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Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT
Campus Universitário do Araguaia – CUA
Instituto de ciências exatas e da Terra – ICET
Curso de Engenharia civil
Prof.: Victor Hugo Peres
INSTALAÇÕES PREDIAIS
Definições
A luminotécnica é uma área de estudo que trata da disposição, quantidade e integração dos
pontos de luz internos e externos de uma edificação.
Para que a eficiência energética e a qualidade dos ambientes em uma edificação sejam
aumentadas, deve-se pensar em complementaridade entre a luz natural e a luz artificial, ou
seja, devemos considerar a integração entre esses dois tipos de luz.
Definições
Quando tratamos da luminotécnica, primeiramente precisamos definir o que é luz:
◦ “Parcela dos espectro eletromagnético existente na natureza capaz de sensibilizar a retina dos olhos.”
Figura 1 – Espectro eletromagnético.
Definições
Durante a elaboração de um projeto luminotécnico, devem ser observados aspectos como as
dimensões do ambiente, sua função, a atividade operacional e a quantidade de horas em que
os ocupantes ficarão expostos à iluminação artificial.
É importante que se tenha muito cuidado na escolha dos aparelhos de iluminação e dos tipos
de lâmpadas, visando evitar que o ambiente tenha suas cores deformadas e/ou sua decoração
prejudicada.
A iluminação é responsável por definir as características do ambiente, sendo que uma boa
iluminação apresenta vários benefícios como: proteção à vista, elevação do rendimento do
trabalho, diminuição de erros e acidentes, maior conforto, etc.
Tipos de lâmpadas
Para definirmos o tipo de iluminação que será utilizada em um determinado ambiente é preciso
que sejam analisadas algumas características das lâmpadas normalmente utilizadas em projetos
luminotécnicos:
◦ Eficiência energética;
◦ Vida útil;
◦ Temperatura de cor;
◦ Índice de reprodução de cor;
◦ Rendimento.
Tipos de lâmpadas
Eficiência energética
É definida como a razão entre a
quantidade de lúmens gerados pela
lâmpada para cada Watt de potência
consumido.
Figura 2 – Eficiência energética de diferentes tipos de 
lâmpadas.
Tipos de lâmpadas
Vida útil
É definida como durabilidade esperada para a
lâmpada.
Figura 3 – Vida útil de diferentes tipos de lâmpadas.
Tipos de lâmpadas
Temperatura de cor
A temperatura da cor diz respeito a tonalidade de cor que a luz dá ao ambiente, geralmente
medida em Kelvin (K), e é uma característica das lâmpadas que influencia diretamente no
conforto do ambiente.
Quanto mais alta for a temperatura de cor de uma lâmpada, mais clara será a tonalidade da luz
emitida por ela. Ex.: lâmpadas com temperatura de cor de 2700 K possuem tonalidade mais
próxima ao amarelo, enquanto lâmpadas com temperatura de cor de 6500 K possuem
tonalidade mais próximas ao branco azulado.
Tipos de lâmpadas
Temperatura de cor
Segundo a NBR/ISO 8995-1:2013, as lâmpadas, normalmente, são divididas em três grupos, de
acordo com a sua temperatura de cor (ou temperatura de cor correlata).
Figura 3 – Faixas de temperatura de cor segundo a NBR/ISO 8995-1.
Figura 4 – Faixas de temperatura de cor.
Tipos de lâmpadas
Temperatura de cor
Geralmente, as lâmpadas com temperatura de cor mais baixa, ou seja, com aparência de cor
mais quentes (próxima ao amarelo), são lâmpadas mais aconchegantes, sendo, portanto,
recomendadas para ambientes em que se deseja atingir uma sensação de conforto, como
dormitórios, salas, restaurantes ou salas de jantar.
Já as lâmpadas que possuem temperatura de cor mais alta, ou seja, aparência de cor mais fria
(próximas ao branco azulado), possuem um efeito estimulante, sendo utilizadas em ambientes
de trabalho, clínicas, farmácias e hospitais.
Tipos de lâmpadas
Índice de reprodução de cor
Trata-se de uma escala responsável por mensurar a capacidade de reprodução de cores de uma
lâmpada.
Quanto mais próximo o índice de reprodução de cor (IRC) da lâmpada for do IRC 100 (valor
atribuído à luz solar), mais fielmente as cores serão vistas, isso devido ao fato de que o
enxergamos é o reflexo da luz que ilumina o ambiente.
Tipos de lâmpadas
Índice de reprodução de cor
Segundo a NBR/ISO 8995-1, em ambientes internos em que os ocupantes trabalham ou
permanecem por longos períodos, não se recomenda a utilização de lâmpadas que possuam
IRC inferior a 80.
Vale destacar que a capacidade das lâmpadas de reproduzirem bem as cores (IRC) independe
de sua temperatura de cor, existindo diversas lâmpadas que possuem temperaturas de cor
diferentes, porém, apresentam o mesmo IRC.
Figura 5 – Comparação de diferentes valores de IRC.
Tipos de lâmpadas
Rendimento
Utilizado para comparar luminárias, consiste na razão entre o
fluxo luminoso emitido pela luminária e o fluxo luminoso
gerado pelas lâmpadas.
Esse efeito de redução do fluxo luminoso é, até certo ponto,
algo desejável para que se tenha um maior controle de
ofuscamento (luminárias com maiores rendimentos possuem
menor controle de ofuscamento).
Figura 6 – Especificações técnicas.
Tipos de lâmpadas
Basicamente, as lâmpadas elétricas encontradas no mercado se dividem em três tipos distintos:
◦ Incandescentes:
◦ Padrão;
◦ Halógena;
◦ Descarga:
◦ Fluorescentes;
◦ Vapor de mercúrio;
◦ Vapor metálico;
◦ Vapor de sódio;
◦ Estado sólido – LED (Light Emitting Diode)
Tipos de lâmpadas
Incandescente – Padrão
Nesse tipo de lâmpada, o fluxo luminoso resulta do
aquecimento de um fio (geralmente um filamento de
tungstênio), devido a passagem da corrente elétrica,
até a incandescência.
Consistem de um bulbo de vidro incolor ou leitoso,
uma base de cobre (ou outras ligas) e um conjunto de
peças que contêm o filamento.
Tipos de lâmpadas
Incandescente – Padrão
No interior do bulbo de vidro, é retirado todo oxigênio,
geralmente por vácuo ou por preenchimento com gás
inerte (nitrogênio ou argônio), visando reduzir os
efeitos de oxidação no filamento.
Apesar de possuírem bom IRC, possuem baixa
eficiência e vida útil.
Tipos de lâmpadas
Incandescente – Halógena
Trata-se de um aperfeiçoamento das lâmpadas
incandescentes comuns, por meio da inserção de iodo
ou bromo no bulbo.
Possui o mesmo princípio básico que as incandescentes
comuns, porém, com uma maior eficiência e vida útil.
Geralmente, possui IRC bem próximo de 100.
Tipos de lâmpadas
Incandescente – Halógena
As lâmpadas halógenas possuem, porém, uma
significativa desvantagem: desprendem um calor muito
intenso e são pressurizadas, podendo estilhaçar-se
inesperadamente.
Atualmente, os modelos mais utilizados são as
lâmpadas dicróicas.
Figura 7 – Exemplo de lâmpada halógena (dicróica).
Figura 8 – Exemplo de iluminação com lâmpada dicróica.
Figura 9 – Iluminação pendente com lâmpadas halógenas.
Tipos de lâmpadas
Descarga
As lâmpadas de descarga são lâmpadas que funcionam emitindo o fluxo luminoso devido a
passagem de uma corrente elétrica num meio preenchido com gases ou vapores metálicos
(mercúrio, xenônio, sódio, etc.).
São lâmpadas que necessitam de um circuito auxiliar para que seja iniciada a ionização do gás e
a criação do arco elétrico.
Tipos de lâmpadas
Descarga – Fluorescentes
São compostas por um bulbo cilíndrico de vidro, com as
paredes internas cobertas com material fluorescente
(cristais de fósforo) e preenchido com vapor de
mercúrio ou argônio a baixa pressão.
Em suas extremidades, possui eletrodos metálicos de
tungsténio, por onde circula a corrente elétrica.
Tipos de lâmpadas
Descarga – Fluorescentes
Sua principal desvantagem se deve à necessidade de utilização de dois
equipamentos auxiliares:
◦ Starter → responsável por induzir a “partida” da lâmpada;
◦ Reator → responsável por produzir a sobretensão e limitar a corrente.
Figura 10 – Funcionamento do reator eletromagnético.
Tipos de lâmpadas
Descarga – Fluorescentes
Visando contornar essa limitação, foram desenvolvidas lâmpadas fluorescentes
que possuem esses equipamentos auxiliares incorporados à sua base,
denominadas fluorescentes compactas.
Possuem uma durabilidade média até 10 vezes superior a daslâmpadas
incandescentes, além de serem, aproximadamente, 80% mais econômicas do que
as lâmpadas incandescentes.
São indicadas para instalações residenciais e comerciais.
Tipos de lâmpadas
Descarga – Vapor de mercúrio
Também utilizam o princípio da descarga elétrica através de
gases.
É composta por um bulbo de vidro externo (responsável por
resistir aos choques térmicos) que encerra em seu interior um
tubo de arco, no qual é produzido o efeito luminoso.
Tipos de lâmpadas
Descarga – Vapor de mercúrio
Como no caso das lâmpadas fluorescentes, exigem que um
reator seja utilizado para conectar a lâmpada à rede e limitar
a corrente de operação, não necessitando, porém, de um
starter.
Possuem alta eficiência e durabilidade, sendo muito utilizadas
atualmente para iluminação de vias públicas e áreas
industriais (com correção de cor).
Tipos de lâmpadas
Descarga – Vapor metálico
Possui o mesmo princípio de funcionamento que as demais lâmpadas de
descarga.
Nelas, o fluxo luminoso é proporcionado por iodeto de índio, tálio e
sódio em adição ao mercúrio.
Possuem alta eficiência, alto IRC e grande vida útil.
Tipos de lâmpadas
Descarga – Vapor de sódio
Nesse tipo de lâmpada, o tubo de descarga é composto por óxido de
alumínio encapsulado por um bulbo de vidro e recoberto internamento por
um pó difusor.
Possibilita a obtenção de uma alta eficiência luminosa e uma boa aparência
de cor, além de possuir uma longa vida útil.
Possuem um aspecto de luz branco-dourada, porém, um elevado IRC.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode)
São lâmpadas que possuem uma alta eficiência energética. Ex.: uma lâmpada incandescente de
60 W pode ser substituída por uma lâmpada de LED de 3 W.
Funcionam a partir da passagem de corrente elétrica por um diodo (semicondutor), que emite
energia na forma luminosa.
Devido a sua tensão de funcionamento (aproximadamente 12 V), necessitam de um circuito
auxiliar para que a tensão proveniente da rede seja ajustada.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode)
Possuem como principal vantagem sua elevada vida útil e o seu baixo consumo.
Porém, a principal desvantagem das lâmpadas de LED se deve ao fato de serem
monocromáticas, ou seja, emitirem luz somente numa faixa do espectro luminoso.
Originalmente, possuíam também limitações devido ao seu baixo IRC e temperaturas de cor
muito elevadas, o que foi contornado nos últimos anos.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode)
Existem diversos tipos de lâmpadas de LED que podem ser utilizadas em função do tipo de
iluminação desejada (geral, decorativa, destaque, etc.).
De forma resumida, as iluminações de LED podem ser divididas em 7 tipos:
◦ Bulbo;
◦ Fitas/perfis;
◦ Painéis;
◦ Tubulares;
◦ AR;
◦ MR;
◦ PAR.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – Bulbo
Geralmente, são utilizadas para iluminações gerais.
Existem ainda algumas varrições com temperatura de cor
mais baixa (de aparência de cor quente) que podem ser
utilizadas em iluminações decorativas, como as lâmpadas
tipo bulbo filamento.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – Fitas/perfis
Consiste em uma fita linear, na qual são dispostos uma série
de pequenos LED, responsáveis pela emissão do fluxo
luminoso.
Geralmente, são utilizados com temperaturas de cor mais
baixas, em iluminações decorativas, porém, em
temperaturas de cor mais elevadas, podem também ser
utilizados como iluminações gerais.
Figura 11 – Fita de LED.
Figura 12 – Fita de LED em sancas.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – Fitas/perfis
Os perfis de LED, por sua vez, são constituídos de uma fita
de LED embutida em uma luminária linear, de pequena
largura, formando um fluxo luminoso linear e difuso.
Geralmente, são utilizados como iluminações decorativas,
porém, podem também ser utilizados como iluminações
gerais, em substituição, por exemplo, às luminárias
tubulares.
Figura 13 – Perfis de LED.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – Painéis
Geralmente, são utilizadas para iluminações gerais, com
temperaturas de cor de 4000 K ou superior, porém, existem
modelos comerciais com temperaturas de cor mais baixas.
Podem ser encontrados em diferentes formas (redondo,
quadrado ou retangular) e com vários tamanhos.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – Tubulares
Geralmente utilizadas para iluminações gerais em
ambientes comerciais ou em outros ambientes em que se
deseja uma iluminação difusa linear, com temperaturas de
cor de 4000 K ou superior.
Geralmente, consistem de uma fita de LED passando no
interior da luminária tubular, responsável pela geração do
fluxo luminoso.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – AR
Geralmente, são utilizadas como iluminação de destaque,
com temperaturas de cor mais baixas.
Possui o diferencial de a luz ser emitida para cima,
refletindo em um espelho superior instalado na superfície
interna da luminária, reduzindo o efeito de ofuscamento.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – AR
Podem ser divididas em 2 tipos em função do ângulo do
feixe luminoso:
◦ AR70 (ângulo de 24°);
◦ AR111 (ângulo entre 8° e 20°), mais indicada para ambientes
com pé-direito duplo.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – MR
Utilizadas tanto para iluminação de destaque como para
iluminação decorativa, podem ser encontradas tanto em
temperaturas de cor baixas como em temperaturas de cor
alta.
Existem 2 tipos:
◦ MR11 → menor tamanho e potência, utilizada em ponto
específicos;
◦ MR16 → maior tamanho e potência, utilizada em ambientes
mais amplos.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – PAR
Muito utilizadas como iluminação de destaque, podendo
ser encontrada em várias temperaturas de cor (aparência
de cor quente, neutra e fria).
Difere das anteriores por produzir um feixe luminoso mais
difuso, fazendo com que também seja utilizada como
iluminação decorativa ou até iluminação geral, e por
utilizarem soquete E27.
Tipos de lâmpadas
LED (Light Emitting Diode) – PAR
Podem ser divididas em 3 tipos, em função do seu diâmetro
e da sua potência:
◦ PAR20 → muito utilizadas em ambientes mais amplos, porém
de pé-direito simples;
◦ PAR30 / PAR38 → utilizadas em ambientes mais amplos, mais
recomendadas para pé-direito duplo (acima de 3 metros).
Tipos de luminárias
Responsáveis por proteger as lâmpadas, orientar o feixe luminoso, difundir a luz e reduzir o
efeito de ofuscamento.
De forma resumida, podem gerar dois tipos de
iluminação:
◦ Iluminação direta → Em que o feixe luminoso
incide diretamente sobre o plano de trabalho (de
cima para baixo), tornando a superfície de
trabalho mais destacada do que o restante do
ambiente;
◦ Iluminação indireta → Em que o feixe luminoso é
refletido em outra superfície (teto ou parede),
tornando a superfície de trabalho menos
destacada do que o restante do ambiente.
Cálculo luminotécnico
Grandezas fundamentais
Na elaboração do projeto luminotécnico, para que possamos fazer o cálculos luminotécnicos,
precisamos conhecer 4 grandezas fundamentais, baseadas nas definições apresentadas pela
NBR/ISO 8995-1:
◦ Fluxo luminoso;
◦ Intensidade luminosa;
◦ Iluminância (ou iluminamento);
◦ Luminância.
Grandezas fundamentais
Fluxo luminoso
Definido como a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz e capaz de estimular a
retina ocular à percepção da luminosidade.
Possui o símbolo “φ” e a unidade de medida lúmen (lm).
Grandezas fundamentais
Intensidade luminosa
Definida como a potência de radiação luminosa em uma dada direção ou o fluxo luminoso
irradiado na direção de um determinado ponto.
Possui o símbolo “𝐼𝐼” e a unidade de medida Candela (cd).
Grandezas fundamentais
Intensidade luminosa
A distribuição da intensidade luminosa pode ainda ser representada graficamente pela curva de
distribuição luminosa (CDL), em que a luminária é reduzida à um único ponto e a intensidade
luminosa é representada em todos os ângulos de um determinado plano.
Grandezas fundamentais
Iluminância (ou iluminamento)
Édefinido como a relação entre fluxo luminoso emitido e a área da superfície de incidência e
pode ser obtido por:
𝐸𝐸 = 𝜙𝜙
𝐴𝐴
(eq. 1)
Onde:
◦ 𝐸𝐸 = iluminância, expressa em lux (lx);
◦ 𝜙𝜙 = fluxo luminoso (lm);
◦ 𝐴𝐴 = área da superfície (m²).
Grandezas fundamentais
Iluminância (ou iluminamento)
Na prática, a iluminância corresponde ao valor médio do fluxo luminoso, uma vez que o fluxo
luminoso não se distribui uniformemente sobre a superfície.
Valores padrões de iluminância recomendada, em função do ambiente e das atividades
desenvolvidas, são apresentados pela NBR/ISO 8995-1.
Grandezas fundamentais
Luminância
É definida como a propriedade de uma fonte de luz que, em uma dada direção, em um ponto na
superfície e em um ponto a caminho do facho, é responsável por provocar a sensação de maior
ou menor claridade.
Pode ser obtida por:
𝐿𝐿 = 𝐼𝐼
𝐴𝐴
(eq. 2) Sendo:
◦ 𝐿𝐿 = luminância (cd/m²);
◦ 𝐼𝐼 = intensidade luminosa (cd);
◦ 𝐴𝐴 = área da superfície (m²).
Método dos lúmens
Para o cálculo da iluminação, podemos utilizar o métodos dos lúmens, método mais utilizado
atualmente para o cálculo de sistemas de iluminação em edificações.
Também conhecido como método do fluxo luminoso necessário para determinado ambiente
baseado no tipo de atividade desenvolvida, cores das paredes e teto e do tipo de lâmpada-
luminária escolhida.
Método dos lúmens
O cálculo luminotécnico com o método dos lúmens possui a seguinte sequência:
◦ Determinação do nível da iluminância;
◦ Escolha da luminária e lâmpadas;
◦ Determinação do índice do local;
◦ Determinação do coeficiente de utilização da luminária;
◦ Determinação do coeficiente de manutenção;
◦ Cálculo do fluxo luminoso total (lúmens);
◦ Cálculo do número de luminárias.
Método dos lúmens
Determinação do nível da iluminância
Deve ser definido de acordo com a NBR/ISO 8995-1 (Seção 6).
Método dos lúmens
Escolha da luminária e lâmpadas
Devem ser definidas em função de diversos fatores:
◦ Distribuição adequada de luz;
◦ Rendimento máximo;
◦ Estética e aparência geral;
◦ Facilidade de manutenção, incluindo a limpeza;
◦ Fatores econômicos.
Método dos lúmens
Determinação do índice do local
Deve ser calculado relacionando as dimensões do local que será iluminado, utilizando a seguinte
expressão, válida para luminárias de iluminação direta:
𝐾𝐾 = 𝐶𝐶∗𝐿𝐿
ℎ∗ 𝐶𝐶+𝐿𝐿
(eq. 3)
Onde:
◦ 𝐾𝐾 = índice do local (adimensional);
◦ 𝐶𝐶 = comprimento do local (m);
◦ 𝐿𝐿 = largura do local (m);
◦ ℎ = distância da iluminação até o plano de trabalho (m).
Método dos lúmens
Determinação do índice do local
Para luminárias de iluminação indireta, o índice do local deve ser determinado por:
𝐾𝐾 = 3∗𝐶𝐶∗𝐿𝐿
2∗ℎ′∗ 𝐶𝐶+𝐿𝐿
(eq. 4)
Onde:
◦ 𝐾𝐾 = índice do local (adimensional);
◦ 𝐶𝐶 = comprimento do local (m);
◦ 𝐿𝐿 = largura do local (m);
◦ ℎ′ = distância do teto até o plano de trabalho (m).
Método dos lúmens
Determinação do coeficiente de utilização da luminária
Uma vez que parte do fluxo luminoso emitido é perdido nas próprias luminárias, é preciso
estabelecer a relação entre o fluxo luminoso útil recebido pelo plano de trabalho e o fluxo
luminoso emitido, expresso por:
𝑢𝑢 = 𝜑𝜑ú𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡
𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡
(eq. 5)
Onde:
◦ 𝑢𝑢 = coeficiente de utilização (adimensional);
◦ 𝜑𝜑ú𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso útil (lm);
◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso total (lm).
Método dos lúmens
Determinação do coeficiente de utilização da luminária
Esse índice pode ser obtido pela utilização de tabelas desenvolvidas pelos fabricantes para cada
tipo de luminária, em função do índice do local (K) e dos coeficientes de reflexão do teto e das
paredes.
Método dos lúmens
Determinação do coeficiente de utilização da luminária
Método dos lúmens
Determinação do coeficiente de manutenção
Responsável por representar as perdas no rendimento das iluminações com o passar do tempo,
é calculado para cada ambiente e leva em consideração, além do período de manutenção das
luminárias, as condições gerais de limpeza do local.
Esses valores podem ser obtidos por meio de curvas ou pela utilização de tabelas, em função do
tipo de luminária.
Método dos lúmens
Determinação do coeficiente de manutenção
Figura 14 – Valores propostos pela NBR/ISO 8995-1 (Lâmpadas fluorescentes).
Método dos lúmens
Cálculo do fluxo luminoso total
A partir dos índices anteriores, calculamos então o fluxo luminoso total a ser produzido pelas
lâmpadas, a partir da seguinte expressão:
𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = 𝐸𝐸∗𝐴𝐴
𝑢𝑢∗𝑑𝑑
(eq. 6)
Onde:
◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso total (lm);
◦ 𝐸𝐸 = iluminância, determinada pela norma (lux);
◦ 𝐴𝐴 = área do ambiente (m²);
◦ 𝑢𝑢 = coeficiente de utilização;
◦ 𝑑𝑑 = coeficiente de manutenção.
Método dos lúmens
Cálculo do número de luminárias
Conhecendo o fluxo luminoso total, calcula-se o número de luminárias (𝑛𝑛) necessárias para o
local, a partir da equação:
𝑛𝑛 = 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡
𝜑𝜑𝑡𝑡𝑙𝑙𝑙𝑙𝑡𝑡𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑡𝑡𝑡𝑡
(eq. 7)
Onde:
◦ 𝑛𝑛 = número de luminárias;
◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso total (lm);
◦ 𝜑𝜑𝑡𝑡𝑢𝑢𝑙𝑙𝑡𝑡𝑙𝑙𝑙𝑙𝑙𝑡𝑡𝑡𝑡 = fluxo luminoso emitido por uma luminária (lm).
Método dos lúmens
Ex. 1: Projetar a iluminação de uma sala de escritório de trabalho comum, com 14 m de
comprimento por 9 m de largura e 3,10 m de pé-direito. O teto é branco e as paredes são
pintadas de cor creme.
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