Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

REPRODUÇÃO HUMANA ASSISTIDA E A ATUAÇÃO DO 
BIOMÉDICO EMBRIOLOGISTA 
 
 
MARCIANA CRISTINA DOS SANTOS1 
ANNY CHRISTIANN GARCIA GRANZOTO2 
RAFAEL LAURINDO MORALES3 
 
RESUMO: A Reprodução Humana Assistida (RHA) teve início com o nascimento do primeiro 
bebê concebido por Fertilização In Vitro (FIV) em 1978, oferecendo esperança a casais com 
dificuldades de concepção. Este trabalho aborda o tema das RHA, explorando os avanços 
tecnológicos, as questões éticas e o papel do biomédico nesse contexto. Analisam-se os 
princípios bioéticos aplicados à RHA, destacando o respeito à autonomia, a beneficência, a não 
maleficência e a justiça. Também se examina a situação das Técnicas de Reprodução Assistida 
(TRA) no Brasil, desde sua introdução até as normas éticas e legais que as regem, além de 
analisar o papel do biomédico nessas técnicas, desde a identificação de gametas até a 
manipulação de embriões. Este estudo refere-se a uma revisão de literatura exploratória, com 
abordagem qualitativa, tendo como recorte temporal o período de 2013 a 2024. Em suma, a 
aplicação das RHA representa um avanço significativo na medicina reprodutiva, oferecendo 
soluções para casais que enfrentam dificuldades de concepção. No entanto, a adoção ética e 
responsável dessas técnicas é fundamental para garantir a segurança, a integridade e o respeito 
aos princípios bioéticos e legais. O papel do biomédico é central nesse contexto, exigindo 
formação especializada e adesão estrita às normas regulatórias. Portanto, é importante continuar 
a pesquisa e o desenvolvimento nesse campo, equilibrando os avanços tecnológicos com 
considerações éticas e sociais mais amplas. Conclui-se que há uma necessidade de continuidade 
na pesquisa e na regulamentação desse campo, a fim de garantir sua segurança e eficácia. 
PALAVRAS-CHAVE: Biomédico; Fertilização In Vitro; Infertilidade. 
 
 
ASSISTED HUMAN REPRODUCTION AND THE ROLE OF THE 
BIOMEDICAL EMBRYOLOGIST 
 
ABSTRACT: Assisted Human Reproduction (RHA) began with the birth of the first baby 
conceived through In Vitro Fertilization (IVF) in 1978, offering hope to couples experiencing 
conception difficulties. This work addresses the topic of RHA, exploring technological 
advances, ethical issues and the role of biomedics in this context. The bioethical principles 
applied to RHA are analyzed, highlighting respect for autonomy, beneficence, non-maleficence 
and justice. The situation of Assisted Reproduction Techniques (ART) in Brazil is also 
examined, from their introduction to the ethical and legal standards that govern them, in 
addition to analyzing the role of biomedics in these techniques, from the identification of
 
1 Acadêmica de Graduação, Curso de Biomedicina, Centro Universitário Unifasipe – UNIFASIPE, Avenida 
Magda de Cássia Pissinati, n. 69, Residencial Florença, Sinop – Mato Grosso. Endereço eletrônico: 
marcianacristinadossantos@gmail.com. 
2 Professora, Mestre em Ciências Ambientais e Saúde, Curso de Biomedicina, Centro Universitario Unifasipe – 
UNIFASIPE, Avenida Magda de Cássia Pissinati, n. 69, Residencial Florença, Sinop – Mato Grosso. Endereço 
eletrônico: annycgranzoto@gmail.com. 
3 Professor, Mestre em Ciências em Saúde com ênfase em atividade farmacológica e toxicologia de produtos 
naturais e sintéticos, Curso de Biomedicina, Centro Universitário Unifasipe – UNIFASIPE, Avenida Magda de 
Cássia Pissinati, n. 69, Residencial Florença, Sinop – Mato Grosso. Endereço eletrônico: 
Rafaellmorales.rm@gmail.com. 
2 
 
gametes to the manipulation of embryos. This study refers to an exploratory literature review, 
with a qualitative approach, taking the period from 2013 to 2024 as a time frame. In short, the 
application of RHA represents a significant advance in reproductive medicine, offering 
solutions for couples who face difficulties in conception. However, the ethical and responsible 
adoption of these techniques is essential to guarantee safety, integrity and respect for bioethical 
and legal principles. The biomedical role is central in this context, requiring specialized training 
and strict adherence to regulatory standards. Therefore, it is important to continue research and 
development in this field, balancing technological advances with broader ethical and social 
considerations. It is concluded that there is a need for continued research and regulation in this 
field, in order to guarantee its safety and effectiveness. 
KEYWORDS: Biomedic; Infertility; In Vitro Fertilization. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
A Reprodução Humana Assistida (RHA) tornou-se uma prática clínica estabelecida 
desde o nascimento de Louise Brown, o primeiro bebê concebido por Fertilização In Vitro (FIV) 
em 1978, realizada por Robert Edwards e Patrick Steptoe. Desde então, os avanços na RHA, 
especialmente na FIV, têm sido significativos, proporcionando uma alternativa viável para 
casais com problemas de fertilidade (LEITE; HENRIQUES, 2014; RÊGO et al., 2019). Estima-
se que a infertilidade afete aproximadamente 15% da população em idade reprodutiva, podendo 
alcançar até 30% em determinadas populações. As técnicas de RHA, como a FIV, são 
recomendadas para mulheres com obstruções tubárias e para aquelas com idade superior a 35 
anos. Essas técnicas foram incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil a partir de 
2005, conforme a Portaria n° 388 do Ministério da Saúde (COELHO et al., 2023). 
A infertilidade é definida como a falha em conceber após 12 meses de relações sexuais 
desprotegidas ou inseminação com doador, especialmente em mulheres com menos de 35 anos. 
A investigação e intervenção devem ser iniciadas após 6 meses de tentativas infrutíferas ou 
imediatamente, caso haja uma causa conhecida. No contexto laboratorial, o biomédico 
desempenha atividades essenciais em Andrologia e Embriologia, incluindo a análise de 
espermogramas e a manipulação de gametas e embriões, assegurando o desenvolvimento 
adequado destes antes da transferência para o útero (BREITKO, 2019; PITA, 2021). 
A evolução da RHA, tem sido essencial para a solução de problemas de infertilidade. 
Entre as técnicas mais sofisticadas estão a FIV, a Injeção Intracitoplasmática de 
Espermatozoides (ICSI), a criopreservação de embriões e a inseminação intrauterina. Cada 
método é selecionado com base em uma avaliação clínica detalhada, considerando as 
características específicas do casal e as particularidades da condição clínica (GONÇALVES, 
2022). Informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de 48 milhões 
de casais e 186 milhões de pessoas em idade reprodutiva enfrentam a infertilidade. Além disso, 
a RHA tem sido responsável pelo nascimento de mais de 5 milhões de crianças ao redor do 
mundo (WHO, 2020). 
Os avanços tecnológicos, como a vitrificação de embriões, têm aprimorado 
significativamente a eficiência dos tratamentos de RHA. A vitrificação, uma técnica avançada 
de criopreservação, melhora a sobrevivência e a viabilidade dos embriões, aumentando as taxas 
de gravidez cumulativa e minimizando a incidência de gestações múltiplas (NAGY; SHAPIRO; 
CHANG, 2020). No Brasil, que lidera a América Latina em procedimentos de FIV e 
inseminação artificial, mais de 80 mil nascimentos foram atribuídos a tratamentos de 
infertilidade ao longo das últimas três décadas (PITA, 2021). O biomédico embriologista 
desempenha um papel crucial na RHA, realizando avaliações detalhadas de gametas, biópsias 
embrionárias para Diagnóstico Genético Pré-implantacional (DGPI), criopreservação de 
3 
 
espermatozoides e técnicas de hatching, todas essenciais para a otimização dos resultados 
terapêuticos. 
A infertilidade é uma condição de alta prevalência global, afetando entre 8% e 12% dos 
casais em idade reprodutiva, com uma média global de 9%. Em regiões específicas, como o sul 
e o centro da Ásia, o leste e o norte da África e a Europa Ocidental, essa taxa pode atingir até 
30% (IZZO; MONTELEONE;SERAFINI, 2015). Para o diagnóstico da infertilidade, são 
utilizados exames especializados, incluindo a classificação e identificação de oócitos, 
espermograma e processamento seminal. Além disso, a infertilidade é frequentemente um 
evento psicossocial estressante que pode levar a transtornos emocionais significativos. As 
Técnicas de Reprodução Assistida (TRA), implementadas pelo SUS, são oferecidas 
primeiramente a casais com infertilidade primária e, posteriormente, àqueles com infertilidade 
secundária (VIEIRA; OLIVEIRA, 2018). O debate sobre o acesso e a regulação das TRA 
envolve questões de equidade e os riscos potenciais associados. No Brasil, os principais 
métodos de RHA, incluindo FIV, ICSI e criopreservação de gametas, foram regulamentadas ao 
longo das últimas décadas, com a inclusão da FIV no SUS ocorrendo em 2005 pela Portaria nº 
388 do Ministério da Saúde. 
 
 
2. REVISÃO DE LITERATURA 
 
2.1 Infertilidade e esterilidade 
O desejo de ter filhos é um dos mais comuns em todo o mundo; no entanto, nem todos 
os casais conseguem engravidar de forma natural, levando muitos a recorrer a tratamentos 
especializados. A infertilidade é classificada após um ano de tentativas de concepção sem 
sucesso em mulheres com idade reprodutiva e vida sexual ativa, sem o uso de métodos 
contraceptivos. Refere-se à incapacidade da mulher de levar a gravidez adiante, enquanto a 
esterilidade é a incapacidade de gerar um filho (FÉLIS; ALMEIDA, 2016). A infertilidade e a 
esterilidade causam diversos impactos negativos nos casais, pois, apesar de não 
comprometerem a integridade física nem ameaçarem a vida, podem levar ao desenvolvimento 
de problemas emocionais significativos (MOURA; SOUZA; SCHEFER, 2009). 
Quanto à infertilidade masculina, apresenta diversos problemas complexos, que podem 
surgir desde o período fetal até a puberdade do homem. O aumento da infertilidade masculina 
pode estar relacionado a hábitos e fatores culturais (BORGES; MACEDO, 2016; OLIVEIRA 
et al., 2013), bem como à exposição a substâncias químicas, ao uso de medicamentos e ao 
consumo de álcool e drogas. Esses fatores podem impactar diretamente a fertilidade masculina 
e estão associados a problemas patológicos (PITA, 2021). 
 A infertilidade feminina pode ser causada por diversos fatores, incluindo alterações 
estruturais, problemas ovulatórios, endometriose e distúrbios imunológicos. A idade 
desempenha um papel crucial nesse processo, pois, com o passar dos anos, a fertilidade começa 
a declinar a partir dos 30 anos, e essa queda se intensifica após os 40. Além da idade, outros 
fatores que influenciam a fertilidade são o ganho de peso, a diminuição da vida sexual, o 
tabagismo e a síndrome do ovário policístico (SOP) (FÉLIS; ALMEIDA, 2016). O sucesso das 
TRA está diretamente ligado à idade, uma vez que há uma diminuição significativa na taxa de 
fertilização feminina ao atingir os 30 anos, reduzindo-se para metade, e para um terço aos 40. 
Essa redução está associada a riscos maternos, como diabetes mellitus, hipertensão, obesidade 
e miomas, além de riscos fetais, como abortos espontâneos, anormalidades cromossômicas, 
baixo peso ao nascer e óbito neonatal. 
 
 
4 
 
2.2 Reprodução Humana Assistida 
A RHA é um conjunto de técnicas utilizadas pela medicina com o objetivo de 
possibilitar a gestação em casais que enfrentam a infertilidade. As razões para a busca dessas 
técnicas variam, incluindo a infertilidade, uniões homoafetivas ou situações em que homens ou 
mulheres não têm parceiro sexual (SILVA, 2022). O século XX é considerado o “século de 
ouro” da RHA, pois foi nesse período que se concretizaram estudos que datam de milênios. A 
evolução da medicina possibilitou o nascimento de crianças por meio da RHA (SILVA, 2022). 
As TRA trouxeram soluções para problemas que antes não tinham tratamento e geraram 
questionamentos éticos, pessoais e religiosos. A RHA envolve um comprometimento 
emocional que começa na decisão de iniciar o tratamento e persiste durante todas as etapas do 
processo (AMARAL, 2019). As tecnologias de biologia celular estão cada vez mais evoluídas, 
juntamente com a engenharia e a genética, produzindo técnicas que serão utilizadas no DGPI, 
ajudando a diagnosticar doenças de origem cromossômica e genética (PITA, 2021). 
 
2.2.1 Contexto histórico e avanços da RHA 
As primeiras técnicas da RHA foram realizadas no século XX, quando vários cientistas 
começaram a estudar a possibilidade de fecundar um ovócito humano in vitro. Com todo esse 
estudo, em 25 de julho de 1978, nasceu na Inglaterra o primeiro bebê por fertilização artificial, 
Louise Brown, filha de uma mãe com obstrução bilateral das tubas uterinas (HEUSCHKEL, 
2015). No Brasil, em 1984, nasceu Anna Paula Caldeiras, por meio das técnicas de FIV, em 
São José dos Pinhais, Paraná, com os procedimentos sendo realizados no Hospital Santa 
Catarina, em São Paulo (LEITES; HENRIQUES, 2014). Com os avanços da biotecnologia, 
existem métodos que possibilitam que pessoas inférteis tenham filhos. A RHA, com suas 
diferentes técnicas, veio solucionar problemas de infertilidade e concretizar a gravidez quando 
outras medidas terapêuticas não foram suficientes (REGO et al., 2019). 
 
2.2.2 Diagnóstico Genético Pré-Implantacional 
A prática do DGPI, apesar de ainda apresentar desafios, tem possibilitado que mulheres 
com idade avançada, histórico recorrente de abortos ou mutações genéticas conhecidas 
analisem o material genético de seus embriões antes da transferência. Essa abordagem permite 
a identificação de mutações que podem afetar a saúde do bebê, garantindo sua viabilidade 
(SCAPIN et al., 2021). O DGPI utiliza ferramentas para detectar distúrbios relacionados a 
anomalias cromossômicas e genéticas, empregando marcadores genômicos para uma avaliação 
precisa da qualidade embrionária, sendo especialmente importante para casais com condições 
de saúde que envolvem doenças genéticas hereditárias (PIZZATO et al., 2017). 
 
2.2.3 Fragmentação do DNA do espermático 
Especificamente, com a crescente aplicação da técnica de ICSI, ficou claro que os 
espermatozoides de alguns pacientes falham em formar embriões viáveis, apesar de 
conseguirem fertilizar o ovócito e iniciar o desenvolvimento precoce da pré-implantação. Esse 
efeito paterno pode ser atribuído a anomalias na organização da cromatina dos espermatozoides 
(TAROZZI et al., 2007). Os danos ao ácido desoxirribonucleico (DNA) nos espermatozoides 
podem afetar tanto o DNA mitocondrial quanto o nuclear, sendo induzidos por seis mecanismos 
principais. Os danos ao DNA dos espermatozoides podem ocorrer devido à fragmentação 
durante a espermiogênese, à fragmentação pós-testicular induzida por radicais de oxigênio 
durante o transporte, à ação de caspases e endonucleases endógenas, e ainda aos danos causados 
por radioterapia, quimioterapia e exposição a tóxicos ambientais (SAKKAS; ALVAREZ, 
2010). 
 
 
5 
 
2.2.4 Uso de células troncos para obter espermatozoide 
Cientistas britânicos conseguiram desenvolver espermatozoides em laboratório a partir 
de células-tronco da medula óssea feminina, sugerindo que a reprodução humana poderá 
ocorrer sem a necessidade de um pai. Em 2017, esses mesmos cientistas já haviam anunciado 
o desenvolvimento de espermatozoides imaturos a partir da medula óssea de homens adultos. 
O objetivo atual é permitir que casais homoafetivos tenham filhos sem a necessidade de um 
doador de esperma. De forma similar, cientistas do Instituto Butantan, no Brasil, estão 
trabalhando no desenvolvimento de óvulos e espermatozoides a partir de células-tronco 
embrionárias de ratos machos. Se bem-sucedidos, esses avanços poderiam beneficiar casais 
homossexuais, possibilitando que tenham filhos com 100% de seu material genético 
(FERDANDES, 2020). 
 
2.3 Técnica de RHA 
A RHA é realizada por meio de um conjunto de técnicas que ajudam a reduzir as causas 
relacionadasà infertilidade e esterilidade, possibilitando a gestação quando outras medidas 
terapêuticas não obtiveram resultados eficazes (LEITE; HENRIQUES, 2014). A reprodução 
pode ser classificada em duas modalidades: homóloga e heteróloga. Na modalidade homóloga, 
utiliza-se o material genético do casal que está realizando o procedimento, sendo essa 
abordagem indicada quando, apesar de serem férteis, o casal não consegue engravidar de 
maneira natural apenas por meio do ato sexual. Já na modalidade heteróloga, manipula-se o 
sêmen ou o óvulo de um doador, sendo essa opção empregada em casos de infertilidade ou 
esterilidade de uma das partes (SOUZA, 2021). Além disso, a RHA pode ser classificada como 
intracorpórea, quando a fecundação ocorre dentro do corpo feminino, como na inseminação 
artificial, ou extracorpórea, por meio da FIV e da ICSI, que são processos realizados fora do 
corpo feminino (BORGES; MACEDO, 2016). 
 
2.3.1 Indução da ovulação 
Dentro dos medicamentos utilizados nas técnicas de fertilização, encontram-se os 
indutores da ovulação, que são fundamentais para esses processos, pois ajudam a resolver 
problemas de pacientes anovulatórias, como a SOP ou outras disfunções que impeçam o 
funcionamento normal do útero. O tratamento aumenta a produção do hormônio folículo-
estimulante (FSH) nos ovários, sendo realizado de maneira endógena por meio da 
administração de citrato de clomifeno e de maneira exógena com a aplicação de gonadotrofinas 
injetadas de duas a seis vezes ao dia. Após o uso dos medicamentos, apenas o folículo mais 
preparado terá condições de se desenvolver, permitindo a seleção necessária para 
posteriormente realizar as TRA (MARCHI; TOLEDO, 2014). 
 
2.3.2 Coito programado 
O coito programado, ou “relação sexual programada”, é uma abordagem simples 
utilizada em situações menos complexas, especialmente quando há dificuldades relacionadas à 
ovulação. Essa técnica envolve o uso de medicamentos, como o citrato de clomifeno, no início 
do período menstrual para induzir a ovulação (SOUZA, 2021). Após a indução da ovulação, 
realiza-se um acompanhamento para monitorar o tamanho dos folículos por meio de 
ultrassonografia transvaginal. Isso permite prever o momento da ovulação, que ocorre quando 
os folículos atingem cerca de 18 mm. Nesse momento, o médico orienta o casal sobre o melhor 
momento para realizar a relação sexual (HEUSCHKEL, 2015). 
 
2.3.3 Inseminação intrauterina 
Essa técnica é realizada por meio de amostras de espermatozoides qualificados em 
laboratório, que podem ser do parceiro ou do doador, e são introduzidas no útero por um cateter, 
6 
 
dispensando o uso de anestesia ou internação. O procedimento é feito no mesmo período em 
que a paciente está ovulando. Os espermatozoides são inseridos diretamente no útero, evitando 
o contato com a vagina, que pode ser um ambiente hostil. Uma característica dessa inseminação 
é que os espermatozoides que entram no útero são lavados, e a mulher pode estar sujeita a uma 
superovulação (FERREIRA et al., 2017). 
Durante o procedimento, a mulher é posicionada em posição ginecológica, enquanto o 
médico responsável introduz um cateter conectado a uma seringa contendo os espermatozoides 
processados, que são lentamente injetados no útero da mulher. Esse procedimento geralmente 
é realizado próximo à ovulação e pode envolver o uso de amostras do parceiro ou de um doador 
(MARTINES et al., 2016). O ciclo ovulatório pode ser desencadeado de forma natural ou 
estimulado por meio de medicamentos como citrato de clomifeno, inibidores de aromatase e 
gonadotrofinas injetáveis. Todos esses medicamentos são utilizados para induzir a ovulação e 
aumentar as chances de concepção (IPGO, 2021). 
 
2.3.4 Transferência intratubária de gametas e Fertilização In Vitro 
 A técnica de Transferência Intratubária de Gametas (GIFT) envolve a coleta simultânea 
dos óvulos da mulher e dos espermatozoides do parceiro por meio de laparoscopia. Durante o 
mesmo procedimento, os gametas preparados são inseridos em uma cânula especial e 
introduzidos nas trompas de Falópio, local onde a fertilização ocorre naturalmente. Se tudo 
acontecer conforme o esperado, os espermatozoides poderão penetrar em um ou mais óvulos, 
resultando na formação do embrião (STANZIOLA, 2014). 
A FIV, conhecida também como “bebê de proveta”, é realizada em casais que já 
tentaram outros procedimentos ou que têm dificuldades para alcançar uma gravidez, seja por 
métodos naturais ou assistidos. No laboratório, é feita a manipulação dos óvulos e 
espermatozoides, além da inseminação, que ocorre a partir do depósito na cavidade uterina após 
o desenvolvimento embrionário em seus diversos estágios. O procedimento inclui a coleta de 
espermatozoides por punção nos testículos ou por masturbação. Para as mulheres, a coleta dos 
gametas é realizada por meio da indução da ovulação, utilizando injeções subcutâneas. Após 
esses passos, os espermatozoides são selecionados e colocados junto com os óvulos em uma 
placa de Petri, onde ocorre a fertilização natural no laboratório (SOUZA, 2021). 
 
2.3.5 Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides 
Considerada uma parte da FIV, a técnica de ICSI envolve a injeção de um gameta 
masculino no citoplasma do ovócito com o auxílio de um micromanipulador. As fases dessa 
técnica são divididas em indução da ovulação, aspiração folicular, classificação dos ovócitos, 
preparação do sêmen, limpeza e preparação dos ovócitos, injeção do espermatozoide, seguida 
pela avaliação embrionária e, por fim, a transferência dos embriões (HEUSCHIKEL, 2015). 
A ICSI ocorre após a estimulação ovariana, com a coleta dos óvulos e a coleta do 
material seminal no mesmo dia. Nessa técnica, apenas um único espermatozoide é utilizado 
para a fertilização. O espermatozoide é imobilizado, o que torna sua membrana permeável e 
expõe seu núcleo, permitindo a fusão com o ócito. O espermatozoide é inserido, com o auxílio 
de um microscópio e micromanipuladores, diretamente no ooplasma do ócito. Após esse 
processo, deve-se monitorar seu desenvolvimento para verificar se a fertilização foi bem-
sucedida. Após essa confirmação, realiza-se a transferência do embrião para o útero 
(GUTERRES, 2021). 
 
2.3.7 Transferência tubaria de zigoto ou embriões 
Nesta técnica, os gametas feminino e masculino são colocados juntos in vitro para que 
ocorra a fecundação, formando, assim, o zigoto, uma célula com 46 cromossomos. O zigoto, 
ou os zigotos formados, são então colocados nas trompas uterinas, que darão continuidade à 
7 
 
formação do bebê. A diferença entre a GIFT e a Transferência Tubaria de Zigoto (ZIFT) é que, 
na ZIFT, a fertilização ocorre fora do corpo da mulher e, em seguida, o zigoto é transferido. Já 
na GIFT, a formação do embrião acontece no corpo da mulher, com o encontro do óvulo e do 
espermatozoide nas trompas de Falópio (SILVA, 2016). Na técnica de Transferência Tubária 
de Embriões (TET), utiliza-se o mesmo método, mas a transferência do embrião é realizada no 
segundo dia após a FIV, quando o embrião já possui de duas a oito células (HEUSCHKEL, 
2015). 
 
2.3.8 Estimulação mínima 
A estimulação mínima ou convencional, também conhecida como Mini-FIV, é uma 
técnica que busca promover a estimulação ovariana de maneira mais natural, sendo mais 
semelhante à estimulação do organismo feminino. Nessa abordagem, utiliza-se uma quantidade 
menor de hormônios, o que reduz a dor causada pelas aplicações hormonais. Na estimulação 
mínima, são utilizados medicamentos de menor custo, como o citrato de clomifeno, que é 
administrado uma vez ao dia, do terceiro ao oitavo dia do período menstrual, estimulando de 
maneira natural a secreção de gonadotrofinas. Para reforçar essa ovulação, é utilizada uma dose 
baixa de FSH, que será administrada nos dias oito, dez e doze. Assim, o clomifeno promove a 
estimulação natural da FSH, mas também bloqueia o hormônio luteinizante(LH), prevenindo 
a ovulação prematura (HEUSCHKEL, 2015). 
 
2.3.9 Complicações das técnicas de RHA 
Os pacientes que irão realizar as técnicas devem estar cientes dos fatores de risco que 
envolvem esses procedimentos, assim como dos fatores de risco obstétricos e neonatais. Na 
RHA, a chance de ter mais de um feto é significativa, o que aumenta a probabilidade de partos 
prematuros, descolamento de placenta e até mesmo óbito fetal (GRANER; BARROS, 2009). 
As gestações múltiplas também são consideradas uma complicação, uma vez que a presença de 
múltiplos embriões representa um risco para a gestante. Para isso, alguns avanços tecnológicos 
na medicina e técnicas mais aperfeiçoadas permitem a seleção de embriões com maior 
probabilidade de resultar em uma gestação de um único embrião (REDLARA, 2018). 
O uso de medicamentos com alta concentração hormonal para estimular a ovulação pode 
aumentar as chances de ocorrência da Síndrome de Hiperestímulo Ovariano (SHEO). Essa 
condição se manifesta com sintomas como dor abdominal e, em situações mais graves, pode 
levar a complicações como distúrbios de coagulação e comprometimento renal. Mulheres que 
têm SOP apresentam maior probabilidade de desenvolver SHEO (HEUSCHKEL, 2015). 
 
2.4 Normatização no Brasil para a RHA 
Não há, no Brasil, uma legislação governamental específica para RHA. Devido à falta 
de legislação, foi criada a Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) 1.358/1992 para 
normatizar os procedimentos nessa área. Ao longo do tempo, à medida que as técnicas foram 
aprimoradas e ocorreram mudanças culturais e sociais, surgiu a necessidade de atualizar a 
regulamentação, resultando na Resolução CFM 1.957/2010. Com os avanços, foram feitas 
novas adaptações, culminando na Resolução CFM 2.013/2013 (FRANK et al., 2015). Embora 
ainda existam alguns projetos de lei que buscam criar o “Estatuto de Reprodução Assistida”, a 
Resolução atualmente em vigor é a nº 2.168/2017 do CFM. Essa normativa estabelece a 
proibição da divulgação de dados pessoais para proteger a identidade do doador de material 
genético (CIDRÃO; MUNIZ; VIEIRA, 2021). Hoje, no Brasil, qualquer pessoa, 
independentemente da orientação sexual ou do estado civil, pode realizar as técnicas de RHA. 
Durante o procedimento, a escolha do sexo ou de características biológicas para o bebê é 
proibida, exceto em casos de doenças ligadas ao sexo (FRANK et al., 2015). 
 
8 
 
2.5 Bioética 
A bioética tem sido um campo de debate e ajustes constantes, por isso vem se moldando 
ao longo da história. Dessa forma, a dignidade humana torna-se o elo que une a discussão em 
torno da bioética e da ética em geral, considerando as implicações da biotecnologia e da RHA 
e sua influência direta na vida (ESCOBAR-PICASSO; ESCOBAR-COSME, 2010). Existem 
três princípios éticos que são considerados básicos para esta área: o princípio do respeito pelas 
pessoas, o princípio da beneficência e o princípio da justiça. Além disso, há quatro pressupostos 
formulados por Beauchamp e Childress, autores reconhecidos por seus trabalhos de teorização 
moral: justiça, beneficência, não maleficência e autonomia, que são considerados eixos 
fundamentais na bioética (AZAMBUJA; GARRAFA, 2015). 
A RHA está intrinsecamente ligada à bioética, uma vez que aborda questões 
fundamentais, como o início da vida, A RHA, a natureza jurídica do embrião, a esterilização de 
seres humanos, os direitos do nascituro, o aborto, as células-tronco, a clonagem, os transplantes 
e os organismos geneticamente modificados, entre outros temas sobre os quais ainda não há um 
consenso moral estabelecido. A bioética tem como objetivo principal resolver conflitos e 
debates que surgem dos avanços científicos, especialmente considerando que é comum o 
surgimento de questões não regulamentadas pela lei, as quais afetam diversos valores e direitos 
protegidos (SOUZA, 2021). 
 
2.6 O papel do biomédico em RHA 
O profissional biomédico atua em uma área muito ampla. Segundo o Conselho Federal 
de Biomedicina (CFBM), esse profissional é apto a realizar diversas atividades. Sua atuação 
em análises clínicas permite a realização de exames e a elaboração de laudos. No contexto da 
reprodução humana assistida (RHA), ele é responsável pela identificação e classificação de 
oócitos, espermogramas, processamento seminal, criopreservação seminal, criopreservação 
embrionária, classificação embrionária, hatching, biópsia embrionária e, na embriologia, pela 
manipulação de gametas (BARBOSA et al., 2017). 
 
2.6.1 Espermograma, processamento seminal e criopreservação seminal 
O espermograma, também conhecido como análise seminal, é um dos primeiros exames 
solicitados pelo médico para avaliar diversos aspectos do ejaculado. No entanto, não deve ser 
utilizado isoladamente para determinar se uma pessoa é infértil, uma vez que a infertilidade 
envolve vários fatores (GUTERRES, 2021). Este exame consiste em duas etapas principais: a 
análise macroscópica, que avalia aspectos como liquefação, volume, cor, odor e pH; e a análise 
microscópica, que analisa a concentração, motilidade, vitalidade e morfologia dos 
espermatozoides (DINIZ, 2023). 
No processamento seminal, o sêmen é coletado por masturbação e, em seguida, a 
amostra é analisada para avaliar a concentração dos espermatozoides, sua motilidade e 
morfologia. O sêmen é processado para separar os espermatozoides móveis e normais dos 
imóveis e anormais. Essa técnica geralmente é realizada por meio da lavagem seminal ou do 
gradiente de densidade, com o objetivo de selecionar os melhores espermatozoides para a 
fertilização do óvulo (SOUZA et al., 2022). 
 A técnica de criopreservação seminal tem como objetivo congelar os espermatozoides 
e armazená-los para uso futuro; eles são conservados em nitrogênio líquido para preservar sua 
fertilidade (SILVA, 2020). O congelamento do sêmen ocorre em bancos específicos para esse 
fim. O sêmen coletado para congelamento pode ter sido ejaculado ou pode ser obtido 
diretamente do epidídimo ou dos testículos. Essa técnica visa garantir a fertilidade de homens 
que passaram por procedimentos médicos ou tratamentos que possam prejudicar sua fertilidade 
(SANTOS et al., 2019). 
 
9 
 
2.6.2 Identificação e classificação oocitária, criopreservação embrionária e classificação 
embrionária 
No processo de identificação e classificação oocitária, o fluido folicular é desagregado 
e, em uma placa de Petri, ocorre a identificação dos ovócitos. Eles são classificados quanto ao 
seu grau de maturidade e morfologia. Vários fatores podem interferir na maturação, como o 
ciclo menstrual, a idade e a presença de patologias (GUTERRES; 2021). 
A criopreservação de embriões consiste na utilização de técnicas de congelamento com 
o intuito de preservar e interromper o desenvolvimento do embrião, para que ele possa ser 
utilizado meses ou anos depois. Ao realizar a criopreservação de embriões, é necessário seguir 
as normas éticas e técnicas previstas na Resolução do CFM. Todo centro de reprodução humana 
pode criopreservar embriões, desde que siga as normas de vigilância sanitária, e as diretrizes 
profissionais e éticas. A clínica deve informar quantos embriões foram gerados para o paciente, 
para que este decida por escrito o destino dos embriões remanescentes em caso de divórcio ou 
falecimento, como mantê-los congelados, doá-los ou utilizá-los para pesquisa (CFM, 2019). 
Os principais critérios empregados na escolha dos embriões para transferência são 
fundamentados na morfologia embrionária nos dias 2 e 3 após a fertilização. Em linhas gerais, 
essa avaliação considera fatores como o número de células, a ausência de núcleos anômalos nos 
blastômeros, a simetria dos blastômeros, a presença de fragmentação citoplasmática, a taxa de 
divisão e a ocorrência de multinucleação (FIGUEIRA; AOKI; JUNIOR, 2015). 
 
2.6.3 Assisted Hatching, biopsia embrionária e manipulação de gametasA Assisted Hatching (AH) é uma técnica que utiliza uma ruptura artificial na zona 
pelúcida por meio de métodos mecânicos, químicos, enzimáticos ou a laser. Pode ser realizada 
através do afinamento para criar um furo ou pela remoção completa da zona pelúcida. A técnica 
é empregada para prevenir falhas no estágio de blastocisto, quando o embrião eclode da camada 
protetora para iniciar o processo de implantação. Assim, a realização da técnica visa facilitar a 
entrada do espermatozoide no gameta feminino, possibilitando a fecundação (MARTINS, 
2010). 
A biópsia embrionária pode auxiliar no DGPI, tendo como propósito identificar 
alterações genéticas e cromossômicas, certificando que os embriões não apresentem nenhuma 
alteração, o que pode aumentar a taxa de sucesso para uma gestação saudável. A coleta para a 
biópsia pode ser realizada em alguns estágios embrionários: no primeiro dia, no segundo dia ou 
no quinto dia (CARVALHO; DALMASO; MORAES, 2022). 
A técnica utilizada para realizar testes genéticos antes da implantação do embrião na 
mulher, chamada de DGPI, visa analisar a composição genética para selecionar embriões que 
sejam normais cromossomicamente, aumentando as chances de uma gravidez saudável e 
diminuindo as chances de aborto. O DGPI pode ser realizado tanto no embrião quanto nos 
oócitos e é geralmente indicado quando os pais possuem alguma alteração cromossômica 
(GUTERRES, 2021). 
 
 
3. MATERIAL E MÉTODO 
 
3.1 Tipo de pesquisa 
Este estudo consiste em uma revisão de literatura exploratória com uma abordagem 
qualitativa que analisa a RHA e a atuação do biomédico embriologista, envolvendo a busca por 
informações relevantes sobre o tema. A coleta de dados abrangeu o período entre o segundo 
semestre de 2023 e o primeiro semestre de 2024, com pesquisas realizadas nos bancos de dados 
National Library of Medicine (PubMed), Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) e Scientific 
10 
 
Electronic Library Online (SciELO), com um recorte temporal de 2009 a 2024. Foram 
utilizadas palavras-chave como “Fertilização In Vitro”, “embriologia” e “Reprodução Humana 
Assistida”. 
 
 
4. CONCLUSÃO 
 
A RHA representa uma área da medicina que tem avançado significativamente, com 
diversas técnicas e procedimentos desenvolvidos para auxiliar casais que enfrentam 
dificuldades para conceber de forma natural. Com a incorporação de técnicas como a FIV e a 
ICSI, os avanços na área proporcionaram novas esperanças e impulsionaram debates sobre 
questões éticas, sociais e legais. 
O papel do biomédico nas RHA é de suma importância, abrangendo funções que vão 
desde a identificação e classificação de oócitos e espermatozoides até a manipulação de gametas 
e embriões. É fundamental que esses profissionais sejam devidamente capacitados e 
habilitados, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo CFBM e por outras entidades reguladoras. 
A evolução tecnológica, especialmente a criopreservação de embriões, tem contribuído 
para a eficácia e segurança dos procedimentos de RHA, aumentando as taxas de sucesso e 
reduzindo os riscos associados. Além disso, a regulamentação da RHA no Brasil garantiu o 
acesso a esses tratamentos por meio do SUS, proporcionando oportunidades para casais de 
diversas classes sociais, apesar de haver desafios a serem superados em termos de 
regulamentação e acesso. 
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
AMARAL, W. N. Revista Bioética CREMEGO – Conselho Regional de Medicina do 
Estado de Goiás. 2019. 
 
AZAMBUJA, L. E. O.; GARRAFA, V. The common morality theory in the work of 
Beauchamp and Childress. Revista Bioetica, v. 23, n. 3, 2015. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/bioet/a. Acesso em: 16 out. 2023. 
 
BARBOSA, A. R.; ADRIANO, A.; MAICA, E. A. S.; ZANONI, K.; KLASSEN, K. As 
conquistas da biomedicina dentro das suas áreas de atuação. Cadernos da Escola de Saúde, v. 
1, n. 2, 24 fev. 2017. Disponível em: https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php. 
Acesso em: 23 out. 2023. 
 
BORGES, C. H. de S.; MACEDO, L. C. Infertilidade masculina decorrente de microdeleções 
no cromossomo Y. Reprodução & Climatério, v. 31, n. 3, p. 169-174, 2016. Disponível em: 
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413208716000091. Acesso em: 03 nov. 
2023. 
 
BREITKO. D. M. Infertility Workup for the Women’s Health Specialist: ACOG Committee 
Opinion, Number 781. Obstet Gynecol. 2019 Jun v. 133, n. 6, 2019. Doi: 10.1097/ AOG. 
Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31135764/. Acesso em: 12 mar. 2024. 
 
CARVALHO, N. M; DALMASO, K; MORAES, M. E. Tecnologia reprodutiva: os avanços 
das técnicas da reprodução humana assistida, 2022. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/bioet/a
https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/index.php
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413208716000091
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31135764/
11 
 
https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/b51e9034-ae2e-425b-838f-
32684d6adfbc. Acesso em: 12 mar. 2024. 
 
CFM - Conselho Federal de Medicina. Código de Ética Médica: Resolução CFM nº 2.217, 
de 27 de setembro de 2018, modificada pelas Resoluções CFM nº 2.222/2018 e 2.226/2019. 
Conselho Federal de Medicina – Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2019. 
 
CIDRÃO, T. V.; MUNIZ, A. W.; VIEIRA, P. S. Estatuto Internacional de Reprodução 
Assistida: Uma Intervenção Necessária? Revista Direito e Justiça: Reflexões Sociojurídicas, 
v. 21, n. 39, p. 157-169, 2021. Disponível em: 
https://san.uri.br/revistas/index.php/direitoejustica/article/view/311. Acesso em: 29 set. 2023. 
 
COELHO, L. A. B. dos S. et al. Fertilização in vitro: debates éticos e legais na reprodução 
assistida. Brazilian Journal of Health Review, v. 6, n. 4, p. 16524-16532, 2023. Disponível 
em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61898. Acesso em: 
15 set. 2023. 
 
DINIZ, T. R. et al. Infertilidade Masculina: uma Revisão Bibliográfica. 2023. Disponível em: 
https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/6685. Acesso em: 13 mar. 2024. 
 
FÉLIS, K. C.; ALMEIDA, R. J. de. Perspectiva de casais em relação à infertilidade e 
reprodução assistida: uma revisão sistemática. Reprodução & Climatério, v. 31, n. 2, p. 105-
111, 2016. Disponível em: 
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413208716000078. Acesso em 16 out. 
2023. 
 
FERDANDES, T. Cientistas criam espermatozoide em laboratório a partir de célula feminina. 
Centro de Criogenia Brasil - CCB, 2020. Disponível em: https://ccb.med.br/noticia/648-
cientistas-criam-espermatozoide-em-laboratorio-a-partir-de-celula-feminina. Acesso em: 20 
mai. 2024. 
 
FERREIRA, I. E. R.; ALVES, L. T.; CARVALHO, R. R. L. de; ALMEIDA, D. M. P. F. de. O 
avanço da genética no contexto da reprodução humana: uma revisão de literatura. Rev. Interd. 
Ciên. Saúde, v. 4, n. 2, p. 61-70, 2017. Disponível em: 
https://revistas.ufpi.br/index.php/rics/article/view/5967. Acesso em: 10 ago. 2023. 
 
FIGUEIRA, R. de C. S.; AOKI, T.; JUNIOR, E. B. Limitations and controversies in 
determining the predictive value of oocyte and embryo morphology criteria. Revista Brasileira 
de Ginecologia e Obstetrícia, v. 37, p. 533-546, 2015. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/3pdwQp3dmMhtPgfSv6BwLHg/?format=pdf&lang=pt. Acesso 
em: 20 abr. 2024. 
 
FRANK, A. P. A. et al. Estudo comparativo das regulamentações de reprodução assistida e das 
leis de abortamento de Brasil, Alemanha, Colômbia e França. Reprodução & Climatério, v. 
30, n. 2, p. 77-82, 2015. Disponível em: 
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413208715000400. Acesso em: 29 set. 
2023. 
 
https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/b51e9034-ae2e-425b-838f-32684d6adfbc
https://repositorio.animaeducacao.com.br/bitstreams/b51e9034-ae2e-425b-838f-32684d6adfbc
https://san.uri.br/revistas/index.php/direitoejustica/article/view/311
https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/61898https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/6685
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413208716000078
https://revistas.ufpi.br/index.php/rics/article/view/5967
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/3pdwQp3dmMhtPgfSv6BwLHg/?format=pdf&lang=pt
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1413208715000400
12 
 
GONÇALVES, D. Reprodução humana assistida e seus impactos na família 
contemporânea. Revista Direito & Consciência, v. 1, n. 1, p. 177-190, 2022. Disponível em: 
https://revistas.unifoa.edu.br/direitoeconsciencia/article/view/4110. Acesso em: 15 set. 2023. 
 
GUTERRES. Y. S. Atuação Laboratorial do Biomédico na Reprodução Humana Assistida. 
2021. Disponível em: 
https://repositorio.pgsscogna.com.br/bitstream/123456789/43228/1/YASMYN_SANTOS_G
UTERRES_TCC_VERS%C3%83O_FINAL. Acesso em: 11 mar. 2024. 
 
HEUSCHKEL, M. A. Aspectos epidemiológicos da reprodução humana assistida no Brasil. 
2015. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/40228. Acesso em: 03 out. 
2023. 
 
IPGO – Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia. Inseminação intrauterina (IIU) – 
Inseminação artificial (Grupo IPGO). 28 de set. de 2021. Disponível em: 
https://ipgo.com.br/inseminacao-intrauterina-iiu-inseminacao-artificial-grupoipgo/. Acesso 
em: 03 mai. 2024. 
 
IZZO, C. R.; MONTELEONE, P. A. A.; SERAFINI, P. C. Reprodução humana: estado 
atual. Revista da Associação Médica Brasileira, v. 61, p. 557-559, 2015. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/ramb/a/VZ4jFMFBZGJHtttFXXm5bFH/abstract/?lang=pt. Acesso em 
03 nov. 2023. 
 
LEITE, T. H.; HENRIQUES, R. A. H. Bioética em reprodução humana assistida: influência 
dos fatores sócio-econômico-culturais sobre a formulação das legislações e guias de referência 
no Brasil e em outras nações. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 24, p. 31-47, 2014. 
Disponível em: https://www.scielo.br/j/physis/a/f3ZJv55XCDg9H9DLKptr3Cp/. Acesso em: 
30 ago. 2023. 
 
MARCHI, S.; TOLEDO, D. E. A indução da ovulação na Fertilização in vitro: uma revisão 
farmacológica. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research–BJSCR, v. 9, n. 1, p. 
99-106, 2014. Disponível em: https://www.mastereditora.com.br/periodico/20141130_215524. 
Acesso em: 16 out. 2023. 
 
MARTINES, C. M. et al. Inseminação Intrauterina: Aspectos Atuais. In: CARVALHO, L. F. 
P. de; MALVEZZI, H. (ed.). Série Reprodução Humana: Inseminação Intrauterina. Cidade 
do Panamá: Jaypee-Highlights Medical Publishers Inc., 2016, p. 02-11. 
 
MARTINS, W. de P. et al. Assisted hatching em reprodução assistida: uma meta-análise de 
ensaios clínicos controlados. Femina, 2010. 
 
MOURA, M. D. de; SOUZA, M. C. B. de; SCHEFFER, B. B. Reprodução assistida: um pouco 
de história. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, v. 12, n. 2, p. 23-42, 
2009. Disponível em: https://revistasbph.emnuvens.com.br/revista/article/view/470. Acesso 
em: 03 nov. 2023. 
 
NAGY, Z. P.; SHAPIRO, D.; CHANG, C. Vitrification of the human embryo: a more efficient 
and safer in vitro fertilization treatment. Fertility and sterility, v. 113, n. 2, p. 241-247, 2020. 
Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S001502821932610X. 
Acesso em; 25 ago. 2023. 
https://revistas.unifoa.edu.br/direitoeconsciencia/article/view/4110
https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/40228
https://www.scielo.br/j/ramb/a/VZ4jFMFBZGJHtttFXXm5bFH/abstract/?lang=pt
https://www.scielo.br/j/physis/a/f3ZJv55XCDg9H9DLKptr3Cp/
https://www.mastereditora.com.br/periodico/20141130_215524
https://revistasbph.emnuvens.com.br/revista/article/view/470
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S001502821932610X
13 
 
OLIVEIRA, N. S. et al. Considerações sobre infertilidade masculina. Caderno de Graduação-
Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT-SERGIPE, v. 1, n. 2, p. 21-26, 2013. Disponível em: 
https://periodicos.set.edu.br/cadernobiologicas/article/view/254. Acesso em: 03 nov. 2023. 
 
PITA, A. P. L. C. Estudo comparativo e progressão futura dos métodos fertilização in 
vitro-FIV aplicados em pacientes no Brasil. 2021. Disponível em: 
https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/13523. Acesso em: 10 set. 2023. 
 
PIZZATO, B. R. et al. Revisão das técnicas de biologia molecular aplicadas no diagnóstico 
genético pré-implantacional e uma reflexão ética. Reprodução e Climatério, v. 32, n.1, p. 7-
14, 2017. 
 
REDLARA. Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida. Instituição. 2018. 
Disponível em: http://www.redlara.com/aa_portugues/duvidas.asp. Acesso em 25 maio 2024. 
 
RÊGO, I. P. R. et al. Reprodução Assistida: a evolução da ciência no campo da reprodução 
humana, 2019. Disponível em: https://portal.unisepe.com.br/unifia/wp-content/uploads. 
Acesso em: 05 out. 2023. 
 
SAKKAS, D.; ALVAREZ, J. G. Sperm DNA fragmentation: mechanisms of origin, impact on 
reproductive outcome, and analysis. Fertility and sterility, v. 93, n. 4, p. 1027-1036, 2010. 
Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20080235. Acesso em: 09 mai. 2024. 
 
SANTOS, A. S; LAUSCH, T. D.; DE MEDEIROS, Í.; DOS SANTOS, J. D.; MASCARIN, J. 
S.; ZÜGE L. G.; VIERA, M. E. Atuação do biomédico na reprodução humana. Revista saúde 
integrada. v. 12, n. 25, p. 29-30, 2019. Acesso em: 03 nov. 2023. 
 
SCAPIN, B. de A. et al. Avanços em testes genéticos pré-implantacionais: revisão de literatura. 
Research, Society and Development, v. 10, n. 15, p. e429101523103-e429101523103, 2021. 
Disponível em: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/23103/20467/278413 
Acesso em: 05 maio 2024 
 
SILVA, V. P. V. As técnicas de reprodução humana assistida frente ao vigente 
ordenamento jurídico brasileiro. 2022. Disponível em: 
https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/3964. Acesso em: 03 out. 2023. 
 
SOUZA, A. O. S. G. de et al. Alcance de gametas seguros através de técnicas de processamento 
seminal para casais soro discordantes para HIV: revisão de literatura. Pesquisa, Sociedade e 
Desenvolvimento, v. 11, n. 16, pág. e439111638579-e439111638579, 2022. Disponível em: 
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/38579/31814/419710. Acesso em: 20 
abr. 2024. 
 
SOUZA, V. M. P. A formação da monoparentalidade feminina a partir da reprodução 
humana assistida heteróloga: a família como instrumento de desenvolvimento pessoal. 2021. 
Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/223450. Acesso em: 03 out. 2023 
 
STANZIOLA, L. Evoluções nas Técnicas de Reprodução Artificila e legislação. Escola da 
Magistrada do Paraná, 2014. Disponível em: https://www.emap.com.br/wp-
content/uploads/2019/10/lucimar-stanziola.pdf. Acesso em: 28 abr. 2024. 
 
https://periodicos.set.edu.br/cadernobiologicas/article/view/254
https://repositorio.animaeducacao.com.br/handle/ANIMA/13523
http://www.redlara.com/aa_portugues/duvidas.asp
https://portal.unisepe.com.br/unifia/wp-content/uploads
https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20080235
https://repositorio.pucgoias.edu.br/jspui/handle/123456789/3964
https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/download/38579/31814/419710
https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/223450
14 
 
VIEIRA, M. F. C.; OLIVEIRA, M. L. C. Protocolo de Atendimento Psicológico em um 
Serviço de Reprodução Humana Assistida do Sistema Único de Saúde-SUS. Psicologia: 
Teoria e Pesquisa, v. 34, p. e3449, 2018. Disponível em: 
https://www.scielo.br/j/ptp/a/ddYdKn5fw9Fq7gXkHvXSHNs/. Acesso em: 16 set. 2023. 
 
World Health Organization - WHO. Infertility. 14 de set. de 2020. Disponível em: 
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infertility. Acesso em: 26 mar. 2024. 
https://www.scielo.br/j/ptp/a/ddYdKn5fw9Fq7gXkHvXSHNs/
https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/infertility

Mais conteúdos dessa disciplina