO: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
.........................................................., ........... de ............................ de ............ 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
 
105 
 
ROTEIRO DE OBSERVAÇÃO DO DESEMPENHO LÓGICO MATEMÁTICO 
 
Nome: _______________________________________________ Data: ______/ ______/ 
Série: ________________________________ Idade: ________________________________ 
Psicopedagogo/a: _________________________________________________________________ 
 
Motivo da Observação: 
 
 
 
 
 
Quanto à disponibilidade para as atividades propostas, atuação, atenção, interesse: 
 
 
 
 
 
Atuação nas atividades lúdicas: escolha, respeito a regras, resistência à frustração, 
excitação diante da vitória, compreensão de instrumentos e estratégias, pensamento 
antecipatório: 
 
 
 
 
 
Atividades lógico-matemáticas (classificação, seriação): 
 
 
 
 
 
 
Técnicas operatórias: 
Adição simples de unidades 
Adição simples de dezenas 
Adição simples de centenas 
Subtração simples 
Subtração com recurso 
Multiplicação com unidades 
Multiplicação com dezenas ou centenas 
Divisão simples 
Divisão até o passo 
 
 
106 
 
 
Atividades de resolução de situações problema: 
 Raciocínio Operação Resposta Outros recursos 
Envolvendo uma operação 
Envolvendo mais 
operações 
 
Sem dados numéricos 
 
Atividades relativas a série escolar (de acordo com o programa da escola): 
 
 
 
 
 
Geometria: 
 
 
 
 
 
Provas operatórias: 
 
 
 
 
 
Análise do material escolar, conteúdo, desempenho, qualidade de manutenção e 
conservação do material, forma de correção: 
 
 
 
 
 
Material utilizado pela escola: 
 
 
 
 
 
Alguns aspectos da proposta de trabalho: 
 
 
 
 
 
107 
 
 
Nome: _____________________________________________________________________________ 
Sexo: ( ) F ( ) M Data de nascimento: ______/ ______/ 
Escolaridade: ______________________________________________________________________ 
Ocupação: ________________________________________________________________________ 
Data de aplicação: ______/ ______/ 
 
 
Parte 1: Instruções 
 
Você fará um teste de atenção com três fases. Veja o exemplo abaixo para 
executar a primeira fase do teste. Há uma figura na parte superior (uma cruz) e uma 
sequência com várias figuras na parte inferior (quadrados, círculos, triângulos, 
retângulos, estrelas e cruzes). 
 
Observe que, na sequência de figuras, foram riscadas aquelas que são iguais à 
figura da parte superior. Exemplo: 
 
 
 
 
Na folha seguinte haverá uma outra figura na parte superior e uma outra 
sequência na parte inferior. Como no exemplo, procure e risque as figuras que forem 
iguais à figura da parte superior. 
 
Você terá um minuto para realizar a atividade. Faça o mais rápido que você 
puder. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
108 
 
 
 
 
 
Parte 2. Instruções 
 
Nesta segunda fase, haverá duas figuras na parte superior da folha, como no 
exemplo abaixo. Observe que, na sequência de figuras, foram riscados os pares que 
são iguais ao da parte superior. Exemplo: 
 
 
 
 
Na folha seguinte haverá outras duas figuras na parte superior e uma outra 
sequência na parte inferior. Como no exemplo, procure e risque os pares de figuras 
que forem iguais ao da parte superior. 
 
109 
 
Lembre-se de que você deverá riscar somente os pares exatamente iguais ao 
modelo, ou seja, que estiverem na mesma ordem. Você também terá um minuto 
para realizar a atividade. Faça o mais rápido que você puder. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
110 
 
Parte 3. Instruções 
 
Esta é a terceira e última fase do teste. Veja o exemplo abaixo para executá-la. 
 
Há uma figura no início de cada linha e uma sequência com várias figuras 
(quadrados, círculos, triângulos, retângulos, estrelas e cruzes). Foram riscadas, em 
cada linha, as figuras que são iguais à primeira figura da linha. 
Exemplo: 
 
 
Abaixo haverá outras linhas, sempre com uma figura inicial e uma sequência 
de figuras. Como no exemplo, procure e risque as figuras que forem iguais à primeira 
figura de cada linha. 
 
Você terá um minuto para realizar a atividade. Faça o mais rápido que você 
puder. 
 
111 
 
 
LEVANTAMENTO DE INDICATIVOS DE TRANSTORNO DO 
DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE - TDAH 
 
O questionário denominado SNAP-IV foi construído a partir dos sintomas do 
Manual de Diagnóstico e Estatística - IV Edição (DSM-IV) da Associação Americana de 
Psiquiátrica. 
 
ATENÇÃO! Este questionário é apenas um ponto de partida para levantamento de 
alguns possíveis sintomas primários do TDAH. O diagnóstico correto e preciso só 
pode ser feito por meio de uma longa anamnese com um profissional médico 
especializado (psiquiatra, neurologista, neuropediatra). 
 
Muitos dos sintomas relacionados podem estar associados a outras 
comorbidades correlatas ao TDAH e outras condições clínicas e psicológicas. Por esse 
motivo, qualquer diagnóstico só pode ser fornecido por um profissional médico. 
 
É válido reforçar que o TDAH está dividido em: desatento, 
hiperativo/impulsivo e misto 
 
 
Critérios: 
A: Sintomas (vistos na escala). 
B: Alguns desses sintomas devem estar presentes antes dos 7 anos de idade. 
112 
 
C: Existem problemas causados pelos sintomas acima em pelo menos 2 contextos 
diferentes (por ex., na escola, no trabalho, na vida sociale em casa). 
D: Há problemas evidentes na vida escolar, social ou familiar por conta dos sintomas. 
E: Se existe um outro problema (tal como depressão, deficiência mental, psicose etc.), 
os sintomas não podem ser atribuídos exclusivamente a ele. 
 
 
Como avaliar: 
1) Se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 1 a 9 
= existem mais sintomas de desatenção que o esperado numa criança ou adolescente. 
 
2) Se existem pelo menos 6 itens marcados como “BASTANTE” ou “DEMAIS” de 10 a 
18 = existem mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que o esperado numa 
criança ou adolescente. 
 
O questionário SNAP-IV é útil para avaliar apenas o primeiro dos critérios 
(critério A) para se fazer o diagnóstico. Existem outros critérios que também são 
necessários. 
 
IMPORTANTE: Não se pode fazer o diagnóstico de TDAH apenas com o critério A! 
Escala para diagnóstico de TDAH em crianças aplicada aos pais e professores 
(MTA-SNAP-IV) 
Parâmetros Nada Um pouco Bastante Demais 
1 
Não consegue prestar muita atenção a detalhes 
ou comete erros por descuido nos trabalhos da 
escola ou tarefas 
 
2 
Tem dificuldade para manter atenção em tarefas 
ou atividades de lazer 
 
3 
Parece não estar ouvindo quando se fala 
diretamente com ele 
 
4 
Não segue instruções até o fim e não termina os 
deveres da escola, tarefas ou obrigações 
 
5 
Tem dificuldade para organizar tarefas e 
atividades 
 
6 
Evita, não gosta ou se envolve contra a vontade 
em tarefas que exigem esforço mental 
prolongado 
 
7 
Perde coisas necessárias para atividades 
(brinquedos, livros, deveres de escola, lápis etc.) 
 
8 Distrai-se facilmente com estímulos externos 
9 É esquecido em atividades do dia-a-dia 
 
10 Mexe bastante com as mãos, pés ou na cadeira 
11 Sai dos lugares onde se espera que fique sentado 
12 
Corre de um lado para outro ou sobe demais nas 
coisas em situações inapropriadas 
 
13 
Tem dificuldade em brincar ou envolver-se em 
atividades de lazer de forma calma 
 
14 
Não tem parada e, frequentemente, está “a mil 
por hora” 
 
15 Fala em excesso 
113 
 
16 
Responde às perguntas de forma precipitada, 
antes de terem sido terminadas 
 
17 Tem dificuldade de esperar sua vez 
18 
Interrompe os outros ou se intromete (nas 
conversas, jogos, brincadeiras) 
 
19 Descontrola-se 
20 Discute com adultos 
21 
Desafia ativamente ou se recusa a atender 
pedidos ou regras dos adultos 
 
22 
Faz coisas que incomodam os outros de 
propósito 
 
23 
Culpa os outros pelos seus erros e mau 
comportamento 
 
24 
É irritável ou facilmente incomodado pelos 
outros 
 
25 É raivoso e ressentido 
26 É rancoroso ou vingativo 
 
 
114 
 
Escala para diagnóstico de TDAH em adultos (entrevista com paciente) * 
(ASRS-18) Adult self report scale 
Parâmetros Nunca Raro 
Às 
vezes 
Frequente 
Muito 
frequente 
1 Com que frequência comete erros por falta de 
atenção em projeto chato ou difícil? 
 
2 Com que frequência tem dificuldade para 
manter atenção nos trabalhos chatos ou 
repetitivos? 
 
3 Com que frequência tem dificuldade para se 
concentrar no que as pessoas dizem, mesmo 
quando estão falando diretamente para você? 
 
4 Com que frequência deixa um projeto pela 
metade depois de já ter feito as partes mais 
difíceis? 
 
5 Com que frequência tem dificuldade para os 
trabalhos que exigem organização? 
 
6 Quando precisa fazer algo que exige muita 
concentração, com que frequência você evita ou 
adia o início? 
 
7 Com que frequência coloca as coisas fora do 
lugar ou tem dificuldade de encontrar as coisas? 
 
8 Com que frequência se distrai com atividades ou 
barulho? 
 
9 Com que frequência tem dificuldade para 
lembrar de compromissos? 
 
 
10 Com que frequência fica se mexendo na cadeira, 
balançando mãos ou pés quando tem que ficar 
sentado algum tempo? 
 
11 Com que frequência se levanta em reuniões ou 
outras situações que deveria ficar sentado? 
 
12 Com que frequência se sente inquieto ou 
agitado? 
 
13 Com que frequência tem dificuldade para 
relaxar ou sossegar quando tem tempo livre? 
 
14 Com que frequência se sente ativo demais e 
tendo que fazer as coisas como se estivesse 
“com o motor ligado”? 
 
15 Com que frequência se percebe falando demais 
em situações sociais? 
 
16 Com que frequência se percebe terminando as 
frases das pessoas antes delas? 
 
17 Com que frequência tem dificuldade para 
esperar em situações nas quais cada um tem sua 
vez? 
 
18 Com que frequência interrompe os outros 
quando eles estão ocupados? 
 
 
 
 
115 
 
ESCALA DE TRAÇOS AUTÍSTICOS 
 
A escala a seguir, embora não tenha o escopo de avaliar especificamente uma 
função psíquica, é utilizada para avaliação de uma das patologias mais importantes 
da Psiquiatria Infantil, o Autismo. Seu ponto de corte é de 15. Pontua-se zero se não 
houver a presença de nenhum sintoma, 1 se houver apenas um sintoma e 2 se houver 
mais de um sintoma em cada um dos 36 itens, realizando-se uma soma simples dos 
pontos obtidos. 
 
 
 
1) Dificuldade na interação social 
O desvio da sociabilidade pode oscilar entre formas leves como, por exemplo, um 
certo negativismo e a evitação do contato ocular, até formas mais graves, como um 
intenso isolamento. 
[ ] Não sorri. 
[ ] Ausência de aproximações espontâneas. 
[ ] Não busca companhia. 
[ ] Busca constantemente seu cantinho (esconderijo). 
[ ] Evita pessoas. 
[ ] É incapaz de manter um intercâmbio social. 
[ ] Isolamento intenso. 
 
 
 
2) Manipulação do ambiente 
O problema da manipulação do ambiente pode apresentar-se em nível mais ou 
menos grave, como, por exemplo, não responder às solicitações e manter-se 
indiferente ao ambiente. O fato mais comum é a manifestação brusca de crises de birra 
passageira, risos incontroláveis e sem motivo, tudo isto com o fim de conseguir ser o 
centro da atenção. 
[ ] Não responde às solicitações. 
[ ] Mudança repentina de humor. 
[ ] Mantém-se indiferente, sem expressão. 
[ ] Risos compulsivos. 
[ ] Birra e raiva passageira. 
[ ] Excitação motora ou verbal (ir de um lugar a outro, falar sem parar). 
 
 
 
 
 
 
 
 
116 
 
 
3) Utilização das pessoas a seu redor 
A relação que mantém com o adulto quase nunca é interativa, dado que 
normalmente se utiliza do adulto como o meio para conseguir o que deseja. 
[ ] Utiliza-se do adulto como um objeto, levando-o até aquilo que deseja. 
[ ] 
O adulto lhe serve como apoio para conseguir o que deseja (por exemplo, 
utiliza o adulto como apoio para pegar biscoito). 
[ ] 
O adulto é o meio para suprir uma necessidade que não é capaz de realizar 
só (por exemplo, amarrar sapatos). 
[ ] 
Se o adulto não responde às suas demandas, atua interferindo na conduta 
desse adulto. 
 
 
4) Resistência a mudanças 
[ ] A resistência a mudanças pode variar da irritabilidade até franca recusa. 
[ ] Insistente em manter a rotina. 
[ ] 
Grande dificuldade em aceitar fatos que alteram sua rotina, tais como 
mudanças de lugar, de vestuário e na alimentação. 
[ ] 
Apresenta resistência a mudanças, persistindo na mesma resposta ou 
atividade. 
 
 
5) Busca de uma ordem rígida 
Manifesta tendência a ordenar tudo, podendo chegar a uma conduta de ordem 
obsessiva, sem a qual não consegue desenvolver nenhuma atividade. 
[ ] 
Ordenação dos objetos de acordo com critérios próprios e pré-
estabelecidos. 
[ ] Prende-se a uma ordenação espacial (cada coisa sempre em seu lugar). 
[ ] Prende-se a uma sequência temporal (Cada coisa em seu tempo). 
[ ] 
Prende-se a uma correspondência pessoa-lugar (cada pessoa sempre no 
lugar determinado) 
 
 
6) Falta de contato visual (Olhar indefinido) 
A falta de contato pode variar desde um olhar estranho até constante evitação dos 
estímulos visuais. 
[ ] Desvia os olhares diretos, não olhando nos olhos.[ ] Volta a cabeça ou o olhar quando é chamado (olhar para fora). 
[ ] Expressão do olhar vazio e sem vida. 
[ ] Quando segue os estímulos com os olhos, somente o faz de maneira 
intermitente. 
[ ] Fixa os objetos com um olhar periférico, não central. 
[ ] Dá a sensação de que não olha. 
 
117 
 
7) Mímica inexpressiva 
A inexpressividade mímica revela a carência da comunicação não verbal. Pode 
apresentar, desde uma certa expressividade, até uma ausência total de resposta. 
[ ] Se fala, não utiliza a expressão facial, gestual ou vocal com a frequência 
esperada. 
[ ] Não mostra uma reação antecipatória. 
[ ] Não expressa através da mímica ou olhar aquilo que quer ou o que sente. 
[ ] Imobilidade facial. 
 
 
8) Distúrbios de sono 
Quando pequeno dorme muitas horas e, quando maior, dorme poucas horas, se 
comparado ao padrão esperado para a idade. Esta conduta pode ser constante, ou 
não. 
[ ] Não quer ir dormir. 
[ ] Levanta-se muito cedo. 
[ ] Sono irregular (em intervalos). 
[ ] Troca ou dia pela noite. 
[ ] Dorme poucas horas. 
 
9) Alteração na alimentação 
[ ] Pode ser quantitativa e/ou qualitativa. Pode incluir situações, desde 
aquela em que a criança deixa de se alimentar, até aquela em que se opõe 
ativamente. 
[ ] Seletividade alimentar rígida (por exemplo, come o mesmo tipo de 
alimento sempre). 
[ ] Come outras coisas além de alimentos (papel, insetos). 
[ ] Quando pequeno não mastigava. 
[ ] Apresenta uma atividade ruminante. 
[ ] Vômitos. 
[ ] Come grosseiramente, esparrama a comida ou a atira. 
[ ] Rituais (esfarela alimentos antes da ingestão). 
[ ] Ausência de paladar (falta de sensibilidade gustativa). 
 
 
10) Dificuldade no controle dos esfíncteres 
O controle dos esfíncteres pode existir, porém a sua utilização pode ser uma 
forma de manipular ou chamar a atenção do adulto. 
[ ] Medo de sentar-se no vaso sanitário. 
[ ] Utiliza os esfíncteres para manipular o adulto. 
[ ] Utiliza os esfíncteres como estimulação corporal, para obtenção de 
prazer. 
118 
 
[ ] Tem controle diurno, porém o noturno é tardio ou ausente. 
 
11) Exploração dos objetos (apalpar, chupar) 
Analisa os objetos sensorialmente, requisitando mais os outros órgãos dos 
sentidos em detrimento da visão, porém sem uma finalidade específica. 
[ ] Morde e engole objetos não alimentares. 
[ ] Chupa e coloca as coisas na boca. 
[ ] Cheira tudo. 
[ ] Apalpa tudo. 
[ ] Examina as superfícies com os dedos de uma maneira minuciosa. 
 
 
12) Uso inapropriado dos objetos 
Não utiliza os objetos de modo funcional, mas sim de uma forma bizarra. 
[ ] Ignora os objetos ou mostra um interesse momentâneo. 
[ ] Pega, golpeia ou simplesmente os atira no chão. 
[ ] Conduta atípica com os objetos (segura indiferentemente nas mãos ou 
gira). 
[ ] Carrega insistentemente consigo determinado objeto. 
[ ] Se interessa somente por uma parte do objeto ou do brinquedo. 
[ ] Coleciona objetos estranhos. 
[ ] Utiliza os objetos de forma particular e inadequada. 
 
 
13) Falta de atenção 
Dificuldades na atenção e concentração. Às vezes, fixa a atenção em suas próprias 
produções sonoras ou motoras, dando a sensação de que se encontra ausente. 
[ ] Quando realiza uma atividade, fixa a atenção por curto espaço de tempo 
ou é incapaz de fixá-la. 
[ ] Age como se fosse surdo. 
[ ] Tempo de latência de resposta aumentado. Entende as instruções com 
dificuldade (quando não lhe interessa, não as entende). 
[ ] Resposta retardada. 
[ ] Muitas vezes dá a sensação de ausência. 
 
 
 
 
14) Ausência de interesse pela aprendizagem 
Não tem nenhum interesse por aprender, buscando solução nos demais. Aprender 
representa um esforço de atenção e de intercâmbio pessoal, é uma ruptura em sua 
rotina. 
[ ] Não quer aprender. 
[ ] Cansa-se muito depressa, ainda que de atividade que goste. 
119 
 
[ ] Esquece rapidamente. 
[ ] Insiste em ser ajudado, ainda que saiba fazer. 
[ ] Insiste constantemente em mudar de atividade. 
 
 
15) Falta de iniciativa 
Busca constantemente a comodidade e espera que lhe deem tudo pronto. Não 
realiza nenhuma atividade funcional por iniciativa própria. 
[ ] É incapaz de ter iniciativa própria. 
[ ] Busca a comodidade. 
[ ] Passividade, falta de interesse. 
[ ] Lentidão. 
[ ] Prefere que outro faça o trabalho para ele. 
 
 
16) Alteração de linguagem e comunicação 
É uma característica fundamental do autismo, que pode variar desde um atraso de 
linguagem até formas mais graves, com uso exclusivo de fala particular e estranha. 
[ ] Mutismo. 
[ ] Estereotipias vocais. 
[ ] Entonação incorreta. 
[ ] Ecolalia imediata e/ou retardada. 
[ ] Repetição de palavras ou frases que podem (ou não) ter valor 
comunicativo. 
[ ] Emite sons estereotipados quando está agitado e em outras ocasiões, 
sem nenhuma razão aparente. 
[ ] Não se comunica por gestos. 
[ ] As interações com adulto não são nunca um diálogo. 
 
 
17) Não manifesta habilidades e conhecimentos 
Nunca manifesta tudo aquilo que é capaz de fazer ou agir, no que diz respeito a 
seus conhecimentos e habilidades, dificultando a avaliação dos profissionais. 
[ ] Ainda que saiba fazer uma coisa, não a realiza, se não quiser. 
[ ] Não demonstra o que sabe, até ter uma necessidade primária ou um 
interesse eminentemente específico. 
[ ] Aprende coisas, porém somente a demonstra em determinados lugares e 
com determinadas pessoas. 
[ ] Às vezes, surpreende por suas habilidades inesperadas. 
 
 
120 
 
18) Reações inapropriadas ante a frustração 
Manifesta desde o aborrecimento à reação de cólera, ante a frustração. 
[ ] Reações de desagrado caso seja esquecida alguma coisa. 
[ ] Reações de desagrado caso seja interrompida alguma atividade que goste. 
[ ] Desgostoso quando os desejos e as expectativas não se cumprem. 
[ ] Reações de birra. 
 
 
 
19) Não assume responsabilidades 
Por princípio, é incapaz de fazer-se responsável, necessitando de ordens 
sucessivas para realizar algo. 
[ ] Não assume nenhuma responsabilidade, por menor que seja. 
[ ] Para chegar a fazer alguma coisa, há que se repetir muitas vezes ou 
elevar o tom de voz. 
 
 
20) Hiperatividade/ Hipoatividade 
A criança pode apresentar desde agitação, excitação desordenada e incontrolada, 
até grande passividade, com ausência total de resposta. Estes comportamentos não 
têm nenhuma finalidade. 
[ ] A criança está constantemente em movimento. 
[ ] Mesmo estimulada, não se move. 
[ ] Barulhento. 
[ ] Dá a sensação de que é obrigado a fazer ruído/barulho. 
[ ] Vai de um lugar a outro, sem parar. 
[ ] Fica pulando (saltando) no mesmo lugar. 
[ ] Não se move nunca do lugar onde está sentado. 
 
21) Movimentos estereotipados e repetitivos 
Ocorrem em situações de repouso ou atividade, com início repentino. 
[ ] Balanceia-se. 
[ ] Olha e brinca com as mãos e os dedos. 
[ ] Tapa os olhos e as orelhas. 
[ ] Dá pontapés. 
[ ] Faz caretas e movimentos estranhos com a face. 
[ ] Roda objetos ou sobre si mesmo. 
[ ] Caminha na ponta dos pés ou saltando, arrasta os pés, anda fazendo 
movimentos estranhos. 
[ ] Torce o corpo, mantém uma postura desequilibrada, pernas dobradas, 
cabeça recolhida aos pés, extensões violentas do corpo. 
 
 
121 
 
22) Ignora o perigo 
Expõe-se a riscos sem ter consciência do perigo. 
[ ] Não se dá conta do perigo. 
[ ] Sobe em todos os lugares. 
[ ] Parece insensível à dor. 
 
 
23) Aparecimento antes dos 36 meses (DSM-IV) 
 
122 
 
ENTREVISTA PARA DETECTAR AUTISMO E SINDROME DE ASPEGER 
BASEADO NO (M-CHAT/ES) 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________Prefiro fazer as coisas acompanhado a fazer sozinho: 
____________________________________________________ 
Prefiro fazer as coisas sempre da mesma forma: 
__________________________________________________________ 
Se tento imaginar algo, torna-se fácil criar uma imagem na minha mente: 
_____________________________ 
Muitas vezes, estou tão concentrado numa coisa que não consigo perceber mais nada ao meu redor: 
__________________________________________________________________________________________________________ 
Frequentemente ouço sons tão baixos que ninguém escuta: 
____________________________________________ 
Costumo observar as placas dos carros ou coisas parecidas: 
_____________________________________________ 
Algumas pessoas comentam que fui mal-educado, mesmo eu achando que fui educado naquele 
momento: 
_____________________________________________________________________________________________________ 
Quando estou lendo uma história, posso imaginar facilmente como as personagens se parecem 
Sou fascinado por datas: 
_____________________________________________________________________________________ 
Num grupo de amigos ou familiares, me saio bem em qualquer assunto: 
_______________________________ 
Adoro vida social: 
____________________________________________________________________________________________ 
Percebo detalhes que outras pessoas não percebem: 
_____________________________________________________ 
Prefiro frequentar bibliotecas a ir às festas: 
_______________________________________________________________ 
Invento histórias com facilidade: 
___________________________________________________________________________ 
Sou atraído mais por pessoas do que por objetos: 
________________________________________________________ 
Sou atraído por certas coisas, mas se não consigo conquistá-las fico muito chateado: 
_________________ 
Gosto muito de conversar com amigos: 
____________________________________________________________________ 
Sou fascinado por números: 
_________________________________________________________________________________ 
Quando estou lendo, acho difícil compreender o comportamento das personagens: 
__________________ 
Não gosto de livros: 
__________________________________________________________________________________________ 
Não gosto de fazer novas amizades: 
________________________________________________________________________ 
Não gosto de mudar minha rotina: 
_________________________________________________________________________ 
123 
 
Compreendo o que é falado nas “entrelinhas”: 
____________________________________________________________ 
Concentro-me mais no todo do que nas partes: 
___________________________________________________________ 
Acho fácil fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo: 
____________________________________________________ 
Gosto de fazer as coisas espontaneamente: 
________________________________________________________________ 
Demoro a entender piadas: 
__________________________________________________________________________________ 
Acho fácil entender o que a outra pessoa está pensando ou sentindo: 
__________________________________ 
Quando alguém interrompe o que faço, volto facilmente onde parei e recomeço: 
______________________ 
Gosto de conversas descontraídas: 
_________________________________________________________________________ 
Sou cuidadoso e planejo minhas atividades: 
_______________________________________________________________ 
Gosto de encontros sociais: 
_________________________________________________________________________________ 
Sou habilidoso com as pessoas: 
_____________________________________________________________________________ 
Gosto de jogar, brincar com outras pessoas: 
_______________________________________________________________ 
 
Pontos: ________________________________ 
 
Conclusão: 
 
124 
 
TESTE PARA ALTAS HABILIDADES 
JEAN-CHARLES TERRASSIER 
ASSOCIAÇÃO NACIONAL PARA CRIANÇAS SUPERDOTADAS (ANPEIP) 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
 
 
A CRIANÇA: 
 
Aprendeu a ler antes de entrar na escola? 
Sozinha: 7 pontos | Com ajuda: 5 pontos 
 
Lê muitos livros rapidamente? 
2 pontos 
 
Manifesta interesse por enciclopédias e dicionários? 
2 pontos 
 
Prefere a companhia de crianças mais velhas? 
2 pontos 
 
Gosta de conversar com adultos? 
2 pontos 
 
Faz perguntas variadas e originais? 
2 pontos 
 
Quer sempre saber o “porque” de tudo? 
1 ponto 
 
Faz observações de extrema perspicácia sobre assuntos que lhe interessam? 
2 pontos 
 
Tem grande capacidade de fazer críticas e de julgar seus pares? 
1 ponto 
 
Manifesta tedio diante de atividades rotineiras ou repetitivas? 
1 ponto 
 
É muito sensível a injustiças, mesmo se a vítima não é ela? 
1 ponto 
 
Tem enorme senso de humor? 
2 pontos 
125 
 
 
Usa um vocabulário rico para fazer reflexões profundas? 
2 pontos 
 
Adora jogos de estratégia e de desafio, e se sai muito bem neles? 
2 pontos 
 
É querida pelos colegas de escola? 
1 ponto 
 
Prefere trabalhar sozinha? 
2 pontos 
 
Tem interesse pelo universo e pela pré-história? 
2 pontos 
 
Tira boas notas sem estudar? 
2 pontos 
 
Tem uma grande sensibilidade para a música e para as artes? 
2 pontos 
 
Está sempre mudando de hobby? 
1 ponto 
 
 
Total de pontos: 
 
 
 
 
 
 
126 
 
 
AVALIAÇÕES PARA CRIANÇAS DE 6-7 ANOS DE IDADE 
(Elaborado e cedido pelo CTM) 
 
Organização sequencial 
▪ Histórias em tirinhas 
▪ Completar sentenças 
▪ Avaliar as funções executivas, a atenção, a concentração, memória 
 
Processamento auditivo 
▪ Ritmos/sons 
▪ Palavras simétricas 
▪ Memória 
 
Processamento visual 
▪ Figuras incompletas 
▪ Figura/fundo 
▪ Reconhecimento de figuras e imagens 
 
Processamento visuoespacial 
▪ Copiar letras e palavras 
▪ Compreensão de comando do enunciado 
▪ Organização espacial 
 
 
O que o profissional precisa observar e avaliar? 
▪ Memórias (de todos os sentidos) 
▪ Atenção 
▪ Planejamento 
▪ Funções executivas 
▪ Organização execução 
▪ Sequência lógica 
▪ Linguagem 
 
 
 
127 
 
CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO PROFISSIONAL 
PARA REALIZAÇÃO DO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO 
 
São partes no presente instrumento particular de Contrato de Prestação de Serviço Profissional, 
de um lado, como CONTRATADO/A: ........................................................................ 
........................................................................................................................................................, 
proprietário/a do Espaço Psicopedagógico .................................................................................... 
........................................................................................................................................................, 
portador/a do RG .........................................................., CPF ......................................................., 
CF ..................................................., inscrito/a na Associação de Psicopedagogia – Seção 
.........................., sob nº ......................., com certificado de pós-graduação Lato Sensu em 
Psicopedagogia, registrado no ................................................................................................., 
sob nº ..........................................., fls. ........................................, livro ........….....................……, 
situado em ………....................................................………......................................................…e, de outro, como CONTRATANTE: O/A Sr./a ............................................................................... 
........................................................................................................................................................, 
portador/a do RG .........................................................., CPF ......................................................., 
residente e domiciliado/a na cidade de .......................................................................................... 
............................................................., no ...................................................................................., 
pelos serviços de atendimento Psicopedagógico pela profissional, o/a CONTRATANTE se 
compromete pagar ao/à CONTRATADO/A a importância de R$ .................................................., 
............................................................................................... (reais) por cada encontro realizado. 
O valor total referente aos atendimentos fica no valor mensal de R$ R$ 
.................................................., ........................................................................................ (reais). 
 
NORMAS DE FUNCIONAMENTO: 
Temos por finalidade o esclarecimento de alguns critérios básicos que englobam o êxito do 
tratamento, a fim de estabelecer com esses procedimentos a igualdade de direito e deveres que 
norteiam nossos interesses comuns. 
 
DO PAGAMENTO 
1. Deverá ser efetuado no primeiro dia de atendimento, o valor mensal pela quantidade total no 
mês. 
2. O não comparecimento deverá ser informado com antecedência de no mínimo 24 horas, neste 
caso o valor é cobrado, tendo a possibilidade de reposição, mediante aos horários disponíveis. 
3. O tempo de duração são de 50 minutos, ficando o atraso na responsabilidade do cliente 
4. O não comparecimento sem justificativa por duas sessões consecutivas, implicará, na 
disponibilidade do horário. 
5. Caso o não comparecimento seja do profissional, a sessão não será cobrada ou veremos a 
possibilidade de reposição. 
 
OBSERVAÇÕES 
1. As sessões que incidirem nos dias feriados serão descontadas da mensalidade. 
2. É necessário priorizar o dia e horário do seu atendimento, para que outras atividades não 
venham interferir na terapia. 
A SUA DEDICAÇÃO É IMPRESCINDÍVEL 
 
Cordialmente, .................................................................................. 
[Psicopedago/a] 
Estou ciente das normas de funcionamento. 
 
.........................................................., ........... de ............................ de ............ 
 
__________________________________________ 
NOME DO CLIENTE 
 
128 
 
MODELO DE RELATÓRIO 
 
Profissional: __________________________________________________________________________________ 
Área de atendimento: _______________________________________________________________________ 
Data: ______________________________________ Hora: ______________________________________ 
Nome do paciente: _________________________________________________________________________ 
Endereço: __________________________________________________________________________________ 
Telefone: ____________________________________________________________________________________ 
Queixa: _____________________________________________________________________________________ 
Responsável: ________________________________________________________________________________ 
CPF: ________________________________________________________________________________________ 
 
RELATÓRIO: Deve conter a queixa, as hipóteses, os testes realizados, os 
resultados e as conclusões do psicopedagogo/a. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENCAMINHAMENTO: 
▪ Psiquiatra 
▪ Psicólogo 
▪ Neurologista 
▪ Neuropsicopedagogo 
▪ Psicopedagogia 
▪ Nutricionista 
▪ Psicoterapia 
▪ Clínica Médica 
▪ Outros: ______________________________________________________________________ 
 
 
INDICAÇÃO: 
 
 
 
 
 
 
129 
 
EXEMPLO HIPOTÉTICO 1 
RELATÓRIO PSICOPEDAGÓGICO 
 
O _______________________________________________________ (NOME DO ALUNO/PACIENTE), 
_______________ (IDADE), está em acompanhamento psicopedagógico na/o ____________________ 
(NOME DA CLÍNICA) por apresentar ________________________________________________ (QUEIXA); 
Foi encaminhado pela escola por apresentar dificuldade em respeitar regras, não aceitar ser 
contrariado, não se relacionar bem com os pares, não gostar de dividir brinquedos. 
O paciente foi submetido a testes de Provas Cognitivas e de Projeção familiar. No teste 
de provas Cognitivas não apresentou dificuldade de aprendizagem, pelo contrário, 
apresentou muita facilidade para aprender, entretanto, no teste de projeção familiar, revelou 
alguns traços que devem ser observados e acompanhados, pois o paciente tem idade inferior 
a sete anos: 
– Fuga ao meio e desajuste emocional; 
– Introversão e fraco índice de socialização; tensão; 
– Agressividade, insegurança e medo e sentimento de vazio. 
Com base nos resultados, a família foi orientada a não brigar na frente da criança, não 
usar a violência na educação e disciplina, a mudar a alimentação e o horário de dormir da 
criança, precisa de no mínimo oito horas, também foi solicitado para não permitir uso de 
jogos ou desenhos que apresentassem cenas de violência, para que tenha o seu 
desenvolvimento emocional e psicológico num meio ambiente que não estimule a violência, 
pois desde pequena idade teve contato com vários jogos que eram impróprios para sua idade 
e para o bom desenvolvimento das funções executivas, bem como para êxito da intervenção 
psicopedagógica. Os pais foram orientados a realizarem uma reeducação da rotina e da 
conduta familiar. 
Os profissionais do concluíram que o paciente tem traços das patologias CID F.84 
associado ao F.90, mas devido a pouca idade ainda é cedo para fechar o diagnóstico, 
necessitando refazer após os oito anos de idade. Porém, independentemente do laudo 
médico e de outros profissionais da área de saúde, o papel da família é fundamental para o 
bom resultado da intervenção, por isso, os familiares foram orientados da importância do 
meio ambiente para o desenvolvimento saudável e dos estímulos sensórias, emocionais, 
motores, cognitivos. 
Para que a criança tenha bom desenvolvimento, é necessário estímulos de 
socialização, utilização de regras, hábitos saudáveis, hierarquia familiar e de atividades 
diárias para habilitar as funções cerebrais ao desenvolvimento e maturação. A socialização 
deve ser estimulada com brincadeiras, jogos, arte, atividade física. Deve-se trabalhar as 
frustrações, a insegurança, o medo e com atividades e jogos que favoreçam o equilíbrio 
emocional, além de acompanhamento psicológico. 
O (NOME DA CLÍNICA) acredita que a família é a base para que em qualquer 
intervenção o resultado seja positivo. O caso do Dr. Fallon, neurocientista da Universidade 
da Califórnia nos EUA, é uma prova concreta de que o gene não é determinante na conduta 
da pessoa, mas sim o meio ambiente onde está inserida. 
 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
CBO 239425 
 
 
130 
 
EXEMPLO HIPOTÉTICO 2 
RELATÓRIO PARA A ESCOLA 
 
O _______________________________________________________ (NOME DO ALUNO/PACIENTE), 
_______________ (IDADE), foi submetido à avaliação psicopedagógica pela ____________________ 
(NOME DA CLÍNICA) por apresentar ________________________________________________ (QUEIXA); 
não consegue interpretar enunciados; foi encaminhado pela escola por apresentar 
dificuldade de aprendizagem. 
O paciente foi submetido às seguintes Provas Cognitivas e Projetivas: 
• Atenção/concentração; 
• Funções Executivas (autonomia, flexibilidade, controle inibitório); 
• Leitura e comunicação; 
• Raciocínio lógico e matemático; 
• Desenvolvimento cognitivo, psicológico e motor; 
• Provas Projetivas da família, escola, professor e festa de aniversário. 
Com base nos resultados,os pais foram orientados a estimular o desenvolvimento 
cognitivo e emocional da paciente (NOME), que se encontra no nível Pré-silabico, sendo 
incompatível a idade cronológica com a idade mental e cognitiva. 
Nas provas Cognitivas apresentou dificuldade na leitura, escrita, não conseguiu fazer 
associações nome/objeto, número/nome e valores, não consegue distinguir 
direita/esquerda, no teste de projeção escolar, não apresentou vínculo com a escola nem 
com a aprendizagem. O aprendente é compatível com o nível pré-silábico, devendo ter suas 
atividades escolares compatível com o nível mental e cognitivo. O reforço Escolar ajudará a 
ajustar o nível cognitivo e mental. 
Os profissionais do (NOME DA CLÍNICA) concluíram que o paciente tem traços das 
patologias CID F.70 leve, portanto, é fundamental para o bom resultado da intervenção, que 
a criança seja acompanhada por um psicopedagogo e que estimule o desenvolvimento das 
funções executivas, funções cognitivas e do sistema emocional. Os familiares foram 
orientados da importância do meio ambiente para o desenvolvimento saudável e dos 
estímulos sensórias, emocionais, motores, cognitivos. 
Para que a criança tenha bom desenvolvimento, é necessário estímulo de socialização, 
utilização de regras, hábitos saudáveis, hierarquia familiar e de atividades diárias para 
habilitar as funções cerebrais ao desenvolvimento e maturação. A socialização deve ser 
estimulada com brincadeiras, jogos, arte, atividade física. Deve - se trabalhar as frustrações, 
a insegurança, o medo e com atividades e jogos que favoreçam o equilíbrio emocional, além 
de acompanhamento psicológico. 
O (NOME DA CLÍNICA) acredita que a família é a base para que em qualquer intervenção 
o resultado seja positivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
131 
 
EXEMPLO HIPOTÉTICO PARA DEVOLUTIVA 
 
I. Identificação: 
Nome: 
Idade: anos 
Data de nascimento: _______ / _______ / _______ 
Escolaridade: 
Repetência: 
Instituição: 
Filiação - Pai: 
Mãe: 
Encaminhamento: Escola/Coordenação pedagógica 
Localidade: 
 
II. QUEIXA PPRINCIPAL 
Dificuldades de leitura e concentração durante as aulas. 
Baixo rendimento escolar. 
Notas baixas. 
(CITE AS DIFICULDADES) 
 
III. PERÍODO DE AVALIAÇÃO NÚMERO DE SESSÕES 
15- 02-2017 a 16-04-2017 
05 Sessões 
 
IV. INSTRUMENTOS DE DIAGNÓSTICO UTILIZADOS 
CAIXA LÚDICA 
EOCA 
Entrevista com o sujeito 
Entrevista com a escola 
 
- Testes Projetivos 
Teste da Pareja Educativa 
Teste Vínculo escolar 
 
- Testes Pedagógicos 
Avaliação de leitura e escrita 
Análise do material escolar 
Anamnese com a mãe e o pai 
 
- Testes Operativos 
Intercessão de classes 
Conservação de superfície 
Conservação de matéria 
Separação de palitos 
Combinação de fichas 
Teste de memória de curto prazo 
132 
 
Esquema corporal 
Lateralidade 
Tamanho 
Quantidade 
Discriminação Visual 
Discriminação Auditiva 
verbalização da Palavra 
Analise - Síntese 
Coordenação Motora Fina 
Provas de Orientação temporal 
Teste de memória auditiva 
 
IV. SÍNTESE DIAGNÓSTICA: 
A partir das informações coletadas com a utilização de instrumentos de avaliação 
psicopedagógica e das observações obtidas durante as sessões chegamos a seguinte 
síntese diagnóstica. 
a) COGNITIVOS 
Não possui a conservação de números e quantidades, das massas volume de líquido, 
dificuldades para classificar maior e menor, antecessor e sucessor... (DESCREVA SUAS 
OBSERVAÇÕES DURANTE AS APLICAÇÕES) 
 
b) ASPECTOS PEDAGÓGICOS 
Leitura: Nível pré-silábico, dificuldades para seguir a leitura na sequência. 
Escrita: Apresenta traçado forte, troca de fonemas e vogais. 
Raciocínio matemático: Dificuldades para lembrar o passo a passo, ausência de 
quantificação de inclusão de classes, seriação com anteparo. 
(DESCREVA SUAS OBSERVAÇÕES DURANTE AS APLICAÇÕES) 
 
c) ASPECTOS AFETIVOS-SOCIAIS 
Em ambiente escolar, apresenta desatenção, agitação e impulsividade. 
Remexe-se na cadeira com frequência, agita as mãos. 
Apresenta inconstância de humor, irritação nos períodos de provas. 
Dificuldades para se organizar e planejar. 
Tem dificuldade em seguir regras, esperar a sua vez. 
Dificuldades para organizar as atividades escolares. 
Envolve-se em situações perigosas sem avaliar riscos e consequências. 
(DESCREVA SUAS OBSERVAÇÕES DURANTE AS APLICAÇÕES) 
 
V. SÍNTESE DOS RESULTADOS 
Buscamos então obter uma compreensão global da forma de aprender e dos desvios 
que estão ocorrendo no caso em estudo. 
Diante das análises dos testes, entrevista e atividades proposta nas sessões 
psicopedagógicas, concluímos que ....................................................................................................... 
(RELATE SUAS CONCLUSSÕES E POSSÍVEIS ENCAMINHAMENTOS) 
 
 
 
133 
 
Orientações Psicopedagógicas 
Refazer o processo de alfabetização, com material adaptado de acordo com a 
necessidade da criança. 
Atividades Educacional Propostas 
Reabilitação de leitura 
Reabilitação da escrita. 
Intervenção para técnica de concentração e memória. 
 
 
VII. RECOMENDAÇÕES E ENCAMINHAMENTO 
 
a) ORIENTAÇÃO À ESCOLA: 
Escola e pais devem trabalhar juntos para orientar o aluno. É preciso rever assuntos 
que não aprendeu. 
Estimular sua autoestima, elogiá-lo quando houver progresso, por mínimo que seja. 
Fazer o contato visual ao passar-lhe uma informação, certificar se compreendeu o 
ponto de partida dos temas que estão sendo aplicado. 
Trabalhar com agenda. 
 
b) ORIENTAÇÃO À FAMÍLIA: 
Descreva e pontuem aos pais quais são as responsabilidades e intervenções 
familiares. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
CBO 239425 
 
 
 
134 
 
MODELO DE AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL RELATÓRIO 
 
A Psicopedagogia Institucional é uma espécie de consultoria especializada na 
área de educação e saúde que visa prevenir e intervir nos processos de aprendizagem 
e seus impedimentos, ela é a responsável pela organização e planejamento 
pedagógico para promover aprendizagem e sucesso escolar. 
O ensino e a aprendizagem dependem muito da capacitação dos professores e 
dos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem. O professor precisa conhecer 
a teoria de Freud em relação à educação, a teoria de Piaget, Vygotsky e tantos outros 
teóricos bons que tanto contribuíram para educação. Sem tais conhecimentos o 
professor pode cometer erros gravíssimos em sala de aula e até promover a evasão 
escolar. 
É importante saber lidar com a transferência que a criança faz e que o professor 
não seja narcisista e saiba promover a construção do conhecimento, sabendo 
diferenciar as diversas dificuldades de aprendizagem e saber ajudar os alunos a 
superá-la. Se o professor não tiver conhecimento adequado não saberá trabalhar a 
inclusão, ele fará o contrário, promoverá a exclusão social e a evasão escolar. 
A metodologia de ensino adotada e os recursos em sala de aula podem 
contribuir muito para aquisição de conhecimento, entretanto, se a metodologia de 
ensino adotada não for boa pode ocorrer uma dificuldade de aprendizagem. Ao 
implantar um projeto educacional a instituição precisa ter cuidado em escolher a 
metodologia, os recursos e promover a interação aluno e professor, e estimular a 
troca de culturas entre os alunos, é nessa troca de conhecimentos que a criança se 
socializa e aprende a lidar com as diferenças e a respeitá-las. 
A instituição precisa inserir no contrato de ensino sua metodologia, seus 
valores culturais e suas crenças, para que os pais conheçam o que será trabalhado na 
educação dos alunos. O psicopedagogo pode atuar em qualquer área institucional, não 
só em escolas, como consultor científico em todos os lugares onde haja um aprendiz. 
O psicopedagogo atuará organizando projetos na área de saúde e educação de forma 
preventiva e interventiva de dificuldade da aprendizagem e seus processos 
impeditivos e promovendo o bem-estar das pessoas relacionadas à aprendizagem. 
 
 
 
135 
 
MODELO DE AVALIAÇÃO ESCOLAR 
 
DADOS ESCOLARES 
Nome: 
Endereço: 
Data em que foifundada: 
Modalidade de ensino: 
Número de funcionários especializados e atribuição: 
Número de funcionários técnicos e atribuição: 
Número de alunos: 
Número de alunos por turma: 
Proposta pedagógica: objetivos de ensino 
Orientação Educacional: modelo teórico e prática 
 
Orientação Religiosa: 
 
 
DIVISÃO POR TURMAS 
Nível de ensino 
Número 
de alunos 
Número de 
professores 
Número de 
turmas 
Sistema de 
avaliação 
Procedimentos 
para lidar com 
DA’s 
Ensino 
Infantil 
 
Ensino 
fundamental 
 
 
 
RELATÓRIO 
Descrever tudo que observou, todos os dados levantados, as hipóteses, enfim, 
relatar tudo que foi feito e fechar com uma conclusão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
136 
 
 
 
 
 
Nome 
Psicopedagoga 
CBO: 239425 
 
 
 
ATESTADO 
 
 
Atesto, para os devidos fins, que ___________________________________________________________, 
R.G. ______________________________, estará sob acompanhamento psicopedagógico neste 
consultório, no período das ________________ às _______________ horas todas às 
_______________________________________________________, necessitando que o/a mesmo/a 
fique ausente por um período pré determinado pelos pais e escola das atividades 
educacionais na data referida. 
 
.........................................................., ........... de ............................ de ............ 
 
 
Assinatura do Responsável Psicopedagoga 
Assinatura do Responsável Psicopedagoga 
 
 
 
 
137 
 
FICHA DE FREQUÊNCIA 
 
 
Nome: ______________________________________________________________________________________ 
Data de nascimento: _______________________________ Idade: _____________________________ 
 
Data Número da Sessão Observações 
 1ª 
 2ª 
 3ª 
 4ª 
 5ª 
 6ª 
 7ª 
 8ª 
 9ª 
 10ª 
 
 
 
 
 
 
 
138 
 
FICHA CONTROLE PAGAMENTO MENSAL 
 
Nome: ______________________________________________________________________________________ 
Responsável: ________________________________________________________________________________ 
 
 
Data 
Presença 
Procedimento 
Assinatura 
(Psicopedagoga) 
Assinatura 
(Responsável) 
Pagamento 
Ausência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Data 
Presença 
Procedimento 
Assinatura 
(Psicopedagoga) 
Assinatura 
(Responsável) 
Pagamento 
Ausência 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_______________________________________ 
ASSINATURA DO CLIENTE OU RESPONSÁVEL 
 
 
139 
 
NOSSAS REDES SOCIAIS 
 
DANIELA JANSSEN 
 
 
 
www.danielajanssen.com.br 
 
Daniela Janssen 
 
 psicopedagoga_campinas 
 
 
www.facebook.com/PedagogiaePsicopedagogia 
 
 
 
JULIANA ARANHA 
 
 
www.julianaaranha.com 
 
 ju_psicopedagoga_campinas 
 
 
www.facebook.com/jupsicopedagogacampinas 
 
 
 
 
 
 
 
 
140 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPP). Documentos e Referências. Disponível em: 
 Acesso: ago/2017. 
 
AUSUBEL, David Paul. A Aprendizagem Significativa: A teoria de David Ausubel. São Paulo: Moraes, 
1992. 
 
BARBOSA, Laura Monte Serrat. A Psicopedagogia no âmbito da instituição escolar. Curitiba: Expoente, 
2001. 
 
BARBOSA, Priscila Maria Romero. Emilia Ferreiro, Ana Teberosky e a gênese da língua escrita. 
Disponível em: . Acesso em ago/2017. 
 
BARBOSA, L. M. S. A Psicopedagogia no âmbito da instituição escolar. Curitiba: Expoente, 2001. 
BRUNER, Jerome. Uma nova teoria da aprendizagem. 2º edição. Rio de Janeiro: Bloch, 1973. 
 
FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS. Glossário Ceale de 
termos de Alfabetização, leitura e escrita para educadores. Belo Horizonte, CEALE/Faculdade de 
Educação da UFMG. Disponível em: . Acesso em: jun/2018. 
 
FIORI, Nicole. Neurociências Cognitivas. Rio de Janeiro: Editora Vozes, 2008. Disponível em: 
www.revistaneurociencias.com.br/edições/2009/RN%20/17%2002/14pdf. Acesso em: fev/2016. 
 
GLOZMAN, Janna. A Prática Neuropsicopedagógica Fundamentada em Luria e Vygotsky. São Paulo: 
Memnon, 2014. 
 
LURIA, Alexander Romanovich. Fundamentos de Neuropsicologia. São Paulo: Editora da Universidade 
de São Paulo:1981. 
 
PAIN, Sara. Diagnóstico e Tratamento dos Problemas de Aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 
1985. 
 
PIAGET, Jean. O Diálogo com a criança e o desenvolvimento do raciocínio. São Paulo: Scipione, 1997. 
 
PIAGET, Jean. Seis estudos de psicologia. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991. 
 
PICOLLI, Luciana; CAMINI, Patrícia. Práticas pedagógicas em alfabetização: Espaço, tempo e 
corporeidade. Porto Alegre: Edelbra, 2013. 
 
ROYO, Maria Angeles Lou. Bases Psicopedagógicas da educação especial. Petrópolis: Editora Vozes, 
2012. 
 
SOLÉ, Isabel. Orientação Educacional e Intervenção Psicopedagógica. Porto Alegre: ARTMED, 2001. 
TREVIÑO, Carlos Manuel Jiménez. Neurofacilitação: Técnicas de Reabilitação Neurológica Aplicadas 
a Crianças com Paralisia Cerebral e Síndrome de Down e a Adultos com Hemiplegia ou Danos 
Neurológicos. México: Editora Trillas, 2007. 
 
TROMBLY, Catarine Anne. Técnica ocupacional para enfermos incapacitados fisicamente. México: 
Prensa Médica, 2008. 
 
VISCA, Jorge. Psicopedagogia: novas contribuições. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1991. 
Anderle, Salete Santos, Psicopedagoga- Clínica, Institucional Pedagoga (UCS/RS), Alfabetizadora
(UCS/RS) Mestrado em Psicopedagogia UNISUL/SC.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS1 Texto baseado nos textos de Salete Anderle, mestre em psicopedagogia clínica e institucional, docente universitária, 
saletepsicopedagoga@gmail.com
Textos sistematizados por Psicopedagoga Salete Anderle , publicado em :
https://www.clubedeautores.com.br/ptbr/book/257367Roteiro_da_Acao_Psicopedagogica_O_que_fazertopic=tcc%2
8trabalhodeconclusaodecurso%29#.XDon7lxKjIU
7 
 
MATRIZ DIAGNÓSTICA 
 
Vamos agora refletir sobre o que é a avaliação do aprendizado, isto é, o 
diagnóstico psicopedagógico. 
 
O termo diagnóstico tem origem em duas palavras gregas: diá, que significa 
“por meio de, durante”, e gnosis, “referente ao conhecimento de”. Dessa forma, 
entende-se que diagnóstico é o conhecimento ou determinação de uma característica 
pela observação das suas manifestações. Já o termo psicopedagógico remete ao 
conhecimento que articula a Psicologia e Pedagogia. 
 
O objeto de estudo da Psicopedagogia, a saber, os processos de aprendizagem, 
deve ser compreendido a partir de duas perspectivas: preventiva e terapêutica. A 
perspectiva preventiva contempla o ser humano em desenvolvimento na qualidade 
de educável, ou seja, o sujeito a ser educado, bem como seus processos de 
desenvolvimento e alterações nestes processos, enfatizando as competências do 
aprender num sentido global. A perspectiva terapêutica contempla a identificação e 
o estudo de uma metodologia de diagnóstico e tratamento das dificuldades de 
aprendizagem. 
 
O diagnóstico na perspectiva da Psicopedagogia possui especificidades, que o 
diferencia dos demais psicodiagnósticos, em razão das particularidades do seu objeto 
de estudo, que é a matriz do pensamento e processos diagnósticos. 
 
O diagnóstico psicopedagógico é um processo, por meio do qual se apura, 
identifica, levanta hipóteses, ainda que provisórias, sobre que leva o aprendente a 
apresentar dificuldades ou a não aprender, isto é, quais os obstáculos que impedem 
o seu desenvolvimento dentro do esperado. 
 
A proposta do diagnóstico psicopedagógico está apoiada em pressupostos 
científicos que descrevem a compreensão de um fenômeno, no qual a situação real é 
caracterizada/compreendida a partir da utilização de teorias científicas, noções e 
conceitos. 
 
Nesse contexto, encontra-se Epistemologia Convergente 2 que, apoiada nas 
teorias interacionistas, estruturalistas e construtivistas, estrutura a teoria e a prática 
sobre o diagnóstico e intervenção psicopedagógicos, etapas fundamentais na busca 
pela superação das dificuldades na aprendizagem, compreendendo que todo o 
processo diagnóstico deve ser estruturado de forma a possibilitar a observação da 
interação entre o cognitivo e o afetivo do aprendente. 
 
A Epistemologia Convergente entende que a aprendizagem possui duas 
dimensões distintas: normal e patológica. Para identifica-las, é necessário recorrer 
 
2 A Espistemologia Convergente foi formulada por Jorge Visca (1935-2000), psicólogo social argentino e divulgador da 
Psicopedagogia no Brasil, na qual concebe a atividade clínica voltada para a integração de três frentes de estudo da Psicologia: 
Psicogenética (Piaget), Psicanálise (Freud) e Psicologia Social (Rivière). 
8 
 
aos conhecimentos teóricos e práticos sobre a matriz do pensamento diagnóstico, ou 
seja, recorrer ao instrumento conceitual que fundamenta a ação, de maneira a 
apresentar os estados do objeto (dimensão normal e/ou patológica da 
aprendizagem), mantendo sua unicidade. 
 
A matriz do pensamento diagnóstico está organizada como a maior parte dos 
esquemas diagnósticos: o diagnóstico, propriamente dito, prognóstico e indicações. 
Baseia-se nos princípios interacionistas, construtivistas e estruturalistas e prevê3: 
 
▪ Análise do contexto e leitura do sintoma. 
▪ Explicação das causas que coexistem temporalmente com o sintoma. 
▪ Explicação da origem do sintoma e das causas “a-históricas”. 
▪ Análise do distanciamento do fenômeno em relação aos parâmetros 
considerados aceitáveis. 
▪ Levantamento das hipóteses sobre a configuração futura do fenômeno 
atual. 
▪ Indicações e encaminhamentos. 
 
 
- Diagnóstico remete à caracterização do sujeito e do meio no qual se manifesta o 
sintoma no momento do diagnóstico. Baseia-se no pressuposto que o sintoma é 
resultado da interação do subsistema, a personalidade como o sistema social, e seus 
mediadores. É constituído por a) análise do contexto em que se desenvolve o processo 
de aprendizagem; b) leitura de sintomas que emergem na interação social voltada 
para o aprendente; c) explicação de causas que coexistem temporalmente com o 
sistema; d) Explicação da origem desta causa; e) Análise do distanciamento do 
fenômeno em relação aos parâmetros considerados aceitáveis. Podem ser 
observados aspectos tais como: as características da instituição educacional 
(aprendizagem sistemática), comunidade (aprendizagem assistemática), como as 
condutas exigidas que ajudam na manifestação ou não das dificuldades em um outro 
campo. Dentro da caracterização interessa: sexo, idade, meio cultural e etc., que 
permitem a compreensão se a conduta é ou não sintomática. O diagnóstico começa 
com a consulta inicial e termina com a devolutiva. 
 
- Prognóstico consiste no levantamento de hipóteses sobre a configuração futura do 
fenômeno atual, pode ser formulado das seguintes formas: a) sem agentes corretores 
que intervenham em sua modificação; b) com agentes corretores ideais que 
coadjuvem positivamente; c) com agentes corretores possíveis de acordo com a 
realidade do sujeito e seu meio. 
 
- Indicações, referem-se à análise das causas internas do aprendente simultâneas aos 
sintomas e suas interações. Essa análise é de extrema importância para a orientação, 
recomendações e, claro, para as indicações. 
 
 
 
3 (BARBOSA, 2001, p. 135) 
9 
 
 
Há três causas internas que podem desencadear o aparecimento de sintomas: 
 
1. A afetividade. 
 
2. As funcionais. 
 
3. O estágio de pensamento (cognitivo). 
 
 
Identificar o sintoma, compreender o contexto, levantar as referências 
históricas e discriminar aspectos, particularidades e relação que constitui o todo, 
caracteriza o que pode ser chamado de processo. O processo diz respeito a uma 
sequência de atuação e visa a transformação de um estado inicial, assim sendo não se 
trata de uma ação pontual. 
 
Portanto, o diagnóstico vai além de uma mera coleta de informações, mas 
é o processo, uma etapa de transição, que permitirá ao profissional estruturar, à 
medida que se aproxima do seu objeto de estudo, os encaminhamentos e intervenções 
posteriores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
ROTEIRO DA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PSICOPEDAGÓGICA 
 
Cronograma das atividades 
 
Alguns caminhos 
 
▪ EFES – Entrevista Familiar 
Exploratória Situacional 
 
▪ Entrevista de Anamnese 
 
▪ Sessões lúdicas centradas na 
aprendizagem 
 
▪ Complementação com provas e testes 
 
▪ Síntese diagnóstica – Prognóstico 
 
▪ Entrevista de devolução e 
encaminhamento 
 
(Maria Lúcia Weiss) 
 
 
Anamnese (história de caso) 
▪ Testagem de provas pedagógicas 
 
▪ Laudo (síntese das conclusões e 
prognóstico) 
 
▪ Devolução (verbalização do 
laudo) ao paciente e/ou aos pais 
 
(Transtorno da clínica psicológica*) 
*Segue o modelo médico 
 
▪ EOCA – Entrevista Operativa Centrada 
na Aprendizagem: levantamento do 1º 
sistema de hipóteses, definições das 
linhas de investigação, escolha de 
instrumentos 
 
▪ Testes: levantamento do 2º sistema de 
hipótese e investigação 
 
▪ Anamnese: verificação e decantação 
do 2º sistema de hipóteses, 
formulação do 3º sistema de hipóteses 
 
▪ Elaboração do informe 
psicopedagógico 
 
(Jorge Visca) 
 
 
▪ Entrevista com a Família: 
Contatos anteriores a consulta 
Escuta do motivo da consulta 
História vital ou anamnese 
 
▪ Entrevista com o sujeito: 
Escuta do motivo da consulta 
Instrumentos escolhidos pelopsicopedagogo com base nas 
necessidades 
Devolutiva ao sujeito 
 
▪ Contato com a escola (Prévio ao 
finalizar) 
 
▪ Contato com outros técnicos 
 
▪ Devolutiva e encaminhamento 
 
(Edith Rubstein) 
 
 
11 
 
A QUEIXA PSICOPEDAGÓGICA 
 
O termo “queixa” pode ter vários sentidos, dependendo do momento vivido pelo 
sujeito. No dicionário4, é possível encontrar os seguintes significados “ato ou efeito 
de queixar-se”, “expressão de dor ou sofrimento, lamento”, “expressão de 
ressentimento ou desagrado”, “quaisquer sintomas relatados pelo doente”. 
 
Na perspectiva psicopedagógica, a queixa é a primeira etapa para o diagnóstico, 
por meio da qual compreende-se o que esteja dificultando os processos de 
aprendizagem do aprendente, estabelecendo as hipóteses sobre aspectos 
importantes para o diagnóstico de aprendizagem. Dessa forma, deve-se observar: 
 
▪ COM OS PAIS (representantes da família) 
 
– Significação do sintoma na família ou, com maior precisão, articulação funcional do 
problema de aprendizagem. 
 
– Significado do sintoma para a família, isto é, as reações comportamentais de seus 
membros ao assumir a presença do problema; relaciona-se os valores da família com 
o respeito ao não aprender. 
 
– Fantasias de enfermidade, cura e expectativas acerca de sua intervenção no 
processo diagnóstico e de tratamento; sentindo o que a família espera a respeito de 
seu trabalho, modalidade de comunicação do casal e função do terceiro, observar a 
relação dos pais entre si, os valores da família, a comunicação entre os pais e você. 
 
▪ COM A ESCOLA (professor ou orientador) 
 
 – Significação do sintoma na escola. 
 
– Significação do sintoma para o professor; reações dos membros da escola ao 
assumirem o problema. 
 
– Significado do sintoma, no sentido do que a escola espera a respeito de sua 
intervenção (confirmação do não aprender, como: tirar da responsabilidade da escola 
o fracasso, uma possibilidade de auxílio para o sucesso, uma ameaça externa). 
 
– Observar os valores da escola, a comunicação entre seus profissionais e entre 
profissionais e aluno. 
 
▪ COM O SUJEITO (aprendente) 
– Visão do sintoma para o sujeito. 
 
– Significação do problema para o sujeito. 
 
– Sentido do que o sujeito espera de sua intervenção. 
– Observar as modalidades de comunicação do sujeito, que pode ser obtida na 
entrevista realizada com o sujeito no primeiro encontro, antes da EOCA. 
 
 
4 Disponível em 
12 
 
MODELO DE ENTREVISTA COM O SUJEITO 
 
Nome: ________________________________________________________________________________________ 
Data de nascimento: __________________________________ Idade: _______________________ 
Escola Atual: ________________________________________________________________________________ 
Série: __________________________________ Período: ____________________ 
Nome do Professor: _________________________________________________________________________ 
O que disseram que você vinha fazer aqui? 
 
 
 
Por que você acha que veio aqui? 
 
 
 
 
Você acha que tem alguma dificuldade? Em que? 
 
 
 
 
Gostaria de fazer um trabalho comigo para verificarmos onde posso lhe ajudar? 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
MODELO DE ANAMNESE PSICOPEDAGÓGICA 
 
É o levantamento de dados sobre todo histórico gestacional, familiar, social e 
escolar do avaliado. 
 
DADOS DO ALUNO 
Nome: 
 
Data de nascimento: Idade: 
 
Sexo: ( ) F ( ) M 
Naturalidade: Nacionalidade: 
 
Nome da mãe: 
 
Nome do pai: 
 
Estado civil dos pais: casados ( ) divorciados ( ) outros ( ) 
Como a criança reagiu ao divórcio? 
 
 
Descreva os pais: 
 
 
Possui irmãos: sim ( ) não ( ) Quantos irmãos: 
Descreva os irmãos: 
 
 
Há alguma queixa familiar? 
 
 
 
Religião da família: 
14 
 
 
DADOS DA ESCOLA 
Escola: 
Nível: fundamental ( ) médio ( ) superior ( 
) 
Série: 
Histórico da escola (missão, visão, valores e proposta pedagógica): 
 
 
Formação técnica dos professores: 
 
 
Sistema de avaliação: 
 
 
Número de alunos por turma: 
 
Quem encaminhou o aluno? 
 
 
 
Qual a queixa? 
 
 
 
Disciplina/s em que a criança apresenta dificuldade/s: 
 
 
 
Metodologia de ensino do/s professor/es dessa/s disciplina/s. 
Como é feita a avaliação do aluno? 
 
 
 
Como é o relacionamento do professor/aluno? 
Como a criança se sente na presença do professor? 
 
 
 
 
A criança é reprimida ou tem liberdade para expressar suas ideias e opiniões? 
Explique. 
 
 
 
15 
 
 
 
HISTÓRICO DE VIDA DO ALUNO 
A gravidez foi desejada? Sim ( ) Não ( ) 
Como foi a gestação e o parto? 
 
Amamentação? 
(assimilação/acomodação, afetividade) 
Peito ( ) 
Mamadeira ( ) 
Tem hora para comer? Sim ( ) Não ( ) 
Com que idade deixou as fraldas? 
Como lidou com essa mudança? 
 
 
 
 
 
 
EVOLUÇÃO PSICOMOTORA DA CRIANÇA 
Engatinhou? Sim ( ) Não ( ) 
Com que idade começou a andar? 
Como aprendeu a andar? ( ) Se sentia seguro OU ( ) Inseguro 
Como foi a evolução dos movimentos (segurar colher, rabiscos, segurar 
brinquedos)? 
 
 
É estabanado? Sim ( ) Não ( ) 
É agitado? Sim ( ) Não ( ) 
Brinca com segurança? Sim ( ) Não ( ) 
Tem medo de brincar no parque? Sim ( ) Não ( ) 
Com qual idade começou a falar? Sim ( ) Não ( ) 
Falavam para ele/ela repetir? Sim ( ) Não ( ) 
Ele trocava as letras? Sim ( ) Não ( ) 
Quais letras? Sim ( ) Não ( ) 
Era corrigido? Sim ( ) Não ( ) 
Atualmente, ainda troca letras? Sim ( ) Não ( ) 
Consegue contar uma história com começo, meio e fim? Sim ( ) Não ( ) 
Dorme quantas horas por dia? 
Dorme tranquilo? Sim ( ) Não ( ) 
Tem sono é agitado? Sim ( ) Não ( ) 
Tem pesadelos? Sim ( ) Não ( ) 
Dorme sozinho? Sim ( ) Não ( ) 
Tem medo de dormir sozinho? Sim ( ) Não ( ) 
16 
 
Que horas acorda? 
Que horas vai dormir? 
HISTÓRIA CLÍNICA DA CRIANÇA 
Tem problema respiratório (bronquite, asma)? Sim ( ) Não ( ) 
Alergias? Se sim, quais? 
 
Sim ( ) Não ( ) 
Internações? Sim ( ) Não ( ) 
Cirurgias? Sim ( ) Não ( ) 
Tem problemas de visão? Sim ( ) Não ( ) 
Tem problemas de audição? Sim ( ) Não ( ) 
Outros tratamentos: 
 
 
 
 
 
ASPECTOS DE RELACIONAMENTO 
A criança gosta de chamar a atenção para si? Sim ( ) Não ( ) 
Tem dificuldade de dividir brinquedos? Sim ( ) Não ( ) 
Apresenta mudança de comportamento variando o humor 
sem motivo aparente? 
Sim ( ) Não ( ) 
Aceita ser disciplinado? Sim ( ) Não ( ) 
Respeita as regras impostas? Sim ( ) Não ( ) 
 
 
ASPECTO DE RACIOCÍNIO 
A criança reconhece quando erra? Sim ( ) Não ( ) 
Tenta justificar os erros? Sim ( ) Não ( ) 
Presta atenção quando é solicitada? Sim ( ) Não ( ) 
Compreende o que é solicitado? Sim ( ) Não ( ) 
Acompanha o curricular escolar proposto? Sim ( ) Não ( ) 
 
17 
 
 
 
ASPECTO DA LINGUAGEM ORAL 
Presta atenção a detalhes quando faz a leitura? Sim ( ) Não ( ) 
Expressa seu pensamento com sequência lógica? Sim ( ) Não ( ) 
Apresenta inibição aofalar? Sim ( ) Não ( ) 
Troca letras ou fonemas ao falar? Sim ( ) Não ( ) 
Expressa suas ideias com segurança? Sim ( ) Não ( ) 
 
 
ASPECTO DA LINGUAGEM ESCRITA 
Apresenta letra legível? Sim ( ) Não ( ) 
Orientação espacial? Sim ( ) Não ( ) 
Omite letras? Sim ( ) Não ( ) 
Repete letras? Sim ( ) Não ( ) 
Obedece ao sentido lógico? Sim ( ) Não ( ) 
Apresenta noção de realidade/fantasia? Sim ( ) Não ( ) 
 
 
DADOS DA FAMÍLIA 
Os pais brigam na frente da criança? Sim ( ) Não ( ) 
Corrigem a criança na frente dos outros? Sim ( ) Não ( ) 
Como é o critério de disciplina na família? 
 
 
A família é harmônica? Sim ( ) Não ( ) 
Os pais costumam brincar com os filhos? Sim ( ) Não ( ) 
A criança demostra alegria em casa? Sim ( ) Não ( ) 
A criança apresenta ciúme ou inveja? Sim ( ) Não ( ) 
A criança apresenta isolamento ao contato social? Sim ( ) Não ( ) 
 
18 
 
 
 
 
AVALIAÇÃO DA CRIANÇA 
Qual a percepção que a criança tem de si? 
 
 
 
 
 
 
A criança consegue descrever a família? Sim ( ) Não ( ) 
Qual é a percepção que ela tem da sua família? 
 
 
 
 
 
Qual é a percepção que ela tem da escola? 
 
 
 
 
 
Como a criança se imagina no futuro? 
 
 
 
 
 
A criança tem brinquedos pedagógicos? Sim ( ) Não ( ) 
Tem acesso a livros? Sim ( ) Não ( ) 
Tem acesso a brinquedos eletrônicos? Sim ( ) Não ( ) 
Como é a alimentação? 
 
19 
 
 
 
 
SITUAÇÕES VIVIDAS PELA CRIANÇA 
Nascimento de irmãos? Sim ( ) Não ( ) 
Mudança de escola? Sim ( ) Não ( ) 
Mudança de cidade/país? Sim ( ) Não ( ) 
Desemprego? Sim ( ) Não ( ) 
Separação? Sim ( ) Não ( ) 
Apresenta noção de realidade/fantasia? Sim ( ) Não ( ) 
Morte? Se sim, de quem? Como a criança se comportou? 
 
 
 
Sim ( ) Não ( ) 
Há alguém que “protege” a criança quando é disciplinada? Sim ( ) Não ( ) 
A criança relaciona-se bem com o pai? Sim ( ) Não ( ) 
A criança relaciona-se bem com a mãe? Sim ( ) Não ( ) 
Quem a ajuda nas tarefas escolares? Sim ( ) Não ( ) 
Qual o programa de TV preferido da criança? Sim ( ) Não ( ) 
Orientações aos pais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
.........................................................., ........... de ............................ de ............ 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
20 
 
 
 
 
O DESENVOLVIMENTO INFANTIL E A APRENDIZAGEM 
 
Para iniciar a avaliação da dificuldade de aprendizagem, é necessário 
compreender o que é desenvolvimento infantil, que consiste na sequência de 
mudanças físicas, de linguagem, pensamento e emocionais que ocorrem em uma 
criança desde o nascimento até o início da idade adulta. 
 
O desenvolvimento infantil abrange todo o escopo de habilidades que uma 
criança domina ao longo de sua vida, incluindo o desenvolvimento em: 
 
▪ Cognição: capacidade de aprender e resolver problemas. 
▪ Interação social e Regulação emocional: interagindo com os outros e 
dominando o autocontrole. 
▪ Fala e Linguagem: compreensão e uso de linguagem, leitura e comunicação 
▪ Habilidades Físicas: habilidades motoras finas (dedo) e habilidades motoras 
grossas (corpo inteiro). 
▪ Consciência sensorial: o registro de informações sensoriais para uso. 
 
 
Essa fase do desenvolvimento humano é fortemente influenciada por fatores 
genéticos (genes transmitidos pelos pais) e eventos durante a vida pré-
natal. Também é influenciada por fatos ambientais e pela capacidade de 
aprendizagem da criança. 
 
Nesse sentido, observar e avaliar o desenvolvimento infantil é uma ferramenta 
importante para garantir que as crianças atendam aos seus marcos de 
desenvolvimento. Portanto, além dos instrumentos de avaliação, é preciso saber para 
que serve cada instrumento, o que será observado em cada um e os parâmetros para 
realizar análise e comparação. 
 
Para Piaget (1896-1980), a educação deve ser um facilitador do 
desenvolvimento em todos os estágios: 
 
– Sensório-motor (de 0 a 2 anos): nesse estágio a inteligência é prática, construída pela 
ação a partir dos reflexos do bebê. 
 
– Pré-operatório (de 2 a 7 anos): esse é conhecido como o estágio da inteligência 
simbólica. A criança é egocêntrica. 
 
21 
 
– Operatório–concreto (de 7 a 11 anos): nesse período surge o desenvolvimento das 
noções de tempo, espaço, velocidade, ordem etc. A criança é capaz de relacionar 
diferentes aspectos. 
 
– Operatório-formal (a partir dos 12 anos): nesse período a criança não apenas 
observa a realidade, mas é capaz de buscar soluções de hipóteses. 
 
Piaget não propôs um método de ensino, entretanto desenvolveu a teoria do 
conhecimento. Os objetivos pedagógicos devem ser centrados nas atividades dos 
alunos e os conteúdos servem como instrumentos de desenvolvimento. O mediador 
deve levar o aluno ao descobrimento, aí dará início a aprendizagem, pois esse é um 
processo interno e depende do nível de desenvolvimento da criança, assim, essa 
aprende conforme a maturidade biológica e psicológica que adquirirá no dia a dia. 
 
O que avaliar em cada fase? 
 
Sensório-motor: 0-2 anos 
▪ O desenvolvimento da inteligência é avaliado pelos sentidos, sensações e 
sentimentos. 
▪ Quais são os sentidos? Visão, audição, olfato, paladar, tato e sistema 
vestibular. 
 
Essa fase é dividida em seis níveis: 
 
O que avaliar nesses níveis? 
Nível 1: 0-1 mês 
– Reflexos: perdem com 1 mês 
– Sucção: perdem com 3 meses 
– Marcha: perdem com 4 meses 
– Natação: perdem com 4 meses 
Nível 2: 1-4 meses 
As crianças exploram o mundo pela boca e o choro é o meio de comunicação. 
Nível 3: 4-8 meses 
As crianças imitam os adultos; chamam atenção para si, apresenta sobre o que é 
um objeto e pessoas. 
Nível 4: 8-12 meses 
Sabem selecionar seus brinquedos favoritos e solicita-os; seguem suas metas. 
Nível 5: 12-18 meses 
Desejam novas experiências; são muito curiosas. 
22 
 
Nível 6: 18-24 meses 
A imitação dos adultos fica mais rica em detalhes. As crianças começam a 
solucionar problemas, é o início do pensamento simbólico. 
 
 
 
 
O que é pensamento simbólico? É a capacidade de: 
▪ Imitação 
▪ Brincar de faz de conta 
▪ Desenhar 
 
 
Pré-operatório: 2-7 anos 
O raciocínio é ao “pé da letra”. A criança fixa-se no visual mais notável das 
substâncias e desconsidera as outras dimensões. Até os 5 anos a criança não entende 
que a quantidade ou medida de uma substância permanece a mesma quando há 
(re)arranjo ou mudança de forma na conservação de líquido, massa ou área. 
 
Operatório-concreto: 7-11 anos 
As operações consistem em transformações reversíveis e tal reversibilidade 
pode constituir imersões. A criança de 7 a 11 anos compreende que cada fase de 
reversibilidade, sem, contudo, coordena-las. As operações são uma fase de transição 
entre as ações e as estruturas lógicas mais gerais. 
 
Operatório-formal: 12 anos em diante 
Ocorre de 11 a 12 anos até 14 a 15 anos e apresenta como característica 
essencial a distinção entre o real e o possível, capaz de prever todas as relações que 
poderiam ser válidas e logo procura determinar, por meio da experimentação e 
análise, qual dessas relações possíveis tem validade real. 
 
 
23 
 
AVALIAÇÃO COGNITIVA 
 
Antes de abordar sobre a Avaliação Cognitiva é necessário saber o que é 
cognição primeiramente. 
 
Cognição é a habilidade de sentir, pensar, recordar etc. Está relacionada à 
inteligência e às funções mentais como memória, atenção, noção de tempo, espaço, 
cálculo, escrita, leitura, praxia motoras e ideatórias, linguagem, raciocínio abstrato, 
percepção, visuo-construção e funções executivas. 
 
O conceito mais usado ao definir inteligênciaé a habilidade para lidar com a 
complexidade e usar a informação obtida pelos procedimentos de transformação 
simultâneos e sucessivos. 
 
Portanto, a avaliação cognitiva serve para detectar dificuldades de aprendizagem 
e os níveis do desenvolvimento intelectual, percepção visual, auditiva, raciocínio 
lógico e matemático, capacidade de interpretação e compreensão, capacidade de 
autonomia, planejamento e execução de tarefas, organização, tomada de decisão, 
memórias (sensoriais, de trabalho, curto prazo, longo prazo), leitura, escrita, 
vocabulário etc. 
 
1. Consignas e Intervenções 
 
As consignas e intervenções possibilitam observar: 
▪ A possibilidade de mudança de conduta; 
▪ A desorganização ou reorganização do sujeito; 
▪ As justificativas verbais ou pré-verbais; 
▪ A aceitação ou a recusa do outro (assimilação, acomodação, introjeção, 
projeção). 
 
1.1 Tipos de consignas e intervenções: 
 
▪ De abertura: “Gostaria que você me mostrasse o que sabe fazer, o que 
lhe ensinaram e o que você aprendeu. Esse material é para que você 
utilize como desejar, pode escolher e usar o que quiser”. 
 
Para mudança de atividade: 
 
▪ Consigna aberta: “Gostaria que você me mostrasse o que quisesse com 
esses materiais”. 
 
▪ Consigna fechada: “Gostaria que você me mostrasse outra coisa que não 
seja (...)” ou “Gostaria que você me mostrasse algo diferente do que já me 
mostrou”. 
 
24 
 
▪ Consigna direta: “Gostaria que me mostrasse algo de... (matemática, 
escrita, leitura)”. 
 
▪ Consigna múltipla: “Você pode ler, escrever, pintar, recortar desenhar, 
etc.?” 
 
▪ Consignas para pesquisa: “Para que serve isto, o que você fez, que 
horas são, que cor você está utilizando?”. 
 
 
As respostas geralmente após a consigna de abertura são: 
 
a) Sujeito começa a fazer algo (desenha, pinta, recorta, etc.) 
 
b) Pede que lhe indique o que precisa fazer, ao que se responde: “O que você 
quiser”. 
 
c) Fica totalmente paralisado sem poder reagir. Mesmo diante do modelo 
múltiplo não realiza nada. Qualquer uma das respostas já são dados 
significativos para a avaliação. 
Quando o entrevistado apresenta alguma produção, é aconselhável que se 
incida sobre ela, perguntando, argumentando, investigando, apresentando um 
problema, pedindo que relate o que leu, escreveu ou desenhou. 
Observa-se o grau de mobilidade e de modificabilidade5 do entrevistado. 
 
 
A partir dessas perguntas, é possível ter os indicativos do estilo de aprendizagem 
do avaliado. É recomendado fazer outras avaliações, tais como a avaliação pelo 
modelo EOCA, o modelo Quadrante de Hermann, modelo de Kolb, modelo de Gardner, 
modelo Programação Neurolinguística ou modelo Felder e Silveman. 
 
 
5 Modificabilidade Cognitiva Estrutural (MCE) consiste na capacidade que o organismo humano possui de 
mudar a estrutura do seu funcionamento, considerando a inteligência como um processo dinâmico de 
autorregulação apto para dar respostas aos estímulos ambientais. 
25 
 
MODELO AVALIAÇÃO DO ESTILO DE APRENDIZAGEM 
 
Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem - EOCA 
Elaborada por Jorge Visca, a EOCA serve como ponto de partida para investigar 
o modelo de aprendizagem do sujeito, os vínculos que possui com os objetos, os 
conteúdos da aprendizagem, bem como suas dificuldades. É a oportunidade para 
observar condutas evitativas e como enfrenta desafios. 
 
Se necessário, podem ser feitas mais de uma entrevista de EOCA. 
 
 
Material: 
Crianças menores: massa de modelar, cubos, jogos de encaixe, livros. 
 
Crianças maiores: folhas lisas, folhas pautadas, lápis, borracha, régua, compasso, lápis 
de cor, canetinha, cola, livro, revista, jogos. 
 
Adolescentes e adultos: conversação e atividades como jogos, teste da árvore, casa, 
família. 
 
 
Psicopedagogo: 
Ponha o material sobre a mesa e peça ao aprendiz para iniciar a EOCA. 
 
 
Fatores de observação durante a EOCA 
 
 Por meio da observação do tema, da dinâmica e do produto, pode se observar 
o sintoma e as causas históricas coexistentes (ansiedade, defesa, funções, nível de 
pensamento utilizado, grau de exigência, aquisições automáticas, aspectos da 
lateralidade, organização, ritmo de trabalho, interesses, etc). 
 
Estes três níveis de observação são indicadores do primeiro sistema de 
hipóteses: 
 
▪ Temática: Consiste em tudo que o sujeito diz, o que terá, como toda conduta 
humana, um aspecto manifesto e outro latente. 
 
▪ Dinâmica: Consiste em tudo que o sujeito faz e não é estritamente verbal: 
gestos, tom de voz, postura corporal, a forma de sentar ou de pegar o lápis etc. 
podem ser mais reveladoras que os comentários e até mesmo que o produto. 
 
▪ Produto: É o que o sujeito deixa gravado no papel, na dobradura, na colagem 
etc, incluindo a sequência em que foram feitos. 
 
26 
 
 
Dimensão cognitiva 
Alguns indicadores: 
▪ Leitura dos objetos e situação. 
▪ Utilização adequada dos objetos. 
▪ Estratégias utilizadas na produção de tarefas. 
▪ Organização/Planejamento da atividade (antecipação). 
▪ Nível de pensamento utilizado. 
 
 
Dimensão afetiva 
Alguns indicadores: 
▪ Alterações no campo geográfico e o de consciência (distração, inadequação da 
postura, fugas etc.) 
▪ Aparecimento de condutas defensivas (medos, resistência às tarefas, às 
mudanças, às ordens etc.) 
▪ Ordem e escolha dos materiais. 
▪ Aparecimento de condutas reativas (choro, ansiedade etc.) 
 
 
Postura do Examinador 
▪ Deve ser apenas um observador da conduta do avaliado, participando com 
intervenções somente quando achar necessário. 
 
▪ Lançar mão de vários tipos de consignas para maior riqueza das observações. 
 
▪ Colocar limites quando achar necessário. 
 
▪ Quando o avaliado apresenta dificuldades para entrar na tarefa, deverá utilizar 
consigna múltipla para facilitar a decisão do avaliado. 
 
▪ Caso o avaliado permaneça sem iniciativa, deve-se lembrar também que esta 
também é uma postura a ser analisada, é uma forma de agir frente a situações 
novas, deve ser avaliada em seus vários fatores. 
 
 
Formas de Registro 
▪ Papel pautado dividido em duas colunas, sendo a da esquerda maior, pois 
servirá para as anotações do que ocorrerá na entrevista e a coluna da direita 
para anotações das hipóteses levantadas. 
 
▪ Deve-se anotar tudo que ocorrer, postura, ações, palavras, frases etc. 
 
 
27 
 
Levantamento das Hipóteses 
As hipóteses serão levantadas de acordo com as observações feitas durante a 
entrevista. Levando-se em conta as três linhas de investigação que serão realizadas: 
cognitiva, afetiva e orgânico-funcionais. 
 
Quando as hipóteses levarem a uma área específica (por exemplo: psicologia, 
fonoaudiologia, neurologia etc.), deve-se pedir a avaliação de um profissional 
competente. 
 
 
Observações gerais 
▪ Cada nível de estrutura cognitiva corresponde a uma leitura da realidade e um 
nível de evolução afetiva para estabelecer um vínculo com o objeto. 
 
▪ Cognitivo: Operações lógicas que regulam os intercâmbios com o meio externo, 
com a lógica correspondente ao estágio cognitivo a que percebe o sujeito. 
 
▪ Diante de determinada situação, o sujeito passará pelos momentos de 
indiscriminação objetiva parcial e total, em movimentos de ir e vir. Ao atingir 
o patamar, pode passar para outro no mesmo movimento. 
 
PRINCIPAIS OBSTÁCULOS DAS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM 
 
Obstáculos Funcionais 
▪ Assimilação 
▪ Lentidão 
▪ Domínio especial 
▪ Motor 
▪ Elaboração mental 
 
Obstáculos Emocionais (Epistemofílicos) 
▪ Estado confusional 
▪ Perseveração 
▪ Exigência 
▪ Conduta evitativa 
▪ Mecanismos defensivos 
 
Obstáculos Cognitivos (Epistêmicos) 
▪ Desempenho 
▪ Antecipação 
▪ Assimilação, acomodação 
▪ Insensibilidade – não percebe determinados conflitos 
▪ Não possui mecanismo de integração 
▪ Nível cognitivo 
28 
 
CHECK LIST 
1. Você sabe por que está aqui? 
Ansiedade Sim ( ) Não ( )Expectativa Sim ( ) Não ( ) 
 
 
2. Identifique o material que está sobre a mesa (dar nome aos objetos) 
Observador Sim ( ) Não ( ) 
Nomeia tudo Sim ( ) Não ( ) 
Apresenta dificuldade em lembrar-se dos nomes dos 
objetos 
Sim ( ) Não ( ) 
Possui fala infantilizada Sim ( ) Não ( ) 
 
3. Gostaria de saber o que você sabe fazer com o material que está sobre a mesa 
Como é sua postura (ao sentar)? 
 
 
Qual material evita? 
 
 
Qual sua preferência? 
 
 
Terminou o que começou? Sim ( ) Não ( ) 
Mexe em tudo e nada realiza? Sim ( ) Não ( ) 
Evita tocar os objetos? Sim ( ) Não ( ) 
É ansioso/a? Sim ( ) Não ( ) 
4. Converse com o aprendiz sobre o que ele produziu. Peça que continue 
mostrando o que mais já aprendeu. 
O aprendiz continuou a mesma atividade? Sim ( ) Não ( ) 
Ficou falando coisas que nada se relacionava com a 
atividade? 
Sim ( ) Não ( ) 
Se nega a ler ou escrever? Sim ( ) Não ( ) 
O aprendiz ficou paralisado? Sim ( ) Não ( ) 
 
5. Observar a modalidade da aprendizagem 
O aprendiz é tímido, não explora os objetos, fica na mesma 
atividade sempre? 
Sim ( ) 
Não-hipoassimilativo ( 
) 
O aprendiz apresenta dificuldade em estabelecer vínculos 
emocionais e cognitivos, fica na mesma atividade? 
Sim ( ) 
29 
 
Não-hipoassimilativo ( 
) 
O aprendiz tem dificuldade em criar ou prefere copiar? 
Sim ( ) 
Não-hipoassimilativo ( 
) 
6. O aprendiz: 
Articula o pensar como fazer? Sim ( ) Não ( ) 
Dificuldades com planejamento e organização? Sim ( ) Não ( ) 
Planeja bem? Sim ( ) Não ( ) 
Medo/resistência em utilizar os materiais? Sim ( ) Não ( ) 
Prefere conversar a produzir algo? Sim ( ) Não ( ) 
Descontentamento com suas produções? Sim ( ) Não ( ) 
Perfeccionismo (auto exigência)? Sim ( ) Não ( ) 
Problema na visão/fala? Sim ( ) Não ( ) 
Necessidade em agradar? Sim ( ) Não ( ) 
Dificuldade com a coordenação motora? Sim ( ) Não ( ) 
Suspeita de dislexia? Sim ( ) Não ( ) 
Suspeita de TDAH? Sim ( ) Não ( ) 
Outras hipóteses: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
.........................................................., ........... de ............................ de ............ 
 
(carimbo e assinatura do/a profissional) 
Nome do/a Profissional 
 
 
30 
 
MODELO DE CHECKLIST DE PROVAS OPERATÓRIAS DE PIAGET 
 
Diagnóstico Operatório 
Após intensas pesquisas, Jean Piaget e colaboradores, elaboraram as provas do 
diagnóstico operatório que determinam o grau de aquisição de algumas noções 
chaves do desenvolvimento cognitivo, tais como: noção de tempo, espaço, 
conservação, causalidade, número etc. 
 
Por meio das provas operatórias é possível detectar o nível da estrutura 
cognitiva com a qual o sujeito opera diante da situação apresentada, ou seja, o nível 
de pensamento alcançado pelo sujeito. 
 
As idades cronológicas apresentadas para os diversos níveis de 
desenvolvimento estão relacionadas às condições socioculturais. 
 
Momento do Diagnóstico 
 
1. Vínculo. 
 
2. Clarear o que se vai fazer. 
 
3. Apresentação do material da prova. 
(Quando o sujeito manuseia deve-se ouvir o que ele diz) 
 
4. A ordem ou consigna. 
 
5. A pergunta propriamente dita não precisa ser translúcida que dirija ou direcione a 
resposta. 
 
6. Resposta. 
 
7. Primeira transformação do objeto, introdução de uma variável nula, ou seja, não 
transforma o aspecto considerado. 
 
8. Pedido de argumentação. 
 
9. Resposta argumentada por: 
▪ Identidade: Quando o sujeito percebe que não se acrescenta nada ao material 
utilizado. 
 
▪ Identidade subjetiva: Quando o sujeito identifica que a quantidade de material 
dada possui a mesma quantidade. 
 
▪ Reversibilidade: Quando o sujeito argumenta “se você voltar a forma antiga”. 
 
31 
 
▪ Compensação: Quando o sujeito argumenta compensando as diferenças das 
formas apresentadas: “é mais comprida; mais larga etc”. Pode ser conservadora 
ou não. 
10. Contra argumentação: Pode-se contradizer o pensamento exprimido pelo sujeito 
(tentar levar em consideração o ponto de vista do sujeito e pesquisar se a resposta 
tem um esquema ou é por mero acaso). 
 
11. Justificação: Resposta do sujeito, pode ser conservadora ou não. 
 
12. Segunda transformação 
 
13. Sequência dos passos anteriores 
 
Observações: Quando o sujeito, na argumentação ou justificativa, responde “não sei”, 
pode ter dificuldades no aspecto operativo, possui a imagem, mas não opera 
mentalmente, ou pode estar no nível intermediário entre um período e outro. 
 
 
Provas Horizontais 
 
1. Seriação 
 
2. Números pequenos 
 
3. Dicotomia 
▪ Quantidade e inclusão de classes 
▪ Interseção de classes 
▪ Transvasamento de líquidos 
▪ Massa 
▪ Peso 
▪ Comprimento 
▪ Espaço unidimensional 
▪ Superfície 
▪ Espaço bi e tridimensional 
▪ Substâncias homogêneas 
 
4. Provas complementares e suplementares: são provas para avaliar os patamares 
intermediários mais sutis, para se saber se o sujeito está longe ou perto do nível. 
▪ Peso (complementar heterogêneo) 
▪ Ilhas 
▪ Combinações e permutações 
 
 
32 
 
PROVAS DO DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO 
 
Atualmente, as provas do diagnóstico operatório foram selecionadas por 
pesquisas baseadas nos trabalhos de Bärbel Inhelder6 e são assim relacionadas: 
 
1. Provas de Classificação: Avaliam o domínio do sujeito a respeito da classificação. 
São elas: conservação do número, matéria e líquido. 
 
2. Provas de Seriação: Consta de 10m palitos graduados para serem organizados 
segundo seu tamanho. 
 
3. Mudança de critério ou Dicotomia: Consta de fichas com os atributos de cor, 
forma e tamanho, que devem ser destacados pelo sujeito, conforme ordem dada. 
 
4. Qualificação da inclusão de classes: Esta prova pode ser realizada com flores, 
como o original, ou com animais ou frutas, pois permite avaliação da qualificação 
inclusiva a respeito das classes com os elementos das subclasses. 
 
 5. Interseção de classes: Nesta prova se investiga o grau de operatividade a respeito 
das operações lógicas no trato com as classes. 
 
6. Conservação: A conservação diz respeito a igualdade e possibilita a percepção de 
que mesmo diante de transformações o objeto conserva sua identidade, integridade 
ou qualidade em questão. Estas questões são importantes para os processos 
reguladores das atividades do sujeito em sua adaptação frente a realidade. O que se 
observa nestas provas é o êxito ou não na variável quantitativa em conteúdos 
distintos. 
 
6.1. Conservação de pequenos conjuntos discretos de elementos: Prova das 
fichas ou dos números, possibilita a verificação da conservação da equivalência 
numérica com quantidades discretas, apesar das transformações que foram 
expostas. Parte-se da correspondência termo a termo. 
 
6.2. Conservação da quantidade de líquido: Prova do transvasamento de 
líquido, investiga-se o grau de conservação com um material físico continuo em 
diversas variáveis. 
 
6.3. Composição da quantidade de líquido. Nesta prova o sujeito deve 
encontrar a solução num processo de síntese, diferente do anterior que era por 
meio da análise do material. 
 
6.4. Conservação da quantidade de matéria: Prova da massa que utiliza um 
novo material (massa de modelar), mas está correlacionada a anterior. 
 
6 Bärbel Elisabeth Inhelder (1913-1997) foi uma psicóloga suíça mais conhecida por seu trabalho Jean Piaget e suas contribuições 
para o desenvolvimento infantil. 
 
33 
 
6.5. Conservação de peso: Esta prova tem êxito no segundo nível das 
operações concretas e indaga sobre o grau de aquisição da invariância de peso. 
 
6.6. Conservação de volume: Esta conservação é alcançada porvolta dos 11 a 
13 anos dentro do período das operações concretas. 
 
6.7. Conservação de comprimento: Esta prova é somente administrada 
somente quando o sujeito atingiu a conservação das equivalências numéricas, 
pois ela estuda a capacidade dos mesmos a respeito da transposição ou 
reconstrução deste conhecimento ao nível da conservação de um contínuo 
unidimensional – o comprimento e a largura. 
 
7. Provas do pensamento formal ou Hipotético dedutivo: São as provas de 
combinatórias entre os elementos, que possibilitam perceber se o sujeito alcançou o 
nível de pensamento formal, apesar do material ser concreto, a formulação do 
pensamento exige um sistema de lógica proporcional. 
 
 
 
34 
 
APLICAÇÃO DAS PROVAS PIAGETIANAS 
As provas consistem em situações experimentais elaboradas, contudo a técnica 
utilizada nessas provas é igual a todas basicamente. Consta em se interrogar o 
avaliado frente aos fenômenos observáveis e/ou manipuláveis a partir dos quais se 
leva o sujeito a raciocinar. Variam somente segundo a natureza lógica dos problemas 
ou de fenômenos físicos. 
 
 
Quadro de seleção de provas conforme a idade 
Até 6 anos 
▪ Provas de conservação: de pequenos conjuntos 
discretos de elementos da quantidade de líquido. 
▪ Provas de classificação: de mudanças de critério ou 
dicotomia. 
▪ Provas de seriação. 
 
6 a 7 anos 
▪ Provas de conservação: de pequenos conjuntos 
discretos de elementos da quantidade de líquido, da 
quantidade de matéria, da composição da 
quantidade de líquido. 
▪ Provas de classificação: de mudanças de critério ou 
dicotomia, interseção de classes ou qualificação da 
inclusão de classes. 
▪ Provas de seriação. 
 
8 a 9 anos 
▪ Provas de conservação: da largura, de peso, do 
volume. 
▪ Provas de classificação: interseção de classes ou 
qualificação da inclusão de classes. 
▪ Provas de seriação. 
 
10 a 12 anos 
▪ Provas de conservação: da quantidade de matéria, da 
largura, da composição da quantidade de líquido, de 
peso. 
▪ Provas de classificação: interseção de classes ou 
qualificação da inclusão de classes. 
 
12 anos em diante 
▪ No caso de se obter êxito na prova de conservação de 
volume, administra-se as provas para o pensamento 
formal. 
 
 
Nome: ________________________________________________________________ 
Data: __________________________________________________________________ 
Idade cronológica: ___________________________________________________ 
 
35 
 
Quadro de resultados esperados das provas conforme a idade 
 
Prova 
Não 
conservação 
Conduta 
intermediária 
Conservação 
Conservação de quantidades 4-5 anos 5-7 anos A partir de 7 anos 
Classificação 4-5 anos 5-6 anos A partir de 6 anos 
Seriação 3-4 anos 6 anos 
(Tateamento) 
7-8 anos 
Inclusão de classes 5-6 anos 6-7 anos 7-8 anos 
Transvasamento de líquidos 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos 
Composição quantidade de líquidos 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos 
Conservação quantidade matéria 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos 
Conservação de superfície 5-6 anos 6-7 anos A partir de 7 anos 
Conservação de peso 6-7 anos 7-8 anos 8-9 anos 
Conservação de comprimento 6-7 anos 7-8 anos A partir de 8 anos 
Interseção de classe 4-5 anos 6 anos 7-8 anos 
Conservação de volume 7-8 anos 9-10 anos 11-12 anos 
Composição de pesos 7-8 anos 9 anos 10-12 anos 
Combinação de fichas 11 anos 12 anos 13 anos em diante 
Permutação de fichas 11 anos 12 anos 13 anos em diante 
 
 
 
 
 
Fases de desenvolvimento segundo Piaget 
 
Nível Observações 
Pré-operatório 
Intuitivo global 
Intuitivo articulado 
Operatório 
 
Operatório-concreto Concreto hipotético 
 
Operatório-formal Dedutivo ou formal 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
O DESENHO INFANTIL NA AVALIAÇÃO PSICOPEDAGÓGICA 
 
Os estudos sobre o desenho infantil vêm ganhando destaque por diferentes 
pesquisadores, que analisaram o desenvolvimento das crianças e identificaram 
inúmeras concepções pedagógicas, de forma a compreender o que ocorre quando elas 
desenham. 
 
O desenho como primeiro meio pelo qual a criança se expressa 
significativamente, visto que, primeiramente por meio das garatujas ou rabiscos, isto 
é, seus primeiros registros, ela manifesta sua particularidade e seu próprio padrão de 
expressão. 
 
As crianças aperfeiçoam sua capacidade de criar, entrando em contato com o 
seu mundo imaginário e representando sua realidade. Dessa forma, o desenho infantil 
pode revelar o grau de maturidade, do equilíbrio emocional e afetivo, bem como do 
desenvolvimento motor e cognitivo da criança. Por meio do desenho, a criança 
(re)cria suas próprias formas expressivas, integrando percepção, imaginação, 
sensibilidade e reflexão, noções que podem ser exploradas para avaliação 
psicopedagógica. 
 
Dessa forma, considerar os desenhos infantis como material de análise é 
pertinente, pois assim como a escrita, a evolução do desenho se configura por etapas. 
Assim, é fundamental que o profissional compreenda as características da trajetória 
construída segundo o desenvolvimento simbólico das crianças. 
 
FASES DO DESENHO INFANTIL SEGUNDO PIAGET 
 
Segundo Piaget, a criança desenha, elaborando conceitualmente objetos e 
eventos, isto é, ela desenha “mais o que sabe do que realmente consegue ver”. Daí a 
relevância de se compreender o processo de construção do desenho junto ao 
enunciado verbal que nos é dado pelo sujeito. 
 
1ª Fase) GARATUJA 
▪ Período Sensório-motor (0 a 2 anos de idade). 
▪ A figura é inexistente, a criança utiliza a imaginação, por imaturidade da 
coordenação motora, o desenho é desordenado. 
 
2ª Fase) PRÉ-ESQUEMATISMO 
▪ Período pré-operatório (2 a 7 anos de idade). 
▪ A criança consegue fazer relação entre desenho, o pensamento e a realidade, 
porém, os desenhos ainda são dispersos. 
▪ As cores não possuem relação com a realidade, mas com os sentimentos. 
▪ A figura humana está relacionada com a maturação da percepção e 
desenvolvimento cognitivo. 
 
37 
 
3ª Fase) ESQUEMATISMO 
▪ Período operatório-concreto (7 a 12 anos de idade). 
▪ A criança começa a expressar suas experiências, a percepção começa a 
amadurecer. 
▪ Utiliza a linha como base e começa a perceber o espaço, o conceito de figura 
humana, mas ainda apresenta exageros, omissões e as cores são relacionadas 
ao estado de emoção. 
 
4ª Fase) REALISMO 
▪ Corresponde também ao período operatório-concreto (7 a 12 anos de idade). 
▪ É a fase da transição das operações concretas para as formais. 
▪ Nesta fase, a criança apresenta noção de espaço, abandona as linhas como base, 
a figura humana apresenta roupas e formas. 
 
5ª Fase) PSEUDONATURALISMO 
▪ Período operatório-formal (+ de 12 anos de idade). 
▪ Nesta fase, o adolescente não utiliza o abstrato e desenho espontâneo. 
▪ O desenho segue a personalidade, utilizam formas da sua personalidade. 
▪ O visual está relacionado com a realidade e suas emoções. 
▪ O desenho assume a comunicação sem palavras, expressa sentimentos, 
inteligência, nível da maturação neurológica. 
 
FASES DO DESENHO INFANTIL SEGUNDO LOWENFELD 
 
Apesar da criança já possuir a inteligência representativa, não é capaz de fazer 
de conta no plano gráfico. Esta defasagem ocorre por conta da construção do símbolo 
no bidimensional ser mais complexa do que a partir do próprio corpo. Assim, a 
mesma criança que é capaz de fazer de conta que alimenta sua boneca por meio de 
jogo simbólico, usando símbolos, não sabe ainda desenhar símbolos que tomam uma 
coisa por outra. Quando desenha sua ação sobre o plano gráfico é, portanto, pré-
simbólica. 
 
Viktor Lowenfeld7 (1970) estudou o desenho infantil, em especial a fase pré-
simbólica, relacionando-o nas seguintes fases: 
 
1ª Fase) RABISCAÇÃO DESORDENADA OU GARATUJA 
▪ 2 a 4 anos de idade. 
▪ A criança desenha sem intenção alguma de escrever ou desenhar, apenas pelo 
prazer de rabiscar. 
▪ Dentro desse mesmo estágio há ainda a Rabiscação Longitudinal e a 
Rabiscação.7 Viktor Lowenfeld (1903-1960) foi professor de educação artística na Pennsylvania State University . Suas ideias influenciaram 
muitos educadores de arte nos Estados Unidos do pós-guerra. Ele defendia que as "maneiras pelas quais crianças em diferentes 
estágios de desenvolvimento artístico devem ser estimuladas por meios e temas apropriados, e (...) o currículo (...) guiado 
principalmente por considerações desenvolvimentistas". 
 
38 
 
 
Rabiscação Longitudinal: A criança aprecia seus traçados e observa suas produções 
(movimento intencional). Ela não abandona as garatujas, mas já aparecem bolinhas, 
cruzes, quadrados etc. (símbolos praticamente isolados). 
 
Rabiscação: A criança nomeia seus desenhos e traça o que imagina e o que viveu, por 
meio do simbolismo. A figura humana já é perceptível, ela fecha os seus traços para 
formar braços, pernas, cabeça, de forma que esses são para abraçar, caminhar e 
pensar. Elas conseguem reconhecem para que servem os desenhos. A fabulação se 
inicia, evidenciando a criatividade e invenção da criança. 
 
2ª Fase) FIGURAÇÃO PRÉ-ESQUEMÁTICA 
▪ 4 a 7 anos de idade. 
▪ A criança começa a utilizar representações simbólicas. 
▪ Utilizam variedade de traços (linhas, círculos, formas ovais) que podem ser 
caracterizados como membros de suas figuras, por exemplo: braços, pernas, 
olhos, cabeça. 
 
3ª Fase) FIGURAÇÃO ESQUEMÁTICA 
▪ 7 a 9 anos de idade. 
▪ A criança começa a utilizar representações simbólicas e faz relações de 
referências socioculturais, para desenharem casas, pessoas, animais etc. 
▪ Utilizam variedade de traços (linhas, círculos, formas ovais) que podem ser 
caracterizados como membros de suas figuras, por exemplo: braços, pernas, 
olhos, cabeça. 
 
4ª Fase) FIGURAÇÃO REALISMO 
▪ 9 a 12 anos de idade. 
▪ A criança começa a apresentar conceitos de formas, se encontra mais 
detalhista, desenhando tudo o que vê. 
▪ Há distinção no tamanho dos objetos, compreendendo que o que está na frente 
é maior e esconde o que está atrás. 
 
5ª Fase) PSEUDOREALISMO 
▪ 12 anos de idade em diante. 
▪ O adolescente se preocupa com a perfeição e a profundidade do desenho, o que 
torna esse mais elaborado. 
 
Diante de tudo que foi exposto, o que se deve avaliar no desenho? 
✓ O estado emocional da criança pelas cores e estilística do desenho. 
✓ O nível intelectual em que se encontra. 
✓ A maturidade da percepção visual. 
✓ O nível de socialização da criança e quais patologias estão relacionadas. 
✓ A coordenação motora e patologias relacionadas, dentre outros. 
 
 
39 
 
CHECK-LIST DA AVALIAÇÃO DO DESENHO LIVRE 
 
Serve para investigar a maturidade psicomotora e o nível de aprendizagem do 
aluno bem como a as emoções: como se sente, como se vê dentro do cenário, contexto 
etc. 
 
CHECK LIST 
Tamanho de desenho ( ) Pequeno ( ) Grande 
Tamanho das personagens ( ) Pequeno ( ) Grande 
Quem aparece maior? 
 
Quem não aparece no desenho? Exemplo: pai, mãe, irmão etc. 
 
Distanciamento das personagens: 
( ) Separados por alguma barreira 
( ) Presos em quadrados 
As personagens: 
( ) Possuem pés e mãos 
( ) Não possuem pés e mãos 
Faltam olhos, orelha e/ou boca ( ) Sim ( ) Não 
O desenho condiz com o que foi pedido? ( ) Sim ( ) Não 
(Se a resposta for não, pode indicar conduta evitativa relacionada à situação solicitada) 
O sujeito a ser solicitado: 
Se recusa a desenhar ( ) Sim ( ) Não 
Se recusa a escrever ( ) Sim ( ) Não 
Usa borracha ( ) Sim ( ) Não 
Posição do desenho na folha 
( ) Superior - Exigente ( ) Inferior - Impulsivo 
( ) Direita – Progressivo ( ) Esquerda - Regressivo 
( ) Superior Direita / Exigente - Progressivo 
( ) Superior Esquerda / Exigente - Regressivo 
( ) Inferior Direita Impulsivo - Progressivo 
( ) Inferior Esquerda Impulsivo - Regressivo 
Fonte: Visca, 2008, p.23 
Se a pessoa for alfabetizada peça para escrever os nomes no desenho ou falar algo. Se ela se negar, não deve forçar, pois 
pode estar relacionado a algum conflito que não deseja relembrar. 
Posição do desenho na folha 
(O título revela o vínculo estabelecido com a aprendizagem, se condiz com o desenho) 
O sujeito apresenta criatividade ao escolher o título? ( ) Sim ( ) Não 
O título foi pouco elaborado? ( ) Sim ( ) Não 
Relato do desenho 
Boa expressão oral? ( ) Sim ( ) Não 
Existe negação e repressões? ( ) Sim ( ) Não 
Conclusões: 
 
 
 
 
40 
 
PROVAS PROJETIVAS 
 
As provas projetivas são utilizadas no contexto psicopedagógico como um meio 
de analisar e depurar o sistema de hipóteses. Elas devem ser aplicadas quando há 
suspeita de implicações emocionais ou vínculos negativos com a aprendizagem. 
 
Ao ser submetido à prova projetiva, o sujeito projeta para fora de si o que se 
recusa a reconhecer em si mesmo ou o ser em si. Segundo Piaget “por meio do jogo 
simbólico, a criança no período pré-operatório assimila o real ao eu e consegue com este 
artifício suportar suas vivências pessoais e familiares, seus conflitos e problemas”. 
 
Por meio das provas projetivas pretende-se que haja a manifestação do 
inconsciente, sem medos e/ou repressões. Aparecem aqui, através de estímulo, 
manifestações inconscientes com marcas deixadas pelas vivências dos sujeitos. 
 
Nesse sentido, ao aplicar as provas projetivas, o profissional deve ter a clareza 
de que elas expressam uma realidade subjetiva relacionada com a vivência particular 
do sujeito. Não se trata da realidade como ela é, mas a realidade que o sujeito 
vê. Assim, as provas projetivas devem ser adaptadas ao tipo de investigação que se 
pretende realizar e a especificidade do sujeito. 
 
As provas projetivas psicopedagógicas foram organizadas por Jorge Visca e 
consistem em recursos para a compreensão de variáveis emocionais, que 
condicionam a aprendizagem positiva ou negativamente. 
 
O objetivo da prova projetiva psicopedagógica é verificar as significações do 
ato de aprender e as relações vinculares que se formam com o conhecimento e as 
figuras ensinantes. 
 
A criança brinca para reviver momentos felizes e prazerosos ou para elaborar 
seus traumas e desprazeres, o desenho é um dos instrumentos que o profissional 
poderá utilizar para avaliação da subjetividade, ou seja, no desenho e na brincadeira 
a criança revela dados importantes do seu dia a dia, dos seus impulsos inconscientes 
e da sua personalidade. A prova projetiva serve para detectar bloqueios emocionais, 
dificuldades de aprendizagem causadas por influência psicológica. 
 
Dessa forma, é necessário fazer a análise do desenho minuciosamente, 
considerando os traços, a idade da criança, o tamanho do desenho, o lado, o ano que 
está cursando. Lembrando que existem testes da árvore, da casa, dos animais, etc. 
 
Segundo Freud, os mecanismos de defesa são proteções inconscientes do ego 
para bloquear tudo que possa gerar sofrimentos, angústias, solidão, esses 
mecanismos são encontrados em todos os seres humanos. Para Freud, esses 
mecanismos são saudáveis, porém, em excesso, podem demonstrar um problema 
psicológico. Os mecanismos de defesa são vários, mas citaremos três deles: 
 
41 
 
– Sublimação: É um deslocamento ou alteração dos impulsos do ID desviando para 
comportamentos aceitáveis socialmente. A criança sádica sublima seus impulsos para 
a sala de aula, um exemplo é gostar de pesquisar estrutura fisiológica de um animal. 
 
– Recalque: É o ato de expulsar da consciência tudo que é inaceitável, ele é 
automático. O recalque volta a aparecer em atos falhos, sonhos e lapsos de linguagem. 
Na educação, a criança pode bloquear a construção do conhecimento por não se 
relacionar bem com o professor, pela transferência também não gostará da matéria 
que aquele ensina. 
 
– Transferência: É o ato de transferir sentimentos como o amor ou ódio para outra 
pessoa no relacionamento. A transferência na aprendizagem é muito