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Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT Campus Universitário do Araguaia – CUA Instituto de ciências exatas e da Terra – ICET Curso de Engenharia civil Prof.: Victor Hugo Peres INSTALAÇÕES PREDIAIS Definições A luminotécnica é uma área de estudo que trata da disposição, quantidade e integração dos pontos de luz internos e externos de uma edificação. Para que a eficiência energética e a qualidade dos ambientes em uma edificação sejam aumentadas, deve-se pensar em complementaridade entre a luz natural e a luz artificial, ou seja, devemos considerar a integração entre esses dois tipos de luz. Definições Quando tratamos da luminotécnica, primeiramente precisamos definir o que é luz: ◦ “Parcela dos espectro eletromagnético existente na natureza capaz de sensibilizar a retina dos olhos.” Figura 1 – Espectro eletromagnético. Definições Durante a elaboração de um projeto luminotécnico, devem ser observados aspectos como as dimensões do ambiente, sua função, a atividade operacional e a quantidade de horas em que os ocupantes ficarão expostos à iluminação artificial. É importante que se tenha muito cuidado na escolha dos aparelhos de iluminação e dos tipos de lâmpadas, visando evitar que o ambiente tenha suas cores deformadas e/ou sua decoração prejudicada. A iluminação é responsável por definir as características do ambiente, sendo que uma boa iluminação apresenta vários benefícios como: proteção à vista, elevação do rendimento do trabalho, diminuição de erros e acidentes, maior conforto, etc. Tipos de lâmpadas Para definirmos o tipo de iluminação que será utilizada em um determinado ambiente é preciso que sejam analisadas algumas características das lâmpadas normalmente utilizadas em projetos luminotécnicos: ◦ Eficiência energética; ◦ Vida útil; ◦ Temperatura de cor; ◦ Índice de reprodução de cor; ◦ Rendimento. Tipos de lâmpadas Eficiência energética É definida como a razão entre a quantidade de lúmens gerados pela lâmpada para cada Watt de potência consumido. Figura 2 – Eficiência energética de diferentes tipos de lâmpadas. Tipos de lâmpadas Vida útil É definida como durabilidade esperada para a lâmpada. Figura 3 – Vida útil de diferentes tipos de lâmpadas. Tipos de lâmpadas Temperatura de cor A temperatura da cor diz respeito a tonalidade de cor que a luz dá ao ambiente, geralmente medida em Kelvin (K), e é uma característica das lâmpadas que influencia diretamente no conforto do ambiente. Quanto mais alta for a temperatura de cor de uma lâmpada, mais clara será a tonalidade da luz emitida por ela. Ex.: lâmpadas com temperatura de cor de 2700 K possuem tonalidade mais próxima ao amarelo, enquanto lâmpadas com temperatura de cor de 6500 K possuem tonalidade mais próximas ao branco azulado. Tipos de lâmpadas Temperatura de cor Segundo a NBR/ISO 8995-1:2013, as lâmpadas, normalmente, são divididas em três grupos, de acordo com a sua temperatura de cor (ou temperatura de cor correlata). Figura 3 – Faixas de temperatura de cor segundo a NBR/ISO 8995-1. Figura 4 – Faixas de temperatura de cor. Tipos de lâmpadas Temperatura de cor Geralmente, as lâmpadas com temperatura de cor mais baixa, ou seja, com aparência de cor mais quentes (próxima ao amarelo), são lâmpadas mais aconchegantes, sendo, portanto, recomendadas para ambientes em que se deseja atingir uma sensação de conforto, como dormitórios, salas, restaurantes ou salas de jantar. Já as lâmpadas que possuem temperatura de cor mais alta, ou seja, aparência de cor mais fria (próximas ao branco azulado), possuem um efeito estimulante, sendo utilizadas em ambientes de trabalho, clínicas, farmácias e hospitais. Tipos de lâmpadas Índice de reprodução de cor Trata-se de uma escala responsável por mensurar a capacidade de reprodução de cores de uma lâmpada. Quanto mais próximo o índice de reprodução de cor (IRC) da lâmpada for do IRC 100 (valor atribuído à luz solar), mais fielmente as cores serão vistas, isso devido ao fato de que o enxergamos é o reflexo da luz que ilumina o ambiente. Tipos de lâmpadas Índice de reprodução de cor Segundo a NBR/ISO 8995-1, em ambientes internos em que os ocupantes trabalham ou permanecem por longos períodos, não se recomenda a utilização de lâmpadas que possuam IRC inferior a 80. Vale destacar que a capacidade das lâmpadas de reproduzirem bem as cores (IRC) independe de sua temperatura de cor, existindo diversas lâmpadas que possuem temperaturas de cor diferentes, porém, apresentam o mesmo IRC. Figura 5 – Comparação de diferentes valores de IRC. Tipos de lâmpadas Rendimento Utilizado para comparar luminárias, consiste na razão entre o fluxo luminoso emitido pela luminária e o fluxo luminoso gerado pelas lâmpadas. Esse efeito de redução do fluxo luminoso é, até certo ponto, algo desejável para que se tenha um maior controle de ofuscamento (luminárias com maiores rendimentos possuem menor controle de ofuscamento). Figura 6 – Especificações técnicas. Tipos de lâmpadas Basicamente, as lâmpadas elétricas encontradas no mercado se dividem em três tipos distintos: ◦ Incandescentes: ◦ Padrão; ◦ Halógena; ◦ Descarga: ◦ Fluorescentes; ◦ Vapor de mercúrio; ◦ Vapor metálico; ◦ Vapor de sódio; ◦ Estado sólido – LED (Light Emitting Diode) Tipos de lâmpadas Incandescente – Padrão Nesse tipo de lâmpada, o fluxo luminoso resulta do aquecimento de um fio (geralmente um filamento de tungstênio), devido a passagem da corrente elétrica, até a incandescência. Consistem de um bulbo de vidro incolor ou leitoso, uma base de cobre (ou outras ligas) e um conjunto de peças que contêm o filamento. Tipos de lâmpadas Incandescente – Padrão No interior do bulbo de vidro, é retirado todo oxigênio, geralmente por vácuo ou por preenchimento com gás inerte (nitrogênio ou argônio), visando reduzir os efeitos de oxidação no filamento. Apesar de possuírem bom IRC, possuem baixa eficiência e vida útil. Tipos de lâmpadas Incandescente – Halógena Trata-se de um aperfeiçoamento das lâmpadas incandescentes comuns, por meio da inserção de iodo ou bromo no bulbo. Possui o mesmo princípio básico que as incandescentes comuns, porém, com uma maior eficiência e vida útil. Geralmente, possui IRC bem próximo de 100. Tipos de lâmpadas Incandescente – Halógena As lâmpadas halógenas possuem, porém, uma significativa desvantagem: desprendem um calor muito intenso e são pressurizadas, podendo estilhaçar-se inesperadamente. Atualmente, os modelos mais utilizados são as lâmpadas dicróicas. Figura 7 – Exemplo de lâmpada halógena (dicróica). Figura 8 – Exemplo de iluminação com lâmpada dicróica. Figura 9 – Iluminação pendente com lâmpadas halógenas. Tipos de lâmpadas Descarga As lâmpadas de descarga são lâmpadas que funcionam emitindo o fluxo luminoso devido a passagem de uma corrente elétrica num meio preenchido com gases ou vapores metálicos (mercúrio, xenônio, sódio, etc.). São lâmpadas que necessitam de um circuito auxiliar para que seja iniciada a ionização do gás e a criação do arco elétrico. Tipos de lâmpadas Descarga – Fluorescentes São compostas por um bulbo cilíndrico de vidro, com as paredes internas cobertas com material fluorescente (cristais de fósforo) e preenchido com vapor de mercúrio ou argônio a baixa pressão. Em suas extremidades, possui eletrodos metálicos de tungsténio, por onde circula a corrente elétrica. Tipos de lâmpadas Descarga – Fluorescentes Sua principal desvantagem se deve à necessidade de utilização de dois equipamentos auxiliares: ◦ Starter → responsável por induzir a “partida” da lâmpada; ◦ Reator → responsável por produzir a sobretensão e limitar a corrente. Figura 10 – Funcionamento do reator eletromagnético. Tipos de lâmpadas Descarga – Fluorescentes Visando contornar essa limitação, foram desenvolvidas lâmpadas fluorescentes que possuem esses equipamentos auxiliares incorporados à sua base, denominadas fluorescentes compactas. Possuem uma durabilidade média até 10 vezes superior a daslâmpadas incandescentes, além de serem, aproximadamente, 80% mais econômicas do que as lâmpadas incandescentes. São indicadas para instalações residenciais e comerciais. Tipos de lâmpadas Descarga – Vapor de mercúrio Também utilizam o princípio da descarga elétrica através de gases. É composta por um bulbo de vidro externo (responsável por resistir aos choques térmicos) que encerra em seu interior um tubo de arco, no qual é produzido o efeito luminoso. Tipos de lâmpadas Descarga – Vapor de mercúrio Como no caso das lâmpadas fluorescentes, exigem que um reator seja utilizado para conectar a lâmpada à rede e limitar a corrente de operação, não necessitando, porém, de um starter. Possuem alta eficiência e durabilidade, sendo muito utilizadas atualmente para iluminação de vias públicas e áreas industriais (com correção de cor). Tipos de lâmpadas Descarga – Vapor metálico Possui o mesmo princípio de funcionamento que as demais lâmpadas de descarga. Nelas, o fluxo luminoso é proporcionado por iodeto de índio, tálio e sódio em adição ao mercúrio. Possuem alta eficiência, alto IRC e grande vida útil. Tipos de lâmpadas Descarga – Vapor de sódio Nesse tipo de lâmpada, o tubo de descarga é composto por óxido de alumínio encapsulado por um bulbo de vidro e recoberto internamento por um pó difusor. Possibilita a obtenção de uma alta eficiência luminosa e uma boa aparência de cor, além de possuir uma longa vida útil. Possuem um aspecto de luz branco-dourada, porém, um elevado IRC. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) São lâmpadas que possuem uma alta eficiência energética. Ex.: uma lâmpada incandescente de 60 W pode ser substituída por uma lâmpada de LED de 3 W. Funcionam a partir da passagem de corrente elétrica por um diodo (semicondutor), que emite energia na forma luminosa. Devido a sua tensão de funcionamento (aproximadamente 12 V), necessitam de um circuito auxiliar para que a tensão proveniente da rede seja ajustada. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) Possuem como principal vantagem sua elevada vida útil e o seu baixo consumo. Porém, a principal desvantagem das lâmpadas de LED se deve ao fato de serem monocromáticas, ou seja, emitirem luz somente numa faixa do espectro luminoso. Originalmente, possuíam também limitações devido ao seu baixo IRC e temperaturas de cor muito elevadas, o que foi contornado nos últimos anos. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) Existem diversos tipos de lâmpadas de LED que podem ser utilizadas em função do tipo de iluminação desejada (geral, decorativa, destaque, etc.). De forma resumida, as iluminações de LED podem ser divididas em 7 tipos: ◦ Bulbo; ◦ Fitas/perfis; ◦ Painéis; ◦ Tubulares; ◦ AR; ◦ MR; ◦ PAR. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – Bulbo Geralmente, são utilizadas para iluminações gerais. Existem ainda algumas varrições com temperatura de cor mais baixa (de aparência de cor quente) que podem ser utilizadas em iluminações decorativas, como as lâmpadas tipo bulbo filamento. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – Fitas/perfis Consiste em uma fita linear, na qual são dispostos uma série de pequenos LED, responsáveis pela emissão do fluxo luminoso. Geralmente, são utilizados com temperaturas de cor mais baixas, em iluminações decorativas, porém, em temperaturas de cor mais elevadas, podem também ser utilizados como iluminações gerais. Figura 11 – Fita de LED. Figura 12 – Fita de LED em sancas. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – Fitas/perfis Os perfis de LED, por sua vez, são constituídos de uma fita de LED embutida em uma luminária linear, de pequena largura, formando um fluxo luminoso linear e difuso. Geralmente, são utilizados como iluminações decorativas, porém, podem também ser utilizados como iluminações gerais, em substituição, por exemplo, às luminárias tubulares. Figura 13 – Perfis de LED. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – Painéis Geralmente, são utilizadas para iluminações gerais, com temperaturas de cor de 4000 K ou superior, porém, existem modelos comerciais com temperaturas de cor mais baixas. Podem ser encontrados em diferentes formas (redondo, quadrado ou retangular) e com vários tamanhos. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – Tubulares Geralmente utilizadas para iluminações gerais em ambientes comerciais ou em outros ambientes em que se deseja uma iluminação difusa linear, com temperaturas de cor de 4000 K ou superior. Geralmente, consistem de uma fita de LED passando no interior da luminária tubular, responsável pela geração do fluxo luminoso. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – AR Geralmente, são utilizadas como iluminação de destaque, com temperaturas de cor mais baixas. Possui o diferencial de a luz ser emitida para cima, refletindo em um espelho superior instalado na superfície interna da luminária, reduzindo o efeito de ofuscamento. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – AR Podem ser divididas em 2 tipos em função do ângulo do feixe luminoso: ◦ AR70 (ângulo de 24°); ◦ AR111 (ângulo entre 8° e 20°), mais indicada para ambientes com pé-direito duplo. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – MR Utilizadas tanto para iluminação de destaque como para iluminação decorativa, podem ser encontradas tanto em temperaturas de cor baixas como em temperaturas de cor alta. Existem 2 tipos: ◦ MR11 → menor tamanho e potência, utilizada em ponto específicos; ◦ MR16 → maior tamanho e potência, utilizada em ambientes mais amplos. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – PAR Muito utilizadas como iluminação de destaque, podendo ser encontrada em várias temperaturas de cor (aparência de cor quente, neutra e fria). Difere das anteriores por produzir um feixe luminoso mais difuso, fazendo com que também seja utilizada como iluminação decorativa ou até iluminação geral, e por utilizarem soquete E27. Tipos de lâmpadas LED (Light Emitting Diode) – PAR Podem ser divididas em 3 tipos, em função do seu diâmetro e da sua potência: ◦ PAR20 → muito utilizadas em ambientes mais amplos, porém de pé-direito simples; ◦ PAR30 / PAR38 → utilizadas em ambientes mais amplos, mais recomendadas para pé-direito duplo (acima de 3 metros). Tipos de luminárias Responsáveis por proteger as lâmpadas, orientar o feixe luminoso, difundir a luz e reduzir o efeito de ofuscamento. De forma resumida, podem gerar dois tipos de iluminação: ◦ Iluminação direta → Em que o feixe luminoso incide diretamente sobre o plano de trabalho (de cima para baixo), tornando a superfície de trabalho mais destacada do que o restante do ambiente; ◦ Iluminação indireta → Em que o feixe luminoso é refletido em outra superfície (teto ou parede), tornando a superfície de trabalho menos destacada do que o restante do ambiente. Cálculo luminotécnico Grandezas fundamentais Na elaboração do projeto luminotécnico, para que possamos fazer o cálculos luminotécnicos, precisamos conhecer 4 grandezas fundamentais, baseadas nas definições apresentadas pela NBR/ISO 8995-1: ◦ Fluxo luminoso; ◦ Intensidade luminosa; ◦ Iluminância (ou iluminamento); ◦ Luminância. Grandezas fundamentais Fluxo luminoso Definido como a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz e capaz de estimular a retina ocular à percepção da luminosidade. Possui o símbolo “φ” e a unidade de medida lúmen (lm). Grandezas fundamentais Intensidade luminosa Definida como a potência de radiação luminosa em uma dada direção ou o fluxo luminoso irradiado na direção de um determinado ponto. Possui o símbolo “𝐼𝐼” e a unidade de medida Candela (cd). Grandezas fundamentais Intensidade luminosa A distribuição da intensidade luminosa pode ainda ser representada graficamente pela curva de distribuição luminosa (CDL), em que a luminária é reduzida à um único ponto e a intensidade luminosa é representada em todos os ângulos de um determinado plano. Grandezas fundamentais Iluminância (ou iluminamento) Édefinido como a relação entre fluxo luminoso emitido e a área da superfície de incidência e pode ser obtido por: 𝐸𝐸 = 𝜙𝜙 𝐴𝐴 (eq. 1) Onde: ◦ 𝐸𝐸 = iluminância, expressa em lux (lx); ◦ 𝜙𝜙 = fluxo luminoso (lm); ◦ 𝐴𝐴 = área da superfície (m²). Grandezas fundamentais Iluminância (ou iluminamento) Na prática, a iluminância corresponde ao valor médio do fluxo luminoso, uma vez que o fluxo luminoso não se distribui uniformemente sobre a superfície. Valores padrões de iluminância recomendada, em função do ambiente e das atividades desenvolvidas, são apresentados pela NBR/ISO 8995-1. Grandezas fundamentais Luminância É definida como a propriedade de uma fonte de luz que, em uma dada direção, em um ponto na superfície e em um ponto a caminho do facho, é responsável por provocar a sensação de maior ou menor claridade. Pode ser obtida por: 𝐿𝐿 = 𝐼𝐼 𝐴𝐴 (eq. 2) Sendo: ◦ 𝐿𝐿 = luminância (cd/m²); ◦ 𝐼𝐼 = intensidade luminosa (cd); ◦ 𝐴𝐴 = área da superfície (m²). Método dos lúmens Para o cálculo da iluminação, podemos utilizar o métodos dos lúmens, método mais utilizado atualmente para o cálculo de sistemas de iluminação em edificações. Também conhecido como método do fluxo luminoso necessário para determinado ambiente baseado no tipo de atividade desenvolvida, cores das paredes e teto e do tipo de lâmpada- luminária escolhida. Método dos lúmens O cálculo luminotécnico com o método dos lúmens possui a seguinte sequência: ◦ Determinação do nível da iluminância; ◦ Escolha da luminária e lâmpadas; ◦ Determinação do índice do local; ◦ Determinação do coeficiente de utilização da luminária; ◦ Determinação do coeficiente de manutenção; ◦ Cálculo do fluxo luminoso total (lúmens); ◦ Cálculo do número de luminárias. Método dos lúmens Determinação do nível da iluminância Deve ser definido de acordo com a NBR/ISO 8995-1 (Seção 6). Método dos lúmens Escolha da luminária e lâmpadas Devem ser definidas em função de diversos fatores: ◦ Distribuição adequada de luz; ◦ Rendimento máximo; ◦ Estética e aparência geral; ◦ Facilidade de manutenção, incluindo a limpeza; ◦ Fatores econômicos. Método dos lúmens Determinação do índice do local Deve ser calculado relacionando as dimensões do local que será iluminado, utilizando a seguinte expressão, válida para luminárias de iluminação direta: 𝐾𝐾 = 𝐶𝐶∗𝐿𝐿 ℎ∗ 𝐶𝐶+𝐿𝐿 (eq. 3) Onde: ◦ 𝐾𝐾 = índice do local (adimensional); ◦ 𝐶𝐶 = comprimento do local (m); ◦ 𝐿𝐿 = largura do local (m); ◦ ℎ = distância da iluminação até o plano de trabalho (m). Método dos lúmens Determinação do índice do local Para luminárias de iluminação indireta, o índice do local deve ser determinado por: 𝐾𝐾 = 3∗𝐶𝐶∗𝐿𝐿 2∗ℎ′∗ 𝐶𝐶+𝐿𝐿 (eq. 4) Onde: ◦ 𝐾𝐾 = índice do local (adimensional); ◦ 𝐶𝐶 = comprimento do local (m); ◦ 𝐿𝐿 = largura do local (m); ◦ ℎ′ = distância do teto até o plano de trabalho (m). Método dos lúmens Determinação do coeficiente de utilização da luminária Uma vez que parte do fluxo luminoso emitido é perdido nas próprias luminárias, é preciso estabelecer a relação entre o fluxo luminoso útil recebido pelo plano de trabalho e o fluxo luminoso emitido, expresso por: 𝑢𝑢 = 𝜑𝜑ú𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 (eq. 5) Onde: ◦ 𝑢𝑢 = coeficiente de utilização (adimensional); ◦ 𝜑𝜑ú𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso útil (lm); ◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso total (lm). Método dos lúmens Determinação do coeficiente de utilização da luminária Esse índice pode ser obtido pela utilização de tabelas desenvolvidas pelos fabricantes para cada tipo de luminária, em função do índice do local (K) e dos coeficientes de reflexão do teto e das paredes. Método dos lúmens Determinação do coeficiente de utilização da luminária Método dos lúmens Determinação do coeficiente de manutenção Responsável por representar as perdas no rendimento das iluminações com o passar do tempo, é calculado para cada ambiente e leva em consideração, além do período de manutenção das luminárias, as condições gerais de limpeza do local. Esses valores podem ser obtidos por meio de curvas ou pela utilização de tabelas, em função do tipo de luminária. Método dos lúmens Determinação do coeficiente de manutenção Figura 14 – Valores propostos pela NBR/ISO 8995-1 (Lâmpadas fluorescentes). Método dos lúmens Cálculo do fluxo luminoso total A partir dos índices anteriores, calculamos então o fluxo luminoso total a ser produzido pelas lâmpadas, a partir da seguinte expressão: 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = 𝐸𝐸∗𝐴𝐴 𝑢𝑢∗𝑑𝑑 (eq. 6) Onde: ◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso total (lm); ◦ 𝐸𝐸 = iluminância, determinada pela norma (lux); ◦ 𝐴𝐴 = área do ambiente (m²); ◦ 𝑢𝑢 = coeficiente de utilização; ◦ 𝑑𝑑 = coeficiente de manutenção. Método dos lúmens Cálculo do número de luminárias Conhecendo o fluxo luminoso total, calcula-se o número de luminárias (𝑛𝑛) necessárias para o local, a partir da equação: 𝑛𝑛 = 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑙𝑙𝑙𝑙𝑡𝑡𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑡𝑡𝑡𝑡 (eq. 7) Onde: ◦ 𝑛𝑛 = número de luminárias; ◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso total (lm); ◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑢𝑢𝑙𝑙𝑡𝑡𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso emitido por uma luminária (lm). Método dos lúmens Ex. 1: Projetar a iluminação de uma sala de escritório de trabalho comum, com 14 m de comprimento por 9 m de largura e 3,10 m de pé-direito. O teto é branco e as paredes são pintadas de cor creme. Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT�Campus Universitário do Araguaia – CUA�Instituto de ciências exatas e da Terra – ICET�Curso de Engenharia civil Definições Definições Definições Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Número do slide 10 Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Número do slide 14 Tipos de lâmpadas Número do slide 16 Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Número do slide 22 Número do slide 23 Número do slide 24 Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Número do slide 28 Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Número do slide 39 Número do slide 40 Tipos de lâmpadas Número do slide 42 Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de lâmpadas Tipos de luminárias Cálculo luminotécnico Grandezas fundamentais Grandezas fundamentais Grandezas fundamentais Grandezas fundamentais Grandezas fundamentais Grandezas fundamentais Grandezas fundamentais Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens Método dos lúmens