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FUNDAMENTOS GEOTECNICOS
Profa. Me. Danielle Clerman Bruxel
daniellebruxel@unisinos.br
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
ROCHAS
“Corpo sólido natural, resultante de um processo geológico determinado,
formado por agregados de um ou mais minerais, arranjados segundo as
condições de temperatura e pressão existentes durante sua formação”
(FRASCÁ; SARTORI, 1998).
ÍGNEAS METAMÓRFICAS SEDIMENTARES
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
SOLO TERRA
Para Agronomia;
Para Geologia;
Para Engenharia:
Rocha é aquilo que não podemos
escavar manualmente.
Solo é a rocha decomposta possível de ser escavada.
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
• As partículas do solo encontram-se livres para se deslocar
entre si.
• Uma pequena cimentação pode ocorrer entre elas, mas num
grau extremamente mais baixo do que nos cristais de uma
rocha ou de um metal ou nos agregados de um concreto.
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
• O comportamento dos solos depende do movimento das partículas
sólidas entre si. Isto faz com que ele se afaste do mecanismo dos sólidos
na qual se fundamenta a Mecânica das Estruturas geralmente
consideradas na engenharia civil.
• Em diversas situações, o comportamento do solo só pode ser entendido
pela consideração das forças transmitidas diretamente nos contatos
entre as partículas. Não é raro, por exemplo, que as partículas do solo
se quebrem quando este é solicitado, alterando-o, com
conseqüentemente influenciando no seu desempenho.
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
O processo de formação do solo engloba todos os mecanismos
que transformam uma rocha em solo (intemperismo).
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
• São materiais com origem recente ou remota e são provenientes da alteração das
rochas por ação do intemperismo (agentes físicos, químicos e/ou biologicos).
• Os solos são constituídos por:
Partículas sólidas
Ar
Líquido (água)
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
Influem na formação dos solos:
- CLIMA (chuva, temperatura, ventos, etc);
- Tipo de rocha;
- Vegetação (atividade biológica);
- tempo;
- topografia (relevo).
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
No perfil do solo, observam-se diferentes camadas horizontais:
HORIZONTES
A delimitação entre 
camadas é feita 
visualmente em campo.
ORIGEM DOS SOLOS
• Todos os solos se originam da decomposição e
desagregação das rochas que constituíam inicialmente a
crosta terrestre.
• A maior ou menor concentração de cada tipo de partícula
num solo depende da composição química da rocha que lhe
deu origem.
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS
A formação do solo é função de:
- Rocha de origem;
- Ação de organismos vivos;
- Clima;
- Tempo
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS
Vários sistemas:
ORIGEM DOS SOLOS: residuais, transportados, orgânicos.
COM BASE NA TEXTURA: tamanho das partículas
CLASSIFICAÇAO VISUAL E TACTIL: exame visual e ensaios simples
GEOTECNICA: MCT, HRB/AAHO, SUCS
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS QUANTO A ORIGEM E 
FORMAÇÃO
• Há diferentes maneiras de se classificar os solos...
• Classificação genética: conforme o seu processo geológico
de formação.
TRANSPORTADOS OU
SEDIMENTARES
RESIDUAIS
ORGANICOS
CLASSIFICAÇÃO DOS SOLOS
RESIDUAIS: Provenientes da decomposição e degradação de rocha
subjacente. Também chamados de “in situ”. Não foram
submetidos a ação de transporte. Se conservam no local da rocha
mãe.
TRANSPORTADOS ou SEDIMENTARES: Formado pelo agente de
intemperismo, depois transportado e depositado em outro local.
Coluviões, Tálus, Aluvionáres, Eólicos, Glaciais...
ORGÂNICOS
SOLOS RESIDUAIS
Resultantes da decomposição das rochas que se encontram no
próprio local em que formaram.
Para que eles ocorram, é necessário que a velocidade de
decomposição da rocha seja maior do que a velocidade de
decomposição por agentes externos. A velocidade de
decomposição depende de vários fatores: temperatura, regime de
chuva, vegetação. As condições existentes nas regiões tropicais são
favoráveis a degradações mais rápidas da rocha, razão pela qual
as maiores ocorrências de solos residuais ocorrem nestas regiões,
entre elas o Brasil. Ex. Centro Sul Brasil
Solos comuns no Brasil!
SOLOS RESIDUAIS
SOLOS RESIDUAIS
A ação das intempe ́ries se 
dá de cima para baixo. 
Assim as camadas superiores 
são mais trabalhadas que as 
inferiores. 
SOLOS RESIDUAIS
Exemplo de perfil de solo residual.
São subdivididos em horizontes e se 
organizam da superfície para o fundo. 
A transição entre um horizonte e o 
outro é gradativa de modo que a 
separação entre eles pode ser 
arbitrária. Não existe um contato ou 
limite direto e brusco entre o solo e a 
rocha que originou
SOLOS RESIDUAIS
Solo Residual (maduro e jovem):
superficial ou sotoposto a um horizonte “poroso” ou “húmico”,
e que perdeu toda a estrutura original da rocha-mãe 
Solo Saprolítico (Alteração de Rocha):
solo que mantém a estrutura original da rocha-mater, mas perdeu a 
consistência da rocha. Visualmente pode confundir se com uma rocha 
alterada, mas apresenta pequena resistência ao manuseio. É também 
chamado de solo residual jovem ou solo de alteração de rocha.
Rocha Alterada:
Horizonte em que a alteração progrediu ao longo de fraturas ou zonas de
menor resistência, deixando intactos grandes blocos da rocha original. Em se
tratando de solos residuais, é de grande interesse a indicação da rocha-mãe,
pois ela condiciona, entre outras coisas, a própria composição física. Solos
residuais de basalto são predominantemente argilosos, os de gnaisse são
siltosos e os granitos apresentam teores aproximadamente iguais de areia
média, silte e argila, etc.
SOLOS RESIDUAIS
SOLOS RESIDUAIS
TEMPO
O tempo é o fator preponderante na formação dos perfis de intemperismo.
Chamamos de jovem, o perfil de solo pouco desenvolvido, cuja principal característica
é a ausência de um horizonte B, que é o horizonte mais argiloso.
Seu perfil normalmente é formado pela rocha e uma camada de solo pouco espessa
(mesmo diâmetro, 
apresentando uma curva granulométrica denominada de uniforme
SOLOS EÓLICOS:
Loess:
O loess, comum na europa oriental, geralmente contêm grandes
quantidades de cal, responsável por sua grande resistência inicial. Quando
umedecido, contudo, o cimento calcáreo existente no solo pode ser
dissolvido e solo entra em colapso.
Um solo bastante problemático para a engenharia, pois a despeito de uma
capacidade de formar paredões de altura fora do comum e inicialmente
suportar grandes esforços mecânicos,
SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS
ALUVIÕES OU SOLOS ALUVIONARES
SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS
Solos formados pelo transporte por água. Sua composição depende da
velocidade da água no momento de deposição.
Seleção granulométrica:
Torrentes: blocos
Rios: areias e siltes
Lagos e lagunas: argila
Péssimos como fundações...
SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS
SOLOS COLOVIONARES
Solos formados pelo ação da gravidade (com auxílio de enxurradas).
Compostos de materiais pouco selecionados: argila até blocos. Apresentam
boa resistência, porém elevada permeabilidade Exemplos: solos formados
no pé de encostas, Escorregamentos das escarpas da serra do mar
Massas de materiais muito diversos e sujeitos a movimentações de rastejo. Também 
classificados como coluviões, solos superficiais do planalto brasileiro depositados sobre 
solos residuais. 
- Colúvio: material predominantemente fino (Serra do Mar e planalto 
brasileiro)
- Tálus: material predominantemente grosseiro (sul da Bahia e Salvador) 
SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS
SOLOS GLACIAIS / DRIFTS
Solos formados pelo transporte por geleiras. Se deslocam lentamente.
Vales em “U”. Regiões temperadas e de altitudes elevadas. Frequentes nos
Estados Unidos e Europa.
SOLOS TRANSPORTADOS
SOLOS ORGANICOS
A formação dos solos orgânicos ocorre pela impregnação de matéria orgânica em
sedimentos preexistentes ou pela transformação carbonífera de materiais.
Húmus: produto escuro da decomposição da matéria orgânica. Só impregna
permanentemente solos finos como a argila e silte.
Geralmente são os solos de cor escura das baixadas litorâneas ou das várzeas dos
rios.
Não existem areias grossas ou pedregulhos orgânicos, pois a alta velocidade de
percolação carreia toda matéria orgânica.
Quando há grande deposição de folhas caules e troncos formam-se um solo fibroso
essencialmente de carbono, que se chama turfa, tendo esta uma densidade menor
que os outros solos orgânicos.
SOLOS ORGANICOS
SOLOS
SOLOS PEDOGENICOS: complexa série de processos físicoquímicos e biológicos que governam
a formação dos solos da agricultura. Na engenharia, esta camada recebe o nome de "solo
superficial" e têm pouco interesse técnico.
Compreendem a lixiviação do horizonte superficial e concentração de partículas coloidais no
horizonte profundo e impregnação com húmus do horizonte superficial.
SOLOS TROPICAIS: São chamados solos tropicais aqueles que apresentam peculiaridades de
propriedades e de comportamento, em decorrência da atuação nos mesmos de processos
geológicos e/ou pedológicos, tipo das regiões tropicais úmidas.
Solos nas regiões tropicais: lateríticos, saprolíticos e transportados.
	Slide 1: Fundamentos geotecnicos
	Slide 2: Origem e Formação dos Solos
	Slide 3: Origem e Formação dos Solos
	Slide 4: Origem e Formação dos Solos
	Slide 5: Origem e Formação dos Solos
	Slide 6: Origem e Formação dos Solos
	Slide 7: Origem e Formação dos Solos
	Slide 8: Origem e Formação dos Solos
	Slide 9: Origem e Formação dos Solos
	Slide 10: Origem e Formação dos Solos
	Slide 11: Origem dos Solos
	Slide 12: Origem e Formação dos Solos
	Slide 13: Classificação dos Solos
	Slide 14: Classificação dos Solos quanto a Origem e Formação
	Slide 15: Classificação dos Solos
	Slide 16: Solos Residuais
	Slide 17: Solos Residuais
	Slide 18: Solos Residuais
	Slide 19: Solos Residuais
	Slide 20: Solos Residuais
	Slide 21: Solos Residuais
	Slide 22: SOLOS RESIDUAIS
	Slide 23: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 24: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 25: Processos geológicos de formação dos solos
	Slide 26: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 27: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 28: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 29: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 30: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 31: Solos Sedimentares ou Transportados
	Slide 32: Solos Transportados
	Slide 33: Solos ORGANICOS
	Slide 34: Solos ORGANICOS
	Slide 35: Solos

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